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Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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Cabras da Peste, Vol 5 - A face da desordem

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Relembrando a primeira mensagem :



Cabras da Peste, Vol 5 - A face da desordem


Subaé [Pirata]

Não possui narrador definido.
Aberta

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08: Cercados



Tudo aconteceu rápido demais. Assim que saltei, consegui beber dois goles da bendita garrafa, mas antes de dar um segundo pulo eu fui puxado pro chão com tamanha brutalidade. Meu corpo se chocou no chão de pedra e no mesmo instante as garrafas se estilhaçaram, derramando a preciosa bebida naquele chão imundo...

Nem deu tempo para me lamentar pela bebida derramada, pois, enquanto me levantava irado, vi que uma espécie de barreira energética surgiu ao nosso redor.

-To nem ai pra quem cês são, vou chutar vocês de qualquer forma!

Mas antes de que eu pudesse fazer qualquer coisa, os oponentes começaram a me espancar. Não vou mentir, foi humilhante. Enquanto Zuba dava seu jeitinho de combater os dois homens armados, eu estava lá, levando um belo de um sopapo.

Dentre uma porrada e outra iria puxar os cantís, e, quando o próximo soco fosse desferido, eu iria girar o cantil para que se enrole no membro atacante. Faria o mesmo com o outro cantil. Minha tentativa seria a de prender cada um dos cantís nos respectivos atacantes. E se eu conseguisse fazer isso, iria saltar girando o corpo para que as cordas dos cantís se enrolem, para por fim girar o corpo e arremessar os dois contra alguma estrutura.

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A idéia é essa, só imagine que ao invés de ser a perna eu to usando as cordas dos cantís.

Se eu só conseguisse prender um dos atacantes, iria aproveitar a situação para rapidamente enfiar uma dedada potente em seu peito (shigan). E então, logo depois, puxaria o cantil para fazer um dos marinheiros se chocar no outro.

Se nenhum dos cantís prendesse algum dos oponentes, o giro do objeto teria a finalidade de golpear os mesmos. Então, assim que surgisse a oportunidade eu iria me jogar ao chão e então iria tentar derrubar os dois, ou pelo menos um, com uma rasteira. Se o mesmo caísse, iria agarrar um dos cacos de vidro do chão e iria enfiá-lo em sua garganta.

Se a rasteira não fosse efetiva, iria apenas me afastar, ao me levantar cambaleante iria avançar até o adversário mais próximo e iniciaria a combinar múltiplas palmadas velozes a fim de confundi-lo, sempre golpeando pela abertura de sua base - AAAAAH!!! CHUVISCADA!!!!!

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Referência: Chuviscada:


Continuaria sempre na defensiva, esquivando dos golpes de maneira quase que imprevisível, evitando assim tomar ataques, e, iria usar os cantís para golpear os oponentes apenas quando surgisse uma oportunidade de contra-ataque.




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O pirata era alguém experiente, treinado e conhecedor de movimentos de batalha jamais vistos, porém, ainda sim era feito de saco de pancada pelos dois marinheiros que continuavam com o massacre. Aquela situação era apenas um indício do quão perigosa a Grand Line era, talvez ele pudesse até mesmo lembrar do antigo mesmo da sua tripulação, aquele tritão Baiacu que um dia afirmou que aquele mar era um local onde apenas os mais fortes sobreviveriam. Subaé era fraco? Longe disso, mas sua falta de cuidado lhe colocou em uma situação ruim, o colocou no meio de uma cidade com estranhas regras e bem fortificada militarmente falando.

Por pior que fosse a situação, o capitão não se dava por vencido. Aproveitando determinado momento para utilizar seu estranho estilo de combate que fazia uso dos cantis como arma, tentando entrelaçar o cordão nos membros dos homens. Ele conseguiu? Sim, um dos marinheiros teve seu braço preso pela arma, enquanto o outro utilizou movimentos extremamente estranhos, era como se seu corpo tivesse sido transformado em papel, o que proporcionou a fuga ao mesmo. O outro por sua vez foi puxado pelo pirata que deu seguimento no movimento utilizando o shigan, entretanto, o caprino notou que seu dedo não perfurou o peito do homem - Acha que só você sabe essas técnicas? - Indagou o homem com um sorriso no rosto, que rapidamente deu lugar a uma expressão séria em seu rosto, ao ver o capitão aplicando uma rasteira com extrema velocidade.

Aquilo fez o marinheiro cair e Subaé aproveitou para pegar um dos cacos de vidro e fincar em sua garganta, que por sinal, ele quase conseguiu. No momento em que o vidro estava perfurando a garganta do defensor da lei, o capitão sentiu um chute pesado acertar a região das costelas, porém, Subaé estava com o reflexo aguçado e conseguiu no último momento se mover para o lado, diminuindo o impacto do chute naquela região. Ele desistiu? Óbvio que não! Estamos falando do Capitão da maior Frota pirata que já pisou em Masquerade! Mentira, não tem como afirmar algo do tipo. O combate continuou logo após o capitão se colocar de pé, desferindo múltiplas palmadas em um dos inimigos - Kami-e! - Gritou o homem tendo seu corpo “transformado” em papel, desfiando dos golpes iniciais, porém, sendo acertado em seguida por alguns ataques.

O complicado era que o capitão estava lutando contra dois oponentes e por si só aquilo já era difícil, porém, no momento em que teve uma oportunidade no alcance das suas vistas, no momento em que estava encaixando os golpes naquele antagonista ele ouviu uma palma. Após o som, como um passe de mágica o outro marinheiro estava na sua frente, ele havia trocado de lugar com o aliado e o capitão sentiu acertando uma verdadeira rocha metálica, que aguentava por completo e sem muito esforço aquela enxurrada de movimentos - PUNHO DE AR! - Gritou o outro marinheiro o caprino pode sentir um impacto em todo corpo, seguido por uma ventania pesada que ajudou a leva-lo alguns metros para o lado - PUNHO DE AR! PUNHO DE AR! - Ele continuou realizando movimentos básicos de boxe – jab e direto – lançando massas de ar na direção do capitão.

Ele notava o real perigo, ambos eram usuários de habilidades, claramente frutas do demônio. Mais marinheiros estava ao redor, ansiando para entrar naquela caixa feita de energia amarelada, uma situação complicada.  E o Zuba? Caso olhasse era possível para o capitão ver o sangue escorrendo pelo canto da sua boca, ele segurava sua espada com firmeza.


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09: Ringue



Minha tática com os cantis deu relativamente certo. Consegui prender o braço de um dos marinheiros, mas quando fui furá-lo, o meu dedo parou ao encostar no peitoral do mesmo “o peito desse cabra é duro pra caramba”. Já o outro marinheiro conseguiu escapar do cantil movendo-se de uma forma estranha e, convenhamos, engraçada.

Depois de dar a resteira tentei cortar a garganta do maldito mas quase fui acertado pelo chute do outro. Sem perder tempo executei minha Chuviscada, e até consegui acertar alguns golpes no marinheiro, mas de repente o meu alvo sumiu e apareceu o outro cara (o duro).

Jogando meu corpo para o lado, iria girar fazendo estrelinhas, a fim de esquivar dos socos de ar que vinham em minha direção. -Eu já entendi a tática de vocês! - diria enquanto me esquivava - Um é mais duro que pedra, e o outro é mais mole que papel… ZeBeBeBeBeBe! EU TIVE UMA IDÉIA INCRÍVEL!!

Focaria em me esquivar, e sendo mais direto ao ponto, iria correr na direção oposta dos mesmos. Iria até a barreira de energia e saltaria contra a mesma sem cessar a corrida. Depois de três passos na parede, daria um mortal para passar por cima do marinheiro que ficava duro feito pedra. Nesse instante eu usaria a corda do cantil para tentar “laçar” o seu pescoço, com um puxão eu iria me aproximar e abraçaria seu pescoço com meu braço. Com a força do impulso inicial, iria girar meu corpo ao redor de seu pescoço para desestabilizá-lo e ai iria golpear sua cabeça no chão ao executar um DDT.


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Aina no ar eu iria girar o meu corpo e impulsionaria-me contra o soldado de papel usando o geppou. Iria fingir estar me preparando para cabeceá-lo, entretanto, iria abrir os braços e as pernas assim que ficasse perto do mesmo e tentaria abraçá-lo com todos os meus quatro membros.

-Ahá!! Te peguei!! - Diria se conseguisse agarrar o mesmo. Sem deixar de apertá-lo com os braços -Tooooomaaaa…- soltaria minhas pernas para ficar de pé, e então ergueria o marinheiro ao mesmo tempo que inclinaria todo o meu peso para trás para golpear sua cabeça no chão - …. O Arregaço!!!!


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Nesse instante, se alguém viesse me atacar eu não tentaria me esquivar, mas sim, usaria o marinheiro como escudo.

Aproveitaria a proximidade de minhas mãos com o chão e já iria me erguer plantando bananeira. Usando as mãos para me aproximar do próximo oponente, iria desferir inúmeros chutes diretos contra o mesmo. Iria girar o corpo conforme os golpes continuassem visando sempre acertar o seu rosto. E claro, sempre atento para me esquivar da forma que seja preciso, seja me jogando no chão igual uma manga podre, fazento pontes, estrelinhas ou pulando para longe.

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-ZUBA!!! NÃO DEIXE ESSES BABACAS ACABAREM COM VOCÊ!! EU SEI QUE VOCÊ DÁ CONTA DELES!! - iria gritar para motivar o garoto e melhorar a sua estima durante a luta. Se eu não posso ajudá-lo, pelo menos irei motivá-lo.




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A situação estava complicada para o Caprino, ele lutava contra dois hábeis oponentes, enquanto mais e mais marinheiros apareciam por ali, permanecendo inertes e prontos para a ação do lado de fora daquela caixa de energia. Aquilo era preocupante? Sim, claro, mas parecia que o capitão não estava ligando para aquilo, talvez ele já tivesse um plano ou só fosse se preocupar com isso quando finalizasse ambos os inimigos. Após aquela segunda leva de movimentos a representação da Peste em terra parecia ter entendido como ambos lutavam, um era duro e o outro era mole, algo bem... estranho ou sugestivo? Bom, não vamos entrar nesse tema agora.

Dotado de agilidade e reflexos apurados, o caprino não mostrou dificuldade em desviar daqueles socos de ar que voavam em sua direção, se movendo com maestria, deixando que aqueles golpes batessem na parede existente por ali, se dispersando com velocidade. Ele correu com ainda mais velocidade em direção a um dos marinheiros, aquele que tinha o corpo tão duro quanto aço e então realizou seu movimento, laçando o pescoço do mesmo e então finalizando com uma força descomunal, um movimento que jogou a cabeça do homem contra o chão com uma selvageria digna de Subaé. Aquilo finalizou o homem? Não parecia ser isso, porém, claramente havia causado danos significativos, já que ele permaneceu no solo e era possível ver algumas manchas de sangue espalhadas na região em que sua cabeça atingiu.

Ele parou por aí? Claro que não! O outro inimigo estava a espreita e aprecia se preparar para lançar mais alguns golpes, ele estranhamente colocou sua mão fechada na altura da cintura, posicionando a outra sobre ela, ele parecia canalizar alguma espécie de poder diferente ali - Pedra, Papel... - Ele gritou em alto e bom-tom enquanto observava o caprino vindo em sua direção, visando acertar uma cabeçada. Era possível para o capitão notar que o ar presente no ambiente estava rotacionando em volta da mão do marinheiro, como se um pequeno tornado estivesse prestes a surgir a qualquer momento. A intenção do caprino era dar uma cabeçada? Claro que não! No último momento ele tentou aplicar um movimento com finalidade semelhante ao anterior, porém, novamente ouviu o som de palma e então sentiu uma certa rigidez no seu alvo - De novo não! - Quando se der por si viu que o marinheiro que havia agarrado não era o que ficava mole, mas sim o que ficava duro! Que porra é essa? Eles trocaram de lugar?

Por mais forte que o capitão fosse, aquele homem parecia ter se conectado diretamente com o solo abaixo dos seus pés, porque o caprino não ergue-lo de maneira alguma, era como se o peso dele fosse algo muito mais do que Subaé podia carregar - Você teve sorte, não irá lançar um lutador de sumô mais uma vez. - Era aquilo, ele dominava uma arte marcial milenar, algo extremamente voltado para manter-se no chão, ter uma base firme e ser um verdadeiro trem bala. Subaé podia tentar larga-lo? Sim, claro, se não fosse a velocidade da figura defensora da lei em agarrar ambos os braços do caprino, ele sentia seus poucos músculos sendo pressionados, seus ossos pareciam que iam quebrar a qualquer momento - Bola de Demolição! - Gritou o marinheiro saindo do ar – um tanto quanto hipócrita, não? – e pulando de costas, deixando que o caprino se chocasse contra o solo e recebesse o peso do corpo logo em seguida.

Aquilo doeu, era possível para o capitão sentir a dor reverberar por cada pequena parte do seu corpo. O homem permaneceu em cima dele por muito tempo? Não, travou logo de se desvencilhar e pulou no ar, ficando alguns metros acima do capitão, que novamente ouviu o som de palma ecoando pelo ambiente. Naquele momento ambos trocaram de lugar novamente, Subaé viu a figura que ficava mole vindo em sua direção, seu punho estava carregado de um misto de energia com uma massa de vento estranha - PEEEDRAAAA! - Ele gritou momento antes de direcionar um soco pesado e carregado por tal habilidade singular, entretanto, aquilo não acertou o capitão em cheio. Mesmo no chão, sentido dor e ligeiramente acabado, estávamos falando do caprino que desafiou Zayn em Petra Yuni, o líder do grupo que virou aquela ilha de ponta cabeça. O capitão que zaralhou o Reino Sorbet e mesmo depois de perder tudo no Farol, deu a volta pro cima conseguindo uma das maiores frotas já vistas nesse começo de Grand Line!

Ainda no chão ele girou estranhamente para o lado e foi sentiu apenas o impacto do golpe que causou uma verdadeira cratera no chão, jogando-o alguns metros. Aquele momento ele conseguiu ver uma cena que lhe daria nos nervos, seu filho estava aparentemente desacordado, a espada em posse dos marinheiros com quem lutava e ele notou um espaço se abrindo naquela barreira, que fechou tão rápido que o caprino não foi nem sequer capaz de pensar em aproveitar aquela brecha. Zuba tinha perdido? Ele estava morto? Preso? Talvez aquelas perguntas passassem na mente do capitão pirata, quiçá pudesse sentir até mesmo a raiva percorrer suas veias e o desejo de vingança se aflorar, no entanto, rapidamente notou que a situação não era bem aquela. Zuba abriu os olhos assim que saiu da barreira, acertando uma “bicuda” nas partes baixas de um dos marinheiros, puxando sua espada e realizando um movimento horizontal na altura da garganta, arrancando a cabeça de um deles. Por breves ele olhou em direção ao seu capitão, seu supercílio estava aberto, um dos seus olhos estavam ligeiramente inchados e fechados, porém, Subaé conseguiu sentir que ele não continuaria ali para salvá-lo ou lutar com ele.

Zuba partiu com velocidade cortando os marinheiros que estavam em sua frente, entrando em um dos becos e sumindo das vistas do capitão rapidamente... agora, ele estava sozinho. Uma quantidade considerável de marinheiros havia saído dali, mas fora daquela caixa de energia existiam um número sólido de inimigos, algo preocupante - O merdinha escapou, mas ele será morto em breve. Você não, você será preso e será enforcado em praça pública, não aceitamos criminosos da sua laia aqui em Masquerade. - O marinheiro “duro” bradava com certo ódio em suas palavras, cuspindo uma quantidade de sangue no chão. Subaé conseguia ver o líquido rubro da vida escorrendo pela sua cabeça, mais um sinal que o golpe anterior havia sido efetivo, mas ele ainda precisava de mais se quisesse vencer aquela dupla - É melhor você desistir, está cercado, não sairá daqui não importa o que faça. - Falou o segundo marinheiro se aproximando do seu aliado, entrando mais uma vez em posição de combate.

Ambos se moviam com cautela enquanto se aproximavam do pirata vagarosamente, os dois marinheiros estavam com suas guardas altas, atentos aos movimentos do caprino e subitamente o “duro” avançava como um verdadeiro tanque de guerra. Seus punhos estavam fechados, seus braços protegendo o tronco e ele aparentemente estava indo para um confronto direto, um avanço para se chocar contra o capitão. O outro parecia preparar um movimento, aquela massa de ar novamente era vista de acumulando em seu punho e aparentemente ele estava pronto para lança-la no momento em que o caprino desviasse.


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10: Brotoar


“Esses caras são um porre mudando de lugar toda hora” pensei conforme o proceder do embate se desenrolava. Foi quando vi Zuba sendo carregado para fora igual a mim quando fui caçado por bandeirantes anos atrás. Fiquei preocupado com o garoto, e até pensei em me entregar na hora para poupar a vida do moleque, mas antes de que eu tivesse qualquer reação, ele cortou um monte de gente e me olhou antes de sumir pelos becos.

Eu conheço o garoto. Ele vai se virar, confio nele….

-ZeBeBeBe… Agora não tem mais jeito, não tem porquê me preocupar com ele nessa situação. - conversava comigo mesmo - Antes preciso acabar com esses baitolas e quebrar essa barreira!

A fala do marinheiro “Duro” arrancou um sorriso de mim - Já fui enforcado uma vez, seja mais criativo! - o sangue escorria pela cabeça do mesmo, quando notei aquilo tive a certeza de que só precisava bater um pouquinho mais forte - Acha mesmo que não vou sair daqui? ZeBeBeBeBeBeBe!!!! Entenda, não importa quantas flores sejam cortadas, vocês jamais irão impedir a primavera de chegar…

Ele avançou na minha direção enquanto preparava seu próximo ataque, Daria um longo salto para trás para ganhar distância e me esquivar do golpe de ar, então, avançaria a toda velocidade contra o Duro e no meio do percurso iria saltar a fim de me esquivar de mais um projétil de ar. O pulo também teria outra finalidade. Um forte impulso giratório seria criado pelo eiro de meu corpo, girando por uma distância considerável de forma rápida e executando um chute poderoso no marinheiro, podendo vir a enviá-lo pelo o ar com brutalidade por conta do impacto.

Cabras da Peste, Vol 5 - A face da desordem - Página 2 Carimbo

Carimbo da Flor de Cacto:


-EU SOU A PRIMAVERA, E ESSA É A MINHA FLOR!!!!!

Ficaria atento para identificar de onde vem o estalo que sempre faz os dois mudarem de lugar.

Ainda no ar, iria chutar o Duro (ou o mole caso tenham diso trocados) mais uma vez, agora com o intuito de ganhar um impulso que me jogasse o mais alto possível. E então desceria girando o corpo com a perna esticada e indendiada com o fogo do faraó para acertar um terceiro chutão no Duro.

Cabras da Peste, Vol 5 - A face da desordem - Página 2 AltruisticWindyGyrfalcon-size_restricted

Se ele estiver caido no chão, arrancaria sua máscara e saltaria três piruetas para trás, me afastando dele e do outro.

Ficaria sempre atento aos golpes de ar comprimido, e iria esquivar com saltos laterais. Mesmo no ar, usaria o Geppou para pular em esquiva.

Sempre que surgisse a oportunidade, eu iria me aproximar do “Mole”, mas sem tentar atacar. Esquiva - Aproxima - Esquiva - Aproxima. Até que conseguisse agarrar seu colarinho.

Iria puxar o mesmo com força para por fim lhe dar uma forte cabeçada em sua testa.


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Confiar em sua cria era a única coisa que o capitão era capaz de fazer, já que a situação parecia cada vez pior para o seu lado. Ele estava enfrentando inimigos dotados por uma força capaz de se opor a dele, preso como um animal em uma estranha caixa que aparentemente havia sido criada por alguém que estava lá fora e pior ainda, se via cada vez mais cercado de marinheiros mascarados. Fugir dali talvez fosse uma missão impossível, já que era possível para o caprino ver o ódio emanando dos olhos dos seus inimigos, ele era até mesmo capaz o sentimento ruim existente em volta dele.

O caprino se mostrou inteligente na sua sequência de movimentos, esquivando, contra golpeando e até mesmo se mostrando superior em seus movimentos, mesmo que alguns dos seus golpes – como o chute por exemplo – não tivessem tido sucesso. Porém, o Capitão esqueceu algo importante: aquela nunca foi uma luta justa! Em determinado ponto daquele embate, espaços e mais espaços surgiram na barreira, permitindo que outros marinheiros mascarados entrassem no lugar com sangue nos olhos. A grande maioria era forte, dotado de habilidades estranhas como lâminas que voavam de suas pernas – de energia -, “teletransporte” e outras ações que poderiam deixar o pirata incrédulo.

O montante de defensores da lei agiu com velocidade, atacando, não dando espaço para ele naquele grande cubo feito por um dos seus inimigos. Em determinado ponto o caprino se viu preso, agarrado em diferentes partes pelos marinheiros, algemado com tamanha velocidade que ele nem sequer teve tempo de reagir. O capitão finalmente havia encontrado seu fim? Não, ele já tinha passado por outros momentos de vida ou morte, já havia sido preso, enforcado e sabe lá quantas tentativas de morte já tinha caído em sua cabeça, porém, ele sempre continuava com vida - Lixo. - Um dos marinheiros falava e em seguida cuspia uma quantidade significativa de saliva na direção do caprino. Aquilo escorria pelo seu rosto, enquanto o agente da lei se mostrava orgulhoso - Capturamos o pirata! Precisamos encontrar seu parceiro e o resto da sua tripulação, alguém de tão baixo nível não deve ter muitos seguidores! - A fala do marinheiro era estranha, eles não sabiam que Subaé era o cabeça de um verdadeiro exército? As informações do Farol não chegaram ao público? Quiçá o caprino tinha uma chance sólida? Eram perguntas que talvez pudessem passar pela mente do capitão - Vamos leva-lo para prisão. - Disse o marinheiro “duro” com convicção - Você foi preso por Sadakiyo e Handa, os irmãos da justiça! - Finalmente os nomes eram revelados, restava saber quem era quem.

De qualquer forma, a partir daqui Subaé ouviu uma quantidade absurda de aplausos e agradecimentos, todos vindo por parte da população presente no caminho até o Quartel General da Ilha. O caminho até lá não foi muito longo, mas proporcionou ao caprino ver um pouco mais da ilha, dos seus estabelecimentos e daquela cultura mascarada que estava impregnada em cada alma existente por ali - Você pensou mesmo que se daria bem aqui em Masquerade? Pelo jeito, esse é o seu fim. - O marinheiro “mole” falou de maneira curta e grossa - Deu sorte que lhe capturamos, porque se fosse pelo meu irmão, você já estaria morto! Não é não, Sada? - Então era isso, o “duro” era Sadakiyo, enquanto o “mole” se chamava Handa - Com certeza. - Respondeu, acertando um chute nas costas do capitão pirata que estava preso – algemado com as mãos para trás.

Ele poderia tentar fugir? Claro, ainda era dotado por habilidades incríveis, mas algo estava claro por ali, no momento que tentasse ele seria perseguido, já que os marinheiros contavam com habilidades semelhante as dele. Fugir pelo céu? Perseguido. Correr com aquelas algemas em seus pés? Complicado, porém, possível. Algo interessante era ouvido por ele, uma conversa entre os marinheiros ele notava que Zuba ainda estava vivo, fugindo pelas ruas da cidade causando um verdadeiro alvoroço. Caso o caprino aceitasse sua derrota, algum tempo depois notaria a existência de uma construção imponente, grande, larga, com alta segurança e com cerca de cinco andares - Bem vindo ao seu lar temporário, até o dia que sua sentença sair. - Falava Handa com um sorriso no rosto ao ver a estrutura imponente do governo, mais especificamente, da marinha.

Onde Subaé ficaria? Jogado em uma cela com mais três pessoas, dois homens e uma mulher ruiva com algumas cicatrizes pelo rosto, porém, que não a deixaram menos bonita. Ninguém falou nada, permaneceram em silêncio olhando pelo canto do olho com um certo medo, afinal, todos ali eram criminosos e a marinha não iria ligar caso eles se matassem ali dentro. A cela era bem espaçosa e não contava com conforto, o chão era feito de concreto e algumas pedras fixadas no chão, duas camas apenas estavam disponíveis e nenhuma delas existia um colchão, ambas eram feias de concreto também. A grade era grossa, bem presa e existiam outras celas por ali que contavam com mais criminosos em seu interior, caso Subaé quisesse contar, notaria a presença de mais dez pessoas ou um pouco mais, não dava para ter certeza por conta da escuridão que imperava por ali. A umidade era alta, sendo possível escutar o som das gotas se chocando no solo e nas pequenas poças d’água espalhadas por ali. O odor era irritante, um fedor de merda e urina deixava tudo pior, porém, acredito que o caprino ficasse um tanto quanto confortável naquele ambiente.

E se tentasse fugir? Teria que lidar com os perseguidores da melhor maneira que sua mente conseguisse pensar. Seria uma fuga difícil, porém, não impossível!


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11: Entre Grades



Em um breve instante muitas frestas se abriram na caixa etérea e por ali passaram muitos outros marinheiros. Eram tantos que não tive nem tempo de reagir pois em instantes eles já estavam me segurando de tudo quanto é jeito. Quando dei por mim, já estava algemado.

-EITA MANÉ!!! - comentei surpreso ao ouvir o claque da algema - Eu acho que tomei no…

O cuspe do homem acertou meu rosto, em resposta, cuspi de volta em sua máscara antes de proferir insolência - Um bando de vermes sem coragem NUNCA vão conseguir me segurar por muito tempo.

Não diria nada sobre Zuba ou minha frota. Aparentemente eles pensam que estou só, e isso pode ser meu trunfo.

Ao ouvir os nomes dos soldados eu sorri - Muito prazer SadaKiko… Honda…. Eu prometo que assim que eu me soltar, vou matar vocês dois lentamente…

Durande o caminho até a prisão, os guardas conversavam comigo “normalmente”, contando vantagem da força seu irmão - Cês são só de boca - retruquei - Quero ver vencer de mim no mano a mano, sem intervenção de terceiros. Ai cês peidam né? ZeBeBeBeBeBeBeBeBe!!! - gargalharia alto, expondo meu sorriso banguela para que todos os civis pudessem contemplar. Seguiria calmo e inabalável até a cela.

Na cela haviam mais três pessoas. Assim que entrei olhei nos olhos de cada um, franzindo a testa eu faria cara de mau a fim de intimidar aqueles outros prisioneiros. Haviam outros prisioneiros em outras celas, mas iria ignorá-los por enquanto. Depois que retirassem minhas algemas, seguiria até uma das camas e deitaria na mesma sem ao menos pedir permissão.

Olharia mais uma vez de forma intimidadora para os detentos, e, como não confiscaram minhas coisas, joguei um dos cantís para a mulher ruiva.

-Isso é Rum, veio lá da Cidade dos Destroços. Podem beber a vontade. - Iria abrir o outro cantil, e, depois de enfiar um comprimido na boca, começaria beber também.

-Vem cá, qual é a dessa cidade? Por que é que todo mundo usa essas máscaras?

Ouviria as respostas, e, se os demais detentos sejam cordiais comigo, iria me apresentar - Eu sou Subaé, o Cabra da Peste. Estou aqui por…. Não sei nem por que… Mas e vocês, estão presos por que?

Entretanto, se os detentos se mostrassem um perigo, levantaria da cama lentamente e iria até quem estivesse sendo hostil. Se a pessoa tentar me atacar, iria rolar pela cama a fim de me desvencilhar do golpe. Depressa iria segurar o pescoço de meu oponente e iria apertar com toda a força que conseguisse. Depois, ainda com o oponente em mãos, avançaria até uma das camas e socaria a sua cabeça três vezes contra a parede, depois, iria passar a corda do cantil pelo pescoço do indivíduo e iria apertar até que o mesmo morra asfixiado.

Olharia de maneira intimidadora para os outros antes de soltar o corpo. Voltaria a me deitar, e, faria as perguntas citadas.




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Prisioneiro, era essa a situação do capitão pirata naquele momento. Era sua primeira vez atrás das grades? Claro que não, o caprino era alguém experiente, talvez até mesmo tenha perdido as contas de quantas vezes já foi pro xadrez, principalmente na época de bebedeira. Suas ofensas causaram um desconforto notável nos marinheiros, aquele olhar e seus trejeitos mostraram isso com facilidade. Já na prisão úmida ele notava com velocidade a presença dos seus companheiros de cela, inclusive, após alguns segundos percebia que eles também tinham alguns pertences em suas mãos canalha, esqueci de tirar os teus. A mulher carregava um pequeno maço de cigarro em sua mão, assim como uma pequena foto velha, amarelada e rasgada; o homem portava uma pequena garrafa de plástico e o líquido em seu interior estava na metade, enquanto o último não parecia carregar nada em mãos.

Quando Subaé compartilhou sua bebida, os olhos do trio se voltaram em sua direção, mas ninguém se pronunciou naquele primeiro momento. A mulher abriu e deu uma grande golada, fazendo uma careta logo em seguida - Obrigada. - Falou de maneira sucinta ouvindo as palavras do caprino e expressando uma faceta confusa - Sério que não sabe da regra dessa ilha? - Perguntou um tanto quanto incrédula - Existe uma regra, uma lei ou algo assim... todos precisam usar máscara, pelo que já soube da história, tudo começou com um rei antigo que era feio pra caralho ou doente, não tenho certeza. - Ela pausou dando mais um gole e lançando um cigarro em direção ao caprino - Esqueci que não temos fogo aqui. - Disse carregada de tristeza - Mas é isso, quem anda por aqui sem a máscara é preso... se for criminoso ou reincidente, fica aqui até eles julgarem. - Continuou a mulher - Por isso que está preso, imagino eu. - Completou emendando um pouco mais de prosa - Estou aqui porque meu bando foi atacado pelos marinheiros assim que me aproximei da Ilha, eles estavam fazendo alguma espécie de treinamento e demos esse azar. - Ela não parecia triste - Não sei se nem devo chamar de bando, mas erámos um grupo. - Pelo jeito não carregava nenhum sentimento pelos membros do seu grupo - Todos mortos, minto, o Nin conseguiu fugir pra ilha, aquele canalha é esperto, com certeza está vivo ainda. E bem, eu também fiquei viva porque acabei me rendendo, tinha muita gente de azul e branco, não dava conta de todo mundo. - A marinha adotava aquela estratégia sempre? A força dos números contra os criminosos que ousavam pisar em Masquerade?

-Pode me chamar de Rúra. - O homem de barba e face forte falou com sua voz ligeiramente rouca - Eu sou taxado como um criminosos pelo simples fato de ir contra a Ditadura existente em minha ilha natal. - Ele carregava uma “aura” característica, nitidamente era alguém forte - Um Rei que não apoiava a sociedade, não gerava educação, saúde... mas não pude ser como os revolucionários que atracaram por lá, não pude permitir que minha família sofresse nas garras daquele homem e do governo, então, o matei com essas mãos. - Ele falou largando a garrafa e abrindo as mãos, mostrando ter apenas nove dedos - Perdi até o pequeno, porém, valeu apena. Desde então sou perseguido e vago por ai como um errante, porém, após longos anos já não sei mais para onde ir ou o que fazer. - Ele parecia ser mais velho que o próprio caprino - Esse aqui eu encontrei aqui em Masquerade, bebemos juntos, ele não fala muito. - Gargalhou logo em seguida, recebendo um “cutuque” do outro homem que fez alguns sinais com as mãos - Eu sei, infelizmente eles cortaram sua língua. - Completou Rúra.

Subaé estava entre pessoas aparentemente tranquilas, mas claro, ele não podia ter certeza daquilo - Está sozinho por aqui? Pelo jeito, todos nós morreremos juntos. - Bradou a mulher voltando a dar mais umas goladas - Eu me chamo Diumaran, mas pode me chamar apenas de Diuma. - Falou com um sorriso no rosto - Eu só queria dinheiro e parei aqui, a vida é bem injusta! - Resmungou voltando a beber.


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12: Se Preparem



Os outros três detentos pareciam ser amigáveis. Claro, eles não eram inocentes, ou não estariam ali. Mas eu também não posso me incomodar pelas decisões alheias de cada um. Nesse buraco, somos todos da mesma laia.

Ouvi atentamente as suas respostas e pude notar duas coisas. Primeiramente, notei que nenhum deles era nativo de Masquerade, o que implicava em não conhecerem muito bem a história local.

Notei também que, assim como Diuma falou, a prisão não recebia apenas foras da lei. Até pessoas honestas poderiam ser presas se não usassem aquelas malditas máscaras. A lógica controversa daquela ilha acabou por me dar uma idéia minuciosa e podre.

-Valeu, mas eu não fumo cigarros - respondi ao jogar o cigarro de volta para a mulher. Olhei para os três detentos e depois olhei para as outras celas a fim de analisar os demais detentos, julgando pela aparência se eles eram inocentes injustiçados ou criminosos de fora - Eu vim pra cá com meu filho e mais alguns - respondi Diuma - Mas não precisa se preocupar, mulher! Nenhum de nós vai morrer nesse fim de mundo.

Iria me levantar, e, depois de andar em círculos algumas vezes iria dizer com a voz grave, usando um tom alto para que todos os detentos pudessem me ouvir.

-Séculos atrás, quando Masquerade ainda não tinha essa tradição de máscaras, era o meu tataravô que reinava aqui. - Claro que é mentira. Uma mentira descarada e sem fundamento. - Os burgueses não aceitavam ser regidos por um mink e por isso orquestraram um golpe político. O meu Tataravô foi expulso do reino e foi para o South Blue, onde passou o resto de sua vida, vivendo como um pescador. Talvez vocês não saibam, mas é por isso que o rei começou a usar essa máscaras. Ele era um usurpador que fingia ser meu tataravô!! - terminei a sentença ao socar uma das barras de metal, fingindo a indignação que jamais senti - O meu objetivo de vida é reconquistar o trono que é meu por direito! Me preparei por anos para isso. E agora, meus amigos, Preciso da ajuda de vocês para desmascarar a farsa desses tiranos!! - Iria até apertar os olhos para tentar soltar algumas lágrimas de crocodilo. - VOCÊS ESTÃO COMIGO, CAMARADAS?

Ouviria a resposta, e, assim que respondessem, eu iria sorrir. Quando me perguntassem qual era meu plano, eu apenas responderia com um gingado de voz, basicamente, cantaria a minha resposta.



Eu sei que sua inteligência
Nunca foi nem será generosa
Mas prestem atenção com paciência
Nas minhas palavras preciosas


Meus olhos fitariam cada um dos detentos, olhando no fundo dos olhos de cada um.

Quem presta atenção se concentra
Pois quero que fiquem cientes
Que quando um rei sai outro entra
E é razão para ficarem contentes


E agora, começaria a batucar ritmicamente as grades.

Se preparem para ter nova vida
Uma vida sensacional
Chegou nova era, a velha já era…


Se me perguntassem “E a gente, aonde fica?” eu diria - Já tudo se explica!

Por sua presença, terão recompensa
Quando eu ocupar o meu trono
Injustiças farei com que parem
Se preparem!


Colocaria a mão na frente de minha boca e então fingiria um canto em coro, simulando as vozes de uma legião de fieis “O rei é um bom camarada, E o povo vai logo adorar” E ai voltaria a cantar com minha voz normal - Vocês que serão mais amados, Farão tudo que eu tramar!

Vou distribuir prêmios caros
Pra amigos que estejam afim
Mas quero deixar muito claro
Não vão roubar nada sem mim!

Se preparem para o golpe do século
Se preparem para a trama sombria
Bem premeditada
E bem calculada
E um rei rejeitado
Será coroado

Por isso eu disputo
E por isso eu luto
O trono terá que ser meu!
Que os amigos não me desamparem
Se Preparem!

Que os amigos não me desamparem
Se Preparem!!!!!-

Arremessaria o outro cantil para outra cela e deixaria que os demais detentos possam participar da bebedeira também. - BEBAM E DESCANSEM, MEUS CAMARADAS!!! POIS OS VENTOS DA MUDANÇA CHEGARAM EM MASQUERADE!!

Caralho, eu sou muito filho da puta. Mas é isso mesmo, vou encher os corações das pessoas com a esperança de uma falsa-revolução.

Por fim, olharia para Rúra e me sentaria ao seu lado. - Vejo que você é um homem sábio com muita experiência política… Poderia me ensinar algumas técnicas de barganha? Acredito que isso será útil para meu reinado.





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O Capitão pirata não ficou vivo até agora apenas pela sua força ou pela vantagem numérica que tinha com seus aliados, mas muitas das façanhas do caprino foram eficientes por conta da sua astúcia. Claro que nem sempre ele tinha as melhores ideias, as vezes sua mente o levava por caminhos ortodoxos, mas cá entre nós, isso também tinha seu valor. As palavras do líder pirata entraram nos ouvidos dos forasteiros como uma bela canção, e como seria diferente? Criminosos almejam uma chance de vencer na vida, dar o troco ou simplesmente saciar seus desejos carnais e fazer aquilo ao lado do verdadeiro “herdeiro”? Era algo que muitos ali nunca sequer imaginaram.

Aquilo foi efetivo com todos? Claro que não, Subaé havia metido o louco de maneira exagerada, ele não tinha as capacidades necessárias para fingir um choro ou um sentimento que não existia, aquilo deixou os nativos da ilha ali presos com uma pulga atrás da orelha... uma sensação de “será? Não pode ser possível!”. Eles ficaram animados com tudo aquilo? Sim, Subaé por outro lado não conseguiu entender ou notar que eles estavam com um pé atrás, já que nenhum nem sequer retrucou a veracidade de toda aquela cena, provavelmente queriam ver no que aquilo iria dar, quiçá fosse a chance de saírem dali junto com o verdadeiro rei? Sim, era possível.

- ESTAMOS! - O grito era como um verdadeiro coro e logo começaram a cantar, mesmo aqueles que não sabiam a letra – a grande maioria – tentava improvisar só para entrar no clima. Entretanto, aquela cena não durou muito, já que um guarda – mascarado – entrou no lugar mandando todos ficarem em silêncio, exalando uma pressão que afetou a grande maioria, exceto Subaé e Rurá. O clima ficou tranquilo, os prisioneiros comentavam sobre o ocorrido por ali, era possível escutar um certo burburinho. O capitão sentia que seu plano havia dado certo, mesmo que existissem algumas “maçãs” podres que poderiam lhe causar problemas futuros, porém, ele não tinha tal informação. De qualquer forma, voltou sua atenção para o velho homem, trocando algumas palavras e querendo aprender alguns truques do velho, que sorriu - Barganha é sempre necessário, um bom rei deve saber como negociar, não pode ficar dependendo do conhecimento de terceiros para isso. - Uma dica para o novo rei? É o que parece.

Rurá olhou em direção a única porta para sair dali, como se esperasse ver alguém entrando a qualquer momento - Talvez não tenha muito tempo, na verdade, talvez nós não temos muito tempo... porém, acredito que possa lhe ensinar pelo menos um pouco do que sei. - Ele sorriu - É verdade, pelo que sabemos o nosso julgamento será em breve. E bem, parece que as cordas estão prontas. - Diumaran falava com um olhar triste - Já deixo claro que irei tentar fugir assim que passar pela porta ou quase isso, quando a oportunidade surgir. - Completou a mulher.


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13: Barganha



A minha cantoria fez os outros detentos se empolgarem com a ideia de um novo rei. Óbvio que eu não quero ser o rei desta ilha cheia de palermas mascarados, mas certamente essa comoção toda me será útil alguma hora. Mas, logo toda a farra teve fim com a chegada do guarda mascarado.

De volta a monotonia da cela, Rúra demonstrou ter aceitado meu pedido.

INÍCIO DE APRENDIZADO: Barganha

O ancião parecia estar pronto para o conflito que estava por vir. Ele bebeu um gole do rum do cantil e se sentou ao meu lado da cama de cimento.

-Sabe, companheiro, uma barganha é o fechamento de uma proposta feita entre duas partes. Ela é construída durante todo o processo de negociação, mas é concluída no momento em que são definidos o escopo, investimento e prazo. A barganha é o processo no qual são feitos os acordos por meio de renúncias e exigências, tanto do vendedor quanto do cliente, para chegar a um ponto que seja vantajoso para ambas as partes… ou pelo menos, para uma… Isto é, se sua lábia for boa o suficiente para isso…

-ZeBeBeBeBe!!! Pode deixar velhote, eu sou bom com esse tipo de coisa.

O velho sorriu cordialmente - já que você sabe usar as palavras para os demais artifícios, vou te ajudar a entender as atitudes e as estratégias corretas de um vendedor para fechar uma negociação da maneira mais vantajosa para ambas as partes. Antes de tudo, conheça o cliente e adeque sua linguagem e o ritmo da negociação ao dele, sem perder o controle do processo. Durante um processo de venda, você pode utilizar vários gatilhos mentais para facilitar a negociação, como por exemplo: Empatia, urgência ou até mesmo a escassez de algum produto ou serviço.

-Sei… sei… Tô entendendo.

-Retomando, faça implicações! Além de saber o que responder na hora certa, também é fundamental que você faça o seu cliente refletir e até mesmo concluir por conta própria que a resistência dele pode ser reflexo de um outro fator. Se uma negociação não está caminhando da melhor maneira, pense em novas possibilidades de continuar o processo considerando as objeções apresentadas.

Continuamos ali por um bom tempo. Fiquei atento a todos os ensinamentos do velho Rúra, absorvendo todo o conhecimento que poderia.

FINAL DE APRENDIZADO

Pela conversa dos detentos, a corda e a escada já estavam prontas a nossa espera, o que por consequência fazia os mesmos se sentirem melancólicos e assustados. Agarraria os ombros da mulher e olharia em seus olhos.

-Escute bem, mulher. Temos uma vantagem aqui, que é a nossa determinação. Temos pouco mais do que uma dúzia de prisioneiros moribundos e assustados, mas eu já venci batalhas em piores condições. Então me escute se quiser sair daqui viva. - Assim que soltei seus ombros, olhei para o mudo e para Rúra também - Sair correndo sem direção não vai garantir a fuga de ninguém, precisamos ficar juntos, pois juntos somos mais fortes.

-Devolvam-me o cantil, pois ele é uma arma na minha mão - pegaria o objeto e voltaria a sussurrar - agora peguem alguma coisa que vocês possam usar como arma, qualquer coisa, precisamos ficar atentos pois só teremos uma oportunidade.

Observaria as outras celas, e, quando não tivesse nenhum guarda por perto, iria sussurrar - Psiu!! Ei!!! Psiu!!! Cata alguma coisa ai pra usar de arma, e se preparem pra batalha.

Aguardaria pacientemente pelo retorno do guarda, e, quando o mesmo retornasse para a cela, iria bater nas grades para chamar sua atenção - ô mizera!!! me tira daqui logo!!! to começando a ficar com fome!!

Permaneceria ao lado da porta, apoiado na grade aguardando a aproximação do guarda - Ei, guardinha, soube que vão me enforcar mesmo… Vocês são realmente insistentes viu, deixe eu te mostrar algo… - apoiado na grade, iria me aproximar do guarda e iria erguer o queixo para mostrar a cicatriz em meu pescoço - essa é a marca que a corda me fez a dez anos atrás… Sabe o que significa? Que me matar é enforcado é impossível!

Com um movimento veloz eu iria agarrar o colarinho do guarda no instante que ele se aproximasse para olhar a cicatriz (caso o blefe tenha falhado, iri agarrá-lo quando tentasse abrir a porta), iria puxar o mesmo com força para que ele se choque contra as grades da cela e então, ao aproximar minha face da sua, iria soltar um arroto fétido bem na sua fuça.

Cabras da Peste, Vol 5 - A face da desordem - Página 2 Bafoo1

Bafo de Cabra:


Puxaria o mesmo contra as grades mais algumas vezes para lhe causar o máximo de dano possível, mas a minha verdadeira intenção era pegar o maço de chaves em seu cinto (ou bolso) usando a outra mão.

Por fim, depois de ter conseguido o maço de chaves, usaria o shigan para perfurar a jugular do carcereiro.

Sem demora eu iria abrir a cela. - Diumara, fique com a gente! Sozinhos somos fracos! - diria olhando em seus olhos. Depois, entregaria o maço de chaves para o mudo - Liberte os outros! Enquanto isso, Rúra, Diumara. Me ajudem a saquear este local.

Vasculharia os bolsos do guarda, e também iria recolher suas armas. Observaria pelo local em busca de armas, e, caso as encontre, entregaria as mesmas para os demais prisioneiros. Iria recolher também mapas, dinheiro e até documentos. Qualquer coisa interessante e minimamente valiosa teria minha atenção.

-Agora vamos juntos!!! É HORA DE METER O PÉ!! - Diria por fim, quando todos estivessem libertos.

Se houvesse mais algum inimigo no local, iria usar me meu reflexo para me esquivar de seus golpes. Saltando e inclinando o copo para longe sempre que me desferiram algum golpe ou projétil. Avançaria contra o mesmo na tentativa de lhe derrubar com uma rasteira, e, quando caísse no chão, Pisaria em sua traqueia.




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O caprino não tardava a iniciar o aprendizado em meio a prisão, Rurá era didático em suas explicações e citava até mesmo algumas vivências onde foi salvo pela Barganha ou onde conseguiu algo muito além da expectativa com essa “habilidade”. De qualquer forma, o tempo passou de maneira gradativa dentro daquela prisão, a iluminação dentro do lugar aos poucos ia mudando, sinalizando que o astro rei se movia lá em cima.

De qualquer forma, foi possível para o capitão notar a presença de alguns guardas entrando naquele ambiente precário, pegando alguns prisioneiros e levando-os para fora, sendo está a última vez que eles pisaram ali. A velha cabra após o tempo necessário para dominar a tática de barganha, voltou sua atenção aos presentes – principalmente a mulher – e então começou a proferir algumas palavras sobre o que falou anteriormente, de fato, apenas correr não à salvaria das garras da justiça - Certo, aqui... - Bradou um pouco sem jeito devolvendo as armas do capitão e herdeiro de Masquerade, que por sua vez, compartilhou sua ideia para os outros presos.

Toda a ideia do capitão se dava em estar no alcance necessário do guarda, porém, ele gritou, berrou e chamou repetidas vezes - A comida de vocês só chega a noite. - Falou atrás da porta mantendo-se inerte - CALE A BOCA! - Continuou ao ouvir uma insistência por parte de outros prisioneiros. Era aquilo, para infelicidade do capitão as coisas não tinha acontecido como esperava - Eles só entram para duas coisas. - Bradou Rurá - Levar um prisioneiro para fora e entregar a comida, pela manhã e pela noite. - Seria complicado, talvez Subaé conseguisse a brecha que precisava mais tarde?

Bom, o tempo passava e a noite logo chegava, a única iluminação naquele lugar era o brilho da lua que passava pela pequena janela na “ponta” da prisão, cerca de quatro metros de distância da cela do capitão. A porta metálica finalmente se abriu e era possível ver dois marinheiros de aparência comum, um deles carregava uma grande sacola de pano e o outro portava uma tocha que ajudava a iluminar o local ali - Comam, galinhas. - Falou o rapaz que segurava a sacola, jogando em seguida alguns pedaços de pão que passavam pelas grades, alguns batiam nas barras metálicas e caíam do lado de fora. Os guardas não se aproximavam da grade, era possível o capitão se esticar? Talvez, mas não tinha como ter a plena certeza. O capitão tinha uma chance, o que ele faria? Tentaria mais uma vez captar a atenção do guarda? Ele não parecia que iria se aproximar da grade como o esperado, talvez, já fosse alguém calejado naquele trabalho e sabia das possibilidades.



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14: Badalar de Anunciação



É óbvio que o guarda não iria me dar atenção assim, de graça e sem motivo algum. Onde é que eu estava com a cabeça? Talvez, ficar um ano naquele fim de mundo tenha me feito esquecer como é que esses “mercenários de boné branco” agem.

Seja como for, a minha burrice custou a vida de alguns prisioneiros, e também algumas horas da minha vida. Não me restando outra opção além de deitar na cama de pedra e descansar até que os guardas retornassem de noite. Mesmo estando relaxado na cama, não me permitiria dormir, afinal, não confio em nenhum desses três. E não quero dar chance pra nenhum espertinho vir vasculhar meus bolsos.
“ZeBeBeBeBeBe!! não iriam achar nada nos bolsos, está tudo na cueca!! ZeBeBeBe”

O tempo ocioso naquela cela me deu vontade de morrer. não tinha nada pra fazer, não tinha nada pra comer, e os meus companheiros de cela eram até gente boa, sendo assim, nem brigar valia a pena.

Passei o resto do tempo assobiando a melodia que cantei mais cedo, batucando os dedos no meu peito, que por conta de minha magreza faziam um barulhão.

Vez ou outra eu me levantei e comecei a andar em circulos igual um idiota, batendo as palmas tirmicamente enquanto meus fraços balançavam, uma vez na frente do corpo, na outra vez atrás.

Também houveram vezes em que tudo estava tão chato, que, a minha graça era ficar batendo a testa repetidas vezes contra uma das grades. Não bateria com força, nem com exitação… Era um movimento involuntário de alguém que é extremamente hiperativo, inconstante, ansioso… e preso.

-Que tédio…. - resmungava com os olhos revirando-se para dentro - Tudo isso… E eu nem chutei a porta do bar dessa vez…

Foi quando finalmente a porta se abriu e dois guardas entraram para “entregar” o jantar. Mas não posso reclamar, visto que a forma que distribuíram o pão poderia ajudar com o meu novo plano.

Da forma mais discreta possível, chutaria para trás os pães que estavam dentro de minha cela, para parecer que não sobrou nenhum para mim. Tentaria esticar o braço para pegar o pão de fora, mas não faria muito esforço, afinal, pega-lo não era a minha intenção.

-Argh… pegar esse pão é impossível… - diria ao me levantar lentamente. Olharia para os guardas em busca de avistar as chaves, por fim, chamaria quele que tivesse o maço de chaves - Psiu.. Psiu.. Ei homi, tu mesmo… Pega esse pão ai pra mim, não sobrou nenhum aqui e estou faminto.

Certamente ele iria me ignorar, mas gente da laia dele não ignora uma coisa. iria enfiar a mão na minha cueca e então iria puxar um maço de dinheiro - Eu te pago cinco milhões de bellys por esse pão. - diria balançando as notas.

Se o guarda viesse para perto, iria afastar a mão com a grana até onde ele não alcança-se - primeiro o pão! E é para entregar na minha mão, ou não teremos um trato - Aguardaria a entrega do alimento, mas ao invés de pegar o pão, iria puxar a mão do guarda, golpeando-o contra a grade. Rápidamente, iria puxar as chaves e então iria chutá-lo por entre as barras de metal.

Guardaria o dinheiro no bolso e iria destrancar a cela. Depois, avançaria desferindo uma sequência de chutes contra o outro marinheiro, a fim de desacordá-lo.

Entretanto, existe a possibilidade do guarda não aceitar a minha barganha, ou, mesmo tendo aceitado, talvez ele me entregue o pão sem se aproximar da grade, como fez da primeira vez.

Primeiramente, eu não iria entregar o dinheiro - ô seu filho da parideira!!!! era pra entregar em mãos!!

Já que chegamos ao cenário em que não é mais possível ser útil, iria me afastar das grades e guardar o dinheiro novamente na minha cueca. Olharia para os marinheiros juntamente de uma feição rabugenta - Eu já fiquei cansado dessa merda - Inclinaria o corpo preparando um soco, mas não seria um soco qualquer. Toda a energia que não gastei naquela tarde estava sendo direcionada para esse soco, toda a monotonia que passei e toda minha ansiedade estavam carregando o golpe, de uma maneira que o meu próprio braço, e meus músculos, começariam a inchar. Aquela seria a primeira vez que eu alcançaria tal pico de adrenalina e poder, nem sequer teria idéia do potencial daquele golpe. Mas uma coisa é certa, ele ecoaria o barulho de minha tentativa de fuga e iria alertar todas as forças locais mais uma vez.-Não temos muito tempo pessoal, então se preparem para libertar todos… - o atrito de meus músculos era incrivelmente doloroso - … Vai começar uma batalha depois desse badalar!!!

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E então, iria socar a porta de minha cela com toda a força e potência daquele novo golpe recém descoberto - ESSA É A ANUNCIAÇÃO DE NOSSA LIBERDADE!!!

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Lamento Final do Sertanejo: Badalar de Anunciação:





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Os prisioneiros murmuravam enquanto os guardas passavam entregando o jantar, enquanto Subaé novamente aplicava mais uma das suas tentativas, que por sinal, havia falhado. O marinheiro não se aproximava, muito menos chutava o pão, ele parecia pouco se importar com os desejos do caprino, se estava com fome ou não, não parecia ter da sua conta.

O capitão ficou parado? Não! Ele estava de saco cheio daquela situação, não cabia mais a alguém como ele permanecer enjaulado como um animal, tampouco podia confiar naquelas figuras ao seu redor, por mais inofensivos que aparentassem, não existe honra entre os criminosos. Bom, pelo menos não com a maioria. A velha cabra se colocou de pé então concentrou totalmente suas energias em um único golpe, uma técnica voltada para o dano bruto, ele tinha a intenção de quebrar as densas grades metálicas que o trancavam ali.

Ele conseguiu quebrar? Não, para sua infelicidade ele não detinha a força necessária para quebrar por completo o metal, porém, se viu acompanhado por Rurá, que desferiu um chute tão forte quanto o soco do homem. O estrondo ecoou pelo ambiente com selvageria, o velho homem saltou para fora da prisão em um movimento veloz, partindo para cima dos dois marinheiros e acertando novamente dois chutes, ambos na altura do pescoço.

Aquela ação causou um fervor entre os prisioneiros, que tentavam balançar e socar as grades com toda selvageria existentes em suas almas, eles estavam felizes. Subaé estava certo, aquilo chamaria a atenção dos outros marinheiros, afinal, eles estavam em um anexo do Quartel General de Masquerade, não era qualquer lugar. Talvez fosse sábio ter esperado uma outra oportunidade? Talvez, mas, isso não é do feitio do capitão, ele faz o que dar na telha.

Tudo aconteceu muito rápido, em um piscar de olhos a última cela se abriu liberando aquelas criaturas ferozes, sedentas por sangue e pela sensação de liberdade que há muito lhe foi tirada. Alguns passavam pela porta com tamanha velocidade que chegava a ser assustador, outros pareciam esperar por ordens, provavelmente, estavam acostumados a servir ou então, buscavam usar da força do caprino e daquele velho homem - Vamos juntos em busca da liberdade? - Indagou o velhote com um singelo sorriso no rosto.

A porta aberta revelava que um corredor comprido, ladeado por paredes rochosas e com um certo acabamento, além de claro, uma iluminação feita com tochas robustas que queimavam com todo vigor. No final do corredor uma bifurcação se dividia para dois lados e bem, todos ali sabiam que o caminho que traçaram para chegar até ali era o esquerdo, mas, o que tinha do lado direito? Não dava para saber.


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Subaé
Criador de Conteúdo

15: Sorrateiro



Nem mesmo o meu golpe mais forte foi capaz de derrubar uma porta de ferro, felizmente Rurá me auxiliou com seu chute potencialmente destrutivo.

Meu novo golpe poderia não ter tido o efeito que eu desejava, mas era evidente que seu potencial não era um desperdício… Talvez em uma situação melhor…. Tentei mover meu braço, mas ele estava tão dolorido que era impossível movê-lo, de tal forma que ficou pendurado em meu ombro. A dor me incomodava, mas não poderia me importar com esse tipo de coisa  em um momento como esse. Só espero que o braço melhore logo.

Observei os prisioneiros se libertando, urrando sua liberdade com afinco. Aquilo me alegrou. Alguns ainda pareciam esperar ordens, e Rurá me oferecia seu auxílio.

-Mas é claro que sim, meu camarada! - observaria os demais que estavam ali, e, depois de revirar os olhos, iria despachá-los.


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- O QUE É QUE VOCÊS ESTÃO ESPERANDO? SEU VERMES! PEGUEM QUALQUER COISA QUE SIRVA COMO ARMA E VÃO PARA A GUERRA!!!

Acompanharia os demais até a bifurcação, diminuindo o ritmo do meu passo para que todos passem na minha frente. Olharia para Rurá e Diumara e diria - É o seguiente pessoal, precisso de vocês para guiá-los até os portões. Eu vou cuidar de algo importante antes, encontraremos vocês lá.-


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Sendo assim, deixaria que fossem pelo caminho da esquerda, e eu iria sozinho pelo outro caminho, sempre sendo silencioso.


Cabras da Peste, Vol 5 - A face da desordem - Página 2 Smile


“Eu vou é dar no pé enquanto vocês chamam atenção, idiotas!” mesmo tentando, não consegui conter o sorriso malicioso em meu rosto quando tive tal pensamento.

Iria aproveitar o tumulto que os outros estavam fazendo longe de mim e começaria a vasculhar o lugar em busca de uma janela. É claro que eu também buscaria por documentos com selo oficial, mapas confiscados, Baús importantes, ouro e dinheiro, além é claro de qualquer outra coisa que pudesse me valer alguma grana. Iria recolher o que encontrasse. O que fosse pequeno e leve iria guardar na cueca ou nos bolsos, se encontrasse algum baú ou algo semelhante em tamanho, iria carregar debaixo do braço bom.

Caso encontre uma farda de marinheiro, iria vesti-la. colocaria uma máscara e seguiria meu caminho fingindo ser um marinheiro.

Tendo meu saque em mãos, iria direto para uma das janelas abertas, por onde iria sair sorrateiramente. Iria dar pulos no ar, subindo o máximo que conseguisse enquanto me afastaria do local no céu noturno, sem nunca olhar para cima.

Se em algum momento fosse interceptado por um ou mais marinheiros, iria acenar para os mesmos - Boa noite colegas! É aqui onde guardamos as bebidas? estou perdido.

A certeza de que não iriam cair nessa é quase absoluta, Independente de meus trajes. Neste caso, eu iria  segurar bem firme o saque que estivesse em meus braços e iria avançar contra o guarda, ou os guardas.


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Iria desferir diversos chutes abrangentes, com a intenção de golpear mais de um oponente se fosse necessário, focando em acertá-los no peitoral. É provável que não pudesse usar nenhuma das mãos, e é por isso que iria optar em dar golpes diretos, sempre mantendo a base com a outra perna para não ter riscos de cair. Iria chutar também seus pescoços, puxando-os para baixo e chocando seus rostos contra o piso.


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Se for um único oponente, iria focar em acertar um chute bem no meio de suas bolas. Um chute tão forte que ele provavelmente iria começar a vomitar de tanta dor.

Se tentassem me dar uma rasteira, ou golpear minha perna, o meu reflexo seria saltar por cima do golpe ou rasteira, para então girar o corpo ainda no ar e desferir um poderoso chute da face do oponente como contra ataque.

Permaneceria sempre atento para me esquivar de possíveis ataques girando o corpo para longe dos golpes ou disparos. Se fosse preciso, iria dar cambalhotas para os lados; poderia saltar para os lados, ou até mesmo iria dar piruetas para trás.

Não iria perder tempo ali. Já que não valia mais a pena ser discreto, iria saltar contra uma das vidraças das janelas, minha face virada para baixo, para não furar o olho. Estando do lado de fora, não iria esperar cair no chão. iria usar o Geppou para me afastar o máximo que conseguisse daquele lugar.


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“Preciso encontrar Zuba e os outros, espero que eles estejam bem…”





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