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Guia de Narração Sex Abr 16, 2021 2:33 am

Guia de Narração



Propósito

O intuito deste guia é auxiliar o jogador que acredita possuir dificuldades para melhorar a sua narração, e, principalmente, para ajudar aquele jogador que ainda está se habituando e tentando conhecer melhor o modelo narrativo que se encaixa nos padrões do All Blue RPG.

Uma história feita por dois

Primeiro de tudo, no All Blue RPG você nunca narra as suas aventuras sozinho. Aqui, todas as aventuras que acontecem dentro de jogo (In Game) são acompanhadas por um Mestre, o qual chamamos aqui de Narrador. O papel do narrador é o de cuidar das tramas, controlar as ações dos PNJs (Personagens Não-Jogáveis, ou figurantes), assim como as suas falas, sentimentos e personalidades diversas. Além disso, o narrador é responsável por controlar todo o mundo em volta do personagem que você controla, lhe descrevendo cenários desconhecidos, horário, mudanças climáticas, etc., também lhe impondo os desafios que julgar necessários para o desenrolar da sua história de forma divertida para ambos.

Então, se o narrador faz tudo isso, qual é o meu papel como jogador?
Fico feliz que tenha perguntado. No All Blue RPG o seu papel como jogador é se divertir! Com o acompanhamento do seu narrador, interprete o seu personagem, interaja com os PNJs que ele colocar no seu caminho, se coloque nas situações que ele criar e tente encontrar as melhores maneiras para superar os obstáculos impostos. E é claro, você pode fazer tudo isso na companhia de outros jogadores, que podem participar da sua aventura e vivenciar os mesmos acontecimentos que você, desfrutando das mesmas gargalhadas ou sentindo a mesma apreensão ao esperar pelo resultado de alguma ação arriscada.

Para que seja possível uma dinâmica divertida, justa e participativa de ambos os lados, algumas regras existem, mas não se preocupem, não é nada que trará nenhum tipo de dor de cabeça para aprender ou se adequar. Explicarei a seguir, juntamente com algumas dicas importantes para que a sua interpretação venha a ser divertida tanto para você, quanto para os leitores que acompanham a sua história.

Exemplos práticos

Como já deve ter percebido acima, uma boa aventura é feita da interação dinâmica entre narrador e jogador, onde o narrador controla o ambiente e tudo o que há nele, e o jogador interpreta o seu personagem (PJ, ou Personagem do Jogador) em um dado contexto. Para que essa dinâmica seja possível e divertida, nenhum dos lados deve tomar para si as funções do outro.


Por exemplo: O narrador faz com que a amiga de infância do PJ apareça em sua aventura e faz uma cena de reencontro emocionante. Nesse contexto, da mesma maneira que o narrador não pode dizer o que o PJ está pensando ou como está se sentindo por causa desse reencontro, o Jogador não pode dizer quais roupas a sua amiga de infância está usando na ocasião, nem qual a sua aparência no momento, ou se ela continua solteira. O Jogador pode, no entanto, dizer se ela está bonita (Beleza diz respeito ao ponto de vista de cada um e independe da descrição dada pelo narrador sobre a aparência da amiga) ou perguntar se ela está solteira, tendo que esperar pela resposta dela no post do narrador no turno seguinte.


Um outro bom exemplo é: O jogador pode dizer que não gostou da comida que ingeriu na casa de um PNJ, mas não pode dizer que ela estava estragada, sendo isso papel do narrador informar.

E é por conta dessas possibilidades que podem ou não acontecer, respostas e reações que podem ou não ser da maneira como o Jogador esperava que utilizamos de um esquema interessantíssimo na narração do All Blue RPG: Condicionalidade.

Tá, mas o que isso quer dizer?
Bom, se você como jogador não sabe qual será a resposta de um PNJ, não sabe se estará chovendo ou não quando sair de casa, ou não sabe qual movimento seu inimigo fará em um combate, crie situações hipotéticas de causa-efeito, ou seja, condições.


Por exemplo:
”Jogador Mateuszim” escreveu:
Esse seria o dia em que minha jornada se iniciaria, e, ao abrir a porta de casa, buscaria olhar para os céus, procurando por algum sinal de chuva iminente ou que já estivesse acontecendo. Se fosse o caso de estar chovendo ou eu encontrar sinais de sua iminência, recolheria o guarda-chuva que sempre mantinha no batente ao lado da porta, abrindo-o sobre minha cabeça assim que saísse pela porta.


Perceba que, para criar condições de causalidade, tive de utilizar de alguns artifícios bem comuns nesse modelo narrativo: o “Caso xxxx” e as flexões dos verbos com -ia no final (Que indicam futuro do pretérito do indicativo, na Língua Portuguesa, mas você não precisa saber disso).

Da mesma maneira, em alguns casos, o narrador também pode se utilizar do sufixo -ia para criar condições a ações do jogador que ainda não aconteceram.


Por exemplo:
”Narrador Takamoto” escreveu:
O tempo se passava lentamente enquanto os dois se entreolhavam, quase como se pudessem viver anos naquele mesmo instante enquanto a chuva caía.
- Ei… Vamos pra minha casa, acho que vai chover. - Skyller, a amiga de infância, dizia ao olhar para cima e perceber algumas nuvens escuras no céu, quebrando o silêncio que tinha-se estabelecido entre os dois. Em um movimento simples, mas que tinha bastante significância para Mateuszim, a ruiva erguia sua mão, oferecendo-a para que o rapaz a segurasse.

Caso Mateuszim resolvesse segurar a mão de Skyller, ela o guiaria por algumas ruas bem mais desertas da cidade de Shells Town, com um ritmo apressado que pareceria até mesmo difícil de acompanhar. O reencontro dos dois tinha acontecido de forma tão inesperada que Mateuszim poderia até mesmo esquecer que a sua casa era bem mais próxima daquele bairro. No entanto, caso o rapaz se lembrasse de falar algo a respeito, Skyller apenas pararia de guiar o caminho, levando a ponta do dedo indicador a própria bochecha e abrindo um sorriso bobo. - Então guie você o caminho, haha! - E ela o seguiria, caso ele assim fizesse.


Note que, no exemplo atual, o narrador teve de utilizar diversas condições e situações hipotéticas para dar mais de uma opção ao jogador e para adiantar o rumo daquela cena. Dessa maneira, independente do caminho que Mateuszim tomasse, o narrador já teria narrado as consequências com o uso do sufixo -ia, e ele poderia já reagir ao que aconteceu de fato e continuar a história a partir dali. Isso fará o desenrolar da cena ser bem mais dinâmico.

Mas é claro que nem sempre é necessária essa formalidade toda para aplicar condições antes de tentar uma ação que você deseja. Quando a sua ação não depender do ambiente ou for algo relevante apenas para o seu roleplay pessoal, você pode interpretar e descrever realizando uma ação, sem a tentativa. Um bom exemplo é você acordar e pegar sua escova para escovar os dentes. A menos que o narrador realmente queira trabalhar em cima disso, dificilmente a sua escova saiu do lugar enquanto você dormia.

Dando vida às palavras

Talvez essa seja a parte mais importante do guia para você que já conhece o estilo narrativo do All Blue RPG mas quer melhorar a sua interpretação e tornar a sua narração em algo mais atraente aos leitores. Para isso, trarei alguns passos que alguns jogadores mais experientes consideram os mais importantes nesse processo:

1 - Descubra-se

Por mais que pareça o mesmo clichê de sempre, descobrir o seu próprio estilo narrativo é uma das coisas mais importantes no que diz respeito a melhorar sua interpretação. “Todos sabiam muito bem a proposta que tinha, e a respeitaram no decorrer de suas gloriosas carreiras.” (SKYBLAZER, 2016) Para que sua narração seja boa, é necessário que compreenda seu próprio estilo e respeite a si mesmo. Nunca tente forçar a sua narração para que esta venha a se parecer com a de alguém. O fato de que para fulano algo funciona muito bem, não necessariamente dá garantias de que funcionará para você.

Se você vai utilizar primeira ou terceira pessoa na narração, dependerá de como a sua escrita se torna mais fluida e confortável. Postar não deve, jamais, ser uma tarefa difícil de fazer. Se estiver sendo, acredite, existem grandes chances de você estar infringindo o seu próprio estilo; ou talvez não o tenha descoberto ainda.

2 - Busque sempre o aprimoramento

Você pode não ter o objetivo de ser o novo Machado de Assis, e tudo bem. No All Blue RPG você não precisará ser a nova descoberta literária para conseguir se divertir, não se preocupe. Mas caso esteja buscando aprimorar a sua escrita e interpretação, não há nenhum método melhor de fazer isso do que a leitura. Ler é fundamental, na vida e no jogo.

Leia outras aventuras e, principalmente, perceba meandres existentes em cada uma delas. Você não deve copiar, mas deve saber absorver informações novas, por isso, leia. Mangá, jornal, revista de fofocas, lista telefônica. Não existe absolutamente nada que você possa perder ao exercitar o hábito da leitura, pelo contrário, só terá a ganhar.

3 - Seja o protagonista

Não, não estamos em uma palestra de coaching. Relaxa, isso ainda é um guia de interpretação. O ponto aqui é que, por mais que o seu personagem seja daqueles mais furtivos e que evita os holofotes de todas as maneiras, uma coisa é certa: Você sempre irá querer que seu personagem tenha algum tipo de destaque, ou êxito, não é verdade?

Aqui, volto a frisar aquele ponto inicial deste guia, onde a história do seu personagem não é escrita apenas por você, dono dele, mas também tem uma enorme mão dos narradores que passaram e que passarão por suas aventuras, logo…

... Faça o narrador torcer por você.

Isso mesmo. Seja um personagem divertido de assistir, e que lhe narrar traga algum resultado positivo também ao seu narrador. Não seja o jogador "chato" que reclama de todo e qualquer desafio imposto. Siga os passos anteriores e seja digno. Exato. Seja digno. Não chore pelas dificuldades, não bata de frente com as propostas que o narrador tem. ACREDITE que o que ele tem para a sua aventura tem o intuito de gerar divertimento, afinal, esse é o intuito do All Blue RPG como um todo. Portanto, aceite as dificuldades, mostre esforço, mostre que você não está ali para COMPETIR com ele em nada, mas, sim, para criar JUNTO DELE uma história enriquecedora para todo o cenário do fórum.

4 - Não exagere nos termos técnicos

Um ponto também importante de esclarecer é: Ninguém gosta de ler posts repletos de termos técnicos; seja na área fisiológica (Eu atacaria a fossa pleuroplasmática da face pterofrontal do meu arqui-inimigo) ou na área literata (As flores caíam como plumas outonais jogadas em um inverno seco na planície tempestuosa e tão frígida quanto as gélidas manhãs de um tempo de outrora). Certo, é claro que demonstrar que você tem conhecimentos é muito bom, mas compreenda que ninguém é obrigado a ter que googlear cada coisa que você diz, ou ter que ler quanto ou cinco vezes a mesma coisa para conseguir entender que você estava querendo dizer que sentia frio.

Tente encontrar o meio termo entre interpretação e tecnicidade. Você precisa, necessariamente, demonstrar que tem conhecimento de causa e escrita pontuais; mas não que está tentando dar um nó no cérebro de ninguém. Lembre que, para que um narrador sinta prazer em te narrar, é preciso que ele sinta-se relaxado ao ler seu post. Que ele, sobretudo, fique ansioso para clicar no link e abrir sua aventura. Se você obrigá-lo a ter um dicionário do lado sempre que posta, isso não o ajudará a gostar de fazer sua parte.

5 - Divirta-se

Sim, eu sei que falar isso chega a ser clichê, considerando que é o ponto de um jogo de interpretação. Mas é um ponto tão importante quanto os anteriores: Se você não se divertir narrando seu personagem, as chances de que você venha a desanimar e excluí-lo em breve são enormes. E isso quebra a relação Jogador x PJ, antes mesmo que o vínculo seja criado.

Criar um vínculo com seu personagem melhora, em muito, como você o narra. Facilita para que a interpretação seja feita e que você saiba como seu personagem poderá reagir a determinadas dificuldades naturalmente. No geral, crie algo que esteja próximo da nossa realidade. Lembra do exemplo que dei beeem acima sobre o PJ Mateuszim? Imagine que esse mesmo PJ, agora, possui algum tipo de superstição.


Exemplo:


”Jogador Mateuszim” escreveu:
Esse seria o dia em que a minha jornada iniciaria, mas é claro que eu não deixaria de tomar minhas precauções. Ao alcançar a porta de casa, a abriria rapidamente com uma das mãos, puxando-a apenas o suficiente para enxergar do lado de fora. Meus olhos encaravam o seu por um breve instante. ”Ok, nenhum sinal de nuvens negras…”, pensava, preocupado.

Numa tentativa um pouco mais garantida, para evitar quaisquer problemas reais, levaria a ponta de meu indicador à boca, molhando-a com saliva e levando o dedo até o lado de fora, deixando que a direção e força do vento me mostrasse algum indício de chuva. ”Ok…? Tá tudo bem?”, perguntaria a mim mesmo, antes de sair de casa, mesmo assim trazendo meu fiel guarda-chuva comigo. ”Nunca se sabe, né?”

A inclusão de Defeitos, como superstições e etc., criam uma proximidade bem maior do personagem com o mundo real, e com certeza torna o vínculo Jogador x PJ bem mais fácil de ser criado.




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