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Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros Sex Ago 20, 2021 12:54 am
Relembrando a primeira mensagem :

Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Nanaue Thunder. A qual não possui narrador definido.

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~Narração~


O tritão parecia querer entender mais sobre quem era o chefe, então assim que entraram na carroça, Raskal lhe explicou melhor enquanto a simples carroça com interior de madeira se movia.

-Colecionador é um apelido de um cara com muita grana que contrata gente como eu de vez em quando, ele coleciona vários tipos de coisa, então ele é meu cliente e eu estou te contratando, você e Ausvit… Inclusive é um grupo bem incomum, raramente procuram trabalhos de um arqueólogo como eu, confiam num tritão como você ou se deixam depender de um velho viciado em corridas de cavalos…

Raskal conversava sem tirar os olhos dos papéis que ele tinha consigo, ele levava a mão aos lábios e concluía.

-Hein Nanaue, você consegue erguer algum peso e mergulhar fundo sem aparelhos, não é? Você será realmente útil se minha teoria estiver correta. Diria até que você caiu do céu…

O tritão se interessava no que o gordinho lia e o questionava sobre o assunto.

-Você não sabe ler? Deve ser difícil… Respondendo sua pergunta, sim eu sei ler e posso ensinar, só não sei se teremos o tempo até esse trabalho estar concluído… Na realidade… Ouvi falar que tritões tubarão podem retirar dentes e trocar por novos livremente… Sou muito interessado em biologia também, então se me arranjar uma de suas arcadas retiradas, troco ela numas aulas… Minha base não fica longe também, mas é em um armazém localizado meio escondido… Quantas pessoas atrás do item? Difícil dizer, muitos sabem que o colecionador está interessado, poucos são capazes de achar por si só, mas os que não conseguem acabam focando em roubar de quem consegue, então qualquer um pode ser contra a gente, só confio em você por causa que se você me trair a galera do pub te mata… Então rola uma confiança profissional..,

Durante toda a conversa, Raskal se mantinha lendo seus pergaminhos e rascunhos, do lado de fora Nanaue via cada vez menos lojas passarem ao lado e cada vez mais casas particulares e pequenos armazéns de estocagem. Inclusive a carroça parava ao lado de um desses armazéns, o tritão descia primeiro, seguido do humano, nenhuma alma viva era vista na região, apenas eles, parecia que o bairro era todo de estoques e armazéns poucos usados, o cheiro de mofo e ferrugem era até forte no ar.

Raskal tirou um pesado cadeado do armazém e ergueu sua porta, dentro nanaue podia ver diversos pergaminhos abertos e grudados as paredes, mapas riscados, livros e no centro havia uma enorme caixa com um par de rodas de carroça, a caixa possui válvulas, correias e roldanas de uma forma que Nanaue mal entende pra que serve, sobre a caixa uma roupa de borracha com enormes botinas de ferro e um grande capacete de metal com um visor de vidro e um tubo que saía do seu topo.

-Pode levar pra mim a caixa até a carroça, meu caro? Precisamos dela, vamos para a costa oeste da ilha dar um mergulho em busca do que creio ser a pista final…

Raskal pedia isso a Nanaue e começava a esconder as coisas que trouxe na carroça no armazém, como se esperasse que alguém pudesse invadir ali depois que saíssem, no entanto ele puxava um conjunto quase idêntico de papeis das gavetas e os colava nas paredes e espalhava sobre as mesas, pareciam quase iguais aos que estavam antes, mas os rabiscos pareciam diferentes.

Se Nanaue tentasse puxar a caixa, veria que ela era leve para ele, principalmente por ter rodas, o cocheiro faria a junção da carroça com a extensão e Raskal fecharia a tampa da caixa para a roupa não cair no meio da viagem. Então eles teriam início em mais uma viagem, desta vez para praticamente o outro lado da ilha, eles cruzavam umas cinco pontes até chegar a beira do mar, uma mureta cheia de musgo na beira de uma deserta, ou pelo menos quase, a uns vinte metros deles havia um velho deitado que dormia, se perceberia que ele dormia ao invés de estar morto, apenas pelos peidos e arrotos que o bêbado soltava de tempos em tempos, pois não se movia nem acordaria facilmente.
Raskal se colocaria a vestir a roupa de borracha por cima da sua e pediria ajuda de seu guarda costas parrudo para vestir o capacete e botas pesados.

-Uma ajudinha por favor, meu caro tritão… Vamos mergulhar, supostamente em algum lugar desse canto existe os escombros de um templo com a relíquia que queremos, gostaria que descesse comigo, não sei o que posso encontrar no fundo, mas é sempre bom ter um par de braços que fazem mais do que virar as páginas de um livro. Se você ver algo parecido com esse desenho, provavelmente é o que procuramos.

Raskal mostraria então para o tritão um rascunho de um desenho tribalístico do que parecia ser uma rosa.

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Thunder adquiriu informações importantes sobre o Colecionador, em sua vida no Submundo, nunca teve a oportunidade de entrar diretamente em contato com os seus contratantes, outras pessoas do seu grupo ficavam responsáveis por esses trâmites. Entretanto, por estar sozinho a vontade de resolver ele mesmo os seus assuntos, aumentava gradativamente em seu interior, ele queria ser verdadeiramente independente de terceiros. Cogitou em sua mente que talvez um dia, ele pudesse firmar contratos diretamente com o Colecionador, talvez, ele até mesmo poderia virar o jogo, sendo o contratante de Raskal em algum momento. Enfim, em meio aos devaneios simplórios ele respondeu de maneira direta as perguntas do Arqueólogo: “muito”, foi a palavra que usou para responder sobre o peso erguido, ele não sabia nem ao certo o significado da palavra, mas entendeu que o homem citava algo relacionado a sua força física. Sobre sua arcada dentária em troca de aulas? Sim, isso o animou e o fez esboçar um largo sorriso, seguido por um “joinha”, confirmando o trato entre eles.

Seu cuidado exacerbado se mostrou desnecessário, parecia que o local era seguro e não teve muitos problemas na base de operação de Raskal. A caixa não foi um trabalho, pareceu uma pena perante a força descomunal do homem-peixe, mostrando uma parcela do poder físico que dispunha diariamente. A última parte da viagem incomodou o tritão, sempre preferiu andar a pé e ficar naquela carroça estreita o trouxe sensações ruins, não chegava ao ponto de ser claustrofóbico, mas, gerava um certo incômodo. Não demorou para que sentisse aquele cheiro típico entrando pela sua narina, era como se pudesse sentir o gosto do sal percorrendo toda a extensão dos seus membros, seu hábitat natural era o lugar preferido pelo tritão, isso é, depois de um bom restaurante de comida a quilo.

Humpf… – Bufou olhando para o homem velho, um incômodo maior do que ficar por muito tempo na carroça percorreu sua espinha. As palavras de Raskal sobre os outros competidores martelava na sua cabeça como um apito, mas não, talvez fosse só impressão. Virou-se para seu contratante e o auxiliou a vestir aquela roupa da melhor maneira possível, riu, vendo que o ser humano precisava entrar em algo tão estranho e aparentemente desconfortável para poder aproveitar uma pequena parte do oceano e ainda se achavam uma espécie superior, que piada. Nanaue olhou de novo para o velho e o encarou, estreitou seus olhos para ter uma melhoria mesmo que mínima em sua visão, ele ainda o incomodava e aquilo parecia que não iria parar.

Você ir fundo nessa roupa? Você não... – O homem-peixe colocou suas mãos parelhas e começou a encenar uma pequena peça, mexendo as mãos e juntando-as pouco a pouco, querendo passar para Raskal a seguinte pergunta: Você não vai ser espremido pela pressão do fundo do mar? Juntou suas mãos o máximo que pode – Puff... Morreu. – Concluiu sua fala olhando de maneira sincera para o arqueólogo. O tubarão olhou bem para o rascunho, parecia ser uma espécie de flor, algo fácil de gravar em sua mente – Competidor. – Sussurrou baixinho enquanto indicava com sua cabeça a direção onde o velho estava, ele ainda estava atento ao homem e não ficaria tranquilo até resolver essa questão – Já volto. – Bradou enquanto caminhava na direção do homem.

Esperaria não demorar a chegar nas proximidades do velho, sua mente formulava ideias sobre aquele homem ser um inimigo. Nanaue era simples em suas ações e pensamentos, não poupava esforços em seus trabalhos e sempre gostou de resolver qualquer tipo de assunto que pudesse atrapalhar a sua rotina, seja no trabalho ou no dia. Ergueu ambas as mãos acima da sua cabeça – Hoje não competidor! Shashasha-Shark – Riu antes de descer suas mãos entrelaçadas – como se fossem um martelo – de cima para baixo, mirando acertar na cabeça do velho com toda força existente em seus músculos. O homem-peixe usou da sua inteligência para formular uma estratégia efetiva: Se ele fosse um dos competidores provavelmente esquivaria ou tentaria bloquear de alguma forma aquele ataque. Agora se não fosse, apenas teria sua vida ceifada pelo tubarão, que não se importava com o bem estar do velho à sua frente. Entretanto, este homem sendo um inimigo e realizando algum movimento alarmante antes de ser acertado, o homem-peixe usariam do domínio do corpo proporcionado pela sua arte marcial, para parar o golpe. Dando-lhe segundos cruciais, para que com um jogar de corpo para trás, pudesse sair do alcance do homem e tivesse tempo hábil para colocar uma postura típica do Karatê: A base não estaria na mesma linha, o pé esquerdo estaria levemente mais a esquerda, dando um maior equilíbrio ao tritão. A mão – esquerda – seria posicionada alguns centímetros a frente do seu corpo, de forma que seu antebraço cobrisse parte do seu torso, enquanto a direita estaria em sua cintura e devidamente “encaixada”, como uma arma prestes a disparar.

Porém, se nesse meio tempo mais pessoas aparecessem, ele adotaria movimentos que carregariam uma força maior, isso é, se os outros homens fossem em direção a Raskal. Corria e saltaria para se aproximar o mais rápido que pudesse do seu contratante, isso se ele estivesse em perigo>




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~Narração~


O tritão tentava perguntar sobre o humano morrer com a pressão do mar, o homem demorava um pouco para entender, mas após alguns segundos compreendeu a questão:

-Ahhh… Não, não iremos tão profundamente, na realidade provavelmente nem passemos da barreira de corais da orla, minha bomba é de apenas alguns litros por centímetro quadrado, então não mandaria ar tão longe de forma correta…

Após isso o desconfiado tritão dava um toque em Raskal e se aproximava do velho, uma fala era feita esperando uma reação do mendigo, mas a única resposta foi o som de osso se partindo quando os punhos do velho esmagaram a cabeça do mendigo sob o olhar assustado de Raskal.

-Eu nunca vou me acostumar ao sangue frio da galera desse ramo…

Dizia Raskal enquanto se preparava para mergulhar após ligar a máquina que começava a fazer um barulho bem alto de motor.

Assim que o tubarão estivesse ao lado  de Raskal, este segundo iria pular no mar que ali já era mais fundo devido a não ser uma praia e sim um muro artificial. Uma vez dentro da água Eles desceriam apenas cinco metros antes de chegar na areia, muitas algas cobriam o chão e grandes pedras cobertas de musgo os rodeavam, a uns cinquenta metros a frente Nanaue poderia ver a parede de corais que separava ele do mar aberto e com profundidades enormes. Raskal se colocaria a andar lentamente pela areia, seu movimento era muito reduzido embaixo da água, mas ele prosseguia buscando avidamente. O tritão no entanto se usasse suas vantagens para rodear o humano e observar a área poderia ver algumas entradas de cavernas subaquáticas cobertas por algas.


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A resposta obtida por mim trouxe consigo uma brisa de conforto, uma preocupação a menos. Afinal, por um momento cogitei a ideia que meu contratante poderia ser morto apenas pela imensidão do mar, um lugar hostil para espécies invasoras e frágeis, como era o caso dos seres humanos. Outro ponto interessante de citar nessa narrativa é a segunda resposta, realmente aquele senhor não era um dos competidores, já que pereceu de maneira extremamente fácil e sem esboçar reação, pelo menos estávamos seguros por hora. Meus passos foram lentos em direção a Raskal, balancei minhas mãos repetidas vezes, meu objetivo era simplesmente lançar longe os restos mortais do velho, sua massa encefálica e pedaço dos ossos em meio ao sangue, grudaram em minhas mãos. Por um momento ri, aquela gosma era engraçada.

Antes de cair na água dei uma olhada ao redor, unicamente para ter a definitiva certeza que os arredores eram seguros, já que quando voltasse a superfície era provável dar de cara com algum grupo inimigo, bom, isso são preocupações para o futuro. Pulei abrindo os braços, não como um nadador nato que sou e sim um pedaço de pão, a primeira parte a tocar as águas marítimas foram meus pés, seguidos do resto do corpo. Deixei que meu corpo descesse até o fundo – o que não era longe – enquanto observava o que estava ao meu redor – "Já?" – Questionei mentalmente com uma certa surpresa, havia descido tão pouco e já chego aí fundo? Isso estava estranho! Mexi meus pés na areia para cima uma espécie de base, seguindo o ritmo dos passos de Raskal por um punhado de segundos – SHASHASHADHA-SHARK. – Gargalhei após minha mente raciocinar que eu era um homem-peixe, não fazia sentido e nem mesmo necessidade de acompanhar o homem daquela maneira.

Hum... – Olhei para o homem em seu traje e uma dúvida surgiu em minha mente: Será que ele me ouve? Precisava testar o mais rápido possível, não pensando em problemas futuros, mas sim, porque  gostava de conversar - Raskal, ouve eu? – Perguntei dando uma espécie de “estrelinha” em sua frente, apontando os dedos indicadores de ambas as mãos em direção às orelhas humanas. Tendo uma resposta ou não, tomaria uma postura um pouco mais séria, o conforto proporcionado pelo mar prejudicou minhas ações por tempo demais, se ele fosse morto eu não receberia, e se eu não recebesse... A fome seria minha pior inimiga.

Tomei tento e minhas ações melhoraram, nadava de maneira objetiva e com atenção. A ideia era criar uma espécie de perímetro, um círculo de proteção em volta do homem e então comecei a nadar com tranquilidade, em volta do humano. Meus olhos estavam atentos aos arredores, principalmente quando notei a presença das cavernas, será que alguém estava à espreita? Por hora me mantive próximo e atento enquanto o homem caminhava, seguindo seus passos astutamente. Infelizmente não tive tempo e nem inteligência o bastante para fazer isso enquanto buscava pela imagem do item que procurávamos, entretanto, em alguns momentos voltei meu olhar em busca de algo parecido com a imagem, caso avistassem, apontaria na direção enquanto cutucava o braço do homem.

Buraco! – Apontei em direção as cavernas enquanto falava, se tudo estivesse tranquilo naquela região iria nas proximidades do lugar, tentando ter uma visão do que estava em seu interior. De maneira um pouco relaxada, caso sentisse que estava tudo bem, aquilo podia ser um erro, porém, esse é o meu jeito de lidar com as adversidades. Se em algum momento sofresse uma investida inimiga – podendo até ser de um outro peixe, um tubarão por exemplo – não pouparia esforços na proteção de Raskal, se fosse apenas um animal, tentaria falar e afugentá-lo. Mas, se por um mísero momento ele tentasse atacar a mim ou meu contratante, o enfrentaria de maneira sucinta. Aproveitando da água ao meu redor acumularia uma parcela da mesma em minha mão para aplicar um golpe direto, mirando na “face” ou na região do corpo do animal, o objetivo era utilizar a arte marcial para intensificar os danos internos, dando-me tempo o bastante para com minha mandíbula, agarrar o primeiro lugar que fosse mais fácil e com força, rasgar o meu oponente marítimo, mostrando-o a necessidade de me respeitar.

Porém, sendo um dos outros competidores minha ideia era simples: proteger Raskal. Aproveitaria da habilidade aquática para investir de maneira selvagem contra meus oponentes, como um verdadeiro tubarão faria. Uma sequência de socos intensificado pelo acúmulo de água em meus punhos seria a primeira opção de ataque, independente de onde iria acertar, eu apenas despejaria uma leva de golpes me aproveitando do poder de um homem-peixe no mar. Se visse que os oponentes utilizavam roupas semelhantes ao meu contratante, tiraria ainda mais proveito da provável falta de mobilidade, para em meio a uma movimentação simples – rodeando os oponentes usando as vantagens marítimas – desferindo os golpes de maneira contundente, se possível, buscando rasgar o traje com meus dentes afiados.

Por fim, continuaria acompanhando o homem se nenhuma adversidades ocorresse. Tentando buscar sua orientação para qual caminho seguir, além de tentar achar aquela bendita rosa sempre que fosse oportuno.

Observação:
Essa foi uma tentativa de narração em primeira pessoa.


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~Narração~

Interessado em saber se Raskal o ouvia, Nanaue perguntou a ele se o ouvia, o qual respondeu em um tom de voz muito baixo que reverberava na água quase como quando se ouve a voz de alguém em outro cômodo.

-Posso ouvir incrivelmente bem já que você fala direto na água, você que provavelmente me ouve bem mal… Já que falo no ar e isso vibra o vidro para só então mandar o som na água…

Raskal dava uma explicação amplamente científica enquanto continuava olhando ao seu redor, o homem tinha a visão dificultada por estar debaixo da água, então não percebeu o conjunto de cavernas as quais o tritão apontou pra ele.

-Boa, Nanaue, vamos verificar se são o que procuramos…

Ao se aproximarem da entrada da caverna, se percebia muitas algas ali, assim como o fato de que por dentro a caverna parecia ter sido por ferramentas e não pela água naturalmente, Raskal parecia satisfeito ao ver as marcas na pedra, apesar de que o tritão não sabia o que aquelas marcas significavam, muito menos sabia diferenciar o desgaste de ferramenta pro natural. Logo eles chegavam no que parecia ser uma antiga entrada, porém pedras tampavam a entrada, parecia que pedras haviam desmoronado sobre uma porta pesada e antiga e tudo isso se acumulou com lodo na entrada. Raskal tentava mover as pedras, mas apesar da água ajudar com pesos, ainda não era o suficiente para o humano mover aquilo, no entanto seus esforços acabavam por mover o musgo e mostrar um entalhe de rosa como o mostrado a Nanaue.

-É isso Nanaue, é aqui, me ajude vamos…

Assim que Nanaue ajudasse o humano, um pequeno altar ficaria a vista, uma escultura das mãos de um tritão com manoplas feitas de coral de verdade, seguravam um cilindro de pedra de trinta centímetros de comprimento por cinco de raio, todo entalhado com desenhos indecifráveis devido a grossa camada de musgo.

-Uhuhuhu, esse cilindro é a última pista que preciso… Perfeito…

Raskal pegava então a peça e começaria a admirar a mesma enquanto se ajeitava para sair deixando as manoplas, alguns castiçais e potes que estavam no altar junto do cilindro, ele parecia ignorar estes completamente. Apesar de cobertos de musgo, poderiam ser interessantes.
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Nanaue ficou consideravelmente mais feliz ao ouvir as palavras de Raskal, não, ele não entendeu bulhufas daquela explicação científica, contudo, entendeu que ele era mais forte do que o seu contratante. Isso também era algo claro em sua mente, mas era sempre bom ter o seu ego massageado, mesmo que isso fosse feito por conta própria.

O homem-peixe continuou em sua missão de maneira focada, até mesmo conseguiu visualizar o aglomerado de cavernas, coisa que o pobre ser humano sequer havia visualizado, mesmo estando dentro daquela roupa hyper-mega tecnológica, pelo menos, essa era a visão que o tritão tinha do equipamento. Parecia que eles finalmente tinham encontrado o objetivo da missão, para Nanaue, a caverna aparentava ser uma simples caverna, porém, os olhos inteligentes de Raskal pareciam ver algo além daquilo que estava a sua frente. Que seja, o homem-peixe ajudou da forma que foi necessária, em seus pensamentos estavam unicamente a fartura alimentar que teria ao ser pago, até mesmo lançou as pedras com um pouco mais de empenho, adiantando a travessia da dupla pela barreira formada naturalmente – ou não.

Ao passar a barreira a dupla teve uma visão agradável, a rosa estava lá e o homem-peixe apontou para o objetivo repetidas vezes, como se estivesse gritando “achei!”. Quando Nanaue olhou com mais atenção percebeu todo o tesouro que estava a sua disposição, sua vontade era pegar tudo o que fosse possível, mas, esperava as ações iniciais de Raskal para ver se ele não tinha interesse nos demais itens. Se aproximou do objeto seguindo os passos do seu contratante, o homem parecia feliz com a descoberta e pelas duas palavras, eles estavam um passo mais perto do objetivo final, mas espera, eles não já tinham achado? - Essa não ser a rosa? - Indagou a criatura marítima com um olhar confuso, aquele objeto no topo do “altar” era ou não era o item final?

Sua mente se encontrava relativamente confusa, mas ele não tinha muito tempo para pensar. Ao ver o contratante se preparando para sair e deixando aqueles tesouros a sua disposição, sem bem perguntar ele se moveu para perto, analisando primeiro os castiçais e tudo aquilo que fosse brilhante inicialmente - Ricoooo! - Pontuou com um sorriso sincero em sua face. Juntaria a princípio tudo o que fosse brilhante e se por acaso não disso existisse, pegaria os itens que chamasse mais sua atenção e passaria a mão tirando o musgo, para ver se brilhava. Ele tinha uma pequena noção do que podia valer algo ou não, pelo menos ele achava que sim - E-Essas é as manoplas do Rei? - Ele arregalou os olhos ao ver aquelas duas peças únicas coberta por corais, sua mente viajou a um passado distante, onde sua mãe contava-lhe histórias sobre o Deus Rei do Mar, citando também sobre suas lendárias manoplas de batalha - Nanaue vira um Deeeeus! - Gritou colocando os itens que estivessem em sua mão no chão e pegando ambas as manoplas do lendário Deus.

O homem-peixe colocaria nas mãos, em uma tentativa simples para “ver se cabia”. Dando certo ele usaria suas novas armas, caso não desse, levaria junto com os outros itens em suas mãos - Chefe! Onde nós vai? - Diria próximo ao homem que carregava o objeto. Por último, Nanaue seguiria os passos de Raskal, mantendo sua atenção flutuante entre os itens em sua mão e o seu contratante, o que poderia lhe causar problemas. Tendo uma investida inimiga na água ou fora dela, o homem-peixe se mostraria inicialmente relutante em largar as riquezas em sua mão, porém, faria isso quando tivesse noção do real perigo e do dinheiro que perderia caso Raskal acabasse morrendo. Investiria de maneira defensiva, bloqueando qualquer ataque que viesse na direção do homem, realizando um bloqueio simples, posicionando ambos os braços na frente do seu corpo e se colocando entre o inimigo e seu contratante.

Contudo, se nada de ruim ocorresse, o homem-peixe seguiria seu parceiro humano na direção que ele tomasse. Mantendo o máximo possível de atenção nos arredores, seja dentro ou fora do mar. Mantendo todos seus músculos prontos para realizar qualquer movimento, seja ofensivo ou defensivo. Ambos os joelhos semi flexionados, para intensificar a sua movimentação, caso tivesse a real necessidade.




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Nanaue parecia confuso com as falas de Rascal e esse por sua vez parecia não prestar muita atenção no tritão, ele estava prestando muita atenção no cilindro em suas mãos, porém ele ainda respondeu vagamente.

-A rosa coralina era uma seita de tritões nessa ilha muito antigamente, eles viviam nas águas da ilha antes mesmo da cidade tomar forma, eles possuem algumas relíquias guardadas, mas para que não caíssem na mão de estranhos, eles protegeram com um sistema de emblemas e desafios… Essa manopla ai creio que seja uma manopla cerimonial, uma cópia de alguma mitologia deles, não tem muito valor pra mim, é bem comum assim como o resto dos itens ai, fique à vontade pra pegar o que quiser…

Nanaue então limpava as manoplas e via belas manoplas esculpidas num duro coral que lhe cabiam perfeitamente, assim como três castiçais de bronze e uma tigela esculpida em granito.

-Muito bem Nanaue, vamos subir, tenho os papéis relativos ao segredo para abrir o cilindro, vamos abrir e pegar logo a última pista para terminar nosso trabalho.

Raskal saia da água de e com ajuda do cocheiro arrancava a roupa de mergulho, Nanaue ao sair do mar poderia perceber que suas manoplas de coral tinha um forte cheiro do mar, era como uma fácil lembrança de casa e ainda pareciam muito boas para se usar, o tamanho pelo menos era perfeito.

O homem guardava a roupa de mergulho na carroça assim como apontava para Nanaue fazer o mesmo com o que havia pego, para não precisar carregar tudo nas mãos. Raskal então puxava umas folhas de papel debaixo do banco da carroça, eram duas folhas de papel parecidas com as que ele guardou no esconderijo.

-Eu trouxe os papéis para resolver esse cilindro, tem alguns rascunhos que não sei pra que são, mas ao verificarmos esse cilindro, ele deve nos levar para algum lugar que o resto da informação pode vir a ser necessária… Nossa estou tão empolgado com isso, minhas mãos estão suando…

O homem apertava e torcia algumas partes do cilindro, o cilindro agora limpo se mostrava ser esculpida numa pedra branca, diversas cenas de tritões eram os temas das marcas. o cilindro começava a estalar e se mover, abrindo aos poucos. Contudo nanaue percebia no canto do olho uma presença e empurrava Raskal para dentro da carroça a tempo de se ouvir um disparo que fez gaivotas voarem, no entanto Raskal continuava olhando para o cilindro com cara de pavor, cinco travas haviam subido e um barulho de “tic” era possível de ser ouvido.

-Droga… Agora eu entendi o que são as outras instruções, precisamos chegar no esconderijo em cinco minutos ou cilindro vai deixar água do mar entrar no pergaminho e derreter ele, preciso das outras anotações para resolver isso… Vamos vocês dois, se não abrirmos isso não teremos dinheiro algum.

Nanaue ainda estava para fora da carroça, mas o cocheiro viciado em corridas já erguia o braço para chicotear seus cavalos e sair a toda velocidade enquanto os inimigos vinham, Nanaue podia ficar, entrar na carroça ou se agarrar na lateral, mas fora o inimigo que atirou, mais duas carroças chegavam por trás deles com homens vindo os pegar. O que Nanaue faria?




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Nanaue ouviu a explicação sobre a Rosa Coralina, nas palavras de Raskal, era uma seita de tritões. Aquilo de certa forma captou a atenção do homem-peixe, afinal, ele nunca tinha ouvido falar sobre nada ou muito menos lido, se bem que, essa última parte para ele estava completamente fora de cogitação. As palavras do seu contratante sobre a manopla soaram como um balde de água fria nas especulações mentais do tritão, parecia que aquela manopla não tinha muita coisa a ver com seus pensamentos infantis, sobre o Rei Tubarão. A mente do homem-peixe buscou a pergunta mais lógica que pode formular: “Se essa é uma cópia, então existe uma verdadeira?”.

SIMMMM! – Gritou positivamente momentos após as palavras do humano, Nanaue estava certo, as lendas não são apenas contos infantis e elas realmente existem! Podia não ser naquele momento, mas em seu âmago tinha certeza que um dia encontraria os itens do seu antepassado. De qualquer maneira, o homem-peixe colocou as manoplas em suas mãos, a beleza chamou sua atenção, principalmente fora d’água, já que o cheiro do mar ainda permanecia vivido em seu sistema respiratório – Hmmmmm – Respirou fundo, inalando todo aquele odor marítimo que lhe trazia lembranças de um passado distante.

Raskal se mostrava ainda mais inteligente do que aparentava, sua mente pensava de maneira acelerada e rapidamente ele parecia decifrar parte daquele enigma, coisa que causava uma certa inveja ao homem-peixe. Este último observou por alguns momentos os desenhos no cilindro, aquilo parecia contar algo da sua espécie. Por mais que quisesse, notou rapidamente que a calmaria de antes não iria perpetuar por muito mais tempo, em um movimento rápido lançou seu protegido para dentro da carroça, ao ouvir o som de um disparo – Pólvoraaaa! – Pontuou o tritão, enquanto olhava fixamente para os outros competidores que finalmente deram as caras – Não! Ficar sem dinheiro eu não ficar! – Bradou Thunder mostrando seus dentes afiados para seus inimigos.

Diferente dos momentos interpessoais, a mente de Nanaue conseguia ter uma rápida resposta quando se tratava de batalhas, seja na luta propriamente dita ou em decisões relacionadas a ela. Duas opções surgiram em sua mente: A primeira era claramente a que mais lhe agradava, ele queria ficar e lutar até eu o último inimigo pereça perante sua força exorbitante, entretanto, com a chegada das outras duas carroças, sabia que com certeza uma ou as duas partiriam em direção ao seu contratante, colocando-o em maus lençóis. A segunda o incomodava, afinal, ia contra seu jeito simplista de agir, fugir junto com o homem e lutar em outra oportunidade não fazia muito seu tipo, afinal, e se chegassem mais e mais inimigos? – Grrrrr. – Expressou seu descontentamento com toda aquela situação, por mais que quisesse ir na primeira opção, optou pela segunda. Seus globos oculares vagavam pelo ambiente ao seu redor, semelhante a uma águia em busca da sua presa, o homem-peixe buscava por um item grande o bastante para causar danos significativos aos veículos inimigos. Buscava por uma rocha, algum caixote, algo de metal ou simplesmente por algo que pudesse ser lançado na direção dos homens, olharia até mesmo na carroça, aproveitando dos segundos antes do cocheiro dar partida em sua fuga. Encontrando algum item ele se aproximaria de maneira rápida, com um salto ou uma investida simples, usando o poder de explosão que seus músculos proporcionam. Ergueria o objeto e lançaria com o máximo de força acumulada em seu corpo, seu objetivo principal era acertar a carroça com o atirador, sem muita técnica ou jeito, lançaria o objeto de maneira bruta e selvagem a fim de destruir a carroça ou o animal que a guiava.

Após lançar – ou não – correria em direção a carroça e pularia em sua lateral, se mantendo agarrado da melhor maneira possível – VAI! VAI! – Gritava para que o cocheiro aumentasse ainda mais a velocidade, sabia que estava em uma situação desvantajosa, já que deu corpo exageradamente grande, provavelmente o tornava um alvo fácil aos seus inimigos. Sabendo disso, Nanaue se portaria de maneira defensiva inicialmente, usando a manopla para realizar possíveis bloqueios e/ou redirecionar os ataques que viessem em sua direção, sejam eles de armas de fogo ou armas que necessitasse um contato físico mais curto, como espadas ou facas. Voltaria um punhado da sua atenção para analisar mais a fundo carroça, buscando objetos desnecessários e que fossem possíveis de serem lançados em direção aos prováveis perseguidores. Tomaria cuidado para que não fosse nada importante para Raskal, como o caso dos seus papéis e o cilindro que carregava em suas mãos.

Thunder não tinha muito o que fazer em sua posição atual, por isso manteria seu corpo em uma posição defensiva, buscando proteger pontos chaves como seus olhos, coração e guelras, não poderia se dar ao luxo de receber danos “de graça” naqueles locais. O homem-peixe aproveitaria de qualquer situação favorável ao seu estilo de combate ou que abrisse brecha para uma possível ação, como por exemplo, a aproximação da carroça inimiga pela lateral onde estava ou pela oposta – nesse último caso, optaria por subir no teto da carroça e ir para o outro lado -.

Enfim, seu plano de luta era simples como a maioria das suas ações. A princípio usaria da sua ameaça e sua aparência selvagem para com um rugido intimidar principalmente os animais, em uma tentativa de fazê-los alterar a direção, podendo se chocar ou ir por uma rota que ocasionasse na destruição total ou parcial da carroça. Se por acaso seus inimigos emparelhassem seus veículos com o dele, tentaria acertar com socos e chutes o que estivesse mais próximo: O animal que levava a carroça, o piloto ou a própria estrutura do veículo – sejam as rodas ou qualquer outra parte. Se sua mão alcançasse o cavalo, além de direcionar ataques, Nanaue também tentaria segurar em sua crina, face ou boca, puxando em seguida com o máximo de força possível, para causar qualquer abalo efetivo no animal. Agora se os homens tentassem realmente emparelhar ou passar um pouco da carroça de Thunder, ele não hesitaria em usar suas habilidades físicas e com técnica das acrobacias, saltaria na direção da carroça mais próximo – estando emparelhada ao seu lado ou um pouco a frente -. Seu objetivo era causar o máximo de danos estruturais no veículo e naqueles que estivessem presentes, optando por usar golpes limpos e contundentes, nas regiões frágeis do corpo, como na garganta, face e boca do estômago. Seus chutes seriam direcionados a parte inferior do corpo dos seus oponentes, chutes diretos e circulares visariam o joelho, a fim de quebrá-los ou pelo menos desestabilizar seus inimigos, o que lhe garantiria uma brecha para uma rápida finalização. Mas não parava por aí, se fosse possível ergueria seus inimigos como pedaços de carne e os lançaria na direção das carroças que pudessem estar lhe perseguindo ou se não existisse mais nenhuma, jogaria-os em direções distintas, visando sempre locais que pudessem causar danos significativos quando alcançasse o solo.

Mas não pensem que o tritão seria besta o bastante para destruir a própria carroça em que estivesse, na verdade, ficaria atento a Raskal para que quando notasse uma discrepância na velocidade, pulasse o mais rápido possível em sua direção, optando sempre por esse princípio. Por último, manteria duas ações defensivas, dando prioridade a proteção de Raskal e do cocheiro, já que sem ele seria difícil continuar a viagem.




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~Narração~



Nanaue  olhava ao redor e notava uma peça solta da mureta de concreto, facilmente ele conseguia mover o pedaço cheio de musgo e o jogar contra uma das carroças, porém um grande homem que estava na carroça, pegava a pedra e arremessou de volta em Nanaue.
Este já estava se agarrando na carroça em andamento quando um ataque que ele não previu o acertou, prensando ele contra a frágil madeira da carroça e danificando sua lateral, o que fazia a porta daquele lado cair no chão e o tritão quase a acompanhar.

No entanto o tritão se agarrava na carroça e se mantinha firme, uma queda ali poderia ser mortal, sua carroça acelerava drasticamente, o cocheiro estava correndo pra valer e as três carroças inimigas que os perseguiam acabavam ficando um pouco para trás dando tempo de Nanaue se ajeitar e se posicionar, já que certas partes da carroça desmontaram sob seus pés quando ele se apoiava após o dano causado pela pedrada, algo que fez ele demorar mais para se sentir firme.

Quando finalmente se posicionou firmemente a carroça fez uma rápida curva levantando um poeirão sobre as esquinas das quais as carroças que os perseguiam saíam, agora que eles haviam entendido que era uma corrida e não uma briga direta, estavam todos dando o máximo dos cavalos.

Nanaue rugia tentando assustar os cavalos inimigos, mas a devido a posição que ele estava e os “tapa-visão” comuns de serem usados em cavalos, estes não o viam, mas ouviam sua voz trovoar ao seu redor… O problema era que seus cavalos também ouviam e se assustavam tanto quanto os outros… Todas as carroças começavam a chacoalhar e zigue-zaguear em busca de controlar seus animais, no entanto Ausvit parecia ter algum costume com isso e os dominava rapidamente, o contrário de uma das três carroças que acabava por subir numa rampa de entrada de um armazém e virar devido a isso. Os três homens da carroça que virava eram arremessados para fora da mesma, os animais eram virados por estarem amarrados a estrutura e acabavam se tornando um bolo equino de pernas para o ar.

Devido a confusão com os cavalos, Ausvit acabava por não virar numa esquina que precisava, algumas esquinas depois ele voltava a direção que queriam ir e esse vai e volta permitia que as das carroças o alcançassem. Cada carroça vinha de um lado e pretendiam prensar e frear forçadamente a carroça do trio do peixe, a carroça que vinha pela direita encostava e forçava contra a deles e podia se ver um homem de grande bigode se preparar para tentar vir a bordo. Já do outro lado, do lado que estava Nanaue, a carroça tentou a mesa abordagem, mas o tritão tentou os golpear, forçando seus cocheiros a se distanciar da carroça, mas a estratégia não durou, um homem negro e forte, subia na carroça pelo outro lado o que impedia Nanaue de sair daquela carroça agora.


O homem que subia na carroça vinha até Nanaue e lhe acerta um direto em seu queixo desprotegido que fazia o tritão quase visitar a terra dos sonhos, com certeza aquele humano tinha muita potência no soco, ou talvez o tritão que tinha pouca resiliência para não tentar se proteger? De qualquer forma, isso abria uma chance que a outra carroça aproveitava para se jogar na dos que fugiam prensando Nanaue entre as duas.

Por sorte do tritão, os danos anteriores em sua carroça a fizeram mais frágil que ele mesmo, então o impacto o fez atravessar a madeira trincada da lateral da carroça dele, reduzindo um pouco dos danos, o mesmo não podia se dizer dos danos nas carroças, a lateral esquerda da de Raskal quase não existia mais e o lado direito da carroça dos perseguidores era altamente danificado, inclusive ficando com sua porta pendurada.

-NANAUE…

O tritão podia ouvir Raskal gritar por ele ao seu lado, pelas janelas direitas da carroça dois homens estavam entrando e tentando tomar o cilindro do magrelo arqueólogo. Fora de posição e com o corpo dolorido, o tritão se movia na base da adrenalina, ele com certeza ia sentir aquilo depois, o humano mais próximo era jogado para fora por um soco bem colocado em seu nariz, assim como o outro era repelido pelo pé do tritão que lhe dava um beijo na boca mais violento que o de um virgem no dia da lua de mel.

-Pare essa carroça seu velho…

Nanaue podia ouvir uma voz vida do teto e ver pelo que antes era uma janela vidrada, mas agora era apenas um buraco na madeira, a mão de um negro tentar pegar Ausvit e o forçar a parar. No entanto apesar de velho, o homem ainda tinha força para mais um truque, o cocheiro se jogava para longe do homem, da carroça e sobre os cavalos, continuando a estalar sua língua e dar comandos de direção para os cavalos estando sobre um deles e longe do agarrão do forte homem no teto da carroça.

Dentro da carroça, no entanto, Nanaue não estava tão longe do homem, seu escuro braço vinha pela porta para agarrar os braços do tritão e o puxar, o arremessando contra a carroça de porta que pendia, derrubando ele e a porta rolando um no outro para a estrada.

Ausvit não parecia que ia parar a carroça, então a perseguidora da esquerda tentava o ultrapassar para entrar na frente e o forçar a isso, vagarosamente a carroça ficava cada vez mais a frente com um som de arrastar vindo de trás desde que a porta se quebrou.

-Pois bem, suas cartadas acabaram, entregue o cilindro.

O homem negro dizia à Raskal.

Com uma face de frustração e raiva, Raskal começava a se mover para entregar o cilindro, quando via um reflexo numa parte metálica interna da carroça que mostrava agora, devido a falta de paredes à esquerda, a rua. O que ele via trazia novo fôlego ao arqueólogo, algo que o negro não esperava, permitindo ao fraco homem conseguir pegar seu cilindro e pular da carroça.

Temendo pela segurança do cilindro, o homem se assustou e foi olhar a rua bem na hora que a sua carroça aliada o ultrapassava, o que ele viu lhe trouxe um azedume ao estômago.

-MALDITA SARDINHA PERSISTENTE…



Atrás da carroça que ultrapassa, agarrado a traseira da carroça e surfando numa porta com folha de metal que soltava uma chuva de faíscas e um som medonho, Nanaue, uma mão na carroça e outra segurando Raskal com o cilindro.

Usando de sua força, ele puxava Raskal até si e terminava de subir na carroça, o cocheiro da mesma nem viu quando a forte mão do tritão o agarrou e o jogou na frente dos próprios cavalos da carruagem que perseguia fazendo ela capotar enquanto o tritão pulava para sua carroça original.

A chegada dos dois corpos e a capotagem da carroça ao lado, chacoalhavam a carroça que apenas não capotava em plena curva, por habilidade de Ausvit, no entanto a mesmo se inclinou de uma forma que o tritão precisou de toda sua força para segurar ele e Raskal na frente da carroça, onde normalmente o cocheiro deveria estar. mas o homem negro não teve o mesmo tempo de resposta e acabu sendo derrubado.

Eles ainda estavam no meio do caminho, atrás deles vinha a carroça trazendo o homem negro, todo ralado, após o pegar do chão e mais atrás a carroça que havia virado no início da perseguição, aparentemente a confusão de antes deu tempo deles alcançarem.






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O homem-peixe já esperava que os outros competidores estivessem aguardando-os voltar do passeio aquático, mas, tudo aquilo estava acima das suas expectativas. Sua primeira ação foi lançar um montante de rocha na direção dos seus inimigos, contudo ela foi lançada de volta em sua direção e o impacto causou não apenas dor física, mas também um abalo mental - "Eu sou burro mesmo?" - Ele pensou no momento que sentiu o impacto do projétil, afinal, ser pego por algo tão simplório como aquela só escancarada os defeitos existentes no cerne do tritão. O que pesava ainda mais era o seu complexo, a batalha entre o baixo intelecto contra sua vontade de mudar. Ele sacudiu sua cabeça de um lado para o outro, espantando os males que sua mente criava, ele precisava ficar unicamente no término da sua missão,  garantir a integridade física do seu contratante. A dor física foi algo irrisória, a falta de sensibilidade à dor era algo útil nessas situações. Conseguiu se manter na carroça e deu início a sua fuga, junto com seus queridos amigos Raskal e o Cocheiro.

As ações decorrentes daquele início se assemelhavam a um filme do Indiana Jones, tendo é claro uma pitada de Karatê Kid nas cenas de batalha. Thunder apanhou, bateu, quase foi jogado carroça à fora e perante todas as adversidades, ele conseguiu manter Raskal e o cilíndro seguros. O homem corpulento de pele escura foi um empecilho dos grandes, na verdade Nanaue cogitou a ideia de lutar contra ele em outras circunstâncias, para ser o mais forte do mundo, ele deveria derrotar aqueles que se mostravam dignos de um real combate. Quem sabe? Talvez no futuro eles possam continuar a dança que foi iniciada momentos atrás.

O homem-peixe estava de pé e notou a presença de mais inimigos, parecia que um deles havia ressurgido como uma fênix, bom, mais trabalho para nosso querido Submundano, não é? Ele respirou e no momento que fechou seus olhos para realizar a lubrificação orgânica dos seus olhos, ele viajou. Uma ilha paradisíaca cercada por pessoas que ele nunca conheceu, situações enigmáticas e momentos que ele levaria em sua memória para sempre - AHN? - Gritou ao abrir seus olhos e ver que não tinha passado um segundo sequer, tudo aquilo foi algo da sua mente ou realmente aconteceu? Não! Aquilo tinha sido real, ele pode ter certeza quando sentiu em seu dedo - por baixo da manopla - o anel entregue pela mink felina, seu primeiro presente desde que saiu da sua ilha natal.

Respirou fundo, preenchendo seus pulmões com o máximo de oxigênio que eles suportavam. Aquele anel tinha uma história, algo que fazia sentido com todos os seus desejos e ambições, sim, agora ele estava mais perto de alcançar o máximo do seu potencial. Franziu sua testa, criando uma expressão de raiva em seus olhos. Seus punhos estavam fechados e ele rugiu, não, não foi como antes! Dessa vez a sua fúria estava potencializada pelas habilidades do anel, seu rugido estava mais imponente e era direcionado agora não só aos cavalos, mas sim aos inimigos que estavam nas respectivas carroças. Independente se fosse efetivo ou não, continuaria tomando a frente, mantendo Raskal e Ausvit protegidos pelo seu corpo - Muito tempo falta? - Suas palavras continuavam sendo potencializadas pelas habilidades do anel em seu dedo.

Nanaue agia sempre mantendo a atenção aos seus inimigos, buscando informações sobre a efetividade das suas ações. Sem muito o que fazer, manteve uma postura defensiva, procurando o equilíbrio em cima da estrutura na qual estava. Usava menos técnica do que de costume, buscando a experiência nas brigas pela vida, usando ambos os braços como uma espécie de escudo de fosse necessário, isso é, para armas de longo alcance. Buscaria manter seus antebraços em frente ao tronco, usando da pequena defesa proporcionada pelas manoplas, em uma tentativa de amenizar possíveis danos causados pelos seus oponentes, mantendo sua mão fechada nesse processo.

O homem-peixe sabia que aquilo podia não ser o suficiente, dependendo das ações dos seus oponentes, ele agiria de maneira adequada. Se por acaso oponentes físicos surgissem com uma aproximação das carroças, continuaria mantendo o equilíbrio enquanto permaneceria de maneira imponente, mostrando todo seu ímpeto e vigor perante as adversidades. Na mente de Nanaue surgia uma lembrança, não foi algo ensinado por terceiros e sim algo criado pelo jovem tubarão em um momento de perigo, sendo bem sucinto nas palavras, ele tendia a optar pelo ataque, para suprir a falta de defesa em momentos desfavoráveis como aquele. Aproveitaria o suor escorrendo pelo seu corpo para com concentração necessária, manter o líquido em sua mão, criando uma espécie de carapaça típica do seu estilo de combate. Os inimigos que tentassem pular no veículo no qual o tubarão estava, seriam recebidos por uma sequência de golpes contundentes, que eram intensificador pelo líquido em suas mãos - GYOJINNNNN KARATÊ… - Gritaria carregando toda a imponência da sua estrutura física e do objetivo que carregava em seu dedo - SHAAARK PUNCHHHH - Cerraria seus dentes antes de aplicar o forte soco, mantendo a base da melhor maneira que conseguisse. Seu joelho frontal estaria sempre flexionado, assim como a perna que estivesse atrás, essa última só seria esticada momentos antes do impacto do golpe, a fim de lançar todo seu poder naquele ataque.


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O homem-peixe repetiria o mesmo golpe, seu objetivo não era apenas derrubas, na verdade, ele visava unicamente ceifar a vida dos seus oponentes em cada golpe que fosse desferido. Face, garganta e torso eram os alvos principais dos seus ataques, carregando a água em sua mão a fim de tentar causar danos internos nos golpes conectados. Não parando por aí, de maneira selvagem em todas as oportunidades que surgissem, ele usaria sua própria boca para disparar mordidas pesadas, dignas de um dos maiores predadores do mundo marítimo. Morder e lançar seus oponentes longes se conseguisse, seria seu método de ação. Mas, se não conseguisse lançar ninguém para fora, visaria rasgar a carne dos seus oponentes, arrancar suas cabeças e abrir imensos rasgos em suas gargantas. Nanaue agia como uma máquina de matar, ele foi treinado para isso e não pouparia esforços naquele combate.

Não se limitando a socos, se surgisse a abertura necessária ele optaria também por chutes: Mae-Geri (Chute frontal) e o Mawashi Geri (Chute circular). Contudo, daria sempre preferência aos socos, mantendo a ideia de continuar com uma base firme e equilibrada, mesmo na carroça. Para ataques com lâminas, lanças e afins, o homem peixe optaria por ações simples. Se visse que sua manopla aguentaria o tranco, defenderia com ela esses possíveis ataques, visando sempre redirecionar o golpe para desequilibrar os atacantes, já que provavelmente colocaria uma força considerável em seus movimentos. Nas aberturas criadas, sempre atacaria, não perdendo uma oportunidade sequer. Socos, chutes e mordidas visando destruir seus oponentes nos mínimos detalhes.

Por último, se tentassem algum movimento visando o veículo. Nanaue tentaria interceptar da mentira que pudesse, atacando ou rugindo, tentando impedir a movimentação das carroças que estivessem próximas. Agora, se nada disso fosse efetivo e eles fossem levados ao chão para algum movimento ou barreira, optaria pela segurança de Raskal, sem deixar de lado Ausvit - Se pudesse proteger apenas um, sem pensar iria defender Raskal -. Abraçaria-o com cuidado e deixaria que seu corpo se chocasse com o chão e/ou outra estrutura que viesse em sua direção.



Churras:
Retorno do churrasco
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Legenda: Fala | "Pensamento"
Ganhos:

  1. Manopla feita em Corais
  2. 3x Castiçais de Bronze
  3. 1x Tigela esculpida em granito.

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Considerações ~ Objetivos:
Roubando a ideia do Raves, pois achei bem massa.

Considerações:

Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros - Página 2 26a1 Eu vou sempre citar o uso, mas caso algum momento esqueça e ele esteja usando o anel, peço que considere sua habilidade no que tange seu uso.

Anel do Duque
Imagem:
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Nome: Anel do Duque
Descrição:  Há o mito de que um príncipe tritão indisciplinado seria o antigo detentor desse anel, incapaz de tornar-se alguém respeitável pelo seu próprio povo, este fora em uma missão para adquirir o tesouro do mar que poderia salvar o seu reino,  um minério conhecido como  pedra do rei fora encontrado protegido por um rei do mar antigo e poderoso ao qual tornou o indisciplinado menino em um herói pelas lendas e histórias contadas através deste feito.  Um ferreiro então, para tornar aquele artefato como um digno apenas daqueles destinados à grandeza, criou um anel, este que é dado apenas para um guerreiro que se tornará tão poderoso quanto o próprio rei indisciplinado ou até mais. Além da bela história, o que mais tem de especial nesse minério? Aquele que o vestir, será capaz de projetar a sua voz com mais imponência, podendo fazer com que aqueles que lhe ouçam o veja com mais pompa como se fosse um poderoso rei a discursar, se isso fará alguém o obedecer? Sempre dependerá de sua persuasão, mas pode ter um ou outro que decida o seguir mais facilmente. Além disso, é possível que por ser uma lenda famosa entre tritões e sereias, que comentários positivos surjam sobre você... Ou não.


Objetivos:

Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros - Página 2 26a1 Conseguir Dinheiro.
Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros - Página 2 26a1 Adquirir Armas - Manoplas, Soqueiras, Botas e afins.
Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros - Página 2 26a1 Encontrar o Harvey (@Koji)
Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros - Página 2 26a1 Criar conexões no Submundo
Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros - Página 2 26a1 Iniciar o Aprendizado da Qualidade: Ambidestria
Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros - Página 2 26a1 Iniciar a Perda do Defeito: Analfabeto - Realizar essas ações mais de uma vez no decorrer da aventura.




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