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Ryoma
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Yu Wei Ter Maio 11, 2021 7:53 pm



Wei








Sobre o Personagem


Nome: Yu Wei
Idade: 21 anos
Género: Masculino
Mão Predominante: Destro
Risada: ...
Altura: 1,74 m
Peso: 58 kg
Raça: Humano
Origem: País de Kano - West Blue
Localização: Sirarossa - West Blue
Grupo: Civil

Complementos



Aparência:
Os traços de Wei são extremamente belos e atrativos, sua estatura é mediana, físico bem definido, ainda que esguio. Sua pele é bastante branca e dificilmente consegue ganhar qualquer sinal de bronzeamento, o que contrasta fortemente com seu cabelo cor violeta, de um tom muito próximo do preto, lhe dando uma aparência que se destaca na multidão, ainda mais quando adicionado seus olhos com pupilas de cor azul celeste de um aspecto estranho que geram a impressão de refletir a luz, na coloração das pupilas, quando em locais com muita iluminação.

Geralmente Wei mantém seu cabelo num tamanho que chegaria até um pouco mais que seu ombro, mas ele o amarra num rabo de cavalo curto atrás de sua cabeça. Suas roupas usuais refletem sua origem de Kano, sendo geralmente um kimono azul. Wei também gosta de carregar seus pertences na sua cintura, seja sua katana embainhada, uma garrafa ou cabaça de vinho e algum tipo de instrumento musical, principalmente de sopro.

Personalidade:
Wei é uma pessoa naturalmente despreocupada, isso se reflete no seu habitual semblante relaxado e andar tranquilo. Mas tal postura esconde, na verdade, uma pessoa extremamente cruel e impetuosa, do tipo que sente prazer na batalha e na derrota completa e brutal do seu oponente: Ferindo seu corpo, esmagando sua determinação e, apenas então, extinguindo sua vida.

Dificilmente, por maior que seja o perigo, Wei se sente intimidado. Pelo contrário, quanto maior o desafio e o perigo, mais instigado o espadachim se sente, como se o seu sangue fervesse em suas veias, mas sua mente parece esfriar e se tornar ainda mais focada, seus pensamentos mais nítidos. Ainda sim, ao contrário do que se espera de pessoas assim, Wei não busca ativamente problemas, ele apenas gosta de se aventurar e satisfazer os próprios desejos, mas evita provocar pessoas de formas desnecessárias. Ainda que a diferença da definição de necessário, e a satisfação de qualquer desejo seu, esteja separado por uma linha bastante tênue.

Os passatempos preferidos de Wei são ler, tocar algum instrumento musical, andar sem rumo definido, algo que ele parece naturalmente fazer mesmo quando tem um rumo definido, e beber vinho, em especial se ele puder fazer qualquer uma das outras três primeiras atividades enquanto bebe vinho. É bastante incomum que Wei aprecie a companhia de uma pessoa nesses seus momentos íntimos, uma vez que ele acredita que, por toda sua situação, poucas pessoas podem entendê-lo.

Wei também está ciente de sua beleza e um certo carisma natural que ele tem, e não se importa de ativamente tirar vantagem disso para obter o que quer, sem sentir nenhum remorso por isso. Em parte isso se deve a personalidade extremamente orgulhosa, se não arrogante, do espadachim. Em combate esse traço de sua personalidade se torna ainda mais evidente: Para Wei uma derrota é inaceitável, e desde que usando suas próprias capacidades, Wei acredita que qualquer método de vitória é válido, como uma vez seu mestre lhe disse “No campo de batalha não existe certo e errado, apenas vida e morte”.

História:
Outono:
A vinte e um anos atrás, na mais longa noite do inverno, uma forte e rara chuva descia sobre o país de Kano. O som das gotas que batiam no telhado trazia uma suavidade rara para o momento, mas tal tranquilidade era entrecortada por gritos de luta e dor em uma das mansões mais afastadas do distrito de Yīnghuā Shèngkāi. A mansão da família Yu escondia uma grandeza encoberta pelo tempo e pela falta de atenção e cuidado.

Após duas longas horas, enfim, os gritos deram o lugar a uma respiração pesada que só podia ser ouvida por aqueles que estavam num pequeno quarto na mansão. A mulher sobre a cama olhava com um olhar carinhoso para a criança que ele recentemente tinha parido, o recém nascido lhe devolvia o olhar com uma calma pouco habitual de um bebe que descobria agora o mundo, seus dois pares de exóticos olhos azuis celestes pareciam faiscar ao refletir a luz dos inúmeros lampiões que iluminavam o quarto.

A bela cena contrastava com o olhar de terror que todos os que estavam no quarto. O sangue que se derramava da mulher incessantemente indicava hemorragias que não poderiam se curar, mas a determinação em seu olhar indicava que ela ficaria consciente até o último momento de sua vida, só pra segurar aquela criança em seus braços.

Infelizmente esse olhar não faz parte das lembranças de Wei, O primeiro olhar em sua mente foi aquele dirigido a ele pelo seu pai, um olhar severo e distante, que parecia ver a criança e viajar até o dia em que ele perdeu sua amada. Seus dois irmãos mais velhos também nunca foram amistosos com Wei, afinal ele era filho de uma outra mulher, uma concubina, ainda pior, com uma estrangeira, por isso eles não apenas davam pouca atenção ao garoto, mas quando davam, geralmente o humilhavam por sua condição única: Wei tinha nascido, como o avô materno de seus irmãos descreveu, sem o dom das palavras, ele era mudo.

Wei recebeu todo o treinamento e ensino da nobreza desde cedo, mas nunca conheceu o amor familiar. Por mais que Wei se esforçasse e fizesse o seu melhor, seu pai mal lhe dava um olhar de aprovação e Wei nem pode se lembrar quando escutou um elogio seu. Durante os anos Wei se habituou a isso e deixou de se focar em seus estudos, ao invés disso, ele preferia fugir para locais isolados e ler. Com o tempo isso se tornou um hábito seu, suas histórias favoritas eram aquelas que contavam sobre homens e mulheres poderosos conhecidos como “Imortais”, capazes de realizar feitos inimagináveis, como cortar castelos com o manejo de suas espadas, tornarem seu corpo fogo ou caminharem no céu.

Aos doze anos Wei foi apresentado à sua noiva, Shui Jie, a segunda filha de uma família de mercadores em ascensão dentro de Kano. A jovem era extremamente linda e fez Wei ficar hipnotizado por ela. Durante todos seus encontros Wei escreveria diversas poesias para ela e sempre se esforçava para a jovem se divertir e ele poder ver o deslumbrante sorriso de Shui Jie.

Mas um dia, enquanto ele buscava um lugar mais reservado da mansão Yu para emergir em sua leitura, Wei descobriu Shui Jie, e seu irmão do meio, Yu Zhu, todo um contato completamente íntimo. Quando os dois perceberem o jovem, Zhu apenas começou a rir e ameaçar seu irmão, de que ninguém poderia ouvi-lo reclamar de ele estar com a mulher de Wei, e mesmo se escutassem, ninguém ligaria. Mas as palavras que mais machucaram seu coração foram as de Jie: “Você acha que eu viveria minha vida com uma pessoa medíocre como você?".
Inverno:
Naquele mesmo dia Wei fez algo que ele nunca tinha tido coragem de fazer em sua vida: Ele foi visitar o túmulo de sua mãe. O vento refrescante do crepúsculo batia e balançava seu kimono, a criança encarou o túmulo de sua mãe por quase uma hora, uma escultura tinha sido feita e dedicada a ela ali. Lágrimas saíam de seus olhos e se misturavam com a figura esculpida ali e para formarem uma estranha imagem embaçada de uma bela mulher que o encarava, nos olhos dessa mulher podia se ver apenas felicidade e carinho, um olhar que nunca teve ciência de ter sido dirigido a ele em sua vida.

“Ela era linda, não era?” Essa voz viajou pelo ar e causou um calafrio em Wei. Logo atrás dele um senhor encarava o túmulo para além dele. Num primeiro momento Wei achou que fosse seu pai, eram duas figuras muito parecidas, até a voz era, mas essa voz era mais rouca, era menos impetuosa, mas era muito mais vivida.
O silêncio pairou entre os dois por um longo tempo, o sol já tinha sumido no horizonte quando o senhor voltou a falar: “O que uma pessoa precisa é de resolução. Um espadachim resoluto pode empunhar uma espada cega e ainda sim derrotar um exército, por que ele pode avançar quando os outros recuam, pode usar métodos que os outros não ousariam.” Essas foram as palavras do velho antes dele lançar mais um olhar para o túmulo e se afastar.

Após refletir as palavras do homem misterioso, Wei fez uma longa reverência a direção que o homem tinha ido embora, a dúvida e angústia sumiram de seu rosto, e uma luz afiada brilhou em seus olhos.

Durante os próximos dias na mansão Yu diversos boatos começaram a correr entre os serviçais de que o segundo herdeiro, Yu Zhu, estava tendo relações com a noiva de seu irmão mais novo. Esses boatos chegaram ao ponto de não poderem mais ser abafados e, surpreendentemente, Wei declarou que estaria desafiando seu irmão para um duelo por sua honra. O que, para todos era uma loucura inimaginável, já que Zhu era reconhecido como um dos melhores espadachins da sua geração.

Mas um dia antes do duelo Zhu recebeu em seu quarto diversas garrafas de vinho e algumas meretrizes. Uma carta de seu irmão mais novo também acompanhava os vinhos, nela ele pedia que o seu irmão pegasse leve com ele no dia seguinte, ele apenas queria manter um pouco de sua honra. Zhu se divertiu muito naquela noite.
No dia seguinte o duelo começaria ao meio-dia. Zhu ainda estava bêbado quando chegou para lutar, além de não ter dormido durante toda a noite. Mas ele ainda estava completamente confiante: “Como seu irmão medroso e medíocre poderia derrotá-lo?”. Esse também era o pensamento da maioria da platéia.

Mas a cena que se desenrolou na frente deles foi o completo contrário. No primeiro sinal de que o combate poderia acontecer, Wei deixou a luz do sol a pino refletir na espada e nos olhos de seu irmão, então com apenas um golpe simples e limpo arrancou o braço do seu irmão antes que ele pudesse ter qualquer reação. O combate seria até o primeiro sangrar, o braço de seu irmão arranca derramava muito mais sangue do que Wei precisaria para confirmar sua vitória.

Como em um coro fúnebre, os gritos de dor de seu irmão acompanharam os passos lentos de Wei enquanto ele saia da arena. Ninguém sabe para onde Wei foi durante o restante daquele dia. Sua figura silenciosa permaneceu diante do túmulo de sua mãe até o amanhecer do dia seguinte, em seu coração repousava uma paz de poder ter cumprido sua vingança que ele tinha iniciado desde que começou a espalhar os boatos da relação entre Jie e Zhu.

Pouco antes do amanhecer Wei foi embora, dando um último olhar de relance pro túmulo da sua mãe, foi como um soldado que toma seu último fôlego antes de rugir e avançar contra o exército inimigo, mesmo que saiba estar em total desvantagem.

Naquela manhã Shui Jie acordou com suas criadas abrindo as cortinas de sua janela, mas ao contrário de correrem para preparar seu banho, elas ficaram estáticas encarando a visão da janela. Jie se apressou pra ver o que era: Uma multidão se reunia em frente a mansão dos Shui, como se algo atraísse sua visão para os altos muros da mansão. Se ela fosse uma das pessoas da rua entenderia o motivo disso: No muro estava pintado em grandes letras “Eu, Yu Wei, recuso meu contrato de casamento com Shui Jie.” e o próprio Wei se encontrava sentado escorado no muro, aparentemente dormindo ou esperando algo acontecer, como se nem percebesse as pessoas o observando.

Quando enfim Jie desceu e viu a cena, entrou em completo choque, ninguém que ela sonharia ser recusada, ainda menos por um garoto tímido e mudo, ainda menos de uma forma que chamasse tanta atenção. Mesmo se ele tivesse gritado para todos ouvirem, não teria sido tão humilhante para ela. Ao ouvir os xingamentos de indignação que Jie dirigia a ele, Wei levantou- se sem expressar qualquer emoção entregou uma carta fechada pra ela e então se afastou. Enquanto a figura solitária se afastava, Jie abriu a carta e leu: “Você acha que eu viveria minha vida com uma pessoa medíocre como você?”.
Primavera:
Wei decidiu sair de casa naquele mesmo dia, independente das dificuldades que provavelmente enfrentaria. Mas na sua primeira noite nas ruas Wei foi cercado por um grupo de oitos homens, todos pareciam nobres de classe menor, sem nenhuma palavra eles se juntaram  e começaram a espancar Wei, sem nenhuma palavra, apenas olhares de desprezo.

Quase perdendo sua consciência, Wei ouviu alguns gritos de surpresa, os golpes pararam e sons de batidas e ossos quebrando se seguiram. Quando Wei conseguiu levantar a cabeça viu o homem que tinha o abordado no túmulo de sua mãe. “Se você fez uma reverência para mim e aceitou meus ensinamentos, então já é meu aprendiz. Como poderia deixar meu aprendiz ser morto?”. Após interrogarem um dos homens que o tinha espancado, Wei descobriu que quem mandou eles foi seu irmão mais velho, Yu Zi.

Desde aquela noite, Wei passou a acompanhar o velho, descobrindo que seu nome era Tian. Naquela mesma noite, ao retornarem à estalagem que Tian estava, Wei conheceu um outro jovem que também estava lá, claramente um estrangeira, a pele mais escura e tranças deixavam isso claro. Seus olhos amarelos incandescentes encaram os olhos azuis celeste de Wei por um momento, e então o jovem falou: "Te esperei para agradecer pelo favor de me trazer até aqui. Agora vou me despedir", Wei lembra do olhar de sentimentos complicados no rosto do seu mestre, ele acompanhou o jovem até a saída deixando Wei no quarto. Quando retornou Wei notou que os sentimentos de Tian estavam ainda mais agitados, mas em um suspiro ele deixou tudo ir embora: “Sabe, você e aquele jovem são muito parecidos… Tem olhares de quem perdeu tudo e ainda sim não vão se curvar um centímetro sequer...”.

Inicialmente as expectativas de Wei era pra aprender ainda mais com seu mestre, mas durante o próximo ano que o acompanhou Wei se viu sendo um itinerante, durante o primeiro ano a falta de ação o incomodava, mas com o tempo o coração do rapaz se acalmou.

Durante o segundo ano Wei conheceu outro homem mudo, e também surdo, que o ensinou a linguagem de sinais. Aprendeu a tocar diversos instrumentos com um grupo de músicas que ele e seu mestre dividiram a carroça e viajaram juntos por um tempo. Com o tempo aprendeu a entender seu coração e também o dos outros. Foi no final do segundo ano que seu mestre lhe ofereceu um gole de vinho e lhe usou o mesmo tom de voz daquela tarde, como se fosse o seu segundo ensinamento: “O coração é a verdadeira lâmina do espadachim. Um coração afiado pode fazer uma espada cega cortar aço, um coração fraco não pode fazer a espada mais afiada cortar papel.” Ele deu outro gole e ofereceu mais um gole para Wei. “Se quer vencer seu inimigo, torne teu coração forte e destrua o coração de seu oponente”.

No próximo ano Wei realmente recebeu um treinamento formal como espadachim, mas eles serviam apenas para refinar sua habilidade e aflorar a resolução no seu coração. Durante esse tempo Wei também aprende mais sobre os maus hábitos de seu mestre, que inclui frequentar cabarés e beber quantias excessivas de vinho.

No dia em que Wei completou dezessete anos eles retornaram à capital, sua chegada não causou nenhuma comoção na cidade, mas suas próximas ações causariam. Ele se dirigiu à mansão Yu e esperou seu irmão aparecer. Ele já sabia que seu pai havia morrido a dois anos de alguma doença ou mal súbito, e seu irmão tinha assumido os negócios, conhecendo seu irmão, Wei já imaginava a natureza dos negócios que podiam garantir a atual riqueza ostensiva que a mansão Yu emanava naquele momento.

Wei esperou duas horas até que seu irmão aparecesse. A visão dele fez Yu Zi engasgar de espanto. Wei silenciosamente desembainhou sua espada e encarou seu irmão, esse entendeu o significado do gesto e o repetiu. Tian anunciou que serviria de testemunha para o duelo, e assim ele se iniciou.

Zi manteve a vantagem no começo do combate, ele era um combatente mais experiente que Wei, mas a cada troca de golpes ele perdia um pouco da sua vantagem, no ponto onde Zi hesitava ao se expor a um ferimento para poder ferir seu oponente, Wei realizava o golpe e aproveitava a oportunidade sem hesitar ou reclamar dos ferimentos que recebia. Zi era um combatente mais experiente em duelos, mas os duelos que eram realizados na capital eram aqueles até o primeiro sangrar, duelos de vida ou morte eram muito raros.

No fim, após uma luta que parecia interminável, Wei matou seu irmão ao fincar sua espada na garganta dele. A rua estava banhada com o sangue dos dois, Wei estava coberto de cortes, mas todos eram superficiais, resultantes da hesitação de seu irmão, enquanto que o corpo de seu irmão estava completamente retalhado. Ainda sim Wei desmaiou logo após o fim do combate pela dor, perda de sangue e exaustão. Mas mesmo desmaiado ele continuou de pé, ele se negaria a cair diante do seu oponente, era sua resolução.

Quando Wei recobrou sua consciência ele estava na sua antiga casa. Tian tinha cuidado ou pedido para alguém cuidar de seus ferimentos. Após levantar e se arrumar, Wei sabia onde encontrar o seu velho mestre, ele foi em direção ao cemitério.

De longe já era visível a solitária figura daquele senhor que, a cada ano, mostrava mais e mais sinais da idade. Ao chegar viu o velho encarando o túmulo de sua mãe, e também o de seu pai que tinha sido construído logo ao lado. Wei se aproximou e encostou nos ombros do senhor e começou a gesticular em sua direção, seus gestos eram sinais que formavam uma simples frase “Você a amava muito, não era tio?”.

Um sorriso taciturno apareceu nos lábios de Tian naquele momento. “Então você ligou os pontos. Sim, eu a amei tanto quanto seu pai a amou, mas no fim ela escolheu ele e eu parti”. Eles permaneceram em silêncio ali, e enfim Wei se curvou profundamente para Tian mais uma vez, naquele mesmo lugar, como a três anos atrás. “Você vai partir, não é?”, Wei respondeu com um acenar positivo de cabeça. “Boa viagem garoto, você já me deu sua reverência da inocência, quando a perdeu, agora está me oferecendo a sua reverência da itinerância, quando sente que deve partir… Esse é um elo que não podemos quebrar, vou esperar sua última reverência nesse mesmo lugar, a itinerância do por do sol”. Mesmo sem entender as palavras do seu mestre, Wei se virou e saiu, seu mestre nunca foi do tipo que explicaria as coisas, ele confia que seu discípulo entenderia por si em algum momento.

Foi assim que, naquela manhã, a jovem figura silenciosa abandonou a antiga e solitária figura que ainda observava suas costas lhe desejando, sem palavras, boa sorte na sua viagem.
Verão:
Wei embarcou num barco mercantil que partiria para Sirarossa, mas após duas noites de viagem, o barco foi atacado por um bando pirata. Wei duelou com o que parecia o capitão do bando, desarmado-o com facilidade, mas optando por não matá-lo, ao invés, guardando sua espada, todo o resto do barco tinha sido tomado pelos piratas, não era inteligente matar um deles ali.

Curiosamente, o capitão, um jovem com uma peculiar cicatriz que marcava o lado esquerdo todo de sua face, convidou Wei para seu bando. Seu nome era Bartosh, e ele valorizava bastante Wei, pois tinha visto potencial no rapaz e precisava de pessoas com esse potencial para obter o que queria. Mas, ao contrário de seu capitão, todos os demais membros do bando desprezavam Wei, afinal ele era afastado e estranho para eles, além de ser muito mais novo que todos ali que já estavam pelos seus trinta ou quarenta anos.

Esse desgosto era ainda mais evidente em Franziska, amiga de infância de Bartosh, e uma das primeiras pessoas que ingressaram no bando. Ela também era uma hábil espadachim e não acreditava quando Bartosh falava sobre as habilidades de Wei, mas sempre que ele desafiava o novato do bando, ele recusava. Isso chegou ao ponto onde ela parou em frente a Wei e disse: “Vamos apostar num duelo, se eu ganhar você tem que sair do bando”. A resposta de Wei foi um sorriso seguido de um bilhete escrito: “Se eu ganhar você vai me pertencer, se concordar, é só atacar”. A arrogância e proposta de Wei foram a última gota para irritar Franziska que o atacou sem pensar, pra logo depois entender que isso indicava que ela concordou com a aposta, o que a deixou ainda mais nervosa.

O duelo foi rápido, em três trocas uma pequena linha de sangue apareceu no braço esquerdo de Franziska, indicando que ela tinha perdido. Franziska tinha se tornado muito previsível e descuidada por causa de sua irritação, o que facilitou para Wei encontrar uma abertura.

No fim do duelo, Wei apenas sorriu para Franziska e se afastou para um canto, voltando a observar o céu e o mar.

Durante os próximos dias Franziska passou a olhar, vez ou outra, para figura silenciosa que se encostava em um mastro do bardo e parecia se perder em seus pensamentos e lembranças. Em dia ele simplesmente deixou o grupo de membros do bando que bebiam juntos e se encostou do lado daquela figura e ficou ali em silêncio. Em algum ponto Wei passou um bilhete para ela, ninguém sabe o que estava escrito, mas fez ela dar um lindo sorriso para o jovem.

Naquele mesmo dia, logo após anoitecer, o bando de Bartosh atacou outro barco, dessa vez um barco pirata. Após matarem a maioria e saquearem o que tinha a bordo, Wei escutou o capitão do barco ameaçar Bartosh dizendo que seu irmão era capitão de um bando muito maior e logo ele buscaria vingança, mas Bartosh apenas riu e respondeu: “Homens mortos não se vingam”.

Durante os próximos dias o bando viveu daquele saque, bastante abundante diga-se de passagem, mais do que aquele bando um pouco menor que ele deveria poder conseguir. Para eles isso era uma grande sorte e superficialmente o bando parecia ainda mais feliz que o habitual, mas era apenas na superfície, a aproximação de Franziska e Wei começou a tornar o semblante de Bartosh cada vez mais sombrio, ele na verdade escondia uma forte paixão e desejo por Franziska, desde suas infâncias, mas nunca revelou.

Eventualmente a proximidade de Wei e Franziska, chegou ao ponto em que eles passariam a maioria das suas noites juntos. fazendo barulhos que incomodavam as noites da maioria do bando, mas ele só poderiam lançar olhares invejosos para o casal, afinal tinham visto a ferocidade de Wei em combate e conheciam a personalidade forte e dominante de Franziska a muito tempo.

Em uma dessas noites, enquanto Wei e Franziska estavam sozinhos no quarto dela, um dos poucos quartos particulares do barco, uma enorme confusão se agitou do lado exterior. Bartosh entrou no quarto e avistou os dois em um momento extremamente íntimo, mas ele conseguiu conter o gosto amargo em seu coração e vociferou para os dois: “Se vistam, estamos sendo atacados”.

Wei não demorou pra entender a situação. Não era pra um bando tão grande tê-los atacados, geralmente eles evitavam ofender qualquer força nesse patamar, mas teve um caso em que a confiança de Bartosh em si mesmo poderia ter trazido tal desastre. Mas agora era muito tarde pra pensar nisso, metade do barco já estava destruído pelas balas de canhão e começava a afundar. Wei abria um caminho para ele e Franziska, mas em algum momento ele sentiu que ela tinha ido parar em outro canto, e pareceu ver seus cabelos de tom exótico balançarem entre os combatentes no barco inimigo, mas Wei tinha se deparado com um oponente que não o permitia desviar sua atenção naquele momento, um homem corpulento com um ar selvagem.

Quando enfim Wei conseguiu se livrar do seu inimigo, Bartosh surgiu em sua frente apontando uma arma para ele. A chuva que tinha começado a cair quando o combate se iniciou, o ondular do mar agitado e a fumaça das partes do barco arruinado que ainda estavam em chamas nublavam a visão dos dois, mas Wei não precisava ver o rosto de Bartosh para saber o que ele pensava. Um sorriso irônico brotou no rosto de Wei, ele sabia que não tinha como alcançar Bartosh antes de ser atingido e não adiantaria lutar, mas no exato instante em que Bartosh disparou, o gigantesco navio de seus oponentes bateu nos destroços do navio que eles estavam, jogando Wei para o mar.

A próxima lembrança do jovem espadachim é de sentir a água salgada do mar bater em seu rosto e entrar por suas narinas, dando aquela desconfortável sensação de queimação. Parecia que uma força o puxava, e conforme Wei era tirado da água, conseguiu abrir os olhos, na sua frente um rapaz, por volta da sua idade, cabelos de um chamativo tom rosa e dentes afiados que pareciam lâminas, parecia sorrir para Wei como se tivesse salvado a vida de um amigo de longa data.

Wei acenou com a cabeça para o homem agradecendo e começou a se afastar, mas o homem continuou a perseguir Wei, tentando conversar com ele. Das falas do homem Wei pode saber muitas coisas, tais como o fato do nome do estranho ser Seis, que a ilha que eles estavam se chamava Derlund e que aquela cara era totalmente louco, ao ponto que talvez as outras duas informações não tivessem muita garantia.

Conforme Wei continuou ignorando o tal Seis, ele enfim pareceu ter uma ideia e parou diante de Wei e começou a gesticular com as mãos. Inicialmente Wei achou a ação estranha e moveu sua mão em direção ao punho de sua espada na cintura, apenas para se lembrar que ela não estava lá, mas então notou que existia uma familiaridade com os movimentos nas mãos de Seis… Era linguagem de sinais. Notar tal detalhe fez os olhos de Wei brilhar e ele começou a conversar com o misterioso rapaz que o tinha salvado, usando a linguagem de sinais, tal conversa se desenrolou por bastante tempo e os dois homens acabaram, naquela tarde, por puro acaso, se tornando amigos.

Ao final da tarde, conforme ainda estavam na praia, Seis e Wei encontraram mais alguns destroços do naufrágio flutuando no horizonte do mar, entre os quais estava a silhueta de mais uma pessoa. Wei fez menção de se atirar ao mar, por curiosidade de ver quem poderia ser, e a possibilidade de ser Bartosh, do qual ele precisava acertar algumas questões. Mas quem se atirou primeiro ao mar foi Seis novamente e trouxe de volta aquela pessoa em seus braços.

Era uma linda jovem de cabelos vermelhos com uma franja amarelo-alaranjado que dava a impressão de ter fogo como cabelo. Era, para surpresa de Wei, Franziska, que ele acreditava ter ficado no barco inimigo após terem se separado. Após ser retirada do mar, o corpo da jovem tremeu levemente enquanto ela tossia uma boa quantia de água, para enfim abrir os olhos. Conforme ele os abria, ela primeiro viu Seis que ainda a tinha em seus braços, em sua visão nublada ela murmurou algo que os dois não puderam entender, mas então Seis a colocou de pé e ela pode recobrar totalmente a consciência, e então seu olhar se dirigiu para Wei: “Eu estava desesperada atrás de você garoto! Quase me mata de preocupação… Nem acabamos o que estávamos fazendo...” exclamava a mulher enquanto abraçava fortemente Wei, além de fazer um biquinho no final da sua frase. Wei não podia fazer nada além de devolver o abraço para a mulher à sua frente e dar um certo sorriso sem graça para Seis.

Naquele mesmo dia os três voltaram para o local onde Seis estava morando. Franziska foi deixada ali descansando, ela ainda se sentia bem fraca depois de tudo que aconteceu. Seis então convidou Wei pra conhecer a cidade durante a noite. Os dois nunca comentam nada sobre o que exatamente aconteceu naquela noite, mas quando eles retornaram para a pousada, eles acordaram Franziska e a ajudaram a se arrumar, Wei nesse momento empunhava uma espada que ele não tinha originalmente e Seis tinha alguns salpicados de sangue na sua roupa, sangue claramente não pertencia a nenhum dos dois. Já estava amanhecendo quando os dois partiram, tomando carona num barco mercantil que se dirigia para Sirarossa, pagando um valor considerável por essa carona.

Após alguns dias em alto mar, o trio chegou em Sirarossa. Na viagem Wei notou que cada vez mais Franziska dirigia seu olhar a Seis, mas não era como os olhares que ela dirigia a Wei, não que isso causasse ciúmes no jovem espadachim, o relacionamento entre ele e Franziska não tinha essa natureza, mas despertava sua curiosidade, ainda sim ele preferiu não perguntar o motivo.

Ao chegarem na cidade, o trio conseguiu uma estalagem para se acomodar e começaram a conhecer a cidade. Tinham passado longos dias juntos em alto mar e precisavam de um tempo só seu. Wei acabou indo parar em um cabaré no seu primeiro dia na ilha, lá ele conheceu uma jovem bastante interessante, seu nome era Ren, uma mink gato, uma raça completamente desconhecida para Wei até aquele momento. Os dois passaram um tempo trocando olhares até que Wei se aproximou de sua mesa, eles passaram quase duas horas ali. O jovem espadachim não podia usar sua boca para falar, mas isso não o impedia de usar para outras atividades. Esse tempo foi suficiente para Wei tomar duas ou três garrafas de vinho, antes de se levantar e se despedir da mink com um beijo em sua bochecha, que perigosamente se aproximava dos seus lábios. Claro, foi apenas após a figura do espadachim ir embora que a jovem notou que ele tinha ido sem deixar sequer um centavo para pagar as garrafas de vinho que ele tinha gesticulado pra ela gritar pedindo pro garçom trazer para a mesa dos dois.

Para o azar de Wei, a figura da mink se tornou uma visão cotidiana pra ele após aquele evento, como se o destino os fizessem se encontrar, mesmo que o espadachim fizesse o seu melhor pra evitar isso. Ainda que no seu segundo encontro Wei ainda tenha enganado a jovem mink e acrescentado mais uma garrafa de vinho a sua dívida, ele não teve essa ousadia nos seus outros encontros, preferindo apenas enrolar a mink ou, descaradamente, fingir que não a conhecia.

Um dia Wei comentou contou essa situação para Seis, o que pra infelicidade do espadachim, fez Seis descobrir que já conhecia a jovem mink, mas mesmo com essa amizade em comum, o espadachim e a mink continuaram se relacionando como água e fogo. Isso mudaria a alguns meses quando Seis comentou que ajudaria Ren com um problema seu com alguns clientes que estavam forçando a barra com ela. Originalmente Wei não pretendia ajudar, mas no fim acabou se sentindo mal por não ajudar seu amigo e nem a garota que ele já devia uma soma considerável de dinheiro.

Wei já conhecia o plano de Seis, e na verdade acreditava que o homem não precisaria da sua ajuda, por isso apenas o seguiu de longe. Mas quando viu que não era um, e sim dois homens, e que enquanto Seis matava um, o outro aproveitou pra avançar em direção a jovem, Wei agiu, avançando e matando o homem pouco antes do perseguidor alcançar a jovem. Desde então parece que algo mudou, a jovem mink parece mais amistosa com Wei e os três passaram a se ver com frequência no cabaré.

Características



Qualidades:
• Adaptável (Racial)
• Atraente (1 Ponto)
• Destemido (1 Ponto)
• Impassível (1 Ponto)
• Carismático (2 Pontos)
• Prodígio (2 Pontos)

Defeitos:

• Dependente - Vinho (1 Ponto)
Detalhes:
Conforme Wei passa um tempo sem beber, seu humor piora pouco a pouco, ao ponto dele perder até sua frieza emocional e começar a responder com brutalidade a mais ínfima ofensa. Acompanhado do mau humor, um zunido parece ecoar em seu ouvido, o que incomoda fortemente, e pode evoluir facilmente para uma forte dor de cabeça que deixa o espadachim desorientado e torna seu raciocínio bastante dificil.
• Mudo (2 Pontos)
• Orgulhoso (2 Pontos)


Atributos


Nível: 1
Experiência: 20

PdV: 160
STA: 100

Força: 2 [+2 EDC] [+2 Arma] = 6 ~ Regular
Destreza: 1 ~ Regular
Acerto: 16 [+3 Racial] [+2 EDC] = 21 ~ Hábil
Reflexo: 0 [+4 Racial] [+2 EDC] = 6 ~ Regular
Constituição: 1 [+1 Racial] = 2 ~ Regular

Agilidade: 13
Oportunidade de Ataque: 3
Redução de Dano: 0

Conhecimentos



Proficiências:
• Etiqueta
• Estratégia
• Linguagem de Sinais
• Instrumentos Musicais
• Psicologia

Profissão:
Nenhuma por enquanto.

Mascote


Nome do Mascote
Animal: Raça e especificações de seu mascote.
Altura: Altura de seu mascote.
Peso: Peso de seu mascote.
Porte: Porte do seu mascote.
Raridade: Raridade do seu mascote.
Aparência: Aparência do seu mascote.
Personalidade: Personalidade do seu mascote.
Atributos: Foco de atributo de seus personagens.

Comandos:
Lista de Comando complexos que foram ensinados ao seu mascote

Estilos de Combate



Espadachim:
Espadachins são especialistas em combates de curta distância, as formas de se manejar uma espada variam muito de acordo com quem a empunha, utilizam katanas, montantes, rapieiras, sabres e similares.

Técnicas


Nenhuma por enquanto.

Haki da Observação


Não despertado.

Haki do Armamento


Não despertado.

Haki do Rei


Não despertado.

Berries: 0.000 ฿S

Itens



Cabeça:
- X -

Pescoço:
- X -

Tronco:
- X -

Braços:
- X -

Mãos:
- X -

Pernas:
- X -

Pés:
- X -

Armas:

Yu Wei PWD4Wjk

Arma: Katana
Descrição: Uma longa lâmina sem enfeites sob uma empunhadura vermelha, com a proteção de mão em um formato de cruz da mesma cor da empunhadura.
Tipo da Arma: Acuidade
Qualidade: Clássica
Durabilidade: Baixa
Dano: +2 em Força

Estado: Nova

Inventário



10 U

Nome do Item:
Espaço:
Descrição:

Embarcações


Nenhuma por enquanto.

Menções no Jornal


Nenhuma por enquanto.

Photoplayer



Photoplayer:

Yu Wei VaD86FL

Relações



Players:
Seis - Se tornaram amigos após o mesmo salvar a vida de Wei, e Wei descobrir que poderia conversar com ele através de linguagens de sinais. Esse laço de amizade se fortaleceu ainda mais com os eventos em Derlund.

Ren - Tiverem um caso conturbado, pois Wei usou a fraqueza da garota por homens bonitos pra enganá-la algumas vezes. Eventualmente descobriu que ela também era conhecida de Seis e a protegeu de um homem que a estava perseguindo, desde então sente que a atitude dela mudou levemente.

NPCs:
Franziska - Wei a conheceu no seu tempo viajando com um bando pirata recém formado, acabaram tendo um relacionamento de amizade colorida. Aparentemente ela nutri sentimentos ainda mais fortes por Wei do que uma simples amizade, já que ela se jogou ao mar atrás dele quando o barco que ele estava afundou, mas ela dificilmente admite isso.

NPCs Importantes:
[url=Link com a Aparencia se existir]Nome do NPC[/url] - Relação com o NPC