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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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1º Caneco - Bottoms Up!

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Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
1º Caneco - Bottoms Up! Qui Dez 30, 2021 7:05 pm
1º Caneco - Bottoms Up!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Manami Namie. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Qui Dez 30, 2021 10:52 pm
— Hugh!! — resmungava a gigante abrindo o único olho que lhe restava — Ehhh!? OS DOIS OLHOS?!?! — protestava com uma voz grogue, indignada com a total escuridão que perdurava mesmo ao abrir o seu olho bom — Oh… — finalmente percebia que a sua visão não havia se deteriorado, mas sim que a mesma estava sendo bloqueada por seu casaco.

Erguendo-se com a vagarosidade de uma idosa, Manami percebia que o efeito da última bebedeira não havia passado por completo Jackpot, Nyehehehe! — comemoraria diante da realização. Sem recordar a última vez em que esteve completamente sóbria, Manami estava protelando ao máximo o fim da embriaguez, pois não tinha dúvidas de que o fim do porre traria uma ressaca extensa e penosa.

— Hmm… alguém esmagado? — indagaria em alto e bom tom, observando se em seu apagão havia dormido por cima de algum desafortunado. Independentemente, sairia rapidamente da cena - possivelmente de crime - e passaria a vagar pelas ruas de Rubeck, tentando presumir qual a hora do seu despertar observando a movimentação nas ruas e quais estabelecimentos estavam abertos.

Manami não tinha o que reclamar de sua estadia em Rubeck, ao menos das partes que conseguia lembrar. Entretanto, a breve passagem pela ilha já havia causado os seus prejuízos —  Oof!! Só isso? — murmurava retirando e contando o pouco dinheiro que lhe restava do bolso de seu casaco — Parece que chegou a hora de trabalhar… — deliberava com certa preguiça.

Analisando o comércio e eventuais letreiros ao seu redor, Manami tentaria concluir em qual distrito da ilha se encontrava naquele momento. Isso, entretanto, era secundário. Por enquanto se contentaria em encontrar alguma taverna na qual conseguisse entrar, mesmo que curvada. — Fala meu patrão! — louvaria o atendente assim que entrasse e se sentasse em algum lugar. Se não houvesse um estabelecimento que lhe acomodasse, faria o mesmo sentando-se do lado de fora do bar. — Desce uma garrafa de rum! — anunciaria sem se preocupar com a hora. Se o bar estava aberto, era hora de beber.

— Boa! — aclamaria caso a bebida lhe fosse entregue — Me diz uma coisa, quando vai começar a Septemberfest? Não me diz que já passou… — provavelmente já havia feito esse mesmo questionamento há inúmeras pessoas, mas não havia qualquer resquício de uma resposta em sua memória — Eu vim só por conta disso! — revelaria o fato que, apesar de não ser mentira, não era completamente verdade.

— Ehhh! Como assim? — questionaria caso pedissem por pagamento antes de lhe entregar a bebida — Só vai anotando que eu pago depois… — comentaria de forma confiante, esticando o braço na direção da bebida, caso a mesma estivesse em seu alcance, e dando um gole na sequência. — Tá, tudo bem… — concordaria aparentemente cedendo às exigências, caso insistissem no pagamento — Segura!! — lançaria uma mísera moeda de 500 berries no ar em direção ao atendente, tentando aproveitar o momento de distração para apanhar a bebida.


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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Sex Jan 07, 2022 7:13 pm
Mais um dia pra encher o caneco
- ‘ Dai a perua disse ta afim e eu disse: AGORA NÃO!’ isso e algumas risadas foram o que eu consegui tirar daquela multidão, claro, e um relógio de ouro. Eu não me lembro bem de quem era mais eu lembro de ter conseguido, era bonitinho, e seria um ótimo presente para alguma sortuda da noite. Depois disso os saltos alcoólicos me lembravam de um beco, eu devia tar fugindo de uns caras ai, mas acho que me pegaram, e me pagaram de jeito viu... Levaram minhas armas, meu relógio, que não era meu mas que tinha virado meu. Em fim, e aqui estou, logo após outro sono sem dor tranquilizado pelo álcool... –

Palavras de minha boca saiam e minha consciência ainda nem havia se despertado, que tipo de maluco fala dormindo? Ah... Abriria meus olhos tentando apagar o filminho da noite passada... retrasada? Em fim, o filme em minha memória recente e espreguiçaria o corpo para me sentir vivo novamente. Uma esticada daqui e outra dali, de pé estaria ao termino. Um tapinha nas roupas para tirar o pó da imundície e novinho em folha, estaria apresentável. Não sabia muito da minha localização, apesar de viajar entre varias ilhas, apenas os bares dos portos eram os reais destinos da minha travessa – Nada melhor pra começar o dia que uma MARVADA DANADA! – diria confiante e energético ao vento, mesmo que isso me fizesse parecer um maluco. Procuraria uma taverna ou barzinho que seja para entornar o caneco logo cedo. Pediria informações aos pedestres, se houvessem, de onde pudesse encontrar o tal destino – Bão dia meu rei/rainha, mas poderia me apontar aonde fica a taverna mais próxima? – Esperava encontrar a resposta logo na primeira pessoa, mas caso isso não se concretizasse, repetiria a pergunta até que alguém apontasse um dedo pra algum lugar.

Chegaria à taverna e sem demora entraria. Já gritaria com um sorrisinho de rosto para o atendente assim que ele fizesse contato visual – O MEU GUERREIRO, DESCE UMA QUE O PAI ACORDO NA SEDE! – me sentaria próximo ao balcão para poder conversar melhor com atendente e conseguir algumas informações enquanto apreciava o suco divino [b]– Então chefia, ta sabendo de alguma tripulação recrutando na região? – aproveitaria o tempo da resposta para poder olhar ao redor – Aham sei... que mais cê tem pra mim meu cumpade? – esperaria por mais algumas informações.

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Maka
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Maka
Narrador
Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Seg Jan 10, 2022 11:03 pm
Rubeck


1º Caneco - Bottoms Up
08h37 I Calor

Manami namie

Sobre um gramado totalmente esverdeado e sentindo uma forte baforada quente do Sol que beijava suas bochechas com seu forte calor, Manami demorava por se encontrar, questionando até mesmo a perda de mais um olho, que logo era aliviada com a clareza da luz solar em sua retina. Sua primeira inciativa era a confirmação de que dessa vez não havia esmagado ninguém após uma longa noite de sono.

Seus passos largos e pesados eram levados por uma estreita estrada de terra, onde uma quantidade ínfima de cidadãos passava por ali, e a poucos metros dali se poderia ver uma pequena e velha taverna, da qual àquela hora da manhã já estava aberta.  

O estabelecimento ficava bem na entrada daquela região que pelos letreiros e nomes nada originais como, - “Fragrâncias do Sul”, ou “Sulistas Sapateiros”. A Taverna se tornava convidativa para a meio gigante, que infelizmente via a impossibilidade de adentrar ao local, mas nada que a uma larga janela não fosse suficiente para que seu pedido pudesse ser atendido.

- Tá na mão, patroa! - Um mink de características felinas, mas não confirmadas de primeira vista entregava o que parecia ser um enorme galão para ele, mas apenas um simples caneco nas mãos de Manami. - HAHAHA, de onde você veio pra estar tão perdida assim? Talvez devesse parar de beber tão cedo assim. HAHAHA – Dizia em tom animado criando um ar de descontração entre os dois. - Como não saberia!? A Septemberfest acontece amanhã! Se eu fosse você, guardaria toda essa cede para amanhã. HAHAHA! -  

O grande festival anual mais aguardado de Rubeck estava prestes a acontecer, e isso talvez explicasse os sorrisos bobos e a empolgação no caminhar de cada uma das pessoas que saiam e entravam por aquele caminho do Distrito Sul. - Mas me diga, grandona. O que te traz a Rubeck além de nosso belo malte? Você não é daqui, né!? - Indagava o mink enquanto lavava alguns copos.

William Barton

Depois de mais um show privado em seus sonhos, resultado de muita bebedeira e uma longa noite de sono, Barton buscava mais uma vez se recuperar para que enfim, pudesse tornar a beber que era o combustível que lhe mantinha em pé.

Boa parte de seus pertences haviam sido tomados sabe-se lá em qual das noites anteriores, e o que lhe restava era apenas a sua dignidade – ou talvez nem isso. Alongado e limpo para caminhar, Barton buscou qualquer um nas ruas de Rubeck que poderiam lhe ajudar a encontrar a taverna mais próxima. Mas digamos que os cidadãos não eram tão... prestativos.

- Uuuurgh! Cabra feia.... - Isso com certeza seria de doer a qualquer um, principalmente se lhe confundissem com um mamífero tão inferior a si. - Que coisa horrorosa!! - Os insultos eram rotineiros, nada que nosso cervídeo já não estivesse acostumado. Contudo a tolerância as ofensas, e uma pequena caminhada quase que sem rumo pela beira de um lago lhe levaram até o porto de Rubeck, onde cerca de alguns navios comerciantes e uma pequena frota da marinha poderia ser vista de longe.

Mas a 10 metros dali, pouco antes do porto, uma taverna mal acabada e caindo em ruínas estava aberta, o que já satisfazia a necessidade de Barton. Já dentro do local, era visível que nada chamava a atenção, pois era quieto e um tanto quantos escuro, e o calor que assolava aquela ilha era tão grande que nem a umidade das madeiras traziam algum mísero frescor, e apenas um abafado salão era o que restava.

- Quem diria! A que devo a honra do ‘Veado cor de rosa da fortuna’ em meu simples e humilde estabelecimento!? - Dizia o homem calvo que aparentava ser o dono do local enquanto enchia um dos canecos de cerveja e logo em seguida, entregava para Barton. - Olha, a marinha não tem facilitado as coisas por aqui. Não vou mentir que isso afetou os meus negócios. - Sua voz se ficava abalada ao responder à pergunta. - Esse lugar vivia cheio de piratas da pior laia, mas que consumiam dezenas de barris de cerveja, e pagavam tudo em ouro ou joias! Mas esse tempo já foi... - O homem colocava uma pequena vasilha de amendoim no balcão. - Tome, é por conta da casa! -  

Do lado de fora, era possível ouvir alguns passos de uma pequena multidão que pareciam andar sincronizados. Ao se aproximarem da janela era visível que eram todos soldados da marinha que caminhavam em direção ao porto para treinamentos matinais já costumeiros. - Desgraçados... - O dono não parecia gostar muito das autoridades daquela ilha. - Não vejo uma tripulação por aqui a meses. - Parava por um momento enquanto parecia recordar memórias antigas. - Mas bem, amanhã é a Septemberfest! Não me admiraria caso houvesse alguns bandos “infiltrados” entre a multidão! - Tornava a sorrir com a ideia. - Talvez eles estejam por aí. HAHAHA -  



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Última edição por Maka em Qua Jan 12, 2022 11:30 am, editado 1 vez(es)

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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Ter Jan 11, 2022 11:20 pm
Embora o horário não estivesse a seu favor, Manami não demorou para encontrar uma taverna operando e pronta para satisfazer os seus desejos. O local era pequeno, de maneira que a única opção de assento era ao ar livre, mais especificamente no chão. Apesar da infraestrutura, o estabelecimento tinha o mais importante: bebida e atendimento dedicado.

— Glug! Glug! Glug! Haaaa!! — entornava rapidamente o “caneco”, deixando o líquido adocicado escorregar livremente por sua garganta — Como assim, “tão cedo”? — indagava com falsa indignação em sua voz, passando a encarar o responsável por lhe alcançar a bebida, cujo nível já havia caído à metade — Esse é o café da manhã dos campeões, Nyehehehe!! — proferia sorridente fazendo uma menção como se brindasse a algo.

— Amanhã… hmmm...— murmurava por cima do caneco, processando a data da Septemberfest, em uma tentativa de reter a informação para não precisar perguntar novamente horas mais tarde — Glug! Quanto a minha sede, ela sempre está presente, Nyehehehe!! — com um novo gole da bebida Manami se divertia diante do conselho do felino, que parecia estar bastante à vontade.

— Hmm… o que me trouxe aqui? — ponderaria por um breve momento — Bem… a bebida… Nyehehehe!! Glug! Glug! Coff! — gargalharia entre os goles, inevitavelmente se engasgando durante a ação. Com a caneca completamente vazia, apoiaria a mesma no chão, para que o atendente pudesse apanhá-la — Mas também estou atrás de uma boa oportunidade, e acredito que vou encontrá-la durante a Septemberfest… — revelaria com confiança exalando por seus poros, como se tivesse certeza do que falava — Pois caso contrário serei a pirata mais pobre do North Blue, Nyehehehe!!! — concluiria sorridente, como se a sua situação fosse motivo de orgulho, e ignorando o fato de que alguém poderia ser contra o seu título.

Diante de sua necessidade por informações, uma ideia mirabolante - ou assim lhe parecia - emergia na mente de Manami — Falando nisso… — pronunciaria de forma dissimulada, buscando a atenção do felino — Aposto que deve escutar todo tipo de assunto enquanto cuida do bar… — continuaria astutamente sondando por uma reação — Será que recentemente escutou algo, quem sabe alguma oportunidade única, que queira compartilhar com uma mulher carismática e humilde? Nyehehehe!! — completaria com um sorriso travesso, em uma péssima e descarada tentativa de ser vista como vítima.

Agora que a atenção de Manami não estava sendo dividida entre umedecer a própria garganta, descobrir o marco inicial da Septemberfest e descobrir como lucrar naquela ilha, a mulher percebia que havia negligenciado um fator de suma importância — Hey, chefe! — exclamaria para o atendente — Qual o teu nome?! Ah, eu me chamo Manami! — comunicaria casualmente, levantando-se sem o menor sinal de preocupação — Foi um prazer, mas acredito que está na minha hora. — divulgaria após a breve troca de cordialidades — Obrigada e até mais, Nyehehe!! — anunciaria por fim, se afastando da taverna.

Caso o felino chamasse a sua atenção para o fato de que não havia pago pela bebida, Manami voltaria para a entrada da taverna e desembolsaria o valor a ser pago, desde que o Mink houvesse lhe dado alguma informação útil sobre alguma oportunidade — Ops! Esqueci!! — comentaria sagazmente ao quitar a dívida. Caso o felino não tivesse lhe passado qualquer informação útil, ou caso percebesse que não teria dinheiro suficiente para pagá-lo, a mulher simplesmente olharia para o humanoide e repetiria — Obrigada e até mais, Nyehehehe!!! — e então partiria o mais rápido possível, em uma tentativa - ainda que improvável - de despistar o atendente ou qualquer outra pessoa que lhe perseguisse.

Se houvesse alguma pista a seguir, a partir de alguma informação fornecida pelo felino, aproveitaria o momento de despedida para se dirigir até algum local em que pudesse dar início a sua pequena investigação. Caso contrário, percorreria pelas ruas de Rubeck sem um rumo específico. Em uma ilha de bêbado, encontrar algo interessante não necessitaria muito planejamento. Ou assim imaginava.


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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Qua Jan 12, 2022 8:09 pm
Um bar caindo aos pedaços




No caminho para a casa das cervejas, algumas pessoas que me cruzavam não podiam deixar de esclarecer suas opiniões sobre mim, com ofensas e caretinhas que eu já havia visto piores “ É querido, não foi o que sua esposa disse noite passada...” pensava ao ouvir alguns dos leves insultos que serviam apenas para complementar o som ambiente.

Com uma pequena caminhada, eu conseguia chegar ao porto da ilha, onde podia ver os uniformes branco e azul circulando pela área “ Iiiiih alá, os cana tão na área...”. Pouco antes da área do porto encontrava meu destino, um casebre simplório estava me chamando para provar de seu mel. Já dentro, gritei ao atendente que já de cara me reconhecia “Ah como é bom ser famoso” pensei ao ver sua hospitalidade – Nenhuma casa é simples e humilde quando estou nela meu chapa – Elogia o lugar para fazer valer minha presença, embora o mesmo já havia tido dias melhores, mencionava o homem. Ali conseguia apenas uma cerveja e alguns amendoins para sustentar a conversa. Os negócios não iam bem por ali, os homens da lei seguravam a onda dos cães do mar e isso ia atrapalhando os lucros do pobre homem – Te digo uma coisa, amanhã isso aqui vai ta lotado de vagabundo querendo provar essa diliça de cerveja, com ou sem marinha por perto – Daria uma golada para matar a sede que ainda me tinha aumentado pelo calor do dia “ rapaz o mundo ta derretendo...”

Do lado de fora dava para ouvir uma salva de passos sincronizados que se intensificavam a medida do tempo, até que dava para ver da onde vinha. Eram os marinheiros de antes, rondando pela rua indo para o porto. O homem parecia não gostar deles por ali, com certa razão, já que eles significavam menos dinheiro pra ele – Esquenta não, eles não são tão ruins assim. Claro, mais da metade das pessoas que eu conheci nos bares foram presas por marinheiros, mas isso é detalhe... – Diria tentando apaziguar o clima – Enfim... Ta na hora de fazer dinheiro. Me vê uma garrafa pra levar ai – Já sacaria da grana e pagaria o moço – Pode contar comigo aqui amanhã, a gente vai botar o barraco a baixo...... no bom sentido tá? – Finalizaria com um sorriso sem jeito e duas arminhas de mão. Pagaria o que tinha que pagar e pegaria a bebida que ia me abastecer pelo resto do dia. Havia de achar um trampo naquele buraco de ilha, se não dali eu não sairia para beber em outros lugares.

Olhava o porto não muito longe dali e pensava “ Deve ter algum maldito pirata por lá, num é possível que eles são tão cagões assim para marinha... nem tem tantos assim nessa ilha...” Me indignava com o pensamento que o homem havia posto em minha cabeça, como podia não ter uma tripulação ali por tanto tempo... Rumaria ao porto enquanto admirava a paisagem, claro, para não perder alguma oportunidade a vista. Chegando na região, procuraria por alguns navios piratas, devia ter algum naquele lugar. Seria fácil identificar com sua bandeira pirata ou tripulação mal encarada. Me chegaria para quem parecesse comandar por ali e perguntaria – Coé, tão precisando de mais mãos no navio? Tô precisando de um trampo ai... – Se não conseguisse arranjar nada no lugar, estaria na hora de parar por um minuto, tomar mais um gole da ‘cachacha’ e repensar no dia.

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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Sex Jan 14, 2022 5:58 pm
Rubeck


1º Caneco - Bottoms Up
09h00 I Calor

Manami Namie

Em meio aquele dia quente e comum de Rubeck, Manami agradecia pelo belo rum gelado que refrescava seu longo corpo ao descer pela sua extensa garganta. Em meio a tantos goles e conversas, a meio gigante se tratava de não esquecer mais da data do grande festival que aconteceria no dia seguinte, – o que não era nada garantido.

- Uau, tenho um pirata bem aqui na minha frente. HAHAHA! - Comentava em tom de piada enquanto puxava o caneco para dentro do local e o deixava de canto. A fera olhava com certa confusão a pergunta da grandalhona, mas logo arregalava os olhos como se lembrasse de algo. - Na real, tem sim. - Dizia enquanto terminava de secar o último copo e em seguida se apoiava sobre a pia. - Há uns dois dias, um homem de cabelos longos e loiros que esteve aqui... ele vestia um macacão laranja e estava sozinho... totalmente bêbado... começou a me dizer que havia encontrado algo de muito valor no Distrito Norte bem próximo ao Pale Ale’s Pub... - Sua expressão era de dúvida, tentando imaginar o que seria. - Bom, é tudo que eu tenho pra você hoje, infelizmente. - Se virava para organizar o armário. - É como eu te disse, ele estava bêbado, e já era tarde da noite e estávamos só nós dois. Então, não sei até onde isso é verdade. HAHAHA! -

De fato, Manami tinha alguma informação que fosse no mínimo interessante por mais vaga que fosse, porém, tinha um lugar de onde começar. - Maikino! Prazer em conhecê-la. - Cordialmente o felino retribuía a educação do mulherão. E antes que ela pudesse dar um passo, Maikino a lembrou de pagá-lo. - A caneca ficou B$ 50.000! - Esticava a sua pata direita aguardando o dinheiro ser entregue.

Caso a garota de fato entregasse o dinheiro, Maikino agradeceria com uma reverência, mas se ela não o fizesse, ele apenas ficaria ali parado olhando a meio gigante correr para longe, porém, ele não a perseguiria.  

Desenfreada e sem um rumo certo, Manami tinha apenas a informação de que talvez o Distrito Norte pudesse lhe trazer algo de interessante para fazer antes mesmo da Septemberfest. Correndo pela longa estrada que se afastava do Distrito Sul, e mesmo com uma péssima vista, Manami conseguiria ver a alguns quilômetros dali alguns pontinhos espalhados pela estrada e o que parecia ser uma pequena e estreita carroça quebrada.

William Barton

Despojado e sempre animado, Barton não se intimidou com as ofensas feitas pela rua, e por educação, tratou de respondê-los, - mas apenas na sua cabeça. No bar, o cervídeo se compadeceu com a péssima situação em que o homem passava por conta da falta de piratas recentes naquela ilha, e isso por conta da chegada de marinheiros no lugar.

- Não que os marinheiros daqui sejam grande coisa..., mas o caminho daqui até a Red Line não vale o conflito. Os novatos principalmente passam longe daqui. - O grupo de marinheiros já havia terminado de passar por ali, e o homem enfim se aliviava da tensão. - Agradeço o seu ânimo. Kyahaha – Colocava a garrafa de rum sobre o balcão. - B$ 40.000, amigo. - Recebia o dinheiro de Barton e então se despedia do veado que agora tomava rumo até o porto a procura de piratas.

Indignado com a situação, Barton notaria que por mais que procurasse, não conseguia encontrar um navio pirata se quer, apenas navios mercantes e é claro, uma pequena frota de três navios da marinha. A tentativa frustrada de encontrar um pirata por ali lhe levava até uma pequena barraca bem ao lado de um dos navios onde uma mulher ruiva estava sentada fazendo algumas anotações, isso até o momento em que foi interrompida pelo cervídeo na sua frente.

A mulher o analisava de cima a baixo, impressionada com a aparência peculiar e exótica de Barton. - O-o-o que exatamente é você? - indagou com tanta estranheza para aquela criatura. - Bom... trabalho eu tenho, desde que você prometa que não vá me comer viva.... - Olhou meio de lado colocando sua mão esquerda por baixo do balcão como se esperasse pelo pior. - É NADA!!! - Uma voz empolgada surgia na conversa. - VOCÊ É AQUELE TAL VEADO ROSA DA SORTE, NÃO É? - Se Barton confirmasse, o homem de barba rala e macacão cinza voltaria a falar. - Eu sabia! Pode ficar tranquila Juliene, esse cara vai dar sorte pra gente, deixa ele trabalhar. Gyahaha! -

O homem todo animado passava um de seus braços sobre os ombros de Barton o levando até próximo do navio onde estavam alguns operários descarregando algumas caixas. - O trabalho é simples meu chapa! Só descarregar esses engradados nas carroças estacionadas aqui na frente. - Um leve tapinha era sentido em suas costas. - Daqui vamos levar até o Pale Ale’s Pub. Ivana vai enchê-los de cerveja para a Septemberfest de amanhã. Gyahahaha – Todos ali perto começavam a rir. - Não ligue pra gente, essa grana de hoje vai ser excelente pra virarmos o caneco com as mais belas cervejas amanhã. Gyahahaha! -  


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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Dom Jan 16, 2022 8:17 pm

Trabalho de sisifu


Nada. Zero. Nenhum maldito navio pirata podia ser encontrado pelo porto, ou qualquer cara feia que pudesse dizer ‘sou um criminoso fora da lei’ pelas redondezas. Decepcionado, tinha que arranjar um trabalho normal, que não envolvesse crimes e a marinha.

Passando por entre os barcos pude notar uma moça ruiva distraída com um papel nas mãos. Me aproximei e antes mesmo que pudesse falar algo ela já se espantava com o que via. Os olhos arregalados eram marca registradas das pessoas que me viam pela primeira vez... bom, pela segunda vez também, quando geralmente estava sem roupa – Ué como assim? Eu sou um cervo... um veado... – fazia uma carinha sorridente, expressando um ‘é só olhar minha fia... você sabe quem eu sou...’

Lhe perguntava sobre trabalho, esperando que conseguisse achar alguma coisa por ali. Ela ainda parecia inconformada com a minha aparência, eu estava causando medo nela? Como podia? Eu era um veado cor de rosa, a representação do animal mais dócil da natureza na cor mais inofensiva do mundo, o que aquela mulher tinha na cabeça. Ela me oferecia um serviço se claro eu não fosse devora-la – Fofa eu não prometo nada... – Diria sedutoramente enquanto a analisava de volta. Ela não era de se jogar fora, já podia imagina-la entre as quatro paredes de um quartinho alugado...

Um homem surgia do nada e me surpreendia com sua empolgação – É! SIM SOU EU! – respondia na mesma empolgação pois finalmente minha fama se fazia valer de algo naquela conversa. Esperava que a moça a essa altura já estivesse a se jogar nos meus braços, como a maioria faz ao ouvir falar de mim, mas em vez disso, um macho peludo se envolvia com o braço ao meu redor enquanto me levava para outro canto – A gente se fala mais tarde... Juliene – acenaria em uma despedida breve para a ruiva enquanto tentava não soar como um maníaco, ainda.

O homem me explicava o serviço. Como dito pelo mesmo, era simples, apenas levar a carga pra carroça do lado – Hum... parece tranquilo... – Estava acostumado a ser usado como isca ou como um ladrão em crimes, então aquele tipo de serviço me era estranho, era simples e ‘seguro’ demais para o que estava acostumado. Ele me dava um tapinha nas costas, me incentivando. Aqueles engradados nas caixas serão preenchidos com cerveja num pub dali,  que serão vendidos na septemberfest no dia seguinte “É... o pessoal adora entornar o caneco aqui hein, mais um lugar pra eu passar depois”.

Não havia muito a ser feito além do que fora dito. Arregaçaria minhas mangas e começaria a fazer força. Levaria de pouco em poucos a carga para a carroça, tomando um ar a cada carga para não morrer no processo. Tentaria roubar alguns olhares da ruiva, se ainda estivesse no alcance, lançando um sorrisinho e uma piscadela para ela caso nossos olhares se encontrassem. Esperava terminar não muito tarde, com tempo para curtir a noite.

Se terminasse e conseguisse encontrar a ruiva novamente, tentaria arranjar algo com ela para aquela noite. Chegaria nela e diria – Então, Juliene. Eu não me apresentei direito, me chamo William, William Barton – faria uma reverencia e tentaria lhe beijar as costas da mão – Ao seu dispor... – faria uma breve pausa para ver sua reação – Então, planos para hoje a noite? – esperaria que ela não tivesse nada para fazer, mas mesmo que tivesse, minha fala seria mesma – Ta afim de sair para tomar uns drinques e apostar em alguns jogos?  Vai ser divertido... – Esperaria pela sua resposta para ver o que faria dali em diante.

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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Dom Jan 16, 2022 9:48 pm
Não havia nada como uma boa e velha fofoca entre bêbados para dar início a boatos e meias-verdades, e era apostando nisso que Manami conseguia descobrir algo possivelmente valioso — Nyehehe! Se ele estava bêbado, melhor ainda. Já diziam os sábios: no vinho está a verdade. Nyehehehe!! — respondia com animação, fantasiando sobre a descoberta do loiro misterioso.

Enquanto Manami se preparava para ir embora, Maikinho demonstrava sagacidade em cobrar pelos serviços antes que a gigante pudesse se esquivar das despesas — Oh! Claro, claro… — comentaria casualmente retirando o dinheiro do casaco, como se a possibilidade de sair sem pagar sequer tivesse cruzado sua mente — Tá na… pata! Nyehehehe!! — entregaria a quantia após uma rápida contagem — Nos vemos por aí! — anunciaria virando-se para o lado que acreditava ser o norte e dando início a sua busca pelo Pale Ale’s Pub.

"Hmmm… seria mais fácil se eu tivesse perguntado a direção…" matutava seguindo pelo rumo que acreditava ser o correto, pois agora era tarde demais para voltar e perguntar a Maikino. Ou talvez não fosse, mas a preguiça lhe impedia. Embora não tivesse a certeza de estar na estrada para o Distrito Norte, ao menos o trajeto não se mostrava sem acontecimentos — Oh! O que temos aqui? — exclamaria com surpresa e breve empolgação diante das aparições ainda identificadas metros à sua frente.

Se aproximando daquilo que cada vez mais parecia uma carroça espatifada na estrada, Manami aproveitaria para analisar os pequenos pontos espalhados pelo caminho, pegando-os em mãos se necessário. Caso percebesse possuir algum valor, não faria cerimônias para guardar o máximo possível nos bolsos de seu casaco, mesmo que alguém estivesse lhe observando.

— Vamos ver… — murmuraria ao alcançar a carroça enguiçada — Alguém aí? — indagaria observando as redondezas, procurando pelo dono do veículo ou por algum ferido, caso percebesse que o cenário decorria de algum ataque. Aproveitaria a breve investigação para tentar encontrar alguma carga especial que lhe chamasse a atenção.

— Hey! O que aconteceu? — indagaria de forma intrometida caso percebesse alguém na volta da carruagem. O questionamento não possuía qualquer função senão bisbilhotar. Sem possuir qualquer noção em carpintaria, não tinha a menor intenção em tentar consertar a carroça, mas estava interessada em ouvir o motivo do perrengue — Eu to indo pro Distrito Norte. Se quiser posso falar pra alguém vir ajudar… a menos que eu me perca, Nyehehehe!! — pronunciaria após escutar a história por trás daquela situações, caso contassem — E como comissão eu aceito a direção para o Pale Ale’s Pub. — concluiria buscando a confirmação de que estava no caminho certo.

Caso não encontrasse ninguém pelas imediações, ou caso os mesmos estivessem feridos, Manami simplesmente tomaria qualquer objeto que julgasse de qualidade e continuaria em seu rumo para o Distrito Norte. O raciocínio por trás das ações da gigante era bem simples. Se a carroça estivesse vazia, ninguém reclamaria de sua atividade. Se houvesse alguém ferido, Manami não tinha conhecimentos medicinais, então o máximo que poderia fazer seria avisar alguém quando chegasse no distrito, o que merecia compensação adiantada.

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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Qua Jan 19, 2022 4:21 pm
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1º Caneco - Bottoms Up
11h00 I Calor

Manami Namie

Agora sim acordada para o dia após um enorme caneco de rum, Manami com sua breve dívida quitada no bar de Maikino e uma vaga informação, a meio gigante rumava para o norte seguindo caminho pela estrada de terra que aos poucos se afastava do Distrito Sul.

A garota empolgada com sua próxima parada, continuou a andar pensando mais tarde que deveria ter perguntado a direção para alguém já que era uma estrangeira naquela ilha. Contudo, uma carroça quebrada a sua frente lhe chamava atenção, e todos aqueles pontinhos pretos jogados pela estrada da qual Manami não percebera de início, eram apenas tampas de garrafas.

À medida que ela se aproximava da carroça, era notável alguns cacos de vidros espalhados por ali, indicando que as garrafas de cerveja haviam quebrado, já que o chão parecia um pouco molhado. Ao lado da carroça estavam três pessoas desesperadas, e uma dela tentava de alguma maneira consertar a roda espatifada, o que obviamente não seria possível.  

- Mas que droga, o festival é amanhã e a gente precisa levar esses engradados para a Ivana, ou a gente tá morto! - A atenção da meio gigante logo era chamada pra si. - Essa merda de carroça vagabunda que nos deram... Estava na cara que isso ia quebrar! - O homem vestindo um macacão cinza e de pele pálida ficava em prantos como se fosse um bebê chorão. - Mesmo a cavalo não vamos conseguir levar todos esses engradados a tempo. - O homem deu de ombros desanimado com a situação.  

O aviso de Manami sobre ir para o Distrito Norte, fazia com que o homem tivesse uma ideia, que de um jeito nada cordial, começou a analisar a gigante de cima a baixo. - Você é uma gigante, obviamente.! - Seus olhos brilhavam com sua própria ideia. - O que acha de carregar essa carroça pra gente até o Distrito Norte!? - Ele se ajoelhava perante a garota implorando por ajuda. - Você deve ser bem forte! Nem vai fazer cócegas pra você! Behehehe! - Logo os outros dois que o acompanhavam faziam o mesmo, implorando pela ajuda de Manami.

- Eu tenho aqui comigo B$ 1.000.000,00. Se você levar a carroça eu lhe pago essa quantia. - Guardava novamente o dinheiro consigo. - E quando chegarmos lá eu te entrego a grana e, converso com Ivana e explico tudo que aconteceu. Com toda certeza ela vai te pagar mais um bom valor! - Ele esticava seu punho direito, como se tentasse selar um trato. - O que me diz? Estamos fechados? -

Se a garota concordasse com esse pequeno trabalho, os três logo a ajudariam da forma que precisasse para que ela conseguisse pegar a carroça. Depois de tudo pronto, pegariam os dois cavalos que estavam por perto e caminhariam como um guia pela estrada levando Manami até o Distrito Norte.

William Barton

Apesar de Barton brochar com a falta de piratas naquele porto, o que lhe desanimava de certa forma, o oferecimento de trabalho de certa forma poderia lhe tomar um tempo e assim pensar qual seria o seu próximo passo. Mas não era de se negar que a ruiva havia desapontado o belo veado, pois como uma garota como ela não saberia quem era o grande Barton? O rei das solteiras e o amante das casadas? Isso era frustrante.  

Contudo, ele não desistiria tão fácil, já que mais tarde ele investiria mais uma vez na garota, mas antes... vamos ao trabalho.  

Aquela não era a vida da qual Barton havia sonhado, e nem se quer se orgulhava disso, mas o aviso de uma possível presença de piratas no festival que aconteceria no dia seguinte, talvez servisse de motivação para que o cervídeo seguisse com esse trabalho até o dia posterior.

Como o trabalho era simples e não exigiria muito do homem, tratou logo de pôr a mão na massa, executando assim o que lhe fora dito pelo rapaz anteriormente. A sua maneira, Barton colocava cada um dos engradados na carroça, sempre buscando tomar um ar fresco para que não morresse no processo pois, - provavelmente estava sedentário demais para aguentar uma carga mais pesada de trabalho -, ou apenas não fazia questão.

Após algumas horas de trabalho, o cervídeo seguiu para cumprir com sua promessa de investir na jovem Juliene, da qual havia o ignorado no começo daquela manhã. - Admito que você é educado. - A ruiva era cordial com Barton, apesar de deixá-lo fazer aquilo com certa negação e medo. - Você é algum tipo de sátiro que sai por aí com esse chifre encantando as mulheres? - Puxava sua mão como se sentisse um pouco de nojo. - Pensei que sátiros fossem histórias dos livros... uuurgh!! Deculpa, esse encanto não funciona comigo. -  

Juliene se retirava apressada dali enquanto o rapaz de antes que conseguira o emprego para Barton se aproximava. - Não esquenta amigo, ela é do tipo que se faz de difícil. Tome! Vamos comer e beber um pouco. - O rapaz entregava uma marmita pequena e simples com comida o suficiente para saciar a possível fome do cervídeo. - Só relaxa e senta aqui. Depois continuamos! - Haviam algumas caixas de madeira não tão grandes, mas bem resistentes por ali em que o garoto sentava.

Um dos outros rapazes se movia até eles e entregava duas pequenas garrafas de saquê, deixando bem ao lado para que pudessem se servir. - Então, eeeer... como eu deveria te chamar? - Aguardaria a resposta de Barton, e em seguida tornaria a falar. - Ah, sim. Barton! Então, Barton. O que te fez vir até aqui no porto? -  


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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Sex Jan 21, 2022 10:53 pm
À  medida em que se aproximava da carroça enguiçada, Manami percebia que a sua visão avariada havia, como de costume, lhe pregado uma peça — Ehh… — exclamava desgostosa ao perceber que os pontinhos eram meras tampas de garrafas.

Enquanto a ilusão de encontrar algo valioso se dissipava diante do olho de Manami, ao menos o cenário da carroça quebrada se mostrava verdadeiro, o que, apesar de satisfazer a mulher caolha, significava transtorno para as pessoas que rodeavam a carruagem.

Com a curiosidade despertada, Manami logo descobria o motivo da aflição daquelas pessoas. Não era algo difícil de se imaginar, mas era bom ter uma confirmação — Espero que isso não estrague o festival… mal posso esperar… — murmuraria começando a salivar precipitadamente ao imaginar todas as bebidas presentes na Septemberfest.

O breve devaneio de Manami era rapidamente espantado pelo choro do homem, que tornava aquela situação mais constrangedora do que necessária. Ainda assim, o ânimo do moribundo parecia retornar ao seu corpo diante das palavras da gigante. — Sim, obviamente… — concordaria de forma incerta diante da mudança de tom, imaginando que alguma proposta indecente estivesse prestes a ser feita. E de fato, uma proposta lhe era lançada, porém não era nada indecente — Nyehehehehe!! — explodia diante da súplica do homem, que rapidamente se via acompanhado dos outros dois na tentativa de convencê-la — Desculpa, não tenho interesse em trabalho braçal, principalmente gratuito, Nyehehehehe!!! — comentaria tranquilamente, virando-se para continuar seu trajeto sem dar muita atenção ao clamor do trio.

Contudo, antes que pudesse seguir com sua retirada, Manami sentia os próprios músculos congelarem e as orelhas saltitarem diante de uma nova proposta — Ohhh!! — exclamaria virando-se para encarar o grupo — Nesse caso, era só ter dito isso antes! Nyehehehehe!!! — anunciaria alegremente se aproximando do homem e dando um pequeno “tapa” na mão do mesmo como forma de selar o acordo.

— Primeiro confiram se tudo está seguro dentro da carroça. — comandaria com tom autoritário enquanto rodeava o veículo, analisando a melhor forma de carregá-lo sem causar danos às cargas — Se algo for danificado, a culpa não vai ser minha… — concluiria após receber a confirmação dos três, logo se abaixando ao lado na carruagem para então levantá-la.

Passando um dos braços por baixo do veículo, elevaria a carruagem de maneira que a mesma permanecesse em repouso sobre o seu ombro, usando um braço para contorná-la e o outro para segurá-la pela frente, mantendo-a equilibrada e sem o risco de cair ou derrubar algo de seu interior. — Certo… cuidado aí embaixo, Nyehehe!! — anunciaria forçando as pernas a se alongarem para se manter de pé.

— Então… quem é essa tal Ivana? Pra fazer um homem chorar, ela deve ser interessante, Nyehehehe!!! — indagaria de forma indelicada, preocupando-se mais em manter um controle firme na carroça do que em acalentar a dignidade alheia.

Durante o caminho manteria-se atenta para o trajeto à frente, buscando garantir que não fosse pisar em falso ou tropeçar em algo solto pelo caminho. Fora a breve curiosidade sobre Ivana, não pretendia se distrair com assuntos alheios durante o curso, afinal "Bebida é coisa séria!". Entretanto, se apresentaria normalmente caso fosse indagada.

Chegando no destino, a primeira coisa que Manami faria seria garantir que o seu pagamento não ficasse pendente por muito tempo — ฿ 1.000.000!! — pronunciaria intensamente, esticando uma das mãos na direção do homem que havia lhe oferecido o dinheiro, porém sem qualquer menção de deixar a carroça escapar de seu ombro.

Caso o homem entregasse o dinheiro sem embaraços, guardaria a quantia em um dos bolsos de seu casaco e, na sequência, começaria a descer a carroça danificada, garantindo que a mesma pousasse suavemente para evitar maiores danos — E aí! Vai ter um bônus? Nyehehehehe!! — questionaria sem rodeios, recordando a promessa - que não foi bem uma promessa - de outro pagamento, agora por conta da mulher chamada Ivana.

Se o homem demonstrasse que não lhe entregaria a quantia prometida, Manami seria obrigada a lucrar de outra forma — Ohh! Entendo… — comentaria de forma calma e cortês, apertando o punho para dar maior firmeza na carroça — Nesse caso, aceito o pagamento em bebidas, Nyehehehe!!! — manifestaria bem humorada, partindo ligeiramente com a carruagem ainda em seu ombro, sem dar atenção a qualquer advertência lançada em sua direção.


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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Sab Jan 22, 2022 8:40 pm

Reflexo inapropriado


O trabalho não era tão difícil. Ao meu ritmo conseguia efetuar a tarefa sem nenhuma dificuldade aparente. O tempo passava e recebíamos uma pausa e eu aproveitava esse tempo para conseguir alguns pontos com Juliene. O que era um movimento clássico dos galanteadores, um beijo nas costas das mãos se tornou o martelo que quebrava o meu clima. Ela me perguntava se eu era algum tipo de ‘Sartiro’ ou algo do tipo, não tinha ideia do que raios ela estava me chamando, será que era uma ofensa? Um bicho feio? Bonito? Gostoso, digo, saboroso? Não sei, só sei que aquilo não estava a agradando muito, e, com minha investida, as coisas saiam do controle. Ela se retirava e falava algo sobre ‘essa magia não funciona comigo’.

“Você irá sentir, eventualmente, a ‘magia’ fluir por dentro de ti...” Pensei um pouco frustrado por ela sair de ligeiro para longe. O homem que me deu aquele trabalho me entregava uma marmita enquanto me esclarecia o tipo de mulher que aquela ruiva era. Mulher difícil, do tipo que não sai com qualquer um e ainda menos ‘troca afeto’ num primeiro encontro, um objetivo difícil para se alcançar logo no começo. Teria que deixar para pensar sobre a ruiva uma outra hora, quem sabe ela não esteja nas proximidades quando o serviço acabar de vez.

O homem dizia algo que ouvia com certa frequência e que inevitavelmente me ativava um reflexo ‘Relaxa e senta aqui [...] ’ fazia meu corpo travar e meu olhar disparar para sua...região pélvica, e um rápido pensamento passava na minha cabeça “ Mas já nessa hora do dia?”. Foi só então que me tocava que esse não era o contexto da conversa, e que ele estava se referindo aos caixotes de madeira ali por perto. Com a realização do erro, meu corpo se relaxava e minha mente se aliviava dos pensamentos que iriam seguir aquele contexto – Talvez como plano B... – Murmurava baixinho para mim mesmo enquanto anotava aquela possibilidade.

Sentávamos próximos um ao outro para manter a conversa fluindo enquanto um outro rapaz nos entregava pequenas garrafas de saquê – AI SIM! – Comemoraria erguendo o recipiente em direção ao ‘garçom’ como um gesto para agradece-lo. Iria alternando entre a comida e o saquê, enquanto pausava por breve momentos para responder algumas questões do homem – Me chamo William Barton, pode me chamar do que quiser, William, Barton, veado rosa, veado da sorte, fica a vontade. E qual o seu nome? – Esperava pela resposta e então ouvia sua segunda pergunta – Ah, bem, se você me conhece pela minha fama, então sabe que eu não fico em um lugar por muito tempo, alguns dias aqui, outros ali, sempre bebendo e gastando com pessoas, mulheres na maioria das vezes, e jogos de azar. Quando me canso procuro alguns navios piratas para embarcar como tripulante até a próxima ilha deles. Geralmente esses piratas dos blues não se arriscam na Grand Line, então ficam mais pela região mesmo e não são difíceis de se lidar. No porto, eu estava procurando navios piratas, mas pelo visto não tem nenhum por aqui, e ainda tem alguns marinheiros pela região, o que vai dificultar pra eu zarpar daqui – Terminava de falar tudo o que me vinha a mente, sem me preocupar em como aquilo iria soar. Só estava interessado em terminar de comer e beber para eventualmente terminar a tarefa e farrear pelo resto do dia.

- Então... O lance da Juliene, ela é assim com todo homem ou foi só comigo? – Esperava pela resposta, já que estava precisando conhecer mais da ruiva para bolar uma forma de conquista-la ainda naquela noite – Ela é do tipo que fica sozinha, fazendo as coisas delas, ou gosta de sair com o pessoal? Ela bebe? Fuma? Essas coisas que geralmente o pessoal faz pra relaxar... – Aquilo era tudo o que precisava saber no momento para bolar algo para mais tarde. Ademais, esperava que já havia acabado de comer e beber e que teria que voltar ao trabalho. Voltaria a executar a tarefa no mesmo ritmo que antes para manter o desempenho que ainda se provava satisfatório.


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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Qui Jan 27, 2022 11:55 pm
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1º Caneco - Bottoms Up
13h00 I Calor

Manami Namie

Apesar de inicialmente Manami não topar o fato de ter que usar de sua força para ajudar o grupo necessitado no meio da estrada, o oferecimento de dinheiro imediatamente fazia com que a meio gigante mudasse de ideia, aceitando assim levar a carroça até o Distrito Norte.

Os homens logo se atentavam as ordens da garota que fazia questão de tirar a responsabilidade por possíveis futuros danos a mercadoria. Após os pedidos de Manami serem atendidos, a garota logo tratou de pegar a carroça que não era tão grande e, como alguns engradados já estavam vazios por conta do acidente, o peso era aceitável para que ela conseguisse carregá-la nos braços.

- Não conhece a Ivana? Aaaah que bela mulher... - Apesar do elogio, o rapaz demonstrava estar desesperado ao expressar um semblante medonho só de lembrar da mulher. - Não sei como vou explicar isso pra ela... A morte é certa rapazes... - Junto dele, os outros presentes ali apresentavam as mesmas expressões medonhas.

- E você? É estrangeira, não é? - O homem aguardaria sua resposta enquanto seguiria pela estrada. O caminho se mostrava bem tranquilo, não havendo empecilhos por aquela rota até que após algumas horas de caminhada, o grupo finalmente chegava ao Distrito Norte, local do famoso festival.

A visão do bar era de se encantar os olhos, sendo um estabelecimento chique e que do lado de fora dava para perceber que o bar era de três andares. Aquela construção de pura madeira, porém de alta qualidade, carregava consigo o nome dito pelo rapaz anteriormente, “Pale Ale’s Pub”. - Ah, já ia me esquecendo. - Tirou o dinheiro acordado com Manami do bolso, e entregou para a moça.  

Já com a carroça no chão, os homens tratavam de ajeitar os engradados e levá-los até os fundos do bar onde ficava o depósito. - Espera aí rapidinho que eu vou falar com ela sobre a grana. - O homem que liderava o grupo, logo seguiu para dentro do bar a procura de Ivana.

Enquanto Manami esperava pela volta do rapaz, as ruas por ali ficavam cada vez mais movimentadas, com muitas pessoas se aglomerando e caminhando até a parte central da cidade. - Então, eeeer... Mariani, né? A Ivana ainda não chegou. - O rapaz dava de ombros. - Aproveita o distrito e volta aqui mais tarde. Até lá, já vou ter conversado com ela. - A esperança de uma grana extra não estava perdida, restaria a Manami aguardar... ou aproveitar o dia.

William Barton

Àquela hora da manhã e a testosterona de Barton remexia em seu corpo com o ouvir de uma simples frase, da qual fazia com que o cervídeo trouxesse à tona pensamentos mais picantes. Porém, todo esse “fogo” era apagado ao notar que o rapaz apenas o convidava para comer enquanto descansavam.

- Clint, pode me chamar de Clint mesmo, nenhum sobrenome Gyahahaha! - Assim como William, Clint agradecia a bebida e se deliciava da comida enquanto escutava o veado responder à pergunta feita anteriormente. - Acho que você não tá com sorte. - Apontava com um simples olhar os barcos da marinha que estavam a alguns metros dali. - Depois que a marinha veio pra cá, a pirataria diminuiu por aqui. - Tomava um belo gole do saquê e tornava a falar. - Mas quem sabe você não dá sorte, já que você é o veado da sorte, Gyahahaha! -  

O interesse de Barton pela garota ruiva ainda permanecia, o que lhe fazia questionar Clint sobre o tipo de mulher que Juliene seria. - Cara, a Juliene é estrangeira por aqui. Não me lembro direito de onde ela veio, mas uma coisa é certa... Ela é do tipo bem difícil. - Arregalava os olhos enquanto sorria enfatizando o que havia dito. - Eu falo pros caras que isso é puro charme dela. - Alguns dos operários que estavam por perto escutando a conversa começavam a rir.

- Ela socializa com todo mundo, tá sempre nos "rolês", nas festas..., mas na hora que a gente quer dar o bote e pegar ela de jeito... ela escapa. Gyahahaha – Todos balançavam suas cabeças em tom de ironia concordando com as palavras de Clint. - Falando em festa, vai ter uma hoje na Taverna do Mufasa. O que me diz? Bora fazer o esquenta pro festival de amanhã? - A oferta viria ainda melhor com as próximas palavras de Clint. - A Juliene vai estar lá! Gyahahaha! - O grupo todo ria, mas aguardava a confirmação do veado.

Após a conversa, todos jogariam os potes de marmitas que eram recicláveis no lixo que estava próximo dali e logo voltavam para o trabalho, aguardando que Barton os acompanhassem.


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Última edição por Maka em Sex Fev 04, 2022 9:31 am, editado 1 vez(es)

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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Qui Fev 03, 2022 8:11 pm

Uma boa prosa

Aquele almoço parecia produtivo. Conseguia algumas informações com aquele trabalhador, Clint, que parecia entender das coisas por ali. Os piratas realmente estavam evitando aquela ilha por conta da marinha que havia chegado recentemente e isso ia atrapalhar meus planos, já que dinheiro para um barco eu não tinha, e tão pouco sabia pilotar um.

Juliene era o tópico da vez, onde ele dizia o quão peculiar ela era. Difícil, porem sociável, se mantinha no meio das pessoas com certa simpatia, mas não se deixava levar pelos desejos mais profundos “ Essa dai vai ser difícil” Pensei enquanto o homem ainda descrevia a ruiva. Os rapazes ao redor ouviam a nossa conversa e pareciam reagir com risadas conforme prosa do trabalhador sobre a ruiva. No fim, um convite me era feito pelo mesmo homem para ir a Taverna do Mufasa, onde aparentemente teria uma festa e a minha paixonite atual estaria presente – Precisava nem citar ela, falou em festa, conta comigo cumpade Aceitava de bom grado a oportunidade. Uma festança era tudo o que precisava para fechar aquele dia de trabalho, já que oportunidade de sair daquela ilha eu não tinha no momento “ Qualquer coisa, se essa fresca não me quiser agora, deve ter outras por lá para passar a noite”

Terminaria minha marmita e jogaria todo o lixo no mesmo lugar onde os outros jogassem. Prosseguiria a voltar a executar o trabalho para o qual estava sendo pago junto dos outros ali. Aproveitaria a oportunidade para analisar os tripulantes daquele navio, e o próprio navio. Visto que precisava sair daquela ilha e pirata algum estaria pelas proximidades naqueles tempos, deveria achar pelo menos um navio comercial ou cargueiro que aceitasse um tripulante temporário. Veria o que eles carregavam e o tanto de pessoas que trabalhavam naquele navio – Então Clint, quem é o capitão do navio? – Perguntaria ao homem ainda próximo do mesmo. Se perguntado sobre a curiosidade, lhe responderia sem demora – Estou vendo se consigo uma carona para outra ilha, talvez seu capitão aceite um tripulante... temporário – Veria como o homem reagia a ideia para ter uma breve noção de como o capitão daquele navio reagia a esse tipo de oferta.



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Re: 1º Caneco - Bottoms Up! Sex Fev 04, 2022 8:16 am
O caminho se mostrava tranquilo e a viagem se dava sem contratempos, abrindo espaço para uma breve, porém interessante conversa — Nyehehehe!! — ecoava a risada da gigante que se divertia com as reações dos homens ao nome de Ivana — Se a morte é certa, aproveitem pra beber o máximo que der, Nyehehe!! — aconselhava sem dar muita importância aos temores do grupo.

Embora calmo, o percurso se mostrava longo, e mesmo após Manami contar um pouco do motivo de estar na ilha - que em verdade não eram muitos - ainda sobravam horas de caminhada pela frente. Embora a carroça não fosse excessivamente pesada, a visão do Pale Ale’s Pub significava alívio para os músculos da gigante, que finalmente poderia soltar a carruagem — Acontece… — retrucava de forma fingida o esquecimento do homem, apanhando o pagamento e em seguida repousando o calhambeque.

Enquanto o homem seguia para o interior do Pub em busca de Ivana, a gigante aproveitava para contar o dinheiro que havia recebido — Vamos ver se ele “esqueceu” de algo… — murmuraria folheando rapidamente as cédulas. Quando finalmente retornava, o homem não apresentava boas notícias — Hmm… então mais tarde eu apareço... — concluiria sem dar muita importância, começando a se levantar. Já havia recebido o dinheiro prometido, e seria mentira negar que a crescente movimentação nas ruas não estivesse lhe chamando a atenção — Mas enquanto estou aqui, me traz um barril fechado de rum, Nyehehehe!! — decretaria antes de se afastar da taverna, pronta para pagar o valor necessário — Até depois. — prometeria assim que a aquisição fosse concluída.

Sob a proteção de sua bebida reserva, Manami acompanharia a comunidade marchando no mesmo sentido — Espero que seja briga! — conversaria sozinha, animada com as chances de confusão, mesmo que imaginasse ser algo relacionado ao festival que ocorreria no dia seguinte. Se bem que um não impede o outro. De qualquer forma, esperava que algo interessante lhe aguardasse.

Chegando no destino, caso realmente fosse o lugar onde o evento aconteceria, aproveitaria para se familiarizar mesmo que minimamente com o ambiente. Se acabasse bêbada além da conta, seria melhor ter noção de onde estava e para onde poderia ir, para que não acordasse na mesma situação de horas mais cedo. Falando em evitar situações complicadas, também tomaria o momento para avaliar a presença da guarda local, na esperança que a mesma fosse mais escassa do que imaginava.


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