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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

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Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Takeshi Isamune. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

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Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

O rapaz parecia encucado com a Hydra, parecia não acreditar nas coisas que ouvia. Nagashima por sua vez, o ouvia com atenção, e então quando finalmente podia fazer, ele explicava como funcionaria a situação.-Vejamos. Nós da Hydra prezamos pelo bem estar das cidades, e com isso, fizemos um acordo com o governo mundial! Que tipo de acordo é esse você deve estar se perguntando, e eu te respondo. Daria uma pausa colocando seu charuto na boca e tragando uma grande quantidade daquilo, soltando a fumaça suavemente em seguida, enquanto caminhava pela sala.

-Nós funcionamos como uma espécie de agência para caçadores de recompensa, o que isso significa? Significa que nós recebemos do governo, para agenciar os homens e mulheres que buscam fazer o bem pela cidade. Ele dizia olhando para Takeshi de forma tranquila, ainda caminhando pela sala enquanto explicava tudo.

-Funciona da seguinte forma, nós da Hydra cuidamos dos criminosos que você captura, não necessitando ir até o quartel general da marinha ou a qualquer lugar onde o governo comande, dessa forma, nós ajudamos a amenizar as demandas, e deixamos a marinha mais livre para cuidar de outros assuntos e caçadores que não são associados a nós. Ele pararia agora de frente a Isanume, puxando mais uma vez o seu charuto levemente e liberando sua fumaça.

Era nítido para Takeshi, que eles auxiliavam na gestão de pessoas da cidade junto ao governo, talvez daí viesse toda aquela influência e recursos ditos anteriormente, talvez ele tivesse mais conexões com o submundo, o que facilitava ainda mais tudo, mas esses assuntos não eram pertinentes agora, nem mesmo a questão do rinoceronte, Nagashima só o daria essa informação caso ele trabalhasse para a Hydra, e com trabalho eu digo associação, ele tinha sua liberdade para fazer o que bem entendesse, mas se queria usar sua rede de informações, ele tinha que fazer por onde, não acha?

-Bom, quanto ao Mien Oki, você terá a informação, mas antes eu quero saber uma coisa, você se juntará a nós? Diria Nagashima de forma mais séria, indo em direção a sua cadeira e se sentando virado para Isamune, enquanto tragava seu charuto suavemente.




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Capítulo I

O Espetacular Takeshi Isamune




Nagashima continuava suas explicações – “Aliada do Governo?” – Indaguei mentalmente cogitando as possibilidades de uso, talvez pudesse viajar nos barcos desta instituição? Era uma opção, algo que pudesse tentar um dia. Todo seu falatório já tinha me tomado tempo demais, na verdade, não posso reclamar muito... Eu quem pedi por isso – Entendo, acredito que não tenha mais dúvidas. – Mentiria, eu tinha sim. Algumas coisas era necessário ver com meus próprios olhos, já outras, certamente as respostas viriam com o tempo.

“Fazer parte de uma agência, sem um vínculo real é algo interessante. O problema não é nem fazer parte, não posso deixar isso interferir em meu caminho." – Uma extensa frase passou pela minha mente, algumas incertezas surgiram em meu caminho, porém, algumas portas também foram abertas com essa nova parceria – Sim. – Falei de maneira curta e grossa – Não preciso assinar nada, não é? – Questionei por um momento, observando a figura que mais parecia uma chaminé – Talvez vocês façam aquele com sangue? Posso morder meu dedo e colocar meu dedo em algum papel. Ainda não sei qual a vibe da Hydra. – Bradei com um olhar tranquilo, fitando mais uma vez o recinto ao meu redor.

Meu cu já estava doendo de tanto ficar sentado, aquela tranquilidade estava me enchendo o saco, estava com saudades daquele cheiro, o odor dos meus inimigos caindo perante meu poder! – E aí? Onde está o fudido do rinoceronte? Sabem se ele tem aliados? Quais suas habilidades? Mostre-me o poder da Hydra! – Perguntei ficando de pé, meu corpo já não conseguia ficar parado, estava na hora – Diga a direção, trarei o meliante para Hydra. – Disse de maneira animada, era necessário fazer uma média, querendo eu ou não. Aliás, como funciona isso? Será que vou usar um uniforme? Uma bandana? Uma capa com o símbolo? Caralho, isso seria foda demais – Eu recebo algo referente a Hydra? Um uniforme, tipo a marinha? E já aviso, posso estilizar? Não gosto dessas roupas padrões não, como pode ver, meu estilo é diferenciado. – Minhas palavras foram ditas com sinceridade, enquanto bradava, fiz questão de dar um pequeno giro, para que Nagashima pudesse ver todo meu estilo.

Minha ideia era pegar a informação e sair rumo ao criminoso, contudo, não perderia a chance de abusar da hospitalidade – Antes de ir, você tem uma garrafa de álcool e um isqueiro ou uma caixa de fósforos? – Não pude me conter, ri com a ideia de atear fogo naquele rinoceronte.


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Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

O rapaz continuava com suas dúvidas, e não era pra menos, aquilo de fato era bastante coisa. O jovem conseguia ter suas dúvidas tiradas, pelo menos a maioria dela, e com isso ele parecia preparado para finalmente iniciar seus trabalhos.

Em meio a tudo, Takeshi perguntava a Nagashima sobre algum uniforme da Hydra ou algo do tipo, até mesmo o questionava sobre um possível contrato a ser assinado, o homem o olhava e então respondia.-Sinto lhe decepcionar, mas não! Não tem nenhuma roupa ou uniforme. Quanto ao contrato, aqui fazemos dessa forma. O homem ia até sua gaveta e puxava um papel da mesma o colocando sob a mesa.

-Preciso que você assine isso aqui pra mim, com suas informações, não se preocupe, não é nada como um contrato de obrigações, isso é apenas para colocar você nos sistemas da Hydra. Concluiria pegando uma caneta e a colocando ao lado do papel para que o rapaz assinasse.-Quanto ao rinoceronte, como você chama, quando terminar de assinar o documento, ficarei feliz em finalmente dizer que você faz parte da Hydra, e ai sim, te passarei tudo o que deseja, inclusive a garrafa de álcool e o isqueiro.

Terminaria sentando-se em sua cadeira, e esperando a decisão que seria tomada por Isamune, aquela parecia ser finalmente a conclusão de tudo, e agora só restava ao rapaz decidir o que faria.




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Capítulo I

O Espetacular Takeshi Isamune




Nagashima ao invés de abrir o bico, continuava a me atrasar, realmente não entendo esses homens de negócios. De qualquer modo, obtive mais algumas respostas – “Ufa! Sem uniformes, me poupa trabalho de mudar ele todo.” – Pensei ao ouvir as palavras do meu parceiro, pelo menos por enquanto. Suas palavras então continuavam a viajar da sua boca, eles realmente faziam contratos e aquilo me trazia recordações de um passado distante, ainda quando trabalhava na farmácia. Bom, aquele sacana não fez um contrato formal, mas sim verbal, não me pagou tudo o que disse que pagaria... que ódio daquele arrombado!

Em meio a pensamentos tortuosos, escutei parte das palavras de Nagashima, principalmente o trecho onde citava que não era um contrato de obrigações – Certo, certo. – Falei com um pouco de desdém para com aquela burocracia, era o incômodo falando mais alto – Takeshi Isamune, vinte e oito anos, um metro e... – Li parte do que escrevia – Pronto, acredito que agora podemos pular para parte boa, certo? – Questionei carregando o brilho em meus olhos, como uma criança ao ver um doce. Entregaria o papel ao homem com um pouco de cautela, já que pensamentos sobre os benefícios daquilo voltaram à minha mente. Ah! Foda-se, já foi.

Não queira repetir as mesmas perguntas, então, encurtei um pouco o processo – Agora manda bala aí, o que tem de informação sobre o Rino? – Indaguei ficando de pé, tentando encurtar um pouco o “lenga-lenga” do homem, visando ir logo para os finalmente. Me manteria atento às suas palavras, principalmente no que se diz respeito às suas habilidades e aliados, não poderia ser pego desprevenido, na verdade, eu já agiria com cautela, até porque não sei o quão verdade aquelas informações são. Imagina se fosse tudo fogo de palha por parte de Nagashima? E, na verdade, a Hydra não é tão casca-grossa como ele disse.

“Acredito que seja o bastante, hora de ir.” – Pensei após ouvir todas as informações dadas pelo homem, pegando todos os itens que pedi e me despedindo com um aceno de mão simples – Pera aí. – Falei, parando de maneira abrupta – Posso fazer uma pergunta hipotética? – Virei com um sorriso no rosto – Se por acaso eu precisar explodir alguma coisa, a Hydra paga os danos causados? – Um sorriso de ponta a ponta surgiu em minha face, não era como se eu fosse explodir tudo à minha frente, isso é, se não fosse necessário. E sim gente, eu sei que não posso e não vou pôr em risco pessoas inocentes, eu não sou um monstro, tá?!


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Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

Finalmente tudo se encaminhava para que Takeshi pudesse enfim seguir atrás de Mien Oki, o homem pegava o papel preenchido e entregue por Isamune, e logo dizia.-Perfeito! Agora sim posso te dar o que precisa. O homem então puxava um papel de dentro de uma gaveta à sua direita, em sua mesa, no mesmo continha as coordenadas de onde encontrar o homem rino, e com quantas pessoas ele se encontrava.

No papel dizia tudo o que Takeshi precisava saber sobre o paradeiro do homem, quantos homens ele tinha como ajudantes, seu paradeiro atual, como chegar lá, e até mesmo informações mais desnecessárias como altura, força e proporções físicas do homem rinoceronte. Isamune agora olhava diretamente para o papel e poderia perceber tudo isso, e agora estava nas mãos dele em qual momento ele iria investir contra o homem e qual seria seu plano de ação.

Antes de se retirar, o rapaz perguntava mais uma coisa, e essa coisa deixava Nagashima um tanto irritado, Takeshi perguntava se caso ele explodisse coisas, a Hydra pagaria por tudo, o homem o olhava fixamente nos olhos, seu semblante agora não era mais amigável como antes, suas sobrancelhas cerravam seus olhos e então ele tirava o charuto da boca, apertando a ponta do mesmo sob um recipiente para guimba.-Não! Não vamos pagar por danos que você cause só para se sentir melhor! Uma coisa são danos colaterais, mas evite o máximo de destruição possível, há pessoas que não tem nada haver com essa situação, e se isso acontecer, pode ter certeza que você vai pagar, de uma forma ou de outra. Concluiria Nagashima de forma séria, o olhando tão fixamente que dava medo.

A partir disso, o homem terminava de pagar seu charuto e então virava sua cadeira mais uma vez para a janela, se mantendo sentado, ele colocava as duas mãos na frente de seu peito, encostando as pontas dos dedos umas nas outras e então dizia.-VocÊ está dispensado, pode ir, e traga resultados! Diria o homem deixando que Takeshi tomasse seu rumo finalmente.

carta:




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Capítulo I

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Nagashima parecia feliz com o término favorável daquela prosa – “Esse cara deve lucrar horrores em cima de mim e dos outros como eu.” – Pensei ao ver sua felicidade. De qualquer maneira, agora eu era um dos vários homens da Hydra, pelo que pude entender, alguns provavelmente eram contratados de uma maneira pesada, já outros, eram uma espécie de consultor ou um mercenário – “Para quem não tinha nada, comecei bem.” – Era verdade, até então eu não tinha uma real expectativa, apenas desejava viver de maneira tranquila e livre. Ter o apoio de uma empresa como aquela era algo interessante, com certeza me pouparia uma série de trabalhos desnecessários.

A leitura do ofício/carta acontecia de maneira célere, era possível ver a saliva escorrendo pelo canto da minha boca – “Então ele não trabalha sozinho, isso será complicado.” – Pontuei mentalmente enquanto terminava de ler todo o texto – “Então esse fudido fica de boa no barraco, enquanto o resto dos seus homens ficam vigiando.” – Minha próxima caça estava definida, restava-me apenas ir até à localização indicada – “Acredito que uma abordagem furtiva seja o ideal, mas assim não tem graça, onde está o espetáculo nessas ações?” – Além de tudo eu era um homem exibido, se tivesse público, eu agiria de maneira que honrasse essas pessoas.

Antes de sair, perguntei sobre os danos e recebi um olhar e uma postura furiosa por parte de Nagashima, era algo novo para mim – “Que caralho é esse?” – Porra, qual foi desse cara? Vindo com sete pedras na mão por conta de uma perguntinha besta, ele tá maluco? Pagar? Eu vou pagar? – Ok, meu patrão. – A última palavra da frase saiu em um misto de sarcasmos com desdém, bom, uma parceria era provável ter algumas desavenças, mas não esperava que fosse tão rápido assim. Respirei fundo enquanto sai da sala do homem, deixando a fera de duas cabeças presa lá dentro.

Se a figura que me levou até ali estivesse esperando na porta, pararia próximo com um sorriso no rosto – E então meu amigo, agora somos parceiros. Com quem falo para obter uma boa garrafa de álcool? – Contudo, se não existisse ninguém por ali, tomaria rumo pelo mesmo caminho que cheguei até ali. Pararia na primeira recepção ou indagava a primeira pessoa que parecesse trabalhar ali, perguntando da bendita garrafa, citando o próprio Nagashima se fosse necessário. Não me importava a qualidade, só precisava conter o produto inflamável em seu interior, isqueiro? Fósforo? Tanto faz, só queria algo para atear fogo naquele bagulho que seria lançado na cabeça do Rino, ele iria queimar!

Após finalizar todos os trâmites na Hydra, sairia em passos largos e retilíneos, admirando o esplendor do céu, para ter uma noção se ainda estava de dia, finalzinho de tarde ou se já era noite. Independente do horário, seguiria no rumo descrito na carta, meu objetivo era trazer aquele bandido para trocar pelo dinheiro e depois ter uma boa noite de descanso no primeiro bordel que entrasse em minha visão. Enquanto caminhava, algumas ideias de abordagens surgiam em minha mente – Posso fingir ser um conhecido? Talvez deva ter uma pegada mais furtiva no começo e dar um show depois? Na verdade, acho que vou atear fogo em tudo logo. – Meus passos eram curtos e lentos, não estava com pressa de chegar ao meu destino, pelo menos não enquanto não formulasse uma linha de ação que julgasse boa – “Fogo não, vai chamar atenção de todos. Preciso pelo menos derrubar alguns antes disso, talvez matar dois ou três, atear fogo em um próximo da casinha do Rino e fuder com a vida do outro.” – Pensei enquanto caminhava, meio desligado do mundo externo – "Seria um ter um parceiro...” – Nunca fui de ter muitos amigos ou fazer parcerias, até agora as únicas pessoas com quem tive algum apego emocional – além da minha mãe – foram meus dois mestres, sendo que acabei matando um deles – "Não, um parceiro pode estragar meu holofote. Nada é mais foda do que uma pessoa só, derrotando várias.” – Era isso – “Mas ainda sim, seria bom ter um” – Ri com minha própria bipolaridade, tinha seus prós e contras no fim.

O caminho até a costa norte poderia ser longo, por isso mantive meu ritmo lento, para evitar uma fadiga muscular desnecessária. Ao chegar nas proximidades aumentei a minha atenção, meus passos se tornaram ainda mais lentos e não encurtei a distância a princípio. Buscaria inicialmente por um lugar alto e que pudesse me esconder de alguma forma, queria ter uma visão da situação daquela cabana e dos seus arredores, para definir de fato qual seria meu plano de ação. Observava com atenção, sem ligar muito para passagem de tempo enquanto fazia isso, minha ideia era ter uma visão abrangente dos movimentos inimigos: Eles estavam parados? Faziam alguma espécie de vigilância? Estavam bebendo? Festejando? Estavam vigiando de maneira atenciosa ou desleixada? Tinha apenas cinco mesmo? A cabana era grande? Contava com janelas? Quantos locais para entrada e saída? O telhado tinha furos? Algum som vinha de lá? Se fosse necessário chegaria mais perto, mantendo a cautela e a atenção como dois pilares fundamentais dos meus movimentos.


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O rapaz parecia não entender o motivo da fúria de Nagashima após sua pergunta, talvez o homem tivesse se excedido um pouco, ou talvez ele só estivesse zelando pelo bem estar das pessoas e da cidade, e era esse o motivo para ele ter uma empresa que cuidava de assuntos relacionados a criminosos.

Takeshi então seguia seu rumo, o mesmo cruzava a porta da sala mas não encontrava o segurança de anteriormente, e aquilo mostrava o quão seguro Nagashima era em ter pessoas em sua sala, talvez ele possuísse um poder misterioso? Ou apenas tinha convicção naquilo o que fazia? Bom, Isamune caminhava todo o caminho novamente e logo chegava a recepção, ao chegar, ele rapidamente pediu uma garrafa de álcool e um isqueiro, e logo era atendido pela mulher do outro lado do balcão.-Aqui está, senhor! Entregando então os pedidos do rapaz.

O jovem pretendia usar aquilo de alguma forma bem criminosa, mas esse era um plano dele e talvez desse certo. Ao pisar fora da agência, ele conseguia perceber ao olhar para o céu que horas eram, havia acabado de começar o horário da tarde, por volta das duas e meia da tarde, o sol ainda pairava sobre a cidade, em sua potência fervente, e ao ter noção disso, Takeshi seguia seu caminho.

Enquanto caminhava, o rapaz analisava todas as possibilidades de ataques que poderia fazer, desde a mais simples até mesmo a mais complicada, colocava na balança cada decisão que poderia tomar e assim continuava seu caminho até a costa norte da cidade. Não demorava muito até ele chegar, e logo se colocava em posição de cautela, primeiramente analisando se realmente só haviam aqueles homens, ou se haveriam mais.

Em meio a isso, o rapaz conseguia perceber que o barraco era simples, e não contava com janelas, apenas a porta de entrada, nas proximidades, haviam os cinco homens distribuídos, dois próximos à porta do barraco, um em uma posição mais afastada, em um ponto de entrada para o local, mais à direita do barraco, e outros dois cuidavam dos fundos, onde poderiam haver invasores.

Eles não se mantinham tão próximos ao barraco, dando um espaço de mais ou menos vinte metros de distância do local. O telhado do barraco era bem feito, haviam telhas firmes, mas sem nenhum furo, assim como nas paredes do mesmo, tudo em perfeito estado, o silêncio dentro do barraco podia ser notado, como se não tivesse ninguém lá dentro, talvez o homem estivesse dormindo? Não sabemos ainda, mas era algo para se preocupar.

O local era de certa forma grande, o barraco tinha em torno de trinta metros quadrados e contava com apenas uma entrada, o que facilitaria para o rapaz, mas também para o homem, que poderia perceber caso alguém entrasse no local. A situação era calma, os homens não o haviam percebido, na verdade batiam papo enquanto montavam guarda, e agora Takeshi tinha que tomar uma decisão.

Qual será o próximo movimento do nosso artista, enquanto busca os holofotes para que seu espetáculo finalmente possa começar?




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Capítulo I

O Espetacular Takeshi Isamune




Que sol da desgraça. – Reclamei em algum momento do meu trajeto, odiava andar no sol, afinal, transpirar é algo que não agrega a minha beleza. Meu cabelo fica molhado, assim com o interior das minhas vestes, elas também não ajudam muito nesse quesito. De qualquer maneira, estava pronto para que o combate acontecesse, meio preocupado com essa galerinha ao redor, é muita gente para eu bater. Na verdade, quanto mais gente melhor, certo? Um “show” precisava de um público!

Ao observar o lugar pude ter uma noção da posição de cada um deles e também da estrutura do barraco – Grande pra caralho... – Pensei. Isso me dava uma ideia do quão corpulento meu oponente era, isso será bem complicado. Os rapazes se dividiam em duplas, dois deles estavam na frente, dois atrás e um lateralizado – “A melhor opção é pegar o afastado, mas isso tá me cheirando mal.” – Perdido em meus pensamentos, ponderava mais algumas opções. Eu tinha experiência com aquilo, trabalhei para a Centelha por muito tempo e esse tipo de operação era algo rotineiro. Aquele grupo parecia ser bem estruturado, mas, por que deixaram um sozinho? Não era mais fácil outra abordagem para vigiar o perímetro? Talvez as duplas tivessem uma visão daquela era... Porra, o que eu faço?

Três coisas não podem ser escondidas por muito tempo: o sol, a lua e a verdade. – Sussurrei e respirei fundo em seguida, controlando minha respiração e acalmando meu coração, usando um mantra que me acompanhava em todos os momentos de tensão. Independente do que acontecesse, sabia que teria que dar tudo de mim naquele combate, a hora de brilhar era agora. Em passos lentos, olhando para o chão, evitando pisar em algo que fizesse um barulho desnecessário, caminhei rodeando o lugar o máximo que podia. Minha ideia com isso era ter uma noção se as duplas tinham visão uma das outras e também, se conseguiam enxergar os movimentos do capanga que estava sozinho. Se conseguisse dar uma volta pela região, aproveitaria para checar mais de perto o armamento usado pelos homens, buscando ter uma ideia do que enfrentaria – “Bota pra fuder Takeshão!” – Pensei repetidas vezes, tentando preencher meu corpo com adrenalina.

Meus primeiros alvos seriam os dois homens da frente, antes de investir contra eles, coloquei a garrafa e o isqueiro no lugar onde eu estava, não poderia me dar o luxo de quebrá-los naquele combate inicial. Ainda me esgueirando – seja agachado, me arrastando no chão ou andando vagarosamente – tentaria me aproximar por trás, buscando não ser visto pelos outros três homens. A corrente já estava em minhas mãos, em um rápido movimento, giraria a mesma e lançaria contra o pescoço do que estivesse mais próximo, puxando-o em direção ao chão e usando aquele solavanco como uma forma de aumentar a velocidade da minha investida, disparando com velocidade, empunhando uma das minhas espadas e desferindo um golpe limpo na região da garganta do meu oponente, visando abri-la em um único movimento. Antes que o oponente no chão pudesse ter noção do que aconteceu, enfiaria minha espada em seu coração, colocando todo peso do meu corpo naquele movimento, para que a lâmina atravessasse sem qualquer dificuldade.

Se por acaso os outros escutassem sons que chamassem sua atenção, correria para me esconder novamente, mas não agiria de maneira furtiva mais uma vez. Na verdade, esperaria que eles chegassem e tivessem o impacto inicial daquela cena – “É agora!” – Pensei investindo contra quem estivesse ali, girando a corrente em minha mão antes de lançar na direção do homem mais próximo, a ideia era que ela se enrolasse no meu oponente, onde puxaria com ambas as mãos para levá-lo ao solo. Folgaria a corrente em seguida, para desvencilhar-lá do meu oponente e então puxaria, girando meu eixo para jogar novamente na direção de outro oponente, tentando acertar a ponta em uma região sensível, como olhos ou em seu pescoço, buscando perfurar ou cortar o corpo do meu oponente. Mas não era só isso, minha movimentação teria como intenção encurtar a distância entre mim e eles pouco a pouco, enquanto continuava a usar a corrente como um chicote, porém, abusando da sua mobilidade e a predisposição em causar danos significativos.


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Não parando por aí, além dos ataques, sempre buscaria enrolar e puxar meus oponentes. Seja pelos pés, cintura, braços ou pescoço, a ideia era mantê-los desestabilizados e desconfortáveis com minhas ações. Estando perto o bastante, optaria por golpes físicos e pesados. Pisões na região da garganta, socos no queixo, boca do estômago e na região das costelas. Se fosse necessário largar a corrente para investir contra meus oponentes desprevenidos, assim faria, iniciando uma série de socos e chutes que carregavam todo meu ímpeto. Sem me importar com a vida alheia, como uma fera selvagem lutando pela vida, era assim que eu me sentia naquele momento. Aliás, se tivesse espaço para uso ou visse a necessidade – para bloquear um ataque, por exemplo -, sacaria ambas as espadas para realizar essas ações.

Usando unicamente as espadas, buscaria bloquear possíveis ataques que não pudessem ser desviados, já que essa seria sempre a primeira opção de ações defensivas. Com ambas as espadas curtas em mãos, buscaria usar a mobilidade proporcionada por elas para investir com velocidade. A cada esquiva e bloqueio, buscaria encontrar brechas para desferir cortes ou estocados, usando a ponta da espada para essas últimas ações, visando ceifar a vida dos meus inimigos em todos os momentos possíveis. Independente do armamento usado por eles, minha primeira opção de esquiva sempre seria a esquiva, usando da minha agilidade e acrobacia para realizar movimentos curtos e precisos, onde me permitissem poupar o máximo de energia. Quando fosse necessário bloquear, faria usando uma ou duas espadas, tudo dependerá do que estaria vindo em minha direção.

Matar era minha primeira e única opção. Não pouparia esforço para cortar os membros dos meus inimigos e em seguida aplicar golpes em pontos vitais, não me importava se isso baixaria minha recompensa por eles ou não, na verdade, eu nem sei se eles têm recompensa! Foda-se! Por último, independente se minhas ações iniciais dessem certo ou não, manteria a ideia principal das minhas ações: atacar em pontos sensíveis, para acabar rapidamente com a luta.


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Por último, se em meio aquele combate eu conseguisse subjugar meus oponentes como esperado e o Rinoceronte viesse para fora, buscaria tomar distância, pegando minha corrente – se tivesse largado -. Respiraria fundo, recuperando um pouco das minhas energias – E aí grandão, infelizmente seus homens não eram bons o bastante. – Falaria em tom debochado – Será que você vai se dar melhor que eles? Ou vai morrer que nem merda? – Gargalhei em seguida, mantendo minha atenção ao meu inimigo – O senhor do Zoológico me pediu pra levar o animalzinho dele com vida, você não quer vir comigo não? Ou prefere que eu te dê uma surra? – Me manteria em posição de batalha, carregando minha corrente e guardando minhas espadas nas costas – Aliás, o que você faz com ele? Ele falou de um jeito tão amoroso de você, por acaso é a cachorrinha do zoológico? – Minhas palavras eram carregadas de deboche e acidez, queria irritar o oponente. Contudo, caso ele não saísse da cabana, apenas gritaria – Oki-sama! Entrega pra você. – Esperaria por ele, mantendo distância.



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Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

A forma furtiva de Takeshi não se mantinha por muito tempo, ele finalmente havia percebido que nem sempre, pensar em tudo é a melhor escolha, então resolveu finalmente agir e partir para o que interessava de verdade. Antes de começar, o rapaz colocava o isqueiro e a garrafa de álcool em um local seguro, longe do combate, assim, ele não perderia os itens, e nem teria seu plano jogado fora.

Sua primeira investida era veloz, e seu primeiro inimigo não tinha chance, a dupla era pega totalmente desprevenida, e um deles acabava por ter sua garganta presa pela corrente de Takeshi, que usava a pressão do puxão ao jogar o homem no chão, para avançar com mais ímpeto, passando sua lâmina com velocidade e precisão na garganta de seu primeiro inimigo. Porém, o segundo homem percebia a movimentação, e sem pestanejar, gritava em alto e bom som para os demais.-Inimigo! Mas antes de tentar qualquer coisa contra o rapaz, tinha sua cabeça acertada e perfurada pela ponta da corrente do jovem.

Isamune já parecia ter tudo planejado em sua cabeça, mas os homens chegavam com velocidade, e assim que sua corrente acertava o segundo homem o derrubando, os outros três chegaram, um deles carregava uma espada, outro usava um par de manoplas e o terceiro usada uma espécie de bastão, um em cada mão. O Primeiro investia contra o rapaz de forma veloz, e sua espada passava raspando em sua carne, deixando um ferimento superficial na pele do nosso artista, e um corte em suas roupas.

O segundo conseguia conectar um golpe em cheio, aplicando um soco na lateral oposta do primeiro golpe, acertando a costela de isamune, um golpe forte, mas nada que o fizesse cair naquele momento, já o segundo vinha com o seu par de bastões, tentando acertar um golpe de cima para baixo na cabeça do jovem, mas era interceptado pelas duas espadas de Takeshi, que impediam os bastões de avançarem.

Porém, nosso mais novo membro da Hydra não se deixava abalar, e em movimentos rápidos após o bloqueio do ataque, ele girava seu corpo em seu eixo, girando suas espadas com suas lâminas expostas, que passavam como faca quente na manteiga, cortando a garganta de um dos homens de forma imediata, esse era o espadachim, que havia acabado de sucumbir, mas não parava por aí, o lutador de curta distância conseguia se movimentar em contrapartida, se abaixando para evitar o corte alto de Takeshi, e assim, conseguindo a brecha que precisava.

Esse conseguia levantar suas pernas logo depois, aplicando um gancho no queixo de Isamune, que abria espaço para o segundo o golpear novamente com os bastões, mas dessa vez ele conseguia acertar, batendo com os dois em suas costas, fazendo Takeshi arfar, soltando um pouco de ar de seus pulmões.

Porém, os homens não pareciam saber com quem estavam lidando, e quando menos esperavam, Takeshi puxava sua corrente de forma rápida, enrolando a mesma no pescoço do lutador, e o jogando no chão, e logo em seguida cravou sua espada em seu coração, jogando o peso do corpo sobre o mesmo, deixando sua espada descer pela carne do homem com mais facilidade.

Em meio a isso, ele girava mais uma vez em seu eixo, usando sua espada com uma base de apoio, e passava a segunda lâmina no pescoço do último homem, que caía de forma pesada no chão, enquanto seu sangue jorrava e ele se sufocava no mesmo.

Em meio a tudo aquilo, o homem rinoceronte ainda não havia aparecido, mas se lembram de quando Takeshi chegou e ele não ouvia barulho dentro da cabana? Exatamente, o homem havia saído por alguns instantes, e ao voltar, via nosso ilustre Isamune desferindo seu último golpe em um de seus homens.

O homem não era percebido por Takeshi que estava de costas para o local de onde o rinoceronte estava vindo, e ao gritar para Mien sobre a entrega dele que havia chegado, era surpreendido por uma colisão física absurda, que o jogava a uma longa distância e deixaria seu corpo bastante dolorido.

O homem rinoceronte havia aparecido finalmente, desferindo um golpe com força, usando sua clava que acertava a lateral das costas de Takeshi com toda a força, o arremessando para longe.-Entrega é? Parece que você acabou recebendo a sua primeiro! Diria o homem enquanto bufava, era possível ver uma espécie de fumaça saindo de sua boca e narinas, sua postura era agressiva e sua presença era temerosa.

Seu primeiro golpe havia sido colocado, o que será que Takeshi fará após finalmente ter encontrado sua caça? Veremos no próximo episódio.




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Capítulo I

O Espetacular Takeshi Isamune




Minha investida não conseguiu ser tão furtiva como matutei em minha mente, era notável a falta de algumas habilidades importantes, algo que seria necessário adquirir posteriormente. Contudo, ainda sim o incrível Takeshi, vulgo eu, conseguiu com maestria acabar com todos os oponentes. Ok, admito que ainda mais falta um pouco de maestria, já que recebi alguns golpes que poderiam ser evitados, talvez um pouco mais de atenção? Não, preciso manter um ritmo constante de treinos em meu corpo, não posso me dar ao luxo que isso aconteça de maneira exacerbada.

Sem pena, acabei com aquelas figuras que protegiam a cabana, imaginando eu que o alvo principal estaria ali dentro. Ao terminar minhas palavras, pude sentir o forte impacto que me jogou longe, fazendo girar algumas vezes no chão. Entretanto, utilizando da minha habilidade com acrobacias, em determinado momento do giro, usei ambas as mãos como impulso, lançando meu corpo para cima, seguido de um rodopio e cai do com os joelhos flexionados - Segura essa pose de herói. - Falei com um sorriso no rosto. Tentei a todo custo esconder o resultado daquele golpe no meu corpo, não podia deixar meu oponente ver que sofri danos - Por favor, essa sua clara é feita de algodão doce? - Levantei olhando de maneira séria para meu antagonista, forçando a coluna a ficar esticada, mesmo sentido dores incômodas naquela e em outras regiões.

A - Preparado para ter o mesmo destino do que seus colegas? - Indaguei buscando saber um pouco mais da relação entre Rino e aqueles homens, talvez fossem contratados por ele, simplórios capangas ou tinham até mesmo, um vínculo de amizade. Agora finalmente era hora da porra do show! Com ambas as espadas guardadas nas costas, segurei a corrente com ambas as mãos, em uma, ela estava enrolava e na outra, girava com velocidade - Vou te bater tanto, que você vai ter se arrependido de não ter fugido. - Bradei com confiança.

Meu avanço era simes, girando meu eixo e dando mais "corda" a corrente, lançava a mesma com velocidade, voando a ponta com lâmina da direção do corpo do meu oponente. A princípio não fazia movimentos para enrolar minha arma no mesmo, queria saber o quão forte era sua carapaça física, já que sua pele parecia consideravelmente estranha. Antes que ele pudesse segurar minha corrente, puxava com velocidade, girando novamente meu corpo e lançando na direção de Oki. Meu objetivo? Testar sua resistência e observar suas ações, me manteria atento aos seus movimentos, buscando ter uma real noção da sua velocidade e reflexos, já que havia sentido um gostinho da sua força. Se em algum momento ele segurasse a corrente, resistiria ao possível puxão, buscando notar quem de nós era mais forte. Sendo ele o vencedor, antes de ceder completamente a sua força, saltaria em sua direção, puxando a corrente para que meu corpo ganhasse ainda mais velocidade, para que pudesse ser mais rápido do que os reflexos do meu oponente.


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Durante o avanço - sendo puxado - tomaria cuidado para não ser acertado, mantendo-se atento a um ataque com a clava do mesmo. A ideia principal era desviar - ainda no ar, usando a acrobacia - do possível ataque, penetrando sua defesa e aplicando um chute em sua face com toda minha força, que naquele momento estava sendo impulsionada pela própria força do meu oponente. Contudo, se desviar não fosse possível, pisaria na clava com ambos os pés, flexionando os joelhos e usando a força do golpe para me lançar para trás, desvencilhando a corrente do meu punho. Independente se acertasse ou não o golpe, avançaria em seguida empunhando ambas as espadas em mãos, buscando acertar aquilo que todo ser vivo utilizava desde o seu nascimento: os olhos.

Se meu chute fosse efetivo, aproveitaria do momento e do apoio da face do rinoceronte, para girar meu eixo. Sacando a espada e em rápido movimento, cortando ambos os olhos - ou um deles, pelo menos - Agora tu tá no inferno! - Diria se fosse efetivo em minhas ações. Contudo, se usasse o golpe para tomar distância ou fosse acertado, levantaria rapidamente, independente dos danos - Fortinho você, em? - Titia, cuspindo o sangue que estava acumulado em minha boca. Minhas ações daqui pra frente seriam simples; com ambas as espadas em mãos, avançaria com toda minha velocidade. Provavelmente agora já tinha uma noção das habilidades do meu oponente, buscaria usar da minha própria agilidade, para me manter em movimento ao seu redor. Em meio a essa movimentação, uma série de golpes seriam desferidos com a espada, de maneira diagonal, horizontal e algumas estocadas. Contudo, se notasse uma resistência elevada por parte da pele do rinoceronte, buscaria atingir o mesmo local repetidas vezes, buscando minar a resistência do Mink. Em todos os momentos - em meio as acrobacias e esquivas - estaria atento para uma brecha que me desse a liberdade de acertar a face da criatura, buscando tirar a visão do mesmo na primeira oportunidade que tivesse.

Não só de ataque vive o homem, meus movimentos de defesa consistem em bloqueios e esquivas. Abusando da agilidade e acrobacia nos movimentos de esquiva, para tirar meu corpo da linha de ação do ataque do meu oponente. Contudo, se não fosse possível esquivar, usaria ambas as espadas para bloquear, usando esse artifício como um reforço, uma forma de resistir a força do meu oponente. Sendo que, usaria movimentos explosivos, flexionando os joelhos e explodindo com eles para longe.


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Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

Nosso grande Isamune buscava demonstrar ao mink, que seu golpe não tinha sido tão efetivo, mas ele sentia a pancada sim, só estava se fazendo de forte. Com isso, o rapaz proferia suas palavras para o rinoceronte, e o mesmo apenas o ignorava, afinal aqueles não passavam de pessoas com quem ele não se importava, sua ligação era meramente dinheiro, e nada mais que isso.

Em meio a tudo isso, Takeshi fazia sua jogada, um movimento inteligente do rapaz com sua corrente era iniciado, tentando entender o que ele estava enfrentando, ao arremessar sua corrente com a ponta de lança cortante, ele percebia que ao tocar a pele do mink, nada acontecia, a resistência daquela pele era fora do normal, e apenas uma pequena marca era vista no local do contato, o que poderia demonstrar que não era tão dura assim.

Ao perceber, ele tentava mais uma investida jogando sua corrente, porém, em meio a movimentação da mesma, o homem a segurava, e era isso o que Isamune esperava, ao perceber, ele usava isso para um avanço veloz contra o rinoceronte, mas, o que ele não esperava era que o homem fizesse o mesmo, indo de encontro contra o rapaz. Ao encurtar a distância de forma tão súbita, Takeshi não tinha tempo de pensar em um movimento para aquilo, e era acertado em cheio pelo homem que ia em sua direção colocando o braço a frente do corpo, e virando o mesmo de lado.

Fazendo com que acertasse nosso showman com seu ombro tão duro quanto uma rocha. Já para Isamune, a colisão era como se fosse contra uma parede maciça, e ele sentia a pancada que acertava sua face lateralmente, e parte de seu tronco e braços. Aquilo era certamente uma força bruta fora do comum.

Takeshi havia voado alguns metros para trás, caindo no chão e girando um pouco até que parasse finalmente. O rapaz agora tinha ideia da resistência do homem, e que talvez minar aquilo fosse a forma mais correta de agir, e ele não estava errado. Ele percebia isso e então se levantava, mais uma vez avançando contra o homem, dessa vez ele sabia como agir e começava seus movimentos com suas duas espadas, buscando acertar partes do corpo do homem em diversos pontos, até que sua resistência fosse completamente minada.

O rinoceronte não demonstrava nenhuma expressão a cada ataque recebido, e quando Takeshi menos esperava, ele se movimentava para acertá-lo, mas o rapaz era ágil e conseguia sair com maestria do agarrão, se colocando mais uma vez em uma distância segura para buscar uma nova forma de agir.-É só isso o que você tem? Diria o homem demonstrando desapontamento.

Se Isamune prestasse bastante atenção, ele perceberia que mesmo não demonstrando, o corpo do criminoso estava sim um pouco ferido, sua carapaça era dura, mas haviam algumas lascas feridas, mesmo que isso não tivesse afetado o homem, ele poderia aproveitar dessa brecha para agir.




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Capítulo I

O Espetacular Takeshi Isamune




“Devo admitir, esse rinoceronte é duro na queda.” – Pensei ao levar o forte golpe e ser lançado longe – “Que situação complicada.” – Pensamentos tortuosos vagavam pela mente, mas logo eram tomados por meios de como derrotar aquele camarada na minha frente. Meus golpes com a espada não causaram danos significativos, mas, pude notar que aos poucos aquela carapaça iria cedendo, aquela era a brecha que eu estava esperando – Não esperava tanta resistente, tô aqui pensando em vender essa sua carapaça, deve ser um bom dinheiro, não é? – Indaguei com desdém, tentando manter aquele ar de superior – E calma lá! Eu ainda não mostrei toda a extensão das minhas habilidades. – Ri.

Ao mesmo tempo que a dor na região do queixo amenizava, parecia que meu corpo tinha passado dentro de um moedor. Todo meu corpo estava clamando por uma boa noite de descanso, após uma massagem relaxante. Ao erguer ambas as espadas, pude notar algo preocupante – “Fodi meu braço direito? Não, todo esse lado tá acabado.” – Era verdade, a dor naquela lateral parecia ser ainda pior do que em todo resto, mas não, eu não iria desistir. Mantendo uma distância segura, observaria onde eu estava , na verdade, queria ter uma noção do quão perto da garrafa e do isqueiro eu estava. Ergui meu tronco em seguida, externando uma feição de dor ao fazer isso – Que porra de rinoceronte forte. – Falei em tom de brincadeira, enquanto sentia a dor agoniante percorrendo todo meu ser. Eu tinha apenas duas opções: Continuava batendo e me movendo, minando a resistência daquela rocha humana ou tentaria uma abordagem diferenciada, com fogo e o caralho a quatro.

Minha única preocupação era com minha movimentação, meu corpo tinha sofrido com aqueles dois golpes e isso poderia interferir no meu desempenho. Comecei a saltar de um lado para o outro, mantendo os joelhos flexionados e buscando entender a extensão dos danos, eu tinha ficado mais lento? Meu corpo parecia mais pesado? A dor era grande ao ponto de não poder agir com normalidade? De qualquer maneira estaria atento a Oki, se por acaso ele investisse, usaria toda força do meu corpo para tomar distância e ir na direção onde a garrafa estava, afinal, precisava virar aquele jogo – Sabe o que estava pensando? Não tem muita gente da sua espécie por aqui, na prisão vão te fazer de Pet! Você sabe disso, não sabe? – Gargalhei por breves momentos, imaginando a cena daquele grandalhão tratado como um animalzinho.

Independente da onde estivesse, partiria em direção da garrafa. Travaria minha mandíbula para tentar aguentar o incômodo e dor pelo corpo, usando uma das espadas, rasgaria uma parte a minha roupa – “Que desgraça!” – Pensei com fúria, ao ser forçado cometer uma atrocidades como aquela, afinal, como eu voltaria para Sirarossa todo acabado? Com as roupas rasgadas? Não, não é assim que Takeshi Isamune age. Enfim, as circunstâncias mudam e era necessário um pedaço de pano para improvisar uma pequena bomba de fogo. Sendo perseguido ou não, manteria minha atenção em meu inimigo, talvez ele achasse que eu estava tentando fugir. Se fosse necessário, me esquivava lateralmente da sua investida, lançando meu corpo para os lados e usando a acrobacia para realizar um rolamento curto, a fim de não gerar mais danos ao corpo.

Com a garrafa e isqueiro em mãos – estaria com as espadas guardadas, obviamente – iria destampar a garrafa, enfiando com um dedo o pano e olhando com um sorriso um tanto quanto “sádico” para meu oponente. Ele estando longe ou perto – lembrando que estou atento a sua movimentação. Agora era hora de mostrar todo o meu poder, era finalmente hora de dar a porra do SHOW! Corri na direção do rinoceronte com velocidade, a dor do meu corpo continuava a queimar, cerrei meus dentes para aguentar toda aquela dor. Meu foco estava totalmente em me esquivar, seja agachando, saltando para o lado ou até mesmo pulando sobre meu oponente, optaria pela melhor ação, pois não podia me dar ao luxo de quebrar aquela garrafa em meu próprio corpo. Aproveitaria da minha agilidade para abusar mais uma vez, uma movimentação ao redor do meu oponente, tentando me manter unicamente nas costas de Oki. Um chute com a sola do pé, na parte de trás do joelho do meu oponente para desestabilizá-lo, se um não fosse necessário, daria dois ou até mesmo três. A única coisa certa naquela ação, era que quando estivesse perto o bastante, atearia fogo no pano e jogaria em sua direção, me afastando para trás logo em seguida – QUEIME SEU MERDA! – Berraria com um pouco de raiva.

Independente de acertar ou não, sacaria ambas as espadas e usando aquele súbito aumento de adrenalina, investi novamente contra meu oponente. Meu objetivo? Rasgar aquela carapaça queimada de um jeito ou de outro! Meus movimentos naquele momento não contava com muita técnica, apenas o básico do uso da espada, eu estava descarregando toda minha força em meus ataques. Utilizava uma mão atrás da outra, o desejo de fazê-lo pagar emanava pelos meus olhos – RINOCERONTE QUEIMADO! – Gritei sem nem perceber. Golpes diagonais, verticais e horizontais eram realizados, usando uma única espada ou as duas em conjunto, visando unicamente atravessar aquela barreira natural da criatura. Manteria minha movimentação o máximo que pudesse, evitando ser acertado pela criatura provavelmente em chamas. Todo meu ímpeto estava sendo descarregado naqueles ataques, as veias do meu corpo saltava a cada golpe, eu estava dando tudo de mim naquele momento.

Óbvio que ficaria atento às ações do meu camarada, agarrões, ataques ou simplesmente o próprio fogo, tomaria distância de maneira lateralizada, buscando ficar sempre no ponto cego do meu oponente. Independente do ataque com a garrafa tivesse dado certo ou não, as ações acima seriam mantidas, acertando firmes golpes para minar aos poucos aquela criatura resistente. Se por acaso a garrafa fosse jogada em minha direção, saltaria sem pensar duas vezes, meu belo corpo não poderia sofrer com graves queimaduras, afinal, aparência é importante para uma vida de gostosuras e travessuras.

Por último, se minhas ações estivessem sendo efetivas eu buscaria finalizar meu oponente com o máximo de velocidade possível. Aproveitando da região do seu rosto – onde acredito que seja mais sensível – para desferir um golpe perfurante com a espada, visando atravessar seu crânio com minha espada.


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Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

Takeshi sentia mais uma vez a pancada recebida, o impacto desta era bem mais brutal que a anterior, mas o rapaz conseguia se levantar, mesmo que ainda sentisse a dor em todo o corpo. Seus pensamentos se tornaram um turbilhão de ideias, ideias essas voltadas a como burlar aquela defesa, e como ele faria para terminar com aquela luta.

Logo, ele se lembrava da garrafa de álcool e do isqueiro, e avançava na direção da mesma, o brutamontes por sua vez, finalmente começava a realizar ataques, não esperando que algum viesse em sua direção. Ele percebia que Isamune se movia para um lugar estranho, talvez uma fuga? Era isso o que Oki pensava, e por isso, investia contra o rapaz em alta velocidade.

Nosso protagonista dessa vez se movia de forma ágil, seus movimentos eram bem calculados e velozes na medida do possível, o rinoceronte avançava em velocidade, como um trem sem controle, e quando estava prestes a tocar sua mão em Takeshi, o rapaz conseguia se movimentar, deixando apenas um fiapo de sua blusa tocar as mãos do homem que não conseguia o pegar.

Em meio a isso, o mink virava com toda a fúria, movimentando sua clava tentando acertar o acrobata, mas não tinha êxito, e isso dava o espaço que Takeshi precisava para rasgar uma parte de sua roupa, contra sua vontade é claro, e encharcar com o álcool, e logo colocando a mesma dentro da garrafa, deixando apenas uma ponta de fora. Sim! Ele havia criado um molotov.

O jovem acendia a sua bomba de chamas caseira com seu isqueiro, e então lançava contra o corpo de Oki, e quando a garrafa explodiu, liberando o líquido e com ele o fogo que se espalhava pela pele dura do rinoceronte, e a medida em que o líquido escorria, ia se alastrando mais. O movimento de Takeshi tinha sido perfeito, porém, talvez isso pudesse ter sido um erro, ou não.

O homem não sentia muito inicialmente as queimaduras, mas com o tempo aquilo começava a queimar sua pele dura, e a chegar em pontos mais sensíveis, e era ao que tava o problema. Como uma besta descontrolada que buscava viver, ele começava a se balançar descontroladamente, e logo fixava seus olhos em Isamune, que não teve tempo de reagir o suficiente, e recebia um golpe poderoso de sua clava na costela, e dessa vez, ele sentia algo dentro de si, se quebrando.

O estalo era grande, o porrete havia acertado em cheio e suas costelas do lado esquerdo agora haviam sido danificadas, ainda em um movimento desesperado, o homem aproveitava da primeira conexão do golpe e agarrava uma das pernas de Takeshi, o puxando para cima e então descendo como um martelo contra o solo.

O corpo do rapaz sentia o impacto e o ar que estava em seus pulmões saia em uma arfada, demonstrando a força do golpe recebido. Porém, o homem começava a se sentir lento, talvez aquele fosse seus últimos momentos e logo caía de joelhos achando que Isamune teria seu fim ali, junto dele. Mas ele se enganava, e ao pensar de forma errônea, ele percebia Takeshi se levantando, usando sua força para se manter de pé o quando dava.

Imediatamente o rapaz sacou suas espadas e avançou contra o mink, e com golpes ferozes em seu corpo, ele começava a sentir que sua pele dura agora era macia como manteiga, suas lâminas o cortavam por completo, e os ferimentos eram realmente de mais para que o rinoceronte pudesse aguentar, e em alguns momentos, o pobre mink finalmente tinha seu fim. Seus olhos se fechavam e seu corpo caía como um tijolo no chão, deixando apenas Takeshi de pé com um olhar de superioridade, demonstrando tudo o que havia feito para vencer aquela luta.

O rapaz sentia seu corpo pesado, mas isso não o impedia de se mover, ele havia recebido diversos ferimentos, mas ainda assim se mantinha vivo. Agora ele podia finalmente respirar, e pensar com mais clareza, o que ele fará agora?




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Capítulo I

O Espetacular Takeshi Isamune




–Busquei o ar com selvageria, por breves segundos meus pulmões pareciam não aguentar reter todo oxigênio que o preenchia. A dura batalha tinha deixado marcas em meu corpo, não só na parte exterior, mas também, no interior. Não resisti a levar minha mão na região esquerda do meu tronco, por mais leve que meu toque foi, a dor excruciante se espalhava como se meu corpo fosse ruir a qualquer momento – Arf...V-você foi duro. – Bradei em respeito ao meu oponente. Não me entenda errado, não estou simpatizando com aquele criminoso, suas atrocidades só me fizeram desejar a sua morte. Entretanto, ele tinha me mostrado uma coisa interessante: eu estava relapso. Após os anos de treinamento com Ivar, acreditei que meu retorno seria imparável, afinal, quem iria resistir ao inferno que passei? Mas, eu estava errado.

Meu corpo parecia fraco, minto, meu corpo era realmente fraco. Abandonei os treinos rotineiros, o cuidado com meu próprio corpo, tudo aquilo havia se tornado uma avalanche de erros, que encobriram minha alma. Ao tentar dar o primeiro passo, minhas pernas cambalearam, por alguns momentos acreditei que iria de encontra ao solo – Não! Takeshi I-isamune não cai. – Falei com convicção – Bom, na verdade, cai. – Ri lembrando dos golpes pesados recebidos pelo homem fera. A simples ação de rir intensificava a dor, já quebrei alguns ossos do corpo, mas parecia que a cada vez a dor piorava. Unir as forças em meu corpo e caminhei devagar, carregando ambas as espadas, empunhando as mesmas com força – Se existir um céu ou um inferno realmente, acredito que você irá querer uma revanche. – Brinquei.

Busquei a face do criminoso, por mais que sua caixa torácica não aumentasse, ainda sim tinha minhas dúvidas. Como não estava em condições para fazer o que um médico normal faria, iria optar pelo método nada convencional: matar o que provavelmente já está morto. Enfiei a espada no rosto de Oki, buscando fazer a lâmina encontrar no ponto mais fundo do seu crânio, apenas para constatar de maneira real a sua morte – É, realmente está morto. – Confirmei verbalmente. Naquele momento meu corpo relaxou, eu ainda estava atento ao meu redor, entretanto, a tensão natural da batalha se esvaiu pouco a pouco. Com o esfriar do sangue, a dor parecia se intensificar ainda mais, algo natural do corpo humano – “Como posso leva-los?” – Indaguei mentalmente – “Caralho, eu sou muito burro, devia ter chamado alguém da Hydra.” – Conclui meu pensamento esboçando uma faceta de raiva.

Andei pelo local em passos lentos, recuperando os itens perdidos naquele combate: O isqueiro e a corrente. O primeiro não me serviria muito naquele momento, já a corrente me ajudaria a arrastar o corpo daquele brutamontes até a sede do meu parceiro Nagashima. Minha vontade era fuçar aquela cabana e os corpos dos meus oponentes, mas não, a ganância poderia acabar me matando. Voltaria com a corrente ou o que sobrou dela até Oki, se ainda estivesse em chamas, esperaria as mesmas extinguirem. Contudo, se só existisse a carcaça sem vida e queimada do meliante, amarraria com cuidado ambas as pernas, dando voltas e entrelaçando por completo a corrente – Vamos lá Takeshi, força! – Uma injeção de motivação própria, o pior já tinha passado.

Meus passos seriam ainda mais lentos, minha atenção no caminho estaria redobrada, optando pelo que fosse mais favorável arrastar aquele corpo de rinoceronte morto. Apoiei a corrente no ombro, o incômodo que ela causava ao ralar pelo cabo da escada era algo pior que a dor, na verdade, só agora pude perceber o estado que minhas vestes se encontravam – “Que desgraça, fuderam minha roupa.” – Reclamei em meus pensamentos. Meu ritmo era lento, porém consistente, deixaria a perna esquerda sempre na frente, evitando dar um passo normal. Jogava a perna para frente e arrastava de maneira sútil a de tás, deixando que o peso do corpo recaisse mais pelo lado direito, do que o esquerdo – “Que dor da desgraça, porra! Porra!” – Eu odiava sentir dor, não, não sou uma pessoa sensível. Na verdade, talvez eu seja e não queira admitir. Independente da demora, continuaria vagando rumo a parte central de Sirarossa, em direção a sede da empresa Hydra.

Sem ligar para que horas fosse, busquei me manter atento a todo momento. Sabia que uma emboscada acabaria comigo, mas não tinha muito o que podia fazer, se deixasse o corpo morto naquele local, outra pessoa poderia tomar a recompensa para si. De qualquer maneira, não iria pestanejar em minha empreitada, mostrando novamente o meu ímpeto e superando a dor que passeava pelo meu corpo. Ao chegar na cidade tentaria ter um ar superior, como se estivesse melhor do que eu aparentava. Torcia para que a população reconhecesse o criminoso que eu estava levando, não queria parecer um maníaco que arrasta corpos pela cidade sem se importar. Ao visualizar a estrutura da Hydra, principalmente se existissem seguranças na frente como antes, puxaria todo o ar a minha volta e gritaria com força – NAGASHIMAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Gritei o nome do chefe para chamar a atenção dos dois brutamontes – AJUDA AQUI! – Acenei com velocidade, mesmo sentindo ainda mais dor por conta daquela simples ação. E sim, a postura de herói havia sido levada pelas águas da dor, que falavam mais alto.

Eles vindo ajudar ou não, continuaria minha caminhada até o lugar. Subiria as escadas com cuidado, procurando pro algum corrimão ou algo do tipo que pudesse me proporcionar um certo conforto – Ahn? Eu sou parceiro da Hydra. Takeshi Isamune, pode ver aí. – Diria se em algum momento fosse questionado sobre quem eu era. Entraria no lugar, arrastando ou guiando os seguranças – Onde entrego o defunto? – Ri disfarçando a cara de dor, mas sabia que não estava sendo efetivo – Seis contra um é meio complicado. – Responderia se em algum momento falassem do meu estado, não sairia por baixo – Antes de qualquer coisa... – Sem que eu pudesse concluir minha fala, minhas pernas falharam, forçando a agarrar na primeira coisa que estivesse perto de mim: uma cadeira, o balcão, um dos seguranças ou outra pessoa qualquer, até mesmo o próprio Nagashima – Vocês tem uma ala médica por aqui? – Indaguei com um sorriso amarelo ou vermelho, o gosto de fer ainda estava em minha boca, provavelmente em algumas daquelas contusões causaram danos internos. Por fim, se fosse levado até algum setor médico, iria caminhando devagar.


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"Pensamento"

Takeshi Isamune - Histórico/Objetivos:

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Pirata





Capítulo I – O Espetacular Takeshi Isamune

Takeshi finalmente havia vencido, seu adversário estava completamente destruído, seu corpo já não continha vida, e mesmo assim, o rapaz precisava saber se ele realmente estava morto, e com seus últimos resquícios de força, cravou sua espada em seu crânio, e assim obtinha sua confirmação.

Após isso, o rapaz caminhava lentamente pelo local, buscando seus pertences jogados por ali, o primeiro era seu isqueiro, ele o pegava e o guardava, o segundo era sua corrente, mas a mesma não estava tão boa assim, alguns pedaços dela poderiam ser vistos pelo chão, mas ainda havia sobrado uma boa parte da mesma, para que Isamune pudesse amarrar no rinoceronte.

Mesmo com a dor tomando conta de seu corpo, ele conseguia se mover o suficiente para entrelaçar toda a corrente naquele corpo grande e morto, ele o prendia bem, e então se virava, jogando sua corrente por cima do seu ombro direito, evitando o lado machucado, o que era uma decisão inteligente. Assim, ele começava sua caminhada, buscando manter sua postura de herói, como se tudo aquilo não tivesse sido uma brincadeira de criança.

Ele passava pela cidade arrastando o homem, e todos o observavam, alguns viraram seus olhos para não ver a cena, já outros o observavam com atenção e alguns davam alguns sorrisos. Ele podia ouvir alguns sussurros entre a multidão, e logo, finalmente chegava até uma das empresas da Hydra.

Ao avistar Takeshi gritava em alto e bom som o nome de Nagashima, o mesmo não estava ali, mas ele estava na janela, a mesma janela que se encontrava atrás de sua cadeira em sua sala, onde o jovem já havia ido. Alguns seguranças na porta o avistaram e sabiam que ele era um membro daquela organização, e de imediato respondiam ao pedido de ajuda de Takeshi, e o ajudavam com o corpo.

Logo, o rapaz pode seguir para dentro do prédio. Enquanto os seguranças levavam o corpo do homem para um outro lugar, o rapaz seguia indo em direção a sala de nagashima, tentando subir as escadas, mas antes que pudesse iniciar, o homem aparecia no topo da mesma e então dizia.-Não precisa subir! Homens, levem ele para a enfermaria. Dois dos brutamontes da organização desciam as escadas e seguravam o corpo de Isamune, o levando diretamente para a ala médica.

Tudo era feito de forma rápida e simples, mas com cuidado para não machucar ainda mais o garoto. Não demorava muito e eles já haviam subido alguns lances de escada, e quando Takeshi menos esperava, ele estava dentro da enfermaria. No lugar, um homem se encontrava, o mesmo tinha uma aparência de mais idade, e demonstrava certa experiência, seus cabelos brancos mostravam o tempo ter passado. O homem o recebia com um largo sorriso, e de imediato mandava colocarem ele na maca que estava na lateral do quarto médico.

Os homens o colocaram, e então ele se aproximava, deixando os seguranças seguirem seus rumos para fora dali.-Ora, ora, o que temos aqui! Vejo que teve um dia difícil não é meu jovem? Perguntava de forma amigável, mas não esperando uma resposta, até porque, devia doer até para falar.

O homem examinava o corpo do garoto, e ao colocar suas mãos no lugar que mais trazia dor ao rapaz, suas costelas, ele então dizia.-É duas costelas fraturadas! O que você andou fazendo em? Diria de forma tranquila enquanto se afastava buscando alguns medicamentos e bandagens por ali.

Dentro da enfermaria, Takeshi poderia ver alguns diplomas na parede, todos emoldurados em quadros, alguns de medicina, em diversas áreas da mesma, já outros em química. O quarto era simples, não tinha muito mais a ser observado, apenas uma estante com alguns remédios, talvez era o que ele usasse em seus pacientes, havia também uma mesa de ferro, onde parecia ser a sua mesa particular.

O homem começava a sessão de tratamento do rapaz, passando uma pomada em suas feridas, mas quando ia para as costelas, ele passava outro tipo de pomada, parecia algo para reduzir a dor.-Bom, nesse caso aqui, não dá pra fazer muito, elas vão se curar sozinhas, isso aqui só vai amenizar a dor. E ao terminar de passar a pomada, ele enrolava Takeshi em algumas ataduras, o deixando ali por um tempo, caso ele quisesse descansar.




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