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O Aruanã Revolucionário! Sex Fev 11, 2022 10:24 pm
O Aruanã Revolucionário!

Aqui ocorrerá a aventura do Revolucionário Kiyotaka Samehada. A qual não possui narrador definido.
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Re: O Aruanã Revolucionário! Sab Fev 12, 2022 1:47 am
Kiyotaka Samehada


O Aruanã Revolucionário!
Falas | Pensamentos | Técnicas

O despertar do jovem homem-peixe era programado, desde o dia em que se alistou para o Exército Revolucionário, tendo se habituado a sempre começar suas atividades um pouco antes do amanhecer. No entanto, o trabalho do dia anterior tinha levado Kiyotaka à exaustão, não seria garantido de que ele acordaria pela matina desta vez. Felizmente essa dúvida não perduraria muito tempo, aja vista que o Samehada começava a se levantar de onde quer que estivesse e revirava seus olhos amarelo-alaranjados para os arredores de onde acordava.

O Aruanã Revolucionário! ShrillMedicalGnu-size_restricted

Em sua própria consciência, Kiyotaka imaginava ainda estar dentro de uma das bases militares da revolução, descansando após seus esforços do outro dia, e que estaria prestes a iniciar um novo dia com sua velha rotina matinal; todavia, ao não reconhecer o horário em que acordava neste exato momento, além da possibilidade de não estar no lugar em que imaginava estar, uma expressão de terror dominava as feições de seu rosto, fazendo com que Kiyotaka realizasse um pequeno salto para se levantar e partisse em velocidade máxima ao seu destino.

Caramba, caramba, caramba! Que eu não esteja atrasado, que eu não esteja atrasado!

Repetia aquelas palavras em voz alta sem parar, esperando que as mesmas viessem a se tornarem realidade pelos seus demasiados pedidos, ainda que não parasse de correr durante todo seu caminho. Caso encontrasse pessoas atrapalhando seu trajeto, Kiyotaka gritaria antecipadamente — DÁ LICENÇA!? EU TÔ PASSANDO!! — e prosseguiria sem desacelerar em momento algum, ultrapassando tudo e todos implacavelmente como um trem desgovernado, embora confiasse em seus reflexos para conseguir desviar de qualquer obstáculo se fosse necessário, recorrendo a qualquer forma viável para isso.

O Aruanã Revolucionário! 1460140429-d60a2b5a534becb71153db8eaaaf4e14

O aruanã procurava a região que denominava como "Campo de Treinamento", local onde treinavam os novos recrutas do Exército Revolucionário, desejando que chegasse dentro do prazo estabelecido e não levasse nenhum sermão da oficial responsável da tropa. Se acabasse por não encontrar o lugar que buscava, Kiyotaka daria um tempo de sua corrida e pararia para observar quem poderia guia-lo com orientações, preferencialmente um outro revolucionário, antes de fazer qualquer abordagem com sua fachada otimista. — Yô! Perdoe-me a intromissão repentina, mas alguém saberia dizer onde está a base da revolução e seu campo de treinamento? — Questionaria, reverenciado a pessoa em gratidão independente da resposta positiva ou negativa, repetindo as mesmas perguntas às pessoas que estivessem no local até que recebesse as informações que achasse suficiente.

Na teoria, conseguindo alcançar o local desejado, Kiyotaka não perderia sua chance de se apresentar — Puhuhuhu! Kiyotaka Samehada, apresentando-se para ingressar ao treinamento! — seguindo as normas da hierarquia, no momento que encontrasse a autoridade presente, restando após isso aguardar pela sua aceitação no exercício.

O Aruanã Revolucionário! Tumblr_mqmjxf4vhy1rrztono1_500

Caso a oficial da tropa continuasse insistindo na demora do Associado e recusasse sua participação, Kiyotaka diria — Favor, reconsidere! Deslizes podem acontecer com qualquer um e a qualquer momento, sendo por causa deles que devemos treinarmos e melhorarmos em nossos aspectos, então, deixe-me participar! — Exclamaria destemido, mantendo sua postura firme diante a problematização, aguardando por mais um talvez a resposta positiva.

Se permitissem sua ingressão ao tempo no treinamento, mesmo com circunstâncias estranhas, Kiyotaka levantaria seu punho para o alto em sinal de fortalecimento. — Muito obrigado! Buscarei não repetir o mesmo erro! — Pausava, deixando claro o reconhecimento de sua falha antes de continuar. — Qual será o exercício de hoje? Em breve irei realizar minha primeira missão oficial em nome da Revolução, quero estar a toda disposição quando o momento chegar! — Bradava por fim, aguardando que respondessem quanto ao seu questionamento e o restante de suas palavras, enquanto revisava uma elaboração melhor das muitas ideias que tinha em mente para esse novo dia que prometia ser longo.


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Última edição por Revescream em Dom Fev 13, 2022 11:32 am, editado 1 vez(es)
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Re: O Aruanã Revolucionário! Sab Fev 12, 2022 10:04 pm



Um dia frio, como todos os outros..




Um novo dia teve início em Centaurea e, como de costume, estava frio. Um vento gélido soprava pelas frestas da janela do muquifo onde o jovem homem-peixe repousava, perto das bordas da cidade murada.

*Vuuuuulsh!*

Com apenas o sonoro vento recepcionando o rapaz em um sonoro e gélido “Bom dia”, ele despertava, coisa que fazia todos os dias, mas com um gás a mais nesse fatídico dia, pois esperava ser encaminhado para sua primeira missão e, obviamente, terminar seu treinamento primeiramente. Correu pelas ruas, em parte de preocupação por um suposto atraso, em parte pela empolgação de aventurar-se contra os malefícios de uma má administração governamental, apesar de supostamente não ter restado mas nenhuma nesta ilha. Enquanto corria pelas ruas e vielas, como encontrava-se próximo a muralha e se dirigia para o centro, passava por diversas pessoas vivendo a sua vida, estava relativamente cedo, cerca de 08:15 da manhã e algumas pessoas terminavam de montar pequenas tendas em frente casa, outras uniformizadas, algumas com trapilhos que, se um se esforçasse bastante, poderia reconhecer como um trabalhador rural. Apesar de, no geral, todos estarem com vestimentas bem básicas, assim como todo o resto da vida por ali, o clima frio que costumava desanimar os menos afortunados devido às complicações que trás contigo, como a necessidade de manter-se aquecido, não parecia afetar as pessoas daquela fatídica ilha. Tempo congelante e um sorriso caloroso parecia ser o lema de todos por ali, apesar de os motivos serem poucos para sorrir, o simples fato de estarem livres já fazia resistir um sorriso em seus rostos.

Seguia empolgado então o jovem homem-peixe, esbarrando em algumas pessoas que esbanjam alguma reação, mas ao ver o rapaz apenas soltavam um “Tsk!” e seguiam suas vidas. Após alguns instantes, ofegante, Kiyotaka chegava a Delegacia de Polícia, local responsável pela admissão de novos recrutas, e treinamento dos mesmos. Não encontrava dificuldade para achar o local, afinal já residia por ali a algum tempo e era deveras conhecido. Era recepcionado por um homem alto, de 1,89m e de porte magro, com um rosto seco e olheiras bem vistosas. O local em si era bem simples, no exterior lembrava um casebre antigo que precisava de reformas, mas por dentro tinha um certo aconchego, pelo menos comparado com a maior parte do restante da ilha. Estava movimentado, com uma fila com cerca de 7 pessoas aguardando para serem atendidas.

-Treinamento? Garoto, estou aqui desde as 06:00 da manhã! Espere sua vez na fila! Preciso registrar um boletim, roubaram a tampa da minha caneta Bic!

Gritava uma senhorinha em resposta a apresentação do rapaz perante o recepcionista, enquanto lhe bofetava com sua bolsa para que o rapaz entrasse na fila, claro, por ser apenas uma senhorinha, a única coisa que esses “golpes” faziam era cócegas no pomposo rapaz.

-Argh… Sério… Ainda não são nem 09:00 da manhã e vocês já estão gritando, por favor, eu nem preguei o olho ontem…

Resmungava o recepcionista magrelo, enquanto coçava o começo do nariz em meio aos olhos com a ponta dos dedos. -Você ai, recruta, essa fila é para registro de ocorrências e adversidades, o recrutamento é na sala ao lado, por ali. respondia o homem, em um tom baixo e vagaroso, como se não quisesse gastar o pouco de energia que ainda residia em seu corpo com falas. -O QUE?! Então esse peixinho vai furar fila? Por acaso tem cotas para animais aqui é?! Um absurdo! Bravejou a senhora, com tamanha ferocidade que por um momento parecia até esquecer que tinha pra lá de 75 anos. O recepcionista “fechava” a cara e abria a boca para responder, mas não era necessário, ao seu lado, na porta onde ele havia indicado instantes antes para o homem-peixe, saía uma mulher.

*Braaak!*

Abrindo a porta com um belo pontapé, o que fazia com que os olhos do recepcionista quase saltassem para fora, o clima do local subitamente mudava. Uma mulher esbelta com seus cabelos prateados quase branco, vestimentas branca e preta e uma chamativa tatuagem em seu antebraço caminhava lentamente, fazendo com que apenas o tilintar de seu salto alto ecoasse no local tão agitado até momentos antes. -Peixinho?... Me diga, senhora, o que te faz achar que o fato dele ser um “peixinho” dá menos direito do que alguém que já está com um dos pés na cova e vem aqui, na MINHA DELEGACIA, quando não são NEM 9 HORAS DA MANHÃ DE UMA SEGUNDA FEIRA reclamar de uma PORCARIA de uma tampa de caneta quando tenho que resolver problemas infinitamentes mais preocupantes que esse, HUH?!

*Gulp*

A senhora engolia uma saliva tão seca que chegava a ecoar no local o barulho. -Que me faz levantar da cama nesse frio infernal para vir aqui nesse fim de mundo atender as regalias de alguém que não sabe NEM AO MENOS ter respeito ao proximo, HUH?! *Báá* com um tapa assustador na mesa da recepção ela apontava para a porta de saída, continuando sua fala. -Saía logo daqui, antes que eu te prenda por xenofobia, tsk! Puta merda… Essa ilha, eu te juro… Daria de tudo para sair dessa merda de lugar… Aaaa… Com um suspiro breve, a mulher voltava para a porta de onde havia saído e lentamente as pessoas voltavam a falar, como se alguém voltasse a aumentar o volume após apertar mudo. -E você ai, recruta… O treinamento só começa às 09:00, se junte aos outros nessa sala e dá uma segurada na empolgação, pode ser? Tá muito cedo para essa energia toda. Como diziam os rumores, a chefia do local era alguém severa e que não escondia nem um pouco o fato de odiar aquela ilha, tampouco por isso ela deixaria injustiças passar, deixando sempre o seu dever de mudar o mundo para melhor a frente, como um revolucionário deve ser. O jovem homem-peixe então prosseguia com um breve agradecimento e um questionamento ao recepcionista, uma vez que a mulher já havia voltado a sala de treinamento. -*Sigh*... Que erro garoto? Você chegou 15 minutos adiantado! Eu juro, se eu ganhasse um berrie para toda vez que um de vocês empolgadinhos chegassem correndo por essa porta, eu já estaria rico… Suspirava, novamente apontando na direção da sala de treinamento, para onde Samehada finalmente prosseguia. Ao adentrar a sala, encontrava quatro pessoas no local (Cinco com ele), além da mulher de cabelos prateados que estava sentada em uma mesa no canto assinando alguns papéis. Algum tempo passava e um homenzarrão adentrava o local, exatamente as 09:00, com 2,12m de altura e sabe-se lá quantos quilos, mas devidamente torneado e musculoso em todos os lugares visiveis de seu corpo.

-Todos de pé! O treinamento vai começar! Pigarreava, limpando algo de sua gargante e prosseguia, em um tom autoritário, devidamente proporcional a posição de instrutor. -Meu nome é Gowd e serei o instrutor dessa turma de recrutas. Para o exercício de hoje, quero que recolham itens específicos pela cidade e os tragam de volta aqui para mim em até 3 dias. Nem mais, nem menos. Se daqui a três dias, as 09:00 da manhã não tiverem entregue os itens, eu pessoalmente garantirei que sejam retirados da nossa causa. Hmm… Parece que só tem 5 de vocês desta vez, mas só temos 4 listas disponíveis… Bom, vou adicionar dois itens a mais a uma das listas e os dois últimos a escolherem farão essa tarefa juntos. Esse é o treinamento final de vocês antes de estarem aptos para sua primeira missão designada, então não falhem, recrutas! Se tiverem alguma dúvida, se virem! Tudo que precisam saber está na lista. Dispensados! Após o término de sua fala, virava de costas e ia até a mesa onde encontrava-se a superior do local, parecia reportar algo a ela. Sobre uma bancada ao lado da porta encontrava-se então 5 listas com 3 itens cadas, o restante dos recrutas pegavam uma cada um, deixando a última para Kiyotaka. -Fufufu… Meu tio já faz parte do exército, eu sei exatamente o que fazer nesse treinamento, uma das vagas já é minha[b] Dizia um dos recrutas, um jovem humano de cabelos liso em uma tonalidade escura e um sorriso sarcástico no rosto, com vestimentas relativamente novas e uma brilhante adaga na cintura. [b]-Boa sorte a vocês, plebes, fufufu! Comentava o rapaz, sendo seguido por outros 3 dos recrutas que também riam como se o rapaz tivesse dito algo engraçado. O último recruta restante, ou melhor, A última recruta, além do homem-peixe, era uma garota franzina com um vestidinho branco gasto, uma feição gentil e cabelos castanho, quase chegando no preto. Por algum motivo a garota passava a ideia de delicada e esforçada ao mesmo tempo.

-Não liga pra ele… É mais um “do centro”, por algum motivo se acha superior a quem vem das extremidades da ilha… Todos os anos tem alguém como ele, já até perdeu a graça… Ahh… Eu realmente queria conseguir terminar o treinamento dessa vez. Percebendo que estava falando sem parar sem nem da chance pro rapaz, a garota corava brevemente, voltando a falar alguns segundos depois. -M-meu nome é Kyanna, e o seu? Essa é a terceira vez que faço esse teste, espero que passe dessa vez e que possamos ser amigos! Ah, eu não deveria ter falado tanto… D-desculp- A garota inclinava-se como fazem os orientais ao pedir desculpa ou saudar alguém, mas acabava acertando a cabeça na bancada durante o processo, devido a sua baixa estatura de 1,59m. “Ouch…” Coçando a cabeça no local do impacto com um sorriso sem graça no rosto, ela esperava a resposta do rapaz. Mas voltando ao objetivo em questão, caso Samehada prosseguisse com o treinamento, na lista que sobrou para ele era possível ler o seguinte:


*Coral congelado Próximo ao porto. Os marujos são rabugentos, mas gentis a uma boa causa

*Pintura da Oficial Natasha Roksolana. Praça Robelyy. Dizem que um certo velho é um fã assíduo da Destilaria Lidochka.

*Lenha Fresca. É possível que a madeira seja fresca? Bom, só tem um jeito de descobrir. Boa sorte em encontrar uma que não esteja congelada.

*Perfume L’Amor. Destilaria Lidochka. Apesar de ser famosa pelos destilados, parece que tem um produto nem tão conhecido assim nesta destilaria.

*Cartão de Aniversário. Clube Ikushoy. A arte é mesmo intangível, talvez alguém por lá já tenha feito um cartão de aniversário.


Como dito pelo instrutor, a lista que ficou para a dupla restante da qual o jovem fazia parte continha 5 itens invés de 3 como as outras, cabia a ele agora saber como dividir as tarefas da lista dentre a dupla, ou se deixaria a garota escolher, caso decidisse prosseguir com o treinamento.

Off e Observações/Considerações:

NPC’s e Afins:

Histórico:

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Re: O Aruanã Revolucionário! Dom Fev 13, 2022 2:14 am
Kiyotaka Samehada


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Nem mesmo a temperatura extremamente gélida de Centaurea era suficiente para esfriar a intensidade de Kiyotaka Samehada, que mesmo sentindo incômodo da friagem em suas escamas tampouco demonstrava esse sentimento no semblante; na verdade, seu espírito acalorado mais parecia fazer com que o homem-peixe sentisse calor ao invés do oposto. Suas roupas evidenciavam ainda mais a sua aparente resistência ao frio, estando vestido com apenas uma jaqueta curta e sem mangas cobrindo o torso, deixando toda sua musculatura exposta àquela brisa congelante.

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Embora um pouco mais ofegante do que imaginava, a princípio, Kiyotaka não tinha dificuldades para chegar numa das bases revolucionárias existentes na ilha, também conhecida como a Delegacia de Polícia localizada no centro da cidade murada. Sendo uma localidade bastante conhecida pela região, Kiyotaka não precisou de orientação para encontra-la visto que o homem-peixe já vivia por ali tinha algum tempo suficiente para seu conhecimento. A simplicidade que envolvia o prédio, igualmente a maioria das coisas presentes naquela grande ilha, era na visão do Samehada um dos maiores atrativos da população residente.

Quando adentrou no recinto policial, fazendo sua introdução em voz alta na sequência, escutou uma senhora humana gritar sobre uma reclamação que estaria para fazer e que o jovem-aruanã deveria aguardar na fila de atendimento. Todavia, antes que pudesse dizer qualquer coisa, o recepcionista do local tomava sua posição e as rédeas da situação; porém, a idosa não parecia querer colaborar, fazendo outra reclamação, mas desta vez carregando um preconceito nítido em suas palavras ao homem-peixe.

"É uma tristeza, mas não uma surpresa, ouvir comentários desse gênero; eu ainda construirei um futuro onde a nova geração não tenha esse comportamento!" guardou o pensamento consigo, seguindo com sua diligência, fazendo desse pequeno momento um combustível extra para sua vontade incandescente.

No entanto, a situação outra vez mudava com o surgimento da oficial responsável pela delegacia. Sua presença imponente era sentida de imediato pelo jovem-aruanã, mas foram suas palavras direcionadas a senhora preconceituosa que o marcaram e trouxeram-lhe seu espanto. Um espanto positivo; admirando com seus olhos a outra mulher humana proteger os mesmos direitos do homem-peixe, conquistando facilmente uma excelente primeira impressão desse último.

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"Mesmo que isso seja um ato do nosso ofício, não posso evitar de querer agradece-la ainda mais. Farei isso numa oportunidade melhor!"

Prosseguindo com suas ações, sendo orientado mais uma vez pelo recepcionista, Kiyotaka seguia para dentro da sala de treinamento, onde encontrava tanto a oficial de segundos atrás quanto um segundo grupo de humanos no seu mesmo aguardo. Ele não sabia como deveria esperar durante os quinze minutos de tempo, sua inquietude sendo uma característica bem perceptível, mas, respeitando ao pedido que a superior lhe fez, o Samehada manteve-se quieto o suficiente para conseguir passar toda a espera sem incomodar os outros.

A chegada do novo homem ao recinto, impondo voz de comando, fazia Kiyotaka rapidamente proceder como tal era ordenado e prestar total atenção as palavras que ouviria. Desde a explicação de como seria a última avaliação de treinamento, as consequências que a falha dessa poderia causar, até o momento em que um dos participantes demonstrava uma confiança arrogante e presunçosa para os demais, retirando-se do local com outros dos competidores aparentemente a sua disposição.

"Uma personalidade problemática, no entanto, desde que esteja lutando em pró das nossas causas, não existirá problemas!"

Ao mesmo tempo que finalmente se dava conta de que ele era o último a pegar sua lista do exercício, também escutava uma segunda voz – mais suave e feminina – fazer um grande monólogo sobre o que aconteceu e sua própria pessoa. Ela se apresentava como Kyanna e demonstrava um comportamento introvertido e atrapalhado, quase um perfeito contraste do homem-peixe extrovertido e dedicado. Na visão de Samehada, a timidez desajeitada da garota chegava a ser engraçada de assistir, não segurando um "Puhuhuhu!" quando ela batia a cabeça em meio ao pedido de desculpas; contudo, não pôde deixar de sorrir – ainda que pudesse ser assustador devido a sua aparência – com a genuína simpatia que a mesma exalava em suas palavras tão ingênuas.

O Aruanã Revolucionário! 2668349383f1f7b3df2bdb87a034c886

Meu nome é Kiyotaka Samehada! Essa é a minha primeira vez! Também não se preocupe com o nosso outro colega, nunca devemos julgar alguém pela aparência! — Ditava com firmeza suas palavras, trazendo confiança e aconselhamento nelas. — Puhuhuhu! Daremos nosso melhor juntos, Kyanna! Faremos bom uso de sua experiência nessa prova, além de fazer do nosso trabalho em dupla uma vantagem sobre os demais! — Continuava triunfante, buscando inspirar mesmo que seja um pouco de confiança naquela tão doce garota. Kiyotaka poderia não possuir quaisquer qualidades inatas para o entrosamento, mas acreditava que possuía um carisma provindo de esforço para usar como guia para os mais necessitados.

Retomando seu foco no treinamento, Kiyotaka enfim pegava sua lista e compartilhava da visão com sua nova parceira. Analisando as informações que recebia, o taticamente inteligente aruanã fazia uma avaliação dos seus objetivos individualmente, depois em coletivo, e por fim se virava para sua parceira com outro sorriso do mais "amigável" possível. — Posso fazer uma sugestão de como procederemos?

Questionaria sua colega, mostrando-a que ela também tinha voz de comando em sua dupla, buscando deixa-la mais a vontade e confortável possível. Se ela negasse, Kiyotaka permaneceria amistoso, esperando ouvir qual ideia a mesma teria em mente; no caso dela aprovasse, o Samehada prosseguiria com sua fala — Minha sugestão é de procurarmos pelos itens sempre juntos como dupla; sim, embora separados possamos cobrir dois objetivos ao mesmo tempo, acredito que juntos teremos suporte um do outro para qualquer dificuldade que apareça. — Pausava sua explicação, deixando que Kyanna processasse toda a informação antes de continuar. — No mais tenho algumas outras ideias em mente, porém gostaria de explica-las mais para frente, compreende? — A questionaria mais uma vez, somente para ter a certeza da aprovação dela.

Puhuhuhu! Muito bem! Vamos começar pelo coral congelado, rumo ao porto! — Proclamava, correndo em prontidão à saída da delegacia, em sua velocidade máxima; porém, irrompendo sua corrida na porta do lugar a fim de esperar sua companheira. — Desculpa correr assim, no entanto, quanto mais rápidos conseguimos realizar nosso objetivo teremos mais certeza de garantir nossos lugares na revolução! Puhuhuhu... — Ria um tanto envergonhado no final, mas nada que abalasse sua confiança tremenda. — Enquanto andamos, porque não conta mais sobre você? Quais razões a levaram a se juntar ao Exército Revolucionário? — Terminava, incentivando Kyanna a continuar seu mónogolo sobre si mesma, aproveitando da caminhada rumo ao porto para conhecer mais sua nova companhia.


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Última edição por Revescream em Qua Fev 16, 2022 11:49 am, editado 1 vez(es)
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Re: O Aruanã Revolucionário! Seg Fev 14, 2022 4:37 pm



Novas amizades, mesmos problemas




O homem-peixe absorvia tudo que lhe acontecia e prontamente dispunha-se a prosseguir com o requerido, iniciando uma bravata em direção ao porto, interrompendo-a próximo a porta para voltar a falar com a moça que, distraída como bem era, finalmente se tocava que deveria seguir o rapaz. -T-tudo bem, seguiremos a sua ideia, talvez uma nova perspectiva sobre essa tarefa seja justamente o que me faltou das outras vezes! Respondeu a moça, concordando com o plano. Após a breve corrida empolgada, ela voltava ao monólogo ao se juntar a Kiyotaka em sua ida ao porto. -Outros ideias…? Bom, tudo bem, confio em você! E não tem muito bem um motivo ou razão para o meu alistamento, por assim dizer… E-eu só não gosto de ver injustiças, ao ponto de tentar resolvê-las com as próprias mãos se preciso for, o que não dá muito certo muitas vezes e por isso falhei tantas vezes na prova… O semblante da garota refletia uma melancolia quase palpável, o que era seguido de alguns segundo de silêncio, até que ela dava dois tapinhas em seu próprio rosto como alguém tentando acordar e forçava um sorriso, talvez um assunto delicado para a moça? Quem sabe. De qualquer forma, ela devolvia a pergunta, questionando ao rapaz. -E você? Algum motivo em especial para querer se juntar a causa? Apesar de forçado, seu sorriso não tinha malícia, era simpático, na medida do possível. Enquanto conversava, o porto apontava no horizonte e chegavam ao destino pretendido. O local estava devidamente movimentado, mesmo de manhã, com alguns pescadores que possivelmente vinham de ilhas próximas tentando vender seus peixes ao mercadores locais, enquanto alguns marujos executavam reparos em barcos, outros carregavam caixas para dentro dos barcos e alguns outros apenas encostados contra algumas dessas caixas, talvez esperando por ordem de alguém, ou simplesmente matando serviço ao ar livre.

*Praaak!* *
Triim*


Um barulho alto podia ser ouvido não muito distante de onde a dupla se encontrava, logo perto da entrada por onde vinham, como se frascos de vidros tivessem se chocado ao chão, um trabalhador novato havia deixado cair uma das caixas enquanto a transportava até um dos navios. -Fred… Eu te falei pra ter mais cuidado com essas caixas, não falei? Você sabe o que está nelas? O futuro eu te digo! O futuro desse lugar! Uma única caixa dessa pode alimentar dezenas de famílias aqui, sua mula! Sai da minha frente, imprestável! Argh. O dono da fala era um homem baixo, já de idade avançada mas com um corpo de fazer inveja a qualquer artista marcial, com uma camisa de botões com as mangas dobradas até o cotovelo, um fumacento cachimbo na boca e uma boina branca com a aba preta, um estereótipo perfeito de um marujo. (Imagine o Popeye) -Vocês dois ai! Assumam o lugar desse imprestável, só falta mais quatro caixas e esse merda consegue quebrar uma, tsk! Estalava a lingua tão sonoramente que mesmo devidamente distante a dupla conseguiu ouvir. -Eu devia ter recrutado alguém experiente, mas nããão, vamos chamar o sobrinho de um conhecido que não vejo a anos para me ajudar porque ele precisa de serviço, vamos sim… Argh! Merda! Socava o ar o homem após sua queixa, como se a dupla recém chegada tivesse algo a ver com a suas decisões passadas. -Quando terminarem de colocar as caixas perto da rampa do navio, voltem aqui, tenho mais serviços para vocês. Sério, não sei de onde saiu tanta gente nova, agora pouco mesmo venho um riquinho todo pomposo “demandando” que eu entregasse uma garrafa do meu estoque favorito pra uma tarefa da polícia. E eu lá tenho cara de quem obedece alguém?! Porcaria de novatos… Eu juro, as vezes não sei o que passa naquele cabeça de músculos do Gowd mandando esses recrutas aqui toda vez, Tsk! Talvez o homem estivesse confundindo a dupla de recrutas com alguém que ele estava esperando? De qualquer forma, a garota olhava para o homem-peixe, como se esperasse pela decisão dele de como prosseguir.

-Huh… Bom, acho que você é o lider da nossa dupla, então o que faremos, líder? Hihihi.

Voltava a sorrir como antes a garota, brincando com a hierarquia recém formada do duo, parecendo ter tirado da cabeça seja lá o que tivesse mudado seu humor anteriormente. Distante, a dupla poderia perceber um dos outros recrutas que seguiu o almofadinha que havia esnobado os dois anteriormente, um rapaz loiro ia de barraca em barraca no porto, parecia estar procurando por um produto específico, mas não havia notado a dupla recém chegada, mesmo com a comoção toda que acontecia instantes atrás, como dito anteriormente, o porto era bastante movimentado com gente gritando para todos os lados sobre suas próprias tarefas e guiando onde cada coisa deve ir, era dificil notar algo específico se o foco não fosse totalmente naquilo.

*Kwak! Kwak!*

No ar, passando sobre o porto, um bando de gaivotas compunham a típica melodia encontrada em portos com seus barulhos animalescos, como se a natureza recepcionasse a todos ali com seus sons naturais, criando quase uma orquestra com o som do mar que se chocava contra algumas estruturas próximas. Bom, como a dupla prosseguiria perante tal cenário estava agora nas mãos do aruanã, uma vez que, mesmo brincando, a garota deixava a decisão final para o rapaz. Ajudaria com as caixas para tentar cair nas graças daquele rabugento senhor? Ou iria esclarecer o erro do homem e tentar obter alguma dica sobre o item na lista de tarefas?
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Re: O Aruanã Revolucionário! Ter Fev 15, 2022 2:31 pm
Kiyotaka Samehada


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A melancolia que a garota exalava ao relembrar de seus fracassos quase chegava ao jovem-aruanã, quase, senão fosse pelo otimismo incessante que este apresentava desde aquela manhã, porém ainda era suficiente para que Kiyotaka e seu entusiasmo tentassem não adentrar mais naquele assunto tão delicado. — Fico contente de ouvir isso, Kyanna! A Revolução precisa de membros com atitude e desejo de lutar pelo correto, mesmo que simples ainda são objetivos muito nobres! — Comentava em resposta da gentil moça, antes de ouvi-la também perguntar sobre as razões do Samehada para a Revolução.

Motivo especial?! Além de compartilhar do mesmo sentimento que a senhorita em relação as injustiças, acredito ser do meu dever como Homem-Peixe lutar pelos direitos igualitários de uma coexistência entre as raças, derrubar a principal fonte de discriminação e preconceito do mundo inteiro é a nossa grande missão! Puhuhuhu!

Respondendo a sua própria pergunta, que tinha sido jogada contra ele pela jovem moça, e ainda mantendo seu vigor no pico máximo, sua caminhada em direção ao porto era quase uma marcha militar, no entanto, com Kiyotaka fazendo esforço para controlar sua empolgação antes que provocasse uma comoção desnecessária. A movimentação constante do lugar, embora com o horário da manhã fosse uma surpresa, trazia recordações nostálgicas dos antigos colegas do Samehada durante os tempos de guerra em sua terra natal; tamanha agitação desde muito cedo, levando-se equipamentos e montarias de um lado enquanto mantimentos e armas iam para o outro, ainda mostrando certo grau de organização para evitar uma desordem... "Parece que faz muito tempo..."

Irrompendo de seus pensamentos, o barulho alto de uma caixa sendo espatifada no chão atraia todo foco do homem-peixe para a região de origem da voz. Um dos marujos reclamava pesadamente sobre outro mais novo dos trabalhadores, e quando avistava a dupla protagonista chegando, solicitava que os recém-chegados ajudassem no serviço. Kyanna, ainda que em tom divertido, proclamava Kiyotaka como líder da missão, levando-o a encara-la durante alguns segundos surpreso antes de permitir outra risada escapar.

Puhuhuhu! Tomarei a responsabilidade desse cargo com seriedade! — Retrucava, com seu típico vigor alto-astral, ainda que parecesse ter entrado na brincadeira da garota, o aruanã estaria realmente levando a sério aquela nomeação. — Faremos o bem sem olhar a quem! Prestar serviços a nossa comunidade não é um dever secundário, é também uma prioridade constante! — Falava para sua companheira, deixando claro qual era sua resposta ao pedido do marujo. Na sequência, Kiyotaka partiria em direção ao marujo diminuto e se colocaria de frente para esse na posição de soldado.

Sou Kiyotaka Samehada! A disposição do serviço! Puhuhuhu! — Apresentava-se, transbordando seu carisma otimista, esperando que sua colega fizesse o mesmo na sequência. — Nos aponte quais são as caixas e faremos o nosso melhor! — Terminaria, esboçando um pequeno sorriso de dentes afiados.

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Fazendo jus aos seus atributos de força e prontidão ao dever, o homem-peixe iria até uma das caixas solicitadas e pegaria uma a fim de avaliar o peso da carga. Se fosse muito leve para seus braços, ele pegaria duas caixas e as colocaria por debaixo do braço para que não deslizassem de seu aperto; no entanto, caso fosse uma carga média ou pesada, o homem-peixe carregaria somente uma com seus dois braços, enrijecendo os músculos de seu estilo de luta para aumentar sua força ainda mais. Kiyotaka levaria as caixas para próximo da rampa do navio, conforme tinham pedido, realizando o caminho de ida e volta quantas vezes fosse necessária para completar esse serviço.

Quando terminasse sua parte, enquanto descansaria um pouco, o aruanã prestaria atenção ao desempenho de sua dupla, observando se a mesma passava por alguma dificuldade ou precisava de orientação. Em todos os casos, estando sempre de prontidão e com reflexos apurados, Kiyotaka não hesitaria em correr para auxiliar sua colega. — Não existe vergonha em pedir ajuda! Apenas reconhecendo isso progredimos com nossos objetivos! — Falaria em incentivo, continuando a encorajar sua dupla mais introvertida. Muitos poderiam dizer que era irritante ou até mesmo chato esse jeito do Samehada, no entanto, o mesmo também sabia que não existia ninguém no mundo que não gostasse de ser elogiado e ficasse motivado de alguma forma, por isso nunca cogitou em mudar esse comportamento ainda que o reconhecesse.

Após terminar essa pequena tarefa, Kiyotaka voltaria a ficar de frente com o marujo diminuto. — Serviço concluído! Mais alguma pendência, senhor? — Perguntaria em tom firme, demonstrando respeito e aguardando por uma resposta. — Aliás, com toda licença, por acaso o senhor sabe dizer onde podemos conseguir um coral congelado? Precisamos disso para nossa boa causa em pró do Exército! — Faria o questionamento seguinte, mantendo a sonoridade respeitosa na voz, esperando pacientemente ao lado de sua parceira.


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Última edição por Revescream em Ter Fev 15, 2022 7:27 pm, editado 1 vez(es)
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Re: O Aruanã Revolucionário! Ter Fev 15, 2022 7:22 pm



Jackpot! Dois pelo preço de um.



A garota ria com a resposta do homem-peixe, em partes pela seriedade com a qual ele respondia, em outras pelo fato dele ter entrado em sua brincadeira. Os dois prosseguiram com a tarefa então e, como era de se esperar, Samehada não tinha nenhum problema com as caixas, que eram relativamente leves, pelo menos para ele, mas ainda assim, levar duas seria problemático, então prosseguiu levando apenas uma, não pelo peso, mas sim pelo tamanho da caixa, de forma que não caberia duas entre seus braços. Após levar duas das cinco, percebia que a garota também já estava se direcionando para a segunda caixa e, notando isto, ela sorria para ele. -Ah! Eu trabalhei no campo com minha familia durante boa parte da vida, estou acostumada com serviços braçais. Explicava ao rapaz. Apesar de franzina, a garota era um pouco mais lenta que o jovem na execução do serviço. Cerca de 15 minutos depois, eles tinham terminado o serviço devido a distância que a embarcação encontrava-se e, prontamente, o ruivo questionava o ranzinza marinheiro sobre o item que havia ido até ali procurar. -Rá! Então vocês também são recrutas?! Puta merda… Peço perdão pela confusão, estava esperando dois trabalhadores novos e fui alertado sobre um deles ser “diferente”, então achei que pelo fato de você ser um homem-peixe era você… Enfim… Uma boa causa, huh? Surpreendentemente, o marujo parecia estar bem mais calmo que anteriormente e bem mais receptivo. De fato, parecia que as dicas contidas na lista eram verdadeiras, uma vez que realizando uma boa ação o homem se tornava bem mais receptivo a dupla. -Coral congelado.. Vocês não fazem a mínima ideia do que é isso, não é? Hah… Aposto que aquele cabeça de musculos do Gowd ta aprontando algo de novo, afinal, é “aquela” época do ano… Tragando seu cachimbo, o homem soltava lentamente a fumaça na direção oposta da dupla. -Esperem aqui um instante. Normalmente eu cobraria uma pequena fortuna por este item, visto que é da minha coleção especial, mas… Ah, que seja! Uma boa ação por uma boa ação, não é rapaz? Gyahahahihi!

*Tring Traak Trink*

Barulhos de garrafas eram ouvidos através da porta na qual o senhor havia se enfiado, como se estivesse procurando algo em uma adega. Enquanto ele estava ausente, a moça voltava a falar com o lutador, com uma das mãos sobre o queixo, como se estivesse analisando algo. -Estranho… Ele disse que o que estávamos carregando era para o futuro da ilha, certo? Mas não vejo a presença de ninguém do exército, se é tão importante assim, porque não tem ninguém aqui, nem que seja pela segurança? Pouco a pouco, a personalidade da moça ia se desvendando e, cada vez mais, ela parecia ser o exato oposto do explosivo e empolgado homem-peixe, sendo alguém mais contida e analítica. Como efeito de polaridade, talvez essa dualidade de opostos fosse justamente o que fazia a dupla dar tão certo logo de cara. Assim que terminava de externar seus pensamentos, o homem retornava com duas garrafas, uma que parecia ser algum tipo de bebida de coloração azul translúcida, quase como se alguém tivesse feito algum tipo de mágica no líquido e pequenas bolhas de ar que lembravam bastante a estrutura de corais flutuavam entre o líquido do fundo da garrafa até a boca em um ritmo quase hipnotizante. -Aqui, seu Coral Congelado. Eu faço apenas três desses durante o ano e acabo guardando para ocasiões especiais e, bom… Acredito que seja uma ocasião bem especial, se o Gowd pediu para vocês coletarem isso pelo motivo que acredito ser, mas não vou estragar a surpresa. Entregando a garrafa a Samehada, o velho direcionava-se então para a garota, entregando-a um frasco de vidro em formato de coração com uma coloração escarlate que, mesmo completamente fechado, exalava uma fragrância doce, como um perfume francês feito para durar dias sem se banhar. -Aqui, levem isso também, como um pedido de desculpas pelo mal entendido… É um dos novos produtos da destilaria, passou a ser produzido apenas a algumas semanas atrás. Eu estava guardando para dar para minha senhora no aniversário dela, mas… Tragava novamente o senhor, fitando o céu com um sorriso tristonho no rosto, como se tivesse lembrado de algo doloroso. -Bom! Não vem ao caso e já ocupei demais o tempo de vocês. Vão, xô xô, já ouviram demais desse velho rabugento, vão curtir a juventude de vocês. Ei! Você ai! Pra onde diabos acha que ta levando isso? É pra doca 2B, não 2C, seu imprestável! Não sabe ler?! Fazendo um sinal de mãos para que a dupla saísse, o velho parecia voltar ao seu rabugento normal e passava a gritar com um dos que pareciam ser seus funcionários novamente.

-Olha, jackpot! O outro frasco que ele me deu é o Perfume L’Amor! Isso também está na lista, certo?!

Comentava a garota com o lutador, dando pequenos saltinhos de felicidade, apenas para corar completamente após essa ação, como se tivesse fazendo algo que normalmente não faz. -D-desculpa, acabei empolgando um pouco quando percebi que podemos realmente passar no teste final dessa vez! Comentava ela, ainda corada por suas ações anteriores. -Bom, com isso já temos dois itens da lista! E isso me lembra sobre um item específico que tem lá… A lenha… Hmm… Se não se importar, sei que disse para seguir sua ideia, mas o que acha de irmos atrás dela a seguir? Eu tenho uma ideia de onde encontrar uma nessa época do ano, tem uma pequena floresta que não congela perto das fazendas da ilha. A postura da garota mudava, parecia centrada e com uma empolgação extra após o último sucesso, sendo praticamente impossível lembrar daquele expressão melancólica que apresentou instantes antes durante a caminhada. -Teremos que passar pela Praça no trajeto, então já podemos tentar a pintura tamb- tentava concluir sua fala a moça, sendo interrompida por um homem alto, com um sobretudo marrom e óculos escuros, além de uma cartola preta na cabeça.

-Perdão, estava distraído.

-A-ah, sem problemas…

Respondeu Kyanna, que continuou olhando o homem até que ele se afastasse dela em meio ao “mercado” que se estabelecia no porto. -Você notou algo de estranho naquele cara? Eu senti um calafrio quando olhei pra ele… Esquisito. A última vez que senti isso… Parava sua fala, fazendo um não com a cabeça e sorrindo como se para disfarçar seja lá o que pretendia dizer. Caso o líder da dupla decidisse por seguir a indicação da moça, chegaria até a praça(É parte do caminho até a fazenda) sem muitos problemas e, diferente do resto da ilha, o local parecia até mesmo ser completamente desconexo do resto do território. Pontes ornamentadas com um luxo digno de palácios reais, esculturas feitas a mão por artistas que certamente seriam renomados, até mesmo estátuas de pratas era possível ver espalhadas pelo local, algumas até com certas pichações, pois representavam pessoas que serviam ao governo antes da gestão atual mas que, por algum motivo, haviam decidido deixar tais estátuas por ali.

*Murmurinho, murmurinho*

Era possível ouvir diversas conversas distintas, não sendo possível entender de fato nenhuma delas devido a quantidade e simultaneidade com a qual eram feitas. Na praça em si, alguns casais trocavam juras de amor enquanto admiravam algumas das obras expostas, outros apenas fitavam o horizonte através da ponta enquanto abraçados, alguns pais vigiam os filhos que corriam espalhados por ai e outras famílias faziam piquenique na grama do local. Mais ao centro, era possível ver alguns artistas de rua performando, alguns cuspiam fogo, outros dizem ler seu futuro, enquanto outros pintam retratos a quem quer que lhe pagassem o devido valor. Mas, destoando bastante de tudo isso, encontrava-se um senhor de idade avançada que dormia sobre um papelão encostado contra uma parede, com um frasco de bebida vazio jogado ao lado. Algumas mães afastavam seus filhos de perto do local, como se de alguma forma aquele “mendigo” fosse lhe fazer algum mal, apesar de, aparentemente, estar apenas dormindo ali, possivelmente devido a bebida.

Todavia, caso o líder decidisse seguir algum outro objetivo, o caminho estava livre e ainda iria dar 11:00 da manhã, então tinha tempo de sobra para qualquer que fosse sua escolha. Para ir à praça, bastava seguir a direita por onde havia vindo, seguindo as placas que indicavam o trajeto. Seguindo reto por onde haviam vindo, poderiam chegar até o Clube Ikushoy, apesar da caminhada ser mais longa. A esquerda do porto era um caminho que levava até a parte exterior da cidade, próximo ao muro, região popularmente conhecida por ser mais precária e que era onde Samehada residia no momento, assim como os demais recrutas do exército. Era uma medida da instituição para mostrar ao povo que, mesmo soldados eram vistos como “gente como a gente”, vivendo na parte mais suburbana da cidade invés de próxima ao centro, onde quem tinha mais poder aquisitivo residia.
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Re: O Aruanã Revolucionário! Qua Fev 16, 2022 11:39 am
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A realização do trabalho braçal era mais rápida do que Kiyotaka tinha imaginado, não levando mais do que quinze minutos para todo serviço ser concluído, levando esse a retribuir o sorriso para quem ele acreditava ser uma das principais razões daquele sucesso em conjunto. "Incrível! Kyanna, você provou que minha preocupação era uma tolice." O pensamento ressoava com pouco de orgulho no homem-peixe, embora também ficasse envergonhado dessa sua atitude, percebendo que talvez, inconscientemente, estivesse julgando sua parceira como alguém frágil e indefesa. "Ela também é forte de sua própria maneira, uma força que vai além da física..."

Deixando esses pensamentos de lado, Kiyotaka voltava a prestar sua atenção na resposta do velho marujo ao seu questionamento anterior. Quando revelava ser tudo um grande mau entendido, principalmente em questão do fator racial, o semblante entusiasta do homem-peixe diminuía um pouco, mas não o suficiente para ser notado pelos demais, retornando a sua normalidade logo depois de escutar as boas falácias do homem diminuto. "Exatamente! Fazer o bem atrai o bem, não importa a quem!"

Permanecendo a espera do velho que saía de cena, Samehada e Kyanna ficavam sozinhos mais uma vez, momento este que a jovem humana compartilhava uma linha de raciocínio muito diferente do que o rapaz-aruanã tinha pensado até então. "Ué... Imaginei que ele tinha dito isso como forma de se expressar... Seria isso tudo realmente tão importante?" Não conseguia esconder sua face em choque, enquanto tentava compreender a lógica de sua colega, tudo parecia seguro na concepção do ruivo, mas reconhecia a sensatez por detrás daquele pensamento e a percepção especial que Kyanna demonstrava possuir para com os detalhes.

O Aruanã Revolucionário! Konobi-anime

Antes que Kiyotaka pudesse fazer qualquer comentário em resposta a sua colega, o velho marujo retornava com duas garrafas diferentes em mãos. A primeira, devido a translucidez do recipiente, era facilmente identificada contendo um coral congelado em seu conteúdo, sendo entregue ao próprio Samehada que animosamente guardava no bolso interno de sua jaqueta; a segunda, possuindo um formato estranho de coração, era descrita como um dos novos produtos da destilaria de Centaurea, sendo também reconhecida por Kyanna como um dos itens solicitados na lista de objetivos da dupla.

PUH-HUHUHUHU!! Esse é o espírito! Manteremos o ritmo e seremos aprovados nesse teste final! — Fosse para maior constrangimento de Kyanna, o homem-peixe gargalhava pela reação exaltada e tímida de sua colega, antes de esboçar um largo sorriso quando escutava uma sugestão vinda da mesma garota. — Incrível! Apenas mostre o caminho e eu irei segui-la! — Respondia genuíno, ouvindo-a também relatar sobre a praça que teriam de visitar em breve e uma possível oportunidade de buscar pelos demais itens; contudo, Kiyotaka sequer notava a presença do indivíduo misterioso até esse esbarrar com Kyanna no caminho, interrompendo quaisquer falas que pudesse ter, resultando num pedido de desculpas antes de tal homem desaparecer em meio a multidão.

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A dupla de olhares tinha acompanhado o desconhecido até esse sumir de vista, no entanto, enquanto a garota humana mostrava ter sido um pouco intimidada o jovem homem-peixe detinha um semblante "estranho" no rosto. Suas feições mostravam que este ainda estava muito otimista, nada de errado até então, porém, elas também estavam paralisadas enquanto seu olhar continuava fixo no ponto onde o homem de sobretudo tinha saído. "Eu não tenho um bom pressentimento sobre ele." Seus pensamentos transbordavam a desconfiança que sentia daquele pequeno incidente, quase como uma intuição ruim que acreditava possuir nessas exatas circunstâncias.

Quando tratava-se de humanos, ainda que não mudasse seu comportamento entusiasmado e simpático do habitual, Kiyotaka não conseguia evitar de presumir coisas terríveis sobre eles sem que houvesse uma boa primeira impressão. Seu passado como médico em guerras tinha sido uma experiência das atrocidades que os seres humanos podiam causar, tendo vivenciado muito tempo desse ambiente hostil e desenvolvido um sentimento ruim para com eles em seu subconsciente. Os membros do Exército Revolucionário, exemplo de Kyanna e Gowd, tinham sido uma exceção tanto pela diligência que compartilhavam com o homem-peixe quanto pelas suas atitudes no primeiro encontro com eles, a primeira exalando inocência e o segundo justa autoridade, respectivamente.

Quando percebeu que tinha ficado em silêncio durante um tempo considerável, Kiyotaka reagia dando outra de suas risadas compulsivas para quebrar o clima estranho ali instaurado. — Puhuhuhu... Não devemos julgar ninguém pelas aparências, incluindo suas vestimentas! — Forçava um conselho moral a ser dito, buscando voltar ao seu típico vigor anterior. — De qualquer forma, está tudo bem consigo? Não se machucou ou deixou nada cair nesse tombo? — Perguntaria com leve preocupação, antes de fazer um pequeno salto repentino ao se lembrar de sua profissão. — Minha nossa! Esqueci completamente de mencionar isso! Eu sou um médico profissional no tratamento de ferimentos de quaisquer gravidades, no entanto, ainda tenho que estudar mais afundo sobre enfermos e medicamentos, se precisar de algum cuidado estarei a sua disposição! PUH-HUHUHUHU! — Oferecia com seu entusiasmo outra vez elevado, sendo notória a felicidade que o aruanã tinha em dizer sobre seu ofício primário, afinal, era uma das principais características que faziam Kiyotaka Samehada ser a pessoa que este demonstrava.

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Retomando finalmente o caminho principal, o ruivo voltava a encarar os arredores enquanto rumava em direção a praça local. A movimentação do lugar também era impossível de passar desapercebida pelos olhos do revolucionário, que não segurava a sua risada deliberada com a simples visão, fazendo logo comentários sobre tudo que enxergava. — As vezes me esqueço completamente do quão bela e rica é a praça de Centaurea. E parece que estamos na temporada dos casais, com muitos comerciantes e futuras famílias aproveitando a época, observar tanta paixão e prosperidade me faz agradecer por estar junto aos Revolucionários. — Suas palavras ressoavam numa sonoridade tão mansa e contida que somente quem estivesse próximo poderia ouvi-lo, muito diferente do barulhento e energético tom de seu costume que era ouvido até da esquina. As feições do homem-peixe estavam pacíficas a sua maneira, realmente aproveitando daquela visão quase privilegiada...

... Até que a visão destoante do velhinho sem-teto partia o semblante e o coração do jovem-aruanã. Empatia não era uma de suas qualidades mais destacadas, muito pelo contrário, alguns poderiam dizer que seu heroísmo era praticamente um defeito. Não desejava importunar o senhor que estava adormecido, mas também sentia que precisava fazer alguma coisa. "Uma desculpa! Preciso de uma desculpa para acorda-lo!" Sua mente buscava várias alternativas possíveis, mas nenhuma parecia ser muito educada em fazer, até que uma breve lampejo de memória acontecia. — Espera, aproveitando que estamos na praça, podemos buscar pelo quadro de... De quem mesmo? — Questionava retoricamente, ainda se dirigindo a sua colega, enquanto pegava a lista de sua jaqueta para revisar seus objetivos. — Puhuhuhu! Pintura da Oficial Natasha Roksolana! ... "Dizem que um certo velho é um fã assíduo da Destilaria Lidochka."... Que tipo de informação é essa? — Comentava, mantendo a última parte sair num sussurro e voltando seu olhar da lista para Kyanna. — Acredito que devemos perguntar sobre esse quadro... Mas todos parecem estar ocupados com seus lazeres... Exceto aquele senhor! — Apontava na direção do sem-teto, sorrindo ao ver que conseguia estabelecer uma razão para ir até o mesmo verifica-lo, saindo de prontidão em sequência na direção do velho.

Chegando ao seu alvo pretendido, Kiyotaka não teria pudor em se aproximar e balançar ligeiramente o corpo na intenção de acorda-lo. — Bom dia! Peço desculpas por incomoda-lo, poderia nos ceder um momento? — Questionaria, continuando seu balanço até que despertasse o idoso. — Está precisando de alguma ajuda externa? Quero dizer... Também poderia nos informar sobre uma pintura de Natasha Roksolana? — Questionava sem jeito, tentando não parecer estranho com sua preocupação repentina ao próximo, aguardando em seguida por uma resposta de suas ações.


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Re: O Aruanã Revolucionário! Qua Fev 16, 2022 11:43 pm



Afogando a tristeza a base de álcool



Ouvindo o comentário do rapaz sobre seu oficio, a garota sorria, respondendo em um tom quase inaudível -Queria saber algo legal assim também… No máximo sou uma “perceptora”. Sorria ao terminar a frase, mesmo que talvez o homem peixe nem sequer tivesse a ouvido. Já na praça, embriagado em meio a fortuna de elementos que constitui o local, entrava num breve devaneio o rapaz, despertando dele instantes depois para decidir a próxima ação a seguir. -Ah..! O quadro! Será que o tal “velho” da dica é aquele senhor? Vamos! Concordava a garota, com um entusiasmo contido, mas que aos poucos deixava de sentir tanta vergonha de mostrar esse seu lado mais animado, talvez pela intimidade recém forjada com o rapaz, ou apenas pelo fato dele radiar esse tipo de comportamento, contaminando de forma positiva a todos que o cercam. Após ser acordado, o senhor parecia estar desnorteado com o súbito despertar.

*Hic*
-Mas em…? Hã? O que?*Hic* Ajuda? Não, não, não preciso de ajuda não meu jovem… Sobre o *hiccup* Q-quadro… Eu posso pintar ele pra você, pelo preço*hic* certo

Soluçando, possivelmente sendo a garrafa vazia próxima a ele o motivo, ele pegava o objeto e balançava para a dupla, como se indicasse que queria mais bebida em troca do quadro. -Tem um *hiccup* boteco aqui perto… Mas a dona não me vende mais birita… Me traga uma garrafa de destilado de batata e te darei *hic* a melhor pintura que esses velhos ossos podem fazer! Hihaha! *Hic* respondia o senhor, sentando-se ao escorar na parede, como se lhe faltasse equilíbrio suficiente para permanecer de pé. -Hãn… K-kiyo… P-posso te chamar assim, né? Eu sei que disse para não julgar pela aparência ainda agora, mas será que podemos mesmo confiar nesse senhor? Ele nem consegue ficar de pé, quem dirá pintar algo, ainda mais um retrato da Oficial Superior! Em um tom baixo, com as bochechas coradas devido ao uso do “apelido” com o qual chamava o jovem, Kyanna até se inclinava para falar em um volume que o senhor não ouvisse. -O que está cochichando ai mocinha? É sobre o pagamento? Eu tenho dinheiro, mas aquela dondoca maquiavélica não me *hic* deixa comprar bebida! Respondia ele, tirando um saquinho com dinheiro suficiente para pagar pela bebida e até um pouco a mais, deixando-o a sua frente.

*Pok pok pok pok*

Não muito distante, uma criança aproximava-se do trio, uma menina bem nova que parecia ainda estar aprendendo a utilizar o salto que trazia nos pés e por isso acabava por ser bem barulhenta. Ela se aproximava do lutador, puxando sua blusa levemente para atrair a atenção do jovem. -Moço! Moço! Você nada bem? Eu quelu nadar mas mamai diz que sou muito nova… Atrás da garota, uma mulher adulta se aproximava rapidamente, tomando a garota nos braços. -Vanessa! Já disse para não conversar com estranhos! Mil perdões, ela deve ter ficado curiosa por sua aparência, me perdoe mesmo, ela não quis ofender! Sem saber nem ao menos se o rapaz havia se ofendido ou não com a pergunta, a mãe da garota rapidamente se desculpava pela fala da filha, curvando-se levemente enquanto pedia desculpas. -Eu fiz algo elado mamai? Questionava a garotinha, sem entender a situação. Uma risada era ouvida em sequência, vindo do lado do rapaz. Aparentemente a situação era bem cômica para sua companheira, que respondia no lugar do rapaz. -Vanessa, não é? Que belo nome! E tenho certeza que o Kiyo sabe nadar muito bem, talvez até te ensine depois, mas só se você se comportar e ouvir a “mamai”, não é, lider? em um tom de brincadeira, dava uma risada mais modesta cobrindo o rosto a garota, enquanto dava uns “tapinhas” nas costas do rapaz. -Verdade?! Então me compotalei! Obrigado moço!

*Snóóór*

Nesse curto intervalo de tempo, contudo, o senhor voltava a cair no sono, roncando ao ponto de ser audível ao grupo que por ali se formava. -Pobre alma… Depois que perdeu sua mulher e filha o Seu Cláudio passa os dias por aqui, bebendo até que o álcool o faça apagar novamente… Comentava a mãe da curiosa garotinha, com um olhar triste no rosto. -Uma pena, de verdade. Seu dom artístico não era rivalizado por ninguém da ilha. Dizem que uma de suas pinturas foi comprada até mesmo por um nobre de um reino distante. Finalizava sua fala, colocando Vanessa no chão novamente, que corria em volta do homem-peixe enquanto “fugia” de Kyanna, que entrava na brincadeira tentando pegar a garota.

Caso a dupla resolvesse ir até a loja, ou se o lutador fosse sozinho, poderia encontrar o tal “boteco” sem muita dificuldade, pois tinha uma enorme caneca de chopp desenhada num letreiro não muito distante da praça, logo na saída à esquerda. Uma mulher adulta estava atrás do balcão, enxugando algumas canecas que parecia ter recém lavado com um pano de prato. -Olá, bem vindo(s) ao Caneca Furada, apesar do nome, espero que mantenham a caneca sempre cheia enquanto estiverem por aqui, gahaha! O que vão querer hoje? Dizia a mulher, quase como uma resposta automática de um atendente de telemarketing.
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Re: O Aruanã Revolucionário! Sex Fev 18, 2022 8:05 pm
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Diante a situação precária do velho que abordava, Kiyotaka exibia mais um lado diferente do seu barulhento e energético comportamento habitual. A suavidade presente nos olhos ensolarados, sua atenção especial quando escutava as palavras do idoso necessitado, e a compostura mais paciente e gentil eram notórias vindo do homem-peixe. Quando assumia seu ofício como médico, quase parecia que uma outra pessoa tomava o corpo do Samehada. A preocupação também não deixava totalmente sua feição, mas um suspiro denunciava que a resposta do velho era suficiente para Kiyotaka não recorrer a nenhum centro médico da ilha com ele em suas costas.

"Nenhum morador do centro de Centaurea deveria estar nessas condições, isso não é normal..."

No entanto, para sua surpresa e felicidade, mesmo nas condições de embriaguez que se encontrava, aquele velho rapidamente entendia a mensagem ao ser perguntado sobre uma pintura, levando ao Samehada acreditar que tal velho deveria realmente possuir alguma conexão estreita com seu objetivo principal. O jovem-aruanã estava tão imerso em seus pensamentos que somente balançava a cabeça em aprovação das palavras de Kyanna, tanto em resposta ao apelido íntimo quanto a confiança em cima do sem-teto, embora ainda prestasse atenção nas palavras de todos a sua volta.

"Mesmo com dinheiro a proprietária se recusa a vender? Isso pode ser algo realmente grave..."

Antes que pudesse continuar especulando as razões do velho e da bebida, Kiyotaka era tirado de seus devaneios ao escutar uma série de pisos altos em sua direção, virando-se de lado ao também sentir alguma coisa puxando sua jaqueta. — Nada bem? — Questionava confuso, não sabendo como seguir a pergunta da garota antes dessa ser levada pelos braços de uma mulher que também chegava ali. A situação era no mínimo cômica de assistir, Kiyotaka reconhecia, e Kyanna parecia ser quem mais se divertia com aquela visão, terminando aquela cena com uma promessa divertida sobre natação.

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Oh, claro, claro! Puhuhuhu! — Concordava um pouco desajeitado, mas visivelmente positivo com o que estavam fazendo. Na verdade, ainda que soubesse que Kyanna estava apenas se divertindo – sendo outra visão que Kiyotaka estava apreciando muito de sua companheira antes tímida – o jovem médico estava realmente levando aquela promessa de natação a sério, dependeria apenas de surgir uma oportunidade para que todos eles pudessem entrar sob tutela de natação com o próprio rapaz-aruanã.

Nesse meio tempo, o velhinho embriagado retornava ao seu cochilo de outrora. A mãe da pequena garota comentava um pouco mais a respeito sobre o velho, explicando quais circunstâncias infelizes o levaram àquele estado, além de confirmar as suspeitas da dupla sobre a relação do senhor com a pintura. — Não fazia ideia do que tinha acontecido, é realmente triste essa situação. — Retrucava de forma leve, enquanto acenava com a cabeça em sinal de concordância e agradecimento. — Buscarei ajuda-lo quando possível, mas, por agora, tenho que realizar um favor para o mesmo... — Pausava, virando-se com um sorriso para Kyanna e a garotinha. — Mas talvez eu tenha perdido minha parceira nesse momento! Puhuhuhu! — Ditava em tom brincalhão, claramente se divertindo com toda a cena.

Estou indo pegar a bebida, se desejar permanecer aqui fique de olho para que ele não desapareça de vista! — Falaria para Kyanna, dando-a a opção de acompanha-lo na loja ou continuar brincando junto a criança. Kiyotaka esperava conseguir fazer aquela tarefa sozinho, mas a percepção especial de Kyanna também poderia ser útil. Independente da resposta que recebesse, Kiyotaka pegaria o dinheiro que o velho tinha concedido e rapidamente partiria rumo ao boteco da praça.

Não demorando para encontrar o lugar, Kiyotaka adentraria no recinto e tão logo se dirigiria a balconista presente. — Puhuhuhu! Muito obrigado pela recepção! — Respondia de primeira, considerando aquela "resposta automática de telemarketing" uma cortesia real. — Venho pedir uma garrafa destilada de... Batata! Sim! Uma garrafa destilada de batata para viagem! — Proclamava em vigor, aguardando pelo cumprimento do pedido. Caso a balconista perguntasse se era para o velho de fora, as palavras do marujo retornariam a sua mente nesse momento, responderia: — Na verdade, parece que um de meus superiores está fazendo uma festa surpresa, pediram para que eu viesse pegar uma bebida destilada, afinal, essa também é a primeira vez que ouço falar e talvez seja a primeira bebida que vou experimentar em minha vida! — Continuaria em seu vigor, todavia, omitindo e distorcendo várias alegações de sua fala, sendo a primeira vez que recorre a esse curso, mas se vendo necessário e até mesmo convincente já que não tinha realmente mentindo em alguma parte.


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Talvez nem tão louco assim



A mulher soltou um sonoro “Hmm…” logo após ouvir a resposta do rapaz quanto a seu questionamento sobre para quem era essa bebida. Acabou dando de ombros, pegando o devido valor e lhe entregando o item solicitado. -Bom, se é para seu superior, não vejo problemas. Ah! Não me entenda mal, é que tem algumas pessoas que não posso vender por diversos motivos, sabe? Mas tudo bem.Não acho que isso lhe interesse. Coçava logo acima da nuca, meio sem jeito, terminando a transação. O lutador acabava indo sozinho já que sua companheira ficava na praça brincando com a criança, assim como viajando o senhor, não que ele fosse sair dali. Após tomar posse da bebida, caso assim desejasse e tivesse voltado ao senhor para lhe entregar, ele precisaria ser acordado novamente, mas nada muito grave como antes, já que não havia caído completamente no sono dessa vez.

-Hmm… Sim… Era disso que eu precisava! Obrigado meu jovem, você acaba de deixar esse senhor um pouco menos triste, ho ho ho

Responderia o senhor caso fosse lhe entregue o item, dando uma boa golada na garrafa como alguém que acabou de atravessar um deserto durante um longo período de tempo.-Ahh! Nada como uma geladinha pra começar bem o dia! Diga, garoto, como quer sua pintura? Faz tempo que *hic* não pinto nada, quer dizer, pelo menos nada diferente daquele *hic* homem… com um olhar vago para o nado, questionava o homem, dando uma golada menos volumosa dessa vez. -Seu Cláudio… Você continua postando o tal “homem da cartola” ? Os revolucionários já lhe diss- Subitamente, com um vigor inesperado, Cláudio levantou-se, bravejando. -Besteira! Eu já *hic* disse que minha filha não foi morta, ela foi raptada! Raptada eu te digo! Pelo homem da cartola! Como se perdesse subitamente a força, rapidamente se sentava novamente o senhor, resmungando em um tom bem menos audível, mas que ainda podia ser escutado pelo homem-peixe. -Ninguém me *hic* leva a sério porque acham que só estou viajando por causa da*hic* bebida… Abaixava a cabeça, levantando-se novamente, mas vagarosamente dessa vez, nem perto do vigor anteriormente mostrado, indo até uma mureta próxima e pegando os materiais necessários para a pintura que deixava por ali, porém, talvez devido ao estado no qual se encontrava acabava derrubando alguns outros quadros que ja havia pintado e boa parte deles era uma espécie de sombra de um homem, que dificilmente dava para identificar algo além do fato de ter um chapéu bem peculiar na cabeça. Assim que via a pintura que caía por acidente espalhando-se pelo chão, Kyanna cochichava para Samehada. -Apesar de ser só uma sombra… O formato daquele borrão não te lembra o homem de antes? O que esbarrou em mim? De fato, caso olhasse com atenção poderia identificar uma breve semelhança com o citado.

-Arrff… Os revolucionários já investigaram diversas vezes sobre esse suposto “homem da cartola” que o Seu Cláudio insiste em dizer que raptou sua filha, mas nunca encontraram nada, até porque o suposto retrato dele não ajuda muita coisa… O que é curiosa, visto que ele é um pintor tão bom, aqueles borrões não fazem jus a seus dons.

Comentava a mãe com a dupla de recrutas, com um olhar de pesar. Curiosamente, a “aura” (Obviamente, não de fato uma aura, só figurativo) ao redor do senhor mudava no momento em que tomava o pincel em mãos. -Ah, sim! Já ia esquecendo, queremos um retrato da Oficial Roksolana, por favor! Respondia Kyanna a pergunta do homem, apesar do intervalo entre a pergunta e a resposta ter sido ligeiramente longo devido aos diálogos sobre a misteriosa figura. Enquanto o senhor pintava, a mãe chamava Kyanna um pouco afastada dele, não que ele fosse prestar atenção nelas, parecia estar completamente imergido na execução da tarefa que lhe fora dada. -Sinceramente, acho que esse papo todo de rapto é apenas uma desculpa que a mente dele inventou alimentada pela bebida pela perca de sua filha… Pobre alma… Samehada conseguia ouvir o diálogo entre as duas, pois não haviam ido tão longe assim. A garotinha, enquanto isso, encontrava-se no colo da mãe, aparentemente a brincadeira anterior havia exaurido a pequena e repousava tranquilamente com um dedinho na boca. A dupla de recrutas teria um certo tempo até a finalização da pintura, que poderiam usar como desejassem. Como a praça era um local bem conhecido na ilha, não era dificil encontrar diversas atividades que poderiam ser realizadas ali. Como o local era bem extenso e usado de forma recreativa, tinha uma calçada que rodava toda sua extensão que várias pessoas usavam para realizar atividades físicas, além de um pequeno “parquinho” com instrumentos para exercícios para idosos, mas que basicamente qualquer um poderia utilizar. Nesta calçada, um homem com apitoparecia treinar alguns jovens em diversas atividades como corrida, desde normal até com “obstáculos”, salto e etc.

-Senhor Kamihada, e-eu não aguento mais dar uma v-volta dizia um dos jovens, visivelmente exausto.

-Bobagem! Essa é apenas sua 48º volta! Chegaremos a 60º hoje! Você acha que o exército vai te aceitar como membro com um fisico tão fraco, huh?!

Respondia o “treinador”, aparentemente os jovens sobre sua tutela treinavam para serem futuros membros do exército revolucionário. Do outro lado, próximo ao “boteco”, uma barraquinha parecia vender alguns petiscos, que para surpresa de ninguém, tinha como base… Batata. Kyanna parecia interessada em algumas das guloseimas do local, voltando-se para o lutador. -Hum… Bom, teremos que aguardar até ele terminar a pintura, o que faremos para matar o tempo, líder? Se não se importar, eu gostaria de provar algumas coisas daquela barraca, mas sinta-se livre para fazer outra coisa. comentava a moça, corando levemente sem motivo aparente. Em um tom mais baixo, sussurrando, ela comentava com Kiyo. -A dona Lurdes também está indo para a barraca dar algo para a pequena, então tentarei extrair algo mais dela sobre essa história toda… Algo me diz que isso não é bem um efeito do consumo exagerado de bebida do Seu Cláudio. complementou, revelando sua real intenção com aquela ação.
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Re: O Aruanã Revolucionário! Dom Fev 20, 2022 3:47 pm
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Sua justificava parecia convencer a vendedora desconfiada, conseguindo realizar a compra da bebida destilada com o dinheiro recebido pelo velho. "Eu realmente gostaria de saber os motivos que levaram a proibir o Seu Cláudio de comprar..." O ruivo refletia por um instante, questionando-se se estava fazendo o certo. "Não! Eu tinha dito que iria cumprir esse favor para ele, então é isso que vou fazer!" Reafirmando sua promessa, o homem-peixe enrijecia sua postura e oferecia um sorriso para a bartender. — Muito obrigado! Agradeço pelo serviço! — Junto a um aceno de despedida, manteria sua compostura firme de soldado até quando se retirava do local, ainda que se sentisse desconfortado por ter recorrido a omissões em seu discurso.

Retornando a praça de Centaurea, mais precisamente onde Kyanna tinha permanecido, Kiyotaka voltaria a se dirigir para Seu Cláudio, despertando-o mais uma vez para entrega-lo sua bebida. Ainda que a resposta do velho fizesse o rapaz-aruanã um pouco melhor consigo mesmo, era insuficiente para fazer desaparecer a pitada de culpa que sentia com a vendedora. "Eu estou ajudando uma pessoa a se sentir melhor... Não tem nada de errado com isso!"

Enquanto tentava se convencer de sua boa ação, o jovem conseguia escutar o dialogo que acontecia entre o velho e a mãe presente. A divulgação do tal "homem da cartola" e o suposto sequestro que esse fizera intrigavam Samehada, ainda mais quando Kyanna apontava a semelhança de uma das imagens com o homem misterioso que tinham esbarrado anteriormente. — O sobretudo dificultando a identificação... A cartola se destacando de todo o restante... !!! — Dizia pausadamente, compartilhando sua linha de pensamento em voz alta até chegar a mesma conclusão de sua parceira.

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"Nós o encontramos... NÓS O ENCONTRAMOS!" Ficava abismado com essa revelação, principalmente ao mencionarem que o exército não tinha encontrado sequer um rastro sobre o sujeito, enquanto eles tinham literalmente se esbarrado acidentalmente com o cidadão em pessoa. "Estava pressentindo corretamente... Se ele realmente existe... As chances da filha de Seu Cláudio estar viva ainda existem!" Um pequeno lampejo de esperança surgia no peito do homem-peixe, que rapidamente o alimentava com sua determinação e vontade inabaláveis, cerrando seus punhos quando ouvia a teoria desacreditada da mulher-humana. "Eu acredito nele... Eu acredito no Seu Cládio... EU VOU BUSCAR PELA FILHA DELE!" Gritava internamente, com seu espírito destemido ardendo como chamas que, em sentido figurado, poderiam ser sentidas por todos aqueles que estavam próximos de Samehada.

Ainda com seu entusiasmo revigorado, sua atenção agora era desviada para Kyanna, quando essa outra vez se dirigia para Kiyotaka para avisa-lo sobre a espera que teriam de fazer pelo trabalho do velho. — Puhuhuhu! Muito bem! Eu também gostaria de comer alguma coisa, na verdade, eu esqueci completamente de tomar o café essa manhã! — Quando finalmente se dava conta de que não tinha se alimentando durante a manhã inteira, devido a sua pressa ao sair de casa para a base da revolução, seu estômago fazia um estrondoso barulho anunciando a fome que o mesmo sentia. — Puhuhuhu... Que vergonhoso... — Dizia ao levar suas mãos a barriga, completamente desajeitado naquela situação. Kiyotaka olhava de relance para o treinamento físico que acontecia não muito distante, a vontade de participar do mesmo até existia, mas ele reconhecia que tinha prioridades mais urgentes no momento.

"Quando surgir a oportunidade, pedirei a um dos oficiais para realizar um cronograma de atletismo!"

Decidindo agendar sua prática de exercícios com um oficial do Exército Revolucionário, Kiyotaka acompanharia junto a Kyanna para a barraca com guloseimas, servindo-se como sua primeira refeição do dia. Caso tivesse um gosto ruim ao paladar do homem-peixe, o mesmo sutilmente chamaria atenção de sua companhia. — Quer a minha parte? Por favor, aceite. — Se recebesse um sinal positivo, entregaria; senão, encontraria uma forma de se desfazer da comida ruim, provavelmente a entregando de volta para a barraca. Todavia, caso fosse deliciosa ao seu paladar, o homem-peixe abriria um grande sorriso antes de exclamar — PUH-HUHUHU! DELICIOSO! — e prosseguir sua comilança.

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Quando terminasse sua "refeição", depois que Kyanna tentasse pegar informações com a Dona Lurdes, Samehada aproveitaria o restante do tempo para conversar com sua parceira. — Obteve sucesso em sua missão? — Iniciaria, perguntando sobre a conversa junto a outra mulher. Prestaria bastante atenção as palavras dela, escutando cada uma buscando acompanhar um possível raciocínio que Kyanna tinha o hábito de fazer. — Entendo... Sabendo que esse tal "homem da cartola" realmente existe, fico comprometido a ajudar o Seu Cláudio na procura de sua filha! — Informaria a sua colega esboçando um sorriso. — Farei isso durante e depois que terminarmos nossa missão! Você não precisa me acompanhar, mas sinta-se convidada desde já! Puhuhuhu! — Manteria seu tom alegre e risonho, continuando a escutar as respostas que viriam da jovem humana.

Puhuhuhu... Sabe, gostaria de ouvir sua opinião sobre algo... — Começava outra vez, porém, seu ânimo diminuindo visivelmente na fala. — Acabei dando bebida ao Seu Cláudio mesmo sabendo que ele tinha sido proibido de compra-la, a vendedora disse que tinha seus motivos, porém não questionei por educação... Será que realmente fiz o certo? Kyanna?... — Questionaria, ainda que achasse estranho estar demonstrando tanta vulnerabilidade para sua colega, até o mais resistente lutador tinha seus momentos de insegurança.

Depois de escutar as respostas de Kyanna, acreditando ter ouvido o suficiente, independente se conseguisse ou não tirar aquela culpa da consciência, Kiyotaka finalizaria com um elogio. — Puhuhuhu... Você realmente será uma excelente professora dentro da revolução. Puhuhuhu! — Desviava o assunto, era sua forma de terminar a conversa. Nesse ponto, a pintura do velho estaria finalizada para seu espanto. — O tempo realmente passou tão rápido ou Seu Cláudio fez um quadro em tempo recorde?!? — Perguntaria, aguardando então pelas interações seguintes do mais próximos.


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Re: O Aruanã Revolucionário! Dom Fev 20, 2022 8:10 pm



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Empolgado com a possibilidade de ajudar alguém necessitado, Samehada seguiu junto o trio de mulheres rumo a barraca de comidas, saboreando um apetitoso prato de batata sauté, que apesar de ser um prato deveras simples, estava bem saboroso e parecia ter sido feito com bastante carinho. -Gyahaha! Meu tipo favorito de cliente! comentava o dono da barraquinha, com um sorriso orgulhoso no rosto ao escutar o comentário do homem-peixe sobre a comida. Enquanto o jovem comia, Kyanna fazia quase um interrogatório com a mulher a seu lado. Quando o lutador terminava seu prato, questionava-a sobre seu plano. -Uhum! Aparentemente o Seu Cláudio era um pintor da corte, que servia não só essa ilha mas também alguns nobres de reinos distantes e próximos, tamanho é o seu talento. O que me fez pensar… Talvez o tal “rapto” de sua filha não seja tão infundado assim, se ele trabalhava para nobres, alguém do governo pode ter tido sua familia como alvo em forma de vingança… Com uma das mãos sobre o queixo, a jovem parecia perdida em seus próprios pensamentos, tentando esclarecer sua linha de raciocínio para o rapaz. O homem-peixe respondia então que estava disposto a ajudar o senhor, o que fazia Kyanna sorrir, comentando baixinho sem perceber que estava falando seus pensamentos externamente. -Você é exatamente o tipo de pessoa que achei que seria… Hihi. Apesar de baixo, Samehada ainda conseguia ouvir esse último comentário, que mais era apenas um pensamento em voz alta da garota. -Claro! Adoraria ajudar alguém necessitado, ainda mais sabendo que possivelmente teremos um caso até então não solucionado em mãos… Excitante, não é? Descobrir algo que nem mesmo o exército conseguiu. Seus olhos brilhavam com excitamento, mas logo se continha, percebendo que a situação em si não era motivo para estar empolgada.

-Oh, céus… Estamos falando de um possivel sequestro de uma pessoa e eu aqui empolgada… P-peço desculpas…

Respondia, corando e em seu tom baixo habitual. Seguindo com uma nova pergunta, a garota novamente tomava sua pose pensativa antes de responder, deixando alguns instantes de silêncio no local, mas voltando a falar. -Também tenho alguém que tem problemas com bebidas na família e, se me perguntassem se eu acharia errado alguém dar uma bebida para essa pessoa, provavelmente responderia que sim, mas talvez apenas porque isso me afeta diretamente. Quando se trata de outros… Hmm… Voltava a pensar, com sua pose habitual que lembrava bastante a famosa escultura “O homem, um ser pensante” com uma das mãos sobre o queixo. -Mas depois de conversar com ela(Referindo-se a mãe da garotinha) eu percebi que às vezes o motivo pelo qual uma pessoa se entrega a um vício às vezes é bem mais profundo do que o simples prazer momentâneo que isso proporciona… Tomava um semblante melancólico novamente em seu rosto, talvez por sua empatia elevada acabava simpatizando bastante com o senhor. -Mas sinceramente… Não sei te responder. Se é errado ou certo, a única pessoa que pode dizer isso é o próprio Seu Cláudio, afinal, o único culpado pelo vicio é ele próprio. Não se preocupe tanto, lider, eu sei que suas intenções são sempre boas. Voltava a sorrir a garota, colocando uma das mãos sobre o ombro do rapaz, mas percebendo que havia feito isso involuntariamente como forma de confortar o parceiro e, corando tal qual um tomate maduro, virava o rosto para o outro lado, tentando mudar de assunto, mas o homem-peixe era um mestre na arte da socialização sem nem mesmo perceber e fazia isso primeiro, comentando sobre o término do serviço pelo pintor.

-Oh, é normal… Ele era um pintor da corte não era a toa. Normalmente um bom artista leva seu próprio tempo para confeccionar sua arte, mas o Cláudio ficou conhecido justamente por pintar espantosamente rápido e com uma qualidade que não faz juz ao tempo em que a pintura foi feita. Venham, vejam por vocês mesmos, também estou curiosa para ver uma de suas obras depois de tanto tempo.

Comentava a mãe, levantando-se da cadeira. -Ah, e não se preocupem com a conta, vocês me ajudaram a tomar conta dessa pestinha hoje, então considerem isso como eu retornando um favor a causa. Comentava, deixando um dinheiro sobre o balcão para pagar pelas refeições de todos. Voltando a praça então, curiosamente um número nada comum de pessoas rodiava o senhor que anteriormente as pessoas evitavam até mesmo de passar perto, todos admirados com que estava a sua frente. Em alguns bons minutos, mas menos de uma hora, o senhor havia pintado algo digno de um palácio e a pessoa no retrato era alguém bem conhecida e quista na região, como oficial superior da força policial e parte do exército revolucionário, a oficial Natasha.

-Oh, magnífico!
-Explêndido!
-Realmente uma obra prima!


Era algum dos comentários que podiam ser ouvido em meio a pequena multidão que se reunia ao redor do senhor quando ele terminava a pintura, seguido por palmas quando ele finalmente se levantava. -Aiaiai… Minhas costas não são mais como antes… Aiaiai… Comentava o senhor, com uma das mãos nas costas. -Bom, está ai. Espero que isso seja uma recompensa boa o suficiente pelo favor que me fez, meu rapaz. Quase como se toda aquela bebida tivesse passado, curiosamente o senhor não soluçava uma vez falando, como fazia anteriormente. Apesar de tudo que havia lhe ocorrido e o estado no qual se encontrava anteriormente, ele parecia ainda ter nele a alma artística que tantas pessoas outrora admiravam. -Realmente… Me sinto até um pouco culpada de ter duvidado das capacidades dele… Comentou Kyanna, sendo respondido pela mãe. -Eu te disse, não disse? Não estava exagerando quando falei que suas obras eram dignas de um palácio real. Respondeu ela, parecendo orgulhosa sabe-se lá por que motivo. O fato era que a pintura estava pronta e definitivamente estava em um nível bem elevado, o que serviria perfeitamente para o objetivo da dupla de recrutas.

-Que lindo mamai…

Comentava a garotinha no colo da mãe, bocejando por recém acordar. A dupla de Samehada então novamente pedia sua opinião, fazendo que “Sim” com a cabeça quanto ao questionamento do Seu Cláudio sobre aquilo ser pagamento suficiente. -Então, quer ir para a floresta que não congela agora ou quer fazer mais algo por aqui? Graças a agilidade do senhor pintor, ainda temos um tempinho antes de escurecer… E, se não for incômodo, não gostaria de entrar na floresta depois de anoitecer…T-tenho medo de lugares escuros… Dizia a moça, meio envergonhada, visivelmente tentando não fazer contato direto com o homem-peixe. Caso o líder decidisse seguir até a tal “floresta que não congela” que a garota já havia comentado anteriormente, passaria pelas “fazendas” da ilha, onde algumas pessoas cumprimentavam a dupla, mais precisamente, cumprimentavam a garota, que parecia ser bem conhecida por ali, o que não era de se espantar, visto que ela mesma havia comentado que cresceu nas fazendas. Após passar por elas, no horizonte, não muito distante, era possível ver uma pequena mata que chamar de “floresta” seria um exagero bem grande, mas que de fato parecia não estar congelada por algum motivo, diferente das outras árvores da região. A medida que o tempo passava e o sol ia se despedindo cada vez mais, a temperatura ia lentamente baixando, chegando a 3ºC às 15:00, horário em que a dupla encontrava-se na praça. Todavia, caso o homem-peixe resolvesse ficar pela praça mais um pouco, poderia tentar obter algumas informações a mais do senhor, mas isso provavelmente adiaria a ida até a floresta para o dia seguinte, ou pelo menos que ele fosse sozinho, uma vez que a garota tinha medo de ir lá a noite e a distância até o local, caso fosse “atrasado” por uma conversa com o pintor, acabariam chegando lá a noite, ou pelo menos no início dela, visto que era uma distância bem longa.
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Re: O Aruanã Revolucionário! Seg Fev 21, 2022 9:24 pm
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Após uma excelente refeição à conta de Dona Lurdes e ouvir as palavras de Kyanna, tanto as informativas quanto as reconfortantes, Samehada voltava a praça com seu espírito renovado mais uma vez. Sua determinação irradiava mais forte do que nunca, derivada do comprometimento que tinha feito consigo mesmo para encontrar a filha do velho pintor, e com Kyanna também aceitando se juntar a causa o sentimento queimava como uma verdadeira chama inapagável.

Retomando o foco no Seu Cláudio, que estava cercado de muitas pessoas a sua volta, finalmente podiam reconhecer o talento que existia por trás daquela aparência maltrapilha. — Puhuhuhu! Nunca julgue um livro pela capa, as aparências enganam mais do que as palavras! — Bradava alegremente, com seu tom otimista impregnando em sua risada compulsiva. Quando escutava os agradecimentos do velho ao seu favor, nesse momento, toda culpa que outrora sentia desaparecia na forma de um grande sorriso do homem-peixe. — Está incrivelmente ótimo! Muito obrigado, Seu Cláudio! — Respondia junto ao aceno de Kyanna, demonstrando sua aprovação com um gesto de polegar para cima.

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Escutando o questionamento de Kyanna sobre irem a "floresta que não congela" antes do anoitecer, enquanto essa mostrava certo pavor do escuro, Kiyotaka pegaria o quadro de Seu Cládio antes de respondê-la. — Puhuhuhu! Sim! Obtendo a lenha conseguiremos completar quatro dos cinco objetivos em apenas um dia! — Esboçaria outro sorriso, ao mesmo que entregaria a pintura para sua companheira. — Por favor, acredito que seria melhor você tomando cuidado do quadro e eu carregando as lenhas na volta. — Explicaria, então virando-se para a Dona Lurdes e Seu Cláudio em despedida, acenando para esses com a esquerda levantada. — Novamente, muito obrigado pela ajuda! Desejo reencontra-los novamente! Puhuhuhu!

Concluindo seus objetivos na praça de Centaurea, finalmente, o rapaz-aruanã partiria junto a sua dupla humana em direção ao novo destino. Durante o caminho, não passava desapercebido o reconhecimento dos "fazendeiros" com Kyanna para Samehada, tal que o homem-peixe não evitaria de fazer comentários sobre. — Puhuhuhu! Você parece ser bem querida por aqui, sinto que estou caminhando junto a uma celebridade local! — Falava em tom divertido, claramente descontraindo para não cair no silêncio. O Samehada começava a sentir os efeitos da queda de temperatura, visto que era quem mais tinha sua pele exposta devido a falta de uma camisa, porém, ainda sim, não deixaria que o frio abalasse seu ritmo, recorrendo a mover seus braços em sentido horário e anti-horário vez e outra para se manter em constante agitação.

Quando chegassem na floresta, observado que não era muito grande, mas ainda sim verdadeira ao fato de não congelar, Kiyotaka seguiria mais perto de Kyanna enquanto adentrassem a região. — Qual a razão para que esse bosque não seja afetado pelo clima de Centaurea? Parece até que estamos em outra ilha! — Questionaria, com suas feições curiosas direcionadas para a jovem humana. — E como iremos retirar lenha daqui? Percebo que não trouxemos nenhum equipamento até aqui... Puhuhuhu... — Terminava rindo, compulsivamente, mas estava visível sua dúvida naquele instante, restando ao mesmo esperar pelas explicações de sua parceira.


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Re: O Aruanã Revolucionário! Seg Fev 21, 2022 11:49 pm



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Após os agradecimentos, a dupla chegava então até a floresta, mas não sem antes o rapaz comentar com sua parceira sobre sua notoriedade local. Ela por sua vez respondia virando o rosto, em seu tom timido habitual. -A-acho que nunca te falei meu nome completo, né?... Kyanna Lyubov. Sobre estar com uma celebridade, não está tão longe assim da verdade… Eu moro naquela casa ali, onde ajudo meu pai a administrar a região… Após responder, ela ficava em silêncio, até que o rapaz voltava a questioná-la sobre como iriam obter a tal lenha. -Pelo que sei, parece que o local era utilizado como campo de experimentos pelo governo no regime anterior… Meu pai nunca quis elaborar muito no assunto, o que apenas me deixou mais curiosa, afinal, eu amo mistérios! Percebendo que deixava sua empolgação aflorar novamente com a menção de um mistério, ela se encolhia novamente, sorrindo meio sem graça. -E-eu vou pegar uns machados lá em casa, já volto. Deixando o rapaz sozinho por um momento, a garota ia em direção até a casa de aparência imperial que ficava cercada pelas fazendas locais, definitivamente o local mais chamativo dali e também devidamente conhecido pelos locais da ilha, a famosa Casa de Campo Imperial. Curiosamente, a tal floresta “mágica” que parecia destoar de todo o restante da ilha devido a sua temperatura elevada, o que era deveras aconchegante para o jovem homem-peixe, ficava relativamente próxima a casa de campo. Alguns instantes depois então, Kyanna retornava com dois machados em mãos e um carrinho de madeira que servia para levar coisas, possivelmente para transportar a lenha e os outros itens da lista, uma vez que seria bem incômodo carregar tudo de volta a delegacia.

*Huff Huff*

-Não demorei muito, né? Aqui, pegue um.

Dizia a garota, ofegante, possivelmente por ter corrido rápido demais na ida e volta. -Você já cortou lenha antes? Normalmente precisa preparar o tronco, mas creio que conseguiremos encontrar alguma árvore mais antiga por lá, o que facilita o serviço… Não é difícil, apenas corte o tronco em um toco de mais ou menos 30cm, depois parta esse toco no meio e o que sair pode ser usado de lenha. Simples, né? Disse, com um rosto simpático e um sorriso singelo. -Ah! Já ia esquecendo… Se o seu ombro ou braço começar a doer demais, tente trocar para o outro, é o que eu faço. Acredite, você não vai querer acordar no dia seguinte se tiver cortado lenha apenas com um braço. É uma exaustão realmente debilitante… Comentava ela, suspirando, possivelmente por lembrar de experiências passadas nas quais cometeu tal erro. -Acho que até cobrir o carrinho já deve bastar. Aliás, já tentou entender o motivo pelos itens da lista? Não me parece algo que seria útil pro exército… Pensei nisso antes, mas não consegui chegar em nada. Terminava brevemente sua fala, tomando um dos dois machados em mãos e arregaçando as mangas da blusa para iniciar o serviço. A garota já havia demonstrado que tinha um físico exemplar, mas assim como na tarefa das caixas, o homem-peixe provavelmente seria mais eficiente que ela. Após cortar o primeiro tronco em um toco, e depois parti-lo ao meio, a garota fitava o horizonte, percebendo que a lua já começava a aparecer por lá. -Q-quando terminarmos aqui, podemos passar a noite lá em casa, é aqui perto mesmo. Fazia um comentário inocente, ficando alguns segundos de silêncio até que ela percebesse o que havia acabado de dizer e seu rosto corava de tal forma que até a sua temperatura corporal subia. -E-e-e-e-eu quero dizer n-n-no q-quarto de visitas! V-você pode ficar no quarto de visitas! Disse quase que cuspindo tais palavras de olhos fechados para o rapaz e virando o rosto logo em seguida, visivelmente constrangida e evitando contato direto com Kiyo. Quando os dois terminassem então, poderiam seguir até a casa de campo sem mais problemas caso assim o "líder" desejasse, porém na entrada do local um homem com cara de bem poucos amigos esperava na porta e, pelo visto, já fitava a dupla fazia algum tempo, mesmo a distância.
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O Aruanã Revolucionário! 4UyKmNX