Tópicos Recentes
Destaques
Klaus
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Akira
Sasha
Ás
Shiori
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Últimos assuntos
O Bando da Rainha CaolhaHoje à(s) 17:18por  ShiroIII - Death or ParadiseHoje à(s) 17:16por  Lyosha[P.D.N] Liu Feng - Marciano aceitou narrarHoje à(s) 16:33por  Jean FragaCabra da Peste, vol 4 - InterlúdioHoje à(s) 16:27por  SubaéCriação de AventurasHoje à(s) 16:23por  SashaI - Anjo CaídoHoje à(s) 16:20por  SashaOperação FireflyHoje à(s) 15:55por  GregarLiu FengHoje à(s) 15:22por  Jean FragaCap. 2 - Ascendendo às profundezasHoje à(s) 14:47por  Van四 - Morte e SangueHoje à(s) 14:37por  Koji
 :: Oceanos :: Blues :: West Blue :: Las Camp
Página 2 de 3 Página 2 de 3 Anterior  1, 2, 3  Seguinte
Kenshin
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 XqxMi0y
Créditos : 26
KenshinDesenvolvedor
https://www.allbluerpg.com/t360-agatha-harkness https://www.allbluerpg.com/t1510-capitulo-ii-sonho-de-uma-noite-de-verao
Relembrando a primeira mensagem :

Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Ineel Bitencourt. A qual não possui narrador definido.

_________________

Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
Sobreviver a noite na selva não parecia ser algo em que estaria preparado em pagar para ver, somente os malditos pernilongos já me sugavam sangue e energia suficiente para concluir que não valia a pena, e por isso a vontade de sair daquela situação voltando para uma cama quentinha e tirar uma boa noite de sono me mantinha firme em meus cuidados durante o trajeto. Saindo da mata, encontrava mais uma vez o posto avançado dos marinheiros, e já que ainda estava montado era logo possível deduzir que o criminoso ainda não fora capturado.''Aqueles dois ratos de outrora não estão aqui.. Malditos porcos racistas.''- Me exaltava, lembrando repentinamente do episódio em que eu havia passado com os dois marinheiros no mesmo local e embora a raiva permanecesse, meu temperamento logo se acalmava quando me aproximava melhor e constatava que eram outros soldados, elevando as mãos pouco a altura da bochecha, batia duas vezes para acordar pois já começava a sentir o cansaço, uma rápida olhada para as luzes da cidade e já saberia para onde ir em seguida.

Por ironia do destino, um pouco antes de pensar na louca do bar, eis que a bendita aparecia da forma mais inusitada possível sendo carregada por um homem loiro de cabelos presos que não demonstrava ser amigável pelas suas impressões iniciais, estavam seguindo caminho ao lado oposto mas não permitiria que passassem batido. Talvez por um resquício de preocupação, sabendo que a garota estava bêbada, me sentia na obrigação de abordar o sujeito que a levava e sem pensar muito tentaria alcança-los realizando passos largos e pouco apressados, porém não muito extravagantes a ponto de anunciar uma abordagem antes da hora, sempre gosto de ter o elemento surpresa ao meu favor.- Oi desculpe o incomodo, eu conheci essa garota em um bar algumas horas atrás e sei que ela não estava em condições de pensar por si mesma, para onde estão indo? - Questionaria o loiro, assim que estivesse a uma boa distância para aborda-lo em quanto tentaria analisar vestígios ou marcas de agressões na moça ou em suas vestes, que caso se confirmassem retrucaria de imediato. - E essas marcas ai? Me diga o que aconteceu ou eu vou chamar aqueles soldados para conversar com você! - Exclamaria, apontando o dedo indicador para as marcas me mostrando já um pouco apreensivo.

Porém caso o sujeito respondesse a primeira pergunta, não perderia tempo e complementaria logo em seguida. - Posso acompanhar vocês? Eu gostaria de conversar com ela depois, estou investigando um mito local e ela foi a primeira pessoa em que ouvi dizer sobre o assunto HEUSHEUSHU - Diria, tentando transpassar um pouco mais de confiança nas palavras, gesticulando com os ombros levemente inclinados para trás e os braços abertos, estampando um leve sorriso no rosto. Caso a resposta fosse positiva, continuaria o trajeto com os mesmos até o seu objetivo anunciado. Caso negativa, permitiria que se afastassem por alguns metros, o suficiente pra não me verem e então tentaria segui-los sem que me vissem, me esgueirando por qualquer objeto ou construção no caminho, galhos e até mesmo árvores se fosse o caso e quando pararem buscaria fazer uma rápida analise do ambiente e do caminho para me situar do que se tratava e tentar adivinhar, mesmo que não muito precisamente onde exatamente me encontrava.
 


Histórico de posts: 08
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)

Perdas:
  • 250,000B$
Kisaki Ushi
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 ErLkMKV
Créditos : 18

Ineel avançou para perto do sujeito, feito um verdadeiro cavaleiro que parecia estar ao resgate da donzela em perigo iminente, tomou uma atitude esplêndida por sinal, ao questionar o loiro sobre onde estava levando aquela garota desacordada que balançava os braços ao ar de acordo com os passos dados pelo.... - Estou a levando para casa. - Não dava identidade alguma para si o homem, sua frase era firme e claramente descontente por ter sido parado pelo sujeito azulado. Mesmo buscando por alguma marca, olhando o que pudesse olhar pelo corpo da jovem, Ineel não encontrava sinais de agressão e antes que o loiro pudesse questioná-lo, o tritão continuava com outra questão. Outra vez, o sujeito parou e encarou o arqueólogo, ele era mais alto e passava certa presença de imponência, mas não parecia estar tentado a soltar a moça para avançar agressivamente contra o azulado a sua frente, manteve a classe e respondeu. - Então você está atrás do grande tesouro? Ela está cheia, repleta, infestada dessas maluquices, nossos pais estão em viagem de negócio e eu precisei ficar cuidando dessa pirralha sonhadora. Agora... Você me aparece aqui dizendo que quer acompanhá-la? E enchê-la com mais esperanças sobre essa alucinação? -

Deu mais alguns passos para frente, desejando se afastar de Ineel, mas logo o sujeito parou e olhou para cima, parecia contemplar as poucas estrelas que começavam a dar brilho ao céu que ainda não estava em completa escuridão, num tom azulado que podia contrastar belamente com o mar. Respirou fundo e se virou outra vez. - Me desculpe, eu só... Detesto vê-la assim... - Continuou a andar. - Sou Kani, venha. -


O caminho era silencioso, Kani não esboçava reação alguma de que diria alguma palavra, parecia completamente vazio de sentimentos e com o mesmo olhar cansado continuou o caminho se afastando cada vez mais da grande cidade, até o ponto de chegar num amontoado do que pareciam fazendas, casas simples, com terrenos vastos,  à cerca de cem metros já era possível ver uma casa pequena com um grande galpão ao lado, diversos pedaços de madeira estavam espalhados próximo à este galpão. - Como pode ver, não temos mar nas proximidades... Eu sempre fiz de tudo para minha pequena irmã... A ajudei a desmontar todo o barco e carregamos com carrinhos pedaço por pedaço, até aqui, por que ela queria estudar mais... Encontrar mais pistas... Já estava enlouquecendo e eu não percebi. - Falava o sujeito agora com um tom de voz mais tristonho, como se segurasse para chorar, mas logo mudou sua expressão e olhou nos olhos do tritão. - Você pode ficar por aqui até ela acordar... Mas não faça gracinhas, não vai querer me ver irritado. -


Histórico:
Ineel:


_________________

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
Uma história um pouco conturbada, porém credível ao meu ver, o rapaz se expressava de forma quase melancólica quando me contava tudo que se passava com a jovem senhorita e na medida que nos aproximávamos de sua residência tudo parecia se encaixar melhor com o que me era relatado, não havia muitas duvidas mais sobre a índole do irmão da moça, um amontoado de casas aparentemente simples com um cercado sob uma vasta área e por isso optava por confiar no mesmo ao menos por hora em quanto seria seu hospede. Porém, algo que me tocava profundamente era o ar de insatisfação no ambiente, onde claramente imperava uma tristeza sem fim vista nas próprias palavras de Kani e observando tudo aquilo meu desejo no momento seria apenas um.''Tenho que ajuda-los de alguma forma, tenho que trazer alegria para essa família novamente..''- Me pegava refletindo sobre a situação.

Absorvendo a angustia do rapaz, tentaria conforta-lo antes que partisse para outro local do terreno oferecendo uma solução para o problema de forma que pudessem ser felizes novamente. - Eu prometo que encontrarei pistas e evidências concretas para provar que sua irmã não está louca, vamos encontrar o tesouro.. E todos que debochavam de vocês vão queimar as línguas! Vocês merecem mais alegria em suas vidas, apenas confie em mim!- Exclamaria, encarando seus olhos para transpassar uma certa confiança e consciência da promessa que eu estaria realizando para que me levasse a sério, e sendo positivo na mudança de astral, me aproximaria novamente estendendo minha mão direta para Kani sinalizando um pedido de aperto de mão esbanjando um leve sorriso descontraído no rosto. - Prazer em conhece-lo! - Finalizando então a conversa.

Dado todo o ocorrido, tentaria por me acomodar no local em que me fora ofertado exatamente onde estava até que a jovem garota despertasse, se possível me mantendo próximo a ela para recebe-la e então faria novamente minha apresentação e meus cumprimentos. - Olá novamente heushues, meu nome é Ineel e sou um arqueólogo, seu irmão te trouxe de volta e me contou toda sua história com essa lenda pirata.. Eu estou disposto a te ajudar e provar para todos que você não é louca, você topa? - Indagaria a mesma, mantendo uma certa distância corporal para não assusta-la. E caso fosse positivo, estenderia a mão direita para a mesma para um aperto de mãos e então começaria a compartilhar minha investigação na gruta, contando sobre a família de ursos, vestígios de pessoas mortas e pistas de que de fato havia um navio no local e em seguida pediria para que a moça colaborasse me contando tudo que ela havia descoberto até então e como ela havia encontrado o navio pirata, e precisamente o que havia dentro da embarcação, não deixaria escapar nenhuma explicação pois cada peça seria fundamental para remontar o quebra cabeça.
 


Histórico de posts: 09
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)

Perdas:
  • 250,000B$
Kisaki Ushi
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 ErLkMKV
Créditos : 18

Kani ainda não parecia ter tanto conforto assim em levar Ineel até sua casa, ao menos não em firmar uma amizade, tinham se tornado escória daquela sociedade e agora o rapaz não tinha ideia de como sua vida seguiria em frente, talvez tivesse apenas desistido quando chamava o meio tritão para sua casa, portanto quando Ineel afirmava que ajudaria a irmã mais nova a encontrar o tesouro, por uns dois segundos Kani repensou tê-lo convidado... Apenas um sujeito querendo alimentar as loucuras de minha irmã... Mas desistiu, talvez ela estivesse melhor perdida em suas aventuras do que vivendo a realidade em si. O aperto de mão selou o acordo.

Entraram dentro da casa menor, um lugar que apesar de humilde, mostrava alguns ornamentos de que talvez um dia já fora uma casa prospera, quadros da familia quando os dois irmãos eram mais jovens estavam espalhados pela ampla sala de descanso, onde ali mesmo Kani apontou: - Você pode esperar aqui. - Continuou trajeto rumo ao quarto de sua irmã. Alguns minutos depois ele descia outra vez. - Ela nunca apaga por muito tempo, logo deve estar de pé. - Saía outra vez indo rumo a cozinha onde começava a preparar algo para comer.

Os minutos se passavam, onde Ineel tinha apenas a própria companhia naquele lugar, a mesa redonda ao centro da sala com exatamente quatro cadeiras dispostas, um pequeno sofá, uma lareira com uma lenha já queimada, agora restando apenas os resquícios do que algum dia foram pedaços de madeira e o cheiro de comida que aos poucos preenchia o ambiente.

Uma hora depois. ou pouco mais, a jovem finalmente acordava no andar de cima, e descia as escadas ainda sonolenta, o dia tinha sido uma loucura , ainda era pelo meio da noite e ela despertava como se estivesse de manhã, esta certamente não tinha um horario de sono bem regulado. Descia bocejado e parava no meio do caminho ao ver o estranho em sua casa. Se aprontava para ajeitar a blusa que estava quase caíndo de seu busto e fazia uma cara estranha como se esperasse alguma reação do convidado misterioso, até que Ineel se apresentou.

- Aaann.. Não.. Eu não me lembro de você... - Caminhava vagarosamente em direção a cozinha como se buscasse salvação do irmão, mas logo o espanto era deixado de lado quando mencionado o grande objetivo de vida da garota, os olhos dela brilhavam em um dourado, como se pudesse ver toda aquela riqueza bem na sua frente, corria e se sentava rápido de frente para o tritão, ouvindo cada uma das palavras, absorvendo o pouco que ele tinha para oferecer até ali, mesmo sem ter novas pistas ela ainda se mostrava entusiasmada. - Sim! sim! Eu já estivesse um monte de vezes naquela gruta, costumo levar vários peixes e deixar pendurado por algumas árvores, quando a Matilda e o Billy saem para pegar eu entro! os ursos são meus amigos, mas ainda não sabem disso! Já procurei em cada canto dela, mesmo que eu evite olhar para a fossa de água, eu morro de medo daquilo, parece um abismo que vai me engolir a qualquer momento ou um monstro vai surgir e me levar pro fundo. A primeira vez que encontrei o barco a maré estava alta e eu consegui junto de Kani trazer o navio para esse canto da ilha por aquele lado onde agora tem água rasa, eu acho que. Ele diz que eu estou louca, mas eu tenho certeza de que não estou... Todos dizem na verdade! Mas eu tenho certeza que tem um tesouro, o Quebra-Ossos se gabou muito disso pela cidade antes de sumir, e veja o que eu achei! - Ela puxava de dentro da roupa um colar, que revelava uma chave antiga. - Eu encontrei essa chave presa na lateral do barco do quebra-ossos, parece ser de algum baú, tenho certeza que é do tesouro... O problema é... Que eu já olhei cada pedacinho do barco e não achei nada ainda... - Finalizava frustrada. - E meu nome é Annie. -


Assim que dizia seu nome aparecia o irmão na porta com duas bandejas, uma com enroladinhos de arroz e outra filés de peixe. - Ér.. Eu não sei se você come isso, mas é só o que temos. -


Histórico:
Ineel:


_________________

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
As coisas começavam a ficarem mais claras, agora sabendo da existência de uma chave logo era possível questionar sua finalidade e obviamente poderia apenas ser benéfica, pois chaves guardam coisas afinal. Contudo, não me escapava aos olhos a humildade daquela família, não eram ricos e nem pobres, mas me passavam um certo sentimento de humildade e sinceridade, me motivando cada vez mais a se aproximar daquelas pessoas com um sentimento genuíno de amizade verdadeira, e  mesmo embora os móveis demonstrassem que a realidade daquela família um dia fora diferente, não me tirava da cabeça a ideia da garota ter sofrido por bastante tempo.''Eu vou ajudar.. Custe o que custar!''- Me martirizava, incessantemente até que o jantar chegara.

Um pouco icônico para falar a verdade, pois afinal o prato da casa era peixe para um meio homem peixe mas a ironia não me afetava o bastante para me incomodar pois afinal estava faminto e só me restava agradecer.- Eu sou meio humano também, não me importo com isso HEUSHEUHUS- Responderia em um tom eufórico, em quanto aceitaria o prato, levando-o com as mãos até a mesa, abrindo um grande sorriso e por fim complementando.- Muito obrigado!- Diria educadamente, em seguida formando um sinal de prece com as duas mãos sobre meu rosto onde agradeceria também a Deus pela comida em um tom bem baixo. Sem perder muito tempo devoraria toda a comida de bom grado, recuperando minhas energias e aumentando minha disposição para o caso, além do mais fazia um bom tempo em que não realizava uma refeição com alguém, o que me deixaria refletindo por um tempo pouco cabisbaixo até que todos terminassem as refeições.

Aproveitando que a refeição provavelmente me deixaria mais energético e bem disposto, ligado ao fato de Annie ter recentemente despertado de seu sono, tentaria me aproximar da mesma após ambos terminarmos as refeições e então faria uma proposta para caminhar pelos limites da propriedade, para admirar as estrelas do céu noturno e em seguida caso possível, pediria para que a jovem me mostrasse o que havia restado do navio pirata para uma breve investigação com meus próprios olhos, inicialmente buscando por alguma pista, uma marcação, símbolo ou instrução oculta sobre as madeiras ou qualquer outra parte do material composto pela embarcação e também tentaria analisar qualquer vestígio de outro material nas propriedades materiais das sobras do navio, como sangue ou sinais de interferência humana. Sendo que caso encontrasse algo de imediato indagaria a Annie para que ela respondesse se saberia de algo em questão.

Mesmo que não encontrasse algo de ante mão, não pouparia esforços para criar mais confiança da garota por minha parte, pois não excluiria a hipótese da mesma esconder algo sobre o tesouro, e por isso tentaria iniciar uma conversa mais elaborada e detalhada apresentando um breve resumo sobre minha história e dificuldades como um tritão mestiço e bem humorado ainda brincaria ao final.- Aquela mamãe urso realmente é sua amiga? Não me pareceu que ela era amigável quando eu a vi HEUSHEUSHUE - Indagaria, em um tom bem humorado e despreocupado incentivando Annie a cada vez se sentir confortável em se abrir comigo.


Histórico de posts: 10
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)

Perdas:
  • 250,000B$
Kisaki Ushi
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 ErLkMKV
Créditos : 18

A dupla de irmãos olhavam estranho para Ineel quando o viam comer peixe, aquilo não era de alguma forma, canibalismo? Demorou um pouco para acostumarem com a imagem até finalmente darem de ombros e também acompanharem na refeição. Passado alguns minutos todos estavam devidamente satisfeitos e saíam juntos para caminhar um pouco. A propriedade era grande o bastante para que pudessem rodear pelas plantações e conversar um pouco sob a luz do luar.

- Eu realmente não consigo pensar em algo que você possa encontrar e eu não, investiguei tudo, deixa eu te mostrar algo. - Puxava de dentro de uma bolsa uma caderneta, alí tinha todo um processo descritivo sobre as partes da embarcação e as mais variadas anotações, até mesmo desenhos de algumas rachaduras estavam rasurados nos papéis, como se ela tentasse de alguma forma montar um quebra-cabeças com todas elas, era separado por tópicos cada parte do barco, onde o indicava um número de página ao lado da descrição e nas páginas era registrado tudo que tinha encontrado, mesmo as coisas mais banais.

- Está vendo? Eu já verifiquei em todos os lugares, alguma pista da localização desse tesouro, o quebra-ossos sempre se gabava de ter uma riqueza escondida em alguma caverna e eu também já procurei em todas, e nós temos muitos caçadores na cidade, alguém teria encontrado o corpo dele e a fortuna... Talvez ele só tenha fugido de alguma outra forma e levado tudo embora... Eu devo ser mesmo uma boba. - Os olhos de Annie se enchiam de água enquanto ela encarava freneticamente a lua, como se tentasse não olhar nos olhos do colega do lado. Ineel poderia se perder na conversa a ponto de não perceber que agora estavam exatamente em frente ao galpão onde o barco desmontado estava. Tudo poderia parecer uma bagunça para ele agora, isso se não tivesse um caderno com as anotações lógicas sobre toda a forma de buscar ali, uma organização realmente satisfatória.

Vasculhou o local, mas não conseguia encontrar nada no galpão que não parecesse já estar registrado naquele caderno, afinal até mesmo os arranhões distribuídos pelas partes estavam marcados alí. - Se quiser eu te ensino um pouco da minha lógica. -

Histórico:
Ineel:


_________________

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
Uma súbita frustração começava a tomar conta da minha mente, já se passava horas desde que havia embarcado nessa caça ao tesouro e não havia encontrado nenhuma pista decisiva para o desfecho do caso, até o momento a única informação nova era a chave misteriosa que annie levava consigo, porém como havia prometido não poderia desistir da caçada e quanto mais observava a garota refletindo sobre o luar em uma breve inocência e ingenuidade me dava forças para manter minha palavra, além da fama por ter achado o tesouro é claro, algo bastante almejável para a carreira de um arqueólogo.  Mas logo era pego de surpresa, com a jovem me oferecendo ajuda para aprender sobre lógica, era um tema no qual sempre havia tido interesse mas pouco tempo para estuda-lo e sem pensar duas vezes retrucaria imediatamente. - Você pode realmente me ensinar? É um assunto que sempre tive interesse.. Sabe, eu percebi que seu raciocínio era diferenciado, já que você colheu todas essas informações sozinhas..- apontaria com o dedo indicador para o restante da embarcação.

~Aprendizado de Lógica~

A moça sorria para mim, me atentava com o olhar e respondia eufórica - Mas é claro que sim peixinho! - Respondia, mostrando uma certa intimidade que antes não existia, mas que não me afetava o suficiente para me importar pois sabia do que se tratava. Annie estava feliz por ter alguém com quem compartilhar sua lógica e isso provavelmente a fez perder o gelo ao menos agora, sem perder tempo logo me direcionava até a mesa e me sentava na cadeira ao centro ficando de frente com a garota, que se aproximava e se assentava também ao centro ficando de frente para mim. - Lógica tem dois significados principais: discute o uso de raciocínio em alguma atividade e é o estudo normativo, filosófico do raciocínio válido. No segundo sentido, a lógica é discutida principalmente nas disciplinas de filosofia e matemática. - A loira começava, entusiasmada com a breve introdução. - Eu sabia que o tema envolvia filosofia, mas não que seria tão complexo assim HUSHEUSHUE, qual filosofo você conhece? - Indagava a garota que respondia quase de imediato. - Com certeza você tem que conhecer Aristóteles! É considerado o pai da lógica e viveu a muito, muito tempo atrás! - Respondia Annie, e então se levantava rapidamente em direção a uma estante empoeirada do galpão e voltava com um livro em mãos, jogando o mesmo em cima da mesa, folheando algumas páginas.- Comece daqui, não vai se arrepender... - Dizia, me propondo uma leitura que jamais iria recusar pois era de um interesse antigo que ainda não havia tido a oportunidade de realizar, e então começava a devorar o livro por completo.

Baseada no silogismo, a lógica é um sistema argumentativo baseado em proposições que levam a uma conclusão. Nesse caso, a lógica aristotélica não se preocupa em validar as proposições ou a conclusão, mas observar como as premissas foram concluídas. O silogismo é composto por três proposições: premissa maior, menor e a conclusão. Para entender melhor como o sistema funciona, como no exemplo a seguir:

Todos os homens são mortais.
Sócrates é homem,
Logo,
Sócrates é mortal.

Agora analisando as proposições:

Todos os homens são mortais – premissa universal afirmativa, a proposição inclui todos os seres humanos.
Sócrates é homem – premissa particular afirmativa, referindo-se apenas a Sócrates.
Sócrates é mortal – conclusão, premissa particular afirmativa.

Dessa forma, dá para identificar que na lógica aristotélica, o silogismo é composto por no mínimo duas proposições, das quais se extrai uma conclusão. Assim, entre as premissas, deve haver um termo que médio, que deve ser sujeito da premissa 1 ou predicado da premissa 2.

Exemplo:
A é B
C é A
Logo, B (termo maior) é C (termo menor)........(continua)

Permanecia lendo o livro por mais algum tempo em conjunto com annie, que gentilmente me tirava dúvidas nas quais sempre que possível não tinha receio de questionar, uma boa instrução onde era possível notar a alegria da jovem em transmitir seu conhecimento. - Estou entendendo melhor agora, obrigado! - Agradecia, mas logo era surpreendido com uma indagação peculiar. - Eu posso provar para você que Deus existe, quer saber como? - Dizia, em um tom sério o suficiente para me interessar cada vez mais, balançava a cabeça positivamente e então sua explicação começava. - A premissa básica é que, já que há um universo em vez de nenhum, ele deve ter sido causado por algo ou alguém além dele mesmo. E essa primeira causa deve ser Deus. Esse raciocínio baseia-se na lei da causalidade, que diz que toda coisa finita ou contingente é causada agora por algo além de si mesma. - Concluía a garota, que além de me reforçar sobre minha crença pessoal em Deus, ainda reforçara para mim a importância da lógica no cotidiano em geral e sobretudo na filosofia, área na qual eu sempre admirei. Continuando a leitura por mais um tempo, logo me sentia apto para debater a sério com annie que prontamente aceitou o desafio, e então passamos a noite debatendo sobre o método aristotélico de lógica e simulando ocasiões onde precisaríamos colocar em prática seus ensinamentos, remontando grandes quebra-cabeças argumentativos e buscando soluções para alguns enigmas apresentados em suas obras, mas no fim ambos nos pegamos cochilando e a noite produtiva tinha se encerrado por hora.

~Fim do Aprendizado de Lógica~

Observando a ausência de mais pistas, já começaria a me questionar se de fato esse tesouro se encontrava nesta ilha, as possibilidades eram diversas e não poderiam ser descartadas.. Afinal, usando de um pouco de lógica qual sentido faria guardar um tesouro em navio juntamente com a chave? Algo não estava se encaixando e por isso tentaria remoer mais uma vez todas as informações que havia conseguido coletar desde então, e por último faria novamente uma última checagem aos pedaços da embarcação. - Por acaso você chegou a ver o itinerário desse navio? Ou algum registro por onde ele navegou por último? Você não acha estranho que o pirata tenha abandonado ele em uma gruta junto com essa chave que você leva no pescoço, sendo que não havia tesouro na embarcação... Ou pelo menos é o que podemos deduzir, já que não encontramos pistas concretas, o que você acha? - Indagaria a moça, buscando compartilhar minha nova teoria e também na esperança de que tenha existido algum registro de bordo do navio que realmente pudesse nos esclarecer essa dúvida. Ouviria tudo que a garota tivesse para dizer, então me despediria temporariamente para finalmente ir dormir e iniciar novamente alguma busca de pistas sobre o caso no dia seguinte.



 


Histórico de posts: 11
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)
    • Perícia Lógica (aprendizado no post 11)



Perdas:
  • 250,000B$


[/list]
Kisaki Ushi
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 ErLkMKV
Créditos : 18

Ao fim do aprendizado sobrava algumas questões para que Annie respondesse, a jovem se debruçava em um amontoado de madeiras e tomava um tempo para pensar. Logo começou a caminhar de um lado para o outro coçando sua cabeça, parecia estar realmente incomodada com a questão, até finalmente falar algo: - Isso me parece ser outra peça sem encaixe... Eu não encontrei um itinerário, para ser sincera, nem me questionei sobre isso antes... Eu não sou navegadora, sabe, nunca saí da ilha, entendo pouco sobre tudo isso. - Se sentou ao lado do colega meio-tritão, numa posição onde a cadeira estava invertida e debruçava os braços no objeto deixando as bochechas em evidência. - Esse é o problema... Como ele pode ter apenas desaparecido assim? Algo está errado.- Annie se levantou e foi até o caderno de anotações e perto de Ineel começou a folhea-lo outra vez.

Mais e mais perguntas eram feitas sem resposta alguma, um enigma que parecia sem solução, mas o arqueólogo, agora aprofundado em um sistema de lógica, conseguiria compreender melhor as anotações, quase como num processo que o fazia voltar ao lugar onde a embarcação estava, aquela mesma gruta, como se pudesse ver o barco montado uma outra vez apenas recolhendo tudo que foi escrito e descrito por Annie. As anotações da jovem seguiam um caminho padronizado, seguindo da parte dianteira do barco até sua cauda, o que deixava desordenado os arranhados na madeira, que agora Ineel conseguia ver claramente que seguiam um padrão, os arranhados lembravam marcas deixados por algum baú pesado sendo puxado lentamente, marcando todo o seu trajeto, saía da cabine do capitão e seguia pelos corredores do barco até chegar na proa, continuava sendo arrastado até a rampa do barco que levaria aquela baú para o solo da gruta, porém, bem ali, no topo das anotações sobre a madeira da rampa, os arranhados caíam para o lado, levando para fora dela. Ineel conseguia ver em sua cabeça exatamente a imagem do pirata se desequilibrando de alguma forma e caíndo da rampa levando o baú com si... Ainda longe da margem, tinha apenas um lugar onde o pirata pudesse ter caído... Um lugar que humanos jamais conseguiriam alcançar ou sair, mas um homem peixe sim.

Histórico:
Ineel:


_________________

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
Os novos conhecimentos calhavam bem o suficiente a ponto de abrir um novo mundo aos meus olhos, respostas que antes estavam ofuscadas pelo mistério começavam pouco a pouco fazerem um certo sentido lógico, graças a um raciocínio melhor finalmente conseguia recriar toda a cena em minha mente remoendo todo o passado até voltar novamente a maldita gruta.'' Só pode ser lá.. Só pode ser naquele buraco maldito!''- Refletia interruptamente em minha mente, me tirando o sono que agora cedia espaço a uma motivação maior, quase como um sentido missionário onde aquilo tinha de ser feito custe o que custar e então sem perder tempo não conseguindo mais manter a euforia reclusa, me viraria para Annie com um largo sorriso no rosto. - EU SEI! EU SEI PORR@!!! HEUSHESUHEUSHU - Espernearia, batendo a palma direita sobre a mesa em quanto caia em uma leve gargalhada.

Após o leve momento eufórico, me recomporia da frenesi causada por minhas deduções e então explicaria passo a passo para a jovem meu novo raciocínio, me levantando e mostrando pessoalmente os possíveis traços na embarcação que corroborariam com minhas alegações. - Entendeu?! Temos que voltar para lá! Aquela maldita fossa na gruta pode ter todas as respostas que buscamos, tenho certeza que o homem caiu naquele lugar! - Complementaria. E logo de imediato começaria os preparativos para a partida checando meus equipamentos, munições e condições de meus calçados, partindo em direção a infame gruta novamente. - Vamos? - Indagaria a Annie para que me acompanhasse, tendo uma resposta positiva ou não, continuaria o trajeto normalmente até a gruta buscando relembrar todo o caminho durante a caminhada, que por sinal poderia ainda estar fresco. Com um certo cuidado após adentrar a mata novamente, empunharia meu rifle em posição de tiro e começaria a cobrir meus passos com mais delicadeza, atento a qualquer perigo imediato a mim ou para minha acompanhante caso viesse.

Chegando a gruta, atentaria com cuidado a entrada do local para me certificar de que os ursos não estavam ali e então progrediria sorrateiramente cochichando para que annie fizesse o mesmo caso estivesse comigo, tentaria progredir até onde se encontrava a fossa visualizada de antes com meu encontro desagradável com os ursos e então me certificaria novamente de que não estavam por perto, caso não, me aproximaria das bordas da fissura e tentaria dar uma boa olhada em sua espessura, buscando deduzir sua profundidade e então mergulharia a procura de novas pistas, não antes de deixar pelas bordas meu rifle que poderia ser inutilizado ou até danificado com a pólvora molhada confiante de que o encontraria no mesmo lugar, porém caso a jovem me acompanhasse entregaria o rifle em suas mãos e instruiria a mesma a utilizar sem remorso para sua própria defesa pessoal.
  


Histórico de posts: 12
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)

  • Perícia Lógica (aprendizado no post 11)

Perdas:
  • 250,000B$
Kisaki Ushi
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 ErLkMKV
Créditos : 18

O estalar da realidade, o momento em que todas as peças se encaixavam e finalmente parte do mistério tinha uma solução, claro que poderia ainda estar errado, mas era um palpite certeiro demais para não ser verdadeiro, afinal, por que a pobre Annie e nenhum outro desbravador daquela ilha tinha encontrado o tesouro do quebra-ossos até agora? Ninguém além de Ineel tinha a capacidade para conseguir realizar o feito necessário para isso, e agora, tudo estava em suas mãos. O grande "porém" surgia, no entanto, era tarde da noite, ficaram por horas dentro daquela estalagem onde estudavam várias e várias vezes os pedaços do barco, até chegar na conclusão final, e nesse horario, havia um grande problema em se enfiar dentro da floresta, animais selvagens, noturnos, que podiam enxergar muito melhor que um humano ou um tritão, ou o meio-termo entre os dois, que não tinha uma forma de se guiar dentro da mata, além é claro, da boa memória para lhe auxiliar.

- Ineel! Espere! Não saía as pressas assim! - Annie se pronunciava depois de ficar alguns segundos em choque, ao perceber que nunca tinha considerado essa hipotese, sequer havia passado pela sua cabeça que o pirata tinha caído no fosso e devia estar até hoje lá nas profundezas da agua escura, junto de seu grande tesouro. - Tem muitos animais noturnos, você vai morrer no meio do caminho e aí não vai encontrar nada! Vamos amanhã de manhã! Juntos! - A jovem falava de modo que parecia estar ordenando, claro que ela não deixaria Ineel pegar o tesouro e fugir, de qualquer forma a chave estava em seu peito, sem ela, era inútil que ele fosse até lá, a menos que tivesse disposição para voltar pela madrugada arrastando um baú pesado nas costas, enquanto foge dos predadores.

Talvez pela euforia, o meio-tritão não acatava o pedido de sua colega, e partia rumo à floresta, enquanto Annie corria para dentro da casa afim de avisar o irmão sobre a grandiosa descoberta, seus gritos chamando-o poderiam ser escutados a kilometros de distância, tamanha era a alegria da garota. Por outro lado, o pedido para aguardar a virada da noite ressoaria na mente de Ineel que após um caminhos longo, chegava no exato lugar que havia entrado na mata outrora... Porém, desta vez, tinha o completo bréu lhe aguardando, se antes o lugar parecia pouco convidativo, agora era extremamente ameaçador, apesar do cantigo de algumas cigarras em sinfonia noturna. Os primeiros passos eram dados pelo desbravador da história, mas logo se via num ambiente onde apesar de sua memória perfeita, ainda tinha dificuldades para caminhar, porém, cada passo se tornava mais dificultoso e aterrorizante, de acordo com os sons de plantas remexendo e olhos cheios de fulgor refletidos escuridão. Continuar ou retornar, dependia apenas da decisão de Ineel, que agarrava seu rifle em mãos.

Histórico:
Ineel:


_________________

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
A impulsividade tomava conta do meu espirito, uma euforia sem precedentes de um novo descobrimento, uma nova história ou evidência completava o prazer de um arqueólogo e não era diferente comigo, tão grande fora o entusiasmo que até então não havia percebido o que estava fazendo, havia acabado de adentrar aquela mata naquela madrugada sem uma companhia, com poucas referências visuais e diversos perigos a espreita. Porém nada poderia parar meu ímpeto de arqueólogo em seu êxtase máximo, era um prazer incontrolável que causava uma animosidade impossível de se conter e com meu armamento em mãos seguia o caminho ouvindo todos aqueles barulhos que não me amedrontavam pois muito pelo contrário aumentavam minha frenesi pela caça ao tesouro. - NINGUÉM VAI ME IMPEDIR HEUSHUESHEUSHU NEM MESMO ANIMAIS SELVAGENS COMO VOCÊS!!! OUVIRAM?! - Indagaria, expressando minha impulsividade ao mundo gritando e berrando sem receios pela mata a fora, e naquele momento não me importava mais com o perigo.. Apenas a caçada importava e ela não poderia ser parada por meros animais irracionais.

Em um ato de loucura ou impulsividade exacerbada, faria o mais questionável possível abandonando minha posição de progressão meticulosa e adotando uma progressão agressiva e escancarada, correndo e saltando por arbustos, pedras e ossos não me importando mais com sutilizas. - IHUUUUUUUUUUUUUUU - Gritaria euforicamente, em seguida realizando um disparo de rifle para o alto em quanto seguia meu caminho. Não hesitaria em momento algum em efetuar mais disparos contra qualquer animal selvagem que cruzasse meu caminho em quanto realizaria meu avanço até a entrada da gruta, mesmo que significasse um espetáculo noturno em meio a mata, já estava tomado pela frenesi da caça ao tesouro o suficiente para não me importar com consequências prévias, correndo, saltando, se esgueirando e se arrastando, não importava como mas seguiria meu caminho em quanto tentaria neutralizar todas as ameaças que aparecessem pelo caminho.

Mesmo que meu desleixo total com a situação implicasse em ser perseguido por dezenas de animais selvagens, continuaria avançando até a gruta e adentraria a mesma em total velocidade, guiando comigo todos os demais animais selvagens para o seu interior no intuito de chamar a atenção imediata da família de ursos que resguardava o local, sobrecarregando seu território com invasores. Tentaria correr até a fossa antes encontrada e então com um só salto mergulharia, deixando todos os perigos para trás junto da família de ursos que provavelmente não estariam felizes com todo o ocorrido. Graças a minha miscigenação, conseguiria respirar em baixo daquela água e então me inclinaria cada vez mais para baixo e começaria minhas buscas tendo em mente que a falta de luminosidade poderia ser um problema, então buscaria me guiar tocando o cano da minha arma em todo objeto ou formação natural para checar sua consistência antes de propriamente nadar até o desconhecido sem um contato primário, não poderia excluir a possibilidade de haver algum perigo em baixo da água, não que isso poderia assustar alguém que pudesse respirar em baixo da água afinal.
   


Histórico de posts: 13
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)

  • Perícia Lógica (aprendizado no post 11)

Perdas:
  • 250,000B$
Kisaki Ushi
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 ErLkMKV
Créditos : 18

Quem conseguiria correr mais pela floresta? Felinos de grande porte, com uma perfeita visão durante a total escuridão, criaturas que viveram toda a sua vida naquela região... Ou um meio tritão que não conseguia enxergar mais que um metro à sua frente? A resposta era óbvia, Com o avançar de Ineel, surgia o seu tiro para o alto, para alguns animais era um real aviso de perigo e se afastaram, mas outras nem precisavam ter seus sentidos aguçados para saberem que a comida estava posta na mesa. Em um real ato de loucura, o arqueólogo correu o mais rápido que pôde, conseguia ouvir pelo menos três feras vindo atrás, tudo ia bem... Até que o desespero para chegar rápido à gruta o fez tropeçar em uma raíz e então... Chão.

Sua arma escapou de suas mãos e seu rosto bateu forte contra o solo, quando se aprontou para levantar o mais rápido possível, conseguiu ouvir a respiração do que parecia ser uma pantera, num tamanho maior que o comum, a cabeça do felino era o dobro da cabeça de Ineel, se tivesse tempo para analisar veria que a criatura era extremamente bela, mas agora estava desprotegido, buscou sua arma no chão para que pudesse se defender de alguma forma, mas a escuridão impedia que conseguisse ter êxito nessa tarefa, seria o fim do rapaz, isso se logo ao lado não surgisse outro animal que aparecia tão rápido que era dificil dizer o que era, trombava com a pantera em grande velocidade numa clara disputa por comida. A oportunidade para que o rapaz pegasse sua arma e voltasse com a corrida. Seu coração poderia estar saindo pela boca, havia tomado uma decisão impulsiva demais e isso poderia significar sua vida, felizmente, o universo conspirou para sua salvação.

Na entrada da gruta, ainda era perseguido pelos animais selvagens e seu plano acabava por dar certo, por um milagre, antes que a grande mamãe urso pudesse reagir ao invasor meio humano, três felinos surgiam invadindo seu território... O combate era inevitável e a desvantagem daquela criatura que estava apenas protegendo seu filhote era evidente. Em um salto Ineel pulou para dentro da água, botando a prova todas as suas habilidades da outra parte de sua raça. Se do lado de fora a luz era escassa, dentro da fossa era ainda mais, nem um palmo a sua frente podia ser visto, mas como um cego utiliza sua bengala para auxiliar, o rapaz fazia o mesmo com a arma, que agora... Para pouco servia. Desceu devagar, se movendo com cautela, ao menos podia ter certeza que nenhuma criatura vivia dentro de uma água tão parada quanto aquela. Ao menos não criatura grandiosa. Desceu cerca de 500 metros em profundidade, até finalmente chegar no fundo, onde pôde continuar se guiando até finalmente encostar em algo que podia identificar com facilidade... Um crânio humano.

Outros pedaços de ossos foram tocados, todos no fundo daquela fossa, cheios de musco e quase fundidos com o solo local, logo em cima um baú, de tamanho médio, que revelava ter caído em cima do pirata quebra-ossos, que tinha seu fatidico fim ali. Ineel podia tocar no baú, o suficiente para compreender seus desenhos, até mesmo a parte onde um cadeado grosso estava, o grande empecilho era... Não tinha força suficiente para mover sequer um centímetro do objeto.

Histórico:
Ineel:


_________________

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
Um ato de loucura! Nada diferente poderia explicar a impulsividade latente em minhas veias que me fizera tomar tal ação precipitada, e como resposta acabava por beijar o chão com uma pancada pelo meu tropeço em meio a mata, e ganhava também a companhia desagradável de certos perseguidores selvagens que por algum milagre não me devoravam ali mesmo no local, não perdendo a chave logo me recomponha e me afastava para continuar meu trajeto até a gruta.'' Mas o que diabos eu fiz?!'' - Analisava. Mesmo que não chegando em uma conclusão objetiva, continuava meu avanço como se não houvesse amanhã até que logo conseguia perceber que estava sendo seguido novamente e só me restava colocar meu único plano em prática para ter um mínimo de paz naquela gruta, adentrando o recinto a toda velocidade e de imediato mergulhando pela fossa abaixo, em quanto via de relance o embate inicial entre a ursa e alguns felinos que me seguiam até ali. Um certo remorso me vinha a tona pois sabia que provavelmente a família de ursos não teria um final feliz, porém minha preocupação no momento se dava com meu compromisso com a arqueologia.

Descendo a fossa cada vez mais, me vi obrigado a utilizar meu rifle como guia tocando todo o musgo e extremidades do buraco que me aventurava até que enfim encontrava o que procurava. - Eu sabia! - Me auto afirmaria, em quanto que tocaria as extremidades do baú e tentaria senti-lo buscando alguma alça ou qualquer peça que poderia me ser útil para levar o possível tesouro a superfície, e então aplicaria uma força de empuxo para tirar o baú daquela posição e enfim emergir com o mesmo. Porém caso não conseguisse, tentaria realizar um golpe com a mão direita espalmada sobre a lateral do baú, utilizando-se de alguns conceitos básicos do karatê tritão e aplicando pressão na água na esperança de criar um impacto de empuxo forte o suficiente para mover a extremidade oposta do baú para o alto, assim rapidamente agarrando a mesma com todas as forças e levanto-a para carregar o objeto com os dois braços. Caso mesmo assim nada fosse o suficiente para tirar aquele baú da fossa, emergiria até a superfície onde tentaria buscar algum objeto resistente o suficiente para utilizar de alavanca, atento para não chamar a atenção no duelo das feras.

Trazendo o baú para superfície, me certificaria da distância das feras e então checaria a situação de minha arma para decidir se poderia ajudar ou não a mamãe ursa por mera questão de remorso, caso estivesse em condições de efetuar disparos não hesitaria em retalhar os felinos realizando algumas salvas de tiros contra os mesmos, auxiliando a distância a ursa e se caso alguma das ameaças se dirigissem a mim, de imediato tentaria me manter afastado correndo para o lado oposto em quanto tentaria encaixar algum ângulo de tiro na besta e por último caso me alcançasse, tentaria me esquivar  de seus ataques saltando pelas diagonais ou se esgueirando por alguma rocha ou formação natural da gruta, em último caso tentando bloquear o ataque empunhando o rifle como se uma barra de ferro fosse, ofertando ao animal o cano da arma para ser mordido ao invés de minha pele e então tentaria me afastar de imediato novamente. Caso fosse constatado por mim a inviabilidade do funcionamento do rifle após ser molhado, apenas levantaria o baú e buscaria sair da gruta sorrateiramente em quanto as feras brigariam entre si. - Desculpe mamãe urso.. - Resmungaria, lamentando.

Voltando mais uma vez a floresta e agora com um peso extra, seria mais cauteloso e realizaria passos mais curtos e leves com atenção dos olhos ao solo, tentando identificar algum perigo previamente se esforçando para tal mesmo que com pouca claridade, deixando os ouvidos em prontidão para perceber se estivesse sendo seguido logo me preparando para um combate, e caso eu me sentisse cansado, não hesitaria em fazer uma pequena pausa para recuperar o folego e as energias antes de continuar o trajeto.
 


Histórico de posts: 14
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)

  • Perícia Lógica (aprendizado no post 11)

Perdas:
  • 250,000B$
Kisaki Ushi
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 ErLkMKV
Créditos : 18

Apenas com a força de suas mãos Ineel nunca conseguiria retirar aquele baú do fundo da fossa, mas ele tinha um conhecimento muito útil para o momento, a habilidade de usar a força a água à seu favor, alguns movimentos de seu karatê tritão eram o suficiente para fazer o grande e pesado objeto se mover, tendo seus um metro de largura, o baú subia um pouco, o suficiente para o rapaz conseguir agarrá-lo e nadar até o topo, agora, sem conseguir usar sua arma para se apoiar e com quase nenhuma noção sobre o espaço em que estava, raspava a lateral de seu braço nos rochedos finhos feito navalha, o que ocasionava em certa perda de sangue, talvez fosse o espírito do quebra-ossos amaldiçoando aquele que roubara seu precioso baú. Em troca, Ineel deixava parte de seu sangue para se juntar ao pirata pela eternidade.

Por fim Ineel chegou a superficie outra vez e pôde ver a grande ursa lutando contra duas das feras, sendo que a terceira já estava caída no chão, o poder da maternidade estava dando energia o suficiente para que conseguisse proteger seu filhote o máximo de tempo possível, o grande problema era que o arqueologo não tinha apenas condenado a ursa e seu filhote, mas a si mesmo, uma vez que a entrada principal da caverna estava num conflito intenso, o que tornaria a passagem de extrema dificuldade e um alto risco de ser pego no meio do confronto, enquanto a outra saída, aquela que levava até o mar, estava livre, podia ver o pequeno filho escondido atrás de rochedos, o problema era que por aquele caminho o arqueologo não conhecia, sua memória perfeita não podia o ajudar à não se perder por uma direção que nunca havia passado.

Restava a opção de lutar, deixando o baú pesado no chão, pegou a arma de fogo e mirou numa das feras, a tentativa de se redimir com a mãe ursa por condenar sua vida podia ser forte, mas não o suficiente para fazer a arma funcionar, encharcada, o primeiro disparo mascava, o segundo, terceiro... Com sorte a arma voltaria a funcionar no dia seguinte, o grande problema era por onde passar para sair dali, levando em conta que o baú pesava bastante, precisando que fosse carregado com ambas as mãos e o pobre arqueólogo não era dos mais fortes para aguentar correr enquanto carregava aquilo, a atitude imprudente poderia ter dificultado em muito a sua vida.

Histórico:
Ineel:


_________________

Ineel
Ver perfil do usuário
Imagem : Curiosidades em série, a alvorada das caças ao tesouro! Act I - Página 2 120x120
Créditos : 13
Tirar o baú daquela espelunca aquática me custava um pouco de sangue, acidentalmente me esbarrando em alguns rochedos que cortavam um dos meus braços porém até então não parecera nada de mais, enfim emergindo conseguia ver o embate das feras onde me surpreendia ao ver que um dos felinos havia sido derrotado, uma verdadeira demonstração da determinação maternal da ursa que agora poderia estar encurralada ou não, não conseguia medir a força da mesma e por isso tentava ajudar mesmo que em vão, minha pólvora estava molhada e o precursor de meu rifle também.'' Droga.. E agora?''- Me martelava, buscando uma solução racional para o problema que havia criado, já que o único caminho livre era a saída para o mar na qual não tinha certeza do tamanho da volta que seria necessária para chegar em meu objetivo final, ainda mais com aquele baú pesado.'' Não tenho escolha, tenho que tentar aquilo!''- Pensava, em quanto abruptamente me direcionaria para alguma fonte de água próxima, seja o lago que cortava a gruta ou a própria fossa, me abaixando e colocando o máximo possível de água na boca em seguida me levantando rente aos dois felinos restantes e cuspindo pequenas rajadas de água em suas direções, utilizando de minha musculatura especial no maxilar e na boca para pressionar a água o bastante para forçar um arremesso que mais se assemelharia a um disparo de pistola.

Tentaria manter a distância em quanto buscava auxiliar a ursa em seu combate cobrindo seus ataques com minhas rajadas disparadas pela boca, coletando mais água das fontes próximas quando o estoque em meus lábios se esgotasse, tentaria ao máximo manter o ritmo e a cadência, pois era a única forma de sair deste local com a consciência limpa e com o baú em mãos. Caso um dos animais selvagens viesse ao meu encontro tentaria de imediato me afastar ainda realizando disparos com a boca, estabelecendo um perímetro defensivo entre mim e a fera não permitindo que ela se aproximasse, porém caso fosse surpreendido por sua velocidade tentaria me esquivar de seus ataques realizando pequenos saltos pelas diagonais, ou se abaixando caso o ataque vise partes altas de meu corpo e logo em seguida trocaria a estratégia de combate desferindo um contra ataque de mãos espalmadas no animal, visando seu peitoral e pressionando para a fera fosse empurrada ou arremessada por alguns metros me permitindo maior tempo de reação para o próximo movimento.

Caso meus ataques a distância não tivessem muita eficácia, não me restaria outra opção a não ser mudar para o combate aproximado, alongando minhas panturrilhas e quadris para trás para pegar um certo impulso, me atiraria contra os animais selvagens em uma corrida curta e veloz buscando surpreende-los com um rápido ataque onde saltaria efetuando um chute com a sola de meus pés visando acertar a boca do felino mais próximo, ou a lateral de seus torso empurrando a fera com a pressão e força do golpe, não perdendo o foco do outro animal para tentar me esquivar com pequenos saltos para trás ou pelas diagonais de qualquer possível ataque do mesmo, buscando realizar contra ataques entre as janelas de aberturas do ataque e o contato ao solo do animal, em posição de combate flexibilizando a perna esquerda levemente atrás com o joelho dobrado, elevando o antebraço esquerdo a frente do meu rosto com o punho fechado para desferir socos rápidos contra a fera visando deslocar suas mordidas e não medir força com o bote do animal, e com o antebraço direito elevado a altura de meu torso com a mão direita espalmada tentaria realizar rápidos contra ataques contra o peito da fera empurrando-a, tentando sempre manter meus quadris flexíveis para ajudar em uma rápida esquiva se necessário. - Vou te ajudar mamãe ursa, fica tranquila! - Diria ainda em posição de guarda, não tendo certeza de que o anima entenderia mas ao menos que transpassasse alguma confiança entre os dois para que pudessem se ajudar no momento.
  


Histórico de posts: 15
Ganhos:
  • Um Rifle de qualidade básica no valor de 250,000B$

  • Perícia Sociologia (aprendizado no post 04)

  • Perícia Lógica (aprendizado no post 11)

Perdas:
  • 250,000B$