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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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Capítulo 1 - Dois homens e meio.

Kenshin
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Capítulo 1 - Dois homens e meio. - Página 2 Ahri
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Kenshin
Desenvolvedor
Capítulo 1 - Dois homens e meio. Qua Maio 12, 2021 12:16 am
Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo 1 - Dois homens e meio.

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civis Gintoki Shikatsu, Marshow Biggie e Yanka Barnum. A qual não possui narrador definido.

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Capítulo 1 - Dois homens e meio. - Página 2 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Blind1
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Capítulo 1 - Dois homens e meio. - Página 2 350x120
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Blind1
Civil
Re: Capítulo 1 - Dois homens e meio. Qua Jun 02, 2021 8:50 pm

Capítulo 1 - Dois homens e meio. - Página 2 5tgkqLW

O Artista

Não era preciso ser nenhum especialista para entender a real diversão que aquele homem procurava, tanto é que nem mesmo o meu invejável currículo foi suficiente para fazê-lo mudar de ideia. Uhmph! Suspirei, irritado, ao testemunhar a ação daquele que deveria ser meu fiel companheiro, nos bons e maus momentos. — Macaco de merda, vou te deixar na primeira floresta que surgir depois daqui... — Ameaçaria para que ele repensasse a sua atitude. — Importante lembrar de nunca mais dar confiança para um macaco ou confiar em herança de família, como essas espadas gastas. — Arfava ao confirmar a baixa eficácia dos meus armamentos.  

Para a minha infelicidade meu apelo não foi atendido pelo marinheiro, o que desencadeou em mim um forte senso de sobrevivência. A seriedade da situação exigia uma resposta imediata. Arquejando as sobrancelhas eu seguraria fortemente no cabo de minhas espadas ao ponto das unhas fincarem na pele e fecharia a mandíbula em sinal de raiva. Além disso, o barista havia descarregado sem sucesso o seu revólver naquele homem, fazendo cócegas e tenho certeza que o deixando ainda mais ereto, como um maníaco que ele se mostrava.

— Está cada um por sua conta, gordão. — Escondido atrás das minhas palavras estava a mensagem para atacarmos grosseiramente. A falta de um movimento sincronizado agia também como uma vantagem, pois na ausência de um padrão dificultaria muito ler os nossos movimentos. Era como você estourar um balão de doces e esperar que as crianças não se digladiassem por aquilo.

O marinheiro se preparava para usar soqueiras, o que dizia muito sobre o seu estilo de combate. Eu já lutei com alguns boxeadores e da região da cintura para cima costuma ser muito difícil de conseguir entrar, o que me resta explorar os membros inferiores e sua retaguarda. Eu estava decidido a não esperar de braços cruzados, mas sim responder prontamente ao seu convite. Avançaria contra o meu oponente com a estratégia de atacá-lo por baixo, onde acreditava estar à maior chance de vitória. Meu movimento consistiria em girar a lâmina da Katana de ponta cabeça, com o fio de corte virado para frente. Quando atingisse uma marca de não mais do que um metro de distância do alvo, esticaria a destra e balançaria para frente, encerrando o ataque na altura do seu tronco, de forma que o fio de corte estivesse virado para cima. — Eu nunca disse que os meus truques eram a principal maneira de levar diversão para as pessoas. — Comentaria confiante após o golpe.  

Independente do resultado do meu movimento inicial, bem ou mal-sucedido, a única certeza que eu tinha era de que aquele homem não se contentaria com tão pouco e voltaria à carga assim que tivesse a chance. Conforme ele avançasse em minha direção, eu bloquearia o ataque dele colocando a lâmina do meu Florete na vertical na direção do seu golpe, segurando firmemente no cabo da espada e pressionando na direção oposta visando sustentar o máximo possível aquela posição. — TSC! — Esperava que a minha lâmina não me deixasse na mão, não quando eu mais precisasse. — Isso não é tudo. — Como um contra-ataque, faria um único movimento com a Katana contra o baço daquele homem, pela lateral das costas, dando um passo à frente com a perna direita buscando colocar ainda mais força ao meu golpe.

— Está divertido para você, chefe? — Perguntaria entre uma pausa e outra. — Eu sou um domador e não gosto de usar de força para domesticar os animais, acredito que bater não é o mesmo que educar. — Diria. — Mas para você eu abrirei uma exceção. — Vociferaria.

Em segundo plano, por cima dos ombros e silhuetas que dificultassem o meu acesso, olharia por um breve momento para a porta a fim de reconhecer uma possível abertura, por mais tortuosa que fosse. — Não terminamos aqui, gordão e seu barman de merda. — Caso encontrasse essa oportunidade, formaria um X à frente do corpo com ambas as lâminas se cruzando, com a lâmina do Florete à frente, e me impulsionaria em direção da saída, já considerando que marinheiros que assistiam aquela cena tentassem me parar. Nesse caso o X serviria para frear essa tentativa, e conforme mais resistência encontrasse, expandiria esse X para as laterais com o objetivo de cortar quem quer que fosse que tentasse me impedir.

Caso lograsse êxito em minha fuga, assobiaria para que Skies viesse ao meu encontro. Meu objetivo era sair dali o mais breve possível e para isso eu me moveria entre a multidão pelo simples motivo de que marinheiros não tentariam contra meros civis.


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gmasterX
Estagiário
Re: Capítulo 1 - Dois homens e meio. Qui Jun 24, 2021 1:00 am
Narração

Era uma situação desesperadora para o trio. Aquele homem era poderoso e imprevisível, o que fazia os instintos dos três gritarem. O gigante parecia se preparar para mover, mas ao ouvir o papo de Yanka, se colocou completamente ereto novamente, pronto para receber de braços abertos o que Yanka tinha a oferecer. Marshow e o barman por sua vez não moveram um músculo, provavelmente estupefatos pelo o que haviam acabado de testemunhar. O homem de longas madeixas se preparou para desferir mais um golpe contra o homem.

Num movimento explosivo, Yanka praticamente voou para cima do gigantesco marinheiro e assim que estava prestes a atacá-lo, o homem começou a se mover. De forma inesperada, ele ergue seu pé, como se fosse dar um chute, o que fez o jovem espadachim instintivamente se defender contra seu ataque, porém antes dele se conectar, o pugilista deu um pisão com o mesmo pé e saltou sobre Yanka, se apoiando sobre a cabeça do rapaz com seu braço esquerdo. Um salto executado de forma impecável, visto o quão próximo ao teto ele se encontrava. Agora, o rapaz se encontrava de frente para a porta escancarada do estabelecimento, mas antes que ele pudesse correr, o mesmo sentiu um puxão ardente que ia do topo de sua cabeça até o começo de sua nuca. Naquele momento, se olhasse para trás, poderia notar que o gigante tinha seu cabelo entrelaçado em seus dedos.

Sem dar tempo ao seu oponente pensar em uma escapatória, o homem o puxa mais uma vez, o deixando entre ele e a dupla que comandava o bar. Agora virado para trás, Yanka podia ver claramente que o barista apontava sua arma em direção ao gigante, e que ele, por sua vez, se agachava, se escondendo atrás de Yanka. Uma situação que em qualquer outro momento pareceria cômica, mas ao invés disso, ela apenas deixou o barista ainda mais nervoso, que claramente tremia.

No breve momento de hesitação, o gigante grisalho saltou para cima do barista, deixando o seu braço esquerdo, junto de seu escudo humano, para trás, e desferiu um soco bem na face do atirador, que fez um punhado de seus dentes voar, como se fosse uma cena de um gibi de ação. O barista ficou lá, parado, mal se aguentando de pé, atordoado após a porrada, e o seu oponente por sua vez, esticou sua mão direita de volta para o cabelo do rapaz a quem estava segurando. Por fim, ele juntou suas forças e arremessou para cima do barista como quem praticava lançamento de martelo. O impacto o derrubou, deixando os dois jogados, com o barista, ainda estático no chão, sem nem ao menos tentar se levantar. O marinheiro se aproximou dos dois com toda confiança, apoiou seu pé direito sobre as costas de Yanka e jogou seu peso, sem dó nem piedade. A sensação era horrivel e parecia que um de seus ossos estava prestes a se partir, mas antes daquilo poder se tornar verdade, o homem olhou pro lado e viu Marshow, de pé sem nem ao menos tentar ajudar. - Sabe… Eu odeio covardes… Mas odeio muito mais quem não preza por seus companheiros! - Ele removeu seu pé de cima de Yanka, dando alivio para o rapaz, mas o deixando com  dores em todo o seu corpo, e avançou em direção a Biggie.

Ao se aproximar de Biggie, o homem saltou mais uma vez, de forma exemplar, e em sua aterrissagem, desferiu uma cabeçada que quebrou o nariz de Marshow. Em seguida, ele entrelaçou os dedos e esticou os braços para trás, passando-os por cima de seu ombro direito. Sua face gritava que ele daria tudo de si nesse próximo golpe, e assim ele o fez. A porrada o atingiu em cheio no peito. O som pode ser ouvido até do lado de fora do estabelecimento, e o mais impressionante: Biggie voou do meio do bar até a parede, arrebentando mesas e banquinhos de madeira no caminho. Biggie ficou lá, sentado com as costas apoiadas na parede e uma marca em seu peito, deixada pelo coice que havia recebido quase agora.

-Eu esperava bem mais de vocês… Devo dizer. - O homem se endireitou, voltando a postura ereta e relaxada de antes. - Terminamos por aqui. Foi um prazer conhecê-los, e espero poder encontrá-los de novo no outro lado.- Ele se virou para a porta e gesticulou com a mão, o que fez com que os homens do lado de fora apontassem suas armas para dentro novamente.

- ESPERA!!! - Surgiu uma voz estranha, do meio do mar de armas. Após uns breves segundos aguardando, finalmente um jovem soldado de madeixas avermelhadas e vestindo um chapéu fedora preto com uma pena amarela surge. - Por favor, não os mate, comendador! - Ele saltou na frente do grupo que havia acabado de ser derrotado. - Precisamos deles para as lutas! - Ele abriu os braços, ofegante. Parecia ter corrido uma maratona para chegar ali. - E porque eu deveria lhe dar ouvidos? Pequeno Edward.- Ele sorriu sadicamente. - Pois caso não o faça, terei que reportar uma execução não protocolada, feita durante uma operação ilegal de apreensão. Pode ter certeza que alguém não vai ficar muito feliz em ouvir isso. Vai ser o que? A terceira neste mês? - O sorriso do gigante desapareceu, e o mesmo se manteve encarando Edward em silêncio por alguns longos minutos, até que por fim, ele soltou uma gargalhada que quebrou a tensão. - Tudo bem Edward, você venceu! Por ter me deixado de bom humor, vocês tem duas vidas extras. Em contrapartida, terão que participar como um grupo, e eu vou levar o gordão ali comigo. - Sem ser diretamente ordenado, os homens que rondavam o bar o invadiram, arrastando-o para fora. - Vejo vocês depois. - Ele cruzou seus braços e se aproximou da porta, uma vez perto dela, ele se agachou e saiu do estabelecimento. Sem muita demora, os soldados deixaram o local, marchando para longe, enquanto arrastavam Biggie para o QG.

O jovem rapaz de madeixas vermelhas suspirou aliviado, e por fim, finalmente relaxado, se virou para os dois que estavam caídos ali. -Certo… Antes de qualquer coisa, não possuo um nome, mas vocês podem me chamar de Edward. - Ele disse, puxando um dos poucos banquinhos que haviam sobrado. - Vocês devem ter perguntas, então pode mandar.