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Segunda Estrela à Direita Sex Fev 04, 2022 1:46 am
Relembrando a primeira mensagem :

Segunda Estrela à Direita

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Agente Garfield "Gar" Wampus. A qual não possui narrador definido.

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Re: Segunda Estrela à Direita Sex Fev 11, 2022 9:13 pm
A chuva o alcançou ainda durante a sua corrida pelas ruas de Sirarossa, cobrindo-o imediatamente com um espesso cobertor de água, o que o irritou. Sua cauda encolheu reativamente, as orelhas felpudas abaixaram, e Gar se obrigou a apertar o passo.

Invadiu o quartel governamental aos pulos, desesperado por um ambiente coberto; balançou a cabeça de um lado para o outro, removendo o excesso de água dos cabelos, e seguiu em direção ao escritório do seu supervisor quando sentiu os pelos um pouco menos ensopados.

Adentrou logo após se anunciar, bem a tempo de ver as mãos ágeis do homem tentar esconder uma revista de seus olhos atentos. Não conseguiu. O mink sorriu discretamente, sentindo-se vitorioso por ter identificado a escrita na capa do exemplar, e caminhou para mais próximo da escrivaninha, onde deixou o resultado de seu trabalho bem-sucedido.

Tudo seguiu como previsto, senhor. Não houve resistências, e deixei o envelope com as instruções para a quitação da dívida quando não havia ninguém em casa, como me instruiu. – Relatou, mantendo os dedos entrelaçados atrás das costas, a postura diligente como era comum aos agentes da Cipher Pol.

Seus olhos se arregalaram quando o homem colocou à sua frente a recompensa por sua pequena tarefa, e Gar percebeu que, se fosse possível, os orbes de sua face haveriam de se transformar em cifrões. Uma quantia de berries enorme estava agora em sua posse.

Uooou! Muito obrigado, senhor. Serião! – Agradeceu, tomando o dinheiro em suas mãos. Não resistiu ao impulso de checar o valor total, evidentemente entusiasmado com o seu primeiro salário. Ser agente poderia ser proveitoso, afinal.

Não obstante ele voltou a controlar-se, retomando seu trejeito comedido que conquistara após anos praticando o autocontrole emocional. Aguardou a finalização das instruções, e só então fez uma mesura discreta, inclinando o torso levemente para a frente. Seguiria em direção a saída, mas voltar-se-ia uma última vez para o seu supervisor, na face uma expressão falsamente ingênua.

Senhor? – Chamaria, buscando a atenção do homem. – O que é Play Marine? – Inquiriria, atrevido, soltando um risinho travesso antes de sumir pela porta e rumar para o seu próximo destino. Deveria secar-se rapidamente, trocar o uniforme da corporação e ir diretamente para a forja do prédio. Faria tudo exatamente nessa ordem, aproveitando-se para descartar o lenço surrupiado em alguma lata de lixo.

Uma vez que encontrasse o ferreiro, ele se apresentaria formalmente, explicitando o que haveria de ter ido fazer naquele ambiente. Não resistindo à curiosidade de investigar o local, ele daria uma bela olhada à sua volta, em busca de objetos estranhos que pudessem lhe chamar a atenção.

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Re: Segunda Estrela à Direita Sab Fev 12, 2022 6:48 am


Gar - O Jovem Místico



O rapaz explicava sua missão finalmente recebendo um pouco de dinheiro, algo que ele realmente amava ter recebido, se sentindo finalmente recompensado por aquele trabalho cansativo, e até agradecia, o que fazia o superior responsável dar um sorrisinho dizendo.-Vem muito mais dinheiro se continuar completando as missões com eficiencia.- e ele piscava o olho depois de dizer isso.

Era realmente verdade que o governo pagava bem, com aquilo ele já poderia fazer compras muito boas inclusive, adquirir itens de alto valor. Mas não era esse o papo que se seguia naquele momento, a curiosidade de Gar tinha outros afiados olhos, pensando no que ele vira, aquela revistinha suspeita que o homem carregava com ele.

Então ele logo que ouvia a fala do garoto fazia uma expressão de surpresa, já que ele imaginava que da porta daquele ângulo uma pessoa normal não teria sido rápida o suficiente para enxergar durante a abertura.-Você tem olhos bem perspicazes não é?- Questionou ele que apesar de a surpresa não ser tão boa pra seu lado, tinha ficado impressionado também.

Então ele tentou buscar palavras em suas mente para definir aquilo de um modo que não fosse muito complicado, mas também não fosse mentira, ele então começou a falar, tendo certa segurança de suas palavras.-É uma revista onde marinheiras jovens mostram seu talento. Jovens marinheiras com grande potencial, de diversas patentes.- Ele então pensava por mais alguns segundos de forma praticamente imperceptível que fazia parecer que ele nem tinha feito a pausa e seguido falando.

-Então elas recebem um bom dinheiro para fazer isso e ganham bastante visibilidade. Claro isso é financiado por um velho nobre rico que gosta muito das moças uniformizadas.- ele pegava a revista, e abria a primeira página mostrando pra Gar, não havia nada demais nas primeiras duas páginas. Eram apenas gravuras de duas moças uniformizadas olhando uma pra outra.

Ele passava a página elas estavam com duas espadas degladiando, e na seguinte suas roupas estavam com algumas avarias pelos cortes. Nada demais era como se fosse algo progressivo até que chegasse no ponto onde elas estavam apenas de biquine e então ele fechou a revista.-E é isso, moças talentosas exibindo seus talentos.- ele falou dando um sorriso grandão nesse momento.

Quando o garoto Gar saísse e fosse para o vestiário ele estaria vazio, onde ele se secou bem e vestiu o uniforme da organização. Deixando o antigo para lavar. Enquanto ele se moveu para a forja onde conheceu o Ferreiro. Que cumprimentava o garoto naquele instante. Era uma moça de cabelos negros, amarrados na parte de trás, ela tinha uma pinta no lado direito do seu rosto.

Ela não usava batom e nem maquiagem, mas seu rosto era bastante bonito, e seus lábios mesmo sem batom tinham um tom avermelhado que podia chamar atenção. Apesar de estar na forja seu cheiro era de canela. Algo que ia ao sensível nariz de Gar que conseguia sentir as misturas de cheiros do ambiente, o cheirinho de canela que vinha do cabelo da mulher, e o cheiro do ferro que vinha do caldeirão aceso.

Seus olhos também podiam ver o avental da moça, que era bastante surrado, provavelmente não trocava ele a muito tempo, a roupa que ela usava pro baixo era simples, uma camiseta azul, e uma calça de mesma cor, ambas eram largas o que dificultava de ver suas curvas, eram provavelmente pra manter ela confortável no ambiente de forja.

Seu sapato eram botas, provavelmente por segurança, caso derrubasse algo nos pés, tinham óculos de proteção mas naquele momento ela não usava já que estava costurando uma bota, o que era curioso já que como ela sabia costurar, por que seu avental seguia surrado? Enfim, já dizia a lenda, casa de ferreiro espeto de pau.

Então por final, ele via os olhos que agora com a mudança de angulo de onde ele estava inicialmente era possivel ver aqueles olhos negros como obsidianas, aqueles olhos lindos pareciam sugar toda a luz dos olofotes para si. Entretanto, não demorou para sua voz ecoar pelo ambiente.-Bem vindo. Veio em busca de alguma coisa?- disse ela traçando a linha pela bota sem nem olhar pra ela, mas sem errar um ponto, era fascinante aquela habilidade com a agulha.

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Re: Segunda Estrela à Direita Sab Fev 12, 2022 1:28 pm
Em silêncio, ele ouviu a explicação sobre a revista desconhecida, mantendo os olhos sobre ela enquanto seu superior dissertava sobre as vantagens obtidas por quem integrava o catálogo daquelas publicações. Não sendo bobo, tampouco inocente, não demorou para que Gar se desse conta do que de fato se tratava o exemplar, podendo presumir como findaria as suas páginas finais. Ainda assim, ele fechou a mão em volta do queixo, no rosto uma expressão ponderativa.

Eu gostaria de ganhar dinheiro e visibilidade. – Disse de súbito, focando principalmente na expectativa de uma renda em detrimento do conteúdo que precisaria entregar. – Bom, talvez quando eu for mais velho, né. –E deu de ombros, encerrando o assunto.

Partiu então para o vestuário, onde ele encontrou um assombroso total de... zero pessoas. Sentiu-se aliviado por isso, já que Gar não era adepto a muitas conversas por pura socialização. Outrossim, pôde dedicar-se a procurar um conjunto de vestes que pudesse lhe servir, andando como veio ao mundo pelo local, despreocupado e relaxado, aproveitando-se da solitude para pegar um ar nas partes baixas.

Torceu o nariz quando encontrou as peças do seu tamanho. Gar não gostava de ternos; sentia-se incomodado com tanta goma e tecido, associando tanta pompa à breguice e à falta de criatividade. Por isso decidiu que o usaria da forma que lhe fosse mais confortável, relaxando a gravata sufocante, abrindo um bom número de botões da camisa debaixo de tal forma que a regata preta ficasse à mostra.

Quando finalmente terminou de se aprontar, tomando o cuidado para guardar o seu dinheirinho suado nos bolsos das novas roupas, ele seguiu diretamente para a forja, alternando passos com pequenos saltinhos, fingindo poder voar. Com um aceno de cabeça, cumprimentaria qualquer transeunte que cruzasse seu caminho, mantendo a boa educação que aprendera nas aulas teóricas dos centros de treinamento do Governo.

Ele pôde sentir o calor das fornalhas antes mesmo de chegar ao ambiente. Inspirando profundamente, ele sentiu os cheiros do metal e do carvão queimando; só que em subtom, Gar também notou rastros de canela misturados à couro curtido, o que instantaneamente lhe despertou a curiosidade. Pelo que ele sabia, não era aquela uma fragrância típica de forjas.

Foi em direção ao aroma, sempre atento, e deparou-se com a estranha; uma moça bonita, cuja expressão tranquila parecia-lhe evocar a paz. O cheiro de canela, ele logo percebeu, partia da cascata de ébano que cobria a sua cabeça. Seu conjunto de roupas, embora simples, detinham um aspecto resistente, o que induziu Gar a deduzir que a mulher era do tipo que privilegiava a praticidade em detrimento da estética.

Aproximou-se com cautela, mantendo os passos silenciosos de sua espécie, chegando perto o suficiente para que mirasse os olhos de ônix; e quando eles o fitaram de volta, Gar sentiu a sua existência ser engolida pelas duas poças de piche, obscuras e misteriosas, como se ele olhasse diretamente para dentro de um abismo.

Ele piscou duas vezes, saindo do transe, quando a moça lhe dirigiu a palavra. Sorriu para ela, evitando demonstrar timidez, e inclinou-se num cumprimento cortes. Não respondeu imediatamente, no entanto; estava muito ocupado admirando o artesanato que a desconhecida produzia, dando forma à uma bota com a mesma destreza de uma aranha tecendo a sua seda. Abriu ainda mais sorriso, surpreso.

Nossa! Como você consegue fazer isso? E sem nem ver. – Exclamou, o volume de sua voz dois tons acima como inferência de sua empolgação. Olhou de soslaio para moça, notando a pinta em seus lábios, mas rapidamente voltou a sua atenção para as mãos hábeis costurando o couro. – Eu vim atrás de uma arma, sabe? Mas isso que você tá fazendo é legal demais. Quero dizer... Eu já vi gente costurando antes, mas não assim. Como você faz? Me mostra? Por favor.

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partiu costura?

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Re: Segunda Estrela à Direita Sab Fev 12, 2022 8:37 pm


Gar - O Jovem Místico



O rapaz conseguiu adivinhar mais ou menos o final da revista, e quase que sem pensar ele falava um de seus desejos, baseado no que o rapaz falou parecia mesmo que pousar naquela revista era mesmo um bom negócio. O comentário dele também surpreendeu o superior que acabou dando uma pequena risada, e falando.-Hehehe acho que parece uma boa ideia, quando você for adulto é algo plausível de se pensar.- e com isso o rapaz saiu.

Era seu momento de se arrumar, se preparar, e ir até a forja, onde o que realmente puxou sua atenção foi a moça que ali estava, mas não apenas isso, a atividade que ela fazia de forma magistral certamente era uma coisa interessante. Ele apesar de não ter uma reação imediata logo expunha seus pensamentos de admiração com aquele trabalho.

Algo que arrancava um sorriso do rosto da moça que ergueu sua mão levando ela até a nuca e coçando aquela parte, tendo sido pega de surpresa ficava meio envergonhada sorrindo, mas não por timidez, ela apenas não esperava o elogio.-Há isso? Eu trabalho com calçados desde criança, meu pai tinha uma forja, então aprendi a fazer umas coisas diferenes.- ela então seguia costurando. De modo que era quase natural.

As mãos dela pareciam se mexer como máquinas de costura a cada ponto que ela dava.-Eu acabei desenvolvendo uma memória mecânica para isso, eu decorei os pontos de ligação. Então eu sei onde a agulha deve entrar, sair e onde devo fechar os pontos.- ela pegou a bota e aproximou mais dele mostrando como ela fazia passando a agulha numa parte bem dura e terminando de dar o ponto em outra região.

Ela mostrava algumas pequenas técnicas daquilo, demonstrando sua habilidade grande com as mãos, ver ela trabalhando era bem satisfatório, por que era muito “Perfeito” dava pra sentir bem toda a técnica que ela aplicava, algo desenvolvido por muito tempo.-Eu posso te ensinar isso se quiser.- disse ela dando um sorriso depois de dizer isso.

Ela então esperava a resposta e se ele fosse positivo em relação à ideia ela se disponibilizaria a ensinar ele detalhadamente como fazer cada parte disso, assim ele ter um certo domínio daquilo.-Então vamos nessa!! Costura é a habilidade de conseguir juntar as partes de algo, acertando os pontos corretos para dar firmeza.- e com isso começava a aula sobre costura, detalhadamente tanto teoria quanto a prática.

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Re: Segunda Estrela à Direita Dom Fev 13, 2022 12:22 pm
As bilocas de sua face brilharam em êxtase frente à habilidade da ferreira, fascinados por tamanho engenho. Enquanto a ouvia revelar um pouco de seu passado, Gar sentia como se a sua atenção fosse fisgada por um anzol hipnótico, deixando-o inteiramente enredado pelas palavras da estranha.

Escancarou um sorriso contagiante quando ela o permitiu ver mais de pertinho a arte em suas mãos, e Gar acompanhou, interessado, cada golpe que a moça dava contra o couro, sempre muito precisa, segura de si. Ele queria aquela destreza para si; a roubaria imediatamente, se pudesse. Não obstante Gar sabia que conhecimento era a única coisa que não se podia furtar. Precisava conquistá-lo, forjá-lo por conta própria com dedicação e afinco.  

Foi quando a estranha se ofereceu para ensiná-lo, fazendo-o implodir de alegria no processo. Ele conteve um grito animado dentro da garganta, manteve os dedinhos nervosos escondidos atrás das costas e focou-se inteiramente nas instruções que a ferreira desatou a lhe passar, ciente do quanto precisaria se dedicar a partir daquele momento. Ele estava, afinal, pronto para aprender a costurar.


Mantendo-se atento à cada palavra que saía daquela boca, ele escutou diligentemente os conceitos iniciais do ofício, onde lhe era explicado os elementos basilares do que compunha a capacidade de costurar. Curioso como era, Gar não conseguia desviar a sua atenção enquanto ouvia a moça falar, inteiramente entregue aos fatos que enredavam a tradição milenar daquela arte.

Era como se Gar tivesse se encontrado pessoalmente com Scheherazade, a princesa dos contos infindáveis; incapaz de afastar os olhos do trabalho da desconhecida, absorto em seus ensinamentos, completamente à mercê das histórias que ela contava. Às vezes, deixava um sorriso bobo escapulir-lhe dos lábios, evidenciando o prazer que sentia em estar ali, naquela condição de aprendiz.

Ele não sabia exatamente quanto tempo havia se passado desde que a estranha começara a dissertar sobre a teoria por detrás da proficiência, mas conseguiu deduzir que algumas boas horas haviam sido despendidas para aquela introdução. Gar entendia, no entanto, que a pincelada geral sobre os acontecimentos e técnicas básicas – embora evidentemente profunda – não era mais do que uma pequena parcela da miríade de informações que ele precisaria descobrir, por conta própria, posteriormente.

Mas agora lhe era orientado que desse um pontapé no estudo prático do ofício, aplicando finalmente o conhecimento idealizado ao mundo físico. Ele se sentou ao lado da ferreira, mantendo entre seus dedos um pedaço quadriculado de couro que ela lhe entregou; passou a costurá-lo, a prudência e o medo de errar controlando as suas primeiras ações, utilizando a sovela para abrir pequenos buracos para que a agulha e a linha fossem capazes de penetrar. Sentiu seu corpo começar a responder mecanicamente ao trabalho manual após um longo período aprendendo o essencial do que lhe era proposto.

Pediu um descanso. Saiu para tomar água, esticar as pernas, evitar a câimbra. Quando voltou, encontrou a ferreira o aguardando pacientemente, a fim de retomarem o trabalho proposto. Ele sorriu, contente por ter encontrado professora tão dedicada, e resolveu que tentaria algo diferente naquela nova rodada.

Se antes ele utilizava as habilidades destras para treinar a costura, agora ele decidira que trabalharia com a mão esquerda, a fim de aperfeiçoar, ao mesmo tempo em que aprendia a curtir couro e a dar forma a ele, o seu controle sobre ela. Explicou para a moça o que fazia, já que não haveria como não notar a queda do seu rendimento de um bloco de treinamento para o outro; ele, afinal, ainda não era ambidestro.

Eu preciso me esforçar para dominar o meu lado esquerdo, sabe? Eu luto usando as minhas garras, mas também sou bom com o chicote, e fico pensando que seria incrível se eu fosse capaz de manejar dois deles ao mesmo tempo. Além disso, eu também sinto que os meus golpes com a mão esquerda são menos bons que os da direita, né? E isso é complicado por um dia eu posso quebrar a mão direita, e aí o que eu faço? Pois é. Preciso me esforçar para não acabar ficando inútil caso algo assim aconteça. – Dissertava enquanto treinava, preenchendo o silêncio como se ele e a estranha fossem amigos de longa data. Ele não parou:

Você conhece uma agente chamada Formika? Ele tem um nome completo, mas eu não sei se posso falar ele aqui, sabe? Eu ainda não entendo direito como funciona todo esse lance de privacidade e identidade oculta nas CPs; mas eu também bem sei que não deve haver muitos agentes com um nome desse, né? Eu a chamo de Mika, ela é minha irmã. Tô atrás dela há algum tempo, tipo alguns anos, sabe? E... Olha só como ficou! Acho que acabei.


Ele então mostraria a peça que havia terminado de costurar para a sua tutora, na expectativa de ter o seu trabalho reconhecido, entregando para ela o fruto do seu empenho. Sorriria, animado, caso tivesse o serviço aprovado; dedicar-se-ia ao ofício um pouco mais, caso a ferreira julgasse que precisava de mais esforço no trabalho.

Eu nem me apresentei ainda, né. – Diria independentemente do que precisasse fazer em seguida. – Meu nome é Gar. Gar Wampus. Aliás, eu ‘tava pensando se você poderia me ensinar a manusear ferro também. Você é ferreira, né. Bem que poderia me quebrar esse galho. Eu sempre quis um chicote que tivesse algum metal nele, sabe? E se você me ensinar, eu posso tentar criar um, agora que já sei mexer um pouco com couro...

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Re: Segunda Estrela à Direita Seg Fev 14, 2022 4:00 am


Gar - O Jovem Místico



Gar ficou impressionado com a habilidade da moça, algo que lhe fez quase que de instantâneo se interessar e iniciar seu aprendizado. Que foi um aprendizado bem árduo, já que ele junto disso começou a tentar adquirir ambidestria. Então durou muito mais do que deveria, levando quase 6 horas até ele se acostumar com a ideia de costurar, o uso do braço oposto gerava falhas muito grandes, que eram até difíceis de consertar.

De toda forma ele chegou ao fim do aprendizado tendo conseguido conquistar aquele conhecimento para si, o que fez a moça limpar o suor da testa, já que ela quem o guiou durante todo esse tempo, corrigindo os pequenos e grandes erros, e dando dicas de onde furar em cada material, e como fortalecer sua habilidade de costura.

Ela então já dizia assim que viu ele acertando os traçados depois de tanto tempo dedicada a explicar alguma coisa pra ele.-Agora sim!! Você aprendeu, levou bastante tempo, mas acho que consegue se virar com a costura daqui pra frente.- e então o rapaz que tinha aprendido aquilo, sabia que ele tinha mais desejos do que ele exatamente queria aprender.

A garota então, pegou o metal que estava ali e começou a explicar sobre forja, aceitando ensinar ele novamente.-A forja em si se divide em várias partes, em primeiro você tem que conhecer o molde que você quer fazer, ou seja, é dar forma. E segundo você precisa saber como preparar o metal- ela então demonstrava pra ele colocando certa quantia no caldeirão e depois levando ele para o fogo.

Ela selecionava aço claramente escolhido com cautela, e derretia ele aumentando o fogo da fornalha com o velho fole onde ela ia aos poucos aquecendo deixando as chamas mais fortes.-É preciso também evitar desperdício, selecione uma boa quantidade de metal pra por na fornalha.- ela então deixou algum tempo pegando um molde de espada onde ela ia mostrando, vários tamanhos e classes de espada nesse tempo.

E depois ela completava sua explicação dando mais alguns poucos detalhes sobre a ideia de fazer armas de coisas que poderiam interessar a Gar após algum tempo, por hora  é claro ela falava do básico. -Além dessas coisas forjar envolve mais coisas, para fazer armas com melhor balanço e preparo, usar física, e claro aprender a consertar elas por meio de mecanica. E ainda digo mais, é possível criar ideias mirabolantes se você aprender Mecatrônica.- Ela disse todas essas coisas demonstrando grande ânimo sobre o assunto, onde ela parecia de verdade empolgada, e logo ela se colocou para ajudar e ensinar a ele o que ele quisesse aprender sobre forja, dando todas as dicas necessarias.

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Re: Segunda Estrela à Direita Seg Fev 14, 2022 12:56 pm
A morena aprovou o seu resultado, e Gar abriu um imenso sorriso triunfante. Estava empolgado e orgulhoso de si mesmo, confiante frente à nova habilidade que havia adquirido, mesmo que entendesse a necessidade de refiná-la ao longo do tempo. A moça o havia ensinado a costurar, mas o caminho que ele percorreria até se tornar exímio ainda seria longo. Isso, no entanto, não removeu o sentimento vencedor de seu peito: ele não ligava para trabalho duro quando o assunto era descobrir coisas novas.

Por sorte, ele teria a oportunidade de saciar a sua curiosidade mais uma vez naquele ambiente, já que a ferreira havia aceitado ensiná-lo novamente. Eufórico por assumir o papel de aprendiz uma vez mais, ele se posicionou ao lado da moça, a fim de acompanhar o seu trabalho mais de perto, atento ao que ela fazia e explicava. Ele aprenderia a forjar naquele momento, portanto precisava se concentrar.


Diligente ele ouvia os ensinamentos de sua professora, acompanhando o passo a passo de cada um dos estágios do processo a ser aprendido. Manteve-se atento ao que ela dizia inicialmente, entendendo a importância de escolher um bom molde para o projeto a ser construído, refletindo de forma igualmente prudente sobre o tipo de metal e o seu preparo adequado. Gar parecia, de fato, uma criança descobrindo um mundo novo, seu interesse completamente voltado para o desenvolvimento da atividade posta.

Ele sentia o calor da fornalha beijar a sua pele insistentemente, mas isso não o incomodou. Em vez disso, ele se sentia acolhido pelo fogo, pela brasa, pelo ardor, de forma que não fora difícil para ele se habituar ao momento de forma tranquila, contrariando os sinais físicos denunciados em sua constituição felina.

Gar se cansava mais rápido quando sentia calor, e isso era uma realidade inerente a qualquer indivíduo de seu povo. Ainda assim, ele era igualmente capaz de resistir as mazelas da temperatura exacerbada quando a sua sede de aprender era posta a prova. Em verdade, sua bisbilhotice muitas vezes o colocava em saias justas difíceis de se livrar, mas ela também era responsável por lhe tornar perseverante em situações como aquela. Ele precisava investigar e descobrir. Não saber nunca lhe era uma opção.

Por isso ele se manteve ao lado da ferreira com afinco, observando a metamorfose do aço em um líquido incandescente. Seus olhos verticais brilhavam de admiração, atentos a cada movimento realizado pela morena. Ela era dedicada e comprometida, Gar ponderou enquanto a assistia macetar o aço para dar-lhe forma, surpreso frente à sua entrega à tarefa. Era um esforço louvável, o qual ele precisaria reproduzir.

Quando finalmente chegou a sua vez, após um longo período servindo de mero expectador para a sua professora, ele resolveu que tentaria repetir cada um dos gestos aprendidos com a observação profunda de seus olhos aguçados. Concentrou-se em cada passo, tomando o cuidado para não cometer erros bobos, mas vez ou outra tinha o seu processo interrompido pela instrutora, que lhe alertava quanto a desvios capazes de prejudicar o seu projeto final.

Gar sabia exatamente o que ele estava tentando forjar. Não era o seu chicote, já que ele havia entendido bem cedo as limitações de suas próprias capacidades; ele ainda não era capaz de dar forma à sua arma preferida com a eficiência que desejava. Em vez dele, resolveu que tentaria algo mais simples, mais palpável para a sua realidade: uma faca singela, cuja função não poderia ir além da artesanal.

Ele seguia as instruções de sua mestra ao derreter pouquíssimo metal para a criação, despejando-o cuidadosamente no recipiente que lhe daria forma. Forçou o martelo contra o aço e refrigerou o material moldado, esforçando-se para ignorar o desgaste de seu corpo frente ao calor do ambiente; Gar detinha, afinal, um belíssimo histórico de atleta, mas nem mesmo ele seria capaz de livrá-lo do cansaço para sempre.

Por graça do Destino, ele finalmente finalizou o serviço. Pegou a faca em suas mãos, admirando o fruto do seu esforço, e o entregou para sua instrutora em busca de aprovação. Deixou-se cair no chão, visivelmente fatigado pela experiência, mas concomitantemente contente por não ter desistido.


Então eu ainda preciso aprender Física, Mecânica e Mecatrônica? – Perguntaria quando finalmente se sentisse disposto para falar, tão logo se recuperasse um pouco. Ele ponderaria sobre o mar de possibilidades que se abriria para ele ao adquirir todos esses novos conhecimentos, mesmo sabendo que o que realmente o motivaria, no fim do dia, seria a mera sede de conhecimento. Gar precisava desenredar mistérios simplesmente pelo prazer de fazê-lo. Era quem ele era, afinal.

Bom, espero encontrar alguns livros sobre isso, talvez em alguma biblioteca por aqui. Mas agora eu acho que preciso ir. Passei muito tempo aqui, né. – Diria, lembrando-se dos outros compromissos que ainda tinha. Levantar-se-ia com um pouco de dificuldade, forçando seu corpo a voltar a trabalhar. – Meu supervisor deve estar possesso de raiva, sabe? Ele só me mandou aqui para pegar uma arma e... Puts! A arma! Você teria alguma coisa aí para mim? Essa faquinha que eu forjei não vai ser muito útil. Acho que até posso deixá-la aqui...

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Re: Segunda Estrela à Direita Seg Fev 14, 2022 8:39 pm


Gar - O Jovem Místico



Gar começou a treinar para entender os processos de forja, mas o que ele não esperava era que aquilo fosse ser tão cansativo, o calor fazia o peludo se sentir mais cansado que o normal, o que fez ele sair bastante cansado depois de forjar as coisas, aprendendo todo o processo que ele precisava. Ele então ficou um tempo se recuperando onde a Moça, veio e trouxe água para ele.

Ela deixava uma bem na mão do rapaz, aguinha tava bem geladinha.-Aqui, isso deve te ajudar a passar melhor depois de tudo isso.- Então ela deixaria que ele aproveitasse essa garrafa, onde ela então relaxou sentando e bebendo água de outra garrafinha que tinha ali com ela.

Então nesse meio tempo ela comentava sobre eles ainda não terem de nenhuma maneira se conhecido corretamente.-Aliás, você se apresentou antes, mas eu esqueci de lhe cumprimentar, às vezes me empolgo quando o assunto é forja. Me chamo Estela.- disse coçando a parte de trás da cabeça, quando o rapaz finalmente recuperado poderia voltar a interagir mais corretamente.

O garoto então aproveitava aquele momento para questionar sobre essas outras habilidades que ela falava, e a moça, sem rodeios respodeu.-Sim, todas são extensivamente importantes. Cada uma delas te permitirá fazer uma coisa diferente, que vão se somar pra melhorar suas habilidades gerais como ferreiro- complementou ela, terminando o papo das proficiencias.

Entretanto a conversa se seguiu, onde Gar gostaria de conseguir uma arma do tipo que ele veio buscar, já que a adaga que ele forjou era algo que ele não iria usar. Ela então coçou o queixo e então saiu por alguns segundos indo buscar um chicote específico. Ela trazia um bem diferente, com um design interessante, ele era feito de alguns metais que pareciam dar pra ele ainda assim muita flexibilidade.

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Então, ela começou a explicar a arma e de onde ela veio naquele instante, de certo modo aquela arma tinha um peso para ela que foi algo que ela levantou.-Esse chicote, eu fiz ele pra minha irmã de criação, muito tempo atrás, ele foi feito pra conduzir eletricidade, ela é uma capitã, e usou ele por muito tempo, mas eventualmente ela quebrou ele em combate.. Bem, ela acabou por falecer no meio disso, então, depois de voltar pra mim eu o consertei, mas acabei nunca reestruturando sua condutibilidade, digamos que ele ficou incompleto, mas serve perfeitamente como arma. Você me lembrou bastante ela, digo, teimoso, animado e interessado em aprender. Espero que tenha uma boa missão, se um dia aprender mais sobre forja espero que complete ele, fica como uma missão extra hehe.- ela dizia dando um sorriso, ela tinha uma naturalidade para falar daquilo, como se ela já tivesse superado a tragédia, talvez não levasse mais como um fardo.

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Re: Segunda Estrela à Direita Ter Fev 15, 2022 12:19 pm
Caído no chão, sentindo a fadiga apunhalar cada fibra de seus músculos, ele aceitou de bom grado a água ofertada por sua mestra. Tentou sorrir como agradecimento, mas a sede falou mais alto, obrigando-o a prolongar o silêncio por um longo tempo enquanto voltava a se hidratar. Levou a mão à boca depois de esvaziar a garrafinha, limpando os lábios molhados com os dedos finos.

Muito ‘brigadão, Estela. Você 'tá salvando, serião. – Disse, fitando-a com um olhar amigável. – Eu nem sei há quanto tempo estamos aqui, mas eu sinto como se tivéssemos ficado enfurnados na Fornalha por dias. – Comentou, soltando um risinho ao final.

Gar, de fato, detinha pouquíssimo senso cronológico – a sua precisão temporal era uma vergonha –, o que justificava a sua incapacidade de determinar intervalos de tempo muito espaçados. Sentia, no entanto, os sinais físicos de seu corpo, já que a fome e o cansaço não respeitavam o desejo de aprender.

Momentos depois Estela se levantou e sumiu, deixando o rapaz sozinho. Cogitou aproveitar a oportunidade para dar uma bisbilhotada na área sem risco de censuras, mas a responsável pelo local não tardou em dar as caras novamente. Gar soltou um grito desproporcionalmente eufórico ao identificar o objeto que ela trazia consigo, tirando força de seres divinos para conseguir interagir adequadamente com aquela novidade.

Uooou! Ele é... ele é... – Procurava o adjetivo adequado para descrevê-lo, mas os olhos de água-marinha não conseguiam determinar a preciosidade daquela obra de arte. A extensão do chicote, entrelaçada em couro e prata, era escamada como o corpo de uma serpente; na ponta, uma cabeça ofídia denunciava a referência. Com cuidado Gar o pegaria em suas mãos, aproximando do rosto; sentiria a textura e o cheiro, dando atenção a todos os seus detalhes. – Ele é demais!

Voltaria a sua atenção novamente para Estela, os olhos marejados de alegria. E, sem controlar o impulso, ele a entrelaçaria com os braços, puxando-a para mais perto num abraço apertado de puro afeto. Emotivo como era, ele não fazia questão de esconder sentimentos quando gostava verdadeiramente de alguém.

Muito obrigado, Estela. Muito mesmo. – Agradeceria, contendo as lágrimas para que não ultrapassem a linha dos cílios. – Prometo que vou cuidar bem dele. Vou honrar a sua irmãzinha. Juro que vou.

Gar se afastaria tão logo se recuperasse um pouco, e guardaria a arma de uma forma pouco convencional: enlaçada, em espirais, envolta da perna, o cabo próximo da cintura para facilitar um saque rápido. Para ele, aquela era sempre a melhor forma de manter o chicote junto ao corpo, já quê deixá-lo preso à cintura de forma suspensa – como era convencional – poderia atrapalhar a sua mobilidade.

Bom, vou me esforçar para conseguir consertá-lo. – Diria uma vez mais, admirando a fita prateada que circundava seu membro inferior esquerdo. – Eu preciso ir agora. 'Tô devendo uma ou duas missões, e acho que talvez eu ainda precise descansar um pouco. Mesmo assim, muito obrigado por tudo que fez por mim.

Com uma mesura, ele se despediria da ferreira e se voltaria para a saída, ciente de que não poderia permanecer mais tempo ali. Voltar-se-ia para ela antes de atravessar o portal, no entanto, e falaria:

Sabe, Estela... A antiga dona do chicote, ela teve muita sorte de ter você como irmã.

E com isso, caso assim o Destino quisesse, ele procuraria a sala do seu supervisor novamente em busca de uma nova missão. Refletiu que, provavelmente, precisaria de um descanso, mas Gar suspeitou que lhe faltaria coragem para dizer isso ao seu chefe.

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Re: Segunda Estrela à Direita Qua Fev 16, 2022 7:09 am


Gar - O Jovem Místico



A interação dos dois era bem legal de se ver, onde era perceptível que havia um certo laço surgindo ali, talvez pelas personalidades que eles carregavam aquilo fosse natural. Em um primeiro momento o jovem atestou o que ele estava fazendo ali, de certo modo se lembrando mais uma vez que ele precisava resolver algumas coisas pertinentes, algo que a moça dessa vez acabou comentando.-Acho que pelo horário talvez sua missão fique pro próximo dia.- comentou ela sobre o tempo que eles tinham passado ali, e era verdade que estava ficando bem tarde.

Então depois da moça sumir, ele tinha a curiosidade de explorar aquele ambiente, como um bom bisbilhoteiro que é, ele certamente tinha interesse em ver até onde aquele lugar ia, que coisas diferentes ele poderia achar, e quem sabe até algo legal pra guardar no bolso sorrateiramente não é mesmo, mas tudo isso de repente era esquecido, quando ele via o chicote que o fazia reagir de um modo até fofo. Ele cheirava, e sentia, a textura do metal percorria suas mãos, mas era leve e suave, muito bem acabado, o cheiro apesar de ter um pequeno misto de ferro e couro, também tinha uma pequena fragrância de amoras, um cheirinho doce que talvez viesse de algum material usado ali. Ou um perfume da própria Ester, ou até de sua irmã.

Ele ouvia o que a moça falava e pouco tinha palavras para agradecer inicialmente, ou descrever aquela arma, algo que fazia ele realmente se comprometer de honrar o que ele recebeu inclusive melhorar tudo aquilo.-Eu acredito que vá. Acho que pode levar adiante como um bom Agente, e fazer diferença no mundo, vamos fazer uma promessa aqui certo.-Então ela estendeu o dedo mindinho, pra que ele pudesse entrelaçar o mindinho dele a famosa promessa de mindinho onde ela piscou o olho enquanto fazia isso.

De fato a moça era uma pessoa animada, e a última coisa que Gar lhe dizia era recebida com um sorriso.-Eu quem tive muita sorte de ser irmã dela. Aprendi tanto quanto pude sobre a vida.-disse sorrindo e deixando que o rapaz fosse para a sala do superior. Ele poderia até estar preocupado, mas quando chegasse na sala do superior a visão seria, bem, uma visão bem… Complicada.

O superior dormia na cadeira, com os dois pés sobre a mesa, a revista play marine aberta no rosto e um ronco alto dominava a sala inteira, e quando gar entrou ali, ele rapidamente acordou de um salto, pegando a revista e guardando na gaveta e retomando a postura, apesar de agora suas roupas estarem levemente amassadas depois desse sono.

Então ele tirou o pigarro da garganta soltando alguns barulhos e ajustando a gravata, enquanto, ele começou a falar.-Bem vindo de volta rapaz, eu acabei passando sua missão para outro novato, como já está tarde vamos deixar isso pra amanhã. Aliás eu vou tomar um sorvete, quer vir comigo?- disse ele levantando ali e pegando o resto do seu terno que estava pendurado na cadeira.

Também ajustou o cinto e colocou algumas coisas no bolso, de modo a ficar completamente preparado, eram coisas simples, chaves, algum dinheiro, e um tipo de concha estranha que ele guardou ali, Mas tudo estava certo para ele sair da sala e ir mesmo tomar o sorvete, talvez porque simplesmente bateu a vontade, ele era um agente meio estranho certamente.

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Re: Segunda Estrela à Direita Qua Fev 16, 2022 12:05 pm
Ele caminhava tranquilamente pelos corredores do quartel da Cipher Pol, em sua cabeça perpetuando os momentos que passara com Estela. Olhou para o dedo mindinho e sorriu, satisfeito com a promessa feita por quem agora ele considerava uma grande amiga. Estela lhe lembrava a sua própria irmã, Gar já havia notado, e talvez por isso ele tivesse se afeiçoado tanto a ela, concluiu.

Mas agora, ele precisava se concentrar nas suas próximas atividades. Ainda detinha obrigações com o Governo, e precisava se dedicar a elas caso desejasse receber mais dinheirinho honesto.

Riu para si mesmo pensando nisso; Gar, afinal, nunca havia sido do tipo que se preocupava com a fonte da sua renda. Pelo contrário, decerto era um rapaz que sentia prazer em surrupiar o que, supostamente, não seria seu, ainda que seus alvos fossem cuidadosamente bem selecionados – nunca pessoas pobres, sempre gente abastada. Para ele a reflexão era óbvia: aquilo não era roubo, mas sim reparação histórica.

Bateu algumas vezes na porta do intendente, esperando ser recebido. Não obteve resposta. Franziu o cenho. Sabia que o certo seria retirar-se e voltar mais tarde, mas a sua curiosidade lhe impedia de tirar a mão da maçaneta. Talvez, caso o escritório estivesse vazio, ele conseguiria dar uma olhada despreocupada com seus olhos verticais. Se fosse pego, provavelmente seria expulso da corporação – quiçá caçado para o resto da vida. Uma escolha muito difícil para qualquer pessoa...

Mas não para ele.

Gar girou a maçaneta.

Colocou a cabeça para dentro, atento à movimentação no interior do cômodo, mas não demorou para que seu belo rostinho pueril fosse contaminado por traços de decepção, tão logo encontrou o seu supervisor dormindo abobalhado com a revista indecente na cara. Entrou de uma vez no ambiente e pigarreou, o que acordou o moço indecoroso.

Sinto muito pelo atraso, senhor. – Desculpou-se ao ouvir que a sua missão havia sido repassada para outro, como inferência do seu sumiço. – De qualquer forma, consegui a arma, pelo menos. – Completou, apontando para o chicote que descia em espirais pela sua perna esquerda. Mantinha um tom de voz distante ao pronunciar as palavras, como lhe era comum em ambientes profissionais.

Gar presava pela impessoalidade em momentos como aquele, já que era ela quem o garantia as melhores decisões em situações apertadas. A máscara de impassividade, no entanto, não durou muito, desmontando-se frente ao tentador convite proposto.

O senhor paga? – Inquiriria, desconfiado. Gar gostava de sorvetes como toda boa alma adocicada, mas ele era avarento na mesma proporção, um rapazinho mão-de-vaca que não apreciava gastar o próprio dinheiro sem uma boa razão. Ele sequer se importaria de correr o risco de soar indelicado através de sua pergunta, já que berries lhe era um assunto demasiado delicado.

Caso o seu superior respondesse com uma negativa, Gar menearia a cabeça compreensivelmente e se retiraria do recinto, onde procuraria um lugar que pudesse descansar até a próxima missão. Não obstante, se recebesse um sinal verde, ele permitiria que a animação iluminasse seu semblante e acompanharia o homem até o estabelecimento que detivesse o produto.

Senhor... Tenho algo que preciso perguntar. – Soltaria no caminho para o local, caso a oportunidade surgisse. Escolheria as palavras adequadamente antes de questioná-lo: – Por acaso já ouviu falar em uma agente chamada Formika? Saberia, ou poderia, me dizer por onde ela anda?

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Re: Segunda Estrela à Direita Qua Fev 16, 2022 7:54 pm


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Ali estava o rapaz agora feliz pela promessa de dedinho, e uma porta fechada não abalava sua moral, afinal ele sempre foi um rapaz que fugiu da normalidade nesses quesitos morais. No entanto, a abertura da porta não lhe cedeu a bisbilhotagem, já que o cara estava lá. Ele então se desculpou mais comentou também que conseguiu a arma.-Está tudo bem, nenhuma missão era algo que só você pudesse fazer. Você só atrasou um pouco seu próprio salário keke- comentou ele, e é verdade, para o garoto naquele momento que ainda era um iniciante não foi um grande problema, já que foi articulado.

Entretanto, mesmo assim ele não deixava de pontuar que Gar deveria ser responsável depois de comentar sobre isso.-Mesmo assim, você precisa ser um pouco mais responsável, digo, se comprometa com o trabalho.- disse com voz branda, não soava como uma bronca, mas um conselho para o rapaz, algo que ele fez de boa índole. O rapaz então seguiu sobre o papo do sorvete, e sua primeira reação era a mais pura possível.

Algo que só pode fazer o cara acabar rindo da situação já que a pergunta era inesperada para ele.-KEKEKEKE Pode deixar, eu pago sim, vamo nessa.- e assim os dois saíram dali caminhando para a sorveteria, era um lugar até perto, mas nesse caminho o mink aproveitou para questionar sobre outro agente que ele queria encontrar.-Não conheço, acho que nunca ouvi falar. Você sabe a patente dela?- disse ele pensativo talvez pela patente algo surgisse na cabeça.

Então dependendo da resposta ele explicaria como exatamente as coisas funcionam.-Eu posso ver nos arquivos, mas geralmente agentes tem informações bem fechadas. Mas vou checar depois se vejo algo, mas por que busca saber sobre ela, alguma parente?- então enquanto eles conversavam, foi rápido para ver a sorveteria que já estava ali na frente dos dois, algo bom para eles.

Era um lugar que tinha uma placa no topo escrito "Delícia Gelada” o lugar era bonito, tinha vários bancos acolchoados com 2 espaços, um de frente pro outro, com uma mesa quadrada ao centro. O cardápio na parede continha milk shakes, sorvetes, sundae, açaí, e até mesmo café gelado preparado com biscoito de chocolate. Que pelo grande destaque da imagem, era provavelmente esse café o mais famoso ali. -Bem vindo a delícia gelada- disse o superior entrando no lugar e sentando na primeira mesa da direita perto da janela.

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Re: Segunda Estrela à Direita Qua Fev 16, 2022 10:20 pm
Gar permitiu que um sorriso se desenhasse em seus lábios, agora expressivamente contente não apenas com a afirmativa do seu superior, como também pela constatação de que poderia tomar sorvete sem gastar um único tostão; ele detinha pouco dinheiro na carteira, e, como havia acabado de ser lembrado, o seu próprio salário não chegaria às suas mãos tão cedo.

Enquanto caminhavam rumo à sorveteria, o homem ao seu lado respondeu-lhe a sua indagação de uma forma bastante franca. A princípio, Gar temeu que o sujeito lhe fosse negar a informação deliberadamente, justificando sigilo ou qualquer outra bobagem governamental parecida, mas o rapaz decidiu que havia visto sinceridade na explicação do seu superior. Desta forma, resolveu que retribuiria com o mesmo nível de honestidade:

Uhum... Ela é a minha irmã. – Confidenciou, os olhos verdes distantes, perdidos entre paisagens e lembranças. Devaneou de volta para a infância, quando Mika e ele ainda eram uma família, e sentiu o seu peito apertar. Não permitiu, no entanto, que o sentimento de ausência lhe sombreasse a expressão; em vez disso, usou toda a sua habilidade teatral para sustentar o semblante despreocupado.

A gente não se vê já faz um tempão, sabe? E eu pensei que ficaria mais fácil de achar a bendita entrando na Cipher Pol. – Continuou, sem temer entregar informação demais para o seu supervisor. Sua intuição lhe dizia que ele era um homem confiável; mas se não fosse, também não faria a menor diferença, já que nada do que havia relatado até então poderia ser considerado, de fato, um segredo. Possivelmente o Governo, inclusive, já haveria de estar ciente das desventuras dos irmãos.

Chegaram ao destino por fim, e a cauda felpuda de Gar movimentou-se atrás de si, uma única vez, de um lado para o outro. Seus olhos fitavam os desenhos bonitos das opções no cardápio, tão coloridos e chamativos que o deixaram imediatamente com fome. Não obstante ele controlou o ímpeto de se jogar contra o balcão, limitando-se a se sentar de frente para seu anfitrião.

Aqui é mesmo bem legal. – Comentaria, estudando o ambiente com seus sentidos atentos. Ajeitou o popô no banco acolchoado até sentir-se confortável, e então apoiaria a bochecha sobre a mão esquerda, demonstrando apatia. Não estava entediado, no entanto; só estava exercendo seu papel de adolescente. – Delícia Gelada é um nome engraçado, não acha?

Esperaria pacientemente a abordagem de algum funcionário, ignorando os protestos insistentes do próprio estômago, e voltar-se-ia para o supervisor quando um deles chegasse, esperando que ele lhe desse a deixa para fazer o pedido; só então então explicaria a sua escolha para o atendente:

Um milkshake de chocolate, por favorzinho. – Pediria, apontando para a primeira alternativa da lista. – Coloca bastante chocolate de verdade dentro, tá? Não só o sorvete, tipo pedacinhos mesmo... Bem caprichado! – Enfatizaria, demonstrando uma exigência quanto à sobremesa que apenas um jovenzinho poderia fazer.  

O senhor trabalha aqui há muito tempo? Em Sirarossa, no caso. – Perguntaria quando surgisse a oportunidade para o diálogo. Não estava verdadeiramente interessado na história do intendente, mas certamente precisaria preencher o silêncio com alguma trivialidade. – Eu ouvi dizer que aqui é meio perigoso, já que uma galera do submundo vive aqui...

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Re: Segunda Estrela à Direita Qui Fev 17, 2022 8:04 am


Gar - O Jovem Místico



Gar então acabava explicando o que se tratava sua busca pela moça dizendo que virar agente tinha haver com isso, algo que o Superior apenas disse.-Bem, talvez vocês acabem juntos em alguma missão, pode acontecer de tudo.- Disse piscando o olho pro felino enquanto adentrava ao local.

E o rapaz logo fazia seu comentário típico de adolescente, enquanto que o homem pensava no assunto, ele já era tão calejado pelo tempo e pelo destino que não parava para observar essas coisas.-Nunca tinha pensado nisso na verdade, eu venho aqui por que gosto muito dos sundaes de morango daqui, eles me fazem sorrir depois de um dia duro de trabalho. Mas é Delícia Gelada, pode soar como muitas coisas keke- disse ela sorrindo e dando de ombros e quando a moça passou ali perto da mesa deles para atender.

Gar aproveitou para já pedir o que ele queria, a moça deu um sorriso grande vendo como ele parecia bastante empolgado, achando o garoto fofinho, era uma moça que devia ter ali seus 18 anos, ela usava um avental laranja, roupas brancas e calças cinzentas. Seu cabelo era bem curtinho, ficando mais ou menos na altura entre a cabeça e os ombros, no meio disso. Seus olhos vermelhos tinham a mesma cor do cabelo que combinava.

Ela ouviu todo o pedido e confirmou pra ele.-Não se preocupe moço, vai vir exatamente como pediu, anotei tudo.- e logo ela mostrou seu caderninho pra ele ver que tava tudo anotado mesmo, cada palavra sobre o seu pedido estava bem ali. Então o outro logo foi falando o que ele desejava.-Eu quero um Sundae de morango, daquele jeito que sempre peço, o com pedaços de morango.- e ela fazia um movimento com a cabeça confirmando, enquanto saía dali com os pedidos anotados.

O rapaz então questionava sobre a estadia dele na cidade algo que naquele momento ele não esperava, ele percebeu inclusive que seus encontros anteriores foram corridos, ou foram pouco interativos, e com isso ele sorriu começando a falar.-Há. Antes de tudo eu esqueci de me apresentar né? Eu me chamo Maxuell Alexander Victoryus. Eu sei longo pra caramba, pode me chamar de Max.- ele disse, quando lembrou-se que nunca disse seu nome pra Gar, de modo que isso tinha ficado fora de todas as conversas.

Ele então depois de falar isso, começava a comentar sobre a verdadeira pergunta do rapaz, sobre quanto tempo ele estava ali.-Na verdade eu não sou daqui. Estou aqui há menos de dois meses. E logo mais estou partindo pra grande linha. O trabalho aqui não é muito diferente que das outras ilhas até então.-comentou e logo quando a segunda ideia surgia ele pensava como explicar pro garoto como funcionava as coisas com o submundo, ele sabia que era algo que normalmente não saia de lá, a maioria das vezes o governo agia diplomaticamente com eles.

Mas logo ele encontrou maneiras de comentar do assunto sem se distanciar muito, olhando se não haviam pessoas suspeitas perto, ele disse.-Pessoas do submundo costumam ser perigosas e implacáveis. Recentemente houve um torneio de luta clandestino aqui por exemplo, o vencedor foi um Mink touro.- disse ele comentando aquilo pra contextualizar o que ele sabia que estava acontecendo, mas como ele ficou sabendo e quanto de informação chegava até ele.

Mas logo prosseguia.-Mas apesar de termos evidências desse torneio e até ouvimos boatos sobre o campeão, quem ele é? Sua identidade mesmo? Não temos, nem mesmo de qualquer participante, temos evidências e boatos.- E dito isso vinha a parte mais complicada da conversa, que onde ele mais uma vez fazia uma pequena pausa pra explicar isso de forma um pouco complicada.

Ele ajeitava a gravata e voltava a tocar o assunto, de maneira bem sincera, mas sem se aprofundar em coisas que um garoto não precisava ir muito longe.-Digamos que o submundo não tem razão pra provocar agentes. Claro podem haver interesses conflitantes, mas pra eles comprar uma guerra direta não vale a pena, claro que muitas vezes há choques entre nós e eles, mas nada que eu não possa lidar.- e quando ele complementou isso, a moça finalmente chegou.

Ela entregou o Milkshake de Gar, que estava do jeitinho que ele pediu, o cheirinho do chocolate já invadia seu nariz, e a aparência também era bastante agradável de ver, realmente tudo gritava saboroso.-Obrigado moça.- disse ele pegando o dinheiro e mais a gorjeta e entregando a ela, tendo pago os dois pedidos.

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Re: Segunda Estrela à Direita Qui Fev 17, 2022 1:43 pm
A atendente não demorou para recepcioná-los, aproximando-se pouco tempo depois da dupla se acomodar em seu lugar. Sorriu para ela após finalizar o seu pedido, contente pela resposta que recebeu, e aguardou enquanto seu acompanhante explicava o seu próprio desejo – um sundae de morango que faria Gar torcer o nariz se aquela refeição fosse destinada para ele. Ele detestava sorvete de morango.

Em silêncio ele se mantinha enquanto a funcionária escrevia as orientações dos pedidos em seu caderninho, e Gar aproveitou a oportunidade para estudá-la. Uma moça não muito mais velha do que ele, dona de traços comuns e vestes discretas; uma típica civil de reputação ilibada, cuja vida provavelmente se resumiria a uma jornada de trabalho exaustiva em troca de alguns poucos trocados. Gar sentia pena de pessoas honradas; elas tendiam a crer em enriquecimento honesto num mundo programado para mantê-las nas castas inferiores da sociedade.  

Ele tentou não pensar no assunto, já que a sua profissão consistia, essencialmente, em defender o status quo atualmente vigente; um agente operando nas sombras para impedir que a elite do mundo fosse sobrepujada pela sede de mudança dos oprimidos. Ele era um rapazinho hipócrita, já que era ele mesmo pertencente ao povo que sofria, mas fingia não perceber seu o próprio conflito de interesses como inferência de seu desejo egoísta: encontrar a sua irmã.

Balançou a cabeça rapidamente, desviando-se dos devaneios, e forçou a concentração no momento presente bem a tempo de ouvir o intendente se apresentar. Gar forçou um sorriso para ele, dissimulando uma simpatia convincente, e focou-se na conversa que se desenrolou a partir do seu questionamento inocente.

De forma sucinta, mas bastante didática, Gar notou que Max fora capaz de fazer uma explicação elucidativa e prática do panorama geral de Sirarossa, bem como a sua atual situação dentro da ilha. Ele era, assim como o mink, um recém-chegado na região, e igualmente não parecia disposto a permanecer muito tempo no mesmo lugar, informação essa que acendeu um sinal de alerta na cabeça de Gar.

Não vejo a hora de conhecer a Grand Line. – Comentou, aproveitando o gancho de Maxuell para expor,  entre uma de suas falas e a outra, um desejo sincero. – Eu acho que sou de lá, sabe? Já que sou um mink... Mas eu não tenho como ter certeza. Ouvi dizer que existe uma ilha só com gente da minha raça. Fico imaginando como ela deve ser...  

Coçou o nariz, afastando uma leve irritação repentina na região, mas não desviou a atenção do que era falado, já que o seu supervisor lhe informava principalmente acerca da relação entre o Governo e o Submundo. Gar não pôde deixar de notar uma certa permissividade do Estado frente à existência do crime organizado, o que o fez suspeitar do quão profunda poderia ser a relação entre as duas categorias. Por extensão, cogitou que talvez o Governo estivesse, de alguma forma, envolvido com o mundo debaixo, e isso o incomodou.

É de cair o queixo pensar que essa galera pesadona consegue andar de boas por aí, sem que a gente prenda todo mundo. – Comentaria, fingindo inocência. Gar havia entendido que o Governo deliberadamente fingia não ver as atividades do Submundo; de outra forma, não haveria como ambos coexistirem em uma mesma ilha daquela forma. Por sorte, o felino não precisaria pensar no assunto por muito mais tempo.

O aroma gostoso de chocolate alcançou o seu olfato antes de qualquer outro dos seus sentidos notar a aproximação da garçonete, e Gar abriu um novo sorriso, animado com as sobremesas que chegavam à sua mesa. Ele admirou, quase hipnotizado, o milkshake quando a moça o dispôs à sua frente, sedento por sentir o seu gosto, mas teve a decência de agradecê-la adequadamente antes de atacar a bebida.

Uaaaaau! – Exclamou após sugar um pouco do liquido pelo canudinho. Arregalou os olhos para Max, o que evidenciava a sua surpresa quanto ao sabor do milkshake, e voltou a beber mais um pouco antes de se expressar novamente: – Tinha razão, senhor. Isso aqui é da hora demais. ‘Tá explicado o nome da loja.

Iria bebericar o seu milkshake devagar na tentativa de alongar o prazer que sentia naquele momento, e por isso aproveitaria para estender a conversa com Maxuell, ainda que dando-a novos ares, perguntando:

O senhor já sabe qual vai ser a minha próxima missão?

「 C O N S I D E R A Ç Õ E S 」
nada a declarar.

「 H I S T Ó R I C O 」
nome: gar[field] wampus.
aparência atual aqui.
post: 15.
capital: ฿ 1.950.000.

ganhos:
  1. treino de ambidestria » 01;
  2. treino de ambidestria » 02;
  3. treino de ambidestria » 03;
  4. ฿ 1.700.000 » missão 01;  
  5. arma » chicote prateado;
  6. aprendizagem » costura;
  7. aprendizagem » forja;

perdas:
  1. n/a.

ferimentos:
  1. n/a.

「 O B J E T I V O S 」
realizar até 3 missões;
treinar qualidade ambidestria;
adquirir proficiência “costura”; ✗
adquirir proficiência “forja”; ✗
obter informações sobre mika.
A SEGUNDA ESTRELA À DIREITA E ENTÃO DIRETO, ATÉ O AMANHECER
cactus