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1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio Qua Jul 14, 2021 11:12 am
Relembrando a primeira mensagem :

1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Klaus Sunwizer. A qual não possui narrador definido.

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1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio - Página 3 J09J2lK

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Relampago Kirinha


A vida do jovem marinheiro não estava sendo uma das melhores, em meio ao líquido que atrapalhava sua locomoção e gerava pânico, ele continuava seu nado sincronizado. Após um súbito esforço, colocou seu corpo de pé, indo de encontro às chaves. A gigante não ficava parada ao ver que a ação tinha começado, tentativas de se libertar eram feitas, claro, inúteis perante as correntes que a prendiam. Contudo, seus esforços não se mostraram totalmente em vão, ela percebeu que a estrutura deficiente daquele galpão, era abalada pelos seus puxões.

Kira não era um amador qualquer, se mostrava experiente em combate e de maneira até que fácil, desviou do projeto proteico lançado por Zé, inclusive, executou um exímio movimento para evitar também, o pesado golpe que faria seu crânio virar pó. Todos os golpes subsequentes do futuro pirata eram conectados da maneira que ele queria, seria aquela sua vitória? Não! No momento em que efetuou a joelhada, Kira pôde ver o semblante alegre do seu oponente, na verdade, o semblante se mostrava um tanto quanto macabro. O misto do sangue de terceiros, do seu próprio sangue, finalizando com o sorriso de orelha a orelha, mostravam a falta de sanidade mental do ser vilanesco.

1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio - Página 3 Images?q=tbn:ANd9GcQ2jTFgZkZCs1rlxC7Qky1a8KAV1XD18SU5vA&usqp=CAU

Ele agarrou a coxa do homem, seus dedos entraram como lanças em sua carne, os boatos e informações não eram exagero, seus dedos eram fortes – Picadinho! – Ele puxou ferozmente, rasgando de cima para baixo parte da coxa direita do homem. Zé havia deixado ser acertado unicamente pelo prazer proporcionado pelo combate, ultimamente suas presas não lhe davam o êxtase que tanto buscava. Ele pulou para trás em seguida, lambia seus dedos manchados com o sangue do homem, cheirava a fragrância contida no líquido da vida – Havia um homenzinho morto, que morava em um galpão morto... – Ele cantarolava uma estranha música enquanto realizava movimentos aleatórios, como se estivesse dançando – KIAAAAAAAAAAAAA! – Um grito estridente ecoou pela extensão do lugar, Zé estava excitado, a fera estava no ápice da sua caçada e sua presa já tinha sido definida.

Ele encolheu seu corpo como se abraçasse seu próprio joelho, olhou para Kira segundos antes de partir, um único movimento explosivo arrancou todo o potencial contido em suas pernas. As palmas das suas mãos se juntaram metros próximos ao seu alvo, ele pulou e lançou seu corpo como se fosse uma lança. Seus dedos carregavam poder o bastante para perfurar a carne humana, seu objetivo era claro: atravessar o abdômen de Kira.

- Uma, duas, três… – O covarde marinheiro arregalou os olhos ao chegar próximo das chaves, ele contava olhando para um canto escuro, mas, dada sua proximidade ele conseguia ver... crianças – CRIANÇAS! ELE TEM CRIANÇAS. – Gritou desesperado.

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1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio

Meus movimentos se faziam perfeitos, assim conectando todos os golpes no corpo do homem de forma certeira, porém, aquilo tudo parecia ter sido apenas uma jogada do mesmo, que utilizou isso, para com a ponta de seus dedos rasgar uma parte da minha coxa, que naquele momento, me fazia sentir o golpe, mas era amenizado pela adrenalina que borbulhava junto do meu sangue.Esse desgraçado se deixou ser acertado? Meu rosto carregava um leve semblante de dúvida e surpresa, porém, de imediato voltava a me concentrar naquele que eu queria derrotar.

Enquanto isso, o menino medroso se colocava em cada vez mais situações deploráveis, porém, de alguma forma após um tempo ele conseguiu se reerguer e seguir para dentro do local, e ao chegar, tinha uma surpresa um tanto problemática. O rapaz parecia ainda mais assustado que antes, e gritava que haviam crianças naquele lugar, aquelas palavras entraram na minha cabeça como se fosse o disparo de um fuzil, o que me deixou completamente puto, muito além do que eu já estava.

Meu olhar se banhava nas sombras, que cobria parte do meu rosto, meu semblante apesar de mostrar uma calma tremenda, demonstrava a ira e o mais puro e verdadeiro ódio, que parecia transcender tudo o que existia a minha volta.-Crianças? Eu dizia em um tom baixo e tenebroso, aquilo de fato havia me atingido mais fortemente do que o golpe anterior do homem, e a dor era ainda pior, se mesclando agora com a vontade de matar, meu olhar se fazia fixo nos olhos do homem, e a fúria era demonstrada através desse olhar, que talvez fizesse até a besta mais tenebrosa tremer, mas aquele cara, certamente não ligaria para isso, e talvez esse fosse o seu erro.

O homem abraçava seu próprio corpo, passando seu braço por seus joelhos e logo se lançando como uma lança, vindo diretamente contra meu corpo, e era claro que ele perfuraria meu abdomem caso me acertasse, por isso, eu com meu olhar e semblante exalando uma calma encoberta por fúria e ódio, esperava até que ele estivesse prestes a me acertar, e assim, giraria meu corpo em meu próprio eixo, para a o lado externo daquele golpe, me posicionando do lado direito do homem, próximo o suficiente para que ele não conseguisse mover seu braço para tentar um golpe com a ponta dos dedos novamente.

O giro era feito em alta velocidade e assim, agarrava o seu braço, aproveitando da sua própria impulsão e da força e velocidade do mesmo, assim como do meu giro, e então mudaria a direção do mesmo, o puxando e girando e o soltando em seguida, o jogando contra a parede de madeira, a mesma que eu estava quebrando anteriormente, dessa forma eu o jogaria para o lado de fora do galpão, e também causaria algum dano a ele, sem contar que iluminaria ainda mais o local.

E antes que o homem sequer tocasse no chão, usaria toda a minha velocidade para, juntamente a minha força, para colocar tensão sobre meus dois joelhos e me propulsionar com tanta brutalidade quanto um disparo de canhão, usando da minha velocidade para avançar contra o homem sem deixar que o mesmo tivesse tempo para pensar em algum movimento para me impedir ou atacar.-Crianças né? Quando o homem tocasse o solo, eu estaria lá, para uma recepção no mesmo momento do seu primeiro toque, estaria com o punho fechado, com o qual lançaria em contato com sua face, o golpeando de cima para baixo, caso seu corpo tivesse um pouco a baixo ou na altura da minha cintura, afundando a cara do mesmo no solo com toda a pressão de um martelo que amassa a cabeça de um prego.

Porém, caso ele estivesse praticamente ou completamente ereto, meu movimento seria um golpe direto na boca de seu estômago, primeiramente para tirar o ar de seus pulmões e desestabilizar tanto seu corpo com a dor, quanto a respiração o deixando desnorteado, e em seguida continuaria o golpeando por toda a parte do tórax, abdome, face, queixo e costelas, golpes poderosos, carregando toda a fúria de uma fera que antes estava enjaulada e que agora estava liberta.

1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio - Página 3 Hero-hunter-garou

Ao fim da remessa de socos poderosos, atacando o homem como se fosse um presidiário sendo colocado a pena de morte no muro de fuzilamento, eu deixaria seu corpo dar uma leve relaxado, enquanto movimentaria novamente, de forma ainda mais brutal com um golpe direcionado a sua face, o jogando contra a parede mais próxima, o afundando na mesma com toda a força e ira que havia dentro de mim.

1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio - Página 3 ?imw=5000&imh=5000&ima=fit&impolicy=Letterbox&imcolor=%23000000&letterbox=false

Após o golpe finalm encerrando a sequência de golpes contra o homem por alguns instantes, eu daria um pouco de espaço, observando como o mesmo reagiria, estaria ele completamente arrebentado? Ou estaria ainda com alguma consciência após levar tantos golpes? Era isso o que eu esperava ver, o quão resistente aquele saco de lixo poderia ser.

Porém, caso o homem conseguisse revidar ou impedir minha sequência de golpes mesmo eu o atacando quando não tivesse alguma forma de se manter de pé ou equilibrado, eu me movimentaria de forma veloz, fintando seu corpo e o rondando com velocidade, e então entraria após circular a sua volta, golpeando diretamente sua face, e logo após abaixando com velocidade o passando uma rasteira, e caso o acertasse, levantaria novamente erguendo meus joelhos flexionados, acertando uma joelhada na boca de seu estômago, costelas ou em sua coluna, a depender de como estaria o seu corpo após a rasteira, e com isso terminaria com um soco de cima para baixo, buscando jogar sua cabeça contra o chão duro, causando ainda mais dano e atordoamento.

Caso o homem conseguisse impedir que eu o agarrasse pelo braço para o girar, rapidamente o seguraria pelas pernas que estariam no ar e assim, faria o mesmo movimento, até culminar nos golpes que vinham posteriormente, uma sequência de golpes mortais, ou que pelo menos destruiria boa parte do corpo do homem, o deixando bastante machucado.




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Relampago Kirinha


Kira mostrava – provavelmente – uma das suas faces mais cruéis, após ouvir que crianças estavam ali. Entre diversas maneiras de lidar com a investida de Zé, sua escolha era apostar em sua flexibilidade e noção de luta, movendo de maneira similar a anterior, buscando uma esquiva lateral. Picadinho não conseguiu mudar a trajetória da sua investida, na verdade, nem mesmo se quisesse ele conseguiria fazer isso, afinal, investiu todo o seu poder naquele golpe incisivo.

Foi lançado para fora do galpão com certa brutalidade, a estrutura tremeu após o buraco ter tomado forma, ele tinha atravessado com certa facilidade, o que mostrava o estado degradado da madeira que construíam as paredes do lugar. Antes mesmo que pudesse ter alguma chance, Zé recebeu uma enxurrada de ataques por parte do robusto homem. Sua única ação teria sido cair de pé, após ser lançado para fora. Um, dois, três, quatro, incontáveis golpes eram efetuados por Kira. Cada soco proporcionava um som diferente aquele punhado de espectadores, pessoas pobres e com baixa perspectiva de vida, era a plateia daquele combate.

Um burburinho era ouvido por Kira, o amontoado de curiosos aumentava a cada segundo que passava. Entretanto, ele não ligava e após a sequência ele se preparou para a finalização. Um movimento selvagem, carregado por uma brutalidade que assustava os presentes, afinal, ver alguém afundando a cabeça de outro no concreto não era algo comum. Por fim, ele parou e observou o estado do homem... ele estava sorrindo. Sim! Exatamente isso, ele estava sorrindo de maneira exacerbada, alguns dentes caiam da sua boca como se estivessem descolando. O sangue jorrava pelos seus olhos e orelhas, seu corpo parecia destruído, mas, de alguma maneira ele ainda estava ali, sorrindo.

MONSTRO! VOCÊ MATOU TODOS ELES! MEUS FILHOS, VOCÊ TAMBÉM MATOU MEUS FILHOS? – De maneira súbita a face macabra dava lugar a uma expressão de tristeza, ele parecia está até mesmo chorando. Como um flash ele correu, passou por Kira em tremenda velocidade, dando apenas para ver uma silhueta novamente risonha em seu rosto, por poucos segundos – ASSASSINO! DEIXE-ME ENTERRAR MEUS FILHOS! – Ele gritava alto o bastante para todos da região ouvir, e entrou no galpão, deixando o homem para trás.
Rapidamente o clima mudou, facetas que carregavam curiosidade eram tomadas por raiva e descontentamento – ASSASSINO! CHAMAREMOS A MARINHA! – Um dos curiosos gritou – ELE VEIO ACOMPANHADO DE UM MARINHEIRO! TRAIDOR! TRAIDOR! – Um coro se formava, pessoas raivosas formavam um grupo, alguns deles corriam na direção oposta, rumo à marinha – NÃO! – Um rugido veio do interior do galpão, era a voz da gigante que estava presa. No momento em que Kira fosse para o interior do galpão, ele seria barrado por dois civis, que tomados pela coragem e vontade de prender um criminoso, pulariam em sua direção para agarrá-lo.

Quando voltasse ao interior do galpão, o homem veria uma cena que provavelmente, carregaria pelo resto da sua vida. O marinheiro covarde estava morto, seu corpo parecia ter sido rasgado ao meio por uma fera selvagem. Seus olhos sem vida estavam direcionados ao buraco feito por Zé, ao ser lançado para fora. Suas entranhas vazavam do seu corpo, um dos braços estava longe, assim como uma das pernas, era uma fatídica cena – NÃOOOOOOOO! – Um grito carregado por tristeza era ouvido – ELE MATOU MEUS FILHINHOS, ELE MATOU! – Zé gritava desesperado, tudo fingimento, obviamente. As crianças? Não preciso nem citar que já não se encontravam com vida, de maneira macabra, todas haviam sido mortas em questão de segundos.

Picadinho sorria de maneira sádica, a última presa era a gigante e o próprio Kira, contudo, algo não estava certo... ele não parecia querer lutar. Minto! Ele investiu na direção da gigante, sua mão manchada com sangue estava aberta, seus dedos rentes um ao outro, indicava que a robusta mulher não iria sobreviver se fosse acertada diretamente pelo golpe do homem. Por um momento Zé voltou sua atenção a Kira, novamente, mantinha o sorriso em seu rosto, seus olhos sangravam, sua boca também, ele tinha sofrido sérios danos, mas, não parecia que iria se dar por vencido.

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1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio

O homem recebia cada golpe diretamente, porém, como eu esperava, o desgraçado  ainda continuava de pé, sorrindo como se aquilo tudo fosse uma brincadeira, e como se não bastasse, o mesmo começava uma encenação bem convincente, algo que mostrava o quão ardiloso aquele verme era. O mesmo dizia que eu havia matado seus filhos ou seja lá o que for, eu o observava e todos ali pareciam acreditar nele.

A minha volta, civis se faziam presentes, muitos deles, cochichos eram ouvidos e eles realmente acreditaram que eu era o culpado daquilo, porém, se ele achava que isso iria me quebrar ou me colocar em alguma posição de desvantagem, ele tava bem enganado, meu rosto começava a mudar para um semblante de completa insanidade, e uma risada macabra saia.-HAHAHAHA! Grita, pode gritar, faça a sua encenação… Acha mesmo que eu me importo com a minha reputação? Acha mesmo que eu ligo se esses caras vão acreditar em você ou não? Eu não ligo, eu só quero arrancar a sua cabeça por ter matado crianças seu verme, se quiserem me crucificar, fiquem a vontade, mas vou logo avisando, se ficarem no meu caminho, vão morrer junto desse verme. Ao final, meu rosto se tornava tão sério quanto antes, meu foco era matar zé e nada me impediria.

Eu seguia caminho até onde o homem havia ido, ele tinha se lançado em velocidade para dentro do galpão dizendo que eu havia matado as crianças, ao tentar entrar, dois civis se colocavam na minha frente, impedindo meu avanço, meu olhar era penetrante, um olhar que ia diretamente a sua alma e que mostrava, vai, fica na minha frente, fica e vai sair daqui morto.

Continuava avançando e caso os homens continuassem por ali eu seguiria e ao me aproximar, agarraria os dois pelo pescoço e os ergueria.-Vocês tem o que é preciso para me matar? Vocês realmente acreditam que um marinheiro veio até aqui comigo para matar crianças? Aquele moleque medroso?. Arremessaria os dois homens para os lados e então avançava um pouco, e lá, via que o loirinho estava completamente destruído, a menina gigante estava livre, mas o garoto estava morto, aquilo de certo me atingia, e me deixava certamente mau ao ver.

Eu parava, olhava para todos ali e apontava para o corpo do garoto.-Tá vendo ali? Ele tinha entrado para salvar as crianças que estavam presas, e olha como acabou, aquele verme o matou. Meus olhos lacrimejavam, mesmo que eu não quisesse, de certa forma, eu me importava com ele, mesmo tendo dito o que disse antes, mas aquilo não iria me impedir de entrar.

Pouco me importava em quem as pessoas acreditariam, o que eu queria agora era não só a morte de zé, mas sim vingança, eu tinha que lavar a honra daquele moleque que mesmo se borrando inteiro, arriscou sua vida para salvar as pessoas ali dentro.-Ele sim, foi um marinheiro de verdade… No final, você mostrou que era tão corajoso quanto todos nós, não é garoto? Minha tristeza e raiva se mesclavam, o ódio subia e com a minha personalidade que já era um tanto problemática, eu não levaria aquele desaforo para casa.

Ao ver onde picadinho se colocava, era como se fosse o instinto animal, a fera dentro de mim finalmente estava solta, a maldade agora se via presente, a crueldade em pessoa, o mal encarnado.-Vocês querem um vilão? Então está bem… Eu serei o vilão! Em velocidade quase que explosiva eu avançava na direção de picadinho, não haveria piedade, misericórdia? O que era isso mesmo? O avanço era brutal.

Ao me aproximar do homem, caso o mesmo estivesse abaixado, como se estivesse consolando o corpo de uma das crianças mortas, eu daria uma joelhada com toda a minha força em sua face, aproveitando a velocidade e seu posicionamento, arrastaria ele para longe do corpo da criança e logo o jogaria no chão, montando sob seu tórax e prendendo suas mãos com meus joelhos, naquele momento a dor, acusações, nada me pararia, nada me faria parar, a não ser a morte daquele verme.

Ao imobilizar ele, começaria uma sequência de socos tão fortes quanto os anteriores, socos direcionados a sua face, golpearia o mesmo até que estivesse completamente desfigurado e não sentisse mais a respiração dele sair nem por seu nariz, nem pelo inflar de seus pulmões.

Porém, caso ele estivesse em pé, golpearia seu estômago mais uma vez com um soco potente, o seguraria pela cabeça e abaixaria seu crânio para frente, enquanto levantava o joelho com força e brutalidade, buscando fazer seu nariz atravessar sua nuca, o golpeando e assim o jogando no chão, onde montaria em cima do mesmo, e terminaria de fuzilar sua face até que não houvesse mais vida.

Aquilo era como se fosse o ponto de libertação de toda a minha fúria, que apesar de ter tentado manter a calma, tudo o que aconteceu, inclusive a morte do rapaz, era inaceitável, era algo que eu precisava fazer, para assim saciar a minha raiva.

Após finalizar o verme, eu iria em direção ao loirinho, que agora estava morto, me aproximaria, pegaria as chaves e então soltaria a gigante, meu semblante nesse momento seria de um completo vazio, afinal, eu tinha perdido um bom homem em combate, e apesar disso ser triste, eu não podia mais ficar ali parado, tinha que tirar a menina daquele lugar e assim procurar algum lugar para me esconder, quem sabe até mesmo um navio para que eu finalmente pudesse seguir minha viagem e assim sair daquela ilha, e da possível aproximação da marinha.

Abriria as algemas dela, e a deixaria livre.-Vai, sai logo daqui, a marinha tá pra chegar e eles provavelmente vão te culpar assim como estão fazendo comigo… Eu vou seguir daqui também, preciso me afastar o quanto antes… É uma pena não poder dar um enterro digno a ele, e nem para essas crianças. Deixaria a menina livre e assim pegaria o que havia sobrado de picadinho, arremessaria para fora do galpão enquanto pegava um pedaço de madeira, reto como se fosse uma estaca gigante.

Fincaria um dos lados no chão, e na outra ponta fincaria a cabeça de picadinho, o deixando lá, empalado, e logo em seguida, colocaria o cartaz do mesmo de procurado, preso no topo da estaca, para que pudessem ver quem realmente era o criminoso, mesmo que isso não me importasse, quem sabe assim, minha recompensa seria tão alta quanto a do homem, talvez maior, mas agora era deixar que a marinha chegasse e resolvesse a situação, e desse um enterro digno para todos os que aquele verme matou.

Eu seguiria em velocidade para longe dali, iria para um local completamente isolado da ilha, onde eu pudesse ter acesso a algum barco, ou algo do tipo, até mesmo medicamentos, eu estava ferido, cansado, e agora sendo procurado, não tinha muito mais o que fazer, a não ser me esconder e esperar para conseguir sair daquela ilha o mais rápido possível.




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Relampago Kirinha


A situação não era das melhores para Kira. Em um lado temos o vilão, que particularmente, estava agindo de maneira estranha para um algoz da sua magnitude. Do outro, uma população que gritava com fervor, injúrias e os mais diversos tipos de ofensa para o homem. Uma das únicas pessoas que podiam salvar sua pele, estava agora morto, parecia não ter escapatória, quem carregaria toda a culpa daquela chacina, seria o herói.

Kira se voltou para os civis e falou, juntando o útil ao agradável, finalmente agora ele poderia ser o que nasceu para ser: um pirata. Bom, a situação não era das mais comuns, mas, daria para o gasto. Suas palavras só davam mais certeza ainda a população do verdadeiro culpado, o próprio Kira! Afinal, ninguém ali cogitou a ideia que o homem ensanguentado e agredido por ele, pudesse estar mentindo, onde na vida encontrariam alguém tão insano quanto ele? Para sua infelicidade, o corpo do marinheiro morto só podia ser visto por aqueles que estavam no interior do galpão, pois seus restos mortais estavam jogados em um dos cantos, próximos ao aglomerado de crianças também sem vida.

Exalando toda selvageria que habitava em seu interior, ele partiu na direção de picadinho. Não era mais um humano, mas sim, uma fera selvagem que buscava apenas por saciar seus desejos, acabar de vez com a existência do seu oponente. A imobilização era efetiva, seus joelhos pressionavam o antebraço do homem contra o solo, ele estava exposto e a única coisa que lhe restava, era arcar com a consequência dos seus atos. Novamente, ele sorriu. O sangue escorria pelos seus olhos, boca e ouvidos, na verdade, parecia que ele já era um cadáver e estava se mexendo sabe se lá como. A enxurrada de golpes começou, tão fortes ao ponto de rachar o crânio de Zé, a partir do terceiro um buraco abriu em sua face e Kira não parava, suas manoplas intensificaram ainda mais a destruição daquele ser, tornando-o irreconhecível.

Nesse meio tempo entre seus golpes, a população adentrou no galpão, um punhado deles para ser sincero – ASSASSINO! – Eles olharam ao redor, a luminosidade havia aumentado dada a destruição causada pelo embate, eles viram os corpos espalhados pelo chão, nos cantos do galpão – MONSTRO! – Gritou um dos homens furiosos, seus olhos finalmente encontraram o pior dos atos, as crianças – VOCÊ MATOU ATÉ MESMO CRIANÇAS? NÃO DEIXAREMOS VOCÊ SAIR DAQUI COM VIDA. – A população estava furiosa e ao mesmo tempo, com receio de fazer um movimento descuidado, afinal, eles agora estavam lidando com um assassino frio e calculista.

Kira libertou a gigante e aquilo inflou ainda mais a raiva daqueles homens – UMA DUPLA? ASSASSINOS EM DUPLA! – O coro gritava sinergicamente – Não! Pelos deuses! Ele matou o assassino, não é nossa culpa. – Bradava a mulher, tentando concertar as coisas. Uma pedra voou e acertou sua testa, seguida de outra e mais outra. Só pararam de lançar quando o corpo de Zé voou na direção deles, Kira mostrava ainda mais seu lado cruel, separando a cabeça do corpo e fincando essa primeira no solo, em uma estaca. Colocou também o cartaz, mas, naquele ponto aquilo era totalmente irrelevante para situação atual, afinal, a única coisa que restava era um pouco de massa encefálica, pedaços do crânio e alguns dentes, totalmente irreconhecível.

Kira correu, acompanhado da gigante que criou com seu próprio corpo uma passagem. Ocasionando a destruição do galpão, que caiu por cima até mesmo de alguns civis – Espera! Sua perna. – Ela gritava para que Kira pudesse ouvir, tentando ser o mais silenciosa possível em seus passos, o que era difícil dado sua estrutura física. Eles vagaram por algum tempo até chegarem em um local isolado, próximo às minas, mas, longe da entrada principal do lugar – PARA DE CORRER! – A gigante gritou furiosa – Preciso cuidar dessa perna, afinal, você salvou minha vida… – Sua voz se tornava uma tanto quanto mansa – E também parece que estamos no mesmo barco, acham que somos uma dupla. – Concluía. Ela rasgou um pedaço da sua roupa, esperando que Kira desse a liberdade para realizar os primeiros cuidados com a ferida, não tinha muito o que ela podia fazer naquele momento, mas, mesmo assim faria o seu melhor pro momento – Pretendo sair daqui, você vem? Nunca mais volto para Flevance. – Disse de maneira séria.

~

Cena no Crime

Um aglomerado de pessoas ainda estavam ao redor do galpão destruído, marinheiros faziam a segurança do perímetro, enquanto outros caminhavam pelos escombros do lugar – Um dos nossos fez isso? – Questionou um deles, era algo, loiro e trajava roupas típicas de um capitão – Sim, pelo que conseguimos. Algum tempo atrás dois marinheiros vieram aqui, lembra, daquele garoto franzino de dias atrás? Acompanhado por um outro homem, seu nome é... Kira. – Informou outro marinheiro, aparentemente, um Sargento – Isso não pode ficar assim, coloque todos os homens disponíveis na busca do desertor. Irei voltar para base em busca de mais informações sobre tudo isso, limpem essa bagunça, a moral da marinha não pode ser abalada por atos desse tipo. – Caminhou, acendendo seu charuto e saindo do lugar.

Obs: O trecho acima é uma cena após a fuga, então, você não sabe nada do que foi descrito acima.


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Kira
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1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio

O combate finalmente tinha um fim, picadinho agora não passava de um… Picadinho, afinal, o mesmo havia sido amassado feito purê de batatas, e agora estava completamente irreconhecível. O tumulto ficava ainda pior e cada vez mais eu percebia que os seres humanos, em específico os daquela ilha era tão idiotas quanto uma porta, mas não me importava, mesmo que eu levasse a culpa por aquilo, eu sabia que não tinha feito, e por isso seguia a minha caminhada.

A gigante após ser liberta ainda tentava dizer que tudo não se passava de um engano, mas, não importava o que era dito, o primeiro a gritar venceu, com isso, pedras eram arremessadas em nossa direção, e eu não tentaria combater aqueles civis, mesmo que pudesse tornar aquilo uma chacina de forma bem simples, a marinha ainda estava a caminho, e não seria interessante eu ainda estar por ali quando chegassem, certamente não acreditariam em mim.

A gigante então conseguia abrir caminho enquanto corria, devido a seu tamanho corporal mais exacerbado, e assim eu a seguia, indo juntos pelo mesmo caminho por algum tempo, e ao chegar a um ponto bem distante do local do acontecido, nós finalmente paramos, e com isso a menina parecia se preocupar com o ferimento em minha perna, eu não parava de me mover enquanto a ouvia, o que fazia com que a mesma tivesse de usar um tom mais grosseiro para me fazer parar.-Certo, certo! Eu já tinha até esquecido disso… A adrenalina tá tão alta, que nem sentia mais essa coisa. Eu então me sentava no solo, buscando recuperar o fôlego enquanto a deixava cuidar do curativo.

Enquanto ela o fazia, eu a observava, e mesmo sendo daquele tamanho, parecia ser bem gentil e cuidadosa com tudo.-É você tem razão sobre estarmos no mesmo barco… E sim, pretendo sair desse lugar, afinal, eu finalmente conseguir fazer meu nome se tornar minimamente temido. Diria aquilo em um tom o mais natural possível, como se não me importasse com o que diriam sobre mim, ou sobre o que estavam me acusando, aquilo realmente não era algo com que eu me preocupava, afinal, a justiça tinha sido feita, da minha maneira e pelas minhas mãos, mas tinha sido feita.

Enquanto ela terminava o curativo, eu a questionava.-Você tem algum caminho em mente? Tem lugar para ir? A olhava diretamente, de forma séria, mas amigável, e então continuava.-Como você já percebeu, eu agora vou começar a seguir um caminho que vinha buscando a muito tempo, e também já percebeu que não ligo para oque acham de mim ou deixam de achar… O que eu to querendo dizer é o seguinte, preciso de um médico no meu bando, e você seria a pessoa certa para isso, o que acha? Aceita ser a médica da minha tripulação? Olharia a mulher de forma convicta, mostrando que aquilo era um caminho que eu iria seguir e que queria seguir, não era como se eu estivesse apenas seguindo o fluxo da vida por um engano.

-Isso também quer dizer que, podemos ser taxados de monstros, e seres humanos horrendos e cruéis, eu realmente não ligo, se o que eu fizer for de encontro ao que eu acredito e queira fazer, as consequências desses atos não me importam… Então, o que me diz? Aceita? Continuaria a observando e então concluiria.-Claro, não ache que eu estou cobrando nada de você, por ter te salvado, afinal, estamos quites agora! Mas vejo que você tem talento para a medicina, e certamente seria alguém de extrema importância para mim. Agora apenas esperava sua resposta, para que assim pudéssemos tomar a decisão de para onde seguir e como o fazer.




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Relampago Kirinha


A mulher finalmente teve espaço para realizar os cuidados médicos em Kira, na verdade, ela fez o máximo que pode, suas opções não eram das mais extensas. Amarrou o pano com força, estancando o sangramento e evitando problemas maiores, aquilo daria um jeito nas feridas causadas por Zé. O homem então começou o falatório, externando alguns dos seus anseios para com seu futuro – Caminho? Nunca achei que tinha essa escolha. – A sinceridade em suas palavras era de uma intensidade alarmante, seu semblante era tomado por uma expressão de tristeza e amargura – Sempre vivi para cuidar dos meus irmãos, cresci em um orfanato e depois de alguns anos… – Ela parou, baixando sua cabeça e apertando seu próprio braço contra o corpo – Ele foi destruído. – Tentava não chorar, mas, seu corpo e deus olhos demonstravam o contrário – Vim para Flevance apenas realizar um trabalho e conseguir o medicamento para minha irmãzinha, o último se os Deuses assim quiserem. – Um sorriso singelo tomou conta do seu rosto.

Meu irmão mais velho sempre me disse para buscar meus sonhos, mas, nunca tive coragem e muito mesmo senti qual era o meu caminho. Agora vendo você... – Suas bochechas ficaram coradas, ela era uma mulher forte e confiante de suas próprias habilidades, mas, ainda sim a pouco experiência a deixava em estranhas situações – Você lutou contra ele sem se importar com o que os outros pensam, você seguiu aquilo que achou certo e é isso que eu quero! Eu quero ser livre. Sem preocupações com o modo de agir, com minhas roupas ou com o modo com que eu falo. – Falou em um tom animado – Eu só preciso entregar o medicamento para Joe, ele está aqui em Flevance também! Tenho um barco, ele está atracado próximo a Marinha. Isso será um problema. – Pensou em algumas opções, ela havia deixado naquele local pela segurança, agora, tinha virado um empecilho – Tenho alguns homens que me ajudam a navegar, eles estarão lá também. Se me ajudar a encontrar meu irmão e entregar o remédio para ele, estarei a seus serviços até os confins do mundo, capitão! – Levou a mão aberta a testa, como faziam os marinheiros.

A gigante ficou de pé, olhou ao redor buscando ver se tudo estava seguro – Joe deve está na cidade, não será difícil de achá-lo. Acha que estão atrás de nós? – Indagou.

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A ascenção do mais novo Pirata.

Ao ouvir a mulher, era possível sentir suas emoções a cada palavra, sua tristeza, alegria, felicidade e seus objetivos, era visível o quanto ela havia sofrido, claro, eu não tinha base alguma para sequer pensar no quão problemático teria sido sua vida até aquele momento em que nos encontramos.

Eu ficava ali, ouvindo cada palavra e a minha decisão já havia sido tomada antes que ela pudesse terminar de explicar seus motivos ou condições para que ela pudesse vir comigo, e antes que a mesma terminasse, eu dizia.-Vamos levar o remédio para sua irmã ou irmão! Eu sabia que seria bem problemático, já que seu barco estava próximo a marinha, e que ainda tínhamos que sair por aí atrás da irmã dela, o que poderia ser a nossa última viagem, mas era óbvio que eu a ajudaria.

A deixava terminar sua explicação e sentia que de alguma forma eu tinha mudado, mesmo que um pouco o seu destino, claro, eu havia a feito se tornar uma procurada agora, sem querer, mas fiz. Porém, ela parecia ter decidido seu caminho ao me conhecer.-Bom, vai ser um problema sim andar por aí… E sim, eu acho que eles podem estar atrás de alguém, mas eu diria que não de você. Dava uma pausa e então olharia para o horizonte, ainda mantendo um semblante pensativo e assim concluía.-Eles estão atrás de mim, certamente! Sou eu quem eles querem, então eu talvez acabe te colocando em perigo se estiver comigo. A olharia tentando perceber alguma mudança em seu semblante, como uma possível tristeza ou algo que a fizesse se sentir prejudicada.

Esperaria ela dizer o que ela achava, mas caso não dissesse nada, eu continuaria.-Prefere ir sozinha? Se quiser eu posso esperar você no ponto de partida, não quero atrapalhar o seu caminho para ajudar sua irmã… Mas se quiser que eu a acompanhe, pode ter certeza de que eu vou, mas esteja ciente de que poderemos ter problemas no caminho, vamos ter que ser bem cautelosos. Diria aquilo enquanto meu rosto parecia mergulhar em uma espécie de tristeza.-Mas eu prometo, não vou deixar nada acontecer com você, ou com sua irmã, se no final estivermos para ser capturados, quero que siga sua vida, e me use para escapar! Diga que eu te capturei e que te fiz de refém, eu ficarei para trás enquanto você foge, entendido? Me prometa que não vai deixar de ir até sua irmã, e que vai seguir seu caminho livre. Dizia em um tom sério, porém, era possível sentir que aquilo era a culpa que batia, pela perda da vida do loiro.

Esperaria por suas respostas e assim que estivesse tudo decidido, era hora de seguir caminho até a irmã da menina, porém, antes de seguir, faria uma última pergunta.-Bom, posso saber qual é o seu nome? Diria a ela e logo concluía.-Eu me chamo Klaus… Klaus Sunwizer! Esperaria por sua resposta, caso a mesma quisesse responder, e assim, começaria a me preparar para a locomoção, primeiramente me colocando de pé e dando pequenos saltos, para testar se o ferimento estava ainda doendo tanto quanto antes, e estenderia a mão para então, cumprimentar a mulher como uma companheira para o futuro.




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A situação geral não era das melhores, procurados pelas mortes realizadas por Zé, inclusive, a morte de um marinheiro. Contudo, Kira não parecia preocupado com essas futilidades, na verdade, ele até estava, mas, já tinha a concepção do caminho que iria trilhar.

A gigante ouviu suas palavras e uma expressão confusa surgiu em sua face, ela estava pensativa com os questionamentos do rapaz. Ela era grande, não era como se fosse passar de maneira furtiva e tranquila, provavelmente no momento em que os marinheiros avistassem ela, uma série de ataques seriam direcionados a sua pessoa - Acho melhor irmos juntos. - Falou tranquilamente. Levou a mão ao seu queixo, fazendo a típica pose quando se está pensando - Na verdade… - Coçou o queixo, fazendo uma espécie de bico com deus lábios - Você pode encontrar meu irmão por mim? Entrar na cidade com esse tamanho, é uma tarefa praticamente impossível. Ele deve está no Búfalo Branco, sabe onde fica? - Respirou, recuperando o fôlego - Ali. - Apontou na direção, ficava próximo às Minas de Chumbo - Fale com a atendente Melinda, ela conhece a mim e ao meu irmão. Vou tentar chegar até o porto de maneira silenciosa, pela costa. Me encontre lá, mas, avise a ele que deve entrar no meu navio custe o que custar. Boa sorte. - Ela falou caminhando em passos rápidos e largos, o chão até mesmo tremia - Meu nome é Astrid Ulfhild! Prazer, Klaus. - Falou em meio a sua corrida.

A distância até o Búfalo não era muito, cerca de 15 a 20 minutos de caminhada do ponto atual. Até então, a segurança de Klaus não mostrava problemas, pois não havia sido seguido.


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1v9 Kirinha Adventures - 2° Episódio

A conversa tinha o seu momento, e logo entramos em uma espécie de consenso, a mulher me sugeriu de eu ir até seu irmão, me explicando onde ele estaria e como encontrá-lo, e sim, seus pontos faziam bastante sentido, porém, eu ainda tinha que dar um jeito de esconder meu rosto ou tentar ser o mais furtivo o possível.

A gigante me dava as coordenadas e logo seguia correndo em direção a seu návio, e em meio a sua corrida gritava seu nome.-Então até logo, Astrid! Com isso, eu começava a traçar um possível plano que me ajudaria a seguir até o irmão da mulher, e depois voltar até seu návio.

O plano em si não era algo tão grandioso e bem trabalhado assim, afinal, eu não tinha muito tempo para bolar algo tão bom, e nem tempo para procurar algo para me esconder, com isso, eu começava a seguir rumo ao búfalo branco, como a mulher havia explicado, buscando sempre caminhar pelo meio da multidão, com a cabeça levemente baixa, para que não vissem meu rosto diretamente, mesmo eu tendo em mente que eles ainda não tinham um cartaz de procurado meu, mas ainda não sabia se já havia alguém me procurando pela cidade.

Caminharia em direção ao búfalo, buscando sempre me manter misturado à multidão assim que chegasse a cidade, antes disso, caminharia pela costa até estar próximo o suficiente do local, para assim ter o menor contato possível com as pessoas, buscando não chamar atenção, caminhando de forma tranquila mas ainda assim mantendo a cabeça um tanto baixa.

Caso conseguisse chegar até o local sem demais problemas, entraria no mesmo e procuraria pela menina chamada Malinda, ao encontrá-la, eu então diria a ela que estaria a procura do irmão de Astrid, e que precisava falar com ele.-Melinda né? Estou em busca do irmão de Astrid… Vim a pedido dela. Diria a mulher em um tom sério e baixo, para que ninguém a volta ouvisse, e então continuaria.-Digamos que aconteceram alguns problemas, e agora ela está esperando por ele em seu navio, vim para buscá-lo, e precisamos sair daqui o mais rápido possível. Concluía minha explicação e então esperaria por uma resposta da mulher.




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