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Terra em Transe Sex Ago 13, 2021 3:22 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Terra em Transe

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Tsao Tsao. A qual não possui narrador definido.

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Re: Terra em Transe Sab Set 04, 2021 12:56 pm
A Jornada de Tsao

As visões de Tsao e observações em relação a cidade estavam corretas, para ele, roubar aquelas pessoas provavelmente seria algo bem mais fácil para quem já estava acostumado e ao seu aproximar de um dos olheiros, este mesmo lhe observava com certa atenção e um leve tremular no olho, mostrando uma certa reação de nervosismo perceptível para qualquer um. – Tá mais leve que pena no mar. – Comentava o homem, em termos mais sorrateiros, significa que não tinha presença da marinha naquela região, o que facilitava por toda ação.

O homem parecia não desconfiar dele, talvez sequer fosse problema para ele se qualquer um passasse por ali, porém, ele ainda sim negava qualquer envolvimento com uma ação ilegal. – Ih, meu fi. Sou empresário não. Segue teu rumo aí! No sul tá tendo uma construção, devem estar precisando de alguma mão extra lá. – E era dali que as coisas começavam a desenrolar de forma mais negativa.

Tsao falava de forma mais incisiva que atraia alguns olhares de pessoas desatentas e que não entendiam a atenção, era o momento em que o olheiro puxava o homem de cicatriz para mais dentro do beco e longe das visões alheias, desta forma, poderiam conversas de forma mais discreta e sem chamar atenção. –Na moral, maluco, é o seguinte. Tâmo precisando de uns manos para roubar a casa de um velho cego, ele tem uma grana. Nos encontre daqui 15 minutos na Loja de Roupa no quarteirão a leste daqui. É a única da região. – E o homem apontava para o fim do beco. – Segue teu rumo.

O gatuno poderia ter duas escolhas a serem feitas a partir daquele momento que mudariam as suas próximas ações, poderia se contentar em participar de um roubo planejado a um velho cego ou poderia continuar no mercado e tentar roubar pessoa por pessoa para tentar encontrar algo que fosse do seu agrado e talvez ter sorte em encontrar alguém burro o suficiente para carregar muito dinheiro com ele de forma insegura por aquelas bandas.

De toda forma, a escolha consistia em si. Se optasse por seguir para a loja de roupas encontraria um local de fácil acesso com uma grande placa escrita: “Showsquare”. Era uma loja com vitrines e manequins parecendo bastante requintada com um número baixo de clientes em seus interiores. Do lado de fora era uma rua comum com alguns bancos e alguns postes de luz não muito diferentes do que chegou a ver desde que encontrou em Las Camp, porém o local em que se encontrava tinha uma quantidade bem menor de pessoas passeando o que facilitaria qualquer grupo.

Em quinze minutos, quase que exatos, dois homens chegariam com vestimentas um tanto mais estranhas, Tsao facilmente os reconheceria como trombadinhas já que alguns tinham furos em suas vestes e sequer pareciam ter dinheiro o suficiente para comprar qualquer coisa dentro daquela loja. O olheiro do qual viu, ainda não haveria chego até esse momento.


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Re: Terra em Transe Dom Set 05, 2021 12:55 am


Andarilho


O olheiro não queria me informar de cara o que estava requisitando. Achava que, na minha atual aparência, seria fácil conseguir emprego em qualquer lugar. Tolo insolente. Provavelmente tinha especialização nas ruas, mas ainda assim, não parecia ser dos mais inteligentes. Depois de apertar um pouco, puxaram pra surdina e então já revelaram o plano. Parecia ser algo bom, mas ainda assim, havia algumas questões ali. Em 15 minutos, nos encontraríamos perto da tal loja... que seja. Mas era preciso algum desenvolvimento estratégico antes de mais nada. Vai roubar uma loja que é a única da cidade, sem um plano concreto? Só se fosse uma piada, e de muito mal gosto. De certa forma, aceitei o dever, segui meu rumo e acabei parando na loja, seguindo as exatas coordenadas. Showsquare parece ser mais um comércio qualquer, daqueles que senhoras endinheiradas que não tem nada pra fazer da vida decidem gastar seu dinheiro, que provavelmente foi tirado explorando alguma pessoa. Fosse o que fosse, a loja parecia até bem arrumada, e se o olheiro estivesse falando a verdade, parece ser do tipo que tinha o caixa cheio. Mas não posso confiar totalmente nesses fanfarrões. Sem chance nenhuma. Não sei nem o nome deles, e eles não sabem o meu.

No fim das contas, era quase que certeza que eu teria que encabeçar aquele projeto pra sair com a mão maior. Era um assalto em grupo? Sim. Eles estavam preparados? Não pareciam. Os trombadinhas chegaram, e eles estavam com vestes tão defasadas quanto as minhas. Será que tinham alguma arma? De qualquer maneira, faria sinal de cabeça para que esperássemos o olheiro, que não estava presente, em direção ao beco mais próximo que pudéssemos encontrar. Não vão esparrar essa merda, né? Será que eles são burros? Chegando no beco, já trataria de falar mais baixo.

Cadê o olheiro? Ainda ta pra chegar? — Perguntaria aos capangas, diretamente — Sou Tsao, caso queiram saber. Seguinte, a gente não pode dar mole. Precisa de um plano, e um bem bolado... Vocês tem alguma arma, ou algo que possa se passar por arma? To zerado.

Era uma conversa sincera, mas minha mente já arquitetava o plano. Primeiro, vou colocar moral em cima desses caras, e usar da minha base estratégica para que sigam minhas instruções, e esse assalto dê certo. Vai ser interessante se tivermos uma distração, e haver o mínimo de barulho possível. Depois, durante a partilha, será mais fácil pegar uma parcela maior do dinheiro. Se for o caso, só precisarei do necessário pra conseguir uma faca e meu traje... mas o traje posso tentar pegar agora, nessa loja. Na melhor das hipóteses, na calada da noite, elimino esses fanfarrões e pego todo o dinheiro restante pra mim. Será mesmo? Não posso deixar pistas, os que me conheceram e participaram de atos impuros comigo, irão para o inferno antes de mim.

Seguinte, não quero botar moral não, mas vai ser melhor a gente fazer na calada. Vou entrar primeiro como um cliente qualquer, ficar no balcão e manjar o dono da loja, ou quem tiver no caixa. Depois vocês entram, comecem uma confusão, e enquanto isso eu aproveito e pego a grana do caixa na surdina. — Eram instruções diretas, até mesmo um macaco poderia entender — Depois disso, a gente se encontra naquele beco. Desviem o caminho pra não encontrarem vocês. Acham uma boa ideia?

Na verdade, não me importava muito se para eles era ou não uma boa ideia. O mais importante naquele momento era que eu saísse por cima, fosse com todo o dinheiro em mãos, fosse com eles presos. Ainda haviam chances diversas, de várias outras situações acontecerem. A guarda da cidade pode simplesmente resolver aparecer ali, mesmo que nenhuma pessoa escape do local. Alguém pode resolver começar uma briga, e todos na loja se revoltarem. Pode não haver nenhum dinheiro, e na verdade, eu esteja sendo enganado. Contudo, são cálculos irrisórios. Normalmente, quem pensa demais sobre eles, acaba perdendo o tempo, e não consegue fazer mais nada.

Aguardaria pelo olheiro chegar, para dar as instruções a ele, novamente. Continuaria convicto em minhas ideias, o que era o ideal, e então começaria a me preparar. Uma possível discussão era provável, contudo, não podemos esperar muito tempo. Quanto mais tempo, maior é o vão de falhas que podem se formar, e, talvez, seja mais interessante seguir com outros planos. Mas que ironia do destino haveria de atrapalhar, hoje?

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Re: Terra em Transe Ter Set 07, 2021 2:27 am
A Jornada de Tsao

- E quem é tu, rapá? – O primeiro homem exclamava com um tom um pouco elevado perto do beco em que se encontravam. – Tá querendo morrer, caralho? Vou te mostrar minha arma sim. – Tsao tinha se aproximado de uma forma que aqueles homens consideravam rude, como se soubesse sobre tudo sendo que jamais o tinham visto em sua vida. Era então que novato começava a falar sobre o plano em roubar a loja e causarem uma confusão e também por onde deveriam ir para dividirem o dinheiro.

Era nesse momento em que o olheiro visto antes chegava e os homens não entendiam por que Tsao estava bolando aquele plano sendo que o original era roubar a casa de um velho cego que provavelmente teria bastante dinheiro. Nesse momento, o olheiro anterior tomava a palavra. – Você realmente não é alguém que está nessa ilha há muito tempo, né? Age como se fosse o sabichão, mas pouco conhece as pessoas e já as quer roubar. – Parecia uma bronca e era uma bronca. – Essa loja pertence a um dos chefões. Seu plano funcionaria já que ela não tem muita segurança, porém não estaria vivo amanhã e estaríamos todos a sete palmos abaixo do mar.

O homem esclarecia um pouco mais em relação a aquela loja. – É o seguinte, a casa fica há quinze minutos daqui. Apenas viemos até essa loja para que pudéssemos conversar sem ninguém ficar sabendo. – Comentava o olheiro. – Me chamo Jack, Tsao. Este local é perfeito pois não há tanto movimento, não há olheiros e a marinha evita vir por aqui. – Começava a explicar o motivo deles terem vindo até ali.

- A casa tem dois andares e ele mora sozinho, também acho que há um porão. A ideia é tentarmos sermos furtivos para não acordá-lo. Mas, mesmo se acordá-lo, o homem não deve ser problema para nós quatro. – Comentava. – Então, vamos? – Se Tsao aceitasse por seguir, não demoraria mais do que o tempo estipulado para se encontrarem em uma casa de dois andares feita de madeira e pintada de branco, as paredes eram velhas e o telhado tinha alguns buracos, ao lado, tinha uma cerca de madeira em seu quintal que não era muito alta. A rua não tinha o movimento de nenhuma alma viva, a casa mais parecia ser um terreno mal assombrado do que um homem que vivia por ali.


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Re: Terra em Transe Qua Set 08, 2021 1:02 am


Trombadinha


Provavelmente sou o animal mais burro da história. Não, na verdade, não é provavelmente. Eu sou o animal mais burro da história. Simplesmente pelo fato de que deixei passar informação crucial, e usei minha inteligência pra nada. Literalmente, nada. Se a ideia era roubar uma casa, então por que desgraças eu estaria pensando em assaltar uma loja cheia de pessoas? Enfim, aceitei minha burrice. No fim das contas, me dou melhor fugindo pelas ruas mesmo. Mas não interessa. Socializar num foi meu forte. Os maltrapilhos davam ameaças acerca de minha abordagem, mas não era como se eu me importasse, de fato. No fim das contas, se eu morresse ali mesmo, talvez fosse mais um indicativo de que não era digno de minha própria viagem. Seja o que for, não vou deixar esses fanfarrões falarem comigo do jeito que eles quiserem. Afinal de contas, o que era a confiança de alguém que havia acabado de conhecer? Iriam me esfaquear pelas costas assim que fosse possível.

Qualé, ta achando que eu sou otário? Me chamaram pra essa porra, to querendo fazer essa porra, e vocês, tem algum plano? A informação chegou confusa, e eu que bolo as ideia, por que os moleque não quer trocar a ideia comigo? — Iria me defender, tentando colocar pressão na situação para ser mais respeitado — Me fala aí então o que eu faço, que eu faço, porra!

Certo, talvez ter perguntado sobre armamentos não era a melhor forma de interação social. Vivi tanto tempo nas sombras, me cuidando sozinho e resolvendo meus próprios conflitos, que havia esquecido o código de conduta dos que estavam na mesma situação que eu. Fosse o que fosse, não iria acontecer de novo, mas o que posso dizer, perdão de iniciante não é? E se não me perdoassem, eu mesmo faria o dever de pegar o dinheiro sozinho. O olheiro, Jack, explicava a situação aos poucos, como se fosse uma aula. De certa forma, não estava errado em receber bronca. Vivi em muitos lugares, mas em ruas de um só lugar, no final, sou só um forasteiro que não sabe de nada. E é melhor se eu me acostumar. A atmosfera melancólica do céu, e a construção rígida da cidade, pareciam agora criar uma espécie de tensão. Os ouvidos estavam atentos, mas até agora, o plano não era nada demais. Entrar na maciota, evitar alarde, pegar e vazar. E talvez tivesse um porão? O plano era mais pobre que as roupas que vestíamos. Muito simples, com muitos furos.

Não to pra encabeçar isso daqui, mas o plano ta muito simples... A ideia é boa, e pode não ter guardas e olheiros, mas e se houver mais alguém na casa? — Diria, cruzando os braços e soprando o ar pelos lábios moles, num claro sinal de insatisfação — É mais inteligente entrar um só, checar o local primeiro, e depois chamar pra invadir. Tudo na moca, três em um buraco só não vai dar certo. E tu sabe exatamente onde fica o dinheiro? Se não, precisar achar, e pra achar, a gente procura, mas precisa de um vigia por dentro. Se o velho acordar, a gente apaga ele e sai vazado, antes que dê merda.

Não que fosse um problema, mas se fosse o caso, matar um velho rico que provavelmente lucrou em cima de desonestidade seria o menor dos meus problemas. E se fosse honesto? Se tiver algum rico honesto nessa vida, eu corto minha língua fora. Ou é herdeiro, ou é um canalha, ou os dois. Preferi não continuar expondo meus pensamentos rudes, e tentaria notar suas reações sobre meu plano pra continuar. Se não fossem receptivos, somente me calaria.

Eu posso ser o primeiro a entrar, pra não duvidarem de mim. Vou primeiro, rodeio olhando as janelas pra ver se tem alguém nos cômodos, e depois entro. — Diria no caso de recepção ao meu plano — Só não tenho nenhum equipo. Fechadura ou cadeado, um pedaço de ferro pequeno ou uma faca servem.

De toda forma, aceitando ou não o plano, seguiria com eles até o local indicado. Se realmente for ser o infiltrador primário, então é bom que me deêm alguma coisa, por que abrir na surdina sem uma ferramenta, só se for um pé na porta... E, aliás, estava disposto a continuar o plano, se fosse o caso de conseguir bastante dinheiro, mas alguma coisa podia cheirar mal. Haviam chances desses fanfarrões na verdade serem uns filhos da puta que querem me usar de bode expiatório pra me deixar pra trás se der merda, ou me fazerem entrar só pra chamar a polícia depois. Muitas memórias... e a cabeça começava a doer novamente. "As imagens de silhuetas de homens num beco eram visíveis, eles espancavam meu corpo caído no chão por um pedaço de pão, até começar a turvar com a dor." Seguraria forte a mão na cabeça, disfarçando para que os trombadinhas não notassem, e tentaria ao máximo suprimir aquelas memórias. Desgraça...

Ao chegar no local, uma casa de dois andares, em madeira rústica, parecia se unir ao restante da cidade, e a atmosfera de suspense aumentava gradativamente. Usaria meus ouvidos para notar se alguma alma viva realmente não estivesse ali, mas provavelmente não teria. A casa não parecia abandonada, mas também não parecia ser um lugar habitável. Tem pantera nesse mato, será que vou ficar pra descobrir? Contudo, parecia ser uma boa oportunidade. A rua era vazia, observaria os trombadinhas pra tentar ver se estavam nervosos ou muito interessados em mim... talvez escondessem alguma coisa.

De toda maneira, se fosse o caso de eu ser o primeiro infiltrador, aproximaria da casa, o corpo agachado muito próximo a parede, e deixaria os ouvidos apurados para ouvir qualquer barulho dentro dela. Se houvesse uma cobertura, como uma lata de lixo ou outro objeto, ficaria o mais próximo possível, até que meus ouvissem revelassem se havia alguém — ou não — no primeiro andar da casa. Dirigir-me-ia para a porta dos fundos, e com algum objeto que haveriam de me dar posteriormente (se realmente me dessem), rapidamente faria o processo de arrombamento, e então entraria em passos de gato, considerando que estivesse vazio. No pior dos casos, pego algo de valor e dou no pé, e eles que se fodam. Contudo, se meu trabalho não fosse ser o primeiro infiltrador, então aguardaria para o seguimento dos planos daqueles figurantes em minha vida, na esperança que fosse tão bem bolado quanto o que eu havia pensado. No fim das contas, somos todos cabeças, mas algumas são mais burras que outras.

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Re: Terra em Transe Qui Set 09, 2021 2:26 pm
A Jornada de Tsao

- Aí maluco, vai tomar no seu cú! Caralho! Ninguém pediu pra tu vir não! – Era clao que aquela situação apenas pioraria conforme eles fossem conversando e este era o momento perfeito para que o olheiro de antes pudesse amenizar as coisas e mesmo sendo um plano simples, aquilo incomodava Tsao como se já sentisse que a facada em suas costas viria em algum momento e ainda desconfiava que o velho cego era apenas um senhor que tinha perdido a sua visão e ficado fraco.

O futuro caçador começava a falar do seu plano de furto e como que poderiam corrigir algumas falhas do plano e também perguntava se eles sabiam onde estaria o dinheiro do velho. – Na moral, J, esse cara está nos tirando. – Dizia um dos maltrapilho que estava em frente a loja. – Cara, apagar e sair vazado antes que dê merda? Não saio de lá sem a grana não, caralho. – Dizia o segundo maltrapilho.

Ambos que agora que as coisas poderiam ter dado uma acalmada melhor, tinham suas aparências um pouco mais detalhadas, o primeiro a esquerda, o que começou falando, tinha cabelo preto bagunçado e com uma barba a fazer, seus olhos eram castanhos e era cheio de acne espalhada por todo o seu rosto. O segundo, era loiro com olhos verdes porém tinha beiços machucados, orelhas profundas e um corte em sua sombrancelha, além de gordura embaixo de seu queixo e pelo seu corpo.

J, o olheiro, se pronunciava mais uma vez. – Fiquem quietos, Tsao está certo. Porém, não sairemos sem a grana. Não sabemos onde ele a esconde, mas não deve ser difícil encontrar. Ele é um velho solitário, mas nunca se sabe. – Comentava, aprovando o plano. Ele retirava de seu bolso um canivete um tanto enferrujado. – É a única coisa que eu tenho. – A ferramenta tinha claros indícios de que não funcionaria em um combate e em uma forçada acima do normal quebraria-se em dois, mas uma ferramenta bem usada poderia ser vital.

Era o momento que eles seguiam em direção ao objetivo do quarteto e após alguns minutos lá estavam ele. Os maltrapilhos aparentavam estarem um pouco nervosos e olhavam para os lados, quem ia junto com Tsao era J, o olheiro, talvez por ter mais confiança nele ou apenas ser o lider daquele bandinho. Ao rodear a casa, não ouvia nenhum barulho mais alto do que uma vitrola no segundo andar. Tomando um tanto de distancia, ele conseguia ver uma certa silhueta deitada na cama coberta por lençois, possivelmente, o velho estava dormindo naquele horário.

Ao tentar entrar pela porta dos fundos, ele via um problema, o canivete que foi lhe entregue não era muito pequeno e não cabia na fechadura, embora o processo de arrombamento fosse simples e não precisasse de muitas ferramentas, ele sequer as tinhas, o que dificultava as coisas. Porém, ele conseguia encontrar uma nova maneira de entrar, que, com um pouco de técnica, se resolveira. Esta maneira de entrar se resumia em uma janela meio aberto com um trinco no banheiro. Devido a ser um homem esguio, ele sentia ser capaz de passar por ela. – Você consegue? Se conseguir, abra a porta e nós entramos juntos. – Sussurrava J.


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Re: Terra em Transe Sab Set 11, 2021 10:40 pm


Rato


A ideia era simples, direta e clara. Embora os trombadinhas chiassem, Jack aparentava ser o mais sensato. Conseguiu calar os outros dois ratos, e num gesto quase nobre, entregou-me um canivete enferrujado. Era nobre gesto, pois se era a única coisa que possuía, então a confiava para mim. Se realmente é a única coisa que possui... Jack, o líder dos trombadinhas, parecia estar nesse jogo tanto quanto eu. Naquele momento, senti uma leve pontada de companheirismo, mas a sombra da dúvida ainda era incerta, e poderia ser um faca cravada bem esperta. Seja como for, prosseguimos a situação. Os capangas pareciam inexperientes e assustados, enquanto eu próprio conseguia ouvir o ritmo compassado do coração. O sangue pulsava quase frio em minhas orelhas, e a respiração era tão natural quanto a brisa daquele cinzento dia.

Tentei abrir e nada. O canivete era grande demais, e por ser tão velho, não tinha possibilidade de cortar a trava ou a madeira. Pobre sofre até pra roubar mesmo. Próximo dali, uma janela semiaberta parecia ser uma porta de entrada tão melhor, que se o dono da casa nos recebesse com um chá, eu preferiria entrar por ali. Com minha forma e meus bons dedos, não seria difícil abrir e entrar. Jack, ou J, incentivou a ideia para continuar o plano. Estou fazendo meu trabalho, mas qual era o dever dele, mesmo? Segue minha pessoa como um cachorro oportunista, e o que aqueles dois fazem? Vão se mijar as calças antes de começar a gritar? É necessário colocar alguns pontos...

Vou entrar, mas um detalhe, Jack. Tenho respeito por ter me entregado sua única arma, mas se isso for um jogo, se esses caras amarelarem, ou se eu não tiver minha parte... — Diria, virando meu rosto para que os olhos penetrassem fundos nos dele, tentando deixar bem exposta a cicatriz para que ele prestasse atenção em minhas palavras — Acho que você entende o recado. Bora, vou precisar de pézinho.

Seria um corte frio e uma fala um tanto nebulosa, de fato, mas não havia motivo para ferver o sangue naquele momento, nem o meu, e nem daquele que estava comigo. Talvez ele tomasse mais tempo tentando entender o que quis dizer, do que se preocupando com as chances de sucesso ou não do plano. Estranhamente, ele parecia estar sendo sincero, e senti isso com aquele canivete, mas me recuso a acreditar piamente em tudo que acontece pela minha frente. Seja como for, daria um respiro fundo e bem controlado, antes de continuar a missão. Levantaria o pé para me apoiar nas palmas de Jack, numa escalada com o famoso pézinho, e abriria o fecho e a janela, rapidamente, para o barulho passar despercebido. Meus ouvidos estão muito atentos para deixar passar detalhes do meu som. Caso fosse necessário, usaria o canivete como um extensor de meu corpo, com sua lâmina fina podendo ser útil para movimentar o fecho entre as frestas, ou mesmo verificar se haviam travas surpresa. Com a janela aberta, pegaria um impulso e me esgueiraria pelo cômodo.

Usando de algum suporte próximo para me sustentar, as vezes a própria parede, desceria ao chão num movimento furtivo, com o mínimo de barulho possível. Observaria o cômodo, sendo provavelmente um banheiro, e já dentro da casa, seria mais fácil ouvir se havia alguém num cômodo próximo. Talvez esse velho ronque, e se não houver ronco, ele deve estar acordado. Mas é só um palpite. Andaria com passos calmos e lentos, evitando fazer barulho ao pisar, abriria a porta delicadamente caso estivesse fechada, e sairia para o próximo cômodo. Observaria tudo o que houvesse no cômodo com uma varredura de meus olhos, desde os móveis e suas posições, portas para outros lugares, estantes e objetos que pudessem guardar coisas, e até mesmo se havia carpete ou não. Faria um nota mental de tudo que havia visto, para se necessário num momento de problema, eles pudessem vir a ser úteis. Pra quem não tem nada, a cabeça é a melhor faca, e o pensamento a melhor lâmina. Contudo, se ouvisse barulho no cômodo antes de sair do banheiro, aguardaria até que o som cessasse e sua fonte de afastasse, antes de continuar o plano.

Após isso, dirigir-me-ia até a porta adjacente a janela por onde entrei. Se fosse em outro cômodo, faria o mesmo esquema que no primeiro, uma varredura rápida e simples com notas mentais, antes de destravar a porta para que Jack e os outros dois ratos entrassem, pra se juntarem com o rato que tem as maiores bolas. Era de se esperar que fosse uma tarefa de infiltração simples, contudo, não iria deixar que detalhes escapassem, pois eram cruciais naquele momento. A mente afiada, a vontade acelerada, mas a respiração calma como o cinza sereno daquele dia. Caso estivesse numa cozinha, antes de abrir a porta para meus conterrâneos ratos, procuraria por alguma faca maior, se a encontrasse, observaria se estivesse afiada, e então guardaria comigo, e só assim abriria a porta.

Passo de gato aqui, viu? — Falaria sussurrando, deixando que eles entrassem antes de fechar a porta — Vou subir, alguém precisa procurar as coisas aqui, sem bagunça, é claro.

Não esperaria permissão de Jack para que pudesse continuar com a situação, e se ele iria dar instruções ou não aos outros ratos, pra mim pouco importava. Com uma faca de cozinha ou aquele canivete enferrujado, poderia me defender se tentassem alguma gracinha, e estaria atento para seus movimentos. Meus ouvidos são melhores que o seus, desconfio que eu possa ouvir até seus movimentos dessa distância. Se Jack orientasse que um ficasse de vigia, o outro mexesse nas coisas, e ele quisesse vir comigo, talvez fosse a melhor das opções. Porém, se houvessem outras configurações, talvez o "líder" dos trombadinhas pudesse ter alguma ideia genial na manga, sem que precisasse de minha ajuda. O único momento que iria realmente fazer questão de ameaçá-los com meu olhar seria se todos tentassem vir comigo para o próximo andar. Seria, naturalmente uma atitude muito burra de 4 infiltradores.

Não podemos demorar muito, é mais fácil se a gente se rachar — Diria.

Sem hesitação, subiria pela escada, com passos de gato, e a ocultação de um rato.

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Re: Terra em Transe Dom Set 12, 2021 7:42 pm
A Jornada de Tsao

Jack olhava para aquela semi-ameaça de Tsao com um olhar pouco intimidado e muito mais incomodado já que o homem com a cicatriz não poupou as suas ameaças desde o primeiro instante e aquelas palavras incomodavam ainda mais. – Parece um papagaio, não cansa de falar a mesma coisa? – J cedia as suas mãos para que o furtivo pudesse aproveitar e subir para abrir as trancas da janela utilizando do canivete e assim fazendo com que fosse facilitado a entrada dele para o interior da casa.

O banheiro era fedido e mofado, não podia se esperar muita higiene de um velho cego até mesmo já que ele não conseguiria ver a própria sujeira que produz o que deixava o ambiente ainda mais nojento. Apoiando-se nas paredes e posteriormente no vaso, o Tsao conseguia alcançar o nível do solo e encontrava a porta do banheiro aberta.

No nível superior, ele conseguia ouvir os roncos altos de um velho e tinha certeza que o homem não acordaria tão facilmente com a altura dos roncos e mesmo se acordasse, provavelmente os roncos lhe entregariam o que facilitava as coisas para ali dentro. Ele percebia que estava no final de um corredor que dava na sala e com mais duas portas, ainda neste corredor, havia as escadas para o segundo andar. Nesta pequena varredura ele encontrava a sala, tão bagunçada quanto o banheiro e a cozinha, tal qual era a porta que eles tinham encontrado antes.

Acessando as trancas simples e a chave na porta, ele conseguia liberar a passagem para os seus companheiros. – Vai lá. Você, fique de vigia. Você, procure junto comigo. – Jack parecia evitar falar o nome de seus companheiros, também desconfiando de Tsao já que ele não era o único que poderia ser desconfiado, desta forma, eles se dividiam.

Tsao em passos leves pelo segundo andar conseguia ver que a porta para o quarto do homem estava aberta e daqui o som parecia ainda maior. Ao seu lado, havia outro banheiro e na segunda porta a esquerda, a mais próxima do quarto do senhor, estava um quarto de menina, vazio e empoeirado, provavelmente este homem tivera uma filha. O homem de cicatriz se encontrava no meio do corredor quando ouviu um barulho alto no andar debaixo, um vaso de vidro se espatifara no chão e os roncos paravam de prontidão.

- Quem está aí?! – Gritava o homem do quarto e os barulhos aumentavam, ele tinha levantado de súbito e provavelmente desceria até o segundo andar para descobrir alguma coisa além disso. Tsao, tinha várias opções para seguir e o futuro dependeriam delas.


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Re: Terra em Transe Seg Set 13, 2021 12:17 am


Rato


Morar na rua parece ser bem melhor do que morar naquela casa. O banheiro era bem nojento pra alguém que possuía casa própria, mesmo que fosse cego. Afinal, uma coisa que surgiu em minha mente... se ele é rico, por que diabos ele vive num aterro sanitário particular? Não consegue pagar ninguém pra limpar uma casa? Tem algum problema de cabeça? Vai ver ele na real é mais um rato, que conseguiu uma casa. Seria bom se ele possuísse algum dinheiro de verdade, e aquilo tudo não fosse uma perda de tempo. Além de haver possibilidade de termos sido vistos, também havia chances de sairmos com pouco, ou nenhum dinheiro. Jack parecia estar nervoso com minha tomada de posição, e nem mencionava o nome dos outros 2 ratos, o que parecia aumentar a tensão entre eles. Que seja, estou aqui a trabalho, podem cagar nas calças se quiserem, desde que não atrapalhem.

A casa era muito bagunçada, o que facilitava a probabilidade de usar a bagunça como cobertura. No segundo andar, um corredor curto amadeirado se fazia presente. Os roncos longos do velho pareciam gritos abafados de um porco sentindo dor. E, para meus ouvidos, estavam mais altos do que deveriam. Vinham de uma porta ao fundo, seu quarto. Também havia um outro banheiro, provavelmente tão sujo e malcheiroso quanto o do térreo, e um quarto empoeirado... observar o quarto deu um certo gatilho. A cabeça começou a doer novamente, e as visões retornavam. "Minha companheira das ruas dando um sorriso singelo, antes da visão mudar para seu corpo estirado numa mesa." Meu tormento excruciava em minha mente, mas dessa vez parecia mais forte. Resolvi parar e segurar a cabeça o máximo que conseguisse, tentando eliminar os pensamentos. O barulho de algo quebrando me desperta, a dor vai embora quase num instante quando os roncos param e o velho grita algo. Esses filhos da puta vão me pagar caro.

Num rápido pensamento, antes que o velho saísse do quarto, prontamente entraria no banheiro, a porta mais próxima, e ficaria num canto próximo da porta, em silêncio, esperando que o velho viesse. Estaria com os ouvidos atentos, e esperava que os desgraçados no andar de baixo ficassem quietos também. É isso que dá andar com amador, tenho que resolver essa merda agora. Minha mente tentava se decidir se mataria ou só deixaria o velho desacordado, pensando qual seria a melhor opção. Se ele morresse, naquele lugar com pouca habitação, e sozinho em sua casa, seria como livrar a sociedade de um peso morto. Porém, algo ainda martelava em minha mente: se ele era tão rico, por que ele morava sozinho? Tem algo de errado... Empunharia o canivete enferrujado, já preparado para o momento em que o velho se aproximasse. Ouvidos atentos.

No caso do velho caminhar para fora do quarto, assim que ele passasse pelo banheiro, contando com minha furtividade, avançaria de súbito, taparia a boca dele com a mão e cravaria o canivete enferrujado bem fundo em um de seus olhos cegos, se é que ele fosse cego mesmo. Se o velho tivesse tamanho, ou seja, aparentasse ser maior, esperaria ele passar da porta, antes de surgir em suas costas e tentar o mesmo golpe com o canivete. Embora aquela lâmina fosse envelhecida, e não servisse para combate, não deveria ser difícil atingir um ponto fraco no corpo, como os olhos, com uma cravada direta ao centro da cabeça, e no meio de um ataque surpresa. Assassinato vai ser minha especialidade, que diferença faz um treino simples? O latrocínio parecia certo, nesse caso. Tapar sua boca para abafar seus guinchos em seus últimos momentos era essencial para não atrair vizinhos.

Sendo esse o caso, após observar sua morte, iria até o início da escada no segundo andar, olharia para baixo com os olhos em desdém e tentaria avaliar a situação, antes de chiar com os outros ratos.

Agora isso aqui virou latrocínio. Peguem o que tem de valor e vamos vazar antes que dê merda. — Diria num tom direto, em baixo volume.

Se o velho, na verdade, tivesse uma reação diferente, como continuar no quarto e fazer alguma movimentação estranha, estaria atento aos seus movimentos, com meus ouvidos atentos. Ainda assim esperaria para que eu pudesse dar o golpe de misericórdia quando ele passasse por mim, mas no caso de ouvir alguma conversação estranha, barulho de coisas mexendo e algo parecido, iria de súbito para entrar pelo quarto de uma vez, saltando pelo local para cravar o canivete sujo em seu olho moribundo. Não estava nervoso, e seria simples continuar esfaqueando o olhos dele se ainda não tivesse morrido, de preferência com a mão em sua boca para que não gritasse. Se possuísse alguma arma, faria um rápido ziguezague pelo quarto, como um rato escapando do gato, antes de saltar sobre ele novamente. Em todo caso, avisaria Jack e os trombadinhas no mesmo tom.

Após o possível assassinato, rapidamente iria ao quarto para fazer mais uma varredura. Verificaria os objetos próximos, procurando os que pudessem ter algum valor, ou alguma caixa ou receptáculo que pudesse conter dinheiro. Antes de continuar a busca, caminharia tranquilamente até a janela para verificar se alguém do lado de fora havia notado o grito, ou mesmo estivesse se perguntando o que poderia estar acontecendo. Se houvesse cortinas, fechá-las-ia antes que pudessem ver que havia outra pessoa no quarto que não fosse um velho dormindo. Se eu consegui ver uma figura deitada do solo, vão conseguir me ver em pé. Após isso, atacaria as coisas e valor e pegaria o que quer que eu conseguisse, dando mais prioridade para dinheiro em notas do que objetos de grande valia. Logo em seguida, desceria as escadas, já com um ar de apressado.

Bora vazar, tem que ser rápido. — Diria, apressando os outros ratos.

Agora, se as situações se mudassem, se o velho não morresse mesmo, e eu precisasse entrar em um curto combate, ou na verdade minhas desconfianças sobre o grupo se fizessem presentes... bom, o melhor dos ratos é aquele que fica vivo no fim.

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- Arranjar um traje preto
- Conseguir recursos
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Re: Terra em Transe Qua Set 15, 2021 8:28 pm
A Jornada de Tsao

- Apareça, quem estiver aí! – Gritava o homem balançando uma bengala de cego pelo corredor que facilmente era escultado pelo oculto Tsao atrás da porta procurando pelo momento exato para conseguir surpreender aquele homem. O jovem futuro caçador esperava, controlando a sua respiração para que efetuasse o mínimo de barulho possível e isso era satisfatório para lhe garantir uma posição de vantagem já que o velho passava em sua frente sem sequer desconfiar que poderia haver alguém no segundo andar escondido.

O alvo era fácil e era um tanto maior que Tsao, porém, não era problema para o assassino que rapidamente utilizava do seu canivete e em um movimento de surpresa o enfiava no olho daquele sujeito inocente, sua reação fora de tentar se desvincilhar do ataque com um movimento utilizando seu cotovelo, movimento que apenas agravou o ferimento em seu globo ocular e fez com que o canivete enferrujado se quebrasse, assim como Jack diria que aconteceria.

No baque do seu corpo ao cair no chão, podia se ouvir um suspiro de susto do andar debaixo e o aviso de Tsao que o velhote havia caído morto no chão e aquilo tinha se tornado de furto para latrocínio. – Caralho, mas que merda esse novato fez?! – Gritava o homem mais grosso dentre os bandidos e após isso já era possível ouvir eles começando a dar passos acelerados pela casa procurando por algum objeto de valor.

Estes mesmos passos eram repetidos por Tsao que vasculhava o quarto daquele homem que não diferia muito dos outros cômodos dela, mas que surpreendemente era bem mais arrumado e limpo. Haviam algumas pílulas de remédios em sua mesa de cabeceira e ao lado dela ele fora capaz de encontrar um espaço de madeira solta, graças a sua experiência e capacidade de reconhecer que aquilo era um achado. Nele, encontrava cerca de três milhões de berries. Valor que não pagava pela morte daquele homem ou sequer seria o que aqueles três olheiros haviam prometido ou imaginado.

A pergunta de antes de Tsao de porque aquele homem vivia naquela miséria sendo rico? É... Talvez fosse mais fácil adivinhar agora já que também fora capaz de encontrar algumas fotos e uma nota dentre as células de berries, nas fotos tinha uma velha idosa que podia se supor que tinha morrido por uma doença e ao seu lado o velho cego jazido morto no chão de seu corredor. Em uma nota, estava escrito: “Logo mais estarei ao seu lado já que nenhum dinheiro do mundo foi capaz de comprar a cura para nossa doença.”

No momento em que ia fechar as cortinas do quarto para que ninguém mais o encontrasse, ele conseguia ver uma sombra na casa vizinha, alguém lhe observou durante todo esse tempo que estava procurando, naquela janela, dois olhos amarelos lhe observavam, em sua cabeça, podia se ver a sombra do que pareciam ser dois chifres curvados. O homem ou seja lá o que for, movia-se lentamente de costas até que a sua sombra não havia sido mais vista por Tsao. Naquele momento, ele se sentiu paralisado como se estivesse em um pesadelo e conseguiu recobrar as suas ações momentos depois do acontecimento com um grito dos de baixo.

Com todas as cortinas do quarto já fechadas, ele começava a sair da casa com apenas as cédulas de dinheiro em seus bolsos já que objeto valioso não tinha mais nenhum, talvez ele tinha vendido tudo para pagar pelas contas médicas. – Encontrou algo? – Dizia Jack se aproximava ao saírem da casa e se encontrarem em um beco próximo após não terem visto nada que realmente os preocupassem.


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Re: Terra em Transe Qui Set 16, 2021 7:22 pm


Rato


Matar o velho não foi algo muito difícil. Embora ele fosse maior, era muito debilitado para pensar em revidar, e também parecia bem enfraquecido. O canivete era tão ruim que se quebrou somente de ter se enfiado no olho de alguém, um local bem mole, mas foi o suficiente pra finalizar a vida do velho. Ao menos, era o que estava implícito naquele momento. Talvez ele não tenha realmente morrido, mas simplesmente perdido a vontade de viver, e continuou no chão, bem ali. Não dá pra confiar nem no velho, esse canivete é tão ruim que acho que só piorei a cegueira dele, e deixei ele sofrendo. No fim das contas, a desconfiança era tanta, que até o velho, que provavelmente estava morto, poderia não estar morto de verdade. Mas isso era detalhe. Ao vasculhar seu quarto, um tanto mais limpo, não foi difícil encontrar um frasco com pílulas e um dinheiro escondido em uma tábua de madeira. O local era bagunçado, e como era um velho cego, provavelmente não deixava as coisas jogadas em qualquer lugar. Uma tábua oca já era o suficiente. Vasculhando o compartimento "secreto", a merreca encontrada era o suficiente se uma pessoa só tivesse feito o trabalho. Ou seja, aquela merreca era boa demais simplesmente pra caso eu tivesse entrado e feito todo o trabalho sozinho, sem precisar de dois patetas e o líder deles. Inclusive, eles acabaram se apressando cada vez mais, como se eu houvesse cometido um erro. Mas, não havia motivos para esquentar a cabeça. Estou aqui para destruir as sementes do mal, mas essas que não vão vingar, não me servem pra nada.

Na verdade, tinha mais receio em relação a Kane... de toda forma, no meio do dinheiro, fotografias envelhecidas, algo com bastante raridade naquele mundo, junto de uma nota. Ao ler a nota, um pesar tomou meu corpo repentinamente. Senti vontade de chorar, observando a beleza com a qual aquele velho caduco e cego prestava suas condolências para sua amada... Uma dor repentina em minha cabeça se alastrava por debaixo de meus cabelos. Dessa vez, não tentei reprimir a sensações, não havia ninguém perto. "A imagem de uma bela mulher de cabelos longos se mostrava visível, sorridente com um homem ao seu lado, que parecia feliz. Seguravam um bebê, minha irmã recém nascida. Tão bela família, e seu amor incondicional eram suficientes na isolada ilha. O fogo, então, começou a queimar os corpos, como arte que estava se destruindo..." Uma lágrima escorreu de meu esquerdo, enquanto imaginava o amor de minha família. Era um tormento, pois sabia que nunca mais iria ter contato com eles novamente. Após a dor parar de se alastrar, em alguns segundos, respirei fundo para desanuviar a mente e voltar ao estado natural das coisas. Talvez eu tenha acabado com o sofrimento final deste homem, mesmo que por dinheiro. Descanse em paz, velho, e siga sua nova jornada no além vida. Faria um sinal de prece, antes de meter o dinheiro nos bolsos. Também pegaria as pílulas ali, nunca se sabe quando remédios podem ser importantes. Antes de sair, observei a janela, e um frio correu pela espinha. Olhos amarelos e brilhantes, em uma silhueta com chifres, observavam de uma casa na vizinhança. Será que aquilo era uma alucinação? Mas mesmo assim... por quê um calafrio invadiu meu corpo? Só pode ser uma piada...

Aquilo não era normal. Não era um vizinha, nem nada do tipo, mas talvez o meu alvo. Ou seria, então, o espelho de minha alma? É o Diabo, cobrando o pacto que fiz com ele, à meia noite em uma encruzilhada escura, num beco nojento e vazio... Recobrei a consciência antes de finalizar os pensamentos teatrais, balançando o pescoço para espantar a visão. Saímos da casa, eu e os outros ratos, antes de chegarmos em um beco para acertar as contas. Aparentemente, os outros três não haviam encontrado nada de valioso. Eu imaginava que fosse burro, por cometer um erro de cálculo crendo que iríamos assaltar a loja, mas percebi que eles eram infinitamente mais burros. Colocaram-se em risco para roubar uma casa de um velho caquético, que não tinha quase nenhum dinheiro, e nem se prestaram a desenvolver qualquer que fosse um plano palpável pra que tudo aquilo acontecesse. Trabalho de amador, mas 3 retardados devem conseguir o cérebro de alguém normal.

Jack, vou falar em particular com você. — Diria, curto e grosso, antes de puxar o rapaz para um canto, e olhar no fundo de seus olhos. Se os outros 2 quisessem protestar, ignoraria e somente daria o desprezo do silêncio.

Com Jack no canto, pegaria o dinheiro do bolso, e começaria a contar. Separaria 1 milhão de berries, que guardaria em meu bolso, antes de lhe dar os outros 2 milhões, com a mão direita, em um aperto de mão sincero e forte, os olhos focalizados no dele. Quase uma tensão sexual, heim? Pelo menos esse cara tem mais respeito que os outros dois bostinhas. Não puxaria o dinheiro do bolso enquanto os outros 2 estivessem perto, e falaria aos sussurros com Jack.

Valeu pela chance, mas vou ficar com 1 milhão pra mim... pensei no plano, invadi primeiro, achei o dinheiro e me livrei do problema. Recomendo ficar com outro milhão pra ti e dar o restante pro seus amigos. — Diria para ele, tentando fazê-lo entender minha decisão — Espero que entenda minha parte. Mas não acho que trabalharemos mais juntos...

Após os dizeres, puxaria, então, o cartaz de procurado de Kane, o Temido, que guardava comigo, e mostraria para Jack, antes de continuar. A essa altura do campeonato, embora as desconfianças reinassem, Jack era a pessoa do grupo com a qual eu mais possuía proximidade, e o segundo mais inteligente, depois de mim, naturalmente. Além disso, confiava nele o suficiente para garantir seu dinheiro, caso contrário, só não iria ficar com uma parte maior pois iria pegar mal pra todos nós.

Conhece esse cara? Preciso acertar umas contas com ele. Você sabe onde ele possa estar? — Perguntaria, serenamente. — É Kane, o Temido, ele fez algumas coisas comigo no passado... qualquer informação é válida...

Na verdade, não havia nenhum assunto a tratar com Kane. E também, ele nunca havia feito nada comigo no passado, e nunca vi ele na vida, a não ser naquele momento estranho na casa do velho... Queria sua cabeça numa bandeja, pra conseguir a confiança da Marinha e começar meus trabalhos como o Diabo. Mais do que aquele latrocínio furreca que havia acabado de participar, Kane era meu ticket de entrada para o início do extermínio do sofrimento. Claro, sofrimento esse que nunca acaba, mas eu faço minha parte. Estava firme em minhas decisões, e aquela aventura de ladroagem era só o impulso que eu precisava, pra conseguir o dinheiro para executar tudo o que fosse necessário. Aguardaria as palavras de Jack, com uma expressão serena, mas os olhos e ouvidos atentos. Após isso, guardaria o cartaz, apertaria sua mão novamente, dessa vez em sinal de despedida.

Passar bem, Jack, foi um prazer conhecer você, e obrigado por tudo... ah! Mais uma coisa. — Despediria, já lhe dando um aviso logo em seguida — Sou um rato também, mas sai dessa vida, cara. Você nunca sabe quando o Diabo te espera.

Após isso, faria um aceno com a cabeça, e então começaria a caminhar novamente por Las Camp. Evitaria, de início, caminhar por entre ruas pouco movimentadas, preferindo seguir os becos, na tentativa de despistar possíveis caguetas que pudessem estar me observando, ou seguindo. Não me importava com os outros dois, tanto que nem mesmo me dispunha a saber seus nomes. Mas Jack parecia ser uma boa pessoa. De toda forma, agora era hora de seguir novos ares. O céu cinzento de Las Camp, naquele dia, tinha uma poética simbólica e uma melancolia que redundava em meu ser. Estava impassível como sempre, remoendo os planos em minha cabeça e o primeiro encontro com o possível Kane, o Temido. Agora é hora de pegar minhas coisas, vou comprar um traje de guerra, reforçado e especial, pronto para um soldado da desgraça, caçando os filhos dos desgraçados que destroem esse mundo. E uma arma, talvez um facão, polido e brilhante, reforçado para decepar a cabeça daqueles que cruzem o caminho. Sem demora, após caminhar sem rumo por um tempo, dirigir-me-ia a uma loja de artefatos de guerra, uma loja que pudesse conter tudo o que eu precisava, desde o traje, até uma arma, e quem sabe algumas ferramentas pra arrombamento? O T não está pra brincadeira... procurar a loja, agora, seria prioridade.

O Diabo está a espera, e sua possessão sobre meu corpo será o último suspiro do sofrimento, ao carregar pro inferno aqueles que são dignos de queimarem pela eternidade.

Histórico:

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Proficiências: Arrombamento, Disfarce, Furto, Furtividade, Estratégia
Profissão: Ladrão

Posts: 10
Ferimentos:

Objetivos: - Arranjar uma arma
- Arranjar um traje preto
- Conseguir recursos
- Entrar em algum grupo
- Acabar com uma semente do mal
- Aprender proficiência: Acrobacia
- Começar a aprender: Ambidestria

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