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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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I — Te vejo por aí, caubói.

Sasha
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Sasha
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I — Te vejo por aí, caubói. Sex Maio 20, 2022 3:14 pm
I — Te vejo por aí, caubói.  

Aqui ocorrerá a aventura fechada dos Civil Texas J. Jones. A qual não possui narrador definido.

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Banji
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Banji
Civil
Re: I — Te vejo por aí, caubói. Qua Maio 25, 2022 3:28 pm









─── Todos nois conhecia bem o velho Obadiah J. Jones… ─── do alto daquela colina, a voz de Dunk Bêbado soou de forma reverente, por mais que sua cabeça rodasse pelo efeito do vinho. Ele era o capelão do bando, um homem corpulento e de pouca santidade, e mesmo eu que nunca me interessei por deuses, sejam os de Dunk ou qualquer outro, sabia que dificilmente aquele homem seria mais do que um golpista que nunca conheceu o sacerdócio. No entanto, era dele o discurso fúnebre ─── …então é fácil sabê que quando todo mundo aqui morrê tamém, vai encontrá aquele coiote rabugento saqueano e roubano os demônio do inferno! Um brinde ao Obe!

Levantei meu cantil assim como os outros, varrendo o olhar pelo cenário ao entornar a dose do líquido amargo. Você realmente gostaria daqui, velhote, pensei, reparando na boa sombra produzida pela copa extensa da grande árvore, comum às florestas de Derlund, onde uma lápide havia sido erguida. Tem uma boa vista para o bosque e dá pra sentir o cheiro da maresia que chega da praia. Bom, e até que foi um velório decente, mas sei que você teria xingado os homens de maricas por chorarem. Tsc, amaldiçoado seja por partir, pai, e que seus ossos finalmente descansem, pois o diabo sabe o quanto você reclamava deles.  

Profundamente enlutado, não estava disposto a escutar mais lamentações sobre a partida do líder dos Black Saloon. Precisava de um cigarro e uma garota. Além do mais, agora que o posto de liderança estava em aberto, Sujo Dutch eliminaria qualquer um que se colocasse no caminho, não muito diferente do que Dutch Limpinho faria. Era fácil perceber que logo tudo se tornaria uma guerra para decidir quem ficaria com as maiores fatias dos saques, e o grupo se fragmentava em ganância já que não havia mais ninguém capaz de frear tanta luxúria.

Pelo bem da minha própria segurança, não podia me demorar: há vinte anos, quando Obe encontrou-me naquele pasto e decidiu me criar, alguns companheiros não gostaram nada da ideia. Quando cresci, ligeiro e astuto, temeram ainda mais que eu me tornasse o novo chefe e burlasse as regras de sucessão por ser o preferido do velhote. Ainda hoje olham-me com certo desdém. Idiotas, não? Como se eu quisesse liderar esses chucros imbecis pra sempre nessa ilha sem graça. Não, é melhor que eu parta o quanto antes, pois existem coisas muito maiores para mim.

─── Agora somos só nós dois, parceiro ─── afaguei o pêlo marrom de Uísque, meu burro, enquanto guiava-nos para longe da cerimônia e deixava para trás os brindes feitos aos berros e histórias sobre Obediah contadas à sombra da grande árvore ─── Vamos ficar bem, você vai ver só. Vou planejar um roubo de respeito e ele será nosso último em Derlund. Um bom tiroteio no Rancho daquele puto do Kobe não seria tão mal, hein? Soube que ele guarda uma boa grana em seus cofres, e talvez eu ainda sequestre a mocinha que trabalha lá na sua fazenda. Qual era mesmo o nome? Ursula? Fringilla? Merda, só consigo me lembrar daquele belo par guardado nos decotes. Ah, sim…

Com uma última olhadela sob a aba do chapéu que escondia o terceiro dos olhos, despedi-me silenciosamente da única família que me foi apresentada. De certa forma, amava-a, por mais desvirtuada e estranha que fosse, formada por bandidos, salafrários, desonestos e ordinários, foram eles quem me ensinaram tudo que sei agora. Desde laçar um boi até escolher as melhores sombras para se esconder das autoridades. Não havia como não ser grato, nem como esquecer-me de seus rostos feios e queimados pelo sol.

Mas nada disso importa! E chega de deprê! Sabe porque? Tá ouvindo essa música de faroeste tocando? A poeira subindo e as esporas das botas estralando? Isso mesmo. É o prenúncio da minha chegada! Escondam suas filhas e esposas, malditos fazendeiros ricaços! Pois eu levarei não só seu ouro, mas também o coração de todas as donzelas que lhes são caras. Meu nome é Texas J. Jones, e eu serei o domador mais fodão de todos. Aquele que domará o Rei dos Reis dos mares que guarda o One Piece. Te prepara, é só o começo.  




Considerações




Primeiramente obrigado por topar narrar essa minha aventura, Mendonca! (: Que eu não te passe muita raiva e que o Texas, um caubói canalha e malandro, se divirta muito nesse mundão (ou não hehe). De toda forma, fiz um post introdutório continuando de onde parei a história da ficha, por isso tomei a liberdade de citar personagens e cenários, mas só pra ambientar a despedida do personagem e possibilitar a cena, então não o farei mais. De toda forma, a floresta de grandes árvores e o Rancho Kobe citados no texto, por exemplo, são todos referenciados no próprio tópico de informações de Derlund. Tá tudo nos conformes! Gratiluz.    

objetivos:
- Adquirir proficiência Lábia;
- Fazer um bom roubo para adquirir grana;  
- Conseguir uma boa pistola;
- Chegar ao lv. 2;
- Chegar à próxima ilha;







Mendonca
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Re: I — Te vejo por aí, caubói. Sex Maio 27, 2022 4:18 pm
Post 01
Narrador
Banji
09:30
27ºC
Te vejo por ai, Couboi.
Um pistoleiro, seu burro
em busca de um tesouro
Ele corria com o som de cavalos atrás, homens gritando e o estalo do chicote nos animais, ordens para que eles fossem mais rápidos, caso contrário, não conseguiriam capturar o infame Boulevard “Gatilho” Curry, o homem que havia cometido algo imperdoável, ou assim, consideravam. Curry segurava firme nas rédeas do seu animal, um belíssimo corcel amarelo, corria tão rápido como o vento, saltava sobre troncos, desviava de árvores, aos poucos, ele foi se afastando dos perseguidores.

Curry estava cansado, o suor escorria por seu rosto, sua barba mal feita cobria seu rosto corado, sua respiração ofegante se misturava com a do seu animal, ele precisava fugir, precisava encontrar com os outros dois, não podia perecer, não depois descobrir sobre aquele lugar.

Os tiros acertaram a madeira das árvores, arrancando lascas e ferindo a floresta de copas largas, os pássaros fugiram assustados, roedores corriam para suas tocas, um verdadeiro caos. Curry ouviu dois homens o cercando, ambos armados, contudo, o galope dos cavalos impediam de ter um tiro preciso, erraram cinco tiros, até que Curry se virou, sentando de costas para o animal, foram três tiros naquele da direita e mais dois no da esquerda, ambos caiam na relva seca, e os seus animais fugiam. Quantos restavam agora? Curry tinha contado pelo menos doze.

A floresta ajudava, seu cavalo caramelo conseguia se distanciar do grupo, até que finalmente chegou em uma clareira, onde seu sangue gelou, ele estava vendo um fantasma. Sentando sobre um tronco velho, o homem de olhos avermelhados - Você é rápido, “Gatilho” Curry, mas eu sou inevitável - sua voz era rouca, segurava uma pistola dourada com detalhes em vermelho - Entregue o que eu quero, não pediria uma segunda vez - o cano da pistola apontava diretamente para o peito de Curry.

O homem saltou do seu cavalo, sua mão acariciava seu animal pela última vez - Não está comigo - Nesse instante, o fantasma atirou pela primeira vez, mas não mirava em Gatilho, a bala cravou no olho esquerdo de caramelo, que caia relinchando de dor. Curry gritou e amaldiçoou seu algoz, seus olhos se encheram de lágrimas, se virou para o inimigo e quando apontou a arma, outro tirou e ecoou pela floresta, acertando seu tronco e outro a sua barriga.

Seu corpo caiu de lado, ainda sobre seu cavalo, sua vista se embaçou e a última coisa que escutou foi os passos do fantasma se aproximando, ele procurou por algo em seus bolsos, não parecia ter achado nada, pois logo em seguida, estalou a língua e sua montaria chegou, um lobo cinzento. Boulevard Curry via o seu fim ali, pelo menos não estava sozinho, seu fiel escudeiro estava contigo. No fim, ele conseguiu tirar sua bota, pegou um bilhete e o segurou sobre o peito, ainda sorrindo, completou sua passagem para o outro mundo.

Mas essa não é a história de Curry, logo nosso protagonista surgia, montando seu belo animal, o sol estava alto, os animais cantavam, raposas caçavam coelhos, gaviões caçavam cobras e Texas J. Jones procurava por aventuras. Galopando por uma floresta que ficava afastada do Parque das Flores, ele via entre a copa das arvores, uma quantidade consideravel de urubus, não demorou para um cheiro forte ser sentido, seu burro até erguia as orelhas, preocupado, mas se ele seguisse mais alguns metros, iria achar uma clareira, o cheiro ruim tinha origem ali.

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Se aproximando, veria um corpo sem vida sobre um cavalo sem um olho, não pareciam ser de muito tempo, mas os animais selvagens já estavam farejando o jantar, destarte, Texas era o primeiro a chegar. Caso ele se aproximasse, veria um homem com a barba por fazer, dois buracos de bala em seu peito mostravam a causa da morte, sua mão estava semiaberta, parecia ter um bilhete lá dentro, ele pegando-o, iria ler.

Árvore amarela, lago do peixe de pedra, Castor Faminto, Crocodilo no Piano. Tesouro da Lua Cheia.

O que se tratava, quem era ou sobre o que era, Texas não sabia dizer, exceto que o tesouro só poderia significar ouro, era uma linguagem universal. Seguindo reto, ele daria em um pequeno restaurante onde o dono era um homem de uma perna só bem humorado, que sempre contava histórias sobre suas caçadas, até mesmo sobre quando ele perdeu sua perna. Texas poderia seguir para lá e tentar descobrir algo, ou somente beber uma boa cerveja.



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Banji
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Banji
Civil
Re: I — Te vejo por aí, caubói. Seg Maio 30, 2022 6:37 pm








─── Anda-le, anda-le! Vai, seu burro teimoso! ─── Consternado, bati com as esporas no flanco do animal com mais força que antes, mas ele permaneceu imóvel como uma estátua de mármore. Uma coisa eu precisava admitir: Uísque era um serzinho ordinário, mas muito obstinado. Assim, contrariado e sem outras opções, bufei enquanto saltava para o chão ─── Dá pra acreditar? Essa mundiça danou pra empacar logo agora…

Tentava puxá-lo pelas rédeas, mas sem muitos efeitos a não ser o afundar do salto da minha bota na terra. E não pense que eu tentei pouco, pois eu me esforcei. No entanto, quanto mais gastava energia para tirá-lo do lugar, mais parecia que o burro se divertia, fazendo um barulho que era muito semelhante a uma risada. Ah, mas isso já era demais. Foi quando mudei o semblante para uma faceta mais séria, ajeitei minha jaqueta e levei a mão à cintura, enfurecido.

─── Ah, é? Vai sê assim danado? Então vamo resolvê isso é na bala ─── Eu já te contei que quando fico irritado, não consigo esconder meu sotaque do interior? É uma coisa que odeio sobre mim, mas fica aqui exposto tal segredo ─── Vô te sapecá todin seu fédaputa!

O que acontece é que eu saquei minha pistola e apontei direto para o pau daquele burro teimoso. Daí, o click do destravar do cão da arma com o polegar realmente assustou Uísque, que arregalou os olhos e chicoteou as pernas atacando com um coice. Longe de me acertar, de fato, mas a rédea estava presa à minha perna e o burro começou a correr em disparada logo em seguida - e isso sim foi problemático. Com um solavanco, a cena tornou-se a minha fiel montaria correndo pela floresta enquanto eu era puxado pela perna, arrastando as costas nas folhas com uma pistola na mão esquerda e o chapéu na mão direita.  

─── Aôua! Bão que daqui fica mió ainda de acertá seu saco ─── Fechei dois dos três olhos e mordi a língua enquanto mirava, mas Uísque freou de repente, fazendo-me perder o ângulo e finalmente parar de ser arrastado. Tirei as rédeas do pé rapidamente e guardei a pistola, pondo-me de pé e reequipando o chapéu de caubói. No começo, achei que ele tinha desistido por estar com medo do tiro, mas a verdade era outra. O que ele havia encontrado me fez arrepiar os pêlos do corpo todo. Uma cena de assassinato ─── Ah, não… Não acredito que fizeram isso com você.

Ajoelhei-me perto da grande perda: um cavalo caramelo que havia sido baleado no olho. Só então reparei no homem ao lado, ele pareceu ter morrido sorrindo, mas sua carne já começava a feder e a atrair urubus, por isso já não parecia mais tão feliz agora. Varri os olhos pelo cenário, subitamente desconfiado sobre o paradeiro de quem havia os matado. Porém, a curiosidade não me deixaria apenas largá-lo para lá. Ele tinha algo de valor? Dinheiro, armas? Vasculhei seus bolsos, seu chapéu e seus dentes, torcendo para que algum fosse de ouro, mas em suas mãos havia a derradeira preciosidade: um bilhete com um código misterioso. O papel dizia “Árvore amarela, lago do peixe de pedra, Castor Faminto, Crocodilo no Piano. Tesouro da Lua Cheia”. Olhei para o burro rapidamente.  

─── Aqui explica como eles morreram… É que o cavalo só empacava. Um dia ele surtou e estourou os miolos dos dois ─── Primeiro olhei para o burro de forma tentadora, mas logo afaguei a crina do Uísque, certo de que não seria capaz de verdadeiramente acertá-lo, mas sorrindo por dentro por fazê-lo tal terror ─── Podemos ir agora?

Dessa vez, talvez comovido pela cena, houve cooperação. Então, quando não houvesse mais o que ver sobre os dois cadáveres, finalmente seguiria em frente. Eu não possuía ferramentas para enterrá-lo, muito menos interesse. Havia um saloon logo mais, e se há algo que eu gosto é de saloons - muito mais do que enterrar cadáveres por aí. Você sabe, mulheres, bebidas e homens que ficam de língua solta quando estão sob efeito de álcool. Ah, sim, era tudo que eu precisava. Afinal, não conseguia tirar as palavras do bilhete da mente, repetindo-as ciclicamente. Afinal, o que diabos significaria? Crocodilo no Piano. Castor Faminto. Tsc, se isso levar mesmo a um tesouro…

─── Howdy, companheiro ─── Abaixei a aba circular em cumprimento ao homem perneta logo ao entrar em seu estabelecimento. Tomei alguns segundos para reparar se haviam mais pessoas no local ─── Seja gentil e traga boa cerveja para um traseiro cansado, sim? ─── Escorei-me no balcão, mantendo uma postura relaxada e despreocupada ─── E como andam as coisas por essas bandas? A vida não tem sido fácil, né? ─── mostrei-lhe com um movimento de queixo que estava falando sobre sua perna que faltava ─── Meu pai também perdeu um abraço… Foi todo roído por um Castor Faminto, dá pra acreditar? Ele contou que ficava em um Lago com um Peixe de Pedra, mas você não deve saber nada sobre isso, né? Heh, bom, meu nome é Texas, aliás, e como foi que aconteceu com você?





Considerações




Seguindo em frente após vasculhar o corpo. Fazendo perguntas ao homem do bar.     

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- Conseguir uma boa pistola;
- Chegar ao lv. 2;
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Mendonca
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Re: I — Te vejo por aí, caubói. Qua Jun 01, 2022 9:27 am
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Narrador
Banji
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Te vejo por ai, Couboi.
Um pistoleiro, seu burro
em busca de um tesouro
Tocava uma música calma no saloon quando Texas entrou no local, as duas pessoas que estavam lá dentro olharam rapidamente para o desconhecido e continuaram a conversar, sem importar com sua presença. O local era limpo e bem cuidado, as mesas eram de madeira e havia uma criança sentada no canto tocando banjo, ele errava algumas notas, tentava de novo e assim seguia, claramente estava aprendendo a manejar o objeto.

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O que realmente chamava atenção era o dono e atendente do local, um homem gordo e da pele branca, tinha um bigode que ocupava a parte entre a boca e o nariz, quando andava, podia ouvir o barulho da sua perna de madeira, mas aquilo não o incomodava, pelo contrário, parecia feliz e cumprimentou o forasteiro enchendo uma caneca de vidro com a cerveja que ele pediu, colocando no balcão e empurrando até a mão do nosso protagonista.

Texas não perdia a oportunidade de saber mais sobre a perna de pau do sujeito, aquilo o fez rir e mostrar seus dentes amarelados - Tem bons olhos - comentava ironicamente, enquanto enchia um copo para si e se aproximava - Isso é do meu tempo de jovem, lutei contra um urso albino que vivia por essas bandas - ele apontava para a cabeça do animal na porta de entrada - Eu tirei sua vida, mas ele levou algo de mim também brahahaha - ria alto enquanto tomava um gole de cerveja.

O homem logo apreciou a conversa e deu seguimento - Coitado do seu pai, ele morava por essas bandas? Os peixes de pedra estão extintos faz muito tempo, qual seu nome garoto? - perguntava com curiosidade verdadeira, depois seguia - Ontem ouvi uns tiros por aqui, os ventos estão agitados, quase posso pressentir algo, sabe, parece muito com a época que o bando do Bacal passou a atormentar essas terras … conhece a historia? - perguntava quase contando a lenda, o homem iria ficar ali de papo furado por muito tempo se assim deixassem, bastava jogar a isca e Texas poderia tirar muita coisa dele.



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