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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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II - A trama dos Nava e o Tesouro de Arthuro Nist

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Achiles
Pirata


II - A trama dos Nava e o Tesouro de Arthuro Nista


[Caçadores de Recompensa] Ichiji Tekina Kachi e Akane Nanami

não possui narrador definido.
Fechada

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Simbolo
II - A trama dos Nava e o Tesouro de Arthuro Nista



Akane Nanami

O dia anterior havia sido… confuso. Tinha sido o meu primeiro dia fora da minha ilha, longe das amazonas até então sempre presentes. Ainda não compreendia o motivo de castigo tão absurdo e isso só me deixava mais e mais chateada! Havia sido atacada pela manhã e quase capturada para ser uma escrava [Inimiga], passei a morar com uma ruiva desconhecida à tarde e ataquei um posto de uns traidores da máfia à noite, me tornando Caçadora de Recompensa em algum momento durante à madrugada.

Tipo, o que porra estava acontecendo?! Havia decidido, precisava sair daquela ilha! Aquela ilha era coisa de doido e eu rezava à Medusa que as demais ilhas que eu precisaria atravessar rumo à Amazon Lily não fossem iguais. Ou piores. Poderiam ser piores?! Que, por favor, não fossem piores!

Após à caçada, a coleta dos tal berries e uma passada marota no hospital mais próximo, havíamos retornado à casa da ruiva. Claro, eu a vinte passos atrás dos dois homens amigos dela. Ainda não entendia como uma mulher tão bela e forte se sujeitava a dois marmanjos como esses. A ruiva, por sua vez, havia ido curtir a noite, me deixando só com estes trastes, o que era simplesmente imperdoável! Mas ainda era melhor do que dormir na rua, acredito. Sendo assim, havia passado o resto da madrugada sentada no chão, encostada na cama da outra mulher e de frente para a porta fechada do quarto, com a clava ao alcance das mãos e a minha pequena Lienne enrolada em meu colo.

A pequena havia tomado um susto ontem, um dos escrotos que enfrentamos a acertou um soco e a jogou longe. Lamentava que ele tivesse morrido. Pois queria matá-lo novamente com minhas próprias mãos! Como alguém atacava um ser tão pequeno e inocente? Sim, você nem precisa perguntar, claro que foi um homem! Maldito!

Mas mudando de assunto... Já era de manhã? O quarto da ruiva não tinha janelas e eu sequer sabia a quanto tempo estava ali. Havia cochilado algumas vezes, acho. Dormido? Nem sei, para ser sincera. Sei que havia piscado o suficiente para perder a noção do tempo. Bem, não importava, já havia descansado o suficiente, era hora de ir embora!

Acordaria Lienne com delicadeza e tomaria um rápido banho, pegando outra das roupas da ruiva e vestindo-a. Quando pronta, minha pequena cobra se enrolaria em meu pescoço, seu lugar favorito. Caso Erisha tivesse retornado e estivesse em sua cama, daria uns tapas em sua perna e diria: — Estou indo. — Esperaria por uma resposta, mas caso não viesse, seguiria em silêncio. Desceria as escadas e passaria pela sala e cozinha muda, mesmo que algum dos homens estivesse presente, abrindo a porta e fechando-a logo atrás de mim.

Ok, próximo passo… Porto! — Olharia ao redor procurando pelo mar e seguiria em sua direção, também tentando usar minhas memórias do dia anterior para me guiar melhor. Lá, procuraria por alguma doca com uma marceneira ou similar. Me aproximaria dela com um sorriso triunfante no rosto e diria: — Olá! Eu sou uma carpinteira e estou em busca de uma boa madeira para construir meu barquinho. Você tem algo disponível? — Esperaria pela resposta e, quando o silêncio retornasse, complementaria: — Tenho dois milhões! — Diria com o peito cheio de orgulho, sem a menor ideia do valor que o berrie possuía. Minha Lienne, fiel escudeira, se aprumaria numa tentativa de demonstrar orgulho para a marceneira também.

Histórico
» Nome: Akane Nanami
» Profissão: Carpinteira
» Proficiências: Adestramento, Alvenaria, Arquitetura, Carpintaria, Doma e Marcenaria.
» Qualidades: Atraente (1), Criativa (2), Destemida (1), Matriarca (R), Prodígio (2) e Vigor (R).
» Defeitos: Exótica (R), Herança Genética (R), Indisciplinada (2), Inimiga (1), Misandria (R), Supersticiosa (1) e Vaidosa (2).
» Extras: Pequena cobra (Lienne) e Clava

» Posts: 1
» Ganhos: - x -
» Perdas: - x -
» NPC's: - x -
» Ferimentos: - x -


Objetivos
» Completar mais uma caçada
» Ganhar bastante berries
» Aprender Escudista
» Comprar um baú (ou similar) e uma ou duas garrafas de Nava Vitae
» Dominar o mundo
» Não morrer


Para o avaliador:
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Kekzy
Narrador
Simbolo
A trama dos Nava e
o Tesouro de Arthuro Nista

Ichiji Kachi





Estaria deitado no sofá, contando as notas que tinha ganho no dia anterior pela caçada realizada junto a Seishin, Akane e Erisha. — Novecentos mil, um milhão.... um milhão e quinhentos.... dois milhões! — era uma quantia e tanto. Abria um sorriso ligeiro que logo desvanecia ao lembrar que precisava de mais que dez vezes isso. E para piorar, a cada dia que passava, os juros aumentavam. Juros... por que tinham que existir?!

Suspirava, guardando a bolada que tinha. Tinha adotado a casa do loiro como a minha base de operações provisória, afinal, antes não tinha dinheiro para ficar em outro lugar e aqui era bastante conveniente no momento. Não tinha tinha nenhum ferimento relevante do dia anterior, se não um pouco de cansaço. Sentia que meus nervos tinham ficado mais fortes após resistir tanto estresse. Nunca tinha me metido numa enrascada daquelas; tremer era esperado, mas se me deparasse novamente com um perigo assim, estaria mais confiante em minhas habilidades.

Jogando as pernas para o lado e sentando no sofá, diria para Erisha, a proprietária da casa junto a Seishin, quando ela passasse. — Ei, Erisha, quando vai me apresentar a Rosa Nista? Não esqueceu de nosso combinado, não é? — relembraria, acompanhando-a com olhar dali, com as mãos sobre as pernas, que logo se jogariam sobre o móvel a frente, em busca de suporte. — Vê se não me enrola, você já nos meteu numa furada ontem. Dois milhões não dá pra pagar os juros que tô devendo, chi-chi-chi, assim irei repensar da próxima vez que me chamar para uma caçada - comentaria, mais relaxado, jogando minhas costas contra o respaldo do sofá.

Passaria algum tempo olhando para o teto, pensativo, lambendo a costa da mão. Tinha descoberto informações importantes no dia anterior: a minha família, os Kachi, não tinham se infiltrado em Sirarossa como pensei, mas sim feito um acordo com os Nava. Mas que acordo eles teriam feito para que os Nava os permitissem abrir negócios aqui? Um dos entrepostos tinha sido destruído por mim, mas descobri que os funcionários ali não eram mais leais à minha família; ou seja, eles devem ter um entreposto em outro lugar. E eu precisava minar as forças deles e impedir sua expansão para me ver menos oprimido.

O que me deixava com mais receio era que eu tinha uma missão em aberto com Salvatore Nava, o manda-chuva de Sirarossa. Tinha que me aproximar de Rosa Nista para coletar informações sobre a família Nista e repassá-las para os Nava, no intuito de encontrar o Tesouro de Arthuro Nista. A caçada com Erisha tinha sido o primeiro passo para me aproximar de Rosa Nista, pois a médica era a minha ponte até lá, tendo em vista que eram amigas. Depois disso, bastava entrar no emprego do Museu Nava de Belas Artes, o qual era dirigido por Rosa Nista. Um arqueólogo como eu, conquistada a recomendação de Erisha, não teria mais problemas, teria? Como dizem, é mais importante uma recomendação de alguém de confiança que ser bom no que você faz! E o John Dilinger, onde fica nessa história? Se encontrar ele ótimo, se não encontrar, melhor ainda, ele já teve a importância que merece!

Trecho da aventura passada sobre essa missão:

Ficaria pensando nessa conjuntura, atirando meu bolinho de dois milhões de berries para o alto até que Seishin passasse. — Não esperava ver sua cara tão cedo — diria, o que era um absurdo, porque ele morava ali. — Você me leva até o Museu? - indagaria o loiro, com quem já tinha passado grandes perrengues nas últimas vinte e quatro horas que nos conhecemos, desde quase levar um tiro dele, ser resgatado por ele, encontrado um figurão ao seu lado, bebido juntos, dado banho nele e capturado um procurado em conjunto. Era quase mais história do que eu tinha com papa. Ainda assim, sabia que era cedo demais para confiar cegamente nele, mas como tínhamos objetivos em comum, a parceria vinha dando certo. — Mais tarde ou amanhã, sem pressa - comentaria, caso aceitasse.

Por agora, queria aproveitar o momento de calmaria e recuperação para aprender algumas coisas novas. — Ei, que tal me ensinar a atirar direito? Não é como se não soubesse atirar, mas ontem passei dificuldades que poderia não ter passado se soubesse manejar melhor a pistola - proporia. Era verdade, tinha errado muitos disparos que poderiam ter facilitado minha vida no embate de ontem. Como um atirador mais experiente, sabia que Seishin tinha algo a me ensinar, ao menos o básico. — Vamos lá fora, não quero pagar por quebrar nada aqui, vi que esse é o tratamento que Erisha dá, chi-chi-chi - caçoaria, relembrando que o loiro tinha quebrado uns pratos por chegar bêbado em casa e se desequilibrado, sendo forçado a pagar as despesas. — Então, por onde começamos? - perguntaria.

Início: Aprendizado de EdC: Atirador

Com o consentimento de Seishin, tiraria o dia para realizarmos nosso primeiro treino. Não é como se nunca tivesse pego em uma arma ou disparado, como disse. Na verdade, tinha passado por uma situação de vida ou morte e usado uma pistola. A questão é que não sabia utilizá-la tão bem, sequer entendendo muito sobre a arma. Para mim era simples assim: puxar o gatilho e atirar, puxar uma alavanca e repetir o processo. Por isso compreendia que o loiro começasse me explicando como funcionava uma arma de fogo, o que era muito atencioso da parte dele. Era até fofo olhar o seu rosto animado explicando algo, chi-chi-chi.

O que ele estava falando mesmo? Ohh... parece que terá que repetir, fiquei distraído por um momento! É... ele parece não gostar quando me distraio. Mas se ele soubesse que é por ser tão bonitinho? Uffh... o jeito é tentar prestar atenção para não vê-lo irritado e perder a oportunidade.

A explicação era mais complexa do que eu esperava, pois envolvia conhecimentos que eu não possuía. O que importava, no entanto, era saber o que fazer. E depois dessa aula já sabia o necessário para manusear um pistola, e, para além disso, mantê-la em bom estado, bem como outras boas práticas, como quando Seishin tomou a arma de minha mão para checá-la no primeiro encontro com Salvatore. "É melhor não ter uma arma que não funciona do que uma que funciona mal", foi meu primeiro aprendizado com ele na ocasião.

Passaríamos o resto do tempo treinando minha pontaria, o que tinha certa facilidade. Precisava mais me acostumar com a sensação de ter uma arma na mão e manuseá-la em situações que exigiam reações rápidas. Bang! Bang! Acertava alguns tiros em umas latinhas que tínhamos colocado como alvos, já outros projéteis passavam no vazio. — Não é suficiente, mas dá pro gasto... - já tínhamos repetido bastante hoje e eu já tinha gastado bastante projéteis. — Fica por sua conta, né? Chi-chi-chi — caçoaria, querendo me livrar de mais uma dívida.

Fim: Aprendizado de EdC: Atirador

Quando terminássemos, voltaria para casa de Seishin, me esparramando no sofá. — Vamos comer fora ou hoje a Erisha nos faz comida mais uma vez? — preferia a última opção porque era folgado mesmo, não queria gastar em restaurante. — Aquela garota também vai ficar por aqui? — indagaria, me referindo a Akane. — Ein, quando vamos encontrar a Rosa? Ela deve estar no Museu essa hora, não é? Vamos aproveitar! Você me leva até lá, me apresenta, depois pode voltar - irritaria Erisha novamente, esperando que ela e Seishin fossem comigo até o Museu de Belas Artes dos Nava, para onde iria junto a eles assim que consentissem.

Controle


Personagem: Ichiji Tekina Kachi
Nº de Posts: 01

Profissão: Arqueólogo.
Proficiências: Avaliação, Criptografia, Disfarce, História, Investigação e Sociologia.

Qualidades: Garras e Presas, Furtividade Natural, Idioma Silvestre, Mestre em Haki [Inativo], Prodígio e Audição Aguçada.
Defeitos: Preconceito, Atípico, Sensível ao Calor, Forma Sulong, Dívidas, Inimigos, Paranoia e Vaidoso.

Ganhos:
Perdas:

NPC's:

Extras: Compulsivo [0/10] ; Caça ao Tesouro [21/40]


Objetivos

» Completar a Caça ao Tesouro e encontrar o Tesouro de Arthuro Nista;
» Capturar um procurado e conseguir mais uma grana;
» Desenvolver o relacionamento e oficializar meu NPC Companheiro Seishin;
» Aprender o EdC Atirador;
» Aprender Geografia e Lógica;
» Engatar na descoberta do que os Nava estão tramando junto dos Kachi;
» Localizar o entreposto verdadeiro dos Kachi e destrui-lo;
» Conseguir um vinho de Salvatore Nava;
» Explicar o dinheiro que tenho na ficha que veio da vaquinha.



Sorria!
agente

   


Koji
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Koji
Avaliador



Akane


Para Akane, o dia começava cedo. Seja reflexo de uma rotina que a forçava a despertar ao cantar do galo, ou simplesmente o descanso de seu corpo ter sido completo, o fato é que, apesar das luzes matinais não serem visíveis, ela podia sentir a brisa da manhã que adentrava aquela casa estrangeira. Falando em fatos, percebia-se o emaranhado de confusões que a Kuja havia se envolvido nos últimos dias, desde seu castigo injusto até o seu envolvimento em picuinhas de Sirarossa e seu ar mafioso.

A confusão, no entanto, em ambos os sentidos da palavra, não limitava sua aversão pelo sexo masculino. Herança vinda da ilha que havia a expulsado, aquele traço da sua personalidade denotava um lado excêntrico de sua assertividade, destoante do que era considerado "usual" na garota. Tendo isso à tona, passava as primeiras partes de seu dia amaldiçoando aqueles homens que haviam atentado contra a integridade de Akane, antes de resolver se banhar sem hesitar - precisava sair daquela loucura o mais breve possível.

Sua fiel companheira, acompanhando os passos da dona para onde iria, sibilava baixinho instintivamente ao relembrar as péssimas experiências da noite passada. A urgência, então, atingia a garota, que saía de seu momento de higiene, pegava roupas emprestadas da ruiva e avisava de sua partida. Hrrrzzzz... — o som rouco saía da garganta de Erisha, ainda desacordada, mas compactuante com o que quer que estivesse acontecendo.

Já no corredor que levava para a sala e cozinha, o ambiente parecia mais taciturno ainda. As luzes amareladas que entravam pelas janelas sujas iluminavam um pouco do que era o corpo de Ichiji embaixo dos lençóis, largado e folgado como sempre parecia ser em seus momentos de lucidez. Ignorando-o, saía pela porta da frente para encontrar uma rua já agitada, embora silenciosa. O rosto dos trabalhadores nunca era dos melhores; pelo contrário, mostrava a exaustiva vida que viviam naquele lugar sujo e malacafento.

Conforme mais e mais sinais se mostravam para a garota, enraizando a ideia de um péssimo lugar, esta se mantinha ainda mais certeira em sua decisão de sair daquele lugar. Seus meios, embora duvidosos, definitivamente marcavam a determinação de Akane para fazer aquilo acontecer. Sem pestanejar, partia com sua cobra dobrada em seu pescoço como de costume; o destino, marcado em sua cabeça nas últimas 24 horas, estava a alguns minutos de caminhada.

Becos escuros e pessoas igualmente sombrias passavam como se o resto da cidade fosse invisível para eles. Prédios e casas acabados, assim como comércios que tentavam imperar naquela selva de pedra, se desdobravam com o que podiam para se manterem de pé em meio a sujeira e descaso. A cidade livre do crime, como muitos a chamavam, pecava e cometia delitos no que tocava à saúde e higiene. Por baixo dos panos, os pecados eram ainda maiores.

A praia e as docas apenas refletiam aquela dura realidade, apenas com um endereço diferente. Homens das mais variadas idades e portes estavam ali, em busca de problemas, emprego ou até mesmo um pouco de comida para realizar o desjejum. Mulheres pareciam raridades, e eram geralmente tratadas como certas joias para os olhos mais maliciosos e mentes mais repugnantes. O ambiente podia ser sentido, opressor e frio; mais ainda com a jovem Kuja.

Sem delongas, mais ao fim daquela passarela de horrores, estava a loja que desejava adentrar. No meio de todo caos e descaso, aquela parecia se destacar, não por ser pior que as demais, mas inteiramente - e em todos os sentidos - melhor. Bem acabada, limpa e extremamente organizada. Tal diligência se via nos olhos do dono, assim que este era abordado pela moça. Cansados e profundos, forçavam um sorriso conforme proferia a frase que dizia tantas vezes na sua vida. — Bom dia! Seja bem-vinda! — exclamava. Os óculos aumentavam os seus globos oculares de forma desproporcional, mas inofensiva. — Poderia saber o tamanho de seu "barquinho"? — finalizava, esperando a resposta de sua mais nova cliente.

Ichiji

O ambiente se amornava com o Sol que adentrava as janelas daquela pequena e aconchegante casa. Erisha fazia seu próprio café da manhã, enquanto Seishin passava o café, reservado como sempre. Seu rosto não parecia ser dos melhores, seja pelas dores que sentia pela luta do dia anterior ou apenas pelo mau-humor matinal usual. Ichiji, no entanto, se mostrava ainda mais absorto em seus pensamentos, enquanto brincava com seu bolo de dinheiro.

Sua postura rapidamente mudava quando a proprietária da casa passava em direção à porta, carregando um prato com um copo de café e umas torradas com manteiga. Ali, ela pegava um jornal novo que havia sido entregue ainda naquela manhã e o abria, ignorando momentaneamente o seu estimado convidado. — Tire os pés daí! — exclamava, antes de mais nada, assim que colocava seu alimento no móvel em frente ao sofá.

Ela sabia que a mudança de postura do felino não era por respeito, e sim por interesse, portanto, tomava seu tempo para responder às perguntas e "demandas" enquanto lia as novas notícias, procurando por algo que parecia há muito não encontrar. — Se você continuar folgado assim vou te dar muito trabalho até você ser apresentado a Rosa! Humpf. — após falar, tomava um gole de seu café e continuava a passar pelo jornal. Em um momento de introspecção, todos pareciam realizar a mesma atividade: pensar.

Ichijin, naquele momento, possuía muito em sua cabeça. Sua missão com Nava, bem como sua relação com Erisha e como isso o levaria até Rosa. Engrenagens giravam e peças se encaixavam em um quebra-cabeça sem fim, até que a presença de uma figura loira o tirava do país das maravilhas. — Levo. — sua voz ainda rouca e antipática era, por incrível que pareça, assertiva em sua declaração. Seishin sentava-se ao lado de sua amiga e tomava um gole de seu café por vez, como sempre fizera.

— Precisamos da Erisha de qualquer forma. — após um tempo, abria sua boca mais uma vez para compensar as poucas palavras de ontem. Realmente reservado, se mantinha assim mesmo após todo o ocorrido de ontem a noite. Uma amizade de décadas fora construída em apenas um dia, sem o bloco mais importante: confiança. A ganância humana, no entanto, era um sentimento forte na hora de juntar dois indivíduos com o mesmo objetivo.

O ambiente parecia lento. A calmaria era uma fase importante em toda e qualquer jornada; o felino, sagaz em suas escolhas e atitudes nada leigas ou infantis, desejava usar aquele tempo da melhor forma, ao mesmo tempo em que se mantinha descansado. O aprendizado, de fato, era a melhor forma para isso, e em reflexão sobre a noite anterior, percebia que deveria melhorar suas habilidades de tiro e mira caso quisesse se manter vivo em missões futuras.

Pedindo a ajuda de Seishin com isso, imediatamente este o respondia. — Após o meu café. — sua palavra era cumprida com exímio quando, no seu último gole, este levantava do sofá e ia direto para a área dos fundos como havia indicado o protagonista. O seu humor matinal continuava o mesmo, mas o toque quente do Sol e o brilho de suas madeixas douradas parecia melhorar tanto o clima, quanto os sentimentos de Kashu.

— Quanto vou receber por essa aula? Hahaha!. — uma risadinha um pouco forçada saía de sua boca, quebrando suas ações até aquele momento. Ao que parecia, aquilo o empolgava de uma forma diferente, fazendo-o entrar no clima de seu mais novo pupilo. — Vamos começar com os básicos então! — dizia, percebendo a falta de concentração do rapaz e o acertando com uma coronhada de leve na cabeça.

Sua aula passava desde os conceitos teóricos até as atividades práticas, ensinando a se posicionar, mirar e atirar em alvos, estando parados ou em movimentos. Postura era um tema com bastante ênfase, bem como a importância de uma respiração calma e serena até mesmo em momentos de muita tensão. Mais ao final, praticavam aquilo que havia sido passado nas últimas horas até sentirem o cheiro de comida feita. — Por fim, tenha responsabilidade com isso em suas mãos. Como qualquer outra arma, ela fere, seja inimigo ou aliado. — avisava-o, como se o rapaz já não soubesse. Fosse talvez um preparativo para os eventos por vir, não importava; mais uma folga no sofá cairia muito bem - pensava, talvez, Ichiji.

— Eu faço comida e a sua dívida comigo só aumenta! HAHAHAHAH! — exclamava a ruiva enquanto mexia em algumas panelas fumegantes. O loiro sentava na mesa para fazer uma espécie de companhia silenciosa, enquanto o convidado buscava apenas quebrar aquele silêncio. — Ela se foi bem pela manhã, eu acho. Não me lembro direito, nem para onde. — falava, antes de retrucar com um certo sorriso no rosto. — Ta apaixonadinho, é? Hihihi! — brincava para descontrair um pouco, antes de voltar ao normal de seriedade. — Por que não vamos após
o almoço? Suspeito que ela esteja ocupada agora.
— propunha a mulher enquanto desligava as chamas do fogão.

Histórico:

Legenda:

Considerações:

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Akane Nanami

No tédio da caminhada matinal, meus olhos corriam de um lado para o outro, observando os arredores em busca de algo interessante. E, adivinha, não havia nada! Aquela ilha era decadente, sendo modesta, e minha instrutora deve ter escolhido a dedo a pior ilha dos sete mares para me abandonar. — Aquela velha maldita realmente deve me odiar! — Desabafei com Lienne. Ela sempre me ouvia e nunca me criticava! Aproveitei para fazer um carinho no topo de sua cabeça, como eu sabia que ela adorava. — Ainda bem que tenho você comigo! — Agradeci à Medusa e a minha maravilhosa Imperatriz provavelmente pela vigésima vez desde que desembarquei naquele inferno chamado de ilha. Nem queria imaginar o que seria de mim se estivesse de fato só.

Mas esquecendo os se's e focando em como resolver o meu problema, chegamos ao porto e foquei minha atenção em encontrar uma marcenaria. O lugar era fétido e, infelizmente, era exatamente como eu lembrava: Lotado de homens imundos, burros, imbecis, estúpidos… Estalei a língua em reprovação. Uma bomba cairia bem naquele lugar! Imaginei uma grande explosão lançando incontáveis homens inertes ao mar e isso me trouxe um leve sorriso ao rosto.

Ah, achei! — Exclamei, apontando na direção da loja de barcos para Lienne poder ver. Aparentava ser o único lugar de todo aquele porto que estava limpo e bem cuidado, com certeza era administrado por uma mulher bela e forte, não é? Não é?! Não, não era! Não pude evitar a expressão de descontentamento quando um homem veio me atender. Ao menos ele não parecia de todo um energúmeno como quase todos eles. Suspirei, triste e sem opções, aceitando o inevitável.

Com uma voz muito mais austera do que antes, o respondi de forma sucinta: — Uma escuna. — Diria soltando o saco com os dois milhões de berries sobre o balcão. Já havia dito o valor que havia ali e não iria repetir. Se tudo desse certo, faria apenas mais uma pergunta: — Que doca eu uso?"...para construir o meu barco?", seria a pergunta inteira, mas ele teria que se virar para entender apenas metade.

Caso ele não aceitasse, independente do motivo, minhas bochechas encheriam de ar e, recuperando o saco com os berries, sairia marchando dali. — Vamos, Lienne, ficar aqui é uma perda de tempo! — Passaria os próximos minutos andando pelo porto e admirando as embarcações, quem sabe alguma me desse alguma ideia. — E agora, pequena, o que eu faço? — Indagaria à minha fiel companheira.

Histórico
» Nome: Akane Nanami
» Profissão: Carpinteira
» Proficiências: Adestramento, Alvenaria, Arquitetura, Carpintaria, Doma e Marcenaria.
» Qualidades: Atraente (1), Criativa (2), Destemida (1), Matriarca (R), Prodígio (2) e Vigor (R).
» Defeitos: Exótica (R), Herança Genética (R), Indisciplinada (2), Inimiga (1), Misandria (R), Supersticiosa (1) e Vaidosa (2).
» Extras: Pequena cobra (Lienne) e Clava

» Posts: 2
» Ganhos: - x -
» Perdas: - x -
» NPC's: - x -
» Ferimentos: - x -


Objetivos
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O treino tinha ocorrido bem até demais. — Como você foi um bom professor, pode receber o que você quiser que não seja dinheiro ou valha dinheiro... — passava bem próximo do loiro, fazendo minha cauda felina deslizar sobre sua barriga, enroscando-o, como um gato fazia ao passar perto das pernas de um humano. Ia para trás dele, colocando meus coxins sobre seus ombros. — Você deve estar cansado, talvez uma massagem? — apertaria lentamente, dando alguns poucos segundos de massagem. Se ele quisesse mais, era só me pedir. Ter um alvo para provocar era muito divertido, muito mais alguém meio sem jeito que nem o Seishin. Chi-chi-chi! Soltava uma risadinha, me desgrudando dele e seguindo para dentro da casa.

Sentaria-me a mesa ao do loiro, na companhia de Erisha, a qual responderia. — Quero ver ter coragem de caçoar ela com essa piada, chi-chi-chi - soltava um riso, projetando meu corpo sobre a mesa, com um braço descansado na superfície e o outro apoiando meu queixo. Seria uma cena interessante, considerando a aversão que Akane tinha com homens. Será que ela daria uma porretada em Erisha ou teria alguma outra ação inusitada? Isso era algo que pagaria para ver só pelo entretenimento do caos.

Assim, esperaria pelo almoço ficar pronto, até deitando o meu tronco sobre a mesa, com a cabeça afundada nos braços, olhando lateralmente e lambendo minhas patas como passatempo. — Que foi? — questionaria, caso alguém ficasse me encarando ou olhando estranho por aquilo. Humanos não entendiam bem as nossas necessidades! — Waah, vai demorar muito? — questionava. Queria uma bebida bem, bem, bem gelada para aliviar o corpo, quem sabe um banho bem tomado! Esse gato não tem medo de banhos, pelo contrário, quanto mais cheiroso, melhor.

Se o almoço demorasse para sair, tomaria um banho antes, vestindo um dos ternos emprestados de Seishin, deixando para depois de saísse logo. De toda forma, em algum momento desceria arrumado e indagaria. — Como estou? Preciso estar bem arrumado para lidar com essa gente, não quero entrar em território dos Nava ou dos Nista parecendo um mendigo - me apresentaria em um ato cênico, arrumando a gola, puxando a gravata, ajustando as mangas e dando uma voltinha.

Ainda faltaria me arrumar um tanto, o que me levaria a perguntar. — Algum de vocês tem maquiagem? Tesoura? Lixa? — me decepcionaria Seishin não ter nada disso, mas se Erisha tivesse, não seria surpresa. Todo mundo deveria ter um pouco de cada. Beleza nunca era demais, não é? Assim, faria alguns cuidados básicos, renovando o sombreado, fazendo as sobrancelhas e os cílios, afiando as garras, limpando o furo do brinco, passando um pouco de gloss e penteando e aparando os cabelos. Queria estar impecável para meu encontro com Rosa Nista. Deixar uma boa impressão era fundamental. Não escondia minhas orelhas e cauda, mas manter uma figura mais próxima dos humanos ajudava a estabelecer laços. Era assim que minha família tinha vivido até então.

Então, voltaria novamente ao encontro dos outros, perguntando novamente. — E agora, como estou? — indagaria, esperando por opiniões. Me sentia fabuloso, diferente dos dias anteriores que me senti completamente acabado. Como era bom tirar um tempo para cuidar de si! — Será que exagerei? Se uma Nista acabar se apaixonando, o que será de mim? — fingi preocupação, soltando uma risada em seguida. — Chi-chi-chi, trate de ficar arrumado também, Seishin, você também tem que estar impecável se quiser me acompanhar - comentava, passando perto do loiro e dando um tapinha nos fios de trás de seu cabelo.

Quando todos estivessem prontos, provocaria. — Vamos? — questionaria, preparado para ir. Seguiria pelo caminho guiado pelos companheiros até o Museu de Belas Artes se decidissem partir agora. Do contrário, tiraria horas a fio da tarde para deitar no sofá com alguns livros sobre geografia, retirados da estante de Erisha, se os encontrasse. — Bem interessante esses volumes que você tem por aqui, onde os arranjou? — comentaria, a medida que folheava as páginas, adentrando mistérios que a natureza guardava. Era interessantíssimo ver como cada conhecimento de minha área se conectava, entender o por trás de algumas civilizações escolherem determinados locais para estabelecer seus povoados originários, como o tipo de solo, relevo, os rios fluviais, dentre outros fatores, influenciavam o ambiente e consequentemente a sociedade que ali se estabelecia.

Definitivamente, se chegássemos ao turno da noite, não conseguiria conter mais a minha a paciência, pois já tinha me arrumado e tudo. — Vamos ou não? Erisha, você está me atormentando! Se quer que cacemos mais alguns procurados, nós caçaremos, mas pelo amor de deus, me apresente Rosa Nista como prometido, e depois podemos fazer mais uma grana — imploraria com tom de cobrança e um misto de clemência. Não podia aguardar mais para ir até o Museu, e iria assim que possível sob a companhia dos meus parceiros de caça.


Controle


Personagem: Ichiji Tekina Kachi
Nº de Posts: 02

Profissão: Arqueólogo.
Proficiências: Avaliação, Criptografia, Disfarce, História, Investigação e Sociologia.

Qualidades: Garras e Presas, Furtividade Natural, Idioma Silvestre, Mestre em Haki [Inativo], Prodígio e Audição Aguçada.
Defeitos: Preconceito, Atípico, Sensível ao Calor, Forma Sulong, Dívidas, Inimigos, Paranoia e Vaidoso.

Ganhos:
Perdas:

NPC's:

Extras: Compulsivo [0/10] ; Caça ao Tesouro [22/40]


Objetivos

» Completar a Caça ao Tesouro e encontrar o Tesouro de Arthuro Nista;
» Capturar um procurado e conseguir mais uma grana;
» Desenvolver o relacionamento e oficializar meu NPC Companheiro Seishin;
» Aprender o EdC Atirador;
» Aprender Geografia e Lógica;
» Engatar na descoberta do que os Nava estão tramando junto dos Kachi;
» Localizar o entreposto verdadeiro dos Kachi e destrui-lo;
» Conseguir um vinho de Salvatore Nava;
» Explicar o dinheiro que tenho na ficha que veio da vaquinha.



Sorria!
agente

   



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 II - A trama dos Nava e o Tesouro de Arthuro Nist LFGLcBq