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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros

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Kenshin
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Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros Sex Ago 20, 2021 12:54 am
Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Nanaue Thunder. A qual não possui narrador definido.

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Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Nanaue já havia perdido a conta de quantos dias estava vagando por Sirarossa em busca do contato de Lara, já estava desgostoso e perdendo as esperanças de encontrá-lo.

- Como vou encontrar um circo, circo não existir aqui? - Se perguntou abrindo seus braços enquanto caminhava pelas ruas da cidade. Era possível notar uma falta de concordância em alguma das suas palavras, algo que minimamente o deixava irritado.

Seus passos eram curtos, ele estava desmotivado e cabisbaixo. Sirarossa não era um lugar desconhecido para ele, só participar do grupo envolvido no Submundo, essa ilha sempre foi um ponto crucial na busca por trabalho, porém, ele sempre estava acompanhado de alguém. Estava um pouco nervoso com a situação, ao ficar sozinho no mundo já havia arrumado encrenca sem nem sequer saber, mas agora já era tarde e a merda já estava feita.

Tateou os bolsos em busca de dinheiro, sentia que a quantia monetária estava menor que o normal, pelo jeito seus dias no velho hotel estavam contados - Dinheiro.... - Falou o óbvio enquanto fazia seus olhos buscarem algo de útil naquele lugar, talvez ele visse alguma placa relacionada a um emprego? Ele não sabia fazer muitas coisas, mas estava disposto a arriscar.

Encontrando alguma vaga que se encaixasse, andaria em passos largos acertando sua postura no caminho, alinhando sua coluna, dando uma impressão minimamente seria a sua persona, mesmo que sua bermuda com diversos raios, pudesse ruir toda sua tentativa - De funcionário precisam? - Sua voz era rouca, era como se Sylvester Stallone estivesse falando do seu interior. Thunder aguardava pacificamente as possíveis palavras do seu contratante, esperando que a função a ser exercida não precisasse de muitas habilidades técnicas.

Se não encontrasse nada que lhe fosse útil, continuaria a caminhar pela cidade em busca da sua segunda e última opção: o submundo. Como citado anteriormente, Nanaue ao realizar alguns trabalhos já veio até a ilha, conhecendo assim os locais propícios à interação com pessoas desse ramo. Seus passos eram largos e retilíneos, suas costas estavam levemente arqueadas e sua mão se movia em círculos em sua barriga, a fome não demoraria para atacar e em sua mente começava a dar sinais disso, ao observar as pessoas que provavelmente estariam na rua, como possíveis lanchinhos.

Balançou a cabeça como forma de se controlar, sabia que fazer algo do tipo poderia colocar todo o seu futuro em risco. Para ser sincero, ele não tinha uma expectativa tão extensa assim, até então seu único desejo era honrar a sua linhagem divina, alcançando o pináculo do poder. De qualquer maneira, enquanto vagava ele buscava em sua mente as memórias das vezes que veio até a ilha, puxando como foco a informação de onde encontrar pessoas do ramo que estava em busca. Ao lembrar, tomaria rumo na direção desejada e é óbvio, isso não era algo que pudesse ser perguntado a qualquer um.

Chegando ao seu destino, buscaria observar a existência de algum rosto conhecido ou talvez, alguém pudesse se recordar de um tubarão com as suas proporções. De qualquer maneira, iria até o homem/mulher que foi designado para passar alguns trabalhos nas idas anteriores do homem-peixe até a ilha ou simplesmente iria em direção ao lugar mais indicado para isso - Preciso falar com alguém do "outro" mundo. Trabalho. - Nanaue não sabia ao certo como se portar, como dito, ele não era responsável por realizar os trâmites dos trabalhos, mas sim fazia o próprio trabalho. Suas palavras foram serenas e dando um certo e fazer na palavra outro, como uma forma de indicar o seu real objetivo.



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~Narração~


A imagem daquele tritão caminhando por Sirarossa sob o céu cinzento de nuvens no fim da tarde, poderia ser cômica se não fosse trágica, em busca de emprego ele caminhava passando por vários locais com cartazes de vagas de emprego nas janelas. Mas sua incapacidade de leitura o impedia de realmente saber ler o que lá estava escrito não apenas isso, mas por estar no fim da tarde e as pessoas verem aquele tritão, elas aproveitavam para fechar seus estabelecimentos mais cedo e evitar o visitante, fechando suas portas antes dele passar em frente. Mas quem pode os critica quando o tritão era algo considerado praticamente um monstro, tinha toda uma aparência de um animal muito temido e ainda por cima tinha cara de esfomeado.

No entanto, um velinho dono de uma marcenaria, não tinha agilidade o suficiente para fechar a loja antes de Nanaue ver ela aberta e conseguir entrar, na realidade o velho quase fechou a porta na cara do tritão, mas largou a porta e recuou no último segundo com algum espanto no olhar.

-O-olha, não quero problemas, o que você q-quer?


A voz do senhor tremia, era fraca, abafada e rouca, parecia a voz de uma pessoa que fumava muito, um hábito corroborado pelo forte cheiro de tabaco que apenas não reinava no local devido ao cheiro de serragem. Pequenos bonecos de madeira estavam em estantes, assim como ferramentas, utensílios, todos ricamente adornados e finamente trabalhados.

- De funcionário precisam?

O velho parecia se curvar mais do que sua lordose já o forçava ao ouvir a voz do tritão, mas ao compreender a fala, ergueu uma sombrancelha.

-Busca emprego? Huuuffff

Os ombros do senhor desabavam de alívio com seu suspiro, ele parecia pensar que a procura de emprego tornava o tritão menos problemático.

-Bem eu trabalho com trabalhos delicados em madeira… Sabe marcenaria? Caso contrário não tenho muito o que contratar alguém, mas construções sempre buscam funcionários fortes e já vi alguns como você nelas, então não deve ter problema.

Como era incapaz de cumprir os requisitos do trabalho, o tritão apenas seguiu seu caminho. Em sua saída todos os aposentos da rua já estavam fechados e olhos curiosos o observavam através de frestas em janelas e madeiras, aparentemente o boato da presença do peixe com cara de fome se espalhou como herpes em bordel.

Sem muitas opções, Nanaue rumou para um lugar  onde sabia que poderia encontrar algum trabalho para suprir sua necessidade monetária atual. O tritão caminhou enquanto o céu por trás das nuvens se tornava laranja jogando uma cor avermelhada nas nuvens que grossas e frígidas se recusaram a deixar o céu ficar dourado, poucos pontos das nuvens ganhavam uma bela cor, em sua maioria se mantinham cinza e agora estavam até ficando mais escuras com o anoitecer, isso sem contar a brisa gélida, já estava um clima fresco durante o dia, mas durante a noite um vento corria pela cidade assobiando por entre as casas e fazendo ranger alguns telhados de madeira velho e mal pregados.

Gélida também era o tratamento dos humanos para com o tritão, apesar de ele estar ali já a algum tempo, era como se ele tivesse um campo de força ao seu redor, as pessoas passavam longe dele e desviavam de seus caminhos para evitar o tritão o máximo possível, porém nada que ele não estivesse acostumado, o tratamento humano para com outras raças raramente era diferente.

Quando a noite caiu e os postes já tinham suas velas gordas de banha de baleia acesas para a noite, finalmente o tritão chegou a um pub, sua entrada na rua era uma escada que descia abaixo do nível da rua até chegar a uma porta que era guardada por um homem careca pouca coisa mais baixo que Nanaue e que aparentava ter muitos músculos por baixo de seu casaco marrom de gorro preto.

O homem estaca a comer um sanduiche de rosbife, pepperoni e tomates com orégano, o cheiro era muito bom e parecia ter algum molho no sanduíche que Nanaue não conseguia decifrar o que era só pelo cheiro e visão, mas o pão parecia molhado por algo amarelado e líquido no recheio. Vendo o tubarão descendo as escadas, o homem engolia seu lanche rapidamente e se prostra de forma a tapar a passagem.

-Eu não me lembro de termos nenhuma sardinha como cliente, o que procura aqui, peixe?

- Preciso falar com alguém do "outro" mundo. Trabalho.

O homem parecia demorar um tempo para interpretar a fala de Nanaue, provavelmente ele não era dos mais versados linguisticamente também. No entanto após parecer entender o homem olhava o tritão dos pés a cabeça.

-Hummmm… Na realidade temos alguém pode querer contratar você… Entre, pergunte pelo Raskal para o cara do bar… Se você causar problemas lá dentro, terá problemas comigo, entendeu?

O homem saia da frente da porta e sentava numa mureta fora do caminho de Nanaue.

A porta era desgastada e sua tinta verde musgo era descascada em muitos pontos, o interior do pub seria mais quentinho e iluminado por uma luz entrecortada de alguns candelabros da altura da cabeça de Nanaue que era praticamente da altura do teto. Fumaça de cigarro e charutos lotavam o local, um grupo de homens jogavam cartas numa mesa num canto e no fundo do bar um balcão circular rodeava um barista que estava a secar um copo.

Aparência do segurança:
Aparência do barista:
Não abra:


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Legenda:

-Fala do Deep

-Voz da entidade

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O homem-peixe sentia no olhar e nas ações dos humanos ao seu redor o desdém e preconceito para com ele. Se fosse a alguns anos atrás ele certamente ficaria abalado, se privou muito das relações interpessoais pelo trauma do primeiro contato com essa espécie majoritária da superfície. O tritão era simples e após muito tempo aceitou que cada pessoa oferece aquilo que tem, passando a ignorar e não se importar com essa trivialidade. Por uma fração de segundos rememorou os momentos tranquilos que passou ao viver em sua Ilha natal, algo que tinha uma extrema saudades, mas aquilo não era hora daqueles pensamentos.

Graças ao bom Deus Tubarão, Nanaue não demorou a encontrar o lugar que havia tornado a sua vida desde que conheceu Lara. A noite caia sobre sua cabeça e com ela os ventos gelados a acompanhavam, algo indiferentes até então para o tritão. O que realmente lhe interessou foi o cheiro do alimento que estava sendo ingerido pelo robusto homem de roupa estranha, pensou por um punhado de segundos em atacar aquele cara, visando unicamente satisfazer a sua fome insaciável. Mas a racionalidade falou mais alto e após ser liberado, adentrou no lugar com uma certa cautela, observando logo que a altura do teto não era das melhores, obrigando-o a arquear seus ombros, flexionando um pouco mais os seus joelhos, para diminuir um pouco o seu tamanho.

O ambiente era como se fosse sua casa, vivia entrando e saindo de lugares do tipo por muito tempo, principalmente aqui em Sirarossa. Seu alvo não parecia estar muito longe, iniciou uma caminhada tomando um certo cuidado para não se chocar com as mesas alheias, mas, sinceramente não se importava tanto assim de verdade com esses detalhes. Sua boca estava relativamente aberta, sendo possível para quem olhasse ver sua arcada dentária pontiaguda e branca. Sua expressão não demonstrava o seu verdadeiro sentimento de fome, ele parecia na realidade, um pouco bobo.

- Você é o Raskal? - Indagou o tritão colocando uma mão no balcão, sem pôr totalmente o peso do seu corpo sobre ela. Ele não sabia se havia entendido errado ou não, mas, sabia que tinha que procurar pelo nome dito a ele - O homem feio lá fora, mandou procurar vir Raskal. Trabalho, preciso de trabalho. - A falta de uma educação básica vira e mexe dava suas caras, trocando palavras ou falando totalmente de maneira errada, era essa a batalha diária sofrida por Thunder.

Por fim, permaneceu ali de maneira tranquila esperando a resposta do maluquinho do bar. Se ouvisse ou fosse direcionado a ele algum comentário maldoso, fingiria que não estava ouvindo, buscava focar seu empenho unicamente em carregar uma grana, para satisfazer alguns dos seus desejos e objetivos. Agora, se por acaso fosse dito a ele onde encontrar ou se o próprio barman fosse o tal do Raskal, aguardava por mais informações e - se necessário - iria até onde o homem estava. Ao chegar próximo levantaria sua mão em um aceno - Você tem trabalho para mim? - Falaria de maneira direta e simplória, mantendo sua postura arqueada e o semblante bobo em sua face.




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~Narração~


O tritão cruzava o pub com uma cara um tanto quanto de quem tem um certo déficit mental. Ao chegar o barista continuava secando seu copo com tranquilidade.

- Você é o Raskal? O homem feio lá fora, mandou procurar vir Raskal. Trabalho, preciso de trabalho.

Uma sobrancelha do barista se ergueu, ele parecia parar pra entender a mensagem dita e então colocou seu copo junto com outros no balcão.

-Você não é dos mais espertos não? Hummm… O que você sabe fazer? Qual seu diferencial? Quem é você? Não posso passar clientes assim do nada, preciso saber mais de você… Bom de briga? Algo além de respirar embaixo de água?

O barista puxava um copo e o colocava na frente do tubarão, ele derramava um líquido amarelo com cheiro alcoólico no mesmo e o deixava lá como se ofertasse para o tritão.

Não abra:





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Legenda:

-Fala do Deep

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Nanaue esboçou um sorriso ao perceber que Raskal era o próprio atendente, pelo menos era isso que ele achava naquele momento. Olhou o velho de cima para baixo, encarava-o com seus olhos vazios e inexpressivos – Sou forte. – Ergueu ambos os braços forçando o bíceps, realizando uma típica pose de um fisiculturista. Porém, para sua infelicidade a musculatura não teve tanto destaque como em sua mente, já que a capa de gordura impedia razoavelmente a sua aparição – Sou rápido como uma mariposa – Jogou o pé esquerdo para trás, mantendo ambos os joelhos flexionados e aplicou dois golpes típicos do Karatê, Oi-Zuki e Gyako-Zuki, ambos os socos eram semelhantes ao jab e direto do boxe, contudo, carregavam suas particularidades - Lutar eu sei. - Falou.

Retornou a sua postura inicial, mantendo seus ombros arqueados, criando uma leve corcunda em suas costas. Seus braços chegavam próximos aos seus joelhos, dando uma aparência bem simplória ao volumoso homem-peixe – Proteção, assassinato, dívida? Trabalho desse tipo eu fazer. – Novamente a falta de habilidades no que tange a leitura e escrita voltou a atacar, algo problemático e que o incomodava diariamente. Sua mente martelava as últimas palavras do senhor de cabelos grisalhos, novamente estava sendo alvo do desrespeito da raça humana, ele era um peixe, mas não tinha sangue de barata.

Me chamo Nanaue, já fiz trabalhos em outra ilha e também aqui. – Falou com sua voz grossa enquanto encarava o homem um pouco mais sério que o normal, sua vontade era de maneira simples matar dois coelhos com um só movimento, sua fome e se impor perante o preconceito sofrido. Entretanto, sua mente lhe mostrou algumas experiências vivenciadas no passado, não valia a pena, não ali daquele jeito – De graaaça? – Indagou, sua dicção não era das melhores e todos que estão lendo isso já sabem. Tendo uma resposta positiva, jogaria todo o líquido em sua boca de uma só vez, engolindo sem nem pensar duas vezes. Ardor? Queimação? Ele simplesmente ignoraria qualquer uma dessas sensações, mantendo uma pose “imponente” perante o seu possível chefe. Agora, caso recebesse uma resposta negativa, apenas iria ignorar aquela bebida e fazer a desfeita de maneira simples.

Thunder por um momento observava o ambiente como um todo. Tentando ver o número de pessoas e principalmente se tinha ali algo que chamasse sua atenção, como um prato saboroso de comida.




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~Narração~

Nanaue se apresentava e falava seu currículo enquanto o barista o observava calmamente. O tubarão até mesmo se espantou perante  a oferta gratuita de bebida e se colocou a beber sem pensar numa possível armadilha ali, talvez até veneno.

O homem observou o líquido adentrar o corpo do tritão em silêncio e após isso se colocou a falar.

-Bem, talvez você seja o que Raskal precisa no fim das contas, se sente numa mesa, irei avisar o Raskal…

O tritão poderia ver que apenas ele, o barista e os quatro homens jogando cartas estavam no pub, o ambiente era limpo, quieto e bem cuidado. Os homens jogando cartas, cada um tinha seu charuto e provavelmente era a causa da densa fumaça na casa.

Após algum tempo um homem de óculos gordinho se sentaria com Nanaue.

-Olá, Sou o Raskal, me falaram que você procura um trabalho e que pode ser bom para o meu… Ahhh Um tritão, realmente você seria muito útil… Eu… Eu estou a procura de um certo algo e meus estudos me levam a achar que pode estar em algum lugar nos arredores subaquáticos de Sirarossa, no entanto quem me contratou para achar isso, tem competidores buscando o mesmo item, os quais não piscariam em me matar para conseguir pegar de mim o item… preciso de alguém que me acompanhe e liquide quem tentar me ferir…

O homem puxava um doce do bolso e começava a mascar a pequena bala enquanto observava o tritão e esperava uma resposta.
Raskal:
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O homem-tubarão continuava de maneira serena aguardando as próximas informações, demorou alguns segundos para raciocinar que o atendente não era o Raskal, como ele tinha imaginado antes. Sua expressão mostrou-se levemente triste, como se tivesse perdido algo importante para si – ”Eu não sou burro!” –  Reafirmou mentalmente. Em meio aos simplórios devaneios que vagavam pela sua mente, recebeu os próximos passos e assim o fez, permanecendo sentado em uma das cadeiras. Ele sentou com cuidado, queria evitar cenas constrangedoras que já tinha passado algumas vezes, já que as cadeiras nem sempre eram fortes o bastante para aguentar toda extensão do seu peso.

O odor da fumaça incomodava o olfato de Thunder, entretanto, ele tentava não se importar com isso. Em meio a algumas “fungadas” aguardava o seu contratante. A ansiedade se mostrava presente em seus sentimentos, suas mãos suavam e seus pés não conseguiam ficar parados no chão, batiam repetidas vezes no ritmo de uma música – Baby Shark Dododo... – Ele cantarolou baixinho enquanto aguardava Raskal. Quando viu a aproximação do homem, parou com o cantarolar e forçou seus membros a ficarem parados, sabia que a primeira impressão era tudo e ele não tinha lá uma das melhores.

O homem corpulento trouxe com ele uma carga nostálgica que tomou conta do corpo do Tritão, pela primeira vez em semanas o mesmo se sentia em seu “território”. Além de tudo, seu trabalho era simples e ao mesmo tempo tinha características que traziam um certo incômodo a Thunder – ”Proteger...” – Pensou na peculiaridade daquele trabalho que mais o incomodava. Ele não tinha problemas em lutar, na verdade, essa era uma das poucas coisas que extraíam todo seu empenho físico e mental, era de fato, agradável aos seus gostos e princípios.

Por mim “tá” tranquilo. – Bradou o homem peixe ao fim do falatório do seu novo chefe – Quando “nós” vai? E quanto paga?– Indagou de maneira simples e direta, por se tratar de uma corrida, cogitou a ideia que tivesse que ir logo, já que, precisava que o tal objetivo fosse encontrado antes dos outros competidores. O homem-peixe parou por um momento e arregalou seus olhos negros, era como se acabasse de ter o pensamento mais genial possível. Ergueu sua mão próximo ao rosto, alguns centímetros separavam ela da sua face animalesca. Moveu em seguida para o lado, apontando com a outra mão para a outra – Arma pra ela, você tem? – Trouxe alguns segundos depois para perto novamente, fazendo cerrando seus punhos e apontando para os ossos da sua mão – Arma proteger e melhorar socos! – Sorriu. Era possível notar um trabalho de “calejamento” intenso na mão do homem-peixe, mostrando seu empenho nos treinos e também os resquícios de combates anteriores, pequenas “marcas de uso” do seu grande punho.



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Rascal ouvia o tritão falar e parecia ficar meio impressionado por seu vocabulário… provavelmente não positivamente, no entanto ele apenas ajeitava seu óculos e prosseguia com a conversa.

-Bem... Pago três milhões no seu trabalho quando entregarmos nosso item para o Colecionador, pago um extra se fizer ele realmente muito bem e conseguirmos finalizar o serviço com a mercadoria e eu intactos.

Nanaue aproveitava para perguntar sobre armas para Rascal, o qual apenas erguia uma sobrancelha de dúvida.

-Meu caro, não sou capaz de usar armas, nem sou vendedor das mesmas ou adepto de seu uso, sou apenas um arqueólogo que trabalha para um contratante incomum… Assim como também não posso te adiantar o dinheiro para comprar agora, pois também não tenho dinheiro e vou te pagar com parte do dinheiro do meu trabalho.

Enquanto conversavam o jogo de cartas parecia terminar e um dos homens vinha se sentar a mesa deles, era um velho homem com enormes sobrancelhas as quais cobriam seus próprios olhos, sua roupa era um terninho surrado e velho.

-Nanaue esse é Ausvit, nosso cocheiro… Ausvit esse é Nanaue nosso guarda costas… Então se tudo estiver de acordo Nanaue, me siga, vamos para minha base de operações atual para podermos iniciar nossa caçada.

Os dois se levantavam e se preparavam para sair do pub. Se o tritão os seguisse, seria levado até um carroça um tanto quanto gasta, na qual seu corpo ocupava todo um dos dois bancos internos da carroça, o outro era ocupado por Rascal e vários pergaminhos com símbolos que Nanaue não sabia dizer o que eram, nem mesmo se era alguma escrita comum, pareciam desenhos e rascunhos a mão.

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Resumo:




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A conversa continuava e o homem-peixe conseguia ver a expressão do seu contratante, tentou por mais uma vez não deixar aquilo o abalar. Por mais que fosse forte por fora, sua personalidade serena por dentro o causava alguns incômodos que ele não gostaria de ter. Suspirou tentando externar parte da angústia e ao mesmo tempo cantarolava a música de antes em sua mente, como uma forma de afastar todos aqueles pensamentos ruins.

- "Três milhões?" - Pensou mexendo soltando os dedos devagar, até fazer o número três. Ele não sabia ler ou escrever, mas estava acostumado a ouvir as contas que terceiros faziam e adquiriu uma certa inteligência nesse quesito, sabia que era uma boa quantia e que valia a pena - Colecionador? - Era um nome que o homem-tubarão nunca ouviu, talvez fosse um magnata de Sirarossa ou alguém de uma ilha distante, vai saber - Você não é chefe então. Colecionador é chefe. - Disse meio embolado, querendo ter apenas certeza que o tal homem era o verdadeiro chefe, Lara sempre disse para ter contato direto com quem detinha o real poder - Você meu chefe, te protejo. - Disse fazendo um "joinha" com sua mão ao lembrar da palavra "extra" dita por Raskal, ou seja, ele poderia ganhar ainda mais dinheiro.

Um homem velho e de sobrancelhas estranhas se aproximou da mesa, instintivamente Nanaue abriu seus dentes e colocou uma expressão raivosa em sua face, mostrando estar atento a qualquer um que chegasse perto, talvez pudesse até mesmo ganhar pontos com o seu contratante. Após se revelar um dos empregados de Raskal, o homem-peixe desarmou sua postura e adquiriu um "ar" de tranquilidade, mostrando um pouco do seu carisma. Levantou seguindo a dupla até o veículo que seria usado pelo trio, não era nada novo, mas sinceramente Thunder sequer ligava para aquelas futilidades, se aguentasse seu peso, era o bastante. Entrou na carroça e logo pode ver o amontoado de papéis, observou os mesmos em uma tentativa que pudesse entende-los, mas, como todas as outras vezes, aquilo não fazia sentido ao tritão.

- Você sabe ler? - Indagou com um olhar curioso - Você pode… me ensinar? - Direto e reto como todas suas ações, já pensava no tempo vago quando acabasse o trabalho, queria usar aquilo de uma maneira útil. Independente da resposta continuaria olhando para Raskal, afinal, não tinha muito para onde olhar além disso - Sua base, longe daqui? - Perguntou enquanto tentava olhar pela provável janela da carroça, tentando ver a paisagem e também, por onde eles estavam passando - Muita gente atrás dessa item? Você tome cuidado, fique atrás de mim. - Em uma tentativa simplória de passar algumas diretrizes da missão e buscar por informações, ele falou calmamente.

Ao chegar no lugar a primeira ação do homem peixe era colocar a mão da mão na frente de Raskal, impedindo a sua saída precipitada. A experiência tocava como uma sirene na mente de Thunder, como estava em uma disputa tinha a chance dos outros competidores tentarem tirar Raskal da jogada e ele não podia deixar isso acontecer. Tomaria a iniciativa e sairia da carroça, olhando ao redor independentes de onde estivesse. Seus olhos buscariam por pessoas suspeitas e/ou estranhas. Andaria em volta da carroça analisando o lugar, mantendo sua postura imponente e ao mesmo tempo, não passando hostilidade para aqueles que tivesse em volta - Sai da frente. - Diria sem pestanejar para qualquer um que estivesse em volta do perímetro da carroça, principalmente ao lado que Raskal sairia.

Se por ventura essa pessoa se negasse, daria um soco, seguido de outro. Sua base estaria firme e sem muito distanciamento entre seus pés, não faria uso do seu quadril para colocar mais força no golpe, a princípio, agiria de maneira mais relaxada no que diz respeito aos seus ataques. Se por acaso fosse atacado, optaria por um bloqueio simples se não tivesse envolvido em nenhuma arma branca ou de fogo, nessas duas últimas armas tentaria antecipar o movimento inimigo em busca de acertar o membro utilizado para atacar, desequilibrando ou mudando a linha de ação do mesmo, esse movimento seria seguido por um soco ou um chute, visando a face ou o abdômen. Contudo, sendo atacado sem arma branca e/ou de fogo, levaria ambos os braços como se fosse um escudo, tentando proteger o máximo do seu torso, algo visto e copiado de terceiros em meio as diversas lutas realizadas pelo tritão. Usaria um avanço assim que bloqueasse, na tentativa de desequilibrar seu oponente e fazê-lo cair, pisando em seu peito e colocando todo o peso do seu corpo sobre ele, tentando destruir sua caixa torácica.




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~Narração~


O tritão parecia querer entender mais sobre quem era o chefe, então assim que entraram na carroça, Raskal lhe explicou melhor enquanto a simples carroça com interior de madeira se movia.

-Colecionador é um apelido de um cara com muita grana que contrata gente como eu de vez em quando, ele coleciona vários tipos de coisa, então ele é meu cliente e eu estou te contratando, você e Ausvit… Inclusive é um grupo bem incomum, raramente procuram trabalhos de um arqueólogo como eu, confiam num tritão como você ou se deixam depender de um velho viciado em corridas de cavalos…

Raskal conversava sem tirar os olhos dos papéis que ele tinha consigo, ele levava a mão aos lábios e concluía.

-Hein Nanaue, você consegue erguer algum peso e mergulhar fundo sem aparelhos, não é? Você será realmente útil se minha teoria estiver correta. Diria até que você caiu do céu…

O tritão se interessava no que o gordinho lia e o questionava sobre o assunto.

-Você não sabe ler? Deve ser difícil… Respondendo sua pergunta, sim eu sei ler e posso ensinar, só não sei se teremos o tempo até esse trabalho estar concluído… Na realidade… Ouvi falar que tritões tubarão podem retirar dentes e trocar por novos livremente… Sou muito interessado em biologia também, então se me arranjar uma de suas arcadas retiradas, troco ela numas aulas… Minha base não fica longe também, mas é em um armazém localizado meio escondido… Quantas pessoas atrás do item? Difícil dizer, muitos sabem que o colecionador está interessado, poucos são capazes de achar por si só, mas os que não conseguem acabam focando em roubar de quem consegue, então qualquer um pode ser contra a gente, só confio em você por causa que se você me trair a galera do pub te mata… Então rola uma confiança profissional..,

Durante toda a conversa, Raskal se mantinha lendo seus pergaminhos e rascunhos, do lado de fora Nanaue via cada vez menos lojas passarem ao lado e cada vez mais casas particulares e pequenos armazéns de estocagem. Inclusive a carroça parava ao lado de um desses armazéns, o tritão descia primeiro, seguido do humano, nenhuma alma viva era vista na região, apenas eles, parecia que o bairro era todo de estoques e armazéns poucos usados, o cheiro de mofo e ferrugem era até forte no ar.

Raskal tirou um pesado cadeado do armazém e ergueu sua porta, dentro nanaue podia ver diversos pergaminhos abertos e grudados as paredes, mapas riscados, livros e no centro havia uma enorme caixa com um par de rodas de carroça, a caixa possui válvulas, correias e roldanas de uma forma que Nanaue mal entende pra que serve, sobre a caixa uma roupa de borracha com enormes botinas de ferro e um grande capacete de metal com um visor de vidro e um tubo que saía do seu topo.

-Pode levar pra mim a caixa até a carroça, meu caro? Precisamos dela, vamos para a costa oeste da ilha dar um mergulho em busca do que creio ser a pista final…

Raskal pedia isso a Nanaue e começava a esconder as coisas que trouxe na carroça no armazém, como se esperasse que alguém pudesse invadir ali depois que saíssem, no entanto ele puxava um conjunto quase idêntico de papeis das gavetas e os colava nas paredes e espalhava sobre as mesas, pareciam quase iguais aos que estavam antes, mas os rabiscos pareciam diferentes.

Se Nanaue tentasse puxar a caixa, veria que ela era leve para ele, principalmente por ter rodas, o cocheiro faria a junção da carroça com a extensão e Raskal fecharia a tampa da caixa para a roupa não cair no meio da viagem. Então eles teriam início em mais uma viagem, desta vez para praticamente o outro lado da ilha, eles cruzavam umas cinco pontes até chegar a beira do mar, uma mureta cheia de musgo na beira de uma deserta, ou pelo menos quase, a uns vinte metros deles havia um velho deitado que dormia, se perceberia que ele dormia ao invés de estar morto, apenas pelos peidos e arrotos que o bêbado soltava de tempos em tempos, pois não se movia nem acordaria facilmente.
Raskal se colocaria a vestir a roupa de borracha por cima da sua e pediria ajuda de seu guarda costas parrudo para vestir o capacete e botas pesados.

-Uma ajudinha por favor, meu caro tritão… Vamos mergulhar, supostamente em algum lugar desse canto existe os escombros de um templo com a relíquia que queremos, gostaria que descesse comigo, não sei o que posso encontrar no fundo, mas é sempre bom ter um par de braços que fazem mais do que virar as páginas de um livro. Se você ver algo parecido com esse desenho, provavelmente é o que procuramos.

Raskal mostraria então para o tritão um rascunho de um desenho tribalístico do que parecia ser uma rosa.

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Thunder adquiriu informações importantes sobre o Colecionador, em sua vida no Submundo, nunca teve a oportunidade de entrar diretamente em contato com os seus contratantes, outras pessoas do seu grupo ficavam responsáveis por esses trâmites. Entretanto, por estar sozinho a vontade de resolver ele mesmo os seus assuntos, aumentava gradativamente em seu interior, ele queria ser verdadeiramente independente de terceiros. Cogitou em sua mente que talvez um dia, ele pudesse firmar contratos diretamente com o Colecionador, talvez, ele até mesmo poderia virar o jogo, sendo o contratante de Raskal em algum momento. Enfim, em meio aos devaneios simplórios ele respondeu de maneira direta as perguntas do Arqueólogo: “muito”, foi a palavra que usou para responder sobre o peso erguido, ele não sabia nem ao certo o significado da palavra, mas entendeu que o homem citava algo relacionado a sua força física. Sobre sua arcada dentária em troca de aulas? Sim, isso o animou e o fez esboçar um largo sorriso, seguido por um “joinha”, confirmando o trato entre eles.

Seu cuidado exacerbado se mostrou desnecessário, parecia que o local era seguro e não teve muitos problemas na base de operação de Raskal. A caixa não foi um trabalho, pareceu uma pena perante a força descomunal do homem-peixe, mostrando uma parcela do poder físico que dispunha diariamente. A última parte da viagem incomodou o tritão, sempre preferiu andar a pé e ficar naquela carroça estreita o trouxe sensações ruins, não chegava ao ponto de ser claustrofóbico, mas, gerava um certo incômodo. Não demorou para que sentisse aquele cheiro típico entrando pela sua narina, era como se pudesse sentir o gosto do sal percorrendo toda a extensão dos seus membros, seu hábitat natural era o lugar preferido pelo tritão, isso é, depois de um bom restaurante de comida a quilo.

Humpf… – Bufou olhando para o homem velho, um incômodo maior do que ficar por muito tempo na carroça percorreu sua espinha. As palavras de Raskal sobre os outros competidores martelava na sua cabeça como um apito, mas não, talvez fosse só impressão. Virou-se para seu contratante e o auxiliou a vestir aquela roupa da melhor maneira possível, riu, vendo que o ser humano precisava entrar em algo tão estranho e aparentemente desconfortável para poder aproveitar uma pequena parte do oceano e ainda se achavam uma espécie superior, que piada. Nanaue olhou de novo para o velho e o encarou, estreitou seus olhos para ter uma melhoria mesmo que mínima em sua visão, ele ainda o incomodava e aquilo parecia que não iria parar.

Você ir fundo nessa roupa? Você não... – O homem-peixe colocou suas mãos parelhas e começou a encenar uma pequena peça, mexendo as mãos e juntando-as pouco a pouco, querendo passar para Raskal a seguinte pergunta: Você não vai ser espremido pela pressão do fundo do mar? Juntou suas mãos o máximo que pode – Puff... Morreu. – Concluiu sua fala olhando de maneira sincera para o arqueólogo. O tubarão olhou bem para o rascunho, parecia ser uma espécie de flor, algo fácil de gravar em sua mente – Competidor. – Sussurrou baixinho enquanto indicava com sua cabeça a direção onde o velho estava, ele ainda estava atento ao homem e não ficaria tranquilo até resolver essa questão – Já volto. – Bradou enquanto caminhava na direção do homem.

Esperaria não demorar a chegar nas proximidades do velho, sua mente formulava ideias sobre aquele homem ser um inimigo. Nanaue era simples em suas ações e pensamentos, não poupava esforços em seus trabalhos e sempre gostou de resolver qualquer tipo de assunto que pudesse atrapalhar a sua rotina, seja no trabalho ou no dia. Ergueu ambas as mãos acima da sua cabeça – Hoje não competidor! Shashasha-Shark – Riu antes de descer suas mãos entrelaçadas – como se fossem um martelo – de cima para baixo, mirando acertar na cabeça do velho com toda força existente em seus músculos. O homem-peixe usou da sua inteligência para formular uma estratégia efetiva: Se ele fosse um dos competidores provavelmente esquivaria ou tentaria bloquear de alguma forma aquele ataque. Agora se não fosse, apenas teria sua vida ceifada pelo tubarão, que não se importava com o bem estar do velho à sua frente. Entretanto, este homem sendo um inimigo e realizando algum movimento alarmante antes de ser acertado, o homem-peixe usariam do domínio do corpo proporcionado pela sua arte marcial, para parar o golpe. Dando-lhe segundos cruciais, para que com um jogar de corpo para trás, pudesse sair do alcance do homem e tivesse tempo hábil para colocar uma postura típica do Karatê: A base não estaria na mesma linha, o pé esquerdo estaria levemente mais a esquerda, dando um maior equilíbrio ao tritão. A mão – esquerda – seria posicionada alguns centímetros a frente do seu corpo, de forma que seu antebraço cobrisse parte do seu torso, enquanto a direita estaria em sua cintura e devidamente “encaixada”, como uma arma prestes a disparar.

Porém, se nesse meio tempo mais pessoas aparecessem, ele adotaria movimentos que carregariam uma força maior, isso é, se os outros homens fossem em direção a Raskal. Corria e saltaria para se aproximar o mais rápido que pudesse do seu contratante, isso se ele estivesse em perigo>




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~Narração~


O tritão tentava perguntar sobre o humano morrer com a pressão do mar, o homem demorava um pouco para entender, mas após alguns segundos compreendeu a questão:

-Ahhh… Não, não iremos tão profundamente, na realidade provavelmente nem passemos da barreira de corais da orla, minha bomba é de apenas alguns litros por centímetro quadrado, então não mandaria ar tão longe de forma correta…

Após isso o desconfiado tritão dava um toque em Raskal e se aproximava do velho, uma fala era feita esperando uma reação do mendigo, mas a única resposta foi o som de osso se partindo quando os punhos do velho esmagaram a cabeça do mendigo sob o olhar assustado de Raskal.

-Eu nunca vou me acostumar ao sangue frio da galera desse ramo…

Dizia Raskal enquanto se preparava para mergulhar após ligar a máquina que começava a fazer um barulho bem alto de motor.

Assim que o tubarão estivesse ao lado  de Raskal, este segundo iria pular no mar que ali já era mais fundo devido a não ser uma praia e sim um muro artificial. Uma vez dentro da água Eles desceriam apenas cinco metros antes de chegar na areia, muitas algas cobriam o chão e grandes pedras cobertas de musgo os rodeavam, a uns cinquenta metros a frente Nanaue poderia ver a parede de corais que separava ele do mar aberto e com profundidades enormes. Raskal se colocaria a andar lentamente pela areia, seu movimento era muito reduzido embaixo da água, mas ele prosseguia buscando avidamente. O tritão no entanto se usasse suas vantagens para rodear o humano e observar a área poderia ver algumas entradas de cavernas subaquáticas cobertas por algas.


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A resposta obtida por mim trouxe consigo uma brisa de conforto, uma preocupação a menos. Afinal, por um momento cogitei a ideia que meu contratante poderia ser morto apenas pela imensidão do mar, um lugar hostil para espécies invasoras e frágeis, como era o caso dos seres humanos. Outro ponto interessante de citar nessa narrativa é a segunda resposta, realmente aquele senhor não era um dos competidores, já que pereceu de maneira extremamente fácil e sem esboçar reação, pelo menos estávamos seguros por hora. Meus passos foram lentos em direção a Raskal, balancei minhas mãos repetidas vezes, meu objetivo era simplesmente lançar longe os restos mortais do velho, sua massa encefálica e pedaço dos ossos em meio ao sangue, grudaram em minhas mãos. Por um momento ri, aquela gosma era engraçada.

Antes de cair na água dei uma olhada ao redor, unicamente para ter a definitiva certeza que os arredores eram seguros, já que quando voltasse a superfície era provável dar de cara com algum grupo inimigo, bom, isso são preocupações para o futuro. Pulei abrindo os braços, não como um nadador nato que sou e sim um pedaço de pão, a primeira parte a tocar as águas marítimas foram meus pés, seguidos do resto do corpo. Deixei que meu corpo descesse até o fundo – o que não era longe – enquanto observava o que estava ao meu redor – "Já?" – Questionei mentalmente com uma certa surpresa, havia descido tão pouco e já chego aí fundo? Isso estava estranho! Mexi meus pés na areia para cima uma espécie de base, seguindo o ritmo dos passos de Raskal por um punhado de segundos – SHASHASHADHA-SHARK. – Gargalhei após minha mente raciocinar que eu era um homem-peixe, não fazia sentido e nem mesmo necessidade de acompanhar o homem daquela maneira.

Hum... – Olhei para o homem em seu traje e uma dúvida surgiu em minha mente: Será que ele me ouve? Precisava testar o mais rápido possível, não pensando em problemas futuros, mas sim, porque  gostava de conversar - Raskal, ouve eu? – Perguntei dando uma espécie de “estrelinha” em sua frente, apontando os dedos indicadores de ambas as mãos em direção às orelhas humanas. Tendo uma resposta ou não, tomaria uma postura um pouco mais séria, o conforto proporcionado pelo mar prejudicou minhas ações por tempo demais, se ele fosse morto eu não receberia, e se eu não recebesse... A fome seria minha pior inimiga.

Tomei tento e minhas ações melhoraram, nadava de maneira objetiva e com atenção. A ideia era criar uma espécie de perímetro, um círculo de proteção em volta do homem e então comecei a nadar com tranquilidade, em volta do humano. Meus olhos estavam atentos aos arredores, principalmente quando notei a presença das cavernas, será que alguém estava à espreita? Por hora me mantive próximo e atento enquanto o homem caminhava, seguindo seus passos astutamente. Infelizmente não tive tempo e nem inteligência o bastante para fazer isso enquanto buscava pela imagem do item que procurávamos, entretanto, em alguns momentos voltei meu olhar em busca de algo parecido com a imagem, caso avistassem, apontaria na direção enquanto cutucava o braço do homem.

Buraco! – Apontei em direção as cavernas enquanto falava, se tudo estivesse tranquilo naquela região iria nas proximidades do lugar, tentando ter uma visão do que estava em seu interior. De maneira um pouco relaxada, caso sentisse que estava tudo bem, aquilo podia ser um erro, porém, esse é o meu jeito de lidar com as adversidades. Se em algum momento sofresse uma investida inimiga – podendo até ser de um outro peixe, um tubarão por exemplo – não pouparia esforços na proteção de Raskal, se fosse apenas um animal, tentaria falar e afugentá-lo. Mas, se por um mísero momento ele tentasse atacar a mim ou meu contratante, o enfrentaria de maneira sucinta. Aproveitando da água ao meu redor acumularia uma parcela da mesma em minha mão para aplicar um golpe direto, mirando na “face” ou na região do corpo do animal, o objetivo era utilizar a arte marcial para intensificar os danos internos, dando-me tempo o bastante para com minha mandíbula, agarrar o primeiro lugar que fosse mais fácil e com força, rasgar o meu oponente marítimo, mostrando-o a necessidade de me respeitar.

Porém, sendo um dos outros competidores minha ideia era simples: proteger Raskal. Aproveitaria da habilidade aquática para investir de maneira selvagem contra meus oponentes, como um verdadeiro tubarão faria. Uma sequência de socos intensificado pelo acúmulo de água em meus punhos seria a primeira opção de ataque, independente de onde iria acertar, eu apenas despejaria uma leva de golpes me aproveitando do poder de um homem-peixe no mar. Se visse que os oponentes utilizavam roupas semelhantes ao meu contratante, tiraria ainda mais proveito da provável falta de mobilidade, para em meio a uma movimentação simples – rodeando os oponentes usando as vantagens marítimas – desferindo os golpes de maneira contundente, se possível, buscando rasgar o traje com meus dentes afiados.

Por fim, continuaria acompanhando o homem se nenhuma adversidades ocorresse. Tentando buscar sua orientação para qual caminho seguir, além de tentar achar aquela bendita rosa sempre que fosse oportuno.

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Deep
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~Narração~

Interessado em saber se Raskal o ouvia, Nanaue perguntou a ele se o ouvia, o qual respondeu em um tom de voz muito baixo que reverberava na água quase como quando se ouve a voz de alguém em outro cômodo.

-Posso ouvir incrivelmente bem já que você fala direto na água, você que provavelmente me ouve bem mal… Já que falo no ar e isso vibra o vidro para só então mandar o som na água…

Raskal dava uma explicação amplamente científica enquanto continuava olhando ao seu redor, o homem tinha a visão dificultada por estar debaixo da água, então não percebeu o conjunto de cavernas as quais o tritão apontou pra ele.

-Boa, Nanaue, vamos verificar se são o que procuramos…

Ao se aproximarem da entrada da caverna, se percebia muitas algas ali, assim como o fato de que por dentro a caverna parecia ter sido por ferramentas e não pela água naturalmente, Raskal parecia satisfeito ao ver as marcas na pedra, apesar de que o tritão não sabia o que aquelas marcas significavam, muito menos sabia diferenciar o desgaste de ferramenta pro natural. Logo eles chegavam no que parecia ser uma antiga entrada, porém pedras tampavam a entrada, parecia que pedras haviam desmoronado sobre uma porta pesada e antiga e tudo isso se acumulou com lodo na entrada. Raskal tentava mover as pedras, mas apesar da água ajudar com pesos, ainda não era o suficiente para o humano mover aquilo, no entanto seus esforços acabavam por mover o musgo e mostrar um entalhe de rosa como o mostrado a Nanaue.

-É isso Nanaue, é aqui, me ajude vamos…

Assim que Nanaue ajudasse o humano, um pequeno altar ficaria a vista, uma escultura das mãos de um tritão com manoplas feitas de coral de verdade, seguravam um cilindro de pedra de trinta centímetros de comprimento por cinco de raio, todo entalhado com desenhos indecifráveis devido a grossa camada de musgo.

-Uhuhuhu, esse cilindro é a última pista que preciso… Perfeito…

Raskal pegava então a peça e começaria a admirar a mesma enquanto se ajeitava para sair deixando as manoplas, alguns castiçais e potes que estavam no altar junto do cilindro, ele parecia ignorar estes completamente. Apesar de cobertos de musgo, poderiam ser interessantes.
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