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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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Vermillion PT. 1 Ter maio 23, 2023 10:30 pm


Vermillion PT. 1


Ishkar Braezer [Revolucionario]

Role Play.
Fechada

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Re: Vermillion PT. 1 Qua maio 24, 2023 7:29 am




Aprisionado

Não sabia quanto tempo havia passado preso no porão daquele navio pirata. Estava úmido, fedido e escuro; e os balanços do mar me jogavam para lá e para cá constantemente.  Os nós apertados em meus pulsos e tornozelos ameaçavam rasgar-me a pele, mas de longe essa era a menor de minhas dores. Flashbacks do meu mestre Zhao, morrendo em meus braços enquanto balbuciava coisas que eu não consegui entender; eram a verdadeira adaga presa em meu coração.

Aquela tripulação pirata nos havia atacado em Karatê Island aparentemente por uma fruta, que nem sequer conseguiram achar. O que diabos uma fruta pode valer para justificar aquilo? Minha ignorância sobre o assunto tornava toda a situação ainda mais torturante. O homem que havia me ensinado como controlar meu ódio e como utilizar meus punhos havia, ao que tudo indicava, morrido em nome de uma merda de uma fruta. “Akuma no Mi”, eles falavam; mas essas palavras não significavam nada pra mim. De toda forma, não importa. Eles já eram homens mortos, só não sabiam disso ainda… Mas como diabos vou me soltar daqui?

Tentei traçar mil estratégias para galgar a liberdade e engendrar minha vingança; mas nada parecia imediatamente possível de realizar. Foi quando um tranco descomunal fez a embarcação tremer e saltar bruscamente. Um rombo apareceu à minha esquerda; a madeira destruída agora permitia a entrada da água do mar com vazão considerável. Acima, os gritos dos piratas ecoavam anunciando um ataque - São Revolucionários! - Eles diziam, e os sons das botas e dos disparos já começavam a ecoar aos borbotões.

É minha chance! - Rolei na escuridão tentando esbarrar em algo que pudesse usar - Vamos lá, por favor, algo afiado… Algo que… - E no meio da minha fala, meu ombro sentiu um pedaço de tábua de madeira quebrado, sua ponta tão serrilhada com farpas que parecia uma verdadeira serra - Bingo!

Girei, me arrastando. Acrobaticamente apoiei a parte dos pulsos contra a madeira enquanto a mantinha no lugar utilizando as pernas. Apenas alguns segundos em meio àquele caos foram necessários para que ganhasse a liberdade das mãos, e dali para desatar o nó dos pés foi brincadeira de criança. Confuso, mas agora solto.

A água que invadia a parte de dentro do navio já começava a cobrir meus pés. Foi quando ouvi um par de botas começar a descer a escada. Rapidamente saltei e me posicionei atrás dos degraus, puxando o pé esquerdo do pirata assim que ele apareceu. O maldito desequilibrou e caiu rolando - Mas que diabos, como o safado se solt… - Mas não lhe deixei terminar a frase. Com outro salto, desci com o cotovelo sobre seu nariz - Karatê dos Homens-Peixe: Elbow!

Os olhos do vilão me disseram que ele estava prestes a perder a consciência - Maldito fracote; não é tão fácil sem o resto da sua tripulação, não é?! - Meu soco encontrou seu estômago - Me diga, onde está o seu capitão? Ele tem uma dívida de sangue a me pagar…Fale, que eu te dou uma chance de nadar pela sua vida.

Tá bom, tá bom - Ele cuspiu sangue para o lado - Está surdo? Não está vendo que estamos sendo atacados? É uma embarcação com a bandeira revolucionária, ele está comandando os outros lá em cima e me mandou aqui vir “checar a mercadoria”... - Virei a cabeça a tempo de escutar mais um disparo de canhão enquanto notava que os piratas estavam cada vez mais agitados.

Certo, acredito em você - Uma joelhada no peito acabou de roubar a consciência do meu captor - Boa sorte nadando inconsciente - Minha voz ferina deu o tom, enquanto arremessei o corpo imóvel dele em direção à quilha da nau.

O destino havia me dado uma chance de me vingar, e eu pretendia aproveitá-la.


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Re: Vermillion PT. 1 Sex maio 26, 2023 7:16 am




Perguntas


Não sabia dizer ao certo se a caminhada subindo os degraus daquele buraco imundo havia sido rápida, ou longa e demorada. O senso de tempo, somado com todo o amontoado de informações recentemente jogado em meu colo, não permitiam que minha mente simplória processasse corretamente nenhum dos fatos. Só sei que, um passo após o outro, segui adiante.

Demoraram alguns segundos para reparar que as cordas que me prendiam ainda estavam em parte amarradas aos meus antebraços e pés - Vão ficar aí - Pensei - Ficarão comigo e me lembrarão do que fui, e do que devo lutar para nunca mais voltar a ser - A partir daí não olhei mais para trás, apenas para cima. O quadrado desenhado pela saída se aproximava da minha visão, ficando cada vez maior e deixando tudo cada vez mais claro. Com cuidado, espiei do lado de fora.

Meus olhos demoraram algum tempo para se adaptar ao choque luminoso, mas uma vez acostumados eles puderam divisar como a situação estava feia. A tripulação de piratas, que devia somar por volta de uns 10 homens, estava em confronto franco com outros estranhos vestidos de marrom e com boinas caracterizadas que, ao se utilizar de ganchos e cordas, obtiveram êxito em invadir a embarcação fora-da-lei. Ambos os lados se utilizavam de toda sorte de técnicas e armamentos, e o combate em si parecia estar extremamente equilibrado; não fosse pelo líder daqueles que, depois, eu viria a conhecer como irmãos de revolução.

Este líder parecia brincar com o capitão pirata que havia me capturado. Sim, o mesmo que também havia sido o autor do golpe final no coração do meu amado e falecido mestre Zhao. O Pirata o atacava com sua mortífera espada em velocidade impressionante, mas o Revoltoso apenas esquivava com passos para o lado e para trás; como se dançasse em campo de batalha.

Resolvi então sair do meu esconderijo e tentar utilizar algumas caixas de especiarias e recursos alimentícios como cobertura para me aproximar do combate individual. Me agachei entre dois barris de laranjas e me pus a pensar o que deveria fazer e sobre como deveria proceder exatamente. Meus músculos estavam todos em riste, em prontidão e prestes a agarrar aquela oportunidade e para exercer vingança - O maldito está completamente desprevenido…

Para além disso, meu corpo reclamava pela fome e pelo desgaste, me fazendo duvidar até mesmo da capacidade de executar uma emboscada eficaz. Como se as dúvidas fisiológicas não bastassem, também não haviam garantias de que esse tal exército revolucionário ou seus membros integrantes seriam de fato aliados, ou pelo menos não hostis. Foi quando a voz do líder revolucionário cortou o barulho da batalha campal

Acho que temos companhia, Capitão John - Ele falava enquanto defletia mais um golpe da espada com uma adaga que havia puxado do coldre escondido sob a longa capa marrom - Não vai querer entrar na dança, garoto? Acho que você tem algumas coisinhas para resolver com o velho mandrião aqui, ou estou errado? - Ele olhava diretamente para mim, como se me visse através de minha barricada improvisada.

John encarava o espaço de meu esconderijo, incrédulo - Você… Você escapou? Quem diabos é você, maldito? - Ele gritava em minha direção, seus olhos não tendo certeza se eu estava mesmo ali ou não.





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Re: Vermillion PT. 1 Sáb maio 27, 2023 3:53 pm




"É só um braço..."

Vai ficar aí parado? - Era a voz do Líder Revolucionário que me provocava - Não viemos até aqui para liberar um covarde. Ou pelo menos não foi essa a imagem que Zhao havia nos tecido de ti…

Aquela curta sentença foi, em muitas formas, um baque - Então eles conheciam o Mestre Zhao? - Minha mente frívola se atiçava enquanto meu corpo se movia quase que por si só para fora do esconderijo improvisado - Eles vieram… ME libertar?

Um dos asseclas do Pirata me viu e, ignorando o revolucionário que lhe dava combate, correu em minha direção. Ele estava visivelmente cansado, e seu corpo repleto de golpes. Em um girar de braço, apontou sua pistola pra mim e disparou uma rajada de três tiros. Me esquivei do primeiro saltando para o lado, mas o segundo e o terceiro passaram de raspão em meu ombro direito e antebraço; deixando ali um rasgão quente e enegrecido de pólvora.

Covarde nunca! - Gritei, aproveitando a minha posição de agachado para rolar no chão e saltar, encontrando meu agressor com uma voadora que o empurrou para trás o suficiente para que caísse em alto mar - Não faço idéia sobre porquê vieram até aqui, mas eu agradeço!

Vi que o chefe dos invasores sorriu de canto de boca frente a minhas palavras. A julgar pelo tom alaranjado do céu, o dia tempestuoso e nublado se encaminhava rapidamente em direção ao ocaso. O navio pirata já estava completamente torto para a esquerda, provavelmente em função do seu avançado processo de naufrágio. Haviam não mais que dois piratas, que arremessavam suas armas e se rendiam buscando misericórdia. Os libertadores estavam agora em seis, tendo tido também suas baixas de batalha.

FRACOTES! - Capitão John espumava pela boca, incapaz de aceitar a clara e completa derrota. Ironicamente, todavia, ele próprio já havia parado de tentar acertar o inimigo e dava sinais corporais de exaustão total.

Rapazes, precisamos nos apressar aqui! - Era a voz retumbante do líder - Aceitaremos a rendição de vocês, mas a sua vida está a mercê do rapagão ali - E guardava sua adaga, dando um passo para o lado - Esse momento é seu, jovem Ishkar. Um homem precisa agir por si próprio rumo aos seus próprios objetivos.

Gritando, arranquei em direção a John - Como você ousou tirar ele de mim? Você sabe o que Zhao significava, seu… Seu… - Os olhos estavam marejados, finalmente deixando transbordar o que havia por dentro. O pirata estava sério, não exibindo nada além de um desdém misturado com frustração. Ficou calado.

Karatê dos Homens-Peixe: Elbow! - Saltei e desci com o cotovelo em direção à testa de John, assim como havia feito momentos atrás. Ele colocou o lado laminado da espada em posição defensiva horizontal, quase como esperando que aquilo fosse frear o meu ímpeto, coisa que não ocorreu. Meu golpe encontrou a lâmina, que cravou na parte do tríceps. Continuei com a trajetória, mesmo com a dor lancinante me fazendo ver estrelas - Arrrrrgh! ELE... ERA... MEU... PAI!

Reforcei minha determinação na cotovelada ao propelir mais força ainda. Senti a ponta do osso acertar o alvo, e a resistência da espada sumiu. John baixou a cabeça, cuspindo sangue pela boca e pelo nariz, enquanto sua lâmina se quebrava, desgastada pelo longo teste que já havia tido antes contra a adaga do Revolucionário. Um pedaço prateado agora estava preso profundamente em meu braço, e sangue vertia fartamente. John caiu de joelhos, ainda semi-consciente.




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Re: Vermillion PT. 1 Ontem à(s) 9:16 am




Não é nada pessoal...

Os olhos do capitão agora fitavam a madeira meio destruída que era o chão do navio. Seus joelhos haviam cedido como reflexo do combate até então. Ainda tomado pela adrenalina, agarrei sua garganta e, com a mão esquerda, o ergui para fitar-lhe diretamente cara-a-cara - Você destruiu a minha vida a troco de nada - As palavras cuspidas com ódio jogavam meu hálito quente em sua fuça.

Nada pessoal garoto… - Sua língua dormente respondia como podia - Nesse mundo podre só existem duas coisas: lucro e prejuízo. Seu velho tinha algo que seria o meu lucro, e ao esconder de mim, quis me gerar prejuízo. Simples assim - Havia algo de sinceridade em seu discurso egoísta - Eu sou um pirata, e essa é a vida de um pirata. Já fiz as pazes com isso há muito tempo…As coisas são como elas são.

Olhei de lado, o ódio ameaçando consumir cada fibra do meu ser. Não entendia como alguém podia tratar com tanta indiferença vidas humanas que não haviam lhe feito nada de danoso… Mas ah, é verdade… Não somos humanos para eles, não é? Nasci nesse corpo maldito, que por algum motivo igualmente maldito, desprezam. E Zhao apesar de humano, ao aceitar-me, trouxe para si a mesma maldição. Talvez eu nunca devesse ter aceitado sua mão amiga, talvez…

Não! Colocar em dúvida a bondade daquele homem era a coisa mais desonrosa que eu poderia fazer. Fraquejar perante a segunda chance que seus ensinamentos haviam me dado era como cuspir em sua memória. Eu não faria isso. Eu jamais farei isso.

Caminhei com aquele homem preso pelo pescoço, arrastando seu corpo débil comigo - Eu acredito em você - Lhe disse, sendo igualmente sincero - Não entendo. Nunca entenderei. Mas acredito que fez o que o mundo te ensinou a fazer - O ergui com algum esforço, o outro braço latejando de dor e sangrando como cachoeira. Ignorando isso, o coloquei para fora da embarcação - Não que isso seja justificativa. Não que isso te inocente. Você é um produto desse mundo de merda, sim… mas é totalmente responsável pelo monstro que escolheu se tornar. E acredite em mim quando eu digo: Isso TAMBÉM não é nada pessoal…

Soltando a pegada, deixei que ele caísse rumo ao mar. Seu corpo chocou-se com o espelho d'água gerando um barulho alto e molhado; rapidamente afundando em direção à escuridão azulada. Na área, já era possível notar uma quantidade considerável de barbatanas, anunciando que os tubarões locais já haviam farejado a fartura de sangue que povoava a região.

O naufrágio já estava em muito avançado, e agora todos tinham que fazer grande força para permanecer de pé na embarcação toda torta para a diagonal. O líder revolucionário sorria em minha direção - Acho que nós somos uma companhia melhor que os tubarões, Ishkar. Vem conosco. Temos assuntos a tratar, e é o que o Zhao gostaria se ainda estivesse entre nós.

O navio revolucionário boiava ao lado dos destroços que agora eram a nau pirata. Os demais revolucionários conversavam entre si, enquanto cortavam as cordas que seguravam os ganchos que haviam utilizado para invadir a fragata inimiga. Estavam cansados, machucados, mas a impressão que passavam é que entendiam a razão pela qual haviam colocado suas vidas em risco, e perdido companheiros.

Silenciosamente, os invejei.



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