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Sasha
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Relembrando a primeira mensagem :

Pela dor a força, pela lembrança a honra (荣忆)

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civil Alexia Siegfried. A qual não possui narrador definido.

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Pela dor a força, pela lembrança a honra (荣忆) - Página 4 WN4Utd7


Akuma Nikaido
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"Things aren't the way they were before
You wouldn't even recognize me anymore"

O remorso de ter atirado em Thorns batia em Ushi, ao perceber que quase matara alguém que, embora fosse procurado, parecia ser uma boa pessoa. Sentia as palavras da senhora sobre Uivo não abandoná-los e estar preso ali a eles perfurar seu peito. Afinal, não fora exatamente isso que ele e o irmão fizeram? Abandonaram pai e mãe para partir ao mar e tentar obter dinheiro e não passar mais fome; abandonara seu irmão deixando-o com sua esposa e talvez pudesse ter evitado a sua morte; e agora abandonaria Alexia? Não, isso ele não faria. Com isso em mente, desculpava-se com os ali presentes e agradecia o convite, mas corria atrás de sua cunhada.
Alexia encontrava-se inquieta e sua exasperação era evidente enquanto falava com os guardas. Compenetrada em seu objetivo de lutar com Thomas, pedia licença para falar com os irmãos Greed. Os três homens entreolhavam-se, claramente não convencidos de que a garota não era uma ameaça, afinal quem sairia correndo gritando por um oponente a esmo. Mas talvez justamente por isso decidiam que era melhor não tornarem-se esses oponentes.
O caminho abria-se para a moça, embora todos ali continuassem em guarda para caso ela fizesse algo.   — S-se tentar algo va-vamos te atacar sem dó, ok?
Não precisava ser uma farejadora para sentir cheiro de medo naqueles homens. Não pareciam que fariam nada, mas Alexia podia sentir um leve desconforto em sua mente. Poderia ser o trauma e o medo de ser emboscada novamente? Ou talvez fosse só sua intuição alertando para um perigo? Como a espadachim interpretaria aquela situação.
Ao longe Ushi já começava a enxergar com sua visão privilegiada a silhueta de Alexia com os três homens à sua frente, empunhando armas. A escuridão da noite não permitia ver com muita clareza, mas não confundiria sua cunhada facilmente. Os ventos voltavam a soprar fortes, criando um uivar que arrepiava todos ali presentes, sem exceção.

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Ato I – Lâmina vinda da dor

A resposta a fazia olhar reprovativa para os guardas, quatro contra um, em seu território, com um total ao final de seis contra um contando os irmãos. Covardes e desonrados, era o que pensava, mas imaginava que era comum à formigas que se acumulassem ao alguém entrar em seu formigueiro, desesperadas pela própria sobrevivência agindo desorientadas em ataques conjuntos. Em fato talvez fosse até pior para eles isso se uma luta ocorresse, mas Alexia não demorava-se nesse pensamento julgativo, antes de voltar a olhar para frente assentindo:

– Não tentarei nada, trata-se apenas de informação.

E então parava. Novamente aquele instinto. Certo, formigas, haviam agido assim àquela noite ainda os pegando desprevinidos. Ela fechava os olhos, enquanto respirava mais fundo dando atenção àquela sua intuição. Estava se cercand voluntariamente por informação, sendo que dois provavelmente não gostariam de serem indagados ali já que estavam envolvidos com o contrabando; para eles, ela estaria melhor morta.

Taticamente falando, era melhor parar.

– É melhor não, vai que vocês me atacam pelas costas? Tive minha conta de covardes para uma vida já... e vocês estão agitados de mais, será fácil entenderem algo errado. Procurarei pela cidade.

Completava com a voz novamente controlada, impassíva, virando-se para sair, simplesmente. Encontraria Thomas novamente, nem que o caçasse pela ilha durante meses, para ter a luta deles. Mas não se envolveria novamente e... parava os passos, ouvindo o vento e aquele uivar misturado. Podia ser só o vento, ou poderia ser Thomas distante, mas aquele arrepio a dizia o contrário.

Continuava voltando seu caminho, agora em alerta para caso precisasse reagir.
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Se não fosse pelo brilho que a lua trazia até mim estaria no breu e minha visão ainda mais prejudicada, devia agradecer que conseguia enxergar o suficiente para discernir Alexia dos demais sujeitos que via. Evitei me aproximar, continuei o meu avanço devagar, não chegaria perto demais, apenas o suficiente para conseguir uma boa mira.

Permaneceria observando o desenrolar das ações de todos os envolvidos ali, mas sabia que não poderia tomar ações precipitadas, acabar disparando por achar que algo estava para acontecer me acarretaria em outro grande erro, e nesta noite, já havia cometido o meu pecado, não pretendia outro.

Se escutasse o som de um disparo, aí sim agiria, e atiraria em cada um dos sujeitos ali sem pensar duas vezes, mas se não atacassem, tentaria eu fazer o mesmo.

Acompanharia Alexia se a mesma começasse a sair do lugar, meu objetivo era conseguir me aproximar dela o suficiente para falar. Para onde ela pretendia ir, afinal? Logo nossos olhos estariam cansados pelo sono, talvez fosse melhor buscar por algum abrigo e amanhã rever toda a situação do Uivo Macabro... Por hora, queria apenas ver como se resolveria a situação de Alexia com os homens armados que a abordavam.

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Akuma Nikaido
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"I was rambling, enjoying the bright moonlight
Gazing up at the stars"

Alexia sentia uma aversão àqueles guardas, manifestada por sua preocupação em ser covardemente atacada. Suas lembranças da emboscada continuavam vívidas o bastante em sua mente para repudiar qualquer possibilidade de permitir que isso acontecesse novamente. Podia ver um brilho de honra ferida no olhar dos guardas após o insulto, mas o alívio em ver que não precisariam entrar em conflito era ainda maior. Talvez ela estivesse sendo muita dura com eles, afinal não pareciam pessoas versadas na arte de luta.
Dando meia-volta, começava a subir novamente o caminho, encontrando com Ushi que, de longe, mantinha sua vigilância. Como a situação não escalava para nenhum conflito, uma sensação de calmaria começava a tomar conta entre eles, o que, lentamente, ia transformando-se na sensação de sonolência. Não que estivessem letárgicos ou algo que os impedisse de continuar por sua busca, mas o atirador tinha um pensamento bastante racional.
Enquanto subiam a trilha de volta, observavam uma fumaça subindo ao ceu, vinda de onde estavam. O vento trazia o cheiro do cozido feito, e o estômago de ambos protestava, lembrando-os de sua existência. Continuariam a busca por Thorns, parariam para acampar junto daqueles que lhes ofereceram comida ou procurariam por um lugar para encostar na cidade? E seria sensato fazer Cloyde pensar que Alexia o estava roubando? Perguntas que seriam sanadas logo.[/color]

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Ato I – Lâmina vinda da dor

A sensação incômoda passava, seus instintos ficando mais calmos. Sim, certamente havia algo ali e se afastar da situação desvantajosa era a coisa mais sábia a ter feito. A espadachim respirava fundo ao encontrar Ushi, parando de lado com o mesmo com os olhos mirando a estrada, antes de soltar novamente a respiração em um bufar incômodo, virando um pouco o rosto para o outro lado:

– O perdi de vista, irei procurar por ele pela manhã depois que forjar minha espada. Peço a gentileza de que não interfira em meus duelos.

Era complicado lidar com o cunhado que antes havia ficado tão entusiasmada em receber em sua ilha, o trataria como um irmão, mas agora... era difícil, não só para o mesmo que a olhava daquele jeito, mas para ela também com aquela sensação de falha. E claro, não queria ter sido rude e exasperada antes, mas talvez tivesse sido a única vez que se sentiu viva desde o ocorrido. Como lidar com o outro, quando não consegue lidar consigo mesma?

Seus pensamentos eram interrompidos ao sentir o cheiro de comida e o sono começar a cobrar o seu preço. Estava faminta, isso era verdade, e pensando bem... havia gasto todo o dinheiro da renda da semana, não tinha? Uma gota poderia descer da cabeça da herdeira agora, e um leve corar atravessava seu rosto por sua falta de jeito.

– Hm. Escolheu sua estalagem para hoje?

A pergunta soava meio hesitante, afinal ela provavelmente teria que dormir na floresta, talvez tentasse fazer uma fogueira com o isqueiro? Havia perdido o rumo mesmo hoje.
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Ouvia as palavras de Alexia, parecia que as coisas realmente tinham se acalmado, ou fosse apenas o sono que carregavamos, devolvi olhando para o céu, como se buscasse uma resposta divina para as grandes ondas formadas no meu coração... Eramos marés.

Ela realmente pretendia duelar contra aquele sujeito? Parecia tão distante de minhas capacidades enfrentá-lo frente a frente, talvez eu estivesse subestimando demais a princesa de Tsubasa. Olhei para ela mais uma vez, como se analisasse sua estrutura, tentava confirmar que existia alguma grande guerreira ali dentro, mas logo desviei meu olhar.

- Venha, eu sei de um lugar. - Diria pacificamente enquanto colocava a bandoleira para segurar o rifle em minhas costas. Guiaria Alexia até a casa onde outrora me chamaram para jantar, uma grande vantagem de familia sem condições é que sempre tinham espaço para mais alguém, era incrivel o quanto a pobreza podia gerar humildade. Me questionava também se a princesa se importaria em dividir um prato com aquelas pobres pessoas, minhas experiências com pessoas ricas não eram das melhores, mas se não me enganava, esta em particular era uma pessoa que lutava pelo povo... É... Me lembrava de Sett encantado com isso também.

Bateria na porta daquela familia e aguardava até que atendessem. - Acho que vou aceitar o convite de vocês, mas trouxe mais uma pessoa comigo, algum problema? - Tentava transparecer certa bondade para eles, mesmo que já tivesse feito isso antes, logo completaria. - Seria de grande valia se pudessemos passar a noite aqui também. - Finalizei com um sorriso um tanto sem jeito.

Ao desenrolar, faria algo para talvez começar a me redimir, já que ainda não pedia as desculpas que deveria, dizendo para a senhora que outrora salvara minha vida. - Você saberia me dizer para onde Tom pode ter ido?

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Akuma Nikaido
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"How many special people change?
How many lives are livin' strange?"

Cansados e famintos, espadachim e atirador voltavam caminho acima, pensando em como passariam a noite. Ushi poderia gastar para alugar um quarto na pousada para si ou para ambos, mas resolvia voltar mais às suas raízes e comer com a família que lhe convidara mais cedo. O homem sabia, por experiência própria, que quanto mais humilde alguém era, mais esse alguém tinha o ímpeto de compartilhar o pouco que possuía com outros necessitados.
À medida em que se aproximavam, um cheiro doce tomava conta do local. O aroma do cozido impregnava o ambiente e o estômago de ambos protestavam. O luxo daqueles que estavam com fome, mas não passavam. A senhora sorria ao vê-los retornando e, para surpresa de Ushi, dois pratos e colheres já encontravam-se ali no chão, sem uso. De alguma maneira parecia que sabiam que eles voltariam. — Vai ser um prazer! Venham, sirvam-se! Não precisam fazer cerimônia!
Claramente todos ali estavam com o ânimo revigorado após uma comida quente que enchia não só o estômago, mas também a alma. Muito embora a senhora falassem pra ficarem à vontade, Ushi poderia perceber que o cozido contava com batatas, cenouras, alho-poró e até mesmo macarrão, mas os dois pedaços de carne já não mais estavam ali. Mesmo a refeição não sendo suntuosa, o sabor acompanhava o cheiro e ambos poderiam saciar seu apetite, embora talvez não ficassem satisfeitos a depender do tanto que comessem.
O olhar da criança mais nova mantinha-se fixo na panela, desviando levemente apenas quando era captado por algum dos presentes ali. Se deixassem algo no caldeirão, certamente ele repetiria a comida. Apesar disso, esperava pacientemente — ou tanto quanto uma criança faminta de sete anos conseguiria o fazer — enquanto via seus benfeitores servirem-se. A matriarca aproveitava para dizer a ambos: — Novamente, muito obrigada pela ajuda, senhor...? Como devo chamá-lo?
Perguntava a senhora, enquanto terminava lentamente de tomar o resto de sua porção de cozido. Um ambiente alegre tornava o local mais aconchegante e próximo, mas Alexia sentia, mais do que percebia, que todos ali evitaram falar sobre Tom nesse momento. Talvez essa pergunta pudesse ficar para mais tarde, depois da refeição.

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Era bom apreciar a simplicidade, tinha para mim que se todos já tivessem passado por isso, certamente o mundo seria um lugar mais justo... Ou não? Aproveitando da deixa de ter visto um homem lobo recentemente, devia me fazer a questão naquele momento: O homem era mal por natureza, ou a sociedade o transformava? O homem era mesmo o lobo do homem? Coincidente ou não, uma frase dita por outro Thomas, me lembrava de ler sobre isso em uma das bibliotecas que já havia frequentado pelo mundo, não conseguia me lembrar quem era o sujeito, apenas de seu nome e a frase que me martelara por um bom tempo na época. No fim, não tinha muito tempo para continuar pensando sobre minha vida passada, o cheiro da comida logo me removia das nuances de meus mergulhos mentais e trazia de volta para a realidade.

- Obrigado pela comida. - Falava em cortesia já sentado de pernas cruzadas no chão, apenas curvando um pouco o corpo ao dizer. Não me atentava muito as pessoas alí, nem queria jogar na roda o fato do protegido daquela família ser um pirata procurado, em breve eu acabaria por me tornar um também, não podia simplesmente julgá-lo, no fim todos os piratas buscavam pelo mesmo, a liberdade, seja lá como fosse as vestimentas dessa para cada um.

Por tanto tempo tinha lidado apenas com guerreiros do mar, em sua maioria bárbaros, para uma grande reviravolta onde via toda a formalidade que a residência da princesinha tinha em sua casa, que havia quase me esquecido de como lidar com um jantar de família normal, era evidente que eu tentava me encaixar alí de alguma forma, tentando ajeitar meus maneirismos e é claro atento à Alexia, afinal... Alguma vez na vida ela tinha comido algo tão simples como um ensopado? Talvez com carne de siri. O que me ocorria à algumas vezes olhar para ela, como se avaliasse sua maneira de se sentar, a maneira de comer e até mesmo de falar, olhos críticos, sorrateiros e involuntários vindos de mim.

Talvez por resquícios de uma infância pobre, comia rápido demais sem nem perceber, um costume daqueles que a muito não tem o que comer, uma herança que tinha correndo por minhas veias, logo finalizava meu prato, mas claro, por educação evitava de repetir, mesmo que o gosto tivesse me agraciado bastante, a famosa "comida de vó" que parecia em todos os cantos ser acolhedora. As palavras da mulher logo me mostravam a minha falta de educação, mesmo zelando a todo momento para me portar da forma mais formal possível. - Ah, me desculpe, meu nome é Ushi, Kisaki Ushi, pode me chamar como preferir, mas por favor sem a parte do senhor haha. - Dava uma risada quase forçada, tentava quebrar algum tipo de gelo que minha presença e de Alexia pudessem gerar, sabia que tinha falha miseravelmente nessa tentativa e logo continuava para tentar virar o assunto. - Deixe-me ajudar com a louça. - Estendia minha mão para a senhora.


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Alexia Siegfried
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Ato I – Lâmina vinda da dor

A espadachim olhava de canto Kisaki, sem admitir a sua necessidade por um lugar e simplesmente o seguindo com esse leve rubor no rosto que sumia ao longo da caminhada de volta ao local humilde onde estavam antes. Ela não admitiria facilmente que havia exagerado então, por ela, aquele acordo silencioso de apenas Ushi resolver a situação estava ótimo. Havia se... animado com a possibilidade de forjar sua espada. Uma espada em memória à eles.

Por um instante sua expressão voltava a ficar melancólica ali atrás enquanto ouvia Kisaki de fundo aceitar o convite, dando um passo ao lado do mesmo e, educada, fazendo uma leve reverência com a mão ao peito:

— Agradeço enormemente pela gentileza, sra. - Sua voz era polida novamente, enquanto sentava-se ali em frente a um dos pratos. Alexia não tinha problema com a humildade do local e da refeição, em fato aquele compartilhar fazia com que um leve sorriso repuxasse no canto de seus lábios, mesmo que ainda carregasse aquela expressão melancólica novamente. O povo sempre acolhia aos outros em momentos de dificuldades, apenas aqueles no poder que tinham dificuldade de fazer qualquer coisa a respeito – aqueles que mais tinham eram os que menos davam.

Respirava fundo, olhando de canto sua mochila com o peso do metal. E ainda roubavam por mais.

Olhava para a mulher que perguntava o nome de Ushi, e assim que ele apresentava-se, tratava de fazê-lo também:

— E eu sou Alexia Siegfried, a comida estava deliciosa, obrigada por nos receber. Há algo que eu possa fazer para retribuir?

Perguntava a olhando, enquanto ao ver Kisaki pegar a louça piscava, tentando se aproximar para ajudar com o que fosse mesmo que doméstica não fosse exatamente sua maior habilidade, por assim dizer. Poucas vezes os empregados da casa a permitiram chegar perto de qualquer serviço.

Vendo que ninguém falava sobre Thomas quando Kisaki perguntava, apenas ficava a observar se o homem surgiria, já que aparentemente as pessoas pareciam saber algo sobre ele... talvez ali fosse seu ponto de retorno?
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"If they were right, I'd agree, but it's them they know not me
Now there's a way and I know that I have to go away"

Famintos, tanto Alexia quanto Ushi comiam seus pratos em silêncio, deixando que apenas o vento e o crepitar do fogo contrastassem o barulho de talheres na cumbuca e o sorver de um nutritivo caldo. Esquentavam não só o corpo, mas também a alma, sentindo o quão aconchegante e acolhedor podia ser o simples ato de partilhar uma refeição.


Tão logo ambos demonstravam não ter interesse em comer mais, o caçula do grupo pulava verozmente, indo atrás de rapar o tacho. Querendo demonstrar delicadeza, ambos apresentavam-se e ofereciam-se para ajudar como podiam. Nesse instante, porém, a mão da senhora começava a tremer. O prato ia ao chão, espatifando-se em vários pedaços, enquanto lágrimas começavam a escorrer de seu rosto. — U-ushi!?


Alexia podia notar agora que fitava os olhos da senhora uma semelhança indiscutível. Era o mesmo olhar de seu falecido marido. Ushi também ia juntando as peças daquele quebra-cabeça. O sentimento de nostalgia mais cedo ao ser abordado pela senhora; a lembrança do irmão ao ouvir a voz do senhor. Era verdade que nenhum dos dois parecia com a imagem que o atirador carregava em sua memória, mas não haviam dúvidas: sem querer, encontrara seus pais.


Se ambos o senhor e senhora Kisaki nesse momento encontravam-se chorando, os jovens não faziam ideia do que estava acontecendo e, confusos, se entreolhavam, como tentando entender o que desencadeara aquele choro. — M-meu filho, é você mesmo? E Alexia-san, você é minha nora?


As perguntas vinham em sequência, como que antecipando uma pergunta que machucaria ambos. Uma agulhada em uma ferida aberta e não tratada, que mantinha-se perdurando e não deixando que nenhum dos dois se curassem. — Onde está Seth?

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Ushi:
Kisaki Ushi
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Meu braço permanecia esticado quando a senhora começava a chorar, não conseguia entender a principio o que estava acontecendo. por que aquelas lágrimas escorriam ao saber meu nome? Han? ...



...

- Vamos Ushi! Não sejo medroso!! Vamos! - Os pés sujos e descalços do primeiro garoto passava pelo beco molhado pela chuva. O segundo continuava quieto, olhando para trás, era evidente que não estava confortável com aquela situação. - E se eles nos pegarem, Sett? Nós não podemos! - Falava com a voz tremula, tentando abandonar seu irmão mais velho e voltar para trás, era loucura a ideia daquele pequeno... Como poderiam entrar naquele navio repleto de piratas escondidos apenas para roubar um monte de maçãs, tudo bem que eles tinham batido na Senhora Straus, uma pobre vendedora e roubado sua mercadoria, mas eles eram apenas duas crianças, não tinham o que fazer contra aquele monte de bandidos. - Se não vier eu vou sozinho! - Essa era a carta na manga de Sett, sabia que nunca, desde seu nascimento Ushi o abandonara, podiam até mesmo dizer que a primeira palavra do mais novo fora o nome do mais velho, tamanha era a ligação que tinha por esse, fazia tudo que seu irmão quisesse, por que sabia que Sett faria o mesmo. - Droga Sett! ... Essa foi sua pior ideia! -

...



Um flash rápido surgia em minha cabeça, não da senhora a minha frente... Mas no último dia em Flevance... Era muito novo, o suficiente para não conseguir lembrar das feições de meus próprios pais, fiquei estático, atônico, parecia que todas as minhas forças tinham sumido bem diante de mim. Não existia reação, por todo esse tempo, eu não tinha sentido falta dessas pessoas, eu sequer lembrava delas, por alguma razão acreditava nem ter pais vivos por muitos anos, mas ali estavam eles bem diante de mim. - Isso... Isso é... - Lágrimas faziam força para continuar em meus olhos.

A primeira pergunta era respondida com o balançar positivo de minha cabeça, evitando falar, a seguinte me tirava um pouco daquela zona de confusão e me fazia rir, sim, não gargalhava, mas ria sobre a questão e botava ambas as mãos em minha cabeça, tudo aquilo parecia tão surreal. Sentia uma carência materna que há tempo não tocava meu coração, a minha vontade era apenas me deitar naquele colo que um dia fora meu abrigo e chorar, chorar feito uma criança de cinco anos, chorar da mesma forma que havia feito em meu primeiro machucado, mas me segurava o máximo possível, até ouvi-la perguntando de Sett.

As lágrimas que tanto havia feito força para manterem em meus olhos, para tentar continuar com minha postura, essas águas agora eram imparáveis, escorriam de meu rosto e sentia que minha voz ficava falha, tremula, não conseguia responder aquilo. Era demais para que pudesse suportar.



...

- Rápido eles já estão saindo do porto vem! Pula Ushi!! - Falava o mais velho em cima de um muro do lado de fora da embarcação, logo o mais novo jogava para ele um saco cheio de maçãs. A medida que a embarcação avançava vagarosamente, a distancia entre a margem e a madeira do barco se tornava cada vez maior, seriam quase dez metros de queda direto na água. a distância entre Sett no porto e Ushi ainda no barco se tornava cada vez maior. - Eu-- Eu -- Não consigo Sett- Tá muito longe! Sett Eu não consigo - O grito era abafado pelos cantigos que a tripulação pirata entoavam na frente do barco, mas o mais velho conseguia ouvir, quase como se o tempo tivesse parado naquele momento e então pulou... Deixou para trás o saco de maçãs e pulou para dentro da embarcação, se fossem estar perdidos, em alguma confusão, estariam juntos... Juntos até o fim. - Juntos Ushi! Até o fim! - Falava abraçado com o irmão mais novo enquanto olhava para a ilha que aos poucos se afastava.

...



- Me desculpem! Me desculpem! Eu não pude fazer nada! Eu não estava lá por ele! Eu não estava! Me desculpe Sett... - Afundava a cabeça no chão, me encolhendo. buscando algum abrigo dentro de mim mesmo, algo que havia perdido.

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