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Desçam as velas, o navegador sumiu! Sab Abr 09, 2022 6:14 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Desçam as velas, o navegador sumiu!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata Nina Spades & Brina Britta. A qual não possui narrador definido.

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Akuma Nikaido
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"Now take a trip with me
But don't be surprised when things aren't what they seem"

Nina e Brina ficavam surpresas com a agilidade de Onimaru, mas também questionavam a própria origem de Douglas. O título formal com o qual Onimaru o chamava demonstrava que havia ainda algo por trás do ladino que ambas não entendiam. Enquanto andavam ao redor da árvore, começavam a notar algumas construções que poderiam simplesmente maravilhar a bruxinha. Tecnologia e natureza misturadas em uma coisa só, ambas se respeitando e extraindo o máximo uma da outra.


Anunciando a presença de Nina, logo uma cabeça surgia por aquilo que seria um buraco em uma árvore — ou uma janela? Difícil ter certeza. — Um carpinteiro? Está com sorte, trabalho com madeira. O homem possuía uma face em lua cheia, de tão redonda, com um osso atravessando seu nariz e um moicano ruivo completando sua aparência.


Descendo pela árvore, logo saía por uma porta na lateral do tronco e olhava para as duas garotas. — Qual das duas vai me levar até lá? Perguntava, enquanto segurava uma caixa de ferramentas.


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Shiro
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NINA SPADES - 06



- Eu levo você lá, Rechonchudo-san. - Disse Nina, sorrindo e erguendo o indicador da mão direita. A aparência diferente do sujeito captou a atenção da rainha, que estava maravilhada principalmente pelo vistoso moicano vermelho.

- Ei, Brina, vamos lá! - Chamaria a mink para acompanhá-los. Entretanto, caso ela decidisse ficar na cidade por algum motivo a rainha não objetaria. Ela sabia que por trás da aparência meiga da Princesa Bruxa se escondia uma poderosa combatente capaz de desvencilhar-se de eventuais problemas sozinha, por isso não se preocuparia em deixa-la sozinha por um tempo.

Iniciaria então a caminhada, esperando que o nativo a acompanhasse. - Antes da gente ir até meu navio, vamos dar uma passadinha ali, tem uma coisa que preciso pegar. - Diria para o carpinteiro, andando na direção do local em que Onimaru havia escalado a árvore. Esperava que por esse tempo sua coroa estivesse recuperada.

Caso o tritão não tivesse retornado, Nina olharia para cima com as sobrancelhas encrespadas de irritação, envolvendo a boca com ambas as mãos em um formato de concha para dar um berro. - EI, TRITÃO, CADÊ A MINHA COROA, HEIN? VOCÊ ESTÁ DEMORANDO DEMAIS! - E esperaria por uma resposta. Ficaria no lugar por alguns minutos para ver se o garoto dava as caras com seu amado artefato.

Se o tritão ainda não retornasse, Nina começaria a ficar inquieta. - Merda, acho que eu mesmo preciso pegar aquela coroa. - Diria, batendo freneticamente a ponta do pé direito no chão. Tentaria escalar a árvore com as mãos nuas, algo que claramente ela não conseguiria por sua habilidade em escalada ser próxima de zero. - Ei, Rechonchudo-san, um dragão roubou a minha coroa e parece que ela está num galho mais ou menos ali. - Apontaria para o lugar onde a mink tinha visto o reluzir do ouro alguns minutos atrás. - Teria como você pegar para mim? Eu vi que você estava dentro da árvore, talvez tenha um jeito mais fácil de chegar naquele galho. - A forma como a Nina pediria ajuda ao invés de comandar o homem demonstraria os primeiros sinais de fragilidade da garota, ela não podia ficar sem aquela coroa. Esperaria ali, roendo as unhas da mão direita e andando para lá e para cá. Não sairia do local até ter sua coroa de volta. Era a última lembrança do seu pai, perdê-la a destruiria completamente .

Estando novamente com a coroa, a monarca sorriria, encaixando-a na cabeça. - Agora vamos para o navio. - Anunciaria ao rechonchudo, ignorando o tritão caso ele estivesse na cena. Então caminharia até o lugar onde deixou seu barco danificado repousando.

Chegando no local, Nina apresentaria ela ao nativo. - Está é Zarolha. Como você pode ver ali, uns caras malditos destruíram ela. Se você arrumar para mim eu te pago, eu tenho uma graninha aqui comigo. Mas precisa ser rápido! Aqueles malditos podem voltar a qualquer momento. - Falaria tudo isso com o dedo indicador apontado para a Zarolha, sem abaixá-lo em nenhum momento.

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Brina Britta - 6

- Uau! Que lugar diferente… será que quem vive aqui são gnomos silvestres? KYAHH! O QUE? - Brina dava um salto ao ver o sujeito que surgia entre a árvore. Havia apenas uma coisa que causava mais calafrios na pequena do que gatos: a lua cheia. Conhecia os efeitos mágicos que o mero vislumbre do satélite natural poderia causar em seus instintos. - Ah… que susto! Senhor, você é muito redondo, está tudo bem com você? Pode ser um caso de caxumba orbital… ou você sempre foi assim? Rainha Nina, eu vou ficar por aqui mesmo! Parece um lugar excelente para encontrar mais ingredientes para fazer mais remédios, aquele que eu fiz para nós era apenas de emergência, eu preciso ter estoque pra que sempre tenhamos mais emplastos e poções em mãos!

Anunciado seu plano, se despediria de Nina com um aceno e andaria alegremente pela floresta. Utilizaria a grande árvore de referência, para não se perder, e somaria todas as suas habilidades para obter o melhor resultado possível: seus sentidos aguçados, capacidade de rastreio e conhecimento de curandeirismo.

Até aquele momento, já conhecia um pouco da flora local por conta de sua busca anterior, e dividiria sua busca em algumas categorias que julgasse mais essenciais. “Hm… preciso de ingredientes anti-inflamatórios: cravo, açafrão, funcho, arnica, hortelã-pimenta, macela, propólis. Antibactericidas: limão, alecrim, alho, echinacea, chá verde, mel, neem, orégano. Analgésicos: casca de salgueiro, tabaco, cerejas, menta, armorácia, semente de linho, jambu, mil-folhas, unha de gato, pimenta-caiena. Estimulantes: chicória, alfarroba, ginseng, cacau, café, ginkgo biloba. Hm… na dúvida, melhor também levar urticantes: gympie ferrão, heracleum mantegazzianum, beladona, acônito, mancenilheira, ongaonga, urtiga, parietária, artemísia, plantago.”

Citava e dividia mentalmente tudo que iria precisar, pois sabia que não precisava de todas elas para poder criar algo, mas quanto mais, melhor seria. Guardaria tudo com muito cuidado, principalmente as plantas urticantes. Colheria tudo pacientemente, imaginando que Nina fosse demorar com o navio, e assim que estivesse satisfeita com sua colheita e busca, retornaria para onde o homem rechonchudo havia aparecido. - Ai… será que alguém consegue me arrumar uma caixa? Eu preciso guardar essas coisas…


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Akuma Nikaido
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"I'm standing here
But it's all the same
And I'm running out of patience"

Nina e Brina separavam-se após conversarem rapidamente com seu novo acompanhante. O homem dava uma risada do jeito estranho com que as duas falavam, misturando uma pomposidade com uma falta de cortesia. — Não é à toa que me chamam de Marimaru*!


Nina parava logo antes de saírem para ver se Onimaru já havia recuperado sua coroa. Um pouco impaciente ao ver que o tritão não estava lá ainda, começava a bufar, já pensando em ela mesma ir atrás do objeto. Era quando via algo caindo em alta velocidade do alto da árvore.  — AHHHHHHHHHH! A rainha via o tritão caindo em alta velocidade, conseguindo usar seus dentes para morder a árvore e ir desacelerando aos poucos, apesar de ainda cair de maneira atabalhoada no chão. — Aiii! Esf-tou fche-io de farpas na lín-fgua!


Dizia, tentando ajeitar-se. — Aquele pássaro maldito parecia que tava rindo de mim enquanto me derrubava da árvore! — Ihh, problemas com Shishitori? O marceneiro dava uma boa gargalhada, achando graça da situação. Pelo jeito aquilo era algo comum naquela região. — Ele adora coisas brilhantes e não consegue se controlar. Está sempre rindo quando prega peça em suas vítimas. Ele é inocente, não faz mal a ninguém, mas se não dermos algumas oferendas reluzentes pra ele de vez em quando ele fica insuportável. Se quiserem mesmo recuperar seu pertence, vão ter de escalar por aqui mesmo. Posso emprestar meu kit se quiserem.




Caso Nina aceitasse a oferta, voltariam até a casa de Marimaru e ele diria que a esperaria lá. Do contrário, aguardaria a decisão de Nina sobre o que priorizaria, o navio ou a coroa. Brina, nesse meio-tempo aproveitava para começar a caçar os materiais que queria. Não era nem um pouco fácil e a tarefa era demorada, mas com seus sentidos aguçados e seus conhecimentos, a bruxinha conseguia juntar material suficiente para fazer um kit de cura. Possuía ervas que poderiam ser utilizadas para acelerar recuperação de ferimentos, para retirar dores, melhorar náuseas, até mesmo fazer uma boa nutrição para quem estava faminto. Talvez o gosto não fosse dos melhores, mas ei, o importante é não morrer de fome, não é mesmo? A noite já começava a cair quando finalmente dava-se por satisfeita. Via, entretanto, que em sua distração acabara afastando-se muito do ponto onde se separaram. Também não possuía local para guardar tudo que colhera. Usaria as mãos para carregar tudo? Como faria? Precisava resolver essa questão se quisesse retornar com seus novos itens para a casa de Marimaru.

N.A.: Mari significa círculo, em japonês
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NINA SPADES - 07



Brina escolheu ficar, o que fez Nina assentir com a cabeça. - Tudo bem, eu não vou demorar muito. Se você se envolver em algum problema, se esconde que eu já volto pra te ajudar. - Falou com a pequena e começou a andar com o homem cujo nome ela havia acabado de descobrir.

Sua primeira parada foi no mesmo ponto em que o tritão havia subido a árvore. Ao chegar no lugar, viu o bobalhão de cabelos azuis despencar da árvore, usando a boca para mitigar a queda. - Quê?! - Nina olhou aquilo assustada, abrindo muito a boca e arregalando os olhos, não acreditando que existia alguém com uma mordida tão forte como aquela. Mas sua expressão de surpresa durou pouco. Só foi perceber que o tritão não havia recuperado sua coroa que a rainha fechou a cara e os punhos, erguendo o pé direito para iniciar uma marcha até o paspalho. Ela estava doida para dar um cascudo nele. Porém as palavras do rechonchudo fizeram com que ela abaixasse o pé, desistindo da ideia do cascudo.

- Eu não sei escalar direito, mas pelo jeito eu vou ter que fazer isso já que esse idiota não serve pra nada… - Deu uma olhada de canto de ouro para Onimaru, tentando intimidá-lo. - Vamos lá! A Zarolha pode esperar um pouco. Já eu não posso ficar sem essa coroa de jeito nenhum.

Caminharia até a casa de Marimaru para pegar o kit do qual ele havia dito. Como sabia que não tinha muita habilidade com isso, a Rainha aproveitaria aquele tempo andando para fazer uma proposta ao homem redondo. - Ei, rechonchudo-san, você bem que poderia subir lá pra mim, hein? Se você fizer isso eu te pago, me dê um preço que eu pago! Sério, aquela coroa é tudo pra mim e eu nunca escalei uma árvore antes… Então, o que acha? - A monarca não tinha medo da escalada, ela realmente só queria ser eficiente e não perder tempo. Se o gorducho fizesse o que ela pediu, ela teria sua coroa mais rápido e toda aquela inquietação que ela sentia dentro de si por estar tão longe daquele objeto sumiria mais cedo.

Caso a proposta fosse aceita, esperaria Marimaru pegar seus itens e quando eles retornassem para a árvore a rainha ficaria esperando lá embaixo. Ficaria o tempo todo com o olho para cima, acompanhando cada movimento do homem até o limite de sua visão, cruzando os braços e batendo o pé direito no chão. Caso o homem descesse da árvore com o artefato, a monarca daria um largo sorriso e correria até ele de forma saltitante. - Obrigado rechonchudo-san! - Tiraria então a coroa de sua mão e a colocaria na cabeça.

Entretanto, se a sua proposta não fosse aceita, faria um bico com a boca e cuspiria no chão. - Tudo bem, seu chato… - Chegando na casa de Marimaru ela se armaria com o kit e retornaria até a árvore. Como o homem provavelmente teria dado instruções, ela seguiria esses aconselhamentos e iniciaria sua escalada na árvore, mesmo nunca tendo feito aquilo antes.

Pouco importa se ela caísse uma, dez ou cem vezes. Nina não desistiria. Usaria dos objetos entregues por Marimaru para se fincar no casco daplanta e em um avanço de cada vez tentaria subir até o maldito ninho. Assim que o visse, ela subiria o galho que o sustentava. Se conseguisse subir no galho, abriria bem os braços para conseguir um pouco mais de equilíbrio e se aproximaria do ninho. Caso visse sua coroa, a pegaria rapidamente, encaixaria em sua cabeça e começaria a descer a árvore fazendo os procedimentos reversos de quando subiu.

Porém, se o animal que criou toda aquela situação problemática aparecesse em algum momento, a Rainha não deixaria barato. - Então foi você que roubou minha coroa, seu vagabundo? Eu vim pegar ela de volta e se você tentar alguma gracinha eu te quebro todo, entendeu? - Apontaria o dedo indicador para ele, franzindo as sobrancelhas. E caso o animal respondesse à presença da rainha de forma agressiva, ela tentaria se desvencilhar do bicho primeiro balançando a mão na direção do animal. - Xô! Xô! Sai daqui, praga! - Mas se ela fosse alvo de algum ataque por parte dele e estivesse prestes a cair, para evitar despencar daquela altura toda ela impulsionaria seu corpo e se atiraria na direção do animal, agarrando no mesmo e tentando montar nele. - Você está maluco? Tentando me derrubar? Toma isso pra você aprender! - E em cima do bicho ficaria dando soquinhos na cabeça dele, nada muito forte, só para se vingar de todo o infortúnio que havia passado. Tentaria fazer peso com o corpo na bunda do animal para que ele pousasse no chão.

No chão e com a coroa, a Rainha retornaria à casa de Marimaru. - Será que a Brina já voltou? Ei, Rechonchudo, você não tem nada pra comer ai não? Tô com uma fome… - Colocaria a mão na barriga e se sentaria no primeiro móvel que visse. Comeria com furor qualquer coisa que o gordo lhe entregasse.

- Onde será que aquele Douglas se meteu? Patife, se ele não voltar até a Zarolha estar pronta eu vou deixar ele para trás. - Comentaria em voz alta consigo mesmo em algum momento.

Esperaria um pouco pela Brina, aproveitando o tempo livre para bisbilhotar tudo na casa de Marimaru. Mas o tempo limite de espera dela era de uma hora. Com a ratinha aparecendo ou não após esse período, a Rainha retomaria seus planos. - Acho que já dá para irmos para a Zarolha agora né? - Diria ao carpinteiro. Caso ele concordasse, Nina caminharia na direção do lugar onde tinha visto seu barco pela última vez.

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Brina Britta - 7

Nem mesmo as habilidades e familiaridade com o meio silvestre superavam a distração da pequena mink. Sua busca a levou para muito longe, e logo a noite começava a cair. Além disso, apesar da felicidade de encontrar uma série de ingredientes essenciais, deparava-se com um grande problema: não fazia ideia de como ia levar tudo aquilo para casa do sujeito que se propôs a ajudar.

Apesar de não ser uma grande manufatora, a bruxinha era criativa e possuía um excelente conhecimento de plantas. Para sua sorte, o que não faltava por ali eram matérias-primas para improvisar algo, e prontamente, Brina usaria seus sentidos aguçados para identificar árvores ou plantas com grandes folhas e as coletaria, arrancando com força pelo caule. Assim que juntasse uma boa quantidade, iria atrás de cipós, gramíneas ou plantas cujas fibras, folhas e caules, pudessem simular uma corda sem grandes dificuldades.

Uma vez que tivesse o suficiente, cuidadosamente abriria as folhas no solo, depositando os itens em cada categoria que separou mentalmente devido suas funções: anti-inflamatórios, antibactericidas, analgésicos, estimulantes e urticantes. Pacientemente, dobraria as folhas até que obtivesse 5 trouxinhas, firmemente amarradas pela outra folha usada para substituir a corda. “AAAAA ficou ótimo!” - alegraria-se, mesmo que tenha ficado uma porcaria. - Agora preciso voltar… e arranjar alguma coisa pra por tudo isso, não tenho como ficar carregando isso… JÁ SEI! VOU POR NO MEU CHÁP… - tocava a cabeça, lembrando-se que estava sem seu querido apetrecho mágico. - Ah. Poxa… Hunf… bom, fazer o que né? Kishishishi!

Com auxílio de seus sentidos apurados e sua habilidade de rastreio, faria o caminho inverso até chegar na casa de Onimaru. Lembrar-se dele a fazia sentir um arrepio, pois estava anoitecendo e evitaria levar seu olhar acima do horizonte, para não encarar uma possível lua cheia. “Ai… Douglas sabe navegar, e parecia ter uma noção muito boa do tempo… eu devia ter perguntado pra ele se ele sabe quando vai ter uma nova lua cheia, aliás, nova não, nova é outra lua, a lua nova não tem problema, acho que isso ia confundir ele, eu só perguntaria da próxima lua cheia! Por onde será que ele anda?” - pressentia o pior para seu amigo, e sentia sua falta.

Assim que conseguisse chegar na clareira, procuraria por alguém que a pudesse ajudar, preferencialmente o próprio Onimaru. - Ei, homem-lua! Por favor, eu vi que você sabe manipular madeira, não é mesmo? Você poderia me fazer uma caixa? Ou então vender! É isso! Eu tenho dinheiro! - inclusive, uma quantidade impressionante para uma bruxinha errante. - Eu preciso de um lugar para colocar minhas ervas medicinais, a propósito, eu posso até cuidar da sua caxumba orbital! - Caso não o encontrasse, mas outra pessoa estivesse por ali, a abordaria de maneira semelhante, exceto pela parte do “homem-lua” e da “caxumba orbital”.



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Akuma Nikaido
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"So take it or leave it
'Cause I don't believe it
And you won't receive it until you achieve it"

Nina estava acostumada a conseguir as coisas por meio de pedidos e de favores, mas às vezes simplesmente o mundo parecia conspirar contra e as coisas não davam certo. Recuperar sua coroa parecia ser uma delas. Afinal, se a rainha não conseguia nem mesmo garantir o símbolo de sua posição, como poderia garantir a sustentação de seu reino?


Marimaru balançava a cabeça negativamente ante o pedido de Nina, dizendo: — Eu até gostaria de poder te ajudar, mas tenho pavor de altura. Não conseguiria subir no primeiro galho sequer HOHOHO! Apesar da risada, mesmo a rainha conseguia perceber um tom de melancolia em sua voz. Sem dúvidas aquele medo já lhe trouxera consequências antes, sendo uma barreira intransponível para aquele homem. Sem querer perder mais tempo, a rainha logo ia em busca do kit para ela mesma escalar. E Onimaru? Bom, percebendo que não poderia mais fazer nada por ali, despedia-se e voltava a nadar pelo rio.


E, aos trancos e barrancos, Nina passava as próximas horas escalando a árvore. Apesar da falta de paciência e de querer adiantar o processo algumas vezes, obrigava-se a seguir as instruções de Marimaru, o que a levava a uma longa travessia. Se estivesse de bom humor, poderia apreciar a bela paisagem e o ar cada vez mais fresco à medida que subia 5, 10, 15, 30 metros. Mas tudo o que podia sentir era raiva e frio.


Com muito custo, finalmente chegava ao ninho da criatura, encontrando-a parada protegendo um buraco no tronco da árvore. Atrás dela, embora não pudesse enxergar muito bem com a fraca luz do sol durante o crepúsculo, ainda conseguia perceber o brilho de vários objetos. Talvez tivesse encontrado um verdadeiro tesouro ali. Shishitori abria as asas, tentando mostrar uma imponência e intimidar a rainha, mas não avançava nem tentava atacá-la. Apesar de tudo, parecia um ser dócil. O que Nina faria?


Enquanto isso, no solo, Brina havia finalmente conseguido juntar materiais o suficiente para garantir que não ficaria sem ingredientes tão cedo. Concentrava-se, agora, em decidir como carregaria tudo aquilo e, após mais um tempo de procura e muita criatividade, improvisava algumas cordas e utensílios, dividindo suas ervas em 5 categorias: anti-inflamatórios, antibióticos, analgésicos, estimulantes e urticantes. Notava que cada uma das categorias possuía ervas diversas e complementares que, ao todo, poderiam servir para fazer 20 usos generosos cada, ou se misturasse as propriedades entre si, poderia chegar a usar até 40 vezes.


Tendo finalmente terminado, usava de seus sentidos aguçados para retornar, ainda assim tendo certa dificuldade em levar todos os materiais. Quase que por uma fortuita sorte, mal chegava a seu destino e parte daqueles cipós arrebentavam, espalhando novamente suas ervas no solo. Mas agora, próxima de Marimaru, que a observava com um olhar curioso, fazia seu pedido. — Ora, mas é claro! E não precisa pagar em dinheiro não. Vou te pedir para deixar metade das receitas que fizer comigo, pode ser? Nós sempre temos bom uso para ervas medicinais. Quem sabe até meu irmão não aprende algo com você? Ria, começando a fazer medidas da quantidade de itens levados até ele por Brina, bem como do corpo da pequena Mink, a fim de decidir qual o melhor método para o utensílio novo. — Pode passar aqui amanhã de manhã para pegar, que já deve estar pronto!


Com seu objetivo concluído, Brina agora podia descansar. Ou iria preferir começar a fazer suas infusões? A garota tinha tempo de sobra agora até a manhã seguinte.

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NINA SPADES - 08



O animal abria suas asas, porém sem ousar dar um passo para frente. A rainha já tinha visto o reluzir do ouro no ninho e estava disposta a tudo para recuperar sua coroa.

Fecharia o rosto, olhando bem no fundo dos olhos do animal. Sua mão direita entraria dentro do casaco preto que a envolvia, apalpando seu interior até que ela sentisse a clava. - Você vai me dar essa coroa por bem ou por mal, galinha desgraçada. - Sua sobrancelhas franziriam e seu rosto mergulharia em uma expressão séria.

Sobre o galho, ela avançaria correndo na direção do animal. Seu rosto ainda estaria franzido, porém sua boca estaria sorrindo, não de felicidade mas como um animal preste a abocanhar sua presa. Ergueria a clava acima de sua cabeça durante o avanço, mostrando sua intenção de atacar. - AAAAAAAAAAAAA! - Gritaria até sentir a garganta raspar. Porém não atacaria o animal, parando o avanço quando estivesse bem próxima dele. O seu objetivo era assustá-lo, mostrar para aquele bicho que era ela que estava no comando daquela situação.

Entretanto, se o animal resolvesse atacar a Rainha, ela tentaria bloquear o ataque segurando a clava com as duas mãos, uma na base e outra mais perto da cabeça da arma, e posicionando o porrete de ferro na frente do golpe do animal. Repetiria esse bloqueio quantas vezes fosse preciso para que o bicho não a acertasse. - Você se acha, hein? Eu não queria te machucar mas foi você que pediu. - E ao ver uma brecha, avançaria um passo e daria um golpe vertical de baixo para cima no queixo do animal, visando assim atordoá-lo.

Seja intimidando ou desmaiando o pássaro, Nina iria até o ninho do animal e procuraria por sua coroa. Estava tão cega pelo objetivo de recuperar o presente que seu pai havia lhe dado que deixaria passar aquele tesouro considerável.

Encontrando a coroa ela a colocaria em sua cabeça e então desceria a árvore usando o kit de escaladas, fazendo o caminho reverso que tinha feito para subir. Novamente no solo, a monarca iria até a casa de Marimaru, onde despencaria sobre o primeiro móvel que visse e tiraria um breve cochilo, sem falar nada com ninguém. - Que merda, nunca mais subo uma árvore na vida… - Resmungaria antes de cair no sono.


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Última edição por Shiro em Qua Abr 27, 2022 7:48 pm, editado 1 vez(es)

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Brina Britta - 8

Brina dava um salto ao erguer os olhos na direção de Marimaru, crendo por meio segundo de que se tratava da lua cheia. - AHHH! Ei! Olá! Ahhh!! Você jura? É claro que eu posso! Minhas poções são as melhores! Você vai ver! Kishishishi! Hm… amanhã de manhã? Tudo bem então, preciso antes encontrar a Rainha Nina! Ei, espera um pouco, você conhece alguém aqui que possa me ajudar com venenos? NÃO QUE EU QUEIRA ENVENENAR ALGUÉM! Apesar de ser curandeira e conhecer muitas plantas, eu meio que tenho essa pequena falha de não conhecer os venenos a fundo… então preciso estar sempre preparada, sabe? Para criar antídotos, soros ou coisas do tipo, entende?? Há algum druída por aqui? Um venenumante? Ou alguns livros que possam me ajudar?

Caso o homem redondo não pudesse ajudar em relação a isso, a pequena então perguntaria por Nina. - Ah… que pena, então fica pra próxima, você sabe onde está a Rainha Nina? - e se positivo, agradeceria e procuraria pela sua capitã seguindo as orientações do carpinteiro e com seus sentidos aguçados.

- QUE ÓTIMO! Muito obrigada então! Até mais, homem-lua! Ei, sabia que eu sou da Ordem da Lua? Que coincidência, não é? Kishishishi! - e após rir, iria até o lugar indicado onde poderia adquirir seus novos conhecimentos.


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"Treasure, that is what you are
Honey, you're my golden star"

Tesouros. Alguns passam a vida em busca de um. Outros passam a vida protegendo o seu. Nina aparentemente pertencia ao segundo grupo. Mesmo notando que ali poderia ter muito ouro ao redor, seu foco era unicamente sua coroa. Vendo que Shishitori bloqueava a passagem, forçava um ataque para expulsar a ave. O pássaro olhava para a garota, como se percebesse que era apenas uma finta, mas no último segundo, fechava as asas e deixava a garota passar. Talvez percebesse que seu tesouro não seria atacado.


E era então que Nina via a cena. Diferentes tipos de metais reluzentes, desde moedas de ouro a mesmo lâminas quebradas criavam um ninho metálico. No topo do ninho, três ovos enormes estavam dispostos, e a coroa encontrava-se assentada em um deles. O pássaro roçava sua cabeça na mão de Nina, como se quisesse um carinho pelo bom trabalho que fizera.


Brina provavelmente adoraria ver aquela cena, mas a pequena mink agora procurava uma forma de aprender a identificar e falar mais sobre venenos. Marimaru ouvia o pedido da garota e falava: — Ora, mas é claro! Nossa tribo conhece bastante sobre medicina, embora tenhamos aprendido muito mais com um estrangeiro. Por isso adoramos conhecer coisas novas. Mas podemos ensinar nós mesmos também. Meu irmão deve chegar aqui daqui a pouco. Pode pedir a ele, mas deixe-o ver também o preparo de seus herbáceos!


Não demorava muito, de fato, para que um outro homem surgisse ali. Ao contrário de Marimaru, que possuía um rosto redondo, seu irmão possuía todo o corpo redondo. Era quase como se um queijo enorme encontrasse uma forma de andar por aí. Seu moicano azul contrastava com o vermelho de Marimaru. Após as explicações, o homem, denominado Daimari, aceitava ajudar Brina.



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NINA SPADES - 09



Finalmente a rainha recuperou a sua coroa. Ela encaixou o objeto no topo de sua cabeça, não conseguindo disfarçar a felicidade, sorrindo largamente. O pássaro começou a roçar em sua mão, o que fez Nina recuar para trás. - Sai daqui, praga! E se você pegar minha coroa mais uma vez… - Deixou a ameaça em aberto, demonstrando que não havia perdoado o pássaro pelo roubo.

Desceria a árvore usando o kit, indo com calma e tomando o máximo de cuidado para não perder a firmeza sobre os ganchos. Quando estivesse no chão daria um suspiro aliviada e caminharia até a casa de Marimaru. Apesar de cansada, estaria de bom humor, saltitando e assobiando uma música feliz. Saber que não havia perdido a única memória física de seu pai era algo muito reconfortante para a rainha.

Retornando à casa do nativo, a monarca se jogaria no primeiro sofá/banco/cama que visse pela frente. - Nossa, estou cansada… - Soltaria um ar pelo nariz com um gemido de prazer, já saboreando o repouso. - Ei, rechonchudo-san, você não tem nada de comer não? Estou numa fome, não comi nada desde que cheguei na ilha… - Colocaria a mão na barriga tentando disfarçar os roncos que ela dava. Se lhe fosse oferecida alguma comida, a aceitaria e engoliria com vigor, devorando-a sem nem mesmo mastigar direito.

Terminada a comilança (ou não, já que Marimaru podia não lhe entregar nada) a Rainha ficaria um tempo olhando para o teto, matutando. Depois de alguns minutos calada, ela viraria para o anfitrião com uma pergunta. - Ei, você acha que pode me ensinar algumas coisas sobre mexer com madeira? Tenho que esperar a Brina voltar e estou sem nada pra zer… E também acho que me ajudaria muito na criação das minhas armas, meu pai dizia que muitas vezes um machado com o cabo de madeira era melhor do que um com cabo de ferro! - Apontaria o indicador para cima, sorrindo, olhando nessa mesma direção como se a memória de seu pai falando estivesse tocando em sua mente como um filme naquele exato momento.

Caso o homem aceitasse o pedido, a Rainha sorriria, batendo palmas rapidamente na frente do rosto. - Obrigado, rechonchudo-san. - Esse era o lado amigável da rainha que se alguém visse fora de contexto jamais pensaria que ela, na maioria das vezes, era rude e estourada.

~ APRENDIZADO DE PERÍCIA: MARCENARIA ~

Como Nina não tinha habilidade alguma com o manuseio de madeira, Marimaru decidiu que ela deveria começar pela marcenaria. Passaram então algumas horas treinando, com Marimaru dando as instruções para que Nina montasse uma estante para ele. Como ela tinha habilidades no manuseio do ferro e alguma noção de criação de estruturas, o aprendizado dessa habilidade começou com certa facilidade. Porém logo os problemas apareceram e a Rainha percebeu que a madeira era um material bem mais delicado que o ferro, precisando de cuidados específicos para que não se quebrasse, empenasse ou rachasse. Ficou horas tentando construir a estante e toda vez que falhava o rechonchudo dizia onde ela havia errado e dava algumas dicas. Depois de muitas tentativas ela finalmente conseguiu construir um móvel com três gavetas, acreditando ter internalizado os ensinamentos de Marimaru ao ponto de poder usar aquela técnica mais vezes.

~ FIM DO APRENDIZADO ~

- Meu deus, isso foi cansativo… - Estaria com a língua para fora e com os olhos ligeiramente fechados de cansaço. Sentaria novamente e ficaria alguns minutos retirando farpas de madeiras de seus dedos. - Ai ai! - Resmungaria caso sentisse algum desconforto.

- Rechonchudo, vou tirar uma sonequinha, tudo bem? Se a Brina voltar você me acorda? - E sem nem mesmo esperar para ouvir a resposta do homem, despencaria no sono, roncando alto. Sonharia com uma Brina rechonchuda feita de madeira.



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Última edição por Shiro em Sex Abr 29, 2022 8:40 pm, editado 1 vez(es)

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Wolfgang
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Brina Britta - 9

Alegremente, a pequena recebia o irmão do marceneiro que surgia na melhor hora possível. - KYAH! Que ótimo! Ei, seu irmão disse que você poderia me ensinar a respeito de venenos, em troca de alguns medicamentos que eu posso fazer! Podemos começar então? Kishishishi!

~ APRENDIZADO DE PERÍCIA: TOXICOLOGIA~

O homem se apresentava como Daimari e prontamente retirava alguns livros da estante, espalhando-os sobre a mesa iluminada com um lampião. Brina olhava tudo com muita euforia, pois estava extremamente curiosa com o que poderia aprender com tudo aquilo.

O primeiro passo, dizia, era saber como identificar uma planta venenosa. E também, o mais difícil, pois normalmente elas não diferem muito das não-tóxicas, e portanto o ideal é estudar e reconhecer as plantas pelo seu espécime. Daimari abria alguns livros e mostrando as gravuras para Brina, apontando uma por uma e dizendo seus nomes: comigo-ninguém-pode, o copo de leite, a taioba brava, bico de papagaio, mamona, pinha roxa, espirradeira, cicuta maculata, abrus precatorius, atropa belladonna, ricinus communis, taxus baccata, ageratina adenophora, aconitum, datura stramonium, hippomane mancinella… eram dezenas com formas e cores diversas, e de fato havia pouco padrão entre elas.

Os efeitos dos venenos também variam imensamente. A Nerium Oleander é considerada a mais venenosa do mundo, afetando diretamente o coração, a Cicuta Maculata além de matar, pode também causar amnésia, convulsões violentas e dores musculares intensas, a Atropa Belladonna possui efeito paralisante, enquanto a Taxus Baccata atinge o sistema respiratório violentamente.

Era assustador, e ao mesmo tempo fascinante, para a pequena que via atentamente todos aqueles nomes e efeitos terríveis. Imaginava-se colhendo uma dessas por engano e produzindo um remédio fatal, e a imagem de ferir um de seus amigos a arrepiava por completo.

Além das plantas, acrescentou, os cogumelos também são essenciais no entendimento da toxicologia, muitos deles são alucinógenos, mas alguns se consumidos podem oferecer uma viagem sem volta. Felizmente, ao contrário de plantas e ervas, o reconhecimento de um cogumelo tóxico é muito mais fácil: costumam ser mais coloridos e suntuosos, apesar de não ser uma regra, e por isso é igualmente importante estudar a fundo sua procedência para saber se oferecem risco ou não.

Amanita Muscaria, que pode causar vertigem, sono, náusea e alucinações, o Amanita Abrupta é extremamente tóxico e causa efeitos semelhantes a cólera, a Galerina Marginata cresce próximo de madeira morta e se consumido pode danificar o fígado, já a Gyromitra Esculenta ataca outros órgãos vitais e pode causar a morte rapidamente, assim como o Amanita Phalloides provoca lesões graves no organismo ao ponto de levar a falência hepática. Daimari mostrava um a um nos livros, mostrando nas gravuras suas principais características e diferenças.

Após introduzir o básico, entregou os livros para Brina que passou horas lendo-os com cuidado, memorizando cada uma das plantas venenosas e fazendo pequenas anotações em um papel oferecido pelo irmão de Onimaru. Como era curandeira, já possuía um vasto conhecimento nesse sentido, precisando apenas separar uma nova categoria.

~ FIM DO APRENDIZADO ~

-Ai… to tonta… - após horas de estudos e aprendizado, encarando centenas de gravuras de plantas, cogumelos e até mesmo animais venenosos, a pequena se sentia muito cansada. - Estou exausta, Seu Maru… hoje não vou poder fazer mais nada, tudo bem se amanhã eu fizer os remédios? Eu precisava de um lugar pra descansar… posso dormir por aqui? A Rainha Nina já voltou?!? - em caso afirmativo, a pequena deixaria o cajado escorado em uma parede, e por hábito colocando o chapéu que não estava usando em sua ponta. Por fim, aninharia próxima de sua amiga como fosse, para finalmente poder dormir.



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Akuma Nikaido
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"Near the village, the peaceful village
The lion(ess) sleeps tonight "

A seu modo, tanto Nina quanto Brina procuravam aprimorar-se para poderem ser úteis ao novo reino. Separadas, porém juntas, passavam boa parte da noite treinando até que, por fim, dormiam. Claro, ambas não só alimentavam-se como adquiriam o conhecimento de que a outra estudava ali perto, o que dava um senso de foco para ambas.


E no dia seguinte, o Sol raiava e acordava a ambas, que sentiam-se revigoradas após umas boas horas de sono. — Shishitori ajuda a quem cedo madruga. Bom dia, meninas! Dizia Marimaru, sorridente. Daimari já havia saído para caçar e obter um pouco de comida, mas logo estaria de volta.


Marimaru puxava uma cadeira e sentava-se, oferecendo outras duas para as garotas sentarem. — Sabe, Nina-san, se você houvesse tentado ferir Shishitori, não estaríamos aqui te ajudando nesse momento. Mas ele aceitou que entrasse em seu ninho, ou não teria conseguido sua coroa de volta. Ele é um pássaro especial, sabe reconhecer boas pessoas. Mesmo quando essas pessoas às vezes sequer se reconhecem...


O tom melancólico do final contrastava com o sorriso sincero que mostrava. Mas logo Daimari chegava com várias frutas e plantas, além de alguns peixes para fazerem o desjejum. Quando terminassem, cada um dos irmãos chamaria sua respectiva pupila para prepararem-se para os próximos ensinamentos.



Histórico:
Brina:


Nina:
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NINA SPADES - 10



A rainha abriu os olhos com certa dificuldade e percebeu que havia caído no sono. - Merda, não era pra eu ter dormido, temos que sair logo… - Comentou enquanto passava as costas da mão no canto da boca para tirar um rastro de saliva que ali estava. Percebeu que sua companheira dormia do seu lado, pequena e fofa como sempre. Vê-la naquela posição tão frágil e dócil só realçava ainda mais o seu caráter gracioso. Nina deu um sorriso e levantou-se, tentando não acordar a bruxinha.

- Bom dia, Rechonchudo-san. - Por algum motivo a monarca tinha problemas em falar o nome do homem, preferindo usar o apelido que ela mesmo havia criado. O homem comentava com a Nina sobre o pássaro e a empatia sensitiva que ele parecia ter. - Eu não vou mentir não, rechonchudo… Eu ameacei ele, sabe? Pô, ele roubou minha coroa, eu não ia deixar barato. Mas quando vi que ele não ia me machucar eu também não vi motivos para machucar ele. Mas olha, seria bom vocês ensinarem pra ele ser um pouco mais cuidadoso. Se um dia ele roubar a coroa de uma rainha mais sanguinária do que eu, bem, as coisas podem não acabar muito bem… - E quando terminou de falar, Daimari chegou com a comida.

A Rainha beliscaria algumas frutas mas o principal do seu café da manhã seriam os peixes, comendo-os até sugar a espinha. Finalizado o banque matinal, Nina pousaria ambas as mãos sobre a barriga cheia e pensaria um pouco. - O burro do Douglas sumiu… - Apesar de ter falado mais cedo que iria embora sem ele caso ele não aparecesse a tempo, no seu interior ela sentia-se incapaz de fazer isso. - Eu tava pensando, Rechonchudo, se não dava para você me ensinar umas coisinhas a mais com a madeira? O que você me ensinou vai me ajudar a fazer as armas, mas talvez eu poderia aprender alguma coisa pra fazer uns curativos na Zarolha. - Faria uma pausa, ficando de pé e suspirando por conta do cansaço pós refeição. - Além disso, estou esperando um idiota que sumiu desde que pisamos na ilha. Talvez você possa me ajudar, você viu por aí um cara meio alto, cabelo vermelho e que fala pra caramba?

Sendo a resposta positiva ou não, Nina se prepararia para aprender mais um pouco sobre a arte de manusear a madeira. Apesar de no dia anterior estar sendo movida com uma certa sensação de urgência para arrumar a Zarolha por conta do retorno dos marinheiros provavelmente ser eminente, a situação agora era um pouco diferente. Primeiro, Douglas havia sumido, o que tornava a saída da ilha improvável, já que a Rainha não teria estômago para deixar um amigo para trás. Segundo, infelizmente ela acabou dormindo de tanto cansaço e um dia já havia passado. Então como o tempo já não estava mais do lado deles ela não viu problema em atrasar um pouco mais a partida da ilha para aprender uma habilidade que seria muito valiosa no longo prazo durante sua jornada de vida.

~ APRENDIZAGEM DE PERÍCIA: CARPINTARIA ~

- Tudo bem, Nina-san, vamos tratar agora da carpintaria, que nada mais é que usar a madeira para fazer construções maiores, como barcos por exemplo. - Diria Marimaru, caminhando para fora da casa. O homem andaria até atrás de sua residência e puxaria uma canoa inacabada. - Acho que seria bom você começar com uma embarcação pequena, para pegar o jeito da coisa… - Sorriria, anunciando o início de mais uma aula.

Ele então ensinaria Nina sobre as partes do navio e como que diferentes madeiras deveriam ser utilizadas para compor cada parte. Ele explicaria também os cortes, a espessura, o manuseio e as ferramentas que deveriam ser usadas para tratar da madeira em construções de larga escala. Depois de um bom tempo explicando, ele partiria para prática. Nina começaria a montar o restante da canoa pré-fabricada seguindo as instruções do nativo. Demoraria quantas horas fossem necessárias para aprender, sempre ouvindo-o com muita atenção. Uma pirata que soubesse tratar de um navio teria mais chances de navegar cada vez mais longe.

Finalizado o aprendizado, a monarca retornaria para o interior da casa de Marimaru.

~ FIM DO APRENDIZADO ~

- Eu sempre trabalhei com ferro, sabe, nunca dei muita bola pra madeira, achava muito fraca. Mas o que você me ensinou pode me ajudar muito… - Ela estaria conversando com seu mestre no mesmo momento em que atravessaria a porta da casa. Não demoraria muito tempo até ela pedir alguma coisa. - Ei, rechonchudo, você não tem nenhuma bebida não? Uma cachacinha, sei lá. Faz tempo que não bebo nada e agora seria uma boa hora de beber! Ah, vamos lá, me diz que você tem alguma coisa! - Daria uns tapinhas nas costas dele, gargalhando. Caso ele lhe oferecesse bebida, Nina beberia sorrindo, satisfeita com aquele momento de descontração.

Em algum momento ela pediria outra coisa para Marimaru. - Rechonchudo, será que não teria como eu pegar uma lasca da árvore gigante de vocês não? Eu pensei numa arma muito boa e um cabo com aquela madeira seria perfeito. Você não consegue descolar um pedacinho pra mim não? - Se tinha uma coisa que Nina era boa era em pedir e ela não se sentia nenhum um pouco mal por isso.

Se Brina finalizasse também o seu aprendizado com o irmão de Marimaru, Nina se aproximaria de sua companheira. - Ei, Brina-chan, acho que podemos ir até a Zarolha agora, o que acha? - Perguntaria para ela com ambas as mãos na cintura. - Depois do rechonchudo ajeitar ela nós podemos ir atrás daquele idiota do Douglas. Ele deve estar sendo perseguido por algum pássaro gigante por ai… - Reviraria os olhos só de pensar no seu súdito desaparecido.

- Podemos ir lá agora, rechonchudo-san? - Questionaria o mestre carpinteiro. Caso a resposta fosse positiva, Nina caminharia na direção do lugar onde havia deixado a Zarolha repousando, esperando que Marimaru e Brina a seguissem.


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Brina Britta - 10

- Uahhhhhh! Bom dia, Rainha Nina! Fico feliz que tenha recuperado a sua coroa! Agora só falta meu chapéu… ele não estava no ninho? Poxa… Onde ele pode estar?!? Douglas ficou com ele? Por onde será que ele anda? Também não estava no ninho? - já acordava enchendo sua companheira de perguntas, a coroa parecia apenas uma pequena parte de muitos problemas e desaparecimentos, sentia pelo seu amigo desaparecido, ou fugitivo, ainda não estava claro para ninguém o que poderia ter acontecido. Ouvia a rainha conversar a respeito do pássaro que roubara a preciosa coroa de Nina, mas ainda se sentia nua sem seu apetrecho tão característico de uma feiticeira.

Havia prometido um unguento para seu anfitrião, e portanto após o farto desjejum, prontificaria-se a arregaçar as mangas e cumprir seu trato. Chamaria o irmão de Marimaru para que pudesse acompanhar seu trabalho. Em uma superfície adequada, separaria o suficiente para o que julgasse ser o mínimo para um bom medicamento. “Hm… posso usar duas ervas analgésicas para que o foco seja aliviar as dores, uma armorácia e uma unha-de-gato deve bastar, e usarei um anti-inflamatório, como o cravo e algumas folinhas de alecrim como um antibactericida, esses dois últimos elementos vão servir para sintomas e situações mais genéricas que possam ser usadas a qualquer momento!” Amassaria cuidadosamente os 4 ingredientes até obter uma pasta, e guardaria em algum pequeno pote disponível.

- Seu Maru! Aqui está! Essa pomada pode ser usada diversas vezes e para várias ocasiões, tem um forte poder analgésico e evita infecções, então qualquer cortezinho ou hematoma, se aplicado no local rapidamente vai te curar! Eu chamo de… Shishitori! - entregava alegremente, orgulhosa da sua simples, mas efetiva criação improvisada. - Seu Maru, nessa caixa há alguns recipientes também? - perguntava, assim que recebesse o objeto prometido pelo sujeito. - Ei, Seu Mari, você entende de venenos e vi vários livros… será que você também poderia me ajudar na questão de entender o corpo humano mais a fundo? Apesar de conhecer muito sobre curandeirismo, esse tipo de conhecimento iria me ajudar a ser cada vez mais precisa ao cuidar de meus amigos… por favor!

~ APRENDIZADO DE PERÍCIA: ANATOMIA~

Daimari se preparava para mais uma manhã de ensinamentos. Pegava alguns livros e com eles, um pequeno e detalhado modelo humano de madeira, possivelmente confeccionado pelo seu irmão marceneiro. Ele havia muitas camadas, pois revelava os principais tecidos e órgãos humanos de uma maneira didática e desmontável.

Primeiramente, o homem introduzia o estudo dividindo o corpo humano em vários sistemas, apontando os principais órgãos e funções de cada uma delas.

Iniciava pelo sistema tegumentar, que é formado pela pele, cuja principal função é evitar a perda de água, promove a percepção do tato e protege o corpo de forma superficial. O sistema esquelético, este também complexo e formado por ossos, cartilagens e ligamentos, auxilia na movimentação do corpo, protege órgãos internos e armazena sais minerais. Por serem muitos ossos, este exigia um estudo mais detalhado e demorado.

Daimari usava o modelo e apontava osso por osso, nomeando-os e explicando a função principal de cada um deles, usando de auxílio os livros e permitindo que Brina tomasse nota de suas observações. E após mais de 200 ossos serem detalhados, o homem seguia adiante com o sistema muscular. Este também atua na manutenção dos movimentos, da postura e da força dos humanos, e através do modelo era apontado os principais músculos e os que mais costumam se romper e causar problemas.

O sistema seguinte era o cardiovascular, formado pelo coração e vasos sanguíneos e responsável pela circulação de sangue pelo corpo. Assim como o sistema linfático, de drenagem que é relacionado com a remoção de excesso de líquidos, proteínas e outros.

O sistema nervoso era um dos mais complexos, formado por nervos, terminações nervosas e gânglios. Explicava que era através dele que era possível perceber o meio, os sentidos, os pensamentos e a interpretação do cérebro em relação a tudo que nos cerca. Seguido do sistema digestório, responsável pela digestão, absorção de nutrientes e excreção daquilo que não era interessante ao corpo. O respiratório, como se era de se imaginar, responsável pela garantia do oxigênio nos pulmões e eliminação de gás carbônico, essencial para a vida.

E então mostrava o sistema urinário, importante para a filtragem de sangue pela urina. E por fim deixava o sistema reprodutor, o que deixava a pequena um pouco constrangida, mas buscava encarar aquilo de forma natural e meramente médica.

Com todos os sistemas devidamente apresentados, Daimari permitia que a bruxinha se aprofundasse com ajuda dos livros e do modelo, deixando-a por horas lendo e estudando os inúmeros nomes, funções e sistemas da anatomia.

~ FIM DO APRENDIZADO ~

Estava tão cansada e compenetrada nos estudos que mal notou a aproximação de Nina assim que terminava suas últimas anotações. - Ah, sim! Claro! Espero que Zarolha esteja bem… já sinto que faz dias que estamos longe dela, e a situação da pobrezinha não era das melhores, mas vejo que você agora sabe como cuidar dela! Ei, vocês viram aquele homem-peixe-macaco? Por onde será que ele anda… parece que ele conhecia Douglas, e Douglas?!? Onde será que ele está? Ai… é muita coisa pra pensar… - daria uma pausa, respirando fundo. - Seu Maru e Seu Mari! Muito obrigada por tudo! Espero que meu Shishitori os ajudem, somos eternamente gratas pela ajuda!

E assim que permitissem, deixaria a casa dos locais e acompanharia Nina na volta até Zarolha.



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