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Cidade do Pecado, 罪市

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Cidade do Pecado, 罪市 Qua Abr 06, 2022 3:13 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Cidade do Pecado, 罪市

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Agente MARAMUNE NEKKYOTO & ROBIN SON. A qual não possui narrador definido.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Seg Jul 11, 2022 3:45 pm


Cidade do Pecado


Abdico-me da minha própria vontade. E farei a do senhor até que os céus se dividam em dois, Clyde. Comentei e tendo minha missão anterior como concluída observei com que meu superior pegasse seu casaco, e entendi, naquele momento, que as coisas realmente estavam a sério. Respirei fundo, e peguei minha katana em mãos, mantendo-a fora da bainha, ao menos parcialmente enquanto andava.

Vamos caçar então, Senhor Clyde. Sai da embarcação, esperando com que ele se direcionasse a algum lugar, ou ao menos dissesse onde iriamos. Naquele momento, pouco me importaria com esconder-me, estava com um ser que demonstrava dominância, e provavelmente, não seriamos importunados por um criminoso tão baixo, e tão fraco como Kenzy, ou seus malditos seguidores.

Se rumássemos até os chifres gêmeos, prestaria atenção em como o senhor se portava, como andava e como observava o mundo ao seu redor, estar com alguém de patente superior, provavelmente me daria a experiência necessária pra ascender como Agente ou quem sabe, em algum futuro não tão distante, capitão de divisão, ou qualquer que fosse o nome burocrático desse tema. Estaria atento também a quaisquer ataques direcionados, barulho de tiro, ou golpes físicos, para com um salto acrobático, pular em alguma parede e observar enquanto me impulsionava para desviar de tantos golpes quanto pudesse, afinal, se atacou uma vez: com certeza vai atacar de novo.



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Última edição por Nekkyoto em Sex Jul 15, 2022 12:25 am, editado 1 vez(es)

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Qua Jul 13, 2022 2:37 am



O alvorecer de uma nova jornada aparecia nos céus já manchados pela tonalidade laranja do meio de uma tarde. O caminho que fazia agora já não era mais solitário e cheio de medo e temor para com certos inimigos, mas confiante e incisivo como o porte de seu chefe e superior, Clyde. Seja por admiração ou apenas por sabedoria, Nekkyoto não hesitava em observar aquele que comandava suas ações; nesse andar, lento e decidido, chegavam no Chifres Gêmeos alguns minutos depois.

O lugar estava repleto de pessoas como se podia esperar após a morte de um indivíduo tão conhecido. A imensidão azul, vista antes no Quartel-General, estava lá para procurar por suspeitos e realizar interrogatórios, bem como fazer o trabalho chato que muitos Agentes pareciam não se envolver. Clyde, no entanto, mantinha sua face serena e inalterada - talvez houvesse passado por aquilo muitas vezes em sua carreira, ou decidira que a situação não valia o seu desconforto.

Sem pedir permissões ou hesitar em momento algum, passava pelas fitas que barravam a multidão civil e adentrava o prédio da cena do crime. Os dois garçons se encontravam em uma mesa bem ao canto do estabelecimento, interrogados por uma dupla de marinheiros que pareciam fazer o papel de marinheiro bom e mau. O caminhar confiante, então, seguia para a sala de Carmine, como se o homem já houvesse feito aquele caminho muitas vezes e estivesse familiarizado com o local.

— Quem quer que tenha feito isso não vai nos atacar aqui e agora. Ele é meticuloso. — quebrava o silêncio enquanto analisava a escrivaninha ensanguentada, agora sem quaisquer objetos que fossem úteis para investigação - foram pegos pelos marinheiros mais cedo. — Se eu tivesse que apostar, no entanto, diria que somos os próximos alvos. Que tal olhar esse local com as perspectivas do assassino, então? — fazia a proposta, não esperando a resposta de seu subordinado. Sem delongas, pulava a janela quebrada e seguia para o prédio de onde viera o tiro, através da escadaria de emergência na lateral da estrutura.

Caso Nekkyoto seguisse seu chefe, poderia ver, de cima, uma visão um tanto quanto privilegiada do bairro como um todo. Mais ainda, porém, do escritório de Carmine, tão claro como o dia daquele ponto. Nenhum sinal, no entanto, era visto que o assassino havia estado ali, senão o leve rastro de pólvora deixado por uma arma poderosa o suficiente para matar dessa forma. Clyde, sem perder seu tempo, analisava cada milímetro do local em busca de algo que o pudesse ajudar, analisando, ainda, os outros prédios do local. Esperando que seu companheiro pudesse dizer algo, indagava-o: — Achou algo ou possui alguma ideia? — sua voz carregava consigo certa expectativa, velada por trás de sua face fria e impassível.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Qui Jul 14, 2022 4:33 pm


Cidade do Pecado


Eles devem achar que fui eu - Apontava para dupla de recepcionistas que agora, estavam sendo interrogados. O lugar estava cheio, e aquela fachada era características: estávamos nos chifres gêmeos. Me mantive confiante e posturado como um lorde naquele lugar, passos cheios de confiança e o máximo discretos possíveis (não que eu fosse um exemplo nisso, pra falar a verdade).

Passamos rapidamente, tentei acumular o máximo de informação possível no lugar, inclusive sobre a técnica que estava sendo usada para interrogar os dois estranhos que queriam me perseguir, assim que Carmine morreu. Tinha dó deles, provavelmente eles estavam confusos naquele momento, e atirariam em qualquer um, não guardava mágoas ou coisas do tipo, e de primeiro momento descartava a participação deles no acontecimento, afinal, a sua face era verdadeira, e não tinha dotes de interrogação para saber realmente se estavam interpretando um não.

O que me deixa um pouco confuso Clyde, é que Carmine estava sozinho, provavelmente a um bom tempo, e ele esperou que eu adentrasse a sala para atirar. Isso simplesmente não parece ter sentido. Respondia, assim que meu superior falasse sobre o assassino meticuloso. Talvez sim. Aquele som da morte, aquele fuzil. O buraco de entrada foi pequeno, mas o de saída ... Sujou toda a mesa. Se formos os próximos, não pretendo trocar uma luta de estratégias, contra alguém que tem vantagem em distância, o mais correto, provavelmente, é encurtar isso o mais rápido possível. Pulei pela janela e subi pela escada de serviço ao lado do edifício que o atirador havia usado.

Estar dois, ou três passos a frente do carrasco, e no tempo certo. Procurei naquele momento por telhados perto, saídas que não fossem aquela que eu e Clyde havíamos usado para subir e coisas do tipo. Quem quer que fosse, não teria saído por terra com um fuzil de precisão, Robin conhecia armas, e me custava acreditar que alguém sairia com uma maleta, ou uma arma daquele calibre pelas ruas. Boom. Apontaria para a outra possível saída ou telhado que estivesse por perto, com a ponta da minha espada.

Quem quer que seja, ainda está atento, ele não deve ter baixado a guarda ainda. A menos que seja muito, muito confiante nas suas próprias ações. Geralmente, esses assassinos costumam ter uma forma metódica de trabalhar, e a maioria. Deixa furos.

"Se eu fosse um assassino de aluguel, ou tivesse rixa com Carmine, eu teria que conhecer seu escritório, o seu prédio para definir um melhor ângulo de tiro, e só então, iria vir até aqui. Com essa visão privilegiada"

Outro ponto que gostaria de falar, é que provavelmente, o assassino conhecia o prédio dos chifres gêmeos, ou se não, como ele iria saber que o escritório de Carmine é bem naquela maldita janela? Talvez procuramos gente que visitou o restaurante em períodos próximos, ou sondava-o de outros estabelecimentos perto.



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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Seg Jul 25, 2022 12:18 am



Pupilo e mestre, ou apenas superior e subordinado, iniciavam sua investigação naquele estabelecimento acometido pelo luto e pela incerteza; seja pela morte do dono do local, ou pelo fato de seu assassinato um tanto quanto misterioso. Embora o falecido fosse um próximo amigo de Clyde, este demonstrava, como sempre, certeza e impassividade, traços imediatamente analisados e possivelmente inspiradores para Nekkyoto, o homem que estava presente no momento do derramamento de sangue.

De acordo com o nível do acontecimento e a repercussão que aquilo tivera, Carmine era mais que apenas um homem de negócios em uma área afastada da cidade. Com afinco, diversos marinheiros procuravam pistas e interrogavam certas suspeitas que, apesar de chocados com tudo, não possuíam conhecimento algum do que poderia ter causado a tragédia. No canto, Nekkyoto observava enquanto uma dupla interrogava a outra - a que havia abordado o rapaz -, e tecia um comentário ignorado por Clyde.

Incessante e obstinado, era o que aquele homem parecia agora. Ignorava seu arredor, ao mesmo tempo em que focava de forma obsessiva nele, absorvendo tudo e todos que estivessem no ambiente. Maramune não se precipitava em falar mais algo que parecia martelar em sua cabeça; tal comentário só obtinha resposta alguns minutos depois: — Me parece um exibicionista, um artista, talvez. Alguém que queria passar uma mensagem através da estesia. — dizia pensativo, enquanto passava para o topo do prédio de onde havia vindo o tiro.

Ali, muitas coisas podiam ser vistas. A visão para algumas direções era ofuscada por prédios um pouco maiores, mas ao fundo se via o mar e o restante daquela cidade; a visão era ampla o suficiente para ser privilegiada em qualquer momento do dia. Vãos separavam uma construção da outra, formando um labirinto de becos medonhos e lar das mais diferentes espécies de seres vivos, bem com os mais pútridos odores possíveis. Dessa forma, saídas daquele lugar não eram incomuns - bem pelo contrário.

Tendo isso em mente, mais algumas conclusões eram tecidas pelo noviço. Corretas ou não, traziam um certo insight para a discussão que parecia terminar ali. — Se você estiver correto, Carmine teve contato com o assassino. — falava, pausando um pouco mais enquanto se agachava para ver a janela do escritório. — Dessa forma, sabemos de duas pessoas que podem nos ajudar com isso. — se levantava, pulando de lá e pousando no chão como se fosse apenas o usual para ele. Nenhuma palavra saía de sua boca; com suas ações, esperava que Nekkyoto identificasse a sua vontade.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Ter Jul 26, 2022 1:30 pm


Cidade do Pecado


Clyde é um monstro, consigo afirmar isso pela forma que pulou desse prédio sem nem mexer seu penteado. Ele está em outro nível, completamente.

Eventualmente observei meu superior pulando daquele lugar alto, e nesse mesmo momento comecei a descer as escadas o mais rapidamente que conseguia. Claro que deveria ter entendido suas palavras, ele queria conversar com a dupla de paspalhões que estavam no local na hora do incidente, não para conversar sobre aquele momento, mas em coisas que antecederam a morte do infeliz Carmine dos chifres gêmeos.

Buscaria na memória o lugar qual eles haviam sido vistos por último: o Hall de entrada do restaurante, conversando com dois marinheiros, investigadores, que provavelmente queriam solucionar o caso o mais rápido possível para ir comer rosquinhas ou coisas do tipo. Daria graças se, naquela altura os dois já estivessem livres para conversar comigo, e que ainda estivessem no local. Chegaria de fininho, marchando com toda a classe e elegância que um belo aristocrata deveria ter.

Os saudaria com uma cumprimentação, batendo os sapatos e mostrando os punhos do meu terno. E chegando perto o suficiente pra falar, e longe o suficiente para me defender de um ataque proveniente do ódio e bagunça que estavam dentro da cabeça falaria. Espero que os dois tenham tido tempo para organizar as ideias. A pedido do meu superior, preciso confirmar algumas coisas para colocar as mãos no desgraçado que atirou em Carmine.

Respirei e continuei falando, pausadamente.

Carmine se encontrou com alguém nessa última semana? Últimos dias? Ele levou alguém em seu escritório, ou coisa do tipo? Se for possível um retrato falado de cada uma dessas pessoas, e informações que vocês tiverem sobre cada uma dessas cabeças, ficaria imensamente grato em machucar quem fez isso ao seu patrão.



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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Qua Jul 27, 2022 11:50 pm



Tomado de uma confiança exalante, Nekkyoto rumava pela área do crime observando o local e aprendendo com aquele que comandava a missão. Andando com seus próprios pés identificava saídas, entradas e posições que o assassino possivelmente usara, bem como seus maneirismos, pensamentos e motivações. Satisfeito com o que foi entregue, Clyde não hesitava em partir para a próxima parte do plano: interrogatório daqueles que estavam presentes em seus momentos finais com Carmine. Em um verdadeiro estilo, pousava suavemente no chão e rumava novamente para os chifres gêmeos, acompanhado de seu pupilo logo atrás.

O ambiente não estava mais repleto daqueles marinheiros que permeavam o arredor. A dupla de garçons vestia uma face preocupada e hesitante, ainda mais quando via os agentes chegando. Naquela ilha, era senso-comum que os funcionários diretos do Governo Mundial vestiam suas roupas elegantes para esconder a podridão que jazia internamente, e embora fosse uma visão fechada da realidade, não estavam completamente equivocados com tal atitude reservada. Clyde não se importava tanto com isso - talvez nunca tivesse se importado para começo de conversa -, certo de suas ações, seguia em passos calmos para abordar os dois.

Antes que pudesse falar algo, no entanto, Nekkyoto tomava a dianteira do que viria. Todos os presentes, isto é, Clyde e os dois atendentes, olhavam surpresos para o noviço, com sentimentos díspares - uns surpresa, o outro expectativa. Suas perguntas saíam incessantemente de seus lábios, percebendo que não havia qualquer resistência para com sua pessoa. Talvez estivessem atordoados demais, ou só não culpavam mais Maramune pela tragédia que ocorrera. De uma forma ou de outra, eles tomavam seu tempo para responder, até que o mais novo da dupla tomava a dianteira.

— Alguns dias atrás uma mulher apareceu aqui. Ela parecia ser nova, mas seu porte dizia outra coisa. — parava para encarar seus algozes, forjando uma confiança que não era característica dele. De imediato, no entanto, o outro - mais velho - imediatamente levantava sua voz. — Cala a boca moleque! Não devíamos contar. — o homem parecia tentar reparar o erro, mas sem sucesso. Em um piscar de olhos, a mão de Clyde voava na mesa em que estavam sentados e a destruía. Sua voz imperava no ambiente enquanto ele usava sua força para dominar. — Meu colega fez uma pergunta! Respondam ou essa mesa não vai ser a única coisa quebrada por aqui. — certos de que aquilo não era um blefe pela pura sensação de medo que Clyde exalava, voltavam a responder.

— *gulp*. Ela era loira de olhos igualmente claros. Parecia… fofa. Maliciosa também… sagaz. Eu não reparei muito, mas lembro que ela passou um bom tempo na sala do Chefe. Foi a única vez que ele convidou alguém para ali nos últimos meses. — Clyde então se levantava e acenava com a cabeça em forma de um agradecimento não tão formal assim. Nesse momento, novamente Maramune ouvia aquele som característico. Mais um disparo era feito de um prédio de outro lado da rua, na mesma altura da rua. Este acertava diretamente a cabeça do atendente mais novo, varava para então penetrar a do mais velho em um show de sangue.

A cabeça de Clyde se virava para a direção do tiro em uma velocidade desigual, e seus olhos, por um breve momento, encontravam os do assassino. Seu rosto, naqueles poucos segundos, passavam de raiva para antecipação, para então preocupação quando via o atirador preparando um novo tiro. Em um piscar de olhos, ele levava Maramune ao chão, e outro disparo passava por onde o novo agente estava há pouco tempo atrás. Sem esperar a companhia deste, saía como um relâmpago daquele estabelecimento, enquanto o atirador de elite se escondia, novamente, nas sombras.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Qui Jul 28, 2022 12:09 am


Cidade do Pecado



Nós queremos a mesma coisa - Comentei, e continuaria falando, se não fosse o tiro que perfurou as cabeças dos dois que estavam ali, automaticamente comecei a me mexer, mas numa velocidade que não conhecia limites, outra bala direcionou-se até meu crânio. Clyde moveu-se em uma velocidade que a rivalizou e me jogou no chão para me tirar da trajetória do tiro. Mal tive tempo de agradecer, quando aquele desastre natural partiu em direção ao atacante.

As coisas deviam acontecer rapidamente, tendo o senso de direção e a trajetória do tiro dessa vez não deixaria que a provável atiradora de olhos azuis escapasse. Ela tentou nos matar Robin, não se atreva a olhar aquele belo par de coxas! Comentei, enquanto me direcionei em velocidade extrema contra aquele que havia atirado em nós. Provavelmente, não conseguiria trocar sinceros golpes com quem havia feito aquilo, sua precisão, dano e velocidade de reação me denunciavam isso.

Mas talvez não trabalhasse sozinho, ou de alguma forma, eu poderia ajudar Clyde de alguma forma durante a perseguição e por isso, me movi em rápida sucessão de passos, andando pelas ruas de forma ordenada e veloz. Tentaria me manter o mais longe possível das pessoas, e se não fosse possível as empurraria para passar, enquanto sacava minha arma no processo para que se assustassem e saíssem logo da frente.

Lembrei também num vislumbre a imagem da enfermeira que havia me recebido em plantão na base da marinha. Mas, com toda a certeza, as descrições eram só parecidas, não deveria ser a mesma pessoa.

Caso mirassem ou escutasse tiros iria rapidamente procurar abrigo entre qualquer coisa que pudesse ser colocado a minha frente para bagunçar a visão e me proporcionar um avanço livre de perigos. Caso fosse interceptado em terra, prepararia-me para o combate, rapidamente pulando entre as paredes e me posicionando em um lugar privilegiado, provavelmente no meio dos atacantes, de forma que conseguisse de primeiro momento, analisar seus tipos e saberes.



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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Seg Ago 01, 2022 9:40 pm



Imersos naquela investigação que parecia correr em passos lentos, a dupla de agentes finalmente parecia encontrar uma pista que os dizia algo de útil. Advinda de uma dupla de bartenders que também eram capangas de Carmine, dizia sobre uma bela moça de cabelos e olhos claros, parecida com Clara, dos sonhos de Robin Son. Antes que pudessem dizer mais algo, no entanto, a mesma bala que atravessara outrora a cabeça de Carmine, agora passava pelas duas em linha reta naquele banco do pub.

A cena massacrante estava montada. Dois cadáveres agora jaziam no chão, imóveis pouco após terem completado um monólogo. Seus sangues escorriam pelos rejuntes dos azulejos que compunham o chão, e pouco a pouco montavam uma verdadeira poça de amálgama sangrento. Nekkyoto, ainda no chão após ser salvo por seu superior, observava a cena enquanto aquele rio vermelho lentamente chegava à sua face, talvez o fazendo contemplar a vida e seus trilho; quiçá, estando um pouco mais focado, na vontade que tinha de prender aquele assassino.

Sem perder o ritmo, partia em velocidade atrás de Clyde e a orquestradora daqueles planos maléficos. Podia os ver entrando em um prédio abandonado logo após cruzar a rua, sem se importar com possíveis emboscadas ou armadilhas do tipo. O interior, como se espera, era escuro e frio; o próprio ar fazia quem quer que passasse em sua frente sentir isso. Uma luta no escuro não seria o ideal, para nenhum dos envolvidos, então pairava no ar a vontade do atirador e suas incógnitas.

Kyo, logo atrás, só percebia a amplitude do estabelecimento em seu interior quando acabava por entrar nele. Algumas luzes internas estavam ligadas, mas muito mais apagadas que o que se via no exterior; seus olhos tomavam seu tempo para se acostumar com o breu e a coloração avermelhada delas. Clyde estava bem em sua frente, no meio de uma sala que em ambos os lados possuía escadas, e ambas levavam até o lugar onde estava a assassina, bem em frente a uma porta que levava para outra sala.

— Enfrente seus pecados, Clyde! — ela anunciava, como se isso significasse alguma coisa para os dois. Sua voz, embora deformada por aparelhos periféricos, podia ser distinguida quanto ao seu sexo; era uma mulher falando. Não muito após sua declaração, ela partia para a porta que estava logo atrás de si, e um alto alarme soava, seguido pela abertura de diversas portas metálicas ao mesmo tempo, provenientes dos pontos tão escuros da sala que Nekkyoto não poderia ter visto.

— Vá atrás dela. Eu cuido disso! — proclamava o Agente, que agora era encarado por diversas personalidades - pelo menos uma dúzia - com características exóticas e corpos claramente violados pelo tempo e malfeitorias. Dizer serem ex-escravos poderia chegar o mais perto de suas aparências, e julgando pelo ódio sentido com o olhar de cada um deles ali, Clyde não era o mocinho da história.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Seg Ago 08, 2022 12:52 pm


Cidade do Pecado


As personalidades que se encontravam naquela sala escura provavelmente seriam obliteradas pelo meu chefe, não deveria temer. Inclusive, suas ordens para que eu fizesse a atiradora pagar foram como uma permissão para que eu executasse o melhor serviço que pudesse naquele momento. Ele acreditava em mim, ao menos naquele momento para que eu pudesse fazer aquela mulher pagar pelos crimes cometidos, e se Clyde acreditava, era a única coisa que importava naquele momento. Parti em velocidade rumando a escada da direita até o cômodo da onde aquela voz deformada deveria vir. Saquei minha Katana e me preparei para que quando encontrasse a mulher, provavelmente fosse recebido por tiros, sem pausa, todos que com destino a minha cabeça ou peito, a julgar pela brutalidade e precisão da minha inimiga.

E se estávamos em um jogo de acertos, que não seriam permitidos erros, a partir do momento que entrasse na sala iria rapidamente procurar minha inimiga, fixando os olhos nela. Se estivéssemos em uma sala escura procuraria por janelas mesmo que cobertas, para que fossem abertas rapidamente pelo fio da minha lâmina, enquanto corria pelos quatro cantos daquela sala em rápida velocidade, apostaria nas minhas qualidades, pois em combate direto, certamente seria morto.

Além disso, mantendo meus olhos tendo como centro a mulher, provavelmente não iria perder o equilíbrio correndo em círculos. E assim torcendo para que nesse ponto do combate as janelas e pontos de luz já estivessem favoráveis a um combate, iria pensar rápido enquanto torcia para que nenhum dos meus passos fossem em vão, e todos fossem perfeitos. A adrenalina de estar num combate daquele nível, em que qualquer passo em falso significaria caixão e vela preta era algo revigorante. Iria dançar, tornando meus movimentos tão imprevisíveis que nem eu mesmo saberia achar um verdadeiro padrão, enquanto rodopiava e balançava minha Katana, rapidamente encurtando a distância entre mim e a atiradora.

Intencionalmente não iria tirar os olhos dos seus olhos, tentando no processo da minha dança esquivar-me de ataques e tiros em rápida sucessão, com pulos, cambalhotas e aquele molejinho que só quem dança sabe. E quando estivesse numa distância que conseguisse alcançar a mulher com minha arma abaixaria encurtando ainda mais a distância e direcionando o fio da minha espada contra o cano da sua arma, rotacionando o quadril da direita para esquerda. Firmando ainda mais a pegada no cabo da espada e tentando cortar a arma, ou desarmar a garota enquanto com o cabo tentaria estocar o meio da sua cabeça com toda a destreza e pressão que conseguisse alcançar para que o balanço da cabeça a fizesse desacordar, ou ao menos aturdi-la o suficiente para que conseguisse colocar o fio da espada contra sua garganta e parar com a agressão.

Não se mova, a não ser que queira que eu te corte.



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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Dom Ago 14, 2022 11:34 pm



O serviço de Nekkyoto chegava a um clímax quando o assassino era finalmente encontrado. Suas vítimas finais inibiam mais informações sobre si mesma, desencadeando em uma corrida até a atiradora que os levava até uma fábrica abandonada. Seu edifício era marcado pelo descaso e pela escuridão; treva essa que guardava surpresas maiores para os agentes, distante da própria organizadora daquele evento. Em meio a frases enigmáticas e ações estranhas, a voz de Clyde ressoava mais alto na mente de Kyo, que sem pensar duas vezes, ia atrás de seu alvo.

Sua celeridade era equiparada à de seu inimigo, que em pouco se escondia nas sombras de uma sala com a iluminação igualmente ruim. Sendo um espelho do cômodo anterior, a porta levava até uma espécie de sacada, descendo por escadas até o nível térreo. Ali, no entanto, janelas empoeiradas - tampadas com madeiras pregadas e lonas mofadas - ofereciam a iluminação de poucos raios solares. Tentado a mudar um pouco o cenário que lhe causava dores de cabeça, Nekkyoto prontamente rasgava as lonas que cobriam as madeiras, liberando um pouco mais de luz, mas não resolvendo o problema na íntegra.

A sua metamorfose, no entanto, permitia-o enxergar novos ares, bem como uma borboleta que passaria a explorar novos céus. A visão que se sucedia por seus olhos enquanto este pousava frente a frente com seu inimigo era de tensão; expectativa pura colocada em uma luta que mexeria com ambos os presentes, de seu âmago para a derme. Alguns pontos de iluminação acertavam seus rostos e seus corpos enrijecidos, bem como partes aleatórias da sala que exumavam pontos do que antes era um mausoléu dedicado à sombra.

O pico de adrenalina não tardava a chegar, e seu trem inevitável acertava-os com a súbita realização da luta. Guardando rapidamente seu rifle de precisão com um salto para trás, a mulher pegava duas pistolas, com as quais imediatamente começava a atirar. A grande distância, como percebido por Maramune, não era uma posição de vantagem para o espadachim, que com seus movimentos belos e artísticos, encurtava a separação de seus corpos no ringue fictício. Os sons dos disparos, e os subsequentes acertos nas paredes, causavam ecos que sobrepujavam qualquer som advindo da sala anterior.

A pólvora logo inundava a atmosfera fechada do ambiente, enquanto as luzes das pistolas gêmeas iluminavam os locais de pouca luz. A bravata da atiradora, no entanto, não era de muita eficácia quando seu adversário se movia de forma quase randômica pela sala escura. Pela máscara, no entanto, podia-se ver um pouco de excitação e diversão naqueles olhos claros. Tão inefetiva que era suas ações, quase não percebia o momento de recarregar as armas. Ali era o momento para o ataque laminar.

Sem se perder no compasso de seu coração, dançava até sua oponente como se estivesse se apresentando para uma plateia. Esta, não perdia o tempo para recarregar sua arma com uma maestria nunca vista. Apesar disso, até o mínimo dos milésimos eram necessários para uma ação determinante. Utilizando sua Katana, Maramune cortava o ar com o objetivo de atingir a pistola e a retirar da mão da assassina. Esta, percebendo as intenções do Agente, amolecia seu punho sobre a pegada da arma de fogo, deixando-a ir ao chão enquanto desviada da estocada para realizar seu próprio ataque.

Colocando a outra das gêmeas à direita da orelha de nekkyoto, a mulher realizava um disparo que imediatamente atingia os tímpanos do homem. O zumbido era ensurdecedor e ao mesmo tempo enlouquecedor. O atordoamento retirava qualquer capacidade motora dele naquele momento, que era atingido em cheio com uma cabeçada no nariz, caindo no chão logo após. A oponente então se aproximava de forma célere mas não desesperada, retirando sua máscara em um movimento uniforme e cheio de graça, revelando as madeixas loiras e a face familiar de Clara. — Qual é, Robin... Eu achei que você seria melhor que isso, herói.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Seg Ago 15, 2022 2:38 pm


Cidade do Pecado


Duas pistolas, o problema de curta distância foi resolvido, mesmo que parcialmente. Me aproximei e logo estava numa distância segura para desferir golpes com minha katana. O fio azul cortou o ar e foi em direção a ambas as armas. A atiradora pareceu realizar de algum truque ou jeito para que as armas não ficassem rígidas o suficiente para que pudessem ser cortadas. Uma das suas armas voou no processo, mas não o suficiente, afinal, sucedeu uma sequencia de golpes que havia me tirado os sentidos momentaneamente, e impediu um golpe ainda mais devastador por minha parte.

No chão, minha oponente se aproximou do meu corpo, e num suspense que chegou a ser bem mais ensurdecedor que o próprio tiro que outrora tirou minha audição. Clara. A maldita estava tentando me matar todo aquele momento, torcia para que Robin não caísse nas graças, mas antes mesmo que conseguisse evitar de olhar para aquele rostinho bonito sentia o descontentamento do meu amigo. Se sentia usado, como se Clara houvesse feito tudo de caso pensado. Seu ódio era bem maior do que a sua vontade assassina, e naquele momento, sentia que podia confiar no meu melhor amigo, afinal, ele finalmente havia se aberto minimamente com alguém, sem precisar de cantadas sem graça, ou apelativas.

Dos meus olhos saíram lágrimas, que marcaram a passagem entre personalidades. A face de indiferença sucedeu as lágrimas, assim como um súbito surto de adrenalina. Era como se sentisse a secreção do hormônio e sua passagem por todo o meu corpo. Todos os meus músculos estavam tencionados. Não conseguia nem mesmo tirar os olhos daqueles belos olhos azuis.

— Como você pode tentar me matar? Não atire mais em mim! - Falaria em tom de ordem com auxílio da minha voz melodiosa, talvez fosse o gatilho que precisava para efetivamente sacar minha pistola e um tiro buscando o seu tendão patelar. No entanto, no processo, minhas mãos tremiam e soavam. Não suportava a ideia de machucar uma mulher, e por isso, propositalmente errei o tiro, alterando sua trajetória. Levantei-me num pulo e aproximei-me daquela mulher.

Era um pouco mais baixa que eu, seus olhos azuis pareciam me chamar. Foi fácil ao menos puxar o gatilho? Tentei segurar o seu queixo, inclinando gentilmente e sutilmente seu rosto de encontro com o meu olhar. Espero que não tão difícil quanto o que eu estou prestes a fazer. Nem tão demorado quanto eu demorei para perceber que deveria ter feito. Aproximei os meus lábios e esperei resposta, tentando-os pressionar contra o lábio superior da garota, acariciando gentilmente sua boca. Enquanto o braço mais perto tentaria agarrar a arma e a jogar longe, assim como a minha própria. Além de eventualmente colocar a língua e fazer movimentos leves e firmes a medida em que corresponderia o movimento com toques gentis em sua pele.

A ideia era além de provocar aquela situação, ganhar tempo até que Clyde conseguisse chegar, e depois tentar argumentar o por quê não mata-la ali mesmo, e a fazer pagar pelas mortes que cometeu na cadeia, como tudo deveria acontecer. E curiosamente, era o final mais difícil de acontecer, beijando minha assassina, e esperando com que Clyde, com todo o seu ódio não se enchesse de justiça própria.
 
 
 
"I was five and he was six
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down"





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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Ter Ago 16, 2022 11:15 pm



O embate de duas personalidades distintas se iniciava, sem um dos integrantes saber que não eram tão distantes assim um do outro. A figura de um passado um tanto quanto próximo se revelava como a grande mente por trás de todos os eventos que se sucederam antes, durante e após a morte de Carmine. Naquela dança cósmica regada a sangue, suor e desejo, Clara agora se via na vantagem, ao despertar a passividade de Robin Son em detrimento da assertividade de seu contraponto, Nekkyoto.

A mudança de personalidade era visível, bem como as atitudes e até mesmo as expressões. Robin era um feminista declarado; em hipótese alguma poderia levantar uma arma de fogo para uma mulher, muito menos para Clara, aquela para quem o rapaz havia, enfim, se aberto de forma honesta. A dor já não era mais advinda de seu tímpano estourado, muito menos da cabeça que latejava de maneira infernal com a coronhada. Ela era interna, vinda de seu espírito e seus sentimentos; era do coração e da alma. Era decepção, traição, o primeiro dos pecados.

As lágrimas no rosto do homem indicavam tudo e levavam aquela enchente de emoções para o exterior, que esbravejava com suas frases. Talvez elas machucassem mais Clara do que sua arma de fogo, talvez não; a mulher assistia o desenrolar da cena atônita, tentando falar mas incapaz de qualquer reação. — Eu... Ah... O que... — balbuciava em meio aos lamentos em forma de questionamentos de Son.

Sem deixá-la responder, aproximava-se e finalmente encostava os seus lábios nos dela. A sensação de finalmente alcançar aquilo que desejava desde a primeira vez que colocara os olhos na loira era extasiante; pelo seu corpo, mil relâmpagos passavam por cada nervo, fazendo-o sentir uma prazerosa sensação de formigamento, que se extinguia conforme o sangue voltava a andar aos passos normais e o beijo se tornava familiar.

Era recíproco, além do mais. Suas línguas se cruzavam em diversos cumprimentos novos para o tato e para o paladar, mas que traziam a sensação de realização inebriante, tal qual uma droga que viciava no primeiro uso. O sonho, porém, encurtava-se conforme a realização dos seus feitos e dos dela se chocavam com suas consciências. Em um som estridente, todo o prazer se transformava em dor e sangue; líquido morno que descia do ferimento de bala para suas pernas.

Clara, com um olhar límpido e um tanto brilhante, fitava sua vítima enquanto corava com o que acabara de fazer. — Não se preocupe. Não é letal. — falava, beijando-o mais uma vez com suas mãos em suas bochechas, soltando-o para se equilibrar sozinho. Ela então olhava para o silêncio que vinha da sala do lado, e novamente falava com seu amante. — Quer ver o que a verdadeira justiça é? — dizia em um tom leve e tão melodioso quanto a voz de Kyo.

Ela então o carregava pelas escadas com certa dificuldade, até a porta que daria visão para eles do que ocorria do outro lado. A paisagem, no entanto, era tenebrosa, como a visão do próprio inferno. Clara não esboçava muita reação ao banho de sangue que havia ocorrido lá embaixo. Todas as figuras de antes mortas, e no meio, ensanguentado e caído, Clyde. Seus olhos abertos e seu peito oscilando entre inspirar e expirar denotavam a gravidade do ocorrido. Suas orelhas se ofuscavam no rio de líquido vital que se formava, e seus cabelos grisalhos se tornaram rubros. — Essa é minha deixa, meu amor. Espero que nos vejamos novamente. — com mais um beijo, Clara se despedia, deixando os dois agentes à mercê do destino.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Dom Ago 21, 2022 9:22 pm


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Senti o calor do tiro percorrendo pela minha pele e me causando dor e calor. Tal como, analisando o meu próprio corpo, e com conhecimentos em medicina e principalmente anatomia, conseguiria confirmar - ou não - a autenticidade da sua afirmação, e esperava que depois daquilo não fosse presenteado com a morte. E assim que fui carregado até o andar de baixo, minha primeira e única reação foi ir em direção a Clyde. Não estava bem, mas faria tudo que me fosse possível, e até o que saísse das minhas capacidades físicas, para que meu superior não perdesse a vida naquele embate.

Clyde viveria, ao menos para ver me tornando algo a mais, para me ver subindo de cargo, até que ele mesmo não conseguisse enxergar ou lembrar-se do garoto assustado que outrora fora designado a tutelar. Clyde iria ver-me subindo, e chegando ao topo, e seja por relações de poder, ou por amizade, iríamos sentar, trocar conversa fora e conversar sobre o gosto horrendo do café que nos serviram naquele instante. Clyde me salvou de um tiro endereçado pela minha musa, e agora, tinha por obrigação de salva-lo daquele fim, que parecia ser eminente.

Naquele mesmo instante, rasgaria minha camisa usando o fio da katana de Nekkyoto como se fosse uma faquinha ou tesoura simples, apoiando-a no chão. Não sabia mexer com aquilo, e usa-la como arma era fora de cogitação, mas ao menos, como utensílio para aquele fim, deveria conseguir. Ou melhor, precisava.

Improvisaria, três faixas de tecido seriam adquiridas, em tamanhos variados, afinal, não era um mestre em cortar nem que aquilo fosse tecido. Amarraria no meu ferimento, e logo viraria minha atenção só e somente para o meu superior. Aferiria seus batimentos cardíacos ao colocar o indicador e o médio na superfície da sua pele, perto da artéria carótida externa. Tendo ai um indicativo não apenas visual sobre o seu estado clínico.

Ali, aferiria a temperatura, se estivesse quente de febre, provavelmente seria um indício de perfurações que geraram infecções, ou provavelmente, uma lesão extremamente grave. Ali, saberia que provavelmente, os machucados deveriam ser fechados, e ali, com o pouco maquinário e material que tinha, não poderia fazer muita coisa, além de fechar os ferimentos amarrando os pedaços de tecido como atadura.

Mas, se fossem perfurações mais graves, iria pegar e atirar com minha pistola, e com o cano ainda quente iria tentar cauterizar a ferida, para que, com ele, conseguisse cruzar a cidade até o primeiro posto da marinha ou governo mundial que encontrasse, onde iria gritar por ajuda.



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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Qua Ago 31, 2022 9:28 pm



A desilusão do amor novamente acertava Robin, que nunca fora o mais bem-sucedido nessa área. Seu caráter se apoiava na perseverança, que em muitos momentos lhe rendera diversas novas experiências; talvez, no entanto, nunca a que realmente quis: ter a sua primeira paixão recíproca. Clara, embora agisse como quem estivesse apaixonada, não podia ser levada a sério após as séries de atuações e manipulações que havia articulado. O sonho de Son, embora estivesse tão perto, era inalcançável. A dor desse sentimento, talvez, anestesiasse a dor queimante do tiro em sua barriga, mas não ofuscava a determinação em ajudar seu chefe.

Rasgando seus retalhos ensanguentados, os amarrava em um primeiro-socorro bem executado ao redor de sua cintura e extensão do abdômen, contendo o sangramento que podia levá-lo a uma falência das capacidades vitais. Antes que isso acontecesse, ele deveria ajudar seu superior, à qualquer custo. Seu pensamento plainava adiante, no futuro onde tudo parecia mais belo e pacífico, uma consequência de seus atos ali. Estando certo ou não, vivendo o agora, o mais óbvio que faria era garantir a sobrevivência daquela figura.

Chegando mais perto dele, então, passava a aferir sua temperatura: queimante, embora sua pulsação parecesse mais fraca. Seu corpo cheio de sangue alheio dificultava o próprio ato de perceber qualquer ferida nele mesmo, mesmo que se soubesse como um fato que lá havia uma. Vagarosamente, enquanto Robin manuseava o corpo imóvel no chão à procura do que fazer, os olhos de Clyde se abriam, revelando uma pupila cansada envolta de muitos vasos sanguíneos à mostra.

A visão amedrontadora de alguém que deveria ser uma muralha para o Governo era ainda piorada pela sua fala problemática. — Eu não sinto... minhas pernas… — sua voz ofegante trazia consigo uma dor profunda e um pesar pela futuro que ele acabava de perder. Não muito após, seus olhos se fechavam e um suspiro era solto - não terminal - mas definitivamente exausto. Nas suas costas, na coluna lombar, se via um grande rasgo em suas vestes, bem como uma abertura na carne; profunda, negra e decadente. A arma causadora não era encontrada, muito menos a pessoa que poderia ter feito isso. De uma forma ou de outra, Robin tinha um grande serviço pela frente: salvar seu superior.

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Re: Cidade do Pecado, 罪市 Sab Set 03, 2022 5:05 pm


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Clyde, conversa comigo por favor. Me conte alguma coisa! Hey, alguma coisa sobre sua infância. Tentei manter sua atenção e consciência o máximo que pude, dando alguns tapinhas sobre a sua face para tentar acordar. Caralho, num país militarizado, cade esses filhos da puta desses marinheiros? SOCORROOOOOOOOOOOOO. Dei três tiros em direção a rua, desesperadamente. Eventualmente, viriam ver o que era, ao menos, acreditava que talvez isso acontecesse.

Eu não era um herói, mas não conseguia suportar a ideia de ter que carregar a culpa de não ter sido suficientemente forte para salvar meu mentor. Faria tudo o que fosse possível, e até sacrificaria as minhas próprias dores para tentar, numa tentativa com todas as fichas, salvar a vida do agente do governo.

" Pulsação fraca, febre com toda a certeza, e aquele maldito corte nas costas. Preciso dar um jeito de tornar aquele ambiente estéril, mas não tenho mecanismos para isso, e provavelmente, o sistema imune desse maldito está correndo contra o tempo para neutralizar a infecção "

Era como se eu pudesse ver, o rolamento que os neutrófilos faziam em direção aquela enorme abertura de carne, tal como as células que se mobilizavam para matar todos os microrganismos que haviam invadido o corpo de Clyde quando - tal qual fosse aquela arma cortante - dilacerou a sua derme, epiderme e hipoderme, provavelmente parando nos seus músculos, ou coisa do tipo.

" Preciso rezar para que não tenha passado pelas suas fibras musculares "

Usando o único mecanismo que eu realmente dispunha naquele momento, atirava e colocava o cano da arma para tentar acelerar o processo de cicatrização com o calor provocado pela explosão de pólvora no cano da pistola, fazendo diversas vezes o movimento para tentar estancar o sangramento, e assim que tivesse o mínimo de certeza que havia conseguido um pouco de tempo, o colocaria sobre os meus braços e o arrastaria até o posto da marinha mais próximo, ou até o próprio barco para que ele pudesse ser tratado da melhor forma e eu ... também.



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