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Kenshin
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A Dupla Face no Escuro Dom Out 24, 2021 1:59 pm
A Dupla Face no Escuro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Tsao Tsao. A qual não possui narrador definido.

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Re: A Dupla Face no Escuro Dom Out 31, 2021 3:23 am


Chegada


A continuidade de minha vivência ainda era incerta. Em Las Camp, a primeira aparição se tornava certa, o nascimento de um possuído se fazia presente, enquanto a impunidade já não estava mais ausente. Las Camp, agora, nada mais era do que um passado, um simples berço que serviu de alguma coisa. Parecia pouca coisa, mas na verdade, era mais do que podiam aguardar. As sombras pariram um novo filho, e ele já estava pronto. Estava sendo gerado no ventre da desgraça há muito tempo, mais que os nove meses de uma mulher, foram nove anos de sofrimento. Em após nove anos de gestação, foram dadas as trevas ao seu verdadeiro merecedor. Ou, ao menos, era ele quem deveria provar. Melhor dizendo, sou eu quem devo merecer. Era chegada a hora da provação. O início corria tudo bem, mas e agora, como poderíamos nos aproximar do fim? Nunca estaria próximo. Era certo que, antes mesmo do início chegar ao fim, todos atingirão a morte. As sombras haviam parido um filho, era verdade, e agora me alimento de seu seio maternal, que me lança um leite ácido na garganta. E meu pai fala comigo pelo meu cordão de nascença, e ele vêm diretamente do inferno. O Diabo me abençoa, como um pai auxilia seu filho em uma jornada. Porém, ao invés de auxiliar, ele simplesmente domina... tudo. Estou cada vez mais curioso em saber como lido com essa máscara.

Era verdade que o nascimento já começou, mas agora, era necessário a criação. Assim como quando eu era uma criança ingênua, que foi nutrida com amor e afeto antes de tudo se perder, agora preciso criar e nutrir o espírito da vingança, com ódio e poder, e só assim conseguirei fazer com que cresça e seja dominante. Por meio da dominação, acabarei com a fonte do sofrimento. E por meio do sofrimento, serei a retribuição daqueles que não conhecem o lado pesado da balança. Não se pode confiar na justiça comum da sociedade, uma vez que é deturpada. Somente se pode confiar na retribuição do sofrimento, a única que é realmente justa. Não que eu seja uma pessoa boa, e não desejo ser, afinal, só poderei lidar com meus inimigos se for inescrupuloso. A viagem de barco para esta ilha fazia com que minha moral se levantasse. Não havia apoio para mim, e portanto, precisava depender de mim mesmo. O descanso foi necessário, mas agora era preciso fazer o trabalho.

Lembro-me de descer a ponte do barco até o porto de Sirarossa. Se bem me lembro também, já estávamos perto do crepúsculo... ou estariam meus olhos se enganando pela natureza? Não havia conseguido confirmação, talvez as torturas da mente não me ajudavam tanto assim na percepção do mundo próximo de mim. Faria questão de observar o local, para tentar ter uma breve noção do tempo e do momento em que me encontrava. Não havia tido muito tempo após eu ter saído do barco, então devia me encontrar no mesmo porto ou algo assim. Haviam boatos que Sirarossa era uma cidade muito bonita... talvez sua arquitetura pudesse me apresentar alguma coisa. Nesse mundo de desgraças, não há muitas coisas que me deixem satisfeito, mas observar a beleza do mundo é uma delas. Mesmo que isso tudo seja uma ilusão, é uma ilusão agradável... Mas havia algo que não era realmente uma ilusão. E isso era meu odor.

Quantos dias já faziam que eu não tomava um banho? Não banhava desde antes mesmo de chegar em Las Camp, e havia passado... cerca de 3 dias desde que cheguei em Las Camp e vim parar aqui, pelos meus cálculos. Só tomei banho para curar minha cicatriz antes de começar minha jornada... provavelmente já estava criando uma colônia de queijo de baixa qualidade em algum lugar do corpo, e depois de tantas lutas e movimentações, além do fato de eu ter bebido, nada era mais natural do que estar com cheiro de um gambá morto. Não que fosse um problema. Estava tão acostumado às ruas, que aquela situação pra mim era normal. Mas, considerando que meu trabalho exige discrição, não posso me descuidar com o cheiro, preciso estar o mais neutro possível, ou minha identidade ao estar mascarado pode ser revelada. Ou pior, posso ser seguido... e essa opção nunca vai ser interessante.

Considerando que havia conseguido bastante dinheiro da última recompensa, talvez eu devesse procurar um lugar decente pra cuidar do corpo. Um hotel melhor do que uma estalagem de porto com ratos na torneia ou algo do tipo, e que fosse menos barulhento. Um quarto mais agradável onde posso realmente me preparar vai ser a melhor opção. Não me leve a mal, não estou renegando à mim mesmo, mas quando você consegue mais dinheiro do que já teve contato, mesmo que uma merreca, parece bem mais atrativo a ideia de não ter que lidar com um drogado entrando no seu quarto com uma porta de madeira podre, com o quarto ao lado tendo uma mulher gemendo igual uma mula pra conseguir dinheiro, e se abrir a janela é provável de precisar lutar com um exército de baratas. Estou acostumado, mas tudo isso cansa, e não tenho mais disposição. Talvez... encontrar um lugar melhor pra ficar, adentrando a cidade, seja uma ótima ideia.

Bem... ouvi dizer que há um hotel muito bom e acessível por aqui... hotel belo-alguma coisa... — Murmurava em voz alta.

Bom, havia alguns planos em mente para a estadia nessa bela ilha que era Sirarossa. Porém, creio que fosse mais interessante pensar sobre isso quando estivesse a sós, em meu quarto, sem a intrusão de pessoas e sem me preocupar se estava sendo observado. Talvez com uma porta bem trancada e um banho bem tomado, sozinho com meus pensamentos... afinal, os passos das multidões por vezes são irritantes. Sem hesitação, começaria a minha busca pelo hotel alguma-coisa, ou no mínimo um lugar decente onde poderia ficar em paz por alguns momentos.

Histórico:

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Qualidades: Impassível, Audição Aguçada, Hipoalgia, Prontidão, Visão nas Trevas.
Defeitos: Paranoia, Ambição, Atormentado, Horrendo, Indisciplinado.
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Estilo de Combate: Ladino, Assassino


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-Treinar: Ambidestria
-Treinar: Psicologia
-Começar a desgastar: Indisciplinado
-Desenvolver personalidade Diabo
-Aumentar ganhos, recompensas e afins
-Entrar em contato com o submundo
-Ir para Kano

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Re: A Dupla Face no Escuro Seg Nov 01, 2021 6:57 pm

— YAWN!! — uivava esticando cada centímetro de seu corpo, que era alvo das incessantes cutucadas desferidas por Corvo — Ugh! Vai dormir! — resmungava de olhos fechados, até finalmente se lembrar onde estava. — Oh! Desculpa... — sussurraria de forma encabulada, caso percebesse ter incomodado alguém. Tinha planejado uma rápida visita à Biblioteca Nista, mas cair no sono e perder a noção do tempo estava longe de fazer parte dos planos.

Esperando que a sua gafe não fosse notada por outros, ou ao menos por muitos, Twiggy rapidamente apanharia os seus pertences e partiria deixando a biblioteca e seu mundaréu de livros para trás — Francamente... — comentaria a Corvo após colocar os pés na rua, certificando-se de que não havia saliva sob o seu mais novo casaco (Glitter Coat) e que os óculos não estava com as hastes entortadas — É isso que eu mereço. Uma peça sobre um amor proibido entre um casal de famílias rivais… isso nunca faria sucesso! — exclamaria ao animal, como se a soneca inesperada lhe brindasse com uma epifania.

Com os planos de fazer o seu debut como escritora no mundo do teatro posto em pausa, a próxima parada de Lily seria o Banco Atlas. A menos que estivesse errada, e Twiggy acredita que raramente está, o pagamento de sua última apresentação já deveria estar na sua conta. — Espero que não esteja fechado… ou será que estão sempre abertos? De qualquer forma, Banco Atlas, aí vamos nós! Rehahaha!! — anunciaria dando início a uma marcha cadenciada. Residia há algum tempo na ilha, então não esperava ter problemas para encontrar o estabelecimento, mas perguntaria de forma simpática a algum fã… digo, pedestre, se percebesse estar perdida.

— Olá!! — saudaria com extravagância quem quer que lhe recepcionasse no banco — Como está o dia? Ou noite… com esses óculos é difícil saber, Rehahahaha!! — completaria descontraidamente, dando um leve tapinha na lateral dos óculos — Quero sacar ฿ 2.000.000. Conta de Lily Twiggy… — anunciaria o nome levantando rapidamente os óculos para disparar uma piscadela na direção de quem lhe atendia, em seguida devolvendo-os ao alto do nariz — Se os cálculos do Corvo estão certos, e eles sempre estão, deve ter aproximadamente ฿ 4.000.000 na conta, mas só preciso de metade. — concluiria, esperando que a quantia requisitada lhe fosse entregue. — Qual o seu nome? — indagaria incisivamente caso precisasse assinar algo para completar o saque — Oh! Belo nome! Certinho... — concordaria anotando o nome pronunciado, seguido por “com amor” e a sua assinatura no espaço onde deveria assinar — ♫ Pron-ti-nho! ♫ — comentaria de forma harmoniosa, parando antes de cada sílaba em um simples gracejo, até entregar o papel autografado com um “:hearts:” no canto do papel. Bye, bye! anunciaria a todos presentes no banco assim que estivesse pronta para sair.

— Perfeito! Agora, para a nossa próxima parada! — bradaria do lado de fora do Banco Atlas, apoiando os punhos fechados na cintura, como se estivesse prestes a desbravar uma ilha desconhecida. Apesar de seu pequeno espetáculo, Sirarossa não lhe era nada estranha, então encontrar o Hotel Belucci não deveria ser trabalhoso. O local de destino, embora pudesse parecer ter sido escolhido de forma aleatória, era conhecido pelas atividades de entretenimento e por chamar turistas, além de não ser segredo que é um local frequentado por um certo [/i]“público”[/i]. Até então não havia conseguido, mas se finalmente marcasse uma apresentação no hotel, tinha certeza que a sua fama daria um salto.

— Sabe como é, né? — lançaria a pergunta retórica a Corvo durante a caminhada — Agora que estamos com dinheiro, não será problema se precisarmos molhar o biscoito de alguém! — pronunciaria com uma confiança que rapidamente se diluía diante do olhar confuso de Corvo — Afogar o ganso? — indagaria, recebendo outro olhar de Corvo, agora de reprovação — Ah! Molhar a mão de alguém?! Rehahahaha!! — concluiria risonhamente, finalmente recebendo a aprovação do companheiro — É tudo igual, no fim alguém sempre se molha, Rehahahaha!! — zombaria saltitando pelas ruas rumo ao hotel.


Histórico:
Nome: Lily Twiggy
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Perdas: ~x~
Extras: ~x~

Objetivos
• Aprender “Dança”;
• Contatar o submundo;
• Ganhar patrocínio e fama;
Ganhar uma feature no jornal.


Personagem:
Qualidades
• Renome;
• Abastada;
• Adaptável;
• Carismática;
• Voz melodiosa.

Defeitos
• Ambição;
• Compulsiva;
• Extravagante.

Proficiências
• Doma
• Canto
• Dramaturgia
• Adestramento
• Instrumentos Musicais

AtributosForça: 20
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Acerto: 60 + 80 [Raça] + 60 [EdC] = 200
Reflexo: 200
Constituição: 20

Agilidade: 200
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Redução de Dano: ~x~




Última edição por War em Sex Nov 05, 2021 7:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: A Dupla Face no Escuro Qua Nov 03, 2021 10:18 am
Sirarossa


A Dupla Face no Escuro
17h37 I Frio

Tsao Tsao


Sobre o porto da bela Sirarossa, um jovem amargurado pelo seu passado, mas em pleno vigor com seu futuro se achegava a mais uma ilha que se colocava em sua jornada. Já próximo do crepúsculo vespertino, Tsao Tsao buscava se encontrar dentro daquele novo ambiente frio em que se encontrava, enquanto o seu nariz condenava o odor de seu corpo lhe indicando que um devido banho deveria ser tomado, até o porquê o jovem não era muito sociável e nem gostava de chamar a atenção. Sair por aí fedendo à um gambá não seria uma boa ideia.

Olhando melhor a região em que estava, Tsao conseguiria ver que o porto era muito bem estruturado apesar de simples, sem chamar muito a atenção. Muitos viajantes desembarcavam e embarcavam em vários navios que se atracavam por todo aquele extenso porto. Mas não só viajantes como também trabalhadores, homens e mulheres que navegavam pelo mar em busca da realização de excelentes pescas para os bares a restaurantes da badalada cidade.

- Olá, meu bom senhor! Por acaso ouvi alto, e em bom tom o senhor comentar sobre um hotel belo! - Um homem vestido de forma social, tendo uma camisa com listras grossas na horizontal e um belo chapéu bege em sua cabeça chamava a tenção de Tsao ao ouvir o comentário solo do garoto. - Acredito que esteja a falar do Hotel Belucci Sprezzatura! É de fato um ponto turístico em nossa ilha. - O homem se virava lateralmente reverenciando Tsao e esticando sua mão direita para frente, apontando para um pequeno barco bem próximo dali. - Se me permite, posso levá-lo até lá. - Olhava de forma simpática para o garoto. - O barco já está bem cheio, mas ainda cabe mais uma pessoa. Cortesia de uma das nossas “celebridades” aos novos viajantes! - Finalizava o home enquanto se levantava para caminhar até o barco, aguardando que Tsao aceitasse a carona.

Olhando a sua frente, poderia ver algumas pessoas já adentrando o pequeno barco que estava amarrado a um toco, e o homem que acabara de falar com ele já se aprontava para liberar o barco e sair. Por mais que o garoto tentasse seguir por si só, sair do porto e se dirigir até a cidade não seria fácil, pois quando se aproximasse da beira daquele porto até a pequena condução marinha, Tsao conseguiria ver de forma ainda mais clara, que Sirarossa era situada sobre um grupo de pequenas “ilhas” separadas por canais de rios e ligadas por pontes. No entanto, caminhar de início não seria possível, não pelo menos até que chegasse ao centro.


Lily Twiggy


No silêncio daquela colossal biblioteca, Lily anunciava o seu despertar de uma breve ou longa soneca. Já não tinha ideia de quanto tempo passara ali, apenas se recordava alguns segundos mais tarde de onde realmente estava, o que não impediu alguns olhares agudos para a jovem estrela que tratou de tomar seus pertences se retirando do local. Mas sem antes é claro, desculpar-se pelo ocorrido.

Do lado de fora, e sentindo um breve vento frio que era comum naquela ilha, a pequena Lily se ajeitava procurando algo fora do lugar em suas vestimentas, até porque uma estrela como Lily Twiggy deveria estar sempre muito bem apresentável para os corriqueiros fãs. Imagem é tudo, não? A garota se deleitava de suas próprias ideias enquanto as argumentava com seu fiel companheiro, um pequeno macaco prego ao qual já estava na vida da garota a tanto tempo que talvez não se pudesse contar.

O objetivo era simples e direto. Ir até o Banco Atlas, e retirar uma boa quantia em dinheiro para o próximo passo de sua carreira, na qual Lily já tinha ideia do que era preciso para de fato alçar voos mais altos no mundo das artes. Durante o caminho era inevitável a garota não ser reconhecida e cumprimentada aos montes pelos cidadãos daquele lugar, pois Sirarossa sempre foi um lugar cheio de bares e restaurantes, e as pessoais locais sempre adoraram o mundo das artes. Lily era famosa pela cidade por sua habilidade vocal, encantando a todos os frequentadores do Kobayashi Bauru, além de muitos outros lugares.

Chegar até o Banco não foi difícil para a garota que já estava há um bom tempo por lá, e por assim chegava com facilidade ao local após caminhar pelas pontes da cidade, evitando assim o transporte comum da ilha. O estabelecimento era enorme, já do lado de fora se poderia sentir a imponência daquele lugar, não era à toa que o devido Banco era conhecido como o local mais seguro de todo o mundo. Sua arquitetura era simples e monótona, com paredes e barras bem altas e cinzentas, além de largas e grossas janelas bem escurecidas, o que evitavam olhares gananciosos.

Bem à sua frente, a entrada do lugar guardava um segurança que apenas dava um passo ao lado enquanto abria a porta, permitindo a entrada da já conhecida cantora. - “Buon” tarde, “signora” Twiggy! - De forma cortês, o homem cumprimentava a garota que adentrava o local com seu belo macaco de acompanhante. Por dentro o Banco era muito espaçoso, como se fosse um extenso e largo corredor, sem muitas pessoas caminhando pelo local, apenas grandes balcões alocados lateralmente pelo lugar, e um bem ao centro no fim do corredor.  

Cada um dos balcões continham um funcionário muito bem vestido socialmente, prontos para atenderem a qualquer pedido. E assim o primeiro a recepcionar a pequena garota, tratou de respondê-la cordialmente. - Olá, senhora Twiggy! Compreendo perfeitamente, os óculos lhe dificultam ver que já estamos próximos da noite. Mas não se preocupe, cuidaremos de você com excelência, senhorita. - Findava seu cumprimento, enquanto recebia o pedido da jovem estrela se retirando do local e caminhando em direção uma porta gigante e metálica bem atrás do balcão principal.

Alguns poucos minutos depois, o funcionário voltou até Lily com uma pequena maleta. - Aqui está senhorita Twiggy! A quantia que você pediu. - O homem abria uma de suas gavetas retirando uma folha que, em seguida, o mesmo tratou de assinar e carimbar. - Por favor, senhorita Twiggy! Assine para mim este documento para registrarmos o seu saque. - Entregava o papel e uma caneta dourada para a moça. - Como a senhorita anunciou anteriormente, as contas feitas pela “criaturinha” estão corretas. - Confirmou a quantia em berries que a garota continha no Banco, antes é claro de retirar os 2 milhões de agora pouco. - Me chamo Morgan, senhorita! - Em cantoria, Lily assinava o tal documento mostrando simpatia e carinho com o bancário. - Até mais, senhorita Twiggy! - Acenava para a pequena estrela enquanto se retirava com o dinheiro em mãos.

Seu próximo passo já era certo, e a breve caminhada do banco até o esplendido Hotel Belucci Sprezzatura não era demorado. A noite já se aproximava, e durante o caminho a jovem, Lily e Corvo discutiam os termos para que o plano de levada até o sucesso pudesse dar certo, e os dois estavam cientes de que não seria nada fácil, pois o mundo que estavam prestes a entrar, lhes exigiriam certos trabalhos para que conseguissem alcançar aquilo que desejassem. Mas bem, ela aparentemente não se preocupava com isso, não mediria esforços para atingir esse objetivo.

E ali estava... o enorme Hotel, bem à sua frente!


Legendas/Npc's:

Npc's Aleatórios

Ponto-Situação do Personagem:

Tsao Tsao:
№ de Posts: 01

Ganhos:
~x~

Perdas:
~x~

Ferimentos:
~x~
Lily Twiggy:
№ de Posts: 01

Ganhos:
B$ 4.000.000 - Abastado (Saque - B$ 2.000.000) - (Banco Atlas - B$ 2.000.000)

Perdas:
~x~

Ferimentos:
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Última edição por Maka em Qui Nov 04, 2021 10:27 am, editado 1 vez(es)

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Re: A Dupla Face no Escuro Qua Nov 03, 2021 1:11 pm


Chegada


O porto não parecia chamar tanta atenção assim, uma vez que era só o porto, então provavelmente a cidade dessa ilha seja mais interessante ao entrar mais profundamente nela. O sol começava a se pôr no horizonte, de pouco em pouco, mas não era possível vê-lo, apenas as cores que ele lançava ao céu, uma vez que os edifícios impediam de observar seu esplendor. Estava cheio de energia naquele momento, e parecia que a noite seria bem interessante... se tudo desse certo, planejava alguns saltos maiores em minha carreira desconhecida, e com meu objetivo crucial... vejamos como vão se dar as próximas horas. Ao murmurar, um homem se aproximou de mim e começou a fazer apresentações e cerimonias como quem tenta embromar um retardado pra comprar alguma coisa. Imediatamente me coloquei em guarda, estando mais atento aos meus arredores e tendo uma postura de esperteza, para que pudesse reagir rapidamente, em qualquer situação. Ele se vestia com um terno listrado e um chapéu bege ridículo.

Em primeiro lugar, como ele poderia ter me ouvido? Estava murmurando... se ele me ouviu, isso significa que ele estava me espiando. E se ele estava me espiando, significa que ele estava me seguindo, por algum motivo que seja. Não estou acostumado a isso, então não percebi sua presença, mas aquele encontro era realmente suspeito. Um filho da puta se aproxima de mim com todo esse papo embromado pra me colocar em uma gôndola e seguir ele até meu destino? Sem chance. Na viagem pra cá, o marujo do navio que vim disse pra não confiar em ninguém daqui, não é? Tentei me tranquilizar para ficar menos ouriçado, e usar melhor a cabeça. Ele também mencionou que o lugar que eu buscava era o Hotel Belucci Espreitadura ou alguma coisa assim, um nome chique qualquer que não me importava muito. Daria uma resposta rápida.

Ah... sim, entendo, e você é quem mesmo? Meu nome é John Who. — Colocaria um disfarce rápido falando com indiferença — Então é seu trabalho levar os turistas até esse Hotel Belucci, estou certo? Tem que pagar alguma coisa?

Usando melhor a cabeça, na verdade até fazia sentido que alguém fosse contratado pra levar os turistas ou quem quer que seja pelos canais de água até chegar no Hotel Belucci. Observando melhor a ilha, ela não parecia ter uma terra fixa, mas deixava com que as águas do mar se esgueirassem pelos canais, e o melhor meio de transporte eram essas gôndolas. Além do mais, como eu era novo naquele lugar, mesmo que eu soubesse agora o nome do hotel, ainda assim seria um pé no saco tentar seguir até lá sem muitos conhecimentos. E sendo bem honesto, eu preciso poupar mais tempo... Embora eu estivesse desconfiadíssimo e já me preparando pro pior, a gôndola cheia de pessoas não parecia ser uma emboscada, por se tratarem de civis comuns ali. Entraria na mesma, tentando ficar o mais próximo possível da borda, uma vez que uma fuga seria simplificada pela localização, e deixaria meu saco velho de pertences mais próximo de meu corpo. Evitaria cumprimentar qualquer pessoa que seja ali, pouco me importando com aqueles civis, e tenho certeza que meu cheiro de mendigo poderia afastá-los por um momento. Deixaria minha audição atenta às conversas dentro da gôndola, uma vez que todos aqueles turistas, ou até mesmo o condutor, pudessem me entregar algumas informações sobre Sirarossa.

O Hotel Belucci só existe nessa ilha? — Perguntaria em um momento oportuno, de maneira descontraída, esperando que alguém fosse responder.

Poderia aproveitar a curta viagem pra coletar informações a respeito da ilha e também para entender onde eu estava pisando, naquele momento. Aproveitar o momento para observar a cidade, tentando ver sua estrutura, a quantidade de pessoas e pontos interessantes da ilha, também era importante, uma vez que tentava fazer um mapa mental que poderia ser útil caso eu resolvesse caminhar por aquela cidade. Além disso, tem essa situação no mínimo curiosa, afinal, esse desgraçado estava me seguindo. Usando uma linha de pensamento para além do comum, ele estava me seguindo por algum motivo, e provavelmente não era alguém de confiança. Se ele realmente estivesse me levando até o Hotel Belucci Picadura, significa que esse hotel não era um simples ponto turístico. Inclusive, essa cidade tem cara de ser mais podre do que sua aparência sugere. Pelos meus cálculos, estou indo diretamente para um ninho de cobras, provavelmente vou me localizar em um lugar malicioso... não poderia ser melhor. Mas toda essa situação ainda é muito estranha. Se eu percebesse que o barco estivesse dando voltas sem sentido, ou se aproximando de lugares que não condiziam com a ideia de um bairro que abriga um belo hotel, não hesitaria em saltar da gôndola para o pedaço de terra mais próximo, e começar uma fuga.

De toda maneira, assim que chegasse ao Hotel Belucci Ferradura, faria um aceno de cabeça para condutor, sem me demorar muito com aquele bisbilhoteiro de merda. Já tenho problemas demais para isso. Daria uma boa olhada na arquitetura do local, em seu tamanho e na quantidade de pessoas que estavam ali, antes de entrar pela portaria e me dirigir ao provável balcão de recepção.

Boa noite, meu nome é Armando, gostaria de um quarto barato individual nesse hotel, de preferência com um banheiro decente. — Falaria, sem muita enrolação — Qual o valor da estadia pra essa noite?

Esperava conseguir logo um bom quarto pra que pudesse subir e ficar só com meus pensamentos. Também era de se esperar que aquilo tudo não fosse uma emboscada do desgraçado que me abordou na rua. Quanto menor o número de problemas, melhor vai ser minha produtividade... O odor de mendigo devia estar empesteando o local, então isso deveria facilitar minha entrada no lugar, claro, se os recepcionistas não achassem que eu estava dando um golpe.

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Re: A Dupla Face no Escuro Qua Nov 03, 2021 9:32 pm

Como era de se esperar, não era a primeira vez que Twiggy se valia dos serviços do Banco Atlas. Ainda assim, não podia deixar de se admirar com a imponência da edificação "Ohh!" refletia diante das estruturas colossais do banco. O interior era igualmente fascinante, mas Lily não conseguia deixar de imaginar alguns retoques que fariam a decoração saltar aos olhos e ter mais personalidade "Um brilhinho aqui… uma estátua ali..." ruminava sem perceber que a sua ideia de “breves retoques” envolviam modificar por completo o décor.

O Sr. Morgan, responsável por recepcionar a dupla, demonstrava uma educação invejável. E mesmo que Twiggy fosse uma personalidade conhecida em Sirarossa, a impressão que tinha era de que o homem mantinha o jeito cortês com todos. Corvo, por sua vez, não demonstrava a mesma simpatia pelo Sr. Morgan. O fato de ter sido chamado de “criaturinha” transformara o pequeno rosto do primata em uma espécie de carranca, adornada por um incomum par de olhos brancos que certamente tinham o poder de assombrar alguém pela eternidade.

Enquanto Corvo amaldiçoava o Sr. Morgan e as próximas sete gerações de sua família, Twiggy concluía a transação, saindo do banco com os bolsos mais forrados do que quando entrara. Falando em bolsos forrados, Lily podia sentir que logo precisaria forrar o estômago também. Com sorte estava indo para o Hotel Belucci, onde provavelmente poderia beliscar algo caso necessário.

— Aha!! Agora sim! — exclamaria imobilizada quando finalmente em frente ao hotel — Aí está a personalidade!! Muah! Rehahahaha!! — caçoaria beijando a ponta dos cinco dedos da mão, como se provasse a melhor receita do mundo. Em questão de imponência, o Banco Atlas conseguiria se manter firme, mas quando o assunto era luxo, conforto e personalidade, o hotel tinha uma clara vantagem. — Vamos, Corvo! To curiosa, Rehahaha!! — comandaria em meio a gargalhadas, quebrando a pose de estátua enquanto Corvo se empoleirava em seu ombro.

A curiosidade de Twiggy não se atribuía ao hotel, propriamente dito. Embora houvesse passado algum tempo desde a sua última visita ao hotel, o que verdadeiramente lhe atraía era a constante mudança de “inquilinos”. Com um alto número de turista, Lily sempre se admirava com os diversos públicos que se hospedavam naquele hotel, e dessa vez não seria diferente — Hey, hey! Alguém interessante?! — sussurraria para Corvo em seu ombro, procurando por alguém que chamasse a atenção assim que adentrassem no hotel — Quem sabe alguém suspeito? Rehahaha!! — complementaria, se divertindo com os rumores de atividades extralegais.

Apesar das breves distrações, Twiggy teria como destino o balcão de atendimento — Yo! — anunciaria sorridente dando um pequeno salto na frente de quem estivesse no balcão, esticando o braço com um “joinha”. — Então, é verdade que tem atividade suspeita no hotel? Rehahahaha!! — comentaria descaradamente, com uma expressão divertida que faria alguns se questionarem se ela falava seriamente, ou mesmo se batia bem da cabeça. — Ah! Molhar o biscoito... — resmungaria como se lembrasse de algo, rapidamente apanhando uma nota de ฿ 10.000 e deslizando para quem tivesse atendendo, fazendo sinal de silêncio com a mão livre e desferindo algumas piscadelas, como se não fosse possível que qualquer um percebesse o que estava fazendo.

— Oh! Quase esqueci... — divulgaria percebendo que a sua própria curiosidade havia lhe tirado do rumo — Quem organiza o entretenimento do hotel? — indagaria decisivamente, finalmente abordando o tópico principal — Eu preciso me encontrar com o responsável. É uma questão de vida ou morte! — revelaria com urgência, deslizando mais uma nota de ฿ 10.000 — Afinal, se você nunca assistiu um show da Twiggy, você está realmente vivendo? Rehahahahaha!! — concluiria de forma convencida sem conter as gargalhadas estridentes, esperando que lhe indicassem o local. Ou que lhe expulsassem. Isso sempre era uma possibilidade.


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Compulsão: 02/10
Ganhos :
-  ฿ 4.000.000 - Abastada (฿ 2.000.000 → Saque + ฿ 2.000.000 → Banco Atlas)
Perdas: ~x~
Extras: ~x~

Objetivos
• Aprender “Dança”;
• Contatar o submundo;
• Ganhar patrocínio e fama;
Ganhar uma feature no jornal.


Personagem:
Qualidades
• Renome;
• Abastada;
• Adaptável;
• Carismática;
• Voz melodiosa.

Defeitos
• Ambição;
• Compulsiva;
• Extravagante.

Proficiências
• Doma
• Canto
• Dramaturgia
• Adestramento
• Instrumentos Musicais

AtributosForça: 20
Destreza: 100 + 80 [Raça] + 60 [EdC] = 240
Acerto: 60 + 80 [Raça] + 60 [EdC] = 200
Reflexo: 200
Constituição: 20

Agilidade: 200
Oportunidade de Ataque: 3
Redução de Dano: ~x~




Última edição por War em Sex Nov 05, 2021 7:49 pm, editado 1 vez(es)
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Re: A Dupla Face no Escuro Sex Nov 05, 2021 4:17 pm
Sirarossa


A Dupla Face no Escuro
18h20 I Frio

Tsao Tsao


Com fortes suspeitas sobre aquele homem, e fortes odores em seu corpo, o jovem caçador não confiou na oferta de antemão, sugerindo em sua cabeça que até mesmo estaria sendo seguido há um bom tempo e não percebera antes. Não era por menos, Tsao havia sido avisado de como aquele lugar poderia ser repugnante. - Prazer, John Who! Me chamo, Bruno. - Respondia o homem sem perder tempo. - Sim, é claro. Não só eu como todos os outros aqui somos pagos para dar uma primeira viagem por Sirarossa. Cada gôndola leva para um ponto específico da ilha. - Terminava sua explicação enquanto desatava o nó feito com a corda que que prendia o barco. - Não se preocupe, a primeira viagem é cortesia do Salvatore! -  

Apesar de ainda estar confuso e não muito confiante com a situação, Tsao resolveu pôr fim entrar na gôndola porque tinha ciência de que aquilo lhe pouparia tempo, e que provavelmente não haveria outra alternativa de chegar até o Hotel. O mal cheiro de seu corpo não foi tão sentido pelas pessoas, pois devido a ilha ser cortada por inúmeros canais, essas águas não eram tão tratadas e exalavam um odor suportável, porém ruim, mas que de certa forma camuflava um pouco ao mal cheiro do caçador.

Mesmo não sendo um cara tão sociável, Tsao de alguma forma tentava encontrar maneiras de retirar mais informações sobre a ilha. - Ouvi falar que existem outros hotéis espalhados em algumas ilhas na Grand Line. - Respondeu, o homem responsável pela gôndola e que agora começava a remar. - Mas não tenho certeza. Nem sei se essa tal de Grand Line existe. Talvez seja só uma fantasia popular. - Franziu a testa. - E as pessoas tendem a engrandecer tanto o Salvatore aqui, que começam a falar coisas malucas desse tipo. - A conversa era breve, pois o rapaz agora se focava mais em direcionar o barco pelo caminho do que dar muita atenção para Tsao.

Pelo caminho, o jovem caçador passava a anotar em sua cabeça todos os cantos daquela rica ilha. Algo era extremamente comum naquele lugar: Muita música e festa. Em todo canto existiam inúmeros bares e restaurantes, e grande parte deles a beira do lago sempre com um ar romântico. A música era algo extremamente comum, para todo e qualquer canto se viam músicos ou cantores dando suas apresentações privadas nos estabelecimentos, ou até mesmo na rua buscando os seus trocados. E por mais que a ilha fosse relativamente pequena por conta dos canais que roubavam boa parte de terra de lá, a densidade populacional era visivelmente grande, pois as ruas estavam sempre abarrotadas de pessoas.

Aquela experiência talvez pudesse ser entediante para o caçador, já que as pessoas que estavam em sua gôndola só sabiam replicar em suas conversas aquilo que Tsao já via, não lhe trazendo nada de útil. O tempo de viagem fora rápido, e logo o condutor indicava a todos os passageiros que aquela corrida havia se encerrado, e apontando para a direção contrário de onde estavam, era possível enxergar o enorme edifício todo adornado em materiais e decoração daquilo de mais caro e alta qualidade que se pudesse imaginar. - Agradeço a todos pela viagem pessoal, tenham uma boa estadia. - Sem perder muito tempo, o jovem Tsao apenas acenava para o homem e se dirigia até o Hotel.

Todas os passageiros seguiam juntos do diabo até o Hotel, e se aproximando era visível que o local estava bem cheio – pelo menos em seu saguão principal -, e que muitas pessoas entravam e saiam do local a todo minuto. Já na recepção, algumas das pessoas que caminhavam por ali olhavam com certeza estranheza, e era visível em seus rostos que tinham uma má impressão de Tsao devido ao seu mal cheiro. - Sim, senhor! - O recepcionista trajado socialmente se virava abrindo uma porta de vidro bem atrás onde havia um chaveiro, retirava uma das chaves de lá e se virava novamente para o jovem caçador. - Aqui está. Primeiro andar, quarto 22. O valor da estadia é de B$ 750.000! - O homem lhe entregava a chave enquanto analisava Tsao de cima a baixo, erguendo por 1 segundo o seu nariz, tentando afastar o mal cheiro. - Basta seguir as escadas a direita e você chegará em seu quarto! - Finalizava enquanto agora se direcionava para a próxima pessoa a ser atendida.

Caso Tsao concordasse com o valor e pegasse as chaves, ao rumar para o quarto, ele teria um pequeno vislumbre do salão principal, onde havia um enorme balcão ao fundo servindo diversas bebidas, e por todo o salão inúmeras mesas que aos poucos se enchiam. E bem na extremidade esquerda, um enorme palco com uma equipe de pessoas arrumando o local, fazendo instalações de som, testes nos instrumentos e microfones indicando que logo mais haveria algum tipo de show.

No primeiro andar, o caçador notaria que o corredor era extenso com vários quartos, e que o silêncio era predominante naquele andar. Entrando no quarto, veria que apesar do baixo valor em comparação com todo o nome e glamour que o Hotel Belucci tinha, sua estadia seria muito mais confortável do que ele jamais passara anteriormente. O local tinha paredes na cor creme, e isso se completava com adornos no quarto e alguns móveis em dourado. No canto uma enorme cama onde duas a três pessoas dormiriam tranquilamente, e bem ao lado um pequeno armário com um enorme guarda roupa bem próximo do mesmo.  

E apesar do quarto ficar no primeiro andar, ele continha uma pequena varanda do lado direito, exatamente onde o banheiro ficava, e era acessada por uma porta dupla de vidro, e a luz da Lua ou do Sol poderia ser evitada dentro do quarto apenas fechando a cortina branca que estava aberta nos cantos da parede.


Lily Twiggy


Lily com seu senso artístico e gosto pela alta classe, não deixava de admirar como sempre o grande Banco Atlas. Toda sua imponência e vigor nunca deixavam de chamar a atenção de qualquer um, principalmente da cantora que o visitava com certa frequência. Mas é claro que para o seu gosto, a decoração do Banco ainda era meio caída, e lhe faltavam certos detalhes “bobos” que pudessem embelezá-lo ainda mais.

Entretanto, a garota agora de frente para o magnífico Hotel Belucci, lhe saltavam os olhos a beleza daquele lugar. A sua fama não ficava apenas na imaginação popular, mas quando se via pela primeira vez, era impossível não se encantar com tamanha delicadeza em cada detalhe de sua estrutura. De fato, um lugar para nunca se esquecer.

E por curiosidade da garota principalmente pelo alto índice de turistas que visitavam não só a ilha, mas principalmente o grande Hotel, começava uma leve brincadeira com seu bichano em busca de alguém que pudesse ser deveras interessante entre os novos “inquilinos” do Hotel. E de cara Corvo poderia se incomodar com um odor fétido vindo justamente da recepção do lugar, o que de cara lhe causaria desgosto ao apontar em direção a um jovem rapaz de cabelos negros com uma cicatriz marcante em seu olho esquerdo.

A atenção que aquele garoto chamara para si não era de alguém suspeito, mas sim de alguém que precisava urgentemente de um belo banho. Mas deixando aquele jovem um pouco de lado, Lily e Corvo seguiram até a recepção do Hotel para digamos... encorajar o recepcionista a ajudá-la. - Me desculpe madame!... Suspeitas? - Indagaria o homem socialmente trajado enquanto olhava um pouco “torto” para a garota ao ver o berrie sendo colocado sobre o balcão. - Qual tipo de atividade a senhorita se refere? - Falava olhando pelos arredores enquanto apanhava a nota de 10 mil e a colocava em um bolso dentro de seu terno.

Lily apesar de um leve devaneio em sua cabeça, voltava a si lembrando de qual era o seu objetivo. - Hum... Compreendo! - Apanhava novamente a segunda nota colocada sobre o balcão a guardando no bolso interno logo em seguida. - Torino! Cuide da recepção por favor. - O homem se retirava do banco deixando o trabalho com seu parceiro que apenas aceitava sem questionar ou abrir a boca. - Por favor, senhorita... Twiggy. - Falava pausadamente enquanto tentava se recordar do nome de Lily. - Me acompanhe. - Voltava a caminhar aguardando que a jovem e promissora cantora o acompanhasse.

Caso Lily acompanhasse o recepcionista, os dois atravessariam pelo salão principal até umas das portas no outro canto do extenso estabelecimento. Não havia nada de novo para a garota ali, pois já tinha ciência de que aquele lugar estava prestes a receber um show noturno que era extremamente comum no Belucci Sprezzatura. Mesas por todos os lados sendo ocupadas pouco a pouco, e a equipe de palco já se preparando ao canto com todo os instrumentos e o sistema de som.

Ao atravessa a porta que estava do outro lado, Lily entrou em um corredor estreito, porém igualmente extenso, passando por 5 portas até que o homem parou na sexta a direita, retirando um molho de chaves do seu bolso para abri-la. De cara ao entrar naquele lugar, a jovem cantora poderia se impressionar com um pequeno grupo de meninas treinando algum tipo de dança nada comum. Talvez alguns passos de balé, ou jazz, e até mesmo tango, porém com combinações nada convencionais, e levemente mortais.

- Por aqui, senhorita. - Tornava a falar o homem que abria a próxima porta ao fim daquele largo quarto, que dava caminho para uma luxuosa escada que era coberta por um longo tapete vermelho. Nas laterais da escada haviam barras de ouro maciço, as paredes eram cheias de quadros aparentemente valiosos, onde qualquer um que os visse poderia imaginar que aqueles seriam quadros extremamente valiosos. A iluminação do local era amarelada, trazendo a sensação de conforto, e essa iluminação vinha diretamente de lustres dourados que estavam todos enfileirados de uma ponta a outra, todos adornados em diamantes. - Enfim, chegamos. -

Outra porta se abria, mas essa era maior e feita de madeira tendo duas partes. Ao passar por ela, Lily ficaria boquiaberta por nunca sequer imaginar que aquilo existiria no subsolo daquele Hotel... Um enorme teatro! - Madame Martina, tenho um pequeno “brinquedo” para a senhora! - O homem descia as escadas entre os acentos do público. O teatro era circular no formato de “meia lua” com centenas de poltronas em tecido vermelho, e ali mais próximo do palco estava uma senhora vestindo um longo sobretudo de pele na cor preta. Na sua cabeça um laço vermelho com algumas pedras preciosas, e seus dedos eram adornados em anéis que brilhavam de longe, principalmente no leve breu que estava aquele lugar, com exceção do palco onde um garoto nu era iluminado por um enorme feixe de luz bem ao centro enquanto dançava para a mulher.

A mulher quando vista de perto era notável sua aparência envelhecida, e o seus cabelos brancos. - Olá Cassius, meu doce. Pode se retirar... - Sua voz era fraca e rouca, indicando não só a sua idade, mas também o uso excessivo do cigarro que inclusive era levado a sua boca mais uma vez para uma pequena tragada. - Diga-me, pirralha! O que te trás aqui? - A mulher agora direcionava sua fala para Lily, mas ainda a ignorando enquanto olhava atentamente para Cassius, o recepcionista do qual levara a jovem garota para aquele lugar enquanto ele mesmo se retirava dali.  


Legendas/Npc's:

Npc's Aleatórios
Cassius - Aparência
Martina - Aparência
Narrador:
№ de Posts do Narrador: 02
Ponto-Situação do Personagem:

Tsao Tsao:
№ de Posts: 02

Ganhos:
~x~

Perdas:
B$ 750.000

Ferimentos:
~x~
Lily Twiggy:
№ de Posts: 02

Ganhos:
B$ 4.000.000 - Abastado (Saque - B$ 2.000.000) - (Banco Atlas - B$ 2.000.000)

Perdas:
B$ 20.000

Ferimentos:
~x~


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Re: A Dupla Face no Escuro Sab Nov 06, 2021 1:06 am

No interior do hotel não demorou para que a atenção de Corvo fosse capturada. O autor dessa façanha, por sua vez, não ostentava muitas características notórias, salvo a cicatriz que demarcava a sua face. Em verdade, era o seu cheiro que atraía os olhares do pequeno primata — Oof! Deve ter mergulhado nos rios de Sirarossa… turistas, Rehahahaha!! — comentaria se divertindo com a imagem do homem se atirando em um dos rios que cortavam a ilha — Quem sabe foi salvar uma donzela? Ohhh! — continuaria divagando, dando mais atenção à ficção que criava em sua mente do que pretendia.

Já na recepção do hotel Twiggy se deparava com o atendente, que se mostrava tão consciente da identidade da garota quanto o Sr. Morgan, do Banco Atlas. Quem sabe por isso o recepcionista se mostrou tão receptivo e liberal em relação ao “suborno” entregue de forma descarada pela cantora. Ou quem sabe ela realmente fosse boa negociadora. Sim, provavelmente foi isso ♪ Tudududu… tudu… ♪ deixaria escapar uma pequena cantoria enquanto seguia o recepcionista, sendo tomada por uma sensação de missão cumprida, mesmo que não tivesse conquistado nada até o momento.

Mesmo que não fosse a sua primeira vez no Hotel Belucci, após atravessar o salão principal a dupla era guiada por ambientes inéditos do prédio, de maneira que Twiggy se viu surpreendida ao se deparar com um grupo de moças executando os mais diversos passos de dança — Ohhh! Muito bem!! — comentaria com os olhos brilhando por trás das lentes dos óculos, lançando rápidas palminhas na direção das meninas enquanto seguia para a porta destrancada pelo recepcionista.

Em passos rítmicos e desenhados, inspirada pelas dançarinas, Twiggy seguia para o próximo aposento, onde a decoração não deixava nada a desejar — Uau!! — exclamaria em admiração — As “atividades” realmente estão dando lucros, hein? Rehahahaha!! — comentaria distraidamente, perdendo-se na série de quadros que adornavam as paredes — Corvo! — chamaria o primata em um sussurro, percebendo que o bichano havia descido de seu ombro e estava mordendo a lateral das escadas, testando a qualidade do ouro — Então… é de verdade? — indagaria de forma jocosa assim que Corvo retornasse aos seus ombros.

O recepcionista despertava Twiggy de seus devaneios ao anunciar que finalmente alcançavam o destino final. E que destino. Todos os cômodos que passaram para chegar onde estavam nada mais eram do que um mero prelúdio. Pratos de entrada, quando comparado ao prato principal que estava exposto diante de Twiggy. "Uaaaaaaaau!!" uivaria mentalmente, na rara ocasião em que a sua voz não acompanhava o espanto. Concentrada na arquitetura do teatro desconhecido, Lily acompanhava o recepcionista escada abaixo, porém não escutava uma palavra que deixava os seus lábios ♫ ...jump with them all and move it… jump back and forth… ♫ começaria a cantar involuntariamente, pulando os degraus um a um, se imaginando no palco diante do teatro lotado.

— Hã? — comentaria desorientada por um breve momento, até que finalmente retornasse ao presente — Ora, obachan… o que me traz aqui? Rehahaha!! — responderia com certo atrevimento, girando o corpo sem sair do lugar, observando cada ângulo do teatro — ♪♫ A ARTE!!! ♪♫ — clamaria em tom musical a plenos pulmões, aproveitando a mesma ação para demonstrar o alcance de sua voz e testar possíveis ecos no teatro. — Já Corvo veio só pela comida! Rehahahaha!! — zombaria em seguida, cutucando a barriga do companheiro, que encarava a velha com uma expressão que dizia “já vi melhores”.

— Um teatro secreto… nunca imaginaria… — comentaria ainda deslumbrada com o cenário em que se encontrava — Aliás, o que mais está escondido no hotel? Rehahahaha!! — zombaria retomando os devaneios sobre atividades suspeitas, embora dessa vez não se perdesse nos mesmos — Mas mais importante… a senhora que organiza as apresentações? — anunciaria o verdadeiro interesse por trás daquela “visita” — Quem sabe não podemos nos ajudar? Rehahaha!! — manifestaria de forma confiante, embora estivesse mais interessada em receber a ajuda do que em oferecê-la.

— Sabe, obachan… eu tenho certa fama em Sirarossa... — comentaria despretensiosamente, sem qualquer sinal de que tentava se vangloriar — Oh! Me chamo Twiggy, muito prazer! Rehahahaha!! — anunciaria de forma inesperada, fazendo uma pequena reverência e um sinal de “joinha” ao mesmo tempo — Então, famosa… sim, sim... — continuaria como se nada houvesse acontecido — Mas longe de alcançar o nível das famílias “tradicionais” de Sirarossa… nada que uma ajudinha não resolva, claro, Rehahahaha!! — diria com um extenso sorriso estampado em seu rosto, ao contrário de Corvo que seguia encarando a velha — Então, alguma sugestão? — concluiria esperançosa aguardando por uma reação da senhora.


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Última edição por War em Seg Nov 08, 2021 7:13 pm, editado 1 vez(es)
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Re: A Dupla Face no Escuro Sab Nov 06, 2021 12:53 pm


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Sirarossa, embora bela, tinha o cheiro de uma latrina embosteada, mas a diferença era que isso valia para a cidade toda. As vezes as pessoas tem gostos muito estranhos, para uma cidade como essa ser um ponto turístico importante no West Blue... Mas era possível entender sua maravilha, pois parecia ter uma cultura muito forte. Durante a viagem, ouvia algumas informações sobre o Hotel Belucci Espancadura, parece que haviam outros na Grand Line... Esse mar não é uma lenda, ele é real, mas não é um lugar qualquer. Talvez um dia eu necessitasse ir para lá, e sentia que esse dia estava bem próximo... Fora isso, falaram sobre um tal de Salvatore, alguém que não faço a mínima ideia de quem seja, mas por terem mencionado esse nome, vai ser interessante fazer uma anotação mental especial para esse fanfarrão.

O Hotel Belucci Espinhadura era realmente luxuoso. Uma construção alta e imponente, mas que esbanjava riquezas, parecia ser o ponto perfeito para turistas endinheirados. Por algum motivo, eu sentia uma sombra de desgraça vinda do hotel, uma aura sombria que cobria todo o lugar... poderia muito bem ser simplesmente impressão, mas não era um lugar qualquer. O recepcionista era um homem com uma das peles mais escuras que já vi, parecia uma obsidiana viva, algo de muita beleza... e o preço de um dia de estadia não era algo tão barato assim. As pessoas não pareciam gostar de meu cheiro, mas não me interessava muito. Paguei pelo quarto, peguei a chave, e subi para o quarto 22. A animação no térreo era enorme, mas no andar dos quartos, parecia ser um ambiente bem calmo... E o quarto também era interessante. Uma cama confortável que eu não usaria, e uma sacada com uma cortina. Trancaria a porta para que ninguém entrasse, lançaria o saco velho com minhas coisas em cima da cama, e então me direcionaria para a sacada.

Da sacada, observaria como era o ambiente em questão. Preciso planejar como vão ser meus passos, e pra isso, essa sacada vai ser importante. Observaria se haviam outras sacadas próximas, e se haviam pessoas nelas. Observaria, também, como era o movimento em baixo da sacada, se dava pra uma rua movimentada, ou uma mais escura, e também observaria o que estaria de frente da sacada, se era outro prédio ou um campo mais aberto. Também prestaria atenção na iluminação deste lado do prédio, se possuía mais sombras ou se toda a parede era iluminada, se dependia das outras luzes da sacada ou se o cenário à frente fazia o trabalho. Era de suma importância saber dessas informações, pois elas seriam usadas posteriormente. Faria as anotações mentais quanto a isso, entraria no quarto, trancaria a sacada, e fecharia as cortinas.

É um dos melhores quartos que dormi, desde os tempos em que precisava ficar na cama com... — Silenciei-me, com nojo.

Alerta de gatilho
Esperava que houvesse um banheiro naquele quarto, pois não aguentava mais o meu próprio cheiro pungente. Tiraria minhas roupas sujas e suadas, já bem gastas pelo tempo... precisava comprar novas. Na liberdade de um quarto fechado e trancado, somente minha nudez se fazia presente, o saco balangando em liberdade num quarto de hotel de luxo. Entraria no banheiro para tomar o devido banho, ligando o chuveiro e começaria a me limpar em todas as regiões... Esperando a água desce com deleite pelo meu corpo, e a sujeira das ruas se desvencilhava de minha pele, a medida que me esfregava deliciosamente, sozinho... Quanta tensão... Levei minha mão ao meu íntimo, para fazer um trabalho privado, e no meio do ato a cabeça já começava a rachar. Os tormentos voltavam e se tornavam os únicos intrusos em meus pensamentos. As imagens já se visualizavam... "Um homem velho e asqueroso puxou meu corpo para uma cama. Lançou seu peso sobre minha vida nova, e não teve escrúpulos em macular aquele corpo em desgraça. A dor era desgraçada, e a visão ia ficando turva..." Soltaria um urro de desgosto e sofrimento, tendo relembrado aquele momento. Mais um pedaço do inferno em minha vida, que não me permitia nem ter o prazer que deveria. A água do chuveiro devia estar caindo silenciosamente, e haveria de sentar em posição fetal, recostado na parede do banheiro, com uma mão segurando a cabeça dolorida. Naquele momento, deixei uma fina lágrima escorrer sobre minha cicatriz... Desgraça.

Após o tormento, certificar-me-ia de que tinha terminado de tomar aquele banho, pois não gostaria de ficar mais tempo naquele chuveiro, relembrando aquelas memórias malditas. Secaria meu corpo com o que quer que estivesse ao meu alcance, e sairia dali sem nem mesmo me olhar no espelho. Pelado, dentro do quarto, trancado pela porta e sem visão pelas janelas, procuraria por alguma roupa de cortesia dentro do guarda-roupas... afinal, sempre podem sobrar algumas de outros hóspedes, não é? Havendo ou não, viraria a cueca ao contrário, a que eu já usava, e vestiria ela em meu corpo limpo. Pegaria o restante das roupas, jogaria na pia do banheiro, e deixaria a água correr ali, deixando elas de molho por um tempo. Após isso, esticaria meu corpo dentro daquele quarto, era hora de fazer algo que estava empurrando com a barriga havia um tempo, isso é, o treinamento de minha Ambidestria.

Pegaria o facão entre meus objetos, e seguraria ele com minha mão direita, ou seja, a mão não dominante. Com isso, desembainharia o facão com a direita, para acostumar o braço, e então empunharia a arma. Tentaria sentir o punho do facão, a força de meus dedos, e a maneira como se daria o manejo. E, então, começaria a fazer os movimentos. Já que, quando eu estava em Las Camp, se girar uma moeda nos dedos e jogar um jogo de sinuca aparentemente não era o suficiente para que minha mão não-dominante se acostumasse um pouco, talvez por motivos maiores, não é mesmo? Enfim... Começaria a brandir o facão de um lado para o outro, prestando atenção ao punho que enrolava a empunhadura. Da esquerda pra direita, da direita pra esquerda, de cima para baixo, e de baixo para cima, faria vários movimentos repetitivos. Naturalmente, manteria meu corpo em postura para tal, com as pernas bem estáveis no chão. Brandiria o facão, de um lado para o outro, em sequências todas parecidas, prestando bastante atenção na empunhadura para o facão não escapar da mão. Esse primeiro treino é sobre movimentação e força, não posso deixar o facão soltar da mão, e preciso acostumar o braço aos movimento repetitivos. De um lado pro outro, de um lado pro outro... brandindo o facão, esquerda, direita, direita, esquerda, cima, baixo, baixo, cima.

Continuaria executando esse treino por um tempo. Em algum momento, pensaria em meu plano... mas, primeiro, concentrar nesse movimento mecânico, para que eu não fique em maus panos.

Histórico:

Importante
Qualidades: Impassível, Audição Aguçada, Hipoalgia, Prontidão, Visão nas Trevas.
Defeitos: Paranoia, Ambição, Atormentado, Horrendo, Indisciplinado.
Proficiências: Arrombamento, Disfarce, Furto, Furtividade, Estratégia, Acrobacia
Profissão: Ladrão
Estilo de Combate: Ladino, Assassino


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Ferimentos:

Objetivos:
-Treinar: Ambidestria
-Treinar: Psicologia
-Começar a desgastar: Indisciplinado
-Desenvolver personalidade Diabo
-Aumentar ganhos, recompensas e afins
-Entrar em contato com o submundo
-Ir para Kano

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Diabo #0066ff
Pensamentos #cccccc
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Re: A Dupla Face no Escuro Qua Nov 10, 2021 10:16 am
Sirarossa


A Dupla Face no Escuro
18h53 I Frio

Tsao Tsao

O cheiro daquele jovem e perturbado caçador se misturava ao odor nada agradável que os canais de Sirarossa emanavam por toda a cidade, principalmente quando se estava próximo da água. E agora já dentro daquele luxuoso Hotel, seu odor chamava a tenção das pessoas que passavam por ali, mas sem se importar muito com isso e, pagando assim a quantia daquele belo, porém cara hospedagem, Tsao seguiu para o seu quarto notando a diferença na animação e agitação que o salão principal carregava consigo para o corredor do primeiro andar onde ficavam os quartos mais baratos do qual o garoto passaria aquela noite.

Admirado com a qualidade e conforto do quarto em que estava, algo que nunca desfrutara por si só, Tsao largou o saco onde carregava suas coisas para observar a sacada bem a sua frente. Olhando bem para o espaço externo, o jovem caçador notaria que bem ao lado havia um largo corredor bem iluminado de aproximadamente 6m de largura onde vez ou outra passavam funcionários e carruagens que entravam por um grande portão de madeira guardado por um meio gigante trajando roupas sociais, e que tinha próximo dos 4m de altura carregando um enorme rifle consigo.  

Aquele corredor pertencia ao Hotel, e ao seu lado já no limite do alto muro se podia ver as telhas de um restaurante. E por toda aquela lateral do edifício haviam inúmeras sacadas indicando a qual distância cada um dos andares estavam um dos outros, e todos mantinham uma distância de 4m de altura de um andar para o outro, sendo 3m de um quarto para o outro.

De volta ao quarto Tsao tinha ciência de seu mal cheiro, e já de portas devidamente trancadas e cortinas fechadas, o jovem caçador se despiu para o seu banho. O banheiro era pequeno, com uma simples pia, uma limpa privada ao lado e um grande chuveiro na extremidade daquele pequeno espaço. E assim como em todos os seus banhos, aquele não fora diferente, a água deslizando pelo seu corpo lhe trazia memórias das quais carregava consigo a muito tempo.  

Dor, sofrimento, angústia... apesar de jovem, Tsao passara por experiências das mais grotescas que um ser humano pudera viver, e cada toque em sua pele era como um botão que lhe traziam essas malditas lembranças, tirando de si uma lagrima amargurada que caminhava pelo seu rosto.

Devidamente limpo e longe do mal cheiro de antes, Tsao procurou pelo guarda roupa algo que limpo que pudesse vestir enquanto deixava suas sujas roupas de molho. Dentro do móvel haviam 2 travesseiros e 3 mantas grossas e bem quentes, perfeitas para a noite fria de Sirarossa. E em um dos espaços daquele guarda-roupa continha um roupão preto, algo que lhe serviria por hora – pelo menos não deixaria as suas “Gintamas” soltas por aí, - além de que aquilo lhe manteria aquecido, já que mesmo dentro daquele quarto, o clima frio da ilha ainda era sentido.

Pronto e preparado para um descanso, Tsao se lembrava de seu falho treinamento em conseguir o domínio de sua mão mais fraca. Sem enrolações, o jovem caçador alongou seus músculos, apanhou sua lâmina e começou o árduo treinamento. Sua ideia era simples, se quisesse ser um assassino mortal precisaria ter total controle de ambas as mãos, pois a cada passo que ele desse em sua jornada, mais e mais inimigos perigosos apareceriam pelo caminho, e um exímio controle de ambas as mãos era mais do que obrigação.

Com simples movimentos horizontais e verticais, o garoto buscava repetir os mesmos padrões de movimentos que aplicava com sua mão predominante. Contudo, sua mão direita não tinha a mesma força e precisão que a canhota, e por repetidas vezes seus movimentos eram bagunçados, com linhas tortas e tremidas. A perda de controle de sua mão fazia com que a lâmina escapasse por seus dedos.

Não seria fácil seguir com aquilo, e apesar de serem movimentos básicos a dificuldade ainda era grande. Mas Tsao tinha conhecimento de que precisaria de uma base sólida dos movimentos, para que futuramente pudesse replicar os ataques mais ferozes e mortais que fazia com sua mão predominante.

Lily Twiggy


 Com a noite tocando o céu, a pequena e promissora cantora seguia com seu plano para aquele dia... Uma grande estreia nos palcos do submundo! E o primeiro palco escolhido fora o grande Hotel Belucci Sprezzatura, lugar de constantes apresentações diárias, além de certas “atividades” das quais interessavam a pequena estrela.

Suas investidas ao recepcionista do Hotel pareciam surgir efeito, e o homem sem muita enrolação apanhou o “suborno” feito por Lily a levando logo em seguida por um caminho que a garota jamais tinha visto anteriormente. Esse mesmo caminho lhe fazia conhecer uma nova sala da qual lhe encantara com o fato de haver garotas naquele lugar que praticavam inúmeros passos de dança, algo um tanto quanto estranho de se ver naquele lugar, ainda mais por aquela sala estar fechada e ser aberta apenas pelo homem que a levava por aquele caminho.

Mas a surpresa maior foi ver o grande teatro alocado no subsolo daquele luxuoso Hotel, do qual em sua arquitetura e decoração eram igualmente magníficos. Naquele novo e surpreendente espaço, Lily descobria o nome do tal recepcionista, pois a senhora que ali estava lhe chamara de Cassius, senhora essa que questionava a jovem cantora sobre o motivo da garota estar ali.

Seu jeito chamativo e carismático não agradava a senhora de início. - ARTE? Pirralha... Não fazemos arte aqui! - A mulher apontava para o garoto nu que dançava em cima do palco prontamente se retirava do lugar. - Há muitas coisas que você não sabe, e talvez nunca saberá garotinha... - Pausava ao responder a curiosidade de Lily por mais lugares escondidos que possam existir naquele Hotel.

- Garota! Não existem parcerias aqui... - Fitava a jovem cantora de cima a baixo enquanto cruzava suas pernas e tragava mais uma vez o seu cigarro. - Você fala demais pirralha! Suba naquele palco e me mostre o que sabe fazer. - Anunciava a oportunidade para a garota. - Pani!! Entregue a moça o que ela precisar para se apresentar. - Uma ordem era dada à um dos capangas que estavam por ali. - Sim, senhora! - O homem que trajava social preto se aproximava de Lily. - Por favor, me siga. -

Se Lily aceitasse seguir o homem, a garota seria levada até o canto do teatro onde a escada ali levava para os bastidores bem ao fundo do palco onde inúmeros instrumentos e roupas ficavam por lá. - Não sei o que você irá fazer, mas fique à vontade para escolher o que quiser. - Apontava o homem para todo o conteúdo daquele lugar enquanto aguardava a jovem se decidir do que faria.


Legendas/Npc's:

Npc's Aleatórios
Cassius - Aparência
Martina - Aparência
Narrador:
№ de Posts do Narrador: 03
Ponto-Situação do Personagem:

Tsao Tsao:
№ de Posts: 03

Ganhos:
~x~

Perdas:
B$ 750.000

Ferimentos:
~x~
Lily Twiggy:
№ de Posts: 03

Ganhos:
B$ 4.000.000 - Abastado (Saque - B$ 2.000.000) - (Banco Atlas - B$ 2.000.000)

Perdas:
B$ 20.000

Ferimentos:
~x~


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A Dupla Face no Escuro 94sfShl