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Um RPG narrativo baseado no universo de One Piece, obra criada por Eiichiro Oda.
 
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  Faísca Exordial

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AutorMensagem
Kenshin
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Kenshin


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Créditos : 75

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MensagemAssunto: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyQua Nov 03, 2021 9:15 am

Relembrando a primeira mensagem :

Faísca Exordial

Aqui ocorrerá a aventura do(a)Revolucionário Uzz H. Khatton. A qual não possui narrador definido.

_________________

 Faísca Exordial - Página 3 J09J2lK
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AutorMensagem
Midnight

Midnight


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyTer Abr 26, 2022 7:46 pm

Revo Nation
D
epois de um pequeno deslize parecia que as coisas estavam tomando um rumo melhor, o médico, agora Dr.Shiroi parecia estar disposto a ajudar, por um lado em um papel mais conservado, por outro desejava lutar pela vida, não era qualquer dia que via-se uma determinação dessas. Conforme o outro abaixava a arma fazia o mesmo, retomando ao lugar de outrora enquanto absorva as informações dadas e por fim cumprimentava o médico.

“ Chumbo branco...porque eles retirariam pessoas do centro de excelência no tratamento dessa doença? Poderiam manter a descrição aqui dentro, mas não, optaram por levar elas para Lvnell, ah não ser que.. talvez eles não deveriam ser curados.” Ao pensar nisso os dentes rangiam, sentia a raiva passar pelo corpo momentaneamente tal como um arrepio pelo corpo, era imperdoável isso. O que poderia fazer-se com pessoas doentes? Pessoas com doenças contagiosas. Armas humanas. Relaxava o corpo e então fechava os olhos por um segundo, imagina como seria seus amigos sendo usados como cobaias assim..era algo impensável. – Doutor, me dê sua opinião, o quão contagioso o Chumbo Branco é? Tenho um palpite, espero que eu esteja errado, porém o quão eficaz seria usar essa doença como arma? Perguntava rispidamente olhando para o clínico.  

- Já fiz algumas perguntas, mas é hora de “cobrar favores” a alguns conhecidos, preciso de mais informações e por Deus espero que eu esteja errado no meu palpite. Caso saiba de alguma coisa, por favor me procure na “Ouro dos Tolos”, o mestre de lá vai saber o que fazer. De todo modo, muito obrigado doutor, estamos no caminho para a verdade, posso sentir. Me levantava e então levava a mão até a porta, parando por um instante, esperando alguma outra prosa e por fim saia da sala e outrora do hospital.

Após sair do estabelecimento, meu objetivo era o anterior, voltar para a área do incidente, talvez se abordasse aquele marinheiro mais uma vez poderia obter informações. De todo modo, seguia até o laboratório e ao chegar lá procurava por Nagare, e ao vê-lo logo acenaria. – Oi rapaz! Tenho uma boa novidade, passei no hospital por precaução, só para ver se estava tudo bem, felizmente o seu amigo não passou lá, então provavelmente ele está bem. Agora, podemos conversar rapidinho? Fiquei curioso por uma coisa, por que tinha um homem bem vestido pelo laboratório? Nunca tinha visto ele antes. Obviamente era um blefe barato, mas tinha uma grande chance de ser eficaz, afinal com o bom humor poderia conseguir arrancar uma informação amais e aí teria o necessário para voltar a seu superior.

Agora, se Nagare não estivesse ali, restaria apenas perguntar para algum soldado em patrulha. – Com licença, procuro pelo marinheiro Nagare Kaeru, tenho uma mensagem para ele, poderia me informar onde posso acha-lo ?


+ LEGENDA:  - Falas   "Pensamentos
HistóricoPost: 12
Nome: Askrad Novrdant
Profissão: Cozinheiro
Proficiências: Culinário | Preparo | Degustação | Pesca | Caça
Qualidades: Adaptável | Prodígio | Olfato Aguçado | Afinidade com Haki
Defeitos: Perfeccionista | Ambição | Heroico
Ganhos   - 1 Kit de Utensílios
- 1 Kit de Culinária
- 1 Espada Clássica

Perdas: -
Localização: North Blue - Ilha Flevance
Objetivos
  • Encontrar a base revolucionária.
  • Conseguir Armas.
  • Conseguir utensílios de cozinha
  • Completar 2 Missões. (1/2)
  • Aprender + Proficiências.


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Kekzy
Narrador
Kekzy


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyQua Abr 27, 2022 11:11 pm

Simbolo
Narrador
Faísca Exordial

Askrad Novrdant





Com as informações disponíveis, Askrad fazia ponderações que o levavam a hipóteses terríveis. Precisava conhecer um pouco mais dessa doença, no entanto, para corroborar em seus pensamento. E o Dr. Shiroi supria essa lacuna no conhecimento do revolucionário. — Você é estrangeiro, não é? Bem, irei te contar sobre essa doença que chamamos de chumbo branco... - dava um profundo suspiro. — Há gerações atrás, o chumbo branco era um minério muito lucrativo e era extraído em massa aqui em Flevance. Dizem que o rei à época sabia das propriedades tóxicas desse minério, mas em prol do desenvolvimento comercial ocultou isso da população. Esse minério era utilizado em muitas coisas, desde utensílios do dia a dia, como louças, até mesmo em construções. E por estar tão presente na vida das pessoas, aos poucos elas foram se envenenando, transmitindo a doença para as futuras gerações, ceifando a expectativa de vida delas a cada geração. É uma doença lenta que causa efeitos por acumulação ao se expor a esse veneno. O nosso organismo possui muita dificuldade de se livrar desse veneno, mas em pouca quantidade ele não produz efeitos, o problema é a exposição prolongada e a consequente acumulação. Ela faz a pele e o cabelo ficarem brancos, causando falência nos órgãos internos ao custo de muita dor - explicava, praticamente dando uma aula. Essa era apenas a introdução do assunto, entretanto.

Por conta disso, mais que uma geração inteira de Flevance foi praticamente exterminada. Não só pela doença, mas também pelas outras nações. Quando a Cidade Branca, como chamavam Flevance, passava pelo surto dessa prolongada exposição ao veneno, os países vizinhos pensaram que a doença era contagiosa e abateram todos os imigrantes de nossa terra... A realeza fugiu, abandonando o povo. Houve uma guerra em que Flevance chegou a utilizar o chumbo branco como material de projéteis, mas acredito que essa prática tenha sido abandonada. Hoje, já encontramos uma forma de extrair o veneno do corpo de um infectado, bem como aprendemos a tratar o minério e prevenir que ocorra o contagio. Possuímos até uma espécie de vacina que inibe a acumulação do veneno. - narrava, contando dramaticamente os eventos históricos. — Inclusive, os descendentes dessa realeza retornaram para Flevance, clamando pelo direito de explorar as minas... hoje vivemos a fagulha de um conflito por isso, mas por conta das descobertas científicas, os trabalhadores conseguem extrair o minério com segurança, o que reduz essa animosidade. Se não fosse por isso, temo que enfrentaríamos uma guerra civil - explicava.

Após situar Askrad no cenário que envolvia o chumbo branco, feita as considerações do revolucionário, Shiroi prosseguia. — Para causar efeitos, é necessária uma longa exposição ao veneno, mas o contato direto com a corrente sanguínea aceleraria esse processo. É uma arma terrível que se não te matar pelo disparo, provavelmente não te matará imediatamente pelo veneno, mas irá minar a expectativa de vida das gerações futuras. É uma arma de genocídio, que visa não poupar os sobreviventes e o futuro. Quanto aos efeitos desse projétil, dependeria muito da concentração do extrato tóxico do chumbo branco presente no projétil... mas para conseguir um extrato de alta concentração, é necessário muita matéria-prima, pesquisa e tecnologia. Não tenho dúvidas que seria possível atualmente, a questão é o quão concentrado esse extrato seria. A medida que se desenvolvesse métodos mais eficazes de se extrair essa substância, mais letal seria como uma arma... - analisava a situação, com uma expressão bem consternada. — É até a primeira vez que paro para pensar assim em voz alta. Realmente seria terrível... - concluía.

Finalizado este estágio de sua investigação, o revolucionário deixava o Hospital de Flevance com muitas informações valiosas, além de um importante contato e aliado. Todo ocorrido havia levado algumas poucas horas. Retornando para as redondezas do Laboratório, após observar os destacamentos de marinheiros, localizava o soldado que buscava. O destacamento de quatro navys continuava fazendo sua patrulha. Nagare Kaeru, o soldado que havia confiado em Askrad para buscar notícias de seu amigo "Fuun" no hospital notou a presença do loiro e rapidamente fez um pequeno desvio, que não passou despercebido ao grupo. Apesar disso, este grupo parecia saber das circunstâncias que envolviam a situação de Nagare e faziam vista grossa - era um companheiro que estava preocupado com alguém importante para ele, afinal.

Ufa, que alívio! - o rapaz exclamava ao escutas as notícias de Novrdant. Apesar de sua fala, seu semblante demonstrava outra coisa. — Na verdade, mesmo ele não estando lá, estou preocupado... onde ele estaria, então? Sejamos rápidos, se o Sargento me ver desviando do serviço irei levar uma punição! - dava uma olhadela para trás, olhando para o Sargento - o qual estava de costas - que Askrad avistou outrora ao lado do Tenente, que não se encontrava mais ali, tampouco o notório homem de preto. — Sobre aquele homem de terno... acho que era alguém do Governo Mundial. É o boato que estão falando por aí entre os marinheiros. Nós ficamos um pouco de fora dessa... - queria complementar com "confusão", mas soava estranho para um soldado da marinha falar que ocorreu um conflito com o Governo. — Desse acontecimento que irritou bastante o Tenente Dickens... - complementava.

Era visível que Kaeru estava bastante preocupado, em razão de seu semblante enrugado. — Olha, eu fiz o que pude, mas só descobri uns rumores que alguém viu um celestial sendo levado para o Laboratório e que o destacamento anterior, que apagou o fogo no Laboratório e resgatou os feridos, não viu nenhum celestial lá. E é algo que eles lembrariam. E... escutei uns rumores que esse destacamento já foi remanejado de Flevance e irá atuar em Lvneel. Isso me deixa um pouco confuso... eu até tenho um conhecido nesse destacamento, mas como estou de serviço, não consigo entrar em contato, e ele só deve conseguir quando chegar em Lvneel, também - contava, bastante apressado, olhando para trás novamente. — Daqui a alguns minutos haverá a troca geral de turnos e seremos substituídos, então estarei dispensado por hoje e poderei buscar mais informações! - compartilhava inocentemente a informação. — Ah! Sobre o que estava falando... o que mais me preocupa é que fiquei sabendo que o Fuun foi trabalhar hoje de manhã, eu acho que ele deve estar lá em algum lugar. Escutei comentários sobre um local seguro dentro do Laboratório. Será que ele está lá? Escutei até palpitarem que estão mantendo-os em quarentena lá dentro, por questões sanitárias... mas se o Governo está envolvido, eles devem estar bem, não é? - cada vez mais apressado, compartilhava tudo que havia descoberto. Em uma nova olhadela para trás, exclamava. — Ai, ai, tenho que ir! - notando uma movimentação do Sargento, Nagare se apressava para voltar ao seu destacamento.

Com tantas novas informações, qual seria o próximo passo de Askrad? Aproveitaria a oportunidade da troca de turnos para uma abordagem mais astuta ou optaria por um caminho mais conservador? Faria preparos ou seguiria de cabeça? Um rumo inesperado, talvez?


Controle


Personagem: Askrad Novrdant
Nº de Posts: 12 (6 Kek)

Profissão: Cozinheiro
Proficiências: Culinária, Preparo Degustação, Peça e Caça

Qualidades: Adaptável, Olfato Aguçado, Afinidade com Haki e Prodígio.
Defeitos: Perfeccionista, Heroico e Ambição.

Ganhos: Espada Clássica (convertida) e Kit de culinária.
Perdas:

Carteira: B$ 250.000

NPC's: Dr. Shiroi, Nagare Kaeru, "Fuun", Dr. Klaus Baxter, Tenente Dickens Ashton
Extras:


Off

Quero ver é o esquentas agora



Sorria!
agente

   


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Midnight

Midnight


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptySex Abr 29, 2022 8:01 pm

Revo Nation
N
o fim de toda aquela tragédia, mesmo com o horizonte lamentável, parecia haver esperança. Nageru parecia disposto a dar as informações, afinal como já diria o ditado: “uma mão lava a outra”. Das informações dadas, duas eram interessantes: a Marinha local não parecia estar confortável com essa decisão, os que eram importantes para o Governo já teriam sido retirados dali e as cobaias de segunda ordem estariam ali apenas para controle, muito provavelmente para evitar que o segredo saísse de controle, e entre os sequestrados, com sorte, o alvo da missão de resgate ainda estaria com vida.

- Obrigado, Nageru. Dizia brevemente enquanto olhava o outro sair dali, uma brecha ocorreria em breve, a troca da patrulha seria o melhor momento para tentar infiltrar lá dentro e com sorte conseguiria as respostas esperadas. De todo modo, saia da imediação, indo para o esconderijo da minha arma e pegando-a, colocando na cintura. Restava então aguardar pelo momento exato, quando a primeira tropa estivesse se retirando e a segunda começando a se alocar, aí bastaria ir pela famosa “entrada pelos fundos”. Com certeza esse lugar retirava o lixo, afinal todo lugar, ainda mais com cozinha, produz lixo. Daria uma olhada em volta procurando pelo amontoado de restos e próximos dele deveria haver uma janela, porta, qualquer coisa que fosse e que permitisse a passagem.

Caso essa entrada não estivesse vigiada, iria em direção da mesma e tentaria entrar, usando, se necessário a lâmina da espada como alavanca para tentar danificar a tranca da porta (ou janela), mesmo que isso pudesse deteriorar a arma. De todo modo, conseguindo entrar me abaixaria e começaria a andar pelos corredores em busca de sinalização ou então pelos sinais de destruição, afinal o alvoroço deveria ser maior onde os cientistas estavam.

Agora, caso o local estivesse ainda vigiado, tentaria primeiramente me esgueirar por onde desse, chegando por trás do marinheiro e usaria a extremidade do cabo para atingir a cabeça do soldado, buscando desacordá-lo e então avançaria sobre a entrada, usando do mesmo artificio para arrombá-la se necessário.

Ainda assim, se não encontrasse nenhuma abertura, restaria apenas a última: a principal. Seria necessário então observar o momento em que os marinheiros parecessem mais distraídos para tentar esgueirar-me, pedaço por pedaço, para então adentrar pela entrada principal.
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Nome: Askrad Novrdant
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Kekzy
Narrador
Kekzy


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptySeg maio 02, 2022 8:17 pm

Simbolo
Narrador
Faísca Exordial

Askrad Novrdant





Aproveitando da informação concedida pelo marinheiro Nagare, Askrad rondava o local e se posicionava em uma boa cobertura que lhe servia de esconderijo para esperar a troca de turnos. Os minutos que pacientemente passou ali o recompensaram com a oportunidade que esperava. Resoluto, o revolucionário se esguiou para os fundos do local, anteriormente também patrulhado. Lá encontrou uma porta dupla e duas janelas. As janelas, no entanto, eram não mais que uma faixa horizontal, por onde só alguém muito magro conseguiria passar com algum contorcionismo. Um local que ocultava suas ações não teria muitas janelas, poderia pensar.

Isso o levou a utilizar da espada para forçar a porta, aproveitando-se da força gerada pela alavanca, arrombando o local em troca da durabilidade de sua arma, a qual sentia a lâmina folgar do punho e mesmo perder um pouco do fio em determinado trecho da lâmina. No entanto, esse sacrifício gerava resultados que confirmavam a vasta experiência do cozinheiro. A porta dos fundos estava conectada a um corredor, nas quais as paredes laterais possuíam uma porta em cada: na perspectiva de Askrad, que olhava para o interior do laboratório, a da direita levava para a cozinha, a outra para uma sala comum. À frente o corredor desemborcava em uma encruzilhada que guiava para três novos caminhos.

Mapa do térreo do Laboratório Stars

 Faísca Exordial - Página 3 Screen12


O local ainda emanava um cheiro forte de coisas queimadas. No chão de mármore repartido por linhas metálicas havia um pouco de fuligem, sendo discernível algumas pegadas de sapatos que deixaram suas marcas. Observando bem, Askrad notaria que mais pegadas apontavam para o interior da construção que para fora, especificamente na entrada dos fundos. Avançando com cautela para onde o caminho se dividia, notava que na entrada principal a lógica era o contrário do que tinha testemunhado há pouco. Mais pegadas de fuligem apontavam para fora do que para o interior do edifício.

De onde estava, olhando para a direita, podia ver a entrada principal, evidentemente fechada. Para a esquerda, um longo corredor, o qual terminava em duas escadarias espirais - uma conduzia para o andar superior e a outra para o inferior.  De lá que a maior concentração de fuligem era vista, especialmente da escada que levava para o andar inferior. Por enquanto, não havia sinal de fiscalização. Não por muito tempo. De uma das salas próximas à escada, Askrad pôde escutar o som de uma porta abrir. — Irei fazer a ronda, antes que o chefe desça - escutava uma voz masculina evidentemente conversando com uma segunda pessoa. Enquanto isso, Novrdant se mantinha colado à parede para não ser exposto. Os passos vinham em sua direção. Teria que se preparar para o confronto ou se esconder pelas salas para continuar a infiltração sorrateira - mas será que havia tomado as providências necessárias para ter o luxo dessa segunda opção?



Controle


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Off

O bonequinho vermelho é você, ok? Kkkkkkk. O X são elementos que retirei da imagem. No final do corredor grande tem as escadarias, que não desenhei pra não ficar horrível, mas tá escrito lá direitinho.



Sorria!
agente

   


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyTer maio 03, 2022 8:43 pm

Revo Nation
D
e imediato o que conseguia sentir era o nauseante cheiro da carbonização e somado a ele vinham notas de algo metálico, talvez alguns dos metais do local retorceram-se durante o incêndio e acabaram sendo pegos pelo fogo, de todo modo era um cheiro muito forte a ponto de me fazer cobrir o nariz com o dorso do braço.

Ao adentrar olhava inicialmente para a espada, observando o estrago causado e a guardava novamente. “ Tenho que tomar cuidado daqui para frente”. Caminhava alguns passos a frente e observava no chão uma marca; duas; três, várias marcas configurando pegadas arrastavam-se adiante e curiosamente eu as seguia. Estranhamente elas formavam um padrão e isso levava a pensar se as pessoas ao ver o incêndio não teriam corrido para socorrer alguém. Andava, ainda agachado, andava até observar mais do que seria o salão principal. “Agora entendo por que tinha tanto dinheiro envolvido aqui”. A construção era deveras enorme, porém algo ainda incomodava, se era um laboratório, por que não tinha visto nada que me lembrava algum experimento?

De súbito minha linha de raciocínio era cortada, ouvia a voz desconhecida e escorava-me mais na parede. “Ele parece estar falando com alguém, e o chefe deve estar no andar de cima, enfrentar ele agora seria um problema”. Olhava rapidamente para o chão e pensava nos meus próprios passos. “Burro”. Agora restava apenas poucas opções, uma delas seria confundir, sendo assim avançava para a sala mais próxima, retirava meus calçados e então colocava-os na frente da sala oposta a qual estava. O plano era o seguinte: deixaria o homem abrir a porta e então nesse “gap” quando ele entrasse na outra sala buscaria sair rapidamente da qual estava e esgueirar-me-ia pelo corredor buscando atingir a escadaria para o andar inferior.

Todavia, se a estratégia de furtividade não funcionasse, partiria para o segundo plano, tomando minha postura do leão ( olhar ficha ) e com a espada acima da cabeça saltaria sobre o inimigo, buscando atingir com o cabo da espada na testa do adversário com força, visando desacordá-lo. Nesse ínterim, caso ele buscasse atacar ou desviasse, tentaria inicialmente aparar o golpe e mudar a postura para a do jaguar, tentando recuar com um passo longo o mais rápido possível.
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Kekzy


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyQua maio 04, 2022 8:46 pm

Simbolo
Narrador
Faísca Exordial

Askrad Novrdant





Sorrateiramente dentro do Laboratório Stars, Askrad se via no dilema entre prosseguir furtivo ou acelerar a missão após dar início a uma agressão. Cada opção tinha seus lados positivos e contras. E em uma rápida ponderação, o revolucionário decidia tentar a discrição. Em uma rápida análise da situação, Novrdant chegava a algumas conclusões preliminares. Isso o fazia agir célere e no emprego de uma tática, momentaneamente conseguia dissimular o sentinela, esperando que este adentrasse a sala oposta a da cozinha, enquanto se esgueirava pelo corredor.

O plano era bem sucedido em deixá-lo avançar. No entanto, também tinha as suas falhas. Uma delas era que o guarda, um homem de terno preto, muito semelhante ao do outro homem que havia visto outrora à frente do laboratório, agora estava alarmado diante do novo elemento que em sua última ronda não estava ali, a saber, o sapato. Se fosse um agente mais experiente, conseguiria notar no chão as novas pegadas, mas para sorte do revolucionário o funcionário do governo não era tão experiente assim. Entretanto, a porta arrombada aos fundos não lhe passava despercebida quando averiguou que não tinha nada de estranho na sala, o que lhe permitiu focar no mais óbvio.

Todavia, a essa altura, Askrad já tinha descido as escadas até o andar inferior. O local ainda possuía muita fuligem, mais do que em qualquer outro canto. O cheiro ali era mais forte, principalmente de eletrônicos queimados e enxofre. Após descer as escadas, uma grande porta metálica interrompia a passagem para o interior do andar - se estivesse fechada, mas provavelmente devido ao incêndio, o sistema daquela gigante de aço não funcionava, evidenciado por algumas faíscas que estralavam em suas juntas, permitindo acesso ao revolucionário. Ao ultrapassar a fronteira, o que encontrava ali era tudo que tinha sentido falta. Um cenário com máquinas de tecnologia bastante avançada, diferente de qualquer outra coisa que tinha visto antes.

Muitas estruturas metálicas, muitos fios rompidos faiscando, iluminando ocasionalmente o ambiente escuro. Algumas luzes de emergência funcionavam, colaborando com a baixa luminosidade local. Se alguém surgisse cinco metros à frente de Novrdant, por exemplo, seria difícil perceber visualmente fora dos intervalos que as coisas piscavam. Este era o cenário atual do andar inferior, e era precisamente por essas circunstâncias desagradáveis que não havia patrulha ali, mas sim no térreo, supostamente impedindo que alguém descesse ao local.

Diferente da porta principal, a titânica de aço, algumas portas metálicas estavam fechadas. Algumas pareciam carecer de energia, com seus sistemas falhos devido ao incêndio, outras pareciam estar em funcionamento, mas requisitavam um cartão de acesso para abrir. A sala para os computadores, localizada à esquerda, estava fechada - o revolucionário ainda não sabia o que tinha dentro dela. Em um display eletrônico, aparecia o aviso "SEM ENERGIA SUFICIENTE", piscando a todo momento. Já à direita, encontrava-se diversos armários, alguns escancarados e outros fechados. Algumas coisas também podiam ser vistas no chão, apesar da bagunça.

Seguindo em frente o corredor, outra grande porta metálica barrava o caminho de Askrad. Dessa vez o display eletrônico ao lado da porta parecia funcionar normalmente, mas estava escrito "ACESSO NEGADO, AUTORIZAÇÃO NECESSÁRIA". Analisando bem, a entrada possuía tanto leitores biométricos quanto leitor de cartões. Se quisesse passar por qualquer uma das duas, teria que dar um jeito de abri-las.

Antes do incêndio, na sala dos computadores, seria possível encontrar desde computadores de alta capacidade, operados pelos cientistas do laboratório, até arquivos documentais. Acessórios eletrônicos também poderiam ser encontrados, bem como qualquer objeto de uso diário e cotidiano de quem laborava ali. Após o incêndio, no entanto, sabe-se lá o que seria possível encontrar. E para pressa do revolucionário, escutava gritos de alerta vindos do andar superior.

Andar inferior do Laboratório Stairs

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Ganhos: Espada Clássica (convertida) e Kit de culinária.
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O bonequinho vermelho é você, ok? Kkkkkkk. O X são elementos que retirei da imagem. No final do corredor grande tem as escadarias, que não desenhei pra não ficar horrível, mas tá escrito lá direitinho.



Sorria!
agente

   


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptySex maio 13, 2022 10:01 pm

Revo Nation
A
pressadamente a passagem para o andar inferior tinha sido melhor do que a entrada ao prédio, mesmo que com alguns deslizes havia conseguido acessar  o andar e agora sim sentia que estava em um laboratório. Ao pisar no frio chão de metal olhava para os fios e o cenário caótico, de fato parecia ter sido uma saída emergencial e o estrago tinha se alastrado pelo lugar. Além disso o cheiro fétido do enxofre tomava conta dali e somava-se ao da fuligem de outrora, parecia de fato um cenário tanto quanto apocalíptico e fazia-me tentar imaginar na mente as cenas da tragédia. “Pobres infelizes..”

De todo modo, dava mais alguns passos a frente e sentia o incomodo da luz mais forte, parecia como se o tempo estivesse sendo parado por segundos, era difícil até da visão acompanhar e em certa medida incomodava. Apoiava-me na parede mais próxima e a passos vagarosos ia caminhando rumo onde conseguia enxergar alguma luz ou porta aberta. Pouco depois acabava por chegar na porta que parecia levar ao local principal, de um lado havia uma série de máquinas estranhas com um aviso de falta de energia. “Mas que merd*...” e do outro lado parecia uma sala com diversos armários e sobras do alvoroço, olhava melhor para a porta entre os flashes de luz e notava a mensagem de acesso não autorizado, o que me fazia dar um soco no display descontando a raiva de ter chegado até ali e ainda assim ter tantas barreiras.

O tempo passava e minha sorte também, e sem delongar passava para a sala da direita ao passo que os barulhos externos aumentavam, de certo meu disfarce já havia sido percebido, afinal eu não era o mestre, entretanto minhas chances de combate também não eram das melhores, tinha uma espada parcialmente danificada e estava descalço, isso possivelmente contra uma patrulha bem armada e com botas. Não havia outro caminho. Começava a buscar nos armários algum que fosse maior, ao ponto de caber uma pessoa e ao achar abria-o, adentrando e inicialmente esperando. A estratégia era simples, mas eficaz, esperaria os guardas e então seguiria na busca, enquanto dentro da gaiola de metal, tentaria deixar a respiração mais tenra e a mão pousando sobre o cabo da espada.

Então, caso algum guarda desconfiasse e abrisse o armário, inicialmente chutaria com força a porta esperando que ela desnorteasse o oponente e logo saltaria deixando a espada na altura possível e desferiria um golpe com a postura do tigre, focaria o ombro do inimigo ou seu pescoço, buscando incapacitá-lo e sendo ele mais de um, correria em direção do outro, trocando de postura no meio, adotando a postura central e logo desferiria um corte horizontal contra o peito do inimigo.

Agora, se o inimigo esquivasse ou bloqueasse, seguraria o rebote da espada e tentaria chutar o adversário com a perna direita para desequilibrá-lo, tempo suficiente para trocar para a postura central e tentar desferir um golpe horizontal.

Em último caso, se meu esconderijo fosse suficiente, sairia sorrateiramente e me abaixaria, buscando entre os objetos do chão algo que parece um crachá e tentaria olhar a identidade gravada no objeto.
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Kekzy


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptySeg maio 16, 2022 8:50 pm

Simbolo
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Faísca Exordial

Askrad Novrdant





Surpreendido pelas circunstâncias locais, Askrad se via em uma situação complicada, pois sua infiltração tinha sido descoberta ao negligenciar apagar os rastros da invasão, como a porta arrombada e as próprias pegadas deixadas na fuligem - e até mesmo um sapato que não estava ali antes. Entretanto, tudo isso podia ser atribuído a sua inexperiência neste tipo de missão. Inclusive, não era um pouco demais enviar um novato sozinho para uma tarefa tão grande? Com o quê estavam na cabeça ao enviar um noviço para a toca dos leões?

O associado escutava os passos se aproximarem e ecoarem pelo corredor. Ponderando que entrar em combate não era uma boa opção, sagazmente Novrdant arranjava um local para se espremer em um dos armários. Era uma medida desesperada, mas criativa, demonstrando o raciocínio rápido do combatente. Pelas pequenas três brechas do armário, Askrad conseguia ver o que se passava do lado de fora, mas não era possível ver o lado dentro externamente. Controlando sua respiração, escutava seu coração palpitar, ainda que controlado. Podia não ter experiência em infiltrações, mas sua idade tinha o ensinado a controlar as emoções até certo ponto.

Na sua frente, no corredor subterrâneo, três agentes chegavam para patrulhar o local. Andavam em formação de seta (>), com dois atrás e um na frente. Viravam a cabeça de um lado para o outro, vasculhando o perímetro. — Você tem certeza que o sapato não estava ali? Não é outro alarme falso? - escutava um dos homens de terno perguntando, um dos que andava atrás. Aquele ao lado dele respondia. — Tenho certeza! Aquela outra vez foi apenas um erro! — se justificava. À frente estava o líder deles, o homem que Askrad identificou anteriormente, com a insígnia de um alce, que barrou o Tenente de adentrar a instalação. — Esse assunto é de extrema importância, se alguém tiver invadido a construção, devemos eliminá-lo. Já enviei homens para procurar por fugitivos do lado exterior do Laboratório. Se algum dos ratos tiver fugido do abrigo, suas cabeças irão rolar. Chequem tudo, precisemos ver se o abrigo foi aberto. É questão de tempo até tirarmos eles dali, esses ratos que se esconderam... - o chefe discursava.

Os agentes começavam a investigar as redondezas, mas não lhes passavam pela cabeça abrir os armários entreabertos. Pelo discurso do líder, estavam mais focados na região ao redor do dito "abrigo". Askrad não só tinha escapado de uma fria, mas também conseguido informações importantes. Em sua mente, poderia lembrar que o marinheiro Nagare tinha comentado sobre rumores dos sobreviventes do Laboratório terem se refugiado em um abrigo, uma câmara segura. Acontece que, aparentemente, o Governo não tinha controle sob a situação e os "abrigados" não tinham saído de lá e não pareciam querer cooperar com os agentes ao sair voluntariamente.

Assim, os agentes foram até o portão frontal, no qual era necessário autorização para entrar. Inserindo um cartão, as paredes de ferro se abriram e permitiram a passagem dos homens, permanecendo abertas. De lá, Askrad podia escutar um barulho de indistinto de máquina e uma luz púrpura. Ademais, podia ver uma porta de ferro que mais parecia a porta de um bunker. Espiava tudo isso pela abertura do armário entreaberto, que não se fechava por completo, não mais pelas frestas. Os agentes parados na frente daquela porta indicavam que havia algo ali. Daquela distância já não conseguia mais escutar a conversa entre eles. Após vasculharem a sala e baterem na porta, os agentes voltavam. O portão de acesso autorizado era fechado novamente. — Você fica aqui, incompetente. Não perca mais o nosso tempo - o líder ordenava, voltando para o andar superior com o outro agente, enquanto aquele que tinha denunciado os sapatos de Askrad permanecia no local escuro, próximo ao armário.

Consigo, o subalterno acendia uma lanterna, iluminando o chão enquanto procurava algo. — Eles não acreditam em mim, mas eu irei me provar! - iniciava suas buscas, no corredor dos armários. — Oh! - após algum tempo, achava algo interessante. O revolucionário assistia tudo na surdina. Do chão, de baixo de diversas tralhas, ele pegava um cartão. Quando a lanterna caiu sobre ele, podia-se ver que era de um dos cientistas locais. No instante seguinte seu olhar recaia sobre outra coisa. Novrdant o acompanhava. Ambos notaram pegadas de fuligem no chão que iam a uma direção peculiar: o armário. Em questão de um segundo, ambos compreendiam algo, e se preparavam para agir!

O agente estendia sua mão ao armário, a fim de abri-lo, desconfiado de algo, mas não convencido. Subitamente o armário metálico se abria, acertando-o em cheio e desconcertando-o ao jogá-lo para trás. A lanterna rodoiava no chão e iluminava o agente, deixando Askrad sob o véu do escuro. O espadachim aproveitava bem a oportunidade do golpe surpresa para golpeá-lo em uma sequência de golpes provindos de suas posturas. Mesmo desprevenido, o agente esboçava uma reação sacando uma tonfa, mas logo era surpreendido com um chute em sua base já instável, pois ainda não tinha tido a oportunidade de se recuperar do golpe inicial. O Caçador de Feras sentia o cheiro de medo no ar vindo do inimigo caído e ensanguentado, mas que não estava morto. Ele o olhava abismado, espantado e atordoado demais para gritar, tentando rastejar para trás e tomar distância de seu agressor. Seu destino estava nas mãos do revolucionáro, e o cartão que precisava aos seus pés.

[...]

Enquanto isso, do lado de fora do Laboratório Stairs, uma face familiar se reunia a outros revolucionários. Se espalhavam discretamente atrás de árvores, entre suas folhas, pelas janelas de prédios adjacentes, pelos cantos dos becos escuros próximos ao edifício alvo. Abaixo do solo, filhos da revolução corriam pelo esgoto, encapuzados e cobertos por mantos, espantando outros ratos que não os que os agentes se referiam. Algo estava acontecendo ali. O Exército se movia sorrateiramente, se aproximando de seu objetivo, prontos para inflamar uma faísca. Uma faísca que esperavam surgir em breve.


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyQui maio 19, 2022 10:03 pm

Revo Nation
O
plano tinha sido melhor que o esperado, por um lado um combate tão preciciptado tinha tido para ser um fracasso, porém em alguns momentos o elemento surpresa poderia superar até as mais desajeitadas habilidades. Não era um lutador da rua, fato, todavia o impacto e a ajuda da porta do armário foram melhores do que o esperado. Via o homem caído no chão, ainda atordoado do impacto e memorava das instruções de outrora “sem vítimas”..então era isso. Rapidamente pegava o crachá e aproveitando da situação corria para o controle da porta aproximando a credencial como o agente tinha feito antes.

Cao conseguisse entrar, olharia brevemente para o local tentando assimilar as coisas ou quem estivesse lá e prioritariamente buscaria um novo esconderijo, uma sala, um duto de ar, qualquer coisa que me abrigasse da invasão de inimigos que com certeza aconteceria. Só teria minha arma a mão e a julgar pela tropa anterior, o homens deveriam estar todos bem armados.

De todo modo, seja após entrar ou então antes, a estratégia para a defesa seria a mesma, tomaria a postura do jaguar, a mais defensiva dentro do meu arsenal. Por um lado, era um inimigo já derrotado, restava ainda mais dois no mínimo. Deixava a espada como se estivesse embainhada, pronto para usar de passo rápidos ou então rolamentos para a esquiva e contra-atacaria com cortes horizontais.

Ainda assim, tinha um fato intrigante em tudo aquilo, o que quer que esteja na segunda sala era o grande segredo e tudo que eles pudessem fazer para esconder eles fariam, as forças ocultas, ou melhor, as forças da corrupção lutavam ali para manter seus planos sórdidos. Sentia a adrenalina, o frio na barriga, o medo, tudo caminhava para o fim, seja meu ou daquelas forças obscuras da ilha. Era o começo do fim.
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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptySex maio 20, 2022 11:41 pm

Simbolo
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Faísca Exordial

Askrad Novrdant





A faceta misericordiosa de Askrad prevalecia, ensejando que a sua presa vivesse mais um dia. Uma decisão clemente, mas arriscada, pois como dizia o ditado popular: "Caçador que não abate a presa não pode reclamar de ser mordido" - ditado histórico que não foi inventado agora. De toda forma, o cartão de acesso estava em suas mãos e com isso o revolucionário correu para o portão que exigia essa autorização. Colocando o cartão sobre o leitor, o portão de ferro se abriu para ele - bastaria que o fechasse do outro lado, utilizando o cartão, pois como percebera antes, ele permanecia aberto, não a toa conseguiu bisbilhotar a sala anteriormente.

No recinto, a primeira coisa que viu foi a outra porta que relembrava um bunker, pois estava à sua frente. Era à frente dela que os agentes tinham ficado anteriormente, conversando sobre algo e até mesmo batendo nela. Como podia relembrar, Nagare tinha mencionado a possível existência de um abrigo subterrâneo, um local seguro para onde os sobreviventes teriam se refugiado. A questão era: tinham se refugiado do incêndio ou de outra coisa? Pois as chamas já tinham se extinguido.

À sua esquerda podia vislumbrar algo que nunca tinha visto antes: um cilindro de material transparente, com duas tampas metálicas em cada extremidade, com uma fonte luminosa púrpura em seu centro. Seu brilho intercalava entre a intensidade e a morosidade. Podia-se perceber que ela tinha o potencial de iluminar a sala toda se brilhasse forte o suficiente. Ligado a essa construção, um grande tubo revestido de metal conectava o aparelho à parede.

A sala do aparelho esquisito também tinha um acesso à sala que Askrad não conseguiu adentrar pelo corredor dos armários. Entretanto, essa porta estava fechada, com os dizeres em vermelho "MODO DE SEGURANÇA" destacados no display eletrônico. Para entrar por ela, apenas desativando o modo de segurança. No mais, a sala também possuía diversos locais para explorar. Apesar de não ter armários como no corredor, tinha um armário com dezenas de gavetas. Observando bem, o revolucionário podia até mesmo perceber que algumas máquinas daquela sala estavam operando, pela luz que se emitia delas. Deveria mexer nelas?

O revolucionário tinha alguns momentos para tomar ações antes que os reforços chegassem, afinal o agente derrotado ainda estava se recuperando e os seus colegas tinham subido ao andar superior após o desentendimento entre eles. Seu excesso de cautela lhe custava alguns segundos, mas lhe fazia sentir um cheiro peculiar no ar. Um cheiro que o lembrava da frase: "Aquele rapaz não parece bem" (ver p. 1). Apesar de ter o sentido por um breve momento, se recordava do cheiro, mas não com tantos detalhes, talvez um esforço pudesse o despertar a memória de quem era aquele odor. E seguindo o "rastro do cheiro", chegaria novamente à porta do "bunker". Tinha perdido alguns segundos preciosos com a cautela excessiva, mas ainda tinha a oportunidade de agir antes dos reforços inimigos chegarem!


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyDom maio 22, 2022 6:02 pm

Revo Nation
J
á dentro da sala secreta, a cena parecia ser muito mais de uma novela de ciência do que antes, por onde começar? Havia tantas coisas novas para um “caipira” ali, de imediato minha atenção era dragada por uma misteriosa luz a esquerda da sala, ela brilhava em uma cor..roxo. “Mas que merda é isso?” Quantas coisas havia visto brilharem em roxo na vida? Algumas raras plantas talvez, porém a intensidade parecia totalmente diferente de tudo já visto, parecia até algo não natural.  O brilho hora aumentava e hora diminuía, o que fazia-me levar meu braço acima dos olhos em uma tentativa amadora de amenizar o brilho e aproveitar os instantes de luz para vasculhar pelo ambiente. De onde viera observava um painel similar ao da entrada e talvez tivesse o efeito oposto em fechar a porta, e assim imediatamente seguia até lá, aproximando o cartão e esperando o mecanismo agir.

Enquanto isso, continuava com sua busca quase noturna, passava os olhos pelo local e novamente aquele “tubo roxo” parecia estranho, era como se estivesse preso pelas placas metálicas, como se algo estivesse o escondendo ou então protegendo. – Para um laboratório de vacinas eles tem umas coisas bem estranhas. Sussurrava enquanto dava alguns passos pela sala, e o olhar procurava pelos vincos da parede até algo que pudesse ser uma quina ou um acesso e daí tinha outra surpresa. Desajeitadamente chegava próximo a outra porta, tocava-a e sentia o metal frio, sem esperar duas vezes dava algumas pancadas com a base da mão cerrada em punho. – OI! ALGUÉM AÍ? EU VOU SALVÁ-LOS! GAROTO CELESTIAL? Deixava a carne atingir o metal uma última vez e encostava a testa no metal. “Será que vou mesmo? As chances não parecem boas.” Fechava os olhos por um curto instante, pensava nas vidas dos que tinham se escondido ali, pensava na minha jornada, no motivo para estar ali, pela memória dela. Abria os olhos, respirava e saia de perto da porta indo rumo as gavetas que tinha visto.

Ao chegar nelas, desesperadamente puxava-as, buscando no que ali houvesse alguma dica ou indício do que poderia ser e como desativar o tal “modo de segurança”, buscava um a um dos itens, dois a dois, até que a respiração se acelerava e o desespero tomava conta junto do desmonte daqueles móveis, até que batia com força a gaveta contra o chão apoiando-me sobre a bancada. Sentia o suor cair do rosto, a respiração acelerar e a sensibilidade da pele estar a flor. “Não pode acabar assim...” Então, de súbito algo percorria seu corpo como um choque, um cheiro, de onde vinha? Eram notas de mar, notas de aventura e..comida? A visão ficava trêmula e era como se os sentidos mergulhassem, de onde era? Lembrava de chegar em Flevance, da taverna. “Mais fundo” e memorava-me, aquele cheiro, Ricky!

O olhar imediatamente ia para a porta, mas porque ali? Seria possível que ele teria me seguido até aqui? Mas seria impossível ele ter feito isso sem seguir os guardas, será que sua intenção era de me salvar? Todavia se fizesse isso, com certeza seria sua morte. Apertava os dentes e o punho, não podia deixar ele ficar assim, não podia deixá-lo morrer por algo assim.

- Esperem por mim! Dizia olhando para a porta de segurança e então passava o cartão sobre a fechadura, aguardando sua aberta.

Quando estava prestes a sair, a reação seria única, colocaria a espada “ao centro”, na postura do tigre, era de se esperar que os inimigos estivessem próximos, sendo assim essa técnica tinha sua vantagem contra grupos de inimigos. Inicialmente, se algum inimigo tentasse avançar, buscaria usar a lâmina para defletir o golpe e contra-atacar na sequência com um corte diagonal visando o pescoço do adversário. Caso algum tentasse ir pelas costas, após a deflexão giraria o tronco, dando um chute como poderia na coxa do inimigo, buscando fazê-lo perder a atenção para então avançar com a espada em sua garganta com um corte horizontal.

Se nesse ínterim sentisse mais odores de inimigos ou não conseguisse dar conta dos golpes, adotaria a postura do jaguar e buscaria sempre evadir lateralmente e sacar sua espada no contragolpe, logo que a arma inimiga descansasse.
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Kekzy


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptySeg maio 23, 2022 10:57 pm

Simbolo
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Faísca Exordial

Askrad Novrdant





Resgatando suas memórias, Askrad chegava ao nome de Ricky. Logo descobriria que estava relacionado, mas este não era aquele cheiro. Entretanto, o cheiro de Ricky estava presente na cena que resgatou, razão pela qual se confundiu. E não era tarefa fácil relembrar um cheiro o qual não estava habituado. Talvez a voz do outro lado da porta, ainda que não a tivesse escutado, o ajudasse a perceber que não era do seu colega revolucionário, mas sim de outra pessoa - alguém que apenas avistara e a razão de estar ali.

Sua mente divaga pelos aromas e cenas, até relembrar a ocasião. Um breve encontro, em uma ligeira oportunidade.

Narrador anterior (pag.1, post 4) escreveu:
Quando o homem virou-se para responder o rapaz, observou um trio tanto quanto… Estranho? Com um jovem alto, mas não tanto com seus acompanhantes, com uma aparência… Desastrosa? Acho que é a palavra perfeita para um jovem celestial sujo e com uma clara aparência ressaca. Seus cabelos eram lisos e curtos, são um dos fatores que mais chama a atenção em seu rosto, é claro que também seus olhos castanhos realçados com a cor negra.

Chega! Não cairemos neste truque! Não sairemos daqui, nós não seremos suas cobaias! - vociferou a pessoa do outro lado, seguido de um estrondo metálico, como se uma barra de ferro batesse do outro lado da porta. Do outro lado da porta, o conhecido celestial redarguia. Sua desconfiança vinha das diversas tentativas do Governo de romper aquela barreira, a qual não podia ser superada à força pelos presentes. Não podia ser vencida pela força, mas bastava ter em mãos o necessário.

E o necessário estava nas mãos de um homem. O som de passos foi ouvido primeiro. Askrad virava a cabeça em direção ao portão metálico que separava a sala e o corredor de armários. Flashes de luz dos fios cortados e em curto iluminavam a sombria chegada do agente de outrora, o qual reconhecidamente sabia ser o líder, pois já tinha visualizado a peça quando este impediu o Tenente da ilha de ingressar no Laboratório. Seus passos romperam o limiar entre a escuridão e a claridade púrpura; sua face sombreada pela luz roxa destaca sua expressão austera. Em uma das mãos, carregava um equipamento pesado, que relembrava um grande maçarico; uma máscara de solda revestia o seu braço, amarrada a ele. Na outra mão, carregava um cartão de acesso. Na cintura, uma pistola, que estava à vista do revolucionário. — Então você é o rato que invadiu o meu laboratório - sua voz era grossa e oca, ditando as palavras em tom ríspido, sem pressa. — Devo reconhecer que você foi corajoso de entrar aqui sozinho. O que você é? Um justiceiro, um revolucionário? Huh, não tenha pressa, se não me dizer agora, irá me dizer depois, por bem ou por mal. O Dr. Yohann me agradecerá por mais uma cobaia, ele irá precisar após uns ratos serem silenciados - logo em seguida, também rompiam as sombras dois outros agentes, os mesmos dois que Novrdant tinha visto pelas frechas do armário quando se escondeu, companheiros do agente que tinha derrotado.

[...]

Do lado de fora do Laboratório, um novo foco de incêndio começava nas proximidades do edifício. Um incêndio estratégico para desviar a atenção da marinha. Na verdade, este era o pretexto para um velho conhecido da Revolução comandar o pequeno destacamento de quatro marinheiros para a área incendiada. O Governo podia alastrar sua influência para todos os lados, como com o médico Shiroi, mas o Exército também tinha suas estratégicas e furtivas cartas na manga. Como Askrad sabia, um destacamento de quatro marinheiros reforçava cada lado do Laboratório. Com a porta dos fundos violada e o destacamento dos fundos desviado, meia dúzia de revolucionários adentravam sorrateiramente o edifício, correndo direto para o andar subterrâneo, o que não poderiam fazer se Askrad não tivesse reunido todos os agentes que protegiam o interior em um lugar.

[...]

Lá embaixo, o confronto entre o Governo e Askrad já tinha começado. O líder dos agentes tinha enviado seus dos lacaios para combater Askrad, enquanto ele não perdia tempo e ia direto para a porta do "bunker", com o seu maçarico. As coisas começavam a ficar quentes enquanto o metal derretia e o cozinheiro tinha dificuldades em um dois contra um direto. Entretanto, suas sólidas posturas o mantinham vivo, sempre reativo. Assim conseguia segurar dois oponentes, mas não romper o caminho até o líder, que se apressava para quebrar a última linha de defesa dos abrigados, com o aparente objetivo de silenciá-los - uma abordagem estreita e direta por sua missão.

Um dos inimigos diretos de Askrad utilizava uma espada, tal como o revolucionário, enquanto outro utilizava tonfas. Os dois agentes sequer tinham pressa em eliminar o alvo, tomando o tempo para trocarem golpes de reconhecimento, sondando o adversário. Para eles, o tempo estava ao seu favor. O líder cumpriria a missão e não tardaria para o invasor cair aos seus pés, fosse pelos seus golpes, fosse pelo cansaço. E essa era a abordagem de Novrdant, adotando a postura do tigre, amparando os golpes e revidando-os, uma estratégia que não lhe garantia a iniciativa, mas permitia-o sobreviver por mais tempo.

E tempo era tudo que precisava. Mais passos podiam ser escutados vindo do corredor. Após diversas trocas de golpes, Askrad tinha manejado a situação de modo a não receber nenhum ferimento fatal, mas também não tinha desferido nenhum com a abordagem conservadora. Um braço dolorido de quando a tonfa o golpeou pela lateral, alguns cortes superficiais no braço, peito e rosto da lâmina inimiga por pequeno erro de calculo. Foi tudo que teve quando a maré pareceu mudar e seis revolucionários romperam o portão e adentraram a sala, espalhando-se pelos lados para cercar os oponentes. A ajuda tinha chegado. À frente estava um velho moribundo, mas que tinha sido bem sucedido de chegar ali - o seu nome era Glowr, o mineiro sem capacete, um homem de mistérios e mentiras, que se apresentara como um Rebelde, quando na verdade era um Insurgente; e fingira estar adoentado de chumbo branco para colher informações e buscar uma oportunidade de se infiltrar no Laboratório. Apesar de ter falhado, seu sucesso veio com seu novo Recruta.

Era o homem que tinha designado as missões de Askrad. — Você fez bem, rapaz, agora uni-vos para derrotar este mal que assola Flevance a tantos anos, que foi a razão do desaparecimento de tantos companheiros. Kurai Mori no Musu, está na hora de acertamos as contas! - exclamou, nomeando o agente. Com a chegada dos revolucionários, o líder dos agentes se erguia e se voltava para eles, de costas para a porta do abrigo. — Vejo que você trouxe mais homens para caírem sob meus pés dessa vez. Você já contou para os seus homens como sua liderança irresponsável o rebaixou? Como está repetindo seu plano suicida que matou seus homens da última vez? Conte-os como correu e abandonou seus companheiros enquanto eu os massacrava! - a potência do fogo que saia do maçarico aumentou consideravelmente, alongando-se para a extensão de um braço comum a largura de dois, sombreando ainda mais intensamente as expressões taciturnas de Kurai Mori.

[...]

Seis anos atrás, Flevance, Laboratório Stairs.

Um novo Sênior era designado para cuidar dos assuntos governamentais relacionados ao Laboratório Stairs, ou melhor, entrelaçados com o chumbo branco, uma estrela em ascensão da CP2, que tinha escalado rapidamente na hierarquia. Seu nome, Kurai Mori no Musu, conhecido entre os seus como o "Alce da Floresta Escura", um agente confiável, isolacionista e cruel. Talvez fosse por isso que não tinha bons homens ao seu comando. Na verdade, gostava dos incompetentes, pois podia mandar e desmandar da forma mais rude que lhe convinha. Sob o seu comando nunca aceitou mais de três agentes. Era diferente do gestor passado, que contava com uma equipe maior para lidar com os assuntos relativos ao chumbo branco, mormente em relação à segurança. E não fazia questão disso, pois contava com sua própria força, em um quê de complexo de superioridade, não sem razão.

Certa vez, o não ortodoxo Oficial do Exército Revolucionário Glowr viu uma oportunidade de agir ao tomar ciência que o Laboratório Stairs contava com menos agentes para sua segurança. Não era de hoje que sabia do que acontecia lá dentro. Sabia das coisas ruins, mas não exatamente o que era desenvolvido ali e que justificava as coisas ruins que aconteciam. Era, inclusive, por isso que tinha designado um inocente Associado para uma empreitada tão perigosa, jogara um companheiro como uma isca para testar a toca, pois sabia que o novato não tinha noção do mundo e não recusaria a missão, que com certeza seria contestada por seus superiores. No entanto, Glowr faria de tudo para retomar o que era o seu, seu prestígio, sua patente, sua honra, seu sono atormentado pela cena de seus companheiros caindo aos pés do Agente Sênior à sua frente.

À época, a invasão ao Laboratório, com Glowr e cinco companheiros contra o Alce da Floresta Escura e três subordinados tinha resultado na esmagadora vitória do Governo, com três baixas para o lado dos revolucionários e duas baixas para os agentes, que resultaram de uma emboscada bem realizada. Mesmo com a vantagem inicial da emboscada, o esquadrão da revolução tinha sido massacrado por Mori e o agente sobrevivente, que não integrava mais o quadro de seus subordinados. Essa era a diferença de forças deles à época.

Todavia, nesses seis anos, Glowr tinha se fortalecido. Estava mais forte que antes, motivado pelo intenso desejo de vingança. Kurai Mori, nesses últimos anos, encontrava-se estagnado em seu cargo, após sua rápida ascensão. Para dizer a verdade, o agente tinha se acomodado. Nos últimos anos, após a aludida invasão, tinha lidado sobremaneira com assuntos administrativos. Já não era a estrela que brilhou forte, que esmagava impiedosamente quem obstruísse o seu caminho, pois acima dele jazia uma figura que lhe era como uma muralha. Alguém cujo o posto não conseguia alcançar. De toda forma, era um agente consolidado e experiente, ainda que enferrujado pela comodidade e falta de expectativa, além de negligente com sua própria evolução. Esse era o homem que opunha contra os revolucionários, a fonte dos pesadelos de Glowr, que se agigantava mais uma vez em uma luta de 3x7. Essa era a fonte de sua confiança naquela batalha, o motivo de não recuar.

[...]

Esse era todo o cenário que envolvia a luta, por agora. Os revolucionários tinham a iniciativa e avançavam contra os agentes. Quatro deles investiam contra o Agente Sênior, incluindo Glowr, e dois prestavam ajuda a Askrad. Seria esse o momento de virar o jogo?!


Andar inferior do Laboratório Stairs

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Personagem: Askrad Novrdant
Nº de Posts: 17 (11 Kek)

Profissão: Cozinheiro
Proficiências: Culinária, Preparo Degustação, Peça e Caça

Qualidades: Adaptável, Olfato Aguçado, Afinidade com Haki e Prodígio.
Defeitos: Perfeccionista, Heroico e Ambição.

Ganhos: Espada Clássica (convertida) e Kit de culinária.
Perdas:

Carteira: B$ 250.000

NPC's: Dr. Shiroi, Nagare Kaeru, "Fuun", Dr. Klaus Baxter, Tenente Dickens Ashton; Kurai Mori no Musu.
Extras:


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Sorria!
agente

   


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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyTer maio 31, 2022 8:18 pm

Revo Nation
A
s coisas não pareciam avançar bem dali em diante, se por um lado havia derrotado aquele soldado, parecia que a tropa de reforço estava disposta a se vingar. Quando um lampejo de felicidade surgia ao ouvir uma voz do outro lado, parecia que uma cortina de escuridão se aprofundava no recinto. Dentre os convidados, um homem era no mínimo peculiar, carregava ali um artefato em sua mão com uma espécie de bico e uma máscara e entre os difusos flashs era possível reconhecer aquele formato em ganso, um maçarico, e em resposta o meu olhar ia imediatamente para a porta. “Não pode ser...”

Antes que pudesse pensar na reação, o vilão irrompia chamas do instrumento em direção ao aço e imediatamente dava um passo a frente e quase no mesmo tempo um passo para trás ao sentir o vento de algo perto do tronco, olhava novamente e conseguia reparar: ele não estava só. Passos a frente, golpes a direita, esquerda, o par de agentes parecia entender bem o que precisavam fazer. Não era difícil no momento defletir ou desviar dos golpes, porém o esforço era o peço, no começo conseguia defletir e tentava avançar, tendo que regredir para defender o golpe do segundo. Sentia os músculos começando a ficarem mais tensos, a respiração acelerar e os pingos de suor caindo em um ritmo maior, tal como a temperatura da sala aumentava como o maçarico.  Se as coisas continuassem nesses passos, não haveria tempo para os reféns da sala fugirem e por outro lado não havia nenhuma chance de pedir reforço, ou seja, se eles corressem provavelmente seriam apenas mais uma contagem de corpos, de alguma forma tinha que impedir os três membros do governo e rápido.



Todavia, como iria fazer isso? Poderia passar logo pelos dois combatentes, porém o superior deles parecia casca grossa, conseguiria aguentar alguns minutos de batalha como ele, porém seria tempo suficiente? Além disso, conseguiria escapar depois? Apertava os dentes enquanto via a outra lâmina avançar e refletia ela dando um passo para trás. – Desgraçados! Dizia ofegante enquanto ajeitava a postura. – NÃO CONSEGUEM VER QUE ESTÃO MATANDO INOCENTES ? Gritava sentido a pressão subir, a veia na testa pulsava e a raiva emergia mais uma vez junto com as memórias de minha filha, flash de felicidade com o sangue de inocentes mortos pelo capricho de outros.  – Vá se ferrar, isso não vai acabar assim, não comigo aqui.

Arrastava o pé direito a frente e subia a postura, a guarda ficava mais aberta, entretanto a potência dos golpes era maior. “Eu vou morrer aqui, mas aquelas pessoas vão viver, é por isso que eu estou aqui, por isso decidi lutar” – VENHAM!

Quando preparava para saltar de repente sentia uma alteração no odor da sala, parecia instável, mudando, e de repente ouvia os passos cada vez mais perto até que as sombras surgiam da escuridão e com elas um sorriso na face do revolucionário. Lembrava daquela figura mais velha a frente na mina, então no fim ele era mesmo outro membro da causa, sentia a alegria subir o corpo, primeiro por ver o resultado de sua comida na recuperação e outro por saber que seu sacrifício poderia não ser em vão. Ouvia a voz de Glowr e deixava um sorriso estampado no rosto, sem pensar saltava contra o outro espadachim, segurando com força o cabo da espada e avançando em direção da sua cabeça com um golpe claro da postura do Leão. – A LUTA AINDA NÃO ACABOU!

O plano era inicialmente derrubar o espadachim, sabia que para ele defender seus golpes aéreos seria muito mais difícil do que com os da tonfa, por isso usaria da vantagem do dois a dois para tentar derrubá-lo rápido. Se o primeiro salto não resolvesse, saltaria de novo, e de novo tentando não dar tempo de reação para o inimigo e apenas pararia com essa postura caso o da tonfa furasse o duelo com seu adversário e avançasse para cima de mim, obrigando-me a trocar de postura para a do tigre, tentando segurar arma contra arma e travar a postura dele. E em caso de desvio, mudaria para a postura do jaguar para tentar desviar lateralmente ou defletindo o golpe e logo desferindo uma resposta imediata.

Conseguindo derrotar um dos dois, deixaria o inimigo para a dupla ( ou um ) dos irmãos de guerra fazendo um sinal indicativo que iria para o sênior, avançaria então correndo contra o mesmo com a postura do jaguar, afinal aquele fogo poderia ser uma arma em tanto e esperaria alguma brecha gerada pelos ataques deles para avançar com a espada, com a postura mais baixa e o quadril flexionado,  buscando atacar de baixo para cima contra a empunhadura dele, visando desestabilizar sua mão no maçarico e quem sabe até incapacitá-la.

+ LEGENDA:  - Falas   "Pensamentos
HistóricoPost: 18
Nome: Askrad Novrdant
Profissão: Cozinheiro
Proficiências: Culinário | Preparo | Degustação | Pesca | Caça
Qualidades: Adaptável | Prodígio | Olfato Aguçado | Afinidade com Haki
Defeitos: Perfeccionista | Ambição | Heroico
Ganhos   - 1 Kit de Utensílios
- 1 Kit de Culinária
- 1 Espada Clássica

Perdas: -
Localização: North Blue - Ilha Flevance
Objetivos
  • Encontrar a base revolucionária.
  • Conseguir Armas.
  • Conseguir utensílios de cozinha
  • Completar 2 Missões. (1/2)
  • Ir para Lvneel


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Kekzy
Narrador
Kekzy


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Créditos : 46

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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyQua Jun 15, 2022 2:58 pm




O discurso no jutsu de Askrad não impedia os dois agentes subordinados e seu sênior te manterem suas posições e continuarem o plano. Pelo contrário, via em seus rostos um resoluto desdém pelo que tinha dito. — São todos criminosos que seriam executados e estão tendo alguma serventia para a sociedade, é melhor assim! - exclamava o homem das tonfas, que junto ao seu parceiro possuíam uma face de figurante.  

A crença do revolucionário era tão forte quanto, senão maior, o que o motivava a continuar aquela batalha. Com a chegada de seus companheiros, a sua moral estava elevada. Como previsto antes, dos seis revolucionários que chegaram como reforços, Glowr e mais três avançavam direto contra o Agente Sênior e outros dois ajudavam Askrad. O seu grito era verdade: a luta ainda não tinha acabado, só estava começando! — Nós damos conta desses dois, Glowr quer o seu reforço! - um dos dois auxiliares alertava. Ambos estavam equipados com clavas e um pequeno escudo acoplado ao antebraço. Suas funções tinham sido pensadas de antemão e estavam equipados com outras peças armaduradas para retardarem qualquer inimigo, jogar na defensiva e contra-atacar.

Novrdant, entretanto, tinha outro plano em mente. Pensava em derrubar primeiro um dos subordinados do Governo, o espadachim. Em vez de segurá-los, era melhor derrotá-los e ganhar ainda mais números, não? E isso se tornava possível quando a batalha entrava em um desequilíbrio. 2x1 não era algo que um agente novato conseguisse aguentar por muito tempo, muito mais quando a investida era planejada para sobrecarregá-lo.

E apesar de nunca ter lutado ao lado daquele companheiro da revolução, o Caçador das Feras sabia como sincronizar os seus ataques com outro parceiro. Era sagaz e ardiloso, o alvo era premeditado, e adotando a Postura do Leão realmente colocava o espadachim em uma posição muito mais complicada do que colocaria o combatente das tonfas. Isso porque o espadachim era forçado a defender o seu golpe verticalmente descendente, amparando-o acima da cabeça com sua própria espada: Claaang! Após a defesa, deixava uma grande abertura em seu tronco. Uma abertura perfeita para o companheiro de revolução golpear as costelas do agente com sua clava, fazendo o inimigo se contorcer e quebrar completamente sua postura defensiva. Craaaaaaack!, a clava era impiedosa! A iniciativa era toda dele e mais golpes de clava conectaram antes do oponente se recuperar, apesar de suas tentativas falhas de se defender, atrapalhadas pela imensa dor, desequilíbrio e medo que começava a sentir ao ser suprimido. Se Askrad não fosse inteligente como era e tivesse atacado o usuário de tonfas, este teria bloqueado a espada com uma das tonfas e a clava com a outra. A experiência da idade mais uma vez colocava-o em vantagem.

O espadachim inimigo caia ao chão, com imensa dificuldade de respirar, ainda que vivo. Naquele combate dificilmente conseguiria realizar mais alguma coisa, visto que sua visão escurecia e seus sentidos estavam torpes. A vantagem conquistada por Novrdant se acumulava diante de sua brilhante decisão. No momento, os dois reforços que o ajudavam se uniam para derrotar o segundo agente, abrindo caminho para que o cozinheiro se juntasse à ofensiva contra o líder da inquisição.

E se algo tinha acontecido nesse lado do combate, o outro lado também não tinha ficado parado. Kurai Mori no Musu interrompia forçadamente o plano de abrir a porta metálica, redirecionando as chamas do maçarico contra os quatro revolucionários. O cuspe de fogo era perigoso e antes que os encapuzados entrassem na distância corpo-a-corpo, seus mantos eram engolidos pelas labaredas. Eles não precisavam mais deles, no entanto, rapidamente se desfazendo deles e jogando-os para cima do "Alce da Floresta Escura". Um movimento planejado! A vingança de Glowr já tinha previsto esse acontecimento e planejado o contra-ataque. O feitiço virava contra o feiticeiro e o Agente Sênior se via coberto por mantos em chamas.

Anteriormente, a investida dos revolucionários não conseguia quebrar a linha de fogo do maçarico, impedindo-os de engajar corpo-a-corpo. Esse já era um problema antevisto e com essa manobra eles conseguiam causar uma ruptura, pois Kurai Mori gritava de dor e tentava se livrar das roupas infernais, fazendo-o perder o controle sob a direção das chamas cuspidas pelo maçarico e criando uma oportunidade para os aliados encurtarem a distância. O plano dava seguimento com um chicote açoitando o braço do Agente e restringindo o movimento do maçarico, direcionando-o para baixo e para longe dos companheiros. Glowr para a meia distância e sacava uma pistola mirando contra o torso do inimigo, enquanto os outros dois revolucionários esfaqueavam o tronco do algoz com pequenas adagas.

Por um momento, Glowr sentia o gosto da vitória, deleitando-se no sucesso de seu plano. Bastava que apertasse o gatilho frente ao seu oponente dominado por sua vingança arquitetada. Essa sensação incrível que sentiu o retardou, pois queria senti-la por mais tempo. Era uma sensação indescritível que fazia um sorriso surgir em seu rosto - mas que logo desvanecia. Essa breve oportunidade de atirar no centro do complexo solar do Agente Sênior passava quando o homem gritava e forçava o seu braço com poder o suficiente para resistir à restrição do chicote e reposicionar o maçarico. Seu torso estava parcialmente coberto por uma proteção mais densa, insuficiente para impedir as adagas, mas suficiente para diminuir a gravidade dos ferimentos. Os aliados gatunos estavam rendidos e foram engolidos pelas chamas à queima roupa, gritando de dor e imediatamente rolando no chão para apagá-las e sair do alcance do maçarico. Glowr voltava à realidade naquele momento, disparando sua arma. O movimento de forçar o chicote tinha curvado o tronco de Kurai, fazendo o projetil acertar uma região próxima ao seu ombro, em uma área não vital, em vez do centro de seu peito. O plano "perfeito" de Glowr tinha sido arruinado por seu próprio inventor. As sombras do passado o engoliam e sua arma tremulava em sua mão vendo as chamas engolirem dois de seus companheiros. "Como está repetindo seu plano suicida que matou seus homens da última vez?" - as palavras do Agente ecoavam em sua mente.

Atualmente, esse lado da batalha encontrava-se assim: Agente Sênior Kurai Mori moderadamente ferido versus dois revolucionários bastante feridos, com queimaduras severas, inabilitados nesse turno por estarem rolando no chão, priorizando a segurança; o chicoteador aliado, que tentava restringir o Agente a todo custo, mas carecia de força; e o abalado e absorto Glowr, atirador. O plano do Exército não saiu como planejado, mas havia um fator que nenhum dos lados tinha considerado: a sagacidade de Askrad.

Livre para se juntar à luta, o Caçador das Feras chegava pelo flanco. Notando sua investida, o chicoteador fazia um último esforço para controlar o braço do incendiário, permitindo que Askrad completasse o golpe pela Postura do Jaguar, em um golpe ascendente que visava a mão dominante do Agente. O golpe preciso cortava o que tinha que cortar na mão do homem, fazendo o maçarico cair. A imensa dor o fazia segurar forte o chicote, puxando-o violentamente em sua direção. O chicoteador era arrastado junto, mas soltava a arma ao notar que a intenção do Sênior era jogá-lo contra Askrad, o que possivelmente o derrubaria. Evitando esse desastre, infelizmente não conseguia evitar do chicote ricochetear na lateral do rosto de Novrdant, fazendo sua cabeça balançar com violência e deixando uma amarga ferida aberta por onde começava a escorrer sangue.

O Alce solitário tentava agarrar o seu maçarico novamente, com a outra mão. Pela proximidade, o espadachim tinha a oportunidade de detê-lo, o que não impediria uma retaliação, mas com certeza romperia seu ritmo. Aliás, o olho direito do Associado estava formigando, apesar de não ter sido acertado, involuntariamente ficava entreaberto pela proximidade do golpe, limitando sua visão. No chão, entretanto, já tinha uma ideia e conseguia ver entre a bagunça de papeis, fios e ferramentas esparramadas que a outra mão de Kurai se direcionava para perto do maçarico, mas também de um pé de cabra. Qual dois dois ia pegar? Só conseguiria impedir um! Uma nova rodada de golpes se daria em breve e decidiria o rumo do combate.

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Última edição por Kekzy em Qui Jun 16, 2022 6:25 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Faísca Exordial    Faísca Exordial - Página 3 EmptyQui Jun 16, 2022 6:18 pm

Revo Nation
D
o meu lado as coisas pareciam ir bem, o primeiro inimigo já estava no chão e agora faltava o superior deles. Sentia minha respiração ir tomando um ritmo maior conforme olhava pela cena, o calor do fogo de outrora aumentava a temperatura da sala e os pingos de suor iam caindo da minha testa, seria apenas pelo fogo inimigo ou pelo calor da batalha? Era difícil discernir. Será que os sobreviventes tinham se sentido assim durante o incêndio, agora podia entender o desespero que deveriam estar e toda a hostilidade, os canalhas do governo não eram brincadeira, e por isso toda hostilidade era pouca.

Notava primeiro a cena do outro lado, o superior lutava contra os camaradas com habilidade, ele era bom, isso era fato. Por um lado, um dos companheiros segurava-o com um chicote, talvez botando o máximo de esforço que tinha, e Glowr em contrapartida parecia...abatido? O que estava acontecendo? Lembrava-me do que Kurai tinha falado antes, sobre o passado daquele combatente, sua perda, seus amigos, sabia a dor da perda, e o quão nociva poderia ser, mas não podia permitir que essa tragédia se repetisse. Sendo assim, avançava rumo ao adversário e rapidamente usando a postura do jaguar conseguia êxito ao arrancar o maçarico de sua mão, e obviamente o agente respondia, usando sua força para jogar o chicoteador contra mim.

Em resposta, conseguia apenas jogar meu corpo para o lado e para trás, porém tardiamente, em um intervalo de milissegundos sentia um impacto, me jogando para a lateral, batendo com força o corpo contra o obstáculo e no segundo seguinte, tomando a dor anterior, uma ardência estupenda tomava meu rosto, obrigando-me a levar a mão até o ferimento, sentia algo quente encostar meus dedos, e um cheiro nauseante de ferro tomava toda minha narina, afastava um pouco a mão e notava o sangue que tingia meus dedos, meu próprio sangue. Não atoa a região próxima ao olho começava a formigar, afinal aquele ponto deveria ser mais sensível no rosto e a ardência continuava, mesmo com o fervor da batalha ela estava ali. A visão tornava-se mais limitada pelo olho entreaberto enquanto notava o fio de sangue escorrer, limpava-o brevemente com a manga da roupa e usava a espada como apoio para me levantar, ofegava rapidamente, profundamente, como se estivesse por um fio da vida.

A frente tinha o responsável pela morte de vários colegas revolucionários, quantas medalhas será que carregava pela morte deles? Uma por cada morte? Isso enojava-me, mais do que o cheiro do sangue, essa tragédia provocava minha revolta. Além disso, minha raiva pousava também sobre Glowr, o que estava fazendo? Não havia tempo a perder, seus colegas estavam caindo, o inimigo elevando a moral, não havia tempo para refletir! Porém, o que eu estava fazendo agora? Sentia um leve frio pela espinha tomar ao perceber esse reflexo íntimo, parado, com o olho entreaberto, duvidando...sim...eu estava duvidando dos meus colegas. “Que piada” Dizia para mim mesmo e no próximo instante avançava.

Com a postura do Leão, em um salto com todas as forças, fitava Kurai e notava sua decisão, o maçarico ou o pé de cabra? Uma arma de longe ou de perto? A resposta parecia um pouco óbvia. Sem perder, terminando o salto, desferia um golpe descente visando cortar o punho do homem, na mão que buscava o pé de cabra. Não só isso, a ideia era mesmo acertando que a carne, ou então uma defesa, continuaria ali, tentando prender o inimigo a sua posição. Não era meu papel mata-lo, não, aquele velho ( sem ser eu) deveria terminar sua história. – GLOWR! ATIRE! VINGUE SEUS AMIGOS! Entretanto, se o inimigo conseguisse desvencilhar-se dos meus golpes, teria então a postura do tigre e moderadamente tentaria aparar os golpes físicos do outro. No caso de o maçarico avançar em minha direção, buscaria através de um rolamento para frente desviar e tomaria a postura do jaguar para contra-atacar Kurai com um golpe rápido na horizontal.

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