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Virando a casaca

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Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
Virando a casaca Ter Jul 27, 2021 9:19 am
Relembrando a primeira mensagem :

Virando a casaca

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Ren. A qual não possui narrador definido.

_________________

Virando a casaca - Página 2 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

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Re: Virando a casaca Dom Ago 08, 2021 10:19 pm

VIRANDO A CASACA



Finalmente saindo pela porta do galpão, Ren podia finalmente ver o sol da tarde, mas sem saber se estava perto da hora do almoço ou se mais tarde, apesar de felizmente não precisar se preocupar com a lua, o que seria complicado em sua situação. Com tudo que havia acontecido, finalmente aceitava que continuar fugindo não resultaria em muita coisa, decidindo ganhar força para enfrentar Barzini e acabar com aquilo de vez por todas e se ver finalmente livre daquela perseguição desgastante. Para isso, a primeira coisa que vinha até a mente da garota era se juntar ao submundo, o que felizmente não deveria ser difícil na ilha em que estava.

Tomando então rumo em direção ao Mozzafiato, tinha como objetivo conseguir uma audiência com Salvatore Nava, um grande figurão do submundo de Sirarossa e que definitivamente seria capaz de a introduzir nesse mundo criminoso, mas com os papeis que havia pego no galpão, era seguro afirmar que Barzini também deveria estar tentando o mesmo, de modo que precisaria ser mais rápida que seu ex-noivo, do contrário poderia existir a possibilidade de Nava a rejeitar e ajudar Barzini a captura-la, o que seria o pior resultado possível para a felina.

Andando pelas ruas de Sirarossa, logo ao lado dos rios no qual o transporte por gôndolas era realizado, Ren logo chegou até o Mozzafiato, um restaurante grande e chique, e assim que entrou pode ver de um lado uma recepcionista no balcão, e de outro uma grande área aberta cheia de pessoas almoçando, todas com aparência chique, como se fossem nobres ou endinheirados, e o próprio restaurante também era de cair o queixo, com estética que dizia claramente que era local de elite, não de ralé.

Olhando ao redor buscando alguém que parecesse mafioso, não encontrou ninguém que encaixasse em suas especificações, apenas pessoas comendo, o que inclusive indicava que provavelmente estava próximo do horário do almoço, do contrário não haveriam tantas pessoas ali, que deixava o restaurante quase lotado. - Boa tarde, tem reserva? - A recepcionista disse, tentando chamar a mink na sua direção, enquanto os clientes pareciam perceber ela, expressando discretamente reação de desconforto, mas a felina não deu atenção a mulher, andando por aí atrás de algum mafioso ou de algum lugar pra sentar.

Percebendo que foi ignorada e que a garota já ia entrando, a recepcionista pegou o telefone e falou com alguém, e logo dois homens de terno desceram de uma escada nos fundos que aparentemente levava pra o segundo andar, andando com passo firme na direção de Ren enquanto os clientes sussurravam ao redor. - Senhorita, teremos pedir que você se retire. - Os dois pareciam incisivos, mas com todo o porte deles, pareciam sim fazer parte da máfia, e com toda a situação, parecia seguro imaginar que quem protegia aquele restaurante eram os próprios homens de Nava, mas naquela situação ela parecia ser vista de forma negativa, atrapalhando a paz no restaurante.

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Re: Virando a casaca Dom Ago 08, 2021 11:22 pm




Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 06




Eu já havia conhecido muitos mafiosos graças ao meu passado com os Barzini, por isso, eu diria que as chances daqueles dois seguranças integrarem o "lado obscuro" dos negócios dos Nava eram bem grandes. A primeira impressão que eu havia causado aparentemente não havia sido das melhores, porém, eu consegui chamar a atenção deles, e isso era o que importava de verdade no momento. Eu não tinha tempo a perder, afinal, precisava chegar no Nava antes dos meus inimigos.

Faria uma leve reverência antes de começar a falar. - Cavalheiros, peço que perdoem a minha falta de boas maneiras. - Me desculparia, em um tom cordial e bastante respeitoso. - Mas a verdade é que eu estou aqui para falar com o seu chefe. - Meu tom ficava mais sério a partir de então. - É sobre negócios, eu ficaria muito agradecida se pudessem me deixar falar com ele. - Finalizava, enquanto me mantinha firme, uma expressão confiante e determinada no meu rosto. - Tenho certeza de que o seu chefe não vai se arrepender de me ouvir. - Além disso, também faria uso de minhas habilidades "alternativas" de convencimento. Colocaria levemente o dedo indicador no ombro de um dos guardas, enquanto encarava-o nos olhos com um sorriso bastante convidativo. - E se vocês me fizerem esse favorzinho… - Meu tom mudava novamente, dessa vez se tornando lento e sedutor. - Talvez eu possa até lhes dar uma recompensa mais tarde, se é que me entendem. - Terminaria com uma piscadela.

Se isso fosse o suficiente para convencê-los, iria com eles. Caso não, apenas daria de ombros e sairia andando do restaurante fazendo um longo suspiro de frustração. "Bom, os Nava acabaram de perder a chance de contratar uma grande associada." Racionalizei, meio contrariada pela rejeição. Pelo visto eu não iria conseguir nada com eles por enquanto, mas isso não era motivo para desistir, afinal, ainda haviam outras famílias mafiosas na cidade. "Hmm, acho que agora devo tentar com os Nista." Decidi. Erguendo meu pescoço. "Não posso me frustrar com algo pequeno assim, tenho que continuar tentando."

Minha próxima parada era o Hotel Sprezzatura, onde eu faria minha segunda tentativa de ingresso em uma das organizações criminosas da ilha. Andaria até o local, mas dessa vez, passaria alguns minutos sondando a parte de fora. Tentaria encontrar alguém que parecesse ser um mafioso na parte de fora, caso não tivesse ninguém, aí sim eu entraria no estabelecimento. Imediatamente iria atrás de algum funcionário e falaria, da mesma forma que fiz no Mozzafiato: - Oi, tudo bom? - Cumprimentava com um sorriso. - Preciso falar com o seu chefe, é sobre negócios.





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Re: Virando a casaca Ter Ago 10, 2021 10:33 pm

VIRANDO A CASACA



De frente para os dois seguranças do Mozzafiato, Ren não parecia ser bem vinda naquele lugar, pelo menos não com aquelas atitudes, e os dois pareciam querer fazer questão de deixar isso claro. - Aqui não. - Disse um deles, enquanto a mink começava a se apresentar e dizer suas intenções bem no meio do restaurante, o que causou ainda mais sussurros ao redor. Impacientes, os seguranças não esperaram ela terminar de falar, a segurando pelos ombros e levando ela para fora do restaurante. - Escuta aqui, garota. Eu não sei de onde você tirou que as coisas funcionam assim, mas se queria falar de negócios, não deveria fazer no meio do restaurante. Não temos tempos para gente como você. - Sem dizer mais nada, os dois voltaram para dentro do restaurante, deixando Ren do lado de fora, processando o que havia acabado de acontecer.

Sua próxima opção era Nista, seguindo então para o hotel Sprezzatura, que servia de base para os seus homens, e após percorrer um bom caminho por entre os rios que cortavam a cidade de Sirarossa, logo a felina chegou em frente ao imponente hotel, com dezenas de andares, se erguendo imponente sobre a cidade. Várias pessoas entravam e saiam pelas portas do estabelecimento, e dessa vez a mink tentou uma abordagem diferente. Em vez de simplesmente ir entrando e procurando alguém para falar de negocios, ela olhou ao redor do hotel, tentando ver se havia alguma pessoa ali que poderia estar relacionada aos negócios secretos da família. Andando ao redor do edifício, Ren logo encontrou, bem no canto longe da entrada, no que parecia ser uma saída dos fundos para o lixo, um homem vestindo um terno por cima de uma camisa social amarela, com o cabelo bagunçado e fumando um cigarro.

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Assim que ela se aproximou, ele a olhou, levantando-se do degrau da porta. Pelo visto ele estava ali fora para fumar, mas seu porte era bem o que a felina esperaria de alguém no ramo que ela buscava, então logo foi fazendo o pedido. - Ah, o chefe? Tá, vou ver isso lá dentro, espera um pouco. E não sai daqui. - Jogando o que restava do cigarro no chão e pisando em cima para apagar a bituca, ele entrou novamente pela porta dos fundos do hotel. Pouco tempo depois um grupo de pelo menos 5 homens de terno saíram, todos armados, ficando em frente a porta, junto do fumante que havia falado. - Antes de entrar vai ser revistada. Sabe como é, garantir que não vai tentar matar alguém. Se tiver alguma arma entrega pra eles, e depois a gente te devolve. - Ren parecia estar tendo progresso ali, e se seguisse com o que diziam, logo encontraria com a pessoa que mandava no hotel Sprezzatura.

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Re: Virando a casaca Ter Ago 10, 2021 11:25 pm




Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 07




- Vá em frente. - Falaria, de forma casual e bem relaxada, em resposta ao aviso que aquele homem havia dado sobre precisar me revistar. Deixaria que eles o fizessem livremente, afinal, as coisas estavam indo bem. Eu sentia que se continuasse acertando, logo estaria dentro daquela organização. "Como será o tal do Angelo Nista?" Pensava, imaginando que tipo de homem seria ele.

Esperaria até que terminassem a revista, eu não tinha muito o que me preocupar pois estava desarmada. E caso a situação fique feia em algum momento, eu ainda conseguiria lutar. - Tudo certo? - Perguntaria com um sorriso assim que eles terminassem o procedimento. Caso eles permitam que eu encontre o dono do hotel, os seguiria e o faria sem reclamar. Também seguiria qualquer outro possível protocolo de segurança que eles revelem. Se por acaso conseguisse enxergar os meus arredores ao entrar no hotel, tentaria analisar ao máximo possível os caminhos e possíveis rotas de fuga que eu poderia utilizar caso precisasse, futuramente, fugir daquele local.

Eu não tinha a menor intenção de criar inimizade com uma outra família da máfia, mas conhecia bem o tipo de pessoa que geralmente integravam essas organizações, em via de regra, eram gananciosos e muito pouco dignos de confiança, apesar de alguns serem facilmente manipuláveis. São o tipo de grupo onde alguém como eu se encaixa como uma luva.

Apesar de tudo, nem sempre dá pra saber o que se passa na cabeça deles, por isso, eu precisava estar preparada para qualquer coisa. "Já devo ser capaz de usar o meu electro novamente, e a noite logo vai chegar." Pensava, fazendo um sorrisinho confiante. "Aconteça o que acontecer, não vou me dar mal." Concluía, enquanto seguia o meu caminho.

Também ficaria alerta a qualquer comportamento ou movimentação suspeita/hostil vindo daqueles mafiosos, afinal, embora pequena, ainda existia a possibilidade da família Barzini já ter contactado o Nista e oferecido recompensa pela minha captura. Caso conclua que eles tentariam me capturar, enfiaria minhas garras, o mais rápido possível, no torso/costas do mafioso mais próximo e aplicaria um poderoso electro nele, após isso, sairia correndo, me desviando com pulos para os lados ou rolamentos de possíveis ataques lançados contra mim. Correria com tudo o que eu tinha até a saída do local, buscando despistar perseguidores.





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Re: Virando a casaca Sex Ago 13, 2021 11:19 pm

VIRANDO A CASACA



De frente para aqueles mafiosos, Ren via finalmente a oportunidade que busca apara se juntar oficialmente ao submundo, já que aqueles homens que vieram a receber, apesar de insistirem em a revistar antes, pareciam dispostos a deixá-la entrar e lhe dar uma chance de expor seu desejo com o chefão daquele lugar. Com a permissão, dois homens de terno se aproximaram para a revistar, mas uma voz vindo da porta dos juntos fez com que eles parassem antes de tocarem na felina. - O que pensam que estão fazendo, rapazes? - Da porta uma mulher de cabelos brancos e olhos vermelhos saiu, parecendo irritada pôr os capangas. - Não veem que estão lidando com uma dama? Me surpreende vocês quererem fazer a revista, seus tarados. - Tirando um dos seus saltos, ela o joga na direção de um dos homens, que desvia, e logo se vira pro fumante que Ren havia encontrado. - Ainda mais você, Maurizio. Esperava mais de você.

O fumante dá uma risadinha e dá de ombros. - Você é muito estressada, Chiara. É só trabalho, desencana. - Ainda irritada Chiara anda a passos pesados na direção de Ren e pega seu salto novamente. - Eu mesma faço isso. - Assim, Ren começou a ser revistada, com a mulher de cabelos brancos apalpando seu corpo em vários pontos onde pequenas armas poderiam ser escondidas, até mesmo entre as pernas, em uma inspeção completa, e no final se levanta. - Ela tá limpa. Se não fosse uma mink eu diria é que corajosa ou estupida de vir aqui desarmada. - Assentindo com o veredito de Chiara, os seguranças voltam para dentro, mas Maurizio fica do lado de fora, terminando de fumar outro cigarro. - Agora o problema é seu, querida. Vai lá que eu ainda tenho 8 gloriosos minutos de descanso.

Bufando enquanto o homem fazia sinal de “xô” com as mãos para as duas, Ren foi guiada por Chiara até o interior do hotel, sendo seguida atrás por 3 dos guardas que haviam ficado de prontidão enquanto a revista era feita. - Pelo que aquele inútil falou você quer falar com o chefe, né? Não sei que tipo de negócios você quer fazer, mas deixa eu te dar uma dica: quando estiver falando com eles, sua preocupação vai ser convencer o conselheiro, não o chefe. Mas não faça nada que possa irritar o chefe, senão a situação pode ficar bem feia. Você foi avisada.

Seguindo até um elevador nos fundos, onde não passava nenhum cliente, apenas homens de terno, aquela área dos fundos parecia mais simples onde apenas os mafiosos transitavam. No elevador, haviam muitos botões de andares, e a mulher apertou o último botão, o do 33º andar, e logo chegaram em um largo e luxuoso corredor. Percorrendo alguns metros até a última porta do andar, o chão era coberto com um fino carpete, com espelhos e vasos adornando o ambiente. Chegando na porta, que foi aberta por Chiara, Ren pode ver dsuas pessoas em destaque, um homem com óculos escuros na cabeça e com um charuto na boca e outro homem com porta mais sério, que a olhou de imediato. Ambos estavam sentados em uma mesa ao lado de uma larga cama, de frente para uma janela que mostrava a cidade, com seguranças no quarto inteiro, e o de cabelos longos logo chamou a atenção da recém chegada, convidando-a a sentar com um gesto de mão. - Então, a que devemos a visita?


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Re: Virando a casaca Sab Ago 14, 2021 4:13 am




Legenda


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"Pensamentos".
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Post - 08




Maurizio e Chiara foram surpreendentemente legais comigo. Realmente não esperava ser bem tratada por eles, a moça me deu até algumas dicas sobre como me dar bem na conversa com os chefes. "Pelo visto dessa vez eu consegui deixar uma boa primeira impressão." Pensava. Eu também percebi que o Maurizio e aqueles outros homens estavam querendo se aproveitar da tal da revista pra me tocar com segundas intenções, e isso significava que eles me consideravam atraente. Eu tinha total ciência de que era bonita, e mesmo que nenhum daqueles homens fosse um galã, eu tava totalmente disposta a me aproveitar deles em algum ponto caso tivesse a chance. "Talvez eu possa usar isso pra arrumar alguma vantagem mais pra frente…" Tentaria decorar os rostos deles enquanto fazia meus planos.

Finalmente eu parecia estar frente a frente com as lideranças maiores da família Nista. Chiara havia me alertado de que eu deveria me preocupar em convencer o conselheiro e não o chefe, e também tomar cuidado para não fazer nada que possa acabar irritando o chefe, que eu deduzi se tratar do famoso Angelo Nista. Decidi acatar os conselhos, afinal, a moça havia sido simpática comigo e não parecia estar mentindo ou me manipulando, pelo menos à primeira vista. Eu também havia ficado mais tranquilo quanto a isso tudo poder ser uma armadilha, afinal, não havia detectado qualquer comportamento hostil até então.

O homem de cabelos negros me cumprimentou e fez um gesto para que eu me sente. Eu ainda não tinha certeza se ele era o chefe ou o conselheiro, mas de qualquer forma, parecia ser uma boa ideia seguir a orientação e apenas sentar por enquanto. "Qual deles será Angelo Nista?" Me perguntaria, ao sentar na cadeira indicada. Sentaria de forma comum, com as minhas pernas bem juntas e as mãos repousando no meu colo. Ficaria com a coluna reta, buscando passar um ar de confiança e ao mesmo tempo demonstrando respeito. Um pequeno sorriso caloroso se faria presente no meu rosto enquanto eu me apresentava para os dois mafiosos a minha frente. - Bom, meu nome é Ren. - Falaria em um tom cordial, me dirigindo ao homem de cabelos longos. - O motivo de eu ter vindo ver os senhores é bem simples. - Fecharia os olhos por alguns instantes. - Estou procurando emprego, e concluí que a sua "organização" seria a melhor opção para mim. - Continuava, usando um vocabulários mais formal que o normalmente usado por mim, afinal, não queria correr o risco de desrespeitá-los e acabar com minhas chances de entrar na família.

Tentaria identificar quem era o chefe e quem era o conselheiro, caso conseguisse, focaria minha atenção no conselheiro. Caso não, tentaria me dirigir aos dois ao mesmo tempo sempre que possível. - Eu já tenho uma certa experiência nesse… ramo de trabalho. - Continuava. - Estou disposta a aceitar de tudo, não tenho ressalvas quanto a fazer qualquer tipo de serviço. - Explicaria, fazendo um sorrisinho malicioso, colocando um quê de sedução em meu tom de voz. - Se estiver ao meu alcance, será feito.

Caso perguntem sobre minhas experiências de trabalho, responderia: - Sou algo como uma ladra profissional, e tenho "trabalhado" na área por vários anos. - Esperaria alguns instantes antes de continuar a falar. - Caso os senhores queiram que eu demonstre minhas habilidades, estou disposta, como disse, a aceitar qualquer coisa. - Esperaria a resposta dos mafiosos, sempre me mantendo com aquela postura confiante e ao mesmo tempo falando em um tom cordial e cheio de boas maneiras.





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Re: Virando a casaca Seg Ago 16, 2021 9:58 pm

VIRANDO A CASACA



De frente para aqueles dois homens, que estavam cercados de seguranças no que parecia ser o quarto mais luxuoso do hotel, era claro que aqueles dois eram as figuras mais importantes na organização criminosa de Angelo Nista, restando apenas descobrir quem era quem. Pela dica de Chiara, um deles era o conselheiro, a pessoa que no final acabaria decidindo se ela entraria ou não para o submundo na família Nista. Pela primeira impressão que deve, o com charuto parecia impaciente, como se não gostasse de estar ali ou de cuidar de burocracia, enquanto o de cabelos longos parecia mais calmo e focado, prestando atenção em cada movimento que Ren fazia enquanto se sentava na mesa circular bem na frente neles, rodeada de pelo menos 10 seguranças.

Com a permissão para falar, logo declarou o motivo de ter vindo até eles e seu interesse na organização, enquanto o homem que fumava charuto parecia não estar prestando muita atenção no que ela falava. - É claro que minha organização é a melhor opção. - Ele parecia estar se gabando, mas seu comentário foi suficiente para Ren deduzir que o homem com óculos escuros e de certa forma bem infantil era Angelo Nista, e o que havia a convidado a sentar era seu conselheiro. - Com “esse ramo de trabalho”, o que quer dizer? Pode ser mais específica? - Questionou o conselheiro. Continuando sua apresentação, explicou sua profissão de ladra para os dois.

Assim que terminou de falar, Nista olhou para o conselheiro como se pedindo que ele fosse mais rápido com aquilo, arrancando-lhe um suspiro, e logo em seguida colocou uma pasta em cima da mesa. - Vou ser franco aqui, srta. Ren, eu e o sr. Nista já sabemos quem você é. A pouco tempo um homem chamado Barzini veio até nós e Salvatore propondo uma relação de negócios, mas exigindo que a entregássemos em troca. - Ouvindo aquilo, Ren podia ficar tensa com a situação, mas o comentário seguinte de Nista deixou claro sua opinião sobre aquilo tudo. - Aquele nariz empinado veio como se fosse o fodão e ainda quis que eu fizesse o trabalho dele. - Mesmo assim, o conselheiro seguiu impassível.

- Nossa inclinação inicial foi, obviamente, recusar, pelo menos nos termos que ele nos propôs, e não víamos motivos de procurar a senhorita, mas agora você veio a nós, e preciso te perguntar: Você nos seria mais útil do que essa possível relação de negócios? - Abrindo a pasta, o conselheiro mostrou um documento com o selo de Barzini com algumas informações para Ren ser identificada, incluindo uma foto, mas nada sobre suas habilidades, apenas características físicas. - Sabendo que é uma mink, certamente tem capacidades que outros não possuem, mas quero saber se vale a pena perdermos tempo com um possível conflito com Barzini para a ter do nosso lado, então quero saber diretamente de você o que sabe fazer e como pode ser útil para Angelo Nista. Se possuir também informações sobre Barzini, pode nos ajudar a tomar nossa decisão. - Com a pasta aberta de frente para Ren, o conselheiro se recostou novamente na cadeira, esperando que Ren tomasse a palavra novamente.

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Re: Virando a casaca Seg Ago 16, 2021 11:39 pm




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Post - 09




“Droga, aquele tonto chegou neles antes de mim…” Pensava, após terminar de ouvir o conselheiro de Nista. “Isso vai dificultar um pouco as coisas.” E mais uma vez o Barzini estava sendo uma grande inconveniência, mas eu não tinha tempo para ficar com ele na cabeça, afinal, embora a situação ainda não estivesse feia, ela poderia muito bem ficar dependendo do que eu respondesse. Aquele homem, o conselheiro de Nista, aparentava ser muito inteligente, eu não ia conseguir chegar muito longe se não usasse argumentos sólidos. Contar lorotas baratas claramente não ia funcionar. "Vou ter que dar o meu melhor..." Concluí, deixando minhas orelhas bem alertas. Precisava manter a confiança e não parecer desesperada. Eu tinha que “manter a pose” como a Madame Morgana me aconselhava sempre a fazer quando eu morava com ela. “Como será que a Izzy lidaria com essa situação?” Ponderava, pensando por alguns instantes na irmã mais velha.

Faria um leve suspiro, passaria a minha perna direita por cima da esquerda, cruzando-as, enquanto encarava o conselheiro com um sorrisinho sugestivo. - Muito bem, vou explicar em mais detalhes. - Cruzaria também as minhas mãos, apoiadas no colo, antes de continuar a falar. - Uma particularidade de nós, minks felinos, é a capacidade de se comunicar com animais semelhantes a nossa espécie, ou seja, gatos, panteras, tigres, leões e outros. Minha raça também é naturalmente furtiva, meus passos, por exemplo, são bem silenciosos. - Faria mais uma pequena pausa. - Além de ser naturalmente hábil em me esgueirar pelas sombras sem atrair atenção, eu também tenho bastante treinamento e experiência nisso. Sem falar de que domino a arte do disfarce. - Abriria levemente minha boca, mostrando-o minhas presas, antes de concluir, ainda naquele tom formal e respeitoso, que era tão diferente do meu modo usual de falar. - Com tudo isso, eu me sinto segura em dizer que me sairia muito bem caso precisasse, hipoteticamente, subtrair um bem de alguma pessoa, ou até mesmo, fazer tal pessoa “desaparecer”. - Omitiria o fato de que era boa em convencimento, afinal, como estava tentando convencê-lo de algo naquele exato momento, gostaria de que ele percebesse isso por conta própria. - Quando era mais nova, fui escrava de um Tenryuubito por um bom tempo. - Ao falar isso, levantaria calmamente da cadeira e viraria para o lado oposto do conselheiro, expondo a marca dos Tenryuubito que eu orgulhosamente carregava nas minhas costas, que eu normalmente deixava expostas. - O fato de que eu consegui escapar deles, além de não ter sido pega até agora pelo Barzini, deve servir como evidência de minha capacidade. - Sugeria, cheia de orgulho no meu tom de voz.

Após isso, sentaria novamente de frente para o conselheiro e retomaria minha postura anterior. Tentaria manter minha calma e confiança ao falar, afinal, muita coisa dependia de eu conseguir convencer aquele homem. - Além de tudo isso que já mencionei, também queria que soubessem que sou, modéstia a parte, uma lutadora muito competente. Sei lutar com todos os tipos de facas, adagas e punhais. - Ergueria minha a direita aberta na frente do meu rosto, demonstrando minhas garras antes de continuar. - E caso não esteja armada, ainda consigo me virar sem problemas. Minha raça também possui algumas habilidades especiais de combate, mas essas eu só consigo demonstrar bem em uma luta. - Levaria novamente minha mão ao meu colo. - Novamente, caso os senhores queiram comprovação, ficaria feliz em participar de qualquer teste que tenham em mente. - Faria uma breve reverência ao dizer isso.

- Agora sobre o Barzini. - Olharia  o conselheiro bem nos olhos ao entrar nesse tema. - A família Barzini, que por muito tempo se manteve na Grand Line, agora quer expandir seus negócios para os Blues, onde se encontra Sirarossa. - Faria uma pausa de alguns instantes, para que o conselheiro absorva bem as informações que eu lhe passava. - E Sirarossa é, até onde eu sei, território das famílias locais. Talvez um pequeno conflito entre a família Barzini e as famílias daqui seja inevitável em um futuro próximo, com os senhores me entregando para eles ou não. -  Aproximaria mais o meu rosto da direção do homem a quem me dirigia. - Eu conheço Carmine Barzini pessoalmente, é um homem bastante ambicioso, ele com certeza tentaria tomar os negócios e os territórios das organizações locais caso enxergue uma oportunidade. - Um sorriso caloroso surgiria em meu rosto antes de dar continuidade. - A diferença é que, caso não me entreguem para ele e decidam me aceitar, terão mais uma associada extremamente capaz trabalhando para a sua família. - Concluía, tentando não soar muito arrogante.





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Re: Virando a casaca Qui Ago 19, 2021 9:23 pm

VIRANDO A CASACA



Frente a frente com Angeli Nista e seu conselheiro, Ren precisava tomar cuidado com suas palavras se quisesse sair ganhando naquela situação. Com a aproximação de Barzini com as famílias locais, apesar de não parecerem possuir hostilidade em relação a ela, também não pareciam predispostos a recebe-la de braços abertos, e tudo dependeria de conseguir ou não convencer o conselheiro de que seria útil, já que Nista não parecia prestar tanta atenção na conversa, aparentemente confiando na decisão de seu braço direito.

Constatando a sua situação, a mink começou a descrever com calma suas principais habilidades, mas quando se levantou para falar de sua marca dos tenryuubitos, simultaneamente os seguranças levaram as mãos as armas, como se temendo que o movimento repentino pudesse ser o sinal de um ataque, mas o conselheiro logo levantou a mão, dando sinal para que todos se acalmassem e a garota pudesse prosseguir. Mencionando suas capacidades de combate, comentou brevemente sobre outra habilidade, oferecendo demonstrá-la, mas foi interrompida pelo conselheiro. - Não será necessário. Estou ciente da capacidade dos da sua espécie de usar o tal electro. - Curioso, Nista despertou de seu transem olhando curioso para a mink. - Electro? O que é electro? Está tentando me deixar de fora da conversa, Lucio? - Sem se deixar abalar, o conselheiro, chamado Lucio, prosseguiu. - Pelo que ouvi dizer é a habilidade dos minks de gerarem eletricidade para ataque. - Surpreso, Nista pareceu gostar da ideia, mas logo Ren retomou a palavra, sem mais interrupções.

Terminou então com suas informações sobre Barzini, um dos poucos momentos que Nista pareceu ouvir o que dizia, mas não parecia verdadeiramente interessado, apenas irritado com a constatação de que o mafioso tentaria o desafiar. Ao final de sua apresentação mais completa, na qual o conselheiro se manteve quieto, ele finalmente tomou a palavra novamente. - Bem é realmente impressionante. Possui algumas habilidades interessantes, mas devo dizer uma coisa. Por mais impressionante que escapar dos dragões celestiais seja, se deseja trabalhar para Angelo Nista, não vai poder exibir essa marca, dessa forma. Não só essa foi a principal característica que Barzini nos informou para a identificar, como poderia nos causar problemas com a marinha. - Parecendo querer terminar aquilo logo, Angelo interrompeu seu conselheiro. - E aí? Acha que ela é uma boa?

Voltando-se novamente para o chefe da família Nista, Lucio manteve seu semblante sereno característico. - Com tudo que sabemos sobre ela e com o que nos falou, ela parece no mínimo promissora, certamente seria melhor tê-la trabalhar para nós, ainda mais se o conflito for realmente inevitável. - Lucio fez uma pausa antes de prosseguir, dando tempo para seu chefe processar as informações. - Mas é difícil confirmas com certeza as informações, então antes de tomar uma decisão, acredito que seria melhor mandá-la em algum serviço para que isso possa ser averiguado sem sombra de dúvidas. Acredito que a cobrança de Ricci que o sr. não poderia realizar pessoalmente possa ser uma boa oportunidade. - Pensando um pouco sobre as recomendações do conselheiro, Nista levantou de repente e se aproximou de Ren, dando a volta na mesa.

- Uma última coisa, garota. Uma que você tem que ter sempre em mente. Se for entrar na minha família, lembre-se que você trabalha para mim, não o contrário. Eu mando, você obedece. Se seguir isso, vai se dar muito bem aqui dentro, mas se não... - Deixando o final da frase no ar, como uma ameaça velada, Nista foi saindo da sala, sendo seguido por metade dos seguranças. - Cuida disso pra mim, Lucio. Pode mandar ela no serviço, e coloca o palerma que trouxe ela junto. O problema é dele. - Assim, ele saiu. - Imagino que tenha conhecido a srta. Chiara, certo? Ela é a responsável pelo serviço que você será enviada, e vai te passar os detalhes do que precisará fazer. - Virou-se então para os guarda costas. - Senhores, levem a srta. Ren para o quarto 412, e chamem Maurizio também, para que possam discutir o serviço que executarão.

Novamente virou-se para a felina. - Se precisar de algo, em especial uma arma, nossos homens poderão providenciar, mas fique sabendo que você ainda não é parte da família. Vou estar de olho em você, então não pise na bola. - Olhando-a com um olhar profundo diferente da expressão serena que apresentava até então, Lucio então a liberou, pronta para descobrir qual serviço faria para entrar definitivamente para a família Nista.

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Re: Virando a casaca Sex Ago 20, 2021 1:02 am




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Post - 10




As coisas estavam indo muito bem para mim. Não apenas tinha conseguido fazer com que eles não me entreguem para o Barzini, como também convencido Lucio a me dar um trabalho. Agora, precisava completar a tarefa de forma exemplar, afinal, eu não planejava ser uma mera associada da família para sempre. Um dia, eu teria uma influência grande o suficiente no submundo para dar uma lição nos perseguidores que tavam dificultando tanto a minha vida e a dos meus entes queridos. Com um semblante de triunfo, faria mais uma reverência na direção de Lucio. - Prometo que o senhor não vai se arrepender. - Falava confiantemente, para então me levantar da cadeira e esperar os guardas que iriam me levar ao quarto 412.

Aparentemente o serviço envolvia uma cobrança de dívida. Pela minha experiência era algo bem típico da máfia, mas era melhor esperar mais detalhes antes de tirar qualquer conclusão. Maurizio e Chiara também estavam envolvidos, o que me fez ficar bem tranquila, afinal, parecem simpatizar comigo. Iria até o quarto designado junto dos guardas andando normalmente, minha satisfação claramente visível nas minhas expressões faciais. Além disso, estava aliviada por não precisar mais falar de forma tão formal quanto antes, já que os chefes pelo visto não estariam presentes para o serviço.

Ao chegar no quarto, olharia ao redor para ver se já haviam outras pessoas no recinto. Caso avistasse Maurizio, levantaria a mão direita e faria um pequeno aceno em sua direção, acompanhado de um sorrisinho e um olhar sugestivo. Se por acaso avistasse Chiara, iria até ela assim que possível. - Chiara! - Cumprimentaria, colocando minhas mãos na cintura. - Tenho que te agradecer pelas dicas de antes, me ajudou bastante. - Concluiria, em um tom amigável. Agora era hora de começar a criar boas relações com os integrantes da família, afinal, seriam meus “colegas de trabalho” daqui pra frente. Antes que pudessem começar a discutir o trabalho, eu logo diria: - O Sr. Lucio falou que os homens podem me arranjar uma arma. - Juntaria as palmas das mãos antes de continuar. -  Então né, eu ficaria bem feliz se alguém me desse uma adagazinha… - Faria o pedido de forma bem casual. Caso recebesse, agradeceria sorrindo. - Briagada! - Ao guardar a arma no meu cinto.

Além disso, também lembrei que o Sr. Lucio pediu para eu cobrir a marca dos Tenryuubito nas minhas costas. Por causa do meu orgulho, eu não gostei muito da ideia, mas se era uma condição para eu entrar na família, concluí que não seria um sacrifício tããão grande assim. - Outra coisa… - Falaria, dando de ombros, dessa vez em um tom meio relutante. - O Sr. Lucio também falou pra eu cobrir a marca nas minhas costas, e já que aqui é “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, vou ter que obedecer. - Explicava, dando um suspiro, claramente contrariada. - Mas eu não tenho nenhuma outra roupa comigo agora, então talvez eu precise passar em alguma loja antes do serviço. Tudo bem por vocês? - Perguntaria, para então aguardar a resposta. Caso eles digam que não, eu insistiria. - Foi uma ordem direta dele… - Mas caso não tenha jeito, aceitaria ir direto para o serviço assim mesmo.

Quando surgisse a oportunidade, perguntaria sobre o serviço, cheia de curiosidade: - E então? O que temos que fazer exatamente?





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Re: Virando a casaca Dom Ago 22, 2021 9:46 pm

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Tendo conseguido sua tão aguardada chance para adentrar em uma família mafiosa, Lucio deixou claro que ficaria de olho, mas a situação parecia ir tão bem para a felina que nada poderia a abalar. Até mesmo a ordem sobre suas costas, que ela não havia gostado, era vista como um pequeno sacrifício para o sucesso. Acompanhando os guarda-costas até o elevador novamente, a mink desceu para o quarto andar, onde foi levada até o quarto de número 412, onde encontrou Chiara sentada em uma mesinha bem parecida com a que havia visto no quarto que estava antes, mas aquele quarto parecia bem menos luxuoso do que o quarto na cobertura em que os dois figurões da família haviam a entrevistado.

Vendo a chegada da mink Chiara logo acenou de volta com um sorriso. - Ren! Pelo visto a entrevista acabou bem. - Levantando-se da cadeira, foi receber a garota com um abraço. - E é claro que ajudou! Não sabia que encrenca você havia arrumado, mas não podia deixar você ir lá as cegas. Inclusive, o que é isso? - Nas mãos de Chiara, Ren pode ver a carta de Caroline que estava junto dos documentos que trazia consigo, que a mafiosa aparentemente havia pego durante o abraço sem que a felina percebesse. - Uuuhhh, uma carta de amor. Esse Romeo Barzini é o seu amante, “Caroline”? - Chiara parecia achar que a carta era de Ren para alguém, jogando-a em direção à felina novamente, e por mais estranha que a situação fosse, parecia mostrar que os subordinados não pareciam saber sobre a situação com Camine Barzini, o que poderia ser uma informação importante para o futuro. Provavelmente haviam apenas sido avisado a ficar de olho na marca de tenryuubito por precaução.

Fazendo o pedido da arma, um dos seguranças logo assentiu com a cabeça e foi se retirando, provavelmente para providenciar a arma, e logo em seguida comentou sobre a ordem de vestimenta que recebera. - Não se preocupe, se quiser eu te empresto uma roupa minha depois. - Logo em seguida Maurizio veio entrando meio estressado, com um palito de madeira entre os lábios. - Não precisa apressar, pô. - Entrou junto de outro segurança, e foi logo se jogando de forma desajeitada em uma das cadeiras acolchoadas da mesinha ao lado da cama. - Vai ser obrigada a me aturar um pouquinho, Chiara. Meus pêsames. - Brincalhão, deu uma piscadela para ela, e logo se virou para Ren. - Pelo visto se deu bem lá em cima. Bem vinda à equipe, e aproveite a estádia. - De forma bem folgada, colocou os pés em cima da mesa. - E ai, qual o serviço da vez? Não to afim de passar o dia trabalhando, então se terminarmos antes das seis eu pago um jantar pras duas.

Impaciente, Chiara empurrou os dois pés dele para fora da mesa, tirando-os de cima de alguns papeis. - Paolo Ricci. Mora no lado sul da cidade e pegou dinheiro emprestado há um mês atrás. Muito dinheiro. A parte complicada é que é um dos homens de Cesare Costa, então temos que ser cuidadosos. - Entre os papeis, haviam várias informações sobre Paolo, e a logo em frente de Ren parecia informar sobre os serviços que ele prestava a Cesare, com ênfase no serviço de tráfico de escravos, algo que poderia a lembrar de sua época com os tenryuubitos. - Felizmente Lucio já cuidou dessa parte, e Cesare concordou com a cobrança desde que sejamos discretos e formos acompanhados por um de seus homens por precaução. Imagino que ele queira garantir que isso não vai prejudicar.

Com o fim da explicação, Maurizio colocou mais uma vez os pés na mesa. - Então nosso trabalho é cobrar do empregado de outra família? Não parece moleza. - Dessa vez, Chiara apenas lhe lançou um olhar afiado. - Se não tirar os pés da mesa eu vou tirar seus sapatos e enfiar na sua guela, já que insiste em ficar com alguma merda na boca. - Lentamente Maurizio tirou os pés da mesa, apoiando eles na quarta cadeira da mesinha. - To achando que você precisa esfriar a cabeça, querida. Ta na hora de procurar um hobby. - Nessa hora, o segurança voltou com uma adaga simples para Ren, como ela havia pedido.

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Re: Virando a casaca Seg Ago 23, 2021 12:25 am




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Paolo Ricci era o nome do homem que seria a peça central de nossa missão. “Pediu muito dinheiro emprestado para a máfia? Esse cara é bem corajoso... ou burro.” Pensei, após ouvir a explicação de Chiara. A tarefa parecia simples a princípio, mas por se tratar de um negócio do submundo, não dava para saber com certeza se tudo aconteceria como esperado. A colega também havia, pelo visto, entendido errado a situação da carta. Talvez fosse melhor abrir o jogo agora mesmo, não queria criar algum mal entendido no futuro. - Na verdade, eu tomei essa carta de uma dupla de homens do Barzini que tentaram me capturar. - Explicava, com um sorrisinho orgulhoso. - Eu não sou essa tal de Caroline, e Romeo pelo visto é o nome de um daqueles dois patetas. - Dava de ombros, cheia de soberba. - Mas não precisa se preocupar com eles, me certifiquei de que não vão mais causar problemas. - Falava, em um tom desdenhoso.

Também fiquei descobri por meio dos papéis que Paolo Ricci estava envolvido em tráfico de pessoas. Aquilo me fez lembrar daquela época horrível onde eu e Izzy éramos era escravas, mas diferente da minha irmã, que foi marcada de forma bem severa por aquela experiência, eu acabei tirando conclusões diferentes. Eu já sabia o quão injusto o mundo era e aceitei aquela realidade, e por isso não ligava pra quais eram as atividades que Paolo empreendia, a não ser que, claro, elas acabem se colocando no caminho de meus objetivos.

Voltando ao tópico do serviço em si, eu precisava de todas as informações possíveis pra tentar garantir que tudo corresse bem, afinal, esse era o meu primeiro trabalho, e eu não podia me dar ao luxo de fazer besteira. - Sobre o Ricci, que tipo de homem ele é? Vocês o conhecem? - Sugeri, sentando em uma das cadeiras, caso alguma ainda estivesse disponível. - Acham que ele pode causar problemas? - Continuava, cruzando minhas mãos. - E sobre o homem do Costa que vai nos acompanhar, já sabemos quem é? - Continuaria. Caso a resposta fosse sim, seguiria perguntando. - Quem é exatamente? Qual é o perfil dele? - Procurava obter o máximo de informações possíveis.

Depois disso, esperaria alguns instantes antes de seguir nos questionamentos. - Voltando ao Ricci. Vamos supor que ele se recuse a pagar, ou diga que não tá com o dinheiro. - Continuava, em um tom sugestivo. - Podemos dar uma “apertada” nele? - Falaria, para então emendar minha última pergunta. - Então, até onde podemos chegar pra completar o objetivo? - Esperaria as explicações de Chiara e Maurizio. Se por acaso tivesse chegado à hora de partir para o trabalho, seguiria os meus colegas, com muita excitação no rosto.





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Re: Virando a casaca Qua Ago 25, 2021 9:31 pm

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Como aquele era o primeiro trabalho de Ren, a felina tinha muitas dúvidas a sanar para ter certeza que tudo sairia conforme o esperado e pudesse causar uma boa primeira impressão para os futuros chefes. E agora que sabia da situação de Ricci, o comentário de Lucio sobre Nista não poder fazer a cobrança pessoalmente fazia mais sentido, afinal o próprio líder da família ir cobrar o membro de outra família poderia causar sérios problemas. - Acredito que também falo pela Chiara quando digo que nunca ouvimos falar do sujeito. - Respondeu Maurizio, em resposta a duvida da mink, que parecia querer descobrir o perfil do alvo. - As famílias dificilmente interagem entre si, só o alto escalão interage para manter a ordem. Além do mais, o tráfico de pessoas é um negócio monopolizado Cesare Costa, então é ainda mais difícil ficarmos sabendo de algo.

Nos papeis que tinham, pareciam haver apenas dados concretos, como seu horário de trabalho, saldo bancário, família (apesar de não ser casado e nem ter filhos, apenas um pai vivo e idoso) e endereço. Não dava pra saber muito o que esperar de Paolo Ricci. - Ah, confusão sempre causam. Pegam o dinheiro e depois não querem lidar com as consequências. - Seguindo, questionou sobre o homem de Cesare que os acompanharia. - Infelizmente não sabemos quem vai ser. Imagino que seja proposital, para evitar qualquer tipo de problema. As instruções que temos é de ir o encontrar no Cassino Omerta antes de seguir para a casa de Paolo. - Por último, restou a questão referente ao método, já que Ren nunca havia participado desse tipo de atividade, fato que ficou extremamente claro para seus dois parceiros ao ouvirem a pergunta. - Carne fresca, né. Não deveria estar surpreso.

Enquanto Maurizio parecia um pouco incomodado de ter que lidar com alguém inexperiente, Chiara foi logo respondendo à pergunta. - Algumas coisas a sempre manter em mente, Ren: Sempre vá para o serviço considerando que vão dizer estar sem dinheiro. Se estivessem dispostos a pagar, já teriam pago. Eles sempre pedem mais uma semana, mais alguns dias, para conseguir o dinheiro, mas sempre, e eu quero dizer sempre mesmo, possuem algum dinheiro guardado ou algum objeto que possa quitar parte da dívida. Nosso objetivo é conseguir isso. Não é se podemos dar uma apertada nele, dar a apertada é exatamente o serviço. - Mastigando a ponta do palito de madeira, que subia e descia, Maurizio interrompeu as lições de Chiara. - Para a sua sorte, esse rostinho bonito aí na sua frente é muito boa com esse tipo de serviço, não é, “donzela carmesim”?

Pelo tom de Maurizio, ele parecia estar zombando de Chiara, que logo chutou a perna da sua cadeira enquanto ele se apoiava só nas de trás, fazendo ele cair no chão. - Ignora esse paspalho. Se quer aprender mais sobre o serviço, observe com cuidado. Por exemplo, “ser discreto” que eu disse, quer dizer “não deixar marcas claras. Isso vale tanto para técnicas que não deixam feridas nem hematomas quanto as que deixam, mas em locais escondidos pelas roupas. A técnica mais básica é a de arrancar as unhas, mas pela discrição, poderíamos fazer isso apenas nas unhas dos pés. Se Ricci mesmo assim saísse por aí sem sapatos mostrando as marcas da tortura, o errado seria ele e ele seria punido. Deu pra entender? - Chiara começou a arrumar os papeis, e os dois se levantaram. - Bom, qualquer dúvida, pode me perguntar. Acho melhor já irmos indo. - Antes de sair, Chiara se virou para Maurizio. - Espera a gente na entrada. Vou ir com Ren buscar uma roupa para cobrir as costas. - Maurizio parecia feliz com o pedido. - Esperar é o que eu mais gosto de fazer. - Saindo na frente, Chiara ficou esperando Ren para irem buscar uma peça de roupa para irem enfim realizar o primeiro serviço de Ren no submundo.

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Re: Virando a casaca Qua Ago 25, 2021 11:02 pm




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Post - 12




- Entendi. - Respondi, confiantemente, ao fim da explicação da mafiosa."Isso vai ser divertido." Pensei, com um sorrisinho. Estava bastante animada para o serviço, só o exemplo que ela deu sobre arrancar as unhas do sujeito já me deixou bastante ansiosa, no bom sentido, para começar a trabalhar. A imagem mental do sujeito gritando de dor enquanto eu arrancava as unhas dos pés dele fez eu começar a me perguntar se eu não deveria ter procurado me juntar a uma família mafiosa mais cedo, com certeza isso era mais legal do que furtar ou dar golpes em figurões ricos. Eu torcia para que o tal do Paolo Ricci reagisse, afinal, só assim poderia me divertir infligindo dor e sofrimento nele.

- Vamos! - Responderia, em um tom alegre, enquanto seguiria Chiara para qualquer que fosse o lugar onde iríamos arrumar alguma roupa diferente para cobrir a marca nas minhas costas. Andaria de forma mais calma e relaxada do que antes, afinal, não estava mais correndo perigo de ser traída pelos Nista. Caso pudesse escolher a roupa, pegaria uma capa longa, de preferência toda preta e com capuz. Se não tivesse algo assim disponível, pegaria uma roupa semelhante à que Chiara estava usando. Mas se eu não pudesse escolher, apenas usaria qualquer coisa que a minha colega de trabalho oferecesse.

Também tentaria gerar alguma conversa, afinal, queria conhecer melhor as pessoas com quem eu ia trabalhar daqui pra frente, principalmente alguém como Chiara que tinha aparentemente simpatizado bastante comigo. -  Ei, como eu já tinha dito antes… - Falaria, quando tivesse a chance. - Você me ajudou bastante, então acho que tô devendo algumas. - Daria uma risadinha. - Se você precisar de minha ajuda algum dia, é só falar - Concluía, fazendo uma piscadela com o olho direito. Eu podia ser uma criminosa desonesta, mas Chiara realmente tava me auxiliando bastante e basicamente a troco de nada. Eu valorizava esse tipo de coisa, então falei tudo isso com total sinceridade.

Após isso, caso não tivéssemos mais nenhum contratempo, seguiria com Chiara para o lugar onde Maurizio estava nos esperando e aguardaria novas instruções.





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Re: Virando a casaca Qui Ago 26, 2021 9:48 pm

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Animada por aquele serviço, que aparentemente permitiria que a mink aproveitasse uma boa dose e sadismo, ela e Chiara se separaram de Maurizio, seguindo pelo elevador dos fundos até o subsolo. Quando as portas se abriram, Ren se viu em um corredor de pedra mais rustico do que os outros, provavelmente por não ser um lugar que os hospedes frequentam, já que aparentemente haviam ido até ali no elevador de serviço. Seguindo até uma das portas, adentraram no que parecia uma enorme lavanderia, com muitas roupas de cama recebendo limpeza antes de voltarem para os quartos. Chiara parecia já conhecer bem aquele lugar, e seguiu na direção de um senhor de roupa branca e um ostensivo bigode em seu rosto. - Rocco, como vai? Já conseguiu tirar a mancha de sangue daquele meu paletó? - O bigodudo se virou até ela, com um largo e simpático sorriso no rosto. - Chiara, querida! Como é bom te ver. - O homem, que parecia ter por volta de 50 anos se aproximou e a abraçou. - Foi um trabalho difícil, mas não deixaria a sujeira me vencer. Aliás, essa aí é quem? Novata? Nunca vi ela por aqui.

Rocco parecia interessado em Ren, e após retribuir o abraço Chiara logo se virou para apresentar os dois. - Essa é Ren. Ela veio se juntar à família hoje. Ren, esse é Rocco, chefe da lavanderia. Sabe tirar mancha de sangue como ninguém, então se precisar, pode procurar ele. Não é um trabalho que qualquer um pode fazer, afinal. - Rocco fez uma pequena reverencia para agradecer os elogios e para cumprimentar a recém-chegada. - Voltando ao que interessa. - O bigodudo andou apressado com suas pernas curtas até uma filha de roupas e tirou do meio um paletó igual ao que Chiara usava. - Aqui, querida. Novinho em folha, e sem nenhuma marca. - Chiara pegou o paletó e estendeu para Ren. Era grande, e podia ser usado tanto como uma capa sobre os ombros para cobrir as costas quanto vestir igual a companheira. - Valeu, Rocco. Depois eu te trago aquele croissant de queijo que você adora. - Ele respondeu com uma risadinha. - Estarei esperando.

Saindo novamente da lavanderia com uma roupa para cobrir suas costas, Ren decidiu puxar assunto com a parceira. - Não se preocupa, não tá me devendo nada. Não fiz nada disso esperando que você me recompensasse. Só faz seu serviço bem e vai ser o suficiente. - Tomando o elevador novamente, seguiram para o terreo. - Se tem algum motivo para eu ter te ajudado foi... Hmmm... - Chiara pensou um pouco antes de responder, enquanto as portas se abriam para os fundos por onde Ren havia entrado pela primeira vez. - É sempre bom ter boa convivência com os colegas de trabalho. Maurizio mesmo, apesar de nossos santos não baterem, conhece e respeita meus limites. Do contrario já teríamos pulado no pescoço um do outro. - A garota deu uma gargalhada. - Mas acho que você me lembrou de mim mesma quando vim entrar nesse mundo. Não tem muito além disso, então se concentra no serviço e de o seu melhor, tudo bem?

Entretanto, antes que pudessem chegar na saída dos fundos, Chiara deu de cara com Lucio, que parecia estava esperando. - Perdão a intromissão. Chiara, podemos? - Indicando a cabeça para o lado, Chiara assentiu, olhou para Ren e se afastou. Os dois ficaram alguns instantes afastados, falando sobre algo que Ren não conseguia ouvir, até que Lucio foi embora e Chiara retornou, para as duas saírem, e darem de cara com Maurizio fumando. - Podiam ter demorado um pouco mais. - Jogando o cigarro no chão e pisando, o trio seguiu então pelas ruas da cidade até chegarem no grande cassino comandado por Cesare Costa. Com uma enorme quantidade de andares, ele se projetava em direção ao céu, ainda maior que o hotel Sprezzatura, e quase tão belo quanto. Adentrando, Chiara seguiu até a recepção, dizendo um codigo, e logo a recepcionista fez uma ligação, até que, após alguns minutos, um homem de terno surgiu do elevador, indo até o grupo. - Fui avisado que viriam. Sou Vicenzo, encarregado da supervisão. Melhor resolvermos logo esse problema, será melhor para os dois lados.

Saindo do cassino, restava apenas seguir para a casa de Paolo, mas antes de seguirem até lá, Chiara puxou Ren para um canto. - Preciso te falar uma coisa antes se irmos até lá. Lucio falou comigo, e ele quer que você tome as rédeas do serviço, pelo visto ele quer te avaliar, mas não se preocupa, eu e o Maurizio vamos estar aqui para te orientar e não deixar que faça besteira. - Respirando fundo, os quatro seguiram então até a casa de Paolo, que parecia bem simples. A partir daquele momento Ren não podia errar, caso quisesse seu lugar garantido no submundo, e tudo que restava para que o serviço começasse era que Ren batesse na porta.

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