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O primeiro salto da carpa Dom Out 24, 2021 1:57 pm
Relembrando a primeira mensagem :

O primeiro salto da carpa

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Revolucionário Raimundo Koiforowa. A qual não possui narrador definido.

_________________

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Hoyu
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Re: O primeiro salto da carpa Qui Nov 11, 2021 10:34 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Saindo novamente para a chuva, Raimundo se renovava pelo toque da água em seu corpo, mantendo-o molhado, o lembrando de como era estar debaixo d’água, e Parsha parecia compartilhar do sentimento, não se importando com a água que caia do céu, ao contrário de Felicia. A garota humana logo tentava se proteger da chuva com uma de suas peças de roupa, e andando perto das árvores para que suas folhas servissem de guarda-chuva natural. Após uma curta caminhada, saindo da floresta, logo chegaram na cidade, e Felícia entrou no açougue à frente do grupo para fazer o pedido. Tudo que precisariam seria um bocado de carne para fazer a negociação com as criaturas marinhas, mas pelo visto havia alguma coisa atrapalhando o fornecimento do açougue, e se estava afetando-o, provavelmente também afetava os outros. Em uma pequena reunião estratégica, seus dois companheiros pareciam concordar com a ideia de investigar isso.

- Sem a carne, dificilmente vou conseguir a ajuda dos animais marinhos das redondezas. A maioria não é muito altruísta. Se pudermos resolver isso rápido para prosseguir com o plano, é o melhor a se fazer. - Felícia assentiu em concordância. - Não acho que eu vá conseguir algo em outros açougues. Um problema na fazenda deve acabar afetando todas, e não sou amiga de outro açougueiro, então duvido que aceitasse nos ajudar de graça. Mesmo assim, imagino que no pior dos casos posso reunir informação. - A divisão parecia ter sido definida, e apenas para confirmar, Parsha a dizia em voz alta. - Certo, eu e Raimundo vamos até a fazenda Becker. Se terminar sua ronda e não tivermos voltado, vá para lá também. - Felícia assentiu, e os tritões se separaram da humana. Parsha era o único que sabia o caminho até a fazenda, então começou a guiar o homem-carpa em direção ao sul da ilha, saindo pela cidade por um caminho de terra, que aos poucos ia virando lama, que parecia levar à uma região mais plana da ilha.

Enquanto caminhavam, Parsha pareceu querer puxar assunto de repente. - De onde você é? Também veio da ilha dos tritões? - Repentinamente pareceu perceber que a pergunta poderia ser invasiva, e logo se apressou em complementar. - Não precisa responder se não quiser. Sei que alguns de nós acabaram sendo levados pelos dragões celestiais, em especial aqueles que decidem se unir a causa, e isso pode ser duro de dizer. É só que gosto de ouvir as histórias dos meus irmãos. A vida é dura na superfície, e é preciso determinação para vir lutar junto da causa sob o sol. - Após um tempo no qual Raimundo poderia dar sua resposta se quisesse, enquanto caminhavam pela estrada de terra com pastos dos dois lados, podiam ver um grande campo florido belíssimo mais ao sul, mas seguiram o caminho e puderam ver uma fazenda se erguendo a distancia. Enquanto se aproximavam, passando ao lado de um grande silo de metal para os grãos das lavouras, puderam ver na propriedade uma grande quantidade de humanos vestidos de terno, se protegendo da chuva com guarda-chuvas negros. Vendo isso, Parsha logo se apressou e puxou Raimundo para se esconderem atrás do Silo. - Droga, são os capachos do Governo. - Mais a frente havia um grande celeiro, com uma cerca que passava rente à estrada de terra, e mais a frente estava a fazenda, onde pelo menos 6 pessoas de terno pareciam fazer algo, andando de um lado para o outro. A chuva e o céu nublado deixavam o ambiente mais escuro, e o barulho das gotas batendo na estrutura metálica do silo era alto, e poderia encobrir a presença dos dois se andassem com cuidado.

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Re: O primeiro salto da carpa Sex Nov 12, 2021 12:18 pm



O Primeiro Salto da Carpa



     A chuva era uma reconfortante memória de casa, uma verdadeira benção que o Deus Carpa me dava, mas, durante o caminho notei que a lama talvez pudesse ser um problema, por mais que umidade fosse humildade, a umidade da terra podia acabar prendendo meus pés ao solo, o que poderia atrapalhar em uma situação de combate, ainda mais considerando a fluidez de meu corpo, deveria tomar cuidado para que a humildade não virasse uma corrente, assim como a umidade do solo. Durante minha viagem com Parsha, tentaria algumas vezes dar passos mais pesados e curvos, tentando utilizar movimentos do karate dos homens-peixe para afastar a lama de meu pé, treinando para melhorar minha mobilidade. No caminho Parsha me perguntou sobre meu passado, por um momento achei até curioso o esforço que tive que fazer para me lembrar de algo tão básico, mas logo me recordei -Na verdade irmão, eu vim de Sirarossa, se não estou enganado, meus pais eram da ilha dos tritões, mas foram para Sirarossa, por um motivo que não me recordo muito bem, na verdade, não me recordo muito bem de nada antes de minha iluminação. - diria em claro tom, provavelmente perceberia uma certa confusão em Parsha quando falasse da iluminação, logo explicaria - Me recordo de uma vez ter uma vida pacata em Sirarossa, sem objetivos ou propósito, mas um dia tive uma iluminação, no fundo do oceano encontrei um ser divino, o Deus Carpa, ele me deu um propósito, me mostrou a verdade, esse mundo está cheio de pessoas com bigodes espirituais sujos de ódio sem sentido, ganância e uma moral discriminatória, é contra isso que quero lutar.

     Logo quando nos aproximávamos da fazenda, tivemos uma visão preocupante, os agentes dos governo já estavam lá e eram vários, por um triz conseguimos nos esconder, mas isso não mudava o fato de que os engravatados estavam ali, entre nós e nosso objetivo, - Será que a equipe encarregada de vigia-los não está por aqui? - perguntaria  em um sussurro para Parsha, esperaria por sua resposta na esperança de que caso eles estivessem o homem-enguia tivesse alguma maneira de chamar sua atenção sem atrair os agentes, caso nos encontrássemos com eles, tentaria ouvi-los e obedecer ordens, a proatividade era um bom caminho, mas eu era apenas um associado e essa situação já fugia das minhas especialidades, o melhor que podia fazer era obedecer as ordens de quem já esteve em situações parecidas, tinha em mente apenas que nosso objetivo ali era saber o que estava acontecendo com a leva de carne.

     Caso Parsha dissesse que eles não estão aqui ou que não tinha como chamá-los, sugeriria - Nosso objetivo aqui é descobrir o que aconteceu com as carnes, não é? Talvez eu possa tentar me aproximar para tentar ouvir a conversa deles, ou até investigar com meus próprios olhos, o cenário parece favorável e eu não sou muito grande, mas já vou avisando que não tenho experiência nisso, apenas sei controlar meu corpo e minhas emoções bem, é bem arriscado, o que acha? - diria tudo em sussurros, essa era uma decisão muito importante para alguém como eu tomar.

     Caso ele dissesse que concorda com minha ideia, primeiro tentaria me aproximar do celeiro, me moveria de forma que o celeiro ficasse entre a linha de visão deles para mim, me encheria de lama antes de partir, para poder me camuflar, teria que manchar meus bigodes no processo, mas não havia problema, se apresentar para outra pessoa com os bigodes sujos é a maior das ofensas e para esses agentes do governo estavam destinadas todas as minhas ofensas, me aproximaria abaixado com a lama sobre meu corpo, chegando no celeiro, tentaria me esgueirar pelas paredes, em uma posição onde estivesse próximo o suficiente para ouvir a conversa de pelo menos um de seus grupos, tentaria buscar o máximo de informação possível naquela posição, pois não avançaria mais, já estava arriscando demais tentando agir furtivamente sem ter experiência com isso, logo retornaria a Parsha para relatar o que ouvi. Caso fosse descoberto por um dos agentes, me levantaria da lama lentamente e de maneira torta, como se estivesse bêbado, só me restaria uma opção, obviamente, tentar convertê-lo - Ola irmão, gostaria de ouvir um pouco da palavra do Deus Carpa? - diria empolgadamente em direção ao meu possível inimigo.



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Re: O primeiro salto da carpa Sex Nov 12, 2021 11:55 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Com a lama sob seus pés, Raimundo tentava se adaptar ao solo escorregadio para não ter problemas futuros, mas com seu conhecimento de acrobata, percebeu logo que não seria risco de cair normalmente, conseguindo se equilibrar bem. O problema seria se precisasse correr, mas isso atrapalharia qualquer um, até mesmo seus inimigos. Durante o trajeto, Parsha resolveu puxar conversa com o homem-carpa, parecendo confuso com a história de iluminação e não lembrar bem do seu passado, de modo que Raimundo logo explicou sua situação. - É, o mar é um grande mistério. Nunca se sabe o que pode ter lá embaixo. Mas esse Deus Carpa parece saber do que fala, espero ter essa sorte algum dia. Deve ser uma visão incrível. - Parsha parecia admirado com a história de Raimundo, mas principalmente aliviado. - Mas fico feliz que seu motivo para estar aqui seja um motivo feliz. Muitos dos nossos irmãos acabam se juntando à causa após sofrerem muito, fico feliz que não seja o seu caso.

Ao chegarem enfim na fazenda, puderam ver vários agentes de guarda-chuvas ou dentro da instalação principal, mas estavam longe e não haviam os percebido, dando tempo para se esconderem atrás do silo do lugar, tentando pensar em como agir naquela situação complicada. - Essa fazenda é bem afastada da cidade. Eles receberam a ordem ao mesmo tempo que nós, devem estar procurando pelos agentes por lá. Droga, logo nós tivemos o azar de vir parar aqui. Se eles virem homens-peixe na menor possibilidade de estarem espionando, vão concluir que somos revolucionários. Bando de gente preconceituosa. Quer dizer, não que a gente não seja, né. - Raimundo dava então uma sugestão, que era ouvida pelo seu companheiro. - Certo, mas toma cuidado. Se achar perigoso, recua, e não vai mais do que achar que consegue. Vou ficar de olho, se você bobear eu bato aqui no silo pra fazer um barulhão e desviar a atenção. - Com cuidado, Raimundo se cobriu totalmente com lama, visando se camuflar com o ambiente, e começou a espreitar o local, indo com cautela em direção ao celeiro, onde pode ver várias vacas se escondendo da chuva. Aquele lugar era perto o suficiente para escutar, ouvindo a conversa que se desenrolava detrás da porta de madeira do estábulo.

- ...certeza? - Disse uma vez, que parecia ser de um dos agentes. - Absoluta. Eu saberia se tivesse visto algum deles por aqui. Isso vai demorar muito, senhor? Tenho entregas para fazer ainda hoje. - Após um instante, provavelmente para anotações, a voz voltou a falar. - Se conheço esses ratos, eles devem estar se escondendo em algum lugar isolado, e essa região parece se encaixar com esses critérios. Mesmo assim você afirma não ter visto nenhum individuo suspeito por aqui? - Pelo tom de voz que o respondia, o dono da fazenda parecia estar perdendo a paciência. - Eu saberia se tivesse visto algum vagabundo por aqui. Sou bem vigilante, sabe. As vezes alguns pirralhos vem atazanar as vacas e roubar minhas plantações, mas é só isso. - A conversa parecia ter terminado ali, mas a última fala do que parecia o agente realizando o interrogatório não parecia uma boa notícia. - Certo. Apenas para terminar, você não reclamaria se fizéssemos uma busca rápida pela sua residência e pelo estábulo, não é? - Pelo seu tom de voz, aquilo certamente não era um pedido, e sim uma ordem. Raimundo precisava fazer algo para não ser percebido, e rápido.

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Re: O primeiro salto da carpa Sab Nov 13, 2021 9:55 am



O Primeiro Salto da Carpa



     Minha busca por informações dava resultados, atrás de uma porta podia ouvir aqueles engravatados conversando, parecia que o único objetivo deles era realmente descobrir se estávamos nos escondendo aqui, uma boa notícia, parecia que eles já estavam de partida, eles só iriam revistar o estábulo e ir embora, espera… Pelos bigodes do Deus Carpa! Eu estou no estábulo! Se não fizesse algo seria rapidamente descoberto.

     Tinha que tentar bolar um plano rapidamente, mas seria muito arriscado, tinha chegado muito perto, fui muito ganancioso em minha busca, essa era uma lição que eu tinha que aprender, se eu tivesse aguardado e observado apenas um pouco, os homens teriam indo embora sem oferecer ameaça, que grande pecador, mas não podia deixar os pesos de meus pecados caírem sobre os revolucionários, tinha que sair dali, sem ser notado. No caminho, teria reparado se naquela chuva havia trovões ou não, se houvesse, tentaria sincronizar minha ação com o som de algum trovão o mais rápido possível, tentando usar meus conhecimentos em física para saber o tempo do som do trovão com base em seu flash.

     Minhas ações seriam simples, não tinha tempo para ideias mirabolantes no momento, me aproximaria de uma vaca que não estivesse na linha de visão dos agentes e estivesse o mais próximo possível de uma janela, no caminho faria uma rápida oração mental pedindo pro Deus Carpa enviar minhas desculpas ao Deus Boi, pois ele não ia gostar do que ia acontecer aqui, chegando na vaca, meu objetivo era assustá-la, não conhecia muito bem os animais terrestres, mas se tem uma coisa que assusta qualquer ser, é um belo de um tapão, daria esse tapão na lateral do tronco da vaca para assustá-la, um tapão que não fosse forte o suficiente para causar danos reais, apenas assustar, tentando sincronizar essa ação com o som de um possível trovão, após isso rapidamente pularia pela janela e iria engatinhando até a posição de Parsha, esperava que um possível furdúncio entre as vacas pudesse distrair os agentes enquanto eu retornava, mesmo assim seria apressado em meu engatinhar, era quase como se eu nadasse na lama enquanto retornava, renovando também minha camuflagem.

     Caso conseguisse chegar até Parsha, esconderia todo meu nervosismo e reportaria seriamente - Pelos bigodes do Deus Carpa, eles só estavam checando se nossa base não estava lá, é questão de tempo que se retirem, pouco tempo, e então poderemos garantir o carregamento de carne -. Caso em qualquer momento fosse descoberto por eles, não restaria outra opção a não ser usar minhas magníficas habilidades de atuação, oh, eu disse magníficas? Eu quis dizer medíocres - Oh meu deus, eu bebi demais, oh não, sou um alcoólatra, oh não, onde estou?  Não devia ter bebido, oh não, mas infelizmente estou muito bêbado, oh não! - diria enquanto tentava imitar uma postura torta, na minha cabeça estava perfeito, mas tinha impressão de que eu estava falando como se estivesse lendo um roteiro bem na minha frente e que minha postura torta na verdade tava mais pra um headbanging, mas acho que era apenas impressão mesmo.



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Re: O primeiro salto da carpa Qua Nov 17, 2021 10:08 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Raimundo rapidamente se via em uma posição bem ruim. Ao se aproximar do grupo de agentes pelo celeiro para poder bisbilhotar a conversa, pode confirmar que estavam fazendo uma busca por possíveis revolucionários, começando por regiões mais afastadas em que poderiam se esconder sem chamar atenção. Por um lado, era bom saber que não era nada que fosse os atrapalhar demais, já que pareciam estar se preparando para seguir caminho, mas por outro era assustador que já estivessem os procurando com tanto afinco. Ao que tudo indicava o atraso no carregamento de carne se devia ao fato dos agentes terem começado um interrogatório com o dono da fazenda, que ao ver pela impaciência do homem, parecia estar se estendendo mais do que o esperado, mas tudo se resolvia de forma natural sem problemas para os dois tritões. Ou melhor, iria se reslver, se Raimundo não tivesse se aproximado e estivesse agora no galpão que iria ser revistado pelos agentes.

Se fosse encontrado, a situação ficaria bem feia muito rápido, ainda mais após o aviso de Parsha sobre automaticamente o considerarem um revolucionário, o que provavelmente era verdade, pela forma incisiva que estavam os buscando. Olhando ao redor tentando montar um plano, o homem-carpa pode notar com tristeza que a chuva estava aos poucos parando, e assim como antes, não haviam trovões para esconder seus sons. Sem muitas opções, foi até uma vaca que estava ao lado de uma das janelas do celeiro oposta à direção que os agentes se encontravam e deu um tapão. Era óbvio que, mesmo se saísse pela janela, rapidamente seria encontrado pelos agentes que não entrariam no celeiro, então precisou começar uma confusão para instiga-los a ir até o celeiro. Exatamente como planejou, o tapa fez a vaca dar um mugido alto, dando um coice no nada atrás de si e fazendo as outras ao redor mugirem também, criando uma confusão entre as vacas do celeiro enquanto pulava a janela. - O que é isso? Rápido, o celeiro!

Escondendo-se atrás da parede do lado de fora do celeiro, pode ouvir os passos dos agentes afundando na lama, enquanto eles seguiam apressados em direção ao celeiro. Bisbilhotando, pode ver que aparentemente todos eles haviam corrido para dentro do celeiro, e estavam checando para ver se haviam alguém escondido, dando a oportunidade para Raimundo correr até Parsha, se escondendo junto a ele atrás do silo. - E aí? Tudo certo? O que tá rolando? - Após o resumo de Raimundo, Parsha parecia ficar mais calmo. - Certo. Vamos só tomar cuidado para não sermos vistos e depois vamos lá falar com o fazendeiro. - A chuva ia diminuindo até parar, deixando apenas poças e lama para trás, enquanto os dois homens-peixe esperavam escondidos atrás do silo a saída dos agentes para enfim irem resolver o problema das carnes.

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Re: O primeiro salto da carpa Qui Nov 18, 2021 10:06 am



O Primeiro Salto da Carpa



     Para minha infelicidade, a chuva logo começava a diminuir seu volume e logo parava de me agraciar com sua umidade refrescante, talvez fosse uma mau presságio ou um sinal de que o principal perigo já tinha passado, só o tempo diria. Também havia outra possibilidade, em meu âmago, tinha medo de que minhas ações tivessem irritado o infame Deus Boi, ele era um deus que vivia irritado graças a toda humilhação que seus chifres lhe traziam, dizem as más línguas que ele sempre invejou os belos bigodes do Deus Carpa, temia que minhas ações servissem como gatilho para que ele começasse a me caçar, mas mesmo assim seguiria em frente, os bigodes do Deus Carpa estavam envoltos em mim e nada poderia me parar enquanto ele estivesse ao meu lado.

     Já para minha felicidade, meu plano tinha dado certo, tinha conseguido sair daquele lugar sem demais problemas, infelizmente não consegui sincronizar minha ação com nenhum trovão, o que significava que os engravatados poderiam ter ouvido o barulho do tapa, esse pequeno temor não saia de minha cabeça, mas não tinha muito que eu poderia fazer agora, a não ser esperar junto com Parsha. Ficaria ali esperando até que os agentes fossem embora, quando isso acontecesse me viraria novamente para Parsha - E agora irmão? O carregamento de carne deve chegar logo, deseja ir lá cobrar o proprietário ou só esperar? - aguardaria pela resposta do homem-enguia.

     Caso ele optasse por ir conversar com fazendeiro, antes de ir, tentaria procurar por qualquer fonte de água limpa, qualquer uma que fosse, para limpar os meus bigodes que estavam imundos, se apresentar com os bigodes assim para qualquer pessoa era uma ofensa mortal, não poderia cometer tal atrocidade, caso não encontrasse nenhuma água limpa para me limpar diria para Parsha - Desculpe irmão, mas meus bigodes estão imundos, pelos ensinamentos do Deus Carpa, se apresentar a qualquer um com os bigodes sujos é uma ofensa mortal, não tenho nada contra esse senhor, não posso ir até ele assim, por favor, vá você enquanto eu fico vigiando para ver se nenhum agente retorna. - dito isso, ficaria naquela região, perto do celeiro, vigiando para caso algum agente retornasse, se tal coisa acontecesse me esconderia inicialmente e iria furtivamente avisar Parsha. Caso conseguisse limpar meus bigodes, acompanharia Parsha mas o deixaria ter a iniciativa na conversa com o fazendeiro, afinal ele era da região, tinha mais chances de saber a abordagem correta com essas pessoas. Caso tudo desse certo, seguiria o plano como previsto, indo até o açougue comprar as carnes, me reencontrando com Felícia e enfim indo até o porto para danificar o casco do barco.

     Se em algum momento fossemos encontrados pelos agentes, caso estivesse perto de Parsha, esperaria pela sua iniciativa e seguiria o que ele fizesse, fosse uma tentativa de argumentação ou uma iniciativa de combate, caso estivesse sozinho escolheria uma abordagem mais violenta, usaria a arte marcial dos homens-peixe para levantar o máximo de lama que conseguisse com um chute, caso algum agente estivesse perto, a lama seria direcionada a sua face com objetivo de obstruir sua visão momentaneamente, caso todos estivessem a distância e com armas de fogo a lama seria como uma barreira para confundir a mira deles, usaria essa brecha para correr em direção a fazenda, tentaria chegar até a construção que fosse a maior daquele lugar, queria um cenário mais vertical, no qual pudesse usar minhas habilidades de acrobacia para ter vantagem no combate.



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Re: O primeiro salto da carpa Seg Nov 22, 2021 9:56 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Escondidos atrás do silo, Parsha e Raimundo tentavam fazer o mínimo de barulho possível, tentando evitar que o grupo de agentes os percebessem. Enquanto a chuva ia parando e o céu ia ficando claro novamente, os dois podiam ouvir sons vindos do celeiro onde o homem-carpa estava a poucos instantes, enquanto o grupo de homens de terno parecia vasculhar o local. Após um tempo, pareceram finalmente ter desistido. O grupo conversava ao longe, sem que a dupla conseguisse entender o que estavam dizendo, e começaram a voltar pelo caminho de lama que levava à cidade, enquanto os homens-peixe iam dando a volta pelo silo para não serem vistos, sempre com a estrutura metálica entre os grupos. Finalmente puderam confirmar que o grupo de agentes haviam se afastado o suficiente para não serem vistos, trazendo um alívio por poderem sair do esconderijo sem perigo.

Raimundo, entretanto, estava todo sujo de lama, e ao perguntar para seu parceiro como prosseguir, Parsha parecia preferir ir falar com o proprietário. - Não sabemos como essa confusão afetou o cronograma. Seria bom checarmos com o dono da fazenda para ficarmos cientes de qualquer outro problema. - Olhando ao redor, entretanto, Raimundo não foi capaz de encontrar nenhuma fonte de água, apenas lama e um campo com grama, sem nenhum corpo d’água, e se viu obrigado a avisar seu companheiro sobre o problema, uma vez que seria ultrajante se apresentar daquela forma. - Ah, é só esse o problema? - Mexendo em suas coisas, o homem-enguia pegou uma garrafa d’água e estendeu para Koiforowa. - Pode limpar com isso. - Com a garrafa d’água, Raimundo conseguiu enfim deixar seus belos bigodes perfeitamente limpos, ao contrário do resto do seu corpo, mas era só o que importava.

Assim, a dupla logo se aproximou da fazenda, que estava com a porta fechada após o dono voltar para dentro, e Parsha bateu na porta. Ambos ouviram passos pesados vindo até a porta, e um homem barbudo a abriu com força, nitidamente irritado. - Já falei que não vi nada, seu bando de... - Assim que percebeu a dupla, logo ficou abaixando o tom de voz até se calar. - Ah, mil perdões. Achei que fossem outras pessoas. Eu estou meio ocupado no momento, podem voltar outra hora? - Ele parecia estar se preparando para voltar para dentro, quando Parsha interveio, já que Raimundo parecia querer deixar a iniciativa para ele. - Na verdade, é sobre isso mesmo. Viemos a pedido do Açougue Bom Bife para checar a situação da encomenda que atrasou. - No mesmo instante, o homem deu meia volta. - Ah, maravilha. Me deem uma mãozinha com a encomenda dele que já agiliza para todo mundo. Eu to com os pacotes prontos já, só precisava que alguém levasse a charrete. - Entretanto, ele para um pouco e olha para Raimundo. - Mas é melhor você se limpar antes, pra não acabar sujando a carne. Tem um açude ali atrás do terreno, tira essa lama e eu mostro pra vocês o que fazer.

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Re: O primeiro salto da carpa Ter Nov 23, 2021 9:50 am



O Primeiro Salto da Carpa



     Tudo acaba bem quando termina bem, ao menos o grandioso arco das carnes já tinha chegado ao fim, mas toda jornada trás consigo uma lição, para concluir essa jornada tive que fazer o Deus Boi de inimigo, tudo para conseguir carnes, a lição em minha mente era clara “O preço de um churrasco é um inimigo mortal”, lembraria disso quando fosse a um churrasco.

     Por um instante achei que estaria impossibilitado de me encontrar com o fazendeiro graças a imundice de meus bigodes, mas Parsha logo me apresentou a salvação para aquela situação, realmente, não tinha mais dúvidas de que o Deus Carpa botou esse homem em meu caminho por motivos maiores. Quando nos encontramos com o fazendeiro, inicialmente tomei um susto com sua irritação, por um instante pensei que ele tinha descoberto que eu tinha dado um belo de um tapasso na vaca dele, mas para meu alívio, ele só tinha se enganado quanto a nossa identidade. - Você tem minha gratidão senhor, BLURPH BLURPH, que os bigodes do Deus Carpa o envolvam - Diria após ele me informar sobre o açude próximo, tinha me esquecido que o resto de meu corpo estava sujo e que nos padrões sociais opressores naturais daquela sociedade isso era algo ruim, meus bigodes tinham uma prioridade tão grande que às vezes me esquecia que o resto de meu corpo existia, acho que isso era um sinal que estava no caminho certo da iluminação.

     Logo iria até esse açude, mergulharia e começaria a usar o karatê dos homens-peixe para lançar algumas rajadas de água concentradas em mim mesmo para retirar a sujeira, também já serviria como uma espécie de massagem para esse corpo tenso, tentaria fazer o mais rápido que conseguisse. Meu corpo logo secaria com o sol, mas meu kimono demoraria mais que isso e mesmo quando secasse continuaria amassado e feio, mas isso não era algo que eu me importasse, não é como se eu fosse trocar de roupa ou qualquer coisa assim, nunca trocaria meu kimono, afinal, roupas tem sentimentos também.

     Antes de voltar até Parsha, tentaria passar pelo celeiro novamente tentando encontrar uma vaca que tivesse uma marca de palmada nas costas, me ajoelharia diante dela em um pedido de desculpas - Peço-lhe perdão pela palmada, infelizmente era o necessário, não me orgulho disso - Diria para a vaca, não compreendia muito bem as criaturas terrestres mas acho que ela não tinha entendido muito bem minhas palavras, eu não sabia muito bem falar sua língua, mas tentaria improvisar com uma estrutura parecida com a da minha frase anterior - Muuu-muu muuuãu muuu muuuuuu, muuuuuuuuuuu muu u muuuuuúuuu, mãu mu muuuuuu muuuu - Diria a frase muito seriamente, não fazendo ideia de seu significado.

     Após resolvido com a senhorita vaca, voltaria até Parsha e o fazendeiro para levar as carnes até o açougue, se tudo ocorresse bem seguiria com o plano, uma vez que tivéssemos as carnes nos encontraríamos novamente com Felícia e eu relataria o que tinha acontecido - Conseguimos as carnes, alguns engravatados do governo estavam na fazenda, mas a chuva enviada pelo Deus Carpa nos serviu como uma capa protetora e nos ocultou da percepção deles, eles vasculharam a fazenda em busca de revolucionários, mas logo desistiram e foram embora. - diria. Se tudo estivesse certo seguiríamos até o porto, enquanto Parsha negociava com as criaturas eu iria até o casco do barco para fragiliza-lo, empurrando com a palma aberta a água com a ajuda da fluidez do karatê homem-peixe, me manteria calmo e usaria de meus conhecimentos físicos para analisar a resistência do casco através de algumas leves batidas e usar somente a força necessária para fragiliza-lo com a água.



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Re: O primeiro salto da carpa Ter Nov 30, 2021 11:02 pm

O PRIMEIRO SALTO DA CARPA



Com os bigodes finalmente limpos, Raimundo se via de forma apresentável, e seguia com Parsha até a fazenda. Apesar de uma pequena confusão inicial, os três logo se entenderam. Apesar de tudo, Raimundo ainda estava cheio de sujeira em seu corpo, e recebeu a orientação do dono do terreno de ir até os fundos até um açude para se limpar. Separando-se de Parsha, o homem-peixe fez como instruído, indo até do outro lado da casa, onde pareciam ter de um lado uma plantação, e de outro um grande açude, provavelmente para cultivo de peixes, e logo mergulhou. Debaixo d’água, Koiforowa pode notar que aquele corpo d'água era mais fundo do que imaginava, e vários peixes passaram nadando ao seu redor, como se para inspecioná-lo antes de fugirem. - Peixe. - Peixe novo. - Peixe grande. - Perigo. - Sem se preocupar muito, terminou de banhar-se com a ajuda do karatê homem-peixe, tirando a lama impregnada em seu corpo com jatos concentrados de água antes de emergir, novamente em terra firme. Antes de ir se juntar aos outros, entretanto, deu a volta pelo outro lado e chegou no celeiro, onde encontrou a vaca que deu um tapa não por uma marca vermelha, afinal vacas eram resistentes, mas sim pela mancha característica no seu lado que mais parecia uma peça de quebra-cabeça.

Seu pedido de desculpar não pareceu ser compreendido por sua companheira bovina, que apenas devolveu um "Muuuu" em resposta, então tentou falar sua língua para ser entendido. A vaca apenas o olhava em reação, até soltar um pum e se afastar. Junto das outras, com o fim da chuva, as vacas logo estavam seguindo para fora do celeiro, e apenas então o homem-peixe foi se juntar a Parsha e o fazendeiro. Ambos estavam do lado da casa, no que parecia ser um pequeno galpão cheio de coisas cobertas de teias de aranha, e onde puderam ver uma pequena charrete de mão, menor que uma charrete normal, e com 4 rodas para não colocar peso em quem a levasse. - Ah, ai está você. Estava orientando seu amigo aqui. Vão levar a encomenda para mim para agilizar para ambos os lados, e podem deixar a charrete por lá mesmo que depois eu busco. - Ajudando o fazendeiro, puxaram a charrete, e colocaram várias embalagens de carne em cima, uma quantidade realmente impressionante de carne, e logo se despediram, levando a encomenda pela estrada de lama até a cidade. Não era fácil levar aquele peso todo pela lama, que atolava a charrete constantemente, mas Parsha era forte, e conseguia fazer a maior parte do trabalho bruto de puxar a charrete, até que encontraram Felícia os esperando na frente do açougue. - Oi! Como vocês... Nossa, quanta carne. Bom trabalho! Dei uma olhada ao redor, mas realmente praticamente todos estão com problema no estoque por causa desse atraso, e os que não estavam tinham cara de mal, nem tive coragem de pedir. - Felícia dizia tudo com expressão animada, como se aquilo fosse engraçado. - como foi no lado de vocês?  

Com a resposta de Raimundo, a garota arregalou os olhos. - S-sério? Que perigo! Isso podia ter dado muito mal! - Parsha terminava de estacionar a encomenda de carne ao lado do açougue. - Felizmente tudo acabou bem. O ruim é que o grupo encarregado de observar eles não parecem ter encontrado aquele destacamento, mas eles devem perceber uma hora ou outra. Temos nosso próprio serviço a fazer. - De dentro do açougue, o homem que falou com o trio antes saiu, com o rosto iluminado. - Oh! Não é que vocês conseguiram! Que beleza, que beleza. Podem levar 1/3 dessa encomenda como pagamento, agradeço pela ajuda. Boa sorte com o problema de vocês. - Com um aceno de cabeça, o açougueiro voltou para dentro, e o grupo seguiu com os sacos de carne até o porto. Chegando lá, logo perceberam uma coisa: haviam vários navios ancorados um ao lado do outro no porto, pelo menos 7, mas nenhum deles pareciam ser claramente do Governo Mundial. - Não estou surpresa, eles não seriam tão óbvios. Como vamos fazer para saber qual é o navio deles? Sabotar todos não é uma opção.

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