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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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Aventura um: entrei para a Marinha para fugir do agiota

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Sasha
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Relembrando a primeira mensagem :

Aventura um: entrei para a Marinha para fugir do agiota.

Aqui ocorrerá a aventura   Fechada da Marinheira Aika Kin. A qual não possui narrador definido.

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Aventura um: entrei para a Marinha para fugir do agiota - Página 2 9g2joTh


mestrej
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mestrej
Marinheiro
Aika não percebeu seus erros até ser tarde demais, ela pensava que seus colegas eram capazes de lidar com aqueles homens e não tinha pagado um segundo pensamento a isso para perceber que eles poderiam perder, ela não tinha pensado que os criminosos conseguiam ouvir de dentro da agência financeira, já que ela mesma não podia escutar nada do interior e nem outras coisas como por exemplo o que ela faria com o segundo criminoso no interior, armadilhas na porta ou mesmo ser atacada pelas costas, nem muitas outras possíveis falhas em sua observação, mas a retrospectiva tem um poder de observação que você não tem na hora da ação.

Aika esperava abrir a porta da agência financeira e partir para um combate, ao invés disso acordou na enfermaria da marinha sem se lembrar de nada do que aconteceu depois de ela tentar abrir aquela maçaneta.
Lá estavam falando o médico e o Sargento daquela manhã, além de Han e Salvatore que estavam machucados e inconscientes.

Ainda meio tonta as palavras do sargento fez sua mente retornar a suas últimas lembranças e perceber os seus erros, logo ela estava tentando organizar seus pensamentos e suas palavras.
-senhor… eu…ah… senhor, eu, o soldado Salvatore e o cabo Han estávamos em nossos postos fazendo a vigília, estava tudo calmo e eu estava interagindo com uma civil quando uma briga entre 4 homens começou no posto do soldado Salvatore. Eu instrui a civil a se afastar e peguei minhas soqueiras. O cabo Han foi mais rápido que eu e se foi ajudar Salvatore a conter a briga, eu supus que os dois eram capazes de lidar com a situação, então me posicionei para observar tanto o meu quanto o posto do cabo Han, foi quando vi dois suspeitos correrem para dentro da agência financeira.

Ela fez uma pausa e engolindo em seco ela tentou se ajoelhar na cama e abaixou a cabeça em uma posição de súplica tomando cuidado com qualquer ferimento que ela ainda não tinha verificado no seu corpo.
- Me desculpa senhor, minha inexperiência estragou tudo. Eu gritei um aviso ao Soldado Salvatore e o Cabo Han e corri para a agência financeira. Não era possível ver ou ouvir nada no interior dela, então não pensei direito em tentar abrir a porta. Eu não percebi que meus colegas estavam em uma desvantagem que não poderiam superar e eu nem sei o que aconteceu depois que eu tentei abrir aquela porta. Eu subestimei os criminosos e superesrimei a força de meus colegas e minha própria. Agora percebo que deveria ter dado apoio aos meus colegas ao invés de tentar surpreender os suspeitos.

Só depois disso ela perceberia que o sargento tinha comentando algo sobre "ficou menos feia…", mas ela tentou conter a curiosidade sobre o que ele estava falando para depois, provavelmente ele estava falando de algum ferimento dela.
-Eu não posso mentir e nem quero em uma situação como essa, mesmo explicar a lógica por trás dos meus atos é uma desculpa fraca para o que só posso descrever como um julgamento ruim. Agora basta eu ser honesta e aguardar meu castigo por tomar decisões tão ruins.

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Pirata

Acordar sem saber o que aconteceu é uma sensação horrível, principalmente já sendo bombardeada com perguntas que mais pareciam a de um interrogatório. O Sargento Wolf não era uma das pessoas mais sensíveis e não se importava. O importante era completar a missão. Aika sequer ponderou sobre a situação e explicou tudo o que havia acontecido em seu ponto de vista.

- Senhor… eu…ah… senhor, eu, o soldado Salvatore e o cabo Han estávamos em nossos postos fazendo a vigília, estava tudo calmo e eu estava interagindo com uma civil quando uma briga entre 4 homens começou no posto do soldado Salvatore. Eu instrui a civil a se afastar e peguei minhas soqueiras. O cabo Han foi mais rápido que eu e se foi ajudar Salvatore a conter a briga, eu supus que os dois eram capazes de lidar com a situação, então me posicionei para observar tanto o meu quanto o posto do cabo Han, foi quando vi dois suspeitos correrem para dentro da agência financeira.

- Hm…   - O Sargento acendeu um cigarro - numa sala médica - sem se importar com os demais e começou a preencher algo usando uma prancheta como apoio. Ao ver a ferida ficando de joelhos e parecendo arrependida, uma de suas sobrancelhas arquearam.

- - Me desculpa senhor, minha inexperiência estragou tudo. Eu gritei um aviso ao Soldado Salvatore e o Cabo Han e corri para a agência financeira. Não era possível ver ou ouvir nada no interior dela, então não pensei direito em tentar abrir a porta. Eu não percebi que meus colegas estavam em uma desvantagem que não poderiam superar e eu nem sei o que aconteceu depois que eu tentei abrir aquela porta. Eu subestimei os criminosos e superestimei a força de meus colegas e minha própria. Agora percebo que deveria ter dado apoio aos meus colegas ao invés de tentar surpreender os suspeitos.

- Espere, jovem… Não faça mais esforços por enquan…

- Calado, doutor… Ela é uma soldado da Marinha. E pelo visto, é uma das poucas que prestam…   - Ele deu uma tragada profunda e terminou de preencher. - A sua versão bate com a da senhorita Mercer. A bibliotecária disse praticamente as mesmas coisas. Quando você tentou abrir a porta, um dos criminosos que estava de vigia a atingiu de surpresa com um golpe e você já caiu nocauteada. Ele ainda te chutou quando estava caída para ter certeza de que você estava derrotada. Eles roubaram 5 milhões de berri em títulos. Provavelmente trocarão tudo por no máximo um milhão no mercado negro. - O superior voltou a tragar o cigarro, uma última tragada antes de apagá-lo. - Soldado Salvatore e Cabo Han foram pegos desprevenidos. Assim como você, eles baixaram a guarda. Espero que seja uma lição. Agora durma e se recupere. Amanhã você fará parte do meu esquadrão em uma missão especial. Não quero pessoas fortes comigo, pois força física se constrói. Quero gente inteligente e de bom caráter, capaz de assumir as próprias merdas. Entendido?   -

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Estado atual da Aika Kin
J:

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Marinheiro
Aika escutou as palavras do sargento que foram basicamente um elogio a sua honestidade e ordens para que ela se recuperasse logo para cumprir uma missão na manhã seguinte.
-Obrigada senhor, eu vou dar o meu melhor amanhã. - disse ela fazendo uma continência e logo se arrependendo ao encostar em sua testa e ficar tremendo de dor e com os dentes cerrados em uma tentativa óbvia de engolir a mesma.

Mas por mais que ela estivesse feliz de não ser castigada sua mente escondia algumas coisas que ela não iria falar
-é ótimo que eu não vou ser castigada por falhar, mas eu preciso de treinamento! eu não to pronta! Ser honesta não vai impedir que quebrem minha cara novamente! Mas eu não vou falar isso, porra, ele acabou de me deixar sair com apenas um que te sirva de lição… embora eu realmente vá tentar fazer disso uma lição por que não quer cometer esse erro doloroso de novo, da próxima eu posso não sobreviver. Porra, eu queria estar usando uma armadura! Isso dói!

A mulher se deitou na cama e olhando para o teto seus pensamentos continuaram se debatendo enquanto ela deixava o sargento e o médico de lado, ao menos o sargento logo sairia provavelmente e o médico no mínimo teria outras coisas a fazer do que ficar olhando para a cara inchada dela. Ela também tentou não ficar olhando para Salvatore e Han, apenas se desculpando por seu erro de julgamento com eles caso os mesmos acordassem e não fazendo muito mais em questão de interação.
-eu deveria treinar para ficar mais preparada para amanhã, mas é melhor eu não me esforçar para os machucados sararem logo, eu poderia estudar, mas... bem eu não vou pedir ao sargento ou ao medico algum livro... além disso o que eu iria estudar? Quero dizer... o que poderia me ajudar? O que eu poderia fazer na marinha para fazer melhor meu trabalho?... bem, mais armas e proteções iriam cair bem, mas isso levar tempo para fazer, tempo que eu não tenho... além disso eu deveria estar descansando, se eu estudar a noite toda vou me atrasar para a missão amanhã.

Aika rolou na cama por um bom tempo, depois foi tomar um banho e por fim conseguiu dormir naquela noite, a agua morna ajudou com o inchaço. Ela tentou acordar cedo na manhã seguinte e se fardou o mais rápido possível indo direto para comer um café da manhã farto antes de chegar a hora da missão.

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Pirata

Após receber boas notícias de seu superior imediato, Aika agradeceu as palavras, mas não deixou o momento subir sua cabeça. O egocentrismo da jovem não era uma de suas características mais marcantes, pelo contrário, talvez falte um pouco de autoconfiança. A derrota no serviço mexeu com ela e a fez pensar em melhorar, evoluir.

A noite passou, porém, os pensamentos permaneceram até o amanhecer. Ao despertar, procurou tomar um bom café e se preparar para a missão. Assim, foi até o refeitório e lá acabou tornando-se o centro das atenções. Os comentários eram divididos. Alguns marinheiros dizem que ela mostrou futuro ao manter-se calma e perceber o ato por trás da distração, enquanto outros apontam sua impulsividade e excesso de protagonismo como algo problemático.

Ela se alimentou e antes de terminar, pôde ver a presença do Sargento Wolf no “rancho”. O superior preparou uma refeição caprichada e comeu numa mesa sozinho. Todos tinham medo de se aproximar com exceção de um Cabo que era o seu braço direito.

Estado atual da Aika Kin[/center]
J:


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Marinheiro
Aika não pode deixar de concordar com os comentários de seus colegas, tanto os elogios quanto as criticas estavam certas e ela estava pensando o quanto será difícil corrigir impulsos como o que causou sua derrota, foi quando notou o sargento comendo quase sozinho em uma mesa, notando rapidamente que todos tinham medo dele.
-Eu deveria ir comer com ele, mas... os soldados não devem invadir o espaço dos oficiais, espera, sargento é um cargo de oficial? ah, não, não é, o tenente é o primeiro cargo de oficial, além disso acho que os oficiais tem um refeitório para eles. Então eu posso ir até lá, mas isso seria atrevimento... só por que ele não se irritou com minha falha e me chamou para uma missão não quer dizer que quer ser meu amigo ou algo assim, na verdade pode se dizer que nossas interações foram completamente profissionais, não posso sair metendo meu nariz onde não sou chamada... por outro lado se eu não tomar uma iniciativa para socializar ai mesmo que não vai dar certo... eu vou fazer um meio caminho e se ele der um sinal positivo eu vou me aproximar mais.

Então Aika pegou sua bandeja de comida já meio comida e caminhou até a próximo deles.
-bom dia Sargento Wolf, como vai você? tendo uma boa manha?

Aika faria uma pausa para que ele respondesse, se fosse uma resposta negativa ela iria responder com um desejo que as coisas melhorassem para ele e seguiria em frente indo para outro lugar para disfarçar, se a resposta fosse boa ela iria seguir com algo nas linhas de:
-Ah, tudo bem eu sentar aqui com vocês?

E então ela torceria para que algum dos dois começasse uma conversa enquanto ela comia, por que ela não tinha nem ideia do que puxar de assunto, estar em um circulo social novo é sempre tão estranho.

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Pirata

Ao ver o Sargento comendo próximo a ela, Aika teve um grande debate em sua mente sobre se deveria ou não aproximar-se do superior e talvez gerar alguns laços, afinal, eles iriam trabalhar juntos em breve. Entretanto, sua atitude causou uma cena surpreendente no recinto, digna de filme de comédia. Assim que ela se levantou e falou diretamente com Wolf, todos os presentes congelaram e ficaram em silêncio. Wolf fitou diretamente a soldado como se estivesse avaliando o que fazer enquanto o Cabo deixou escapar um sorriso no canto da boca enquanto estava sentado em cima da mesa com os pés na cadeira ao lado do superior.

- Oh… - Disse o rapaz, olhando com um sorriso malicioso para o sargento que parecia tentar ignorá-lo.

A ausência de respostas diretas não era uma coisa ruim e Aika insistiu perguntando se podia sentar com eles, o que fez a boca de todos no recinto caírem ao melhor estilo cartoon. Wolf virou-se para a própria comida e novamente a ignorou, contudo, era possível perceber que aquilo era uma abertura, pois, o Cabo fez questão de subir na mesa e caminhar, passando os pés por cima da comida do loiro que parecia acostumado ou indiferente por simplesmente ignorar aquela atitude.

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- Gostei de você. Eu sou o Cian Etoh. - O rapaz sentou com as pernas cruzadas no estilo borboleta e apoiou os cotovelos nos joelhos enquanto apontou com as duas mãos para um lugar vazio exatamente à sua frente. Se ali sentasse, Kin colocaria seu prato praticamente colado nas pernas do Cabo. Havia outros lugares para sentar, mas Cian havia apontado especificamente para aquele e todos os outros marines do recinto observavam a cena incrédulos.

J:

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Marinheiro
Aika ficou extremamente desconfortável com a atitude dos outros marinheiros, já é bastante difícil tomar a iniciativa e com todo aquele silêncio e atenção de todos ali era difícil não sair correndo, mas ela foi firme em seu desejo de socializar, tanto por que naquele ponto não adiantava em nada correr, quanto pelo fato de seus pês parecerem pesar algumas toneladas naquele momento.
Ela insistiu perguntando se poderia se sentar e isso resultou apenas e mais pose de cara durão do sargento, comportamento inquietante do cabo e mais surpresa dos demais marinheiros, mas o cabo a convidou a sentar, então ela aceitou, porem o lugar era desconfortavelmente perto dele e ele estava em cima da mesa, mesmo Aika usando uma camisa sem decote ela sentou que aquele ângulo em que ele estava lhe dava uma visão muito intima do corpo dela, mas ela sempre foi muito tímida com seu corpo, então poderia ser apenas paranoia dela.
Então sentindo-se desconfortável com a proximidade ela colocou a bandeja apenas meio a apoiada na mesa e se sentou um pouco curvada e tentou começar uma conversa para quebrar o gelo.
-É um prazer conhece-lo cabo Cian, eu sou a soldada Aika Kin, hoje é bem... meu segundo dia... então eu pensei em quebrar o gelo um pouco... quero dizer é a primeira vez que eu tenho um chefe que não é parte da família... então pensei em... a sei lá... conversar um pouco, mas meio que não sei o que dizer. – ela terminou com uma risadinha desajeita e comeu mais um pouco de sua comida, agora quase terminando, em uma tentativa de ganhar tempo para pensar em algo para falar caso ninguém falasse nada ou dar tempo de outra pessoa puxar assunto.
-caramba, caramba, caramba, isso é tão tenso, eu não lembro de ser assim tão difícil quando eu tinha uma loja. Se bem que com a loja era fácil, as pessoas entravam e eu só tinha que convencer elas a comprar coisas ou me vender algo por um baixo preço para poder revender, bastava ser educada, aqui eu realmente to tentando fazer algo além de uma conversa amigável.

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- É um prazer conhece-lo cabo Cian, eu sou a soldada Aika Kin, hoje é bem... meu segundo dia... então eu pensei em quebrar o gelo um pouco... quero dizer é a primeira vez que eu tenho um chefe que não é parte da família... então pensei em... a sei lá... conversar um pouco, mas meio que não sei o que dizer.

O Cabo a olhava como se estivesse admirando um animal num zoológico. Seus olhos brilhavam encantados com a novata enquanto o Sargento continuou se alimentando como se nada estivesse acontecendo, completamente indiferente. Aparentemente aquela cena era exótica demais e todos ficaram realmente surpresos, porém, um a um eles pararam de observar tão fixamente e ficaram apenas olhando sem chamar tanta atenção, exceto pelo homem sobre a mesa.

- Segundo dia e já está sentada ao lado do “Sarge”!? Em algumas semanas estará pescando com o Capitão então. hahaha -

A gargalhada foi interrompida antes de atingir o seu auge com um simples olhar de Wolf. Cyan então fez um gesto como se estivesse passando um zíper em sua boca, mas voltou a falar, o que causaria confusão em qualquer pessoa. Estava ele lacrado ou seria sobre algo específico?

- Diga, minha flor… Qual a sua especialidade? Quais os sonhos e objetivos na Marinha? -

Ele voltaria a apoiar os cotovelos nos joelhos e dessa vez colocava as mais sob o queixo, apoiando a cabeça para prestar atenção bem de pertinho a tudo o que ela dizia. Parando apenas para gesticular ao soldado do rancho, o qual trouxe uma bandeja com mais alimentos, a qual ele colocou entre Wolf e Aika para livre degustação.

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Marinheiro
Por um instante Aika pensou em gritar com seus colegas que estavam observando, mas como aos poucos eles se acalmaram e pararam de reagir exageradamente ela também conseguiu se acalmar com apenas um olhar zangado para os colegas que ficaram encarando por mais tempo.
-Segundo dia e já está sentada ao lado do “Sarge”!? Em algumas semanas estará pescando com o Capitão então. hahaha
-Bem, não é contra o regulamento socializar com o sargento, embora as patentes a cima possuam restrições até onde eu sei. Além disso vocês dois sozinhos aqui e ele sendo uma das poucas pessoas que eu sei o nome, não tinha como não vir.
Aika ficou confusa com a interrupção vindo do olhar do sargento, principalmente por que ele não parecia estar entrando em nem um assunto significativo de nem uma forma, mas a soldado preferiu não se meter, basicamente pro que ela odeia mistérios e não estava afim de se envolver em um, pois esses sempre acabam em problemas.
- Diga, minha flor… Qual a sua especialidade? Quais os sonhos e objetivos na Marinha?
Aika se empolgou bastante com a pergunta, ela estava com seus pensamentos entalados a algum tempo e apesar de saber que não deveria monopolizar a conversa aproveitou o fato que ele estava curioso e decidiu aproveitar, ficando visivelmente mais confiante tanto em sua voz como postura.
-Bem, foi você que perguntou então não reclame se eu falar pelos cotovelos. Eu era uma comerciante, tinha uma loja de penhores que era de família, eu tinha um bom olho e lábia para isso, mas também trabalhando lá dês de pequena não é de se espantar, mas teve um incêndio e pior que foi enquanto eu estava fazendo uma reforma com dinheiro emprestado... ai ai, isso vai voltar para me morder mais cedo ou mais tarde... então eu não tinha o que fazer da minha vida, sem ter para onde ir, sem ter para onde voltar, com mais dividas do que dinheiro no bolso, sem um proposito. Pode se dizer que eu cheguei no fundo do poço.
A soldado fez uma pequena pausa para comer um pouco, permitindo algum comentário que ela iria responder depois se fosse o caso. E então continuou com um pouco de drama brincalhão.
-Então eu lembrei das histórias que meu pai me contava de quando ele fazia comercio na grande linha, todos aqueles contos de pessoas fortes e percebi que eu deixei a obrigação com a loja e o medo do perigo tomar as decisões por mim. rilinchinrilinchinrilinchinrilinchinrilinchinrilinchinrilinchinrilinchinrilinchinrilinchin

Ela fez uma pausa e com um sorriso sacana e apoiando um cotovelo na mesa disse:
-Eu fiz de meu objetivo ficar forte como as pessoas das histórias de meu pai, não é um objetivo de primeira qualidade, mas cria um proposito novo para minha vida.

Aika então estalou de dedos apontou para o cabo falou como se estivesse falando de uma grande sacada de negócios:
-Dito isso é logico que eu entraria para a marinha, eu pesei onde eu teria mais oportunidades de receber treinamento, suporte e instrução e me alistei. Eu poderia ter ido para outras organizações ou tentado a vida sozinha, mas as vantagens de me alistar superam as desvantagens. Além disso, o serviço da marinha pode parecer bastante com enxugar gelo nesse mundo cheio de crime e miséria, mas é um serviço nobre e necessário para esse mundo caótico.

Aika se levantou estendeu os braços como se estivesse apresentando algo incrível ao mundo.
-mesmo se a grande era dos piratas acabar, mesmo se o governo mundial terminar ou se tornar absoluto, mesmo se os piratas sumirem ou governarem o planeta, a marinha continuará necessária, a justiça pode nunca ser atingida como deveria, mas desistir dela jamais serra uma opção enquanto houver uma civilização, então trabalhar para a marinha é trabalhar para algo eterno.

Ela se sentou rindo como se tivesse ganhado na loteria e depois de alguns momentos assim ela se acalmou e terminou de maneira bem menos espalhafatosa.
-quanto a minhas pretensões, bem, atualmente estou pensando em aprender um pouco sobre forja e mineração, como eu não sou muito forte ainda pensei em compensar com um pouco de preparação e esforço criando algumas armas e armaduras, de resto acho que não vou me planejar tanto assim, da última vez que fiz planos eles pegaram fogo, literalmente.- e ela terminou rindo de sua própria piada.

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Pirata

- -Bem, não é contra o regulamento socializar com o sargento, embora as patentes a cima possuam restrições até onde eu sei. Além disso vocês dois sozinhos aqui e ele sendo uma das poucas pessoas que eu sei o nome, não tinha como não vir.

Cyan riu e até mesmo Wolf deixou uma risada no canto da boca aparecer.

- Errada você não está! -

Aika continuou respondendo as perguntas do Cabo e contou basicamente sobre toda a sua história, momento este em que Cyan prestou atenção parecendo bastante entretido e Wolf não, pois, o superior saiu da mesa sem despedir-se e fez apenas um sinal mostrando os 3 dedos para o auxiliar que pareceu entender perfeitamente o que se tratava.

- mesmo se a grande era dos piratas acabar, mesmo se o governo mundial terminar ou se tornar absoluto, mesmo se os piratas sumirem ou governarem o planeta, a marinha continuará necessária, a justiça pode nunca ser atingida como deveria, mas desistir dela jamais serra uma opção enquanto houver uma civilização, então trabalhar para a marinha é trabalhar para algo eterno.

- É uma maneira de ver…   -

- -quanto a minhas pretensões, bem, atualmente estou pensando em aprender um pouco sobre forja e mineração, como eu não sou muito forte ainda pensei em compensar com um pouco de preparação e esforço criando algumas armas e armaduras, de resto acho que não vou me planejar tanto assim, da última vez que fiz planos eles pegaram fogo, literalmente

- hahaha, você é divertida… Veja bem, nós iremos sair daqui a um tempo. O que acha de eu te apresentar ao responsável pelo armamento da Marinha? Ele pode te ensinar o que desejar aprender. Mas eu vou querer que faça uma arma para mim quando aprender, ok?   -

Com um belo sorriso, o Cabo parecia bastante animado com a situação. Afinal, ferreiros eram pessoas confiáveis e na Marinha, não havia qualidade mais desejada do que essa em um companheiro. Bastava um momento de hesitação para perder a vida. Se Aika aceitasse, Cyan a levaria até o local e a apresentaria ao mestre de armas que teria todo material para lhe ajudar. Caso ela não queira no momento, apenas continuariam a conversa e a alimentação.
J:

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Marinheiro
Aika notou a saída de Wolf e seu sinal de 3 sem entender, mas resolveu não perguntar principalmente por que estava focada no que estava falando, mas também por que se fosse algo importante para ela Cyan a informaria eventualmente, ou ao menos ela supôs que sim.
-hahaha, você é divertida… Veja bem, nós iremos sair daqui a um tempo. O que acha de eu te apresentar ao responsável pelo armamento da Marinha? Ele pode te ensinar o que desejar aprender. Mas eu vou querer que faça uma arma para mim quando aprender, ok?
-será um prazer chefinho. – respondeu ela já se levantando empolgada.
Em instantes eles foram para a forja da marinha, uma cabana adjunta a mansão que foi convertida em quartel, claramente destoante do resto da instalação, mas ligada as proximidades do arsenal.
A cabana de pedra com uma grande chaminé tinha um único quarto grande, em uma das paredes havia grandes recipientes com minérios e pós alinhados, uma maquina de martelar na parede oposta e ao fundo uma grande fornalha de tijolos com par de sopradores de grandes proporções ligadas nela. No centro da sala estava uma bigorna com martelos e pinças em um suporte de um lado e 3 caixas próximas a bigorna, uma com óleo cru, uma com areia e uma com agua, nas paredes varias ferramentas penduradas e em um canto uma grande mesa com vários trabalhos não acabados.
Encostado na bigorna e segurando um longo martelo estava cochilando um velho, quando os dois se aproximaram o velho abriu seus olhos que se mostraram absurdamente grandes dando um susto em Aika que deu um pulinho para trás
ferreiro:
-oi velho Mio, a novata aqui está querendo se tornar uma ferreira serra que você pode ensina-la? O nome dela é Aika.
-E por que eu faria isso Cyan? Isso da muito trabalho e eu duvido que essa menina fraquinha vai dar conta do calor
-Não seja mal com ela Mio, ela é bem motivada, além disso se tiver mais pessoas aqui na forja você poderá delegar parte do trabalho.
-Então muito bem, menina peste atenção no que eu vou te falar por que vai dar muito trabalho, então eu não vou repetir.
-Esse velho ta me ensinando apenas por preguiça.

Começo do aprendizado
O velho Mio se levantou e com um movimento de seu martelo bateu em um dos sopradores da fornalha provocando uma grande labareda e deixando o carvão extremamente incandescente e brilhante e depois faz o mesmo mais 4 vezes para deixar a fornalha pronta.
- A forja é bem mais simples do que parece, a muita mística espalhada por ai sobre o processo de forjar uma arma, mas tudo pode ser resumido ao material que você usa e o forno. Por exemplo olhe para essa areia preta.
Mio pega um molde retangular na ponta de uma asti e faz sinal para que Aika acompanhe-o, o que ela rapidamente o faz em silencio observando o que ele esta fazendo. Ele vai até uma das caixas de minerais e enche com uma areia negra com aparência metálica.
-Isso é areia mineral, basicamente tem um monte de ferro e magnetita nisso ai, é mais fácil de extrair do que minério de ferro, mas é mais impura. É muito utilizado pelos ferreiros por ser barato, mas a diferença entre espadas de boa qualidade e baixa qualidade feitas com esse material está basicamente no esforço e no calor que você vai precisar.

Mio leva o molde ao fogo e golpeia repetidamente os foles para manter o calor fluindo enquanto Aika apertava o outro fole, resultando na areia se transformando em um vulcão de faíscas enquanto as impurezas eram queimadas.
-Veja bem, o forno é a parte mais importante, é o calor dele que vai derreter o metal e queimar a impureza, se você tiver um forno quente o bastante você não vai nem mesmo precisar bater no metal, basta derrete-lo e jogá-lo no molde.

O velho Mio passa um martelo para Aika e então tira o metal laranja do forno colocando na bigorna e por cerca de 3 minutos os dois golpearam juntos o metal fazendo surgir faíscas para todos os lados antes dele retornar o metal ao fogo.
-Bater no metal é um processo que serve para moldar a arma, mas sua função principal é retirar as impurezas que tornam a arma de baixa qualidade e espalhar de maneira mais homogenia as impurezas que dão a flexibilidade da arma, nem todas as armas podem ser surradas para se tornar melhores, então o fogo se torna ainda mais importante.

Eles então se sentaram juntos na frente do forno alimentando os foles e jogando um pouco de carvão as vezes.
-Quer fazer armas boas? Não se concentre em ficar surrando o metal, isso só serve para dobra-lo e corrigir a fraqueza do seu fogo, concentre-se no fogo, com o calor certo você não precisara dar nem mesmo uma única martelada! Claro você vai precisar de um bom molde feito de metal ou argila. E você vai ter que fazer a moda antiga e martelar se estiver buscando fazer camadas de metais diferentes para conseguir preservar suas propriedades e isso por que nem mesmo falamos do acabamento ainda.

Depois de algum tempo, com o metal completamente liquido e não mais soltando faíscas o velho puxou de debaixo da mesa um molde de argila simples de um ligote de metal e derramou o metal liquido dentro até preencher e o deixou para esfriar. Depois pegou uma ferramenta meio terminada que tinha em cima da mesa e começou a demonstrar o processo de tempera como ele estava explicando.
-O acabamento é como eu chamo as últimas etapas da produção, primeiro a tempera, ele serve para adicionar dureza ao metal, se deseja que uma parte da arma seja mais dura do que o resto você vai precisar revestir a parte que deseja que seja flexível para ela não aquecer e nem esfriar. Eu uso argila. Você vai retornar a sua arma ao fogo até que fique rosada, mergulhar ela em óleo queimado e deixar esfriar por completo, limpe na areia e retire a areia, reaqueça até ficar azul e esfrie na agua. Se você aquecer demais ou não aquecer por igual no momento do resfriamento a arma vai entortar, mesmo que você desentorte a arma ficara mais frágil por causa disso.

Ele colocou a ferramenta terminada na mesa para ser usada depois e então apresentou a Aika suas ferramentas de polimento, mas não demonstrando, ao invés disso fazendo uma serie de movimentos com os ombros e pescoço como alguém cansado.
-Por fim tem o polimento, você vai pegar algumas lixas e escovas de aço de diferentes graus de aspereza e vai tirar as camadas mais externas do metal para deixa-lo bonito, liso e dar as laminas sua afiação, não adianta fazer laminas de material muito duro exatamente por isso, o corte vem do polimento e você não pode polir algo mais duro do que suas ferramentas. Quer uma lamina afiada? Esfregue, esfregue e esfregue as laterais do fio até estar fino o bastante para ter corte, mais fino quer dizer mais afiado, mas cuidado, fino demais e vai ficar frágil. Ácido, sal, conchas, lixas, escovas de aço, todas são ferramentas para desgastar o metal da maneira que você quer para atingir a forma ou aparência desejada.

O velho Mio se deitou de novo na bigorna e terminou seu discurso como se já quisesse voltar a dormir.
-Basicamente o que faz gente como Millie Judge o falecido Yoshikazu Teruma serem os melhores do mundo é o domínio desses conhecimentos que te passei e as ferramentas e matérias certos. Com certeza uma Saijo O Wazamono é feita com um material diferente de uma Wazamono, passou por um forno de calor diferente, foi martelada um número diferente de vezes e foi polida com materiais, tempo e forma diferentes. O esforço, tempo e experiência do ferreiro, junto com suas ferramentas e o material são igualmente importantes para conseguir produzir uma boa arma. Talvez tenha mais coisas, mas ai eu já não sei, não sou nem um ferreiro lendário, sou só um velho cansado.

Fim do aprendizado

Antes que Mio pudesse dormir de novo Aika começou a bater palmas como alguém impressionado com todo o conhecimento, o que ela realmente estava, mas também por que ela percebeu que ele iria dormir e ela ainda tinha algo a aprender com ele, sua estratégia funcionou mantendo o velho acordado e até um pouco lisongiado com as palmas.

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