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Terra em Transe Sex Ago 13, 2021 3:22 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Terra em Transe

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Tsao Tsao. A qual não possui narrador definido.

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Re: Terra em Transe Qui Out 07, 2021 5:44 pm
A Jornada de Tsao

Era claro que Tsao já tinha conhecimento suficiente do combate com o seu inimigo para tomar uma estratégia ainda mais problemática para Kane, os seus passos acelerados começavam ao bloquear uma das facas do caprino, o diabo avançava sutilmente por trás de algumas caixas enquanto que o bode tentava o seu melhor para ganhar alguma distância e mais uma vez se esconder nas sombras.

Algo que era inútil comparado a vantagem física que o azul tinha e era alcançado facilmente, o golpe atingia o seu braço, realizando um grande corte que inutilizava-o e deixava-o com uma dor excruciante e correspondia com um chute no braço do caçador que também era bem danificado a ponto de haver um roxo quase instantâneo

A troca de golpes não durava muito e era devido ao flanco aberto do mink que o combate teria o seu fim, o facão vinha em mais um golpe e outro, o bode tentava corresponder, mas era falho, seus movimentos já não tinham mais forças e em um último golpe, podendo até mesmo ser considerado de misericórdia após tanto outros cortes em seu corpo.

O sangue jorrava da traqueia do ser em um corpo separado e caído ao chão, o diabo tinha feito mais uma vítima e ela era Kane, o Temido, aquele do qual presenciou a ascensão do diabo azul em pessoa e não sobreviveu para contar quem era aquele por trás da máscara e roupas escuras. O sentimento da batalha era fervoroso para aquele que gosta de uma chacina e era por isso que Tsao ainda se mantinha em pé, ao avaliar o seu corpo, veria que seus ferimentos teriam parado aqueles mais fracos ou não tão resistentes quanto ele, mas devido a sua hipoalgia era capaz de aguentar os variados hematomas e alguns cortes causados pelas lâminas do caprino.

O armazém fazia agora um silêncio e uma nuvem cobria a única passagem de luz do local, dependeria apenas das ações de Tsao para entregar aquele capturado ou realizar qualquer um dos seus feitios.


Histórico:
Perda: 35.000 B$ (Alimento e Quarto)
1.100.000 B$ (Arma Profissional, Roupa de Exploração, Kit de Arrombamento)
30.0000 B$ (Bar)

Ganho:
1.000.000 B$ (Roubo – Casa do Velho Cego)

Dinheiro Total: 85.000 B$

Legenda:
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Re: Terra em Transe Qui Out 07, 2021 9:44 pm


Diabo


O banho de sangue do caprino maldito manchou o armazém, e o vermelho vivo se mostraria somente pela manhã, quando o sol iluminasse o local, ou tentassem entrar ali com lampiões por causa do cheiro pútrido. Ouso dizer, a decapitação foi gloriosa, mas ela se encerrou em silêncio no momento em que a cabeça se desprendeu do pescoço. Que o inferno receba bem sua alma, Kane. Guardaria o facão, e tentaria recompor o corpo com uma respiração compassada para continuar a jornada, uma vez que ela não havia acabado. Pegaria a cabeça de Kane pelo seu chifre, com o braço direito, para que ele se acostumasse a dor dos hematomas e ao peso da cabeça de alguém, numa tentativa de continuar treinando ambidestria, e sairia do armazém pela mesma porta lateral da qual havia entrado. Seguira pelas ruas de Las Camp, em direção ao porto pelo qual havia entrado. A preferência era passar por locais escuros e pouco movimentados, uma vez que a figura de um demônio azulado, carregando a cabeça de um caprino vermelho, poderia ser um tanto quanto conturbada, mas não havia problemas em passar também por lugares cheios de pessoas. Afinal, deveriam ver o troféu de quem conseguiu a caça, assombrando-os com minha anunciação. Uma maneira cruel de iniciar um legado, mas nada é mais cruel do que aqueles que me servem como troféus. Caminhando de maneira taciturna, ouvia a respiração do meu corpo com a obstrução no pulmão, as costelas quebradas atrapalhavam e mesmo a dor amortecida, ela ainda era incômoda a ponto de sacrificar a mobilidade. Contudo, não havia pressa, por que devo me apressar para mostrar a premiação para o Tenente fracassado?

Chegando no quartel, ou seja, no grande navio atracado no corpo, pois nem mesmo a cidade queria a presença de uma Marinha inútil dentro de suas imediações, tentaria subir pelas escadas, e se os guardas impedissem, mostraria a cabeça de Kane como que se fosse um passe para poder pegar minha recompensa. Não daria muita corda para ofensivas ou nervosismos partindo de marinheiros de baixa patente, e esperaria o momento para poder entrar. Adentrando o local, procuraria pelo Tenente, pela sala dele, ou por onde quer que ele estivesse onde pudessem me indicar, ou mesmo se ele estivesse do lado de fora, não faria diferença. Assim que visse aquela cara de marmota daquele falastrão do Governo Mundial, simplesmente me seguraria para não cuspir no chão. Então aí está, o grande salvador da pátria. Porco nojento. Pegaria a cabeça e jogaria com desprezo no chão, para que ela rolasse até seus pés, e ele pudesse ver o olho morto de Kane, o Temido, quem ele tanto procurava, logo a sua frente. Espero que ele vomite.

Fiz o serviço pra você, não precisa me agradecer. — Diria, com o mínimo de respeito possível — Usei melhor a cabeça, e a dele acabou caindo. Onde está o dinheiro? E espero que seja completo, já que era por cabeça, e ela está logo aí.

Não me preocuparia com represálias ou qualquer tipo de merda que viesse do Tenente, ou de outro marinheiro. Não estava ali para fazer amizades, estava ali para demonstrar dominância e pegar meu dinheiro, sendo este o ticket de entrada na vida como um caçador de recompensas. Não me prestaria a ouvir qualquer coisa que viesse da boca dele, e estaria disposto simplesmente a pegar o dinheiro, seja ele o valor completo pela cabeça, ou um valor reduzido pelo alvo estar morto. Após o recebimento, deixaria o barco taciturnamente, antes de adentrar novamente as sombras. Procuraria algum beco escuro e sem pessoas naquele porto cheio de pessoas. Qualquer lugar pequeno e apertado, sem a presença de pessoas, ou só com a presença de ratos, seria o suficiente. Se houvesse alguma pessoa, tentaria expulsá-las de lá sacando o facão e fazendo movimento para se retirarem, embora já seja bastante medonho a presença daquela figura demoníaca. Imagino eu, pelo menos, não parece ser algo tão comum no meio da noite em Las Camp, por mais que Kane fosse alguém que se parecesse com o capeta. Estando sozinho ali, despiria do traje preto, revelando então minhas roupas maltrapilhas por baixo. O traje devia estar bem, mas as roupas provavelmente estariam manchadas de sangue, talvez rasgadas, e enfim... não importava. O saco com coisas estava por dentro do traje também, dobraria tudo para caber ali, guardando a máscara em meu corpo, antes de sair do local.

Seguindo em direção às docas, já retornando ao estado de civil comum, procuraria as docas, misturando-me na multidão para que não atraísse tanta atenção pelos meus ferimentos. Não que eu me importe, não é a primeira vez que caminho ferido pelas pessoas. Procuraria por algum barco que estivesse aparentando dar partida para sair da ilha, embora ainda fosse noite, a possibilidade de algum barco zarpando não era ínfima. O próximo destino? Sirarossa. Não havia mais nada para fazer em Las Camp, precisava somente do meu ingresso na vida das caçadas. Mas, em Sirarossa... ouvi falar desse lugar em minhas épocas de escravidão. Era um antro do crime, embora fosse considerada uma cidade pacífica. Nunca visitei antes. Dirigir-me-ia para um tripulante do barco, para averiguar a situação.

E aí, meu bom, preciso de uma carona pra Sirarossa, vocês estão zarpando praquelas bandas? — Perguntaria, sem expressar muita cordialidade — Tenho dinheiro, se precisar pagar a viagem.

Caso a resposta fosse afirmativa, subiria no barco e procuraria um lugar para ficar. Caso fosse negativa, continuaria procurando algum barco para zarpar, afim de viajar até Sirarossa. Se por algum tempo nenhum barco zarpasse, ou nenhum tivesse destino para lá, contentaria em procurar alguma estalagem para passar a noite, antes de viajar pelo dia. Estava cansado, mas ainda não podia dormir. Havia ainda um caminho... onde vou chegar dessa vez?

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Qualidades: Impassível, Audição Aguçada, Hipoalgia, Prontidão, Visão nas Trevas.
Defeitos: Paranoia, Ambição, Atormentado, Horrendo, Indisciplinado.
Proficiências: Arrombamento, Disfarce, Furto, Furtividade, Estratégia
Profissão: Ladrão
Estilo de Combate: Ladino, Assassino


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Ferimentos: Hematoma costela, Perfuração apêndice, Hematomas braço direito, Costelas quebradas, Perfuração panturrilha.

Objetivos: - Arranjar uma arma
- Arranjar um traje preto
- Conseguir recursos
- Entrar em algum grupo
- Acabar com uma semente do mal
- Aprender proficiência: Acrobacia
- Começar a aprender: Ambidestria

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Re: Terra em Transe Sab Out 09, 2021 3:26 am
A Jornada de Tsao

A noite ainda se revelava um breu do lado de fora do armazém quando Tsao saia carregando a cabeça de Kane em sua mão destra, a que não era muito familiarizado e que estava machucada, o que indicava que o peso do crânio fazia os seus ferimentos arderem e doerem muito mais do que antes. O ambiente se revelava monótono, não haviam pessoas ou sequer alguns marinheiros pelas ruas já que era uma região bem afastada de onde estavam procurando pelo Temido ou do centro.

Relembrando do caminho do quartel, conseguia chegar por volta das cinco horas da manhã e era quando dois marinheiros que avistavam o homem de máscara se aproximarem e levantavam os seus rifles em sua direção. – Ao alto! Quem é você?! – Gritava o a esquerda. No alto do convés, um homem de terno e capa era visto, era o tenente. – Já não basta o Kane, agora também temos um demônio oriental por Las Camp? – Exclamava o homem que olhava para baixo já que o caçador havia jogado a cabeça do caprino em seus pés. A reação do tenente era incrédula, seus olhos arregalavam e sua boca estava tão aberta que moscas poderiam vir, pousar e sair tranquilamente como uma pista de pouso.

Ele então olhava para Tsao, sem o reconhece-lo, por motivos óbvios. – A recompensa total é apenas vivo, será dado 70% do valor pelo homem morto. – Ao lado, um marinheiro se prontificava e entregava o saco de dinheiro da mesma maneira que a cabeça fora arremessada. Era então o momento em que o caçador saia dali e se escondia em um beco escuro próximo, as suas roupas novas apresentavam apenas os cortes da lâmina, nada que uma boa costura não resolvesse e não deveria ser difícil encontrar alguém para tal função independentemente de onde estivesse.

Além do cheiro do sangue que ainda sentia mesmo tento retirado o seu outro traje, também havia o de suor, um cheiro forte que incomodava até mesmo as narinas menos sensíveis. Com uma roupa tão acabada e pelo seu jeito mais sujo, as pessoas sequer se incomodavam com ele, já era por volta das sete horas quando seu caminho pelo porto era misturado ao meio da multidão e o sol já reluzia forte no céu, mais uma vez.

Em um barco decorado com uma rosa em seu casco, ele encontrava um tripulante disposto a conversar e que tinha o destino desejado. – Ah, nós estamos aceitando passageiros, senhor. Vai lhe custar cem mil berries. – Comentava o homem. – O capitão receberá o seu dinheiro e lhe indicará qual é o seu quarto. Aproveite a estadia. – Comentava o marujo.

A embarcação se tratava de uma escuna simples com poucos quartos e um espaço um tanto apertado na parte debaixo do convés, porém era algo que aguentaria bons tranques independente da condição climática, um barco feito para navegar pelos mares perigosos sem se prejudicarem tanto.

O capitão? Era um homem de barba preta com uma boina vermelha em sua cabeça, seu físico não era dos mais extraordinários e não parecia ser alguém boa pinta devido as cicatrizes que acarretava em seus braços e pescoço. – Sou o Capitão Lewis. Preciso do seu nome e o dinheiro da passagem. Você ficará hospedado no quarto 03. Siga pela porta abaixo do timão. – Ele não se importava muito com a opinião do cliente e era bem ríspido na fala.

- Levantem a âncora! Içem as velas! Vamos partir! – Gritava o capitão e em uma sincronia natural os marujos começavam a realizar os seus trabalhos, o barco tomava o seu ritmo e os ventos sopravam nas largas velas da escuna.


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Re: Terra em Transe Sab Out 09, 2021 4:01 pm


Diabo


O Tenente ficou boquiaberto com a cabeça de Kane aos seus pés. Não sabia o que se passava na cabeça dele, mas poderia ser que estivesse pensando em sua incompetência de conseguir capturar um pirata com uma enorme contingência de homens. Naturalmente, havia conseguido alguma ajuda dele... de maneira desviante. Não que fizesse muita diferença, ele jogou o dinheiro aos meus pés como a cabeça. A diferença era que aquele saco tinha algum valor. Após a troca de trajes, o cheiro característicos de mendigo entrava pelas minhas narinas, como sempre havia preenchido, e o costume nunca deixava com que ele fosse muito agradável. Sangue e suor corriam pelo meu corpo, indicando o árduo caminho que passei por todo aquele dia, e a catinga de sujeira denunciava a atividade em demasia que havia tomado. Não só isso, preciso trocar minha cueca. Quem sabe, com aquele dinheiro, agora não conseguisse condições de vida melhores.

Se o dinheiro havia sido entregado no fim da noite, o sol já raiava e as pessoas já preenchiam o porto novamente. Os numerosos passos eram sinfonias comuns aos meus ouvidos delicados, mas pareciam mais presentes após uma noite silenciosa e sangrenta. O cansaço preenchia meu corpo, quase um dia inteiro caminhando e procurando, fazendo trabalhos e matando, sem descanso... e os ferimentos não ajudavam em nada naquele momento. Precisava descansar, tratar os ferimentos de algum jeito, e chegar a salvo em Sirarossa... de alguma maneira. E preciso tomar um banho e lavar o pau também, to fedendo. A embarcação que me levaria ao destino já estava de saída, parecia ser própria para o transporte de pessoas, um navio de viagem... escuna, como chamam? Não tenho certeza, nunca fui alguém muito ligado nessas informações. O capitão era um homem grande, parecia estar acostumado aquele tipo de serviço, e o preço pela viagem não era tão caro.

Você tem algum médico a bordo? Machuquei feio ontem de noite. — Perguntaria ao capitão, entregando o dinheiro da passagem — Posso pagar por ele também, mande ele pro meu quarto se possível...

Caminharia pelo barco sem prestar muita atenção nas pessoas à minha volta, e pouco me importando com o cheiro que exalava, concentrado em chegar até o quarto de número 3. Ao entrar, observaria rapidamente o ambiente, e o que havia naquele local. Talvez uma cama? Um banco? Um criado muda para guardar algo? E quem sabe um banheiro? Jogaria o saco com meus pertences em qualquer canto, e daria uma checada na porta pra observar se havia alguma tranca. Se sim, trancaria o quarto, uma vez que só esperava ser chamado pelo médico no local, para tratar os ferimentos. Havendo um banheiro, entraria lavar o rosto, e se houvesse um chuveiro, entraria debaixo dele para tomar um banho, lavar o corpo para me livrar da sujeira do mundo e do suor que impregnava minha pele. E também o pau. Repentinamente, debaixo do chuveiro ou não, a cabeça começava a rachar com os tormentos, excruciante dor que me fazia torcer o corpo para que ela parasse logo. As imagens eram nítidas em minha mente. "Um mink caprino vermelho de grande porte esmurrava o corpo de um demônio azulado, que pouco sentia a dor. Em um dado momento, o demônio azulado se aproxima de mim. Ele empunha seu facão, e desce num corte, em direção ao meu pescoço, e..." Exclamaria um urro de infelicidade, a desgraça preenchia até mesmo minha mente. A dor não ia embora, mesmo com as imagens falsas geradas em meu interior. O preço para me tornar o Diabo é tomar o lugar das cabeças que ele leva? O corpo trêmulo dizia que sim, a exaustão não facilitava e a dor dos ferimentos se agravava pelo surto da mente, agora até os menores podiam ser notados... Não somente o sofrimento do passado, mas agora, devo conviver com a entidade do além, que invade meu corpo e me auxilia na jornada do que considero como bem. Até o fim de minha vida, isso é certeza.

Sairia do banho, se estivesse nele, vestindo a mesma roupa suja com a qual estava. Estando nu, meu corpo cansado revelava suas marcas. Não só as do ferimentos, mas as marcas de minha vida. Cicatrizes diversas, escoriações perversas. É essa a vida que levo, não é mesmo? Estaria a espera do médico, e sentaria num banco ou até mesmo no chão para aguardar sua chegada, tentando me manter acordado, para não dormir em pé, e nem ter que levantar para receber o serviço. Se ouvisse uma batida na porta, perguntaria:

Quem é? — E se fosse o médico, deixaria entrar — Quanto cobra? Acho que quebrei umas costelas, tem uns roxos e uns furos também, mas nada muito sério.

Deixaria tratador trabalhar, seguindo suas orientações para que o meu corpo fosse curado. Assim que ele terminasse, pagaria em dinheiro. Se o médico não viesse em algum tempo, se não houvesse banho, se não houvesse porra nenhuma, ou mesmo se acontecesse tudo, não me permitiria continuar sofrendo em vão pela exaustão. Deitaria na cama, olhando pro teto. A vida de caçada começava, mas também precisava de um descanso...

E um descanso...

Dormir...

...

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Re: Terra em Transe Ter Out 12, 2021 2:05 am
A Jornada de Tsao

O capitão olhava para o homem de cima a baixo, não como quem o julgasse pela sua aparência e sim para avaliação de danos, porém não se importava com a impressão que aquilo causava. – Temos, enviei ele pro seu quarto. Te chamarei de João. – O homem sentia-se incomodado em não ter recebido um nome, não sabia se tinha feito de propósito ou não, porém com o dinheiro em mãos aquilo já pouco se importava.

O barco não tinha muito ao que ser visto por dentro, era bem simples e usado com as madeiras um tanto gastas e alguns parafusos e porcas meio enferrujadas enquanto outras eram nitidamente novas. O quarto parecia mais uma espelunca, a cama era um branco meio quadrado com uma borda para não caírem dele, um travesseiro de pano e o banheiro era um retângulo com uma privada de porcelana com uma pia meia boca e suja.

Toc, Toc, Toc. – É o médico! – Dizia o homem, em um tom seco. – Se sabe que não é sério, porque não se torna um médico? – Comentava o homem como um pensamento em voz alta. – Cobrarei trezentos. Cem pela mão e mais duzentos pelos medicamentos. – O médico começava de início pelo pior, as costelas, seu tratamento começavam fixando as colunas em seus lugares e o peito para ficar mais imóvel, as faixas cobriam quase todo o peito e ombro. Perto da linha da cintura e na panturrilha, tratava-se de pontos e um tratamento desinfetante para que a ferida não ficasse pior do que já estava, os hematomas uma pomada era o melhor junto com alguns remédios. – Resto é descansar. – Confirmava o médico coletando seu pagamento e saindo do quarto.

O sono vinha e o tempo havia passado, Tsao conseguia sentir um bom cheiro de carne passando por debaixo da porta e sentia a fome que seu corpo precisava, levantar-se não seria muito fácil devido as costelas estarem ainda danificadas e as faixas fixarem os movimentos daquela região. O caçador conseguia ouvir o som dos marinheiros trabalhando na parte decima do convés e os passos pesados que se movimentavam de um lado para o outro.


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Ganho:
1.000.000 B$ (Roubo – Casa do Velho Cego)
2.100.000 B$ (Recompensa – Kane)

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Re: Terra em Transe Qua Out 13, 2021 11:45 pm


Viajante


O capitão me chamou de João, e eu não poderia estar mais satisfeito com essa decisão. Agora que tomava uma posição de portador do Diabo, não poderia me dar ao luxo de ser rastreado, precisava de atitudes mais pensadas, passos bem dados... as coisas não acontecem simplesmente por querermos, precisamos também usar a sagacidade. Não havia chuveiro, ou seja, não havia banho, e não havendo banho, continuei a sofrer com as dores do tormento na sujeira e secura mesmo. O navio não era de boa qualidade, e já até aquele momento, havia gastado cerca de quatrocentos mil... aos poucos, o dinheiro se esvaia, mesmo que tivesse tido maior trabalho tentando encontrar Kane. Mas, no fim das contas, ele era apenas uma porta de entrada, muito bem utilizada... O médico era grosso, mas tampouco me atingia, preferia que ele simplesmente fizesse o trabalho e desse o fora dali, e assim, poderia viver em paz com minha solidão e amargura por mim mesmo. Colocar as costelas no lugar não foi tarefa fácil, a dor persistia mesmo sendo suportável, embora os outros ferimentos não serem algum problema para notá-los. No fim das contas, é eu por eu, o dinheiro só ajuda. E, com alguns pontos e desinfecções, um dinheiro em outra mão, o corpo veio a adormecer...

Não sonhei, tampouco tive pesadelos. O tormento já se fazia presente enquanto eu estava acordado, e ao descansar, o corpo simplesmente se levantava da cama. Era sono de gente cansada. Preciso aprender a ter sono leve, vou tirar um tempo pra isso na próxima jornada. O corpo ainda estava sujo, o banheiro era péssimo, e precisava realmente de um banho. Não que já não estivesse acostumado a viver sujo e fedido como um rato, porém, devia dar o devido cuidado aos meus corpos, agora que estava prestes a conseguir dinheiro em demasia. Era desagradável ficar sujo o tempo todo, usar roupas maltrapilhas o tempo todo, não ter o mínimo de dignidade pra continuar vivo... Olhando o objetivo maior, isso é insignificante, mas um corpo destratado não vai aguentar os baques do futuro. O cheiro inebriante de carne passava pela porta, e não parecia que havia sido incomodado. Era uma boa pedida sair dali para comer. Lavaria o rosto na pia suja, deixaria as coisas no quarto, e trancaria a porta antes de começar a perambular pelo navio, procurando pela refeição.

Agora, descansado, tinha tempo para observar o local. Estava no andar de baixo, e a maneira como a madeira se empilhava nas paredes do casco do navio não podia ser mais desinteressante. A dor não parecia ser tão proeminente naquele momento, as faixas ajudavam a suportar bem o peso dos ferimentos. Subiria para o convés, observando se ainda era dia,  se era noite ou tarde, quem sabe ver as nuvens, observar as estrelas, ou somente sentir a brisa da maresia tocando meu corpo cansado... observaria a quantidade de pessoas naquele convés, a quantidade de tripulantes e de viajantes como eu presentes naquele recinto, observando para tentar notar se alguém parecia estranho a primeira vista. Bom, também seria interessante aprender a fazer Acrobacias como Kane fazia... Sempre nesses navios tem alguém que é mais rápido e flexível que sobe por cordas, dá piruetas, salta a passos altos... sempre existe alguém, será que nesse navio seria diferente?

Observaria em busca de um acrobata no navio, enquanto aproveitava o isolamento do mar, o balançar do navio e a navegação em meio aos céus... que agradável parecia aquele momento. O mar, embora muito assustador, poderia ser tão belo em tantas vezes... o balançar era tão sinuoso, o cheiro salgado do ar era virtuoso. Os pequenos prazeres da existência do andarilho. Caminhando pelo convés, tentaria ouvir as conversas desinteressantes das pessoas, quem sabe algo que fizesse sentido para mim? Algo sobre Sirarossa, algo sobre o futuro... talvez alguém com um jornal pra ler? Mas o principal objetivo era um possível acrobata. Para ser sincero, estava mais interessado nele do que na comida, e seria bom se a comida viesse junto com a viagem.

Opa, beleza? Sou João. Não deixei de olhar, mas parece que você sabe bem essa arte de acrobacias. Poderia me ensinar? — Perguntaria, caso encontrasse o acrobata.

E, então, preparar-me-ia para aprender o conhecimento acerca de acrobacias, claro, se realmente encontrasse o cara. Se ele estivesse ocupado, ou se não o encontrasse, procuraria comer alguma coisa, rezando para o capeta pra que fosse de graça, uma vez que o dinheiro da viagem junto do tratamento estavam ficando cada vez mais escassos. Tentaria ouvir alguma coisa se era pago ou algo do tipo, pra que pudesse comer em paz, antes de começar um treino físico, afim de ter energias para que pudesse usar meu corpo, e os ferimentos pudessem se recuperar melhor. Se fosse necessário o pagamento, pagaria.

Era um bom passatempo até o fim da viagem. Se não encontrasse o acrobata, ou ele não estivesse disposto a me ensinar, após comer, provavelmente voltaria para o quarto, para que pudesse descansar mais e aprender a usar a mão direita, numa tentativa de continuar a ciência da ambidestria. Mas a paisagem marítima estava bonita, e o vento salgado estava agradável, e o isolamento em terra era ótimo. Quem sabe quantos mares viajarei até o fim do meu destino? Mesmo sabendo que o fim talvez não seja tão agradável quanto parece... a cicatriz as vezes formiga com alguns pensamentos, mas será que era um sinal para continuar?

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Re: Terra em Transe Sex Out 15, 2021 9:28 pm
A Jornada de Tsao

Com rosto limpo e um pouco melhor dos ferimentos, Tsao saia de seu quarto, trancando-o para evitar qualquer inconveniente e prosseguia em direção para o convés e conseguindo observar o sol e a brisa da manhã. Perto da proa, algumas pessoas estavam organizando o que parecia ser um churrasco e conversavam e bebiam logo de manhã, aproveitando do bom tempo para as amizades.

Enquanto isso, a tripulação parecia agitada, eles moviam as velas de acordo com o vento, outros se movimentavam bem mais e tinha um que se destacava entre os marinheiros. Este era quem ajeitava as velas e arrumava as cordas, para isso, precisava se movimentar nos locais mais altos e demonstrava uma travessura já que pulava pelas cordas e as utilizava como o seu parque de diversões.

Ao descer para o convés, João conseguia se aproximar do acrobata e perguntava em relação aos seus movimentos e sobre o ensino, o homem era baixo e com um rosto um tanto feio e um grande nariz com cabelos cortado em tigela. – Ah, piá, me chamo Rafael! Claro que posso te ensinar, vou almoçar daqui trinta minutos e daí te ensino. Aproveita o churrasco que é de graça. – Rafael voltava para fazer as suas atividades enquanto que Tsao pudesse aproveitar para encher a barriga.

O homem voltaria logo após a refeição do passageiro com um sorriso em seu rosto e pronto para ensiná-lo as artes da acrobacia. – O barco tem um padrão e é um local bom para ensiná-lo sobre as acrobacias, porém, tenha em mente em sempre tentar cair amortecendo a sua queda em algum lugar. – Ele se aproximava colocando uma das palmas ao lado da boca e sussurrava. – O capitão vai me matar se você se ferir, então, não caia. – Rafael dava uma risada travessa e colocava as mãos na cintura de sua camiseta listrada em branco e vermelho.

A viagem não parecia que duraria muito mais, já estavam há um dia em alto mar e as gaivotas começavam a denunciar a posição da embarcação, talvez a tão esperada ilha que Tsao desejava ir não demoraria mais a chegar e o barco parecia estar seguindo bem rápido em direção ao seu destino.


Histórico:
Perda: 35.000 B$ (Alimento e Quarto)
1.100.000 B$ (Arma Profissional, Roupa de Exploração, Kit de Arrombamento)
30.000 B$ (Bar)

300.000 B$

Ganho:
1.000.000 B$ (Roubo – Casa do Velho Cego)
2.100.000 B$ (Recompensa – Kane)

Dinheiro Total: 1.885.000 B$

Viagem: 3/4

Legenda:
Tenente (#4682B4)
Kane, o Temido (darkred)


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Re: Terra em Transe Seg Out 18, 2021 12:51 pm


Viajante


Os tripulantes corriam de um lado pro outro se organizando e se preparando. Pelo horário, parecia que eu havia dormido um dia inteiro, o corpo estava bastante descansado, e a barriga roncava. Parecia que a viagem estava prestes a terminar, pela movimentação excessiva das pessoas. Havia um churrasco sendo preparado, e os outros passageiros pareciam estar aproveitando bem a navegação pelo extenso mar que nos cercavam. Não que importasse muito, mas tudo parecia seguir muito bem, o que era algo um tanto quanto extraordinário na minha vida. Parece até que estou vivendo em algum tipo de sonho agradável, onde está a morte e o sofrimento? O vento salgado tocava meu corpo enquanto observava o horizonte, e tudo parecia em paz. Um tripulante baixinha com cabelo de tigela parecia estar bem aplicado em suas tarefas, e saltava de uma corda à outra com bastante habilidade. Havia encontrado um professor.

O acrobata se chamava Rafael e parecia ser do tipo malandro e travesso, o que era interessante. Talvez ele ensinasse com bastante maestria, mas não parecia se preocupar muito com o estudante nesse caso... estava mais preocupado se o capitão do navio ia encher seu saco ou não. Não que me importasse muito, mas só de mostrar que meu nome é João, isso já diz muito sobre meus interesses. Aproveitaria a pausa dele pra comer, e também me iria pegar um prato de comida pra me alimentar, afinal era de graça. Saborearia o churrasco em pouco tempo, o suficiente pra preencher minha fome, e após um curto descanso, já estaria pronto pra tutoria.

Certo, conto com você nesse aprendizado! — Exclamaria pra ele, iniciando o treinamento.



Aprendizado: Acrobacia

As costelas ainda estavam se recuperando, mas já estava com energia o suficiente pra que pudesse aprender a me movimentar como um acrobata. A dor talvez não fosse tão presente assim, e embora estivesse ali, era facilmente ignorada pelo meu corpo. Inicialmente, tentaria fazer alguns exercícios de velocidade e impulso. Correria pelo convés, tomando cuidado com outros passageiros, e daria alguns saltos pra acostumar o corpo a ideia de se contorcer no ar. Acreditava que aquela era uma boa opção... desde que não me estatelasse na cabeça de alguém. Ficaria atento às instruções de Rafael pra que as seguisse com prontidão, atentando-me aos detalhes.

Acho que vai ser bom se você me ensinar algumas manobras acrobáticas...

Fazendo esse pedido, observaria suas ações para dar piruetas diversas e pousar sem muitos problemas. Na primeira tentativa, obviamente me estatelei no chão, e sendo uma pressão no peito onde as costelas estavam... mas não era momento de desistir. Esperava que o capitão não estivesse vendo, pra não causar problemas ao tutor. Continuaria com as tentativas, dando saltos mortais pra manter o equilíbrio de meu corpo e acabar não quebrando o pescoço no processo. Isso é mais difícil do que pensei ser... Continuaria as tentativas, até o momento em que pousasse corretamente no chão, com uma boa pirueta no ar e com o centro de equilíbrio executado corretamente, caindo de pé.

E o próximo passo?
Agora você precisa de ter coordenação com os movimentos! Venha!

Rafael demonstrou como funcionava uma estrelinha e como eu poderia dar cambalhotas com o corpo ereto. As estrelinhas até eram fáceis, precisava somente colocar as mãos e os pés no chão no tempo certo. O que dificultava eram cambalhotas de corpo ereto. Era uma mistura de saltos mortais, só que com o centro de equilíbrio dividido pelo corpo inteiro. Tentei uma vez, mas me estatelei no chão novamente... até que o marujo me mostrou um truque simples: primeiro, plantar bananeira. O que não era muito difícil, ele me ajudou no começo, mas manter o corpo estável se mantendo pelas mãos no chão não era complicado. Caminhar com o corpo estático também não era muito difícil, só precisava coordenar bem os braços pra dar os "passos", como se estivesse de pé mesmo, então não havia segredo. Na prova de fogo pra executar as cambalhotas, estatelei mais uma vez, mas não desisti. Tentaria usar o impulso nos braços, jogar o corpo pra trás, pousando com os pés, e depois jogando o corpo novamente pra pousar com as mãos, e isso numa sequência... era difícil, mas consegui pegar o jeito.

Beleza, agora me ajuda aqui com as cordas da vela! Você precisa de mais velocidade.

Junto de Rafael, subiria pelas cordas do navio, e tentaria acompanhá-lo, uma vez que ele estava pulando de uma para outra a uma distância longa. Não parecia ser difícil, e realmente não era, bastava saber o lugar certo onde pegar nas cordas e também saber onde estava me metendo. Houve até um momento em que consegui dar uma pirueta no ar antes de pegar em outra corda. Rafael bateu palmas, e pela minha arrogância, acabei me desvencilhando delas, e caí feio. Porém, o que poderia ser um braço quebrado, acabou se tornando uma queda amortecida. Num parkour marítimo, ao chegar ao chão, rolei meu corpo para que a resistência se dividisse e eu acabei conseguindo me manter de pé.

Olha só! Tu ta muito bom, heim piá? Acho que acabamos por aqui!

Em um último sinal de maestria, daria uma cambalhota no ar, com direito a um giro, demonstrando o fim de meu treinamento.


Fim do Aprendizado




Valeu meu querido, só tenho a agradecer! Mas a propósito, se tiver um tempo... — Diria pra Rafael, e já ia me lembrando de um detalhe — Sei que Sirarossa é conhecida como uma ilha com baixa criminalidade, mas isso não parece certo aqui no West Blue. Você sabe de alguma informação útil sobre isso?

Observaria o céu para ter uma breve noção de horário... quanto tempo havia se passado? Já devíamos estar próximos de Sirarossa. As costelas ainda estavam doloridas, e os outros ferimentos eram ignoráveis pela sua gravidade. O vento salgado ainda tocava meu corpo, e o prazer da viagem era belo, interessante por si só. Imaginava o que haveria de vir no futuro, tanto no próximo, quanto ao longo... que outras presas haverão de serem caçadas pelo Diabo? Era hora do sofrimento sucumbir perante os demônios do inferno, que lhe fariam companhia. Mas havia outras questões que gostaria de saber, é claro. Havia ouvido de pessoas, nas épocas de minha escravidão, que Sirarossa era uma ilha comandada por famílias de sangue, e que quase não havia crimes ali, embora parecesse bastante improvável, uma vez que o West Blue era um dos mares com maiores índices de violência e criminalidade. Tem alguma coisa que não sei, que preciso saber... Havia uma grande chance de forças do submundo estarem naquela ilha, mas não tinha certeza. Talvez Rafael pudesse ajudar, embora suas palavras também pudessem ser mentirosas, afinal, ele parecia ser bem travesso, mas o mínimo de informação possível já seria o suficiente. Se conseguir contato com o submundo, meu trabalho vai se facilitar, só preciso de um simples passo pra resolver essa questão.

Recebendo qualquer informação pertinente, agradeceria com um aceno de cabeça, e retornaria ao meu quarto, para que pudesse pegar minhas coisas. Destrancaria a porta, e tentaria observar o local para ver se ele não havia sido invadido em algum momento, afinal, todos os meus pertences estavam lá, inclusive a máscara. No fim das contas, não posso confiar nem mesmo naqueles que desconheço, é um caminho sem volta. Organizaria as coisas de maneira calma, taciturna, antes de receber a dor excruciante em minha cabeça novamente.

Era mais um tormento. E eles nunca terão fim. Nunca haverá de serem findados, a não ser com o fim de minha própria vida. As visões tomavam forma... "Uma viagem em um navio de escravos, as pessoas estavam jogadas pelos cantos em condições simplórias e degradantes. Seres de todas as raças possíveis, muitos deles mortos por doença ou fome. Um carcereiro se aproximava, com um bastão de ferro em mãos, e observou a comida roubada nas minhas. Levantou o bastão, desferiu um golpe no ar, e..." A dor era costumeira, mas era sempre insuportável. Não importava quantos ferimentos eu sentiria, a dor dos meus tormentos sempre se sobressaía a eles. A vida, no fim das contas, é feita de eterno sofrimento. Grunhi de desgosto, até que as dores mentais passassem, respirando ofegantemente. Esse inferno vou carregar comigo...

Após isso, pegaria todas as minhas coisas, sairia do quarto sem trancá-lo, e subiria ao convés novamente, para observar o belo horizonte e o que ele poderia me oferecer... que sabe já estivéssemos chegando em Sirarossa? Isso somente o tempo iria dizer.

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Profissão: Ladrão
Estilo de Combate: Ladino, Assassino


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Objetivos: - Arranjar uma arma
- Arranjar um traje preto
- Conseguir recursos
- Entrar em algum grupo
- Acabar com uma semente do mal
- Aprender proficiência: Acrobacia
- Começar a aprender: Ambidestria
- Ir para Sirarossa

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Re: Terra em Transe Qua Out 20, 2021 8:03 am
A Jornada de Tsao

O churrasco estava sendo servido para todos e se tratava de uma pequena variedade de carnes com alguns dos alimentos típicos de um churrasco como vinagrete, arroz, farofa, entre outros tipos. O sabor era um tanto apimentado e o ponto da carne sempre aparentava estar um pouco mais para o mal passado do que ao ponto, o que parecia estar agradando os tripulantes. Também não poderia fazer um dos ingredientes mais fundamentais em um churrasco pela visão de alguns, a cerveja! Esta que era bebida em grandes canecas de madeira e ferro e festejada com alegria!

Era nesse momento que uma banda com instrumentos mal cuidados começava a tocar uma música alegre e dançante sem um vocal específico e que tornava o aprendizado um pouco mais animado do que realmente era. Com o passar de algum tempo, Tsao e Rafael treinavam entre si os movimentos com certa maestria. Os dois estavam novamente no convés com o caçador sentindo um tanto mais das suas costelas devido ao exercício que havia feito e as inúmeras acrobacias da qual tinham feito.

O marujo estava prestes a voltar as suas atividades normais quando ouvia João lhe chamando e rapidamente virava com um olhar de curiosidade ao homem. – Há! Baixa criminalidade?! Quem te disse isso?! HAHAHA! – O homem começava a gargalhar sem parar até mesmo batendo nas suas próprias coxas. – Sirarossa é um ponto de crime controlado, por isso, as suas aparências são vistas como uma ilha muito boa, porém há pessoas fortes controlando os crimes. Se eu fosse te dizer algo a mais sobre isso, diria para não confiar em ninguém, mesmo que ele lhe pareça tão legal quanto eu. – Comentava Rafael e então partia para as suas tarefas cotidianas já que o trabalho dentro da embarcação não parecia acabar.

O céu apresentava gaivotas e outros pássaros e era notável que estavam em uma área costeira e era quando olhava para o horizonte que poderia ver uma enorme ilha que colocava-se a frente deles, o barco também parecia mais rápido como se alguma correnteza a puxasse e as ondas agora batiam em sua lateral balançando o barco mais do que em alto mar, o que deixava as coisas um tanto mais problemáticas para manobrar, porém nada que a experiência de um capitão não recompensasse e conseguisse manter o timão e embarcação em um ótimo estado.

Dentro do quarto, as coisas estavam em seu lugar assim como Tsao havia deixado, algumas estavam mais caídas, provavelmente devido ao balanço já que a porta não havia nenhum sinal de arrombamento ou suas coisas não estavam reviradas o suficiente para demonstrar que alguém realmente tinha entrado por ali, para um ladino como o caçador era, aqueles sinais eram bem claros de que suas coisas estavam intactas.

Com todas as suas coisas em mãos, ele conseguia sentir que a embarcação começava a parar em algum lugar como se o próprio balanço do barco agora não fosse mais apenas lateral e sim frontal e traseiro, como um carro freando mais forte. – Sirarossa, senhoras em senhores! Façam bom proveito! – A ponte era descida no porto e as pessoas agora poderiam descer para a ilha.


Histórico:
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1.100.000 B$ (Arma Profissional, Roupa de Exploração, Kit de Arrombamento)
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300.000 B$

Ganho:
1.000.000 B$ (Roubo – Casa do Velho Cego)
2.100.000 B$ (Recompensa – Kane)

Dinheiro Total: 1.885.000 B$

Viagem: 4/4

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Re: Terra em Transe Qua Out 20, 2021 2:48 pm


Destino


O churrasco era saboroso e conseguiu encher muito bem a barriga. O aprendizado havia sido taxativo pra recuperação das costelas, mas tudo parecia correr bem. Os pássaros marítimos voavam sobre nossas cabeças, em direção ao céu que talvez nunca iremos alcançar. Os ventos sopram em direção a uma nova perspectiva, no seguimento da linha que chamam de destino. O navio balançava como numa preocupação, no fim de tarde em alto mar, com os passageiros bebendo e se alegrando, e os tripulantes trabalhando. O que haveria de ser do meu futuro, no futuro de meu destino? O nascimento do tormento está apenas começando, e a beleza da natureza é o que clareia o caminho pelo qual percorro. O quarto estava tranquilo, e não havia indícios de ter sido invadido, embora os pensamentos fossem intrusivos como sempre. Há de um dia as intrusões preencherem o cerne de meus inimigos.

No fim da viagem, mais uma ilha imponente se fazia presente, assim como quando cheguei em Las Camp. Entretanto, dessa vez era Sirarossa, e a cidade se alongava de uma ponta onde conseguia observar a borda da ilha, até a outra borda no lado oposto. Mais uma cidade urbanizada, e mais um local onde o Diabo faria o inferno na vida dos causadores de sofrimento. Em algum momento, o fio da lâmina iria decepar mais cabeças, como um alento. No fim da tarde, em breve o sol que tanto arde há de se esconder atrás do horizonte, e a lua será tua, e iluminará a barca de Caronte, carregada de corpos sem pescoço em direção aos campos de punição. O cansaço mental era real, mas nada poderia ser feito para contorná-lo, uma vez que o flagelo do tormento nunca irá me deixar. Não importa o preço, vou cobrar todos os que não merecem continuar vivos, para que deixem viver os outros. O Diabo me possui, e neste momento, serei o pesadelo deles.

Mas e sobre Sirarossa? Segundo o marujo malandro, Rafael, ele dizia que a cidade parecia ter um crime controlado, provando que minha ideia inicial de ser uma cidade de baixa criminalidade estava incorreta... uma informação útil. Se aquele era o lugar onde não devo confiar em ninguém, esse é o solo mais fértil para que eu possa plantar a semente da desgraça, e fazer vingar a ira dos malditos sobre mim. Certamente, era o local perfeito para desenvolver minha carreira, e também, prosseguir com meu objetivo. Quem sabe nessa ilha não há algum indício do submundo? Se for este o caso, será mais fácil. Entrar em contato com o submundo significaria estar de frente para a face maligna do mundo. E, conhecendo bem essas pessoas das minhas vidas como escravo, a desconfiança será chave para atingir a confiança, e em rápida sucessão, irei ceifar a vida de quantos mais piratas me surgirem, com a ajuda de quem está ao lado deles. Rezo para que o inferno mande os seus piores demônios atrás de mim, e faça com que o Diabo me possua para mandá-los de volta ao fogo eterno.

Respiraria fundo, e então, começaria a caminhar pela ponte, para adentrar Sirarossa. Estava determinado a seguir meu objetivo, e inspirado pela natureza divina das minhas desgraças, até mesmo motivado para continuar com minha viagem... No meio da passagem para Sirarossa, a cabeça começa a doer novamente, a dor excruciante retornando, mas dessa vez, curta e rápida. Talvez não fosse o suficiente para parar minha caminhada... mas os pensamentos vinham, dessa vez em forma de mensagem. "A face tenebrosa de um demônio azul aparecia em minha frente, e chamas saiam de sua boca, seus olhos brilhavam em forte amarelo. Seus palavras eram: MATE TODOS ELES!" Foi rápido e excruciante... agora já recobrava os pensamentos sentindo o fedor de meu corpo que não tomava banho havia quase 4 dias.

Desculpe... — Diria como reflexo caso houvesse obstruído a passagem de alguém.

Então é assim? Matar a todos? Tarefa fácil... Sem hesitação, entraria na cidade.

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Profissão: Ladrão
Estilo de Combate: Ladino, Assassino


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Ferimentos: Hematoma costela, Perfuração apêndice, Hematomas braço direito, Costelas quebradas, Perfuração panturrilha. (tratados)

Objetivos: - Arranjar uma arma
- Arranjar um traje preto
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