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Vincenzo Leone Sex Out 01, 2021 11:36 pm



Vincenzo








Sobre o Personagem


Nome: Vincenzo Leone
Idade: 26
Género: Masculino
Mão Predominante: Esquerda.
Altura: 166 cm
Peso: 55 kg
Raça: Humano
Origem: Sirarossa
Localização: Shells Town
Grupo: Civil

Complementos



Aparência:
A estatura baixa é acompanhada de uma estrutura corpórea pouco desenvolvida para o combate físico. Quando exposto, seu tronco lhe confere até mesmo um aspecto cadavérico, fruto da combinação entre magreza e palidez - característica evidenciada pelos seus hábitos noturnos e a baixa exposição solar.

Tratando daquilo que é mutável em seu parecer, é bem difícil definir qual é o status quo, visto que Vincenzo está sempre se disfarçando conforme a necessidade do local e objetivo. Camisas e calças lisas em cores neutras são sua preferência pessoal, além de um sobretudo com zíper que vai até o joelho e mangas tão longas quanto. Esse item geralmente é decorado com estampas que apesar de chamativas por si só (floridas ou outros ornamentos artísticos), geram um equilíbrio junto do resto do visual simplório. Para fechar a vestimenta principal, os chinelos de dedo quase tem vida própria, já que são sua única escolha.

O rosto certamente é o ponto de destaque. Os olhos sempre semicerrados escancaram sua sonolência e camuflam o brilho de suas íris caramelo. Com a face em formato hexagonal e os lábios finos, se desenha uma feição mais delicada, cortada apenas pelas sobrancelhas mais grossas, responsáveis por dar aquela pitada rústica. O cabelo liso na altura dos ombros em mechas alternadas de branco e preto é sua marca registrada, que também garante penteados variados à mercê de sua vontade.

Ademais, não tem tatuagens e nem cicatrizes significativas. Seu visual é completo por um brinco de pedras na orelha esquerda e alguns anéis pouco chamativos e nada dignos de detalhamento.

Personalidade:
Apesar de toda a pompa, Vincenzo é na maioria do tempo bem humorado, abusando da ironia e de trocadilhos péssimos. O seu desprendimento com a vida o tornou livre, portanto, não costuma medir palavras e atos por medo de repreensão. Crescer sendo o caçula dos Leone lhe conferiu o papel de alívio cômico do grupo; como dormia dois terços do dia, sempre carregava consigo energia acumulada que precisava ser descarregada de alguma forma, seja irritando os outros por diversão ou fazendo perguntas demais. Esses são os únicos resquícios da infância que perduram até hoje, quando exala hiperatividade durante as poucas horas em que passa acordado. Essa eletricidade geralmente é concentrada com desafios que se auto impõe que vão dos mais bobos aos mais perigosos.

Basicamente, é adepto da filosofia do SE: e se eu soltar todos os prisioneiros da prisão X? E se eu testar a segurança dessa mansão? E se eu tentar quebrar o recorde de shots desse bar? Leone é apaixonado por essa arte de desconstrução do conforto e pelos revezes que isso traz. Não por acaso, estar em sua companhia é uma certeza de conviver com o risco, já que esse traço de insanidade costuma acumular inimigos pelo caminho. No geral, é uma figura descontraída e não é difícil se afeiçoar pela sua espontaneidade, ainda que essa recíproca quase nunca seja correspondida desde os incidentes em Sirarossa. Através de um mecanismo de defesa inconsciente, se condicionou para simplesmente não se apegar emocionalmente a ninguém e cumpre essa prerrogativa bem até então.

Ok, isso vai até a página dois, quando a versão Vincenzo atirador entra em ação e as coisas mudam.

Baleia o treinou como um verdadeiro soldado e Coruja usa todos os artifícios disponíveis para ser o mais preciso possível. Quando tem um objetivo claro ou um oponente, não se dá o luxo de brincar, humilhar o oponente ou dar margem para o azar: ele o concretiza. Assim como a marinha, atira primeiro e pergunta depois. Até por isso, cultivou uma competitividade pouco saudável. Quer sempre estar um passo à frente e se irrita profundamente ao se ver superado por um adversário. Como um jogo de xadrez, acredita que o vencedor será sempre aquele que conseguir prever o máximo de acontecimentos, e seus atos convergem para que mantenha a vantagem e controle da situação o tempo todo.

Seria um intelecto cascudo e difícil de bater, mas todos tem um ponto fraco. Basta feri-lo o suficiente para que toda essa racionalidade enxadrista vá para o caralho e Vincenzo se torne um verdadeiro animal, buscando ferir quem seja das formas mais sujas e desesperadas existentes. Sua tendência suicida é inflamada e pode ir até as últimas consequências se for o preço para apagar um alvo.

Por fim, Coruja não é nada além de um rapaz alegre que foi inserido em um contexto mais sombrio que os demais e que teve a personalidade moldada para responder à altura.

História:

Onde a merda teve inicio

Sendo bem sincero, dizer que sei como tudo começou seria mentir descaradamente, mas vou forçar a cuca pra ver se consigo construir a linha de tempo que me trouxe até aqui.

Nasci em Sirarossa, a ilha que ninguém gosta - riminha pobre como costumávamos chamar. Se conhece Sirarossa, não preciso me prorrogar sobre a violência transbordante que parece ter como único objetivo moldar nosso caráter para adaptar-se a ela. Nossa família, Leone, não era exceção. É bem verdade que nunca fomos protagonistas, os Nava, Costa e Nista dominavam as áreas graças ao seu maior número e muitas vezes nos víamos acuados, em subatividades que não eram rentáveis o bastante para alimentar a todos.

Se é pra jogar sujo, rolemos os dados.

Minha infância se misturou com o momento mais turbulento da família, que rachou depois de inúmeras e pesadas discussões. De um lado, a bandeira erguida era de protesto e reinvindicação de uma posição melhor dentro de Sirarossa. Fruto da amargura de anos e anos na carne de pescoço, alguns membros decidiram entrar na dança das cadeiras das máfias, com intuito único de espalhar o nome Leone como sinônimo de poder para que no futuro, quem sabe, pudéssemos beliscar uma vaguinha na trindade que dominava a ilha. Essa ousadia não perpetuou entre a grande maioria, que preferiu continuar no regime de vacas magras, aceitando a submissão às demais famílias e o sucateamento a qual eram condicionadas. Meus pais, Domenico e Giorgia, abominavam fortemente qualquer expressão de violência e jamais sucumbiriam à tentação de tentar a sorte nesse jogo de Máfia. Por aí, você já deve imaginar a educação que o Vince aqui recebia diariamente. Depois de cada confusão que eu me metia, mais crescia a sensação de que além de apenas uma decepção, eles me consideravam um erro. Eram daquele tipo de pessoa que nasce, se alimenta, tem suas proles e assiste a vida ir embora passivamente torcendo para que, sabe se lá como, seu bom comportamento seja recompensado depois que os vermes terminarem de se alimentar de sua carne. Mas eu não me encaixo, definitivamente. Acho que alguns estão destinados a serem bicho ruim mesmo, vai saber.

A divisão da família foi a oportunidade perfeita para nos separarmos. Martino, meu tio, foi um dos idealizadores dessa nova fase dos Leone, e foi quem me "adotou" depois do rompimento. Ele era um ex-marinheiro de alta patente e tinha no repertório diversos conhecimentos militares, todos bem difundidos entre o nosso grupo, que se armou e especializou ao máximo visando a autodefesa. Ao todo, éramos apenas cinco, e cada um levava um codinome que permitia a identificação pelas ruas.

Aqui vai um pequeno resumo:


Nome: Carlo Leone
Codinome: Leão
Função: Líder, chefe de finanças, negociador e porta-voz.
Descrição: Carlo era um homem alto e esguio, com a cara de mal que todo bom chefe parece precisar ter. Era mal humorado e não perdia uma única oportunidade de nos puxar a orelha. Seu codinome vem da barba na altura do peito, que aliás, não me lembro de tê-lo visto raspando; só nela devia ter uns 10% de seu peso. Também nunca o vi lutando, então não faço ideia do que ele sabia fazer. Não raramente a posição de destaque subia à cabeça, e cheguei a duvidar que realmente seu objetivo era altruísta como na carteirinha. Para falar a verdade, sinto que se ele precisasse passar por cima da família para propagar o próprio nome atrás de luxos e privilégios, o faria.

Nome: Martino Leone
Codinome: Baleia
Função: Ferreiro, general de operações e especialista em combate com clavas, mangual e outras armas absurdamente pesadas.
Descrição: Martino levava o codinome de Baleia já que… bem, os anos de aposentadoria não fizeram bem para o seu IMC. Ostentando mais de dois metros de altura (e talvez até mais de largura), ele era realmente um rolo compressor e com certeza, o mais forte de nós. Em contrapartida, era também o mais amoroso, engraçado e parceiro de todos, uma figura antagônica a de Carlo - e portanto, sobrava para ele o papel de manter o Leão nos trilhos. Não é para menos, ele não estava lá para tocar o terror, mas para galgar uma posição de mais conforto e dignidade para a família. De todos no grupo, era Baleia quem eu mais admirava, talvez por ser a única figura paterna em quem eu realmente podia me espelhar.

Nome: Simona Leone
Codinome: Serpente
Função: Falsificadora de documentos, espiã e especialista no combate com adagas.
Descrição: Vi em retratos que Simona era estupidamente bonita… algumas décadas atrás. Quando o grupo se formou, ela se destacava mesmo pela fofoca e acidez nas palavras, que lhe taxou o codinome de Serpente. Apesar disso, era extremamente leal e suas madeixas quase sempre tingidas de uma cor extravagante até que lhe davam um visual bacana.

Nome: Filippo Tabasco
Codinome: Rato
Função: Saqueador, linha de frente e caloteiro de carteirinha.
Descrição: A feiura em pessoa, a sujeira em estado puro. Se vissem o par de dentes querendo fugir para fora da boca, o codinome seria autoexplicativo. O Rato nem era um Leone, mas foi admitido na família ao ter salvo a vida de Carlo durante um confronto que saiu do controle. Apesar de sempre utilizar de golpes baixos, não lembro de tê-lo visto nos sacaneando e pelo contrário, todos pareciam depositar muita confiança em sua pessoa. Confesso que esse é o caso mais curioso para mim, já que de certa forma expandiu meu conceito de família para além daquilo de ser ou não do mesmo sangue.

Nome: Vincenzo Leone
Codinome: Coruja
Função: Atirador
Descrição: O mais bonito e mais talentoso da porra toda… na verdade, era só eu. Passei o fim da infância e grande parte da adolescência no grupo. Sendo o caçula, é bem verdade que eu não tinha funções muito complexas e nem era tanto exposto, mas por outro, também não tinha tanta influência nas decisões - para não dizer zero. Meu único destaque era quando o grupo precisava de alguém que ficasse na encolha e pudesse atacar a distância, onde minha mira brilhava, modéstia à parte. Por alguma razão, sempre tive facilidade no manuseio de armas de fogo e uma visão - diziam - privilegiada. O codinome… bom… eu prefiro não comentar.


Mentira, eu vou contar sim.

Eu tenho uma particularidade um tanto enfadonha: durmo demais. De vez em quando virava vinte e quatro horas direto desacordado, mais de vez do que em quando. Uma vez calcularam e tiraram a conclusão de que eu dormia duas vezes mais do que uma pessoa comum e normalmente só estava disposto durante a noite. Como se não bastasse, assim como a ave, desenvolvi precisão visual na escuridão em decorrência dos hábitos noturnos, e aí estava feito o apelido.

O Coruja. Quem dera eu conseguisse dormir de pé também.


Nem tudo são flores

O que pouca gente sabe sobre as Máfias é que muito do que as sustenta vem de patrocínio de quem busca sua proteção ou seu apoio nos diversos âmbitos da sociedade, incluindo político. Contudo, me dói dizer que nós, Leones, não passávamos de amadores. Roubávamos, traficávamos e batíamos ponto em todo trabalho de peão que se pode imaginar. A balança começou a pender para onde não desejávamos; lucramos, sim, mas a lista de inimigos cresceu em velocidade dobrada. Faltava para nós um negócio verdadeiramente rentável, que não nos colocasse em tantas disputas físicas e também não disputasse clientela com as demais famílias de Sirarossa.

Combinamos o serviço de agiotagem com uma pirâmide financeira, apoiada por alguns marinheiros corruptos conhecidos de Baleia. Basicamente, éramos leais com 99% daqueles que faziam investimentos conosco, afinal, precisávamos que apenas um peixe grande entrasse no negócio e seu valor ultrapassasse os custos que tínhamos pagando os pequenos cardumes, sustentados até então pelos juros de nossas cobranças. Dessa forma, só era necessário apagar um ou outro (estes peixes-grandes) e dificilmente seríamos pegos. Com o dinheiro deles, era possível nos sustentarmos, pagarmos os marinheiros infiltrados que levavam o negócio para outras ilhas e reiniciar o ciclo com os valores pequenos, os mais importantes, já que retroalimentavam o boca a boca que precisávamos para espalhar o negócio entre as pessoas. Foi assim que a Serpente me disse que funcionava, mas eu só aparecia quando era necessário cobrar um empréstimo ou assassinar um cliente, nunca participei da negociação inicial e nem sei qual era o modelo de negócio que apresentavam. Dado o sucesso, parecia bem convincente.

Convincente até demais.
No fundo, qualquer um com o intelecto um pouco mais desenvolvido flagraria essa balela. Sei pouco de matemática, mas acho que essa conta de que a pirâmide se sustentava tão harmoniosamente assim não bate. Minha intuição diz que era algo mais vergonhoso e mal feito do que todo esse plano, a Serpente exagerava muito em suas histórias e não sei se dá para levar tudo ao pé da letra. No fim, se estava entrando grana e podíamos comer, era o que importava.

A família Leone começou a ganhar notoriedade no submundo, e o Leão já era responsável por alguns grupos que agiam sob nossos interesses e não necessariamente faziam parte da família. Quando o negócio finalmente chegou aos ouvidos das outras máfias foi a gota d’água. Foi um erro enorme pensarmos que em um núcleo de cinco poderíamos almejar o topo em uma sociedade caótica como aquela. Não que fossemos uma grande ameaça, mas o que fazia a fama deles era que nem mesmo um pequeno incômodo era deixado de lado, e esse incômodo éramos nós. Primeiro apagaram o rato, e antes que pudéssemos pensar em um contra-ataque, cercaram o Leão no único descuido que ele teve, ao passar desarmado em um beco de território inimigo.

Nossa liderança se foi, e mal sabemos qual das três famílias foi a responsável - se é que não foram todas, já que rumores de alguns acordos travados entre elas começaram a pipocar aqui e ali justamente nessa época. Junto de Rato e Leão, ceifaram nossa motivação, nosso norte. Era questão de tempo para que o Baleia, a Serpente ou eu encontrássemos o mesmo destino. Naquele momento, só me aliviava saber que o outro lado da família, que optou por colaborar, não estava sofrendo com a caçada.

Como um sobrenome chega ao fim

O tempo passou e nós três voltamos a ser ratos de bueiro, vivendo de migalhas e fugindo do sol a todo custo. Havíamos inimigos à espreita em cada esquina e bastava a pequena suspeita para ganharmos o tão sonhado paletó de madeira. Revezamos  alguns seletos esconderijos pela ilha e durante muito tempo permanecemos longe do radar e consequentemente, da morte. Estar sempre no background das operações foi uma vantagem inegável para mim. Era só mais um anônimo em um contexto mais amplo, e tive poucos feitos capazes de magnetizar inimigos fora da bolha das máfias de Sirarossa. Foi justamente essa dedução que entregou quem fora nossos delatores de bandeja: os próprios Leone, que tinham o conhecimento das bases onde operávamos. Eu custei para acreditar e não contei essa suspeita ao Baleia a tempo de evitar o pior.

Quem diria que os responsáveis pelo extermínio seriam os mesmos que um dia já dividiram o prato conosco.

Deu a lógica. Sabíamos que aquela situação não se estenderia por muito tempo, e aquele dia ficou marcado como o fim do nosso grupo. Sei que foi traição porque sempre nos certificamos de manter o acesso à base com muitos segredos e saídas de emergência nada óbvias, só um Leone teria o conhecimento para orquestrar uma invasão com 100% de taxa de sucesso. Capangas de uma das famílias (que não pude reconhecer graças ao nervosismo e adrenalina do momento) nos cercaram por absolutamente todo o perímetro, nem mesmo a menor das frestas estava livre da vigia. Foi um tsunami apagando a última chama de esperança, e eu quase podia ouvir a voz da morte sussurrando nos ouvidos.

Verdadeiros heróis se provam na atitude.

Meu estado de pânico me ensurdeceu repentinamente, mas imagino que as últimas palavras de Baleia tenham sido tão poderosas quanto o sorriso que nos deu antes de se sacrificar. Com um machado em cada mão, ele enfrentou a todos de peito aberto e até aquele momento, eu duvidava que alguém pudesse receber tantos tiros e continuar lutando. Ele era feroz e se fez gigante como no apelido, destruindo o concreto e abrindo passagem para nós enquanto segurava os inimigos na pura força de espírito. Meu cérebro tem até hoje a fotografia exata da visão naquele momento: ele já não tinha brilho nos olhos e nem humanidade, como se todo o seu corpo fosse apenas uma manifestação da sua vontade de nos proteger. Provavelmente nem tinha mais consciência, só seguia lutando e lutando, derrubando um por um como uma máquina. Não posso imaginar imaginar morte mais honrosa que a de Baleia. Martino só queria uma aposentadoria tranquila, beberia seu rum enquanto a cadeira de balanço choraria de aguentar o peso. Seria um final feliz, merecido para a atitude que me permitiu estar contando essa história agora. Se todos temos um motivo para existir, no extrato do universo ele estará lá registrado como alguém que morreu pelo que acreditava.

Ah, e a Serpente?
Bom…

Não sei bem o que ocorreu com ela, são inúmeras possibilidades. Mais tarde do mesmo dia da fuga, adormeci exausto enquanto eu e ela estávamos repousando em um outro esconderijo improvisado. Como contei antes, tenho um sono bem pesado, e a Serpente já estava acostumada com isso. Acordei a poucos metros dali, mas muitas horas à frente. Fato é, Simona não estava mais lá. Me arrisquei por Sirarrossa e a procurei por tudo que é canto, até aceitar a triste realidade de que eu era o último do grupo. Eu estava acompanhado dos flashbacks dos momentos que tivemos, mas isso não bastava. Como outras tantas dúvidas que me assombraram naquela época, também não sei se ela foi pega ou simplesmente me abandonou para ter de proteger outro pescoço além do próprio. A segunda hipótese me parece mais coerente, a impressão que tive de sua lealdade pelo jeito se limitava ao resto do grupo, não a mim.

Nosso zoológico faliu.

O sol nasceu algumas vezes depois dali, tempo suficiente para refletir.

Mais desamparado que peixe no deserto, fui burro ao pensar que fosse só uma paranoia e que no fundo, meus pais ainda ficariam felizes em me ver vivo e de volta a família, apesar de todos os fatos apontarem para uma óbvia traição. O corpo cambaleante de fraqueza e a barriga roncando foram grandes estímulos para essa decisão, combustíveis para que eu me arriscasse outra vez e fosse até minha antiga casa pedir por uma segunda chance. No caminho, eu ensaiava sorrisos e gestos que me fizessem parecer menos abalado e destruído, mas não há como disfarçar o vazio. Na cabeça, eu lutava contra meu orgulho e tentava traçar cenários em que tudo terminaria bem, e até que fui bem sucedido: aos poucos, eu conseguia criar algum ânimo, mas essa merda de nada adiantou. A história de conto de fadas foi interrompido na última esquina antes de chegar ao destino; ao fundo, vi meu pai em uma conversa com um rapaz de terno, a qual reconheci de prontidão.

Ele estava lá. Ele estava lá. Ele estava lá. Ele estava lá.

O olhar embriagado, o sorriso malicioso. Meu pai estava cheio de amizade com o maldito que coordenou o ataque a nós dias atrás. Eu não estava louco! Os santinhos da família realmente nos entregaram. Mas a que custo? Em mil universos paralelos, eu não poderia conceber a ideia desses bons samaritanos nos vendendo para outras famílias, mas a realidade tende a ser sempre pior do que especulamos. No susto, não tive tempo de abafar com a mão um grito de surpresa que denunciou minha posição. A partir daí, foi ladeira a baixo. Imediatamente o homem alertou alguns aliados e vivenciei a fuga mais custosa da minha vida. Rasguei becos e vielas em velocidade máxima, aproveitando do corpo pequeno para entrar em brechas que ajudassem a despista-los. A minha vida dependia dos próximos minutos e eu não poderia falhar de forma alguma... mas falhei. Prendi a perna esquerda em um arame farpado que me arrancou tanto sangue quanto mobilidade. Recostei-me abaixo de uma escada e fiz de sua sombra minha esperança de passar despercebido. A mão pressionando o sangramento na perna tinha como objetivo estanca-lo, mas a dor me levou a um estado que até hoje não controlo bem e temo reencontrar. Meu lado racional simplesmente desligou e do que se sucedeu eu só lembro de alguns recortes:

A corrida desesperada pelo centro.
O rastro de sangue deixado para trás.
Os golpes com o tronco para forçar a entrada de um estabelecimento qualquer.
Minha mão alcançando um revólver... o dedo puxando o gatilho...
Uma... duas... oito vezes...
E depois corta direto para a sensação de náusea em alto mar em um bote pouco provável de resistir às ondas.
Fuga bem sucedida.

O que aconteceu eu não sei, mas o que fiz inconscientemente naquele dia garantiu que todas as três grandes famílias de Sirarossa me perseguissem até hoje. Consegui fugir da ilha e por lá deixei todo o apreço que eu tinha pela família e a vida em si. Foi onde floresceu o ódio que carrego com essa falsa impressão de justiça e karma. Tem gente que só nasce para se foder mesmo, e eu sou um deles.

Então que o mundo se exploda.


Luto, logo existo

Vaguei anos sem objetivo nenhum, apenas em prol da sobrevivência em sua forma mais crua. Arranjava sustento trabalhando nas sombras como assassino de aluguel, onde as técnicas ensinadas pelo Baleia simplesmente brilhavam. Me acostumei a viver dessa forma: mata, recebe o pagamento, come, dorme, dorme de novo, acorda, dorme, come, mata, recebe pagamento, dorme e reinicia o ciclo. Foi com essa rotina que descobri minha vocação; a adrenalina do combate, o poder de decisão da vida e da morte ao alcance de um tiro. A satisfação de ver um alvo seguindo conforme o plano e caindo na ratoeira era o ar que me mantinha respirando.

Me toquei disso em um fim de tarde frio enquanto a garoa fina ensopava o sobretudo e rasgava o marasmo silencioso da noite. Eu não me encaixo em nenhuma sociedade, não tenho família, aliados, religião e nem o esboço de qualquer causa nobre. Sou uma casca vazia que perambula mundo a fora atrás de pequenos momentos de prazer, e sinceramente, já aceitei o fato. Eu só quero me aventurar, só quero lutar, só quero testar até onde esse aglomerado de carne e osso consegue ir. Sou como o alpinista que quer subir a montanha mais perigosa do mundo só pela realização de poder dizer que conseguiu. Que se foda a política, os costumes, a marinha, o governo. Eu só quero ver o circo pegar fogo. Serei o único remanescente da família Leone que fará de sua breve existência algo minimamente divertido. Aliás, não cultivo nenhum desejo de vingança para com eles, só sinto pena da escolha medíocre que fizeram.

Estive andando lado a lado com a morte por muito tempo. Se ela quiser me levar, que assim seja...


...mas que venha armada até os dentes.

Características


https://www.allbluerpg.com/t25-qualidades-e-defeitos

Qualidades:
Precisão Temporal (1) Você sempre sabe que horas são, mesmo que não tenha um relógio ou uma referência externa como o sol, além disso, pode medir com exatidão a passagem do tempo, sabendo quando segundos levaram para tal fenômeno acontecer ou medir um intervalo.

Memória Fotográfica (2) Você nunca se esquece de algo que tenha visto ou escutado, mesmo que tenha sido por um breve momento. Ao folhear um livro, por exemplo, você é capaz de lembrar com exatidão cada frase de cada página que bateu o olho.

Intuitivo (2) Você possui uma intuição forte e quase sobrenatural, praticamente um sexto sentido que pode lhe salvar de algumas enrascadas.

Visão Aguçada (2) Você tem capacidades visuais sobre-humanas, sendo capaz de enxergar com clareza e precisão mesmo em grandes distâncias, além disso, costuma ver detalhes não notados pelos outros.

Visão nas Trevas (2)  Você é capaz de enxergar claramente mesmo sem nenhuma fonte de iluminação, entretanto, não é capaz de distinguir cores. Mecanicamente, esta qualidade reduz a condição Cego em duas categorias quando a causa do efeito em questão for relacionado a falta ou obstrução de luz. 

Versátil (Racial) Você pode somar até 9 pontos de defeito, conseguindo dessa forma gastar 9 pontos de qualidade em vez de 7.


Defeitos:
Sono Pesado (1) Quando você dorme, as vezes nem mesmo uma explosão é capaz de acordá-lo.

Suicida (2) Você não valoriza sua própria vida.

Orgulhoso (2) Você é extremamente orgulhoso, preferindo a morte que sofrer a vergonha de uma derrota em um duelo justo e equilibrado.

Furioso (2) Após sofrer um grande dano físico ou mental (em termos mecânicos de jogo 30% de seus PdV em 1 ataque), você entra em um estado de frenesi até a ameaça ser eliminada e perde por instantes o senso da realidade, agredindo todos que estão ao seu redor, inclusive aliados.

Inimigo (2) Você, por qualquer motivo, é inimigo jurado de alguma pessoa ou organização. Até ser eliminado, seu inimigo vai fazer tudo possível para lhe prejudicar quando tiver oportunidade.

Dois pontos: As Famílias Nava, Costa e Nista, todas de Sirarossa.




Atributos


Nível: 1
Experiência: 400

PdV: 2500
STA: 100


Força: 1 (Regular)
Destreza: 112 + 60 = 172 (Regular)
Acerto: 181 + 60 + 160 = 401 (Hábil)
Reflexo: 101 (Regular)
Constituição: 5 (Regular)

Agilidade: 251
Oportunidade de Ataque: 3
Redução de Dano:

Conhecimentos



Proficiências:
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• Ilusionismo
• Disfarce
• Estratégia
• Furtividade
• Projéteis

Profissão:
Descriçao da sua Profissão. https://www.allbluerpg.com/t5-profissoes

Mascote


Nome do Mascote
Animal: Raça e especificações de seu mascote.
Altura: Altura de seu mascote.
Peso: Peso de seu mascote.
Porte: Porte do seu mascote.
Raridade: Raridade do seu mascote.
Aparência: Aparência do seu mascote.
Personalidade: Personalidade do seu mascote.
Atributos: Foco de atributo de seus personagens.

Comandos:
Lista de Comando complexos que foram ensinados ao seu mascote

Estilos de Combate



Atirador:
Atiradores são especialistas em combates a longa distância, utilizam armas como pistolas, rifles, estilingues, arcos, bestas, dardos e similares.

Técnicas


Nenhuma por enquanto.

Projetos


Nenhuma por enquanto.


Haki da Observação


Não despertado.

Haki do Armamento


Não despertado.

Haki do Rei


Não despertado.

Berries: 250.000 ฿S

https://www.allbluerpg.com/t33-mercado-comum#79

Itens


Tratam-se dos itens equipados em seu personagem

Cabeça:
- X -

Pescoço:
- X -

Tronco:
- X -

Braços:
- X -

Mãos:
- X -

Pernas:
- X -

Pés:
- X -


Inventário


Trata-se dos itens carregados pelo que não estão equipados em seu corpo.

10 U

Nome do Item:
Espaço:
Descrição:

Embarcações


Nenhuma por enquanto.

Menções no Jornal


Nenhuma por enquanto.

Photoplayer



Photoplayer:
Vincenzo Leone 8ec56d65753cafaa4481c4e82542eb9a

Universo Envolvente



Aventuras:

[url=link da aventura]nome da aventura[/url]
Extras:
[url=coloque o link aqui]Tipo (Conto/Inimigo/Evento/etc) - Nome do Tópico[/url]

Relações



Players:
[url=Link da Ficha do Player]Nome do Personagem[/url] - Relação com o Player

NPCs:
[url=Link com a Aparencia se existir]Nome do NPC[/url] - Relação com o NPC

NPCs Importantes:
[url=Link com a Aparencia se existir]Nome do NPC[/url] - Relação com o NPC


_________________

Vincenzo Leone O0yljIK

Vincenzo Leone WhdRXxk

Fala Annabelle
Pensamento Annabelle
Fala Lilith