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Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Sex Jan 28, 2022 1:00 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Cap. 1 - Um mergulho na insanidade

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Deep Cutt. A qual não possui narrador definido.

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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~




O local parecia ermo por fora, talvez não seja ali que se escondem, averiguei o local e achei uma porta pela qual eu conseguia adentrar e o fiz. Acabei dando de cara com um inimigo, o reflexo maior foi o meu e ele acabou sucumbindo perante o frio da minha lâmina.

Era legal matar assim, mas eu realmente preferia demorar mais, aproveitar mais, infelizmente nem sempre era possível aproveitar, pelo menos dava para me consolar com a quantidade ao invés da qualidade.

Minha última vítima, no entanto, usava seu último fôlego para ativar um alarme… A sirene alta e as luzes avermelhadas que se acendiam me faziam ficar assustado, sabia que ali ia parecer um formigueiro de inimigos em breve e isso fazia meu coração acelerar.

Minha respiração aumentava e se aprofundava, parecia que a máscara ia me sufocar, preciso sair daqui, vai dar ruim, não posso ficar aqui, não posso, não aguento, não vai dar, não não não não não não…

-...

Começaria a andar e direção a sair por onde entrei, mas pararia assim que imagens da minha memória começavam a ser jogadas em minha visão, a que mais falava alto em minha visão era um momento em que ainda novo e pobre, tentei roubar algo para comer, mas fui pego e apesar da voz me mandar avançar e matar os mercadores, tentei me explicar, devolver e até fugir, mas acabei apenas sendo surrado.

Até conseguia segurar e ir contra a entidade quando ela apenas quer algo para se saciar, mas em situações dessas, apenas ela está ali por mim, apenas ela me protege, apenas ela me ajuda, ir contra ela seria simplesmente suicídio nesse ponto da noite. Com esse pensamento sentia como se algo invisível me envolvesse num abraço, não era uma sensação de amor e carinho como um abraço de mãe, eu nem saberia reconhecer se fosse, mas era quase como uma criança protegendo seu brinquedo favorito.

-MAAATE…

Segurando minha faca com convicção, me virava, olhar frio e determinado, o olhar de um predador indo para sua presa, eu não estava mais apenas matando, não era apenas um humano saciando uma vontade primal por sangue… Era um arauto demoníaco protegido pela bênção de um poderosa entidade. Não era mais uma luta, era um extermínio.


Caminharia rumo aos outros cômodos da “capela” que ainda não havia, faria isso passando a faca de lado nas paredes por dois motivos, primeiro para garantir que estaria bem afiada quando achasse inimigos e o outro motivo era causar um som de metal raspando a ecoar pelos corredores para esfriar a espinha dos que seriam os próximos a se tornarem minhas vítimas.

Se encontrasse inimigos com armas de longa distância, correria para cima deles em velocidade máxima, ziguezagueando pelo chão e paredes para dificultar a mira do inimigo, buscando me aproximar com velocidade o suficiente para poder enfiar minha lâmina de forma sedenta em sua garganta.

Se encontrasse inimigo com armas de curta distância, deixaria eles se aproximarem e mim ao invés do contrário, precisa guardar minhas energias para a longa luta a minha frente, uma vez que se aproximasse, pularia para a parede na qual eu estaria passando a faca para tentar aproveitar que as pessoas não são acostumadas a lutar em ângulos estranhos assim e tentar um corte na clavícula do alvo, logo em seguida pulando atrás do mesmo, me abaixando para um corte na panturrilha, após o qual giraria minha perna para rodear o inimigo, assim como giraria a faca na mão para ter uma boa posição para dar um corte na barriga visando fazer os “doces” da “piñata” se espalharem pelo chão.

Se eu tivesse enfrentando múltiplos inimigos ao mesmo tempo, faria minhas ações acima, mas mudando meu posicionamento, tentando sempre fazer com que meu alvo atrapalhasse a mira dos outros em mim, visando fazer eles se acertarem.

Se algum inimigo meu carregasse facas, as pegaria de seus cintos ou esfaquearia seus dedos em meio a minhas esquivas para o fazer largar a faca para eu poder a pegar, uma vez munido de facas inimigas, as arremessaria mirando o peito e pescoço de outros inimigos na minha vista.

Se atacado, farias minhas clássicas esquivas movendo o mínimo possível o corpo, sempre mantendo um olhar frio e psicótico, caso os ataques esquivados fossem de armas de fogo, assim que elas fizessem o som de estarem sem balas, riria alto e prosseguiria com um avanço em velocidade máxima para realizar meus ataques.

Se houvessem treliças, hastes de sustentação, lustres ou qualquer coisa no teto que me permitisse utilizar delas para aumentar minha mobilidade, usaria os mesmo para aprimorar minhas acrobacias, me agarrando nelas para estender, alongar ou prolongar saltos, para aumentar ainda mais a aleatoriedade dos meus movimento.


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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Sex Fev 11, 2022 12:02 am






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



A invasão à base de operações de seu alvo finalmente era sucedida, e com ela, vinha a parte que Deep mais gostava, embora não tão suculenta desta vez: a matança. Um por um, o fio de sua lâmina fria passava pela pele quente dos inocentes, que tiveram o infortúnio de estarem no caminho de Cutt. Sua fúria era insaciável; sua sede por sangue inesgotável - seu prazer... enorme. Conforme o chão ia sendo pintado com o glorioso vermelho rubro, o ar era impregnado com o odor férreo e muitas vezes fétido e pútrido. Para Deep, mesmo naquela situação de perigo, era um aroma perfumado que o motivava a continuar na hora da dúvida. A entidade dentro de si estava acordada, e o homem não possuía o desejo de segura-la.

Partindo para o próximo cômodo, Deep começava a passar o fio de sua lâmina nas paredes como forma de amolação e amedrontamento. A luz vermelha estática lhe era familiar de certa forma, mas algo o dizia que naquele momento, seus olhos acostumados com a escuridão o ajudariam grandemente. Como se as coisas subitamente se tornasse realidade, podia ouvir passos distantes vindo do fundo do corredor por onde andava. Neste, várias portas para dormitórios, salas e outros espaços se encontravam, mas a cavalaria viria de mais longe: do fim daquele alongamento extenso. Ele podia ouvir - sentir o odor de suas presas. Como um bom caçador, aquilo viraria uma cena de massacre muito em breve.

Conforme supracitado, não demorava muito para que os primeiros inimigos aparecessem. Seus olhos pareciam assustados e em choque, bem como esforçados por estarem naquela precária luz vermelha. Deep, no entanto, vendo que os primeiros inimigos carregavam armas de longo alcance, não hesitava como eles mesmos, partindo imediatamente para o ataque. Seu movimento era errático, randômico e muitas vezes difícil de entender. Os disparos contínuos do rifle não o paravam, enquanto o flash de cada projétil iluminava parcialmente o ambiente. O padrão desses clarões criava uma visão perturbadora: vez após vez, aquele vulto negro estava mais perto, assim como a certeza de que aqueles soldados não voltariam com vida dessa missão suicida.

Como se não fossem nada, a primeira onda de inimigos caía, um após um. Um, dois, três... no fim, nem mesmo havia mais balas para serem usadas contra o demônio, enquanto este cortava a garganta de seu alvo impiedosamente. As cápsulas no chão eram inúmeras, todas banhadas no sangue de seus atiradores, ungidas no líquido vermelho - abençoando o que para Deep seria uma noite de caça. Mesmo assim, o frenesi do homem parecia não acabar. Com seus sentidos em ápice e sua máscara já em tom escarlate, mais uma onda de inimigos parecia vir.

O som de suas passadas eram mais confiantes, mais numerosos e mais tenebrosos. Tudo indicava que o que acontecera ali fora uma grande chacina de... peões. Olhando para o horizonte, então, enxergava sombras e mais sombras vindo em sua direção. Elas bruxuleavam como se fossem causadas por uma espécie de chamas inquieta. Desse momento, não demorava muito para que começassem a aparecer o restante da trupe. Atrás deles, seu alvo, a mulher que de santa não tinha nada. Protegendo ela eram cerca de 5 inimigos. Soqueiras, facas, lâminas, martelos e até mesmo mais pistolas eram vistas nesse momento. Uma coisa era certa: tudo estava se encaminhando para uma luta complicada.

— "A chama é o sopro da alma. A fumaça preta é a liberação da alma. Cinzas tu era e és. Que tua alma volte para a grande chama de fogo! Lathom" — como uma oração, a "sacerdotisa" proclamava, de olhos fechados e grande atenção. Todos paravam para respeito, voltando-se a movimentar logo após tudo o que dissera. De suas mãos, de repente, labaredas de fogo subiam. Embora não tão expressivas, eram o suficiente para causar dano e iluminar a legião de capangas trazidos pelo único motivo de salvar a pele da mulher. Das suas costas, mais uma surpresa: um par de asas angelical aparecia para apimentar tudo aquilo.

Sem hesitação, e protegidos pelo fogo da mulher de aparência divina, cada um deles se posicionava e avançava. Lutadores corpo-a-corpo na frente, lidando com o pesado, enquanto atiradores ou suportes na parte de trás para cobrir aqueles que sacrificavam sua integridade pelo bem da vida do Corpo. Como pensado, Deep só agia então assim que eles atacavam. Seus movimentos novamente eram estranhos e inexplicáveis para alguns, mas nada diferente para outros. Com maestria, pulava na parede para forçar uma posição desconfortável, enquanto partia para a clavícula de um dos grandalhões.

Como queria, a faca escorregava pela pele do homem e terminava com um banho de sangue. O próximo passo seria atingir sua panturrilha, mas alguém do seu lado parecia tentar o parar. Ele se esquivava, apenas para cair na armadilha do homem armado que estava do lado da mulher. Ele parecia ver com precisão os movimentos de Cutt, e assim o atingira com uma bala no antebraço. Sem dar tempo de se recuperar, pequenas ondas de chamas partiam para cima do assassino, causando pequenas e leves queimaduras pelo seu corpo. Após isso, um breve momento de brechas se abria para que as próprias tropas não fossem queimadas. Era o tempo de Deep sair ou atacar: suas ações determinariam os próximos acontecimentos.


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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~





Encontrava os primeiros inimigos e apesar do número deles ser superior a minha enorme equipe de apenas eu e a entidade, digamos que a entidade pesava bastante na conta. Os brinquedos se quebravam um a um, jatos do escarlate suco da vida se lançavam ao ar, dando um perfume de morte ao local, podia sentir minha máscara se ensopando com aquela deliciosa essência e permitia minha língua a sair da boca para tocar o pano para me dar o gostinho da vitória sobre aqueles azarados.

O gosto de sangue que transpassava a máscara enchia minha boca e eu podia sentir meu corpo implorando por mais daquele prazer viscoso que escorria suavemente em minha garganta me fazendo revirar os olhos em prazer.

Um ressoar de mais passos vinham ao longe, mas apesar do meu medo da morte naquela luta, minha sede de sangue e a voz em minha cabeça não me davam espaço para sequer pensar em recuar, era como se minha faca, já tingida de escarlate e pingando os últimos rastros de vida dos que havia encontrado, implorasse por mais, gritasse uma súplica silenciosa que eu não podia ouvir, mas a voz na minha cabeça fazia o favor de dublar.

Um entoamento de prazer, vontade, desejo, fome e agressividade ecoava na minha mente, falando muito rápido e muitas coisas ao mesmo tempo para sequer conseguir entender o que se falava, mas eu conseguia compreender, conseguia sentir em meu âmago… E apesar do medo que faria eu sair correndo, perante a presença da entidade, eu podia ouvir esse desejo, pois sabia que seria protegido e recompensado pela minha oferenda.

Então eu via meu alvo ou melhor dizendo, o motivo de eu estar ali, a “freira”, circundada de cinco capangas armados de formas diversas, me parecia que ela deveria ter algo de religioso em seu cerne, pois ela orava ao me ver, talvez pedindo ao seu deus por força e auxílio? Infelizmente para ela, eu carrego meu próprio “deus” no bolso e até o fim daquela contenda ela estaria no chão com diversos “versículos” abertos em sua carne por minha “bíblia” afiada.

Com certeza as chamas e as asas me chamaram a atenção, benção do deus dela? Me parecia que ela seria talvez algo próximo do que eu sou, um arauto de uma entidade, porém eu duvidava que ela tivesse tão próxima do que ela rezava, se fosse tão próxima quanto eu, não precisaria falar para conversar com a fonte de poder.

Conseguia me mover de forma a encaixar um corte, mas meus movimentos pareciam ser acompanhados por alguns, um fenômeno incomum e que podia dificultar aquele combate, tal capacidade inimiga permita que dificultasse a execução exata de meus desejos, resultando num tiro em meu braço direito e uma rajada de chamas que recaia sobre mim.

O tiro ardia e podia sentir a dor latejar e correr por meu corpo todo, era como se me apunhalassem com uma faca quente, a agonia era enorme, mas ser coberto por chamas foi extremamente desesperador, podia sentir minha carne cozinhando lentamente e minha garganta fechou ao não saber se respirava ou gritava, acabei não fazendo nenhum.

-FOGO???!!?? EU NASCI DISSO…

A fala em minha cabeça me fazia entender, as feridas apenas expunham mais da entidade para fora de minha carne fraca, a entidade era nascida no inferno, criado no fogo e enxofre, eu evito tomar danos por medo da morte, mas me matar seria libertar aquele mal sem freios no mundo, assim como me ferir apenas permitiria que mais poder fluísse em minha lâmina sedenta.




Percebendo a brecha causada pelo ataque vasto em meio aos próprios aliados, tentaria aproveitar para pegar o atirador desprevenido, avançaria ainda por entre as chamas tentando esconder a visão sobre mim enquanto a dor e a sede de sangue me faziam rir e chorar quase que ao mesmo tempo em uma histeria louca que eu fazia questão de ressoar no ambiente para que chegasse em seus corações. Tentando aproveitar de minha velocidade, da dificuldade de me ver e da possível estranheza por alguém sendo queimado vivo, rir de forma tão estranha, buscaria ficar cara a cara com o atirador e lhe enfiar a faca na barriga, movendo a mesma com a lâmina dentro dele para danificar mais seu interior, enquanto o olharia olho no olho com um olhar psicótico.

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Conseguindo ou não esfaquear o atirador, meu próximo movimento seria rapidamente pular na parede e atrás da freira, de todos ali, o único que não se importava de ferir ela, era eu, ficar perto dela provavelmente dificultaria a luta para eles.

Ataques feitos contra mim, eu tentaria sempre me esquivar tentando me mover em “dashs” para manter sempre a freira entre mim e os meus atacantes enquanto tentaria a esfaquear em seus braços, feridas buscando causar dor e pânico, não cortes tão profundos e em posição de apunhalamento para a matar rapidamente.

Caso não conseguisse manter a freira sempre entre mim e meus atacantes como um escudo humano, quando fosse atacado, tentaria desviar rodopiando ao redor do atacante e me escondendo atrás dele, me movendo de forma silenciosa e de forma a estar sempre escondido atrás de sua figura para os outros, de forma a eles terem o mínimo de informação da minha movimentação possível, porém acompanhando a movimentação de minha “cobertura” eu acabaria por entrar na visão de alguém, o qual faria já pulando em sua jugular com a faca, desde que não fosse a freira, essa eu atacaria nos braços.

Se em algum momento o homem que tinha facas como arma, estivesse me atacando com a mesma, tentaria desviar com meus movimentos mínimos incomuns de sempre e reagir com um corte contra os dedos que seguram a arma, tentando fazer ele soltar a mesma. Caso ele soltasse, arremessaria minha faca contra o pescoço do inimigo mais próximo, enquanto pegava a faca com a mão esquerda logo antes de a devolver para minha mão direita para continuar meus ataques.

Caso algum ataque não pudesse ser esquivado puramente da forma tranquila e teatral como estava buscando, tentaria desviar do mesmo pulando rumo a uma parede, onde pegaria impulso para ir a toda velocidade em um pulo contra o pescoço do inimigo, mais próximo, que não fosse a freira.



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Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



A entrada de Deep havia sido sangrenta, portanto, triunfal para o homem, mesmo que a situação houvesse se complicado de certa forma. A quantidade de seus inimigos e a abrangência de seus poderes havia colocado uma muralha entre ele e o seu alvo: a Freira. Com queimaduras e um tiro não esperado, ele entrava em um êxtase histérico que não podia ser contido. Seus poderes foram nascidos do fogo, assim como a alma maligna que o auxiliava. Suas queimaduras e seus ferimentos, enfim, não valiam nada, pois quão mais próximo da morte... mais próximo ele estava da origem de tudo que o fortalecia.

Sabendo desses fatos, e empoderado pelas palavras daquilo que chamava de entidade, ele não poderia mais parar. Sua histeria talvez misturada com lágrimas não podia ser vistas pelos capangas por conta da máscara manchada em vermelho, porém, sentida através de cada passo e ação que o assassino tomava enquanto naquele campo de batalha. Sua risada maluca ecoava pelos corredores finos e escuros do lugar, trazendo certa confusão e apavoro - a sensação de não estar seguro mesmo então em meio a tantos; o eriçamento dos pelos e a súbita onda de negatividade. Tudo isso passava por cima daquele povo enquanto lutavam pelas suas vidas. Eles não estavam caçando - mas sendo caçados.

A primeira vítima desse caçador em chamas era o que mais lhe traria problemas: o atirador que se escondia por trás dos seus colegas de equipe. Deep não podia mais se contentar com o sangue que havia derramado, embora muito, tudo aquilo lhe era pouco. Com seus movimentos diferentes e rápidos, fortalecidos pela inundação de adrenalina que corria em seu sangue, o permitiam chegar perto do homem que havia lhe causado mal em uma parcela de segundos - rápido o suficiente para que não houvesse reação enquanto sua barriga era perfurada em um último suspiro. A visão final daquela vida não podia ser mais assustadora. O olhar psicótico, mesmo na beira da morte, trazia calafrios. Novamente, o sangue escorria, junto da vida que lentamente se esvaía naquele chão.

Todos estavam chocados. O momento de hesitação que tiveram ao sentir o medo primal do assassino brutal em suas frentes custara a vida do amigo que mais os ajudaria naquela batalha. Eles não podiam se ajudar, senão ficarem mais amedrontados ainda. Apesar disso, a primeira que realizava uma ação para acordar seus súditos era a freira. Assim que Cutt matava seu oponente, corria para trás da mulher para usar a mesma como uma espécie de escudo enquanto cortava seus braços de forma a causar diversos sangramentos. A religiosa, no entanto, não ficava parada. Retraindo suas asas, usava as mesmas para, em velocidade, expandi-las, atordoando Cutt e o jogando ligeiramente para trás.

Era o tempo necessário para que todos se movessem. Com mais uma onda de fogo, a mulher atacava agora os olhos de seu inimigo afastado, não os queimando, apenas debilitando sua visão naquele momento. Em sequência, o homem que empunhava o martelo corria em direção à freira, usando-a como uma forma de não ser detectado enquanto preparava sua arma. Não demorava muito para que, com um golpe contundente, Deep fosse acertado lateralmente em meio a sua confusão e temporária cegueira. Seu braço direito amaciava o impacto em suas costelas, mas se tornava insensível pela dor excruciante de seus ossos esmagados, enquanto o mesmo era jogado contra a parede.

Em seguida, vinha o soqueiro, auxiliado pelo utilizador de facas, que preparava um arremesso. Enquanto na parede, Deep estava vulnerável, e sabendo disso, possuíam o pensamento crítico de finalizar o homem ali mesmo. Apesar disso, eles subestimavam seu inimigo. A melhor forma de defesa é um ataque bem feito, e levando isso em consideração, Cutt saltava em seu atacante, visando seu pescoço antes mesmo que pudesse ver normalmente. O impulso tomado na parede era o suficiente para derrubar o brutamontes para trás, enquanto esfaqueava sua garganta, levando outro ao óbito. A faca arremessava atingia o antigo local do assassino, que agora quase recuperado das chamas nos olhos, estava pronto para mais um round de insanidades.


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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Ter Fev 15, 2022 10:12 pm

~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~



Fogo era jogado em minha cara, eu estava em êxtase com a luta, mas a falta de visão me trazia memórias nada boas.

Se visão eu voltava a ter meus seis anos, preso num quarto no fundo da capela, era pra ser um castigo para os órfãos que não obedeciam o padre, era para termos medo do escuro, mas eu não tinha, via bem no mesmo, me dava bem com ele, tinha com quem conversar em minha cabeça, não era eficiente para me controlar e o fato de que eu não ouvia as ordens nojentas do padre quando as freiras nas estavam por perto o faziam ficar nervoso.
Lembro de uma vez ele entrar no quarto escuro após perceber que não era escuro para mim e me vendar, foi a primeira vez que fiquei sem visão dos meus arredores e desesperei, queria sair dali, queria correr dali, mas o padre queria que antes eu o obedecesse e tirasse minha roupa para algum ritual estranho no escuro, lembro de lutar e me debater, o padre ficou nervoso, ele agarrou  meu braço com força demais.

-AHHHHHHHH…

Gritei conforme senti o martelo quebrar meu braço como naquele dia e como naquele dia meus olhos enchiam de lágrimas e eu sentia a faca em minha mão, como aquele dia senti uma caneta no chão, as chamas saíam de meus olhos como a venda aquela vez escapou e por um segundo não vi mais meus oponentes, apenas o padre, um grito de dor e raiva inundou minha garganta conforme me joguei para matar um fantasma do passado e acertando um oponente do presente, a diferença de idade, treino e capacidade da memória e do presente eram enormes, pois com certeza as similaridades com o que eu me lembrava, acabavam ali.

Meu ataque era bem sucedido e mais um ia pro inferno com um cartão de visitas meu, o choro em minha garganta se tornava gargalhada, a histeria me fazia rir e chorar quase que simultaneamente, tudo começa com um grito quase que em desespero, uma pitada de choro e um punhado de gargalhada, uma verdadeira declaração de loucura, um som que muitos não acreditariam que sequer saía de um ser humano são. Era puramente o choque entre minha alucinação do passado e a realidade, o medo da lembrança e o êxtase da situação, daria para se mostrar essa ação para uma sala de aula de psicologia e todos teriam belos exemplos de diversos problemas psicológicos para entender.



Iria então pegar a faca com minha mão esquerda, para retirar ela do braço direito cuja mobilidade me doía e iria me atrapalhar bastante. Tinha menos destreza com a mão esquerda, mas com certeza seria melhor que com a outra agora.

Ainda rindo alto e de forma como se a melhor coisa do mundo estivesse acontecendo começaria a dar passos lentos em direção aos inimigos, fazia minha risada ecoar e junto do meu ritmo de passos lentos e ordenados tentava criar uma sugestão na mente dos ali presentes, a ideia era o ritmo inconstante de minha risada junto ao ritmo constante de meus passos iniciarem um processo hipnótico ao forçar o cérebro alheio a ter que lidar com aquelas duas informações dissonantes ao mesmo tempo, forçando o cérebro a um estado tensão ainda superior ao que já se tem em uma luta, perdendo assim a parte da velocidade para assimilar os seus arredores e me ajudar a enganar seus olhos.

Caminharia nessa forma em direção a quem estivesse mais próximo e se fosse possível chegar caminhando até a pessoa por algum motivo, tentaria apunhalar a mesma na garganta e prosseguir ao próximo.

Se eu fosse atacado sairia do meu movimento ritmado logo antes do ataque fazer contato, para que o cérebro estressado dos inimigos demorasse mais tempo para conseguir filtrar minhas ações e acompanhar minha velocidade, tentando assim dar a ilusão de sumir em pleno ar durante minha esquiva que seria um “dash” para o lado mais longe do ataque que estivesse próximo de um inimigo, para então encaixar outro dash para perto do mesmo e tentar deslizar a faca para dentro da carne mole em sua garganta, enquanto renovaria minha risada, mostrando meu contentamento e tentando levar os outros ao desespero.

Se eu percebesse a freira preparando um ataque de fogo no entanto, me moveria rapidamente, mas não o suficiente para sumir de sua vista, para colocar um aliado dela entre eu e ela durante o ataque, torcendo para a tensão e o cérebro lento a fizessem atacar um aliado, no qual eu pularia com a faca mirando sua garganta para aproveitar a distração pelo fogo enquanto riria de forma debochada a zoar o erro do freira.




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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Qui Fev 17, 2022 10:48 pm






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



A histeria, diversão, dor e loucura, subitamente, davam lugar a uma memória perdida. Uma lembrança enterrada tão fundo quanto Deep enterra seus próprios inimigos. O fogo, aquilo que lhe trazia força através da desatinação, tampava também sua visão dando gatilho ao que parecia ter sido seu primeiro trauma. Visões de um abuso físico, psicológico - talvez até imoral passavam como um flash na sua mente, enchendo-o novamente com o ódio que o trouxera até o local. Enquanto ele afundava a faca na garganta daquele padre, também padecia um dos capangas da Freira. Enquanto ele saía daquela sala escura e tirava a venda daqueles olhos, ele ria, gargalhava, e andava na frente do inimigo, sabendo bem que eles não eram páreos para ele ou sua insanidade profunda.

O andar rítmico e as risadas que ecoavam pela pelas paredes, somado ao constante piscar das luzes e a atmosfera pesada de sangue e morte, traziam uma aura monstruosa para aqueles que não se sentiam bem naquelas situações - todos que não eram Deep. Ninguém ali, apesar da vantagem numérica, possuía realmente uma vantagem naquelas condições. Tudo o que lhes restava era paralisia hipnótica, seja pelo medo ou pelas táticas cerebrais de Cutt. Tudo o que esperavam era aquela lâmina fria rasgando suas gargantas, enquanto aquele corpo negro desaparecia e reaparecia a cada morte.

Primeiro, caía o espadachim; tremia demais para sequer usar sua espada direito. O atirador de facas, sem sua arma principal, se ajoelhava enquanto assistia seus amigos morrerem, imerso em um mundo que só ele via, sentindo um medo que apenas ele poderia descrever - hipnotizado pela pura aura demoníaca que aquele inimigo exalava diante de seus olhos. Com um dash após um ataque mal-executado do lutador com soqueiras, caía, sem protestos ou gritos - havia aceitado sua morte. O terror nos olhos dos que restavam era de um tamanho imensurável.

O primeiro movimento que o ladino tomava, após assistir seus colegas morrerem atônito, era um engatinhamento. Seus olhos fixos em uma lâmina, mas ele não possuía a intenção de matar. O homem nem mesmo piscava, talvez não pensasse e só agisse por instinto, tentando preservar sua dor. Ele pegava aquela espada caída, ensanguentada, e enfiava em seu peito, caindo para trás e partindo desse mundo enfim. A freira, igualmente amedrontada, caía de bunda para trás. Suas asas anteriormente alvas como a neve, agora estavam vermelhas como a mais rubra das rosas. Seus olhos fixos e ao mesmo tempo bruxuleantes focavam apenas a figura dos contos de terror em sua frente. Ela tinha algumas certezas em sua vida. Uma delas era a morte certa naquele momento.


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Última edição por Koji em Sex Fev 18, 2022 4:52 pm, editado 1 vez(es)

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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


A vontade de destruir, de perturbar, fazer todos perderem o controle, lhes dar esperança apenas para a rasgar em pedaços ainda menores. Isso é um resumo da vontade em meu coração e podia dizer que meu gosto era bem saciado conforme os oponentes caíam um a um, todos mortos por lâminas? Sim, mas não por lâminas de metal e sim por uma lâmina mais afiada e certeira, o medo.

Fossem paralizados de medo ou preferindo um suícidio rápido ao invés de uma tortura divertida, os inimigos caíam, inclusive a freira, mas ela não caía morta, não, ela apenas tropeçava em seu próprio medo, sem reação, esperando o beijo de minha lâmina.

Ficaria em silêncio para que minha vítima pudesse ouvir o próprio coração acelerar, caminharia então para perto dela, desviando lateralmente qualquer ataque e mantendo um olhar frio e impiedoso não importa o papo que a freira tente soltar.

Se ela tentasse fugir e correr, aceleraria para perto dela e aplicaria cortes de faca em suas panturrilhas para tentar diminuir sua capacidade de fuga causando o dano menos letal possível.

Se ela tentasse se proteger com mãos ou asas, despejava cortes contra os mesmos, para lhe causar dor e uma morte lenta.

Se ela falasse algo como um pedido para que eu a matasse logo, diria:

-Ahhh… Por que eu estragaria a diversão tão rápido???

Prosseguiria de qualquer forma, fazendo cortes em suas extremidades para causar o máximo de dor antes de matar ela. Quando eu percebesse que não existia mais vida em seu corpo, cortaria a carne e nervos do pescoço e chutaria a cabeça até o osso soltar para eu poder retirar a cabeça para o meu contratante, pegaria a cabeça e colocaria em algum pano grande que visse, fosse uma cortina, pano de mesa ou a roupa de alguém.

Voltaria fazendo o caminho de volta para fora, passando por todos os corpos e os espetando com a faca na garganta só para garantir a ausência de cida neles.

Se algum sobrevivente ou novo oponente me atacasse, desviaria pulando na parede mais próxima e contrataria pulando contra o mesmo para apunhalar seu pescoço.

Com a cabeça num pano, caminharia de volta ao hotel pela mesma entrada de antes, mas dessa vez sem me esconder dos seguranças, apenas dando um olhar frio e sem emoção para os mesmo conforme passava.

Prosseguiria até a sala onde achava que meu contratante ainda estaria, aquela sala na qual ele me passou os detalhes, se o achasse, esticaria em forma de oferecimento o pano com a cabeça dentro.

-Preciso de um quarto, comida, roupa lavada e um médico para ver meu braço… Ai poderei pegar outro serviço assim que o braço melhorar… Ok?

Eu estaria com muita dor agora que o sangue havia “esfriado” e estava sem adrenalina, a dor com certeza estamparia um perigo a mais em meu olhar, como se fosse os olhos de um animal ferido, não que eu quisesse assustar meu contratante, mas também não queria ser visto como um filhotinho inofensivo.


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Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



A hora do fim dramático do embate era óbvio, assim como a vitória esmagadora de Deep que fez com que aqueles soldados treinados parecessem crianças no berçário. O monstro do armário havia dominado a mente deles e os feito fazer xixi na cama, assombrando cada um de seus pensamentos e aterrorizando suas mentes até a hora da tão esperada morte, ou descanso de toda aquela tortura física e psicológica, talvez até moral. O último alvo, por ser o último e ter visto toda a cena, não se continha ao tropeçar em seu próprio pé de medo. A visão do olhar frio do monstro agora se encontrava com seus olhos titubeantes e cheios de terro, para uma última encarada enquanto suas mãos e asas se levantavam para se defender em um ímpeto de reflexo.

A reação de Cutt era simples. Seguia seus atos até agora e cortava a freira, fazendo a mulher despejar o líquido da vida e encher sua mente de júbilo com a visão. Enquanto a alma da figura angelical saía de seu corpo, nada mais restava para o assassino ali, senão memórias de uma das melhores noites de sua vida. A adrenalina em seu corpo quente ajudava a manter a dor sobre controle, portanto, precisava ser rápido. Assim que via o alvo perdendo o brilho nos olhos abertos, começava a violentamente chutar sua cabeça até que a mesma saísse de seu corpo.

Não demorava muito até que isso acontecesse, quando ele pegava um pano de cortina e amarrava o membro dentro do tecido. A cada passo que dava para fora daquele lugar, um barulho vinha de seus pés como se pisasse em poças de água. Na realidade, eram poças de sangue, que não apenas inundava o chão com sua vastidão, mas também o ar e o ambiente com seu clima sombrio e aroma de morte. A tranquilidade do homem, que se via vestido em vestes de sangue, era tamanha que não parecia mostrar o que acabara de fazer, senão pela olhada fria a alguns capangas aleatórios do lado de fora do ambiente. O olhar de dúvida era claro, portanto, saíam da posição imediatamente para checar o interior do local. Com ele, nada aconteceria mais.

Alguns outros minutos eram gastos até o Hotel Belluci, onde seu empregador estava. O acesso continuava o mesmo, porém, agora, nenhum olhar estranho era direcionado para ele - talvez fosse como o homem nem existisse enquanto passava pela cozinha abafada do hotel e se dirigia até a sala do chefe. Assim que chegava, de lá saía um homem de grande estatura e carranca odiosa. Olhando para Deep, ele rosnava e continuava seu caminho com passos pesados e raivosos. Entrando então na sala do chefe, via o homem com seu tradicional charuto na boca, aliado a um rosto igualmente impiedoso.

— Vejo que tem boas notícias, enfim. — Falava o homem, se levantando de sua cadeira e colocando a cabeça da falecida em um balde metálico para evitar que o sangue escorresse em seu carpete caro. Ouvindo as exigências de Deep, concordava com a cabeça e apenas proferia algumas palavras enquanto analisava outros documentos e imagens em uma estrutura similar a um dossiê. — Vá até à recepção do hotel e diga que Boldhur te enviou. Eles irão te entregar a chave de um quarto. Vá até ele e peça tudo o que desejar. — falava ele parecendo apressado e ansioso. — Não ande de máscara, nem pareça suspeito. Esconda o máximo dos vestígios que puder. Por enquanto não podemos nos dar o luxo de sermos descobertos. Apareça amanhã e eu terei uma nova missão para você. — terminava, enviando Cutt para seu descanso merecido.


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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


Não tinha tempo de conversar sobre as falas de Boldhur, apenas retrucava uma fala dele enquanto saía rumo a meu quarto.

-Só tenho essa roupa, não tem como usar outras, por isso preciso tanto que sejam limpas.

Sairia e tiraria minha máscara, a abaixando até o pescoço, em seguida rumaria para a recepção do hotel onde em tom monótono, diria:

-Boldhur me mandou aqui, disse que teria um quarto… Preciso dele, preciso que lavem essas roupas, preciso de comida e também de um médico.

Com cara de poucos amigos iria para o quarto que me fosse entregue, tiraria as roupa assim que chegasse, tomando cuidado para não forçar o braço ferido, entregaria a roupa quem fosse lavar, ou já a separaria esperando lavagem e me enfiaria no chuveiro ou banheira do quarto para poder tirar a sujeira e sangue.

Após o banho simples de um braço só, me vestiria com algum roupão do quarto ou me enrolaria numa toalha, para esperar comida e médico.

Comeria a comida com vigor, mesmo que durante o atendimento médico e caso algum toque do médico me causasse dor, olharia com um olhar de animal ferido para o médico, demonstrando uma vontade feral de o ferir, mas me reprimindo puramente por precisar dele.

Uma vez alimentado e atendido, deitaria no colchão para dormir por quase que todo o dia após aquela noite agitada, obviamente dormiria com a faca sob o travesseiro.

Quando acordasse, tomaria um banho e se ainda tivesse comida pelo quarto ou alguma forma de pedir mais, comeria.

Caso sentisse meu braço melhor, iria atrás de Boldhur, caso contrário ficaria em meu quarto.

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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Ter Fev 22, 2022 12:33 am
]





Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



O descanso enfim merecido finalmente chegava. Anunciado por um chefe aparentemente de mau humor, o mesmo pouco podia fazer quanto a isso, muito menos seu mais novo cachorro de caça que pouco sabia sobre tudo que acontecia ali. Para ele, restava apenas dizer algumas palavras ignoradas e seguir adiante com sua vida, passando pelas etapas descritas por Boldhur logo antes de sua saída. Aquela noite era de Deep e nada iria mudar isso. Sua conduta na missão havia sido perfeita, apesar das injúrias, logo, tudo que precisava era de um bom banho e uma deliciosa cama.

Assim que chegava em seu cômodo, o homem se deparava com algo bem distante de seu antigo esconderijo. Claro, até aquele momento tudo havia sido especial e fora da bolha de Cutt, mas o quarto parecia impressionar. Uma cama king size tomava conta de uma boa parte do espaço, virada para uma espécie de sacada que mostrava todo o horizonte da cidade de Sirarossa. O odor fétido e a criminalidade não eram vistos dali, apenas a bela visão de uma grande cidade iluminada.

Logo após a porta de entrada, virando à direita, via-se a entrada para o banheiro igualmente luxuoso. Pia e torneira de última geração, além de uma banheira enorme com regulagem e requintes que aquele homem talvez nem soubesse distinguir o que era. O espelho era a primeira coisa que via assim que passava para aquele cômodo; seu rosto ensanguentado chamava a atenção, assim como suas feridas expostas e a queimadura ardente em sua pele. Não se alongando muito no reconhecimento do ambiente, o homem passava a tirar suas roupas, encontrando a dificuldade do braço sozinho em duas ações.

O banho se mostrava outra particularidade, afinal, qualquer movimento menos assertivo acabava por enviar uma corrente de dor que se alastrava por todo o corpo do assassino. Seguindo essa dinâmica, o banho findava com o recipiente vermelho sangue e o autor daquela sujeira em sua glória e naturalidade. Com o roupão, cobria suas intimidades e finalmente atendia ao homem que esperava por todo esse tempo por ele na porta: um médico aparentemente forte e parrudo, em sua meia idade e auge. Atrás dele, uma simples camareira que estava acostumada com aquele tipo de situação, levando até o rapaz comida e três trocas de roupa: uma social, outra casual e outra para missões - essa incluía uma máscara semelhante à sua.

Enquanto se alimentava, era tratado. Durante todo o momento não se ouvia um pio entre os dois, senão os rosnados animalescos de Deep conforme sentia dores pela quantidade enorme de procedimentos feitos em seu corpo. Bandagens ali, suturas acolá, pomadas em sua derme e etc. Cobriam seu corpo que agora descansava em paz na cama confortável do local. Com a faca abaixo de seu travesseiro, dormia o sono de Hypnos para os merecedores, acordando apenas no outro dia, claramente sem condições - quiçá forças - para trabalhar. Seu chefe, até o momento, não havia cobrado nada; o que reserva seu futuro? Isso descobriria após seu relaxante banho matinal e o comum desjejum da manhã.


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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Ter Fev 22, 2022 11:50 am

~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


O quarto era confortável e cheio de coisas que eu nem sabia bem o que eram, a comida era boa e farta e apesar dos incômodos causados pelo tratamento, ele também era de qualidade.

Meu sono era pesado, bom e sem interrupções pela entidade. Ao acordar me alimentava e tomava um banho, acho que já havia tomado mais banhos hoje do que na última semana, no entanto ainda não estava bem o suficiente para caçar novamente, não com aquele braço. No entanto, estava curioso por minha próxima vítima, quem sabe a ansiedade da caçada me fizesse sarar mais rápido?... Não tinha respostas em minha mente, a entidade dormia, que descanse bem até sentir fome de novo.

Com cuidado me vestiria com a roupa casual, achava ela engraçada, diferente, mas não sabia dar nó em gravata, então apenas a jogaria em minha cama, onde pegaria a faca que guardaria na manga esquerda como de costume e então sairia em busca de Boldhur em sua sala onde ouviria sobre a missão sentado no meu local de costume.

-Ok… Mas não posso começar logo essa caçada… Meu braço ainda está estourado, vou esperar até ele dar uma melhorada…

Se Boldur se tornasse agressivo perante a fala, bem, ele que está pagando essa vida nova que apesar de eu ter experimentado tão pouco, já estava querendo cada vez mais, não posso morder a mão que alimenta. Mas não significa que não posso reagir e sem a entidade para me ajudar ou exigir uma agressão, eu podia usar um pouco mais de minha vontade pessoal.

-Bem… Não tinha me parecido que você gosta de trabalho mal feito, Boldhur… Sem um braço perfeito o alvo terá mais chances de sair vivo… Sinceramente eu não gosto de dar essa opção para quem eu decido matar, agora se você gosta das suas coisas mal feitas e inacabadas, talvez eu deva buscar alguém que prefira realmente matar seus alvos e aí você pode voltar a contratar aqueles ratos que eu vi quando cheguei aqui… Se você quer um serviço bem feito, espere meu braço e me dê a missão… Agora se o alvo é fácil ou pode continuar vivo, entregue para qualquer bostinha… Se você não tivesse visto o que posso te oferecer, não teria me contratado…



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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Ter Fev 22, 2022 11:34 pm






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



A manhã de Deep havia, diferentemente das outras, sido calma. Nada de entidade o dizendo o que fazer ou pedindo por mais - estava desacordada -, ou quaisquer outras incomodações que possivelmente lhe tirariam a paz. Dito isso, seguia a rotina da comida reforçada, banho relaxante e então profissão dos sonhos. Colocando sua nova roupa casual com cuidado, via certa dificuldade ao passar seu braço predominante quebrado. A maior pedra em seu sapato, no entanto, era a gravata, que simplesmente não era de seu conhecimento. De qualquer forma, até a sala do chefe o homem ia.

Descendo os andares e passando pelo hall, dessa vez, o homem era bem-visto e até mesmo cumprimentado. Suas roupas e seu cheiro acabavam por mudar totalmente a forma como era tratado, embora isso nunca parecesse incomodar o assassino. Só mostrava o quão seletiva era aquela sociedade hipócrita. De qualquer forma, não demorava a chegar na sala de Boldhur; a porta se encontrava aberta, exalando o forte cheiro de charuto que já havia se tornado característico do mesmo. Seu rosto, no entanto, parecia mais alterado ou nervoso que anteriormente.

— Vejo que a luta de ontem demandou de você, não é? — começava ele, olhando papéis e fumando seu charuto de maneira despreocupada. — Vamos aos negócios então. Estamos passando por um momento turbulento por aqui. — iniciava, mas não deixava a conversa morrer durante uma pequena pausa durante um folheamento. — Seu novo alvo se chama Sycius Marcconni, um pequeno aspirante ao comando da família Marcconni, nossos concorrentes. — entregava, então, uma imagem que mostrava a foto do jovem caucasiano.

— Infelizmente, seus ideais não vão de acordo com nossos interesses, portanto, precisamos dele fora. Não mostre sua identidade, nem mostre que somos os contratantes. — finalizava o homem, frisando a última parte de sua fala para denotar a importância. Deep não tinha outra opção senão aceitar, avisando o chefe de seus contratempos. — Você só precisa eliminar ele antes da noite de depois de amanhã, que é o dia das escolhas oficiais. Logo, quanto mais tempo demorar, mais difícil é a missão. — terminava ele, voltando a olhar para seus papéis, esperando que Cutt saísse da sala naquele momento.
 

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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


Bem, aparentemente eu tinha tempo para ver se meu braço melhorava, também não queria perder aquele emprego, então talvez fosse bom fazer as coisas de forma menos divertida dessa vez, para manter a diversão pro futuro.

Após olhar a foto e ouvir as falas, diria:

-Tem alguma dica de localização alguma pista para eu seguir? Só pela foto é difícil o achar na cidade… Fora que por seu pedido de fazer tudo na encolha, suponho que não posso só sair perguntando dele por aí…

Ouviria do homem o que tivesse a falar e então sairia, inclusive sairia do hotel para as ruas, daria uma passeada em busca de averiguar como a cidade tava reagindo ao que fiz ontem, assim como dar uma olhada nas localidades de algum lugar que Boldhur tenha dado como dica.

Eu observaria os locais e tentaria ficar perto o suficiente para ouvir as conversas enquanto observava.


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A calmaria antes da tempestade era um termo comum, de origem intuitiva e de forma popular - de tal modo que ao menos uma vez alguém já havia experimentado. Para Cutt não parecia diferente. A manhã até aquele dado momento era tranquila, sem infortúnios ou estresses; nem mesmo o demônio em sua cabeça e agora intrínseco ao seu ser parecia incomodar mais - a chacina do dia anterior havia acalmado seus ânimos. Esse sentimento, porém, parecia ser breve: Boldhur já o apresentava uma nova missão, e essa prometia carregar consigo uma responsabilidade e dificuldade diferente do proposto até então.

— Você vai encontrar o rapaz perto da mansão Nava, uns 5 blocos daqui. Há um prédio logo em frente, ele mora lá. — dizia o chefe sem pestanejar, porém, não fazia contato visual com seu subordinado - estava entretido demais com os documentos que jaziam em sua mesa desesperadamente bagunçada. Findada a interação limitada entre proletário e empregador, o último saía do hotel para as ruas movimentadas de Sirarossa, apenas para encontrar algo que não fazia jus à fama daquela cidade.

Vazia. Sirarossa estava, aparentemente, vazia. Algumas almas penadas andavam desengonçadamente por aqui ou ali, outros trabalhadores sem medo faziam o mesmo, com os passos apertados. A cidade, outrora com insônia, parecia dormir um sono nunca antes visto ou documentado. Nas bancas dos jornais, nenhum atendente presente, apenas uma placa que pedia honestidade na retirada dos produtos, estes que anunciavam as más novas - "Chacina ocorre em igreja, matando a santíssima freira e seus sacerdotes." suas ações haviam reverberado bem naquelas áreas da cidade.

De qualquer forma, continuava andando pelas ruas frias e cheias de vento até o local indicado. A caminhada não era difícil, muito menos demorada; Deep era bom em seguir ordens e as executar. Estando no recinto, via um prédio fortemente assegurado: seguranças nas portas e nas laterais do edifício, além de mais alguns dentro do acesso ao Loft do seu alvo. Somado à isso, poucos acessos e sequer visão do local, pelo menos daquele ponto onde se encontrava. Os seguranças pareciam fazer pequenas rondas de alguns segundos cada, dando pequenos pontos cegos para o assassino que buscava realizar seu trabalho.

Nessa parte da cidade, o movimento parecia ser mais presente, ou seja, quanto mais periférico, menos informação e medo do que já era realidade para alguns ali. Uns cochichavam, papeavam, vendiam ou até observavam de forma maligna os acontecimentos da rua; nada de anormal para Sirarossa. Na boca do povo ao redor do pequeno triplex, no entanto, se ouvia apenas a palavra do "jovem chefe". Ele prometia acabar com as desigualdades e refrear as atividades criminosas violentas - seu objetivo, ao que parecia, era criar uma utopia -. Tudo que conseguia era colocar um alvo em suas costas. O projétil que acertaria o olho? Estava mais perto que nunca.
 

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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


A cidade parecia falar do que havia ocorrido na noite anterior, havia saído até no jornal, havia um pedido para ser honesto na retirada dos produtos, mas não era como se eu fosse ser, apenas pegaria um e continuaria minha caminhada enquanto o lia, queria saber se alguém tava investigando e se haviam soltado alguma descoberta no jornal, fora que estar lendo seria um bom álibi para parecer menos suspeito.

Ao redor do local do meu alvo notava um sistema de vigia em turnos de tempos em tempo que me permitiriam talvez montar algum plano, não seria possível entrar na loucura da entidade, eu precisaria fazer as coisas de fora um pouco mais chata para poder nem perder o meu serviço e nem ser morto, seria complicado e isso me fazia coçar a nuca com as unhas, arranhando de leve.

Meio deprimido e choroso pelo quão chata seria essa empreitada, colocaria minha faca com a ponto na minha calça e o cabo coberto por minha camisa e então saia meio cabisbaixo rumando em busca de uma loja de relógios, de preferência uma que venda bons relógios.

Se visse uma, adentraria e buscaria um vendedor, com minha nova e melhorada aparência, poderia agora entrar em lugares que eu nunca pude entrar antes, então era hora de abusar um pouco disso.

-Estou buscando um relógio de bolso, algum bem bonito, com uma bela corrente, tem algo que combine comigo?


Diria assim que encontrasse algum vendedor, observaria toda a loja, seus produtos e sua disposição, assim como quantidade de funcionários e seus comportamentos.

Se o vendedor me mostrasse algo muito brilhante, dourado e chamativo, diria:

-Humm… Sabe… Em meu trabalho quero demonstrar classe, mas sem realmente chamar muita atenção, algo mais sútil… Tem algo menos brilhante que ainda demonstra uma boa classe?

Não estava mentindo, no fundo era tudo verdade, estava apenas aproveitando para estudar a situação, não podia agir sem antes analisar bem a loja.


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