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Os Infernais - Aniquilação

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Os Infernais - Aniquilação Seg Nov 07, 2022 5:15 pm
Relembrando a primeira mensagem :



Os Infernais - Aniquilação


Deep Cutt e Deucalion D Doss [Piratas]

não possui narrador definido.
Aberta

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Re: Os Infernais - Aniquilação Qua Dez 14, 2022 6:03 pm



Aquelas cicatrizes significavam muito mais do que elas por si só diziam, aquilo ligava ela e o demônio que agora lutava contra ela, mesmo que ela não soubesse disso nesse momento, a conexão entre eles ia além de acaso, era como se as coisas estivessem se somando em algo maior conforme o tempo passava. Mas nesse mesmo momento, o combate não poderia parar.

Eles estavam em um teste e por isso, ele precisava continuar, mas agora ele não mais considerava ela apenas um rostinho bonito aleatório dentro da marinha, alguem para o qual um fã clube torcia, ele compreendia que se tratava de uma pessoa com grande força de vontade, alguem que ele não podia apenas vencer sem dar tudo de si.

Nesse momento em meio a esse cenário ele passou de uma vez com a faca na nadega da moça, entretanto ela moveu de uma vez sua nádega, batendo lateralmente contra a faca, o barulho que fez foi como se ela se chocasse com aço, ela tinha bloqueado a adaga com uma bundada.

Aparentemente todo corpo dela tinha sido preparado para lutas, e ele não se enganaria, aquela textura não era a de pele ou carne, que ele tanto cortava, que ele tanto ansiava por enfiar sua faca em tantas e tantas vezes, aquele era um choque contra algo de ferro, o barulho, dureza, tudo parecia igual.

Mas isso não acabava por aí, nesse mesmo momento, conforme ele passou diante dela, ele percebeu ela sumindo, ele conhecia esse truque, algo parecido com o que ele executava mas ao mesmo tempo diferente, o dela parecia depender de velocidade exclusivamente, mas os olhos de Cutt não conseguiram acompanhar.-O que foi, para onde estava olhando?- ela dizia como uma critica ao olhar focado em suas pernas algo devidamente respondido

O que o levou a sentir um joelho atingindo bem a sua barriga e o lançando para trás. E as palavras dele eram bem verdadeiras, o sentimento de que arrancar a cabeça dela talvez não desse um fim a sua vida, era uma mulher poderosa, ela não se parecia com outros tenentes que ele pudesse ter enfrentado. E outro golpe vindo de cima ao qual ela subiu de uma vez duas lâminas de vento esquivadas por ele, mas que deixavam grandes talhos na terra.

Algo que mostrava que a força dela não estava para brincadeira além de subir a poeira novamente, onde ela sumiu de sua visão, aparecendo por trás dele e aparecendo aplicando outra técnica com o dedo que zuniu perto do ouvido dele. Mas ela não usou aquilo pra matar, mas pra surpreender o verdadeiro golpe era um chute na panturrilha que tirava o diabo do chão, ele conseguia cair do modo certo pelas suas habilidades acrobáticas, mas ainda assim, ele levantava cuspindo sangue pelo primeiro golpe.

Nesse pondo ele falava de sua posição e força, algo que fazia ela pensar sobre o que ele estava falando, aquelas palavras faziam a mulher também parar suas investidas. Aquilo tinha um significado, ele estava só tentando ganhar confiança? Não aquelas palavras pareciam muito sérias. Então ela respirou profundamente, e parou as investidas estendendo a mão para que ele se levantasse.-Acho que podemos encerrar o teste. Você é bem rápido, e sabe claramente manejar essa adaga, eu posso te ensinar um pouco do que sei. Mas lhe aviso, você vai ter que quebrar todos os seus limites físicos.- ela sorriu quando disse isso.

Mas a verdade era que ela tinha ficado intrigada com o que o rapaz falou, as mesmas marcas? Será que ele entendia mesmo o que estava dizendo, pela primeira vez aquela impassividade tinha caído, ela parecia ter levado a serio.-Mas antes de iniciar o treino, vamos comer, e preparar mais comida para os desabrigados. E depois voltamos aqui para treinar, tudo bem? Devo me trocar também.- completou ela, com uma questão simples, que era retórica também, para que tivessem seu combinado em prática.

Ela saia dali um tanto quanto balançada pela ultima coisa que ele tinha dito, ela aparentemente ficou com isso das cicatrizes em sua cabeça, tentava matutar como cada coisa tinha acontecido e por que, mas também relembrava de onde veio tudo aquilo, a questão não eram as cicatrizes dela, mas a afirmação de que ele possuía também.

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Deep
Novato
Re: Os Infernais - Aniquilação Qui Dez 15, 2022 3:07 pm


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Após o fim da luta, ainda estava intrigado com a bunda daquela mulher, não pelos motivos que normalmente os animais machos ficam, mas por que a carne ali extremamente dura, como aço… Obviamente se minha força estivesse sendo usada totalmente com minha arma real, nem mesmo o aço aguentaria o corte, mas ainda assim era impressionante.

Ainda bem que decidi me intrometer na cidade escondido, se aquelas cicatrizes significam que ela é sequer metade de mim, eu poderia perder alguns homens na brincadeira de dominar a cidade, afinal Azazel me pediu pra evitar de destruir a cidade, assim como para não matar todos, não sei qual o plano, mas tenho minhas opiniões.

Enquanto pensava respondia a fala da mulher com um Uhum…, ao mesmo tempo que meus olhos ainda era atraídos de recanto de olho para as pernas daquela mulher, as cicatrizes realmente tinham alugado um apartamento na minha mente.

Falando nisso, também preciso tomar um banho e trocar de roupa… Já estava suado mesmo antes dessa luta…

Diria olhando para os marinheiros que observaram a luta, na esperança de apontarem algum banheiro público e talvez me darem alguma roupa que estivesse sobrando.

Se me apontassem algum lugar para tomar meu banho, o faria, ficando pensativo quando visse minhas próprias cicatrizes… Por que diabos ela está na marinha? Eles que permitem que isso ocorra… Em frente dos problemas eu decidi me tornar um problema pros outros, tornar minha dor uma dor de todos, teria ela decidido ajudar a impedir a dor? Seria ela o outro lado da moeda?

Limparia meu corpo para tirar todo o suor e sujeira de minha pele e cabelo, assim que terminasse me vestiria com o que eu tinha pra me vestir. No caso de receber um uniforme da marinha, o olharia com um sorrisinho antes de o vestir, um pensamento de a situação ser quase irônica me passaria na cabeça.

Me vestiria e pensaria um pouco na marinheira novamente, lembraria de Rinchiele, a mulher que eu pulverizei na cratera da cidade… No fim eu farei o mesmo com você, Sara… Deveria ter ido pro mesmo lado que eu, nesse mundo o bem nunca ganha, você poderia estar no meu barco, mas ficará no fio da minha lâmina.

Uma vez de banho tomado e vestido, voltaria para ajudar os necessitados, feridos e desabrigados, não sabia cozinhar, mas podia fingir ser útil em algo ali. Buscaria ajudar a distribuir a comida e ajudar em outras coisas que aparecessem.

Se em algum momento passasse perto da Sara, usaria meu indicador para relar no bíceps de seu braço mais próximo e diria.

Estranho… É alguma akuma da bunda de aço? Seu braço não parece ser tão duro… Disparos de ar… Cortes de vento sem lâmina… Bunda de ferro… Não é nenhum animal mitológico e não consigo pensar numa possibilidade de akuma que contemple tudo isso…

Se ela me explicasse sua habilidade como não sendo uma akuma, mas sim algo diferente, diria:

Então basicamente você endurece quando quer?Humm…

Meio confuso e com uma sobrancelha arqueada, levaria o indicador a lateral de quadril, em uma das nádegas e então diria sem um único tom de malícia ou sexualidade na voz:

Verdade, não está tão dura agora… Meio ruim isso, você fica vulnerável a ataques surpresa… Você consegue fazer isso em qualquer parte do corpo então? Costelas? Olho? cabelo? Ou é tipo, um super controle muscular e você precisa de músculos na área?

Eu estava realmente curioso com aquela mulher, quase saindo de personagem, estava me esquecendo completamente de como pessoas normais agem, eu simplesmente não tinha interesse sexual, portanto estava apenas verificando habilidades de batalha, como uma criança que via um novo brinquedo.

Se alguém reclamasse de minhas ações e falasse que não podia me portar assim, diria:

Assim como? Como vou entender que uma parte do corpo endureceu ou não sem tocar, não é como se ela trocasse de cor quando usa a habilidade… Eu tenho que aprender não? Como você aprendeu? Demorou quanto?

Se em algum momento falassem comigo sobre longos treinos ao redor de anos, faria uma careta e diria:

Normalmente eu não demoro tanto pra aprender as coisas… Então me parece que ser prático é mais eficiente… Somos todos adultos aqui… Tirem a mente da sarjeta e pensem com a cabeça e não com o pau…








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Legenda:

-Fala do Deep

-Voz da entidade

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Re: Os Infernais - Aniquilação Dom Dez 18, 2022 10:31 pm



Toda aquela luta, tudo que tinha acontecido deixou Cutt levemente chocado. Aqueles combates definitivamente foram algo interessante, mesmo que ele não devesse ter tido os problemas se usasse suas armas, ou assim ele pensava nesse ponto, poderia ter cortado ela, ainda assim era impressionante a maneira como aconteceu.

Então ele colocava sua ideia em prática, ele queria tomar banho, e dizia isso abertamente, onde um dos soldados realmente respondia sem muitas delongas.-Tem um vestiário naquela direção, lá tem vários chuveiros, pode ir pra lá.- e assim ele seguiu para o local do banho, se tratava de um banheiro bem grande.

Tinham varios chuveiros separados por cabines, que tinham uma porta sanfonada, que era o que podia ser usado para ter mais privacidade, ele via que ali era só masculino, então provavelmente ele poderia encontrar caras de porta aberta tomando banho por ali. E nesse ponto ele tirou todas as suas impurezas.

Ele se banhou de modo a fazer com que pudesse ficar completamente limpo, enquanto sua mente vagava pela ideia de que ele precisava matar ela, assim como ele matou outras pessoas, ela não podia ser diferente, ele teria de tirar ela dali de alguma forma, afinal ela estava do lado oposto de sua luta pessoal, os planos de Azazel iam além de qualquer, forma, ele não sabia tudo.

De toda forma, ele ia seguindo o roteiro que precisava, saindo do banheiro, ele seguia começando a ajudar a servir o sopão pras pessoas, enquanto isso eles iam entregando um prato depois do outro, as pessoas tinham um olhar agradecido, a felicidade tomava conta de cada um que estava ali.

Era notável como os olhares sempre se mostravam de admiração e felicidade, alguns poucos pareciam ter algum tipo de olhar esperançoso, como se suas esperanças começassem a ser revividas durante esse pequeno momento. O que mostrava o trabalho que todos estavam realizando ali tinha resultados aos poucos sobre as vidas daqueles inocentes.

De qualquer forma, a coisa mudava quando o rapaz resolvia relar no braço dela, para ver se era rígido, e percebia que não, iniciando uma pergunta sobre a habilidade da qual ela explicava.-Eu posso endurecer quando quero, não é algo passivo, é uma habilidade ativa, normalmente eu só uso para realizar alguns bloqueios, mas não é meu recurso principal, mas uma boa habilidade complementar.- disse ela, como explicando a parte mais básica da habilidade.

E então outra pergunta vinha logo de sequência, onde ela respondia.-A habilidade enrijece a musculatura da região, de modo a fortalecer todo o lugar, eu não preciso de muitos músculos, pequenos músculos como os da face já servem para deixar ela dura dessa forma.- explicou ela de forma bem sucinta também, sobre o funcionamento, algo que ele entendeu rapidamente e pontuou sobre isso deixá-la vulnerável a ataques surpresas.

O que definitivamente era verdade, e ela concordava, mas ponderava além disso.-Sim, de fato, mas creio que todos tem problemas com isso, digo, há formas de se antecipar o golpe, mas se pego realmente de surpresa, até mesmo o demônio morreria com seu coração arrancado enquanto ele dorme. A questão é que nem todas as pessoas são pegas com facilidade em ataques surpresa, existem muitas formas de antecipar ações.- disse comentando sobre o que ela achava dessa questão de forma simples.

Apesar de tudo, ela sabia que qualquer um podia acabar morrendo do nada, enquanto simplesmente ponderava sobre qualquer assunto.-Venha, todos foram servidos, vamos comer agora.-E assim ela pegava um prato de sopa pra si, e da forma mais humilde, sentava-se em um recanto de parede, ficando tranquila enquanto comia devagar, saboreando a sopa. Sua calma e serenidade transpassadas pelo olhar, eram simplesmente belas.

Depois que a janta terminasse, ela então ficaria algum tempo sentada, ali deixando a comida baixar. E nesse ponto, ela levantou e se esticou.-Muito bem, vamos lá para fora, vou te mostrar as habilidades e posso te ensinar uma delas.- disse ela guiando ele para o mesmo campo de treino, que varios soldados a seguiam novamente, ela se posicionava, e começava mostrando em ordem.

Primeiro ela sumia na frente dele, reaparecendo alguns segundos depois, em seguida corria pelo ar, disparando lâminas de vento, então, descia dando uma dedada que perfura o chão com a força. E por fim ela se enrolava inteira, se contorcendo e enrolando o braço em torno do tronco e mostrando a mão do outro lado, ela enrolava-se como se fosse um pano ou um papel.-O primeiro é o Soru, ele implica em uma técnica de explosão de velocidade, dez passos rápidos e fortes. Geppou, consistem em correr no ar, usando ele como se fosse solo, então, tem o Rankyaku a capacidade de disparar laminas de vento. O Shigan, a capacidade de usar seu dedo como se fosse um tiro de pistola. Por fim, Kami-e permite uma flexibilidade anormal, e a que não mostrei novamente é o Tekkai, que deixa o corpo rigido. Pode escolher uma delas, são chamadas de Rokushikis, uma arte marcial especial.- disse a moça explicando pra ele do que se tratavam.

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Novato
Re: Os Infernais - Aniquilação Seg Dez 26, 2022 11:38 pm


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Fui tomar banho e ao meu redor podia ver corpos nus, mas isso não me incomodava, eu via essas coisas de forma diferente do comum, na real nada me chamava a atenção em simplesmente ver um corpo nu, me seria mais chamativo se estivessem coberto em chagas, feridas e sangue… Fora isso eu tinha coisas mais interessantes em minha cabeça. Na realidade, conversava com Azazel, ele me contava seus planos e desejos para a cidade e para esta ilha, algo que ele estava me deixando no branco.

Um sorriso se esgueirava pela beirada de meus lábios, o plano era maravilhoso, totalmente diferente do que eu costumava fazer, aparentemente eu estava entrando no ramo de demonologia profissional agora. Precisaremos de uma fazenda de formigas…

O que você quer dizer com…

Azazel perguntava, mas parava a pergunta ao meio conforme meus pensamentos eram lidos e as ideias lhe agradavam.

Uhhh… Garoto… Ser bonzinho aqui realmente fez você ficar nervoso, né? E eu achando que poderia ter que te fazer voltar pro caminho correto… Mas parece que te ensinei bem…

Prossegui, me vesti e fui ajudar a servir a comida, as pessoas tinham esperança em seus rostos… Que visão nojenta, eu realmente tinha vontade de voltar a minha forma completa e matar todos, mas Azazel me lembrava dos planos. Realmente, quando eu queria ficar escondido, você me exigia mortes a todo momento, quando quero matar todos, você me exige calma e planejamento, é quase como se você quisesse apenas me incomodar. A risada rouca e ecoante dentro de meu crânio me fazia suspirar, teria de me segurar, eram minhas ordens.

Entrava então numa conversa com a mulher que me testou, conversa a qual me fazia ficar desinteressado na habilidade que ela demonstrou, sinceramente me parecia tão errado gastar meu tempo pra treinar para apanhar, quando poderia apenas gastar o mesmo tempo para treinar para não apanhar normalmente.

Após um tempo todos eram servidos e era nossa vez de comer, mas o ato me era incomum, quando pequeno eu não tinha permissão de comer a mesa e uma vez na rua eu comia restos e pedaços com as mãos, mesmo em meu barco como tudo sentado no convés, com as mãos. Além disso não tenho costume de comer com talheres e muito menos como uma refeição e nova como essa, na rua é só restos e no meu barco ninguém cozinha, basicamente comemos pão,frutas, vegetais, presunto e carne de sol. Toda a situação me era alienígena, então me sentava no chão em um canto, de costas para uma parede ou lona de forma a ficar olhando para de onde podiam me atacar ou roubar minha comida, um instinto das ruas e da infância traumática.

Desacostumado com os talheres, os pegava de forma desajeitada, quase grossa e sem o mínimo de graça, usava o mesmo para levar a comida à boca que fica próxima ao prato, com olhos vagando pelos arredores em busca de ameaças, uma cena quase animalesca.

Assim que terminava a refeição, levava o prato pra lavar e me encostava do lado de fora, ao vento para deixar a comida descer e para que o vento batesse em minha pele recém banhada para a refrescar.

A mulher então vinha me levar pra treinar e me explicava uma a uma as tais habilidades, primeiramente o soru, aquele movimento mais rápido que eu, que ela fez, MUITO interessante… Geppou, andar no ar, legalzinho e útil, mas eu já faço algo assim com meus elementos, então não é muito prioritário… Rankyaku, soltar cortes de vento do chute… Me lembrava de meus ataques de corte de vento com minha faca e percebia que já tenho isso, então pra que buscar algo que já tenho tão apressadamente?... Shigan, a mulher fazia um buraco no chão com o dedo e eu me lembrava das novas lagoas que eu fiz recentemente na cidade… Próximo né?... Kami-e, a mulher se contorcia e se flexionava… Porra eu faço isso desde os doze anos de idade, é a base do meu estilo de luta original, fico quase honrado de já ter um desses… Tekkai… Bunda de aço, já não me desinteressei por isso mais cedo, então pra mim a escolha era clara a única habilidade que me interessava rapidamente, era uma só…


~Aprendizado de Rokushiki: Soru~


Se você só quer me ensinar um… Prefiro o Soru…

O cenho da capitã Sara se fechava.

-Não é questão de querer, é questão de tempo, o tal pirata não deve demorar muito pra atacar, temos pouco tempo, não sabemos nem se você vai conseguir aprender um sequer, afinal você nem tem a disciplina de treino militar, pode ser difícil se acostumar e pegar o jeito.

Balançava a cabeça em silêncio e sem muita vontade, meio que apenas para concordar e encerrar a conversa.

-Primeiramente você precisa treinar seu corpo, os rokushikis são o ápice do treino corporal, então você precisa começar atingindo seus limites. E pra isso você treinará com alguns outros…

Seguia mulher e logo nos encontramos com um pequeno grupo de pessoas, neste grupo rapidamente recebemos ordens para alguns exercícios básicos, polichinelos, abdominais, uma corrida. realmente nosso físico estava sendo forçado.

Em certo momento a mulher nos parou num local próximo a água onde pegou um balde e o equilibrou em sua cabeça logo antes de nos pedir para lhe atirar pedras, às quais ela bloqueou todas sem derrubar o balde, demonstrando controle e agilidade corporal.
Obviamente nossos desempenhos no mesmo treino, não eram tão bons, principalmente o meu, vivi uma vida desregrada e sem disciplina, não possuía tanto costume em controlar meu corpo como ninguém ali e mais de uma vez derrubei o balde de água sobre mim.

Encharcado e frustrado, não estava de bom humor e pra finalizar o dia de treinamento, com o sol já baixo no céu, a capitã Sara nos chamava para nos dar uma lição, nos mostrava um poste alto de madeira, o qual em seu topo tinha uma flecha fincada.

-Pois bem, creio que estão cansados, mas vocês estão no lugar errado se querem vida mansa…

Dizia Sara enquanto lhe travian dois pesos circulares amarrados em faixas de pano, ela apontava pra um dos rapazes e o chama para amarrar os pessos em seus pulsos.

-Essa é a disciplina e essa é a força, elas pesam muito em sua vida, mas apenas quando aprender a ter as duas poderá fazer seus maiores desafios… Pegue a flecha…

Os pesos pareciam ser muito pesados, pois o homem tinha muita dificuldade de o levantar e realmente, conforme as pessoas iam trocando o peso entre si, logo tive a oportunidade de sentir seus pesos, não eram absurdos, mesmo sem me transformar poderia me mover quase livremente com eles, mas por estarem amarrados em cada mão, eles pesavam de forma a atrapalhar que você segurasse no poste.

-Vamos, quem conseguir pegar a flecha poderá ir jantar e dormir cedo, o resto terá sessão treino até mais tarde.

Como esperado, todos ficaram recebendo treinos sobre rokushiki até mais tarde, eram nossos primeiros contatos com os rokushikis e apesar de explicarem uma base de todos, falavam para treinarmos um pouco daquele que nos fosse mais interessante.

Após terminarem o treino as nove da noite, nos deram maçãs e mandaram comer e dormir, mas eu não conseguia dormir ainda, pois eu não tinha costume de dormir cedo, então continuei treinando, o conceito de soru era estranho, passos rápidos e fortes, algo um tanto quanto estranho de se pensar, ainda por cima minha forma humana tinha menos força, então era ainda mais difícil treinar, prossegui sendo cabeça dura até umas duas da madrugada.



-LEVANTEM VAMOS…

Acordava sob gritos, suado do calor da noite e com olheiras embaixo dos olhos, o sol mal havia nascido, devia ser o que? Quatro e meio ou cinco da manhã. Exausto e sentindo a privação de sono, me levantei, além de tudo o suor da noite era nojento e grudava minha camisa no peito, não estava acostumado a dormir no calor, normalmente eu ronco ar gelado enquanto durmo.

Voltávamos ao treino de rokushiki, basicamente tínhamos que intercalando com treinos físicos puxados, estava desempenhando abaixo da média em todos, me sentia fraco e cansado, essas características ficavam cada vez mais fortes conforme o dia passava, me fazendo ficar furioso ainda por cima, pois realmente estava passando vergonha.

De qualquer forma, o treino prosseguia, já no fim do dia nos davam pedaços de madeira com pesos de pedra para carregarmos durante uma corrida matinal e eu aparentemente era o único com apenas duas horas e meia de sono nas costas, pois rapidamente fiquei atrasado no grupo mais uma vez, mal conseguia dar muitos passos sem dar piscadas longas quase cochilando, além da falta de sono, todo o treino pesado do dia pareciam forçar minhas pálpebras para baixo e acabei por trombar com uma pedra ao quase dormir pela milésima vez, a terra me recebia de braços abertos perante minha queda e pouco tempo em seguida sentia meus pesos sendo erguidos, ao olhar pra cima, vi a capitã Sara, pegando meus pesos com uma cara de decepção em seu rosto.

Aquela noite antes de irmos dormir, tivemos o teste da disciplina e força novamente, obviamente ninguém conseguia ainda, principalmente eu, mas algo mudou, o discurso de quem nos treinava.

-Vocês com certeza não são o que eu pedi como material para soldados, são tolos e sem jeito, não quero desistir de nenhum, mas se vocês não tiverem a força e a disciplina para treinar, como vão lutar e vencer? Não irei mais pegar vocês pela mão, agora irei estar lá para ajudar com os treinos, mas apenas isso…

Pra mim o discurso entrou numa orelha e saiu pela outra, queria apenas dormir, mais uma noite quente num barracão cheio, o calor e o suor me impedia de dormir, mesmo com o cansaço era impossível. Então fui em uma torneira, arranquei minha camisa e a encharquei de água antes de a vestir de novo e voltar pra cama, molhada a camisa resfriar a cada mínima lufada de ar, gelando bem meu corpo e embalando meu sono.

Meu arranjo pra dormir foi tão bom que dormi direto pela madrugada, manhã e parte da tarde, acordei com o sol já começando a avermelhar no horizonte. Me assustei por ter perdido os treinos de hoje já que ninguém nos acordou, mas ao mesmo tempo, não era como se eu tivesse perdido muito. Ou pelo menos assim eu achava, ao encontrar o grupo, alguns já começavam a executar uma base do rokushiki, alguns conseguiam executar uma versão imperfeitamente de mais de um.

Corri até a Sara, estava nervoso, furioso na realidade, no dia que eu não estava, ela ensinou o truque real do rokushiki.

Capitã? O que está acontecendo? O que ensinou hoje? Preciso entender também…

-Bom dia, dormiu bem?... Não ensinei nada diferente, a diferença é que eles tiveram a disciplina de treinarem com toda sua vontade, enquanto você preferiu dormir até mais tarde… Disciplina e força… Já disse…

Boquiaberto e frustrado, participei dos últimos treinamentos do dia e teste do poste mais uma vez e ainda assim ninguém conseguia cumprir o teste.
A janta desceu amarga aquele dia, dormi cedo, frustração e raiva me fizeram acordar bem antes do sol, mas eu não queria arriscar perder os treinos de novo. Decidido a esperar que os outros acordassem, me sentei à frente das barracas, mas estava furioso por estar atrás dos outros e enquanto isso, o poste estava ali, em pé, iluminado pelas estrelas, me desafiando e zombando.

Os pesos ficavam presos ao poste então decidi tentar, mas foram várias novas falhas e foi então, enquanto o céu começava a receber a luz do sol que eu pensei, era uma metáfora, por mais que eu fosse forte, eu não tinha disciplina e isso me deixava pra trás do grupo, pois se precisa de ambas juntas para se ir longe, ou pelo menos isso que ela disse… Mas não faz sentidos, esses pesos um de cada lado só atrapalham…

Minhas sobrancelhas arquearam, havia percebido algo, valia a pena tentar. Me posicionei e joguei os pesos de forma ao excesso de corda em ambos se enrolarem atrás do poste, dito e feito, ainda pesavam, mas agora conseguia jogar o peso do corpo para trás para frear minha descida, conseguindo respirar e “descansar”.

Demorei pra subir, era difícil, mas estava progredindo, o sol iluminava a ponta do poste com a flecha e eu me aproximava, suor pingava de minha testa quando alcancei o topo e peguei a flecha… Uma ovação me pegava desprevenido, não havia percebido que alguns dos treinados já haviam acordado e assistiam minha subida, mas logo notei a capitã saindo de seus aposentos para ver o que era o barulho e arremessei a flecha inofensivamente alguns metros à sua frente.

Bom dia, capitã… Corrida matinal?

Comemos um pão e então fomos para a corrida com pesos, aproveitava para treinar os passos fortes e velozes durante a corrida, aproveitando dos pesos para fortalecer minhas pernas, não me transformava, mas usava agora toda a força e habilidade física de meu corpo humano, repeti o processo em todos os treinos, ficando a frente da maioria em todos, aparentemente o demônio havia aprendido a disciplina do treino e com apenas mais um dia, já estava treinando mais que o básico do soru, como o usar de forma correta e não apenas sem querer ao me esforçar ao máximo.

Havia chegado no mesmo nível dos que me deixaram para trás pelo dia que perdi e até mesmo passei muitos. No fim fui o primeiro da turma a aprender o soru de forma a conseguir o usar de forma básica sem problemas, mas também fui o único que focou em apenas um rokushiki, todos os outros estavam na metade do caminho para dois, no entanto eu queria apenas o soru até me acostumar.


~Final do aprendizado~


No entanto eu estava estranhando, havia falado pro meu bando atacar a cidade após três dias, mas nem atacaram e nem me deram mensagens para pedir permissão… O que será que aconteceu com esses palermas? Tá certo que não quero que ataquem tão cedo agora, mas eles não leem minha mente.

Após meus treinos matinais, iria buscar trabalhar, se alguém tivesse algo pra fazer fora da cidade, iria sondar a situação para ver se conseguia ouvir algo sobre e se precisassem de algum voluntário pro serviço, iria me voluntariar.

Se tivesse algum café da manhã, iria comer, mas tentaria comer sentado na mesa mais vazia do local, para tentar reduzir meu comportamento animalesco.








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Legenda:

-Fala do Deep

-Voz da entidade

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Re: Os Infernais - Aniquilação Sab Dez 31, 2022 12:23 pm



A vida militar muito certamente não era o sonho de Cutt, era de uma necessidade de se dedicar a atividades de uma forma que ele não estava devidamente acostumado, o que fez seu treinamento ser algo difícil, mas ainda assim, ele tinha conseguido o que ele julgava ser mais importante a curto prazo. O Soru havia sido adquirido, com uma certa luta, mas ainda assim tudo tinha dado certo.

Ele então no dia seguinte acordava, já se perguntando cadê os ataques? O que tinha acontecido com seus subordinados, e na verdade a ilha parecia calma demais nesses últimos momentos. Mas talvez outras coisas fora do radar estivesse acontecendo, ou será que eles atacaram em algum lugar? Erraram a localização? Bem, muitas perguntas, pra poucas respostas.

Eles definitivamente não liam mentes, então nada disso seria uma espera pelos melhores momentos. No entanto, esse tempo ocioso para pensar sumia depois desses momentos, onde a tenente apareceu logo que ele acordou dizendo.-Bom dia, eu queria lhe pedir ajuda para uma investida que estaremos fazendo, aparentemente alguem voltou a atacar a ilha, uma bomba química foi liberada. Matando centenas, mas talvez não seja exatamente isso, estou suspeitando de atividade do Demônio de Sirarossa, nessa investida, talvez seja por conta da quantidade de mortos, mas está estranho. - disse ela coçando o queixo.

Entretanto ela já explicou o por que de seu chamado pouco tempo após encerrar sua primeira frase, fazendo uma pausa bem curta entre as duas questões.-Essa é sua chance de talvez enfrentar ele novamente e ter sua revanche, você vem? Temos poucas pistas, mas já é muito.- disse com seriedade, mas uma firmeza no olhar que demonstrava que ela confiava no que estava por vir, talvez ela fosse tola, ou talvez tivesse coisas a sua disposição que a tornassem mais confiante ou talvez apenas certa de si.

Mas do ponto de vista do nosso demônio, bem, ele sabia que não era ele. Seus companheiros talvez? Mas bombas químicas? Bem, isso parecia distante do que exatamente eram seus companheiros, mas claro, nesses três dias, quem sabe o que Deucalion poderia ter recrutado em meio a tudo isso. E se ele tivesse agora um imitador? Que usasse química para emular seus poderes? Ou era tudo uma mera coincidência.

A Tenente também parecia desconfiada sobre esse ataque, mas de qualquer forma, ela não sabia muito sobre o atentado que não fossem relatos, além disso, não conheceu o Demônio pessoalmente, apenas ouviu e leu sobre ele em todos os relatórios que lhe fizeram, algo que já era uma lista bem extensa. E por fim ela falava.-Ah e uma última coisa, tome cuidado, se for mesmo o alvo de sua vingança, cuidado, mantenha sua mente firme, ou vai cair, cuidado também com o que respira, ouve, ou vê, tenha sempre sua mente firme no objetivo.- ela apenas supunha que pelos relatos, tudo dele parecia magia, talvez ele usasse técnicas de confusão mental, não tinha 100% de certeza, mas não custava avisar, talvez algo como um gás do riso, das histórias que leu quando criança.

Histórico Deep:

Histórico Deucalion:



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Deep
Novato
Re: Os Infernais - Aniquilação Seg Jan 02, 2023 11:45 am


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Era acordado pela Sara e chacoalhava mentalmente minha vontade de arrancar sua cabeça por isso, enquanto ela me explicava o porquê de precisar de mim. Nossa como era interessante suas falas, mesmo atuando eu ainda ficava boquiaberto.

-Já te digo que não parece coisa dele… Se fosse dele, ele enfiaria a cara dele em todo lugar, teriamos total certeza de que foi ele… Fora que não acharemos que é uma bomba, o desgraçado tem uma akuma que permite ele cuspir um bilhão de coisas e força suficiente pra abrir dois piscinões de Hasagt novos na cidade com uma facada no chão… Ele não usaria uma bomba… Químicos parece a cara dele… Bomba sem assinar… Não… Isso é mais alguém…

Óbvio que eu sabia que não era eu, claramente meus motivos que dava para ela também eram reais e verdadeiros, mas isso significava algo que eu não gostava, assim como em Sirarossa, alguém veio caçar no meu território e nem pediu bença.

Temos que ficar fora disso…

Dizia ficando em pé e trocando de roupa para meu uniforme.

Em Sirarossa, um assassino roubou um dos alvos do demônio e foi ai que a marinha o descobriu, começaram ao caçar e tentar prender ele… O cara tava caçando o outro assassino, mas queimou meia ilha por que a marinha entrou em sua frente… Esse cara novo que está atacando, vai virar alvo dele… Se eu for sozinho posso me esgueirar, buscar informações, ficar a paisana e tentar achar o responsável pela bomba, pois o demônio fará o mesmo, ai posso rastrear onde ele e seu bando se escondem… Ai a gente poderá saber o que ele planeja e até mesmo podemos armar uma armadilha para quando ele voltar pra toca depois da luta…

Se a mulher falasse que deveríamos ir pra cima deles e evitar o combate entre os dois, diria:

Ah é? estamos nos preparando para tentar aguentar um ataque do demônio e vencer, mas vamos lá e entrar no meio da briga dele com mais alguém? Isso supondo que ele não perceba nossa movimentação, por que se ele perceber ele vai deixar a gente lutar até cansar com o outro cara enquanto ele transforma todos os civis daqui em sopa ácida antes da gente voltar… Vamos dividir os marinheiros? uns ficam e uns vão? Não temos muito mais força que o bando dele se estivermos todos aqui, separados é morte certa pra quem encarar ele…

Caso ela falasse pra eu não ir sozinho, argumentaria:

E mandar um grupo de pessoas pra se esgueirar dele? Ele tem cinco cabeças, sabe se lá quantas orelhas… Fora que não dá pra saber quais os exatos poderes da akuma dele, até onde eu sei não há nenhum coala capaz de cuspir fogo no livro de biologia… Então talvez seja alguma akuma baseada num demônio, mas não podemos sequer sonhar em bobear com o que ele pode fazer, eu sou rápido, sei soru pra fugir, sei me esconder e já vi ele caçando outro assassino antes…

Após eu dar todos meus argumentos, diria num tom calmo e melancólico:

Perdão capitã, é força do costume… É apenas minha opinião… O que você mandar eu faço.

Se a capitã me mandasse ir com um grupo, iria acompanhar o mesmo andando sempre na formação decidida ou mais atrás para observar o que faziam.

Já no caso de poder ir por conta própria, trocaria para roupas comuns e sairia da cidade, usaria o soru pra ganhar distância e assim que visse algum lugar que pudesse me esconder, como árvores ou rochas, me agachar atrás desses e ficaria quieto, esperando ver se alguém estava me seguindo. Observaria escondido os arredores em busca de notar pessoas. Se não houvesse ninguém, seguiria para o local onde costuma ficar ancorado o meu barco.

Se encontrasse o meu barco, entraria nele e rumaria para meu quarto pegar as coisas que deixei lá, roupas e arma, também me transformando de rotina.

Se visse Colt no barco, perguntaria:

Algumas perguntas, você olhou o mapa que mandei? Por que não atacaram a cidade quando eu falei para o fazerem? E por último, já verificaram o que ocorreu sobre a tal bomba?











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-Fala do Deep

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Re: Os Infernais - Aniquilação Ter Jan 03, 2023 9:01 pm



Deep logo interviu no raciocínio de levar uma equipe consigo, até porque ele não poderia ser livre, e definitivamente ele sabia que não era ele, porque se ele está aqui, alguém tem de estar lá. Dessa forma, a moça logo questionou.-Sua ideia não parece de tudo ruim, mas, você tem certeza que pode se manter na moita? Sem ser visto?- questionou genuinamente preocupada com cutt nessa situação, ela realmente ficava com dúvidas de como prosseguir.

Era verdade que essa era uma oportunidade bem importante para a marinha, uma coleta de dados, entretanto ela ainda queria ir lá, mas no fim acabava dizendo.-Bom, eu não queria mandar alguém sozinho, por que é algo muito perigoso, mas acredito que se for apenas espionagem, talvez não seja um problema. Entretanto vou mandar alguns marinheiros pra limitar os danos da área, mas os farei seguir por outra rota para não estarem junto com você.- disse ela completando a história, ela deixava que ele fosse seguir seus instintos, ficava notavelmente preocupada, dava pra ver no olhar, que ela realmente estava querendo proteger Cutt. Mesmo relutante pegou o mapa e mostrou pra ele o lugar das explosões.-Aqui, essa foi a última zona dos ataques, e eles estão vindo por essa região.-Ironicamente era próximo de onde Deep havia mandado seus subordinados atacarem.

No fim ela deixava ele se preparar e dizia quando ele estava saindo.-Se a coisa ficar feia fuja e me chame, e vamos com uma frota pra lá certo?- reforçou novamente para deixar claro que ela não queria que ele se envolvesse em coisas perigosas, ela sentia que precisava que ele ficasse bem, mas ao mesmo tempo algo também dizia pra ela que ele era capaz de fazer algo assim. Ele então foi para um local escondido, depois de se afastar bastante do QG, ele trocou-se, transformou-se e seguiu até seu barco.

Lá ele pode pegar o que foi procurar, mas o barco estava inabitado, não tinha ali sinais de ninguém a algum tempo, o que era estranho, alguma porra esquisita estava definitivamente acontecendo. Mas de qualquer forma, ele precisava tomar decisões de como agir, afinal ele agora tinha uma presa sobre sua mira.

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Deep
Novato
Re: Os Infernais - Aniquilação Ter Jan 03, 2023 11:28 pm


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A capitã parecia um pouco preocupada em me deixar ir… Seria um sentimento de responsabilidade? Não estou aqui há muito tempo e ela já acha que meu futuro é culpa dela? realmente a gente pendeu para lados muito opostos depois da infância. Fico até com pena.

Fingia um sorriso confiante e saía da cidade com um aceno de cabeça, assim que achava que não estaria mais sendo visto, me transformava, não apenas ganhando as cabeças de coala, mas toda minha postura e expressão facial, o humano preocupado e frustrado sumia, meu queixo angulava para cima, o peito estufava, o andar ficava confiante e quase sem som, o sorriso simples se tornava sarcástico e cheio de dentes amarelos, assim como o olhar calmo e pensativo voltava pro meu psicótico de rotina logo antes de eu correr para onde meu barco costumava ficar ancorado.

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Por um momento fiquei feliz que o achei facilmente, mas o sumiço de todos me preocupava, até por que a marinha não os pegou, eu teria ouvido sobre se tivessem sido pegos.

O que me deixa com duas possibilidades, foram pegos pela galera da outra cidade ou por seja lá quem jogou aquela bomba. Nenhuma das duas opções me pareciam somar, talvez a maioria não tivesse muita prática ou poder, mas Colt e Docc… Pegam minha tripulação, caçam em meu território, treinam moleques para lutar comigo…

Meus pensamentos corriam soltos conforme eu me vestia com minha roupa costumeira, calça, botas e jaqueta de couro negro juntos de uma máscara que fazia meu rosto parecer uma caveira metálica e incandescente.

Por último, mas não menos importante, minha arma, La plaga, eu a cheirava enquanto saía do convés e voltava para terra firme com um pulo.

Hmmm… O cheiro de mil mortes… Esperou pelo papai foi?Sim…Vamos te banhar em sangue logo logo…

Aos poucos sentia a sede de violência de minha arma preencher meu coração ao ponto de salivar, lambendo a lateral da lâmina eu sussurrava.

Sim… Papai também sentiu saudade… Vamos ensinar pra eles uma lição de respeito não vamos? Vamos sim… ha… Ha… Kyaha… KYAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA…

Minha risada subia aos poucos da garganta, como se pedindo permissão pra sair após ficar sendo segurada por tanto tempo e ela ecoava enquanto eu sumia ao usar o soru para chegar ao ponto mais alto próximo dali para iniciar minha caçada.







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Legenda:

-Fala do Deep

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Re: Os Infernais - Aniquilação Sab Jan 07, 2023 8:44 am

Deep Cutt

GANHOS

●-Chalupa(post 3) - OK
●-Escuna(post 3) - OK
●-Kit de criação de remédios(post 3) - OK
●-Avanço na busca de tesouro de Deep ⅔(post 1) - OK
●-Avanço na busca de tesouro de Colt ½(post 1) - OK
●-Perícia de atuação(post 11) - OK
●-Perícia de lábia(post 12) - OK
●-Rokushiki: soru(post 18) - OK

● Acrescentando: 1 Marco para despertar do Haoshoku no Haki - OK

PERDAS

● - OK

ALTERAÇÕES

●Recompensa: 55.000.000 -> B$ 70.000.000 - OK

ALTERAÇÕES EM ILHAS

●x - OK

NOTA FISCAL

●x - OK

RELAÇÕES

●Capitã Sara: Deep treinou rokushiki com a capitã Sara enquanto fingia ser um humano comum, as cicatrizes dela sendo de abusos parecidos com os seus próprios fizeram o demônio sentir uma conexão, mas quanto mais ela se demonstra diferente dele, mais ele cultiva um ódio dela por não ter chegado às mesmas conclusões de vida que ele após passar as mesmas coisas. - OK

EXPERIÊNCIA

Experiência: 532
Experiência Caminhos:

Quantidade de turnos do(s) Narrador(es): 3 Créditos + 3 Turnos (Terry) e 1 Crédito + 2 Turnos (Shiori)

Opinião sobre a Narração: Narração boa, já conhecida. Aventura simples, mas agradável e que serviu de bom degrau pro progresso do personagem.

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