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Relembrando a primeira mensagem :

Medo de ser amado! Fuja, Douglas! Fuja!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

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Medo de ser amado! Fuja, Douglas! Fuja! - Página 2 WN4Utd7


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''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 08




Bom. Dessa vez, eu ao menos estava vestido.

Como minha mente simplesmente não parava de buscar por formas de irritar os outros, ao ver Ronron me encarando, o seu chá e os biscoitos, eu instantaneamente comecei a pensar em negociar. A minha ideia era simples: Dizer que era como no mercado de ações. E que a minha recompensa tinha acabado de sair, naquele mesmo dia, o que significava que provavelmente aquilo valorizaria o preço pelo qual Felícia pagaria por mim, e que, no mínimo, seria o dobro do que a Marinha oferecia, já que seria melhor para ela me ter morto do que seguro dentro da prisão.

Mas aquilo daria bastante trabalho e poderia me fazer ser assassinado.

Então, cogitei dizer pra ela que tinha uma promessa de aventuras e emoção. Ela me parecia do tipo que toparia isso. Mas me lembrei da forma como ela estava sincronizada com Luly ao lutar. Eu sei bem como era aquilo. Não era algo para se trocar.

Descartei também. Encostei meus dedos na grade. Eu estava cansado de tanto fugir.

- Obrigado, Ronron. Realmente estou com fome. - Pegaria os biscoitos e o chá, mas não os comeria. - Bem, já fui derrotado. Mas não é só porque você está me capturando e destruindo minha vida em troca de alguns punhados de berries que nós precisamos ser inimigos. Eu entendo, natureza do ofício. Nada pessoal. Além do mais, percebi que você me achou divertido. Eu também achei vocês divertidos. Apesar de tudo. - Sentiria meu ombro doer e trincaria os dentes, apertando bem os olhos. Não estaria mentindo sobre achá-los divertidos. Eu sou um larápio incorrigível, e sempre amei golpes e tramóias. Por isso, terminava por admirar caçadores bons nos seus serviços, até porque eles estavam bem próximos dos ladrões como eu, e nos incentivavam a melhorar. - Hm. Você realmente mandou bem junto com Luly. Muito bem ajustadas. Eu já tive uma companheira com quem eu conseguia lutar assim. - Encararia o céu através da gaiola. Onde será que estaria Nina? O chapéu de Brina ainda estava na floresta. Será que ela me perdoaria por aquilo algum dia?

Olharia Ronron de novo. - Ei, se por acaso os marinheiros que me levarem pra prisão forem mais idiotas do que vocês, e eu conseguir fugir, estaria disposta a ser minha parceira de negócios de vez em quando? - Sorriria para ela. - Ah, e peça desculpa ao Roberto por mim. Eu realmente não falei a sério. Ele daria um ótimo escudeiro real. É forte e leal e me parece bastante obstinado. Se me lembro bem, foi ele quem convenceu vocês a continuar me procurando, não é? Bom, vocês me acharam. Tentem falar com Felícia sobre conseguir um trabalho pra ele em algum palácio. Ele seria muito mais valorizado e bem pago. Talvez até casasse com uma princesa.

E então, como ninguém provavelmente acreditaria no que eu dissesse, e considerando que eu iria ser preso de qualquer forma, começaria a falar a mais pura verdade, sem nem me preocupar com o que pensariam. Seria mais vergonhoso se acreditassem que eu estava sendo meloso.

- Ei, eu juro que não estou sendo simpático pra vocês me soltarem. Mas, Ronron, já que você se diverte com uma boa história, quer ouvir um pouco da minha? - E então começaria a falar. Falaria sobre o peso de ser o irmão mais novo e inútil no qual puseram expectativa demais. Sobre como eu amava ser ladrão e o meu sonho de nunca mais trabalhar. Sobre a Princesa Jamona. Sobre todos os meus companheiros que já me venderam, todos os companheiros que eu já havia vendido. Como nada daquilo era especial. Ou pessoal. E como eu ainda gostava de todos eles mesmo depois de tudo, embora soubesse ser impossível se fiar em qualquer um nessa linha de trabalho. Para prender a atenção dela e tornar tudo interessante, rechearia a história com os golpes que eu já havia aplicado. Como eu sempre conseguia escapar, da mesma forma que havia tentado contra aqueles caçadores. E então, culminaria a história em Brina e Nina. - Aquela foi a primeira vez em que eu não precisei fingir. E eu fiquei assustado como o inferno. Mas agora acabou, e eu só espero que Brina encontre o chapéu sagrado dela na floresta. Se elas se preocuparem em me procurar, provavelmente vão achar que eu fui devorado por uma criatura que me confundiu com uma manga e descascou as minhas roupas antes de me comer. - Sorriria amargamente com meu próprio comentário. - Se eu ao menos soubesse pilotar navios, estaria tentando lutar para fugir. - Após uma série de verdades, plantaria uma única mentirinha. Abusando do meu carisma durante toda a história. Talvez aquilo pudesse servir no futuro. Eu sei lá. Estou cansado. - Ei, peça ao Roberto para cuidar do olho do Dínamo por mim. Tem um valor emocional muito grande.

E então, eu descansaria.

Deitaria no chão, encarando o céu pelas frestas da gaiola, de braços abertos.

- Existe algum livro por aqui? Eu realmente estava indo pra cidade pra aprender a me disfarçar e atuar. Dessa maneira, a marinha não me encontraria. Talvez eu ainda precise aprender essas coisas após escapar da prisão. Mas qualquer outro livro serve... - Caso alguém negasse por medo de eu causar mais problemas, responderia - O quê?? Você está me superestimando. Eu não conseguiria arrombar uma jaula com um livro. - Bem, talvez eu conseguisse. Eles estariam certos.

Como a viagem provavelmente seria longa, conversaria, prestaria atenção, ouviria o que eles tinham a lhe dizer ou os favores que lhe pedissem, os seguindo, e faria algumas perguntas: - Ei, vocês estavam atrasados mesmo para pegar uma carona? Eu fiquei curioso se essa minha suposição estava certa. Eu realmente tinha apostado tudo nisso. - Diria. E então, um pouco depois, prosseguiria - Ei, me contem mais sobre vocês. Eu estou morrendo de tédio. Se já tá ruim agora, imagina na prisão?

Em algum momento, cheiraria o chá e o biscoito. Bebericaria o primeiro para ver se tinha algum gosto de remédio e então comeria o segundo em um pedacinho pra provar a mesma coisa.

Independentemente do que encontrasse, faria a minha refeição. Se fosse para matarem-me, eu já teria morrido. Se fosse para me envenenar, bem, talvez fizesse o tempo passar mais rápido.

- Então essa foi minha vida, hã? - Rememoraria-a toda, soturno. - E eu nunca consegui ser um vagabundo.


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Medo de ser amado! Fuja, Douglas! Fuja! - Página 2 N7yl9g2
Akuma Nikaido
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"There were some nights that felt like
They would last forever"

Após ponderar sobre sua própria fuga e desistir da ideia — ao menos por enquanto — Douglas começava a conversar com Ronron. Sentia um estranho laço com a garota após terem brincado de gato e rato nas últimas horas. — Vai ser divertidíssimo te ver escapar da prisão! E somos mercenárias, se arrumar um bom trabalho para nós, claro que poderemos trabalhar juntos!


À medida que Douglas contava sua história, percebia que Ronron ficava cada vez mais cativada e entretida, seu charme parecia funcionar bem e, talvez por isso, ao pedir por livros, a garota respondia: — Oras, eu mesma posso te ensinar essas coisas, Douglas-kun! Minha especialidade é justamente disfarce e infiltração!


O sorriso em seu rosto mudava, dando um quê de loucura, como se aquele estado divertido fosse a máscara sob a qual escondia-se alguém potencialmente perigoso. Mas tão logo essa cena surgia, Ronron já voltava ao seu aspecto normal. Se o ladino quisesse, poderia explorar agora para o aprendizado.


Após tal momento, já bebericando seu chá e comendo seu biscoito, notava que ambos tinham um sabor suave e gostoso. Sua pergunta para Ronron visava saber se havia feito a suposição corretamente, mas a garota balançava negativamente a cabeça. — Ah, não! Nós não vamos sair daqui sem todo nosso prêmio! Luly-chan estava com pressa porque queria ainda luz solar para rastrear mais facilmente. Mas como você nos atrasou, estamos agora descansando a noite para amanhã ir atrás das suas amigas. A recompensa por elas também está bem alta, veja só!


Nesse momento, ela retirava o cartaz de procurado de Brina e de Nina, mostrando-os a Douglas, que podia ver os valores exorbitantes por todos os três. Se ele não houvesse resistido tanto e atrasado seus captores, possivelmente as meninas também já estariam capturadas a essa altura. Seu gesto, mesmo que egoísta, acabara por salvá-las ou, no mínimo, fizera com que ganhassem tempo. Um tempo precioso para todos.


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''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 09




- Ronron, querida Ronron. Você compreende que agora que me disse que vai atrás das minhas companheiras eu vou terminar dando um jeito de salvar elas, hã? - Eu diria curvando a cabeça de lado, em estranhamento, conforme Ronron ia pegar os equipamentos para me ensinar. Sequer estaria dizendo para ela. - Quero dizer... Eu aposto que você fez isso de propósito, pra me ver tentando escapar de novo... E que só disse isso por achar impossível que eu fuja. - Sorriria para a Caçadora de costas. - E é por isso que nós dois seremos ótimos parceiros de negócios, assim que eu escapar dessa jaula e te der uma surra.

E então começaria a minha aula com a professora mais improvável de todas.

~ APRENDIZADO PERÍCIA DISFARCE ~

- Está vendo isso aqui? É um cartaz de recompensa. - Dizia ela, me mostrando um cartaz de recompensa. Pela minha averiguação meticulosa, de fato era um cartaz de recompensa. Pelo que eu achei muito estranho ela ter constatado um fato tão óbvio. Apenas assenti com a cabeça. - Mas, agora, me diga: Se você tivesse de se parecer com a pessoa nessa imagem, o que você teria de fazer?

- Klaus Sunwizer... O Bom de Guerra... - Diria para mim mesmo. Refletindo enquanto lia o cartaz de recompensa. - Bom, pra começar, eu iria ter que malhar bastante, deixar meus cabelos crescerem durante alguns meses, pintar eles de preto e depois malhar mais um pouco. Bem mais um pouco... - Piscaria, sem ter a menor ideia de como fazer aquilo.

- HIHIHIHI... Você é tão idiota, Douglas! - Ela dava de costas pra mim, levando consigo uma mala e deixando outras três à minha frente. Assim que ela se afastou, tentei passar a mão pela jaula e agarrar a primeira mala ao meu alcance. Qualquer alfinete que eu conseguisse talvez me aproximasse mais de salvar minhas companheiras. Entretanto, meus dedos não alcançavam. Com o máximo da minha envergadura, ainda tinha cerca de 10 centímetros de distância entre eu e minha possível salvação.  Fiquei uns bons quinze minutos tentando pegá-la.

E então ele apareceu.

Klaus Sunwizer, O Bom de Guerra, em carne e osso.

- WAAAHH - Andaria para trás, assustado. Começava a planejar uma maneira de negociar para que ele me soltasse, até que percebia que era coincidência demais.

Olhava bem para aquela vestimenta. Não havia nada dos seus músculos, ele usava uma roupa de linho com mangas cumpridas. Além disso, parecia um pouco menor do que em relação à foto. Mas, de resto, sua aparência era idêntica.

- Como você pode perceber, eu estou usando uma peruca preta. Ela era bem maior. Eu mesma a cortei em pedaços para chegar a esse tamanho. Além disso, para acertar o tom de pele, eu passei bastante maquiagem. Quanto aos músculos, bem, eles não precisam ficar à mostra o tempo inteiro, por isso simulei usar roupas largas para parecer que eles estão escondidos. Essa é uma transformação bem difícil, e, por isso, não saiu tão boa quanto eu esperava. Mas acho que dá pro gasto, não dá? HIHIHIHI... - Seu olhar era zombeteiro. Parando pra pensar, eu tenho certeza de que ela deixou as malas ali pra me ver tentar pegando. Não pude me impedir de dar um sorriso.

E então o ensinamento prosseguiu. Ela me ensinou sobre como o ideal era sempre pegar um alvo o mais parecido com você possível, tanto nas feições quanto no tipo corporal. Mas que o principal era o tipo corporal, pois as feições poderiam ser mais facilmente ajustáveis.

Para me provar isso, ela fez com que eu, o grande cavaleiro Sir Douglas Whitefang, fosse maquiado através das grades.

De cueca e sentado de maneira bem comportada, deixei que ela passasse os materiais de maquiagem no meu rosto, por entre as grades. Seria um tanto humilhante, se eu tivesse alguma dignidade.

A habilidosa maquiadora usou diversos cartazes de recompensa como referência, me maquiando e mostrando como alguns sombreamentos no rosto podiam dar dimensões de profundidade. Alterando um pouco esse conceito, ela era capaz de fazer com que minhas feições parecessem bem diferentes do que aquelas que eu tinha a princípio. Fez isso e limpou meu rosto diversas vezes, com bastante velocidade. Com minha memória fotográfica e um espelho eu tentava captar o máximo de técnicas utilizadas por ela. - Você é bastante criativo, Douglas. Tenho certeza de que sempre vai dar um jeito de criar desculpas caso não fique tão parecido assim com alguém. - Nessa ocasião, ela me fez ficar idêntico ao lendário Hazar D. Calico, mas só que ruivo. Como existia uma diferença nas maçãs dos nossos rostos, ela fez um roxo nas minhas duas bochechas, como se eu estivesse ferido, o que tirava qualquer suspeita de que eu não era o próprio Rei dos Piratas.

Alterou meu tom de pele e colocou uma toca na minha cabeça, me fazendo ficar idêntico ao Dínamo, o que era bastante problemático. Me fez parecer com todos os Almirantes, um de cada vez, desenhando até mesmo rugas no meu rosto. Com um pouco de talco, eu estava grisalho. Me mostrou as melhores maneiras de colar uma barba, desde rentes à pele até as longas. Me fez analisar diversos tipos de seios e como simulá-los com preenchimento. Se eu me esforçasse o suficiente, eu poderia virar uma gostosa.

Me mostrou como usar a tesoura para cortar cabelos, como manipular perucas para ajustá-las perfeitamente. Me deu algumas dicas sobre como as roupas que as pessoas vestiam diziam sobre as personalidades delas e sobre as necessidades de eu avaliar isso, pois, quanto mais parecidas as roupas estivessem com aquelas que o meu alvo usaria, mais provável seria que eu não levantasse suspeitas.

No fim das contas, na verdade, tudo era sobre levantar o mínimo de suspeitas. Criar o máximo de formas de não chamar atenção aos detalhes, e tentar, ao máximo, ser detalhista nas análises e nas reproduções.

- Bom, espero que tenha pegado tudo. Não temos tanto tempo. Agora é a sua vez. Seja criativo. Use um desses cartazes de referência. E acho bom você fazer algo interessante.. - Ela passava materiais por entre as barras da grade. - Tente roubar qualquer coisa e eu paro de te ensinar. - Me ameaçaria, mas como se estivesse torcendo para que eu tentasse roubar. Por pura diversão.

E então, de costas para ela, eu começava os meus trabalhos. Pegaria uma peruca simples e começaria a cortá-la com as técnicas de tesoura que ela me ensinou. Queria fazer um cabelo curto preto. Selecionava roupas escuras e um tanto quanto chamativas. Uma calça leve, uma camisa básica e uma capa com algodão nas bordas.

Rememorava diversas técnicas que a vira utilizando, bem como seus equipamentos específicos. Grande parte daquilo ainda era criatividade, e era isso que eu utilizava. Com uma cola especial, papel laminado dourado, um papelão e um objeto parecido com uma palheta, que eu usava de molde para cortar um pano preto simples, mais ou menos do tamanho do meu olho, eu conseguia me transformar.

Me conferia no espelho.

Embora bem mais alta, eu era a Capitã Nina Spades.

Assim que eu me virasse, ela seria completamente impressionada. Talvez se chocasse o suficiente ao ponto de eu conseguir fazê-la demaiar e eu fugir.

Rodopiando sobre os calcanhares, eu virava e


- BRINA??? - Era completamente aterrorizante. Ela havia se disfaçardo ao ponto de ficar idêntica à mink que era minha companheira de bando. Até mesmo os seus olhões e a fofura. Eu quase conseguia ouvir a ratinha falando sem parar na minha mente. - O... O QU-... Ma-... Mas... Co-... - Embora eu geralmente fosse impassível, o susto foi tamanho que fui eu quem acabou caindo para trás.

- HIHIHIHI.... - Ela ria até ficar sem ar.

Cerca de cinco minutos depois, ela me emprestava alguns jornais de moda, recolhendo todos os materiais que havia me emprestado. A ideia era que eu raciocinasse mais sobre as diversas maneiras de fazer alterações no meu corpo, e também que eu lesse sobre diversos tipos de equipamento diferentes. Grande parte daquele trabalho se aprendia no dia-a-dia, e por isso ela apenas tinha certeza de me mostrar a base, para que eu progredisse dali.

Os olharia de maneira rápida, usando minha memória fotográfica e minha facilidade de absorver informações para tanto, ficando o máximo de tempo que eu tivesse disponível fazendo aquilo.

Bom, não era como se eu fosse pra algum lugar.

~ FIM DO APRENDIZADO PERÍCIA DISFARCE ~

Ao fim do aprendizado, limparia o rosto e começaria a avaliar bem a jaula em que eu estava. Como era o chão dela, estava preso diretamente à madeira do navio ou era uma plataforma de ferro? Se fosse uma plataforma, ela estava presa ao navio? Olharia também nos arredores da embarcação. Dentro e fora. Usava timão ou leme? E onde ele estava? Em que local estaria a âncora? Tentaria buscar os seus mínimos detalhes, perlustrando também a costa e a posição em que estávamos, a passagem de pessoas, onde estariam os outros dois companheiros dela, minhas coisas e tudo o mais.

Tentaria especular toda a estrutura do barco, tentando pegar o máximo de dicas que eu pudesse.

Além disso, agora eu entendia por que não tinham me matado ainda. Nas palavras delas, queriam a recompensa total. O que significava que Nina e Brina provavelmente também viriam vivas, se não dessem trabalho demais. Se eu ao menos pudesse dar um jeito de dificultar a vida deles, aguardando o momento em que minhas companheiras viriam, talvez pudessemos vencer.

Se eles estariam indo atrás das minhas companheiras, então eu ainda precisava defendê-las. Aqueles caçadores só estavam ali por culpa de Felícia, que só havia vindo por culpa minha, e meu dever para com as outras duas membras do meu Reino não estaria cumprido enquanto eu pudesse me sentir culpado por atrapalhar a vida delas.

Estranho, não é? Sim. Aquelas duas desgraçadinhas tem um efeito engraçado em mim. Se fosse apenas pra me salvar, eu já teria desistido. As malditas me faziam querer lutar de novo.

- Ei, Ronron. De que adianta saber me vestir se não sei incorporar os personagens? Tenho certeza de que você pode me ensinar mais alguma coisa... E traga mais biscoitos e chá, se não for pedir demais.


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"They talking about you
They planning to use you
I feel it deep within
It's just beneath the skin"

Ronron ria com a fala de Douglas. Um riso amigável, que logo se transformava em uma expressão de êxtase. — Por favor, tente! A caça é o que me faz me sentir viva. Adoro pessoas empolgantes, e você é uma delas!


Sua personalidade desafiadora acabava justificando ela aceitar ensiná-lo, e assim passavam nas próximas horas, quase noite adentro, enquanto treinavam. Luly e Roberto não se encontravam e isso não incomodara a Douglas, entretido como estava. Após o término do seu aprendizado, começava a observar mais os arredores, coisa que falhara em fazer até então. Notava que a jaula havia sido construída, pois apesar de bem-feita e firme, possuía algumas lascas de quem não se preocupou com o acabamento. A seu lado, outras duas jaulas iguais aguardavam suas companheiras. A madeira era firme, contudo, e pregos encaixavam-se totalmente nas juntas dela, garantindo a solidez da peça. [/color]


Quando levava sua visão para os detalhes do barco, começava a sentir uma familiaridade com o que observava. Havia aprendido a navegar e a usar o veículo muito bem e não tinha dificuldades em perceber seus detalhes. Na verdade, conseguia até que facilmente entender a dinâmica, pois o modelo parecia com o que pilotara antes. Até mesmo o talho na madeira lateralmente, onde havia sido atingido era similar... E então caía sua ficha. Estava no Zarolha!


Entendendo que ali era sua melhor chance para salvar suas companheiras, aproveitava e pedia para Ronron treiná-lo mais um pouco, algo que a garota facilmente aceitava. — Ora, vamos lá! Vou pegar mais um pouco de chá e biscoitos e então começamos. Espero que esteja aprendendo bem, pois quero que fuja da prisão para te caçar de novo, bonitão!


Com uma piscadela, a garota saía do campo de visão de Douglas, que teria aproximadamente três minutos para fazer o que quisesse antes de ela retornar. Isto é, claro, se ele tivesse um plano. Mas, no geral, Douglas sempre tinha um.


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Então eu não estava apenas sendo sequestrado.

Eu estava sendo sequestrado dentro da minha própria casa, que estava sendo roubada.

Devo confessar, pela primeira vez o golpe deles me deixou um pouco irritado. Existe um limite para o quanto se pode ofender um homem, e roubá-lo dentro de casa, enquanto rouba a casa dele, talvez seja o meu. Bom, também devo confessar que anotei a ideia mentalmente para executá-la um dia.

Durante o tempo em que Ronron estivesse indo buscar os biscoitos eu não faria nada. Apenas me esforçaria para disfarçar que ainda não tinha percebido que aquele navio era Zarolha até aquele momento. É que, bem, é um tanto constrangedor alguém com minha fama cair em algo tão bem articulado.

Caso recebesse os biscoitos e o chá, não os consumiria.

~ APRENDIZADO PERÍCIA DISFARCE ~

- O que foi? Mais cartazes de recompensa? - Ironizava os métodos de ensino de Ronron, que vinha trazendo pergaminhos e cadernos. - Por favor, eu prefiro que não. Recompensas por cabeças têm sido um tema sensível pra mim. - A caçadora de piratas ria, e sentava-se no chão, próxima a mim.

- Bom, Douglas-kun... Na verdade, eu só estou fazendo isso pra passar o tempo. Não acredito que seja possível aprender dramaturgia de maneira tão limitada, dentro de uma jaula. Mas, bem, se você acha possível, vai ser divertido de ver você tentar. - Ela passava um pergaminho por dentro da grade. - Tente ler e imaginar as cenas. Tente se imaginar dando voz às falas. - No título, estava escrito ''OS QUARENTA LADRÕES E MAIS QUARENTA LADRÕES O INIMIGO AGORA É OUTRO''.

Então, como eu não tinha nada mais para fazer mesmo, comecei a folear os pergaminhos e ler os roteiros um atrás do outro. A peça era constituída basicamente de falas, com pouquíssimas descrições de como se falou, e esparsas descrições de cenário. Era difícil imaginar o corpo dos personagens e os seus movimentos, embora a leitura fosse rápida. - Hã? Terminei. - Dizia devolvendo os pergaminhos.

- Certo. Agora improvise. Finja ser Ricardo Larappio, de Sirarossa. Me mostre alguma fala dele como se fosse ele. - Logo após isso, ela segurava o riso e tapava os lábios com a boca. A maldita estava tirando sarro de mim.

''E então, fustigado pelo luaral do teu amor, fuiste despojado de tudo o que possuía. Ou, ao menos, fora o que os fizera pensar. Da minha laia, todos como eu, da sua laia, predadores sóis, factualmente colossos em resposta!'' ela não parava de rir. Eu apenas repetia as falas, o que minha memória fotográfica permitia. - Isso é terrível, Douglas. Terrível. - Passava mal de tanto gargalhar. - Não tem emoção alguma. É a pior interpretação que eu já vi. - Neste momento, quase pensava em desistir. Mas, bem, eu não tinha como ir pra lugar algum.

- Desculpa. Huff. HIHIHIHI. Desculpa. - Ela respirava fundo. - Está me vendo? Agora eu estou atuando como se te levasse a sério. - E realmente fazia isso. - Agora me diga, Douglas-kun, você nunca assistiu uma peça, em toda a sua vida?

E então eu começava a me lembrar. Na verdade, já havia assistido dezenas de peças no palácio. Era uma formalidade que o príncipe estivesse assistindo-as sempre que um convidado também estivesse apreciando-a.

- Bem, você nunca reparou na emoção, na expressão corporal, em como cada movimento tem uma carga viva? - Ela movimentava os braços e rodopiava conforme falava. - Bem, eu vou te dar alguns macetes, e então você tenta de novo.

Após isso, ela me mostrou um caderno com suas anotações. Nela, havia descrições sobre como acessar musculos faciais específicos para fazer diversos tipos de expressões, demonstrando diversos sentimentos diferentes. Algumas, possuíam diferenças sutis entre outras. A diferença entre estar com raiva e estar com raiva e magoado, por exemplo, poderia ser expressada por apenas mais um movimento de lábio superior à segunda.

Além disso, haviam descrições de posições corporais que denotavam sentimentos específicos. Como cruzar os braços, por exemplo, que poderia demonstrar desconforto, insegurança, ou até mesmo ansiedade, caso se estivesse batendo os pés junto a isso. Todas aquelas informações organizadas começavam a abrir um mundo novo em minha mente. Parando para pensar, Brina sempre se movimentava estendendo os braços para cima e rodopiando. Além disso, Nina costumava estar sempre de queixo erguido. Aquelas características não poderiam faltar se eu fosse imitá-las.

Ronron começou a me pedir para recitar diversas falas. Eu comecei a buscar dar vida a diversos personagens da peça. Roberto Larappio era um ladrão folgado, igualzinho a mim, por isso era fácil dar-lhe vida. Para torná-lo mais caricato, o fazia andar sempre com o pescoço curvado para a frente e as mãos nos bolsos. Olhos cerrados, como se sempre estivesse planejando algo.

Vanessa Verônica, por sua vez, era uma meretriz, que agia como princesa em perigo para aplicar seus golpes. Em minha cabeça, eu precisaria juntar os indicativos de expressão corporal de vulnerabilidade, de rogação e de desespero. Por isso, abria a boca em espanto, ficava na ponta dos pés e rodopiava com as costas das mãos na testa, como se prestes a cair - AJUDE-ME, MANUELITO MAGNATA... - Tentava adicionar à voz um ar de súplica. - Ridículo, Douglas-kun HIHIHIHI.

Passei mais algum tempo tentando aplicar as técnicas, sendo corrigido e humilhado. As únicas coisas que Ronron reconheceu como talento para atuar foram a minha memória para gravar as falas e a minha inesgotável cara de pau para fingir ser o que não sou.

Após isso, buscaria na minha memória fotográfica todas as peças que já havia assistido na vida. Tentaria observar os movimentos dos atores, suas expressões, suas formas de demonstrar sentimentos, suas técnicas avançadas... Tentaria ensinar-me dentro daquele cubículo, abusando da minha genialidade, que eu chuto ser decorrente da minha preguiça de me esforçar para aprender...

Esconderia o quanto eu estaria aprendendo dentro da minha própria mente. Memorizaria os cadernos de Ronron. Simularia atuações dentro da minha própria cabeça, tentando assistir-me e me corrigindo. Praticaria comigo mesmo, comparando com as peças. Os fundamentos eram prestar atenção aos detalhes na movimentação das pessoas, memorizá-las e tentar transmiti-las. Exercitaria como faria isso com cada pessoa que eu conheço.

Em breve, tentaria usar minha atuação contra minha mestra. Meu primeiro passo seria fingir não estar aprendendo na minha própria cabeça, fazendo uma expressão de relaxado ou preguiçoso. - Droga, desisto. - Lembraria de mim mesmo, de como eu diria que desisto caso não estivesse fingindo que desisto, e simularia tal sentimento para ela. Imitar a mim mesmo deveria ser o primeiro passo para imitar os outros.

Seguiria praticando mentalmente.


~ FIM DO APRENDIZADO PERÍCIA DISFARCE ~

Vocês devem estar se perguntando, como é que alguém consegue fugir de uma prisão usando apenas biscoitos e chá?

Bom, era exatamente isso o que eu estava me perguntando também. Até que cheguei a duas respostas.

A primeira, seria me lembrar da importância de um bom acabamento para navios. Na verdade, nas aulas de navegação, nos aspectos de como manter uma manutenção de barco e quando chamar um marceneiro, aprendi a importância de cuidar bem da pintura da madeira e do enceramento dela, para que a chuva não a deteriorasse. O que me levava a pensar: Como aquela grade mal acabada lidaria com um pouco de chá?

Se eu pudesse umedecê-la por dentro, talvez eu a enfraquecesse.

Então, sorrateiramente, abusando da minha furtividade, e usando até mesmo a capa se necessário, eu despejaria um pouco do líquido sobre um dos pregos, de forma que ele entrasse no buraco que já estivesse feito, escorrendo pelas brechas. A ideia era fragilizá-la de dentro pra fora. Escolheria um prego próximo ao chão e despejaria o líquido com calma, de forma que a gravidade puxasse as coisas para dentro.

E então, na minha primeira oportunidade, abusando da minha força física, forçaria a grade naquele ponto concentrado. Não era nem uma porta nem uma fechadura, mas pura destruição.

Entretanto, caso isso não fosse possível, teria que usar meu plano complementar de reserva.

Esperaria que Luly não estivesse me assistindo e quebraria um dos biscoitos na minha mão, o escondendo. Então, em algum outro momento, colocaria os farelos do biscoito dentro da fechadura da jaula.

A minha ideia não era abri-la, mas fechá-la ainda mais.

Hã? Você deve estar se perguntando.

Bem, qualquer idiota como eu, que já tentou arrombar uma porta com um palito e falhou, sabe que as chaves possuem dentes. E que as fechaduras só se abrem se os dentes das chaves combinarem com elas. E que, justamente por isso, é tão difícil arrombar uma porta com um palito.

A minha ideia era inutilizar as chaves, tampando a fechadura com pequenos detritos como poeira, enchendo a fechadura ao máximo que eu pudesse, para tornar a chave inútil.

O motivo, você se pergunta?

Ora, talvez aquilo a forçasse a arrombar a fechadura, já que a chave não estava funcionando. Ou, ao menos, a ter que limpar o pó dos biscoitos, o que poderia demorar muito mais, deixando-a vulnerável.

Com um pouco de saliva, lançada dentro da fechadura apenas para tornar a mistura um pouco mais consistente, terminaria meu plano.

Se eu conseguisse fazê-la arrombar a porta, de alguma forma que não fosse usar a chave, estaria recebendo mais uma aula grátis.

E eu sou um desgraçado de um bom aluno.



Objetivos:

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Medo de ser amado! Fuja, Douglas! Fuja! - Página 2 N7yl9g2
Akuma Nikaido
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Imagem : Medo de ser amado! Fuja, Douglas! Fuja! - Página 2 C7LTNQc
Créditos : 27


"I want your drama, the touch of your hand (hey)
I want your leather-studded kiss in the sand
I want your love"

Douglas não desistia de fugir, pensando desesperadamente que precisava ajudar suas amigas. Com um plano louco e improvisado, derramava o chá nos pontos de fragilidade daquela grade e tentava enfraquecê-la. Infelizmente, não possuía o menor sucesso aparente.


Apesar de toda a furtividade do homem, Ronron notava que ele tentava fazer algo, mas mantinha-se apenas observando, com um sorriso no rosto. — Hora da troca de turno! Vai precisar de mais do que sorte pra lidar com Luly! Hihi


Anunciava, entrando no navio em seguida, provavelmente para acordar sua chefe. Nesse momento, Douglas aproveitava para realizar seu plano B, jogando farelos de biscoito às pressas dentro da fechadura. Por sorte, quando a caçadora chegava, o homem já havia realizado seu plano. Mas agora era aguardar, já que ainda não tivera chance de colocá-lo à prova.


Aventura finalizada!

”SIR” DOUGLAS WHITEFANG

GANHOS

● Proficiência Disfarce – OK
● Proficiência Dramaturgia – OK

PERDAS

● Florete (Post 7) — OK
● Carteira do dínamo (Post 7) — OK
● Pote com olho (Post 7) — OK
● Kimono simples (Post 7) — OK
● Mochila (Post 7) — OK
● Chapéu (Post 7) — OK

E acrescentando também:
● 50.000 B$ — OK

ALTERAÇÕES

Sem alterações. Recuperação de status fica na aba de status.

RELAÇÕES

OK

STATUS

OK

EXPERIÊNCIA

Experiência: 240 EXP

Quantidade de Postagens do(s) Narrador(es): Akuma (10 Posts) -> 2 créditos

Opinião sobre a Narração:
Jogador:

Narrador: