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Pra sempre é muito tempo. Qui Jan 20, 2022 6:31 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Pra sempre é muito tempo.

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil John Adam. A qual não possui narrador definido.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Dom Mar 13, 2022 12:41 am

Pra sempre é muito tempo. | Post - 08.


Após algumas horas na torre do sino de uma Igreja, conseguia perceber que o horário de entrada pros funcionários teria se dado início. - Muito bem, vai começar a festa. - Dizia em tom baixo, enquanto estaria saindo daquela igreja, visando não me trazer muitos olhares.

Ao me aproximar do Porto novamente, outra vez iria falar com a mulher. - Agora posso finalmente entrar, certo? - Soaria de uma forma um pouco rude… porém não falava de jeito agressivo, seria uma ironia se não fosse pelo meu estresse. Esperava então que ela me orientasse o caminho que eu teria de seguir ou então, que fosse guiado, para poder finalmente começar meu "trabalho". A partir deste momento, começava a observar todos os lugares e detalhes daquele barco, e também buscava atentar minha Audição quanto a conversas que poderiam estar acontecendo em outros cômodos, principalmente informando sobre meu alvo. Do mais, seguiria até as Caldeiras, ou onde me fosse informado primeiro e realizaria o que precisasse, de a questão fosse um troca de roupas, não deixaria minhas pistolas a vista até ter a certeza de que não estaria sendo observado, as guardando na roupa que me seria dada, da melhor forma. Não deixaria minhas vestes normais em qualquer lugar, se fosse o caso, buscava as manter perto de mim buscando qualquer item, como uma bolsa ou uma sacola, que pudesse carregá-las.

Por fim, estaria então no último andar do barco, as caldeiras. Iria averiguar todo o ambiente para me acostumar com ele da melhor forma possível e o mais rápido que pudesse, como, teria feito com ambos os dois andares anteriores. Ouviria quaisquer instruções que poderia receber, afinal não seria uma escolha, porém não me importava, apenas iria concordar com as besteiras faladas e iniciar meu "trabalho". Estaria a todo momento, atento às vibrações sonoras do ambiente, para que pudesse perceber quando os convidados estivessem chegando e ter uma base para o horário de partida do barco, isso claro, se não tivesse relógios ali no convés.

Legendas:
- Falas.
- "Pensamentos."

Damian Black:

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Re: Pra sempre é muito tempo. Qui Mar 17, 2022 1:58 pm

Pra sempre é muito tempo



Com o horário combinado se aproximando, Damian acabava por sair de forma furtiva do sino da igreja, escapando de olhares curiosos que estavam ocupados demais prestando atenção na incrível arquitetura do lugar e no sermão do padre que se iniciava. Assim, o atirador chegava sem muitos problemas até a embarcação, dessa vez se deparando com uma pequena fila de homens, bem como aquela mulher que havia negado sua entrada anteriormente, além de outros dois grandes homens vestidos com terno e óculos escuros.

Quando enfim chegou a vez de Black, a mulher sorriu de forma simpática, verificando o nome na lista e confirmando que ele estaria inscrito para o cargo. — Muito bem senhor, após a revista poderá acompanhar os demais funcionários até as caldeiras. Lá haverá o responsável pela equipe que irá instruí-los sobre o trabalho. — E sem imaginar que seria revistado naquele momento, um dos homens de terno se aproximava e começava a tatear o corpo de Black, até que sentiam a arma no coldre do atirador. — Proibido entrar armado, colega. Se quiser, podemos deixar no depósito para ser retirado quando sair, ou se preferir deixe-o no lado de fora da embarcação. — Dizia um dos guardas com naturalidade, afinal não era incomum que pessoas andassem armadas por aí.

Preocupado que isso poderia atrasar seus planos, ou chamar atenção indesejada por agora saberem que Black havia tentado entrar com uma arma, o atirador precisava bolar um plano para entrar na embarcação com posse de sua pistola. Talvez ocultando-a em seu corpo, ou quem sabe jogando-a em algum lugar longe da visão dos demais para que pudesse buscar em outro momento? Independente de como executaria, seria necessário pensar rápido antes que a entrada dos funcionários se fechasse para enfim dar entrada aos convidados.

Por falar em convidados, a afiada audição de Black conseguia captar com facilidade algumas informações enquanto estava na fila de entrada. Boa parte eram coisas triviais, com alguns funcionários ordenando que outros fizessem determinadas tarefas para os preparativos estarem perfeitos. Hector era mencionado a todo momento, visto que era o aniversariante, bem como seu pai, o ex-prefeito Victor. Pelo que conseguia captar pela opinião dos funcionários, Victor e sua esposa, Helena, eram particularmente exigentes com os detalhes na decoração, motivo pelo qual tudo precisava ser impecável. Em apenas um único momento foi mencionado o nome de Giovanni, quando comentaram sobre a beleza de sua esposa e que ela era “areia demais para o caminhão do político”. Ademais, comentaram também sobre os aposentos que eles, bem como o ex-prefeito, teriam reservados para caso quisessem se ausentar da festa para descansar ou ter um momento mais privativo, mas seria difícil estipular onde os funcionários estavam se referindo uma vez que Black estava longe demais para acompanhar a conversa.

Damian Black:


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Re: Pra sempre é muito tempo. Sab Mar 26, 2022 12:19 am

Pra sempre é muito tempo. | Post - 09.


A situação ia cada vez se afunilando mais e mais, e chegamos em um momento crítico. - "Merda… Droga! Não vou arrumar confusão aqui, vamos ver no que isso vai dar lá dentro…" - Não era fácil lidar com essa situação assim em cima da hora, porém procurava manter a calma e não transmitir a aflição. - Certo amigo, as deixarei no depósito. Mas, prefiro que eu mesmo as deixe lá. Podemos ir? Não quero me atrasar no serviço. - Procurava ser direto e sério, porém não falando de uma forma grosseira ou que fosse se quer parecer intimidadora.

Imaginava que não teria problemas quanto às minhas exigências, aliás, apenas pedi para eu as levasse. - Aliás moça, eu tenho que trocar de roupa né? Você vai me dar ou o que? Funciona como? - Diria antes que partíssemos, aguardando a resposta. Portanto, seguiria o caminho e/ou as instruções do segurança nesse pequeno trajeto até a sala, e não deixaria de me atentar a todas as conversas que eu pudesse ouvir. O trajeto seria de fato mais importante do que parece, o usaria para verificar e averiguar tudo e todos que eu pudesse, por todo lugar que passasse. Com o auxílio de minha Audição, buscava analisar tanto o ambiente quanto as pessoas, para que soubesse e tivesse minimamente a ideia de quantas pessoas já haviam ali, quais pessoas, e dos cômodos.

Por fim, esperava concluir a pequena caminhada sem muitas preocupações e interrupções, estando agora onde seria o depósito. Observava todo o local, sua entrada, o caminho que teria me levado a ele, outras portas ou corredores ao redor, e a movimentação. E após, se estivéssemos um do lado do outro em frente a porta, e percebesse que o mesmo não viria com iniciativas, movimentava minha mão até a maçaneta, esperando que conseguisse abrir a porta, e ver o espaço lá dentro. Caso estivesse trancado, tentaria girar a maçaneta mais uma vez, e então viria a recolher minha mão, ao mesmo tempo que olhava para o segurança. - Então amigo… - Esperava que ele entendesse sem muitos detalhes. Se o segurança já fosse abrindo a porta sem muita firula, esperaria a ação enquanto aproveitava para observar melhor todo o interior do local da forma que pudesse, e se me fosse permitido, adentrar ao mesmo, enquanto varreria todo o ambiente com meus olhos. - Diz aí, a sala fica trancada, fica alguém aqui na porta, como funciona? - Diria enquanto levava minhas mãos a ambas as pistolas, e as retirava do coldre de forma devagar, e de certa forma intuitiva, onde indicaria ao guarda que não buscava geral confusões. Aguardava suas respostas e também afirmações, sobre como ou onde deixaria ambas as armas.

A princípio, minha preocupação seria encontrar apenas vasculhando visualmente, alguma corda, ou cabo de aço, ali dentro daquela sala. Buscava não dar indícios de estar interessado nas coisas ali, e de forma sutil, giraria levianamente em meu próprio eixo, enquanto ele falasse, como se estivesse "matando" o tempo. - Certo… - Diria quando o mesmo encerrasse suas falas. - Bom, as deixaria aqui. - Caso não houvesse recebido ordens diretas de onde as deixar, falaria a frase enquanto andava em direção a algum canto do cômodo, e se conseguisse perceber uma corda/cabo de aço, iria nesta direção. - Olha, espero não termos problemas quanto a este lugar, não estou no clima para discussões… - Como uma forma de distrair sua atenção para minhas falas, buscava tirar a atenção do que estaria fazendo furtivamente. Se tivesse um dos itens, ou algo semelhante, usaria meu corpo para tapar a visão visão segurança daquele local, enquanto deixaria minhas pistolas em qualquer lugar que visse, ao mesmo tempo que de forma sorrateira, agarrava o item, e o levaria até um dos bolsos internos de minha jaqueta.

- Certo, já podemos ir. Vai me levar no local também ou pra lá eu posso ir sozinho? - Diria de forma sarcástica ao segurança, enquanto esperava que o mesmo fosse se movimentando para sair primeiro da sala, na verdade, contando com que o mesmo fizesse isso. Se me fosse o caso, aguardava seus movimentos até que estivesse de costas para mim, e eu pudesse ficar em um ponto cego dele. Buscava aguçar rapidamente minha audição para ganhar noção de como estaria a movimentação fora da sala, e se estaria "limpo", enquanto seguiria com meus passos sem fazer barulho, me atentando a quando ele estivesse prestes a sair pela porta. Caso o mesmo não desse indícios de movimentação, indicando que eu deveria sair primeiro, mesmo que não intencionalmente, o faria sem hesitar, afinal não seria nada demais. - Foi tudo né? Agora só preciso saber onde fica o banheiro pra me trocar. - Falaria com o guarda, esperando que o mesmo me respondesse e eu pudesse ir vestir as roupas. Isso claro, se tivessem me dado uma muda de roupa, e eu precisasse me trocar.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Dom Mar 27, 2022 6:04 pm

Pra sempre é muito tempo



Como Damian parecia colaborativo com a sugestão, o segurança ia caminhando na frente para indicar o caminho até o depósito, visto que o atirador pedia que também fosse para armazenar seus pertences. Antes de sair, apenas questionava para a mulher sobre seu uniforme. — Lá em baixo haverá um móvel com gavetas. Basta pegar um uniforme, se trocar no banheiro e deixar suas roupas dentro da gaveta para buscar depois. — Ela explicava de forma breve, aumentando o volume da voz para que os outros na fila também escutassem, caso fosse a dúvida de mais alguém.

Sendo assim, os dois homens seguiam sem muito problema. Damian notava que o navio estava ainda bem vazio, na verdade, com apenas funcionários ajustando os preparativos da festa, além de conversas aqui e ali como já mencionado anteriormente. Eles desciam as escadas logo após o convés, pelo mesmo lugar onde os outros trabalhadores das caldeiras estavam se dirigindo também. A diferença era que os outros trabalhadores continuavam descendo para o último andar da embarcação, enquanto Damian e o segurança iam em direção a uma porta no fim de um largo corredor. Chegando lá, o segurança abria a porta sem muito hesitar, dando espaço para que Damian se deparasse com um largo quarto, onde no final havia um balcão com um homem logo atrás. O lugar parecia ser uma espécie de recepção e o homem por detrás do balcão parecia ser responsável pelo armazém, como uma chapelaria.

O guarda indicava que Damian devesse entregar as pistolas para o outro homem, que sorria de forma gentil. — Estará em boas mãos, senhor. Deixarei reservado no espaço dos pertences dos funcionários para não misturá-los com os dos convidados. — Ele dizia enquanto pegava uma pequena caixa, parecida com uma caixa de sapatos, onde as armas poderiam ser colocadas e armazenadas devidamente. Como não haveria nenhuma chance para Damian de entrar no armazém sem causar um alvoroço por ali, ele teria a opção de entregar as armas, ou se recusar para guardá-las no lado de fora da embarcação, de forma que geraria certas suspeitas.

Caso aceitasse as condições, o homem guardaria com muita cautela a pistola, levando a caixa para uma porta logo atrás do balcão, que aparentava ser um closet onde os pertences estavam sendo armazenados. Assim, Damian acabaria sendo acompanhado até a base da escada, onde o segurança apontaria para baixo. — Seguindo por aqui, encontrará os demais funcionários e o armário que a senhorita mencionou. Quando todos estiverem presentes, o gerente irá dizer como funcionará o serviço e explicará como poderão começar. — Após, ele começava a subir as escadas, deixando Damian ali para seguir por conta própria até a parte de baixo da embarcação. Caso assim fizesse, realmente encontraria uma espécie de estante onde haviam diversas divisórias semelhante à gavetas, com numerações na parte da frente com a indicação do tamanho da vestimenta. No interior, haveriam roupas padronizadas e bem simples, que deveriam ser levadas até o vestuário, que se localizava num corredor ao lado.

Damian Black:


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Re: Pra sempre é muito tempo. Dom Mar 27, 2022 10:26 pm

Pra sempre é muito tempo. | Post - 10.


- "Porra…" - Definitivamente não era a situação da qual imaginava, e apesar de tentar ao máximo não transparecer, era impossível negar minha irritação. - Bom, acho que não teremos problemas. - Dizia ao homem que cuidava do depósito, enquanto o entregava ambas as minhas pistolas. - Só tome cuidado… - Dizia após as entregar, enquanto já começava a me distanciar, e voltava a andar, acompanhado do guarda. - Valeu amigo, obrigado pela ajuda. - Dizia ao guarda enquanto já começaria a descer as escadas para o último convés. - "Mais um problema… Que dia merda." -

Apesar de todos os contratempos, a missão estava apenas a começar, vai ter muito chão para andar ainda. Desde as escadas, já teria redobrado minha atenção quanto às movimentações no último convés, sempre com o auxílio de minha audição. Iria me dirigir até as gavetas, procurando por uma com a letra "M", e então a abriria, pegando a roupa que teria dentro da mesma, me dirigindo ao vestuário logo em seguida. Após retirar minhas roupas e as dobrar, começaria a por as do trabalho, me atentando aos seus detalhes estéticos. Caso fosse um vestuário compartilhado, não iria me preocupar com os demais presentes, apenas acharia um canto livre para me trocar, sem interagir com os outros ali. Assim que tivesse me trocado, iria em direção a mesma gaveta, guardando agora as minhas roupas, e dependendo de seu tamanho, retirava meu chapéu e o deixava lá junto, logo após, seguiria até a área onde iria trabalhar, e aguardava qualquer ação de terceiros.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Qua Mar 30, 2022 11:46 am

Pra sempre é muito tempo



A frustração de ver o plano desandando preocupava o atirador. Não por ele não conseguir improvisar, mas imaginar em uma falha naquela tarefa seria um problema enorme para Isaac. E entre ser um problema para Isaac e ser um procurado pela Marinha por matar alguém à vista de todos, era muito melhor a segunda opção. Sendo assim, após depositar as armas junto ao funcionário, o mesmo se dirigia para o andar de baixo, repensando em como faria tudo acontecer. As escadas estavam pouco movimentadas, e o andar em si também. Como ele já havia imaginado por conta da planta da embarcação, o segundo andar era um espaço reservado aos funcionários da cozinha, bem como dos quartos de muitos dos convidados mais importantes, enquanto o convés seria exclusivo para a festa e poucos espaços privativos.

O último andar era onde Damian chegava, agora vendo a diferença de requinte dos andares superiores com aquele. Até a chegada nas roupas, onde o rapaz conseguiu se trocar sem muitos problemas, estava normal, mas após cruzar um pequeno corredor, notava o lugar sendo bem mais caótico e sujo. Carvão estava espalhado por todo o chão, de modo que era impossível não sujar as botas ao entrar por ali. Pás e picaretas, bem como carrinhos de mão, tinham aos montes espalhados num canto do grande espaço, que era um pouco mais da metade do tamanho horizontal da embarcação. Os funcionários que haviam entrado junto de Black já estavam por ali numa linha, conversando entre si e observando as grandes caldeiras. Elas, inclusive, eram como grandes fornos com uma entrada para ser depositado o carvão, mantendo o calor interno para gerar a combustão. Essas grandes máquinas ocupavam toda uma parede daquele espaço, sendo elas responsáveis por movimentar todo o lugar.

Damian se reunia aos funcionários ficando lado a lado e, pouco tempo depois, um homem surgia com um uniforme bem parecido com os deles, só com alguns adereços a mais. — Muito bem, senhores. O trabalho de vocês será bem simples. Preciso que se separem em grupos de quatro membros e cada um ficará responsável por uma caldeira. Um de vocês irá quebrar os carvões maiores, outro irá encher o carrinho de mão, o terceiro irá ficar responsável de carregar os carrinhos até as caldeiras e o último deverá transferir os carvões para as caldeiras, podendo revezar entre vocês quando houver a necessidade. Alguns outros funcionários virão comigo para administrar a saída de vapor para as tubulações. Alguma dúvida? — Ele dizia de maneira direta e autoritária. Apenas dois acabavam fazendo perguntas, um sobre pausas para descanso e outro sobre se poderia auxiliar nos encanamentos, visto que tinha experiência com isso. — Os descansos poderão ser feitos a cada hora num intervalo de 10 minutos. Em determinado momento, irei liberar alguns quartetos para que subam e possam almoçar enquanto os outros trabalham. Quando retornarem, liberarei os outros e assim suscetivamente. — Ele dizia, o que poderia dar a brecha necessária para que Damian pudesse terminar seu segundo trabalho.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Dom Abr 03, 2022 1:17 am

Pra sempre é muito tempo. | Post - 11.


- "Hmmm… As coisas aqui embaixo funcionam em outro ritmo." - Já estava no último andar da embarcação, e a diferença quanto aos outros andares era notável. Me encontrava bem no final da fila dos funcionários, no meio das explicações do "nosso" superior. - "Certo, teremos um tempinho para ir lá em cima. Até lá…" - As falas do homem se encerravam junto aos meus pensamentos, e ao mesmo tempo, iria me pondo na direção de uma das grandes caldeiras, e de preferência uma que estivesse vazia. - Irei transferir os carvões! - Dizia em alto e bom som para que os outros pudessem acabar por se decidirem. O trabalho era realizado em etapas que dependiam umas das outras, logo, não poderia começar o meu sem as três anteriores, assim como elas iriam travar se eu não terminasse a minha parte…

Após começar, já não saberia quanto tempo havia se passado, poderia não ser muito, porém aquele ciclo teria se tornado mais desgastante do que imaginava… O calor e o suor tomavam meu corpo, agora que estaria ali tão próximo ao fogo. Não era difícil se acostumar, eu esperava o carvão com a pá em minhas mãos, e ao chegarem, apenas os jogava para dentro, porém algo no fogo me chamava atenção… "Talvez seja o calor ou a falta de água." Eu pensei, mas no fundo eu sabia que não era, no fundo eu sabia que o que me chamava atenção era o meu passado. O calor, o som das brasas… "É lindo." Alguns diriam, porém se mesmo as pessoas possuem os dois lados de uma moeda, o fogo não seria diferente. - Filhos da puta… - Dizia bem baixo para mim mesmo, enquanto continuava a "apreciar" as chamas. Por instinto, levava minha mão até minha cicatriz, que acabava me lembrando de como o fogo era imponente…

- "Foco!" - Me puxava daquela sensação confusa e voltava pra realidade, secava o suor em minha testa enquanto olharia pro lado para verificar o andamento, continuando a por o carvão. - "Espero que ele já venha nos chamar." - A minha preocupação quanto a pausa era imensa, precisava ter noção do que estaria acontecendo lá em cima, e apesar de tentar me manter informado apenas com minha Audição, era complicado me manter 100% concentrado na minha situação. Continuaria a realizar o trabalho de forma eficaz, enquanto aguardava uma das pausas previamente avisadas pelo supervisor.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Sab Abr 09, 2022 11:35 pm

Pra sempre é muito tempo



Com Black se certificando de ficar responsável pelas caldeiras, os quartetos iam sendo formados na medida em que os outros funcionários se organizavam. Ficando próximo das escadas, o grupo de Black consistia em um homem alto e de pele escura, um outro sendo seu total contraste, sendo um homem mais franzino de pele clara e cabelos ruivos e um terceiro que aparentava estar bem acima do peso. Ainda demorava um tempo para que os trabalhos se iniciassem, de modo que os funcionários ficavam apenas relaxando por ali e jogando papo fora. Alguns, mais espertos, já começavam a carregar carvões para os carrinhos e se aproximando das caldeiras, prontos para já depositarem as primeiras remessas de carvão para economizar tempo.

Em pouco tempo, sons e movimentos pelo barco começaram a indicar a presença de mais pessoas pelos andares superiores, além do fato dos sons dos funcionários do andar de cima começarem a se movimentar. Dali, era possível escutar de forma abafada uma música instrumental se iniciar, aparentemente querendo gerar um ambiente agradável aos convidados. — Muito bem senhores, podem iniciar seus trabalhos. As caldeiras serão acesas em breve e lembrem-se de mantê-las bem acesas e quentes. — Ele batia palmas para chamar a atenção, de modo que todos os funcionários iam se posicionando.

Começando o serviço, Black ficava praticamente hipnotizado por aquelas chamas, relembrando de seu passado e conseguindo ver seu futuro nas labaredas. Sua cicatriz ardia novamente, e até mesmo desacelerava seus movimentos, mas ainda assim o trabalho ia sendo feito. Em determinado momento, com o barco já em movimento, o atirador conseguia escutar o som de uma voz saindo por megafones, numa tentativa de amplificar seu comunicado para todo o convés. — Sejam muito bem-vindos, senhoras e senhores! É uma honra tê-los conosco na celebração de aniversário de 18 anos do Sr. Hector!! Seus pais, os Sr. e Srª. de Lamare agradecem imensamente por suas presenças, e prometem uma festa inesquecível! — Sons de fogos de artifício e gritos de comemoração podiam ser escutados, mesmo com o som alto daquelas caldeiras e das picaretas quebrando carvão, mas não era um problema para os ouvidos afiados de Black.

As horas iam se passando, e os sons da festa pareciam se normalizar, a ponto de ficar boa parte em conversas, com algumas pessoas falando mais alto aqui e ali, bem como uma belíssima música de ambiente. Eventualmente, um dos quartetos acabava sendo dispensado para seu intervalo, dando oportunidade de Black de cronometrar mentalmente o tempo que eles ficariam longe do serviço. Por mais que não tivesse uma noção tão exata do tempo, era seguro admitir que haviam ficado longe por cerca de uma hora, sendo que dois deles haviam chegado mais cedo, e os outros dois do grupo chegavam um pouco atrasados, mas não aparentava irritar o gerente do lugar. Black também conseguia notar que eles estavam bem limpos, o que indicava que eles haviam se limpado antes de iniciar o seu intervalo de fato, o que seria muito útil, tendo em vista a quantidade de carvão que estava espalhado pela pele de todos por ali.

Num momento em que jogava carvão para dentro da caldeira, Black sentia um toque em seu ombro, se virando surpreso para olhar o gerente lhe encarando. — Está fazendo um ótimo trabalho, amigo. Tire um intervalo com seu grupo e retornem em uma hora. Próximo do armário de roupas tem duchas para se limparem. Subam para a cozinha e os funcionários de lá indicarão o caminho por onde vocês poderão jantar e passar o tempo. — Ele indicava, mas não parecia que iria acompanhá-los por todo o caminho, o que era ótimo para o atirador em achar a brecha que precisava.

Damian Black:



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Re: Pra sempre é muito tempo. Dom Abr 10, 2022 11:09 am

Pra sempre é muito tempo. | Post - 12.


- Muito bem. - Dizia ao gerente após o mesmo ter liberado nosso grupo para comer. Já faziam algumas horas que estávamos ali no barco, e nesse tempo, a festa já havia sido iniciada. Caminhava para a área dos armários, um pouco cansado do trabalho porém estava mais desgastado pelo calor do que tudo. Buscava localizar a gaveta que havia deixado minhas roupas, o que não seria tão complicado, e ao achar as retirava de dentro, deixando apenas meu colete e minha jaqueta, e ao lado mais separado, deixaria as que estava usando agora. Procurava não demorar muito no banho, afinal não tinha tempo pra perder, por isso apenas me refrescava e já partiria para o convés de cima.

Ao estar subindo as escadas, era imprescindível que eu prestasse a máxima atenção em todo o lugar, buscando conhecer melhor ele e principalmente, o caminho que teria feito do depósito até ali, me atentaria a toda a movimentação e conversas neste andar e no convés principal, enquanto iria até a cozinha. Quando entrasse nela, visava reconhecer rapidamente todo o lugar e as pessoas dentro dele, e também procurava por algum relógio nas paredes para que pudesse verificar o horário. - Boa noite. - Diria ao entrar na cozinha. Esperava não ser o primeiro a entrar e junto que os funcionários já fossem nos dar a mínima direção do que fazer, porém se não o ocorresse, abordaria o primeiro que visse. - Somos das caldeiras, como vai funcionar nossa janta? - Do mais, ouviria suas orientações, e as seguiria; esperando a comida ou indo eu mesmo a por, e logo me sentaria onde fosse possível. Se nos fossem indicado um outro cômodo, seguiria para o mesmo, não deixando de avaliar todo o ambiente que passasse, enquanto procurava um lugar para me sentar, de preferência, junto com os outros 3.

- Vocês já costumam trabalhar nesses serviços free-lancer? - Indagaria a todos do grupo ali presentes, e deixaria que a conversa fluir, antes de começar meu trabalho. - Essa é minha primeira vez numa festa tão grande e bem planejada, parece que essa família "Lamare" é bem rica, o pai do aniversariante era o ex-prefeito pelo o que me foi dito. - Continuava a conversa enquanto comia, tentando trazer eles pra esse tópico de uma maneira mais orgânica, para que não levantassem muitas suspeitas. - As eleições estão chegando? Estou meio perdido, mas com minha experiência, essa festa não é só pra celebrar um aniversário. Certeza que estão querendo votos. - Manteria uma expressão e postura mais calma e leve, dando espaço pra que os mesmos entrassem na conversa junto. Quando percebesse que todos teriam acabado de comer, me levantaria de onde estivéssemos, e me oferecia para recolher seus pratos. - A comida tava ótima! Deixem que eu levo, e voltando, eu entro no baralho com vocês. - Diria "animado", levando minha mão até até bolso, mas lembrando que o baralho ficava na jaqueta. - O merda, eu deixei o baralho na jaqueta… Foi mal pessoal. - Diria de forma meio sem graça, dando uma leve risada no final, e então começaria a ir em direção da cozinha ou da louça, carregando os pratos que me foram permitidos levar, e ao estar perto de algum funcionário, caso não tivesse achado o relógio, o abordaria com um toque. - Boa noite amigo, conseguiria me informar as horas? - Se tivesse um relógio, apenas o olharia novamente, comparando o horário com o de antes. - "Certo." -

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Re: Pra sempre é muito tempo. Dom Abr 10, 2022 10:25 pm

Pra sempre é muito tempo



Com a liberação de seu grupo, Black e os outros três homens partiam para as duchas, tirando a fuligem de seus corpos para vestir roupas mais limpas novamente. Subindo pelas escadas, os mesmos iam conversando como o trabalho estava pesado, mas estavam gratos por estarem pagando tão bem. No fim das escadas, o quarteto poderia notar que havia muito mais movimentação ali do que havia anteriormente. Naquele andar, poucos convidados circulavam, mas haviam muitos funcionários disponíveis. Diversos garçons saíam de balcões com bandejas cheias de aperitivos ou bebidas, e o som da música era ainda mais alto por ali. Um gerente ou outro coordenava o trabalhos dos garçons e dos chefs de cozinha, enquanto poucos convidados surgiam por ali apenas para uma caminhada, para pegar algo específico no balcão diretamente com os chefs ou para irem ao banheiro, que parecia ficar no lado oposto por onde Black estava indo.

Por falar em seu destino, Black seguia por um corredor virando a esquerda, na direção dos fundos da embarcação, que era onde a cozinha também se localizava. Chegando numa porta dupla, o grupo acabava sendo direcionado por uma auxiliar de cozinha que indicava uma sala espaçosa nos fundos da cozinha, onde o grupo poderia ficar mais à vontade e curtir o tempo de descanso. Para chegar lá, o quarteto precisou passar por um corredor no interior da cozinha, onde as panelas com comida fervente, bem como utensílios de cozinha, estavam em plena disposição para os que trabalhavam por ali. Dali, também era possível observar um relógio de ponteiro indicando que eram 19:26 e, se cumprissem o cronograma corretamente, faltavam um pouco mais de duas horas e meia para retornarem para a terra firme.

A área de descanso e de refeição dos funcionários era bem espaçosa, na verdade, com diversas mesas e cadeiras espalhadas por ela. Logo próximo da porta, haviam diversas bandejas com legumes, carnes e complementos para que os funcionários se servissem à vontade, para que em seguida pudessem se sentar em alguma das mesas. O trio que acompanhava o atirador resolvia se sentar na mesa principal, sendo ela uma grande mesa redonda com poltronas muito confortáveis. Dali, só haviam duas saídas além de uma dupla de janelas, sendo uma portinhola que levava para uma varanda, onde alguns funcionários iam para fumar, e a porta na direção da cozinha, que era de onde vieram.

Se servindo de maneira farta, o quarteto se sentava e começava a bater papo, falando sobre suas experiências ali. O homem maior e musculoso se chamava Maô, originário de uma ilha tribal na Grand Line. O homem mais gordo se chamava Louis, e estava apenas complementando renda. O magricela e ruivo se chamava Finn, e ele era mais habituado com aquele tipo de serviço, visto que era um trabalho que costumava durar poucas horas e pagava bem. — É, o Sr. Victor foi prefeito há uns anos atrás, mas desde que perdeu as eleições para Gianlucca, nunca mais se candidatou. Apesar de que ele apoia alguns candidatos e fica fazendo média para fechar parcerias. — Dizia Finn, aparentando saber um pouco mais de política que os demais. — Ainda falta um ano e meio pras eleições ainda… Mas não duvido nada. Esse povo dorme e acorda pensando em votos. — Dizia Louis, com uma visão um pouco mais radical sobre os políticos da ilha.

Todos conversavam de maneira aberta, e até se divertiam juntos com algumas coisas em comum. Maô, por exemplo, até mesmo chegava a mencionar que era um frequentador do bar da Cauda de Serpente, mas Black não podia deixar demonstrar que conhecia o lugar para não chamar atenção para si. — Ah, é uma pena, amigo. No truco, ninguém vence de mim! — Comentava Louis novamente, orgulhoso de suas habilidades no carteado, apesar que Black sabia que o jogo que ele jogava não era dependente de sorte, mas sim habilidade.

Com a refeição finalizada e os pratos recolhidos, o grupo poderia ficar ali por mais um tempo, talvez comendo uma sobremesa ou pedindo algum cigarro para fumar na varanda. De qualquer maneira, o relógio dali indicava que era apenas 19:58, não tendo a dupla gasto tanto tempo assim na refeição. Mas, seja lá o que Damian estivesse planejando, precisava começar a agir rápido antes que o tempo ficasse curto.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Seg Abr 11, 2022 12:16 am

Pra sempre é muito tempo. | Post - 13.


O tempo passava muito rápido quando fazíamos algo que de fato nos entretém, e esse é o maior problema… Em cenários mais convencionais, não dispensaria ficar e puxar mais assuntos, afinal os três pareciam pessoas legais, porém estava ali a trabalho, e precisava seguir com meu serviço. - Eu vou andar um pouco gente, esticar um pouco o corpo pra daqui a pouco não ficar com dores,  Haha. - Diria, enquanto começava a me levantar e ir em direção a saída. - Daqui a pouco tô lá embaixo para continuar nosso trabalho. - Falaria, acenando pra eles de costas, enquanto sairia da sala. Caso algum tentasse me acompanhar, ou já fosse descer, faria questão de andar devagar, esperando que o mesmo saísse da minha cola ou dos arredores, se ninguém viesse, apenas seguiria caminho.

Buscava chegar na escada novamente, porém apenas como um ponto de referência que me guiaria até o depósito. A partir deste momento, todas as minhas movimentações se fariam cautelosas, redobrava minha atenção quanto aos meus arredores, sempre confirmando se estaria sendo vigiado ou não. Procurava me movimentar na direção do depósito de forma sigilosa, porém sem fazer com que parecesse suspeito, não me arriscaria na presença de funcionários e nem convidados, tentando agir sempre com o auxílio de minha audição nessas tarefas.

Esperava fazer meu caminho com a maior precaução, e no maior sigilo possível, buscando evitar suspeitas de terceiros, e se conseguisse, esperava agora, estar em frente a porta do depósito. Primeiramente, checaria novamente meus arredores, ao mesmo tempo que iria aguçar minha Audição, buscando ouvir tudo de dentro da sala do depósito. Não sabia se tinham pessoas lá dentro, se tinha alguém, porém me manter furtivo era o principal agora. Manteria meus passos sempre leves, e me posicionaria de modo que não aparecesse sombra, buscando pontos cegos com relação às demais pessoas que pudessem passar, mas continuava a analisar a sala do depósito.

Contando com que as coisas caminhem bem até o exato momento, chegaria a hora da ação. Se por acaso eu conseguisse perceber que não haveria ninguém dentro da sala, levaria minha mão até a maçaneta, e tentaria abrir a mesma. Sem ter ninguém, acharia pouco provável deixarem a porta aberta, porém como o depósito era apenas no fundo, ainda tinha esperanças. Se realmente estivesse trancada, temia não poder fazer nada ali naquele exato momento, ainda era muito cedo pra tentar alguma coisa arriscada. Porém, se por sorte a mesma estivesse aberta, seguiria para dentro com movimentos ágeis e leves como um gato, minha discrição era a parte mais importante. - Essa noite vai ser longa… - Já estando lá dentro, e tendo fechado a porta, agora poderia então analisar melhor aquele ambiente, apesar de não ser a principal "atração" do cômodo. Seguia até o balcão, onde pularia por cima do mesmo, parando frente a porta, porém me voltava para trás visando xeretar tudo ali atrás atrás balcão, e buscando principalmente chaves. Na dúvida, precisaria recorrer a força bruta, onde prepararia um forte chute para arrombar a porta do depósito, porém na melhor ocasião, conseguiria as chaves para o mesmo.

Apesar de já estar dentro do cômodo, não parava com minha discrição, procurava fazer as coisas da surdina, como já era acostumado, até mesmo o chute caso fosse necessário, procurava o realizar sem muito barulho, para não alarmar as pessoas de fora. - Finalmente aqui dentro… - Apesar do sentimento de conquista, de longe essa atuação seria a mais importante da noite, pelo mesmo motivo, voltava meu foco ao ambiente. Caçando principalmente a caixa onde estariam guardadas ambas as minhas pistolas, e também dando uma leve vasculhada em todo o resto, procurando coisas de valor, assim como alguma corda ou um pequeno cabo de aço, do mais, apenas tentaria voltar às coisas aos seus lugares, esconderia ambas as pistolas em minhas botas, com o auxílio da calça para escondê-las, enquanto ia saindo do depósito. Não esperava nenhuma interrupção, portanto, esperaria um momento oportuno do qual não haveria pessoas passando próximo, para sair do local e assim seguir meu rumo para o andar de baixo. No entanto, caso fosse perceptível uma aproximação, e principalmente que permanecesse na direção do depósito, iria me movimentar rapidamente para a porta, me encostando do lado ao qual seria ocultado pela mesma ao se abrir, deixando uma de minhas armas em mãos.

Caso fosse perceptível a presença de uma única pessoa dentro da sala, por sua vez, muito provavelmente o balconista, daria seguimento ao meu plano, me movimentando e adentrando no cômodo. - Olá, novamente. Estou no horário de janta e… - Buscava entrar na sala sem ser visto, fechando a porta logo em seguida, e assim dar início ao que seria uma breve conversa. Iria me aproximando devagar devagar falava, e em um movimento de explosão, dispararia na direção do balcão e do homem, onde realizaria um pulo levando ambas as minhas pernas o mais pra cima o possível, lembrava das repetições de joelho no peito em meio ao pulo, porém o terminava de forma um pouco diferente… buscava esticar ambas as pernas na direção do homem, visando acertar seu rosto ou tronco, com um rápido movimento, lhe desferindo um chute duplo. Procurava o fazer cair pra trás, enquanto pararia em cima do mesmo ou então na sua frente, e independentemente do caso, não arredaria o pé se visse que ele ainda estaria consciente, o que logo me levaria a realizar primeiro um chute com o calcanhar no meio de sua cara e após um outro nas suas genitais, ou se preferível para a ocasião, o inverso. - Tudo isso teria sido evitado caso você não estivesse aqui … - Diria em tom de sarcasmo, enquanto começaria a vasculhar tanto o homem quanto o balcão, em busca das chaves do depósito, isso claro, se estivesse trancada, e então ao poder entrar no lugar, daria uma revisada no mesmo, - Iria executar as mesmas ações já descritas no parágrafo anterior. - e buscava a princípio, reconhecer melhor toda a sua extensão, aliás, precisava que um corpo coubesse ali dentro.

A ação de ataque deveria funcionar como um fator surpresa para o mesmo, e contando com minha agilidade, não esperava nenhuma reação, porém se fosse necessário e o mesmo tivesse resistido, ganharia uma certa distância, antes que pudesse de fato agir. A princípio iria apenas me movimentando dentre o lugar, me atentando claro as suas movimentações, e ligado para caso fosse necessário alguma ação de esquiva, do qual buscava realizar rolamentos para os lados, e então rodear o homem. Caso julgasse necessário, iria levantar ambos os meus braços, ou então uma de minhas pernas na direção do golpe realizado, buscando para sua trajetória, assim o bloqueando, e voltando a me afastar, onde manteria uma movimentação para os lados de forma saltitante.

Em algumas péssimas ocasiões… Caso percebesse que a sala estaria com bastante pessoas, teria de optar por recuar momentaneamente de meu objetivo, assim como no caso de perceber alguma aproximação através de minha audição, onde daí  buscaria uma postura normal enquanto começaria a caminhar, pondo minhas mãos dentro de meus bolsos e olhando pra baixo, tentando não parecer muito suspeito, e se a pessoa que se aproximava fosse algum funcionário, iria o abordar. - Opa, com licença, poderia me informar onde fica o banheiro? - Diria, de um jeito um tanto relaxado e avoado, esperando que o mesmo me respondesse, para a agradecer e então começaria a caminhar na direção, porém com passos muito lentos, ao mesmo tempo que direcionaria minha atenção para a movimentação da pessoa, a "seguindo" através do som se seus passos.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Qua Abr 20, 2022 12:11 pm

Pra sempre é muito tempo



Após uma belíssima refeição, enfim Black começava a colocar seu plano em prática. Se despedindo sem levantar suspeita de seus colegas trabalhadores, o homem acabava se afastando de todos, se misturando na multidão. Por não ter roupas muito chiques, mas também não estando usando um uniforme, Black acabava sendo invisível para todos ali, afinal os funcionários do lugar acreditavam que ele era um convidado, enquanto os convidados acreditavam que ele era um funcionário, ficando no anonimato de maneira simples.

Seus passos eram surdinos, e seu caminhar tranquilo não chamava a atenção de ninguém. Para onde ia, o lugar acabava ficando cada vez mais vazio, visto que o depósito havia sido utilizado no começo da festa pelos convidados e funcionários para guardarem seus pertences, mas quando a festa começou, o lugar ficava completamente deserto. Com a porta destrancada, Damian entrava e notava aquela aconchegante sala novamente, onde no final havia um balcão de madeira que separava a sala para um outro cômodo, onde se localizava o depósito. Infelizmente, no outro lado do balcão havia um homem lendo um jornal, sendo o mesmo homem que havia atendido-o inicialmente para guardar suas pistolas. — Ah, olá senhor. Aproveitando a festa? Há algo que precise buscar? — Ele dizia de maneira cortez, sendo distraído com as palavras suaves de Damian.

Quando foi perceber o que estava acontecendo, o homem já estava no chão recebendo um golpe contra sua face, fazendo-o apagar imediatamente. O movimento havia sido tão veloz e tão sutil que nem o som do corpo do homem caindo no chão teria chamado atenção naquele cômodo. Ele caía do outro lado do balcão, ficando oculto para quem entrasse na sala e, com acesso livre, enfim Damian chegava até a sala atrás do homem.

A sala era um grande closet, com diversos nichos onde cestas estavam dispostas com alguns pertences dos convidados e funcionários. Havia uma ala separada exclusivamente para os pertences dos funcionários, mas não se misturar com os dos convidados. Não demorava muito para que ele encontrasse seu precioso par de pistolas, guardando-os de forma oculta em suas vestes. Entretanto, Damian precisaria agir rápido, pois se o homem acordasse ou fosse encontrado desacordado, com toda a certeza alertariam o navio sobre o acontecido, o que poderia dificultar muito a execução de seu trabalho.

Ainda ali no depósito, com as bolsas e pertences de todos no navio à sua disposição, Damian conseguia captar um som abafado pelas paredes vindo do convés superior, indicando que estava chegando perto da hora do parabéns.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Dom Abr 24, 2022 3:26 am

Pra sempre é muito tempo. | Post - 14.


- Droga… - Após ter realizado todas as minhas ações e já ter recuperado minhas armas, me via agora dentro de um closet com os pertences dos funcionários e convidados, a princípio não me interessava por nada do local, até por que tinha outras preocupações… Iria até o homem no chão e apesar de buscar outros caminhos, não arrumava motivos para deixá-lo vivo nessa situação. - Acho que ninguém se importa de ter um corpo a mais no fim da noite. - Diria de forma sarcástica, enquanto levantava a cabeça do homem com minhas mãos, e em um movimento rápido e limpo, quebraria seu pescoço. Não esperaria que o mesmo fosse recobrar a consciência tão rápido, porém se por acaso eu percebesse que ele estaria acordando, pegaria uma de minhas pistolas e acertaria sua cabeça com uma coronhada o mais forte possível, quebrando seu pescoço logo em seguida.

A este ponto, já conseguia ouvir uma certa movimentação no convés superior, e tomava a conclusão de que o parabéns estaria por vir, junto, sabia que meu tempo estava ficando curto. Agiria da maneira mais ágil possível nesse momento, buscava averiguar os bolsos na roupa do corpo atrás de chaves, e caso não achasse, buscaria no balcão fora do closet. - A hora… - Mais como se estivesse pensando alto, me recobrava da importância do tempo ali em questão, e por isso buscava relógios dentro do closet, seja no corpo ou nos pertences, porém iria atrás do pior relógio que achasse, apenas para que me fosse possível ver as horas. Após realizar minhas buscas, iria carregar o corpo do homem para dentro do closet, e se livre, iria o deixar em algum lugar minimamente mais escondido e discreto, porém não me preocuparia com tal a partir do momento que iria trancar a porta do closet com as chaves. Antes de sair de fato do local, buscava aguçar minha Audição pra averiguar o exterior e saber que não teria movimentações próximas, no momento em que eu saísse, e após realizar o ato, iria trancar a porta e jogar ambas as chaves pela fresta debaixo dela, para dentro do quarto. - "Muito bem, a primeira parte já foi." -

Se estivesse com o relógio, iria o tirar do bolso de forma sutil verificando o horário e então voltando a andar na direção do convés inferior, buscando voltar pra área de trabalho. Não esperava encontrar com nenhum dos outros rapazes, mas se caso os visse, agiria naturalmente, procurando ao máximo, transparecer verdade. - Opa, eae amigo! Vamos descendo que ainda tem chão pela frente ein. - Diria dando um sorriso. Nessa caminhada, arrumaria qualquer motivo que pudesse para enrolar meu trajeto, sendo essencial que não estivesse ninguém presente quando eu fosse trocar novamente minhas roupas, já que agora eu precisava ocultar meu par de pistolas. Caso tivesse muita movimentação, buscaria ali mesmo alguma cabine ou algo do tipo para tirar minhas roupas lá dentro, e deixar minhas armas no meio delas, para depois então as deixar na gaveta e vestir as roupas do trabalho. Dali pra frente, eu precisava manter toda a minha atenção.

Essa era a reta final, estaria faltando menos de duas horas para o barco atracar no porto novamente, e os funcionários serem dispensados, então começava a guardar energia, não me esforçando muito, e de tempo em tempo, buscava momentos oportunos para que de forma discreta, pudesse puxar o relógio e conferir a hora no mesmo, marcando em minha cabeça sempre os horário, até que se aproximasse então de 21:30.

Começaria a agir de maneira meio estranha, na verdade, bem estranha aos olhos de terceiros. Fazia parecer que estaria passando mal ou algo do tipo, mas a forma como era passada, eu estaria andando de forma toda errada, meus movimentos com 100% de certeza não estariam alinhados, e parecia "segurar" minha barriga com ambas as minhas mãos. - Aí amigo, me c-cobre aqui rapidinho, tô muito bem não… - Diria para o cara da área mais próxima, enquanto me dirigiria na direção do Gerente. - Com licença… Sei que o senhor já liberou meu grupo, mas tenho quase certeza que aquela comida não tá batendo muito bem e… Tô precisando muito ir ao banheiro. - Diria, em tom baixo e um pouco sem graça. Não expressaria por palavras, mas minha cara estaria implorando por aquele pedido. - "Aquele velho tinha que me botar logo dentro de um barco…" - Esperava que o gerente aceitasse meu pedido e deixasse que eu fosse ao banheiro, na verdade, minha missão necessitava disso, por isso que tentava fazer parecer urgente.

Se o mesmo deixasse, iria o agradecer de forma meio exagerada, enquanto iria na direção dos armários com passos pequenos e rápidos, buscando trocar novamente de roupas. Chegando lá, já poderia agir mais normalmente, porém ainda corria o risco de circular pessoas e até mesmo o gerente, então tomaria os cuidados necessários. Buscava sempre o momento em que não tivesse ninguém nos arredores ou olhando diretamente para aquela área, pra então retirar minhas roupas e pertences da gaveta, e realizar a troca, ocultando minhas armas urgentemente. A troca deveria ser rápida e sutil, e caso não tivesse interrupções, seguiria meu caminho até o convés superior. Já lá em cima, agiria com maior liberdade, porém ainda de forma cautelosa. Olhava novamente o relógio, e então começaria a tatear o ambiente com minha Audição, buscando o caminho das escadas pro convés superior. Não deveria ser difícil de achar, assim como imaginava não ser difícil me misturar no local, tanto para os funcionários quanto para os visitantes, por tanto, apenas subiria alguns degraus da escada caso a achasse, pra conseguir ver como estava a festa, e principalmente pra tentar captar alguma dica quanto ao paradeiro do meu alvo. Independente de obter sucesso ou não, voltaria ao segundo andar, e agora caminhava procurando o primeiro funcionário, onde o abordaria ao mesmo tempo. - Com licença senhor, saberia me passar a informação de onde se localiza a área das acomodações? - Perguntaria ao mesmo, tentando passar um ar mais sério e certo. Se ele soubesse, iria o agradecer e então partir, se não, perguntaria ao próximo.

Meu objetivo agora era simples, vasculhar a área das acomodações. A festa já estava durando horas, e é de se imaginar que uma pessoa como meu alvo, que não teria tanto importância assim, pudesse estar descansando. Por esse motivo, era lógico vasculhar essa área. Não saberia se teriam nomes nas portas, numerações, porém eu tinha a vantagem da minha audição ao meu lado, buscava sempre usufruir da mesma, para identificar as ações e possíveis falas dentro dos quartos. Não poderia me esquecer também, da sutileza, faria parecer que estava caminhando normalmente pela área para que não fosse levantada suspeitas de quem passasse, e responderia quaisquer perguntas básicas agradavelmente, com um sorriso no rosto.

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Re: Pra sempre é muito tempo. Sex Abr 29, 2022 9:39 am

Pra sempre é muito tempo



O remorso não freava em nem um milésimo as ações de Black, que quebrava o pescoço do homem como se estivesse quebrando um galho. Seu nariz escorria o sangue e seu corpo parava de vez, estirado ao chão atrás daquele balcão. Precisando agir rápido, Damian imediatamente guardava suas pistolas, bem como acabava por conseguir um relógio de bolso do funcionário. Era um relógio de bolso totalmente prateado com detalhes em bronze que, pelo tic-tac, estava em pleno funcionamento. O relógio indicava que era exatamente 20:15, o que deixava o tempo relativamente curto para os planos de Damian.

Saindo daquela sala com cautela, descartando a chave por debaixo da porta, Damian não notava ninguém prestando atenção em si, visto que a hora do parabéns estava chegando e as comemorações pareciam estar cada vez mais agitadas. Retornando para o local dos funcionários das caldeiras, Damian se vestia apropriadamente, guardando seus pertences da maneira como havia planejado, sem chamar tanta atenção assim.

O trabalho retomava com a terceira equipe sendo dispensada para terem seu descanso, momento no qual Damian começava a esboçar um certo mal-estar. Aquilo acabava sendo notado pelo gerente, que se aproximava com um olhar meio preocupado. — Está tudo bem por aí, colega? Vamos, vá ao banheiro antes que passe mal por aqui. Tome uma água, esse calor pode ter mexido com você. — Ele dizia, sendo bem compreensível com Damian, que se retirava para recuperar o fôlego.

Com uma escapada discreta, logo após colocar suas vestimentas, o atirador subia para o convés superior, notando agora o quão movimentado estava aquele lugar. Próximo da parte traseira da embarcação, havia uma gigantesca mesa de comes e bebes, bem como um bolo do tamanho de uma criança. Do lado de trás daquela mesa, estava um jovem homem com uma roupa bem refinada, bem como algumas pessoas de mais idade ao seu redor. Seus pais estavam cada um ao seu lado, enquanto alguns outros familiares estavam próximos batendo palmas. Dali, era facilmente reconhecível o alvo de Damian, visto que o irmão do ex-prefeito era um homem alto e com características bem marcantes. Entretanto, algo incômodo para aquele serviço acabava sendo captado por Damian, uma vez que os convidados, que estavam todos extremamente bem vestidos, começavam a olhar para o atirador com certa curiosidade ou estranheza. Primeiramente pelas vestes do mesmo estarem surradas e longe dos padrões dos convidados, e segundo pela gigantesca cicatriz em sua face, que não passava despercebido.

Se retirando imediatamente dali, Damian relembrava como era a planta da embarcação, não precisando perguntar onde eram as acomodações, bastando apenas se direcionar até lá. Como o convés superior era exclusivo para a festa, Black seguia para o segundo andar, onde a cozinha e os funcionários estavam mais presentes. Seguindo pelo lado oposto de onde estava a cozinha, o atirador seguia por um corredor amplo, onde diversas portas estavam dispostas nas paredes para acesso aos quartos. Uma das portas estava o nome do alvo de Damian e, pelo som lá de dentro, estava desocupado, o que confirmava que o homem que havia visto próximo do aniversariante era, de fato, o seu alvo. Numa tentativa de abrir a porta, entretanto, o mesmo era surpreendido com a mesma estando trancada, precisando pensar rápido no que poderia fazer. Além disso, era possível escutar passos de alguma pessoa após uma esquina daquele corredor, podendo ser um funcionário da limpeza ou algum convidado retornando para a festa. Caso fosse de curiosidade do atirador, se tivesse verificado momentos antes o seu relógio, verificaria que estaria constando como 20:42.

Damian Black:


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Re: Pra sempre é muito tempo. Sex Maio 06, 2022 1:57 pm

Pra sempre é muito tempo. | Post - 15.


Saía correndo rapidamente na direção do som, de forma que meus passos não fizessem barulhos, e antes de chegar na esquina, pulava em direção a parede contrária a direção de onde estaria vindo os passos, e me impulsionava para a mesma, visando me jogar contra a pessoa, lhe direcionando um chute alto na cabeça, que a fizesse cair no chão.

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