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A origem de um Império Dom Out 24, 2021 2:01 pm
A origem de um Império

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Leopoldo Bonfiglio. A qual não possui narrador definido.

_________________

A origem de um Império J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: A origem de um Império Ter Out 26, 2021 8:00 pm


Tempo é dinheiro, dinheiro é poder. Algo a se saber sobre mim é que eu não perco meu tempo com coisas fúteis, todos os meus esforços são concentrados em fazer a diferença no meu presente visando o futuro. É com essa filosofia que eu, Leopoldo Bonfiglio, o responsável por reconstruir a minha família, acabo de chegar ao vilarejo de Dawn. As referências que eu ouvi a seu respeito não poderiam ser melhores, além do seu sistema de governo ser uma monarquia, o que acaba recebendo a atenção de nobres, influentes e autoridades importantes dos quatro cantos do mundo, dizem possuir recursos inestimáveis. Só de lembrar isso me traz arrepios, sinal da excitação que sinto com cada viagem a negócios que faço.

Em uma primeira analise eu vejo uma ilha muito próxima de minha terra natal. Mas não pense que isso me traz algum tipo de sentimento, apenas me impressiona o fato de que Reis possuem o mesmo gosto pra tudo, na maioria das vezes superficiais e desnecessários. Sem tempo a perder, começaria a desbravar a ilha. Caso estivesse chovendo, eu procuraria me abrigar embaixo de uma estrutura horizontal que pudesse me proteger da água, afinal de contas, eu não posso chegar aos locais com cheiro de cachorro molhado. Com o tempo limpo, caminharia de cabeça erguida, a passos lentos e com ambas as mãos nos bolsos da calça em demonstração de confiança.

O meu ponto de partida é um local de primeira categoria. Quando encontrasse o estabelecimento que seguisse esse padrão, através de sua fachada, letreiro, símbolos, imagens ou escrita que pudessem chamar minha atenção, eu ingressaria imediatamente. Ali dentro, iniciaria imediatamente a análise dos perfis da clientela. Eu procuro por homens ou mulheres, muito bem trajados, com jóias de ouro ou diamantes e similares e que pudessem estar acompanhados de seguranças, o que poderia indicar o seu grau de importância dentro de uma sociedade. Assim que avistado essa persona, eu me sentaria à mesa ou assento - caso no balcão - mais próximo. Ali, a fim de manter a maior sociabilidade possível, levantaria a mão para que o atendente mais perto pudesse me notar. — Um charuto e uma taça de vinho, por favor. — Solicitaria.

Meus ouvidos estariam a todo instante atento a conversação alheia em busca de informações relevantes que pudessem me levar até um contato importante ou mesmo a uma vaga de trabalho promissora. Com a chegada do meu pedido, eu moveria meu dedo indicador e médio da mão esquerda em direção ao charuto e exerceria uma leve pressão para conferir a textura originaria de sua capa e em seguida traria para perto do meu nariz para desfrutar do seu aroma. Com o polegar e médio da mão direita, com os demais eretos, levaria até a taça de vinho e daria algumas voltas antes de finalmente levar até minha garganta, não que fosse um especialista, mas sim para que as pessoas acreditassem naquilo.

Aliado a isso, eu interromperia a primeira garçonete feminina que passasse próximo de minha mesa e, sutilmente, a tomaria pelo pulso e a convidaria para sentar comigo à mesa. — Com licença, senhorita, pode me conceder um minuto de sua atenção? — Antes mesmo que ela pudesse recusar, emendaria. — Diga-me, senhorita, está feliz com o seu trabalho atual?! Ou assim como essas mulheres que você serve, não sonha em usar ouro e diamante também? — Faria uma breve pausa para que ela pudesse refletir sobre. — Deixe-me explicar, por favor. — Nesse instante eu aproximaria a taça de vinho dela e curvaria a cabeça como um sinal para que ela se sentisse à vontade.

Meu nome é Leopoldo Bonfiglio, sou um homem de negócios e acredito nas minhas habilidades para fazer e desfazer qualquer acordo. — Apresentaria-me buscando ganhar sua confiança. — Como garçonete você deve atender todo tipo de gente, receber cantadas e até mesmo gorjetas generosas de pessoas podres de ricas e é aqui que você entra. Eu preciso apenas que você me mostre ou apresente uma ou duas dessas pessoas para que eu possa entrar em cena e costurar alguns acordos que sejam bons para nós dois. — Fumaria o charuto ao término e o tempo necessário para que ela pensasse na oferta. — Pense bem, uma oportunidade dessas não costuma surgir duas vezes no mesmo lugar. — Diria para tornar aquilo ainda mais emocionante para ela.

Aguardaria pacientemente pela sua resposta, enquanto me manteria atento a qualquer novo sinal que pudesse surgir nas demais mesas.      

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Re: A origem de um Império Sex Nov 05, 2021 2:49 pm

~Narração~

Leopoldo queria chegar nos pontos de maior nobreza na cidade e os letreiros e informações que possuía o levavam para a cidade alta, uma parte separada da cidade comum por enormes muros, um local para a nobreza aproveitar, no entanto quando ele ia passar pelo portal na muralha para adentrar esse distrito, se deparou com uma mão em seu peito.

Um homem de armadura, portanto uma lança o olhava desconfiado. Sua armadura era de metal fosco, bem polido, porém velho, o brasão do rei de Dawn estava esculpido em seu peito.

-Parado, quais suas credenciais? Não posso deixar estranhos passarem desse ponto…

Qualquer local no resto da cidade seria normal, com um público diverso e em maioria de menores posses, ele viu alguns bares e pubs no caminho, mas a alta classe que ele almejava, se encontrava apenas atrás daqueles muros, um reduto seguro e restrito da gentalha pobre. A verdadeira Dawn… Uma ilha com uma separação física de classes.
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Re: A origem de um Império Dom Nov 07, 2021 9:53 pm


Meu percurso era interrompido com o apertar de uma mão sobre o meu peito. Para falar a verdade, eu me encontrava tão distraído naquele instante olhando aquela muralha e vislumbrando o que me esperava atrás dela que não tive nenhuma reação. — Olá! Meu nome é Leopoldo Bonfiglio. — Responderia cordialmente, com uma meia mesura em sinal de respeito. — Gosto do que vejo em sua aparência, principalmente o brasão e sua arma, é uma posição muito nobre e honorável. — Elogiaria a sua posição. — Minhas credenciais? — Nesse instante, fingiria demência e tatearia os bolsos internos do terno e frontais da calça. — É claro, que ingenuidade a minha, mas tenho uma ótima explicação para isso. — Arfaria em uma breve pausa dramática. — Eu sou um entusiasta das histórias de Dawn, venho de uma terra não tão distante e carrego comigo uma quantia de 5 milhões e 125 mil berries, para ser exato, e estou disposto a usar esse meu recurso para fortalecer a economia do seu vilarejo. Dito isso, o que acha de me conceder a passagem, deixando o meu comprometimento em conquistar essa credencial em até 48 horas?! — O cenário que eu desenhava era real e, se eles fossem mesmo uma ilha separatista socialmente, o meu recurso deveria ser o suficiente para substituir uma credencial.  

Porém, caso meu argumento não fosse suficiente e aquele homem se mostrasse resistente, o que não seria de se espantar, afinal, estou lidando com um mero fantoche, ainda assim insistiria no meu posicionamento. — Eu peço desculpas por exigir muito dos seus neurônios, por um instante acreditei que você tivesse algum poder de decisão, o que claramente não é o caso. — Daria um leve sorriso com o canto da boca antes de continuar. — Por favor, chame o seu superior. Aquele que verdadeiramente detém o poder de decidir algo. — Ordenaria. Minha determinação faria com que eu não arredasse o pé do lugar até que minha solicitação fosse atendida. Eu faria questão de olhar profundamente para dentro dos seus olhos, mesmo que um inseto pousasse em meu nariz eu não hesitaria.

Uma vez que essa pessoa aparecesse diante de mim, eu prosseguiria. — Bom dia, senhor! Como estava explicando para o seu subordinado, eu me chamo Leopoldo, do orgulhoso clã Bonfiglio. Eu não tenho nome ou feitos aqui em seu território, mas tenho uma quantia de 5 milhões e 125 mil berries que considero, ou melhor, os seus governantes consideram essenciais para o fortalecimento de uma economia e tenho a certeza que ficariam muito descontentes se soubessem que alguém como eu, com a minha etiqueta e os meus recursos está sendo impedido de acessar essa muralha. — Para chegar a esse ponto toda a minha cordialidade já haveria de ser gasto com o primeiro guarda, por isso, para essa segunda abordagem faria questão de mostrar superioridade em minha voz. — Por isso eu peço, com a devida vênia, que me permita passar por esse portal e em até 48 horas eu estarei com uma credencial válida para todo o território de Dawn, o que me diz? — Esperava que minhas palavras finalmente alcançassem o superior.

Caso a passagem fosse concedida, eu faria questão de agradecer ao responsável. — Parabéns pela decisão acertada, alguém com uma mentalidade como a sua não terá dificuldades em subir na hierarquia. — Diria com desdém. Agora dentro daquelas muralhas, passearia pela cidade de difícil acesso com a certeza de um futuro promissor. Os estabelecimentos que eu buscava continuavam dentro dos padrões anteriormente citados e não perderia a oportunidade assim que o avistasse. — Tudo bem, vamos ver o que de melhor a ralé tem para oferecer... — Caso minha tentativa fosse frustrada, apesar de todos os meus esforços, por qualquer que fosse o inconveniente, eu acessaria contrariado o primeiro bar que visse pela frente e faria uma analise aprofundada dos serviços oferecidos e clientes.    
   

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Re: A origem de um Império Ter Nov 09, 2021 10:06 pm

~Narração~

Leopoldo tentava negociar com o guarda, mas ele parecia irredutível em sua resposta:

-Se você tivesse algum assunto aqui dentro, teria permissão para entrar ou credenciais de nobre e não venha falar sobre gastar míseros milhões, esse troco de pão não é nem dinheiro para a galera atrás desses portões…

O careca então fazia um movimento arriscado e a raiva que florescia na cara do guarda parecia mostrar que não tinha sido uma boa ideia, as sobrancelhas do guarda arqueavam, sua voz erguia de volume um tom e sua mão envolta em malha de aço agarrava o colarinho do homem.

-Estás fora de sua mente, careca? Trabalho para a rainha, achas mesmo que vossa majestade sairia de seu trono para vir resolver as encrencas causadas por um pobretão querendo se fazer de rico? Eu sei sua classe desde o momento que tratou cinco milhões como se fosse muito dinheiro… Aqui dentro desses muros já vi gente pagar quinze milhões em um prato de comida… Você está muito fora de seu local.. Vá… E não retorne… Vagabundo…

O homem empurra Leopoldo para trás e firmava os pés no chão ostentando uma aura de “daqui você não passa”.

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Re: A origem de um Império Qua Nov 10, 2021 10:45 pm


Isso é uma merda, eu não acredito que isso está acontecendo comigo. Do chão, minha resposta automática era levar minha destra até a altura da tatuagem, como se buscasse uma resposta que nunca viria através da imagem que representava o brasão da minha família. — Entendo... Então vai ser assim. — Com as mãos apoiadas no chão, rente às costas, eu procuraria me levantar sem movimentos bruscos. Passar uma imagem errada ali poderia desencadear no vigilante uma reação contra a minha vida. Depois que me encontrasse de pé, bateria com as mãos na altura do traseiro, joelhos e peitos visando remover qualquer resquício de poeira ou sujeira que pudesse ter impregnado minha roupa na queda.  

Nessa hora de raiva, o melhor que eu poderia fazer era canalizar minhas forças e não responder, porque minha raiva virando a esquina eu a esqueço, mas uma ação precipitada poderia me trazer sérios prejuízos. Todavia, antes de partir eu olharia bem para o seu rosto e tentaria encontrar através de um crachá ou etiqueta o seu nome listado, afinal de contas, é sempre assim, quem bate esquece, mas quem apanha jamais.

Sem mais tempo a perder ali, eu sairia mesmo que a contragosto com o objetivo de fazer o reconhecimento da região em que eu estava e para isso eu precisava apreciar um belo de um charuto, até como uma forma de aliviar o estresse experimentado agora a pouco. Passando a mão pelos bolsos internos do terno, onde costumo carregar meus pertences menores, eu tomava conta pela primeira vez em muito tempo que eles tinham acabado. Infelizmente mais essa para ajudar. Para suprir essa nova necessidade, eu procuraria por uma tabacaria, conveniência ou centro comercial onde se concentrassem várias lojas diversas ou próximas a bares onde eu pudesse encontrar esse item. Caso minha tarefa se mostrasse dificultosa, eu procuraria abordar algum civil pelo caminho. — Com licença, onde eu encontro uma tabacaria ou uma loja que venda charutos ou cigarros? — Minha abordagem seria breve e sucinta, sem cumprimentos para não ter que sujar as mãos. Tentaria quantas vezes fossem necessárias até obter um endereço.

Quando encontrasse a loja, dirigiria-me até o balcão e pediria. — Olá, pegue papel e caneta pois eu vou fazer uma lista de pedidos; uma caixa de charuto, um umidor, um isqueiro normal e maçarico e um cortador de charutos. — Todavia, pelo cenário que o guarda havia me passado, eu não duvidaria da escassez de um produto que comumente é associado à elite e caso isso se confirmasse, eu partiria para o plano B. — Gentalha... — Sussurraria quase como um som inaudível, escondendo a minha insatisfação. — Vou me contentar com uma cartela de cigarro e isqueiro. — Com o valor da compra informado, eu separaria o montante necessário para pagá-lo e sairia do local.

Minha primeira ação com os charutos ou cigarros em mãos seria me recolher em algum canto, como um banco de praça, embaixo de uma sombra ou mureta disponível. Ali, com o charuto ou cigarro entre os dedos indicador e médio da mão esquerda, levaria-o entre os lábios, faria chama com o isqueiro e juntaria a chama à ponta pelo tempo necessário que fosse antes de puxar o ar para finalmente saciar o meu vício. Da praça em que eu me encontrasse, eu procuraria pelo bar de melhor aparência da vizinhança, se isso fosse possível obviamente, e estaria atento para qualquer ser de raça exótica que pudesse estar de passagem no momento. Eu havia recentemente encenado uma amizade, uma parceira com uma tritão e a capturado na primeira oportunidade que vi, então, qualquer outra trama nesse sentido seria muito fácil de executar novamente.

Mas deixando de lado essa hipótese, eu ingressaria o estabelecimento assim que o encontrasse. Sem criar muitas expectativas pelos serviços ali oferecidos, eu estaria concentrado nos aromas que as comidas pudessem me trazer. — Uma taça de vinho. — Diria ao me aproximar do balcão, com dois leves tapas sobre o mesmo. — Então pode me mandar uma dose da cachaça mais forte. — Responderia caso não tivesse estoque de vinho. Com a bebida em mãos, cerraria os olhos e viraria goela abaixo permitindo que o seu sabor ou calor intenso violasse meu estômago como bem entendesse. — Diga-me, barman, como eu consigo uma credencial só de ida para além das muralhas? — Eu me debruçaria sobre o balcão com os braços bem espaçados e o rosto o mais próximo possível do responsável pelo atendimento. — Conhece ou já ouviu falar de uma organização ou alguém que consiga conceder uma credencial? Estou disposto a pagar uma boa quantia para isso. — Apesar de buscar uma aproximação, minha voz, ainda engasgada com o último episódio, falaria razoavelmente alto para que caso ele(a) não pudesse me ajudar, talvez terceiros pudessem.  

   

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Re: A origem de um Império Sab Nov 13, 2021 3:22 pm

~Narração~

Contrariado e nervoso, Leopoldo buscava um crachá, mas não conseguia ver nada que desse o nome do guarda, afinal ele era um guarda e não um atendente de supermercado.
No entanto, Leopoldo não teve dificuldade de achar o mercado da ilha, era grande parte da área ao redor da parte dos nobres e o movimento era enorme, pessoas compravam e vendiam diferentes coisas em diferentes locais, de lojas à barracas, com vendedores de diversas raças, cores e tamanhos.

Uma barraca chamou atenção do careca, ela parecia especializada em tabacaria e seu dono e vendedor era um senhor de bigode branco e turbante cor de folhas. Rapidamente o homem fazia seus pedidos e o vendedor abria um largo sorriso.

-Ora ora, um apreciador da charutaria, se aproxime, vou pegar seus produtos, tenho aqui uma bela caixa com dez charutos de qualidade muito boa, um humidor portátil para dez charutos feito em mogno, um isqueiro normal, um isqueiro maçarico para charutos e obviamente um cortador portátil. Um total de oitocentos mil berries.

Leopoldo pagou o valor e se encostou na barraca para preparar seu charuto, cortou o mesmo com apreço e precisão, depois usando o isqueiro especial para charuto pode acender o mesmo com uma chama concentrada que permitiu a queima igualada e rápida da ponta, de forma ao sabor ser igualado e não descompensado. O sabor de seu charuto lembrava tons amadeirados, parecia ser de qualidade muito boa apesar do preço, assim como tudo que ele comprou.

O homem então guardou suas compras nos bolsos e começou a andar fumando pelo mercado, este era realmente muito movimentado, seria fácil esbarrar em alguém, a maioria era de humanos, mas se percebia alguns seres de outras raças aqui e ali, mas aparentemente, diferente dos vendedores de outras raças, os compradores pareciam se esconder mais, talvez não estivessem muito interessados ou acostumados com atrair atenção.

Alguns metros adiante Leopoldo entrou numa taverna, “O último gole da leoa” se lia numa placa acima da entrada, ele via vinhos e bebidas de diversos tipos por ali, então pedia uma taça ao se sentar no balcão, uma mulher musculosa, com uns dois metros de altura, cabelos prateados presos em coque e uma pele impecável demonstrando uma idade que não deveria passar dos trinta. Tal mulher o recebeu e servia uma taça de vinho tinto.

-Bem vindo ao último gole da leoa, me chamo Leona, a proprietária…

Leopoldo então perguntava sobre as credenciais para entrar e a mulher dava uma risadinha enquanto começava a secar alguns copos, a taverna estava lotada, ela não podia parar de trabalhar para falar com alguém.

-Você não é daqui, não é meu bem? Essas “credenciais” não se ganha, você precisaria ser muito rico e influente para ser considerado um nobre e ai poder comprar sua casa lá dentro, isso seria sua “credencial”... Agora se você quer entrar lá, a maneira mais fácil seria ser convidado por alguém lá de dentro. Os guardas são avisados dos visitantes e os mesmos podem passar sem problemas e ficar o tempo que lhes for permitido… Agora o difícil é você conversar com alguém lá de dentro… No entanto alguns pivetes entram lá para pegar mercadorias ou pelo menos é isso que falam por ai, talvez se você falasse com algum deles poderia entrar com eles e tentar ficar por lá...


Assim que a mulher parava de falar um cliente do outro lado da taverna pedia mais uma rodada, ela pegava uma garrafa de uísque, pedia licença para Leopoldo e ia servir a mesa de homens risonhos do fundo da taverna.
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Re: A origem de um Império Ter Nov 16, 2021 10:20 pm


Alguns pivetes entram lá para pegar mercadorias? Essa parece ser uma pista muito interessante. — Com licença. — Nesse instante eu tentaria retardar o seu atendimento, colocando minha mão esquerda na altura do seu peito, porém sem encostá-la. Todavia, caso meu movimento não fosse suficiente para interrompê-la, eu a acompanharia lado a lado durante o seu atendimento. — Desculpe-me, Leona, eu não quero atrapalhá-la, mas você saberia dizer onde ficam esses pivetes? Ou me indicar alguém que saiba? Eu ficaria muito grato por isso. — Caso ela se mostrasse resistente, por medo ou simplesmente por visar algo em seu benefício próprio, eu sacaria um maço inicial de 10 mil berries apenas para que ela pudesse ver a cor sempre atraente da moeda. — Escute, Leona, eu não tenho nenhum preconceito - isso não seria necessariamente verdade - com o estilo de vida adotado por você ou dos demais membros dessa parte da ilha, porém essa não é a realidade que eu procuro e enxergo para mim, mas sim atrás dessas muralhas onde eu posso empregar os meus conhecimentos e ser verdadeiramente útil e eu ficaria muito agradecido caso você me mostrasse como encontrar esses garotos. — Diria. — Eu vou conseguir essa informação de um jeito ou de outro, acredite, se não for através de você, vai ser através de outro. Eu posso pagar pela informação e nós ficaríamos quites ou então eu ficaria te devendo um favor e ser muito mais vantajoso no futuro, o que você me diz? — Diria, caso ela se mostrasse firme em sua posição. Esperava que ela optasse pela segunda opção, onde eu simplesmente viraria as costas e nunca mais colocaria os pés em sua espelunca, sem nenhum sentimento de dívida.

Eu estaria disposto a ouvir a sua contraproposta e quem sabe abrir os bolsos por uma informação. Com o meu poder de barganha, eu estaria disposto a pagar uma quantia no valor de até 80.000 berries, acima disso só com uma nova rodada de negociações. Com uma resposta que agregasse em minha busca, fosse através de um endereço, uma localidade específica ou o nome de um ou mais individuo, eu sairia imediatamente atrás dela. Caso encontrasse dificuldades durante minha procura, eu repetiria o cuidado anterior e voltaria a perguntar aos transeuntes. — Com licença, você sabe onde posso encontrar essa pista? — E forneceria a informação que tivesse sido me passada.   


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Re: A origem de um Império Sab Nov 20, 2021 10:44 pm

~Narração~

Leopoldo interrompia a movimentação da mulher com um movimento e pedia informações sobre os garotos.

-Oh meu bem, eu ouvi sobre isso de algum bebum que estava por aqui, histórias contadas por entre embriaguez, pode nem ser verdade que há essa galera e se for verdade eu não teria por que ter algum conhecimento deles, compreende? Você precisará verificar isso por você, mas se alguém souber algo sobre isso, deve ser algum vendedor do mercado aberto, eles trabalham com mercadorias do tipo que poderia ser trazido de lá e não possuem uma loja que perderiam caso fossem pegos… Sinceramente quem poderia saber essa informação é a galera que trabalha mais por baixo dos panos, eu apenas sirvo a pinga… Mas se não me engano, quem falou sobre isso aqui… Era um mercador de tapetes…E ele tinha um bigodão… É o que posso ajudar meu bem.

Leopoldo via na expressão da mulher que ela havia dito o que sabia, não tinha o porquê de buscar mais informação ali, então pagou cem mil em sua bebida e saiu, buscando um mercador de tapetes com um bigodão, ele até tentava perguntar pras pessoas no mercado sobre isso, mas a maioria nem era da ilha ou não era dali e estava apenas fazendo alguma compra rápida, por isso não conheciam muito bem todos os vendedores, os próprios mercadores não ajudavam muito, estavam todos muito ocupados, negociando ou fazendo propaganda para querer conversar com o homem.

Sua busca se prolongou até o anoitecer, os mercadores começaram a se ajeitar para ir pra suas casas, alguns vendedores comentavam como seria um dia cheio no dia seguinte devido a um navio de turistas que chegaria em breve. Tal informação ele ouvia de dois mercadores que guardavam suas coisas, um careca de muita idade, recurvado que vendia artigos decorativos esculpidos em madeira por ele mesmo e um baixinho com um enorme bigode que vendia sandálias papete.

”vendedor de escultura:

vendedor de papete:
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Re: A origem de um Império Seg Nov 22, 2021 9:58 pm


Estava começando a acreditar que as pessoas dessa ilha estavam tramando algum complô contra a minha pessoa, essa era a única resposta plausível para tanta resistência. Talvez, mas só talvez, se eu tivesse pegado aquela embarcação para o norte... não... meu nome é Leopoldo Bonfiglio, eu sei de onde eu vim e para onde eu devo ir, o homem que comandará o Submundo algum dia e nem mesmo esses pormenores que surjam em meu caminho vão ser suficientes para me fazer recuar um centímetro do meu objetivo.

Na verdade, todas essas voltas e reviravoltas que eu estou sendo obrigado a tomar me trazem ideias interessantes para o futuro. Eu poderia, por exemplo, criar um mecanismo dentro do Submundo que conecte todos os bares, prostíbulos e estabelecimentos correlatos onde frequentam uma variedade enorme de grupos para que as informações chegassem até mim em primeira mão. Se bem que eu não devo ser o único gênio na face da terra, ainda que o maior, e alguém que está lá há muito mais tempo provavelmente já o fez, só preciso mesmo me preocupar em como entrar nesse meio.

Agora deixando um pouco de lado as minhas projeções futuras, a noite caia e isso era suficiente para me fazer eu me sentir mais vivo do que nunca. Quando você é criança, a noite pode ser assustadora porque existem monstros escondidos debaixo da cama. Quando você é adulto você descobre que os monstros estão presentes nas próprias pessoas, através da ganância, solidão, arrependimentos, e é aqui que se faz valer as oportunidades, nos ruídos noturnos.  

Foi quando aquela conversa entre os dois homens chamou a minha atenção. Um navio cheio de turistas era um cenário bastante animador, afinal de contas eles iriam querer explorar os diversos atrativos para arrancar o máximo de dinheiro do bolso dessas pessoas e assim como eu, imagino que além das muralhas seja um recurso muito importante para atingir esse objetivo. — Com licença, senhores, precisam de ajuda? — Em uma primeira abordagem eu me aproximaria do velho careca que aparentava ter alguma dificuldade em sua coluna e com os meus braços fortes o ajudaria a carregar o que quer que fosse que ele estivesse carregando naquele instante. — Seis braços são mais úteis do que quatro, não é mesmo? — Tentaria amenizar a minha abordagem repentina.  

— Meu nome é Leopoldo e, sem querer ser intrometido, mas já sendo, eu acabei ouvindo sobre a preocupação de vocês. — Levaria o carregamento até o lugar indicado e voltaria para pegar mais, caso houvesse. Dando uma atenção maior para o velho careca. — Aprecio o trabalho que o senhor faz com essas esculturas. Essa pessoa me disse certa vez que é a partir de trabalhos como esse que é possível expressar sentimentos como raiva, angústia e medos, a qual grupo o senhor pertence? — Perguntaria. — Sobre o dia cheio de amanhã, talvez eu tenha como ajudá-los. — Depois de concluído minha apresentação eu faria a minha jogada.

— Em um cenário como esse é interessante que você crie uma unidade dentro desse grupo e não que eles fiquem dispersos pela ilha. A primeira estratégia que eu adotaria seria colocar um guia para acompanhá-los por lugares e comércios estratégicos. — Diria confiantemente. — De preferência por comércios que sejam interessantes para vocês, podendo assim correr atrás de permutas, ganhando uma comissão generosa ao passar com esse grupo por esses lugares. — Acrescentaria. — E não menos importante, fornecer passagem além das muralhas pode ser um diferencial. Ao dar a eles o gostinho dessa experiência eles contarão para seus amigos, que contarão aos seus familiares e assim você cria esse ciclo vicioso. — Faria uma pausa assim que terminasse de concluir o carregamento. — Eu acredito ter apresentado boas idéias e tenho muito mais em mente, se vocês me permitirem, claro. O que acham de tomarmos uma juntos? A noite é apenas uma criança. — Concluiria.      


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Re: A origem de um Império Qui Nov 25, 2021 10:17 am

~Narração~



Leopoldo se aproximava dos velhos tentando ser prestativo, mas o careca parecia desconfiado (ou incomodado)e negou sua ajuda.

-Eu tenho apenas oitenta e cinco, não sou um velhote que precisa de ajuda, obrigado.

A forma lenta e cheia de enroscos que o velho se movia diziam o contrário de sua boca, mas ele parecia tomar uma ajuda como um insulto, ou talvez lembrar que estava velho o fazia mal, mas de qualquer forma continuaram a conversar, agora com Leopoldo no papo.

Após Leopoldo se apresentar, os velhos se apresentavam, o escultor se apresentava como Baldur, o de vendedor de papetes se apresentava como Moustachio.

-Moustachio é um nome feio pra carai, todo mundo que te conhece te chama de Mou, se apresente como Mou…

-Tomar bem no meio desse teu rabo veio você não quer não, né?

O careca ria de sua piada com o nome do companheiro, pareciam ser amigos de data. Leopoldo então tentava convencer os homens a abrir os portões pros turistas, os homens riam.

-HAHAHAHA você não é daqui né? O dinheiro que esses turistas trazem não é nada pros nobres de dentro dos muros, para eles, os turistas são escória assim como a gente… Pobres, sujos e indecentes… E mesmo que viessem turistas ricos o suficiente para os interessar deixar que entrem lá… Não veríamos a cor dessa grana, serviria apenas para nos fuder mais… E vou ter que te deixar beber sozinho, não bebo e tenho uma filha para cuidar…

Dizia o vendedor de esculturas.

-Inclusive, ela que esculpe esses trabalhos, não sei qual sentimento que ela usa, apenas os vendo.

-Ela anda esculpindo muitos casais e coisas amorosas, deve ter se apaixonado… Talvez esteja de namorico por ai… Deve aparecer grávida daqui a pouco HAHAHAHA…

-Engraçaralho pra cadinho, Mou… Enfiou um palhaço no toba hoje de manhã foi?

-Hahaha… Vai pra casa velho… Eu vou beber…

-Velho é esse teu cu murcho…

-Também te amo…
-Vai se fuder…


O careca pegava suas coisas e ia gritando xingamentos para Mou conforme se distanciava, já o outro homem ria dos insultos  ao lado de Leopoldo, eles pareciam ser muito amigos apesar do linguajar um com o outro.

Mou terminava de pegar suas coisas, colocava num caixote com rodinhas e dizia:

-Eai, bora tomar uma então? Escolhe o bar...


Não abra:
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Re: A origem de um Império Ter Nov 30, 2021 6:17 pm


Se eu tivesse um pingo de empatia, talvez eu me encontrasse decepcionado por ter minha ajuda recusada por aquele homem que claramente precisava. Mas eu não o julgava. Ele provavelmente deve ter crescido em uma época em que sentar o pau e resolver os problemas na bordoada era normal. Mesmo contra um cara mais forte, encarar uma briga pela sua paz e pelo respeito é uma boa forma de encarar as coisas, e ao que parece mesmo a sua recusa significava muito para ele. Outro detalhe que me chamava à atenção era a maneira como aqueles dois conversavam entre eles. Pareciam duas crianças de quatorze anos em corpos de oitenta e isso me cansava um pouco. Se eu insistisse com aquilo e a balconista de antes tivesse mesmo certa, era bom que esse vendedor de papete tivesse alguma informação útil.  

— Então vamos indo, senhor Moustachio. — Sinalizei com o braço direito para que ele caminhasse à frente. — O senhor escolhe o local e eu entro com a grana, combinado? — Diria. Quando pudesse notar estarmos suficientemente afastados de Baldur ou mesmo as sós eu sacaria o meu revólver e o engatilharia, provocando aquele barulhinho nada indigesto como um click e colocaria o cano gélido na altura de suas costas. — Ao primeiro sinal de alarde eu puxo o gatilho e o seu amigo Baldur vai amanhecer lamentando no seu funeral. — Anunciaria. — Agora nós iremos fazer um pequeno desvio em nossa rota. — Meu perfeccionismo para que o meu movimento ocorresse sem sustos me levaria a procurar por um local isolado como um beco ou corredor, atrás de uma lata de lixo ou uma construção abandonada, um lugar onde poderíamos conversar sem sermos interrompidos. — Por ali. — Sinalizaria assim que encontrasse o local que atendesse a esses padrões.

Ali no beco ou corredor eu me afastaria não mais do que um metro de distância, o suficiente para que ele ficasse de frente para mim. — Agora eu tenho a sua atenção? — Diria eu, o homem com a arma. — É o seguinte, senhor Moustachio. Eu pretendo entrar nos limites da cidade alta e para isso é preciso de uma credencial, item esse que já ficou claro que eu não possuo. — Começaria. — A fim de mudar esse cenário eu andei me informando e chegou até mim que "esse vendedor de papetes com um bigodão" conhece os meios para se atingir esse objetivo. O senhor o conhece ou se identifica? — Perguntaria dando enfase no trecho entre aspas. — Esses "pivetes" que entram lá para pegar mercadorias... Para quem eles trabalham? Para o senhor? Eu quero saber tudo sobre essa pessoa ou rede e se há autoridades do outro lado da muralha que são coniventes com essa operação. — Continuaria. — Eu acredito estar pedindo algo muito simples e conto com a sua colaboração. O senhor colaborando comigo eu o deixo ir e quem sabe até pago a bebida prometida, caso contrário essa foi a última noite que você se encontrou com seu amigo Baldur. — Diria em um tom sério de ameaça, com os olhos penetrados nos seus.

Qualquer movimento brusco que ele esboçasse ou se ele tentasse chamar a atenção de alguém, eu daria um tiro de aviso para o alto a fim de trazê-lo de volta para a sua realidade. Caso isso não fosse o suficiente para freá-lo, eu buscaria acertá-lo com uma coronhada na altura do tímpano esquerdo a fim de desorientá-lo para que então, quando ele recobrasse a consciência novamente, pudesse retomar as perguntas.         


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Re: A origem de um Império Qua Dez 01, 2021 11:13 pm

~Narração~

O vendedor de esculturas se distanciava enquanto Leopoldo dizia que pagaria a bebida, Mou ria e dizia:

-Você vai pagar? HAHAHA… Olha rapaz, eu não curto homem não… Mas se quiser pagar uma pinga mesmo assim, o bar da leoa será foda, bora lá…

O homem parecia muito empolgado em beber após seu dia de serviço, mas assim que eles entraram numa rua mais erma do mercado, agora vazio pela ausência de vendedores, Leopoldo sacou sua arma e a colocou na nuca do homem anunciando suas intenções e o levando para um beco logo ao lado para o interrogar.
Uma gota fria de suor escorria pelo rosto de Mou e se escondia atrás de seu bigode conforme ouvia as falas do careca.

-Olha eu sei que tá tendo algo do tipo… Tem um bar do porto que tá rachando o cu de ganhar dinheiro vendendo pinga cara roubada dos ricos para marujos e piratas, fiquei sabendo disso e ando puto por não conseguir algo que me dê a mesma grana, mas não faço parte do esquema cara, eu juro… Eu não sei se tem autoridade enfiada nisso, nem quem manda no quê, mas a madame Gravati dona do bar joga truco com a galera de vez em quando e quando bêbada falou que tava com bastante grana porque os garotos dela traziam as bebidas de dentro dos muros… Isso é tudo que eu sei… Eu juro…

Enquanto conversavam, um marinheiro em patrulha passou na frente do beco chamando atenção de Mou que se moveu como se fosse  pedir ajuda, o careca então fez algo que era um tanto quanto estranha para alguém que não queria chamar atenção, ele atirou para cima, alertando o marinheiro para o beco e fazendo Mou se jogar no chão em posição fetal tapando as orelhas, resmungando para que não atirasse nele.

-EI VOCÊ PARADO AI…


Leopoldo estava em um beco sem saída, próximo ao muro final do mesmo, com Mou resmungando e provavelmente chorando em seus pés e um marinheiro muito musculoso, da pele escura e o uniforme quase explodindo por causa dos músculos, vinha andando rumo ao fundo do estreito beco cheio de sacos de lixo e goteiras.


marinheiro:
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Re: A origem de um Império Qua Dez 08, 2021 12:40 am


Ter a atenção de um oficial da lei era tudo o que eu não queria e muito menos precisava. — Está satisfeito agora? — Aproximaria-me de Mou, agachado, para que ficássemos suficientemente próximos, e o tomaria pelo colarinho. — Você vai consertar a merda que você acabou de fazer, do contrário eu não vou só ser obrigado a te matar, como matar também esse marinheiro e o seu amigo e os familiares de vocês. — Diria em um tom de ameaça. — Eu vou dizer o que nós vamos fazer: você vai se levantar comigo e confirmar tudo o que eu disser a partir de agora. Estamos entendidos? — Instruiria-o ao pé do ouvido e em um tom suficiente apenas para que ele pudesse escutar antes de ajudá-lo a se levantar. — O senhor está bem? Está machucado? — Diria agora em um tom audível para que o marinheiro pudesse testemunhar uma preocupação de minha parte, certamente o confundiria.

— Boa noite, oficial da lei! — Acenaria para o agente com uma meia mesura e ajeitando a lapela do meu paletó a fim de reafirmar minha etiqueta. — Ainda bem que você estava passando por perto. Eu não sei o que seria de nós sem a sua presença, parece que foi um anjo que o enviou. — Com esse corpo e a sua roupa de trabalho quase que criando vida para sair daquela situação de aperto, eu não duvidaria que ele tivesse o ego do tamanho do mundo. — Nós acabamos de sofrer uma tentativa de assalto, mas felizmente consegui afugentá-lo com o meu revólver, não é mesmo Moustachio-sama?! — Sinalizaria para que Mou desse a sua contribuição para a cena.

A partir disso, caso o vendedor de papetes resolvesse sair do personagem e colocar em risco aquilo que eu mais prezo: a minha própria vida, eu estaria pronto para reagir. — Bem, eu tentei o ajudar, eu juro. — Nesse instante, assumiria o idoso como meu refém, envolvendo o meu braço esquerdo ao redor do seu pescoço e apertando o gatilho do meu revólver contra o seu tímpano. — Você aí, brutamontes, se você mover um músculo que seja eu irei disparar e, como um homem da lei que você é, estou certo de que você não vai querer tomar parte disso, correto?! — Falaria em um tom sério e compenetrado. Como alternativa, minha visão aguçada estaria atenta à vizinhança em busca de um espaço qualquer, uma porta entreaberta, uma oportunidade de fuga no geral que surgisse.

Analisando o seu porte, não era difícil presumir que ele fosse um lutador marcial ou que possuísse um estilo de combate correlato. Não, eu posso estar sendo bastante ingênuo, é melhor eu adotar medidas para evitar surpresas. — Levante os braços para que eu possa vê-los e fique a uma distância segura de 20 metros ou eu juro que vou estourar os tímpanos dele. — Reforçaria enquanto buscaria me aproximar, ainda com Mou sobre o meu domínio, próximo dos sacos de lixo e das goteiras. Das goteiras, conforme elas pingassem, eu usaria da minha habilidade no campo da precisão temporal para encontrar um padrão, um intervalo de tempo que fosse que pudesse agregar naquele confronto. — Então é isso. — Diria confiantemente após encontrar uma resposta. Essa informação seria usada para mapear algum vício ou linguagem corporal que o estilo de combate do marinheiro possuísse. Algo como o estalar dos dedos que pudesse denunciar o início de sua investida ou o balançar do pescoço que pudesse acusar a direção de um golpe.

— E agora, velhote, o que eu faço com você? — Diria em um tom baixo o suficiente para que apenas Mou escutasse. — É eu cogitei isso, mas por incrível que pareça você é mais útil vivo do que morto. — Indicaria que não iria matá-lo. No entanto, eu desferiria uma coronhada com o cabo do revólver contra a sua cabeça, aquilo seria o suficiente para que se não apagá-lo, neutralizá-lo pelo tempo necessário.

Na sequência eu aproveitaria dessa oportunidade para concentrar todos os meus esforços para combater o marinheiro. — Eu não esperava entrar em um confronto com a marinha tão cedo em minha jornada, mas esse receio não é maior do que o meu objetivo. — Com uma estrutura como a sua, com o seu abdômen mais próximo de uma fortaleza de tijolos, era possível que minhas munições encontrassem dificuldades para atingir um órgão vital. Com isso em mente, com a palma da mão esquerda apoiando a direita no cabo do revólver, eu começaria a atirar em círculos, no sentido horário, na altura do seu pescoço, rosto e ouvidos e mãos e joelhos e com as respostas encontradas anteriormente - caso as tivesse obtido - suas partes vulneráveis.

Caso nenhum dos meus tiros acertasse ou aquele que o acertara não tivesse sido o suficiente para frear a sua investida, eu aguardaria até que ele atingisse uma distância máxima de três metros e então rolaria para a direção oposta visando a sua retaguarda e após retornar para uma posição baixa de joelhos, eu buscaria agora disparar uma combinação de tiros na altura de sua coxa, patela e tornozelos.    

Caso eu fosse feliz em uma de minhas ações, eu me aproximaria o suficiente do corpo daquele homem e eu esperava que ele tivesse vivo e atiraria contra ambos os ouvidos. — É muito cedo para matar um marinheiro. — Concluiria. Além de deixá-lo com graves sequelas, muito provavelmente surdo, diminuiria em muito as chances de ele me reconhecer no futuro. Porém, em caso de ter falhado, presumo que a minha situação não estará das melhores. Mas eu tenho uma ideia para ao menos, tentar o menor prejuízo possível.

Com as chances de o meu oponente conseguir quebrar a distância entre nós, eu procuraria me abrigar de costas para uma parede e com o rosto curvado na altura do peito, ganhar o tempo necessário para que com a arma em minha mão dominante, pudesse desferir disparos a curta distância em direção aos seus pés e virilha. Caso conseguisse sair de baixo dos seus braços, voltaria a rolar, adotando a mesma estratégia de antes.

No entanto, no cenário mais otimista, para o caso de Mou ter colaborado com a minha narrativa e o marinheiro não tivesse prosseguido para o caminho de um combate, eu o guiaria até a saída do beco. — Até mais, marinheiro, agradeço pelos serviços prestados. — Diria em um tom sarcástico. — Parabéns, você passou no teste e talvez essa seja à hora de tomarmos aquela bebida, o que acha? Viu como podemos fazer dessa uma boa parceria? — Novamente a sós com meu mais novo amigo Mou, via com bons olhos a visita para o lugar anteriormente citado. — Eu quero saber tudo sobre essa Madame Gravati no caminho... — Finalizaria.         


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Re: A origem de um Império Seg Dez 13, 2021 6:56 pm

~Narração~

O careca tinha uma ideia, mandava o velho fingir com ele para não morrer e se fingia de salvador para o homem que se aproximava, no entanto o velho medroso não era tão bom ator e ficava claro pro marinheiro que era uma mentira, isto forçava Leopoldo a por a arma na cabeça do velho e ameaçar o marinheiro, que cruzava os braços em desdém.

-Deixe me te dizer o quê que VOCÊ não quer fazer parte, você abaixa sua arma, se entrega bonitinho e fica numa cela com alguns ladrões de meia tigela um tempo antes de ser solto quase sem apanhar após algum tempo… Ou você atira, mata um vendedor inocente, me emputece, emputece meu chefe, emputece a cidade, ai serei obrigado a te espancar, chamar uns colegas, te espancar mais, arrancar sua roupa e te deixar pela um mês na cela dos estupradores…

Bonfiglio não parecia interessado em se entregar e derrubou o velho, retirando assim o único escudo que tinha para impedir o avanço do marinheiro que partiu para cima dele instantaneamente, o careca mirava tiros letais, mas o marinheiro ergueu a guarda dos braços e avançou gingando em velocidade, fazendo os tiros acabarem acertando seus braços de raspão fazendo seu sangue começar à correr.

Leopoldo era mais rápido, conseguia disparar várias vezes, mas se colocou de costas numa parede o que permitiu a aproximação fácil do marinheiro que já o tinha num beco. Leopoldo dava um tiro mirando na coxa esquerda do homem e acertava meio lateralmente a mesma, no entanto ao mesmo tempo o homem o acertava um gancho de direita nas costelas, o jogando sem ar no chão.

-Essa sua arminha é chata demais… Vou ficar todo dolorido depois nesse ritmo… Ahhh…

O homem reclamava enquanto aproveitava do tempo que Leopoldo levava para se levantar no fundo do beco para armar-se de um par de manoplas de aço.

-Espero que você goste de usar peruca meu caro, galera da prisão gosta de puxar cabelo…

Não abra:
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