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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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Bad Karma Qua Nov 30, 2022 9:41 pm


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Akane Nanami [Caçadora de Recompensa]

Não possui narrador definido.
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Re: Bad Karma Qua Nov 30, 2022 11:39 pm


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Akane Nanami



Trôpega, seguiria rumo ao hospital da ilha, indagando as mulheres que visse pelo caminho, se necessário. Sentia meus músculos rígidos, meu andar lento e travado, como se tivesse mergulhado numa gosma que resistia a cada ação minha, sugando minha energia e transformando até o menor dos movimentos em um esforço titânico.

Eu estou bem. — Repeti pela… décima vez? Para a pequena ao redor do meu pescoço. Eu sentia a sua inquietação provavelmente da mesma forma em que ela sentia a minha dor e desespero. A doença da minha mãe havia passado para mim! Eu não era médica, sequer sabia meu tipo sanguíneo, mas não me restava dúvidas. Me sentia igual a minha mãe durante suas primeiras crises. E foi quando dei uma breve gargalhada ao perceber a ironia daquilo. Pois da mesma forma que dizia para a pequenina Lienne que eu estava bem, a minha mãe havia me dito quando eu era a pequenina. Sendo que ela morreu. Será que eu também sucumbiria a esta doença?

Caso ainda não estivesse no hospital, pararia e me apoiaria com a esquerda em alguma parede ou poste, deixando a direita apoiada no joelho enquanto meu tronco estaria curvado e meus ombros caídos. Respiraria bem fundo algumas vezes, tentando reunir não apenas minha energia, mas também a minha coragem, antes de seguir em frente naquela peregrinação de alguns quarteirões.

A cada passo, focaria no rosto de minha mãe e de minha imperatriz, assim como no de Lucy e das outras amazonas. Pensar naquelas mulheres me dava força e isso era o que eu mais precisava nesse momento. Finalmente chegando ao hospital, procuraria por alguma mulher/enfermeira/médica a qual pudesse me ajudar, não estava com paciência de discutir com um homem, fosse quem fosse. — Estou passando mal. — Diria, como se apenas um olhar já não fosse o suficiente para chegar a essa conclusão. — Me ajude, por favor. — Diria, me apoiando na mulher, caso ela deixasse.

Na presença de uma médica, explicaria os sintomas que estava sentindo e faria menção a minha mãe e sobre o que ela havia passado, esperando pelo veredito final. Se fosse necessário me examinar, eu dobraria meu braço num '>', deixando a palma sobre a coxa, e diria a pequena. — Venha para o meu colo, Lienne. — Ela era bem obediente e deveria me obedecer de primeira. Ao sair do meu pescoço, as marcas de nascença Kuja ficariam visíveis à médica, mas não me importaria, desde que não houvesse nenhum homem presente.


Histórico
» Nome: Akane Nanami
» Profissão: Carpinteira
» Proficiências: Adestramento, Alvenaria, Arquitetura, Carpintaria, Doma e Marcenaria.
» Qualidades: Atraente (1), Criativa (2), Destemida (1), Matriarca (R), Prodígio (2) e Vigor (R).
» Defeitos: Exótica (R), Herança Genética (R), Indisciplinada (2), Inimiga (1), Misandria (R), Supersticiosa (1), Vaidosa (2) e Doença Degenerativa (AB).
» Extras: Pequena cobra (Lienne) e Clava

» Posts: 1
» Ganhos: - x -
» Perdas: - x -
» NPC's: - x -
» Ferimentos: Doença (01/10)


Objetivos
» Comprar remédio para a Doença Degenerativa
» Completar uma caçada e roubar um navio
» Ganhar bastante berries
» Comprar um baú (ou similar) e uma ou duas garrafas de Nava Vitae
» Dominar o mundo
» Não morrer
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Pirata
Re: Bad Karma Qui Dez 01, 2022 9:41 pm


Não sabia dizer por quanto tempo estava caminhando, o suor frio escorria por seu rosto pálido e magro, sentia sua língua grossa e inchada, sua garganta arranhava cada vez que tentava engolir sua própria saliva, era uma situação ruim, seus joelhos vacilaram algumas vezes, cedendo sobre seu peso, algumas pessoas olhavam, mas nenhuma delas ajudou, em Sirarossa, existem apenas dois tipos de problemas, os seus e os que não são, o segundo tipo não interessa.

O hospital, sendo bem generoso, era uma antiga capela, onde outrora foi base uma seita antiga, onde adoravam o Rei Amarelo, um ser metade mulher, metade cerco, por isso, ainda tinha sua pintura amarela, desbotada, verdade seja dita, ali, atendia principalmente ciganos e minks, estilos de vidas e raças que a sociedade não via com bons olhos.

Akane conseguiu entrar no local, desorientada, cambaleou até o balcão, a visão embaçada lhe proporcionou apenas a rápida visão de uma enfermeira lhe agarrando, gritou por ajuda, sua amiga, a pequena Lienne se enrolou em seu pescoço com força, não tinha força bastante para machucar, mas se fosse preciso, iria proteger sua dona.

Não chegou a desmaiar, mas estava fraca demais, colocaram-na numa cadeira de rodas e empurraram para uma das salas, onde havia uma enorme pintura de uma mulher de seios de fora, ostentando uma enorme galhada em seu rosto pontudo. Um copo com água ajudou, havia açúcar diluído, aos poucos, a tontura se dissipou e pode ver o rosto da enfermeira.

Era uma mulher obesa, de pele escura e cabelos crespos, tinha uma anca grande e rebolava sempre que andava, tinha labios grossos, estes, pintados de roxo escuro, seu rosto era redondo e havia beleza em seus olhos negros, como um céu noturno sem estrelas - Garota, fique sentada, a doutora vira lhe ajudar - dizia, enquanto limpava o rosto de Akane com uma toalha branca - ou quase isso - enquanto tirava a prancheta de dentro do seu avental - Qual seu no … ai meu deus - disse, dando um passo para trás - Se essa cobra me morder, eu vou morder ela de volta - completou, ainda desconfiada da pequena serpente.

Desta forma, Akane podia ver outras duas camas vazias no quarto, o local tinha um cheiro forte de algo que ela não podia distinguir, um cheiro novo - Seu nome, meu bem, lembra dele? - perguntou novamente a enfermeira, que anotaria o que lhe fosse dito, saindo logo em seguida.

A caçadora ficaria sozinha por alguns minutos, melhorando dos sintomas da estranha fraqueza, ou doença, que lhe acometera. Entrou uma mulher usando um jaleco amarelado, ela tinha uma tatuagem em seu pescoço, coincidentemente, uma serpente, como Akane, isso fez a doutora rir, ela vestiu luvas de borracha e sentou-se próxima a carpinteira - Meu nome é Karmona, o que você tem? - perguntava, enquanto retirava um estetoscópio para ouvir os batimentos da garota, logo em seguida, ela iria retirar dois tubos de 200ml de sangue para ver algum padrão. Ouviria tudo que Akane dissesse, atenta a tudo que pudesse for importante.

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Re: Bad Karma Qui Dez 01, 2022 10:39 pm


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Akane Nanami



Apesar de sua péssima situação, não conseguiu evitar sorrir. Nos lampejos de visão que tinha, via apenas mulheres, havia finalmente encontrado um lugar seguro naquela ilha amaldiçoada. Sentia-se mais leve, baixando um pouco a guarda, e a ideia da mulher morder sua pequena parecia hilária. — Não se preocupe, ela é boazinha. — Disse com a voz seca, pegando Lienne no colo e a acariciando. — Akane Nanami. — Respondi.

Enquanto esperava, a sós com a pequena, fiquei observando a pintura na minha frente. Era uma bela e majestosa mulher, embora a minha imperatriz fosse obviamente superior. Ainda sentia minha mente girando, um misto de medo e ansiedade, mas os músculos haviam se acalmado e relaxado, ao menos um pouco. — Eu estou bem. — Disse para a pequena mais uma vez, agora com a voz um pouco mais firme, enquanto alisava de leve o topo de sua cabeça. — Não lembra um pouco a Lucy-san? — Perguntei à pequena, indicando a grande pintura na nossa frente.

Depois de algum tempo, outra mulher apareceu. — Olá. — A respondi. Já havia dito meu nome uma vez e parecia desnecessário dizer novamente. — Meus músculos travaram. — Disse, tentando explicar da melhor forma que uma leiga poderia. — Minha mãe teve a mesma doença. — Explicaria os sintomas com o máximo de detalhes que lembrasse e responderia qualquer pergunta que a médica fizesse referente ao tema.

Quando esse processo terminasse, eu perguntaria: — Quem é ela? — Menearia com a cabeça na direção da pintura. — Muito bonita. — Após a resposta e mais algum tempo de processo mental, diria: — Eu odeio essa ilha, tem homens demais! — Exclamaria, sem contexto e sem explicação. — Você não tem vontade de ir embora? — Indagaria, séria, esperando pela resposta.


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Re: Bad Karma Sex Dez 02, 2022 10:08 am


A Doutora passava confiança em seu atendimento, diferente da enfermeira, arriscou acariciar a pequena cobra no pescoço da sua dona, ele gostava desses animais, julgados como traiçoeiros porque um maluco inventou que duas pessoas presas num jardim, foram enganados pela lingua de prata, idiotas, humanos são assim, querem aquilo que não podem, almejam o errado, é a natureza humano, escravizar, conquistar, punir, tudo isso para pedir perdão a noite e colocar a cabeça leve sobre o travesseiro de penas de ganso, morto, para seu conforto, não importa, todos possuem sangue nas mãos - Passou por algum estresse recente, Akane? - questionava, enquanto tentava tirar a atenção da menina da ponta da agulha que picava seu braço, retirando uma pequena quantidade do seu sangue carmesim.

Karmona nunca estudou em faculdade para se tornar médica, aprendeu nas ruas, cuidando dos ferimentos dos seus irmãos e primos, veio de uma família grande, era a mais velha de nove filhos, a única mulher, se virou como pode depois da morte do pai, sobreviveu sem precisar matar, mas se vendeu algumas vezes, ela tentava esquecer disso ajudando pessoas doentes naquele hospital, ali, era respeitada e bem cuidada, ninguém iria machucar a única mulher que cuidada dos ciganos e drogados, ela tinha encontrado seu lugar no mundo - É ele - corrigia, ao apontar para a figura - O Rei Amarelo ... eles cultuavam esse sujeito muitos anos atrás - continuava dizendo, já pronta para a segunda picada - Dizem que ele tinha o corpo de uma mulher, mas tinha aquilo entre as pernas ... como pode ver, também tinha cabeça de cervo - completava suas amostras, enchendo dois tubinhos do liquido avermelhado.

Não segurava o riso ao ver a pequena garota em sua frente, tão inocente do mundo, pobre coitada, foi beijada pelo azar, uma doença sem cura, provavelmente genética da mãe, como podem dizer em deus, se ele pune os inocentes e abençoa os bêbados - Não, eu já vaguei sem rumo por muito tempo, aqui, posso ajudar pessoas como você - dizia, acariciando o topo da cabeça da jovem menina - Vou levar isso por uns instantes - mostrava os tubos - Ver se consigo descobrir algo, peço que fique aqui por alguns minutos, sente fome ou sede? - questionava, antes de sair.

Agora, iria ficar sozinha, a dor era pouco, se estivesse com sede ou fome, poderia beber um copo com agua e pão seco, meio duro, feito ontem, mas saboroso, não há melhor tempero que barriga vazia. Podia sentir a brisa pesada de fora, adentrando por um buraco no teto, poderia até mesmo se achar louca, mas aquela pintura parecia estar lhe vigiando, seus olhos seguiam os da garota, em certo momento, pareciam piscar, seria ainda sintomas da doença ou fraqueza pela perda repentina de sangue? Bem, de todo modo, poderia descansar por cerca de uma hora, antes da doutora voltar.

Ela voltava com olhar cabisbaixo, segurava sua prancheta e se sentava ao lado de Akane - Tenho boas e más noticias -iniciava, com voz tenue e tentando ser acolhedora - Seu sangue é ralo, por isso, sente fraqueza e tontura, nunca vi algo parecido, não posso dizer se vai melhorar ou piorar, nem se existe uma cura, meus conhecimentos são poucos, não sou nenhum médico de Drum ... mas posso lhe dizer, existe risco de piorar com o tempo - ela pegava a folha e entregava - Tem um curandeiro, seu nome é Jebediah, um senhor de idade, ele viu coisas que eu não vi, viveu por muito tempo, não enxerga mais, mas sente o cheiro de tudo, ele vai lhe preparar algo para ajudar - entregava a folha, era um pequeno mapa que a levaria até a casa - Ele não aceita dinheiro, compre uma garrafa de pinga, um bolo de milho e algum doce, ele gosta de melado de cana, tem muito por aqui - Assim, ela ficava em pé - Infelizmente não posso fazer mais que isso, se piorar, volte aqui, tome cuidado, pequena guerreira - Deste modo, abria a porta do quarto e Akane estava livre para partir, agora, com um rumo estabelecido.

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Re: Bad Karma Sex Dez 02, 2022 9:22 pm


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Akane Nanami



Estresse? — Soltava um riso de escárnio. — Desde que cheguei nessa ilha dos infernos! — Reclamei, não me importando com a agulha ou com o sangue. Mas ao saber que a deusa não era, na verdade, uma deusa, amarguei minha expressão. Era querer demais escapar de todos os homens naquela ilha. A cada segundo eu acreditava mais e mais que isso seria possível apenas em Amazon Lily. Por isso que todas voltavam, mesmo as exiladas que preferiam viver confinadas na ilha do que soltas no mundo. Por isso que lá era nossa casa, nosso paraíso.

"Não", respondi meneando a cabeça. Havia comido e bebido há pouco tempo, a pequena Lienne também, estávamos satisfeitas. Foi isso o que eu pensei e, embora fosse verdade, a longuíssima espera me fez mudar de ideia. Após uns, o quê? Quarenta minutos? Cedi e bebi da água e comi do pão, dando um pouco para a pequena também. Voltei a me sentar, de frente para o deus Cornífero, desconfiada, alisando a minha pequena com uma mão e a minha clava com a outra. — Tá olhando o quê? — Indaguei uma vez, de queixo erguido. Devia estar ficando louca, mas ainda assim não desviei o olhar, desafiando-o.

Por fim a médica retornou e confirmou minhas suspeitas. Quis ficar triste, quis ficar com raiva, quis pegar aquela prancheta e jogar lá na casa do c… Mas me mantive firme. Eu lembrava da minha mãe com facilidade, embora ela tivesse partido para sua viagem final a muitos anos. Ela havia lutado contra aquela doença durante anos, de queixo erguido, como a Kuja e guerreira que ela era. E eu faria o mesmo! Sua lembrança me dava forças, uma força que nem mesmo a morte poderia roubar de mim.

Mas quando ela deu a solução… — Só tem esse homem aí? Não tem uma velha bêbada que faça o mesmo? — Indaguei, triste por já saber a resposta. Era incrível como as mulheres daquela ilha se sujeitavam aos homens, considerando-os melhores do que eram de fato. Revirei os olhos o máximo possível, ficando com duas bolas brancas no lugar. — Eu não só tenho que ir como ainda tenho que levar presente? — Meus olhos revirariam ainda mais se possível. Viraria dois slots de cassino, se não fosse biologicamente impossível. — Que saco. — Reclamei, por fim, saindo com passadas pesadas e com as bochechas cheias de ar.

Não agradeci ao sair, pois não estava com vontade de fazer isso, mas acenei em despedida para a médica e para a mulher de pele escura de antes, caso a visse pelo caminho. — E lá vamos nós… — Disse a pequena, que havia retornado ao seu lugar padrão ao redor do meu pescoço.

Procuraria por uma loja que vendesse os itens listados pela médica. Sem um pingo de paciência, daria um tapa no balcão e repetiria as palavras da mulher: — Uma garrafa de pinga, um bolo de milho e algum doce! — E, obviamente, completaria com: — Os da pior qualidade possível! — Pagaria com outra pancada no balcão, pegaria os itens e jogaria o pacote sobre os ombros, sacudindo-os na minha costa a cada passo.

Se conseguisse comprar os itens e encontrar aquele velho maldito, colocaria o pacote na sua frente com um baque e esperaria a pelo menos uns três metros de distância, sem falar nada, como se ele pudesse ler minha mente, me dar o que eu queria e me libertar daquele tormento.


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Re: Bad Karma Seg Dez 05, 2022 8:07 pm


Apesar de ser ajudada de forma gratuita, para Akane, não bastava, era possível ver uma aura pesada em seu entorno, cachorros, gatos e ratos saiam do seu caminho, alguns, se escondiam, pássaros voavam para longe, as passadas pesadas da pequena kuja marcaram o solo com suas pegadas. Sirarossa era um local húmido, chovia com frequência, por isso, a maior preocupação, fora os homicídios, tráfico de drogas e escravidão, era as enchentes, uma força da natureza, furiosa e imparavel, praticamente, Akane naquele instante.

A doutora lhe orientou antes de sair, havia loja não muito longe, cerca de sete quarteirões para baixo, o dono era um senhor de meia idade, tinha dentes amarelados e orelhas largas, não havia beleza em seu rosto, pelos apontavam abaixo das narinas, mas ele tinha as mercadorias necessárias.

Ele pegou uma garrafa de pinga, havia um rótulo com um número “15”, tinha exatos 900ml, o bolo de milho veio embalado na folha de bananeira, estava cheiroso, macio e ainda morno, era a primeira fornada do dia, quanto ao doce, havia melado de cana, por sorte, o que o tal curandeiro mais gostava, era também o mais vendido na região. Tudo saiu por 120 mil berries. Apesar da sua falta de carisma, foi tratada devidamente bem e recebeu um caloroso sorriso amarelo de despedida.

A casa de Jebediah era simples, feita de barro, telhado de palha, uma chaminé apontava no teto, por onde saia uma fumaça cinzenta, provavelmente, era o almoço. Havia dois cavalos parados na frente, Akane não foi atendida de primeira, ela esperou, sentada num tamborete desconfortável, conseguia ouvir passos em outros cômodos, algumas vozes, mas nada diferente.

Passou quase uma hora e meia, quando os dois viajantes saíram, a porta ficou aberta, ela podia ver a sombra de alguém na parede. Uma moça, de pele escura e cabelos brancos, curtos e olhos verdes claros apareceu - Ele pediu para entrar, estava te aguardando - disse, num tom amigável, enquanto gentilmente pegava o “pagamento”.

Era um quarto relativamente pequeno, foi a primeira vez que Akane colocou seus olhos em Jebediah. O homem estava sentando-se de costas para a porta, fumava um cachimbo de ervas, o sol entrava pela porta e lhe banhava com uma aura incrivelmente boa, havia uma poltronas ao lado da porta, ambos ficaram afastados por mais que três metros, em linhas paralelas - Desculpe a demora, mas seu cheiro me incomoda bastante - disse, ainda sem se virar, uma voz rouca, cansada, mas seu tom não era de zombaria, era quase uma afirmação.

A fumaça saia do seu cachimbo e fugia pela janela, ainda de costas ele continuou - Nunca tinha visto alguém como você, não posso te curar, filha de cobra - disse, colocando seu cachimbo na janela e finalmente mostrando seu rosto. Havia rugas abaixo dos olhos, estes, completamente brancos, vazios, mas ainda vivos, brilhavam em conhecimento, fungava constantemente, como se procurasse por um cheiro diferente - Você fede a doença, no sangue, estou certo? - perguntou, agora se aproximando da garota - Sem salvação, sangue estranho o seu, mas existe algo … - ele falava, enquanto abria a porta e fazia um sinal para a mulher.

Ele cochichou algo em seu ouvido, se virou e caminhou novamente para a janela, se Akane tivesse algo para falar, ele iria escutar, paciente, com as mãos cruzadas nas costas - Não tenho a cura, mas posso ajudar com as dores, minha filha falou que o bolo é de qualidade e o doce de melado é meu favorito - afirmava - Falei para fazer uma garrafada para você levar … tem que beber um gole por dia - ele levantava um dedo avisando - Mais que isso, vai ficar com sono, se não tomar, as dores vão voltar … anotei a receita nesse bilhete, para você fazer mais quando acabar - ele tirava do bolso o bilhete estendia a mão para a menina.

O bilhete não fora escrito quando Akane chegou e ele não recebeu o bilhete da filha, aquelas eram anotações de alguns dias no passado, como se ele esperasse por ela, deixou pronto, inclusive, a garrafa com o líquido avermelhado chegou - Nunca mais nós veremos, se cuide bem, filha de cobra - concluía, enquanto pegava um pedaço de bolo que sua filha lhe entregava, dando a garrafa com líquido para Akane.

A consulta tinha acabado, ela podia tentar fazer perguntas, mas o homem apenas se viraria para a janela e voltaria a fumar, ignorando todas elas. A garrafa que recebeu era de vidro, continha o líquido avermelhado, com raízes desconhecidas, o bilhete com a receita estava na sua mão, somente ela e mais ninguém sabia a receita. Podia experimentar de prontidão, sentindo o gosto azedo e ruim na ponta da língua, mas sua cabeça pararia de girar minutos após, seu corpo pararia de suar e sentia os joelhos firmes novamente.

Com isso, tinha um problema a menos para resolver, bastava cuidar da garrafa e da receita, que as dores não iriam lhe atormentar tanto, bem, pelo menos era o esperado.

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Re: Bad Karma Ter Dez 06, 2022 12:10 am


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Akane Nanami



A cada passo que dava a minha carranca piorava. Minha tutora com certeza já teria reclamado comigo, dizendo que isso faria aparecer rugas em minha testa ou algo do tipo, mas eu não estava nem aí. A principal culpada por eu estar naquela ilha de merda era ela, se eu tivesse rugas a culpa também seria dela. Ô mulherzinha chata! Ainda darei umas porradas na cabeça dela!

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Fui atendida por mais um homem, o que fez meu humor ficar tão azedo quanto o hálito dele. Paguei, peguei e parti o mais rápido possível. Cheguei na casa daquele tal Jabedia ou sei lá como se fala essa merda e a porta estava fechada. Por mais que eu tenha batido e escutado pessoas lá dentro, ninguém veio me atender. — Que abdurso! — Eu estava tão puta que falei errado sem sequer perceber. A pequena Lienne também bradou em protesto, sentindo minha frustração.

Ainda assim, o que mais eu poderia fazer? Sem tratamento, provavelmente sequer conseguiria retornar à Amazon Lily. Viver longe da minha ilha era um inferno e eu havia chegado nessa conclusão em meros dois dias. Mas morrer distante… só? Isso era inimaginável para mim. Sem opções, me sentei num tamborete velho e esperei, pegando minha pequena no colo e alisando sua pele lentamente. — Obrigado por vir comigo, não sei o que faria sem você. — Disse a pequena, com afeto.

Após alguns minutos, entediada, me aproximaria dos cavalos, acariciando-os um pouco e tentando domá-los. Ao sentir um aperto um pouco mais forte do que o costume no meu pescoço, daria um leve sorrisinho ao falar: — Calma, Lienne! Você é minha amiga, uma parte de mim, assim como eu sou uma parte sua. Eles são só cavalos, animais de estimação que não chegam aos seus pés. Quer dizer… — Ok, admito que usar "pés" não foi a melhor decisão que já tomei, mas… — Ah, você entendeu! — Daria dois leves tapinhas na cabeça dela e voltaria a minha atenção aos animais, tentando acalmá-los, se necessário.

Depois de muuuuuuuuuuuuuuuuito tempo uma mulher me atendeu. Fui estúpida o suficiente para ter a esperança por um segundo de que ela seria a Jocevia e que a médica de antes havia se enganado. Obviamente eu estava errada e aquela mulher era um mero capacho daquele maldito homem. Meu humor azedou novamente. Aquele dia estava sendo uma montanha-russa de emoções, e olhe que eu nem sei o que é isso!

O seu também me incomoda! — Respondi de imediato, com minha língua sempre afiada. Ao se virar, vi que ele era cego, como se ser homem já não fosse limitante o suficiente. Não consegui evitar curvar meu corpo para trás conforme ele se aproximava de mim, mas ao menos mantive os pés firmes. Esperei em silêncio, observando-o com desconfiança. Ao receber a garrafa e a receita, peguei ambas agradecendo aquilo ter terminado tão rápido, pois não aguentava mais dividir o mesmo teto com aquele mágico de araque. Até parece que acreditaria em algum dos seus truques! — Valeu. — Disse, embora olhando para a filha do velho. — É o que espero! — Respondi à sua despedida, ainda com a língua afiada e sem um pingo de paciência, me dirigindo para fora daquela casa.

Eu não confiava naquele homem nem aqui e nem na Grand Line! Ainda assim, eu acreditava na médica que acreditava nele — embora eu não soubesse ou entendesse o porquê —, então, rezando à medusa por sua proteção, daria um gole naquele líquido carmesim. Se fosse veneno, ao menos eu poderia voltar e quebrar aquele velho na porrada antes daquele treco fazer efeito.

O gosto era horrível e isso fez eu me sentir um pouco mais aliviada. Uma vez, Lucy havia me dito que remédios são horríveis, pois fazem bem; enquanto que venenos são as bebidas mais doces, para que você não sinta a morte ali dentro. E eu acreditava nela. Sentaria no banquinho, se necessário, e esperaria pela tontura passar.

Quando me sentisse melhor, daria um largo sorriso. — Ok, pronta para voltar para a ação. E você? — Indagaria a pequena, sentindo-me viva mais uma vez. Caso algum dos cavalos ainda estivesse lá, o soltaria e montaria rapidamente, curvando meu corpo para frente e instigando-o a correr como o vento. Não olharia para trás, mas teria cuidado redobrado para que a pequena não caísse. Caso tivesse opção, optaria por uma fêmea, claramente. Caso nenhum estivesse, iria andando mesmo, que outra opção teria? O destino era o porto e a minha presa, juntamente do navio que seria meu!


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Re: Bad Karma Ter Dez 06, 2022 11:06 pm


Quando saiu de lá, sua preocupação era de o conteúdo na garrafa era remédio ou veneno, arriscou e confiou no destino, não iria ter navegando tanto para morrer daquela forma. Talvez fosse um veneno de longo prazo, havia a possibilidade, mas o fato de ter melhorado de alguns sintomas, indicava ser de fato um remédio.

Infelizmente não tinha cavalos e cavaleiros lá fora, a dupla tinha tomado seu rumo ainda era o porto, somente iria demorar mais para chegar lá. O caminho era ruim, lamacento e mal cheiroso, teria Akane imaginado o mundo daquela forma? Até mesmo sua amiga procurava ficar próxima ao seu pescoço para não sentir o odor do esgoto que escorria pela calçada mal feita daquele bairro.

Ali, era a parte pobre da cidade, onde viviam os ciganos, ladrões, velhos e moribundos, todos tinham seu lugar, o único local mais movimentado era o porto, onde muitas pessoas passavam e seguiam seu rumo.

Contudo, antes de chegar no porto, alguns metros a frente, Akane conseguia ver uma mulher alta, bem alta pra falar a verdade, usava um vestido de flores rosas, cabelo amarelo forte e um chapéu branco, não conseguia ver nada além dessas características. Ela empurrava um carrinho de bebe, até mesmo era possível ver uma pequena mão segurando um chocalho ao lado do carrinho.

A dupla parou próximo a outra mulher, uma idosa, velha e encurvada, ela tinha uma pequena bolsa preta, com um fecho prateado. A mulher grande, ocupava a visão da mulher, apontando para longe, como se pedisse informação, de dentro do carrinho, a mão da criança largou rapidamente o chocalho e segurava um grampo de cabelo, de forma ligeira, torceu o fecho e abriu a bolsa, pegando dali a carteira e outros itens diversos, a idosa, não percebeu, eles se despediram e a dupla saiu com a carteira e outros itens.

Tudo aconteceu na frente de Akane, que podia seguir direto para o porto, ou procurar ajudar a mulher e repreender o assalto que ocorreu sobre seu nariz. O que faria a jovem, que agora se sentia disposta e sem nenhuma dor.

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Re: Bad Karma Qua Dez 07, 2022 7:14 pm


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Os cavalos já haviam partido com seus donos, triste. Desejar algo e não ter pode trazer má sorte, minha mãe sempre me disse, então dei um tapa na testa e joguei minha mão na direção dos céus, para espantar o azar. — Xô! — Disse em sincronia, imaginando uma nuvenzinha negra se afastando de mim irritada por eu saber seu ponto fraco. — Há, otária!! — Zombei da nuvem que existia apenas na minha imaginação.

A pé, segui para o porto com a pequena de carona no meu pescoço. Seus três quilos não me incomodavam, mas mesmo se pesasse 300Kg eu ainda não me importaria. Ela era como um amuleto, um pilar, uma amiga… Eu sequer poderia me considerar uma kuja sem a pequena estar comigo. Os sintomas haviam melhorado consideravelmente, eu me sentia bem novamente, animada, ousada, com um sorriso no rosto. Mas a vida… A vida é uma caixinha de surpresas…

Quando percebi, estava observando um trio e minha consciência estava num forte debate interno: Se fosse uma mulher roubando um velho, eu tacaria o foda-se e continuaria meu caminho; Se fosse um homem roubando uma velha, eu quebraria ele na porrada antes de continuar o meu caminho; Mas uma mulher roubando uma mulher… Nunca tinha estado naquela situação e meu senso moral estava mais perdido do que cego com labirintite em tiroteio.

Aquela ilha ia cada vez mais contra a minha lógica, contra tudo o que eu havia aprendido e vivido durante toda a minha vida em Amazon Lily. O que faria uma mulher roubar outra? Por que não roubar um velho no lugar? Ponderei, com um pezinho batendo no chão e uma mão no queixo, observando a cena com interesse. Mas foi então que algo pareceu estalar em minha mente e daí repeti: O que faria uma mulher roubar outra? Eu não conseguia ver o seu rosto, então e se não fosse uma mulher? Isso faria todo o sentido biológico e ainda resolveria o impasse em que minha mente havia se metido. Perfeição!

Já puxando a clava com a direita, me aproximaria com passos rápidos e seguraria o suposto homem pela gola do vestido. — Opa! Pera lá! — Puxaria com força com o intuito de sacudí-lo e derrubar seu chapéu, podendo observar bem o seu rosto e ainda mantendo o aperto. Também daria uma rápida olhada na criança ladra. Caso fosse uma mulher, afrouxaria um pouco o aperto, mas continuaria a encarando. — Não é legal roubar uma de nós! Se fosse um velho safado eu ficaria calada, mas uma senhorinha é sacanagem. Devolve o dinheiro aí! — Agora, se fosse realmente um homem…

Bad Karma Evil-laugh

Você está tão fodido… — Diria com um largo sorriso abrindo-se em minha face! Finalmente um homem que serviria de alguma coisa naquela maldita ilha! Sim, ele tinha uma utilidade, por incrível que pareça. Ele serviria para eu me livrar de todo o estresse adquirido nas últimas horas! Puxaria-o mais uma vez, agora com toda a minha força, jogando-o ao chão e, no mesmo movimento, já desceria com a clava mirando em seu rosto.

Caso a criança no carrinho fosse outro homem, talvez um pequeno para contrastar com o grandão, eu também desceria a clava em sua direção, sem pena ou dó. Caso fosse de fato uma criança, eu teria uma pontada de pena e apenas apontaria a clava em sua direção. — Se você tentar fugir, eu lhe quebro e dou para minha cobra comer! — Ameaçaria, com a pequena mostrando seus pequenas presas em sincronia.

Voltaria então a minha atenção para o homem ao chão, mas falaria alto para que a senhora me ouvisse, mesmo se já tivesse se afastado um pouco. — Ô, senhora! Esse canalha pegou algumas coisas da sua bolsa! Mas se preocupa não que já já ele devolve!


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Re: Bad Karma Sab Dez 10, 2022 12:23 am


O dia de Akane se encaminhava para ser ruim, monótono e esquecível, mas o destino costuma pregar peças, o acaso, chame como quiser, colocou duas figuras estranhas à sua frente. havia estranheza na situação, a kuja não entendia, como mulheres roubavam mulheres? Que tipo de mundo é esse que a gente vive? A juventude lhe dava força para agir, mas com o tempo, essa pergunta não seria feita mais, ele ainda iria aprender muito.

Quando sua mão girou a “velha”, viu seu rosto. Era um queixo duplo, estranho e pontudo, usava óculos escuros escondendo os olhos, mas havia um bigode nascendo abaixo do nariz, a pessoa também empurrou a menina - Sai, pirralha - disse, puxando seu vestido de volta para si, mas era tarde demais, Akane não era estúpida, podia ser ingênua, mas ela conhecia um rosto masculino quando via um.

Rapidamente seu semblante se contorceu em raiva, mas um sorriso diabólico surgiu estranhamente, suas mãos agarraram o homem e o jogou ao chão, arrancando seu óculos e mostrando de uma vez sua feição masculina. Era possível ver a confusão em seu rosto, chocado por ter sido desmascarado, seus olhos arregalados se fechou somente quando a clava de Akane quebrou seu nariz, fazendo-o gritar de dor.

O barulho chamou atenção é um grupinho de curiosos parou para ver. A caçadora desejava sangue, quando puxou o teto do carrinho para trás, viu uma figura estranha, vestida de macacão amarelo, era pequeno, mas grande para uma criança, tinha cabelo loiro e em vez de uma chupeta, tinha um cigarro brando em seus lábios. Não houve vacilo, a clava jambrou o carrinho de criança, jogando-o ao chão.

Foi um strike, a dupla estava no chão, mas antes de Akane avisar a senhora sobre ela ter sido roubada, ouviu em alto e bom som - ELA BATEU EM UMA CRIANÇA! É ELA, ELE TEM PELE DE COBRA! - Ao atacar, ficou visível uma parte das suas escamas em seu pescoço. Algumas pessoas correram, não sem antes amaldiçoar Akane e sua pequena cobrinha.

A dupla ficava em pé, a “criança” tragou o cigarro e jogou a bituca no chão - Sabe que você se ferrou né, somos subordinados do Baby Jack, quer mesmo enfrentar nosso grupo, sua pestinha? - completou, enquanto apontava para seu companheiro. O homem estava sangrando, visivelmente irritado, o pequeno apontava para a cintura do seu parceiro, onde uma arma balançava.

Cabia a Akane decidir, ela poderia enfrentar a dupla, mas havia gritos dela bater em uma criança, conseguiria explicar isso caso a Marinha chegasse? Fugir, talvez? Bem, seja qual for sua escolha, haveria escolhas importantes a tomar.

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Re: Bad Karma Sab Dez 10, 2022 11:40 am


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Estava certa, como sempre, e desci o sarrafo nos dois safados. Alguns civis gritaram besteiras, mas sequer me importei, gritem o que quiserem. Minhas escamas eram meu orgulho e sempre seriam.

De acordo com "a criança", eles eram subordinados de um tal de Baby Jack e, por algum motivo, isso me soou familiar. — Quem? — Indagaria, de sobrancelha levantada e clava apoiada no ombro, esperando que eles repetissem. Trocando a clava de mãos e a apoiando no chão, começaria a vasculhar meus bolsos com a destra. — Pera, só um momento.

Procuraria pelo cartaz que havia pego naquela manhã, puxando-o e lendo o nome do procurado. — Baby Jack, você disse? — Meu sorriso se tornaria ainda mais largo. — Shishishi! — Parece que a minha sorte finalmente estava mudando. — Shishishi! — Riria novamente, desta vez cobrindo parte da boca com a ponta dos dedos e olhando para Lienne, que riria também do seu jeito reptiliano.

Ah não, que medo! — Fingiria, sem a menor habilidade e ainda com um sorriso no rosto. — Façam qualquer coisa, só não me levem até ele! — Se aqueles dois fossem dois tapados e realmente quisessem me levar até ele, deixaria. Até mesmo entregaria minha clava se pedissem, porque não? Apenas não a deixaria para trás. Caso contrário, voltaria a bater neles, atingindo a perna de cada um uma vez e depois focando no resto do corpo, dando chance de eles fugirem para que eu pudesse segui-los de perto, brandindo minha clava no ar para assustá-los.


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Re: Bad Karma Seg Dez 12, 2022 9:26 am


Akane era carregada pelo homem maior, eles haviam concordado facilmente em leva-la, afinal, estavam batendo carteira para conseguir uma grana, imagina como o capitão iria ficar satisfeito com uma garota que poderia ser vendida no mercado negro? A sorte finalmente parecia sorrir para a kuja e sua cobra. O menor, caminhava ao lado, segurando a clava, praticamente arrastando-a pelas ruas lamacentas de Sirarrosa, alguns olhares estranhos cruzaram com os deles, mas ninguém se atrevia a questionar, naquela cidade havia somente dois problemas: os seus e os que não eram seus.

Enquanto levavam a caçadora, os homens não deixavam de conversar, o menor falava mais - Não sei, o Capitão está ancorado aqui já faz alguns dias ... devíamos ir logo para a Grand Line, mas ele insiste - ele mudava a feição e a voz para imitar o sujeito - "Eu preciso de algo nessa ilha, está aqui, meus contatos são certos" - agora ele voltava ao normal - Malditos contatos, pelo menos tem mais mulheres aqui, com o dinheiro que vamos ganhar vendendo essa aqui, vamos ir direto para a casa de banho do Dragão verde, tem uma mulher com dois melões enormes lá HEHEHE - o homem se imaginava no local, ficando até mesmo corado.

Caminharam por não mais que trinta minutos, até chegarem em uma casa antiga, com madeira velha e surrada pelo tempo, havia dois homens na frente, o grupo se encontrou e eles trocaram algumas palavras, cumprimentos e os captores explicavam a situação para eles, todos riram e levaram a garota para dentro.

A situação não era ruim, era um lugar largo e aberto, não havia paredes separando, então da entrada podia ver todo o ambiente. Havia cerca de doze a quinze pessoas ali dentro, onde pelo menos metade, tinha algo em comum, eram pequenos, cerca de um metro, máximo um metro e vinte, com feições infantis, mas claramente eram marmanjos, fumavam e bebiam, nenhum deu muita bola para a dupla que chegou, estavam jogando cartas e apostando em partidas de dados, ali estava, a tripulação do Capitão "Baby" Jack.

Akane foi levada para o piso superior, não era o segundo andar, se tratava de um sótão, foi jogada lá dentro sem sua clava - Fique ai, pirralha - disse o maior - Jack chegara em breve e irá vim ver seu produto KAKAKA - a porta era fechada com os risos dos homens ecoando pelo local. O sótão era escuro, havia apenas uma janela triangular que a luz do sol entrava, a caçadora podia notar que se tratava de um deposito de "tranquera", cadeiras quebradas, sofás rasgados, colchões fedorento e no canto, duas pessoas estavam sentadas, encolhidas, um garoto e uma garota, ambos eram parecidos, cabelos escuro e olhos claros, eram bonitos, acima da beleza comum, eles olhavam desconfiados para a ruiva, que rapidamente notava que eram crianças, crianças comuns, com cerca de quatorze anos, era notório o medo em seus olhos.

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Re: Bad Karma Seg Dez 12, 2022 9:59 pm


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Quão idiotas poderiam ser aqueles homens? Para a minha sorte, mais do que o suficiente. Me levaram para o esconderijo deles e fiquei quase todo o caminho sorrindo, animada. Finalmente teria um navio para poder sair daquela péssima ilha. Só que quando paramos, não estávamos no porto.

Confusa, indaguei: — Ué, cadê o navio? — Eles pareciam mais ocupados em conversar entre si do que me responder, e eu acabei entrando ainda indecisa sobre como agir. Não era exatamente isso que eu tinha aceitado. Devia ter uns vinte piratas ali, já contando com os dois ladrões, os dois na entrada e o tal do Baby Jack, que não parecia estar ali. — E o navio? — Indaguei novamente ao ser jogada no sótão do lugar. — Canalhas! — Gritei contra a porta fechada, dando uma pancada nela.

Bem, se o chefe viria até mim, então daria certo de qualquer forma. E já que eu tinha algum tempo livre, achar uma substituta para a minha clava até que eu pudesse recuperá-la seria uma boa. Me virei e esperei até que minha visão de habituasse ao ambiente. Vi algumas cadeiras, o que poderia vir a ser útil, mas o que mais despertou minha atenção foram as duas crianças no canto. Por um momento pensei ser mais dois daqueles cafajestes, mas tinha uma garota no meio, o que me fez hesitar por um momento e observá-los melhor.

Yo. — Diria, com um leve aceno, olhando principalmente para o rosto da garota. — Também procurando um navio? — Achava improvável ser o caso, mas na falta de algo melhor a dizer, seria a minha pergunta. Sem esperar por resposta, começaria a revirar o monte de lixo que havia naquela sala. — Você por acaso viu alguma serra? Serrote? Formão? — Novamente, falaria com a garota, mas olharia caso o garoto indicasse algum lugar. Crianças, mesmo sendo homens, pareciam não ser tão imbecis e conseguiam ter uma pitada da minha paciência, embora ainda preferisse evitá-los, quando possível.

Após a minha busca inicial, eu colocaria em ação um dos seguintes planos: A) Encontrando madeira e o material necessário, eu esculpiria rapidamente uma clava de madeira usando os meus conhecimentos de carpintaria, além de toda a minha criatividade. Se conseguisse achar algum pedaço de madeira com pontas e nódulos para fazer algo mais agressivo, faria. Caso não, faria algo mais simples mesmo. B) Não encontrando nenhum material, tentaria buscar pelo pedaço de madeira que mais se assemelhasse a uma clava, fosse a perna de uma mesa ou uma das tábuas de sustentação do sofá. O importante mesmo era me armar.

E vocês, vão ficar aí sem fazer nada? — Indagaria, ainda curiosa sobre o motivo daqueles dois estarem ali. Seguindo até a porta, tentaria a abrir, pois aqueles dois estúpidos eram tão burros que era bem provável de terem a deixado aberta. Abrindo-a, sairia do sótão e faria o caminho de volta, buscando por minha clava e pele chefe dos piratas. — Bem, adeus. — Diria aos pequenos.

Caso a porta estivesse trancada, mais uma vez usaria meus conhecimentos de carpinteira, desta vez buscando desmontar a parte da tranca e/ou dos suportes, retirando a porta do seu umbral. Obtendo sucesso, partiria como antes.

Por fim, caso eu escutasse algum dos larápios se aproximando da porta, eu abriria um largo sorriso e me afastaria alguns passos dela, levando um dedo ao lábio, indicando a garota para ficar calada. — Pronta para atacar? — Perguntaria a pequena, num sussurro animado. Assim que a porta fosse aberta, eu correria em sua direção, dando um grito de guerra e descendo a clava improvisada sobre todos os energúmenos que ousassem se pôr em meu caminho. — Tá na hora do pau!



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Re: Bad Karma Qua Dez 14, 2022 11:03 am


A empolgação de Akane não contagiava a dupla no canto, pelo contrario, se encolheram ainda mais, deram as mãos e o garoto colocou seu corpo a frente do da menina, pelas feições parecidas, eram visivelmente irmãos ou pelo menos parentes. O garoto não desviava o olhar da ruiva, como se esperasse alguma ação dela, quando ela arrancou o pé de um dos sofás, ele ameaçou se levantar para se defender, mas notou que a intenção da estranha não era causar mal a eles, pelo contrario, ela parecia querer fugir.

Não havia nada afiado que pudesse ajudar a confeccionar alguma coisa, então, como faziam os homens no passado, ela tinha uma clava que mais se assemelhava a um porrete, a madeira não era tão boa e não aguentaria muitos golpes ou um golpe com tanta força, mas era melhor que lutar de mãos vazias.

A menina, uma carpinteira, notou que a porta também era velha e havia vários locais que um simples empurrão iria abrir um buraco, bastava "descascar" o restante para fugir, mas por sorte (ou azar) dela, passos eram ouvidos pela escada. Quando abriram a porta, ouviram apenas um grito e sentiram a pancada na cabeça.

Eram a mesma dupla, o grande e o pequeno. Akane atacou o menor primeiro, que caiu de cara no chão, com um galo enorme na cabeça. O grande, mais forte e mais resistente, recebeu um golpe no joelho, deu um passo para trás e com as costas da mão, acertou um tapa no rosto da menina, não foi efetivo, mas a ideia não era machucar, um tapa no rosto é algo humilhante - Socorro, a escrava está fugindo - berrou para os homens na sala, aos quais, Akane sabia ser numerosos.

O grande ainda estava em pé, a kuja tinha a porta em suas costas e estava no terreno alto da escada, o seu inimigo, estava quase no sopé da escada, apoiava o corpo no joelho inteiro e rangia os dentes de raiva, enquanto erguia seus punhos em desafio - Eu vou te ensinar uma lição - A carpinteira podia ouvir movimentação no espaço aberto, então, cabia ela a decidir, teria vigor para enfrentar aquela quantidade de inimigos? Ou iria se entregar em busca de misericórdia?

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