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Kenshin
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#1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Qua Maio 19, 2021 7:30 am
#1 – O Traidor do Reino de Ryukyu

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Mizuki Yamamoto. A qual não possui narrador definido.

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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Qui Maio 20, 2021 2:04 am

Puff... Puff... Puff... Os baques surdos repetiam-se ritmicamente. Era o som produzido pelos sucessivos impactos da espada de bambu contra um boneco de palha reforçado. Na cena, Mizuki tinha por volta dos onze anos. Seu corpo era bem galgaz e o cabelo, curto. Ele reproduzia o mesmo movimento inúmeras vezes; era um corte cruzado, com ambas as mãos, de cima para baixo, na diagonal do manequim rústico. Ao seu lado, uma figura vetusta analisava-o de olhos cerrados, minuciosamente focados em reconhecer cada fino movimento de seu corpo. – Argh... Já... Já foram quantos...? Setecentos...? – Questionou o rapaz, de roupa encharcada. O suor que escorria ao rosto parecia banhar toda a superfície da pele. Os lábios não vedavam, continuamente semiabertos à boca a resfolegar. – Continue! – Esbravejou o velho. A voz rouca fez estremecer não somente a longa barba grisalha, como toda a madeira que revestia o dojô. – T-Tudo bem! – O pequeno acatou, confirmando com a cabeça. As mãos, tão trêmulas quanto as pernas, cujos joelhos aparentavam que iriam ruir a qualquer instante, tornaram a empunhar a espada de madeira.

Os baques surdos ressurgiram, desta vez mais impetuosos; mais reais. Estrondavam como se estivessem dentro da cabeça de Mizuki, cada vez mais e mais fortes. Os olhos comprimidos, que tiritavam a cada impacto, então despertaram, desvelando as íris castanhas quase que completamente cobertas pelas pupilas dilatadas. – Hm... O-Onde estou...? – A voz sairia fraca, como quem lutasse para vencer os lábios pesados. A mão iria de encontro ao couro cabeludo, que caía sobre a face sórdida, massageando-o junto à cabeça, que latejava. – Urgh... Um sonho... – Concluiria, premendo o rosto. – Kenichi-sensei... – Sussurraria, com certo pesar. A cabeça baixa deixaria claro que ainda sentia o luto. Havia perdido aquele que fora seu pai, afinal. O pescoço, então, alçaria, vislumbrando os arredores. – O que aconteceu mesmo...? – As memórias, que ora vinham em lampejos, como clarões, estavam confusas. Lembrava-se de estar num beco escuro. Haviam sequestrado uma criança e estavam usando-a de refém. Então, recordou-se do impacto que sentira na nuca, onde levaria a mão em resposta à palpitação instigada pela cena rememorada. A última vista que tivera foram duas figuras masculinas, uma delas o que lhe dissera sobre o sequestro. Uma armadilha, provavelmente, mas por quê? Teria de descobrir, porém, antes, precisava se situar.

Histórico:

Nome: Mizuki Yamamoto.
Posts: 01.
Nrº de posts da Desvantagem: ~x~.
Ganhos:
Perdas: ~x~.
Players conhecidos: ~x~.
NPC's:
Extras:

Informações do Personagem:

Atributos
Força: 0.
Destreza: 7 [+4] [+3] = 16.
Acerto: 4 [+2] [+3] = 9.
Reflexo: 7 [+2] = 9.
Constituição: 2.

Agilidade: 9.
Oportunidade de Ataque: 3.
Redução de Dano: 0.

Legenda: Raça ; EdC ; Arma ; Bônus ; Akuma no Mi.

Proficiências
– Acrobacia.
– Ameaça.
– Anatomia.
– Primeiros Socorros.
– Rastreio.

Qualidades
– Ambidestro.
– Impassível.
– Hipoalgia.
– Prontidão.
– Afinidade com Haki.

Defeitos
– Infame.
– Ambição.
– Inimigos.
– Justo.
– Orgulhoso.

Estilo de Luta
- Espadachim.

Profissão
- Nenhuma.

Objetivos:

[   ] Recuperar seu par de katanas.
[   ] Adquirir proficiência Atletismo.
[   ] Introdução e desenvolvimento do Defeito Inimigo.
[   ] Adquirir um meio de transporte para o Reino de Ilusia.


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Yami
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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Qui Maio 20, 2021 3:49 pm

O Traidor do Reino de Ryukyu



Os feixes de luz entravam por algumas brechas numa parede mal feita de madeira no lado leste da sala, sendo estes o único indicativo de que horas do dia eram aproximadamente. O ambiente estava gelado o bastante para causar incômodos, e o som da água batendo na madeira, assim como o movimento inconsistente do local, demonstrava que se tratava de alguma embarcação. Aquele não era um lugar onde Mizuki, o único descendente homem da linhagem dos Hideyoshi, gostaria de estar passando seu tempo. Os dedos em sua nuca indicavam ainda um grande inchaço, indicando que àqueles que haviam lhe atacado não pegaram leve na captura.

Os olhos iam se habituando com a escuridão, notando agora que encontrava-se numa espécie de dispensa, Mizuki também notava que haviam diversos caixotes que se tornaram gaiolas improvisadas, onde ele mesmo encontrava-se dentro de uma enquanto ia se erguendo. Abaixo de seus pés, a madeira velha tinha diversas marcas de tempo e arranhados, assim como muito musgo por conta da umidade excessiva no lugar, uma vez que a água do mar entrava pelas frestas das paredes por perto.

O frio era explicado pela falta de vestimentas do jovem rapaz. Seu corpo, que tinha como proteção apenas as roupas debaixo, mostravam algumas marcas de concussão que, agora notadas, incomodavam um pouco. Seus pertences não encontravam-se em seu campo de visão, é claro, e a única companhia, além dos ratos que circulavam por cima dos caixotes, era de um rapaz franzino adormecido numa gaiola mais distante, que por conta da falta de uma boa iluminação, não era possível enxergar com exatidão detalhes sobre o mesmo.

Parando para prestar um pouco mais de atenção, era possível escutar alguns sons vindos de uma escadaria ao lado oeste do cômodo. O som das ondas ainda abafava um pouco, mas era possível escutar alguma espécie de cantarolar de uma voz grave, que vez ou outra complementava a melodia com alguns assobios. O aroma, apesar de poder passar despercebido com facilidade por conta do cheiro de mofo e sal marinho, ainda era agradável de se sentir, podendo concluir assim que havia alguma cozinha nas proximidades.

HISTÓRICO:

Post: 1
Ganhos:
Perdas:
NPCs:

OFF:
E vamos que vamos!!

Precisando, sempre, é só me chamar pelo discord que nóis troca as ideias da aventura <3

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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Sex Maio 21, 2021 12:10 am

Os olhos, mais despertos depois de alguns segundos pós-torpor, começaram a vasculhar o local onde estava. Sentia que ele não parava quieto, que ia para lá e para cá constantemente. Poucas haviam sido as vezes que estivera numa, mas o barulho irreconhecível da madeira rangendo e sofrendo às quebras das ondas não enganava; estava numa embarcação. – Não acredito... – Sussurrou, desanimado, bufando pela boca. Havia gastado uma boa grana pra conseguir cruzar o mar e chegar até Toroa Island e agora estava de volta ao oceano?

Quando se esforçou para levantar, mais dores. Não apenas a nuca latejava, como todo o corpo também. Era como se tivesse sido pisoteado por um cavalo. Tatatata... – Ergueu-se de cara feia, estalando o pescoço e espreguiçando-se, alongando as articulações. Já de mãos à cintura, fungou três vezes, notando o cheiro de maresia infestado pelo local, que se misturava com mofo, para não restar dúvidas que estava num navio. – Sinceramente... – Balançou a cabeça negativamente, desacreditado. As mãos na altura do quadril, claro, perceberam a falta das katanas, suas eternas companheiras.

Estava tão tentado em entender o porquê de tudo aquilo, que sequer havia notado a outra vítima do recinto a alguns metros dali, recôndita na escuridão. – Ei. – Chamou, sinalizando com o queixo. – Sabe quem fez isso conosco? São traficantes de órgãos ou algo assim? – Questionou, levando a mão ao mento, pensativo. No exato momento de reflexão, captou um bálsamo que distava do característico odor do mar que imperava. O estômago roncou. – Droga... – Levou a mão à barriga, lamentando a fome. Não conseguia reconhecer de onde exatamente vinha o cheiro, mas, além dele, conseguia ouvir algo oriundo do oeste. Parecia ser alguém cantando, ou algo do gênero.

Ei, rapaz. Vamos sair daqui, vem comigo. – Disse, de uma forma tão natural que sequer parecia que estavam aprisionados no porão do navio de sequestradores desconhecidos. Logo depois, suas mãos tatearam a madeira do caixote que servia como jaula. Notava que o tempo e a erosão haviam a desgastado, talvez cedesse com alguns golpes, se fossem dados nos pontos certos. Não era um carpinteiro, então teria de seguir sua intuição, que tinha lá seus requintes de lógica. Forçaria as regiões com mais rachaduras, que mais parecessem podres. Começaria com alguns socos, que evoluiriam a cotoveladas e chutes, se necessários. Uma vez que se visse livre, faria o mesmo com a cela do outro detido, contando com sua ajuda.

– Vem com calma e em silêncio, estou sem minhas armas. Vamos evitar lutar enquanto eu não recuperá-las. – Alertaria. Falava com seriedade, mas esbanjando confiança; sabia que os ventos soprariam ao seu favor se tivesse suas katanas de volta. Então, na ponta dos pés e na surdina, de costas coladas às paredes, investigaria o lugar, seguindo o burburinho de outrora, sempre atento a possibilidade de ser visto, para que pudesse se esconder devidamente atrás do tabique mais próximo.

Histórico:

Nome: Mizuki Yamamoto.
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Players conhecidos: ~x~.
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Informações do Personagem:

Atributos
Força: 0.
Destreza: 7 [+4] [+3] = 16.
Acerto: 4 [+2] [+3] = 9.
Reflexo: 7 [+2] = 9.
Constituição: 2.

Agilidade: 9.
Oportunidade de Ataque: 3.
Redução de Dano: 0.

Legenda: Raça ; EdC ; Arma ; Bônus ; Akuma no Mi.

Proficiências
– Acrobacia.
– Ameaça.
– Anatomia.
– Primeiros Socorros.
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Qualidades
– Ambidestro.
– Impassível.
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– Prontidão.
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Defeitos
– Infame.
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– Justo.
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Estilo de Luta
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Yami
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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Sex Maio 21, 2021 10:48 pm

O Traidor do Reino de Ryukyu



Os sussurros naquele cômodo ecoavam mais do que deveriam. Buscando ainda manter algum tipo de discrição, Mizuki sussurrava em uma tentativa de chamar atenção do outro prisioneiro, que começava a se mover na medida em que o samurai tentava acordá-lo. — Huh...? — A voz de sono do rapaz era notável, ou talvez apenas estivesse também se recuperando de algum ferimento em decorrência de uma emboscada. — Você... Acordou. Como está? — Sua voz era fraca, não por querer ser discreto, mas por carecer de energia mesmo. Agora, aproveitando um pouco mais da pouca iluminação do local, Mizuki notava o rosto preocupado do jovem rapaz loiro, que também carecia de suas vestimentas.

Seu corpo franzino e enfraquecido indicava que ele estava ali já fazia algum tempo a mais do que o espadachim, que começava a tatear o chão em busca de soluções daquele cárcere. — Eu... Acho que tenho uma recompensa por minha cabeça. Cometi... Alguns crimes em minha ilha natal. E você? — O olhar do rapaz não indicaria em nenhum momento que se tratava de algum pirata, entretanto pelo seu tom de voz, parecia estar sendo caçado por algo que se arrependia ou que sequer tinha culpa.

De fato, a madeira e gaiola estavam desgastadas demais pelo tempo, e talvez o auxílio daqueles que foram aprisionados ali antes pudesse solucionar àquela questão. Com um olhar mais minucioso, Mizuki notava algumas marcas de arranhões e golpes na parte acima da caixa, próxima de uma das finas barras de metal enferrujadas que lhe cercava. Bastaria um pouco de insistência, empurrar com vontade e talvez uns golpes para que o teto subisse, deixando aquela parte da gaiola ficar com uma brecha maior do que deveria ter, possibilitando um homem esguio a passar por ali. Mizuki não era totalmente esguio como o garoto loiro, mas com um pouco de esforço, talvez conseguisse sua liberdade.

A gaiola do outro detento, entretanto, parecia estar mais inteira do que a de Mizuki. Parecia que o garoto já havia tentado de tudo ali, mas desistiu depois de perder as forças e esperança. Mizuki não enxergava ao redor nenhum sinal de onde estaria o molho de chaves que poderia destrancar a fechadura, mas algo que ele notava era que a barra de metal que ele havia conseguido retirar de sua própria gaiola agora poderia servir como alguma arma improvisada, ou até mesmo uma ferramenta para utilizar como pêndulo e forçar alguma estrutura mais danificada.

O som dos passos eram escutados através dos ecos que vinham da escadaria da parede oeste. Os assobios ainda indicavam que, seja lá quem estivesse lá, ainda não havia notado a fuga de Mizuki, mas o espadachim sabia que bastaria um pouco mais de barulho do que havia feito para que chamasse atenção indesejada. Com a barra de ferro em sua disposição, ele precisaria decidir rápido se arriscaria soltar o garoto e gerar algum som maior, ou escapar sozinho com maior segurança, talvez descobrindo por si próprio o que exatamente era aquele lugar.

HISTÓRICO MIZUKI:

Post: 2
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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Sab Maio 22, 2021 3:05 am


– Alguns ferimentos. Nada demais. – Minimizou as concussões que sofrera, esticando as costas com o auxílio das mãos rente a parte de trás do quadril. Poderia passar a impressão que estivesse simplesmente dando uma de durão, mas a verdade é que realmente pouco sentia as dores, um resquício da sua jornada de treinamentos que começara cedo, desde os onze.

Um pouco mais próximo do rapaz, Mizuki enfim pôde observá-lo sem que estivesse sob total penumbra. Ele estava visivelmente abatido, de ossos a quase escaparem à pele. Há quanto tempo não se alimentava decentemente? O espadachim apertou o canto dos lábios, expressão que durara pouco, logo sendo substituída por um alçar de sobrancelhas. Crimes? Pensou. Talvez estivesse julgando o livro pela capa, mas aquele semblante inocente não parecia sequer capaz de machucar uma mosca; e ele nem estava se referindo ao seu atual estado anêmico! – Boa pergunta. – Respondeu sem muita cerimônia. Pra ser sincero, até poucos instantes, não tinha a menor ideia do porquê alguém poderia ter interesse em sequestrá-lo daquela maneira. Achava que havia sido um mero azarado escolhido ao acaso para sofrer um golpe, no entanto, ter outro alguém mantido sob custódia, e alguém que tinha um suposto histórico de delito fizeram-no começar a pensar que talvez não tivesse sido somente infortúnio.

Para sua sorte, a gaiola onde fora colocado não estava nas melhores condições. Não foi difícil liberar uma saída pela parte de cima, por onde se esgueirou para escapar da jaula. O loiro, porém, não teve a mesma ventura. Suas grades estavam quase que intactas, senão pelas tentativas debalde que provavelmente ele tentara em algum dado momento de sua prisão. – Eu até posso destruí-la com isso aqui, mas... – Explicou, batendo suavemente a peça de metal que recuperara contra a palma da mão oposta a que a empunhava. Não era exatamente uma espada, claro, mas seu formato longo e delgado ao menos o permitia segurá-la como se fosse uma. A diferença era que, em vez de cortar, contundiria.

– Espera... – Alertou, em baixo tom, sinalizando com o indicador sobre os próprios lábios para que o detento mantivesse o silêncio. Os burburinhos de outrora pareciam cada vez mais altos, como se estivessem se aproximando. – Me dê alguns minutos. Irei descobrir onde exatamente estamos e então irei tirá-lo daqui. – Disse, mantendo a entonação a sussurros. Olhava com firmeza nos olhos do loiro, passando-lhe confiança. Não queria que pensasse que iria abandoná-lo ali.

Os assobios agora eram acompanhados de passos. Quem quer que fosse, estava realmente próximo. Mizuki decidiu se esconder próximo da entrada, atrás da porta principal, ou de qualquer outra mobília ali por perto, como um caixote ou um barril, onde costumavam armazenar coisas. Apenas queria permitir que aquela figura adentrasse na sala e que ele ficasse entre ela e a entrada. Uma vez que o cenário se configurasse, sairia da tocaia. – Eu ao menos teria a decência de colocar um prisioneiro como eu numa jaula mais resistente... E de mãos amarradas, com correntes. – Revelar-se-ia, cumprimentado o indigente com um comentário recheado de ironia. – Por favor, vamos manter o silêncio. – Repetiria o gesto que fizera para o loiro, desta vez para o sentinela, levando o indicador à frente da boca. Agora, porém, um sorriso com requintes de cinismo se formara, blindando seu semblante com uma aura ameaçadora.

Gostaria que a cena se desenrolasse de uma maneira nem um tanto violenta – pelo menos de início, afinal, tinha uma série de dúvidas que gostaria de sanar. – Bem, creio que me devem algumas respostas, no mínimo. Onde estamos? Quem são vocês? E... Por quê? – Balançaria a cabeça e jogaria os ombros, gesticulando com os braços, de certa forma até mesmo perdendo a postura minaz, comicamente.

O destino do sentinela, claro, seria o mesmo independente do cenário, todavia, num deles, ao menos conseguiria algo que pudesse clarear toda aquela situação. De todo modo, não permitiria que o guarda fizesse qualquer tipo de alarde; não queria lutar contra mais de um alvo, pelo menos não enquanto não tivesse suas espadas de volta. Portanto, em qualquer menção de barulho por parte do adversário, quer seja antes, quer seja depois da palra, Mizuki interveria. Os joelhos dobrariam sutilmente junto aos tornozelos, o suficiente para ganhar a propulsão necessária para avançar contra o inimigo, que talvez se surpreendesse com a capacidade do espadachim de cruzar aquele espaço em tão pouco tempo, quase como se sempre estivesse de prontidão. Então, levaria a barra de metal que carregava à direita na horizontal, na altura do pescoço do sentinela, empurrando-o junto a força de seu próprio corpo em aceleração contra a parede, tirando-lhe a capacidade de gritar e, também, suas forças ao propiciar uma hipóxia. Tanto o braço direito, quanto o braço esquerdo – este a apoiar a barra em sua outra extremidade – estariam completamente esticados e, seu tronco, inclinado para trás, dando um espaço ainda maior entre as pernas. Deste modo, criaria uma distância segura para não ser contra-atacado, como também aumentaria a força imposta sobre o objeto.

– Pois bem... Mais duas perguntas. Onde estão as chaves da cela do jovem ali? – Apontou a grade do loiro com sua cabeça, sem virá-la. – E... Onde estão minhas espadas? – Cerrou o olhar e o maxilar, contemplando a expressão ameaçadora de outrora com ainda mais afinco. Eram relíquias, afinal. Muito mais que suas ferramentas de batalha, eram as lembranças físicas que tinha de seu mestre, que fora quem o presenteou.

A guarda, claro, nunca ficaria baixa. Em qualquer possibilidade do sentinela se armar, seja com uma faca, seja com uma pistola, Mizuki seria letal. Forçaria a barra de metal contra a garganta do alvo num brusco movimento, na exata altura do hioide, cuja luxação o levaria a óbito.


Histórico:

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– Afinidade com Haki.

Defeitos
– Infame.
– Ambição.
– Inimigos.
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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Dom Maio 23, 2021 7:46 pm

O Traidor do Reino de Ryukyu



Apesar do claro terror em sua face, o rapaz loiro assentia com a cabeça no instante em que o espadachim havia dito o que estava planejando. Engolindo um seco, o rapaz apenas pronunciaria em tom baixo. — Eu me chamo Toshiyuki... Hagiwara Toshiyuki. — O motivo de saber seu nome naquele instante não parecia claro, mas talvez o rapaz quisesse ser lembrado se o pior ocorresse, ou se o espadachim escapasse, talvez pudesse ter maiores informações ao relembrar seu nome.

Com isso, Mizuki seguia com cautela pelas escadarias. Não era um caminho longo e, com apenas uma pequena curva, o espadachim conseguia visualizar uma luz advinda de uma porta entreaberta. O som do cantarolar havia ficado mais intenso, assim como o cheiro de ensopado e camarões cozidos. Quando enfim adentrava o lugar, os olhos do rapaz tentavam se acostumar com a luz na mesma proporção em que seu cérebro processava que agora estavam em uma cozinha. Não era a cozinha mais organizada ou limpa do mundo, mas o cheiro que estava saindo dali era de salivar.

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A figura que estava assobiando, entretanto, era muito mais fácil de discernir do resto. Um homem de aproximadamente dois metros de altura (e quase de largura) utilizava dos utensílios com maestria, salteando alguns ingredientes em uma frigideira após colocar uma generosa quantia de conhaque. Ele olhava para trás no instante em que Mizuki se pronunciava, e seu olhar não demonstrava surpresa. — Ah, muito bom dia para o senhor também, Mizuki-kun. — O fato de saber seu nome, e o fato de agir com tanta calma e intimidade, era algo a se preocupar. — Estava agora mesmo me perguntando quando iriam acordar. O almoço está quase servido, e iriam odiar ter que comê-lo frio. — Ele levava a concha até sua boca, experimentando e, após isso, acrescentando um pouco mais de sal. Uma nova colherada e ele fazia um assobio alegre. — Perfeito!

Apesar do espaço restrito, o homem parecia conhecer àquela cozinha como a palma de sua mão e, movendo-se com uma memória muscular surpreendente, ele sequer olhava para onde ia e não derrubava nem um grão do lugar. — Concordo que o depósito de caças não está nas melhores condições, mas iremos melhorar isso, prometo. — Ele explicava enquanto pegava algumas pequenas tigelas e colocava numa mesa que estava entre os dois. — Bem, estamos em Toroa Island, onde mais? O rapaz lá de baixo veio de Las Camp, se não me falha a memória. E os rapazes não avisaram quando te prenderam? Que falta de educação. — Ele acabava colocando umas três conchas do ensopado em uma tigela, colocando uma colher ao lado e empurrando na direção de Mizuki, fazendo um sinal para se servir. — Apesar de não nos misturarmos muito bem com àqueles que trabalham diretamente pra Marinha, somos um grupo que as pessoas teimam de chamar de "caçadores". Apenas alguns colegas que se divertem enquanto buscam algumas oportunidades, entende? — Ele começava a se aproximar, e isso fazia com que a perspectiva quanto ao tamanho do grandão fosse aumentando, gerando um certo temor para Mizuki.

O grandão esticava a mão, pedindo para Mizuki entregar a barra de ferro que segurava, mas apesar do jeito gentil do homem, aquele gesto não soava muito bem como um "pedido". — Bem, o senhor acabou caindo numa emboscada que não foi preparada pra você. Lugar errado, hora errada... Mas, por incrível que pareça, o cara certo. — O homem não agia com hostilidade, por hora, então qualquer necessidade de partir para agressão não era necessária naquele momento. — O senhor pode não gostar, mas deve reconhecer os esforços do Senhor Hideyoshi. Sabe que ele não deixaria seu filho partir tão fácil. Ainda mais colocando uma quantia tão generosa para qualquer um que pudesse levá-lo de volta pra casa. — Aquele nome fazia o estômago de Mizuki revirar e, por fim, concluir o motivo de ter chego até ali.

O homem permanecia com a mão esticada, mas o seu olhar começava a indicar que estava aos poucos perdendo a compostura. — Não seja tolo, Mizuki-kun. Apenas aprecie a refeição e podemos contornar isso. Os outros no navio não precisam saber de sua indisciplina. Não somos selvagens, sabemos ser razoáveis. — Se questionado sobre o rapaz no armazém, o grandão daria de ombros. — Como disse, ele veio de Las Camp, e nosso navio não estava abastecido o bastante para alimentá-lo. Pretendo servir algo para o pobre rapaz assim que terminarmos por aqui. Depois disso, iremos soltá-lo quando formos levá-lo ao Banco Atlas. — Seu tom de voz não demonstrava mentiras, mas talvez o seu temperamento tão controlado fosse o responsável por transmitir tal sentimento.

HISTÓRICO MIZUKI:

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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Qua Maio 26, 2021 2:45 am


Hagiwara Toshiyuki. Mizuki franziu o cenho sutilmente. Nunca havia ouvido falar nessa família, mas o que realmente lhe chamou a atenção fora a forma como o detento falara. Ainda assim, não matutou. Deu de ombros e seguiu seu plano, tinha mais o que fazer.

Quem quer que estivesse assobiando, não adentrara no porão, permitindo ao ex-monarca que seguisse vasculhando os arredores. Independentemente se pelo burburinho, ou se pelo cheiro de comida, Mizuki foi de encontro à cozinha da embarcação. Não pôde evitar a sensação de ter sua boca inundada por saliva; a refeição parecia divina, e sequer havia a visto ainda. Apenas o bálsamo já era de lhe levar aos delírios. O momento de êxtase, todavia, pouco durou. Encarou aquele grandalhão, o cozinheiro, de frente, jogando-o contra a parede com seus questionamentos. Para sua surpresa, no entanto, ele não parecia nada chocado. Era como se já esperasse, ou como se tivesse plena confiança que nada de mal aconteceria ali. Senhor Mizuki-kun? Alçou a sobrancelha, confuso. – Ué. – Esboçou, de semblante meândrico, notoriamente irresoluto com tudo aquilo. – Toroa Island..? Não estamos em alto-mar? – Apertou os olhos, fixos no cozinheiro. – Caçadores... – Cerrou ainda mais a expressão, que ficava cada vez mais sisuda à medida que o homenzarrão se aproximava. Mizuki estava a postos, embora não aparentasse à primeira vista. Ainda não confiava no galalau, algo nele não lhe soava bem.

Suas íris seguiram o movimento da mão do cozinheiro, que requeria a barra de ferro que Mizuki empunhava. Ele não entregou, agiu como se sequer a estivesse vendo, mas também não demonstrava hostilidade. Ao menos até ouvir um certo nome. Aquele maldito nome. – Hideyoshi..!? – A voz saiu entre os dentes, grave e rasgada. Sua mão cerrou em torno da barra, chegando a ranger tamanha a cólera. Aquele desgraçado do seu pai estava envolvido nisso tudo. – Aquele maldito. – Proferiu, de olhos em chamas. – Sinceramente... Já disse para esquecer que eu existo... Por que ele ainda insiste? – Disse aos ares, resmungando. Então balançou a cabeça, em negação. – Olha, que seja. Não guardarei rancor de vocês. Apenas me digam onde estão minhas espadas, irei deixar o navio junto do rapaz. – Parecia menos nervoso, e à maneira como falava, atestava sinceridade, como se fosse fácil resolver todo aquele imbróglio se os caçadores simplesmente assentissem. E realmente assim o faria se tudo fosse solucionado à paz.

Entretanto, não poderia esperar que fossem acatar com tamanha facilidade. Aparentemente, havia dinheiro em jogo, e a grana sempre fala mais alto para essa laia. – Vamos lá... Não dificultem as coisas. – Enunciaria em tom de desapontamento, se tivesse uma resposta negativa. – Tsc, tsc, tsc... – Estalaria a língua no céu da boca caso o cozinheiro mantivesse a postura contrária, oscilando a cabeça negativamente. – Lugar errado, hora errada... E definitivamente o cara errado também. – Retificaria o comentário dito pelo galalau outrora, mudando por completo seu semblante. De queixo abaixado, os olhos castanhos ficariam ligeiramente sombreados, dando-nos um aspecto ameaçador.

Estaria disposto a confrontar aquele gigante se assim precisasse para reaver suas katanas e escapar daquela embarcação, porém não faria o primeiro movimento. Responderia a sua hostilidade, inicialmente com um salto para trás, estudando seu método de batalha, que ele acreditava ser do tipo corpo-a-corpo. Se ele continuasse a investida, continuaria a recuar e iria para uma área mais ampla, saindo daquela cozinha apertada.


Histórico:

Nome: Mizuki Yamamoto.
Posts: 04.
Nrº de posts da Desvantagem: ~x~.
Ganhos:
Perdas: ~x~.
Players conhecidos: ~x~.
NPC's:
Extras:

Informações do Personagem:

Atributos
Força: 0.
Destreza: 7 [+4] [+3] = 16.
Acerto: 4 [+2] [+3] = 9.
Reflexo: 7 [+2] = 9.
Constituição: 2.

Agilidade: 9.
Oportunidade de Ataque: 3.
Redução de Dano: 0.

Legenda: Raça ; EdC ; Arma ; Bônus ; Akuma no Mi.

Proficiências
– Acrobacia.
– Ameaça.
– Anatomia.
– Primeiros Socorros.
– Rastreio.

Qualidades
– Ambidestro.
– Impassível.
– Hipoalgia.
– Prontidão.
– Afinidade com Haki.

Defeitos
– Infame.
– Ambição.
– Inimigos.
– Justo.
– Orgulhoso.

Estilo de Luta
- Espadachim.

Profissão
- Nenhuma.

Objetivos:

[   ] Recuperar seu par de katanas.
[   ] Adquirir proficiência Atletismo.
[   ] Introdução e desenvolvimento do Defeito Inimigo.
[   ] Adquirir um meio de transporte para o Reino de Ilusia.


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Yami
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Créditos : 16
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Re: #1 – O Traidor do Reino de Ryukyu Sab Maio 29, 2021 4:54 pm

O Traidor do Reino de Ryukyu



Um misto de fúria e agonia tomava conta do espadachim. O enorme homem ainda o encarava com firmeza, ainda assim demonstrando uma serenidade invejável. O homem acabava recolhendo a mão novamente, uma vez que Mizuki demonstrava nenhuma intenção de entregar-lhe a barra de ferro, fazendo com que o enorme homem recuasse até uma geladeira e pegasse uma garrafa de água, enchendo um copo de vidro. — Por que o senhor mesmo não vai perguntar isso a ele, huh? Não costumamos fazer tantas perguntas para àqueles que enchem nossos bolsos. — Ele erguia o copo num sinal de saudação, bebendo seu conteúdo sem muita preocupação, levando o copo até a pia. — Adquiriu algum senso de dever com o rapaz lá em baixo? Duvido que ele tenha lhe dito o que ele fez, disse? — Ele se apoiava na mesa, encarando Mizuki com um olhar sagaz. — A Marinha encontrou a esposa dele junto com o amante na cama. Ambos degolados, ao mesmo tempo que o loiro ali desapareceu do radar. Conveniente, não? Colocaram uma recompensa apenas para interrogá-lo, mas isso não é problema meu. Já isso aqui... — Ele se erguia, novamente, quase raspando a cabeça no teto. — ...isso parece estar se tornando um problema.

O homem se aproximava com mais velocidade agora, o que era impressionante para o seu tamanho e aquele lugar apertado. Buscando se manter na defensiva, Mizuki saltava para trás até visualizar uma porta, saindo por ela ao concluir que seria desvantajoso batalhar num lugar tão apertado. Algumas veias na testa do caçador começavam a ficar mais visíveis, demonstrando seu descontentamento. — Vamos, quer chamar essa briga pro navio inteiro ouvir? Muito bem, vamos cuidar disso da forma que você está acostumado. — Agora, após cruzarem um corredor estreito, Mizuki se deparava com uma grande sala de jantar, grande o bastante para comportar umas vinte ou trinta pessoas simultaneamente para festas ou eventos particulares. Ali, sem maiores receios de quebrar os utensílios de sua cozinha, o cozinheiro disparava como uma bola de demolição em direção ao espadachim, que havia acabado de fazer um rolamento para escapar do último encontrão e ficou desamparado para esquivar novamente.

Uma ombrada era feita contra seu nariz, deixando-o atordoado por um instante. Tempo o bastante para que o caçador viesse com uma palma aberta diretamente na lateral do corpo de Mizuki, que rolava pelo chão sentindo as dores ecoarem pelo seu corpo. Uma rápida conclusão daquilo era que o homem possuía uma extrema força física, e uma incrível velocidade para avançar, mas será que seria tão ágil para se defender? Os devaneios iam e vinham, mas a mente confusa do espadachim se dava pela falta de comida, o que deixavam seus músculos enfraquecidos, ainda mais com o aroma tão agradável que saía da cozinha que haviam acabado de deixar para trás. — Sabe, temos uma política de entregar os procurados com vida, afinal todos devem ter sua chance de reconciliação... Mas não pense que deixarei que saia inteiro caso resolva levar isso adiante, Mizuki-kun. É sua última chance antes que a situação piore para seu lado. — Assumindo uma pose típica de lutadores de sumô, o cozinheiro demonstrava total convicção que sairia vencedor daquela batalha.

HISTÓRICO MIZUKI:

Post: 4
Ganhos:
Perdas:
NPCs:

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Não tardou até que todas as peças se encaixassem. Ao que parecia, Hideyoshi havia enviado um grupo especializado à procura do filho em troca de uma boa quantia de dinheiro. Embora a emboscada não fosse originalmente para ele, acabou que puderam matar dois coelhos com uma só cajadada. Que saco. Àquela altura, já poderia estar engatilhando um meio de locomoção à próxima ilha, com uma grana suficiente para conseguir se manter por alguns dias. Mas, queria o destino que fosse jogado num porão, sem suas espadas, com fome e com um cozinheiro mastodôntico de guarda. – Que seja. – Deu de ombros aos comentários do sentinela acerca do prisioneiro. De fato não se importava com o que quer que tivesse feito, havia prometido que o tiraria dali. Os fantasmas de seus pecados que o caçassem outra vez depois.

A tensão entre Mizuki e o grandalhão, por outro lado, só aumentava. O espadachim não era do tipo que cedia, tampouco tinha paciência para não ter suas preces atendidas. Só queria recuperar suas katanas e zarpar daquela prisão, se porventura o cozinheiro não estivesse a fim de cooperar, infelizmente teria de dar um cabo a sua consciência. Yare... Yare... Parece que enfim perdeu a sua postura ridícula de pacifista. – Caçoou após desviar dos primeiros avanços do galalau, deixando escapar um sorriso no canto dos lábios ao ver aquele rosto colérico. Àquela altura, já estavam num local bem diferente. Era como uma sala de jantar, bem ampla. Seus olhos buscaram vasculhar o local numa rápida vistoria; o alvo, claro, suas espadas. O momento de desconcentração, porém, custou caro. O cozinheiro, embora grande, era ágil, ao menos nessas investidas retas, e nessa Mizuki não foi capaz de desviar. Sentiu o impacto forte no nariz balançar sua cabeça, sequer sendo capaz de ver a palmada que jogou longe seu corpo pelo assoalho. Os giros sucessivos pelo chão acordaram as dores latentes de outrora, fazendo-o gemer e titubear por alguns instantes antes de pôr-se de pé.

– Mãozinha pesada... – Sorriu, como quem dissesse que pouco sentira os efeitos dos golpes, embora só estivesse tolerando a dor. Droga, meu corpo parece mais fraco que o normal... E não me parece ser somente pela surra de ontem... Pensava, de semblante reflexivo. Não sabia exatamente o porquê, mas seus músculos não estavam respondendo como de costume. Percebera desde as esquivas que havia feito, que pareciam mais lentas que o comum, sem fluidez. Sua cabeça também já estava pesada antes mesmo do golpe do sentinela, e os sentidos, confusos. – Por quantos cômodos teremos que passar até chegar no que guarda minhas espadas? – Questionou, após a vistoria que fizera há pouco não ter dado resultado, aparentemente. O que fazia sentido, era improvável que guardassem suas katanas no salão de festas. Se tivesse que chutar, diria que podiam estar na sala do capitão do navio. – Bem, tanto faz... Para alguém como você, isso deve servir. – A seriedade e confiança com a qual falara impressionavam. Demonstravam toda sua convicção em suas habilidades e o orgulho que trajava sob os ensinamentos que tivera. Claro, a barra de metal que carregava à mão direita não tinha a sutileza algoz de uma lâmina, porém buscava manejá-la igual, com os mesmos movimentos, mantendo a destreza.

Ainda que seu corpo não estivesse em seu auge, Mizuki acreditava em suas capacidades físicas – que sempre foram destaques – para ter certa superioridade sob seu adversário. Até então, ele havia demonstrado ter uma agilidade notável para aquele porte, mas o samurai suspeitava que ele não fosse tão veloz para mudar de direção, isto é, se ele acelerasse num sentido, atingiria seu objetivo com certa rapidez, porém não poderia alterar seu rumo uma vez que alcançasse seu pico. Além disso, sua força também era bem notória, provavelmente superior a do próprio espadachim, que teria de ser ardiloso ao enfrentá-lo no mano a mano, mas para isso ele já havia desenvolvido uma estratégia.

– Grato por ter me dado uma última chance, me sinto honrado. – Fez uma breve reverência, obviamente com um ar de deboche e arrogância, que o sorriso cerceado pela barba rala não escondia. Esperava que a provocação, em conluio com o já liberado estresse do sentinela, o fizessem avançar outra vez. Ele provavelmente esperava o mesmo resultado de outrora, mas nesta ocasião Mizuki estaria a postos. As pernas ligeiramente espaçadas, esquerda à frente da direita, dando-lhe equilíbrio, o corpo vergado, sempre de prontidão, e os olhos, claro, de íris a refletirem o galalau. Mizuki esperaria pelo momento certo para agir diante da investida do inimigo, que seria quando ele estivesse a pouco mais de um metro e meio. Neste instante, o espadachim rotacionaria os tornozelos, girando sobre o próprio eixo em sentido horário, também dando um passo para trás. Deixaria que o grandalhão atingisse o vazio enquanto escapava à esquerda. A esquiva, todavia, não viria só; ao mesmo tempo, elevaria o braço direito junto ao pulso, levando aquela barra de metal contra o punho do oponente, mais especificamente na base de seu carpo, por volta do osso capitato. Logo depois, mais dois rápidos movimentos, o primeiro de baixo pra cima, contra seu cotovelo, e o último, flexionando os próprios joelhos e rodopiando, na lateral de seu joelho direito, na intenção de deslocar sua rótula. Os três ataques seriam feitos numa sequência tão ágil que pareceriam ter sido feitos quase que ao mesmo tempo pelo espadachim, que estaria sempre em deslocamento, aliando as esquivas aos contra-ataques.

Por fim, dois saltos e pararia sobre uma das mesas da sala de jantar, cerca de cinco metros do adversário. – Posso ter mais uma chance? – Com ambas as mãos apoiadas sobre a barra de metal, que estaria ereta sobre a mesa, questionou, de sorriso de canto de lábios. Os fios de cabelo ligeiramente bagunçados caíam sobre o rosto que já começava a suar.


Histórico:

Nome: Mizuki Yamamoto.
Posts: 05.
Nrº de posts da Desvantagem: ~x~.
Ganhos:
Perdas: ~x~.
Players conhecidos: ~x~.
NPC's:
Extras:

Informações do Personagem:

Atributos
Força: 0.
Destreza: 7 [+4] [+3] = 16.
Acerto: 4 [+2] [+3] = 9.
Reflexo: 7 [+2] = 9.
Constituição: 2.

Agilidade: 9.
Oportunidade de Ataque: 3.
Redução de Dano: 0.

Legenda: Raça ; EdC ; Arma ; Bônus ; Akuma no Mi.

Proficiências
– Acrobacia.
– Ameaça.
– Anatomia.
– Primeiros Socorros.
– Rastreio.

Qualidades
– Ambidestro.
– Impassível.
– Hipoalgia.
– Prontidão.
– Afinidade com Haki.

Defeitos
– Infame.
– Ambição.
– Inimigos.
– Justo.
– Orgulhoso.

Estilo de Luta
- Espadachim.

Profissão
- Nenhuma.

Objetivos:

[   ] Recuperar seu par de katanas.
[   ] Adquirir proficiência Atletismo.
[   ] Introdução e desenvolvimento do Defeito Inimigo.
[   ] Adquirir um meio de transporte para o Reino de Ilusia.


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