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Medo de ser amado! Fuja, Douglas! Fuja! Sex Abr 08, 2022 10:09 pm
Medo de ser amado! Fuja, Douglas! Fuja!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

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''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 01




Após uma série desconcertante de falatório meloso sobre confiar em desconhecidos e amizade, eu, Douglas Whitefang, fui submetido novamente à realidade concreta dos fatos.

Eu, um completo desgraçado, alguém que já foi vendido e vendeu companheiros, um traste absoluto, capaz de largar uma princesa esperando diante do altar e relegar-se para uma vida de esbórnia vazia e tramóias que, sim, são um tanto divertidas... Bom, na verdade, bastante divertidas, mas ultrajantes e imorais, tive que me colocar no meu lugar.

Após roubar o chapéu da bruxinha por um impulso quase lascivo em incomodar os outros, pelo mais puro reflexo em praticar o mal, me peguei observando a peça de roupa à minha mão, de cima para baixo, e com os olhos arregalados. Quer dizer, eu diria que arregalados, não posso ver meus próprios olhos, mas voltando ao ponto: Aquilo era muito divertido. Sim. Eu poderia passar a minha vida inteira implicando com os outros, armando planos para roubá-los e só parar quando encontrasse um local em que eu não precisasse trabalhar nunca mais.

Entretanto, com aquelas duas era diferente.

Por algum motivo, mesmo com todas as minhas demonstrações sinceras de mau caratismo, elas continuavam me querendo por perto. Aquilo era absurdamente conveniente. Então eu não preciso mudar nada da minha personalidade, apenas continuar indiscriminadamente com a minha natureza perversa e elas nem mesmo me impediriam?

Paspalhas estúpidas e ingênuas. Gostaria que os guardas dos bancos também fossem assim...

Bem, se essa fosse mesmo a verdade, então qual seria o meu limite? Por quanto mais tempo eu me controlaria em relação a elas? E, se eu as machucasse, será que elas, ainda assim, iriam me perdoar de novo?

Parei de caminhar, já com o chapéu à cabeça, deixando-as seguirem em frente, e adentrei a floresta, me escondendo como só um ladrão como eu seria capaz. A ideia de receber um perdão não merecido é o sonho de todo bom criminoso como eu. Mas a ingenuidade daquelas duas era... Demais. No sentido de irritante. Eu não tinha como lidar com tanta burrice.

- Adeus. - Disse para o nada, após vê-las sumindo à distância.

E então meti o pé.

Tinha que estar bem longe da desgraçada caolha antes que ela notasse a minha falta. Meu corpo inteiro doía, então eu precisei deixar as pernas bem dobrada e os braços para trás bem esticados, me equilibando, em um movimento que parecia mais com um caranguejo andando do que uma pessoa - UI. AI. UI. AI. - Meio humilhante, né? Nem sei por que estou me prestando a contar isso.

Rumaria em rota transversal, usando tudo o que havia aprendido de navegação para me guiar pelo céu e também minha memória para não errar o caminho mais de uma vez.

- Certo... AI. UI. AI... Felícia vai querer me matar quando acordar. Alastor também. Nina também. Será que estou esquecendo de alguém? Espero não ter ficado muito famoso... Mas, maldição, eu preciso contar com- AI. UI. AI.- isso... Eu vou para alguma cidade. Preciso dar um jeito de encontrar um bom disfarce. Vou passar o resto da minha vida fingindo ser outra pessoa. Mudar de nome. Pode dar um pouco de trabalho, mas vai valer a pena. Se eu roubar a identidade de um banqueiro eu posso nunca mais trabalhar.

Em algum momento, antes de chegar à cidade, vestiria o kimono de karatê, seguindo com o chapéu de Brina na cabeça, cobrindo bem o rosto. Aquele seria um dos piores disfarces feitos na minha vida, o que me levou a fazer duas coisas. A primeira, a ser bastante criterioso com a minha forma furtiva de me movimentar, pois aquela maldita combinação chamava mais atenção ainda. A segunda, tomar vergonha na cara e ir em busca de alguma forma de aprender a me disfarçar.

Seguiria procurando algum local, pessoa ou livros em que pudesse obter esse conhecimento. Assim que estivesse disfarçado, meu próximo passo seria conhecer o submundo da ilha.

Estaria atento o tempo inteiro a Nina. A maldita era barulhenta, então seria fácil se esconder dela.

Quanto a Brina, ela era burra. Então estava tudo bem.

Eu precisava de uma identidade nova. Precisava fugir.

- Não tem nada de suspeito com a minha roupa. Eu sou um arquimago karateka e, se você não respeita isso, está ofendendo a minha cultura. - Estaria pronto para responder isso caso alguém perguntasse. Que papo furado, hein? O disfarce era tão ruim que seria a minha única possibilidade de resposta. Ei, não me julguem, estou tentando melhorar. Nem todos podem acertar sempre.


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"I let the melody shine, let it cleanse my mind, I feel free now
But the airwaves are clean and there's nobody singin' to me now"

Douglas enfim tomara sua decisão. Sentia que se se despedisse novamente, não seria capaz de sair e assim preferira seu método de desaparecimento. Covarde, talvez? Mas não podia negar sua eficiência. Se era sábio, no entanto, era outra história. Seus ferimentos ardiam enquanto andava e o Sol forte impedia-o de usar o céu adequadamente para guiar-se. Sua memória, por outro lado, permitia que conseguisse recriar o caminho de volta, mas a cada novo passo parecia trabalhoso demais continuar.


Talvez outras pessoas conseguissem continuar a sair dali o quanto antes, mas o cansaço parecia cada vez mais intransponível para o nosso preguiçoso. O calor úmido da floresta também tornava tudo pior. Se parasse para pensar um pouco sobre o assunto, com sua capacidade de medir o tempo, perceberia que aproximavam-se do meio-dia e, portanto, o calor só pioraria na próxima hora.


Longe de encontrar alguma cidade, acabava parando próximo a uma cachoeira, onde sentia um refresco na temperatura local. Talvez ali pudesse ser um bom momento para passar o tempo? Suas pernas doíam e cada vez que respirava sentia o peito arder. Resistiria a mais um pouco de tempo em busca de chegar
a algum lugar para tratar seus ferimentos? Ou cairia na tentação de parar um pouco e tentar se recuperar para só então dar continuidade? Brina havia feito um bom trabalho nos primeiros socorros, com certeza, mas isso não resolveria o que somente um tratamento médico efetivo poderia fazer.


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''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 02




O sentimentalismo idiota da despedida com as duas criancinhas que provavelmente seriam devoradas em breve pelo oceano se continuassem sendo tão inocentes até mesmo me fez esquecer da distância que eu tinha de percorrer.

Após cerca de cinco minutos caminhando e sentindo dores, terminei por me dar conta de que a imensa árvore estava mais longe do que parecia. Na verdade, a sensação de proximidade dela se devia ao seu tamanho.

Como explicar de uma forma que não soe dramática? Era como tomar um tiro diretamente no coração. Ou ser fervido em óleo quente. Ao ter o choque da realização, minhas pernas pareceram doer o dobro, e a distância, que parecera pequena e confortável, se tornava tão gigantesca que minha mente.. Hm... Um sinônimo para preguiçoso? Ao menos um eufemismo? Hm... Contra-laboral... Se tornava um peso enorme.

Manteiga na frigideira. Era isso que o meu corpo se tornava. A mera realização fazia com que todos os poros suassem, minhas pernas dobrassem ainda mais, e a minha caminhada se tornasse insuporável. - AGGGGHHHHHHH.... - Embora eu não seja muito de reações exageradas, eu estava sendo literalmente torturado. Sim, literalmente. A caminhada era um demônio fustigando-me com... Ah, tanto faz. Você não vai acreditar no quão ruim estava sendo.

Deitei-me no chão, exausto, abrindo os braços e encarando o céu. Precisava enfrentar aquilo. Eu não tinha mais como ser um covarde. - Tive uma ideia. - Respirava fundo. Lembrava-me dos tempos como príncipe. Dos servos com liteiras para me carregar para onde quer que eu fosse. De Brina, que certamente seria facilmente enganada para me carregar. Ou até mesmo de Nina, que poderia me dar uma pancada forte o suficiente para me fazer voar, o que, apesar da dor, talvez compensasse. Afinal, qual foi a última vez que eu havia andado tanto? - Sim. Está decidido. Eu vou seguir a minha ideia. - Não era um covarde. Tomaria a atitude que qualquer homem preguiçoso com algum orgulho tomaria em meu lugar. - É uma aposta de fé, mas... Vou ficar deitado aqui até morrer. - Fechava os olhos e virava o rosto de lado, abrindo a boca com a língua para fora. - Se eu tiver sorte, talvez alguém apareça e me carregue.

Minha maldita mente escaparia para um maldito cálculo. Se eu tivesse de andar, demoraria no máximo um dia. Se eu tivesse de morrer, seriam prováveis 3 dias mínimos de tortura. Essa simples matemática me convencia da necessidade de andar. - Eu nunca deveria ter fugido... - Nem mesmo eu sabia se me referia às piratas, a Jamona ou ao Castelo.

Mas então sentia o refresco. O som de água corrente. Estava próximo de algo. Um lugar para relaxar. - Maldição... Me conhecendo o suficiente, eu não deveria parar aqui. Se for realmente tão confortável, talvez eu nunca mais consiga sair dessa floresta.

Instantes após, eu já teria escondido minhas roupas em algum lugar, utilizando minha furtividade e minha memória para lembrar de onde a haveria guardado, e estaria completamente nu na água.

- Esconder as roupas é essencial nessa situações. Um golpe clássico, mas extremamente eficiente. A marca de assinatura do Gato de Botas e também do Rato de Botas. Na verdade, qualquer animal com botas. Nenhuma loja de roupas vende calçados para eles, e por isso costumam roubá-los. - Boiaria com as mãos na nuca, constatando axiomas em um exercício do meu ofício nada respeitável de Ladrão.

Por algum motivo, estar em silêncio me fazia lembrar de Brina e Nina. Elas provavelmente já deveriam ter morrido na floresta. - Estúpidas... - E, para não pensar em besteiras, minha mente rapidamente se dirigiu a um golpe.

E se eu ficasse escondido, na beira da cachoeira, esperando algum viajante passar? E, assim que parassem para tomar um banho, eu os roubaria, talvez até conseguindo comida para intensificar o meu descanso? Ou uma carroça?

Sim, aquela era uma ótima ideia.

Mas muito clichê.

Vejam bem, o que eu busco é uma beleza com paralelo apenas na arte. Golpes simples não eram mais tão aprazíveis, senão em situações de emergência. O Gato de Botas podia ser um bom estrategema, um clássico, mas eu queria minha marca própria. Eu iria aplicar o Homem Nu! Sim! Com muito mais camadas!

Continuaria boiando para descansar e, assim que alguém aparecesse, diria: - Por favor, me ajude! É um pouco constrangedor mas... Alguém roubou as minhas roupas! - Observaria as pessoas que se aproximassem. Se fossem ladrões, não teriam o que levar dele. Se fossem ricos bondosos, provavelmente abririam as malas para emprestar roupas para Douglas, que poderia observar tudo o que eles tinham. Bem, mas a realidade é que poderia ser qualquer tipo de pessoa. E, por isso, esperaria para ver antes de tomar decisões.

Ficaria na água por no máximo duas horas, visando esperar o sol abaixar um pouco. Descansaria na sombra.


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"Livin' easy
Lovin' free
Season ticket on a one way ride"

Cansado, com dor e contra-laboral. Haviam motivos para Douglas continuar a seguir seu caminho. Se sim, pareciam cada vez menos razoáveis. A vontade de se refrescar e eliminar um pouco toda a aflição que trazia consigo logo tomavam conta de si, especialmente após reconhecer o som de água caindo perto de onde estava.


Procurando por um lugar para guardar as roupas, logo encontrava uma árvore com a base oca, onde poderia convenientemente guardar seus pertences sem que outros de fora o vissem. Se não soubesse onde procurar, provavelmente jamais acharia por acaso. Como veio ao mundo —exceto pelos cortes e buracos de bala — deixava a água fria tirar o calor e tornar leve seu corpo. Boiava como se suas preocupações e problemas pudessem ser levados embora pela correnteza.


Como um jacaré, aguardava na água por uma vítima para que pudesse dar o bote, mas o único som que ouvia por um bom tempo era o da natureza ao seu redor. Nada assustador, ou ao menos nada próximo. Por quase duas horas permanecera ali, tempo em que o mais próximo de perigo que percebera fora alguns gritos de aves.


Quando já estava para desistir de seu estratagema, contudo, era surpreendido por um barulho de passos em folhagem próxima. Não havia visto ainda suas vítimas, mas gritava pedindo por ajuda. Mergulhado na água, com somente a cabeça aparecendo, logo via duas mulheres e um homem saindo de próximo das árvores. Talvez novas vítimas, mas Douglas possuía uma memória invejável. O bastante para reconhecer rostos que vira de longe, no navio de sua irmã. — Oh, é mesmo? Pode deixar, vamos te levar para um lugar onde poderá denunciar esses ladrões! Pobrezinho!


A mulher à frente ria de seu próprio comentário sarcástico enquanto jogava seus próprios pertences no chão. Alta e esguia, seus longos cabelos azuis ondulavam ao receber o vento em seu rosto. Já a segunda mulher, logo atrás, olhava empolgada para Douglas, como se não acreditasse em sua sorte. — Nós realmente achamos ele! Que sorte a nossa! Apesar da descontração de ambas, nosso gatuno podia perceber que a chefe possuía soqueiras em seus punhos enquanto a outra moça, de olhar empolgado, já mantinha uma lança de arremesso empunhada, pronta para jogar ao menor sinal de resistência de nosso nem tão herói.


Os seus cabelos róseos curtos contrastavam com o azulado da primeira, mas traziam consigo a certeza de uma pessoa empolgada e agitada. O único homem do trio, parrudo e alto, era uma verdadeira montanha de músculos. Trazia um escudo longo consigo, demonstrando sua função de proteção. — Eu disse que encontraríamos ele se procurássemos! Eu disse! O ar de satisfação e sua voz algo aguda não faziam jus à sua aparência. A líder suspirava, como se só ouvir a voz do homem a irritasse. — Sim, você disse, Roberto! Agora, fofo, faça o favor de nos deixar capturá-lo sem resistir, está bem? Não queremos ter que ficar tratando de machucados seus e te preferimos vivo.


Ambas as garotas aproximavam-se da margem, mantendo uma certa distância para Douglas. Apesar de não se aproximarem demais, o homem percebia que estavam prontas para agir ao menor sinal de necessidade. Roberto, enquanto isso, pegava uma corda de sua mochila e jogava na direção do gatuno, esperando que a pegasse em suas mãos. Douglas era excelente em levar os outros em sua lábia, mas será que teria capacidade para tal nesse momento? Encontrava-se despido, e não só fisicamente falando, mas havia sido pego quando sequer preparara-se para encontrar seus antagonistas tão cedo novamente.


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''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 03




A maldita falava, com todas as letras, ''que sorte a nossa''. Como era de se esperar, ''nossa'', nesse caso, excluía Douglas Whitefang, que parecia nunca ter sorte. MALDIÇÃO!

Eu prestava bastante atenção nos meus inimigos. Me lembrava dos seus rostos. - Felícia... - Meus olhos piscavam de raiva, erguia as minhas duas mãos, me rendendo.

Se tem uma coisa que alguém com tantos inimigos quanto eu gosta de ouvir é que meus captores não tem planos de me machucar.

E, além disso, eles não sabiam, mas haviam acabado de me abençoar.

- Certo, certo... Sem confusão. Podem me amarrar ou o que vocês quiserem, mas... - Se segurava para não sorrir de satisfação. - Talvez fosse melhor me vestirem antes, para chamar menos atenção, hã? - Sairia da água completamente pelado, capengando de maneira sincera. Apontaria para a árvore em que estavam suas coisas. - Minhas roupas estão ali. Se quiserem, eu mesmo pego. - A minha fama é péssima, e, por isso, eu precisaria deixar bem claro que a opção era deles. Caso pedissem que eu pegasse, capengaria até o tronco bem devagar, pegando as roupas sem qualquer movimento brusco, e as vestindo com um toque a mais de dificuldade, deixando bem claro que já estava ferido. Caso eles só jogassem a roupa, vestiria. Deixaria que eles levassem minha mochila e espada, caso assim preferissem. - E só mais uma coisa...

Eu observaria o grandalhão como se ele fosse uma carteira recheada, guardada no bolso do fundo de uma idosa meio surda.

- É a minha perna. Eu parei aqui por que ela não para de doer. E, se eu tiver de segui-los, vou acabar sangrando mais e ter que fazer várias pausas. Eu gostaria de ser carregado. - Diria, me entregando completamente, deixando-me ser amarrado, o que quer que fosse. Claro que estaria exagerando um pouco, mas mal precisaria usar minha lábia, pois a perna realmente estava bastante ferida.

Para alguém que, horas antes, estaria disposto a morrer, só para não precisar caminhar, ter a bênção de ser capturado e levado, sem precisar andar de qualquer forma, seria simplesmente magnífico.

Aquilo era o mais próximo de uma liteira que os deuses poderiam me arranjar.

E o melhor, bater em mim não faria muito sentido, pois, se me machucassem mais, teriam de me levar de qualquer forma.

Como se eu fosse um bebezinho, estendi os braços para o grandão.

Durante o caminho, estaria prestando atenção em formas de fugir.

Nunca deixe para hoje algo que você pode fazer após evitar uma enorme jornada dos infernos a pé.



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"Now the pain is for pleasure
'Cause nothing can measure"

A ruiva dava um sorriso um tanto quanto sádico para Douglas ao ouvi-lo falar sobre suas roupas. — Não, não, não, senhor. Você foi roubado, você mesmo disse. E infelizmente não dispomos de roupas extras, sabe? Com um gesto, ordenava que Roberto revistasse o esconderijo e pegasse o que tivesse valor. Enquanto isso, ela mesma pegava a corda que Roberto jogara anteriormente e aproximava-se  do gatuno, começando a amarrá-lo completamente. — Eu te disse que te preferimos vivo e que não queremos tratar seus machucados. Não ligo se está com dor.


A mulher certamente sabia como amarrar alguém, pois Douglas logo ficava completamente preso, não só pelos braços e pernas, mas também tronco. Ainda assim não havia pressão o bastante para cortar-lhe a circulação. Uma obra profissional. — Mas realmente não queremos nos atrasar, então pode levá-lo, Roberto!


O grandalhão certamente não estava nada satisfeito em ser ordenado assim o tempo todo, mas demonstrava isso somente por grunhidos, cedendo aos comandos. Como se não pesasse mais do que uma mochila, Douglas era jogado sobre o ombro esquerdo de Roberto, que logo começava a marchar. De bunda para cima, o ladino somente podia ver à sua frente, incapaz de mover-se. A líder mantinha-se à vista, enquanto a moça de cabelos rosa ficava por trás. — Luly-san, as coisas não estão... fáceis demais?


A moça enérgica parecia um tanto quanto incerta sobre Douglas ter se entregado, mas isso não fazia com que o grupo parasse. Por estar atrás de Roberto, o gatuno não conseguia ver a moça, somente ouvi-la. — Douglas-kun aqui parece uma pessoa sensata, Ronron. Ele viu que não tinha chance, somente isso. Além do mais, Felícia o quer morto e nós o queremos vivo. Isso já me parece motivo o suficiente para que ele aceite seu destino.


O trio continuava a caminhar e, eventualmente, alguns galhos batiam no rosto de Douglas enquanto andavam. Roberto, finalmente, manifestava-se. — A propósito, gente, esse esquisito tem um olho guardado num pote! Que hobby estranho! O gatuno podia ver que o grandalhão mexia em sua mochila, fuçando tudo. Suas roupas haviam sido jogadas no chão, não vendo valor nelas, durante o caminho, mas o resto dos itens eram todos mantidos. Com sua noção de direção e conhecimentos adquiridos, Douglas conseguia perceber que caminhavam de volta para o litoral, e não para o centro da ilha. Quais seriam os planos dessa gente?


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Última edição por Akuma Nikaido em Qua Abr 13, 2022 1:06 pm, editado 1 vez(es)
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''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 04




Não tente nem começar a entender o quanto eu sou estranho. A chefe dos meus captores foi tão perversa comigo ao me obrigar a continuar pelado e jogar as minhas roupas fora que eu estava prestes a me apaixonar. De olhos cerrados e enraivecidos, tive de voltar a ter controle sobre mim mesmo. Respirava fundo, fechava os olhos, punha minhas emoções sob as rédeas e sorria. - Oh, sim. É verdade. Minhas roupas foram levadas. Bem, sorte de vocês. Mais uma vez. Poucos conseguem me apreciar como vim ao mundo. - Olhava bem para o local onde as coisas haviam sido jogadas fora. Memorizava-os.

O chapéu de Brina estava ali.

Tive de me forçar a lembrar que ainda estava tudo bem, e que logo logo os otários teriam me carregado até o meu destino. Apesar de estar amarrado como uma múmia, eu precisava estar consciente de que, de alguma forma, ainda tinha algum controle sobre aquilo. Eu não estava precisando caminhar.

Entretanto, logo minha fé esmorecia, conforme percebia que estava, na verdade, sendo levado até a costa, O QUE ME FARIA TER DE ANDAR TUDO DE VOLTA. Me controlei para não me debater. Sim, apenas doeria e seria inútil. Me esforcei para buscar alguma vantagem para tirar sobre aquilo... Bem, ao menos na costa eu teria mais chance de encontrar mais gente, o que poderia me dar alguma forma de arranjar outro meio de ser carregado. Eu ainda estava bastante machucado, e poderia usar a carta do vitimismo para isso... O golpe do Homem Nu e Ferido. Sim. Com ainda mais camadas... Não. Maldição. Esse golpe me deixa vulnerável demais. Mas eu teria como pensar em algum outro jeito.

Uma coisa me incomodava no que a chefe falava: Me queriam vivo? Não estavam trabalhando para Felícia? Aquilo só poderia significar uma coisa: Alastor cumprira com sua promessa, e agora existia uma recompensa pela minha cabeça. A não ser que elas estivessem me levando diretamente para o meu pai...

Respiraria fundo mais uma vez.

Eu precisava pensar logo em uma forma de escapar. A Marinha ou o meu pai, qualquer das opções seria terrível.

Recapitulava todos os acontecimentos. Aquelas pessoas me carregando eram as mesmas que estavam na floresta, em uma emboscada armada por Felícia. Aquelas que caíram no golpe da cobra. Então elas não eram nativas da ilha e também não a conheciam muito bem. Poderia usar isso ao meu favor, sim. Além disso, aparentemente Roberto não estava nada satisfeito. Poderia usar isso também. E a disposição das duas... A chefe na frente com a subordinada atrás de mim... Poderia usar aquilo também.

- Fáceis demais? Heheh... Pra quem? - Começaria a plantar uma semente de dúvida, como se estivesse tentando fingir que as coisas não estavam fáceis demais, para, talvez, fazê-las acreditarem que elas estavam difíceis para elas. Como se eu tivesse algo guardado mais a frente. Entretanto, era apenas um blefe vazio.

Usando minhas habilidades furtivas, eu começaria a tentar, de maneira escondida, desfiar a corda com as unhas, bem devagar. A princípio, tentaria bater a parte delas ao alcance da minha mão em algum galho, ou esfregá-la no escudo de Roberto. - EI, cuidado aí! Estou me batendo nas coisas! - Disfarçaria com a pancada.

Esconderia o local em que estaria desfiando a corda, fazendo de pouquinho em pouquinho, apenas para fragilizá-la. Aquilo era tão estúpido, ridículo e a longo prazo que talvez ninguém suspeitasse.

E então, começaria o falatório. Tanto para disfarçar o que estava fazendo com a corda quanto para ganhar mais tempo.

- Vocês não conhecem essa floresta, hã? Consigo ver pela rota que estão tomando. Vocês devem ter ouvido os pássaros gigantes... Eles costumam comer por aqui. - Faria aquilo soar como uma provocação. Como se estivesse fingindo avisá-los que estariam próximo a algum perigo, só para vê-los caindo no perigo e rir mais à frente. - Já ouviram falar de Nina e Brina? - Eu tentaria entrar na cabeça delas, como se eu estivesse prestes a armar uma emboscada que, de tão certa, me dava até mesmo margem para provocar.

A última pergunta, quanto a Nina e Brina, serviria tanto para afunilar as opções, entre elas terem sido enviadas pelo meu pai (que não conhecia as minhas companheiras) ou pela marinha (que provavelmente já teria relatado tudo e divulgado na imprensa) quanto para ameaçá-las quanto à proximidade do meu bando. E, em uma terceira hipótese, saber se elas estavam bem. Se os três raptores não ligassem para a proximidade delas, talvez elas já tivessem sido capturadas.

- Eu não iria por aí... - Diria sobre um local que sequer conhecia. - É, Roberto. Parece que elas estão perdendo o seu tempo.

A segunda frente do meu plano seria conversar com Roberto durante todo o caminho. - Ah, cara. Eu realmente acho que você deveria se expressar mais sobre isso. - Usaria meu carisma para tentar fazê-lo desabafar ainda mais, caso ele reclamasse em algum momento. Pessoas excluídas pela maioria, daquela maneira, geralmente buscavam apoio em um ombro amigo. E eu estava literalmente em seu ombro. - Bom, você sempre tem a opção de surrar as duas e pegar seja lá qual for o prêmio por me levar vivo pra você mesmo, ficando com, pelo menos, o triplo. Elas vão dividir igualmente, não vão? - Falaria para elas ouvirem, plantando ainda mais a discórdia, afastando-as ainda mais de Roberto, acrescendo as suspeitas.

Durante o percurso, tentaria, de todas as formas, adiar a minha chegada à costa. Queria desfiar a corda escondida próximo à minha mão o máximo possível, de preferência escondendo o desfiamento por debaixo de outra corda, focando a atenção das mulheres no que falava e no caminho em si a todo o momento para facilitar isso, levantando suspeitas sobre as rotas e sobre quais eram os seus verdadeiros objetivos.

Se elas pedissem minha opinião, tentaria guiá-las por um caminho em que elas fossem se perder.

Entretanto, em nenhum momento deixaria de marcar as rotas por onde passava com minha mente.

Se eu acabasse reencontrando Brina, eu teria de devolvê-la seu chapéu sagrado.


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"Oh, the misery
Everybody wants to be my enemy"

Douglas não estava nada satisfeito com aquela situação, embora se mantivesse calmo o bastante para analisar os elementos à sua volta e tentar elaborar algum plano. A dúvida sobre para quem trabalhavam o corroía, mas saber que qualquer um dos cenários possíveis era ruim o bastante paradoxalmente o impedia de surtar tentando obter respostas. Elas viriam quando fosse conveniente, e cabia a ele aceitar isso.


Sua lábia era sua principal arma e tentava influenciar seus captores de diferentes formas. Explorava uma possível — e mentirosa — presença de suas companheiras, bem como tentava fazê-los se perder. Ronron notava a manobra, no entanto, e comentava, animada:— Luly é uma excelente rastreadora. Como acha que te encontramos? Ela não é nossa líder à toa, bobinho! HAHA


Acelerando o passo, a garota mostrava três cartazes para o gatuno, confirmando suas suspeitas. A marinha já colocara suas cabeças a prêmio e as recompensas eram absurdamente superiores a seus feitos. — Sabemos de Brina e de Nina, sabichão. Mas só tinham suas pegadas ali. As caçaremos mais tarde! HIHI


Em uma tentativa desesperada, Douglas tentava desfiar a corda, mas ela era de boa qualidade e somente sua unha não seria o bastante. Tentava complementar e aproveitar os galhos que acabava trombando para ver se algum conseguia iniciar o corte, para que pudesse então trabalhar naquele ponto. Era preciso várias tentativas até que, finalmente, conseguisse criar um pequeno talho na corda. Aquele ponto era mínimo, mas ao menos era uma fragilidade que poderia ser explorada, tivesse tempo o bastante. — Silêncio! Não queremos ficar ouvindo seu papinho. Se continuar, amordace-o, Roberto!


Luly exclamava, brava, mas ouvia uma resposta inesperada de Roberto: — Mas ele tem razão! Não sobre eu surrá-las, claro, mas o prêmio da cabeça deles vai ser dividido igualmente, né? De canto de olho, Douglas poderia observar os olhos do musculoso se cerrando, como se desconfiasse que poderia ser passado para trás. Lá da frente, a líder soltava um suspiro profundo, antes de responder: — Se você fizer sua parte direito, sim! Agora ponha algo na boca dele antes que ele fique colocando mais minhocas nessa sua cabeça de vento!


Claramente Luly não gostava muito da companhia de Roberto, mas ainda assim parecia que ambos se entendiam, pois Douglas poderia notar Roberto mexendo em uma pochete enquanto buscava por um pedaço de pano, que logo seria colocado em sua boca, por bem ou por mal. Com suas noções de navegação, o ladino percebia que a maresia começava a ficar mais forte, estavam aproximando-se perigosamente do mar.


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''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 05




Por mais grotesco que soasse, fiquei aliviado ao saber que a minha captora, de quem eu estava tentando fugir, era uma ótima rastreadora.

Saber que Nina e Brina estavam bem, por algum motivo, mexia com o meu coração molenga, ao ponto de eu quase não ter ligado para o fato de estar sendo perseguido pela Marinha. Pelos primeiros cinco segundos. - O QUÊ?? - Não conseguia controlar a reação ao saber da recompensa pela minha cabeça.

Aquele era provavelmente o fim da minha vida.

Para um larápio como eu, ser reconhecido por alguém que não os próprios pares era o pior dos pesadelos. De uma vez por todas, eu precisava chegar à cidade e aprender a me disfarçar o quanto antes.

Quando me amordaçaram, eu não pude resistir a ficar lisonjeado. Mesmo completamente restringido e com todos eles cientes de que eu sou um completo mentiroso, minha boca ainda era uma ameaça suficiente.

Sendo que elas sequer faziam ideia do que eu estava fazendo com os meus dedos.

Falando nisso, o que eu fazia com a corda era exatamente o que eu fazia com a mente de Roberto naquela aliança. Pelas reações do homenzarrão, eu havia conseguido, ao menos, fazer um pequeno talho naquela corda, que eu poderia explorar para rasgar completamente.

Ele mexia na pochete, puxava um pano e amarrava a minha boca, o que me deixava ainda mais restrito.

E era daí que vinha o meu novo plano.

- GRUUHHHHHHHHH GLUGLU GRRRR... GLA... MIZZZAR... BREQUIZO..... BIZZARRRR GRRRRRRUHHHHHHH - Me debateria bastante, como se estivesse buscando avisá-los de algo.

Espernearia, me remexeria, o máximo possível para deixar claro que tinha uma informação importante a ser dada.

Provavelmente não acreditariam em mim.

E estava tudo bem. Faria parte do plano.

Pois, na minha ação a seguir, o meu plano de ser estupidamente bruto e sem dignidade, provando mais uma vez que eu não possuía escrúpulos, limites ou amor próprio, eu me mijaria.

Sim. Fazia um bom tempo desde a minha última refeição, e eu estava nervoso demais com a batalha de antes para fazer qualquer coisa. Deixaria meu mijo acumulado escorrer sobre o ombro de Roberto, que já estava com raiva o suficiente das humilhações pelas quais vinha passando.

A reação sensata do caçador seria me lançar longe. E, caso isso ocorresse, eu iria usar ao máximo minhas habilidades acrobáticas para cair de costas, de forma a tanto absorver o impacto sem me ferir muito quanto a passar a corda já meio partida no chão, usando o atrito para quebrantá-la ainda mais.

Esfregaria o rosto no chão, tentando tirar a mordaça. - Me desculpe, Roberto... De verdade. Eu tentei avisar. É uma condição médica... Eu não pude controlar... Se ao menos elas não te tratassem tão mal! - A ideia era criar uma discussão, enquanto estaria esfregando a corda usando o auxílio de alguma pedra, tronco, galho ou o que fosse, ainda abusando da furtividade.

No pior dos casos, estaria ganhando tempo para me libertar. Faria de tudo para induzir ainda mais a discussão e atrasá-las. - E agora você vai me carregar todo mijado? Poxa, cara. Sinto muito. É como se você estivesse preso e não eu...

- Por favor, sem a mordaça dessa vez. O meu estômago não está muito bem.




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"We'll let 'em swallow their pride, you're turning the tide to true believers
Got them in the palm of your hand, you're playing God now"

Pânico. Uma palavra que podia definir um sentimento tão primitivo quanto a própria fome. Uma palavra que expressava o medo em seu estado mais puro e intocado. Uma palavra que podia resumir o estado que Douglas ficara ao descobrir sobre suas recompensas. E, a despeito do pânico, o ladino não tinha outra opção que não tentar recuperar a calma e escapar de seus captores. Se ia ser preso e morto, antes tarde do que cedo.


Sabendo que seu prêmio possuía uma língua de prata, seus captores tentavam contê-lo, amordaçando-o também. Mal sabiam que, devagar e pacientemente, Douglas mantinha seu foco em tentar libertar-se de suas amarras. Com um plano altamente improvável, o homem surpreendia o grupo quando, repentinamente, começava a urinar em cima de Roberto.— MAS QUE P!? Exclamava, jogando Douglas no chão ao sentir o líquido quente escorrendo sobre o ombro.


Mas Douglas já previa essa reação e, tentando ajeitar-se para a queda, caía com as costas chapadas no chão. Por um lado, o impacto conseguia ajudar a partir ainda mais a corda, que a essa altura já poderia ser rompida com um puxão usando toda a sua força. Por outro, a batida fazia com que Douglas perdesse todo o ar de seus pulmões, sufocando momentaneamente enquanto lutava para recuperar o ar. — ROBERTO, O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?


A confusão instaurada ganhava tempo para Douglas recuperar-se, enquanto ouvia Roberto reclamar: — ESSE DESGRAÇADO MIJOU EM MIM! QUE NOJO! Infelizmente para o ladino, a mordaça estava colocada bem o bastante para que não conseguisse tirá-la, mas ainda assim a discussão começava, como queria. — E que diferença isso faz? Se ele estiver dando trabalho demais, pode desacordá-lo, MAS VAMOS LOGO!


Luly mostrava-se bastante irritada, e nessa hora Roberto explodia. — SE QUER TANTO ASSIM IR LOGO, LEVE VOCÊ! QUE INFERNO! O homenzarrão tirava sua camisa, jogando-a fora e tentava limpar-se com um pano retirado de sua pochete. Douglas podia ver Ronron recuar instintivamente, como se soubesse que uma tempestade estava por vir. — COMO É QUE É?


Uma veia saltava na testa de Luly enquanto seus joelhos faziam igual e, em uma fração de instantes, suas mãos estavam na cara de Roberto. O homenzarrão recuava três passos com o impacto, sentindo o sangue escorrer de seu nariz. — VOCÊ VEIO COM A GENTE EXCLUSIVAMENTE PARA SER NOSSO BURRO DE CARGA! NÓS NÃO PRECISAMOS DE VOCÊ SE NÃO PUDER NEM FAZER ISSO! E A PRÓXIMA VEZ QUE VOCÊ FALAR ASSIM COMIGO, FAÇO QUESTÃO DE TE BANHAR COM SEU PRÓPRIO MIJO! A transformação de Luly era assustadora o bastante para Roberto voltar a sua submissão de outrora. — Sim, Luly-sama! Mil desculpas!


Se o plano de Douglas era ganhar tempo, havia conseguido, criando inclusive uma ótima distração. Mas em breve as atenções de todos voltariam para si. O que faria agora? Roberto poderia ter se acalmado por conta de Luly, mas não é como se sua fúria houvesse diminuído. Douglas tinha muitos dons, mas talvez o maior fosse a capacidade de irritar os outros a seu redor.


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Durante a minha infância, fui obrigado a me transformar em uma das poucas pessoas do mundo que dominam com maestria as regras de Etiqueta. Pode olhar ao seu redor, ninguém sabe o garfo certo para comer pudim. Mas, bem, o domínio dessas regras não serve apenas para saber como tratar as pessoas de maneira polida, como se portar à mesa, ou como ensinar forçadamente uma criança a não criar uma crise diplomática entre reinos. Muito pelo contrário. Um verdadeiro mestre da Etiqueta conhece as suas cifras negras, sabendo como usá-la para ofender pessoas tecnicamente, com toda a sustentação teórica.

E, bem... Eu já dei uma olhada. Urinar nas pessoas é injúria na maioria dos países, exceptuando-se algumas culturas específicas e tarados pontuais. No contexto de caça a piratas, contudo, não há qualquer indício, na história da etiqueta, de alguém que foi mijado e saiu satisfeito.

- BE BISBUPI... - Tentaria pedir desculpas conforme a confusão generalizada começava, apenas para me divertir. Nenhuma vênia consertaria aquele contexto.

Finalmente estava livre. Mas ainda precisava pegar minhas coisas com Roberto, por isso parava para assistir aos dois discutindo com bastante satisfação. Como se aquilo fosse um quadro pintado por mim.

Mas algo chamava a minha atenção.

Luly parecia bastante apressada. Aquela não era a primeira vez em que ela cobrava velocidade e, a bem da verdade, se não me falha a memória- e nunca me falha a memória, ela havia dito que eles estavam atrasados.

Até aquele momento, eu apenas tinha tentado ganhar tempo para poder me libertar. Mas, pensando bem, todo o tempo que eu havia ganhado apenas a havia deixado mais ansiosa e controladora com o grupo. Tinha algum compromisso importante a seguir... Mas qual seria ele?

Se eu pudesse chutar, eu diria que uma carona.

Caso você não tenha acompanhado a minha história, talvez não saiba que, apenas algumas horas antes, em um duelo entre o meu bando e a Marinha, aliada à minha irmã, Felícia, que estava tentando me matar,  eu havia dado um jeito de colocar o navio da marinha contra o da minha irmã, criando um bombardeio generalizado que fez as duas embarcações saírem da ilha para não se destruírem.

Então, bem, se ela quisesse sair da ilha, precisaria de uma carona.

Me levantaria e demonstraria presteza para com Roberto, solicitando que ele me carregasse novamente. Na verdade, até mesmo pularia sobre seu ombro, para que faltasse apenas eu ser levado. Se ele fosse me bater, para acalmar a raiva, talvez atrasasse ainda mais Luly. Mas ele poderia me bater apenas para me desacordar, o que eu previniria a todo custo.

Evitaria qualquer aproximação irritadiça. A princípio, abusando de todo o meu carisma. O olharia com minha expressão de coitado. Eu não precisaria fingir aquilo. Eu era um homem pelado e mijado, prestes a ser levado preso. Tentaria buscar o laço que eu e Roberto havíamos construído. O fato de eu tê-lo ouvido, a maneira como tentei avisar-lhe antes de começar a mijar, a maneira como eu abri sua mente sobre a exploração que vinha sofrendo. Ali, eu era a única pessoa que estava do lado dele. Vinha tentando ser o seu apoio. Ele estava com raiva, sim, mas não era de mim, mas de Luly. Usaria o meu carisma para direcionar a raiva dele para longe de mim.

Fecharia os olhos, esperando a pancada por parte dele de uma maneira vitimista.

Caso eu realmente tomasse uma pancada, buscaria resistir à dor e ficar acordado, mas ainda tombar. Uma das formas de resistir seria usar minha noção do tempo para me aproximar do golpe antes que ele estivesse em seu ápice, mas ainda no começo, de forma a ser ''lançado'', mas sem sofrer o impacto explosivo. Logo após isso, iria colaborar para não apanhar de novo, parecendo realmente machucado. Caso não tomasse o golpe, seria levado por Roberto como o melhor captivo do mundo, de maneira a mostrar que nossa amizade era real.

Durante o primeiro minuto. Apenas para que eles abaixassem a guarda.

E então eu começaria o meu plano de fugir, pegar as minhas coisas e talvez roubá-los.

Parece improvável, né? Um homem pelado e desarmado virar tanto assim o jogo.

Mas você nunca deveria subestimar um vagabundo como eu.

No ombro de Roberto, em algum momento, começaria a abaixar meus pés, colocando todo o peso do meu corpo para trás, também usando a força dos músculos do abdome e das costas para entortar o grandalhão na mesma direção.

A ideia era fazê-lo pender, buscando convencê-lo de que eu estava tentando jogá-lo para trás, para que o mesmo começasse a me puxar de volta para a frente, a fim de me equilibrar em seu ombro.

Neste momento, usando minha capacidade de medir com precisão o tempo, começaria a pender meu corpo para a frente.

Somaria a minha força à dele, jogando meu corpo com tudo doravante e usando minhas habilidades acrobáticas para desequilibrá-lo e fazê-lo se aproximar de Luly, que ia à infantaria na formação. Concomitantemente, forçaria a corda com toda a força dos meus pulsos, me libertando da minha prisão. Em seguida, abusando do desequilíbrio dele e do efeito alavanca, pisaria com minha perna menos ferida no chão e cercaria-o com os dois braços, embaixo do sovaco, arremessando-o contra a comandante daquele time de caçadores.

Você deve estar confuso, não é? Como um magricela como eu seria capaz desse feito?

Bom, apesar de eu, realmente, sempre ter tido alergia a exercícios físicos, da última vez em que medi eu conseguia carregar mais do que quatrocentos quilos. Mas isso já faz um bom tempo, então, hoje em dia, devo ser capaz de levantar mais ainda. A minha explicação para isso é que, provavelmente, pelo medo de malhar, e em decorrência da minha preguiça, os meus músculos vagabundos deram um jeito de ficar mais fortes sozinhos.

Mas, voltando ao assunto, minha ideia seria abusar do tamanho e força do escudista para esmagar Luly com ele.

Em seguida, aproveitando-me do ensejo da surpresa, pegaria o meu florete, a minha mochila e a pochete multifuncional de Roberto, partindo sua corda se necessário. E apontaria a arma para Ronron.

Dispararia na direção dela em guarda, atacando sua lança para desviá-la para os lados com toda a minha força. Daria diversas estocadas seguidas, visando deixar difícil para ela me atingir. Colocaria a maior parte do peso do corpo na perna que estaria melhor, evadindo os golpes dela com a minha arma, os rebatendo para os lados, sempre buscando me aproximar e, na primeira chance, usando minha capacidade de calcular o ritmo de luta da adversária, eu adentraria sua guarda e estocaria seu ombro.

- Aqui está o que eu vou dizer: Seja lá quem inventou as posturas para esgrimir, tal pessoa não imaginou o quão ridículo seria brandir o florete pelado. E por isso eu prefiro não lutar. Desarmado, pelado e de boca fechada eu já era problema o suficiente, e você me parece estar atrasada, hã? Se essa luta prosseguir, apenas será péssimo para nós dois. Aproveite que já estamos próximo à praia para ir para o seu objetivo. Se for sobre tomar o seu tempo até você perder o seu compromisso, eu já venci. Sou um mestre procrastinador. - Obviamente que, antes disso, tiraria a mordaça da boca. Diria aquilo para Luly, embora que olhando para Ronron, assumindo que provavelmente a líder não seria derrotada apenas pela pancada com Roberto.

Ficaria em guarda, observando todos os lados, vendo se algum ataque viria. Eu havia sido convincente, será que os desgraçados viriam mesmo me atacar? Droga.

Se viessem, focaria em me defender apenas para criar espaço o suficiente para adentrar novamente a floresta, usando minha furtividade e acrobacia, bem como mentalidade criminosa, para me esconder e confundir a rastreadora, subindo em galhos e continuando a rota em outras direções, se necessário. - Você tem que aguentar um pouco, perninha. Até ela perceber que é impossível me levar.

Se não fosse possível arremessar Roberto em Luly, ao menos tentaria pegar meu florete e minha mochila.


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"Fly or die
At least you know your livin'
If you get too high
Well what could be more thrillin'
'Cause before you know it your life is over
So fly, fly, fly or die, die, die, die, die, die, die"

Douglas divertia-se muito com o caos que havia instaurado, mas ainda conseguia manter seu personagem para tentar virar o jogo em seu favor. A pressa de Luly era notada pelo jovem ladino, que perguntava-se qual o motivo. Sua conclusão óbvia era de que ela buscava carona, o que fazia todo sentido. Passando para a próxima parte de seu plano, o homem saltava para o ombro de Roberto, esperando ser carregado de novo, mas era surpreendido sendo pego e arremessado para fora. — Se você consegue pular essa altura, sua perna já está boa! Vamos, pode ir andando!


E a argumentação de Roberto era tão pontualmente perfeita que Luly e Ronron aceitavam essa constatação e não brigavam com o homem. Ele parecia se segurar o suficiente também para não dar uma coça em Douglas, sabendo que isso o obrigaria a ter de carregá-lo de novo. O que o escudeiro não contava era que o ladino, aproveitando-se do impulso para a frente que o homenzarrão fizera, fazia força e libertava-se das cordas desgastadas, aproveitando o momento exato para converter toda aquela energia de queda em força para arremessá-lo em direção a Luly. — ARHGGHHHHHHHHH!


Pego completamente de surpresa, Roberto era arremessado na direção de Luly, que, de costas, somente percebia o que estava acontecendo quando era jogada ao chão com um saco de batatas tamanho família em suas costas. — SAI, ROBERTO, SAI! SAI!


Luly já havia mostrado ser bastante ágil e provavelmente teria força para arremessar Roberto longe também, mas do jeito que ambos estavam no chão, não conseguia acessar sua musculatura adequadamente. Além disso, não é como se o escudeiro estivesse desmaiado ou inerte. Tentando sair de cima o mais rápido possível, para não sofrer com a fúria de sua líder depois, acabava atrapalhando mais a si mesmo e também a ela. — HIHIHIHIHI QUE DIVERTIDO O DOUGLAS É! A fala vinha seguida de uma dor lancinante no ombro esquerdo. Douglas havia sido rápido no arremesso, mas a posição de Roberto dificultava que o ladino pegasse suas armas rapidamente, deixando-o vulnerável a Ronron, que não esperava para atacá-lo. Com o ombro esquerdo sangrando, ao menos conseguia pegar o florete no último instante, antes que Roberto finalmente saísse de cima de Luly.

Douglas era bom em fazer as probabilidades jogarem em seu favor, mas com o ombro machucado e com três pessoas furiosas querendo sua cabeça, como faria para escapar? A vitória talvez fosse possível, mas naquele momento parecia algo extremamente improvável.


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E então, ali estava eu. Novamente armado e em uma posição menos humilhante para negociações. Por vezes, até mesmo eu me impressiono com como consigo realizar as minhas façanhas. É realmente muito misterioso, para mim, os motivos para o meu pai e minhas irmãs não morrerem de orgulho.

- ARGH! - Gemia após receber um golpe no meu ombro dominante, apenas em tempo de pegar o florete. Carregava-o com minha mão direita, em razão do machucado. - Infelizmente, não posso dizer o mesmo quanto a você. Enfiar lanças nos outros não é nada divertido! - Franziria o cenho.

Observaria meus oponentes se levantando. Roberto, desesperado como um besouro de costas. Luly, irritada como só alguém esmagada por um besouro de 200kg deitado de costas poderia estar. Ronron, completamente extasiada pela confusão.

E eu, exatamente como vim ao mundo. Tirando a parte de que estavam tentando me matar, e não me colocar em um literal berço de ouro para me paparicar. Eu nunca deveria ter abandonado o palácio.

Em guarda, mas com a base invertida, segurando o florete com a mão direita, eu me preparava novamente para o combate. - Dessa vez, nada do que eu disser para não ser trucidado vai adiantar, hã? - Encarava meus três inimigos. Pensando no trabalhão que daria acabar com todos com a mão invertida. - Hm. - Gargalharia, da minha maneira um tanto atípica de rir.

Agora, se vocês estão imaginando, apenas por saberem que eu estava em guarda, diante de três oponentes, que eu realmente iria entrar em um embate para derrotar a todos eles, vocês estão absolutamente desvairados. Um vagabundo como eu, como seria de se esperar por mentes sensatas, por óbvio, iria pelo caminho mais fácil.

A realidade é que eu não precisava derrotar os três, para derrotar os três, mas apenas Luly, que era a rastreadora, e então fugir.

Quanto aos outros dois, bem. Iria usá-los para isso. Como vinha fazendo até aquele momento.

Teria que conseguir ao menos alguns segundos de distração da lanceira. Por isso, olharia para Ronron com o meu olhar mais carismático, erguendo as sobrancelhas duas vezes, a cumprimentando e sorrindo, como se prestes a dar um show.

E então começaria o show.

- Maldição, Roberto! Você é mesmo um inútil! Por culpa sua agora eu estou livre e armado. - Bem, ele já estava irritado. Não seria muito difícil fazê-lo vir me atacar.

E o motivo para eu desejar ser atacado por ele era bem simples: Daquele tamanho, e tão desintegrado do resto do grupo, ele provavelmente não seria apenas um escudista para mim, mas um escudo humano. A própria Luly havia dito que ele estava ali apenas para servir como burro de carga, o que era prova cabal de que ele provavelmente não saberia lutar em conjunto com elas.

Se Roberto viesse me atacar, eu faria um rolamento para longe dele, calculando o tempo de aproximação do mesmo para que ele não estivesse nem perto para me atacar e nem longe o suficiente para não cumprir seu propósito para comigo. Iria usar minhas habilidades de furtividade, me posicionando entre ele e Ronron, de forma que eu ficasse tapado em relação à mesma, me movendo sempre que essa se movesse, e também prestando atenção aos movimentos de Roberto, o provocando constantemente para atrai-lo até mim. - E ainda por cima não passa de um capacho! Está vindo tanto para cima de mim por medo de apanhar de duas moças? - É, eu sei. Machismo não é nada legal. Mas, infelizmente, ainda pode ser usado de forma eficiente como ofensa. Ei, não me julgue! Eu sempre disse que sou um vagabundo!

Por outro lado, esse plano também cumpriria um outro propósito.

Luly usava uma soqueira, o que significava que a mesma apenas atacava de perto. Além disso, ela estava, por algum motivo que eu não consigo compreender, bastante aborrecida comigo. E querendo me assassinar a socos. Bem, como não sou de guardar rancor, e, em verdade, sou bastante educado, minha ideia era convidá-la a se aproximar de mim com o seu curioso estilo de combate.

E desviar dela também, voltando a chamar a atenção de Roberto, tentando tanto me esconder de Ronron ao longe, usando o corpanzil dele, quanto colocá-lo entre eu e Luly.

Mas, obviamente, não por muito tempo.

Assim que enxergasse a primeira oportunidade, quebraria o meu próprio ritmo. E, ao invés de correr, avançaria em direção a Roberto e o empurraria contra Luly novamente. Usaria minha acrobacia ao contrário, calculando o ritmo do inimigo e vendo o momento em que ele estaria mais desequilibrado. Eu queria surpreendê-la, encurralá-la e diminuir suas opções. Dessa vez, ela provavelmente não seria surpreendida ao ponto de ser esmagada. Mas, em verdade, tudo o que eu queria era abaixar a guarda da caçadora por poucos segundos.

Me aproveitaria do ensejo de lançar o escudeiro nela para, assim que ela tivesse acabado de ou se esquivar ou redirecionar o peso dele, eu pudesse pegá-la de guarda baixa, me aproveitando da surpresa para acertar-lhe o florete no ombro direito, enfiando-o completamente. De preferência, iria pelo ponto cego de Ronron, para que ela não atrapalhasse. Se não fosse possível, tentaria ser mais rápido do que ela ao enfiar o florete na caçadora.

Logo após isso, independentemente, me moveria de forma que pudesse usar Luly como escudo humano, dessa vez, removendo o florete do seu ombro e enfiando no outro ombro. Direcionando-a para os próprios companheiros.

Embora eu tivesse de usar a minha mão não dominante para tanto, confesso que a minha destreza é um pouco acima da média, e me valeria disso para manipular minha arma para fazer aquelas ações básicas de estocar oponentes já distraídos e enraivecidos.

- Ok, agora é o seguinte. Nós podemos negociar. Eu poderia ter matado ela, como vocês podem ter visto, ou a cegado de uma vez. E apenas não o fiz por estar apaixonado pela forma como ela tem um humor ácido, embora seja difícil de acreditar nisso após eu feri-la gravamente. Então, eu dou duas opções para vocês: Ou negociam comigo, ou eu mato a rastreadora de vocês e fujo, deixando os dois perdidos na floresta. O que me dizem?

Caso meu plano não desse certo, apenas buscaria usar minhas habilidades acrobáticas para fazer rolamentos para ficar longe dos três, passar por entre árvores para impedir golpes da lanceira e do homenzarrão com o local estreito, tentar subir em árvores e buscar me esconder. As possibilidades de ataques que o trio poderia fazer seriam inesgotáveis, por isso, não faria sentido descrever para vocês minhas ideias para tentar fugir. O que importa é que eu buscaria em manter o mais longe possível, fosse horizontalmente ou verticalmente, me escondendo para encontrar uma chance de acertar os dois ombros da caçadora, calculando seus ritmos para saber quando seria seguro.


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"I tried so hard and got so far
But in the end it doesn't even matter"

Criar uma confusão usando Roberto de isca, atacar Luly e fugir depois. Douglas havia criado um bom plano e que tinha tudo para dar certo. Isto é, se seus antagonistas também fossem avisados sobre o papel que cada um precisaria exercer naquele teatro. Infelizmente para nosso protagonista, o homem musculoso em vez de partir em frenesi contra o ladino, simplesmente desabava no chão, em prantos.— N-não fala assim comigo! Eu te achava um cara legal! POR QUE ESTÁ SENDO TÃO MESQUINHO??


A verdade batia como um tapa de luva em Douglas. Tudo bem que ele estava apenas tentando manipular o cenário para conseguir sair vivo e sem ser capturado ali, mas Roberto parecia uma vítima tanto quanto ele. E em situações de estresse todos podemos ter as mais diversas reações. O choro e perda de vontade do grandão poderiam parecer incoerentes, mas pelo jeito era algo já conhecido, a julgar pelas palavras de Luly. — Acalme-se, Roberto! Você sabe que ele só quer entrar na sua mente! Você não é um inútil!


Se houvesse tempo hábil, Douglas provavelmente poderia tomar um chá enquanto analisava esses comportamentos inesperados. Luly quase parecia uma pessoa empática nesse instante. Mas sem Roberto para criar o caos, o ladino possuía como única opção tentar fugir. Mas antes mesmo que pudesse começar a criar distância, Luly usava a mesma tática que fizera anteriormente com o homenzarrão. Um salto rápido e seu joelho já encontrava-se projetado na direção das partes íntimas de Douglas que, saltando para trás, escapava por pouco de uma derrota vergonhosa.— Renda-se logo, patife!


Ronron possuía uma sinergia muito boa com Luly e, ao ver Douglas saltando para trás, não perdia tempo e arremessava sua lança no solo logo atrás de onde o ladino encontrava-se. O projétil fincado no chão criava um anteparo inesperado e fazia o homem nu tropeçar, perdendo o equilíbrio por um momento e precisando de toda sua concentração para evitar a queda. — VAI, LULY-CHAN! E não era nem preciso dizer mais nada. A líder já encontrava-se cobrindo a distância e, antes mesmo de Douglas estar totalmente de pé, seu punho chegava de baixo para cima, acertando-lhe no queixo e levando o homem a nocaute.

O céu estava cheio de estrelas ou Douglas quem enxergava coisas após abrir os olhos? Estava no mar ou o chão parecia se mover porque seu cérebro ainda estava tonto da pancada? Recuperando seus sentidos aos poucos, via que lhe colocaram uma cueca e uma manta sobre seu corpo. Estava, contudo, engaiolado, preso em uma jaula em uma pequena embarcação. Graças aos seus conhecimentos de navegação, conseguia deduzir que o Sol havia acabado de dar lugar à lua. Do lado de fora da jaula, porém próximo o bastante para que pudesse pegar, alguns biscoitos e um copo de chá encontravam-se à sua disposição. — Olha, você já acordou hihi. Achei que ficaria apagado ainda por boa parte da noite. Coma, Douglas! Deve estar com fome após todo o trabalho que nos deu. Ronron encontrava-se sentada em uma caixa próxima à jaula. Pelo seu tom de voz, não havia raiva ou mágoas entre ela. Mas não haviam dúvidas. Douglas fora capturado.


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