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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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Quem liga para Karatê?

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Milabbh
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Milabbh
Civil
Quem liga para Karatê? Qua Ago 04, 2021 2:13 pm
Quem liga para Karatê?

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civis Nina Spades, Brina Britta e ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.
Shiro
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Shiro
Novato
Re: Quem liga para Karatê? Qua Ago 04, 2021 5:07 pm
NINA SPADES - 01



Acordou, piscando o olho rapidamente até que sua visão embaçada ganhasse definição. Sentia o corpo um tanto mais pesado do que o normal e estava jogada em um canto do navio, junto à barris e baús de madeira. - Aqueles desgraçados… - Praguejou, forçando o corpo para cima e sentando-se com a coluna reta. Em sua mente passou rapidamente as memórisa de quando descobriu que o navio ia para uma rota diferente, quando tentou matar o capitão e quando lhe acertaram com um dardo esquisito que a fez dormir.

Bem, se me deram essas cartas, vou jogar com elas. - Colocou-se de pé de supetão e percebeu que o navio estava parado, não se sentia o bambalear típico das marés. Isso indicava que a tripulação havia atracado em terra firme. - Vamos ver qual é dessa ilha do karatê! - Falou a garota, sorrindo como se ela comprasse o desafio que os deuses lhe deram.

***

Sairia de onde é que estava e, se de fato o barco estivesse estacionado, arrumaria um jeito de descer dele, seja caminhando sobre uma rampa, descendo por algumas cordas na lateral ou até mesmo pulando a amurada. - Ei, seus idiotas. Isso é jeito de tratar uma rainha? Precisava daquilo tudo? - Diria para os passageiros, caso visse algum. - Seja já o que vocês usaram em mim, vocês vão precisar muito mais disso para me matar, entenderam? - Franziria uma das sobrancelhas. - Quando eu conseguir os primeiros membros do meu bando… digo, do meu reino, se vocês ainda estiveram na ilha eu irei me vingar! - Após essa ameaça viraria ao primeiro marujo do barco que passasse no seu caminho. - Ei, você quer entrar para o meu reino? - Caso ele negasse, Ninaresponderia mostrando a língua e continuaria a caminhada para fora do navio.

A primeira coisa que faria seria respirar com calma o ar da costa, já que dormir naquele compartimento fechado deixou-a exposta a um ar de péssima qualidade. Depois, olharia bem a ilha na qual havia chegado. O que chamava a atenção? Como eram os prédios? Como eram as pessoas? Tentaria responder essas perguntas enquanto caminhava na direção do centro da ilha, em passos lentos, assobiando uma melodia qualquer.

Não tinha nenhum objetivo em mente, ela só queria conhecer mais do lugar no qual ela iniciaria o seu reino e ver se haviam candidatos interessantes para serem seus primeiros súditos.

Objetivos:

Considerações:


Última edição por Shiro em Qui Ago 05, 2021 3:58 pm, editado 2 vez(es)

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Pirata
Re: Quem liga para Karatê? Qua Ago 04, 2021 10:52 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 01




Douglas não sabia qual era a última ilha em que estava.

Tudo o que sabia é que tinha encontrado um alvo perfeito para roubar. Ele possuía um florete, o estilo de espada favorita de Douglas. Além disso, parecia aéreo como uma idosa perdida. A soma perfeita de lucro com facilidade. Tudo o que Douglas esperava. Se fez de idiota para roubá-lo, como se também fosse aéreo. Quando finalmente lhe roubou o florete, percebeu que tinha algo de muito estranho. Buscou a carteira no bolso, notou que o alvo havia usado a mesma estratégia. Ele roubara seu florete, e ele roubara todo o seu dinheiro. Era como se tivesse comprado.

Saiu correndo e saltou em um navio. Se escondeu para não ter de pagar e, como antes estava numa ilha que desconhecia, agora rumava para outro local desconhecido.

- OOOOOOOOOHHHHHH~~~~....... - Bocejaria, cansado só de imaginar o trabalho que teria na ilha por vir. Com a mão recostada sobre a barriga, ouviria os barulhos estomacais. Não tinha dinheiro. Apenas um florete.

Alisaria o rosto vagarosamente. Respiraria fundo de tédio.

Quando aportasse na ilha nova, buscaria evadir-se do navio, esgueirando-se como um rato. Caminharia sem rumo pela habitação nova, apenas buscando os pontos turísticos principais, buscando colher o máximo de informação possível sobre o local.

Esperaria que fosse uma ilha calma, amena, onde as pessoas não gostassem muito de violência e preferissem descansar a trabalho duro...


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Re: Quem liga para Karatê? Qui Ago 05, 2021 10:33 pm
Brina Britta - 01



Brina Britta finalmente pisava em terra firme após navegar semanas com o grupo de comerciantes. Havia sido uma experiência muito divertida, pois sua ingenuidade e entusiasmo facilmente estimulado não a fez perceber o quanto era vista e tratada como uma atração exótica por aqueles marinheiros entediados, e se pegou inúmeras vezes contando suas histórias fantasiosas de magia, a respeito dos dons mágicos de seus companheiros bruxos, as poções e elixires milagrosos que somentes as feiticeiras da Ordem da Lua sabiam reproduzir e das vezes em que se transformou em um monstro incontrolável e teve que ser impedida pelo poderosíssimo Arquimago, dotado da incrível habilidade de prever o futuro.

No entanto, se existe alguém capaz de contar histórias tão mirabolantes e repletas de exageros, são os pescadores. Para a sua sorte, haviam muitos naquele navio, e frequentemente revelavam suas questionáveis experiências, quase como se quisessem superar os contos da ratinha misteriosa, e as batalhas de narrativas se intensificavam até que todos gargalhassem em coro, servindo bebidas e cantassem para seguir com uma nova rodada de narrações malucas.

A pequena Mink se divertia muito com tudo isso, apesar de não entender que não a levavam a sério, todos gostavam muito dela e alguns até acreditavam em algumas histórias, sobretudo quando ela usava suas ervas e misturas desconhecidas para curar qualquer doença ou ferida que surgisse entre os marujos. Principalmente nos últimos dias de viagem, em que quase toda a tripulação adoeçera ao mesmo tempo, e Brina não economizou em seu estoque herbalístico para rapidamente contornar a situação e manter todos saudáveis novamente.

- Mas… mas… zarpar na terceira noite de Lua Minguante DÁ AZAR! VOCÊS SABEM O QUE PODE ACONTECER? Mas nem um diazinho…? - buscava convencer os comerciantes a esperarem alguns dias, no entanto o capitão revelou que já estavam atrasados e precisavam retornar com as mercadorias o mais rápido possível, e os argumentos da pequena não eram suficientes para persuadir os homens. Decidiu que ficaria naquela ilha de nome estranho que nunca conseguiu pronunciar, despedindo-se calorosamente daqueles breves companheiros de viagem.

Mas e agora?

***

Brina não tinha um rumo definido, e listar prioridades não era seu forte. A ilha possuía um clima extremamente desfavorável para a curandeira felpuda, que caminhava pesarosamente e se abanava com sua pequena mão de forma inútil. “Arf… Arf… Será que eu fiz certo? Não tem como dar errado, vai dar errado, tem tudo pra não dar certo, estou errando ao pensar isso? NADA DISSO! Tem que dar certo, e vai dar certo!” - JÁ DEU CERTO! - dialogando consigo mesma, a pequena buscava traçar um objetivo. Precisava de amigos com os quais poderiam atravessar o mar e viver grandes aventuras, o que não deveria ser tão difícil. Porém, os últimos dias com os comerciantes fez com que todo seu estoque se esgotasse, inclusive eles a deixaram sem nenhum dinheiro. Usou tudo que sua mentora lhe entregara com apostas no navio, não entendeu absolutamente nada dos jogos e das disputas que travou com os sujeitos, mas foi muito divertido. “Mesmo que tenha perdido tudo… Preciso pelo menos repor meu estoque de ervas, será que eu vou achar quelidônias, mirtos brancos, uva-espim, heléboros ou cortinarius por aqui?”

Decidida, animada e ligeiramente ansiosa, Brina caminharia pelas ruas de Karate Island, observando bem os seus arredores com seus sentidos aguçados e colhendo tudo que lhe parecesse interessante, desde folhas, flores, ervas, cogumelos, frutas, sementes, penas… enfim, não hesitaria em sair pegando esse tipo de material e guardando com cuidado. Foi ensinada que tudo que a natureza provê, a todos pertencem, então qual o problema?



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Hoyu
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Hoyu
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Re: Quem liga para Karatê? Dom Ago 08, 2021 9:40 pm

QUEM LIGA PARA KARATÊ?



Quase como obra do destino, 3 indivíduos chegavam em uma pequena ilha do South Blue quase que ao mesmo tempo, 3 pessoas que ainda não sabiam, mas tinham seu futuro entrelaçado, e estavam predestinadas a se encontrarem.

Finalmente acordando após ser nocauteada com tranquilizante, nina estava irada com a forma que havia sido tratada, jogada junto da carga do navio. Levantando-se rapidamente, dirigiu-se imediatamente aos outros tripulantes, que estavam fazendo os últimos preparativos para desembarcarem. Com a aparição da mulher, todos ficaram tensos repentinamente, provavelmente com medo de ela surtar mais uma vez e tentar matar outra pessoa. Praguejando contra eles, a maioria parecia preferir só ignorar pra não arrumar mais confusão, mas um marujo mais magrinho decidiu se manifestar. - A gente, ahn... Não queria te matar, só queríamos que você se acalmasse antes que matasse alguém. - Em resposta, recebeu muitos olhares de desaprovação dos outros marujos. Com uma última ameaça, se virou para sair em direção à ilha, dando de cara com um dos marujos carregando uma grande caixa da madeira em direção à rampa que levava para o porto, sem conseguir ver direito aonde ia. - HEIN?! - Com o convite repentino ele pareceu se distrair, não prestando atenção onde ia, e acabou tropeçando na amurada, caindo pra fora do navio e afundando no mar.

Sem uma resposta, acabou apenas saindo do navio, observando a cidade em que havia chegado, e a primeira coisa que notava era que tudo tinha um certo ar oriental, com um clima sereno e várias construções quadradas com camadas de telhados entre cada andar. As pessoas pareciam comuns, mas uma ou outra passava um ar mais confiante, em harmonia com físico robusto, algo característico de artistas marciais. Com tudo que via, aquela ilha parecia um lugar perfeito para encontrar os novos membros do seu reino. Enquanto caminhava, andando em direção ao que parecia o centro da cidade, acabou chegando em um pátio grande em frente ao que parecia um grande dojo, onde muitas pessoas treinavam, de um lado no que parecia ser boxe, e no outro uma luta usando as pernas, mas mal a garota chegou e uma confusão se iniciou entre os dois grupos, que se dividiam com uma linha no chão, brigando aparentemente por um dos grupos dos lutadores de boxe terem passado da linha e avançado pelo espaço dos outros.

A confusão estava prestes a evoluir para uma briga séria, até que um homem com o mesmo uniforme dos lutadores de Taekwondo chegou correndo, com o rosto todo rosto e sangrando, e carregando um outro homem inconsciente e tão surrado quanto. - Mestre! Mestre! É o Dínamo de novo. Quase matou o Hayato e estava esmurrando o Asahi quando consegui trazer ele pra cá. - Do meio do grupo dos lutadores com as pernas um homem surgiu, indo receber eles com uma expressão preocupada.

Quase simultaneamente, um loiro fugia rápido do navio em que estava, sem ser visto, para desembarcar com pressa na direção da ilha, conseguindo chegar na cidade sem que fosse percebido, e se vendo então no meio de um lugar que não conhecia. O clima era quente, mas parecia calmo, com arquitetura peculiar com traços orientas por todo lado e pessoas andando de um lado para o outro, mas com uma sensação de aparente calmaria, tudo que Douglas queria. O que precisava então era encontrar um lugar bom para relaxar e passar o tempo, então andou pela cidade atrás de um ponto turístico que chamasse sua atenção, logo encontrando o que parecia uma pousada mais chamativa entre as outras construções, um lugar que poderia descansar e quem sabe furtar uma coisinha ou outra dos clientes.

Entrando no lugar, entretanto, se deparou com uma cena estranha. Aquele lugar parecia ter uma área de refeições no primeiro andar, com os quartos nos andares superiores, servindo também como um pequeno restaurante onde várias pessoas comiam suas refeições matinais, mas uma confusão estava se desenrolando e um dos cantos. Um homem com roupa de artistas marciais saiu mancando, carregando um homem desmaiado, encontro um homem negro segurava a cabeça de outro homem com a mesma roupa dos dois que saiam correndo, batendo com o rosto dele no balcão com força, fazendo sangue espirrar até perceber que ele estava desmaiado e o jogar longe, perto da entrada. Todos olhavam para ele assustados, tentando não chamar atenção. - Mais fracotes. Estou perdendo a paciência. - Virando-se para a entrada, onde o homem desmaiado estava caído perto de onde Douglas estava, o homem olhou para o próprio Whitefang e esboçou um sorriso perverso, andando na sua direção enquanto estalava os dedos. - Espero que você me divirta mais.

Longe dali, uma pequena mink se despedia do grupo com o qual viajara, se recompondo antes de encarar o desafio que estava à sua frente: uma ilha nova, desconhecida e muito quente. Enquanto sofria com o calor devido à sua pelagem, a pequena mink seguia pelas ruas da cidade com temática oriental tentando forçar otimismo em sua própria cabeça. Felizmente aquele lugar parecia ser bem ligado com a natureza, com várias hortinhas e áreas verdes entre as construções, dando espaço o suficiente para Brina catar as plantas que queria, apesar de não achar nada de útil ali pela cidade. Haviam vários tipos de plantas claro, mas pelo que via, se queria algo de realmente útil, precisaria ir até a floresta que conseguia ver a distância.

Andando por ai, enquanto catava tudo que podia, algo chamou sua atenção: com uma briza, uma flor de uma das árvores saiu voando, passando perto do seu rosto e avançando alguns metros para frente. Um sinal talvez? Caso seguisse a estranha flor, poderia ver na esquina dois indivíduos saindo do que parecia ser uma pousada, ambos bem feridos, um deles aparentemente desmaiado, e seguindo para algum lugar que não conseguia ver. Da pousada, uma confusão parecia estar acontecendo.

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Re: Quem liga para Karatê? Qui Ago 12, 2021 10:08 am
Brina Britta - 02



Karate Island era bastante diferente do que Brina estava acostumada em sua ilha natal, as construções, as pessoas e o clima. No entanto, as plantas encontradas naquele ambiente urbano não eram nada impressionantes e não passavam de flores comuns ou hortaliças para consumo. Ainda assim, tomada pelo entusiasmo de estar se aventurando em algo novo, a pequena arrancava algumas delas no meio do caminho e guardava, reconhecendo que pouco seria útil. A floresta provavelmente lhe seria mais favorável.

Pouco antes de sair da cidade, algo passava pelos seus olhos e roubava completamente sua atenção. - Uhhhhh… - uma flor dançava no ar sem rumo e imediatamente a enfeitiçava, era o necessário para a distrair e fazer com que a seguisse pelas ruas, dando pequenos saltos e esticando sua mãozinha para tentar agarrar a flor.

Suas tentativas a levaram a ver dois sujeitos machucados, despertando seu instinto médico a correr na direção deles. - EI! VOCÊS! O que aconteceu??? - indagava imediatamente. - Vocês não podem andar desse jeito por aí! Com todo esse sangue, sabe o que pode acontecer?? SABEM??? O melhor que pode acontecer é uma infecção pegar vocês e aí vão ficar muito MUITO muito mal mesmo!! Espera aí… ELE TÁ MORTO? - perguntaria apontando seu cajado para o homem desmaiado. - O QUE FOI QUE ACONTECEU? Ah… ele tá vivo, né? Só desmaiou, OU NÃO? Ah! Bom, é o dia de sorte de vocês, sabem por que? Eu sou uma curandeira! E posso ajudar a… - tateando os bolsos, lembrou-se que estava sem nenhuma erva, faixa ou qualquer ferramenta que pudesse ajudá-la, somente as leguminosas que provavelmente recolheu pelo caminho e pouco faria por eles. - É… acho que é o dia de azar de vocês, eu não tenho nada comigo… hehe… Bom, vocês não podem ficar andando por aí desse jeito, façam o seguinte: limpem os ferimentos com água e… na verdade vocês precisam procurar um médico, a propósito, sabem onde eu encontro um nesta cidade? Eu preciso de umas bandagens e coisas do tipo, até pra que o próximo grupo de feridos que eu topar tenha mais sorte que vocês, né? AH! Esse lugar que vocês acabaram de sair parece ter esse tipo de coisa, então eu vou dar uma olhada ali, muito obrigada pela ajuda e desculpa de novo por não poder fazer muita coisa… Até mais!

Dito isso, Britta não se importaria com a barulheira que podia ouvir daquela pousada. “Parece um lugar agitado, e lugares agitados sempre tem pessoas, e onde tem bastante pessoas deve ter mais pessoas pra poder me ajudar, e me ajudando vou poder ajudar outras pessoas.” - tirando suas conclusões, a pequena entraria no lugar e daria uma boa olhada em volta para entender a natureza daquela construção. Iria se dirigir ao sujeito mais próximo dela para tirar suas dúvidas. - Ei, moço. Sabe onde tem um hospital por aqui? Na verdade, não precisa ser um hospital, mas to procurando um lugar onde curam pessoas pra eu poder arranjar algumas coisas, pode ser uma loja de médico e curandeiros, existe esse tipo de coisa? Aliás, não pode ser… não tenho dinheiro, e lojas servem pra comprar coisas, e não tenho como comprar coisas agora, e agora? Então você conhece algum lugar que tenha ervas, flores… esse tipo de coisa? Ah, vindo pra cá acho que eu vi uma floresta, lá deve ter esse tipo de coisa, obrigada! - Esperaria sua resposta, completamente alheia da possível situação em que poderia estar se metendo.

Shiro
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Re: Quem liga para Karatê? Sab Ago 14, 2021 8:24 pm
NINA SPADES - 02



A ilha atiçou a curiosidade da pequena rainha. Tudo na cidade parecia ser uma mistura de paz, simplicidade e pessoas de físico forte. “Nada a ver comigo…” comentou, olhando para as próprias pernas finas e reconhecendo seu ânimo raivoso. Porém, isso não a aborrecia, era só uma constatação que fazia ela querer conhecer ainda mais daquele lugar. “Illusia é cinzenta, traiçoeira... As pessoas de lá não são como aqui.” E foi fazendo comparações desse tipo que ela continuou sua caminhada de reconhecimento pela cidade.

A jovem chegou então até um pátio enorme onde inúmeras pessoas treinavam de forma disciplinada. “Guerreiros!” Não conseguiu esconder sua empolgação, seus olhos brilharam na hora. - Não sei se já existiu algum Cavaleiro Karateka, mas que mal teria? Vou ver se algum quer entrar no meu reino! - Esse comentário ela não conseguiu manter em sua cabeça e acabou fazendo em voz alta.

Com ambas as mãos fechadas, peito estufado e passos largos, ela começou a caminhar na direção daqueles que treinavam. Entretanto, quando foi anunciar seu convite, Nina percebeu que uma confusão estava se formando entre o grupo que lutava com chute e o grupo que lutava com soco. Ela empolgou-se, esfregando uma mão na outra. “Eu vou chamar o mais poderoso do grupo que vencer.” Parou de andar, pronta para assistir de camarote a confusão. Porém, um homem carregando um outro sujeito ferido apareceu, quebrando o clima de discórdia. - Merda! - Praguejou a menina, batendo o pé com força no chão. Um homem de cabelo espetado, que parecia responder pela alcunha de Mestre, aproximou-se do homem que carregava o ferido.

Bufando, Nina começaria a se aproximar deles. - Ei, idiotas, porque vocês pararam a briga, hein? Eu queria ver quem era o mais forte para chamar ele para o meu reino! - Intrometida, olharia o mestre, o estraga-brigas e o homem machucado. - Hã? Um amigo de vocês apanhou para outra pessoa? Meu deus, que história complicada, nem consigo acompanhar com tantos nomes esquisitos. Dínamo? O tal de Dínamo espancou esse fracote ai? Há! Pensei que vocês fosse Karatekas! - Golpearia o ar com a mão direita aberta, em tom de zombaria. - Onde está esse Dínamo? Talvez ele sirva pra ser o primeiro Cavaleiro do meu reino… - Despejaria suas palavras em cima daqueles estranhos, ignorante de sua inconveniência. Ela tinha uma ideia fixa em sua mente: criar o seu reino. Tudo que não fosse aquilo, no momento, não a interessava muito.

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Re: Quem liga para Karatê? Ter Ago 17, 2021 8:03 am
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 02




O ruivo saía do navio ofegante. Corria olhando para os lados, com os ombros empinados e absolutamente assustado com a possibilidade de ser pego e obrigado a pagar pela viagem...

Parava.

Olhava ao seu redor e notava que não estava sendo perseguido.

A partir deste momento, ajeitaria o paletó e voltaria a andar de coluna ereta e postura perfeita. Braço esquerdo se movendo com perna direita, perna esquerda se movendo com braço direito, os calcanhares encostando no chão primeiro na maior calma do mundo, como se nunca tivesse corrido por dever dinheiro antes.

Sua expressão se tornava serena ao conceber o quanto aquela cidade era silenciosa. Talvez finalmente tivesse encontrado seu lugar seguro. Apesar da fome, andejaria leve, buscando aproveitar as paisagens.. Ao ponto de até mesmo entrar no modo automático. ''Talvez eu me dê bem por aqui... Se eu roubar as roupas da pessoa certa posso criar um disfarce para que minhas irmãs nunca me achem... Com um pouquinho de inteligência posso aplicar um golpe nessas pessoas pacíficas e nunca mais ter que trabalhar... '' percebia que seus lábios formavam um sorriso sem mostrar os dentes. Estava cada vez mais certo de que encontrara a paz e final-

Ouvia um barulho de alguém ser arremessado.

Em uma reviravolta imprevisível, um homem o convidava para um combate, como se derramar sangue realmente fosse divertido.

O olhar morto e vazio do príncipe retornava, e ele deixava a postura voltar a ser preguiçosa e os ombros penderem tristonhos.

Voltou a lembrar das suas estratégias covardes para fugir de lutas.

''Que tal fingir que sou tão forte, mas tão forte, que talvez ele se assuste e eu nem precise lutar?'' descartou a possibilidade. Por mais que talvez apenas estivesse posando, o maldito realmente parecia animado por um desafio. ''E se eu fingir que sou tão fraco, mas tão fraco, que ele vai ficar desanimado?'' aquela estratégia lhe parecia melhor. Mas provavelmente iria aplicá-la fingindo um desmaio, o que poderia deixá-lo vulnerável a ser trucidado até a morte. Não que não estivesse disposto a tomar uma tremenda surra, se esse fosse o caminho mais fácil para atingir seus objetivos, era só que ''Eu não gosto de tomar surras tão cedo de manhã...'' refletiria apertando os olhos convicto, embora nem soubesse que horas eram.

Respiraria fundo.

Suspiraria.

Sentiria o estômago roncar.

De lábios cerrados, e com o mesmo ânimo de quem está prestes a fazer trabalhos forçados em um navio pirata, no dia seguinte a uma crise de diarreia em todo o bando, Sir Douglas Whitefang sacou o florete.

Apontaria a arma para o adversário como quem diz ''Ok... Vamos logo com isso.''
''Certo... Nem muito fraco, nem muito forte... Apenas o suficiente para roubar o idiota e ter uma boa refeição.''

Sua estratégia consistiria em armar a guarda com o florete à sua frente, o aço apontado em direção ao inimigo segurado pela mão esquerda, a mão direita erguida atrás de si, as pernas um pouco dobradas, prontas para um avanço, de maneira a manter o adversário distante, se aproveitando do alcance da arma.

Caso este se aproximasse, Douglas visaria estocar o ar à sua frente com o máximo de sua velocidade, afim de obrigar o adversário a recuar. Confiava bastante em sua destreza, mas, apesar disto, buscaria também caminhar para longe do inimigo, de maneira a evadir possíveis ataques deste.

Assim que encontrasse uma brecha para atacar, fingiria buscar estocar o oponente por diversas vezes, usando sua lábia e furtividade para esconder seu verdadeiro plano.

Pareceria estar visando acertar o mafioso, quando na verdade estaria rasgando suas roupas caras. Buscaria usar o florete para cortar seus bolsos das pernas e, quem sabe, roubar uma carteira. Também buscaria bufunfa no bolso em que havia o lenço roxo, e, se possível, até mesmo acertaria o cinto do inimigo de maneira a deixá-lo sem calças.

Sua expressão durante todo o combate seria séria como a de quem apenas queria terminar aquilo logo.

E, assim que conseguisse roubar algo, diria:

- Peço desculpas, do fundo do meu coração. Eu prometi para mim mesmo que iria parar de beber. Não deveria nunca ter entrado neste restaurante. Acho que toda essa situação foi um aviso dos deuses. Um engano. Um disparate. Um mero engodo. Não mais se repetirá. Mil perdões pelo combate. Que a luz esteja convosco. Ou o que quer que você acredite. Não mais permaneceremos nest- - Falaria até encontrar uma boa rota de fuga, e então usaria suas habilidades acrobáticas para subir em mesas, ou no que quer que estivesse disponível para se tornar inalcançável.


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Re: Quem liga para Karatê? Sex Ago 20, 2021 10:07 pm

QUEM LIGA PARA KATATÊ?



Vendo os dois homens aparentemente feridos, instintos médicos afloravam na pequena Brina, que se via impelida a ir até os homens tratar seus ferimentos, mas estando do outro lado de uma esquina e indo na direção oposta, a pequena mink precisou correr para alcançar ambos, que iam para algum outro lugar. Seguindo ambos, acabou encontrando o que parecia um dojô dividido em dois bem próximo daquela pousada, onde vários praticantes de artes marciais treinavam, mas aparentemente haviam interrompido seus treinos para ver o que havia acontecido com os homens que voltavam feridos. Já em frente ao dojô, Nina se via indignada com os dois homens que voltavam, interrompendo a briga que lhe mostraria quem seria o lutador com a honra de ingressar seu reino, enquanto o que ainda estava de pé olhou confuso para ela, como se tentasse entender o motivo das reclamações. - Ei, quem é você pra falar assim de nós? Se não estivesse ferido faria você engolir essas palavras!

Entretanto, antes que pudessem responder sua pergunta de onde o tal Dínamo estava, uma pequena mink aparecia correndo apressada para falar com os dois, enquanto atropelava as frases que falava, como se tivesse uma conversa mental consigo mesma. - N-não, ele não tá morto. Só desmaiado. - As perguntas incessantes de Brina confundiam o homem, enquanto Nina observava tudo, e quase da mesma forma que apareceu, a pequena mink foi embora, aparentemente indo para a pousada de onde eles haviam vindo, e deixando todos para trás com expressões confusas no rosto. O homem de cabelos espetados que o ferido chamava de mestre se virou para os outros artistas marciais. - Alguém leve Hayato lá pra dentro. - Em seguida se virou para o homem ferido enquanto outros levavam o desmaiado para o interior do dojô. - Isso foi aonde? - Os outros trouxeram um pouco de água para o ferido. - No Macaco Manco. - Sem precisar de mais informações, já que a pequena aparentemente havia ido para lá também Nina logo tomou seu rumo em direção à pousada Macaco Manco. Atrás do tal Dínamo.

Perto dali, dentro da pousada, Whitefang se via diante do homem negro que antes esmurrava o homem com roupa de artista marcial, e que agora se virava em sua direção querer tirar do preguiçoso uma luta divertida. Tentando pensar em suas alternativas para evitar aquela batalha, infelizmente pelo negro parecer especialmente interessado em esfregar sua cara no assoalho parecia difícil que conseguisse simplesmente o convencer a não lutar, por isso Douglas logo sacou seu florete, apontando para o homem. - Oooohh, uma arma? Haha, acho que isso vai deixar a luta mais justa. - Dizia enquanto se aproximava, estalando os nós dos dedos. Com o florete, Douglas iniciou uma série de estocadas, mas que não chegavam a acertar o seu adversário de fato, parando apenas a milímetros antes da pele, apenas cortando sua roupa superficialmente em vários pontos diferentes. O estranho era que ele mal parecia se importar em tentar desviar, não como se soubesse que não iria ser acertado, mas apenas que não se importasse, apenas andando em linha reta na direção de Douglas, enquanto o mesmo precisava recuar cada vez mais do homem, que parecia estar se divertindo.

Realizando um corte em sua calça, a fez cair até seus tornozelos, assim como realizou vários golpes na camisa do homem, mas naquela situação parecia impossível tentar roubar algo, não só pelo homem estar indo em sua direção sem lhe dar espaço para catar os itens que caiam, como simplesmente pegar algo com a lâmina da espada durante o ataque parecia difícil demais para alguém que não sabia furtar. - Vai continuar brincando por quanto tempo? - Enquanto Brina chegava na pousada, podia ver um ruivo com um florete em mãos de frente para um negro que colocava as mãos em sua camisa e calça  rasgadas e os arrancava, jogando-os para o lado e ficando apenas com uma sunga de luta livre que possuía por baixo, ainda avançando na direção de Whitefang. Percebendo que nãos conseguiria roubar nada e se vendo cada vez mais encurralado contra a parede, o ruivo enrolou o negro por alguns instantes até perceber o momento exato de subir em uma mesa e sair correndo.

Brina, que parecia meio alheia a confusão, indo falar até uma pessoa encolhida em uma mesa do canto para não chamar atenção, começou a despejar várias perguntas, enquanto o senhorzinho com quem falava parecia não saber se dava atenção para o que a mink falava ou para a confusão que se desenrolava à sua frente. Perto do fim de sua fala, entretanto, o ruivo passava correndo pela mesa do senhor com quem conversava, pulando por cima de Brina e saindo pela porta, enquanto o negro gritava e ia atrás dele. - ONDE VOCÊ PENSA QUE TÁ INDO? - Surpreso, o senhorzinho se virou para a mink, tentando lembrar o que ela havia dito. - Ahn... Tem uma loja de artigos médicos à dois quarteirões daqui naquela direção, querida. - Do lado de fora, Douglas fugia, indo para a outra esquina esperando que o homem não conseguisse o acompanhar, até que trombou com uma mulher de repente que também virava a esquina. Enquanto Nina ia na direção da pousada, um homem ruivo repentinamente trombou com ela, com uma rapieira na mão, e os dois acabaram caindo no chão, enquanto perto dali ouvia um homem falando alto. - VOLTA AQUI PRA EU ACABAR COM VOCÊ! - Pelo volume da voz, Douglas podia presumir que o briguento havia ido para o lado errado, estando a salvo por enquanto.

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Re: Quem liga para Karatê? Sab Ago 21, 2021 2:08 pm
NINA SPADES - 03



O que você disse?! - A veia do pescoço da garota pulsou quando o homem a retrucou. - E dai que você está ferido, idiota? Se quiser eu termino o trabalho que esse tal de Dínamo começou, você entendeu? Quem você acha que é para falar assim comigo? - Suas sobrancelhas estavam tão franzidas que seu rosto todo estava tensionado pela fúria. A jovem levou a mão ao cabo de sua clava, pronto para finalizar o homem ali mesmo, porém o que sucedeu a desconcertou completamente.

Pequena, peluda, falastrona e fofa - principalmente fofa - uma mink apareceu do nada e começou a falar com os homens. Ao ver aquela nova criaturinha, Nina sentiu seu corpo relaxar, a tensão da discussão dissipou e ela ficou ali, parada, olhando com olhos arregalados e brilhantes aquela coisinha fofa. “O que é isso?” Nina sentia-se uma criança de novo, ouvindo as histórias fantásticas que seu pai adorava lhe contar. Que tipo de ser mágico e fofinho era aquele? E porque todo mundo estava agindo tão normalmente perto dela? Perguntas como essa estavam pipocando na mente da jovem monarca.

Antes que Nina pudesse falar qualquer coisa, a mink já havia zarpado rapidamente na direção da pousada. Ela piscou o olho rapidamente e balançou a cabeça, como que se saísse de um transe. - Ei, pequena, espere! - Gritou para a ratinha corredora com uma voz aguda que carregava um jeito de falar de adultos reservados para crianças e bichinhos bonitinhos. O homem com o qual estava discutindo já não mais a interessava. Nina tratou de começar a correr atrás do serzinho mágico, deixando aquela história de Dínamo para trás, pelo menos por enquanto. - Volta aqui! Qual o seu nome? Ei, volta aqui! - Ela gritava enquanto tentava dar passos maiores que a própria perna, que a faziam dar pequenos pulos enquanto avançava.

Toda essa euforia abstraiu Nina das coisas ao seu arredor, o que fez com que ela não percebesse um homem ruivo que corria na sua direção até que ambos chocassem e caíssem no chão.

Mas que merda… - Nina ergueria o tronco com uma das mãos na cabeça, tateando para ver se sua coroa ainda estava lá. Olharia para frente, vendo o ruivo com sua rapieira, também caído. - Ô seu desgraçado, você não olha por onde anda não? - Ficaria de pé, batendo com ambas as mãos na roupa para tirar poeira. - Você derrubou uma rainha no chão, uma rainha! Entende o que isso significa? - Começaria a gritar com ele, apontando para seu rosto com o indicador. - Se eu tivesse um cavaleiro, ah, você estava ferrado… Mandava ele te executar agora mesmo, seu paspalho! - E então no meio dessa nova discussão, ela se lembraria da mink. - Ah, eu cuido disso depois, tenho que ir atrás da ratinha antes que ela suma. - Caso o ruivo tentasse ficar de pé ou caso tentasse só erguer o tronco, Nina colocaria o pé direito no seu peito e o empurraria para ele cair de novo no chão. Após isso, correria para a pousada para poder falar com a mink.

Caso encontrasse a menina dentro da referida pousada, falaria: - Meu deus, você é rápida hein... - Estaria ofegando por conta da corrida. - Qual o seu nome, hein? Eu me chamo Nina, rainha Nina. Quer fazer parte do meu Reino? - E dessa forma casual, Nina faria a pergunta que poderia mudar para sempre a vida da pequena bruxa.

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Re: Quem liga para Karatê? Sab Ago 21, 2021 5:36 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 03




O adversário de Douglas se movimentava adiante implacavelmente. A expressão do Sir, a priori, era de cansaço extremo. Estava com fome e fora roubado - queria levar a carteira daquele homem o mais rápido possível. Entretanto, ao perceber que o inimigo não parava de se aproximar e parecia não se importar com ser ferido, seu rosto logo se fez em estranhamento; continuou estocando o oponente, mas desta vez com a sobrancelha arqueada. Então, com a mesma feição que um operador de guindaste faria ao levar um carregamento de vidro, com o exato mesmo nível de concentração, o ex-príncipe tentava estocar o oponente que se aproximava, se manter distante dele e roubar a carteira que caíra no chão ao mesmo tempo. Ora de sobrancelha arqueada para com os trejeitos estranhos do outro lutador, outrora mordendo o lábio em foco absoluto.

Seus olhos se cerravam e se arregalavam, ficando um maior do que o outro de tempos em tempos, tamanho era seu esforço mental. Era como coçar a barriga de baixo para cima e alisar a cabeça em movimentos circulares ao mesmo tempo. Teve de admitir a derrota naquilo e escapar. Durante a fuga, sobre a mesa, seu rosto não demonstrava nem foco nem confusão. Apenas uma convicção absoluta. De postura orgulhosa, com o peito estufado, o olhar acima do horizonte e absolutamente altivo, Douglas Whitefang fazia a exata expressão de alguém que não estava fugindo com medo - embora estivesse. Apenas estava buscando disfarçar muito bem, instantes antes de começar a correr sobre as mesas de maneira ridícula.

- Ô seu desgraçado, você não olha por onde anda não? - De tanto medo, havia saído correndo de olhos fechados. Apenas percebeu após se esbarrar na garota e cair. ''Será que ainda dá tempo de convencer ela de que sim, eu realmente não olho por onde ando, mas que também sou cego, e por isso ela deveria sentir pena e me perdoar?'' calculou instintivamente. ''Não. Muito trabalho.'' esconderia o pensamento risível por trás de um olhar convicto. - Você derrubou uma rainha no chão, uma rainha! Entende o que isso significa? - Manteria o olhar convicto e sério, de lábios cerrados, como um verdadeiro guerreiro - tudo o que ele não era - faria. - Se eu tivesse um cavaleiro, ah, você estava ferrado… Mandava ele te executar agora mesmo, seu paspalho!

Buscaria se levantar e, caso ela o chutasse de volta para o chão, se manteria nele. Sequer lutaria.

''Eu odeio rainhas...'' encararia o céu, desta vez com o ar de exaustão advindo da fome. ''Mas tive uma ideia.''

- AHH!!!!!!! AGH!!!!!!!!! AHHHHHHHH!!!!!! UGHHHHHHHHHH!!!! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH - Berraria para chamar a atenção do tarado por lutas. - NÃO ACREDITO!!!!! A RAINHA DA CLAVA É TÃO FORTE!!!!! ATÉ MESMO UM CAVALEIRO COMO EU FOI COMPLETAMENTE DERROTADO!!! - Seu plano seria fazer com que a garota tivesse de lutar contra o cara estranho e, ao mesmo tempo, puxar o saco dela.

Caso funcionasse e ele se aproximasse, Douglas deitaria no chão e apontaria para ela, ou na direção em que ela foi. - É ela. Ela é muito forte.

E, caso ele fosse atrás dela, o ladrão automaticamente voltaria para a pousada, para o exato local no chão onde ele deixara a carteira e as roupas, enquanto o homem trucidaria a garotinha arrogante.

''Rainhas...'' daria de ombros enquanto roubaria a carteira.

Mas, caso isto não funcionasse e fosse ser atacado a qualquer momento, apenas buscaria fugir da mesma forma que antes: Usando suas habilidades acrobáticas para evitar golpes.


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Re: Quem liga para Karatê? Dom Ago 22, 2021 2:11 pm
Brina Britta - 03



”Huh… as pessoas aqui gostam de brigar, né?” Coçando o queixo, distraía-se com a confusão da qual não percebera até terminar de falar com o velho, quase não ouvindo sua resposta. Abaixava-se instintivamente quando o sujeito ruivo pulou por cima da mesa, como se já não estivesse suficientemente próxima do chão. - Ah! Obrigada! - estava prestes a correr para fora da pousada, mas duas circunstâncias a impediram.

A primeira foi da dúvida que surgiu em sua cabeça. “O que é um quarteirão? O nome me é familiar… acho que é uma medida de distância que fica entre metros e litros, então eu preciso andar dois quarteirões, o que dá aproximadamente… dois, quatro, oito, trinta e dois…” - QUILÔMETROS??? ”Não, não, não pode ser isso! Deve ser algo mais simples, se fosse tudo isso seria em outra ilha, talvez quarteirão tenha a ver com o número quatro, um quatrozão… um quarteirão... então devem ser o número de ruas, já que as ruas são grandes, se eu seguir naquela direção e contar quatro ruas…”

- Meu deus, você é rápida hein… - Como de praxe, a pequena olhava para cima para poder ver quem interrompia seus pensamentos, deparando-se como uma garota de coroa e tapa-olho. Suas roupas eram bem diferentes das pessoas que havia visto na ilha até então e talvez por isso que lhe chamava tanta atenção. - Qual o seu nome, hein? Eu me chamo Nina, rainha Nina. Quer fazer parte do meu Reino?

- Eu me chamo Brina Britta! - respondia imediatamente, com um largo sorriso e apoiando o cajado no chão. - Espera aí… UMA RAINHA??? - deslumbrada, sua expressão se transformava e o sorriso crescia. - Uma rainha de verdade? QUE INCRÍVEL!!! Eu nunca vi uma rainha de verdade, eu sou de um reino também, sabia? O Reino de Brisa, acho que era esse o nome, na verdade eu nunca vi o rei e a rainha, nem príncipe ou princesa, nem nada do tipo, pra falar a verdade eu nem sei o nome deles… eu vivia meio longe dessa coisa toda de reino, eu não sei se era um reino de verdade ou se é o nome da ilha, faz sentido ser só o nome da ilha já que eu nunca vi um castelo, nem rei, nem rainha, ou será que o nome do reino era o nome da ilha? Ou o contrário? - pensativa, Brina ia cada vez mais longe em seus pensamentos para tentar entender a dinâmica política de sua ilha natal. por ter vivido na floresta com seus companheiros, essas questões da monarquia lhe eram muito distantes, conhecia mais sobre reinos fantásticos das histórias contadas do que necessariamente da própria ilha. Em seguida, retomou a atenção e refletiu exatamente meio segundo a respeito do convite de Nina. - VOCÊ TEM UM REINO??? Com castelos e tudo? Cavaleiros? Bruxos? Igual nas histórias? Eu posso mesmo fazer parte dele? - com os olhos brilhando, a roedora terminaria sua pergunta sem saber muito bem o rumo que estava tomando, mas que em sua cabeça fazia muito sentido.


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Re: Quem liga para Karatê? Seg Ago 23, 2021 9:12 pm

QUEM LIGA PARA KARATÊ?



Chocando-se com o ruivo enquanto corria atrás da pequena mink de fofura assustadoramente surpreendente, Nina se esquecia completamente do homem que havia ousado levantar sua voz contra alguém da realeza, e sua ira voltava-se então para o ruivo preguiçoso que havia a levado ao chão. A principio ele não falava nada, como se estivesse arrependido pelos seus atos, mas ao tentar se levantar foi levado ao chão novamente pelo pé da rainha, lá ficando. Quando ele parecia aceitar ficar no chão e não desafiar a rainha, repentinamente começou a gritar como um doido, dizendo suspeitamente alto o quanto Nina era forte. Para Douglas, que sabia sobre o maníaco por lutas que estava por perto, aquela linha de ação parecia completamente óbvia, pois pretendia que o negro engajasse em um combate com ela e lhe desse tempo de voltar e pegar a carteira que estava no chão junto de suas roupas rasgadas, mas aparentemente ele já estava bem longe, perseguindo Whitefang no lado oposto da ilha, e não deu as caras. Provavelmente apenas achando que o ruivo era doido, Nina seguiu até a estalagem, onde encontrou a pequena mink parada bem perto da entrada.

Brina se via perdida em pensamentos, sem conseguir compreender ao certo as direções que havia recebido, mas se esforçando ao máximo para desvendar aquele cruel enigma, até que uma mulher de tapa olho surgiu, dizendo ser uma rainha e a convidando para seu bando. Após um momento de surpresa, a mink se mostrou extremamente animada com essa possibilidade, até mesmo perguntando se realmente podia. Para a sorte de Nina, aparentemente ela havia conseguido a primeira membra do seu reino, que no futuro próximo seria grande e poderoso. Aquele era o primeiro passo para a glória, e ter uma súdita fofa como aquela parecia ser um ótimo começo. De trás do balcão do outro lado do primeiro andar da pousada um homem aparentemente ligeiramente embriagado espiou o restante do estabelecimento, antes de se levantar de fato e sair de trás do balcão.

Quase que no mesmo momento, Douglas retornou para a pousada ao perceber que o negro não estava mais nas redondezas para buscar a carteira caída no chão, e podia ver o homem estranho também, assim como a doida que se dizia rainha logo ao seu lado. - O doidão foi embora? Vixe, finalmente. - Indo até um homem caído usando roupas de artista marcial, que Nina poderia supor ser o homem que havia ficado para trás sendo espancado pelo Dínamo enquanto os outros dois fugiam, o homem meio embriagado cutucou sua cabeça com o pé para checar se estava acordado. - Ah, que beleza. Tem algum médico por aqui? Não quero um homem meio-morto no meio do meu estabelecimento. - De trás do balcão, tirou um kit médico meio simples, vendo se alguém se manifestasse. Aproveitando a atenção que o homem bêbado chamava, Douglas conseguiu ver as roupas que o negro havia arrancado caídas no chão, aparentemente intocadas, e olhando embaixo delas encontrou a carteira, que sim ninguém para a proteger, foi facilmente tomada, entretanto um cliente do estabelecimento pareceu reconhecer Douglas. - Ih, o doido que lutou com o Dínamo voltou. - O comentário fez boa parte das pessoas na pousada se virarem para Douglas novamente, apesar de já ter conseguido o que havia ido buscar e estar pronto para ir embora.

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Re: Quem liga para Karatê? Ter Ago 24, 2021 12:30 pm
NINA SPADES - 04




A falação da bruxinha irritaria qualquer pessoa comum, entretanto, como já ficou explícito desde o começo dessa história, Nina estava longe de ser uma pessoa comum. A empolgação com a qual a mink falava só alimentava ainda mais a empolgação da própria Nina. Sua pupila estava maior e mais brilhante. Aquela fofinha tinha comprado a ideia de reino muito rápido e Nina simplesmente não sabia como lidar com aquilo. Em toda sua vida, somente seu falecido pai tinha falado com igual entusiasmo sobre esse seu sonho. Ela então resumiu-se em ficar parada balançando a cabeça e sorrindo. - É claro que você pode fazer parte dele! - Exclamou, quando houve uma brecha para falar.

- Porém não é bem assim… - O semblante foi mudando, o sorriso empolgado transmutou-se em um sorriso sem graça, ela fechou o olho e começou a coçar a nuca com a mão direita. - Meio que o reino ainda não tem nenhum cavaleiro, bruxo, castelo… Está tudo no começo, sabe? Começou hoje. Você é minha primeira súdita… - Para cortar esse constrangimento, Nina agachou-se rapidamente para que sua linha de visão ficasse na mesma altura que a de Brina. - E como você é a primeira, você pode escolher seu título… - O sorriso maroto voltou para o rosto da rainha. - Que tal Princesa Brina, hein? - Nina parecia não entender ou não se importar muito com as instituições monárquicas clássicas. - O que você me diz, hã? Eu gostei. Rainha Nina e Princesa Brina. Até rimou! HAHAHAHA! - Gargalhou alto, agora de pé e com ambas as mãos na cintura.

Enquanto conversava com sua nova companheira, um bêbado saia de trás do balcão e caminhava na direção do outro sujeito ferido que, Nina logo lembrou, era o mesmo que havia sido arrastado aos karatekas após ter tomado uma surra do tal de Dínamo. - Ei, sofrido… - Nina cortaria um pouco a conversa com Brina para falar com o surrado. - Você sabe me dizer onde o cara que te bateu está? Eu queria falar com ele. - A garota ainda estava com a ideia de chamar o homem para fazer parte de seu bando.

Entretanto, nesse mesmo momento um comentário de um dos clientes do bar capturou totalmente a atenção de Nina, tanto que ela virou rapidamente na direção da porta do bar para ver quem era esse cara do qual o comentário se referia. “Lutou contra o Dínamo? Talvez seja mais interessante chamar ele para o meu rein--”. O cara era o Ruivo.

HAHAHAHAHA! - A garota não se aguentou, gargalhou tanto que teve que colocar até uma das mãos na barriga. - Esse fracote lutou contra o Dínamo? O mesmo Dínamo que espancou o karateka? HAHAHA! Você tá zoando, né? - Encostou-se no balcão, limpando uma pequena lágrima que havia se formado no canto do olho por conta da gargalhada.

- Veio se vingar do chute, fracote? - Essa fala de Nina viria carregada de uma certa maldade, longe do tom descontraído de antes. - Se quiser, podemos resolver isso agora, faz tempo que não uso essa belezinha. - Sacaria sua clava de dentro do casaco, pousando ela levemente sobre o ombro direito.

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Re: Quem liga para Karatê? Qua Ago 25, 2021 10:40 pm
Brina Britta - 04



A ingenuidade de Brina não a fazia enxergar o absurdo daquela proposição. Seu contato com as relações monárquicas quase exclusivamente de livros e histórias fantasiosas germinou em sua mente criativa uma oportunidade única de fazer parte de um… reino. Nina inclusive a ofereceria a possibilidade de escolher o próprio título, e tudo isso fazia muito sentido para a pequena, que diante este convite coçou o queixo e encarou o teto em busca da qualificação ideal que poderia exercer na tal monarquia. - Hmm… “Na Ordem da Lua temos uma hierarquia bastante clara, o Arquimago Grian Croassaint era o mais sábio e poderoso, poderia então eu ser a Arquimaga do reino? Não sei, parece alto demais pra quem acabou de entrar, atrás dele estava a Sub-Arquimaga Ghealach Uxa, EU POSSO SER A SUB-ARQUIMAGA! Peraí, mas pra ter uma “sub” Arquimaga, precisa antes ter um Arquimago, mas o reino dela é muito novo pra ter Arquimagos, será que tem bruxos e magos? Ah, ela disse que tava no começo e não tinha magos, então quer dizer que não posso ser a Sub-Arquimaga, o que significa que… EU POSSO SER A ARQUIMAGA! Então é isso, eu serei Brina Britta, a Arquimaga do Reino de…”

- PRINCESA??? - a pequena arregalava os olhos assim que ouviu a oferta de “princesismo” por parte de Nina, seguido de pulinhos de alegria. - SÉRIO? AAaaahhh!!! Isso é muito melhor, mais incrível, fantástico e mágico do que Arquimaga! Princesa Brina Britta… Princesa Brina… Princesa Britta… - repetiu algumas vezes, mudando o tom de voz e gesticulando de maneiras diferentes para experimentar como soaria seu novo título. - Espera aí, eu posso ser a Princesa-Bruxa do seu reino? E não tem nenhum príncipe, né? Não posso aceitar o o cargo, aliás, o título de princesa de um reino se tiver um príncipe, seria muito esquisito… AQUILO É UM HOMEM MORTO?

Um sujeito bêbado saía de trás do balcão e apontava para um homem caído. “Ah ele só tá meio-morto… É UM ZUMBI? Não tem como ser, um zumbi estaria andando e comendo cérebros, ufa.”

- Eu posso ajudar!!! - erguendo a mão e dando alguns saltos para chamar a atenção do bêbado. - Eu não sou médica, mas eu sou curandeira e Princesa-Bruxa do Reino de… de… - e cochichando para Nina, perguntaria baixinho com a pata ocultando a boca - Ei, Rainha Nina… como se chama o seu reino? MUITO BEM! Eu posso ajudar este homem meio-morto, com licença! - e então se aproximaria do bêbado, pegando a maleta e a abrindo para ver o que havia em seu interior.

Brina desgostava daquele tipo de kit médico padrão. Para começar, os utensílios eram todos sem graça, costumavam ser esparadrapos brancos e frascos transparentes cujo líquidos possuíam um odor agressivo para o olfato sensível da roedora. Esta preferia o aroma natural de folhas, ervas e óleos provenientes da própria natureza, além da afinidade natural com seu habitat, os remédios de kit médicos tradicionais fediam a uma esterilidade que a incomodava profundamente. No entanto, reconhecia que no momento teria que se virar com aquilo, e sentia a necessidade de ajudar o pobre coitado largado no assoalho da pousada. - Ei, você está bem? - cutucaria sua cabeça com a ponta do cajado, para primeiro se certificar que ele estava acordado. Em seguida, analisaria superficialmente para ver se ele tinha algum ferimento à mostra, como cortes ou hematomas. Preocuparia-se apenas se houvesse algo muito grave, com curativos simples possíveis pela disponibilidade do kit médico, em seguida, buscaria o frasco que exalasse o cheiro mais forte, que contorcesse seu rosto na maior careta o possível, e o colocaria abaixo do nariz do homem para que ele acordasse.