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Kenshin
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O primeiro salto da carpa Dom Out 24, 2021 1:57 pm
O primeiro salto da carpa

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Revolucionário Raimundo Koiforowa. A qual não possui narrador definido.

_________________

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Azeiy
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Re: O primeiro salto da carpa Dom Out 24, 2021 10:53 pm



O Primeiro Salto da Carpa



     Depois de uma longa noite de desconforto e picadas de formiga, acordei com o sol finalmente tendo a coragem de aparecer e acertar seus insolentes raios em meus olhos, por mais que minhas memórias ainda estivessem decidindo se meus enigmáticos sonhos eram realidade ou ilusão, me lembrava perfeitamente de onde tinha adormecido e do porque, dormi na exuberante floresta de Toroa, isso pois quando fui até a base do exército revolucionário pela primeira vez, esperava que me oferecessem um quarto, nem que fosse para ser compartilhado com os outros soldados, mas disseram que seria melhor que eu arranjasse outro lugar para repousar, pois estava fedendo muito e isso incomodava os outros, até entendo que posso não estar com o cheiro mais agradável, mas sinceramente, em minha opinião, o cheiro de humano suado que vinha de alguns deles era muito pior que o meu suposto “cheiro de peixe podre”.

     Enfim, no final eu que saí no lucro, pela glória do Deus Carpa, fui logo recebido com uma orquestra da natureza ao acordar, o som dos pássaros cantando era acompanhado com as batidas dos picapaus, não era atoa que Toroa era conhecida como ilha dos artistas, até mesmo a natureza sabia disso, certamente todo desconforto e dor nas costas valiam a pena por conta dessa beldade. Isso certamente tinha sido uma lição do Deus Carpa para mim, ignorantes poderiam dizer que a lição é "Às vezes, a dor e o desconforto podem levar a uma recompensa bela”, mas a lição verdadeira que certamente só poderia ser percebida por uma carpa de bastante fé, é que “dormir na grama faz bem”, uma lição que eu certamente tinha aprendido.

     Após um curto tempo de reflexão, me levantaria do meu leito verde e iria em direção a fonte de água mais próxima, sendo um rio, poça ou até mesmo o vasto mar, após uma boa noite de sono era necessário um bom banho matinal, infelizmente, esses são os primeiros dias de minha jornada divina, o que significa que estou completamente quebrado devido às soqueiras que resolvi comprar antes de partir, hereges podem falar que essa foi uma escolha idiota, mas eu tinha recebido uma mensagem divina do próprio Deus Carpa em meus sonhos, onde tinha visto uma carpa de soqueiras nadando pelo mar, uma clara mensagem para que eu comprasse as soqueiras, e eu, como humilde servo não poderia negar tão claro sinal… Onde estava? Ah sim, como humilde seguidor do caminho da iluminação da carpa, sabia que o dinheiro era apenas um bem material fútil, mas ainda sim, não tinha como comprar sabão sem esse bem material fútil, o que fazia com que meu banho não fosse tão eficaz, talvez olhando por esse lado, aqueles caras estivessem certos em dizer que meu fedor é terrível… Que nada, eles eram muito piores.

     Durante meu banho, minha única preocupação eram os bigodes, não tinha tempo para esfregar todo meu corpo sem sabão, então me preocupava apenas com o mais importante, afinal, não existe ofensa maior do que se apresentar para outra pessoa com os bigodes sujos, terminaria a lavagem com meu corpo em uma situação que eu definiria como um pouco desagradável, mas meus bigodes estariam impecáveis, tudo por eles.

     Logo sairia de meu banho pronto para ir até a base dos revolucionários, já tinha sido recrutado no dia anterior, agora só restava saber quais seriam minhas funções e como poderia trabalhar para derrotar o demoníaco governo mundial, para assim poder espalhar a palavra do Deus Carpa pelo mundo. Me dirigiria até a localização do quartel revolucionário, já tinha sido guiado até lá pela moça que tinha me recrutado, não me lembro se ela tinha dito seu nome, nem sequer me lembro de seu rosto, afinal, cá entre nós, esses humanos são todos iguais, mas lembrava da entrada secreta entre as raízes. Se não houvesse nenhuma interrupção, entraria e seguiria pelo túnel de pedras estreitas aproveitando estar em um lugar fechado para me utilizar do eco, fazendo com que todos ouvissem minha saudação -Que o Deus Carpa nos abençoe nesse lindo dia gritaria pela passagem para que todos ouvissem e fossem inspirados pelo Deus Carpa, caso encontrasse e fosse cumprimentar alguém, diria -Saudações, que os bigodes do Deus Carpa o(a) protejam em seu caminho enquanto abriria e fecharia a boca fazendo um barulho de “BLURPH BLURPH”, o que claramente era um sinal de gratidão pelo início de mais um lindo dia.

Hoyu
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Re: O primeiro salto da carpa Qua Out 27, 2021 11:04 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Acordando de seu sono na floresta de Toroa, mesmo tendo sido deixado de fora pelo seu cheiro horrendo, Raimundo acordava em um dia radiante, com animais cantando, o sol brilhando como se sorrisse para ele e tudo estava maravilhoso... Ao menos era o que ele achava. Repentinamente seus olhos se abrem mais uma vez em cima daquele colchão de terra, sentindo água percorrendo por todo seu corpo, e podia ver que toda aquela manhã perfeita que havia presenciando não passava de um sonho, e finalmente despertava para o mundo real: com um céu nublado e chuva caindo até onde a vista alcançava. Sendo um tritão, já estava acostumado com água e frio, então não era nada que o incomodasse. Talvez até mesmo fosse uma mensagem do Deus Carpa para não se esquecer de suas origens, mas o fato era que logo se levantava, já encharcado pela chuva, e seguia para um rio logo ao lado para se banhar. Por mais que esteja se molhando todo com a água da chuva, aquilo não substituía um bom banho.

Pulando na água corrente, que estava mais agitada por causa da chuva, Raimundo se lavava como podia, em especial seu belo bigode, que ficava impecável após a limpeza, não podendo se dizer o mesmo do rosto do corpo, por não possuir itens de higiene pessoal à disposição. Com seu corpo limpo da melhor forma possível com o que tinha a disposição, logo seguiu para a entrada secreta da base dos revolucionários, que já sabia onde era pelas desavenças do dia anterior. Passando pela passagem escondida pelas raizes, o tritão se viu em um corredor de pedra escuro, até enfim chegar em um local mais aberto feito de concreto, como um bunker subterraneo. Logo no lugar que o corredor de pedra se tornava um bunker, dois revolucionários fardados ouviam os passos de Raimundo e se colocavam em posição. - Alto lá! Quem vem... Urgh. - Raimundo podia ouvir um deles quase vomitando. - É o homem-peixe de ontem. Deixa ele passar.

Os dois abriam caminho então, prendendo a respiração. Entrando então no bunker, Raimundo se deparava com algumas pessoas andando de um lado para o outro, entrando e saindo de algumas poucas portas posicionadas em lados opostos das paredes de cimento. Algumas mesas e cadeiras estavam expalhadas pelo ambiente, onde alguns revolucionários estavam sentados conversando. Ao ver aquele lugar, uma mulher logo se aproximava. O homem-peixe a primeiro momento não a reconhecia, já que os humanos são todos parecidos, mas logo reconheceu o símbolo semelhante a uma cruz na sua ombreira, que havia visto também na mulher que o havia que o havia recrutado. - Bom ver que ainda está por aqui. A comandante está prestes a repassar uma missão, e acabei vendo você entrando quando estava a caminho. Quer vir junto? - Apesar de alguns revolucionários ao redor olharem para Raimundo devido ao seu cheiro, tampando o nariz, a mulher nem reagia àquilo, realizando uma conversa normalmente com o seguidor do deus carpa.


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Re: O primeiro salto da carpa Qui Out 28, 2021 10:25 am



O Primeiro Salto da Carpa



     O mundo dos sonhos realmente era ilusório, acordei pela segunda vez com uma clara expressão de surpresa em meu rosto, não era uma surpresa ruim, afinal a água é o meu verdadeiro lar, mas ainda sim tinha que significar algo, a água me lembra minhas origens… Relembrar as origens é um sinal de humildade… Isso só pode significar uma coisa, a lição verdadeira que o Deus Carpa queria me passar é “Dormir na grama significa humildade E umidade”, uma lição valiosa que com certeza nunca iria esquecer.

     Chegando no quartel tentei cumprimentar meus novos companheiros, mas eles estavam ocupados demais reparando em meu mau cheiro, será que realmente está tão ruim? É impressão minha ou tinha um cara quase vomitando? Que nada, eles é que têm narizes sensíveis demais. Porém, logo vi uma mulher com uma postura diferente dos demais em relação a mim, tinha uma sensação estranha em relação a ela, foi quando olhei em seu uniforme e reconheci o símbolo que tinha visto anteriormente, era essa a mulher que tinha me recrutado no dia anterior, a cumprimentei com minha tradicional saudação e depois ouvi suas palavras, - Pela glória do Deus Carpa! Adoraria iniciar minha jornada com uma esplêndida missão, por favor me leve. - responderia em um tom animado mas ao mesmo tempo sério, um tom que eu definiria como intenso, ou até, ÉPICO... Pelo menos, na minha cabeça era…

     Independente da reação da mulher, faria o que me pedisse, algo havia se clareado em minha mente, aquela mulher não reagia perante meu mau cheiro, isso só podia significar uma coisa, não era apenas um fedor, era uma mensagem do Deus Carpa, esse aspecto fétido me mostraria aqueles que são fortes espiritualmente, aqueles que tinham sido enviados por ele para me guiar no começo de minha jornada. Eu via com clareza, aquela mulher tinha bigodes espirituais bem robustos, deveria deixá-la me guiar inicialmente, mas isso não significava que os outros deveriam ser considerados como perdidos espiritualmente, aquilo era só uma provação inicial do Deus Carpa para que eu achasse meus guias, mas logo deveria retirá-la do meu corpo, pois quem deveria sofrer com minhas provações era apenas eu, sendo assim, meu primeiro objetivo em minha jornada divina deveria ser comprar sabão, para isso precisava de um objeto fútil chamado Berries, que por sua vez, poderia ser obtido com a realização de missões, estava tudo conectado, graças ao Deus Carpa.

     Caso me encontrasse com a comandante, minha reverência seria formal, me curvando levemente com os braços estendidos nas laterais do tronco, obviamente, também com o meu tradicional “BLURPH BLURPH”, que significava minha gratidão em encontrar tal figura, caso não me fosse exigido o silêncio, também falaria -Saudações comandante! Meu nome é Raimundo Koiforowa, estou aqui para lutar por um mundo mais úmido de humildade, com pessoas portando bigodes espirituais limpos por compaixão, esse é o caminho que busco BLURPH! -  



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Re: O primeiro salto da carpa Dom Out 31, 2021 12:08 am

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Assim que entrou na base revolucionária, o homem-peixe recém recrutado era recebido por reações de nojo diante do seu fedor, mesmo após seu banho improvisado. Nitidamente se molhar não havia sido o suficiente, e ele precisaria de um banho completo para amenizar a catinga. Mesmo perdido, uma humana logo se aproximou, agindo de forma amigável, o que causou certa surpresa em Raimundo, mas logo reconheceu o símbolo em sua ombreira. Agora que olhava melhor, podia identificar que uma mecha do seu cabelo era vermelha, outra característica que poderia o ajudar a gravar quem aquela pessoa era. Com a proposta, ele logo se mostrou interessado, arrancando um sorriso da garota. - Que bom, vem comigo. - A verdade é que ela nem mesmo parecia perceber as reações que os outros tinham à carpa, agindo de forma naturalmente, o que levou o homem-peixe a ter a revelação do quão importante aquela mulher seria nos primeiros passos da sua jornada.

Seguindo-a por alguns corredores, que sempre se dividiam em outras 5 passagens, como um labirinto, logo chegaram em frente a uma porta. Sem dúvidas, se não estivesse sendo guiado pela mulher, certamente teria se perdido nas infindáveis ramificações de corredores, mas felizmente chegaram em segurança na sala que, ao entrarem, parecia ser designada para reuniões. A maioria dos rostos humanos ali pareciam todos iguais, mais duas pessoas se destacavam. A primeira era um homem-peixe, que obviamente tinha um rosto bem mais reconhecível, parecendo ser meio enguia e extremamente musculoso, com quase o dobro do tamanho de Raimundo, e estava lendo um livrinho com um par de óculos de leitura no rosto. A outra pessoa era uma mulher humana, que apesar de possuir um rosto genérico a seus olhos, possuía uma grande cicatriz no rosto que a diferenciava dos demais.

Assim que entraram, a mulher da cicatriz pareceu se surpreender com algo, arregalando os olhos, ao olhar para Raimundo, mas nada disse. Os outros humanos, entretanto, logo tamparam o nariz. - Caralho, já falei pro Thomas não deixar o lixo aqui na base, fica acumulando futum de morte. - O homem que disse isso estava de costas para a porta, e nem viu a chegada do grupo. - Não fale uma coisa dessas, Riccardo! - A mulher da cicatriz respondeu, e apontou com os olhos para a porta, fazendo-o se virar e tomar um susto, enquanto a acompanhante de Raimundo parecia confusa. - B-bom... Sentem-se, vamos começar a reunião. É um prazer, Raimundo. - O olhar da mulher, que parecia estar no comando ali, ficava sério, e todos se calaram.

- Como eu havia dito há alguns dias, um grupo de agentes chegou sem aviso em Toroa. A princípio não sabíamos o motivo da visita repentina, ainda mais que Toroa não possui filiação com o Governo Mundial, mas parece que eles estão suspeitando fortemente da presença da base revolucionária aqui. O sr. Hoffmann me disse que até o questionaram sobre o assunto, e ele claramente negou e nos acobertou, mas não podemos deixar isso assim. Preciso que vocês se dividam em dois grupos. Um deles vai monitorar os agentes, para tentarmos descobrir o que pretendem fazer, e o outro vai até o porto sabotar o navio deles. Se as coisas continuarem como estão, não podemos arriscar que eles consigam sair dessa ilha com informações. - Ela olhava para o grupo, mas logo parava seu olhar em Raimundo. - Bom, imagino que você vai ser melhor na missão de sabotagem, e... Bem... Felícia, creio que você é a mais adequada a acompanhá-lo.  

A garota com a cruz no ombro parecia surpresa com o comentário. - Err... Não tenho nada contra, mas não sei se entendi. - o tal Riccardo se manifestava novamente. - E vê se toma um banho antes de ir. Seguindo o corredor te um chuveiro, não sai por ai fedendo assim. - O homem-peixe engua se levanta de supetão. - Deixa que eu vou com eles. Vocês parecem não aguentar cheiro de peixe. - Sem dizer mais nada, seguiu para onde Raimundo e Felicia estavam. - Pode me chamar de Parsha. - Com isso, os outros, incluindo a mulher da cicatriz se levantaram. - Então está definido. Espero um relatório até meio-dia.


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Re: O primeiro salto da carpa Dom Out 31, 2021 12:07 pm



O Primeiro Salto da Carpa



     Os corredores da base eram como um labirinto sombrio, como uma criatura do oceano, eu estava acostumado com a vastidão azul, me sentia meio sufocado naquele lugar tão apertado e confuso, porém minha guia espiritual se mostrava mais certa de seu caminho a cada passo, mesmo quando paredes grossas nos sufocavam, ela conseguia nos guiar até a valiosa liberdade, era isso que significava ser um revolucionário, meus olhos se enchiam de leves lágrimas de admiração que eu rapidamente secava para manter a compostura, era evidente que o Deus Carpa escolheria as pessoas certas para me guiar.

     Quando entrei na sala, logo fui recebido por um comentário misterioso de um homem, fiquei visivelmente confuso, não sentia cheiro e nem via nenhum lixo acumulado, também não tinha entendido a reação da comandante, será que ela gostava de lixo acumulado? Ou será que o homem estava se referindo a mim? Não, não, provavelmente tinha algum lixo escondido que eu não estava vendo. Bem, isso indicava que diferente dos outros, a comandante certamente não tinha o nariz sensível, o que fazia dela também uma guia escolhida pelo Deus Carpa, eu deveria obedecer a essa mulher. Também percebi que finalmente estava conseguindo diferenciar um pouco esses humanos, minhas duas guias tinham características que as diferenciavam dos demais, mais um sinal que eram escolhidas pelo Deus Carpa, mas uma figura que eu realmente conseguia diferenciar naquela sala era o outro homem-peixe, um irmão do mar finalmente, ele parecia colossal e absolutamente imponente, estava curioso sobre qual seria o papel que o Deus Carpa o daria em minha jornada.

     -Pela Glória do Deus Carpa, não a desapontarei em minha missão!- falava novamente em um tom que eu definiria como ÉPICO, logo em seguida ouvia o comentário sobre o banho, era impressionante como o olfato desses humanos era sensível, não aguentavam nenhum cheirinho de peixe podre, estragado, fétido… Bem, pelo menos o irmão do mar logo se mostrava indiferente ao meu odor, o que também indicava sua importante missão em minha jornada, foi através de suas palavras que eu percebi, era evidente, aquele homem tinha sido enviado pelo Deus Enguia para auxiliar na minha jornada, era óbvio, o Deus Carpa e o Deus Enguia eram grandes companheiros, tão claro o sinal que até o nome dele lembrava a palavra “parça”, com isso, tinha certeza que esse homem seria um grande aliado em minha jornada.

     -Saudações irmão Parsha, me chamo Raimundo Koiforowa, mas se Raimundo for um nome muito grande e incômodo, pode me chamar de Koi, ou Rai- diria alegremente para Parsha, mas também me direcionaria para Felícia em minha fala, quando falava do possível apelido “Rai”, fechava um pouco o rosto, tinha a impressão de que em algum momento da minha vida antes de encontrar o Deus Carpa, alguém me chamava por esse nome, mas isso não importava, quando conheci o Deus Carpa nasci de novo, minha vida antes disso não é relevante.

     - Mas me diga irmão, que tipo de dano queres que eu faça no navio dos agentes? Um dano sutil para que eles afundem sem nem saber o porquê, ou um dano monstruoso, para que eles nem consigam partir?- diria para Parsha, inicialmente queria perguntar para a comandante, mas uma vez que ela terminava a reunião formalmente me sentia inseguro em fazer perguntas a ela, mas falaria em um tom alto suficiente para que ela também ouvisse, assim, se ela quisesse também poderia responder.

     Meus colegas de equipe pareciam ser os escolhidos pelo Deus Carpa e não se importavam com o cheiro, mas um pensamento me veio à mente, os humanos tinham narizes muito sensíveis, o que significava que meu mau cheiro poderia ser um empecilho caso precisasse ser furtivo em algum momento, levando isso em consideração, após respondida minha pergunta anterior, me direcionaria para meus dois companheiros e diria - Acho que o companheiro Riccardo está certo, seria uma lástima se eu fosse detectado pelo odor em uma situação de furtividade, se me dão permissão, gostaria de usar os chuveiros e o sabão de vocês -, uma vez que tivesse permissão, seguiria para o chuveiro e tomaria uma boa ducha, porém tomaria cuidado para não me esfregar muito, queria ficar com um cheiro neutro que de maneira alguma chamasse atenção, além disso, não queria gastar mais sabão do que o necessário, afinal aquilo não era meu, não queria gastar muitos recursos da base, tomaria o banho inteiro entoando meu clássico “BLURPH BLURPH”, um sinal da minha imensa gratidão pela ducha.





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Hoyu
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Re: O primeiro salto da carpa Qua Nov 03, 2021 9:24 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Finalmente chegando na sala de reuniões, Raimundo foi recebido de uma forma semelhante à dos outros humanos, mas logo reconheceu mais dois enviados do deus carpa em sua jornada: a líder do QG e um irmão homem-peixe. A missão foi repassada, e a carpa seria enviada para sabotar o navio dos agentes que haviam sido enviados para a ilha, e iria junto de Felicia e Parsha, que não pareciam se importar com o seu cheiro. - Rai tá bom, eu acho. - Os outros revolucionários começaram a sair da sala às pressas, mas Raimundo ainda queria tirar uma duvida, então a proferiu em voz alta para que Natasha também a ouvisse enquanto saia. - Algo sutil seria melhor. Não queremos que eles percebam que algo foi feito e fiquem ainda mais desconfiados. É apenas uma precaução. - Respondeu à questão ao ouvi-la enquanto saia da sala, e logo se retirou.

Restava então o banho, que o homem-peixe julgou ser a melhor escolha, do contrário o olfato apurado dos humanos o identificaria facilmente. - Banho? Ahn... Acho melhor Parsha te guiar até o banheiro masculino. - Parsha logo suspirou e tomou a dianteira. - Vem comigo. Esse lugar é um labirinto, e enquanto não tiver se acostumado com os trajetos, é melhor andar acompanhando de alguém que saiba onde está indo. - Assim, Raimundo logo foi guiado até um banheiro, que naquele momento parecia estar vazio. Com um espaço aberto cheio de chuveiros, parecia que os banhos eram em conjunto, sem divisórias para preservar a privacidade. Com isso, logo pegou um sabão e começou a se banhar, conseguindo tirar boa parte do seu cheiro, e saindo limpinho. - Ótimo, vamos lá. - Parsha, que estava apoiado na parede com seus óculos de leitura e lendo um livro, guardou ambos ao se levantar, seguindo de volta para que Raimundo o acompanhasse. Ao retornarem, encontraram Felicia sentada na mesa de reunião, esperando os dois. - Ah, que bom que voltaram. Eu tava pra perguntas, mas... Algum de vocês entende de navios? Acho que é importante para a missão.



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Re: O primeiro salto da carpa Qui Nov 04, 2021 11:12 am



O Primeiro Salto da Carpa



     -BLURPH! Pela glória do Deus Carpa! O grande ser divino me forneceu conhecimento sobre navios, eu posso ajudar com isso! E talvez tenha um plano, se me permitirem dizer. - diria com entusiasmo, era óbvio que o Deus Carpa tinha me dado o conhecimento sobre navios, afinal, eles tinham sido um presente dele para a humanidade, para que eles pudessem ter pelo menos um gosto do que é o mar, essa era uma informação que eu deveria lembrar quando fosse escrever o grande livro sagrado do Deus Carpa.

     Se me permitissem dizer, o plano seria: -Se é um dano sútil que querem, acho que posso ter a solução, BLURPH! Por mais que o que eu busque seja os caminhos da alma, também tenho bastante conhecimento sobre os caminhos da matéria, acho que utilizando a grande arte marcial aquática posso causar alguns danos no casco, não para quebrá-lo, mas sim para fragiliza-lo, é aí que você entra Parsha, preciso que procure criaturas aquáticas ao redor do porto, as maiores que conseguir encontrar, então peça para que elas ataquem o casco do barco quando ele partir, diga para que elas só ataquem quando puderem olhar de fora da água e não verem mais essa ilha no horizonte, leve também carne ou algum outro tipo de comida para elas, assim poderá negociar para que elas façam o serviço.- Aguardaria calmamente por qualquer reclamação ou adendo de Parsha, caso ele falasse que não é bom de lábia, mesmo com criaturas marítimas, diria -Então ofereça bastante comida pelo serviço, elas não negarão, qualquer coisa desconta do meu salário, sou eu quem ta dando a ideia afinal.-, caso ele falasse que não tem nenhuma criatura que seja minimamente grandinha na região, diria -você acha que consegue danificar o barco deles enquanto eles estão navegando, furtivamente, e fazendo-os acreditar que foi uma criatura?- caso a resposta dele fosse negativa, me candidataria a essa função.

     Depois de esclarecido com Parsha me viraria para Felícia e diria: -Enquanto isso, seria bom se você ficasse vigiando o barco, Parsha provavelmente estará nadando bem longe e eu tentarei ficar escondido embaixo do casco enquanto o danifico, mas ainda assim, o precavido morreu de velho, se algum agente ou associado deles aparecer, peço que tente os distrair de alguma forma, seja por lábia ou alguma outra distração, menos violência, por favor.-, uma vez que todos estivessem de acordo, sugeriria que seguíssemos primeiro a um mercadinho, para que pudéssemos comprar a comida que seria usada para negociar com os peixes e depois para o barco dos agentes.

     Se não houvesse interrupções ou imprevistos, começaria a operação, entrando no mar sutilmente e indo em direção ao casco do barco inimigo, utilizaria do karatê dos homens-peixe para gerar pressões na água, atacando o barco com força suficiente para apenas danificar levemente e fragilizar o casco, utilizaria de meus conhecimentos em física para isso, tendo controle sobre meu nervosismo graças a minha natureza impassível, se tudo ocorresse bem, logo voltaria até Felícia e esperaria pelo sucesso de Parsha.



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Re: O primeiro salto da carpa Dom Nov 07, 2021 9:59 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Realizando a reunião estratégica, Raimundo podia ver que aquela missão certamente não havia sido dada a ele por acaso: certamente estava recebendo a ajuda do deus carpa, recebendo um serviço que exigia exatamente seus conhecimentos. Com sua resposta, Felícia pareceu ficar animada. - Maravilha! Já começamos bem. - Parsha assentiu, e ambos se puseram a ouvir o plano do homem-peixe carpa. Ambos se mantiveram ouvindo tudo, e o primeiro a se manifestar foi o homem-enguia. - Eu precisaria de bastante comida para convence-las a fazer algo assim, mas é, pode funcionar. - Parsha parecia pensativo, com a mão no queixo. - Eu sou amiga de um açougueiro da cidade. Talvez ele possa nos ajudar. - Felícia parecia estar animada, já se levantando para sair, mas Parsha se mantinha no lugar, olhando para Raimundo. - Mas para fazer algo assim você vai ter que ter bastante cuidado com seus golpes. Um soco errado e você faz um buraco por acidente. Espero que saiba o que está fazendo.

O homem-peixe enguia levantou-se também, e logo o trio começou a seguir pelos corredores labirínticos da base novamente, seguindo para fora. Enquanto saiam, Raimundo se aproximou de Felícia, que seguia à frente com uma marcha animada, buscando fazer-lhe um pedido. - Pode deixar! Posso ser bem irritante quando eu quero! Hihihi. - Em meio às risadinhas, Felícia deu uma cotovelada leve na costela de Raimundo. - E você, hein! Tá se dando muito bem, até já começou fazendo planos e comandando a operação! Se continuar sendo assim, proativo e decidido, vai se dar muito bem por aqui. - Com uma piscadela, Felícia voltou a liderar a comitiva, enquanto saiam da base e tomavam a chuva em direção à cidade. Parsha parecia não lugar muito para a chuva que caia, mas Felícia logo tirava o paletó do se uniforme, erguendo-o acima do corpo como um guarda-chuva improvisado. Acelerando o passo, seguiam até a cidade, com poucas pessoas com guarda-chuvas nas ruas, e logo chegavam em uma lojinha com cobertura na frente da porta. - É aqui. Vou lá chamar ele. - Pouco tempo depois de entrar, Felícia voltou junto de um senhorzinho narigudo, com o topo da cabeça calva, e apenas uns tufos de cabelo branco perto da orelha. - Então esses são seus amigos? Querida, eu adoraria ajuda-los, mas meus estoques estão meio escassos. Eu deveria ter recebido uma reposição hoje de manhã da fazenda Becker, mas por algum motivo as peças de carne não chegaram ainda. Ouvi dizer que estava acontecendo alguma confusão praquelas bandas, mas por causa dessa chuva maldita não pude ir ver o que houve ainda, mas se quiserem voltar mais tarde, eu preparo tudo pra vocês.

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Última edição por Hoyu em Qui Nov 11, 2021 10:09 pm, editado 1 vez(es)
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Re: O primeiro salto da carpa Seg Nov 08, 2021 11:28 am



O Primeiro Salto da Carpa



     Nossa primeira reunião estratégica se encerrava graciosamente bem, era a primeira vez que agia de forma proativa em minha vida, antes de ter meu encontro com o Deus Carpa me lembrava de ser um homem retraído e sem destino, mas desde minha iluminação sinto-me mais calmo e decidido, tanto que até minha guia reconheceu isso. Era evidente que a proatividade me seria útil, não só em minha jornada como revolucionário mas também em minha missão divina de espalhar a palavra do Deus Carpa, mas não podia deixar o orgulho subir a cabeça, - Agradeço pelas palavras, mas apenas dei sugestões baseadas em minha especialidade, que são barcos, de forma alguma me esqueci que estou no começo de minha jornada e que vocês são os que têm experiência aqui, minha confusão perante esses corredores é a prova disso, conto com vocês e com o Deus Carpa, meus companheiros. - Diria enquanto andava pelos corredores guiado por Felícia.

     Ao sair da base, me deparei novamente com a calorosa chuva, que me recebia como uma mãe recebe seus filhos, logo notei que diferente de mim e Parsha, Felícia parecia incomodada e tentava se esconder da chuva, isso pois, a água não era a casa dos humanos, a chuva para eles era incômoda, assim como o impiedoso sol para nós, esse era o equilíbrio perfeito, com uma equipe equilibrada como essa, sabia que estaria no caminho certo. Mas uma certa sensação me incomodava, a chuva era um presente do Deus Carpa para seus filhos, mas ela tinha dois significados, podia tanto ser um presente acolhedor, quanto um presente que os preparava para uma batalha, uma sensação gélida passava pela minha espinha, mas engoli minhas preocupações e segui em frente.

     Chegando no açougue, o açougueiro logo veio nos dizer sua situação, minha espinha gelou novamente ao ouvir suas palavras, alguma confusão estava acontecendo em uma fazenda, aos poucos eu temia que a chuva acolhedora pudesse ter outro significado, mas, mesmo diante a um perigo terrível, uma carpa nunca arrepia seus bigodes, me mantinha calmo. Tínhamos saído da base a pouco tempo, supostamente ainda tínhamos algum tempo para concluir a missão, com isso em mente, me viraria para meus companheiros, - Talvez seja bom checarmos o que está acontecendo na tal fazenda, ainda temos tempo, não é? Talvez possamos descobrir por que as mercadorias do homem ainda não chegaram e ajudar. - Sugeriria, caso eles parecessem com pressa, diria - Então talvez seja melhor um de nós procurar outro mercado ou coisa parecida enquanto os outros dois vão até a fazenda, já digo que eu não sou o melhor para procurar estabelecimentos, ainda não conheço o local afinal. - Se tudo estivesse de acordo, seguiria então para a fazenda checar quais eram os problemas, sempre tentando estar ciente aos meus arredores, enquanto andava pela cidade analisava bem cada pessoa que passava por mim, tentava sempre ver se alguém tinha alguma tatuagem de carpa, pois esses eram os que carregavam mensagens do Deus Carpa, no momento estava em missão e não poderia questioná-los, mas tentaria perguntar para Felícia ou Parsha quem era a pessoa para que depois eu pudesse reencontrá-la e perguntar qual era a mensagem. Caso percebesse algum engravatado passando por nós, não analisaria este, pois as gravatas geralmente são uniformes do governo e é melhor evitar a atenção deles por enquanto.