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Dia 1 - Faíscas Ter 5 Out 2021 - 18:10
Dia 1 - Faíscas

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Samael D. Avery. A qual não possui narrador definido.

_________________

Dia 1 - Faíscas J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: Dia 1 - Faíscas Sab 9 Out 2021 - 23:53


AVERY

Post - 1



    Em um canto afastado do porto, logo acima de um monte de areia, diversas lápides estavam fincadas no chão. Esse é o lugar onde criei um memorial para meus pais e companheiros que partiram cedo. Não há muitas, mas o suficiente para refletir quanto mais eu aguentaria perder pessoas queridas. O alívio da minha consciência é o sorriso que todos tinham em seus últimos momentos. Eles morreram pela família, nossa família, e isto é motivo de orgulho e não lamento.

    Meu pai foi oque teve o sorriso mais largo e a ele pertence a maior das lápides. Me ajoelharia em uma perna só e passaria os dedos no entalhe na madeira, “O One Piece vos aguarda!”, era sua frase favorita. One Piece, o tesouro que Hazar D. Calico escondeu em algum lugar do mundo, “naquela ilha”, o maior mistério da atualidade. Milhares e mais milhares de pessoas se lançaram ao mar por causa de Calico. Novamente em pé, criara um chama na flor e a jogaria ao mar. É assim que homenageamos os nossos. Talvez este seja o único lugar que consigo me manter sério… mas não por muito tempo.

    Olhando para o mar, puxo o máximo de ar que consigo e grito a plenos pulmões. Em um movimento rápido e preciso, giraria o corpo em direção a ilha e encararia quem ainda está comigo, Anne. — Fim do descanso. — sentaria em cima da lápide e daria início a nossa reunião — Precisamos traçar nossos próximos passos — ontem fizemos uma última celebração com as Serpentes Celestiais, nossa eterna família — Chegou a hora de sairmos da ilha e navegarmos até a Grand Line. Já faz um tempo que penso nisso, mas acho que agora é a hora perfeita — ergueria três dedos da mão direita, cada um com uma labaredas na ponta — Por muito tempo, essa ilha foi a casa das Serpentes Celestiais. Brigamos e derramamos sangue em cada beco e esquina desse terminal. É um lugar sagrado e continuar com um novo grupo não seria o certo. Devemos passar a tocha para outra geração de gangues tentarem a vida. — abaixaria um dedo. — Segundo. Se devemos marcar nosso nome na história, precisa ser entre os mais fortes, na Grand Line — isso mesmo, não é um desejo e sim um dever. Abaixaria outro dedo, ficando apenas com o indicador levantado — E é claro. Imagine quanta diversão ah por aí, quanto mistérios a serem desvendados, quanto ouro a ser roubado HAHAHA. — gargalharia alto.

    A resposta de Anne não me surpreende, eu quero entrar pra história e ela quer ser a mais forte, nosso lugar é na Grand Line. — Está decidido então. Nós vamos zarpar — começaria a andar em direção ao porto —  Quer dizer…cof, cof, tem algumas coisas que quero fazer antes de irmos — minha expressão travessa denunciava a intenção de uma última bagunça — Soube que a igreja tem alguns segredos escondidos… cof, cof — cuspiria a fuligem misturada com sangue e saliva no chão. — E não fizemos nenhum roubo na Cidade Alta. Talvez seja bom pegarmos um pouco de ouro pra viagem. — estava ignorando completamente os preparativos. Numa pose pensativa, expunha minha principal dúvida — A pergunta é, como entrar e sair da Cidade Alta? —

    As vezes acho que Anne me entende melhor que eu mesmo. Sua frase fazia uma ideia surgir em minha mente. Começaria a caminhar em direção ao Terminal Cinza, as mãos nos bolsos e sorriso no rosto, aproveitaria o clima, não importando como estivesse.

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Última edição por Rangi em Dom 10 Out 2021 - 12:16, editado 1 vez(es)
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Re: Dia 1 - Faíscas Dom 10 Out 2021 - 10:02


ANNE

Post - 2



Olhava de forma irônica para Avery, que seguia à minha frente ditando o caminho que seguíamos, ainda que eu desconfiasse que ele mesmo não sabia pra onde estávamos indo. O ato dele de ajeitar as roupas era engraçado, toda sua etiqueta, combinada com sua postura desengonçada, e com as roupas que foram claramente adaptadas, e não feitas, para comportar a existência de suas asas, o fazia parecer até fofo enquanto se arrumava.

Mas o meu olhar de divertimento se substituiria por um de preocupação assim que as tosses que Avery ressurgissem, enquanto escutava as tosses já me adiantaria em direção ao Celestial para bater em suas costas enquanto gritava mordazmente. -Pode cuspir.- Ele tinha a desagradavel mania de engolir a fuligem que sua doença formava em seus pulmões, um completo idiota, mas ainda sim, um idiota que eu me preocupava.

De uma forma ou de outra, eu fecharia a cara para ele, sabia que ele não se cuidava como deveria. Mas eu não conseguia manter minha expressão séria por muito tempo, principalmente ao ver a animação quase infantil que ele expressa ao vislumbrar alguma novidade na cidade.

Correríamos então, juntos, em direção à origem do som de obras. Enquanto Avery era mais sutil ao realizar ameaças e evitar brigas, eu seguiria atrás, pronta para reagir aos mais corajosos transeuntes que tivessem dispostos a começar uma briga, pra esses miraria um soco rápido no seus queixos, e os derrubando ou não, aproveitaria a chance, enquanto eles estavam desnorteados, para passar e sumir entre as outras pessoas, seguindo meu parceiro de perto.

Ao chegarmos no local, a primeira coisa que faria seria olhar para trás, para ver se estávamos sendo seguidos. Se não estivéssemos, maravilhoso, voltaria minha atenção na mesma direção que Avery e observaria exatamente o que tinha atraído a atenção do meu amigo. Mas se eu identificasse em meio a multidão algum figura que avançasse em nossa direção, fixa, como se nós seguisse, agarraria Avery pelos ombros e o puxaria apontando para algum beco qualquer, o primeiro a nossa vista, entrando já me posicionaria no fundo beco, em um local visível, na minha melhor atuação de “Fugitiva que encontrou um beco sem saída".

Se por outro lado tudo corresse bem, apenas seguiria Avery nos seus planos ardentes e na verdade, um tanto fanáticos ou psicóticos. Nas primeiras duas ou três vezes apenas assistiria ele espancar e passar a sua mensagem, mas então começaria a achar interessante o processo, e na próxima estaria jogando Avery para o lado, sendo eu a bater no delinquente, dando dois socos fortes com minha direita em seus olhos, só para ter certeza que ficaria roxo e inchado e então chutaria seu joelho para derrubá lo, se já não tivesse caído, antes de pisar em sua cabeça e falar -Eu sou Anne… E… Er... Como que era mesmo?- Indagaria Avery por fim, tendo esquecido do discurso, e então tirando meu pé da cabeça do delinquente, para abrir espaço pro meu parceiro. Nas próximas eu apenas bateria e derrubaria os delinquentes, dando espaço para Avery falar.

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Última edição por Liezi em Qua 13 Out 2021 - 22:01, editado 1 vez(es)
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Re: Dia 1 - Faíscas Seg 11 Out 2021 - 10:31


NARRAÇÃO

Post - 01



O astro rei brilhava intensamente naquela manhã tranquila em Dawn, a ilha em questão era bastante tranquila, isso é, quando as serpentes celestiais não aprontavam das suas peripécias. Falando nesses, Avery e Anne se encontravam nas proximidades do porto, em um pequeno e simplório cemitério, onde estavam alguns dos membros do grupo em questão. A dupla estava conversando de maneira tranquila, definindo seus planos para partir rumo a Grand Line, afinal, Dawn era muito pequena para os anseios do doente homem. A mulher estava ali, ouvindo atentamente as palavras do seu parceiro e sentindo-se animada com tudo aquilo.

De onde estavam era possível ver o porto da cidade, era notável o alto fluxo de gente subindo e descendo de embarcações. Aquelas pessoas exportavam e importavam mercadorias diversas, provavelmente para abastecer o estoque nos estabelecimentos da ilha, principalmente na área mais rica do lugar. Carroças iam e vinham, repletas por conteúdos variados: Alimentos, tecidos e afins. Por último, alguns metros do lado oposto ao Porto, um pequeno aglomerado de pessoas pareciam trabalhar na construção de algo, não dava para entender ao certo oque era, porém, aparentava ser algo grande.



Narração
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AveryNúmero de Postagens: 01
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AnneNúmero de Postagens: 01
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Re: Dia 1 - Faíscas Ter 12 Out 2021 - 23:17


AVERY

Post - 2



    O porto de Goa, agitado como sempre. Gosto desse lugar pela bagunça e movimento, todo tipo de coisa pode chegar pelo porto e com elas, oportunidades. Caminhava com as mãos ajeitando as roupas numa tentativa de deixá-las mais confortáveis. A tarefa é mais desafiadora do que aparenta, esse tecido horrível fica roçando nas asas e travando meus movimentos, um verdadeiro tormento.— Cof.. Cof — engoliria a fuligem dessa vez, sentido o gosto estranho, mas engraçado.

    Meu intuito em vir aqui é buscar membros de outras gangues e tentar uma aliança. Invadir a Cidade Alta não é um desafio grande, vai precisar de muita gente, o lucro vai diminuir, mas melhor pequeno do que nenhum. Antes que conseguisse procurar alguém, algo fora do comum chama minha atenção, algo grande está acontecendo — Vamos lá ver — falo para Anne antes de correr em direção ao local.

    Abriria caminho pela multidão aos gritos e empurrões — SAIAM DA FRENTE PORRA —. Se alguém olhasse torto ou reclamasse, já pouparia tempo de briga — Oque foi? Quer uma queimadura nova por acaso? —. Ao chegar no local, olharia para ver a situação e conseguir informações da situação. Olharia não só para oque estava sendo construído, mas também para as pessoas que estavam trabalhando, suas vestes e posturas, tentando descobrir qual era o destino daquilo. Se fosse algo que não entendia, perguntaria desrespeitosamente para que todos pudessem ouvir — Que diabos é isso? —. Mas ainda que pudesse achar tudo aquilo importante, no momento outros planos me aguardavam.

    Na possibilidade de sentir o chamado de Anne no meu ombro, não pensaria duas vezes antes de segui-la. Minha amiga sempre foi mais atenta e sempre confiei em seu julgamento. É uma amizade que sempre nos colocou em vantagem sobre os outros grupos. A seguiria até o local e assumiria minha posição na armadilha. Cobriria a mão com chamas e quando ela atacasse, desferiria um gancho no queixo do nosso perseguidor.

    Sairia da multidão da mesma forma que entrei. Se conseguisse me afastar o suficiente, varreria o local com os olhos caçando meus alvos: delinquentes. Encontrando um, estaria com o sorriso aberto e já flexionando os joelhos. Realizaria uma investida no momento seguinte em direção do homem/mulher que estava com sorte de poder trabalhar comigo. Em uma distancia boa, aproveitaria a força da corrida para desferir um cruzado no rosto, jogando todo o meu peso sobre ele(a).

    Caso caísse no chão, pisaria em seu peito e aproximaria o rosto tentando inutilmente parecer discreto — Ei, você. Eu sou Samael D. Avery, ex-líder das Cobras Celestiais. Estou com um trabalho grande e com muita grana, fala pro seu chefe que o Avery e a Anne querem encontrá-lo daqui dois dias na divisa do terminal com a floresta. Um quilômetro a oeste da rota que leva a Foosha.— tiraria o pé de cima da pessoa e começaria seguir meu caminho em busca do próximo alvo até que me lembraria de uma coisa. Deixaria as chamas cobrirem minha mão direita — Ia me esquecendo —. Faria um dash em direção da mesma pessoa que estava em cima momentos atrás e pressionaria a mão ardente sobre seu busto ou costas, caso já tenha se virado. Eles não me levariam a sério se não mandasse um mensageiro sem alguns hematomas. — Vai num médico que não fica cicatriz nenhuma —. Terminado com ele, correria os olhos mais uma vez em busca do meu próximo mensageiro e realizaria o mesmo processo.

    Até iria atrás de mais alguns, mas porque fazer isso se tem gente que pode fazer por mim. Tiraria algumas notas do bolso e veria quanto ainda tinha, 250 mil. Como disse anteriormente, o porto é um lugar de possibilidades, não só eu penso assim, mas os arruaceiros mirins também. Se tivesse algum por perto, os chamaria com um aceno — Ei pirralhos, querem ganhar alguns trocados? — Se ficassem desconfiados, mostraria as notas para eles — Não tenho o dia inteiro, é pegar ou largar —. Colocaria-me de joelhos para poder encará-los nos olhos — Seguinte, diz por aí que o Avery e a Anne têm um trabalho grande. Coisa pesada. Vão dar preferências para as gangues grandes e velhas. O ponto de encontro é… — e daria a mesma localização que dei para meus alvos anteriores. Pagaria-os pela quantidade de arruaceiros, se tivesse 1 ou 2, daria 100 mil para cada. Se tivesse 3 ou mais, 50 mil. Sem me importar de sobrar algo.

    A maioria das gangues usa crianças de rua como informantes. Eu mesmo usei várias vezes. Ficamos sabendo das notícias frescas e as crianças ganham por cada pessoa que as compra. Todos os lados saem ganhando.

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Re: Dia 1 - Faíscas Qua 13 Out 2021 - 22:03


ANNE

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  Olhava de forma irônica para Avery, que seguia à minha frente ditando o caminho que seguíamos, ainda que eu desconfiasse que ele mesmo não sabia pra onde estávamos indo. O ato dele de ajeitar as roupas era engraçado, toda sua etiqueta, combinada com sua postura desengonçada, e com as roupas que foram claramente adaptadas, e não feitas, para comportar a existência de suas asas, o fazia parecer até fofo enquanto se arrumava.

  Mas o meu olhar de divertimento se substituiria por um de preocupação assim que as tosses que Avery ressurgissem, enquanto escutava as tosses já me adiantaria em direção ao Celestial para bater em suas costas enquanto gritava mordazmente. -Pode cuspir.- Ele tinha a desagradavel mania de engolir a fuligem que sua doença formava em seus pulmões, um completo idiota, mas ainda sim, um idiota que eu me preocupava.

  De uma forma ou de outra, eu fecharia a cara para ele, sabia que ele não se cuidava como deveria. Mas eu não conseguia manter minha expressão séria por muito tempo, principalmente ao ver a animação quase infantil que ele expressa ao vislumbrar alguma novidade na cidade.

  Correríamos então, juntos, em direção à origem do som de obras. Enquanto Avery era mais sutil ao realizar ameaças e evitar brigas, eu seguiria atrás, pronta para reagir aos mais corajosos transeuntes que tivessem dispostos a começar uma briga, pra esses miraria um soco rápido no seus queixos, e os derrubando ou não, aproveitaria a chance, enquanto eles estavam desnorteados, para passar e sumir entre as outras pessoas, seguindo meu parceiro de perto.

  Ao chegarmos no local, a primeira coisa que faria seria olhar para trás, para ver se estávamos sendo seguidos. Se não estivéssemos, maravilhoso, voltaria minha atenção na mesma direção que Avery e observaria exatamente o que tinha atraído a atenção do meu amigo. Mas se eu identificasse em meio a multidão algum figura que avançasse em nossa direção, fixa, como se nós seguisse, agarraria Avery pelos ombros e o puxaria apontando para algum beco qualquer, o primeiro a nossa vista, entrando já me posicionaria no fundo beco, em um local visível, na minha melhor atuação de “Fugitiva que encontrou um beco sem saída".

  Se por outro lado tudo corresse bem, apenas seguiria Avery nos seus planos ardentes e na verdade, um tanto fanáticos ou psicóticos. Nas primeiras duas ou três vezes apenas assistiria ele espancar e passar a sua mensagem, mas então começaria a achar interessante o processo, e na próxima estaria jogando Avery para o lado, sendo eu a bater no delinquente, dando dois socos fortes com minha direita em seus olhos, só para ter certeza que ficaria roxo e inchado e então chutaria seu joelho para derrubá lo, se já não tivesse caído, antes de pisar em sua cabeça e falar -Eu sou Anne… E… Er... Como que era mesmo?- Indagaria Avery por fim, tendo esquecido do discurso, e então tirando meu pé da cabeça do delinquente, para abrir espaço pro meu parceiro. Nas próximas eu apenas bateria e derrubaria os delinquentes, dando espaço para Avery falar.

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Re: Dia 1 - Faíscas Qui 14 Out 2021 - 22:31


NARRAÇÃO

Post - 01



Samael e Anne dialogavam sobre o futuro, uma nova construção estava sendo levantada perto do porto de Goa, na verdade, não era um simplório empreendimento. A dupla desceu de onde estava, indo em direção ao amontoado de homens e crianças que trabalhavam naquela obra. Avery abriu o caminho aos gritos, no momento que sua voz se espalhou pelo lugar, os olhares dos trabalhadores e curiosos se voltaram para ele. Cochichos e sussurros eram ouvidos, entretanto, não conseguiam saber com certeza do que se tratava.

Anne era uma mulher atenta, acredito que se não fosse ela, Avery já teria passado dessa para melhor em outros momentos. Ninguém ousou rebater os gritos do rapaz, apenas, deixando o caminho livre para que o doente se aproximasse da construção que gerou interesse em sua pessoa. O lugar ainda estava sendo levantado, as paredes feitas de blocos com concreto pareciam que iriam alcançar os céus, a fachada era a parte que mais estava definida, contando com quatro pilares cilíndricos e robustos, uma arquitetura um pouco estranho para o lugar, contudo, que passava um certo requinte. Entretanto, o que realmente chamava  a atenção da dupla era uma pequena placa, sustentada por uma viga de madeira maciça, o objeto contava com uma frase escrita em letras garrafais: Propriedade da Família Megle.

Provavelmente aquele nome era o bastante para que nenhum vândalo ousasse chegar perto dali, entretanto, sabemos que Avery não teme a ninguém – Esse é o início do novo Porto de Dawn, responsável por receber figuras importantes. Pelo que foi dito, aquele amontoado de terra dará lugar a outros estabelecimentos. – Disse um dos homens que ali trabalhavam. Aquilo podia mexer com o rapaz, já que o cemitério iria ser destruído e todos aqueles ali enterrados, seriam descartados como entulho. De qualquer modo, por mais atentos que pudessem estar a possíveis inimigos, no momento tudo estava devidamente tranquilo e seguro.

Aquilo gerou a oportunidade para Samael procurar por algumas pessoas típicas do seu convívio: delinquentes. Ali mesmo na obra ele encontrou alguns deles, jovens crianças que auxiliavam os trabalhadores contratados em funções mais simples, afinal, eles deviam levar o dinheiro para casa e a parcela dos seus respectivos chefes. Ah! Vocês não sabem? Dawn é repleta de gangues e trombadinhas, os protagonistas são da mesma laia – Ok. – Disse um rapazote de cabelos cacheados e amarelados, seus olhos não pareciam temer a figura que estava na sua frente, por mais perigosa que ela fosse. O garoto que foi jogado pelo homem no chão se levantou com dificuldades, passando a mão pela sua garganta – E-espere! – O olhar confiante dava lugar ao medo, as chamas acesas na mão de Samael acertaram em cheio o peito do jovem, deixando uma marca dolorida naquela região, talvez, ele estivesse criado mais um inimigo em Dawn Island. O menino correu enquanto as lágrimas despencavam do seu rosto, partindo sentido a área menos civilizada da região.

Não parando por aí, a dupla se dirigia agora a outras crianças no local, que claramente estavam com o medo estampado em suas faces. Porém, ao verem a grana nas mãos do incendiário, um sorriso amarelo surgia em seus rostos. Em meio a fala do homem, Anne parecia tentada a agir como seu parceiro, empurrando o mesmo e aplicando dois fortes socos na face do menino, visando deixar marcas em seu corpo – EI! PAREM COM ISSO! – Disse um menino antes de correr tão rápido, que até o narrador duvidava que aquela criança era um humano normal, já que em poucos segundos ficou tão longe ao ponto de Anne e Avery o perderem de vista. A quantidade de crianças – mesmo com medo – foi tamanha, ao ponto de só sobrarem míseros 10 mil berries para Avery, contudo, ele sabia que sua mensagem chegaria às gangues que atuavam nos pontos mais extremos de Dawn.

Por último, a dupla viu todo seu plano entrando em ação. Os garotos e garotas corriam em diversas direções, os trabalhadores continuavam suas ações sem dar tanta atenção para Samael e Anne, continuavam virando a massa e levantando mais e mais paredes. Alguns barcos chegaram no porto, pareciam ser comerciantes trazendo cargas que iriam abastecer os pontos mais chiques da ilha, a Cidade Alta. Tudo parecia – aparentemente – normal, resta saber quais os próximos passos daquelas duas figuras únicas.


Legendas:
NPC’s


AveryNúmero de Postagens: 02
Contagem Doença Degenerativa: 02/10
Ganhos:

  1. Nada


Perdas:

  1. 240.000 B$ - Pagamento para enviar mensagem por Crianças - POST 02


Ferimentos:

  1. Nada



AnneNúmero de Postagens: 02
Ganhos:

  1. Nada


Ferimentos:

  1. Nada


Perdas:

  1. Nada






Rangi
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Re: Dia 1 - Faíscas Ter 19 Out 2021 - 22:35


AVERY

Post - 3


Quando disse que o porto é um lugar de oportunidades, referia-me a crescer na vida, mas a Família Meagle está de parabéns, são poucos os que querem tanto assim levar uma surra. — O'Que?? — sentia uma mistura de ódio e indignação claramente estampadas na face. Esses nobres idiotas pensam que podem chegar em qualquer lugar, tirar tudo do caminho e declarar que é deles. Vou mostrar pra eles que as coisas são bem mais embaixo. Não tenho nada contra a inovação, pelo contrário, a história tá aí pra ser superada, mas destruir ela já é um crime. Só os fracos precisam esquecer dos mais fortes para tomar seu lugar. Eu não via a hora de sair desse lugar, mas agora tenho assuntos pendentes com o porto e os Meagle. Pelo menos pude gastar minha raiva com os delinquentes.

Terminado os assuntos no porto, chegou a hora de preparar o roubo. Preciso saber como é a cidade alta, e com isso, descobrir como entrar e sair. — HAHAHA. Socos não são recados, tem que terminar as frases. — minha amiga escamosa gosta de uma briga, mas quem sou eu para julgá-la. — Agora precisamos de um plano. Temos que ser criativos dessa vez — termino com uma tremidinha ao sentir um beliscão nostálgico nas costas. Os sintomas voltaram rápido e os remédios acabaram, — Sim, a luta de ontem acelerou os efeitos. — é como dizem: se brincar com fogo, vai se queimar. Parece que Anne se afeiçoou a Velha Meng — Hmm, ia dar uma batida na Cidade Alta para ter ideias. Talvez arranjar confusão com os guardas para conseguir informações — isso vai ficar pra outra, não tem graça nenhuma sozinho — Mas sem você vou só matar tempo. Já sei! — quase tinha me esquecido — Vou atrás de alguém para me ensinar a decifrar códigos. Os segredos antigos geralmente são criptografados. O método para desvendá-los é bem difícil de aprender sozinho. — arfaria preguiçosamente — E dá um trabalho… —. Chegaria perto dela e daria um soco em seu peito, uma batida de punho e imitaria uma explosão quando afastássemos o punho — Até mais —

O centro é meu próximo destino. Caminharia pelas pessoas cantando uma música pirata que conheci em Foosha e com as mãos atrás da cabeça, bem relaxado. Pensava em tudo que vai me ocupar nos próximos dias. Começando pelas gangues. O plano é simples, fazer esses panacas trabalharem juntos. Isso seria um desafio à lógica em condições normais, mas dessa vez vai ser a parte fácil. A grande maioria dos delinquentes foram afetados de alguma forma pelo incêndio de 20 anos atrás, dar o troco deve ser o suficiente para amaciar seus egos. Agora que estou sem pessoal, eles vão ocupar esse papel. Depois, descobrir se entrar vai ser um problema, farei isso amanhã, se não for, melhor ainda, podemos fazer logo isso — Será que os portões são inflamáveis? Um pouco de óleo e tudo estaria resolvido —. Por último, os Meagle. Derrubar o lugar no soco não vai ser o suficiente, é necessário deixar uma mensagem. A imagem de um nobre gordo como espantalho me vem à mente.

Saindo um pouco dos meus devaneios, começaria a buscar alguma biblioteca no centro comercial. Se tivesse dificuldade, perguntaria para os lojistas e transeuntes — Ei, onde posso encontrar alguém inteligente que entende de códigos? Sabe, tipo um professor ou detetive. — seria bem expressivo com as mãos, como se explicasse para um idiota. Caso fiquem espantados comigo apenas diria — Para com essa cara de retardado e me aponta logo o lugar — mas se fugissem, iria atrás — OHH ok, eu te sigo até lá. — as pessoas estão cada vez mais prestativas.

Se conseguir a informação, agradeceria e seguiria as instruções. Independente do método, se encontrasse uma biblioteca ou professor, entraria no local chutando a porta — BOM DIA SÁBIO— mas consertaria minha postura com rapidez — Ops, desculpa. Foi força do hábito, minha intenção não é destruir nada. — agora está certo. Locais que guardam conhecimento exigem respeito e compostura, isso é o básico, até um incendiário como eu choraria ao ver um livro queimando. Puxaria assunto com o mestre — Me chamo Avery. É um prazer conhecê-lo. Vim aqui em busca de conhecimento — diria estendendo a mão para um cumprimento — O passado e seus mistérios me fascinam desde a infância, mas sempre empaco nos códigos. Desvendar é bem trabalhoso, mas sem essa habilidade, nunca vou poder concluir uma pesquisa. — falaria em um tom amigável — Será que você não poderia me ajudar? —

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Última edição por Rangi em Ter 19 Out 2021 - 23:42, editado 1 vez(es)
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Re: Dia 1 - Faíscas Ter 19 Out 2021 - 22:44


ANNE

Post - 3



Eu tinha escutado apenas o final da resposta do homem a Avery, mas era o suficiente, junto com a visão da construção e a placa suntuosa, para que a eu presumi-se o que passava na cabeça do meu amigo, não consegui evitar de dirigir um olhar depreciativo para a construção e as pessoas que trabalhavam ali: Espero que elas fossem pagos, mesmo após o local pegar fogo.

Enfim, após nosso, admito que, relaxante passeio pelas ruelas da nossa linda cidade, eu sentia meu corpo perfeitamente aquecido após ter enfiado meu punho no rosto de alguém. Eu olharia para Avery sem saber muito bem o que fazer, esperaria então que meu amigo me contasse seus planos, mas então perceberia que ele voltava a demonstrar sinais do reaparecimento da doença, tudo começava com uma leve tremida e aquele movimento de engasgo na garganta. -De novo né? Já acabaram teus remédios?- Indagaria por fim, se a resposta fosse positiva franziria o rosto. -Nesse caso eu vou visitar a Velha Meng, tenho outras coisas para resolver com ela, acho que vou passar a noite lá. Pra onde tu vai?-

Após discutir os próximos passos com Avery, me despediria dele com nosso típico comprimento da antiga gangue, composto por uma soco leve no peito, na altura onde estavam nossas marcas, um soco de punhos e então fingiriamos uma explosão ao afastar os punhos. Ao olhar por fim para a figura de Avery diria com um sorriso irônico. -Tente não se meter em confusões sem mim… Em muitas confusões.- Não que fosse adiantar alguma coisa dizer isso.

Após perder Avery de vista, começaria a andar pelas ruas buscando um caminho muito conhecido por mim: A casa da velha Meng, a senhora que salvou a vida de Avery, e a minha própria. Ao alcançar o local, bateria na porta e já buscaria a maçaneta com minhas mãos entrando e gritando. -Vovô Meng, estou de volta.- Esperaria então uma resposta dela, provavelmente ele estaria lendo algo ou tricotando a essa altura do dia e não queria ser incomodada, entraria despreocupadamente na casa, abrindo os botões da minha roupa para poder relaxar um pouco, completaria meu rabo de cavalo com as mechas que eu geralmente deixo soltas e retiraria o meu par de óculos, os repousando sobre a mesinha de entrada.

Seguiria diretamente para a cozinha e começaria a procurar pelo que tinha na dispensa, pegaria uma panela também no caminho de volta, acenderia o fogão a lenha e enquanto ele aquecia cortaria os legumes os jogando na panela, adicionaria água e levaria ao fogo. Após um tempo começaria a adicionar os condimentos e outros temperos que eu buscaria na dispensa, até acreditar ter alcançado um sabor agradável, dando preferência por acentuar a picância da comida, do jeito que a Senhora Meng preferia.

Esperava que o cheiro, como habitualmente faria, atraísse a senhora até a cozinha. Se assim fosse, colocaria duas tigelas sobre a pequena mesa da cozinha, levaria a panela e buscaria os talheres: duas colheres e uma concha para podermos comer.

Se ela não viesse, serviria duas tigelas com a sopa, pegaria uma colher para cada uma e iria para o segundo andar, procurando a senhora em sua varanda ou quarto, ao encontrá-la, lhe entregaria uma tigela e procuraria um lugar próximo para me sentar e comer. Quando acabarmos de comer, seria direta ao perguntar. -Senhora Meng, pode me ensinar sobre a questão da estrutura física das criaturas, como você me prometeu da última vez que estive aqui?- Se ao encontrá-la, acabasse sendo em uma situação inusitada, como visitas eu voltaria para a cozinha e comeria a sopa sozinha, esperando escutar sinais que a visita estava indo embora.

Narração
-Falas-
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Re: Dia 1 - Faíscas Qua 20 Out 2021 - 3:00


NARRAÇÃO

Post - 01



Anne


Anne se despedia do seu companheiro, avisando ao mesmo onde - provavelmente - passaria aquela noite. Após finalizar a conversa, a jovem cobrinha partiu em direção ao lugar já conhecido por ela, a casa de Meng. Uma mulher que no passado foi responsável por cuidar da vida de Anne e Avery, a mulher parecia ser uma espécie de Porto Seguro para a Amazona, ou talvez ela tivesse uma outra visão da pobre senhorinha. De qualquer modo, não demorou para alcançar a casa da mulher - Anne! Pode entrar. - Bradou a senhora sentada em sua cadeira de balanço.

A garota continuava seu caminho casa adentro, dessa vez indo em direção a cozinha  para preparar uma refeição saborosa. Ela estava fazendo isso de bom grado? Não, talvez existisse alguma parte em seu interior que quisesse apenas agradar a velhota, mas a verdade estava estampada em sua cara, já que usou dos subterfúgios necessários para amolecer o coração de Meng. Como de costume, o aroma picante da comida atraiu a velhota até a cozinha, essa última caminhava em passos lentos, com sua coluna levemente arqueada para frente, assim como seus ombros - A cada dia que passa você fica melhor na cozinha. - Disse carinhosamente. Ao ver que sua refeição estava servida, adiantou seus passos e logo sentou-se à mesa - Era isso então? - Falou comuna das sobrancelhas suspensas - Achei que estava só fazendo uma refeição porque gosta de me agradar, mas tinha seguranças intenções, não é dona Anne? - Continuou Meng, parando por alguns momentos para saborear a picante refeição feita pela escamosa.

Por mais idade que tivesse, quando se tratava de comida parecia que ela retornava aos seus tempos de ouro, já que detonou rapidamente aquela tigela servida por Anne - Quando acabar, venha para sala, vou te ensinar. - Disse levantando lentamente e caminhando ainda mais devagar em direção a sala, usando a parede e alguns móveis como apoio. Ao chegar na sala a garota poderia ver Meng sentada em sua poltrona, tendo no colo cerca de dois livros vermelhos, sendo o que estava em cima, contendo um símbolo de uma cruz branca. A pequena mesa de centro contava com dois pares de livros, divididos em suas colunas respectivamente - Anatomia não é algo fácil, requer bastante atenção e comprometimento. - Disse em um tom mais sério.

Avery


Avery se despedia de Anne, partindo em busca de alguém inteligente o bastante para lhe ensinar sobre criptografia. De qualquer forma sua mente em todo trajeto matutou sobre o que faria naquela ilha, inclusive, tinha um alvo em mente. A família dona da construção tinha acabado - sem saber - de entrar no caminho do incendiário e sinceramente? Ele estava totalmente certo em suas convicções! Seu plano estava em jogo, unir as gangues era algo que iria requerer um certo empenho da sua parte, contudo, ao que parecia ele tinha uma certa fama entre os marginais, aquilo era um ponto a favor para efetividade dos seus planos.

De qualquer maneira ele caminhou pelas ruas despretensiosamente, com o seu jeitão relaxado, vagou pela movimentada Dawn. Ao abordar um transeunte a primeira reação que teve era a que já esperava: o espanto. Aquela figura masculina, esguia e bem vestida deu um passo para trás no momento que foi abordado, observando Samael de baixo para cima, como se julgasse cada pedacinho da sua estrutura - Logo ali! - Disse apontando para o lugar, sua voz tremelicou, assim como o braço que apontava a direção.

Maia alguns metros em frente, Avary se deparou com uma estrutura totalmente incomum. Minto, não era bem incomum e sim mal cuidada. O edifício contava com um único andar, sendo que a fachada do térreo contava com uma grande vitrine, onde ficavam alguns livros expostos à venda. O primeiro andar tinha apenas uma pequena janela de madeira de baixa qualidade, já que estava tomada por cupins que certamente já moravam ali a longos anos. A estrutura do edifício era feita de madeira e cimento, tendo algumas características mais rudimentares, diferente do comum naquela região.

Ao entrar no lugar Samael sentia suas narinas sendo preenchidas pela poeira que habitava o lugar, o incômodo inicial seria impossível de passar despercebido - ATCHIM! - Foi a primeira coisa que o garoto escutou após suas palavras iniciais - Olá, cliente! - Uma voz rouca e pesada perfurou os  ouvidos do menino. A postura do rapaz rapidamente mudou, adotando um tom mais culto e comportado, totalmente diferente da criatura de momentos atrás - Prazer Avery, me chamo Tom. - Disse o homem saindo de trás do balcão. Suas vestes se resumiram a uma calça preta e uma blusa de manga branca, tendo uma gravata borboleta presa na região do seu pescoço - Criptografia? Que surpresa alguém tão jovem com desejos para essa arte tão negligenciada. - Disse o homem se aproximando ainda mais de Samael - Venha, estou com tempo de sobra para lhe ajudar, como já pode ter notado. - Suas palavras carregavam uma certa tristeza, pelo jeito empoeirado que o ambiente estava, fazia um tempo que um novo cliente aparecia por ali.

Falando em ambiente, o lugar grande e bem arrumado, só estava totalmente tomado por grossas crostas de poeira. O lugar contava com um acervo literário significativo, principalmente romances - Aqui, pode sentar. - Falou o rapaz entregando a Avery uma cadeira velha de madeira - Eu sou grato em poder ajudar alguém interessado nesse ramo, contudo, não sairá se graça. - Falou em um tom sério, enquanto pegava das prateleiras um amontoado de livros velhos - Antes que pense que estou atrás do seu dinheiro, já adianto que não é disso que se trata. - Continuou colocando os livros em uma mesa redonda e pequena, que estava alguns centímetros à frente de Avery - Irei pedir um favor e espero que o lendário Samael possa me ajudar. - Falou olhando por cima dos óculos, indicando que claramente conhecia ou já tinha ouvido falar do rapaz - Temos um acordo? - Indagou.

OBS: Podem usar os NPCs para o aprendizado, contando que o uso seja restrito a Proficiência em questão. Nenhuma informação pode fugir desses assuntos, podem usar o que tem a disposição.

Legendas:
NPC’s


AveryNúmero de Postagens: 03
Contagem Doença Degenerativa: 03/10
Ganhos:

  1. Nada


Perdas:

  1. 240.000 B$ - Pagamento para enviar mensagem por Crianças - POST 02


Ferimentos:

  1. Nada



AnneNúmero de Postagens: 03
Ganhos:[/b]

  1. Nada


Ferimentos:

  1. Nada


Perdas:

  1. Nada






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Re: Dia 1 - Faíscas Sex 22 Out 2021 - 3:25


AVERY

Post - 4


O lugar é exatamente oque eu procurava, velho e acabado. As pessoas não percebem isso, mas são lugares assim que guardam verdadeiros tesouros, afinal, uma catacumba não é limpa e arrumada, mas é embaixo de todo o pó, areia e armadilhas que existem montanhas de ouro, artefatos e conhecimento antigo.

Tom me reconheceu rapidamente. Ele parece ser um cara legal e que domina do assunto — Que bom, estou zerado hoje. — diria sorridente e brincalhão — Mas com certeza irei pagar por sua ajuda. — apertaria sua mão com firmeza — Temos um acordo. Considere que Samael D. Avery tem uma divida com você —

Início do Aprendizado

Começo assumindo minha posição na mesa, sentando um pouco inclinado para frente não querendo machucar as asas na cadeira que Tom me ofereceu. Sem perder tempo, o professor abre um livro com alguns textos e desenhos — Vamos começar pelo básico. Quando estudamos criptografia precisamos ter algumas coisas em mente. — ele então levanta um dedo —A primeira coisa que tem que saber é que códigos são criados no intuito de transmitir uma mensagem com segurança na presença de um terceiro. Sabendo disso, todo código possui uma chave, se não, é apenas um problema aleatório.— depois levantou outro dedo, fazendo o processo inverso do que fiz mais cedo — Segundo. É uma proficiência de dois aspectos, criar e quebrar. Quando fazemos um texto claro virar um código, estamos cifrando, assim criando algo. Já o processo inverso, transformando o texto cifrado em texto claro, estamos decifrando, ou seja, quebrando o código de outra pessoa. — Até ali fazia sentido para mim. — Por último. Códigos não são usados apenas em textos antigos. No mundo de hoje, todo tipo de organização possui códigos, o governo, a marinha, os criminosos, até os civis. O'Que estou te ensinando agora é a chave para acessar o mundo inteiro. — Tom soube como despertar minha curiosidade.

Faço uma pequena pausa para pensar no que ele acabou de dizer — Com o conjunto de habilidades certas, consigo obter qualquer informação ou segredo que quiser. Gostei — concluiria olhando o teto. Não imaginava o quanto precisava dessa perícia no meu arsenal. Tom então escreve em um papel velho e amarelo um conjunto de letras sem sentido

“AXTK B RJX YBIX FIEX”

Esse código é chamado de Cifra de César. Funciona de forma simples. — logo abaixo escreveu também o nosso alfabeto e depois uma cópia embaixo começando pelo D e terminando no C —Cada letra representa a de três posições anteriores, dessa forma, A vira X, B fica Y e assim por diante —. Era minha vez de falar — "Dawn e uma bela ilha" — Tom riu — Isso mesmo. Nesse código não podemos identificar acentuação e acaba gerando múltiplos significados, tanto “Dawn é uma bela ilha” como “Dawn e uma bela ilha” estão certos. Mas não se preocupe, esse é um tipo simples que se torna defasado com a mudança de idioma. —. Ele então abriu outro livro e continuou — Lembra oque acabamos de falar sobre chaves? Criptografia é basicamente encontrar a chave para um cadeado, uma vez obtida, todos os cadeados desse mesmo tipo podem ser abertos. Tenta esse — concluiu.

Eu passei as próximas duas horas descobrindo como o funcionamento do enigma. Mesmo entendendo de Lógica e bom com pistas, precisei pedir por ajuda em vários momentos. Foi um código mais complexo e com várias variáveis, mas o dominei. Em seguida, Tom despejou várias tiras de coro e pedaços de madeiras com base hexagonal e tamanhos diferentes — Isso é um código físico. Chamamos Citala(Scytale). Primeiro você enrola um pedaço de couro em uma citala, depois escreve uma letra por volta e finaliza completando toda tira com mais letras — uma vez pronto, ele enrolou o mesmo pedaço em outra madeira e a palavra ficou diferente — Vê, por ser de outra espessura, a ordem de letras é alterada. Apenas Citalas de mesmo tamanho podem reproduzir a mesma mensagem —. Adorei esse código, simples e divertido.

Chegou o momento do prato principal — o livro dessa vez era enorme e cheio de imagens e textos confusos — Nosso foco vai ser ensinar a você como encontrar as chaves. Por mais códigos que conheça, oque queremos é conseguir desvendar novos e vou te ensinar métodos que podem facilitar essa tarefa —. Ficamos até anoitecer discutindo lógica, padrões, possibilidades e história. Tom disse que entender o povo e cultura dos criadores do código facilita na hora de descriptografar, afinal, inspirações podem vir de qualquer lugar. É surpreendente a criatividade que as pessoas têm para esconder algo. Depois conversamos sobre como alguns arqueólogos fazem para aprender línguas esquecidas do zero até que a madrugada chegou. Nem pensamos em dormir.

Ficamos acordados aprendendo a ser criativos. Cada código é um novo mundo para desvendar, às vezes possuem semelhanças e às vezes são totalmente novos. Com as técnicas e companhia de Tom, comecei amar desvendar segredos. Um pouco antes de amanhecer, ele me desafiou a criar meu próprio código, o'que fiz com maior prazer.

Fim do aprendizado

Entregaria meu texto e código para Tom — Aqui está. Meu primeiro trabalho. — aguardaria sua resposta e avaliação. Ainda estou eufórico com a nova habilidade, foi exatamente como ele disse, parece que posso superar qualquer desafio. — Obrigado por me ensinar, é hora do pagamento. Então, o'que deseja de mim? — estava curioso para saber oque ele quer pedir. O bibliotecário não parece se do tipo de coisas fúteis.

Independente da resposta, reagiria de apenas um jeito  — Considere feito —. Antes de sair da loja, pararia na porta olhando pro teto tentando lembrar de algo — Terminal Cinza. Área X, rua Y, casa W. Na velha cabana do meu pai existe uma coleção enorme e variada, alguns até sobre a Grand Line. Nunca soube o'que fazer com eles, são seus se quiser— faz mais de uma década que não piso lá, mas ainda deve estar inteira e intocada.


Iria então até o ponto de encontro com Anne e quando a avistasse, gritaria enquanto me aproximo até regular a altura ambiente quando chegasse ao seu ladoBOM DIA, A Velha Meng está bem? — depois de sua fala, responderia — Encontrei um cara legal que me ensinou a conseguir qualquer segredo do mundo. — apesar da boa conversa ainda temos trabalho a fazer — Que tal começarmos o dia com alguns socos? Os guardas da Cidade Alta estão esperando —

Iria em direção às muralhas com muita calma. Olharia atento aos arredores para ter noção dos guardas e marinheiros nas proximidades. Uma vez na fronteira do lixo e do luxo diria para Anne — É hora do show. Vou pelo Leste. — Começaria a correr pelo lado oposto da garota, percorrendo o perímetro dos muros buscando todas as entradas. Tentaria encontrar detalhes que possam ser úteis, investigando para conseguir boas informações.

Narração
-Falas-
"Pensamentos"


Remédios - 04/10 posts



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Última edição por Rangi em Dom 24 Out 2021 - 15:03, editado 1 vez(es)
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Re: Dia 1 - Faíscas Dom 24 Out 2021 - 11:23


ANNE

Post - 4



   Não pude deixar de dar um sorriso sem graça com a indagação da pequena senhora a minha frente, bom, ela estava certa, eu realmente só tinha vindo cozinhar pra ela porque pretendia que ela me ensinasse sobre anatomia, mas veja bem, não é como se eu não gostasse dela, se isso fosse verdade, eu estaria ameaçando quebrar um braço ou perna dela para que ela me ensinasse, ao invés de tentar agradá-la. Ao concluir isso não pude deixar de dar uma risada irônica, tanto pelo meu pensamento quanto pela cena da pequena senhora devorando com avidez a tigela de cozido, mas na ironia do meu sorriso também se escondia um toque de carinho dirigido a Velha Meng.

   A cena de ver a pequena senhora se apoiando nos móveis fez meu coração doer, ela que talvez já tenha sido tão impositiva agora mostrava os sinais da idade e a fraqueza que vinha com isso: “Será que um dia vou acabar assim?” Lembro-me de pensar enquanto fazia menção de ir ajudar Meng, mas lembro de sua personalidade orgulhosa, a mesma que eu tenho, e me contive, ao invés disso decidi recolher os talheres e tigelas da mesa para lavar, apagar o fogo e deixar a panela com o restante do cozido no fogão ainda quente, mas desligado, para preservar o que sobrou para a janta.

   Por fim me dirigiria para a sala, encontrando a senhora em sua poltrona e escuto seu aviso enquanto observo os livros dispostos sobre a mesa e aqueles em seu colo, já velhos conhecidos meus, livros que a Velha Meng vez ou outra voltava a ler, mas que nunca quis comentar sobre eles comigo.


Aprendizado de Anatomia - Inicio


   Ao me aproximar, a velha Meng já adianta sua explicação. -Veja bem. quando se pretende estudar a anatomia das coisas, é importante entender a estrutura das coisas de forma individual e suas interações que formam um organismo.- Cada palavra sua era cadenciada, como um adulto pontuava com paciência algo para uma criança. -Na primeira pilha de livros você vai encontrar a descrição dos tecidos e como eles podem se combinar para formar diferentes órgãos comuns em diversas raças, vamos começar daqui...- Dizia me apontando o primeiro livro: 'Estrutura Fundamental dos Órgãos: Estudo Aprofundado dos Tecidos Biológicos'.

   Me sento próximo a mesa de centro da sala, no chão mesmo, como habitualmente faria sempre que a Velha Meng me ensinava e começaria a devorar os livros da primeira pilha. No começo as informações pareciam desconexas, afinal eu entendia o funcionamento de cada tecido, mas não conseguia compreender sua finalidade, mas isso mudaria conforme eu lia os outros volumes dispostos sobre a pilha, cada um deles elucidava a formação e utilidade dos tecidos na formação de diferentes estruturas e órgãos.

   Vez ou outra eu voltava a consultar o  'Estrutura Fundamental dos Órgãos: Estudo Aprofundado dos Tecidos Biológicos' para verificar as funções dos tecidos e entender melhor as funções de cada órgão que me era apresentado, vez ou outra também consultava diferentes livros que se referiam a diferentes órgãos e comparava suas descrições para iluminar partes que ainda estavam obscuras.

 Em um momento eu acabei mais um dos livros e estendi minha mão automaticamente para pegar o próximo livro da pilha, apenas para perceber que, para minha surpresa, eu tinha devorado cada um daqueles livros. Ao perceber meu movimento a velha Meng me surpreendeu ao abrir seus olhos e falar. -Bom, você acabou sua leitura… Mas você entendeu o que leu?- Dizia me encarando, eu acenei com a cabeça, apenas para fazer ela sorrir e continuar: -Então saberia me dizer quais tecidos compõe o coração? E por que?- Após um instante pensando comecei a explicar: -O coração é composto por três camadas: Endocárdio, Miocárdio e Pericárdio. O Endocárdio é composto dos tecidos…- Continuaria minha explicação apenas para ver Meng assentir, o que fazia eu dar um sorriso de orgulho.

   Após responder outras perguntas se seguiram, algumas delas eu titubeava antes de responder, mas ainda sim todas minhas respostas foram seguidas de acenos de aprovação da Velha Meng, notei que ela também estava fazendo com que eu assimila as informações e conclui-se algo com cada resposta que eu tinha de articular: A dependência que cada estrutura tinha uma da outra e de como elas se combinavam para formar estruturas maiores que enfim culminaram no organismo como um todo.

   Tal entendimento me levou a compreender ainda melhor a leitura da próxima pilha de livros, começando por 'Estudo dos Doze Sistemas Biológicos' tratando da composição que se formava por um grupo de órgãos para certa finalidade: tais como manter a respiração, a circulação ou a troca de sinais do corpo. Outros volumes discutiam outras abordagens dos sistemas, propondo maiores ou menores números e também aprofundando as estruturas que não são comuns em corpos humanos, os quais eram geralmente o exemplo predominante.

   Após ler o último livro da segunda pilha podia sentir a minha cabeça latejar: era uma enchente de informações que inundavam a minha mente, mas os comentários pontuais da Velha Meng conforme ela via os momentos em que eu parecia perdida na minha leitura, e também a própria base de medicina que eu já tinha, estavam me permitindo acomodar a quantia monstruosa de informação em algum lugar da minha mente. Logo, outra sessão de perguntas e respostas venho, eu demorei mais para elaborar minhas respostas, mas elas pareciam ainda mais satisfatórias do que da primeira vez.

Aprendizado de Anatomia - Fim



   Após responder a última pergunta da velha Meng, sinto a minha cabeça pesar, a noite tinha sido longa e eu tinha me submergido tão fundo no estudo que tinha esquecido do avançar irrefreável do tempo. Ainda sim ignoro o cansaço ao me levantar, não fazia ideia de quantas horas tinham se passado, mas me curvaria em direção a Meng com uma expressão agradecida. -Muito obrigado, prometo retornar outro dia para cozinhar para você vovó.-

   Então me dirigiria para o local marcado para encontrar Avery. Era sempre fácil encontrá-lo na multidão, e imagino que não seria diferente dessa vez: Não consegui deixar de abandonar minha cara fechada habitual e sorrir ao ver sua figura que provavelmente se aproximaria gritando. Conversaríamos um pouco sobre o nosso tempo separados, mas logo seguimos com nossos planos dando nossos primeiros passos em direção a muralha. Lá sem muitas explicações, Avery começa a correr circundando a muralha, não consigo segurar uma risada enquanto gargalho e respondo. -Tudo bem, eu pego o Oeste.- Dizia ao começar a correr pelo perímetro da muralha observando as entradas e como elas eram vigiadas, parando vez ou outra para analisar a disposição dos postos de guarda e fazer notas mentais deles.

   Por enfim, provavelmente reencontraria Avery no outro extremo da Cidade Alta, fora de suas muralhas, lá acenaria para ele e ao me aproximar detalharia as informações que eu tinha, antes de esperar para escutar seu plano.

Narração
-Falas de Anne-
-Falas de Meng-
"Pensamentos" e 'Citações'




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Re: Dia 1 - Faíscas Seg 25 Out 2021 - 14:35


NARRAÇÃO

Post - 01



Anne


Anne estava na presença da velha Meng, algumas coisas passavam pela sua mente, inclusive se o seu destino seria semelhante ao da mulher. Contudo, o odor do aprendizado tomava conta do ambiente e as duas ficaram imersas no estudo anatômico do corpo humano. Anne absorvia cada detalhe dito pela mulher, nutrindo seu cérebro com uma gama de informações úteis, principalmente para ela que se metia sempre em altas confusões.

De qualquer maneira o tempo passou, assim como Avery ela sentiu o calor intenso do Astro Rei, dando a entender que estava prestes ao pico da sua grandeza. Após se despedir da velhinha, partiu ao ponto de encontro sem mais delongas, esperando que o seu companheiro a encontrasse, como sempre fez. Não demorou para Samael aparecer, após uma breve conversa eles traçaram seus próximos objetivos: entrar na cidade Alta e sentar a porrada em todo mundo. Cada um foi para um lado, enquanto o incendiário partiu rumo ao Leste, a mulher tomou direcionamento para o setor Oeste das muralhas.

Era notável rapidamente a vigilância dos marinheiros, cada dupla estava prostrada a cinquenta metros de distância uns dos outros. A estrutura da muralha apresentava alguns desnivelamentos e algumas protuberâncias em sua construção, que poderiam servir como apoio em uma escalada, se tivessem a força e habilidades necessárias para isso. Assim como no setor Oeste, na área de Anne era possível notar o espaço para os dejetos daquela cidade fossem despejados, contudo, era possível notar a abertura necessária para que a dupla passasse por ali, já que uma das barras de ferro se encontrava torta, como se alguém estivesse forçado para penetrar naquela região. O lugar não ficava visível para os marinheiros, todavia, ela deveria tomar os devidos cuidados para não chamar atenção.


Avery


A dupla estava submersa no aprendizado, Tom ensinava e Avery aprendia. O tempo passou de maneira despercebida, já que a fluidez no ensino captava toda atenção do incendiário - Excelente! - Bradou Tom ao analisar o resultado do Celestial - Vejo que você tem o dom para isso. - Falou com um sorriso no rosto, visivelmente feliz por passar o conhecimento pouco procurado - Avery, eu conheço sua reputação. - Disse em um tom sério - No momento que passou pela porta, percebi que as engrenagens do destino giravam ao meu favor. - Ajeitou suas vestes e tossiu duas vezes, deslizando sua mão repetidas vezes pela garganta - Alguns anos atrás eu tinha um estabelecimento na parte nobre de Dawn, sim, um ex morador do Terminal das Cinzas que com muito esforço, conseguiu criar um acervo interessante. - Suas palavras carregavam rancor e uma certa raiva - Entretanto, esses porcos da nobreza tomaram tudo de mim! Sabe o que eu quero? Queime tudo Avery! Queime aquela loja chamada "Conto dos Contos" que até o nome foi roubado. Destrua tudo! - Sua voz era alta, só não foi maior do que o som da sua mão se chocando contra a mesa, derrubando todos os livros em cima dela.

O clima estava tenso, mas as palavras de Avery acalmaram a tempestade no coração de Tom - Obrigado, cuidarei com carinho. - Disse o rapaz, antes que o seu novo "amigo" saísse da loja. O sol estava quente, beirando o ápice do seu poder e rapidamente a dupla estava reunida. Após uma breve conversa, eles partiram cada um para um lado, Samael tomando a direção leste.

A muralha era grande e imponente, o jovem correu percorrendo toda extensão do lugar, observando seus detalhes e os seguranças da marinha que estavam ali. Era notável um número de homens no topo da muralha, tendo dois a cada cinquenta metros. A estrutura da muralha não tinha muitas aberturas, na verdade, por toda extensão do setor leste, as únicas aberturas visíveis eram o esgoto. Um lugar estreito, tomado por um líquido fétido, desejos humanos e o próprio lixo gerado no dia a dia. As barras de ferro impediam a passagem de qualquer pessoa, contudo, era visível que a estrutura do concreto - onde as barras estavam presas -, estava em um estado precário. Além do portão principal, essa era a única passagem do lado leste.

Legendas:
NPC’s


AveryNúmero de Postagens: 04
Contagem Doença Degenerativa: 04/10
Ganhos:

  1. Proficiência Criptografia - POST 04

Perdas:

  1. 240.000 B$ - Pagamento para enviar mensagem por Crianças - POST 02

Ferimentos:

  1. Nada


AnneNúmero de Postagens: 04
Ganhos:

  1. Proeficiência Anatomia - POST 04

Ferimentos:

  1. Nada

Perdas:

  1. Nada








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Re: Dia 1 - Faíscas Seg 1 Nov 2021 - 21:57


AVERY

Post - 5



Destrua tudo

O discurso de Tom ecoou na minha cabeça durante a corrida, deixando-me mais animado para a tarefa. Dá pra chamar isso de favor? Para mim, queimar e destruir é como um lazer. — Com toda certeza que vou. — reafirmaria minhas intenções em pensamento. Normalmente não preciso nem de um motivo para isso, mas dessa vez a vingança de Tom e de todo mundo vai ser meu combustível.

Diminuía a velocidade aos poucos, meu pulmão queimava e eu arfava violentamente. Puxaria o ar com força para recuperar o fôlego e arregalo os olhos ao ver Anne perfeitamente bem — QUEEEE???? Que tipo de monstro você é? — grito perplexo e apontando o dedo para ela, deixando todo o ar recém acumulado se esvair.

Dia 1 - Faíscas Dead-anime

A constituição dessa mulher é assustadora, se bem que o tanto que ela treina é assustador, essa resistência não deveria ser uma surpresa, sua afirmativa também faz sentido, ter pulmão de carvão não ajuda muito. Talvez eu deva treinar mais para não ficar para trás. Levantaria a postura e explicaria — A única… boa… entrada que achei… foram os esgotos — falaria enquanto recupero o fôlego — As barras são duras, mas… o concreto tá horrível. Se quebrar, vai dar para passar com equipamento ou um grupo grande. —

Do outro lado tem uma passagem escondida, mas estreita. Olharia para o chão pensando um pouco — Aceita dar uma espiada agora? — podemos usar a barra torta para entrar e sair às escondidas — Onde fica seu esgoto? —. Acompanharia Anne em silêncio montando um plano para o dia do ataque. Se conseguirmos persuadir as gangues a participarem, os membros e itens de cada uma vai influenciar em como a operação toda vai funcionar. Para as facções pequenas e com apenas armas pessoais o Oeste parece ser o melhor caminho. Já o Leste combina para as grandes e com equipamento de arrombamento. O bom de usar as duas é que assim os guardas ficam separados e vão ter que dividir atenção nos dois grupos. Seria divertido levar alguns barris de óleo, mas eu e Anne estamos sozinhos nessa, sem uma equipe de escudeiros, estamos limitados ao clássico e prazeroso quebrar tudo no soco. Podemos contratar um time também, mas não é nossa cara.

Seguiria o plano de Anne e aguardaria os guardas desviarem o olhar para entrar no buraco fétido. Lá dentro, passaria pelas barras e caminharia nos cantos secos ou pela água mesmo se fosse o único caminho — Tem cheirinho lá de casa HAHAHA — riria alto. Não é piada, de certa forma, parte do lixo deles é nossa casa. Se estivesse muito escuro comentaria com Anne — Tá enxergando alguma coisa? — e juntaria as mãos uma nas outras. Normalmente as esfrego para aquecê-las e acender uma labareda, mas dessa vez nem é necessário, a pele já está quente o suficiente. Ainda assim faria o atrito por hábito para fazer o fogo aparecer na mão direita e iluminar o caminho.

Quando chegássemos do outro lado, olharia com calma a saída para verificar se está vigiada. Se não tivesse e fosse um local escondido, sairia, tamparia a entrada e começaria um tour pela cidade. Já estivemos aqui antes, mas os guardas não nos deixam mais entrar desde que pegamos uma má fama. Começaria a andar pelas ruas laterais para não chamar a atenção — PUXA, que casa legal. A arquitetura daqui é bonita né!? — falaria alto, isso se Anne não conseguisse tapar minha boca. Queria encontrar a loja de contos de Tom, mas acho que vai ser impossível agora, o olhar da vice-capitã já me diz tudo oque preciso saber. É um olhar que diz "Cala a boca idiota, você vai acabar nos matando. É melhor voltarmos antes de tudo acabar numa confusão", compreendi a mensagem, estamos tanto tempo juntos que da pra conversar assim. Antes de me afastar do buraco, começaria a voltar pela mesma passagem que viemos. Caso acontecesse algum imprevisto, reagiria as medidas de emergência de Anne, beijando-a como se fosse um casal.

Narração
-Falas-
"Pensamentos"


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Re: Dia 1 - Faíscas Seg 1 Nov 2021 - 23:08


ANNE

Post - 5


   O sol atingindo rapidamente o auge da sua força me era um pouco incômodo para quem passou a noite toda imersa em livros, alguém tipo eu, o que estragava meu humor já pouco amigável, por tanto, enquanto eu corria, eu encarava aqueles em meu caminho com uma sólida sede de briga, mas me continha, sabia que não devia chamar atenção naquele momento.

   Após completar o percurso reencontro a figura animada, e de certa forma, bastante contrastante com a minha, do meu companheiro. -Isso é por que eu não tenho fuligem no meu pulmão seu idiota.- Falaria suspirando para normalizar minha respiração após a pequena corrida.

   -Do meu lado também seria pelo esgoto… Mas a entrada é uma barra torta que daria pra passar, mas com cuidado e sem chamar atenção.- Ao explicar o caminho que tinha encontrado, escutaria as indagações de Avery, antes de acenar em concordância. -É melhor termos alguma ideia, me siga.- E então iria de encontro a entrada alternativa que eu tinha localizado anteriormente, esperaria a patrulha de marinheiros passar como eu tinha observado anteriormente, e então no momento cego deles, puxaria Avery para a entrada.

   Ao entrar puxaria minhas calças para cima dos meus joelhos e me prepararia para me sujar, ainda que tentasse caminhar por um caminho que parecesse seco. No meio do caminho, ao escutar a piada de Avery, não conseguiria conter um sorriso irônico, mas logo daria um soco na cabeça dele. -Cala a boca idiota, não faça barulho.- Diria, empurrando ele pra continuar caminhando.

   Ao chegarmos ao outro lado do esgoto, seguiria Avery, verificando se o local era vigiado e saindo assim que parecesse seguro, e então, por um lampejo de sabedoria, ou uma grande consciência do companheiro que me acompanhava, me moveria para tapar a boca com minha mão direita e fazer um claro sinal de silêncio com a esquerda, lhe dando olhar ameaçador antes de tirar a minha mão da sua boca.

  Daria uma boa olhada para o local em que saímos, tentando localizar pontos de referência e então arrastaria Avery de volta para o túnel, não deixando ele dar mais que alguns passos ali, talvez só eu conhecesse toda a extensão do potencial de confusão que ele poderia arranjar e, não que eu não quisesse confusão, mas agora não era a grande hora. -Voltando.

   Faria o caminho de volta e verificaria a saída do túnel antes de dar o primeiro passo para fora e me afastar sorrateiramente. -E então, o que vamos fazer agora?- Se um grupo de marinheiros aparecessem bem na hora, abraçaria Avery e tentaria fingir que éramos um casal de jovens aproveitando o local menos movimentado para ter relações mais íntimas, na esperança de afastar a atenção dos marinheiros.

Narração
-Falas de Anne-
"Pensamentos" e 'Citações'




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