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Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Sex Jan 28, 2022 1:00 pm
Cap. 1 - Um mergulho na insanidade

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Deep Cutt. A qual não possui narrador definido.

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Cap. 1 - Um mergulho na insanidade WN4Utd7

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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~




Eu não conseguia dormir, a entidade não deixava eu descansar, minha cabeça chiava com o som repetitivo dos pedidos da entidade.

-MaTaRrRrR…

Não é tão fácil assim, eu também  quero, mas não é tão fácil, pegar alguém de forma que os outros vejam vai me fazer ir preso e eu não vai conseguir andar por aí para poder arranjar comida sem ser caçado e preso… Alguém aqui não me dá poderes já tem um tempo, não aguento com os marinheiros treinados, bem alimentados e armados, não é como se eu fosse conseguir sobreviver só de matar, nunca vi algo assim.

-SAIR… MATAR… QUERO… SANGUE… QUERO… MATAR…

Me coçava compulsivamente, talvez se eu removesse um pouco mais de minha carne com minhas unhas ao ponto de me arranhar e sangrar, fosse o suficiente para acalmar a entidade ou talvez liberar mais dela para que a mesma pudesse me dar mais poder e me permitir brincar sem ter que me importar com a marinha me perseguindo.

-MAIS… MATAR… MAIS…

Rolava pelo chão empoeirado da velha casa abandonada que eu tinha acabado de tomar como mais novo esconderijo temporário, em posição fetal coçava os antebraços já avermelhados pelos arranhões que eram feitos ao lado e sobre as cicatrizes causadas pelas coceiras de crises anteriores. Meu pescoço repleto de cascas de ferida sobre arranhões de uma crise recente, mostravam que a fome da entidade só ia aumentar.

Eu tinha dormido pouco nos últimos tempos por causa das crises, minha olheira era maior que o normal, estava com fome e sede, a única coisa em meu estômago nos últimos dois dias tinha sido algumas garrafas de água que roubei num vizinho e uns pães amanhecidos e duros que peguei de uma padaria. Meu estômago roncava tão alto como a entidade e eu me levantava em busca do último pedaço de pão velho e último gole de água morna.

A miséria que eu estava era castigo da entidade, normalmente sou capaz de encontrar algum local que faça caridade ou uma torta que alguma senhora larga na janela para esfriar, mas como tenho evitado sangrar alguém, a entidade ta me fazem passar tanta fome quanto eu a fiz passar, ela me ensinou a comer a carne, ela me ensinou a beber o sangue, isso a fortalece, a acalma, me deixa dormir em paz pelo menos um dia, mas já fazia um tempo que ambos passamos fome.

Roendo as unhas cobertas de minha pele, caminhava até as janelas cobertas com madeira para olhar por alguma fresta para a rua ao lado, salivaria e espumaria observando, crianças, adultos, idosos, homens e mulheres, tantos pedaços de carne prontos para serem devorados e parquinhos de diversão prontos a serem aproveitados.

-F0mE… m4TAr… C0MeR… fOm3… F4cA… MaT4… C0m3…

A entidade sabia que eu tinha a mesma vontade que ela, ela tentava apenas me fazer ter a mesma coragem e eu sabia o quão longe ela podia ir com essa ladainha, eu não podia mais lutar contra… Eu não queria mais lutar contra… Era chegada a hora de brincar…

Lambia a parede olhando para alguém na rua, quase podia sentir o gosto da pele coberta do suor frio que exalam quando percebem que seu último dia na terra chegou. Meu humor que era quase depressivo pela fome, sede e falta de sono, muda automaticamente perante a lembrança daquele delicioso sabor, pego com uma mão almofada velha  e com a outra saco minha faca. Mordendo meu lábio inferior eu começo a esfaquear a almofada enquanto observo o movimento na rua que não sabem quem os observa. Eu imagino uma pessoa diferente a cada facada na almofada, cada uma invento um grito´diferente, um pedido de misericórdia diferente… Meus olhos começam a virar de prazer, já não sei quem mais deseja aquilo, a entidade ou eu.

Paro de esfaquear minha “vítima” e sento de costas em uma parede, rindo baixinho e mordendo o pano da almofada imaginando qual será o gosto do meu próximo “brinquedinho”.

Esperaria até ser tarde da noite, melhor horário para mim era esse, mendigos, bêbados e drogados,  estariam provavelmente cambaleando pelas ruas se fosse dia de bohemia. Assim que o movimento da rua fosse nulo e a noite fosse profunda, sairia de minha toca e me colocaria a andar, não tinha um plano fixo ou local para ir, seguiria pelos becos mais escuros e os quais a voz da entidade ficasse mais alta, seguiria por eles em busca de bares, casas noturnas ou locais onde os jovens costumavam usar como “motel”.

Se eu percebesse alguém de aparência frágil ou que aparenta estar bêbada ou drogada ao ponto de quase não andar direito, me colocaria a seguir a pessoa ao longe, sempre tentando me manter nos pontos mais escuros possíveis.

Dentre as coisas que eu procuraria, também buscaria ver alguma casa habitada com alguma porta ou janela que parecesse ter sido esquecida aberta, a qual eu testaria para ver se abria o suficiente para eu passar assim que ninguém estivesse me olhando.

Se eu estivesse seguindo alguém de aparência frágil pelas ruas, assim que percebesse que nos aproximávamos de um beco escuro, ergueria meu lenço de caveira sobre meu rosto, de forma aos buracos nos olhos da caveira dessem visão pros meus olhos, depois colocaria o capuz por cima para tentar ocultar totalmente minha identidade logo antes de tentar apressar meus passos, sempre tentando não fazer muito som.

Me apressaria de forma a tentar pular sobre meu alvo assim que o mesmo passasse pelo beco, me jogaria sobre o mesmo tentando passar meu braço esquerdo ao redor do pescoço para impedir um pedido de ajuda, enquanto com o braço direito apresentaria a carne de sua barriga a minha faca afiada, tentando assim o levar para um passeio para dentro do beco.

Se o alvo tentasse revidar, tentaria desviar de seus golpes, com movimentos mínimos, saindo apenas da frente do golpe enquanto atacaria com a faca o membro que a pessoa usou no ataque, tentando abrir uma ferida no membro para atrapalhar a possibilidade de luta.

Esfaquearia braços e pernas, tentando impedir que o alvo revidasse, ao mesmo tempo que sangrava o mesmo aos poucos sem matar muito rapidamente… Bebendo de sua dor e miséria.

Se meu alvo parasse de se mover, perceberia que a brincadeira acabou e começaria a buscar com minha lâmina, o núcleo pulsante de meu brinquedinho, aquele seria meu jantar.

Sairia da cena do cena do crime ou pararia meu ataque inicial, caso mais alguém aparecesse, tentaria me esconder nas sombras e sair silenciosamente o mais rápido e furtivamente possível para não ser seguido, voltando em direção ao meu esconderijo.


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Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



Deitado no chão morno daquele fim de tarde e ensolarado, Deep se encontrava faminto e sedento, literalmente, de corpo e alma. Sua situação já não era das melhores, posto naquela casa abandonada como esconderijo, ferindo a si mesmo para que a agonia causada pela entidade que o possuía pudesse passar, pelo menos momentaneamente. Ele não queria caçar novamente, não nesse estado enfraquecido e sem dignidade que se encontrava naquele momento. Seria seu fim caso algum Marine ou pessoa de justiça o capturasse, mesmo estando em Sirarossa, o lar do crime.

Apesar de todos os empecilhos, como uma dependência física e química, Cutt procurava se alimentar; não mais de pão velho ou uma água morna, mas a carne fresca, banhado em suor frio proveniente do medo e adrenalina do exato momento antes da morte. Sua sede não mais pedia pela água - suposta fonte da vida -, mas agora o sangue, o líquido motor que após ingerido o trazia calma, tanto quanto à entidade que se manifestava em sussurros macabros constantemente. Necessitando daquele ritual, nada mais o podia parar.

Olhando para a janela da rua, que apresentava grande movimento com o fim da jornada de trabalho, podia ver diversas das suas vítimas, já imaginando suas pelas sendo cortadas e banhadas em sangue próprio. Sua boca salivava como se a cada pessoa que passasse, um banquete novo era servido em sua mente fértil. Para se aliviar, de certa forma, não demorava a pegar uma faca velha e uma almofada empoeirada, para "brincar" com a "vítima".

Sua imaginação ia além enquanto via os rostos impotentes e o líquido rubro jorrando dos corpos que agora eram nada mais que grandes buffets para ele e sua entidade se alimentarem. Alguns momentos ficavam nisso, até que se colocava contra a parede e abraçava aquela que tinha sido sua vítima imaginária. Talvez não fosse mais ele pensando, e sim o demônio que habitava seu corpo; não importava - tudo o que desejava era sangue, carne e matança.

Não demorava muito para que com a escuridão da noite, também abaixasse o número de transeuntes pelas ruas da cidade. Indigentes, bêbados e necessitados ainda eram parte da demografia que compunha a grande variedade de alvos possíveis para suas atrocidades prazerosas e rituais calmantes, embora sangrentos. Percebendo isso, não demorava para que Deep saísse do esconderijo que havia sido seu refúgio e a sua queda pelos últimos dias. Seu objetivo? Um pouco mais de diversão e saciação.

Andando pelas ruas, vielas e becos, via uma cidade homogênea: suja, fedida, pobre e violenta. Naquela selva selvagem, no entanto, ele era o caçador ao invés de presa. Procurando por bêbados perto de bares e drogados pela rua, não demorava a encontrar um jovem que havia tomado altas doses de álcool. Uma garrafa quase vazia de vodka era vista em sua mão, antes do mesmo desajeitadamente tomar um último gole e a jogar no chão, gritando palavras inaudíveis após tanta bebedeira. Cutt sabia desde o princípio: aquele seria seu jantar.

Seguindo-o pelas ruas, não muito tempo após, podia vê-lo entrar em um beco, esgueirando pelas paredes estreitas para que pudesse ter um pouco de equilíbrio. A ansiedade e a antecipação podiam tomar conta do homem agora, que estava prestes a finalmente saciar sua fome perversa e demoníaca. Colocando então seu capuz e máscara de caveira, partia para o ataque, pulando no alvo assim que possível com o braço esquerdo e perfurando sua barriga com o direito.

Gritos de dor não poderiam ser ouvidos com o braço que bloqueava a boca do alvo, agora parcialmente fora da inebriação do álcool, mas mole e fraco demais para tentar algo que comprometesse deep. Para ajudar em sua empreitada, distribuía cortes não tão profundos sobre os braços e pernas, evitando movimentos não desejados. Seu objetivo era ver a vítima sangrar lentamente até a morte e se deleitar com os momentos finais; a esperança se esvaindo dos olhos tal como a vida da vítima; a impotência tamanha que debilitava até mesmo a capacidade de fala.

Se debatendo um pouco como um peixe após sair da água, não demorava muito para que o bêbado se esvaísse não só de sangue, como da própria vida. Deep sabia e já havia testemunhado aquilo muitas vezes: seu brinquedo havia quebrado, era hora do banquete final. Como um verdadeiro carniceiro, tomava sua faca e arrancava para fora do peito, o coração do cadáver, ainda pulsando lentamente antes de parar completamente nas mãos de Cutt. O jantar havia sido servido. Sua satisfação havia sido completa e sua fome saciada. Talvez pedisse por mais em breve, porém, só o futuro diria, e na mente de Deep, nada disso o incomodava. Saindo da cena do crime, continuava sem rumo pela noite, não mais atormentado pelo forte desejo e dependência.


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Última edição por Koji em Dom Jan 30, 2022 2:21 pm, editado 1 vez(es)

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Cap. 1 - Um mergulho na insanidade EE4OUIx


"Assume the position to get back on your knees"



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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Dom Jan 30, 2022 12:35 am

~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~



Caminhava sem rumo pelas ruas noturnas de Sirarossa, conforme a voz esfomeada me mandava virar, virava, mandava ir pra tal lugar, ia. Logo achei quem a voz queria que eu achasse, um cara bebendo alguma bebida forte estava bem no meu caminho, o segui, coçava meu pescoço em antecipação conforme avançava com minha máscara no rosto e faca em punhos.

Quando ele enveredou por um beco eu não pensei duas vezes, me joguei sobre ele e fiz minha faca se fundir a sua carne em um sinistro balé que seria a última dança daquele homem. O sabor daquilo que antes pulsava sangue para as veias do cadáver, agora tocava minha língua conforme eu mastigava a refeição mais nutritiva em algum tempo, a fome apenas tornava aquilo ainda mais gostoso em minha boca.

Chacoalhava minha lâmina para o sangue excessivo sobre ela cair no chão, então a colocava em minha manga direita, a qual manteria fechada com meus dedos da mesma mão de forma que se soltasse a manga, a faca escorregaria facilmente para a mão... Depois saía todo feliz cantarolando em minha mente agora livre do ruído da voz que estaria saciada por um tempo, se havia um comercial de felicidade, era minha imagem naquele momento.

-PARA…

Ah não, eu te dei o que a gente queria, por que ainda está falando??? Ah não… Contorcia meu rosto em tristeza por baixo da máscara, seria perigoso alimentar nossa vontade de novo tão cedo e arriscado significa que eu posso morrer e não posso matar ninguém morto.

-MATAR… TRABALHO…

Cara… Você tava na minha cabeça algumas horas atrás quando eu falei que nunca vi ninguém ganhar para matar? Para, quem pagaria para alguém matar? Matar é tão gostoso de fazer, as pessoas não iriam pagar por isso… Elas só não matam muito, por que é perigoso, nem todo mundo tem sua coragem, ou você na cabeça para incentivar. Fora isso, mesmo que paguem, porque pagariam pra mim? Mesmo que queiram pagar alguém, por que pagariam para mim? Eu ouvi algumas notícias do que os caras do submundo fazem com a galera, eles parecem se divertir muito com o que fazem e serem muito mais fortes do que eu por aí com uma faca.

-NÃO… MELHOR…

Eu? Melhor? Cara, eles tem armamento pesado, treinamento, base, dinheiro, eu não tenho nada além de uma faca enferrujada e um sonho.

-PODER…

Poder? Que poder? Você não me deu muita coisa além de alguns poucos truques… Tá falando que finalmente vai dar algum poderzão demoníaco foda? Tipo… Sei lá, eu vou cuspir fogo? Eu vou me transformar num monstro? Ohhhh, ficar invísível seria foda.

-SIM…

Ok OK… Sendo assim dá para eu encarar uma galera ai, se tu tá do meu lado nessa não tem como dar errado… Mas onde eu vou encontrar essa galerinha do submundo para me contratar? A galera não me conhece… Eu não tenho nem como entregar currículo, nem sei onde eles ficam.

-CONFIA…

.
.
.
OK, OK, perdi até o sono com isso, caralho, ganhar para matar e receber poder de você? CARALHO a vida vai ser louca agora, tá, tá… Éhhhh… Mostra o caminho vai…

Seguiria as direções que as vozes me dariam, andando sem rumo vestindo minha máscara e capuz noite adentro, eu não sabia ao certo, mas meu objetivo era o Hotel Belucci, já ouvi falar que o submundo se reúne ali, não sei se seria inteligente só entrar lá no fodase, mas a entidade tem um plano e eu tô dentro.

Seguiria pelos cantos mais escuros das ruas, tentando chamar o mínimo de atenção possível até chegar próximo do hotel Belucci. Uma vez lá perto, observaria seus arredores tentando não ser visto no processo. Procuraria alguma porta ou janela que eu pudesse entrar sem ser visto.

Se eu encontrasse algum lugar pelo qual eu pudesse me esgueirar, tentaria entrar pelo mesmo e me esgueirar pelos cantos do hotel, tentando me manter fora da vista, e buscando por algum grupo que me parecesse do submundo para que eu pudesse ouvir suas conversas.

Se caso eu não achasse nenhuma entrada sem segurança, pegaria alguma pedra ou pequeno lixo sólido, como garrafas ou latinhas, para depois tentar me aproximar da entrada com menor número de seguranças do local.
Buscaria me aproximar de forma furtiva, ficando em recantos escuros atrás de caixas ou sombras da noite, uma vez estando o mais perto possível sem comprometer minha posição, jogaria o que peguei para passar alto por cima do(s) seguranças e cair numa direção oposta a minha. Minha jogada seria feito com um giro do pulso adicionando rotação ao projétil arremessado, assim quando ele aterrissar, rolaria dando a impressão de movimento incomum e chamando muito mais atenção do que simplesmente algo caindo, pareceria algo chutado ou movido, ou pelo menos era esse o plano.

Se meu truque tirasse os seguranças da entrada, me aproximaria furtivamente da entrada buscando adentrar antes deles voltarem e então fazer minha busca por ouvir alguma conversa sobre o submundo que talvez pudesse existir.
No caso da entrada estar trancada quando chegasse nela, rapidamente me moveria em direção ao(s) segurança(s), tentando os pegar pelas costas passando o braço pela lateral dos pescoços até ter posição para enfiar a faca profundamente na garganta, visando uma morte eficiente(chata) e sem muito barulhos(chaaata).

Se eu fosse atacado em algum momento, tentaria me desviar com movimentos rápidos e movendo para longe dos ataques o mínimo possível enquanto buscaria a proximidade para uma faca no pescoço.

Caso entrasse numa briga contra mais de um, tentaria ficar entre os oponentes, numa posição de lado para ter visão de ambos, assim eu tentaria desviar do ataques de forma a os fazer atacarem uns aos outros.

Perante um inimigo que conseguisse se defender de meus ataques, fingiria uma facada descente em seu rosto para forçar uma defesa alta, porém rapidamente mudaria o braço de direção, aproveitando a velocidade do golpe para girar enquanto dobro os joelhos, colocando a genital do alvo na mira da facada. Visando impedir e aproveitar algum possível grito de dor, rapidamente esticaria as pernas, pulando e girando para a aumentar a força de uma faca que tentaria acertar na possível boca aberta do alvo, para varar a língua e garganta.

Se eu conseguisse matar algum segurança, o verificaria em busca de chaves ou alguma coisa que pudesse me dar acesso ao hotel, para então fazer minha busca.

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Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



Atormentado pelo espírito que insistia em perseguir sua alma e macular seu corpo e pensamentos com ideias perversas, mas um tanto agradável para Cutt, Deep saía de sua tumba ao ar livre para ter um pouco de diversão: matar, lenta e divertidamente, qualquer pessoa. Sua sede era tanta que até mesmo sua boca salivava com o estímulo que a mera visão de alguém dava para ele mesmo. Visando acabar com isso, cometia o primeiro ato de muitos daquele momento em diante: assassinava um bêbado e comia seu coração para o banquete da noite.

Estando devidamente satisfeitos aos seus padrões, voltava a ser um mero andarilho pela cidade de Sirarossa. A escuridão da noite e a luz da Lua tampada pelas nuvens de fumaça e poluição não eram suficientes para revelar as grandes manchas de sangue em sua boca e lábios, bem como a mão ensanguentada que já se encontrava seca naquele momento. O pequeno truque para esconder a faca se mostrava efetivo ao mostrar aquele assassino a sangue-frio, prestes a atacar alguém, como uma pessoa totalmente indefesa e nem um pouco digna de medo. A realidade era bem diferente dessa.

Como quem estivesse provando isso, logo a entidade começava a se mexer novamente. Suas intenções eram ditas pela sua boca com aquela voz pavorosa, mas um tanto familiar para Cutt, que palavra por palavra ia montando o quebra-cabeças que aquele ser maligno tentava montar. E se a dupla matasse em troca de algo, e ao mesmo tempo ganhasse poder por cada matança? A proposta parecia ser irrecusável, mas infelizmente, não dependeria só deles. Dito isso, Deep não hesitava em partir para o lugar onde possuía pistas de atividade criminosa proveniente do submundo: Belucci Spezzatura; o grande hotel de Sirarossa, sua marca registrada.

Andando pelas ruas gélidas e escuras de Sirarossa, disfarçar-se e se camuflar não era exatamente um trabalho dificultoso. Andando atrás de caixas, pelas inúmeras sombras e becos existentes, Cutt era capaz de finalmente chegar ao Hotel, não muito após começar a sua caminhada. Obviamente, como não andava pelas ruas principais, chegara à parte de trás do edifício, onde havia o acesso de funcionários, obviamente guardado por um segurança, apenas. Sua mente não pensava muito antes de começar suas artimanhas para matar ou apenas despistar o homem que guardava a entrada.

Com uma espécie de desvio de atenção, conseguia chamar aquele capanga para longe da porta de maneira suspeitosamente fácil. De qualquer forma, cavalo dado não se olha os dentes, portanto, o homem partia para o que considerava ser o melhor caminho para talvez conseguir ouvir uma conversa ou outra dos integrantes do submundo. Assim que a porta se abria, via uma cozinha repleta de trabalhadores esforçados, vapor para todo lado e um bafo indescritível proveniente da comida sendo feita. O cheiro era angelical, diferente do olhar que cada um daqueles funcionários dava para Deep assim que o homem passava pela porta.

Apesar disso, eles tinham o conhecimento de talvez ser um capanga qualquer que ainda não conheciam, fazendo vista-grossa para o transeunte, mas dando a ele um prazo de validade para sua busca. Assim que algum oficial passasse por aquela cozinha, sua existência seria comprometida. De qualquer forma, ao sair do lugar, encontrava um longo corredor repleto de portas e entradas, cada uma delas numerada de 1 até 7, sendo esta a última porta do local. De relance, poderia ver algumas pessoas passando entre as portas 3 e 4 e das portas 6 para 5, não havendo movimento nas outras. Caso tentasse abrir as portas 1, 2 e 7, veria que se encontravam trancadas, talvez as portais mais importantes presentes naquele local. Fora isso, nada de suspeito parecia se mostrar naquele ambiente, senão a presença da segurança nas portas. Cabia a Deep agora proceder com seu próximo passo.


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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


Conseguia após um tempo achar chegar a um local que me chamava a atenção, o hotel Belucci. Será que é aqui?

-SIM…

Humm, já ouvi falar de boatos sobre o hotel, mas você tem certeza?

-...

Tá, entendi… Enquanto avaliava os arredores notei uma entrada protegida por um segurança apenas, consegui o distrair com um pedra jogada e meu desejo de aproveitar e o matar era enorme, até salivava vendo suas costas abertas para um ataque.

-Tr4BaLh0…

Porra cara não precisa zunir na minha cabeça, okay… Poxa você costuma ser mais divertido.

Adentrava o recinto por uma cozinha, estava cheio de gente, mas apesar dos olhares eles pareciam acostumados a ver gente assim entrando por ali, talvez a entidade tenha acertado realmente no local que devíamos ir.

Saindo da cozinha dava de cara com um corredor cheio de portas com alguma movimentação e segurança, não era um local para chamar atenção ou me deixar mostrar.

-FALA…


OIIII??!!?!?!?! Tá querendo me fuder é?

-FaL4…


Ahh, caralho, tá exigente hoje, puta que pariu… Ok, lá vai…

Andaria até o segurança mais próximo, seria possível ver no sangue em minhas roupas, assim como na própria máscara de caveira, exatamente o tipo de coisa que eu fazia, então esperava que eles me tratassem tivessem costume de ver pessoas assim tanto quanto os cozinheiros, assim como eu confiava que daria certo, pois a entidade que falou.

-Eae… Tô procurando serviço e um passarinho me contou que vocês podem me dar um trabalho bem do meu estilo aqui… Chama teu chefe ai…

Por fora estaria normal, mas por baixo da máscara haviam algumas gotas de suor de preocupação.
Se tentassem me tocar, me moveria o suficiente na direção oposta para que pudesse sair do alcance do movimento.

Assim como perante ataques, tentaria desviar dos mesmos, me movendo para o lado mais longe de uma parede se fossem verticais ou retos. Já no caso de ataques horizontais ou diagonais, tentaria pular por sobre eles, ou rolar por baixo, o que fosse mais fácil.

Após desviar de algum ataque ou tentativa de contato, aproveitaria a posição para soltar minha manga e deixar a faca escorrer para minha mão, logo em seguida tentaria pular sobre as costas do segurança colocando minha bem próxima de sua garganta.

-Por mais que eu queira matar… Seria um problema te matar agora, só quero falar com seu chefe, mas se você revidar, morre…

Minha fala seria em tom alto, queria chamar a atenção de quem fosse que aquela pessoa protegia, no entanto se o segurança iniciasse qualquer movimento agressivo, enfiaria a faca em sua garganta enquanto saltaria para longe tentando dilacerar seu pescoço.

Se tentassem me acertar com tiros, tentaria desviar com movimentos mínimos, tirando apenas a parte do corpo que seria alvo do tiro da frente do projétil.



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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Ter Fev 01, 2022 11:17 pm






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



A entidade em seu corpo não deixava de perturbar os confins da mente de Deep, nem mesmo após saciar sua sede. A ideia do espírito era que o homem trabalhasse com o que gostava de fazer em troca de poder e dinheiro, além de ser mantido por qualquer organização criminosa que o empregasse. Visto em um primeiro momento, a ideia era promissora, cabia apenas aos dois a arte de executa-la da maneira mais correta possível; ou ao menos tentar. Apesar disso, era aqui que a dupla começava a mostrar os primeiros sinais de deslizes, ao invadir o hotel mais famoso da cidade na busca por emprego.

Caminhando então pelo corredor com as diversas portas, procurava inicialmente por mais um segurança com quem poderia conversar sobre a proposta que tinha. Sua aparência e apresentação, como apontado pelo mesmo, não era das melhores, mas possuía a chance de já mostrar o que ele fazia da vida e qual era seu motivo para estar ali. Não demorando muito, o homem ensanguentado avistava um capanga uniformizado, carregando uma pistola em seu coldre e rondando as bifurcações daquele longo, estreito e chique corredor.

Ao avistar Deep, a reação imediata era colocar a mão em sua arma e ameaçar o assassino, que parecia pouco se importar naquele momento. — Quem é você? — dizia inicialmente — Não chegue mais perto! — continuava, cada vez mais tirando a arma presente em sua cintura. Com a outra mão, abria uma área de distância entre ele e seu proclamado inimigo, o mantendo longe de qualquer avanço. — Não é assim que as coisas funcionam! Fora! — exclamava o pobre segurança, que agora tentava tocar em Cutt para o repelir para trás.

Apesar disso, o rápido assassino se esquivava, mostrando sinais de resistência. Em um ímpeto impassivo, aquele segurança alto e calvo puxava rapidamente sua arma e começava a atirar. Um revólver prateado com seis balas no tambor era visto. Bonito, talvez mortal, mas nem um pouco eficiente. O barulho de cada tiro era ouvido por todo o corredor, quiçá todo o hotel, podendo-se ouvir gritos vindos de todas as direções por conta dos disparos súbitos enquanto Deep, com movimentos mínimos, fazia com que os projéteis mal o acertassem. Alguns arranhões aqui e ali eram inevitáveis conforme o homem avança para o atirador para pular em suas costas, com a faca agora em mãos.

ARGH!!! — um rugido feroz de quem tentava combater o inimigo era solto, seguido por uma tentativa de aplicar um golpe que virasse os papéis naquele embate rápido. O tempo, enquanto isso, se esvaia rapidamente conforme outros oficiais do prédio corriam para ajudar ou ver o que aconteciam nos andares inferiores, de onde havia sido ouvido os disparos. Apesar disso, não eram rápidos o suficiente. Conforme havia dito para o segurança, Deep deslizava sua faca pelo pescoço do homem, fazendo sangue jorrar e sair de seu corpo, junto da sua alma e sua força vital. O chão virava uma poça de sangue, e o odor inebriante de sangue começava a impregnar as narinas do psicopata.

Não muito depois, aparecia outro inimigo vindo da cozinha carregando um bastão de ferro maciço - aquele quem Cutt havia enganado -, além de mais duas figuras que pareciam passar pelas portas anteriormente trancadas. Um deles possuía um olhar sedento, malicioso e cheio de soberba, enquanto o outro agia mais como um guarda-costas para alguém poderoso. Este utilizava em suas mãos socos-ingleses, e se posicionava na frente do homem que instigava curiosidade por onde passava, ainda mais por não se posicionar para a batalha. Não demorava muito para que ambos os capangas se alinhasse na frente de Deep, prontos para um combate sangrento.


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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


Assim que me via o segurança entrava numa reação que me parecia um tanto exagerada, até onde imaginava, seguranças não podiam ser medrosos, muito menos tão ruins de tiro assim.

O cara errava todos da pistola apesar de estarmos num local que impedia minha movimentação rotineira, o mais perto que ele chegava de minha carne, eram alguns poucos arranhões.

Rapidamente me colocava em posição com a faca em seu pescoço, eu sabia o que aconteceria se eu matasse ele ali, morria de vontade de o estripar, mas ia virar uma chuva de balas se o fizesse, mas era necessário e a voz me alertava de seu ataque bem a tempo de o matar antes de reagir.

-ISSOOO…

O cheiro ferroso que brotava da poça de sangue que se formava era delicioso, um perfume quente que enchia minhas narinas com um doce tom de vermelho agudo, um certo tom metálico de cheiro escarlate. Minha safra favorita, seria um desperdício deixar se perder… No entanto antes de eu poder fazer algo, aquilo se tornava um local cheio de pessoas, mal encaradas, me olhando.

-CHEFE…

Dizia a entidade me chamando a atenção pro homem que não colocava em posição de luta, realmente ele me parecia instigar ares de chefia, não estava afoito pelo que ocorria ali e nem se preparava para me encarar, ele não ia lutar e confiava que os outros eram capazes de lidar comigo.

Eu sabia que ia ser problema, pensava levando a faca a minha máscara e a limpando do sangue no pano sobre minha boca, onde poderia sentir bem seu aroma e até dar uma lambidinha para aproveitar seu gosto único.

-REPETE…

Repetir o que você falar? Você está bem conversador hoje né? Que seja então, mas vê se não nos enfia num balde de merda.

-Hein você… Você tem cara de não ser funcionário de ninguém… Tô caçando um emprego… O carinha aqui tentou impedir, então ele fica de currículo… Que tal?

Falaria olhando pro homem com olhar de soberba, falava copiando letra por letra o que me era dito pela entidade, por fora eu agia como instruído, mas por dentro eu tinha certeza que ia dar uma merda federal.

-Eu apenas preciso de um lugar pra ficar, comida e uns livros para ler, talvez uma arma nova quando a minha faca fica muito velha… Aceito trabalhar em troca disso.

Finalizava minha fala ficando em pé e olhando pro cara mais velho, atento a meus arredores, porém tentando manter algum contato visual.

Se tentassem vir pra cima de alguma forma, moveria minha faca a deixando bem a vista e diria:

-Não sou muito fã de abraços… Fiquem longe ou eu vou ter que brincar com vocês também.

Se atacado apenas ergueria as mãos dizendo:

-Como eu disse… Quero trabalho não diversão… Se fosse diversão estaria indo de quarto em quarto de fininho, não fazendo baderna conversando numa boa, mas se quiserem apenas brincar…

Se por acaso falassem algo questionando se eu achava que podia fazer aquilo tudo e ficar numa boa, ou alguma fala que desse a entender isso, apenas diria:

-Acho…



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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Sex Fev 04, 2022 12:38 am






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



À procura de um emprego na grande cidade de Sirarossa, Deep resolvia limitar suas vagas ao submundo do crime, mais especificamente, na área que tanto adorava: matar. A entidade em seu corpo, embora parecesse sábia e realmente poderosa, podendo cumprir suas promessas, acabava por colocar Cutt em uma enrascada que seria um tanto difícil de se retirar naquele momento. De qualquer forma, não havia mais volta para suas ações, assim que observava o chefe daquele gabinete sair de sua sala com outros dois capangas após o assassinato de um dos seguranças. O cheiro ferroso e inebriante de sangue no ar enchia aquele assassino de vontade, sendo o arauto de más notícias: sua faca estava chegando em suas gargantas.

Enquanto a situação se tornava cada vez mais densa, novamente, o espírito maligno entrava em ação para realizar sua obra suja. Dando ordens para seu hospedeiro, pedia para que não parasse de avançar nem hesitasse, através de suas palavras ao invés de ações agora. Apenas um grunhido: "repete" era o suficiente para colocar aquele - talvez - lacaio nos trilhos que ele desejava. Assim que suas palavras eram proferidas, o chefe daquele lugar colocava as mãos para trás e andava lentamente para a frente, ficando face-a-face com Deep, mesmo na distância de alguns metros. Suas botas pesadas tocavam o sangue sem hesitação, enquanto tirava o charuto da boca e soprava a fumaça no rosto do assassino, antes de falar o que desejava.

— Apesar de o seu preço ser bom, isso não me cheira bem, se é que me entende. — começava o homem, não tirando aquela expressão irritante do rosto — Além disso, não sei suas capacidades além de cortar uma garganta muito bem. — novamente parava e fitava Deep, alcançando o fundo de seus olhos e de sua alma, liberando um pequeno sorriso após esse feito, como se houvesse dissecado a parte não carnal do assassino. — Que tal um acordo? Mate esses dois capangas e eu te deixo entrar. Faça do seu jeito. Divirta-se! — após dizer isso, novamente se afastava enquanto os dois seguranças se entreolhavam confusos, porém, não hesitantes, iam para cima de Deep.

O homem, buscando não diversão mas uma espécie conturbada de paz, levantava suas mãos para o alto em sinal de redenção, que não era entendido, ou apenas ignorado pelos atacantes, que partiam para cima com tudo. Os bastões acertavam suas pernas enquanto uma cotovelada macetava suas costas logo em seguida, dando início ao jogo frenético de quem perderia a vida - ou o emprego. Dando um tempo para o assassino se levantar, aproveitavam para zangar ainda mais a figura. — É tudo o que você tem? Marica. — novamente em posição de combate, dava as rédeas do combate para que o ladino usufruísse como bem entendesse, buscando uma diversão ou derrota mais rápida.


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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~





O homem falava algo sobre não saber o que eu consigo fazer e então mandava eu matar os capangas, algo fácil de fazer, no entanto.

-PARADO…

Hein? Porquê?... Oh caralho… Apenas mantive minhas mãos erguidas esperando não apanhar muito, pelo contrário, me davam uma bela surra, bastão e todo o mais, com direito a cotovelada nas costelas. Porém, após se divertirem, me deixavam levantar, provavelmente num ato de arrogância.

Ficava em pé, a fúria e a sede de sangue enchendo meus olhos que ardiam de vontade de ver aqueles dois sangrarem até a morte, mas eu não podia, a entidade proibiu, não que eu entenda o porque, as vezes ela faz coisas aleatórias, mas elas sempre me guiam para onde a entidade quer ir… As vezes eu que não gosto de onde estamos indo.

-MATAR…

A entidade parecia satisfeita com seja lá o que queria fazer eu passar, aparentemente eu já podia ir para cima agora e ela não precisava mandar duas vezes.

Começaria a rir, uma gargalhada louca e sinistra, minha risada direcionada ao chão e paredes para que ecoasse pelo local parecendo vir de todos os lados, então buscando me aproveitar da provável confusão, mesmo que mínima, avançaria com velocidade total para cima do capanga mais próximo.


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De faca e punho me aproximaria mirando a facada em seus olhos, queria o fazer sangrar incapaz de revidar, morrendo aos poucos, tentaria um corte vertical primeiramente no olho esquerdo e em seguida no direito.

Se tentassem me atacar com golpes verticais ou frontais, tentaria girar meu corpo ao redor do corpo do atacante indo em direção contrária ao lado que o golpe iria me acertar. Aproveitaria o movimento para esfaquear a coxa mais próxima do alvo, tentando enfraquecer a perna dele.

Se tentassem me atacar com golpes horizontais, tentaria pular sobre ou rolar por baixo deles, o que fosse mais fácil baseado na altura dos golpes, aproveitando a posição do meu corpo para cortar o rosto ou pernas do oponente enquanto esquivava.

Tentaria me manter entre os dois oponentes durante a luta e sempre que eu percebesse que se me errassem acabariam por acertar um ao outro, deixaria para esquivar de última hora, dando a ilusão de que iriam me acertar logo antes de fazer minha esquiva para tentar os fazer se atacarem com força total.

Se tentassem me agarrar, correria rumo a uma parede com toda a velocidade, pularia nela, daria um passo correndo na mesma, rumo ao teto e pularia para longe visando distrair o oponente com a manobra e o fazer se colidir com a parede.

Se os oponentes demonstrassem medo, confusão ou cansaço, mudaria um pouco meu método, começaria a rodar ao redor deles, num grande círculo, rindo para que a sala ecoasse minha diversão, faria meu ritmo, risada e olhar constantes e ritmados visando tentar por o(s) alvo(s) em transe hipnótico devido a seus estados psicológicos abaladas. Sempre que percebesse em seus olhos que começavam a cair em transe, partiria para cima e aplicaria um corte mirando a parte mais exposta que tivessem de seus corpos. Então voltaria a os rondar rindo, querendo os levar ao desespero, medo e cansaço… Até a morte.

Se algum deles tentasse fugir, partiria para cima tão rapidamente quando conseguisse e tentaria lhes esfaquear as pernas para impedir a fuga e aumentar suas sangrias.

Miraria nos olhos e orelhas dos alvos que caíssem no chão, visando lhes arrancar os mesmos causando debilitação e dor.







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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Dom Fev 06, 2022 10:45 pm






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



Apesar dos métodos incomuns para a procura de um emprego, Deep até que se saía bem na lábia para que seu talvez futuro chefe o desse uma oportunidade de pegar aquele "emprego". Igual ao empregado, o empregador mostrava uma entrevista um tanto quanto nada ortodoxa ao pedir que Cutt matasse dois de seus empregados para pegar o que queria. Apesar de parecer moleza para ele, a entidade dentro de seu corpo dizia outra coisa, o fazendo apanhar um pouco antes que a luta realmente começasse. Atentamente, o chefe olhava para Deep enquanto ele começava seu ataque, acendendo mais um charuto que impregnava o ar com sua fumaça e cheiro.

O sangue, ainda predominante nas narinas do protagonista, animava Deep que não possuía mais misericórdia diante da soberba expressa pela dupla de capangas. A maça e o punho de ferro ainda estavam de pé, mas dessa vez, eles seriam os agentes defensores contra a faca antiga, mas eficaz, do assassino psicopata e sanguinário. Com risadas direcionadas para as paredes e chão, criava diversos ecos pela sala, fazendo com que sua voz fosse ouvida de todos os cantos possíveis da região. Apesar de pouco, o ato criou uma leve distração na mente dos capangas, que eram pegos de surpresa pelo primeiro ataque do ladino.

Com a faca, mirava o olho de um deles, mas este com seus reflexos afiados era capaz de inclinar seu corpo para trás antes que o golpe letal fosse desferido. Pelo outro lado, vinha o homem com sua maça, desferindo um grandioso golpe horizontal contra Deep, que permanecia esperto em seus arredores. Abaixando-se, desviava do golpe que locomovia até mesmo os ares com sua força, aproveitando para cortar a perna do indivíduo que ousara puxar sua arma contra ele. A força nas mãos erradas era mal utilizada, e aquele homem poderia ser a prova viva disso.

De qualquer forma, não lhe era dado tempo para respirar enquanto um inimigo estivesse no chão sangrando. Outro ataque vinha em direção a Cutt, e esse era desviado ao contornar o corpo do atacante, seguido por um esfaqueamento nas suas coxas. O olhar do chefe nesse momento brilhava, enquanto seu sorriso podia ser considerado com inabalável. Grunhidos de dor eram ouvidos pelo corredor enquanto seus dois inimigos estavam no chão, levantando para uma possível investida final; um ultimato. Apesar disso, o assassino não sei via amedrontado. Posicionando-se entre a dupla, possuía uma clara vantagem tanto de posicionamento quanto de condição física.

Nesse momento, um deles vinha correndo para agarrar o ladino, enquanto o outro empunhava sua soqueira para ganhar tempo. Socos eram desferidos contra o assassino, enquanto as respostas eram básicas, mas eficazes - Deep possuía um plano em mente. Assim que percebia que ia ser quase acertado pela investida de um, partia para a parede e saltava para trás, fazendo com que um inimigo se chocasse com força contra o outro. Era o fim daquela brincadeira. Sangue escorria para todo lado enquanto os corpos inconscientes ali jaziam. A diversão de Deep havia sido consumida, restando apenas a finalização dos alvos. Com cortes diversos nas suas partes expostas, os levava à dor extrema seguido pela perda da vida que habitava em cada um.

— Vamos, me siga. A sua entrevista terminou. — dizia o chefe após todo o espetáculo mostrado por Deep. Seguindo-o, chegavam até uma sala escura e repleta de fumaça. Nas paredes, diversos quadros de antigos líderes do submundo estavam dispostos como forma de orgulho para a organização. Nos cantos da sala, luminárias faziam a decência de deixar tudo um pouco menos trevoso, enquanto uma escrivaninha no centro marcava o alvo principal daquela confraternização. Sentando-se do lado oposto de Deep na mesa, o homem logo proferia: — Então, vamos aos negócios! Me chame de Boldhur. Quando deseja começar? — com a pergunta no ar, tudo que restava era uma resposta.


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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


Aqueles dois tinham suas forças com certeza, mas quando me foi permitido a reação, logo suas chacotas cessaram e sua agonia teve início. Tenho que dizer, fazia tempo que eu não me divertia tanto assim numa noite só, assistir a luz sumir dos olhos daqueles dois me deu muito prazer e euforia.

-IIIIIISSOOOOOO…

Você está curtindo também né? Você não geme assim quase nunca… Mas te compreendo, essa noite está um tesão.

O chefe dos homens então me dizia que eu havia passado seu teste e que o deveria seguir, me parecia que não havia mais o perigo de ter que puxar briga com ele, então puxava minha máscara de volta a sua posição de lenço no pescoço.

Com meu rosto exposto, abaixaria do lado dos corpos e pegaria o um dedo indicador do cadáver mais próximo, tentaria o arrancar da mão do mesmo usando a faca e se conseguir colocaria o lado do corte do dedo na boca, chupando e mascando como se fosse um pirulito.

Com minha nova guloseima ou não seguiria o homem e sentaria bem espalhado no meu local designado enquanto esconderia novamente a adaga na manga direita da jaqueta durante a fala de Boldhur.

Após se apresentar o homem ia direto pro que importava, bem como eu gosto, isso ia sair melhor que a encomenda.

-Ora Boldhur, meu nome é Deep, chame como quiser… Só me aponte um alvo que vou começar a brincadeira o quão cedo possível… Só me avisa se quiser que eu resolva rápido as coisas… Gosto de enrolar um pouco… Se é que me entende…

Ouviria as falas do homem enquanto mascava o cotoco do dedo, após isso caso não houvesse recebido informações de endereço ou uma pista de paradeiro, diria:

-Só isso que pode me entregar? Nenhum endereço ou lugar que posso achar o alvo?

Se o homem terminasse de falar, pegaria qualquer coisa que fosse dada para ajudar no trabalho e voltaria a cozinha antes de sair do hotel.

Se passasse na cozinha buscaria um copo limpo e o encheria de água, engoliria então o resto do dedo mascado usando a água para ajudar a engolir, se reparasse alguém estranhando ou tendo repulsa de minha ação, sorriria de forma doentia e o olharia como um gordo olha para um sonho de creme na padaria, daria um passo em sua direção, para então parar de assustar as pessoas e sair do hotel de vez.

Sairia então em direção do local dado como dica por Boldhur, ou para perto de um bar caso não tivesse nenhum local como base. Em ambas as situações vestiria minha máscara assim que saísse do hotel e tentaria me manter à distância e me escondendo no escuro, apenas observando o movimento e o local.




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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Seg Fev 07, 2022 10:57 pm






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



Findada a batalha, havia também terminado a avaliação do chefe e, consequentemente, aquela entrevista de emprego. Dois peões caídos, mas uma grande peça agora adentrava aquele submundo para compor o complexo tabuleiro que compunha a organização. Apesar disso, Deep não passava de um peão mais forte; alguém que limparia a sujeira sem reclamar ou hesitar. Basicamente, um cachorro louco à espera de ser solto. Boldhur sabia disso, e via o valor que esse tipo de mentalidade traria para seus negócios, portanto, ao entrar com Deep e sua nova chupeta, não pensava em voltar atrás sequer um segundo.

De modo similar, a atitude centralizada e direta ao ponto de Boldhur agradava Deep, que já excitado com aquela noite, não parava de pensar em mais e mais. Sua ânsia por um serviço imediato era tamanha, que até mesmo as palavras de pressa escapavam de sua boca, que eram logo atendidas pelo chefe do crime. — Aprecio a sua pressa. De todo modo, vamos aos negócios então. Sua primeira procurada se chama Ryca Svenson, uma sacerdotisa que usa seu título como fachada para esconder suas atividades no submundo. Ela está localizada na Capela Svenson, que leva seu nome. — começava a introdução, pegando alguns papéis e entregando para Deep.

Esses papéis continham informações sobre a garota e algumas imagens capturadas dela em alguns momentos aleatórios de suas atividades criminais, ainda em uniforme celibato. Podia ver, nas capturas, que a mulher possuía longos cabelos negros, seios avantajados e uma aparência um tanto quanto inocente, para tudo que parecia fazer. — Essa mulher está atrapalhando muitas de nossas atividades. Detenha-a o quanto antes. — falava o homem, em tom de dispensa para que Cutt notasse que era hora de pôr a mão na massa. — Me traga a cabeça dela e terá seu pagamento. — terminava, já convidando sua retirada.

Saindo daquela sala, passava pelo corredor ainda ensanguentado e cheirando ao odor de morte, pútrido, devasso, corrupto. Apesar das características negativas, era perfume para o olfato de Cutt, que ia direto para a cozinha visando a saída. Lá, pegava um copo de água e tomava o líquido, engolindo o dedo em sua boca de maneira assustadora e nada angelical. Os cozinheiros e funcionários, agora não mais desagradados, mostravam um certo repúdio e medo pela ação do homem; ele havia determinado quem ele era e o que fazia ali.

Saindo pelas ruas nada movimentadas daquela Sirarossa noturna, Deep apenas andava quase sem rumo até o local indicado pelo seu novo chefe. Sua cabeça talvez estivesse vazia ou ainda atormentada pelo demônio que não o deixava em paz, apesar de o homem não fazer questão de sentir tal sentimento. Tudo indicava, naquele momento, que a noite seria longa. Não demorava muito para encontrar a grande construção claramente religiosa, mas, naquele momento, tudo estava apagado, não contendo nem um sinal de vida por perto. Talvez o que procurasse estivesse na espreita, ou ainda no interior daquele estabelecimento. Essa informação só seria adquirida com seus próximos esforços.


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~Cap. 1- Um mergulho na insanidade~


Me era mostrado a foto de uma freira de curvas avantajadas e veste nada modesta… Eu sabia bem que ela não parecia muito uma freira comum, afinal de contas fui criado por freiras boa parte da minha vida. No fim parecia que ela realmente não era apenas uma freira, mas sim uma competidora nos negócios ilegais.

Após ouvir o que o homem tinha para me falar e dar um susto na galera da cozinha, me coloquei a andar rumo a igreja que foi dada como referência, obviamente não era uma igreja comum, deviam ter capangas provavelmente, armas, devem estar prontos para problemas todo o tempo devido a saberem o ramo que estão. Não será nenhuma caçada fácil, mas eu provavelmente conseguiria matar mais de um nessa missão… Que delícia.

Não tardei achar o que parecia ser meu local alvo, me abaixava observando e coçando meu braço esquerdo, estava excitado, mas ainda era um perigo, eu até seria pago e protegido por Boldhur após a matança, mas durante a mesma e antes de me esconder sob suas asas, ainda era uma brincadeira tão perigosa quanto antes, se não for até mais perigosa agora que vou lidar com alvos que reagem, preciso acordar a entidade, trazer mais dela à tona.

Minhas unhas e a parte final da luva no meio dos dedos eram excelentes para coçar até arranhar e trazer o mal interior para fora, precisava da coragem dela para encarar esse trampo, coragem e poder.

-...

Ahh, você acordou, que bom.

-!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!...

Ahh para de zunir, eu sei que não posso te incomodar, mas qual é… Você não quer matar…

-... !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

TÁ… AH… Tá eu sei meu lugar, ok, por isso preciso de você, vamos vai, ele disse que temos que levar a cabeça… Mas o coração não tem nenhum encontro marcado.
Durante toda a conversa coçava meu braço esquerdo, arranhões se erguiam com finas gotas de sangue brotando das leves feridas, a sensação de calor me brotando em meu braço me dava  a certeza de que a entidade estava novamente ao meu lado, respirava fundo pensando na matança que iria ocorrer agora que estávamos juntos novamente.

-Isso…

-ISSO…


Observaria a construção por um tempo, alguns bons vinte minutos enquanto rodeava a mesma buscando movimentação de guardas, vigias ou até mesmo algum mijão que acordasse no meio da noite. Também buscaria janelas abertas ou sem venezianas, assim como aberturas de chaminé ou quaisquer entradas pelas quais pudesse me esgueirar no prédio.

Se visse algum guarda, esperaria ele estar perto de alguma entrada pela qual eu pudesse entrar e buscaria me esgueirar rápida e silenciosamente pelas sombras em sua direção. Uma vez com ele próximo, tentaria ecoar minha risada baixa o suficiente para apenas ele ouvir e dar a ilusão de que está próxima, assim como no lado oposto do meu alvo, do que o lado que eu mesmo estava. Se ele caísse na isca correria com passos silenciosos como um horror da noite em sua direção mirando uma facada para atravessar sua garganta, uma torcida na faca e recuaria tirando a lâmina esperando que o mesmo caísse já no cosplay de presunto.

Se não visse nenhum guarda para eu esperar ele entrar para eu aproveitar, porém visse alguma entrada não guardada, tentaria me esgueirar por ela, mesmo que fosse necessário correr, pular na parede, dar um passo correndo nela para pegar impulso para outro pulo para finalmente passar ou alcançar a entrada, mesmo que fosse uma chaminé não acesa.

Caso ao atacar alguém outra pessoa estivesse próxima ou aparecesse, assim que tirasse a faca do primeiro a arremessaria mirando a boca do outro tentando impedir que o mesmo conseguisse gritar algum alarde de minha presença.

Se conseguisse entrar, andaria silenciosamente pelo local buscando reconhecer o território e se percebesse alguém vindo em minha direção, buscaria me esconder atrás de alguma mobília ou me agachar em algum canto escuro, longe de luz, visando não ser visto enquanto a pessoa passasse, apenas para pular nela assim que o fizesse, enfiando lhe uma faca na garganta.

Cortaria toda vela que visse, assim como quebraria com o cabo da faca toda lâmpada que visse, ou apenas a apagaria se não a alcançasse. Queria reduzir a luz no local, nem todos vêem nas sombras como eu.

Se encontrasse pessoas dormindo, rezando ou distraídas de qualquer forma, sendo fiéis ou não, esfaquearia todos por trás, levando minha arma até a sua mole garganta para um corte profundo enquanto tapava suas bocas com o outro braço para as silenciar.

Se eu fosse atacado, tentaria me curvar para tirar o corpo da direção do golpe apenas o suficiente para o fazer errar por pouco, mesmo que precisasse me dobrar em ângulos estranhos, confiava em meu equilíbrio e em minha flexibilidade para não apenas conseguir fazer tais movimentos, como conseguir revidar mesmo partindo dos mais variados ângulos. Era exatamente isso que faria, após cada esquiva, esfaquearia o membro usado pelo inimigo no ataque e em um movimento rápido abaixaria a lâmina em um corte nas coxas do alvo, visando atrapalhar a capacidade de luta e fuga do alvo. Adicionalmente a isso, se a garganta ficasse desprotegida em algum momento, a atacaria com a lâmina sedenta por sangue escarlate.

Se algum ataque parecesse muito vasto para ser  desviado apenas me dobrando, tentaria correr para longe rumo a uma parede, correr por ela e pular atrás do oponente logo antes de repetir o ato até conseguir uma abertura por “pular que nem um louco” por todo o local e conseguir confundir o alvo por isso. Se conseguisse tal abertura tentaria escorregar a lâmina por entre as costelas do alvo, aço frio e doce buscando um coração que tendia a parar de palpitar aquela noite.
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Re: Cap. 1 - Um mergulho na insanidade Ter Fev 08, 2022 10:03 pm






Capítulo 1
Um Mergulho Na Insanidade



Andando pelas ruas de Sirarossa, com sua primeira missão de talvez muitas vindouras, Deep apenas procurava pela igreja que seria seu alvo de operações naquele momento. Como alguém que cresceu em lares religiosos e rodeado por feiras, sabia bem que aquela que deveria matar não estava nem perto do convencional. Suas roupas expositivas e suas características conflitantes entregavam o disfarce para aquele que era um verdadeiro conhecedor dos dogmas e costumes. Não se focando nisso, preferia acordar a entidade dormente em seu corpo. O sangue proveniente das feridas que abria lhe aquecia o corpo e o enchia com a confiança dada pelo espírito; ele imaginava precisar.

Estando preparado para o pior, preparava-se, então, para o que tinha de enfrentar. Passando vinte minutos rodeando aquela construção aparentemente gótica, Deep buscava por entradas, fraquezas e seguranças. O que encontrava, no entanto, parecia não fomentar o fato de que aquele local era uma base secreta do submundo. Janelas fechadas e trancadas, obviamente, porém, nenhum sinal de seguranças pelo lado de fora, muito menos nenhuma entrada aparente ou escrachada o suficiente para alguém entrar lá. No fundo, porém, uma porta de madeira fechava levava para o que parecia um subsolo após um lance de escadas; era o melhor lance de Cutt.

Abrindo então a portaria desprotegida, dava de cara com um inimigo armado com uma adaga. Ele parecia franzino e novato, pelo porte que tinha no serviço que prestava. Um desleixo que era bem explorado enquanto Deep facilmente o confundia com as sombras e os ecos, cortando sua garganta rapidamente e dando seguimento à missão que prestava. Enquanto o sangue manchava a escada, o homem descia seus degraus, se deparando com mais uma porta e luz passando por debaixo de sua estrutura, além de sombras bruxuleantes que sinalizavam a presença de um inimigo.

À partir de lá, o assassino psicopata mostrava a razão pelo seu serviço ser bem feito. Abrindo a porta sem criar alarde, inicialmente buscava apagar as velas que estavam acesas aos montes naquela espécie de abadia. Talvez lâmpadas elétricas ou de qualquer outro tipo não chegaram até aquele andar, pois tudo o que gerava iluminação naquele cômodo eram as centenas de velas postas por um saguão mobiliado apenas com mesas e cadeiras de madeira. Três guardas revezavam uma espécie de ronda que levava até um corredor atrás de outra porta de madeira. No extremo direito da sala, uma grande fonte de iluminação aparecia: se tratava de diversas velas dispostas sobre os pés de uma figura crucificada e ensanguentada.

A invasão começava de maneira simples. Um a um, os capangas iam caindo pela faca invisível de Deep, enquanto o mesmo ia apagando vela por vela. Mesmo que entrassem em modo defensivo ou de ataque, não eram páreos para aquele que enxergava no escuro, e o utilizava como sua própria força para seus assassinatos. No último inimigo, podia sentir seu batimento cardíaco acelerado enquanto, amedrontadamente, fazia a ronda procurando pelo misterioso vulto que passava apagando tudo, ignorante do fato que até mesmo seus colegas já haviam perecido.

Apesar disso, ao atacar o mesmo, este era capaz de se desviar com um movimento flexível, seguido de uma acrobacia para se colocar de pé em posição de ataque novamente. Com uma estocada com a espada que empunhava, Deep apenas realizava um pequeno movimento para não ser acertado, enquanto realizava seu contra-ataque de forma precisa e contundente. A lâmina hesitante e temerosa do rapaz não era capaz de parar aquele demônio. Num último suspiro, porém, o rapaz realizava algo que podia ser considerado um agravante para a situação. Usando a última de suas forças, pressionava uma alavanca atrás de uma pequena porta de vidro, acendendo luzes vermelhas e opacas por todo o grande salão, acionando, inclusive, um barulhento alarme. Daquele momento, era questão de tempo até que mais inimigos aparecessem.


Histórico:

Legenda:

Considerações:

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Cap. 1 - Um mergulho na insanidade EE4OUIx


"Assume the position to get back on your knees"



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