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Aventura dois: trabalhando até desmaiar.

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Aventura dois: trabalhando até desmaiar.


Aika Kin [Marinheira]

não possui narrador definido.
Aberta

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Marinheiro
Aika tentou despertar aquele dia duas horas antes do horário de serviço, talvez isso não fosse tão difícil visto que ela foi dormir cedo na noite anterior. Se assim ela conseguisse Aika iria para o pátio exterior para praticar antes do expediente.
A chifruda então iria começar a fazer um pouco de box sombra, não era nem um efeito especial, ela apenas imaginaria um lutador em sua frente e começaria a golpear de diversas maneiras e esquivando de socos e chutes imaginários, o fogo do seu Kami no Tekken em seus membros.
Se ela pudesse ter esse momento para treinar seria visível que a mesma estava ficando mais rápida do que quando entrou na marinha e se um especialista visse poderia listar uma grande variedade de estilos de golpe que ela estava tentando incorporar a seus movimentos, embora seja questionável se ela devesse treinar um pouco de cada um ao invés de se concentrar em um.
Esquiva abaixada, jeby, passo pro lado, Uraken (soco com as juntas dos dedos indicador e médio), passo para trás, erguer o punho acima do ombro, passo para frente para dar um Tetsui (soco em martelo), esquiva rolando para frente parando meio agachado e pulando para frente para executar um Koken (um golpe com a mão arqueada batendo basicamente com o pulso), para, recupera a postura, esquiva girando para o lado para encaixar um Heiken (um soco onde se golpeia com os dedos e palma da mão) e seguindo com um Kumade (pata de urso).
Ela então ficaria parada tentando executar a base Yee Jee Kim Yeung Mah e então começou a golpear o ar fazendo o meio termo entre punho cerrado e de dedos estirados, enquanto ao mesmo tempo usava o braço que não estava golpeando como se estivesse bloqueando socos ou chutes que vinham: Ippon-ken, Nakadaka-ken, Nihon-ken, Hiraken, Oyayubi-ken.
Por fim ela avançaria executando os golpes com as pontas dos dedos: Keiko, Nukite, Torade, Koko. Nesse ponto sua mente não conseguiria mais manter o foco o bastante para executar o resto dos golpes que ela já tinha visto, o que queria dizer que ela teria que treinar os golpes de mão aberta, cotovelo, antebraço, chutes, joelhadas e agarramentos, só essa lista seriam mais 20 golpes para praticar, isso sem falar que ela não estava exatamente conseguindo incorporar tudo em seu estilo de luta, sua execução dos golpes era meio lenta por ela não ter memoria muscular ainda.
-Ainda não está bom, está lento e robótico, duvido que vou conseguir usar isso.
Se Aika conseguisse realizar seu treino ela iria tomar um banho rápido, pegaria sua soqueira gasta dada pela marinha e se dirigir ao café da manhã, onde compensaria o esforço, se ela não conseguisse ela apenas iria se lavar minimamente para não feder, pegaria a soqueira e iria para o café da manhã. Lá no refeitório ela iria procurar o Cabo Cyan e/ou o Sagento Wollf e iria se sentar junto a eles.
-Bom dia, tudo bom galera? E ai? Dormiram bem? –Ela faria uma pausa para que eles respondessem. -Desculpa, pedir isso logo de manhã e de maneira tão seca, mas será que vocês poderiam me designar para algumas horas extras essa semana? Tipo muitas horas extras? Por favorzinho?

Aika tinha tido uma crise existencial e sentido umas bandeiras vermelhas com relação a seus chefes na noite anterior, mas a mesma decidiu que poderia estar errada, talvez aqueles bandidos tivessem dado sinais que continuariam lutando mesmo vendo outros morrerem, talvez ela apenas não tenha ouvido eles mandando os criminosos se renderem por causa de toda a confusão, ou talvez ela estivesse se enganando, mas Aika não queria acreditar que seus dois chefes e o mais próximo de amigos que ela já havia tido poderiam ser o tipo de pessoa que massacraria pessoas, mesmo criminosos, então ela agiu como se nada estivesse errado.

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Diego Kaminari
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Diego Kaminari
Estagiário


Aventura Dois: Trabalhando até Desmaiar. - 01

O dia havia começado com um frio, que espalhado pela humidade do orvalho, se espalhava como um véu gelado sob um cobertor quente. Poderia ser difícil sair da cama, no entanto, este não era um problema para Aika que acordou cerca de duas horas mais cedo, é o que dizem treinem enquanto os outros dormem e você dará ordens enquanto os outros obedecem. A garota não teve problemas em seu treino e realizou tudo como planejou, atraiu olhares curiosos e até mesmo admirados pela disciplina que a marinha tinha em seus movimentos, apesar de que para ela, estava tudo bem longe da perfeição tão almejada.


Um banho relaxante após um treino é revigorante, as dores podem até ficar, mas o bem-estar compensa, e foi com essa sensação que a marinheira de cabelos roxos rumou para o refeitório. Uma vez no mesmo não tardou de encontrar seus até então companheiros, o que acontecera recentemente ainda incomodou garota, todavia ela fazia como se nada houvesse acontecido e como uma luva que coube perfeitamente, os homens faziam o mesmo. A dúvida permaneceria do ar, afinal, em uma ilha tão corrupta onde nada é o que realmente aparenta, porque diferiria para os marinheiros que ali residem?


- Bom dia, Aika. – Disse o cabo Cyan sorrindo como se tivesse algo para contar, o mesmo poderia ser dito por seu outro acompanhante, entre tudo, ele não possuía uma feição tão alegre.


- Gostaria de te ajudar, Aika. Mas por enquanto você não é mais problema meu... Você foi solicitada. – Disse ele sem tirar os olhos da comida que diante dele exalava um cheiro característico de café da manhã, mas logo seus olhos encontram com os da marinheira. – Hoje uma tenente chegou na ilha para realizar uma investigação, se apresente a Tenente Balalaika o mais rápido possível. – Estaria ele ressentido de ter perdido temporariamente sua subordinada, ou, na verdade, ele estava rancoroso por não ter sido ele o solicitado? Wolf não tardou para passar o local que a mulher estaria e assim continuaram sua refeição.


Se a garoto fosse atender sua solicitante ela seria indicada para uma sala em um andar elevado que pela localização teria uma boa vista do porto, a porta estava entreaberta e era possível enxergar uma silhueta imponente a frente da luz do sol que adentrava o cômodo pela janela. Fumaça poderia ser vista saindo do cigarro que a mulher firmava em seus dedos e sua mente parecia viajar pela cidade enquanto seu corpo pacientemente esperava a mesma achar uma conclusão de algum mistério mirabolante, aparentemente a tenente era um poço de mistério tão profundo como os casos que a mesma investiga, entretanto, ela parecia ser forte... O suficiente para você não querer ter o desgosto dela sobre a pele.


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- Entre! – Disse a mulher em tom de ordem. – Você é a soldado Aika Kin? – Agora a mulher se virou revelando mais de sua aparência, certamente ela possuía uma beleza ímpar. Seu rosto e corpo mostravam que apesar da idade ela era madura e experiente em seu serviço. Cicatrizes de queimadura percorriam sua pele branca como se contassem uma história, vestia um vestido social vermelho e sobre o mesmo, seu sobretudo da marinha com os dizeres justiça escrito na parte de trás. – Primeiramente, não vou responder sobre o porquê te chamei aqui, se eu convoquei, tenho meus motivos. Entendido? – Disse a mulher após soltar um pouco de fumaça de seu fumo. – Em segundo lugar, você tem experiência em investigação? Houve um assassinato e pela minha experiência... Irá haver mais! Um advogado foi encontrado morto e as circunstâncias de sua morte foram bem... “Diferentes”, você me acompanhará até a cena do crime e será minha assistente nesse caso, alguma dúvida?

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Última edição por Diego Kaminari em Seg Ago 15, 2022 2:19 pm, editado 1 vez(es)

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Marinheiro
A marinheira de cabelos roxos ficou um pouco desconfiada do que Cyan tinha em mente e realmente ia perguntar o que ele estava tramando quando Wolf lhe falou sobre a nova tenente.
-O sargento está com rancor ou com ciúmes? Ah, eu deus uma tenente é 3 cargos acima do meu, ela é uma oficial, literalmente está acima dos soldados de campo, é onde começa a separação entre os marinheiros normais e os superiores.
-Tenente Balalaika? Uma oficial me requisitou? Ou eu fiz algo muito bem ou eu fiz alguma besteira muito grande. Eu que não vou deixar ela esperando. Obrigada por me informar.
Aika comeu seu café da manhã o mais rápido que podia e pegou as orientações com o sargento para se dirigir rapidamente para a sala marcada. A garota chifruda parou um pouco antes da porta e fez uma pausa rápida para respirar fundo e ajeitar o uniforme, momento esse que ela notou a figura imponente olhando pela janela.
Aika bateu na porta e quando foi autorizada a entrar o fez e já entrou em posição de sentido.
-Sim senhora, sou a Soldado Aika Kin pronta ao dever!
Ver o corpo da sua superior com toda a sua força e as cicatrizes fez a roxinha lutar para não se encolher e manter a boa postura.
-Essa mulher é forte, imponente e experiente, as cicatrizes são feias, mas adicionam ao ar intimidante dela. Tirando pelas cicatrizes eu sinto um pouco de inveja dela agora. – Aika se sentiu um pouco tímida diante dessa oficial.
Aika ficou em silêncio escutou tudo que ela falou com o máximo de atenção, ela até gostaria de perguntar o por que dela ter sido escolhida, mas como foi dito para ela não perguntar ela passou para a próxima questão.
-Senhora, não tenho experiência em investigação, mas estou mais do que disposta a aprender, por favor me ensine.- disse Aika abaixando a cabeça em uma revência respeitosa ficando assim por uma contagem de 5 segundos antes de continuar. -Eu só tenho duas perguntas senhora: O que a senhora quis dizer com ``diferentes``? E o que a senhora gostaria que eu fizesse primeiro? Darei meu melhor para cumpri suas ordens.
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Diego Kaminari
Estagiário


Aventura Dois: Trabalhando até Desmaiar. - 02

- O que quero dizer com diferentes? – Respondeu a tenente enquanto abria um arquivo e rapidamente retirava do mesmo algumas fotos bastantes perturbadoras. Nas mesmas havia a imagem do que seria um cadáver amarrado a parede e completamente nu, de sua boca saia uma quantidade absurda de sangue na qual guiava a visão do espectador para um colar que ostentava em seu pescoço, mas que parecia ter um pedaço de carne amarrado. – Este homem teve sua língua cortada e pendurada em seu pescoço, o corte foi bom o suficiente para que a perda de sangue fosse reduzida, em seu sangue foram encontrados anticoagulantes e um excesso de adrenalina. – Ela então traga seu cigarro e solta a fumaça em direção a janela. – Após horas de agonia e dor, incapaz de até mesmo perder a consciência, ele morreu. – Ela então volta para sua mesa. - Esta carta foi encontrada junto ao corpo. – Após falar joga na mesa para a menina poder ver.


Carta do Assassino escreveu:Hoje não fala, não mais uma língua mentirosa
Que de um mundo inconsciente, temores sentenciou
Um mundo de Yureis, Yokais, ou o que mais.
Amanhecendo com dor e sangue dos que não merecem pagar.
Agora ei de livrar os inocentes, tais quais clamarão minha justiça
Abraçarão seu novo mundo, enquanto vivenciam seu próprio karma
Ao anoitecer, gritarão pela vinda do onipotente.

1, 12, 6, 6, 8, 2,            6, 5, 8, 2, 5


- Aika, fui enviada, pois este assassinato pode estar envolvido com algo muito maior. No entanto, não posso dar todos os detalhes para você até se provar uma ferramenta confiável. – Disse ela olhando diretamente nos olhos da soldado, no entanto, apesar de sua voz firme, ela não estava sendo ofensiva. Independente de quaisquer que forem os motivos que a menina fora escolhida, eles continuariam sendo um mistério, ao menos até que a menina provasse seu valor... Todavia a pergunta grudava a mente como uma música de baixa qualidade, porque ela?


- Suas ordens é que encontre o procurador da cidade, Hiyama Takao, na cena do crime. Investigue tudo que achar por lá, fotos, documentos... Tente achar uma lógica nisso tudo. – disse a mulher preparando-se para dispensar a menina. – A propósito, espero que não tenha nojo de sangue... Algo me diz que o assassino não vai parar por ai e na próxima quem investigara o corpo, será você. Se não tiver mais dúvidas, pode se retirar.


Ordem dada e ordem cumprida, se a menina fosse para o endereço a ela passado e que contava nos documentos do caso que Balalaika deu para a mesma, ela encontraria um homem alto, vestia um terno fino e parecia que passou a maior parte de sua vida olhando para livros, e sua cara de desgosto, mostrava que o mesmo gostaria de continuar olhando para os mesmos e não esperava que seu trabalho o obrigaria a checar cenas de crimes ensanguentadas. Seus cabelos eram claros igualmente seus olhos. O clima ali era de almoço e muitos curiosos saiam de seus serviços para tentar entender o que acontecera naquele escritório tão conhecido da cidade, os marinheiros ali mantinham os civis longe, entre tudo olhavam para ela certo desdém, um detalhe que no contexto da situação, era totalmente irrisório.


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A chegar no local, a jovem de cabelos roxos pode ver que o tal homem guardava um documento em seu terno, algo normal até então, mas quando viu a mesma seu nervosismo se mostrou e ele fez questão de fazer parecer que nada estava por debaixo de suas vestes. - Você é a soldado que a tenente mandou? – Perguntou o homem com uma voz apática, mas tentando forçar uma simpatia. – Creio que você já deve saber, mas a vítima se chamava Hanzai Bengoshi, era um advogado conhecido na ilha, julgo a dizer que até mesmo fora dela. A tenente pediu para que nada fosse mexido até sua chegada, então lá dentro está uma bela bagunça e com um cheiro não muito agradável.


De onde estavam dava para ver pela porta aberta a grande sala que compunha um dos grandes apartamentos que, naquele caso, estava sendo usado de maneira comercial como um escritório. No mesmo havia uma mesa velha de madeira maciça, estantes de livros estavam expostas na parede, mas quase nenhum deles estava organizado como deveria, o que mostrava sinais de luta. A parede direita não havia tais móveis, apenas os buracos onde foram cravadas as estacas que prendiam o corpo e a frente da tal parede, a macha de sangue seco que se espalhou pelo carpete claro.

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Marinheiro
Vendo a foto e ouvindo as pistas passadas pela tenente Aika ficou um pouco chocada com a brutalidade e crueldade e depois ficou confusa com a carta estranha, principalmente os números dela, pareciam números de loteria para a jovem marinheira, poderiam ser latitude e longitude, um código, ou qualquer coisa, ela precisava de mais referências para entender essa parte, principalmente por que ela nunca mexeu com mapas e nem com códigos antes, ela ouviu todas as suas ordens e acenou afirmativamente, mas não partiu imediatamente.
-Bem, eu não sou experiente em investigação, mas vou fazer as suposições mais obvias que posso tecer com um pouco de logica, gostaria de sua opinião dessas observações e sua permissão para depois de investigar a cena do crime investigar essas ideias, me desculpa se eu começar a tagarelar. Esse cara pelo jeito é um tipo justiceiros, ou seja, tem haver com a crença de algum maluco que precisa sair matando gente para fazer justiça, que não precisa seguir o devido procedimento, provavelmente vai dizer que existem pessoas de bem e pessoas que merecem morrer, que o sistema esta podre ou algo assim, algum defensor de uma justiça linha dura absoluta e outros abusos de poder em nome de algum ideal deturbado de um mundo mais seguro e livre de corrupção, a carta indica a crença de que esse advogado fez algo que não devia, talvez o assassino credite que a vítima era corrupta, fez algo antiético em um caso ou o simples ato de ser um advogado possa ser a motivação do crime. Esse tipo de pensamento sempre me deixou com nojo. Com sua permissão vou consultar as clinicas e hospitais psiquiátricos para buscar pacientes que se encaixam nesse tipo de insanidade, bem como procurar e investigar por possíveis grupos que defendam essa ideia de justiça na ilha, embora eu não consiga me recordar de nem um pessoalmente. Quero dizer, apesar de para mim parecer um sinal de doença mental nem sempre é reconhecendo como tal e nem todos os casos de doença mental são tratados, mas pode ser uma pista. Além disso o suspeito tem algum nível de treinamento medico, pode ou não trabalhar com isso, seria bom eu conseguir algum tipo de lista dos médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde conhecidos, embora essa pista também não seja de grande qualidade já que muitas pessoas têm treinamento e conhecimento medico básico e talvez até mediano de maneira informal. Também gostaria de verifica os compradores de adrenalina na ilha e seus estoques, adrenalina não é algo que se consegue em uma farmácia, então já ajuda a diminuir a lista, embora isso possa ser contrabandeado, então pode ser que não leve ao que busco. Por fim como eu disse o assassino pode ter escolhido a vítima pelo trabalho dela, então vou precisar revisar os casos que a vítima trabalhou. Talvez essas trilhas não levem a nada, mas seriam bons lugares para procurar por suspeitos. Então tenho sua permissão para recolher essas informações depois de analisar a cena do crime tenente Balalaika?

Se Balalaika lhe permitisse perseguir essas outras pistas que ela tinha em mente seu primeiro passo seria procurar Cyan, o seu superior mais amigável talvez adicionasse alguma luz aos pontos que ela não conhecia por sua própria inexperiência, ela começaria vendo se conseguiria pegar ele ainda no refeitório ou se poderia encontra-lo na sala onde Wolf fez reunião no dia anterior. A soldado iria pedir gentilmente para poder falar com Cyan e se ele tivesse um minuto iria lhe fazer algumas perguntas em particular.
-Cyan, você pode me ajudar com uma par de coisas? É para uma investigação, mas não é para contar para ninguém, não vou te passa nada grave, mas não é bom eu falar demais também. Eu tenho uma sequência de 6 número separados por virgulas e depois um espaço e outra sequência de números separados por virgulas, isso lhe parece algum familiar? A segunda coisa que eu gostaria de perguntar é: Você algum grupo pela cidade que curte coisas ideias como ``bandido bom é bandido morto`` e tal?

Se Balalaika não permitisse essa investigação ou a roxinha não encontrasse Cyan Aika seguiria direto para a cena do crime, assim como seguiria para a cena do crime depois de receber as repostas de Cyan, se Cyan não sabia ela poderia tentar perguntar a Wolf, mas não era tão fácil falar com o sargento quanto era falar com o cabo.
Ao chegar a cena de crime o homem com comportamento desgostoso e de terno, Aika não se importava com o desdém dos seus colegas, já que ela era apenas uma soldada e com apenas uma semana de trabalho, mas ela não pode deixar de notar a forma como o homem se comportou. Ela logo fez uma saudação militar rápida ao chegar ao homem.
-Sim, eu sou a soldado Aika Kin, sou a assistente da tenente Balalaika para esse caso, se não se importa que eu pergunte, mas quem é você? E mais importante que documento é esse que você está enfiando na sua roupa? Eu não gosto de ser rude logo quando conheço alguém, mas o que você está fazendo chama muito a atenção.
Aika estendeu a mão indicando claramente que queria ver o documento e permaneceria diante dele em silencio esperando que o mesmo a entregasse o mesmo para ela examinar não importa o que ele falasse, parecia obvio que a mesma precisava descobrir do que se tratava aquilo primeiro. Se isso se resolvesse rápido ela poderia seguir para a investigação, embora se não ela poderia ter que deixar isso para depois de resolver isso.
Se Aika pudesse fazer a investigação ela começaria com o que poderia ver da porta tentaria investigar primeiro a estante de livro vendo a temática geral, e lendo os títulos que os livros nas posições 1, 12, 6, 6, 8, 2, 6, 5, 8, 2, 5 tanto na contando em linhas quanto em colunas para ver se havia algum padrão, também examinando se esses livros tinham algum papel dentro deles ou algo atrás deles na estante.
Ela exploraria a mesa de madeira tanto na parte de cima quanto em possíveis gavetas afim de encontrar quaisquer arquivos dos casos e outras possíveis pistas.
Aika tentaria mover o tapete em busca de algo embaixo do mesmo.
E então ela pararia para analisar outras possíveis partes do apartamento que poderiam ter pistas, seja nessa sala ou em outra.

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Aventura Dois: Trabalhando até Desmaiar. - 03


A marinheira de madeixas roxas não so demostrou interesse como também uma enorme empolgação diante daquele novo desafio, a tenente ouvia cada palavra dita pela soldado e assimilava com um sorriso leve de canto de boca. – Você tem potencial, precisa ser lapidada... Achar vários ramos de investigação é importante e você tem que considerar um fator muito importante... O tempo. – Disse a mulher segurando seu cigarro ao lado de seu rosto. – Investigando tudo que lhe vier à mente pode dar tempo de o assassino fugir e quando finalmente achar o caminho certo, será tarde demais. Você tem que aprender a selecionar as melhores ideias e potencializar seu trabalho útil, fique à vontade para investigar o que quiser, mas quero que venha até mim em breve que lhe ensinarei sobre a arte da investigação. – Falou a mulher e logo volto a atenção as papeladas que atolavam sua mesa. – Dispensada, soldado.


A ideia da menina de procurar ajuda de seus já conhecidos companheiros foi algo inteligente de se fazer, reconhecer que precisa de ajuda e um passo muito importante para o crescimento. Cyan estava na sala de reuniões e sem demora aceitou o pedido da jovem.


- Em que posso ser útil, Aika? – Disse ele com um simples sorriso no rosto e logo escutou o que sua visitante tinha a dizer e recebeu em mãos os números constados na carta. – Bem, não temos muito o que trabalhar aqui... Eu pensei que poderiam ser coordenadas, mas estaria faltando números. – Parou por uns segundos encarando pedaço de papel a sua frente com uma expressão pensativa, isso até que um sinal de lógica e desistência atingiu seus olhos. – Bem, não sei bem o que significa, mas os números foram dados junto a esse texto maluco, talvez os números tenham a ver com o texto. – Disse entregando-lhe novamente sua evidência. – Quanto sua outra pergunta... Bem, bom e morto são palavras que permeiam o pensamento de muitos nessa ilha, no entanto, bandido não é necessariamente um requisito para isso. – Falou rindo de sua afirmação ao constatar algo que era tradicional naquela ilha de famílias suspeitosamente mafiosas. – Aika, como alguém mais experiente e que particularmente quer muito ver seu sucesso, vou te dar um conselho, ok? Abra mais sua mente, temos um porto muito movimento e somos uma cidade comercial importante, não é porque um crime aconteceu aqui que seu autor seja obrigatoriamente daqui. – O homem sorria para a jovem, ele de fato estava feliz em ajudá-la e suas boas intenções pareciam ser verdadeiras, poderia ele sentir algo pela menina ou quem sabe a enxergar como uma irmã a quem se importa, independente do que fosse, era horrível ter que pensar, ou pior, suspeitar que ele agia de maneira injusta e até mesmo criminosa. – Espero ter ajudado, Aika. Boa sorte em sua missão.


Uma vez na cena do crime, a menina não teve uma primeira boa impressão do senhor Takao que agia de forma, a seu ver, suspeita. – Quem sou eu? Se diz assistente da Tenente e não sabe quem veio encontrar. – Falou o homem mudando seu tom para desdém. - Eu sou o procurador da cidade e os documentos que carrego não são da sua conta, se coloque no seu lugar soldado. – Disse demostrando seu descontentamento com tal ordem dada pela jovem. – Apenas faça seu trabalho e me passe o relatório, o prefeito quer saber o tamanho dessa bagunça. – Terminou o homem se afastando da marinheira.


Quando a menina entrou para investigar o mau cheiro acabou por impregnar suas narinas, apesar de o cadáver ter sido retirado, parecia que o mesmo está em decomposição bem ali. A estante de livro se mostrava imponente ocupando toda a parede, no entanto, era poucos os livros que tinha de fato um título a ser lido. Em grande maioria eram livros de registros de casos que não despertavam nenhum interesse ou suspeita, afinal estava exposto, todavia, Aika não parou apenas pelo que parecia e começou a retirar e mexer no local. O interior dos objetos nada tinha além de uma coleção de palavras difíceis e poeira, tal fato que fez a jovem espirrar, mas algo acabou por se revelar por detrás de alguns cadernos da prateleira mais alta. Vários envelopes eram grudados a parede da estante de maneira mantê-los escondidos e seu conteúdo... Vários casos de crimes óbvios, mas de resultados absurdos. Assassinos que foram inocentados, penas que foram perdoadas, locais herdados por pessoas que não mereciam... Não precisa conhecer de direito para identificar que aquilo estava errado, no entanto, algo a mais contribuiu. Cartas de agradecimentos de pessoas poderosas de vários lugares, até mesmo de fora da ilha, assim como comprovantes de pagamentos para uma enorme quantidade de figuras poderosas como políticos, mafiosos, juízes, promotores, marinheiros, etc.


Aquilo já eram ótimas evidencias que a vítima não era flor que se cheira, certamente seus negócios envolviam meios ilegais para fins desejados. Todavia a investigação da garota não parou e quando ela levantou o tapete, por ver uma madeira falsa que era facilmente retirada e o que tinha lá dentro? Uma quantidade enorme de Berries, ali estava tudo claro. O advogado recebia valores exorbitantes para alimentar uma rede de propina, desde testemunhas falsas a provas forjadas... Tudo isso para tirar os problemas de quem merecia pagar por tais e jogar no colo de inocentes que ninguém faria falta e ainda por cima o dinheiro ganho não possuía registros oficiais, então ninguém desconfiava do tão conhecido “defensor dos injustiçados”.


A aspirante a investigadora acabou por olhar na mesa de trabalho do homem que lá encontrou um livro com folhas similares a das que foram encontradas escondidas, no entanto, este estava com algumas páginas rasgadas.


- Já terminou? Me dê um relatório e me entregue o que achou! O quanto antes terminar isso, mas rápido saio desse lugar de merda e poderei voltar para a prefeitura. – Disso Takao que ficou aguardando a resposta da roxinha.


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Marinheiro
A tenente tinha um ponto valido, compilar todas aquelas listas e separar suspeitos nelas levaria muito tempo e o culpado poderia nem estar nas listas, mas suas suposições iniciais poderiam ajudar a peneirar suspeitos depois se a mesma encontrar algum, assim como Cyan apontou a cidade tinha um comercio forte, muita gente chegava e saia constantemente da ilha, era pouco provável que ela conseguisse encontrar o suspeito se fosse o caso, além disso a grande quantidade de criminalidade impune e a vaguezas da ideia de justiça linha dura criavam um leque enorme de pessoas que se encaixavam nessa descrição, literalmente ela estava tentando procurar o trigo na plantação de joio. Além disso falar com Cyan fez com que Aika realmente se sentisse uma merda por desconfiar dele, ela o conhecia a pouco tempo demais para poder afirmar algo sobre ele é de fato era o mais próximo de um amigo que ela tinha em anos, então se perguntar se ele tinha ou não mandado aqueles criminosos se renderem antes de corta-los fazia o estomago dela revirar. Ela se despediu de maneira amigável de Cyan partido para a cidade enquanto tentava se concentrar na logica por trás do caso para tentar se distrair dessa questão insolúvel.
-Os números não são coordenadas, não são as letras, nem as palavras da mensagem, pois pegar as mesmas não forma nem palavras e nem frases coerentes, não é parte de um livro, faria sentido se fosse uma combinação de cofre, daqueles que tem duas rodinhas para girar, mas ai que tá, não tem nem um cofre ainda... embora ele fale de um onipotente... ele tá falando de deus? Ou será que esta achando que ele mesmo é um deus? Sagrado fogo, se for isso eu vou ter mais um motivo para evitar me envolver com crenças.

A anjinha se só se lembrou de que tinha um promotor envolvido quando o mesmo já estava ali meio que a repreendendo por perguntar quem ele era.
-Agora que você mencionou a tenente realmente tinha falado que eu tinha que encontrar com você, desculpa, eu tava meio ocupada com o resto das informações do caso, você me escapou da mente.
-estar na cena de um crime segurando um documento que você não quer mostrar para a investigadora é muito suspeito, mas como é um procurador e eu não posso acusar ele de nada só por estar segurando um papel escondido eu vou deixar isso para depois, talvez não seja nada. Embora um promotor querer matar um advogado para conseguir uma condenação que iria favorece-lo por de baixo dos panos parece algo plausível.
A chifruda encontrou uma grande quantidade de documentos, um livro com algumas páginas rasgadas e grande quantidade de dinheiro.
-Nosso assassino realmente é um justiceiro que pegou uma fruta podre, bem ao menos isso quer dizer que não vai ter um maluco procurando todos os advogados da cidade.
O procurador veio cobrar o relatório e então Aika passou para ele com o máximo de profissionalismo.
-Preciso levar os documentos e o dinheiro para o QG como parte das evidencias da investigação, mas parece haver bastante conteúdo aqui para reabrir casos, reverter decisões e até mesmo iniciar novas investigações. Vou fazer mais uma verificação e depois vou para o QG, quando terminar de investigar esses documentos irei encaminha-los diretamente ao senhor logo em seguida, alguma das vitimas do esquema de corrupção ou alguém da rede de corrupção pode ser nosso culpado. Aguarde só mais um pouco estou quase acabando.
-A tenente disse que esse caso poderia estar relacionado com algo fora da ilha, esse cara tem fama e casos fora da ilha, então por os suspeitos de fora mais para cima na lista de suspeitos pode ser mais produtivo. O culpado é uma das vítimas desse cara ou um detetive que chegou nesse corrupto primeiro.

Aika então iria verificar se encontrava entre os livros alguns que estavam ligados aos documentos escondidos ou os casos no caderno, talvez verificando possíveis livros que tivessem algo haver com aquelas paginas faltando.
Depois verificaria se haviam outros cômodos no escritório, talvez uma cozinha ou banheiro, qualquer outra sala além daquela e se houvesse a marinheira iria mexer em cada móvel, recipiente e etc tentando encontrar mais pistas, além disso ela irai tentar mover a mesa do escritório procurando para ver se havia algo de baixo dela ou algo escondido nela.
Se houver algum cofre ela tentaria usar os números do bilhete do assassino.
Aika em seguida iria listar todos os encontrados para o promotor.
Por fim Aika iria pedir algumas bolsas de evidencias e escolta dos outros marinheiros no local para conseguir recolher tudo adequadamente e poder transportar tudo para o QG com o máximo de segurança possível.
Se Aika chegasse ao QG ela iria primeiramente trancar o dinheiro como uma evidencia e iria começar a compilar os nomes das pessoas que foram prejudicadas pelo advogado, pessoas mencionadas que poderiam ter envolvimento nos esquemas e por fim pessoas importantes que teriam que ser investigadas, além de claro começar a puxar os registros dessas pessoas afim de conseguir informações sobre elas para poder encontrar suspeitos. Tal trabalho poderia levar bastante tempo, mas em hipótese nem uma Aika deixaria os documentos fora de sua vista e não deixaria ninguém além da tenente vê-los. A jovem soldado pretendia apresentar seus achados a sua superior quando tivesse terminado.

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Aventura Dois: Trabalhando até Desmaiar. - 04


A menina poderia se dizer prudente uma vez que não desafiou a autoridade do procurador, mas a pulga... A pulga ficou atrás da orelha da roxinha. Seu relatório foi passado por completo e a mesma não pareceu titubear, era clara a expressão de desaprovação de Takao que queria levar as provas com ele. Todavia, apesar de sua posição, certas coisas não lhe atribuíam direitos e ele sabia disso, não é trabalho do procurador investigar ou reter provas, esse é o trabalho dos investigadores. Mesmo revoltoso, apenas manteve sua carranca ao mundo ver, Aika não foi contestada e rapidamente ele saiu a passos pesados num misto de raiva e frustração, mas não poderia se negar que ele tinha alguma preocupação evidente o que o fazia agir além do que sua própria descrição permitia.


A investigadora passou o pente fino na sala da vítima, olhou livros e seguiu sua intuição, todavia, nada mais foi encontrado ali além de sujeira e podridão que permaneciam no ambiente antes mesmo de o assassinato acontecer, e enfim, chegando a hora de partir a marinheira pediu ajuda para escoltar as provas até o quartel-general, por dever os soldados próximos não reclamaram do pedido. O caminho, apesar da marcha rápida que os soldados mantinham, foi demorado... O mistério e as várias possibilidades de caminhos investigativos deixava o ar quente ainda mais abafado, a menina teve o ímpeto correto, entretanto, faltava-lhe conhecimento aprofundado. Será que de fato ela não precisaria aceitar aquela ajuda que antes lhe fora oferecida como uma ordem esperando a ser cumprida? Finalmente chegaram a seu destino. O dinheiro fora depositado no cofre de evidências, claramente aquele seria o lugar mais seguro para guardar tais coisas levanto em consideração aquela lista de possíveis “corruptos” que tais quais entre eles possuíam nome de marinheiros? Isso era algo que a mesma so descobria no mais tardar, entre tudo, não era como se ela tivesse muitas opções. A jovem celestial começou então a fazer um catálogo de nomes encontrados nos documentos, algumas vítimas haviam morrido, outras fugiram e outras... Estavam presas até os dias de hoje, no entanto, os alvos sempre foram pessoas com pouca influência, bodes expiatórios que ninguém acreditaria ou sequer se importaria se era ou não uma condenação verdadeira, muitos dos julgamentos feitos naquela ilha não passaram de um teatro do qual o roteiro já havia sido feito há muito tempo.


Com a lista pronta, chegou então o momento de reportar as informações adquiridas a sua superior. Balalaika estava em sua sala revisando documentos quando a roxinha apareceu. – Entre, soldado. – Então apoiando o queixo em suas mãos que permaneciam apoiadas a mesa pelos cotovelos da mulher, começou a ouvir.


- Entendo, há fortes indícios então que nosso querido assassino é um hóspede indesejado. – Falou ela com um olhar pensativo. – Eu tenho algumas informações a te passar e quero que me der sua opinião após ouvi-las, mas antes... Antes você precisa de um treinamento, vi que tem potencial e eu acredito que você consegue. O que me diz, quer ser uma investigadora competente e profissional?

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Marinheiro
O promotor se foi, o apartamento foi revistado ao máximo, as provas foram ensacadas, transportadas em segurança, foram registradas e trancadas na maior segurança possível, mesmo se o dinheiro fosse roubado do cofre isso deixaria pistas de quem roubou através da burocracia para entrar, sair e retirar objetos do cofre, mesmo que o segurança responsável deixasse o roubo acontecer isso cairia nas costas dele, então era o melhor que poderia ser feito para se proteger uma evidencia.
Levou algumas horas para compilar os arquivos de todos os suspeitos citados, mas ela logo estava na sala de sua superior passando os seus achados e sendo convidada a um treinamento no ramo investigativo, algo que a soldado prontamente aceitou.
Começo do aprendizado
-Eu adoraria senhora.
-Então valos começar imediatamente.
A tenente Balalaika pegou uma pasta de um caso antigo e passou para a soldado
-Esse caso já foi resolvido a muito tempo, mas gosto de usa-lo de exemplo de como realizar uma boa investigação.
Aika se sentou e começou a ler os relatórios do ocorrido, foi um simples assalto a uma loja, haviam varias testemunhas que tinham feito seus depoimentos, alguns laudos periciais apontando para uma pegada que havia sido deixada pelo sapato sujo do criminoso.
-Observe que apesar de haver vários depoimentos nem todos concordam com tudo, alguns até entram em conflito entre si. Isso se deve por que as testemunhas tem graus de confiabilidade diferentes. Algumas estão mais atentas, outras ocupadas, algumas confundem detalhes, algumas podem até ter envolvimento no crime e por isso dão depoimentos para tentar dispersar a marinha. Entender quem você esta interrogando é importante para saber o quanto você pode confiar na pista que ela der e o quanto essa pista é valida em um tribunal.
Balalaika então puxou o laudo pericial e o retrato falado.
-O conhecimento técnico de nossos profissionais na marinha é a pedra angular para uma adequada investigação. O laudo dos nossos cientistas forenses emprega conhecimentos específicos de vários campos para com poucos detalhes poder deduzir algo como nesse caso onde a pegada do assaltante indicou sua altura. O desenhista da marinha pegou todos os detalhes dados pelos depoimentos colhidos e fez um retrato falado de como ele era, observe que nesse caso ficou parecido... Embora eu admita que ficou meio gordinho.
Aika não pode deixar de concordar o retrato falado realmente engordou alguns quilos da foto real do criminoso e parecia que o cara tinha levado uma panela no rosto também, mas era parecido o bastante para você poder parar o cara na rua por suspeita.
A aula seguiu até tarde da noite naquela noite e durante todo o tempo Aika ia lendo pista por pista naquela arquivo e depois Balalaika recitava alguns comentários sobre a mesma e de como foi o processo para encontrar aquele achado, até que finalmente ela contou como o criminoso foi pego.
Nos dias seguintes Balalaika levou Aika para conhecer os laboratórios forenses para ela ver as pistas sendo periciadas, ver os departamentos de conhecimentos técnicos da base, incluindo o desenhista, o analista financeiro e assim por diante para que a mesma soubesse quem e como consultar os mais diversos peritos para entender os diversos conhecimentos, ser um agente de investigação de campo basicamente consistia de conseguir coletar amostrar para esses técnicos e utilizar os laudos deles em suas deduções.
-É através do conhecimento técnico, os depoimentos e pelo devido processo de custodia de provas que é possível atestar o que aconteceu, como aconteceu, onde aconteceu, por que aconteceu e mais importante quem fez. É assim que a verdadeira justiça é feita.
Fim do aprendizado
No terceiro dia Aika estava de volta ao escritório da tenente esperando por suas próximas ordens, o próximo passo na investigação dependia principalmente do que Balalaika ainda não revelou para a anjinha e o desejo de saber o que não lhe foi revelado ainda estava dando um pouco de impaciência para a soldado.
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Aventura Dois: Trabalhando até Desmaiar. - 05


O aprendizado foi produtivo para a marinheira que aceitava e anotava em sua mente definitivamente cada ensinamento que sua tenente lhe oferecia, se passaram alguns dias e podia-se dizer que a jovem já possuía grandes conhecimentos sobre a arte de investigar, agora lhe faltava apenas a experiência prática. Como os acontecimentos que se demostraram até o momento, experiência prática não seria um problema, todavia a roxinha ainda estava intrigada com o que mais lhe tinha que ser dito por parte da tenente, alguma informação que levaria a outro rumo suas suspeitas?


- Soldado, eu não sou uma oficial deste quartel-general. – Disse a mulher se recostando em sua cadeira e com seu cigarro a mão. – Eu sou da divisão de investigação do quartel-general. – Falou antes de baforar um pouco de fumaça para direção da janela. – Para resumir, sou enviada para investigar crimes que vão além da jurisdição de um dos mares. Estou aqui porque o QG acredita que o assassinato do advogado está ligado a um serial killer que surgiu na grande linha, então recebi ordens de investigar se de fato isso é obra... de “O Terceiro”. – Balalaika então pega umas pastas com cor diferente das que ela já viu, certamente era uma pasta da marinha, mas não originaria do quartel daquela ilha. – Ele faz parte de um grupo chamado “Escritores do Futuro” ou como chamamos, escritores. Eles são um grupo de onze indivíduos com gostos e métodos bem diferenciados para dizer o mínimo, dificilmente eles agem em apoio um do outro, já que seus ideais diferem até mesmo dentro da própria organização. Apesar de tudo, eles não respondem a ninguém, não são revolucionários, nem agem sob um padrão pirata... Eles apenas matam por seus próprios motivos. O que mais cheguei próxima foi este... O terceiro. – Os olhos da mulher pela primeira vez olharam para baixo, mostrando uma ponta de frustração que a linda tenente esconde.


Aventura dois: trabalhando até desmaiar. Cartaz11


- Senhora... Senhora! – Gritava um soldado ao entrar sem bater.


- Quem lhe deu permissão para entrar assim em minha sala! – Falou firmemente a tenente.


- Mas senhora... Ele atacou novamente! – Disse o então soldado exausto.


- Aika, me acompanhe! – Ordenou Balalaika e rapidamente se pós a caminhar.


O sol castigava os habitantes de sirarossa naquela manhã, o calor deixava os passos mais lentos e os pensamentos mais vagos, no entanto, não os da tenente que acelerava seus passos juntamente a soldado. Não demoraram para chegar e uma vez lá encontraram uma figura de terno acompanhado por um indivíduo com vestes de marinheiro, e ambos se aproximaram.


Aventura dois: trabalhando até desmaiar. 946886599


- Tenente! – Disse o homem se colocando em continência.


- Aika, este é o sargento Kakureta Sasori, ele é meu assistente que me acompanha aonde vou. – Disse apresentando o garoto de cabelos escuros e aparência juvenil e animada, mas logo mudou sua intenção para então apresentar a roxinha. – Esta é a soldado Aika Kin, ela é minha assistente local.


- De assistente para assistente é um prazer te conhecer soldado Aika. – Falou o menino oferecendo um sorriso sincero para ela. – A proposito tenente, este é o agente Fukohei Meinu do governo mundial. – Disse apresentando o homem que estava obviamente incomodado com a demora das formalidades.


- Sim, já nos conhecemos de outros casos, Sasori. – Respondeu à mulher sem tirar o olho do engravatado. - O que o governo teria de interesse com este caso, novamente? – Perguntou a tenente, sendo então logo interrompida pelo mesmo.


Aventura dois: trabalhando até desmaiar. Pesquisa-japonesa-elenca-as-melhores-barbas-dos-animes-9


- Quando o procurador de uma das ilhas afiliadas a governo mundial é brutalmente assassinado, temos que checar pessoalmente se os braços do governo estão fazendo tudo que for necessário para encontrar o assassino.


- Pode ter certeza que estamos, afinal não cheguei em minha patente por indicação de ninguém. – Disse Balalaika numa entonação que poderiam jurar ter algo mais pessoal nisso, seria isso uma forma de ataque ao agente intrometido?


- Isso é meu trabalho julgar, afinal de contas... Não podemos deixar verdadeiros bandidos impunes. – Falou o homem e rapidamente se retirou, deixando uma estressada mulher que somente demostrou seu desgosto e retirou seu sorriso do rosto quando Meinu havia ido embora.


- Senhora, você esta bem? – Perguntou o sargento com uma sincera preocupação.


- Nunca estive melhor, Sasori. – Disse voltando seu sorriso. – Ele disse que o procurador havia sido assassinado, não pode ser que seja o...


- Sim... Hiyama Takao está morto! – O homem guio as duas marinheiras para dentro do que seria a casa luxuosa do procurador, até que chegaram em seu quarto. O local havia um grande armário que aparentemente guardava as roupas que o homem usava, uma escrivaninha com gavetas poderia ser encontrada na parede à esquerda da cama próximo à janela. O chão era coberto por um tapete de pele de uso, ela grosso e aparentemente bem confortável de se deitar se não fosse pelo fato dali ser uma cena de crime, e finalmente o corpo do homem que a alguns dias trocou palavras com a celestial, estava na parede pregado com pregos como se estivesse em uma cruz, seu corpo mostrava protuberâncias bizarras na parte da barriga e sangue o vomito puderam ser vistos pelo corpo e cama do então procurador.


- O legista ainda não o viu, mas a causa da morte já foi constatada. – Disse o sargento se aproximando do corpo que estava sendo analisando por alguns técnicos da marinha. – Foi sufocamento por dinheiro.


- Sufocamento por dinheiro? – Questionou o tenente surpresa.


- Sim, ele... – A fala do assistente foi interrompida quando acidentalmente um dos técnicos acabou por mexer forte demais no corpo e rompeu a pele e o estomago da vítima, rapidamente um mar de moeda e notas misturadas com suco gástrico se espalhou até próximo deles. – Bem, acho que isso ficou bem auto explicativo. O “Terceiro” fez o homem engolir moedas e dinheiro até que seu estomago e vias aéreas estivesse completamente obstruída, e considerando que o cofre da casa foi arrombado, o procurador morrer sufocado com o próprio dinheiro.


- Porque você acredita que isso foi obra do terceiro? – Perguntou a tenente a seu sargento assistente.


- Intuição... Tenho certeza que se procurar por aqui encontraremos provas que mostrarão que ele não diferia daqueles que o estado acusava.


- Nesse caso... Soldado Aika, investigue tudo por aqui. Irei ver o resto da casa e voltarei caso encontre algo.

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Marinheiro
Aika escutou tudo que sua chefe explicava e apenas ficou confusa com aquele estranho grupo.
-Parece um grupo bastante desorganizado, se é que pode se chamar de grupo, claro se eles são da grande linha devem ser fortes, e o cartaz diz uma boa recompensa, me pergunto se eu já estou forte o bastante para lidar com algo assim. Mas por que será que o nome dele é terceiro? Ordem de entrada? força? bem… de qualquer maneira ele não parece ser o monstro mais perigoso no mar, mas com certeza tenho que ter cuidado se eu conseguir encontrá-lo. Mas diga-se de passagem o cartaz não ajuda, parece ser um homem branco de cabelos vinho cumpridos, o resto está escondido pela máscara e pelas roupas, a não ser que eu encontre o cara literalmente usando essas roupas e máscara.

Foi quando a tenten foi chamada e Aika a seguiu prontamente em silêncio apesar do calor incomum para a ilha fria, mas bem, todo lugar tem seu dia quente e frio as vezes, lá eles encontraram primeiro com o assistente regular da tenente que foi bastante amigavel.
-ah, ele parece mais novo do que eu e já é sargento, deve ter se alistado bem jovem ou está tomando da fonte da juventude.
-vai ser um prazer trabalhar com você sargento Kakureta.

Ela também conheceu o agente do governo que logo se envolveu em uma rixa antiga com a tenente, o que fez com que a soldado mantivesse uma postura rígida tentando não se envolver vendo que não era da alçada dela algo assim. Aika até pensou em perguntar se estava tudo bem no final, mas Kakureta foi mais rápido. Em seguida eles foram ao trabalho Hiyama Takao, o promotor levemente suspeito estava morto, suas entranhas quase caíram no sapato de Aika, seu vômito estava no colchão, por mais nojento que fosse a roxinha engoliu em seco estava na hora de investigar. A morte aparentemente foi por uma forma especialmente cruel como o assassinato anterior, logo antes de Balalaika se afastar Aika falou.
-Eu não me surpreenderia se encontrarmos provas de corrupção, eu vi o promotor guardando documentos em seu terno na última vez que nos vimos, mas como ele era um promotor eu não pude exigir ver o que ele estava guardado. Achei aquilo bastante suspeito. Talvez encontremos as folhas que faltam do caderno do advogado, mas o mais importante agora é descobrir mais sobre esse assassino.

Primeiro a celestial revirou o guarda roupa, tirando todas as roupas, verificando os bolsos e se havia algo escondido nas mesmas antes de colocá-las ordenadamente no chão, depois verificou as gavetas do armário pelos seus conteúdos e procurando fundos falsos tanto nas gavetas quanto na parte do fundo do armário, depois ela verificou na parte de trás do armário, vendo se havia algo atrás dele, além disso ela tentou empurrar o armário para ver se não havia algo escondido.
Segundo a escrivaninha verificando o que havia em cima dela e em suas gavetas, verificando também se não haviam fundos falsos nas gavetas, se não havia algo embaixo da mesma ou colada na parte de baixo ou de trás.
Terceiro ela foi até a cama procurando embaixo dela (tanto no chão quanto colado nela), depois verificou se havia algo escondido nas fronhas ou algo preso nos cobertores, depois tentou levantar o colchão para ver se tinha algo escondido e por fim olhou na parte de trás da cabeceira para ter certeza.
Em quarto ela dobrou cuidadosamente o tapete para fora do caminho procurando embaixo do mesmo e parando para bater o pé no chão procurando tábuas soltas que pudessem esconder algo.
Quinto e último Aika iria pedir para algum dos técnicos ali um par de luvas para revirar o dinheiro e entranhas no chão e verificar as roupas do cadáver em busca de pistas, ou caso eles não tenham algumas sobrando iria pedir pra eles fazerem essa procura.

Como foi instruída que se ficasse nessa sala Aika iria parar para analisar quaisquer achados até que a tenente retornasse.

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Aventura Dois: Trabalhando até Desmaiar. - 06


Aika já estava ciente que faria, e a investigação seria bem completa se dependesse da soldado. De início ela foi para as roupas e esvaziou todos os bolsos, em sua maioria não se via nada importante, até claro, ela chegar na roupa que o homem estava usando no dia que se conheceram. Dentro do bolso do mesmo estavam algumas folhas de papel que rapidamente poderiam ser associadas as que foram arrancadas do caderno, apesar disso o seu conteúdo foi o mais chocante. A folha se tratava de um caso em que participou como advogado de acusação o homem que veio a ser a primeira vítima, o juiz chamado Arui Saiban presidiu e atribuiu a defesa a ninguém menos que o próprio Hiyama Takao que jazia agora morto a alguns metros da roxinha. Fui registrado o nome de duas testemunhas Herica Medice e Jonas Brond, ambas testemunharam contra o réu Kevin Strickland.

Kevin era um jovem negro de apenas dezenove anos quando foi sentenciado por um triplo assassinato, no caso contava que as vítimas foram fuziladas por quatro homens, mas conforme o relatório teria sido o réu quem atirou e comandou o crime. O peso sobre sua cor de pele acabou caído e o ônus da prova foi invertido, todavia a defesa tinha provas de sua inocência, mas no dia da audiência foi constatado que tais provas haviam desaparecido e nem um pouco suspeitosamente, testemunhas foram misteriosamente encontradas. O garoto nem teve chance, diante dos relatos o juiz o sentenciou a morte. Era um caso horrível e certamente tinha algo ali, afinal aquelas folhas foram arrancadas do livro de registro de casos sujos que o advogado mantinha, muito provavelmente, como apólice de seguro.

A marinheira continuou procurando e quando chegou na gaveta, a mesma encontrou um fundo falso que além de guardar várias apólices e anotações de pessoas importantes, encontrou também uma carta do advogado morto. A mesma agradecia pela cooperação com o caso Strickland e que a promessa que lhe havia feito estava cumprida e o mesmo começaria a ocupar o cargo de procurador da cidade. Dentro da gaveta haviam várias provas que o procurador favorecia certas famílias do submundo e passava contratos de obras públicas para empresas de lavagem de dinheiro. Pelos números de ganhos fornecidos, depois que ele começou com Kevin, o procurador ganhou muito dinheiro de forma suja.

A menina, então interessada no corpo e entranhas da vítima, pediu para que um dos agentes a cedesse uma luva e assim fizeram, na cama em meio as moedas, uma coisa envolta em plástico chamou atenção. O embrulho continha uma folha de papel enrolada e após abrir um texto podia ser lido.

Assassino escreveu:Investigadora Aika Kin, fico feliz em saber que a tenente Balalaika encontrou uma nova e linda assistente para tentar me parar, mas lhe faço uma prece em minha humilde posição, achas mesmo que a justiça que pratica faz jus aos inocentes e aos que precisam dela? Eu estou fazendo uma linda obra artística e um serviço a sociedade, mas deixo-te a oportunidade de abrir sua mente, darei uma chance a quem não a merece e isso foi mais que eles já deram em toda sua vida. Neste poema contém o nome de meu próximo alvo, desejo boa sorte.

Cheguei para os que já me aguardavam
Trazendo a ruína já tão conhecida
Julguei para aqueles que com ansiedade esperavam
Unindo a vontade a muito esquecida
Irá a suposta mão da justiça pesar nos que a almejam?
Ou irá inocentemente sentenciar o que já não tinha esperança?
Escondendo a sujeira para que não vejam
Interpondo-se ao que diz ser justiça
Bravo! Digo aos que orquestram
Não com facilidade, pois muito pensaram
Bravo! Digo aos que orquestraram
Pois uma vida inocente em fim acabaram


7, 3, 11, 6.                2, 7, 3, 22, 2, 3

O assassino sabia quem o estava investigando e de certa forma até se divertia com isso, o nome da próxima vítima estava ali escondido entre as palavras, mas cabia a jovem descobrir como decifrar esse enigma. Mais nada sendo encontrado no quarto, a tenente então volta junto ao assistente e logo fala.

- Soldado Aika, ao que tudo indica a única coisa violada foi o cofre. A casa não tem sinais de invasão, todas as janelas estavam trancadas e intactas... Seja lá quem foi entrou calmamente pela porta da frente que de bom grado foi aberta para ele. – Disse a mulher com uma das mãos na cintura. – Então, encontrou algo?


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Aika achou o papel que tinha sido escondido pelo promotor em suas roupas e de fato ficou em choque, mas também ficou se sentindo justificada.
-Eu sabia que esse desgracado era suspeito! Agora ele tambem era bem burro, ele deixou as provas incriminadoras na roupa que ele uso? Mano, não é um recibo de mercado! Agora vejamos, um caso onde as duas vítimas atuaram, com um juiz que pode estar envolvido e também um par de testemunhas que podem ter dado depoimentos falsos. Juiz Arui Saiban, testemunhas Herica Medice e Jonas Brond. Reu Kevin Strickland, nossa que caso horrivel, só de imaginar ser acusado, quanto mais preso por algo assim sem ser culpa, deve ser horrivel, ele deve ter pego muitos anos… pena de morte?! Filhos da puta!

A roxinha gelou com aquela sentença e sem nem perceber ficou acariciando seu proprio chifre enquanto lia a parte sobre o injusticado ser um negro, ela tremeu como uma vara verde por vários momentos e se encolheu com o ocorrido.
-O que tem de errado com esse mundo? todo mundo querendo fazer justiça matando ou pior ainda se esse juiz tiver envolvimento, que tipo de escória faz isso? Se eu tiver a oportunidade vou prender todos eles!

A chifruda então encontrou as outras provas que estavam escondidas no fundo falso.
-Caramba, isso são provas demais, juntando com as provas da outra vítima já tem material para um esquadrão inteiro de trabalho, e vamos ainda investigar o juiz… com tantas provas esse tanto de coisas pode colocar muita gente em problemas por muito tempo. Não vou dar conta disso só com a tenente e mais um assistente.

Então a celestial encontrou o bilhete e seu coração gelou por um inste.
Investigadora Aika Kin, fico feliz em saber que a tenente Balalaika encontrou uma nova e linda assistente para tentar me parar.
-Esse filho da puta sabe demais, ele sabe quem eu sou e sabe da tenente. Agora é uma questão de vida ou morte! Ou eu pego ele ou eu vou virar vítima dele mais cedo ou mais tarde
mas lhe faço uma prece em minha humilde posição, achas mesmo que a justiça que pratica faz jus aos inocentes e aos que precisam dela? Eu estou fazendo uma linda obra artística e um serviço a sociedade, mas deixo-te a oportunidade de abrir sua mente, darei uma chance a quem não a merece e isso foi mais que eles já deram em toda sua vida.
Ao ler isso o sangue de Aika ferveu, talvez até um pouco de fogo tenha escapado de sua respiração e se acendido em seu chifre, ela pode até ter chiado um pouco, provavelmente os técnicos perceberam que ela tava ardendo de raiva por dentro.
-Esse merda acha que está fazendo algo correto? que eu vou me sentar e ver esse show de horrores? A pessoa que diz que sair assinando pessoa por aí em nome da justiça é um psicopata doente! Vai a merda! vou te prender e vou te prender por tempo o bastante para você se arrepender dessas merdas! Você não é diferente das pessoas que você mata seu bosta! Não, você é ainda pior, pois eu aposto que esses advogados podres sabiam que o que faziam era errado, ao menos eles sabiam os vermes que são, você, você acha que é o anjo da vingança ou alguma coisa assim? Bem, vai enfrentar a minha alma ardente!

Então ela começou a resolver a charada, baseado na charada anterior e no nome da vítima atual ela finalmente conseguiu entender que precisava contar as palavras, pegar a primeira letra da palavra que correspondia ao número, zerar e seguir contando até a próxima palavra com o número correto, aplicando essa mesma lógica ao novo bilhete a terceira vitima se revelou: Juiz Arui Saiban. Alguns instantes depois a tenente retornou passando suas conclusões e pedindo as da celestial que respondeu ainda irritada.
-Senhora, acredito que a próxima vítima sera o Juiz Arui Saiban, o assassino parece estar fazendo isso por conta do caso Kevin Strickland que a nossa vitima estava escondendo. O terceiro pode ser alguém relacionado ao Kevin, ou alguém que investigou o caso, além disso o caso todo abre um precedente para investigar o juiz Arui, além disso as testemunhas Herica Medice e Jonas Brond podem ter cometido perjúrio e vão precisar ser interrogadas, podem até ser parte da rede de falsos testemunhos criado para forjar casos, portanto também podem ser alvos do assassino. Além disso pelo que parece o terceiro tem acesso a muitas informações sobre nós, então ou estamos lidando com alguém excepcionalmente bom em investigação, ou temos uma rato, outro marinheiro ou um agente do governo mundial, não necessariamente alguém influente, não estávamos tentando manter um segredo sobre trabalhar juntas, mas não foi algo anunciado aos 7 ventos, então temos que tomar cuidado. Por fim eu gostaria de perguntar uma coisa: Tenente Balalaika, você já viu o terceiro em pessoa? O cartaz de procurado não é exatamente muito bom, ele deixa a entender que se trata de um homem de cabelos vinho, pele branca, altura mediana e usando roupas formais e máscara, mas a roupa muda, a máscara não é o rosto dele, a foto está muito perto para ter certeza da altura, além disso uma mulher pode se vestir de maneira a parecer um homem, cabelos longos podem ser cortados e pintados, sem falar que o cabelo vinho pode ser um peruca para esconder a identidade. Precisamos saber se não estamos procurando uma fantasia de carnaval. Eu não vou deixar esse cara sair impune dessa. - Aika terminou soltando uma baforada pelo nariz que pode ou não ter saído como fogo.

Off: eu não sei se celestiais podem produzir fogo com alguma parte do corpo além dos membros, então fica a seu critério.

Histórico:

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Diego Kaminari
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Créditos :
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Diego Kaminari
Estagiário


Aventura Dois: Trabalhando até Desmaiar. - 07


A menina era perspicaz e cada minuto que passava a mesma nutria um sentimento de raiva pelo assassino conhecido com “o Terceiro”, seus motivos eram expostos, mas cabia a quem os ouvisse concordar ou não... O que de fato não era o caso da roxinha que por diversas vezes soltava labaredas por suas narinas juntamente a suas baforadas de indignação, apesar disto ela não se atrasou em resolver o enigma que o assassino deixou para a mesma. Com o nome da suposta próxima vítima em mãos, a marinheira foi relatar a sua superior seu desenvolvimento no caso e a questionou sobre alguns pontos.


- Sim, Aika, já o vi... – Disse ela voltando uma expressar de pesar no rosto, talvez por lembrar que já esteve tão próximo e não o pegou. – No entanto, temo não poder ser tão útil como você esperava. O terceiro nunca mostrou sua verdadeira face, esse é um dos motivos de nunca termos o pego. Ele sempre está com sua roupa, o que lhe permite guardar sua identidade e andar por aí como um civil que ninguém desconfia. – Disse Balalaika tentando não desanimar sua assistente.


- Mas ele é um serial killer e apesar de acreditar que o que faz é certo, ele se diverte com a ideia de caça. – Disse Sasori que se aproximou sorrindo como se tentasse reconfortar a jovem – Ele sempre deixa esses enigmas, mas conforme chegamos perto, sempre ficam mais difíceis! Mas agora temos você, uma investigadora inteligente que conseguiu resolver o enigma... Acho que com você trabalhando conosco finalmente poderemos pegar o desgraçado.


- Devo concordar com meu assistente. – Falou a tenente pela primeira vez sorrindo para a celestial. – Mas vamos deixar esse momento para depois, agora sabemos quem é o próximo alvo e temos que encontra-lo imediatamente. – Kakureta, ligue para prefeitura e descubra aonde o juiz está!


- Sim, senhora! – Disse batendo continência.


- A propósito, parabéns, soldado Aika. – Parabenizou a tenente pelo trabalho bem feito.


- Senhora a prefeitura informou que não sabe a localização exata, mas que ele pode estar em três lugares, no tribunal, na prefeitura ou na casa dele... Como a prefeitura confirmou que ele não está lá, então so nos resta dois lugares. – Informou Sasori que veio ofegante carregado com a presa que a situação exigia.


- Tudo bem, então. – Falou a tenente se virando e começando a caminhar. – Kakureta, vá para o tribunal, eu e Aika iremos à casa dele.


Ouve uma demora relativa até a casa do tal juiz já que o endereço passado estava desatualizado, todavia chegaram no que seria uma mansão e como a pressa era presente em ambas as mulheres, a tenente já chegou arrombando a porta.


- Aika procure no segundo andar, eu vou ver o primeiro! – Deu a ordem e logo começou a andar pelos corredores.


Aika, como até o momento demostrou, não iria ir contra uma ordem de sua superior e ao seguir tal ordem a roxinha chegaria no quarto do, tal juiz e então veria algo que poderia gelar a sua espinha. O homem gordo tinha uma pele parda e sua calvície chamava atenção mais que seu roupão caro, o mesmo estava amarrado e amordaçado e do seu lado de pé, imponente como uma inabalável muralha, uma figura brincava com sua faca. No entanto, o juiz não tinha apenas isso de característica, seu corpo estava marcado com cortes que muito sangravam, corte que entralhavam nomes na pele do homem que começara agora a ficar pálido.


- Olá Aika, que surpresa você por aqui. – Disse o homem mascarado, mas apesar da face escondida era nítida a sensação de que o mesmo estava sorrindo. – Temo que você chegou um pouco adiantada para a festa. – Falava enquanto exibia sua faca ensanguentada, sua voz era modificada por algum aparelho em sua máscara o que impossibilitava de identificar a voz do indivíduo. – Devo lhe parabenizar por descobrir meu enigma, devo assumir que te subestimei, então devo criar algo mais desafiador para alguém de seu calibre. Mas apesar disso, eu ainda não terminei por aqui, você poderia voltar mais tarde? – Perguntava o assassino. O senhor Arui não havia morrido ainda apesar de sua perda de sangue, todavia precisava de um atendimento medico urgente.


Legendas:

Historico:



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