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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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I - The Rebel Path

Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
I - The Rebel Path Ter Maio 11, 2021 1:53 am
I - The Rebel Path

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Adam Night. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: I - The Rebel Path Qui Maio 13, 2021 11:13 pm
Um lindo dia amanhecia em Flevance… ou seria noite? Certamente isso não importaria. Desde sua alta do hospital, a maior preocupação de Night havia sido recuperar todas as noites de festa, todas as bebidas e todo o fumo que havia deixado de apreciar por passar quase dois anos em coma. Até então já havia despertado na sarjeta, num banheiro pestilento, na cama de desconhecidos e, curiosamente, em cima de uma árvore. Estaria hoje em outro lugar inusitado?

De qualquer forma, mesmo que pudesse estar em um local desconhecido, as sensações que lhe acometiam eram mais do que familiares. — Ughh!! — resmungaria antes mesmo de abrir os olhos, sentindo a cabeça latejando e prestes a explodir. A garganta seca passava a impressão de que não bebia algo há dias, o que confirmava o nível elevado de álcool ingerido na noite anterior "Maldito desperdício..." refletiria indignado, rapidamente recordando sua recém-descoberta incapacidade de sentir gostos.

Embora relutante, Night finalmente cedia ao seu despertador interno e abria os olhos para encarar o cenário que se manifestava ao seu redor — Huh... —  deixaria escapar exalando pelo nariz, ostentando um semblante pouco impressionado. Com uma rápida análise verificaria se estava completamente vestido, e caso não estivesse procuraria ao redor por suas roupas - ou simplesmente pegaria de outra pessoa, se fosse necessário -. Em seguida, partiria pelo rumo que acreditasse levar até o mundo exterior - caso estivesse em algum aposento - sem se preocupar, ou importar, com a presença de mais alguém no local.

— Hunf… *cough cough* — andando pelas ruas soltaria uma rápida bufada que, após inflar os pulmões, era acompanhada por um ataque de tosse "Melhor por algo no estômago." ponderaria começando a bater com as mãos nos bolsos de suas roupas, até que encontrasse o objeto desejado — Hum! — rosnaria de satisfação ao perceber que não havia perdido o seu maço de Marlboco. Com um cigarro já posicionado entre os lábios, Night apanhava a caixa de fósforos que estava junto do maço — Mas que merd*!! — bradaria arremessando com raiva a caixa de fósforos, que acabara de descobrir estar vazia — Malditos sanguessugas! — exclamaria com a certeza de que a caixa estava quase cheia na noite anterior. Ter sido salvo pelos habitantes de Flevance não parecia ser o suficiente para que Night lhes concedesse a sua simpatia.

Embora tivesse recebido alta há algum tempo, Adam ainda não conhecia a ilha o suficiente para que soubesse por onde caminhava, afinal, grande parte do tempo fora do hospital não passava de um grande borrão em sua memória. Vagando pelas ruas de onde quer que estivesse, adentraria no estabelecimento mais questionável que conseguisse encontrar — Fósforos! — comandaria sem cerimônias a quem estivesse atendendo, jogando-o o resto de dinheiro que ainda mantinha em seus bolsos. Novamente com o cigarro nos lábios, o acenderia no mesmo instante em que a caixa de fósforo caísse em sua posse. Com a fumaça circulando por sua garganta rumo aos pulmões, finalmente Adam poderia dizer que estava verdadeiramente acordado.

— Então… *fuuuu* —  enunciaria exalando a fumaça do cigarro — Qual o problema dessa ilha? Uma pessoa aparece na praia e vocês simplesmente resolvem ajudá-la? — comentaria rispidamente em uma clara alusão ao próprio caso, observando com maior atenção o local e a clientela — Se isso não é estranho, eu não me chamo Adam Night... — completaria com a voz sepulcral, mais para si do que para quem estivesse atendendo, em seguida dando uma nova tragada no cigarro. Embora buscasse compreender melhor o lugar onde estava preso, ainda que temporariamente, também precisava buscar uma forma de repor os seus pertences perdidos na viagem. E se aprendeu algo durante os anos que passou tramando contra o governo de sua ilha natal, foi que lugares pouco atraentes muitas vezes escondem as melhores oportunidades.

Caso não conseguisse nada de útil no estabelecimento, tentaria acompanhar a conversa alheia atrás de algo que lhe servisse, fosse um trabalho duvidoso - sendo que o faria até de graça caso envolvesse contrariar a autoridade local -, fosse uma oportunidade de lucro rápido. Mesmo não sendo um homem avarento, de bolsos vazios não conseguiria ir longe. Em último caso, voltaria a vagar pelas ruas e vielas de Flevance, até que se deparasse com algo que lhe chamasse a atenção.

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Re: I - The Rebel Path Sab Maio 15, 2021 11:26 pm

 
Narração: 001 / War / Flevance, 9:30, 14ºC

 

 
Um novo começo em Flevance.

 


Adam percebe a claridade do sol atingindo seu rosto e antes mesmo de abrir os olhos, ele sentiu que estava deitado sobre uma superfície dura. Onde será que ele dormiu desta vez? Mas o local que desmaiou ontem não era importante agora, pois sua cabeça estava latejando e sentia a garganta arranhando de tão seca, devido a ressaca. O homem abriu os olhos lentamente e viu que tinha algumas garrafas de cerveja no chão, infelizmente não conseguiria matar sua sede, pois todas estavam vazias.

Ao olhar ao redor, se viu sentado num banco da praça de Flevance, com um grande chafariz de mármore a sua frente e casas com estilo de arquitetura europeia, com tetos altos e diversas janelas por andar. Ele percebeu que estava vestindo sua regata preta, a calça de couro marrom e sapatos pretos, seus anéis e cinto também estavam em seus devidos lugares. Sorte que Flevance era uma cidade relativamente pacata e ele não foi roubado enquanto dormia ao relento.

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Havia poucas pessoas transitando pela praça e Adam não queria interagir com ninguém, apenas caminhou sem destino enquanto tateava os bolsos da calça, seu cigarro estavam ali, mas não tinha como acende-los. Então entrou no primeiro bar que viu pela frente. A placa do bar era circular e tinha a imagem de um búfalo branco com uma cidade ao fundo.

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Adam pediu por uma caixa de fósforos e foi recepcionado por uma bela jovem de olhos dourados e cabelos castanhos, presos numa trança lateral. Seu vestido deixava os ombros a mostras, era justo na cintura e tinha uma saia longa rodada. Apesar desses traços delicados, sua personalidade era oposta, sendo até considerada por muitos como grosseira. Ela recolhe o dinheiro com o semblante franzido e não se conteve ao ouvir o comentário dele.



A resposta da jovem foi ríspida e ela continuou o encarando enquanto o rapaz tragada novamente o cigarro, mas assim que um cliente chamou seu nome e pediu 2 cervejas, as feições da jovem se suavizou e ela foi providenciar . A mulher equilibrou as taças de cerveja sobre uma bandeja de madeira e caminhou com graciosidade até uma mesa próxima que tinha 2 homens. Adam que estava atento as conversas do local, prestou mais atenção naquela mesa.



O homem aparentava ter 50 anos, era alto e corpulento. Seus cabelos eram loiros e tinha uma barba bem espessa. Ele pegou sua taça e quase esvaziou com um gole e suspirou de maneira cansada. Já o outro rapaz que estava sentado era o oposto. Parecia ter 20 e poucos anos, era magro, ruivo e usava um terno. Ao ver Lyanna se aproximando se debruçou na mesa, estava olhando fixamente para o decote da mulher. Ela colocou a bebida na mesa com força e encarou o rapaz enquanto cerrava os punhos, ele entendeu o recado e sentou normalmente, mas enquanto bebia dava umas olhadas disfarçadas.









Adam poderia se intrometer na conversa ou tentar escutar outras pessoas, pois havia o segundo andar, era só subir pelas escadas na lateral. Ele poderia sair do bar e ao chegar na rua principal de Flevance, perceberia que tinha placas direcionando as Minas de Chumbo. Ou quem sabe explorar mais a cidade.



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Última edição por 2Miaus em Dom Maio 23, 2021 3:52 pm, editado 5 vez(es) (Motivo da edição : esqueci do titulo, consertando a imagem do NPC. Alterei o template, pq estava interferindo dos de baixo.)
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Re: I - The Rebel Path Dom Maio 16, 2021 11:54 am

— Huh! — exalava retribuindo o olhar que a atendente lhe lançava, com uma fina parede de fumaça que saía de suas narinas dançando entre os dois, até que o momento era interrompido pelo pedido feito por outro cliente — Virei assunto entre os caipiras, hum? — comentaria acidamente enquanto a mulher saía equilibrando as cervejas, que lhe evocavam a sensação de secura em sua garganta.

Em sua busca por alguma informação que lhe servisse, Night fitava a mulher carregando as cervejas até uma mesa com dois homens. Se Adam estava mais interessado na mulher, nas cervejas ou na conversa era uma incógnita. Com sorte não seria a última opção, pois aquela conversa se revelava tremendamente trivial — Tsc! — deixava escapar com certa irritação "Só mais um velho sendo explorado e com medo de fazer algo a respeito!" ponderava indignado.

Jogando a bituca do cigarro no chão sem se preocupar em antes apagá-la, Night se afastava do balcão rumo à saída. Passando pela mesa com os homens, Adam apanhava outro cigarro, mas antes mesmo que o colocasse na boca a conversa na mesa tomava uma direção interessante, fazendo com que Night devolvesse o cigarro à carteira, guardando-a novamente no bolso da calça. A mera possibilidade de explodir algo havia chamado a sua atenção, mas o que lhe fez dar meia volta e se dirigir à mesa foi descobrir que aquela criança ranhenta era, na verdade, um agente do Governo Mundial.

Se aproximando da mesa, se sentaria em alguma cadeira que estivesse vazia. Caso não houvesse onde sentar, permaneceria ao lado do suposto agente. Sem mencionar uma palavra, tomaria a taça de cerveja pertencente a Thomas, mesmo que ela ainda estivesse nas mãos do homem — *Buurp!* — deixaria escapar um audível arroto após entornar o restante da cerveja em um único movimento, finalmente umedecendo a garganta — Isso é bom demais pra um cão do governo... — pronunciaria com a voz arranhada, encarando Thomas com os olhos brilhando em puro desaforo e provocação, e uma expressão corporal visivelmente tensa. O fato de não sentir gosto acrescentava um novo nível - mesmo que passasse despercebido pelos outros - à provocação.

— Essas minas… elas são controladas pelo Governo? — indagaria a qualquer um dos presentes, jogando a taça de cerveja vazia em cima da mesa, sem desviar o seu olhar de Thomas. — Nesse caso, estou ouvindo a proposta de vocês… por enquanto... — anunciaria caso recebesse uma resposta positiva, começando a se afastar da mesa, indo em direção do balcão onde havia sido atendido antes — Mas sem o cãozinho na volta. — completaria obviamente se referindo a presença de Thomas.

Se em algum momento o agente demonstrasse a menor intenção de lhe atacar, Night tomaria uma das taças vazias em sua mão e a esmagaria na lateral da cabeça do homem, buscar evitar que o agente seguisse com qualquer ideia idiota que tivesse, até mesmo por estar sem suas armas — Sentado! — comandaria em seguida, como alguém treinando o seu animal de estimação o faria, caso conseguisse deixar o homem derrubado com o golpe.

De qualquer forma, aguardaria brevemente que Lyanna e/ou Hawk viesse lhe explicar a situação — Detonar pedras é brincadeira de criança... — anunciaria assim que se aproximassem — Mas antes eu quero saber tudo sobre essas minas, ou vocês podem continuar procurando. E eu quero dizer tudo! — declararia incisivamente, sem deixar margem para dúvidas de que não estava oferecendo caridade ou fazendo aquilo da bondade de seu coração.

Caso se negassem a dar muitas informações ou revelassem que o Governo não tinha qualquer relação com as minas, ou se Night percebesse que estavam escondendo algo sobre o assunto, o homem se negaria a continuar escutando aquelas bobagens — Tsc! Não vou ficar aqui perdendo o meu tempo! — bradaria em clara irritação, não se demorando em tomar o rumo da rua. — Fica por conta do tempo que eu perdi com vocês. Bando de inúteis. — bramiria caso Lyanna lhe cobrasse por algum estrago feito no bar, seguindo pelas ruas.

Andando por Flevance, não poderia deixar de seguir as placas que indicavam o caminho das Minas de Chumbo "O Governo tem mão nisso. Eu tenho certeza!" teimaria com a ideia, mesmo que eventualmente tenham lhe dito que não. "Isso que dá tentar descobrir algo com um bando de covardes!" seguiria andando com um mau humor tão denso que beirava se tornar palpável. Se alcançasse as minas sem problemas, observaria a movimentação, tentando descobrir algo ou notar alguma presença que chamasse a sua atenção. Não tentaria se destacar dos demais - mesmo que pudesse ser difícil -, mas também não faria questão de se manter incógnito.

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Re: I - The Rebel Path Seg Maio 17, 2021 10:58 pm

 
Narração: 002 / War / Flevance, 8:30, 14ºC

 

 
Governo Mundial é o caralho!!

 


[justify]Lyanna finge não ouvir o comentário daquele cliente mal educado, então seguiu com suas bebidas para a mesa. Adam já estava ficando entediado e caminha em direção a saída, ele podia perceber que o bar estava lotado no momento, as pessoas pareciam ser de classe baixa, alguns ainda estavam com o uniforme de mineradores. O salão era bem iluminado e tinha uma decoração simples, com as paredes marsala e prateleiras de copos e bebidas. A escada para o andar de cima dava acesso ao mezanino, que era uma área mais reservada. E também havia uma porta nos fundos que dava acesso ao porão, mas estava sempre trancada.

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A bituca cai acessa no piso, mas a brasa vai apagando lentamente, o homem estava determinado a sair enquanto pegava outro cigarro do maço, mas ao escutar sobre o governo mundial deu meia volta rapidamente. Ele caminhou em direção a mesa, puxou uma cadeira de maneira brusca, assustando os presentes. Adam pega a taça de Thomas, que estava quase cheia e a bebe avidamente.




O jovem de óculos arregala os olhos com tamanha audácia de um desconhecido e encara Lyanna com os olhos quase lacrimejando.



Adam ficou frustrado ao perceber que o gosto levemente amargo e espumoso da cerveja já não era mais o mesmo. E perguntou para os integrantes sobre as minas e o trabalho a ser realizado, porém não teve uma resposta. Lyanna que até então estava atônita com o ocorrido, tomou a frente da discussão.



Adam se levantou e iria em direção ao balcão. Aparentemente não era mais bem vindo naquele lugar, mas com seu jeito rude de ser e com ódio do governo mundial, não poderia deixar passar aquela oportunidade sem ofender Thomas



O agente se enfureceu e se levantou batendo as mãos na mesa, o rebelde com um gesto rápido pega a taça de vidro e quebra na cabeça do rapaz. A confusão atraiu a atenção de todos os clientes. Adam gritou um comando.



Ao ser atingido pela taça, Thomas gritou de dor e pressiona a lateral da cabeça com as mãos. Adam tinha sua atenção voltada para o agente e não percebeu a aproximação de Lyanna.



A jovem acertou um soco no rosto de Adam e outras pessoas se aproximaram para conter a briga e segurar a dona do bar. Enquanto outras prestavam os primeiros socorros no garoto. Hawk que até então estava calado se levantou. Ele media quase 2 metros de altura e devia pesar uns 100 kg.  Sua voz soou grave como um trovão.





Sentindo a dor do soco ou não. Adam não conseguiu as informações que queria e saiu do bar ainda mais irritado do que quando entrou. Então caminhou em direção as minas de Flevance, não demorou muito tempo para chegar na entrada do local. A entrada estava cercada por grades e avisos de proibido a entrada de estranhos, também havia alguns postos de vigias, já que a extensão das minas era muito grande. Ele reparou um quadro de aviso logo na entrada e um especifico chamou a atenção de Adam.

Era justamente o cartaz de contratação do Sindicato dos Mineradores.

Procura-se

Pessoas especialistas em explosivos para implodir as minas.
Obs.: O trabalho será supervisionado e os materiais confiscados.
Salário: 5.000.000 ฿S

Interessados tratar com JJ

Se fosse do interesse de Adam, um dos guardas podia mostrar o caminho do escritório de JJ ou poderia explorar melhor o local. Se decidisse explorar, iria perceber que as Minas estavam muito longe e precisaria de algum veiculo para chegar até elas, todo o perímetro das minas era cercado e não tinha nenhuma abertura aparente. Havia alguns postos de vigia, com alguns guardas atentos e outros cochilando no horário do expediente.

Se optasse por ir ao escritório do JJ, encontraria um contêiner com uma mesa de madeira, uma cadeira e diversos papeis espalhados pelo chão. O homem usava óculos e parecia ser intelectual, ele usava um blazer cinza sobre a camisa branca, o paletó estava pendurado sobre uma cadeira. E na parede um pouco mais acima, tinha um pôster com um mapa de Flevance e mapas das minas, com um logo do governo mundial logo abaixo. O homem falava com alguém num den den mushi.




OFF:

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Última edição por 2Miaus em Dom Maio 23, 2021 3:58 pm, editado 1 vez(es) (Motivo da edição : Arrumando os templates bugados)
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Re: I - The Rebel Path Qua Maio 19, 2021 11:46 pm

— Hã-? — se surpreendia bruscamente, somente percebendo o golpe de Lyanna ao recebê-lo em cheio — *Pfft!* — lançava uma cuspidela levando uma mão ao maxilar, massageando o mesmo, observando a dona do bar em um misto de irritação e confusão — Que porr* de mão pesada, huh? — retrucava abrindo e fechando a boca, como se checasse o estado da mandíbula.

Embora visivelmente exasperado, Night não demonstrava intenção de revidar a investida de Lyanna — Marinha? Huh! Que piada. — replicava acidamente ao loiro sem prestar muita atenção no mesmo, mantendo seu foco em Lyanna — F*da-se... Já fiz o que precisava. — revelava disparando uma nova cuspida ao chão, agora próximo a Thomas, encarando com certa petulância a dona do bar antes de deixar o estabelecimento.

Guiado pelas placas de Flevance, o caminho até as minas não era exageradamente longo, mas distante o bastante para que Adam já estivesse em seu humor típico quando de sua chegada. Sem que precisasse perder tempo procurando, logo na entrada encontrava o anúncio que haviam mencionado no bar "5.000.000 ฿S? Nada mal..." ponderaria arrancando o anúncio do quadro, seguindo para o interior do local. — Não preciso de ajuda! — enunciaria rudemente caso fosse abordado por algum guarda, em seguida apresentando o cartaz sem dar maiores satisfações, seguindo sozinho pelo resto do caminho.

Andando pelo local, aproveitaria o momento para analisar melhor as instalações e os guardas que vigiavam o local "Maior do que eu esperava..." refletiria andando de um lado para o outro. Terminado o breve momento de espionagem, se é que poderia ser chamado disso, Night finalmente seguiria ao encontro do misterioso J.J.

— Então tu que é “aquele safado”, hun? — comentaria sem se anunciar e ignorando que o homem estava usando o Den Den Mushi, prontamente adentrando sem a menor cerimônia. Perambulando pelo cômodo, tentaria agilmente compreender o conteúdo de alguns dos inúmeros papéis espalhados pelo chão do local. Em seguida, independentemente se conseguisse ou não captar algo, seguiria até o pôster na parede, se posicionando de frente para o mapa da ilha. — Adam Night… — responderia secamente caso o J.J indagasse sobre a sua identidade.

— Não precisa mais procurar um especialista. — afirmaria lançando o anúncio do sindicato na direção do homem — Aliás, quem é o dono dessas minas? — indagaria despretensiosamente, puxando a caixa de fósforos do bolso, na sequência puxando um dos palitos do seu interior e o acendendo. Ainda de frente para o mapa, Night imitaria um movimento como se pretendesse acender um cigarro, porém o destino do fósforo era a beirada do mapa, próximo ao símbolo do Governo Mundial. Tão logo o símbolo começasse a arder, o homem se distanciaria da parede, como se não houvesse feito nada de errado, e se sentaria na mesa de J.J.

— Huh? Não fiz nada de errado... — retrucaria seriamente caso fosse inquirido sobre o breve momento incendiário — Eu quero saber sobre as minas. Se não tem interesse não vou perder meu tempo! — comandaria com irritação na voz, cansado de ter que perguntar sobre o assunto. — Sobre o trabalho... — continuaria caso recebesse a resposta que procurava de J.J — Quem vai supervisionar a detonação? Ou melhor, quantos? — seguiria com o interrogatório — E quando que vai ser feita a detonação? — completaria o questionário. Se J.J lhe respondesse aos questionamentos, não teria problemas em acompanhá-lo caso pretendesse lhe apresentar algum lugar ou algo relacionado ao trabalho. Por outro lado, não tinha a menor intenção de deixar o escritório enquanto suas dúvidas não tivessem sido sanadas.

— Tsc! É melhor não ser idiota... — pronunciaria caso J.J revelasse já ter alguém para fazer o trabalho — Não importa quem seja, não vai ser tão bom quanto eu.  — informaria de forma convencida, buscando garantir que fosse “contratado”, mesmo que ainda não tivesse certeza de como abordaria a tarefa. Não por falta de experiência, mas por não ter certeza de com quem estava lidando, o que poderia mudar completamente a sua atitude.

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Re: I - The Rebel Path Dom Maio 23, 2021 4:13 pm

 
Narração: 003 / War / Flevance, 9:30, 14ºC

 

 
Adam, o indesejado.

 


Adam recebeu soco de Lyanna e ficou surpreso com a força da garota. Após checar que seu maxilar não quebrou, mas sentia o queixo dolorido, ele retrucou.



A dona do bar o encara furiosa, mas ainda tinha pessoas próximas para apaziguar a garota e intervir caso o recém chegado fosse causar confusão. Mas Adam preferiu sair do local. Não sem antes mostrar todo seu desprezo por Thomas, que estava sentado numa cadeira e uma mulher estava enfaixando sua cabeça, o jovem não tinha nem forças para retrucar. Após cuspir no chão, o moreno encarou Lyanna com atrevimento.





Ao caminhar pela cidade o rapaz foi se acalmando, apenas mantendo seu tom ácido habitual. Ele chegou sem problemas até as imediações das minas e recusou a ajuda do guarda, que o encarou com estranhamento, mas permitiu sua entrada já que ele carregava o cartaz na mão. Adam percebeu que o local era grande e também mal vigiado, pelo menos naquele turno. Ele entra no contêiner e encara JJ.





Adam disse seu nome e de maneira despretensiosa, falou que estava interessado no trabalho, enquanto isso averiguava os papeis no chão.  Com uma passada de olho rápida, percebeu que os papeis eram algum tipo de controle de minério para extração. Já que anunciava quantos quilos de chumbo branco haviam retirado de cada mina. Então ele caminhou até a parede e analisou o mapa das minas, alguns pontos chamou sua atenção, em especial as minas D e E, pois de acordo com o relatório, eram as que produziam um volume maior do minério.



O homem tira a caixa de fósforo do bolso e o leva em direção ao rosto, o fogo tinha uma coloração vermelho amarelado e tão rápido tocou no mapa, as chamas se espalharam pelas bordas papel e queimaram o símbolo da justiça. JJ correu para apagar o fogo, por sorte havia uma jarra de água sobre a mesa e o funcionário jogou na parede, apagando o fogo e molhando todo o mapa que ficou desbotado. Ele encara Adam irritado.





JJ dá um suspiro cansado, se não bastasse o problema dos mineradores tinha que ligar com aquele cara estranho. E Adam não facilitava a interação, já que dizia de maneira irritada.





Caso Adam quisesse retomar a conversa com o homem do sindicato, JJ iria se sentar na cadeira, acender um charuto e oferecer um para Adam, um sinal para apaziguar a situação.



Se ele quisesse recusasse explorar mais as minas ou seguir para a cidade. Caso opta-se por seguir de volta para a cidade, perceberia que já estava próximo da hora do almoço e a maioria dos bares e restaurante estava lotado de pessoas. Uma casa branca com janelas azuis chama sua atenção, era uma pousada com um restaurante na sacada e havia um anuncio pendurado na entrada.

Procura-se Músicos
Benefícios: Oferecemos Estadia e Refeição.
Ganhos com o couver artístico (Gorjeta)

OFF:

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Re: I - The Rebel Path Sab Maio 29, 2021 12:17 pm

A interação entre Adam e J.J aparentava começar com o pé esquerdo, na medida em que o homem rabugento não demonstrava o mínimo interesse em se comportar segundo as regras de etiqueta. O que já havia sido uma apresentação - se é que pode-se chamar assim - inquietante, se tornou ainda pior no momento em que Night descaradamente incinerou o símbolo do Governo Mundial presente no mapa que estampava a parede do escritório.

As indagações de Night pareciam se perder na necessidade de decoro que J.J exigia, que retrucava as perguntas com mais questionamentos — Huh! Vocês nunca aprendem. — resmungaria em resposta a J.J, embora se referisse ao Governo, não ao homem — Eu falei que não iria perder meu tempo. — continuaria a falar, rondando o escritório e observando a documentação espalhada pelo local — Quem precisa de ajuda não sou eu, rapaz! — exclamaria sem esconder o escárnio na última palavra dita — Boa sorte pra encontrar alguém experiente e com uma boa apresentação, huh! — concluiria de forma petulante, se retirando do escritório, a fim de deixar as minas, sem dar muita atenção a J.J.

Embora estivesse precisando do dinheiro, grande parte - para não dizer toda - de seu interesse no trabalho se extinguiu perante o símbolo do Governo Mundial que momentos atrás ardia no escritório. "Pelo menos agora eu sei com o que estou lidando." ponderaria vagando pelas ruas de Flevance, o que - de tanto que fazia - parecia se tornar a sua atividade favorita. Embora deixasse o local e o trabalho para trás, a intenção de se intrometer nos negócios da ilha ainda existia, afinal, não costumava ignorar uma oportunidade de atrapalhar o governo. Entretanto, para isso precisaria estar melhor preparado - ou ao menos de barriga cheia -.

De volta à cidade, faria uma breve pausa no primeiro banco que encontrasse, onde se acomodaria por alguns minutos *Fuu* exalaria uma longa baforada de de fumaça após acender outro cigarro — Essa gente realmente tem problema... — exclamaria falando sozinho, contemplando o céu da ilha enquanto repassava os seus encontros daquela manhã, ignorando o fato de que boa parte dos acontecimentos haviam sido meras consequências de suas ações pouco ortodoxas.

Entre as suas idas e vindas Night sequer percebia a passagem do tempo, somente compreendendo o horário ao escutar - e sentir - a sua barriga clamando por algum alimento. Retornando sua atenção às ruas de Flevance, o homem notava que o movimento havia aumentado desde a hora que havia despertado na praça. Para o azar de Adam, a sua carteira estava tão vazia quanto o seu estômago, que permanecia protestando por comida.

Ainda assim, nem tudo parecia dar errado para Night. A poucos metros de onde havia escolhido sentar, o homem facilmente vislumbrava um anúncio que chamava a sua atenção — Quando uma mina desmorona, outra se abre, huh? — comentaria, ironizando a própria situação, jogando longe a bituca do cigarro enquanto se levantava para seguir em direção à pousada.

— Hey, choom! — se apresentaria a quem atendesse, deixando escapar uma gíria de sua ilha natal enquanto ostenta um sorriso com doses iguais de carisma e manipulação — Procurando por um músico? Então achou! — indagaria e responderia na mesma fala — Vocês têm os instrumentos? — questionaria, dessa vez esperando pela resposta, bem como esperava que a sorte lhe favorecesse. Se a resposta fosse positiva, interrogaria sobre onde poderia encontrá-los e onde poderia se preparar para a apresentação.

— A minha voz não é a mesma, mas pode confiar... — responderia de forma confiante sem mover o seu foco dos instrumentos, caso fosse questionado sobre sua capacidade musical, não fazendo questão de arrumar confusão naquela ocasião. Se necessário, demonstraria brevemente suas habilidades com algum violão ou guitarra que encontrasse, dedilhando parte de um solo, somente o bastante para convencer quem quer que lhe avaliasse.

Por estar sem a sua banda, necessitaria improvisar algo sozinho, o que por si só não seria problema. Porém a sua voz realmente começava a se mostrar um verdadeiro empecilho. Tomaria um violão - ou, na falta deste, uma guitarra - que lhe agradasse em mãos e passaria algum tempo afinando as cordas, até que acreditasse estar do jeito pretendido.

— Adam Night. — anunciaria no microfone assim que tomasse a sua posição para a apresentação, sem dar maiores detalhes — Se alguém aí se chama Ramona, parabéns... — pronunciaria com um meio sorriso, como se recordasse de alguma piada que só ele sabia, e assim iniciou a sua apresentação.

— ♫ Ramooona ♪ — a sua nova voz ainda era destreinada, mas a música escolhida, que era curta e simples, não demandaria muito, motivo pelo qual a escolheu em primeiro lugar.


Terminada a sua breve piada interna, Night continuaria a próxima música sem pausar o som do violão, porém agora começando uma música mais séria. Confirmando que sua voz ainda não estava preparada para uma longa sessão de cantoria, se limitaria a músicas instrumentais a partir daquele momento.


Embora estivesse acostumado a propagar suas próprias opiniões através da música, o fato de não emitir um som que não fosse do instrumento pouco significaria para Night, que aproveitaria aquele momento para se perder na experiência de retornar aos palcos, algo que não acontecia há tempos. Após tanto tempo sem tocar, Night deixaria que a sua memória muscular assumisse a responsabilidade de executar as notas com perfeição, até que finalmente conseguisse retornar a sua forma original.

Uma vez encerrada sua apresentação - caso não houvesse problemas - deixaria o palco e seguiria para o bar - ou uma mesa vazia - e faria um movimento buscando a atenção de quem atendesse Bourbon. Puro. — repassaria o pedido — E aquela refeição do anúncio. — completaria após ser lembrado por um choro de seu estômago.

Caso houvesse mais apresentações após a sua, prestaria atenção nos demais artistas enquanto desfrutava do seu almoço grátis. Curioso em saber o que haviam a oferecer, se manteria atento para qualquer possível talento que lhe chamasse a atenção, mesmo que não estivesse com grandes expectativas de encontrar alguém tão bom quanto ele.

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Re: I - The Rebel Path Qui Jun 03, 2021 8:45 am

 
Narração: 004 / War / Flevance, 11:30, 16ºC

 

 
Meraki, um novo começo.

 


Permanecer em Flevance não estava sendo uma tarefa fácil para Adam, pois a conversa com JJ estava indo de mal a pior depois que o homem queimou o mapa com o símbolo do governo mundial. JJ exigia saber mais sobre o passado de Adam, mas ele recusou.





Antes de ser expulso por JJ, Adam saiu das minas e retornou para a cidade enquanto vagava em pensamentos, como ele precisava espairecer sentou num banco da praça onde tinha acordado algumas horas atrás. O homem acendeu um cigarro e sentiu seu estomago roncar, quando foi a ultima vez que ele comeu? Não saberia dizer. Então ele percebe um anuncio que oferecia um trabalho, alimentação e um local para dormir. Nem tudo estava perdido afinal. Ele caminhou até o restaurante/pousada e percebeu que as pessoas sendo servidas por uma figura baixinha e ruiva. O garçom usava uma camiseta regata branca larga e era muito rápido já que usava patins. Outra coisa que chamou sua atenção era a aparência dos pratos, tudo parecia estar bem apetitoso, ou era só a fome falando mais alto. Era uma pena Adam não ter mais olfato, assim ele poderia comprovar se a comida era boa ou não.

Ele se aproximou do balcão e disse.



Uma mulher ruiva com os cabelos médios e pele bronzeada se aproximou do Adam, ela tinha os olhos avermelhados e podia ser considerada bonita pela maioria das pessoas.



Adam se apresenta como músico e pergunta dos instrumentos, a jovem dá um sorriso e se apresenta como Hope e sai de trás do balcão. Adam pode perceber que aquele restaurante era bem diferente do bar Buffalo, pois tinha diversas janelas com cortinas brancas, o local era mais claro e mais iluminado. As mesas eram longas e retangulares um local propicio para jantares em famílias e a arquitetura lembrava a cultura grega.

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Adam escolhe o violão e se dirige para um pequeno palco, que ficava no fundo do estabelecimento. Ele admite que sua voz não estava das melhores e começa a afinar o instrumento. Hope ficaria de pé, com os braços cruzados e parecia aprovar a atitude do rapaz com um sorriso, ela sabia que nunca podemos tocar um violão sem afinar antes. Quando se sentisse pronto Adam se anunciaria no microfone.



A voz arranhada e grave do homem chamou a atenção do publico do restaurante, mas não era ruim, pois ele tinha entonação no canto, só precisava mesmo de um pouco de prática e aquecer as cordas vocais. Assim que acabou uma música ele começou a tocar outra. A melodia era bonita e suave, apesar de ter acordes difíceis de tocar, mas Adam dedilhava com precisão e a música agradava a todos. Assim que acabou sua apresentação as pessoas aplaudiram e o furacão ruivo de patins se aproxima.



Ele consegue perceber que era uma criança, de aproximadamente 13 anos. A criança tinha os cabelos ruivos, curtos e bagunçados, a pele era morena e tinha os olhos dourados.



Adam se senta numa mesa próximo ao palco e pede uma bebida e a refeição. Yuka sai que nem um foguete e volta alguns segundos depois. Tinha um copo grande de whiskey, uma jarra de suco ou água, de acordo com a preferencia e um prato com espetinhos de carne, frango, alguns pães e molhos, além de uma tigela de salada com queijo branco e tomates.



A mulher se afastou, mas a garota ainda esperava a resposta para sua pergunta e ela parecia muito curiosa com o novato.



A menina era um furação literalmente, mas Adam podia perceber que não havia maldade ou malicia na garota.
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Re: I - The Rebel Path Dom Jul 11, 2021 1:53 pm

O fim de sua apresentação revelava o deslumbre da plateia, que brindava Adam com uma série de aplausos. Isso, entretanto, passava praticamente despercebido pelo homem. Não por descaso, mas sim por conta da satisfação que monopolizava a sua atenção "Huh, então esses ossos velhos ainda sabem se mexer..." matutaria em um breve relance aos dedos de sua mão esquerda. Ainda que seu timbre tivesse sido afetado, sua coordenação demonstrava permanecer intacta.

Repousando o violão no seu descanso, Night era atacado por uma série de perguntas — Huh? — resmungaria confuso por um breve momento, até perceber que o inquisidor não passava de uma criança estranhamente animada — N-... — antes que pudesse responder, a mulher que havia lhe recepcionado se aproximava *Sigh* o homem simplesmente suspirava diante das suas, mais preocupado com os seus pedidos do que com as indicações e desculpas das irmãs — *Glug* Preem! — finalmente concordaria com a irmã mais velha, após um gole satisfatório no whisky que Yuka havia na mesa.

As advertências da irmã mais velha não pareciam frear o entusiasmo de Yuka, que lançava ainda mais perguntas na direção de Adam — Ramona… huh, bons tempos... — resmungaria com um meio sorriso em seus lábios, lembrando-se de algo sem responder diretamente à criança. Enquanto a pequena ruiva seguia com seu questionário, Night se preocupava em montar um sanduíche com tudo que se fazia presente na mesa, retirando as carnes dos espetinhos e as acomodando dentro dos pães, junto dos molhos e da salada. "Imagino se ficou bom..." refletiria ao dar uma mordida na iguaria improvisada, seguida por um novo gole de whisky.

Com o estômago momentaneamente apaziguado, finalmente voltaria a sua atenção para a garota ruiva — Você nem era nascida quando eu aprendi a tocar... — revelaria de forma convencida, embora não soubesse a idade exata da menina — Eu até prefiro guitarra... — narraria de forma distraída, relembrando sua velha companheira, provavelmente perdida no fundo do oceano — Mas no aperto violão serve... — concluiria voltando ao presente.

— Famosa, huh? — indagaria pensativamente, como se tramasse algo — Se ela é tão boa assim, quem sabe não fazemos uma sessão juntos... — comentaria com um olhar desconfiado, fitando a irmã mais velha, caso ela estivesse à vista — Ainda não me acostumei com essa voz... — pronunciaria, inconscientemente soltando um pigarro ao fim da frase, como se buscasse a sua voz original de volta.

— Huh! Todo mundo tem pais. — retrucaria após uma mordida no sanduíche, ainda de boca cheia, observando a habilidade da garota em pular de um tópico para outro — Se eles tão pela volta é outro assunto… — completaria, brevemente defletindo o tema da pergunta. — Sobre essa banda… qual era a deles? — tomaria a posição de interrogador, aproveitando para mudar o assunto para algo que lhe interessasse — Dona de um restaurante respeitável. Irmã mais velha e responsável. Era uma banda de igreja? — questionaria sem evitar um tom de implicância — Todo mundo aqui é tão educado... — continuaria, como se considerasse isso algo péssimo — E não é difícil causar confusão, huh! — comentaria com certa disposição, se perdendo em pensamentos como se falasse sozinho.

Se a garota precisasse voltar as suas tarefas, faria uma breve pausa em suas perguntas para terminar de comer o sanduíche, e também para refletir um pouco sobre as suas opções naquela ilha. "Tudo tão calmo… tsc! Tudo mentira!" refletiria brevemente com certo ressentimento, relembrando a própria adolescência, porém logo suprimindo o passado e voltando sua atenção ao presente. Sem saber quando poderia comer de graça novamente, consumiria tudo que havia disponível na mesa, e então acenaria para Yuka, ou para a irmã dela caso a criança não estivesse por volta.

— Os instrumentos de vocês não são tão ruins… — pronunciaria assim que uma das duas se aproximasse — Onde posso conseguir uma guitarra nessa ilha? — indagaria em seguida, esperando que pudesse encontrar algo que não gritasse “banda gospel!”. — E quando que vai rolar aquela gorjeta? — relembraria sem cerimônias assim que recebesse uma resposta — Se não tiver tudo agora pode ser só o suficiente pra eu comprar algumas coisas, eu vou ter que voltar pra aproveitar a minha estadia de graça mesmo... — concluiria demonstrando que pretendia extrair o máximo possível de sua apresentação.

— Certo... — sussurraria antes de consumir o resto do whisky e se levantar para deixar o restaurante — Quando eu voltar pode me mostrar o meu quarto, huh! — anunciaria com um olhar afiado à irmã mais velha, percebendo que não sabia o nome da mesma, porém pouco fazendo para mudar esse fato.

Fora do restaurante, seguiria para o local indicado pelas irmãs, mesmo que por algum motivo ainda não tivessem lhe passado o valor das gorjetas. Não pretendia ficar sem receber, mas como ainda precisaria retornar ao restaurante, deixaria para resolver esse problema mais tarde. Como não havia planos para o momento, aproveitaria para inspecionar os instrumentos.

— Hey! — exclamaria secamente para quem estivesse atendendo no local, caso conseguisse encontrá-lo sem problemas. — Conhece a banda de uma mulher ruiva? — investigaria despretensiosamente, observando os instrumentos em exposição, auferindo a qualidade dos mesmo, sem se limitar às guitarras. — Agora ela tem um restaurante… — complementaria, caso não identificassem de quem Adam estava falando. A pequena Yuka parecia certa das habilidades de sua irmã, mas não podia confiar nos relatos de uma irmã caçula, ainda mais criança. — Tsc! Esquece! — retrucaria de forma rude caso não conseguisse as informações, voltando à busca dos instrumentos, ou quem sabe de algo que pudesse refrescar a memória de quem lhe atendesse.

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Re: I - The Rebel Path Ter Jul 20, 2021 9:22 pm

 
Narração: 005 / War / Flevance, 11:45, 16ºC

 

 
Stratocaster

 


Adam estava degustando seu lanche improvisado, ele não tinha olfato, nem paladar, mas podia perceber que a textura das carnes estava macia e o alface crocante. Até a bebida parecia ter combinado com a refeição. Enquanto ele abocanhava o pão, respondia as perguntas da menina.



O músico percebe que mesmo forçando sua garganta com o pingarro, seu timbre de voz não muda. Mas acaba se entretendo na conversa da menina, que parecia bem feliz em responder as preguntas enquanto a irmã mais velha trabalhava no balcão para servir bebida para os clientes.



Ela tampa a boca quando percebe que falou demais e olha para trás, para se certificar que não foi pega no flagra.



A irmã mais velha se aproxima e a conversa acaba se encerrando naturalmente.



A menina vai embora patinando com um suspiro triste e o homem aproveita para perguntar onde poderia encontrar uma loja de instrumentos e sobre o dinheiro. Hope entrega 5 mil berries para ele.



Ela o ensina o caminho antes de sair. Diferente do que ele achou sobre Flevance ser uma cidade tranquila e sem confusão, assim que começou a caminhar em direção a loja, viu marinheiros correndo apressados carregando baldes vazios, havia uma pequena multidão de pessoa assustadas comentando sobre uma luta e mortes e se o jovem olhasse para a direção leste veria uma cortina de fumaça negra subindo aos céus. Adam poderia perguntar para alguém o que estava acontecendo.

Spoiler:

Se caso ele optasse por seguir para a loja, seria recepcionado por uma mulher de cabelos alaranjados. A loja era tinha uma grande variedade de instrumentos, os mais caros estavam expostos na parede e havia alguns mais simples e básicos em pedestais, para que os clientes pudessem tocar antes de comprar.



Ao ser indagada sobre uma banda com uma mulher ruiva, a atendente não lembra de ninguém, mas quando ele cita sobre o restaurante a mulher fala empolgada.



Depois de alguns minutos ela volta e mostra a capa para o rapaz. Havia 5 garotas na foto e ele logo ele reconhece Hope, mas a jovem era mais jovem e tinha um estilo mais rebelde mesmo, com diversos piercings na orelha. A atendente coloca uma música para tocar.

Spoiler:

Após a música acabar, a mulher comenta com o moreno.



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Re: I - The Rebel Path Dom Jul 25, 2021 2:36 pm

A dona do restaurante se mostrava bastante generosa ao compensar Night por sua apresentação. Em verdade, já havia algum tempo desde a última vez em que o homem conseguiu guardar tanto dinheiro em seus bolsos Preem! — exalava ao contar o seu pagamento, em seguida guardando-o e escutando as direções para a loja de instrumentos mais próxima.

Sem perder muito tempo, partia assim que a mulher terminasse as explicações. Em uma virada do destino, Flevance começava a revelar um lado menos fatídico do que aquele demonstrado até então. Infelizmente, o timing não se mostrava dos melhores — Huh! A festa parece boa. — comenteria olhando a pressa dos porc marines e o medo nos habitantes que se aglomeravam no local "Quem sabe depois..." decidiria sem mudar o seu rumo, sabendo que corria altos riscos de gastar todo o dinheiro que tinha caso iniciasse uma maratona de festas e confusões - não necessariamente nessa ordem -.

Embora conseguisse encontrar a loja sem grandes problemas, Adam ainda precisava encontrar uma guitarra que lhe agradasse. A mulher que lhe atendia, apesar de não compreender de começo, não demorou para lembrar da banda mencionada pelo homem e logo foi em busca de um álbum para apresentá-las a Adam. O homem, enquanto isso, aproveitava o breve momento sem distrações para experimentar os instrumentos em exposição. Fazendo uma breve afinação do instrumento quando necessário, tocaria alguns solos nas guitarras que lhe chamassem mais atenção, buscando por algo que não pudesse ser encontrado a olho nu.

Solos:

Com o retorno da atendente Adam devolvia a guitarra que segurava de volta ao seu lugar, dando espaço para que a música iniciada pela mulher ecoasse desimpedida pela loja "As Rebeldes..." refletia momentaneamente enquanto analisava a antiga aparência de Hope, imaginando o que significava ser rebelde para as pessoas daquela ilha "Jogar bituca no chão?... Nah, muito ousado..." concluía de forma debochada.

— Huh! Já escutei bandas piores… — comentaria após a atendente confirmar a fama da banda — Mas voltando ao que importa: eu. — descaradamente distorcia o assunto para o que realmente lhe interessava — Não sou o típico crise de meia idade que vem comprar uma guitarra pra se sentir jovem e vivo. — anunciaria com escárnio transbordando em sua voz — É um tiro no escuro, mas… continuaria com um tom ligeiramente amargurado, observando os instrumentos como se já soubesse a resposta —  Eu to procurando por uma DeLuze Orphean ou uma ST62 All Black. Alguma chance de ter uma delas nos fundos da loja? — indagaria fazendo o melhor uso possível de seu charme enquanto encarava a atendente, buscando por alguma reação.

Preem! exclamaria caso fosse surpreendido pela presença de uma das guitarras mencionadas. Se a sorte do homem fosse tamanha que as loja possuísse as duas em seu estoque, daria preferência a boa e velha DeLuze, por ser o mesmo modelo da sua antiga companheira — Já aproveita e coloca junto um amplificador portátil, um cabo, um jogo de cordas 0.10 e um pacote de palhetas sortidas. — comandaria de forma autoritária, como se fosse um chefe passando tarefas para o seu funcionário. Se a loja não tivesse nenhuma das duas, escolheria uma Stratocaster dentre as guitarras que havia testado minutos mais cedo, visando aquela que lhe passou uma melhor sensação enquanto praticava.

Antes de pagar pelos itens, Night faria uma última checagem para garantir que tudo estava em perfeitas condições, para somente então alcançar a quantia necessária, sem se preocupar com o valor total. Caso percebesse algum problema com o que quer que fosse, ordenaria sem paciência a substituição imediata. Uma vez com a guitarra em suas costas e o amplificador em sua cintura, Night deixaria a loja rapidamente sem se importar com gentilezas.

"Bem melhor." concluiria ao pôr os pés na rua e sentir a nova companheira em suas costas. — Agora sobre aquela festa... — contemplaria as redondezas em busca do sinal de fumaça que avistara mais cedo, ou da população em polvorosa para que pudesse descobrir o caminho até o centro da baderna.

Pelo caminho seguiria com o que aparentava ser determinação. Não tinha grandes esperanças de que o responsável por toda aquela comoção fosse ser algo ou alguém tão interessante, afinal, mais cedo não havia sido necessário muito para que tirasse todos do sério na sua breve visita ao bar. De qualquer forma, o simples envolvimento da marinha já tornava válida a ida de Night.

Se a aglomeração aumentasse à medida em que se aproximasse do local, abriria o seu próprio caminho, empurrando quem permanecesse em sua frente, desconsiderando se fossem civis ou não. — Huh! Parece que a festa foi animada… onde vai ser o after?? — zombaria ao finalmente avistar a fonte da agitação. Tomaria um breve momento para analisar a situação, quem estava presente e o que acontecia ao redor, procurando por algo ou alguém que lhe chamasse a atenção. Enquanto isso, ficaria atento ao que era dito em sua volta. Nessas horas as pessoas sempre falam mais do que deveriam e, se desse sorte, poderia tirar proveito disso.

Se por algum motivo não conseguisse encontrar o local da confusão, retornaria ao restaurante onde havia se apresentado. Aproveitaria para tomar mais alguns drinks e  passar alguns minutos. De repente se deparasse com alguém que soubesse do que toda aquela comoção se tratava.

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Re: I - The Rebel Path Dom Ago 01, 2021 10:49 am

 
Narração: 006 / War / Flevance, 13:30, 16ºC

 

 
Caos no porto

 


Adam caminhou em direção a loja de instrumentos e ponderou que não era um bom momento para se desvirtuar do caminho. Quando ficou sozinho pegou uma guitarra vermelha, os acordes eram claros e agudos, trazendo uma boa sonoridade a loja. Algumas pessoas até pararam na janela para ver a canção, mas com a volta da atendente cada um retornou para seu caminho.  A mulher ouvia com atenção seu pedido.



Ela volta com um estojo preto e abre na sua frente, a guitarra estava em perfeitas condições e a tinta reluzia com o reflexo da luz. E conforme Adam pedia mais itens a jovem ia colocando tudo sobre o balcão. Após o moreno analisar e ver que não tinha nada com defeito.  Pegou o chumaço de dinheiro.



Após pagar Adam sai da loja e caminha em direção ao porto, havia uma fina linha de fumaça que ele usou como referencia para chegar até lá. Ainda havia algumas pessoas  cochichando pelas ruas e o clima era de apreensão, mas o que surpreendeu o rapaz foi a quantidade de marines que estava no porto naquele horário. Ele contou de 20 a 30 homens de branco. E eles estavam espalhados pelo local e cumprindo diversas tarefas. Alguns conversavam com comerciantes e civis, para ouvir a versão deles da história e faziam anotações em bloquinhos. Outro grupo estava limpando um liquido vermelho que escorria pelo chão, Adam logo deduziu que fosse vinho derramado, pois tinha alguns barris quebrados próximo de uma mancha enegrecido.

E prestando atenção na conversa ao redor, o homem viu que um marine estava entrevistando um comerciante local.



Adam viu o marinheiro arregalar os olhos espantado.







O rapaz corre até um homem alto e moreno, ele tinha um nariz grande e vermelho e bigodes engraçados. Assim que recebe a nova informação, ele fala num tom de voz alto para que todos possam escutar.





Responderam em uníssono e saíram distribuindo para a população os retratos falado dos assassinos, Adam poderia pegar um se quisesse.

Spoiler:

Caso o jovem quisesse saber mais sobre esses acontecimentos, poderia ficar mais tempo no porto para descobrir novas informações. Ou poderia retornar ao restaurante, pedir outra bebida e usufruir das suas novas aquisições.
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