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Livro I - A Caminhada

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Kenshin
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Livro I - A Caminhada Dom Maio 23, 2021 10:53 pm
Livro I - A Caminhada

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Mayumi Emi. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: Livro I - A Caminhada Sex Maio 28, 2021 1:36 am




Livro I - A Caminhada

Mayumi Emi - Post 1


- Falas | ~ Pensamentos

"Durma bem querida…" ~ Foram as últimas palavras dos meus pais… ~ Refletia deitada em minha cama, enrolada em minha colcha esperando para me levantar. Talvez a ideia de me separar do único laço familiar que tenho para me aventurar pelos mares fosse um pouco prematura, porém preciso de mais respostas, e só conseguirei se eu mesma as for buscar… - E é isso que eu farei! - Falava baixo para mim mesma, enquanto me levantava empolgada.

Então, após me levantar e já ter feito meus "rituais" matinais, terminava de por minhas roupas e iria me dirigindo para o andar de baixo, e enquanto descia as escadas falava alto: - Vovô? - Indo assim até a cozinha pegar algo pra comer, e se meu vô não estivesse, esperaria mais alguns minutos até terminar alguma fruta, esperando que o mesmo volte para podermos nos despedir, e se o mesmo não voltasse, escreveria uma breve carta escrita
: - Tchau! - Na esperança dele estar na casa, pegaria alguma fruta, de preferência uma maçã, e iria em sua direção. - Vovôoooo, bom dia! Hoje eu tô partindo, não vai me desejar boa sorte? - Falaria com ele enquanto lhe daria um abraço, e logo após, viraria as minhas costas andando em direção a porta, e antes de abri-la me virava em sua direção, com um grande sorriso no rosto e os olhos fechados. - Sei que não gosta de despedidas, mas tchau! - E faria um breve aceno para o mesmo, enquanto me virava e ia saindo. Após sair, me deparava de cara com aquela rua da qual tanto brinquei quando pequena… ~ O tempo realmente voa... ~ Pensava enquanto começava a caminhar, porém antes de me distanciar muito percebia que tinha esquecido minhas armas em casa, e voltaria rapidamente para pegá-las. - Esqueci as armas, então tchau de novo. - Falaria ao meu avô enquanto passava pela sala para pegar minhas armas.

Bom, agora finalmente estava pronta para começar. Com minha espada em minha cintura por baixo de meu vestido, e meu arco em torno de meu torso junto de minha aljava, sairia andando pelas ruas de ShellsTown observando o tráfego de pessoas e como estava o clima neste dia de hoje. ~ É… O que eu faço agora? Eu não lembro de por aqui ter muitos crimes… Melhor andar pela cidade pra ver se rola alguma coisa. ~ Me pegava parada no meio da rua pensando sobre este assunto, e quando me tocasse, voltaria a caminhar porém tentando observar movimentações que poderiam ser suspeitas ou possíveis pequenos furtos pela cidade, e caso não conseguisse perceber nada, começaria a passar perguntando pras pessoas na rua se sabiam de algo que teria acontecido recentemente pelas redondeza, e caso conseguisse qualquer informação ou visse algo, agradeceria dependendo, e iria em direção na mesma hora.

Se por via das dúvidas não conseguisse obter nada, pararia em um banco (De preferência) para refletir um pouco. ~ Tá… Se eu vou ir atrás de piratas, deveria ir a algum lugar mais perigoso, porém tô em um lugar que praticamente não tem notícias de piratas… Talvez a base da Marinha possa ter alguma informação melhor, melhor ir checar lá. ~ Assim eu chegava a conclusão que ir até a base da Marinha faria mais sentido do que tentar procurar pela ilha, logo, iria me dirigindo até o Q.G. da Marinha desta Ilha em busca de mais resultados. E se chegasse nela, me dirigiria até o superior mais próximo e me apresentaria: - Opa, bom dia/boa tarde/boa noite, eu estava querendo ajudar a pegar alguns ladrões ou ir atrás de algum pirata, o senhor/a senhora conseguiria me ajudar com alguma informação que pudesse me ajudar? - E esperaria sua resposta.[/color]


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Re: Livro I - A Caminhada Sab Maio 29, 2021 7:10 pm

O Traidor do Reino de Ryukyu



Aquele dia em específico, o sol parecia estar mais cruel do que o de costume. Acordando com algumas gotículas de suor em seu corpo, a jovem Mayumi ainda sentia o aperto no coração ao se recordar de seus pais, que há tanto tempo haviam partido com uma promessa que nunca se cumpriria. Ainda assim, o dia estava para ser diferente, e erguendo-se de sua cama, rapidamente começava com os preparativos de sua nova jornada, afinal, todo caminho precisava ter o primeiro passo. Com uma corrida até a cozinha, Mayumi notava a ausência de seu avô logo de imediato, observando apenas sua velha cadeira de balanço vazia. Se recordando enquanto comia, Mayumi relembrava que o mesmo costumava partir para os seus afazeres assim que surgiam os primeiros raios de sol, então provavelmente ele retornaria posteriormente.

Deixando apenas um bilhete de despedida simples, a alegre garota partia de casa, mas precisando retornar para buscar seu armamento. Com maior segurança de que poderia se virar, a jovem agora sentia a intensidade do sol da manhã em seu couro cabeludo, sentindo a necessidade frequente de se abrigar em alguma sombra ou de se hidratar. O que não imaginava, entretanto, era que o lugar estava relativamente tranquilo naquela manhã, com trabalhadores comuns partindo de suas casas em busca de seu sustento. Alguns velhos conhecidos acenavam para a jovem, que acaba, vendo questionados sobre novidades que tenham avistado nos últimos dias. Apesar de alguns confundirem as perguntas de Mayumi, achando que ela estava querendo saber sobre fofocas na região, a garota não conseguia muita coisa para investigar, gastando assim boa parte de sua manhã numa busca incessante atrás de nada. Talvez pudesse ser por conta de não encontrar os lugares corretos, mas talvez fosse também pelo péssimo senso de direção e notar, agora, que estava andando em círculos pela vizinhança.

Em algum banco pela sombra, Mayumi enfim acalmava os ânimos e poderia observar melhor os arredores. Por estar na Baixa Shells Town, conseguia visualizar o mar de perto, com os navios da marinha e de mercadores circulando vez ou outra pelas ondas. O vislumbre das velas brancas e azuis, com os símbolos da Marinha e Governo Mundial davam a ideia de subir até a Alta Shells Town, onde poderia buscar alguma informação extra que poderia colocá-la nos trilhos. O caminho até lá, não era simples, muito menos para o pessoal que vivia nas periferias da ilha, mas ainda assim não demora tanto para alcançar o QG da Marinha. O local, também chamado de G-153, era composto por duas torres enormes, sendo uma maior que a outra, enquanto soldados e recrutas circulavam a todo o momento, demonstrando a forte guarda que ali havia. Alguns recrutas estavam treinando nos campos de treinamento por essa manhã, portanto a recepção em si estava relativamente vazia.

O nível de limpeza no lugar tornava toda aquela cor branca ainda mais intensa. Ao chegar perto da recepcionista, a mesma abria um largo sorriso e já começava a pegar alguns papéis, parando no momento em que ouvia o pedido. — Ah, é uma caçadora, então? Caso tenha interesse em ingressar na marinha, estamos com um ótimo projeto de treinamento para os novos recrutas. — Ela mostrava a papelada para preencher com as informações, caso Mayumi desejasse. Se insistisse em ser autônoma, entretanto, a mulher suspiraria, e apontaria coma cabeça para um grande mural de madeira não muito longe do balcão. — Bem, não está ocorrendo muitos problemas recentemente. Quando surge algum pirata, rapidamente os recrutas caem em cima para receber alguma promoção e partir para a Grand Line. Mas os cartazes de recompensa estão ali, só não garanto que esses piratas ainda estejam na ilha. Muitos acabam partindo na hora que notam que todos estão procurando por eles. — Assim, caso dirigisse sua atenção até o local, notaria alguns poucos anúncios por lá.

Ali haviam algumas informações como o desaparecimento de algum gato, ou até mesmo anúncio de venda de bens ou serviços. Haviam também algumas fotos de pessoas desaparecidas, mas bem no centro do mural haviam alguns cartazes que a jovem reconheceria como sendo de procurados. Apenas três ali acabavam lhe chamando um pouco mais de atenção, pois conforme a recepcionista disse, não eram muitos os que viviam pelas redondezas.

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Enquanto Mayumi refletia sobre os cartazes, a recepcionista começava a ler uma folha de jornal de forma distraída, falando em uma voz calma. — Se quiser maiores informações, talvez seja melhor falar com algum Tenente de plantão. Acho que o Sr. Yokoyama está na sala dele, caso queira uma reunião rápida. — Diria, porém demonstraria maior interesse na jovem caso ela demonstrasse interesse também em se juntar aos marinheiros.

Mayumi Emi:

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Re: Livro I - A Caminhada Qua Jun 02, 2021 10:34 pm




Livro I - A Caminhada

- Mayumi Emi | 2 -

- Falas. | ~ Pensamentos. | Técnicas

Bem, depois de todo o trajeto, finalmente chegava até o meu destino, e chegando no mesmo, me deparava com uma recepcionista. E depois dela terminar suas falas, inclinaria meu tronco pata a frente rapidamente. - Desculpe, mas eu não poderei seguir como Marinheira, porém agradeço pelas informações. Tenha um bom dia. - Falava enquanto estaria me virando indo em direção ao quadro do qual ela tinha me falado, e chegando nele, pude perceber três cartazes com um maior destaque para mim. - Posso pegá-los? - Falaria alto para que a moça da recepção conseguisse ouvir, enquanto apontava para os cartazes. Se me fosse permitido, pegaria todos os três e os juntaria um após o outro, se não me fosse possível, daria uma longa olhada em todos para tentar guardar o máximo de informações possíveis deles, e então me viraria rumo a rua novamente. Mas, ante que pudesse sair, a moça mencionava que eu poderia obter melhores informações falando com o superior presente no QG, e ao mesmo tempo que ouvia isso, dava meia volta e iria em sua direção. - Você conseguiria me dizer para onde fica a sala desse Sr. Yokoyama? - E quando ela falasse, seguiria o caminho que ela teria me passado, porém se caso tivesse falado em forma de ponto cardeal, diria obrigado e iria em qualquer direção tentando encontrar uma sala com o nome o homem, ou até encontrar outro alguém e perguntar novamente.

Quando achasse, ficaria frente a porta de sua sala, e daria três leves batidas na porta esperando por uma resposta, e caso me fosse autorizado entrar, abriria a porta devagar, entraria pedindo licença, e depois de fechar a porta, iria permanecer em pé na frente dela esperando ele terminar de falar algo, e caso não esteja falando, iria me pronunciar. - Sr., me foi dito que você poderia me informar melhor sobre alguns procurados, então decidi vir até o Senhor. Os procurados são esses: - Falaria de uma forma mais séria, e logo após minha fala, apresentaria os cartazes caso os tivesse obtido, se não, descreveria todos os três para o mesmo. - Teria alguma informação que possa me ajudar a encontrar ao menos um deles? - Diria terminando minhas falas, e esperando que ele respondesse.





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Última edição por Faktor em Ter Jun 08, 2021 10:20 am, editado 1 vez(es)

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Re: Livro I - A Caminhada Qui Jun 03, 2021 9:52 pm

Livro I - A Caminhada



Após o aceno de cabeça indiferente da recepcionista para que Mayumi pudesse recolher os cartazes, a jovem garota enfim conseguia um tempo na agenda do Tenente de plantão. Demonstrado o interesse, a bela recepcionista apontava para uma sala no corredor ao lado de seu balcão. — Ele irá atendê-la em breve. É só bater na porta. — E, com isso, Mayumi era direcionada aos corredores do Quartel General, um dos lugares mais bem protegidos de toda a ilha.

Três pequenas batidas na porta eram o suficiente para a menina escutar um grave "entre" vindo de dentro. Ao abrir a porta, Mayumi notava que o local estava bem mais fresco do que o lado de fora, sendo provavelmente alguma tecnologia para refrigerar melhor àquelas salas. De pé, ao lado de uma mesa de mogno, um rapaz relativamente jovem, porém corpulento, terminava de falar em um comunicador conectado a um Den Den Mushi. Ele desligava no instante em que Mayumi entrava na sala e, como cortesia, ele indicava a cadeira para que ela sentasse. — Como posso lhe ajudar, minha jovem? — Ele dizia, mesmo que a diferença de idade entre ambos não fosse algo tão grande assim.

As fotos dos procurados eram expostos ao Tenente, que colocava seus óculos de leitura para vê-los melhor. Quando as perguntas eram feitas, ele erguia as sobrancelhas na medida em que lia os cartazes. — Uma caçadora, hein? Deve estar tendo dificuldades por aqui. Não temos muitos piratas em Shells Town, afinal não são loucos em ir contra a G-153. — Ele então colocava de volta os cartazes na mesa, e apontava para o de menor recompensa. — Juro era um morador da ilha. Tinha alguns problemas de sociabilidade e acabou seguindo esse caminho. Ele vivia na Baixa Shells Town, numa casa bem próxima do porto. Se não me engano, sua mãe ainda vive por lá, ainda sofrendo por ter visto seu filho matar o próprio irmão. — Ele então seguia para o próximo, que possuía uma cicatriz em sua face. — Ah, Kunio era cozinheiro de um bando pirata que causavam alguns problemas pelo East Blue. Acabou que o capitão e os outros tripulantes foram capturados por nós, mas esse daí acabou fugindo. Duvido que tenha conseguido sair da ilha, mas parece que tá sendo discreto... De qualquer forma, ele era um cozinheiro bem conhecido, então duvido que tenha afastado de seu ofício.

Quanto apontava para o último, ele hesitava por um momento, olhando para Mayumi com uma expressão de dúvida. — Olha, o Isamu era um Caçador de Recompensas que já havia conseguido alguns contratos grandes pelo East Blue. Pelo jeito, ele só virou caçador pois tinha paixão por matar. Acabou que não foi o suficiente e ele começou a levar isso de forma muito intensa... Foi visto pela última vez em nossa ilha, mas pra um psicopata desses, ele tem estado bem calado. — Novamente, ele olhava para Mayumi, ainda com certo receio com as palavras. — Mas olhe, garota, serei sincero. Não recomendo que vá atrás desse daí, já perdi alguns dos meus homens atrás desse maluco. Mas... Se realmente quiser arriscar seu pescoço, temos um palpite que ele esteja pelo Cemitério Marítimo. Eu mesmo pretendo ir até lá no fim do dia, mas caso consiga isso antes, talvez possa me poupar do trabalho. — Ele devolvia os cartazes, ainda demonstrando uma certa preocupação em Mayumi, uma caçadora tão inexperiente, correr atrás de procurados desse nível.

No fim, caso não houvessem maiores perguntas, a porta estaria liberada e Yokoyama retornaria para seus afazeres assim que estivesse sozinho. A jovem caçadora precisaria se decidir por qual caminho seguir, afinal tudo parecia ter seu nível de perigo e seria imprudente ela tentar caçar algo mais perigoso que ela. Seu avô lhe havia ensinado muito, mas o quão distante da realidade estava a teoria da prática?

Mayumi Emi:

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Re: Livro I - A Caminhada Ter Jun 08, 2021 12:12 pm




Livro I - A Caminhada

- Mayumi Emi | 3 -

- Falas. | ~ Pensamentos. | Técnicas

Neste momento, me encontrava de frente com um oficial da marinha. Ele parecia ser tão novo quanto eu, talvez alguns anos mais velho, porém já era encarregado de um cargo tão alto… ~ Realmente, eu ainda tenho muito caminho a trilhar... ~ Pensava enquanto me sentava na cadeira para começarmos a conversar, e após o Tenente terminar de falar sobre todos os piratas dos cartazes, olhava para o cartaz do Isamu pensativa. ~ Se eu conseguir capturá-lo, seria um passo e tanto pra minha carreira como Caçadora, mas… Eu não deveria tentar ir atrás de algo que possa me matar, eu sei meus limites… ~ Conversava comigo mesma, porém já sabendo a resposta final… - Muito obrigado pelas informações Senhor, espero que ocorra tudo bem quando for atrás de Isamu. - Falava pondo o cartaz do mesmo sobre sua mesa, guardando os cartazes dos outros dois, e me dirigindo até a porta de sua sala. - Foi um prazer conhecê-lo, e espero que ouça falar de mim mais tarde! Aliás, me chamo Mayumi Emi. - Falaria com um grande sorriso, e então sairia da sala.

Após sair da Sala do Tenente, voltava pelos mesmos corredores que teria passado para ir até a sala, ou pelo menos os que eu me lembrava, e assim me dirigia até a entrada onde passaria pela recepcionista. - Tchau Tchau! - Diria acenando para a mulher, enquanto passava pela entrada do Quartel General. De volta as ruas, me deparava com dois caminhos: Ir atrás do Cozinheiro primeiro, ou ir atrás do Assassino primeiro? ~ Veja bem, Juro vivia na Baixa ShellsTown, e eu tenho melhor conhecimento dela do que dos outros lugares, enquanto Ige provavelmente está "trabalhando" como cozinheiro em algum lugar… Talvez seja melhor ir atrás de Juro primeiro, já que não tenho conhecimento sobre nada de seu paradeiro, depois eu poderia ir atrás de Ige. Sim, realmente parece bem melhor. ~ Depois de um tempinho pensando comigo mesma, chegava a conclusão de que iria procurar primeiro o de menor recompensa, até porque, encontrar informações sobre ele vai ser mais fácil se ele realmente era da Baixa ShellsTown. E com esse pensamento, começaria a caminhar em sua direção, onde passaria novamente por dentro de toda a Grande e Média ShellsTown, vendo as pessoas pela rua mesmo que poucas, e todos os comércios… ~ Como eu vou pegar os Piratas se eu não tenho como prendê-los? Merda, eu deveria ter perguntado pro Tenente onde eu poderia comprar algemas… Tá, é só procurar, vamos procurar Mayumi. ~ Que saco… Interromperia meu objetivo principal, na intenção agora de procurar alguma loja que vendesse algemas. Pra não perder muito tempo e se não estivesse muito longe do Q.G, voltaria ao mesmo correndo, e então perguntaria para um soldado que for, onde eu poderia comprar algemas ali pela ilha, e se o próprio Q.G vendesse, aproveitaria que já estaria perto e o adentraria, porém caso a loja fosse um pouco mais distante, agradeceria e então iria em direção à loja. Chegando no local onde pudesse comprar, ia em direção ao balcão e caso estivesse com fila/ocupado, esperaria até que me pudesse me pronunciar. - Bom dia Moço(a), eu estou atrás de algemas… Você tem aqui? - E se ele tivesse, continuaria. - Bem, poderia me dar três então? - Caso não tivesse… - Bem, muito obrigada então, bom dia. - Se conseguisse achá-las ali mesmo, veria o preço e daria pro vendedor, pegando as algemas logo em seguida e as botando em minha mochila, depois agradeceria e sairia do estabelecimento, mas se não conseguisse achar, iria pra algum outro local que supostamente vendesse e faria o mesmo, na esperança que conseguisse, mas se mesmo assim não achasse, pararia de procurar e voltaria ao meu objetivo principal, já que não podia perder tempo. ~ Merda… ~

Então, terminando minha caminhada, me encontraria na periferia da Ilha, pronta para começar minhas investigações. Como primeiro passo, excluiria como opção todos os vizinhos mais próximos do qual conhecia ali pelas redondezas da Baixa-Shells, e começaria a procurar em lugares do qual nunca havia ido. Chegando nesses lugares, me dirigiria para as pessoas que estariam na rua, e optaria pelas que estivessem conversando ou de bobeira, não queria atrapalhar o trabalho das outras pessoas. E se conseguisse abordar uma pessoa, diria: - Bom dia Senhor(a)/Moço(a), eu estou querendo conseguir informações sobre um rapaz, e ouvi dizer que a mãe dele ainda morava por essas redondezas, você por acaso reconhece ele ou o seu nome? - Diria enquanto puxava o cartaz de Kawahara Juro, e mostraria para a pessoa. Se ela soubesse algo, procurava me atentar as suas falas, para pegar o máximo de informação possível, mas se ela não soubesse, me desculparia pelo incômodo e então partiria em busca de outra pessoa. Se não obtivesse sucesso em achar pessoas da qual eu poderia conversar na rua, eu tentaria recorrer a uma parte mais chata… buscaria as casas pelas redondezas da Baixa-Shells, e iria na porta de uma em uma, perguntando a mesma coisa sobre o homem, sempre bem educada e no maior respeito possível. Se a pessoa não quisesse me atender por motivos óbvios, ou não soubesse, me desculparia e partiria daquela casa, porém encontrando alguém que conseguisse me dar qualquer informação que fosse, guardaria a informação que me foi dita da melhor forma possível, e agradeceria a pessoa pela ajuda. - Iiiiihhuuuuullll!!! - Daria um leve pulo de alegria e então sairia da casa com a nova informação.

Bem, se nessas minhas buscas eu acabasse por encontrar a mãe de Juro, falaria com ela de forma mais respeitosa, já que a mesma teria perdido ambos os filhos… um para a pirataria, e outro por seu próprio filho… - Olhe minha senhora, eu acho que entendo um pouco como se sente, eu também perdi meus pais por causa de um pirata, e quando eu descobri, parecia que o mundo tinha ficado sem cor, e é por esse motivo que hoje eu quero ir atrás de piratas, eu quero prendê-los para saberem que suas ações vão sim ter consequências, eu quero fazer com que o mínimo de pessoas possíveis sofram como nós sofremos… Então se pudesse me ajudar com qualquer informação sobre seu filho, eu seria extremamente grata. - Diria para ela, porém com o máximo de respeito o possível, e se ela não quisesse mais conversar comigo, não insistiria de forma alguma. Agora, se ela aceitasse falar para mim sobre seu filho, deixaria ela falar tudo que teria pra falar primeiro, e quando acabasse, após pegar todas as informações, daria um abraço nela com um grande sorriso no rosto, e a soltaria logo em seguida. - Muito obrigada! Muito obrigada mesmo! - Diria dando leves pulinhos, e quando ela voltasse para seus afazeres, iria partir para as ruas pronta para começar de verdade as minhas buscas.





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Re: Livro I - A Caminhada Qui Jun 10, 2021 10:40 am

Livro I - A Caminhada



As palavras da jovem aspirante a caçador acabava por fazer com que o Tenente desse um sorriso de alívio. Por mais que soubesse que soldados se feriam e morriam o tempo todo, sua consciência acabaria ficando pesada se enviasse uma garota tão inexperiente atrás de um assassino em série. — Muito bem, tenha um bom dia, senhorita. — Retornando aos seus afazeres depois de guardar o cartaz, o marinheiro liberava Mayumi, que seguia para o lado externo do Quartel General, passando agora por um grande grupo de soldados que retornavam de seus treinamentos.

Decidida a ir de um passo de cada vez, a espadachim seguiu para a Baixa Shells Town, onde já tinha familiaridade e, pelo fato de haver um familiar do criminoso por perto, talvez seria o mais fácil de se encontrar. Entretanto, se a ida até a Alta Shells Town já havia sido difícil o bastante pela falta de senso de direção da garota, o retorno foi ainda mais difícil. Com aquele sol escaldante ainda intenso em sua cabeça, Mayumi acabou enfrentando um bom tempo para se localizar melhor, até ter a ideia de comprar algemas, achando que teria uma melhor informação se retornasse ao Quartel General para buscar tal utensílio. Mais um bom tempo se levou até que retornasse e, ao se deparar com um soldado, o mesmo informou que o próprio QG fornecia os equipamentos necessários de graça aos seus funcionários, não sabendo estes por onde eram comprados exatamente.

Recebendo algumas instruções de onde talvez pudesse conseguir o que queira, Mayumi seguia numa nova jornada atrás da loja, mas novamente se perdia no trajeto com as instruções que havia recebido. Pelo tempo que se passava, já era horário de almoço e, além do calor intenso que a menina estava sofrendo o tempo inteiro durante sua caminhada, agora seu estômago também se tornava um problema por conta da fome. De qualquer modo, acabou não tardando muito até que Mayumi encontrasse uma loja de artigos de batalha, notando a presença de diversas espadas e armas de fogo em prateleiras no momento em que passava pela rua. Ao adentrar a loja, a garota notava um senhor muito baixinho atrás do balcão, que tentava ocultar sua calvície com um boné surrado.

O preço das algemas estava bem tabelado, sendo 150.000 ฿S por cada uma delas. Pagando o montante o suficiente para a compra de três unidades, a jovem caçadora partia para o retorno da sua zona habitacional, dessa vez sem maiores dificuldades, mas ainda sofrendo pelo calor e a fome que começava a aumentar. A maior vantagem de ser tão perdida, era que Mayumi acabava, sem querer, se metendo em locais desconhecidos e, vez ou outra, tais locais acabavam sincronizando com suas necessidades. Quando a jovem espadachim enfim chegou nas periferias da ilha, notou que o porto não estava tão distante, portanto seguiu para lá.

Com o cartaz de Juro em mãos, a jovem espadachim seguia perguntando se alguém havia notícias sobre o rapaz, ou sobre sua família. Muitos acabavam evitando a conversa por não se sentirem confortáveis o bastante para falar sobre um pirata, entretanto um jovem rapaz acabou indicando uma cabana de madeira bem próximo das docas, falando que a mãe dele morava por lá ainda. Não tardava para alcançar e, apesar do calor que havia sofrido por todo aquele dia, o local era relativamente fresco por conta da proximidade com o mar. Sem sequer haver a necessidade de entrar na cabana, Mayumi observava uma senhora numa cadeira de balanço na varanda da casa, observando as ondas como se esperasse um milagre. A abordagem direta da caçadora fazia a mulher olhar com certo pavor e com muito sofrimento no olhar. — Meu... Filho... — Ela começava a soluçar baixinho, como se tentasse segurar um choro. — Ele... Não é um pirata. É um bom homem. — Suas palavras não eram ditos para a caçadora, mas sim para si mesma.

Claramente, a mulher havia perdido a sanidade com a perda de seu filho ao mesmo tempo que o outro se metia em uma vida criminosa. O tom de pele esbranquiçado da mulher, comparado com a foto no cartaz de Juro, indicavam facilmente o parentesco. — Eu perco um filho... E você me pede para perder o outro também? Não, não... Meu filho é um bom homem, ele cuida de mim. — Suas lágrimas começavam a escapar, e sua face enrugada acabava mostrando mais marcas de expressão pelo estresse sofrido. — Vá embora, só vá embora... Deixe meu Juro em paz... — Ela segurava a cabeça com ambas as mãos, enquanto olhava para o chão, numa tentativa de cessar os pensamentos ruins que provavelmente passavam por sua cabeça naquele instante. Por mais que não tivesse uma informação direta, Mayumi se atentava com o momento em que a mulher informou que Juro "cuidava dela", portanto poderia ser prudente considerar que ele não estava tão distante assim dali.

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Re: Livro I - A Caminhada Qui Jun 24, 2021 12:38 am




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Tá… Talvez eu só esteja numa fase ruim e com os pensamentos avulsos, porém estando agora frente a casa daquela pobre senhora, e conseguindo refletir melhor sobre o que fez, eu estava indo contra os meus próprios princípios… - Acho que a perda de uma pessoa querida pra você, pode ser vista de formas diferentes… - Falava baixo o suficiente para que só eu pudesse ouvir, e cabisbaixa, me virava de costas a casa, arrependida de minha abordagem. - Eu peço que me perdoe senhora… minha intenção não foi deixá-la triste… - Diria alto para que ela pudesse ouvir enquanto sairia andando com os punhos cerrados e a cabeça baixa.

Bastante abalada com o que eu havia acabado de fazer, sairia andando pelas ruas de ShellsTown sem um rumo específico, simplesmente me lamentando. ~ Eu mal comecei e já estou deixando mais pessoas tristes… Onde eu estava com a cabeça? Essa vontade de capturar um Pirata estava tão presente em minha mente que a botei até mesmo a frente de meus próprio princípios. É melhor eu recomeçar, e dessa vez do jeito certo. ~ Dava leves tapas em minha cara após essa onda de pensamentos, e agora com a mente aberta, começava a pensar claramente no meu objetivo e desta vez, em como alcançá-lo desde o começo até o fim.

Após me dar esse tempo para que conseguisse abrir minha mente, agora finalmente estaria pronta para realmente começar a minha busca. Primeiramente, olharia ao meu redor, eu estaria andando em direções aleatórias enquanto me lamentava, e minha noção de direção não era lá as das melhores, por isso daria uma olhada para que pudesse me localizar, saber se estava em um lugar que conhecia ou estava realmente perdida como de costume. Assim que me localiza-se (Sabendo ou não onde estou), me lembrava das palavras daquela senhora e uma de suas falas teria me chamado a atenção agora que parado para analisar… ~ Ele cuida dela ainda… Se ele realmente vai vê-la, não deve ficar muito longe da casa de sua mãe, nem mesmo muito perto já que seria muito arriscado. O melhor a se fazer é eu voltar até a casa dela, e tentar seguir caminho por lá, porém… ~ Pensava ainda parada no meio da rua. - Como que eu volto agora? Merda. - Diria relativamente alto, enquanto começaria a caminhar pelo o que eu achava que era o caminho por onde eu vim, mas sendo qualquer outra rota. Tentava ao menos me lembrar de como era o local que estava, os locais que passei pra chegar lá e juntar todos como referência até que conseguisse chegar até o local.

Chego ao local, evitaria toda e qualquer interação possível perto da casa da senhora, e se possível até passaria pela rua de trás, já que naquele momento incômoda-lá era a última coisa que eu queria fazer. ~ Muito bem, agora, eu só preciso ir procurar em lugares nessa região, acho que ele não passaria da média ShellsTown por motivos óbvios, e tendo em vista que ele é procurado, não vai ficar em lugares onde tenha muita gente ou até mesmo marinheiros rondando, isso me leva também ao meu outro procurado, Kunio, um cozinheiro… Seria coincidência demais ou muita sorte eles estarem no mesmo ambiente? De qualquer forma, o jeito vai ser seguir essa linha. ~ Meio que como uma conversa comigo mesma, eu agora já teria formulado uma base para minha busca, visaria procurar bares suspeitos e mais escondidos por toda essa região, indo até a Média ShellsTown. Acertaria o passo já que a ilha era grande, e não posso contar com minha direção nessas horas, então de ajuda, caso visse pessoas mais suspeitas, homens parrudos, grossos, achando que manda em tudo, gangues ou até mesmo alguma pequena multidão vibrando por uma briga boba, chegaria nessas pessoas com uma expressão séria e com um olhar amedrontador.  - Olha só, eu gostaria de saber se você conhece algum bar… como eu poderia dizer… que não tenha lá os melhores fregueses, entende? Ouvi dizer que tinha chego um cozinheiro novo pelas redondezas e estou faminta para provar de sua comida. - Diria enquanto manteria minha expressão, e caso o mesmo risse ou falasse alguma bobagem, abriria um grande sorriso de canto. - Homens como vocês são realmente um caso perdido… Mas é incrível como vocês choram por mulheres… Shishishishi. - Diria deixando escapar uma leve risada no final de minha fala. Agora, caso consiga impor minha presença e conseguir espaço no meio daquelas pessoas, e claro, caso alguém saiba do que estaria falando, me atentaria a todos os detalhes que conseguisse sobre como chegar ao local, eu sei que meu senso de direção é bastante duvidoso porém me esforçaria ao máximo para conseguir guardar ao menos essas informações, as repetindo em sequência em minha cabeça sem parar após que me fossem ditas, e seguindo-as.

Em ambos os casos, meu objetivo era procurar um local onde algum dos dois pudessem estar, e se por acaso eu desse a sorte de que o bar que estava a procura, tivesse Kunio como cozinheiro e Juro estivesse por lá junto, entraria no mesmo com uma expressão mais fria que o normal, tentando parecer mais séria, e me direcionaria até o balcão, onde ao chegar, me debruçaria sobre o mesmo com apenas meu braço direito, enquanto diria: - Eu quero uma cerveja po- pra agora! - Tentaria falar com uma voz mais imponente, me esforçando para tentar parecer natural. Se o balconista me questionasse sobre algo ou por eu ser mulher, olharia direto nos olhos seus olhos enquanto manteria uma expressão séria. - Olha aqui, só me vê essa droga de cerveja logo? Eu não tenho paciência pra essas bobeiras, entendido? - Diria com uma face séria e tentando intimidá-lo, porém por dentro com medo de ser perceptível que eu não fazia a mínima ideia do que estaria fazendo. Na melhor das opções, caso conseguisse a cerveja, procurava me sentar em uma mesa que tivesse um boa visão do que Juro estaria fazendo, e/ou no caso da cozinha ser aberta e ter tido a sorte de encontrar ambos no mesmo local, que conseguisse uma boa visão de Kunio junto. ~ Se eu tentar qualquer coisa contra ele(s) agora, vai dar problema… Preciso pensar em algo. ~ E com a cerveja em mãos, fingiria que estava bebendo, enquanto apenas colocaria meu lábio superior na caneca tapando a passagem da bebida, e simularia goladas mesmo sem nada.





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Re: Livro I - A Caminhada Seg Jun 28, 2021 6:53 pm

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A pequena ruiva sentia a pontada de culpa perfurar seu coração no instante em que saía daquele barraco. O choro abafado da senhora ainda era possível de ser escutado logo atrás, ficando cada vez mais distante na medida em que a menina ia seguindo seu caminho de maneira distraída. Quando se dava por si, estava distante, em uma rua próxima de uma zona comercial, com o barulho de feirantes oferecendo suas frutas e especiarias por preços mais em conta para a população da Baixa ShellsTown. O caminho de volta, entretanto, não era um dos mais difíceis, mesmo para alguém como Mayumi, que acabava conseguindo se identificar após passar tantas vezes naquele lugar.

Agora, sob uma das vielas de chão de terra úmida e batida, a ruiva acabaria por concluir que uma taverna ou bar seria o melhor local para sua caçada, visto que o procurado não deveria estar tão distante assim de sua residência. Talvez ainda fosse servir como uma boa procura por Kunio, acabando sendo uma ótima ideia a princípio. Entretanto, a falta de pessoas mal encaradas na ilha era algo notável, demonstrando a incrível potência do Quartel General mais temido do East Blue, mas ainda assim era algo fácil de ser encontrada na Baixa ShellsTown. Um homem loiro com roupas de inverno - o que era algo extremamente chamativo para um calor daquele nível daquele dia - segurava um machado de lenhador enquanto carregava um grande tronco de madeira por cima de seu ombro. Apesar de parecer ser forasteiro, o homem tinha cheiro de vodka barata e cigarro, o que poderia indicar que ele ao menos estava em algum dos lugares que Mayumi procurava.

Quando abordado, o homem olhava para os lados em busca de entender quem estava lhe chamando, até olhar para baixo para notar a pequena ruiva. — Hmmm... Se tá procurando probrema, senhorita, não sugiro que vá nos mesmos lugares que o Tião aqui vai. — Seu sotaque carregado do interior e seu jeito de se identificar na terceira pessoa indicava sua falta de sociabilidade, ainda assim ele não era agressivo. — Bem, mas se insiste tanto, quando venho pa essas bandas, gosto de ir no Caldeirão Furado. Tarvez você ache o que tá zoiando. — Ele indicava com o machado uma pequena rua um pouco mais adiante, indicando o caminho com detalhes para que até mesmo Emi não se perdesse. — Passar bem. — E então seguia seu caminho com o seu tronco de árvore, sabe-se lá para onde.

E era realmente simples de encontrar o tal Caldeirão Furado, visto que uma chamativa placa acabava atraindo a atenção de Mayumi. Precisando descer uma pequena escadaria nos fundos de uma construção de dois andares, a ruiva acabou se deparando logo de cara com dois marujos saindo da taverna, olhando para a menina de cima abaixo pelo claro fato dela não se enquadrar bem por ali. Com uma piadinha ou outra sendo dita baixinho, deixavam ela passar e se deparar com o que havia ali embaixo.

O lugar era até bem aconchegante e, apesar do calor que tinha na ilha, o local estava refrescante o bastante para aliviar um pouco a cabeça de Mayumi. Ali, haviam um pouco menos de dez pessoas espalhadas em mesas aqui ou ali e, no instante em que a ruiva pisava no recinto, todos a encaravam com certa dúvida. Com uma passada rápida de olho, a jovem caçadora não identificava ninguém que batesse com as características de Juro, mas ainda não era uma viagem perdida.

E, apesar do ambiente majoritariamente de homens, havia uma mulher atrás do balcão. Na verdade, a senhora que ali estava possuía um corpo bem definido, mas seu rosto indicava sua idade avançada. Ela olhava de cima para baixo para a nova cliente, achando esquisito a sua presença por ali. — Perdida, garota? — Sua voz grave e o cheiro de tabaco indicava pertencia a alguém que havia levado uma extensa vida de fumante e, pelo jeito, não pretendia parar tão cedo. Quando a jovem acabava exigindo sua bebida, ela dava uma risada breve, pegando uma caneca no balcão e enchendo com um dos barris. — A primeira é por conta da casa. — Ela então jogava a caneca pelo balcão, deslizando até alcançar as mãos da caçadora, que por pouco não deixava cair. Caso bebesse, notaria que era uma cerveja de péssima qualidade e, ainda por cima, estava quente.

O som das conversas começavam a retornar ao padrão, indicando que, por hora, ninguém ia mexer com Mayumi. A senhora atrás do balcão ainda continuava lavando louça, com um olhar ainda suspeito para a recém-chegada. Entretanto, apesar do cheiro impregnado de rum na madeira, um aroma muito agradável estava vindo do quarto dos fundos, onde provavelmente se localizava a cozinha. O cheiro de ensopados, frituras e até mesmo um aroma cítrico de laranjas era possível de se sentir, o que acabava agitando alguns clientes nos arredores, indicando que estava chegando a hora do almoço.

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Re: Livro I - A Caminhada Dom Jul 04, 2021 4:37 pm




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O caminho percorrido até a taverna, embora à primeira vista parecer ter sido em vão, ainda havia me restado uma esperança ao perceber um aroma novo dominando o ambiente, aquele aroma de rum já impregnado naquele bar, começava a ser sobrepujado por um aroma bem mais agradável, e a agitação dos homens presentes no local indicava que possivelmente estava para chegar a comida. ~ Se as informações sobre Kunio estiverem corretas, ele é cozinheiro, quais seriam as chances do cozinheiro trazer a comida para os clientes, e eu me deparar com meu alvo? Se isso realmente acontecer, eu preciso pensar no que fazer pra capturá-lo… Que droga, eu não achei que isso fosse ser tão complicado, não posso fazer nada com ele enquanto estamos aqui dentro, eu vou ter que esperar… Tenho que tentar manter o "disfarce", então, um brinde a minha primeira jornada. ~ Concluía meus pensamentos pegando a caneca de cerveja com minha mão direita, e a levando em direção a boca. Era minha primeira vez botando qualquer coisa alcoólica na boca e isso se somava ao fato da bebida ser de uma qualidade questionável e estar quente… Bom, foi um desastre. Assim que a botava em minha boca e deixava descer um pouco da mesma por minha garganta, não poderia deixar passar aquela sensação horrível seguido daquele gosto tão ruim quanto e cuspia toda a cerveja que ainda estava em minha boca. ~ COMO ALGUÉM GOSTA DISSO?! ~ Pensava comigo mesma naquelas frações de segundos após ter cuspido a bebida, porém, ao mesmo tempo me lembrava da situação da qual me encontrava e com meus olhos arregalados, tentava fingir uma tosse levemente forte para que achassem que cuspi toda a bebida por causa da tosse.

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- Me desculpe! Me desculpe! - Diria desesperadamente caso tivesse pego em alguém na minha frente, enquanto procuraria aos meus arredores por algum pano ou papel, para o ajudar a se secar, e se a pessoa não quisesse minha ajuda, só curvaria meu tronco pedindo desculpas. ~ Merdaa! Eu sempre tenho que estragar as coisas… Ahhh! ~ Falaria a mim mesma enquanto me sentava novamente em minha cadeira completamente com vergonha e sem graça.

Mas bem, a esse ponto, acredito que o aroma da comida já teria ficado mais forte e a comida estaria pronta para ser traga a mesa dos clientes. ~ Eu não sei como funcionam as coisas aqui, ele vai trazer comida pra todos? Vai levar na mesa de cada um? O cozinheiro vai aparecer? De qualquer forma, eu estou bem perto de descobrir, então, que eu tenha sorte. ~ Vagava rapidamente em meus pensamentos dialogando comigo mesma sobre algumas possibilidades, porém não importava muito já que a primeiro momento, eu não poderia fazer nada enquanto estivesse naquele local, então simplesmente aguardava a vinda do rango, e quando viesse, minha primeira preocupação seria checar se quem estava trazendo era o mesmo homem que estava no cartaz, ou se o mesmo estava mais atrás, e se conseguisse o identificar, tentava manter a calma mesmo ficando agitada e nervosa com aquela situação. ~ É ele… Eu não vou fazer nada agora, não enquanto estou cercada por essa gente toda… ~ Começaria a pensar sobre o que eu poderia fazer enquanto olhava diretamente para o homem com um pouco de suor caindo de meu rosto. ~ Minha única opção vai ser esperar que o bar feche para ir atrás dele quando o mesmo for embora, mas agora deve ser quase duas da tarde, eu não posso esperar tanto tempo… ~

De fato me encontrava em uma situação complicada, as opções eram limitadas e eu precisava descobrir um jeito de pegá-lo, porém ao mesmo tempo eu precisava me preocupar com o que estava acontecendo agora, então voltaria minha concentração aos meus arredores observando melhor o que o mesmo estaria fazendo, e caso o percebesse se aproximando de minha mesa para me oferecer comida, antes que pudesse me desesperar, tentaria respirar fundo, fechar meus olhos e olhar pra baixo, e quando o mesmo se aproximasse, olharia pra ele com uma expressão alegre, com um sorriso no rosto e possivelmente soando frio. - Opa, eu acabei de chegar, vou esperar um pouco pra começar a atacar, porém o cheiro tá bom ein! - Diria tentando parecer integrada naquele cenário, que de certo eu não era, mas pra tentar sair vista da melhor forma naquela ocasião, daria um belo gole em minha cerveja, tentando manter minha expressão alegre impecável, mesmo que por dentro eu estivesse desabando. - Nada como um gole de cerveja né? Shishishi - Diria com um grande sorriso. ~ Por que… Eu não esperava que caçar piratas fosse me fazer ter esse sacrifício todo… ~





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Re: Livro I - A Caminhada Sab Jul 10, 2021 2:18 pm

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Os murmúrios, apesar de menores depois de um tempo, ainda era possíveis de ouvir. Vez ou outra Mayumi ouvia termos como “estranha”, “suspeita” e até mesmo “patricinha”, havendo um pré-julgamento em decorrência de sua aparência delicada comparada ao ambiente em que se encontrava. Ainda assim, ninguém parecia tomar nenhuma iniciativa hostil, talvez por respeito ao local no qual se encontravam e pela hora do almoço que se aproximava. E era óbvio que os olhares se intensificavam no instante que Emi cuspia a cerveja que havia tentado digerir, ainda mantendo o amargor da bebida em seus lábios. — Se for para cuspir, é melhor beber água. — Diria a taberneira com uma expressão de estresse por ter que limpar o balcão novamente.

E, assim como os julgamentos acabavam aumentando, o cheiro de comida também. Do lugar de onde a jovem caçadora estava, era possível ver uma pequena janela que servia de conexão entre o balcão e a cozinha, por onde os pedidos eram entregues e novas comandas eram enviadas também. Dali, aparecia o rosto de um homem que era familiar à Mayumi. Sua cicatriz era difícil de ocultar, mas seu cabelo estava oculto por um chapéu de chef. — Pedidos da mesa 3, sua bruxa. — Seu sotaque era carregado, e o jeito que falava com a taberneira demonstrava uma intimidade muito grande ou uma falta de educação tremenda, mas por não ter tido uma resposta negativa por parte da mulher, era melhor supor a primeira opção.

Os pratos eram distribuídos pela senhora enquanto Mayumi encarava o homem pela pequena brecha que havia ali. Ele até mesmo olhou em direção à Caçadora, mas por ser uma novata, não chamou sua atenção de imediato, fazendo com que ele retornasse para os fundos da cozinha para continuar com seus serviços. E, nesse instante em que tudo estaria sendo planejado, surgia um senhor de barba mal feita e óculos sujos que Mayumi conseguia ter notado que havia entrado há pouco tempo na taverna. Seu olhar perdido indicava que já havia tomado algumas doses de bebida em algum outro lugar e, talvez por ter chego agora, pareceu resolver se arriscar com a jovem que estava por ali. — E aí, boneca. Precisando de alguma companhia? Sou um médico dos bons, sabe? Tenho bastante dinheiro. — Chegava a ser repulsivo o seu jeito de dizer, e o fato de alegar ser um médico com dinheiro era ainda mais asqueroso, parecendo que isso seria motivo o bastante para facilitar sua péssima cantada.

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Re: Livro I - A Caminhada Sex Jul 16, 2021 2:02 pm




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Murmúrios, dúvidas, críticas… Era normal para a situação atual, e ter cuspido a Cerveja não ajudou a melhorar minha situação. Porém, para compensar as ações anteriores, eu conseguia avistar da pequena janela que ligava a cozinha com o bar, um rosto familiar, sim, aquela cicatriz era bem única e tinha certeza que aquele homem gritando para a Senhora do Bar, era de fato meu procurado. ~ Bom, eu consegui achá-lo, agora eu preciso saber como vou fazer pra- ~ Meus pensamentos eram cessados ao ver a chegada de um bêbado qualquer em sua mesa. - Senhor, por f- - E imediatamente parava o que estava a dizer assim que ouvia as falas daquele escroto, normalmente saberia lidar com pequenos insultos ou até mesmo certos julgamentos sobre mim mesma, porém eu abominava assediadores. Minha expressão havia mudado completamente, meu olhar estava vazio porém ao mesmo transmitia raiva, haveria direcionado minha cabeça mais para baixo, porém ainda era perceptível a expressão de raiva. - Olha… Eu sou vou dizer uma vez, e apenas uma vez: Vai embora! - Diria tentando intimidá-lo com uma voz mais séria e impotente, mas não tão alto assim para que outros outros ambiente conseguissem ouvir, esperando que o mesmo entendesse o recado e não me incomodasse mais.

- Hahaha… Mas é claro que não… Gente do seu tipo não desiste, e isso é uma das coisas que mais me dá vontade de quebrar a cara de baratas como você… - Falava com uma pequena risada irônica no começo, como se já pudesse adivinhar as ações do mesmo, e claro, caso ele continuasse insistindo naquele mesmo papo, simplesmente pegaria meu copo de cerveja e levantaria daquela mesa, me direcionando para qualquer outra vazia e que estivesse bem longe dele. - Eu já disse, vá embora, não preciso da sua companhia. - Deixaria claro pra que até mesmo uma criança de 3 anos pudesse entender que não o queria por perto. Porém, se em qualquer momento que seja, aquele babaca tentasse encostar um dedo sequer em mim…

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- Eu te disse pra ir embora… - Diria enquanto agarraria seu pulso o mais forte que conseguisse, olhando diretamente em seus olhos com uma expressão de que estaria disposto a matá-lo. - Eu vou apenas dizer mais uma vez. Por favor vá embora. - Diria quase que me forçando a não fazer nada contra ele, porém no primeiro sinal de persistência, rapidamente levaria minha mão até minha aljava pegando uma de minhas flechas e a botando rente a garganta daquele homem. - Sinceramente, eu tenho nojo de pessoas como você… Se você não quiser que a situação fique pior, se retire por favor. - Falaria o mais frio e amedrontador que conseguisse.





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Re: Livro I - A Caminhada Qua Jul 21, 2021 6:56 pm

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A expressão de nojo na face de Emi era algo palpável. O homem a olhava com um olhar tão turvo por conta do alto índice de teor alcoólico em seu sangue que provavelmente sequer havia se dado conta, mas quando a menina gaguejou por um instante, o homem sorriu de um jeito repugnante. — Nem precisa agradecer, gracinha. Te pago um jantar e você me diz seu nome, que tal? — Ele até mesmo colocava sua mão pesada no ombro dela, mas seu olhar sanguinário demonstrava que aquilo seria uma péssima ideia.

O homem, naquele instante, parecia ter queimado toda sua embriaguez pelo seu olhar de medo por conta da jovem caçadora. Ele olhava para ela, e então olhava para o outro lado do balcão, onde era possível ver a taberneira com um olhar também atravessado para ele. — Você ouviu a menina. Melhor pular o fora daqui antes que eu limpe o chão com essa sua cara. — O homem suava frio, encarando as duas mulheres tão impactantes. Após dar uma dupla de passos para trás, ele suspirava e tentava sair por cima daquela situação, caminhando em direção das escadas por onde havia chegado. — Azar o seu. *hic*. Vou arranjar alguma mulher que saiba o valor de um bom companheiro. — Mal se equilibrando nos degraus, ele partia para longe dali antes que o problema fosse maior para o seu lado.

A taberneira continuava a limpar as canecas e servir aos clientes, mas quando se liberava, acabava ficando próxima de Mayumi, entregando um prato com uma refeição absurdamente aromatizada. — Vai precisar de forças se quiser ficar procurando briga por aí. Vamos, coma. — Seu tom de voz deixava de ter um tom de hostilidade para ser um tom mais acolhedor, apesar de ainda ter o seu timbre grave por conta de uma vida longa de tabagismo. — Você ainda não me disse o que te trouxe até aqui. Minha clientela costuma ser sempre a mesma, e nunca a vi por aqui. Me chamo Kurenai, aliás. — Ela falava enquanto enchia um grande copo com cerveja, entregando a um cliente que precisava de algo para empurrar a comida.

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Re: Livro I - A Caminhada Qua Jul 28, 2021 8:44 pm




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- Mayumi Emi | 7 -

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Ainda me encontrava agitada após ter vivenciado aquela tentativa de assédio. Era novo para mim ter em mente que pessoas horríveis como aquele homem existem e andam por todo o mundo… ~ Quando que paramos de ter respeito pelos outros? Quando que isso começou? Infelizmente é uma realidade horrível da qual precisamos viver… ~ Refletia enquanto sentava em minha cadeira, ainda inquieta e um pouco nervosa. - Obrigado por ter me dado apoio, e… Ah, não precisava disso, eu estou bem. - Dizia a Senhora enquanto a mesma botava sobre minha mesa um prato de comida que ao menos pelo aroma emitido, aparentava estar muito bom. Apesar de parecer um pouco diferente e eu não saber dizer muito bem o que seria, ao sentir aquele aroma minha fome crescia de imediato, tendo em vista que apenas teria ingerido uma maçã de manhã, não estava lá muito bem alimentada, então não poderia resistir. Utilizaria o talher disposto em minha mesa para pegar a comida, cortá-la se necessário e após a levaria até minha boca, porém não deixaria de a degustar e ver seu sabor, que caso não fosse de muito agrado apenas procuraria disfarçar um pouco minha cara e comer mais algumas vezes. - Tá realmente muito bom. - Porém se seu sabor fosse bom, muito bom, não me preocuparia em cair dentro daquele delicioso prato que me foi dado. ~ Que comida é essa? Está maravilhosa! ~ Pensava enquanto continuaria comendo de uma forma até que meio deselegante, porém o meu apetite se mostraria mais alto. - Isso tá incrível, eu acho que é a melhor comida que eu já experimentei na minha vida! - Diria com uma expressão alegre e satisfeita pela comida que me havia sido servida.

Porém aquele breve momento do qual me desligava de meus compromissos e problemas havia se encerrado, aquela alegria ia se esvaindo rapidamente assim que a balconista dirigia sua fala novamente a minha pessoa, e neste momento lembrava que estava ali pra concluir uma missão, a de capturar um Pirata. - Realmente, eu acho que tá na cara que vim atrás de alguma coisa. Shishishi. Muito prazer Kurenai, me chamo Emi, Mayumi Emi. - Ao mesmo tempo que iria dizendo, tentando manter minha expressão calma e alegre, me desesperava em meus pensamentos tentando achar alguma saída para aquela situação. ~ Meu Deus, o que eu vou fazer? Se eu tentar ser direta pode dar ruim, porém se eu mentir ela pode perceber… Que drogaaaaaa! Eu preciso achar uma forma de seguir… ~ Então voltaria as minhas falas, tentando fazer não parecer tão estranho. - Bem, eu na verdade estou atrás do homem que fez essa comida, pelo o que consegui observar, vocês parecem ser um pouco próximos. Já se conhecem certo? - ~ Por favor, que isso dê certo, por favor! ~

Talvez fosse arriscado demais o que estava prestes a fazer, eu mesma não tinha certeza do que estava fazendo, porém eu não podia continuar ali esperando que acontecesse algo que por acaso me levaria a algum lugar, precisa tomar as rédeas e arriscar uma jogada mais difícil. - Verdade, você pode pensar que sou da Marinha. Shishi. Não, eu na verdade estou procurando pessoas pra formar um certo grupo. E com alguns contatos eu ouvi sobre Kunio, não demorou muito até que achássemos esse lugar aqui por ShellsTown. - Parecia uma mentira boa de se contar em minha mente, e esperava que funcionasse fora dela também. Tentaria esconder o meu nervosismo o máximo possível, faria parecer natural mesmo eu não sendo tão boa em mentiras muito menos em fingir para assuntos nesse nível. - Então, eu poderia ter uma conversa a sós com o mesmo? Sei que estamos em horário comercial, porém não queria ter que esperar tanto. - Por fim, encerraria minhas falas, esperando um bom resultado de minhas escolhas.





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Re: Livro I - A Caminhada Sab Jul 31, 2021 12:37 am

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A hospitalidade de Kurenai havia dado brecha o bastante para que Mayumi desenrolasse seu plano de ação. Ela precisava ser astuta se quisesse capturar o pirata em pleno ambiente de trabalho, portanto precisava dançar conforme a música. — Procurando por ele? Não me diga que dormiu com ele e agora veio tirar satisfações. — Ela comentava como se aquilo fosse algo absurdo de acontecer, fazendo com que ela olhasse pela pequena janela da cozinha para olhá-lo lá dentro, que ainda permanecia com seus afazeres.

Enquanto isso, Emi pôde experimentar um incrível prato de ensopado de carne, com arroz à piamontese e batatas coradas. O misto de tempero era algo incrível e, se o homem não tivesse se tornado um pirata, poderia estar fazendo um sucesso gigantesco em algum restaurante famoso. Realmente, o fato dele estar naquele lugar se daria simplesmente pelo fato dele ser procurado e as opções deveriam ser curtas.

Devorando sua refeição, acabava por ser explicado um motivo plausível pela procura do homem, o que fazia a mulher balançar a cabeça positivamente. — Ah, claro, ele teve um passado e tanto. Não o julgo, já que é um ótimo profissional. — O que, de fato, era verdade. Além disso, seria possível dessa maneira confirmar que o homem poderia ser realmente quem ela achava que fosse.  — Bem, Kunio deverá entrar em horário de almoço em breve, já que ele finalizou com seus afazeres. Pode entrar na cozinha e conversar com ele, se for esse o motivo. — Com o nome dado, Mayumi tinha a certeza absoluta de quem se tratava, sabendo dessa maneira que haviam mais de três milhões de berries logo no outro lado da porta esperando por ela.

Após finalizar sua refeição, assim como de muitos outros funcionários, o local ia ficando com a metade de ocupação de antes, sendo mantida apenas os que estavam bebendo e jogando cartas. — Bem, se quiser, sinta-se à vontade. Só não ligue tanto para a bagunça dele. — E, com a devida permissão, Kurenai abria o balcão para que Mayumi entrasse. Além disso, ela indicava a porta para que fosse aberta, mostrando uma cozinha relativamente organizada comparado com o exterior. — Ei, idiota, você tem visita. E ainda falta meia hora do seu horário de almoço, então se apressem. — Sua rigidez com o homem chegava a ser cômica.

O homem do outro lado do cômodo era exatamente como Mayumi fosse imaginar. Era um homem alto, com músculos definidos e uma grande cicatriz no rosto. Ele utilizava roupas pretas, ocultas por um avental de cozinheiro. Ele estava terminando com sua refeição em uma mesa pequena, enquanto revirava os olhos por conta da provocação da mulher. — Já falei pra me deixar em paz no meu intervalo, bruxa. Vai, sai logo da minha cozinha. — Kurenai acabava rindo, dando um tapinha nas costas de Mayumi e deixando os dois a sós. Ele olhava ela de cima para baixo, ainda de boca cheia enquanto analisava ela para tentar concluir o motivo de estar ali. — E então? Com o que posso ajudar? — Ele dizia, sem imaginar o que estava lhe aguardando.

Mayumi Emi:

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Livro I - A Caminhada V8upj2D

Livro I - A Caminhada YDNzcDa