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Kenshin
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Os Monarcas - I Efeito Borboleta Seg 10 Maio 2021, 22:03
Os Monarcas - I Efeito Borboleta

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civil Daisuke Ito, Saori Ito e Alexander Lancaster Cavendish III. A qual não possui narrador definido.

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Alexander III
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Alexander IIIEstagiário
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Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Ter 11 Maio 2021, 01:10

GODS BLESS THE KING


Os Monarcas - I Efeito Borboleta QRqQSkL



Acordava em um local que meus olhos não reconheciam de primeira, não sentia a maciez de minha imensa cama ou os tecidos que ficavam ao redor dela e faziam o sol criar pequenos feixes de raios solares que batiam em meu rosto, o que sempre me acordava, junto com uma das empregadas de meu castelo claro.

Porem desta vez eu estava em uma pousada, já que havia chegado em Flevance ontem, minha aventura havia começado, tudo para me tornar um grande rei e quem sabe conseguir a tão esperada cura para minha maldição...

Alguns dos meus fieis amigos e trabalhadores haviam decidido me acompanhar nessa grande empreitada, levantaria de minha cama e iria para uma janela caso houvesse uma em meu quarto.

Olharia o dia e que horas eram, minha cabeça girava, mais uma noite em que eu não tinha dormido nada a dor excruciante mais uma vez não me deixava dormir, mas não era um problema, mais um dia comum em minha vida.

Havia sido me entregue ontem uma carta de alguém que eu não sabia de notícias a muitos anos, meu amigo de infância Daisuke Ito, ele me pedia para mandar sua irmã no porto de Flevance para que ele pudesse lhe fazer uma doce surpresa.

Leria a carta com um sorriso, era bom saber que ele estava vivo e bem, e ainda expressava tanto amor por sua pequena irmã, depois de tantos anos separados a saudade já devia consumir seus corações.

Bocejava e ia até o banheiro mais próximo, me olhava no espelho, provavelmente estaria com uma cara de cansado já que novamente não havia conseguido dormir bem, tomaria um banho, lavaria meu rosto e meu cabelo para diminuir as olheiras.

Já que agora não estava mais entre a realeza não vestiria uma roupa tão ornamentada, uma camisa de mangas longas, uma jaqueta marrom e uma calça seria meu visual deste dia, me vestia, me perfumava, arrumava meus cabelos e me olhava no espelho.

Era meio triste ver que não estava usando as roupas de costume, porem não queria chamar tanta atenção em um local desconhecido, mas me arrumava ao máximo com as roupas que tinha em mãos e deixava meus aposentos.



Os Monarcas - I Efeito Borboleta CbUjVbx

Iria atrás de Shiranai primeiro, afinal ela ainda devia estar meio desolada após tudo o que aconteceu com ela, estava perdida e apenas tinha eu como um rosto amigo, queria apresentar ela para os outros e deixar ela mais à vontade.

Bateria em sua porta levemente e falaria em um tom que poderia a acordar caso ainda não estivesse de pé.

— Shiranai... Esta acordada? Estou indo comer e irei chamar os outros, seria bom alimentar-se e vim dialogar com os outros também certo?

Ouviria atentamente sua resposta e a esperaria caso quisesse me acompanhar, pegaria uma mesa onde pudéssemos todos sentar, puxaria a cadeira caso Shiranai estivesse comigo e sentaria ao seu lado e esperaria pacientemente os outros.

— Como está se sentindo? Conseguiu descansar depois de todo o ocorrido?

Olhava no fundo de seus olhos, era estranho, todas as vezes que eu a olhava ficava um pouco tímido mesmo que não fosse normalmente, desviava o olhar por um segundo e veria se alguém estava chegando, se visse mais um ou todos sorriria e diria:

— Bom dia, conseguiram descansar suas mentes? Está aqui para quem ainda não conhece é minha querida amiga Shiranai, ela está sob meus cuidados e espero que sejam cordiais com ela. Ah sim, Saori e shinto venham aqui.

Sentado começaria a falar com eles como normalmente fazia sentado em meu trono no castelo.

— Saori preciso que vá até o porto e pegue umas coisas com um amigo meu, ele vai te reconhecer quando chegares lá, e shinto meu fiel padre, preciso que tu a acompanhe ou se preferires eu posso pedir a John que o faça.

Olharia a John também e o chamaria, apontaria meu dedo indicador virado para cima e o flexionaria duas vezes.

— Bom dia John, dormistes bem? Ouviu o que eu disse certo? Gostaria de os acompanhar?

Olharia no fundo de seus olhos, o pobre escravo provavelmente nunca havia tomado uma única decisão sozinho em sua vida antes, mas queria ver como ele reagiria, um grande comando estava gravado em seu subconsciente, e este era, obedecer a ordens.

Independentemente de suas decisões olharia para Kaplya meu pequeno segurança e espião e sua filha Haru, permitiria que os dois se aproximassem também e sussurraria em seus ouvidos para que só eles escutassem.

— Infelizmente meu remédio acabou, e preciso de mais, Haru minha doce medica, poderia me passar o nome de qual eu devo comprar? Quero caminhar um pouco até a loja após a minha refeição, precisam resolver algo na cidade?

— Kaplya meu querido espião, pelo visto Daisuke voltou para seu lugar perto de sua irmã, porem fico receoso de que ele tenha mudado, na última vez que eu falei com ele ainda a 5 anos atrás ele não parecia ser a mesma pessoa, minha teoria é que houve um trauma e sua válvula de escape foi fugir.... Então fique atento a isto, a e não contem a ela, uma carta foi enviada a mim pedindo para que eu fizesse a surpresa.

Faria um sinal para que todos sentassem na mesa, até mesmo John, e pediria uma refeição condizente a hora do dia e comeria apreciando os sabores.



Histórico :
Posts: 01

Ganhos: N/A

Perdas: N/A

Objetivos:
♕ Conhecer mais de Shiranai
♕ Aprender acrobacia
♕ Me aproximar de todos
♕ Trabalhar a cabeça de meus súditos


Última edição por Alexander III em Qui 13 Maio 2021, 23:48, editado 1 vez(es)

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Os Monarcas - I Efeito Borboleta KMdYuOB
Milabbh
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Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Ter 11 Maio 2021, 20:47
Efeito Borboleta
Primeiro Pulo
Meus olhos se abriam lentamente, e um pequeno feixe de luz me cegava por um breve momento, fazendo-me apertar a visão, enquanto erguia meu tronco. Não estava deitada, e sim sentada no chão, com o braço apoiado sobre a cama.

Espreguiçava-me encarando os papeis espalhados sobre o colchão, todos repletos de anotações sobre sintomas e possíveis diagnósticos. - Não fizemos muito progresso hoje também, não é, Sakura? - Falava após respirar profundamente e erguer-me do chão.

Aproveitava o momento para tomar um banho e revigorar minha expressão cansada, para só então me vestir e sair do quarto, parando em frente a um espelho e sacudindo minha cabeça, para que meus cabelos se "ajeitassem" naturalmente. Meu novo objetivo era o salão de refeições da pousada, e uma vez lá, procuraria meus companheiros de viagem para sentar com eles.

Os Monarcas - I Efeito Borboleta EXTesb0U4AEsuGs

- Bom dia, Majestade... É um prazer conhecê-la, senhorita Shiranai. Sou Haru, a médica. Se precisar de algo, não se acanhe em pedir. - Tecia um sorriso gentil para ela, e sentava ao lado de meu pai. Antes que pudesse falar algo mais, porém, observava a aproximação tímida de Saori, e naturalmente, meu rosto se iluminava, enquanto proferia palavras comuns, mas em tom reconfortante.

- Bom dia Saori! Para o senhor também, papai, e você, Shinto. - Um breve aceno de cabeça acompanhava minhas falas para os homens da mesa e eu me mantinha em silêncio enquanto ouvia as conversas paralelas.

Aparentemente, a maioria iria até o porto fazer algo para o rei, talvez eu devesse ir atrás de minha arma? Papai deve saber onde encontrar uma... De qualquer forma, não completava meu pensamento, uma vez que Alexander se dirigia a mim e meu pai, indagando sobre os remédios e a ida até a cidade. Mas logo Saori também se pronunciava, perguntando sobre minha companhia em seu passeio.

- Posso lhe dizer o nome sim, vossa alteza. Contudo, também preciso resolver algumas coisas por lá... O que acha de irmos juntos? Podemos passar no porto e depois seguimos até a Botica. - Esperava a resposta, bem como a chegada dos alimentos que, uma vez dispostos sobre a mesa, seriam colocados em meu prato. Olhava para minha amiga pensando sobre seu pedido, afinal, sabia de seu problema com timidez, e talvez com alguém íntimo ela ficasse mais segura. Contudo, não contestaria o rei em sua decisão, acatando qualquer que fosse.

DetalhesFalas
*Histórico:
Ganhos: N/A
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A

*Objetivos:
- Comprar uma arminha tops
- Comprar suprimentos médicos
- Sair em uma aventura
- Me divertir <3


@mm


Última edição por Milabbh em Qua 12 Maio 2021, 11:42, editado 5 vez(es)

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Os Monarcas - I Efeito Borboleta QeMkXKw
Falta de Humildade:

Os Monarcas - I Efeito Borboleta ABC
Jean Fraga
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Créditos : 01
Jean FragaEstagiário
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Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Ter 11 Maio 2021, 21:21



Os Monarcas - I Efeito Borboleta - Post 01



Acabava de jogar a garrafa com minha história ao mar, estava meio tonto, afinal, a garrafa não se esvaziou sozinha, voltaria para meu aposento, parece que em algumas horas chegaríamos em Flevance.

Deitando sobre a cama e olhando o teto, ficava ansioso para as próximas horas, cinco anos longe de todos, como Saori deve estar? Assim como Alex e os demais? Meus olhos arregalavam e logo me arrepiava por completo, era a presença de Dai.


Os Monarcas - I Efeito Borboleta 7c194221ff64d5104eea7ec20b81c72f


Um olho abaixo do meu, junto de uma boca surgiam e então, ele começava a falar, — Hmhmhm... moleque! Só porque está no controle acha que eu morri? Hmhm, você acha mesmo que alguém ficaria te esperando? Após cinco anos? Me responda... O reizinho tentou te achar? Por acaso sua irmã foi atrás de você?


Os Monarcas - I Efeito Borboleta 211819


— Entenda garoto... VOCÊ NÃO É IMPORTANTE PARA AQUELAS PESSOAS! APENAS UM VERME QUE FOI EMBORA!! – eu fechava meu rosto, não queria aceitar sua opinião, porém ela corria meu corpo e aos poucos fazia mais e mais sentido.

— Deixe-me te guiar... ainda temos alguns vermes para matar... ABANDONE SEU SONHO E MORRA!!

Suas palavras finais me faziam perder o controle, afundava na escuridão do meu interior, agora podia apenas ver, pensar e sentir.

— Arghhhhh... finalmente – abria um largo sorriso e começava a gargalhar lentamente.


Os Monarcas - I Efeito Borboleta 211816


Bom, quem sabe encontro algo bom em Flevance e então seguimos para Grand Line... não é garoto... Apenas podia ouvir aqueles pensamentos, aos poucos começava a chorar internamente, até hoje Dai tem um domínio sobre mim muito forte....

Logo acabei por dormir, adorava a sensação de Daisuke em silencio, seu silencio era como música para meus ouvidos.

Assim que acordasse, procuraria por uma janela, para me situar se havíamos chegado, caso houvéssemos, iria ao banheiro rapidamente, onde faria minha minuciosa e perfeccionista higiene pessoal, arrumando principalmente meu cabelo, o levantando, ao fim, esperaria a embarcação parar no porto e então daria uma boa olhada na cidade.

Respirava fundo o ar daquela ilha, assim que possível desceria e começaria a andar pelo porto, procurando rostos que antes já havia visto por lá, da ultima vez que estive aqui... bom, fiz uma linda obra de arte.


Daisuke Ito:
— Estilo de Combate: Pugilista e Taekwondo
— Proficiências: • Preparo, Culinária, Acrobacia, Atletismo e Briga
— Profissão: • N/A
— Qualidades/Defeitos: • Versátil, Ambidestro, Hipofalgia, Prodígio, Memória Fotográfica e Duro de matar | • Impulsivo, Inimigo,  Personalidade Extra, Infame e Ambição
— Falas: Narração | Dai | ?
Histórico:
— Nº de Posts: 01
— Ganhos: - x -
— Perdas: - x -
Objetivos:

Primários:
— Comprar livro de Herbalismo
— Comprar livro de Nutrição
— Conseguir in-game os 5 kk do evento
Secundários:
— Acabar com a Sociedade do Dragão Negro
— - x -
— - x -
Dominar o mundo!
OFF:


Última edição por Jean Fraga em Seg 17 Maio 2021, 12:01, editado 2 vez(es)
Saori
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Créditos : 13
SaoriDesigner
https://www.allbluerpg.com/t285-saori-ito https://www.allbluerpg.com/t301-os-monarcas-i-efeito-borboleta
Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Qua 12 Maio 2021, 01:13
Let life do with you what primrose does with flowers
Um frescor familiar foi percebido ao acordar.

Pelo que Saori podia se lembrar, aquela era a primeira vez que viu uma flor tão de perto desde que, junto ao grupo de Alexander, chegou em Flevance. Respirando fundo pôde sentir o aroma leve e suave da prímula, essa que estava à frente de seu rosto, enfeitando um delicado vaso sobre a mesa de cabeceira. Com esse doce gostinho floral, levantou-se animada.

O quarto da estalagem era simplório, mas aconchegante, e a cama bem coberta conseguiu compensar o clima frio da ilha. Logo após colocar-se de pé, sentou-se diante do espelho que compunha uma singela penteadeira. Nesse cantinho de aspecto improvisado, debruçou-se com sua nécessaire — companheira inseparável — e começou seu ritual matinal.

E se eu for a última a chegar? — Perguntou ao próprio reflexo, como se a imagem espelhada pudesse respondê-la.

Algumas gotas do seu lip tint favorito eram depositadas em seus lábios inferiores. Fracas batidinhas assentavam a substância que, com a ajuda de alguns beijinhos no ar, espalhava-se pela boca até deixá-la com um suave degradê acerejado. Então recorria ao gloss que aveludava seus lábios e os protegia do clima rígido. Com o mesmo produto corado, depositava algumas gotinhas sobre as maçãs do rosto, espalhando-as com os próprios dedos, a fim de acentuar seu rubor natural.

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Um sorriso adocicado logo se formava, enquanto a escova percorria seus longos e volumosos cabelos. Do rosa ao verde, os fios eram acariciados pelas cerdas macias da escova. Por fim, eles eram repartidos em duas mechas, presas por elásticos na altura na nuca.

Fitando-se pelo espelho, pensava se já estava pronta para sair. Então bastou recuar sua vista para a cama por um instante — a flor que adorna a cabeceira. Um único pensamento cruzou a sua mente. "O perfume! Como pude esquecer?", concluiu apressadamente, correndo com mãos ágeis até encontrar a fragrância. O perfume estava bem abrigado num frasco esverdeado e translúcido. Algumas borrifadas no pescoço, colo e pulsos precederam a conclusão de mais um ritual.

[...]

Passos comedidos a levaram de encontro aos demais. A postura era diminuta e o olhar tendia ao chão. Ainda assim ela se aproximava do grupo, procurando por Alex ou Haru, os dois com quem ela sentia maior liberdade.

Lá estavam eles, reunidos numa grande mesa para a primeira refeição daquele dia. Rostos familiares e personalidades excêntricas ajeitavam-se por ali.

Alex, como líder nato que é, acolheu a todos em seu discurso de bom dia, o que foi sucedido por um ato de boas-vindas. Foi nesse momento que, ao inclinar a cabeça, a garota deparou-se com a figura de uma bela mulher de cabelos castanhos, a que fora apresentada como Shiranai. A curiosidade manteve os olhos esmeraldas fixados por alguns segundos. Saori reconhecia os traços daquela mulher, puxando em sua fresca memória o vislumbre das frequentes visitas de Shiranai ao castelo.

Por detrás da opulenta janela, entre um gole e outro de chá, de quando em quando erguia a nuca para descansar as vistas dos livros. Então via, a partir daquela posição privilegiada da biblioteca, a silhueta entrando ou saindo das terras de Alexander. O que antes não foi possível notar, mas que de perto ficou mais nítido, foram os fios prateados que escapavam por baixo dos castanhos.

Um estalo sucedeu na sua mente inquieta. Estava encarando Shiranai por tempo demais. Logo deu um passo para trás, abaixando a cabeça e levando uma mão ao peito. A atitude foi tão espontânea quanto o rubor que acentuava-se ainda mais em suas bochechas. Recuou por medo da interação que poderia acontecer, preferindo o anonimato da cadeira mais distante da mesa.

Num primeiro momento manteve-se recuada, não proferindo palavra alguma. Quando foi sentar-se à mesa, viu sua companheira de orelhas felpudas. Saori descartou a ideia de ficar na cadeira mais distante para ficar ao lado de sua amiga. Porém, apesar do entusiasmo, sua aproximação foi bem devagar, espreitando até garantir o assento.

B-bom dia, Haru... — Com seu jeitinho acanhado, disse Saori.

Tudo corria bem, até escutar seu nome ser proferido em alto e bom tom por Alex. Hesitou, mas colocou-se de pé para se aproximar do garoto. Um pedido foi feito. Saori respirou fundo, pensando em como poderia respondê-lo. E para completar o cenário de desespero, Shinto — o rapaz mais misterioso que já conheceu — estava ao seu lado. Ela sentiu um arrepio contornar sua espinha, enquanto seus indicadores se encontravam ante aos lábios.

Mas... — A respiração acelerando. Os olhos fitando as sandálias cor-de-rosa. — A Haru não poderia ir junto?

Suspirou após expressar seu desejo de estar na companhia da garota-coelho. "Por favor, Alex... por favor, por favor..." sua mente encontrava-se em loop, gritando o que não conseguia colocar em palavras. Quem sabe o tom, tão sereno e acalentador, da voz de Saori conseguisse convencer o rei.

Considerações:Ficha na assinatura.
Histórico:
Ganhos:
Perdas:
Objetivos:
Conseguir um Chicote;
Obter a qualidade Precisão Temporal;
Aprender a proficiência Física.
812 palavras // tag: cheirinho de flores // outfit // local: ilha flevance


Última edição por Saori em Qui 13 Maio 2021, 11:20, editado 2 vez(es)

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Os Monarcas - I Efeito Borboleta LZVuJBY
O Taverneiro
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Imagem : Não me incomode...
Créditos : 09
Localização : Fleavance - North Blue
O TaverneiroEstagiário
https://www.allbluerpg.com/t304-kaplya-sveta#877 https://www.allbluerpg.com/t301-os-monarcas-i-efeito-borboleta
Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Qua 12 Maio 2021, 13:57
Caminhos novos
O que me intriga é como as pessoas conseguem sorrir pela manhã e ainda ter esse mesmo bom humor durante todo o dia. Um dia, se eu estiver no pique, eu tento entender.

Espreguiço-me ainda deitado na minha cama, olho para cima enquanto penso no que teria de novidade nesse dia. Coloco o pé esquerdo no chão, buscando as botas. Esfrego os olhos e então arrumo alguns pelos de minha orelha. Lambendo uma das patas eu arrumo todo o meu corpo e tomo um bom banho. Olho ao redor para encontrar as coisas que preciso. Calça, camiseta, botas… Eu acho que é isso. Estico as mãos para frente e mostro as garras, arranho um pouco o chão para afiá-las e então após vestir-me saio do quarto.

Olho ao redor para ter a certeza que ninguém vai me incomodar pela manhã até tomar meu café. Andando um pouco encontro Alexander em uma mesa com várias cadeiras e alguns rostos conhecidos, além de uma nova pessoa.

- Oi Shiranai, sou Kaplya. Seja bem vinda, eu sou da guarda de Alexander.

“Cordial Alexander? CORDIAL? Tudo bem. Ela pode ser uma pessoa boa para você, mas ainda não me apresenta nada além de ser uma bela mulher. Bem, talvez seja a futura rainha também… Vamos ver.”

Puxando uma das cadeiras observaria os dois chegando próximos e enquanto o rei falava com eles olharia para minha filha e daria um beijo em sua bochecha.

- É… para você também filha. Dormiu bem? Como está a busca? Precisamos ir comprar algo para você se defender e eu preciso de algumas coisas também. Vamos à cidade mais tarde? Opa, vamos ali, a majestade chama,

Aproximo-me calmamente do rei enquanto movo as orelhas para melhor ouvir suas palavras.

”Esse safado, criminoso. Acho que o príncipe Alexander não sabe o que aconteceu durante esse tempo. Daisuke nunca foi flor que se cheire, ele é um cabra estranho e agora carrega litros de sangue em suas mãos..”

- Ela estará segura, meu Rei.

Aguardaria mais alguma informação, caso tivesse, e então observando o ambiente aguardaria a comida e me deliciaria com os pedidos. Assim que possível, acompanharia os demais de forma furtiva e há uma certa distância garantindo a segurança de cada um dos presentes e sempre de olho na aproximação de Daisuke.

Histórico & ObjetivosFalas Kaplya
"Pensamento Kaplya"
*Histórico:
Ganhos: N/A
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A

*Objetivos:
- Comprar uma Espadinha
- Livros: Criptografia e Investigação
- Aprender as perícias Investigação e Criptografia
- Sair em uma aventura
- Fazer parte do Distrito das Informações - #Partiu Imperador do Submundo


Qualidades / Defeitos
*Qualidades
• Ambidestro
• Prodígio
• Destemido
• Visão nas Trevas
• Abastado - 1.5kk início de aventura
• Garras e presas: Minks felinos possuem presas e garras afiadas que podem ser utilizadas como armas naturais.
• Furtividade Natural: Seus passos são naturalmente silenciosos
• Electro: Minks tem a capacidade de produzir choques elétricos a partir de seu corpo, de forma não contínua e por meio de liberação única. Os Minks não são capazes de manipular essa eletricidade, apenas gerá-la e transferi-la para outro corpo através de contato direto. O Electro pode ser utilizado uma vez por página e não gera nenhum bônus de atributo, apenas narrativo.
• Idioma Silvestre: Você é capaz de se comunicar com criaturas mamíferas similares a sua subespécie através de certo esforço. É importante frisar que essa qualidade garante apenas a capacidade de comunicar-se com as criaturas, não controlá-las

*Defeitos
• Dependente (3) - Fumo (Cigarros/Charutos/Cigarrilhas)
• Deficiente - Caolho
• Personalidade Extra
• Mal Humorado
• Preconceito: Você tem uma aparência incomum quando comparado aos humanos e alguns podem lhe achar repugnante, assustador ou até mesmo uma aberração. Alguns humanos podem lhe destratar e serem hostis simplesmente pelo fato de você ser diferente deles, entretanto, é importante notar que nem todos pensam e agem desse jeito.
• Atípico: Devido ao fato dos Minks não serem tão comuns e não se tratar de uma raça tão populosa, eles têm um alto preço no mercado de escravos, o que sempre pode vir a ser um problema.
• Sensíveis ao calor: Devido a sua pelagem, os Minks são mais suscetíveis a sofrer efeitos adversos relacionados ao calor e altas temperaturas

*Extra
Forma Sulong

Kaplya Sveta
Nenhum caminho me assusta, nenhum desafio me impede.






Última edição por O Taverneiro em Qui 13 Maio 2021, 17:43, editado 2 vez(es)
Madrinck
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Créditos : 00
MadrinckEstagiário
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Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Qua 12 Maio 2021, 21:50
John Doe o Escravo
Ascensão de um novo grupo




Minhas pálpebras lentamente iam se abrindo, se abrindo para um novo dia, mais um dia a qual eu prestaria minha lealdade a uma pessoa que precisava ser feliz tendo um escravo para fazer oque precisasse ser feito, eu estava de certa forma cansado, sonolento e com o corpo pesado, eu me encontrava numa cama quente e confortável, algo que ainda é novo para mim.

Eu não entendia o do por que o meu mestre Alexander tinha me dado um quarto daqueles, eu ainda tinha dando breves palavras que não era necessário fazer aquilo por mim, mas é como Alexander mesmo disse, ele seria diferente dos meus outros mestres, mas para mim era impossível descobrir o do por que ele agir assim, talvez ele não saiba como se deve tratar um escravo? Mas eu tinha que admitir que essa cama a qual eu me encontrasse agora, mesmo que provavelmente não fosse feita para uma pessoa do meu porte e tamanho, era muito confortável, eu queria me manter ali e dormir por muito tempo. Talvez, só talvez eu tivesse me desacostumado em ter uma vida tão rígida como antes eu tivera antes de ser pego por Alexander.

Era interessante imaginar todo o trajeto em minha vida, nada tinha mudado se fosse ver, tive meus primeiros mestres, e fui trocado por dinheiro, achei novos mestre e novamente fui trocado por dinheiro, mas Alexander de todo modo tinha quebrado aquele ciclo que poderia ter tomado de conta da minha vida, não que eu visse diferença, eu ainda servia um mestre, eu ainda tinha um objetivo na minha vida que era agradar alguém mesmo que isso fosse contra meus ideais, pensamentos como aqueles era fúteis no momento, eu não precisava me acatar a detalhes. Oque importa agora era servir.

Entretanto eu não posso me dar tais luxos de perder meu tempo me aprofundando em minha cabeça, é de extrema importância aproveitar ao máximo meu tempo, então assim me levantando da cama, mesmo que tal chamasse de modo tentador a dormir mais, eu não perderia meu tempo. Andando em direção ao banheiro tomaria meu banho, era de extrema importância estar com higiene em dia para que eu não trouxesse impurezas de meu corpo para os locais que o Mestre pedisse que eu fosse, e muitos menos para os locais aonde eu seguisse o mesmo.  Depois de um banho bem dado o próximo passo era escovar os dentes se possível claramente, fazendo o meu melhor para evitar mal hálito na hora de me comunicar com o meu Mestre, ter uma etiqueta adequada foi algo que percebi ser muito útil nos últimos tempos, vendo que o ambiente que me encontro é de pessoas muito mais finas em relação a roupas e modos de agir.

De todo modo a única coisa que eu não atrevia a mexer era meu cabelo, o enorme desperdício de tempo que eu teria para “arrumar” oque não deve ser arrumado me custaria os minutos que eu poderia utilizar servindo Alexander, e isso é inaceitável para mim. O Tempo é trabalho e o trabalho é a servidão perfeita. De frente para a cama agora, ainda molhado por sinal, eu fazia uma serie de alongamentos básicos para esquentar o corpo para finalmente, após o alongamento, eu me enxugar com uma toalha se eu encontrasse tal nos aposentos, para só assim vestir minha camiseta que com dificuldade se encaixa em meu corpo, provavelmente eu precisaria alargar minha camiseta novamente depois de um tempo, nesses últimos meses minha alimentação era muito mais nutritiva que o normal, oque me fez ter um aumento de massa consideravelmente.

Agora me sentindo totalmente pronto para ir servir, a primeira coisa que eu fazia era sair do quarto da estalagem, tal estalagem a qual o grupo de meu Amo se encontrava no momento, claro que eu precisava me abaixar para passar pela porta caso ela não fosse do meu tamanho, todavia após sair do aposento eu iria para o local aonde provavelmente Alexander e o seus amigos estariam, indo com passos largos e rápidos, mas sem abandonar uma postura firme, caso eu fosse o primeiro a chegar eu simplesmente esperaria os outros virem, de pé encostado na parede, com a mesma postura de antes, porém se o grupo ou maioria já estivesse lá eu me curvaria de modo respeitoso diante deles e falaria.

- Bom dia senhoras e senhores, espero poder servi-los o melhor que eu puder – Dizendo aquelas palavras secas, tais que só eram um monologo que eu tinha de costume para mostrar educação, ficaria de pé perto da massa de companheiros de Alexander, sem prestar muita atenção nas conversas, só se meu nome fosse mencionado entre elas claramente.

Quando eu fosse abordado por Alexander me forçaria a dar um sorriso e falaria com suavidade em frente ao meu mestre, claro que antes fazendo uma reverencia – Bom dia Mestre Alexander, eu dormi muito bem sim, espero que você esteja bem, tem algo que eu possa fazer pelo senhor? – Após responder com respeito Alexander, eu ficava com uma expressão um tanto que confusa ao ouvir a próxima pergunta do Mestre, me fazendo ficar calado, o encarando, ficando bons minutos tentando entender o conceito do por que aquela pergunta, até falar – Oque você decidir estará de bom grado para mim Mestre, sabes que as suas ordens são supremas para mim – Após minha resposta eu voltaria minha postura normal olhando para a nova senhorita a qual Alexander já tinha apresentado a todos, agora dando uma reverencia a ela mesmo que de, todavia estaria atrasado.

Enquanto todos começavam se sentar, eu me mantinha firme e de pé ao lado da mesa, mas vendo que Alexander me chamava para sentar, eu ficava de todo modo bastante surpreso, não era um ato que eu tinha visto acontecer comigo quando eu estava na posse de outros mestres, mas se aquilo fosse realmente uma ordem de meu Mestre, eu acatava de modo solene, me sentando numa cadeira que eu julgasse aguentar meu peso, e talvez que coubesse eu inteiro.


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Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Qui 13 Maio 2021, 09:34
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- Não! O brado estridente ricocheteia pelas paredes do quarto apertado e fechado como um pequeno e rouco eco. Acima de mim o teto cinzento, as manchas de mofo e nada mais que uma sombra de meu pesadelo. Quase conseguia sentir o peso do corpo flácido daquele homem, tão real, tão vivo, meu corpo dói, com a sensação criada pela minha mente profanada e os cortes das minhas próprias unhas que ainda inconsciente tentaram arrancar de mim os meus temores e me livrar de meus pesadelos tão frequentes.

Me ergo, me sento à margem da cama, cubro a minha face umedecida pelas lágrimas e o suor que impregnam o lençol molhado abaixo de mim. Mordo meus lábios em silêncio, seguro meus anseios, não me deixo levar pelo desconforto ainda que encoste minha testa sobre meu joelho para reconfortar-me. - O que você está fazendo Shiranai… Indago a mim mesma abrindo os olhos para fitar um espelho que havia diante de mim.

Meus olhos inchados, o rubor de minha face, mas, também no reflexo vislumbro acima de meus ombros no lado oposto a bíblia com os inscritos de Leyka e Gremona que me esforcei em obter em memória de minha única mãe. Abro sua página grossa, sem ler, deslizando meus olhos pelas páginas que poderiam até ser consideradas profanas por alguns de meus companheiros que embarcariam naquela futura jornada.

Sou interrompida pela voz repentina no exterior, uma voz de homem que ainda não me era tão habitual. Talvez por isso, ou, por eu estar sensibilizada que por um momento aquilo me faz saltar em certo temor para pegar algumas facas de cozinha ali. Hesito, recordo, sorrio com a infelicidade da minha compostura, ou, a falta dela quando eu mesmo optei por seguir outro homem nesta vida. - Estou. Consegue me dar alguns segundos?

Minha voz ressoa como uma pergunta, de fato, realizada para um rei. O tom é respeitoso e apressado, apesar do atraso em si de outras ações, jogando água em meu rosto e me vestindo normalmente para acompanhá-lo. Utilizo a peruca de fios castanhos sobre os cinzentos de meu nascimento, a fim de chamar menos atenção e ainda temente quanto a procura pelas mortes causadas por mim anteriormente. Ainda que elas não tenham sido colocadas, de fato, sobre meus ombros.

Ele parecia bem prestativo, me olhava, perguntava algumas coisas que pareciam incertas. - Ansiosa!? - Respondo erguendo os ombros, fitando os olhos nos arredores com certa atenção, entrelaçando e deslizando os dedos. Eu conseguia ouvir com bastante destreza, além de também ser capaz de uma boa capacidade perceptiva e um bom instinto, de forma que, era quase natural para mim ficar atenta como uma raposa assustada à todos os arredores.

“Amiga”. Aquela era uma forma bastante estranha de me retratar, ao menos para mim. Trazendo à tona alguns pensamentos, considerando nossas conversas prévias antes de partirmos, talvez seja possível considerar. - O-olá. Balbucio os observando desconfiada, me atentando aos detalhes de cada nome citado, mas, mais do que nomes uma coisa me perturba. “Remédio”. Qual tipo de remédio? Arqueio minhas sobrancelhas, seja para isto ou para o outro que foi chamado de “espião”, mas não comento nada.

Não conseguia ponderar tantas coisas a priori, apenas que elas pareciam demonstrar bastante respeito pelo Lancaster. As fitava, percebia de certa forma em um vislumbre quase instintivo que a garota de fios róseos esverdeados conseguia notar os fios por baixo da peruca castanhos os ajeitando meio sem jeito. Não estava tão acostumada a usar aquilo, em verdade, talvez fosse apenas tolice presumir que talvez tenham me culpado por tudo que aconteceu naquele cabaré quando fui apenas outra vítima, mas, todo cuidado era pouco e não queria apresentar riscos para quem tinha recém jurado lealdade.

Diferente das garotas o que seguia-se era um bem mais enérgico, mais intenso e talvez não tão "respeitoso" assim. Não por suas palavras, essas foram apenas comuns, mas, de alguma forma parecia ter um tom mais "rude". De todo modo aproveito a deixa para responder à todos de forma simples, ainda incerta de como deveria tratar cada um. - Não precisam se incomodar comigo. Sem sobrenome, sem passado, podem me chamar apenas de Shira, por sinal, ou como preferirem. Começo em um tom mais alto, caindo, tornando-se quase um balbuciar nas últimas palavras.

O grandalhão parecia bastante "passivo", apesar de seu porte físico. Apesar de Alexander lhe direcionar algumas coisas ele apenas devolvia a afirmação aceitando o que fosse solicitado. No fim não somos assim tão diferentes. Penso deixando um risinho escapar enquanto brinco com o dedo por cima de um copo, mergulhando minha mente em uma certa ociosidade. Meus ouvidos ainda se mantinham atentos, ouvia a voz delicada de Saori para ir junto com a garota, sentia o aroma adocicado que saía de seus lábios, aguardava por uma direção. - Seria um cheiro melhor se fosse de pimenta... Será que tem pimenta aqui... Balbuciava em um tom tão baixo que soaria apenas como um cochicho que não visava a compreensão de nenhum dos presentes.



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Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Qui 13 Maio 2021, 17:00
Badar Alluartie
Efeito Borboleta



 


Eu estava correndo, mas não era rápido o suficiente... Gyero e Clayton estavam atrás de mim e logo iriam me alcançar. Senti algo segurar meu pé e saí rolando, mas nem consegui me preparar para levantar-me, pois Gyero colocara seu joelho em meu peito e me olhava fixamente com uma sede de sangue.


- HAHAHA! Aonde você pensa que vai, três olhos imundo!? – Gyero cuspiu com desdém enquanto segurava uma cimitarra afiada.
Antes que eu pudesse pensar em fugir ou sequer responder, eu vi um rápido movimento da arma do mink e logo senti a lâmina atravessar meu peito.


Com um salto, mas sem gritar, eu despertei no porão do navio no qual nós havíamos embarcado clandestinamente. Balto também acordou surpreso, pois havia cochilado com sua cabeça repousada em meu colo. Uma lágrima rolava lentamente pelo meu rosto ao me lembrar do assassinato que eu havia presenciado e de tudo que eu havia perdido. O lobo, empático, lambeu meu rosto e encostou sua cabeça em meu peito. Eu agradeci com um abraço e respirei fundo buscando tranquilidade.



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O ambiente, mesmo que limitado, era repleto de novas informações para mim: o cheiro salgado do mar, o sabor forte dos alimentos em conserva que eu provei, o ranger lamurioso da madeira contra as ondas. Tudo que eu experimentava ali me deixava intrigado me ajudava a manter a calma. Quando o navio atracasse, nós desembarcaríamos quando ninguém estivesse olhando e correríamos pela praia para longe de qualquer humano.



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O ar fresco invadiu meus pulmões e a luz do sol aqueceu meu corpo. A areia que atritava contra meus pés me fez sorrir. Eu iria em direção ao mar e brincaria com a água, chutando as pequenas ondas que se desmanchavam na costa e me deitando na água rasa. Balto provavelmente me observaria de longe, mas eu olharia para ele com uma expressão convidativa e o chamaria com acenos de mão, mesmo eu sabendo que a resposta dele seria olhar para outro lado. Nós então seguiríamos para uma floresta, se houvesse alguma ali perto, e procuraríamos comida de verdade. Mesmo eu não fazendo ideia de como o fazer.



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Por entre as árvores, eu veria o céu, mas nenhuma redoma transparente, apenas aquela imensidão interminável e estonteante. Balto me guiaria por entre as árvores enquanto eu me distraia olhando e acenando para pequenos animais que por ali estavam. Mesmo sem perguntar para nenhum deles, eu sabia que eles eram diferentes dos animais do viveiro... Não seguiam regras, não eram limitados por muros, seguiam seus instintos e seu coração. Eu então, sentindo uma empolgação enorme, comecei a correr, o que fez Balto apertar o passo e me acompanhar. Nós saltamos sobre raízes de árvores e desviamos de seus troncos e eu não conseguia parar de sorrir. Eu havia gostado do sabor da liberdade. Balto permaneceu sério, mas eu percebi em seu olhar que ele estava se sentindo livre assim como eu. Erámos nós dois em um mundo novo.






Se encontrássemos uma vila ou cidade, eu ficaria extasiado por ver tantas pessoas juntas em um mesmo lugar, mesmo que fossem poucas, já que eu nunca tinha visto algo parecido. Balto farejaria o ar e indicaria onde havia comida. Eu seguiria para onde ele mostrou, mas pediria para o lobo manter a posição, já que ele chamaria bem mais atenção que eu e poderia assustar as pessoas com seu tamanho. Passando por entre quem estivesse ali, eu me encantaria com as vestes, os penteados e os acessórios dos cidadãos daquele lugar e provavelmente receberia olhares de nojo e surpresa em resposta por causa da minha aparência e das minhas roupas, o que me faria recolher meus braços e checar se meu terceiro olho estava coberto como de costume.


Chegando ao local onde está a comida, eu pegaria carnes e frutas, sorrindo para quem estivesse ali, e seguiria de volta em direção à floresta.
Caso gritassem e viessem atrás de mim, exigindo algo em troca pela comida, eu diria:


-Ah, perdão! Eu preciso performar antes de comer aqui também? – perguntaria de forma honesta. – Eu posso voltar aqui depois!


Se a situação se intensificasse, o que provavelmente ocorreria, eu me desvencilhiaria de qualquer um que estivesse me segurando e me afastaria. Balto com certeza viria ao resgate, assustando quem ali estivesse. Eu, atordoado pela cena, montaria nele e nós correríamos de volta para a floresta, esperando não sermos seguidos. Se eu não fosse percebido, voltaria calmamente para a floresta, imitando a forma pomposa de andar de alguém que eu avistasse por ali

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Objetivos

  • Apencer caça
  • Aprender pesca
  • Adquirir facas de arremesso
  • Adquirir uma flauta (ou ocarina ou outro instrumento de sopro)
  • Fazer uma performance (e tentar ganhar uns trocados hehehe)



"Só as feras estão além da mentira"     -Rexxar

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Última edição por DarkWoodsKeeper em Qua 19 Maio 2021, 10:00, editado 3 vez(es)
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Re: Os Monarcas - I Efeito Borboleta Qui 13 Maio 2021, 21:22

Explosivo como um cruzado de direita

Incrível como a vida de alguém está sujeita a virar de pernas para o ar em um estalar de dedos… no meu caso no estalar do gongo que marcou a derrota de meu pai. Sem o controle do reino eu me sentia um pária, largado ao convívio juntos aos comuns que juramos proteger e que agora se voltavam contra nós. Era como se as mazelas que lhes acometiam fossem por nossa culpa.

Meu pai riu quando voltei ao reino e disse que partiria em uma jornada ao lado do homem que havia jurado derrotar, não era um riso zombeteiro mas sim de carinho o que me tirava ainda mais do sério — Você perde o reino e fica ai todo risonho? Onde está seu orgulho pai?! Pensei que iria treinar ainda mais duro para derrotar aquele palhaço, mas até agora parece que está tirando férias… Não foi desse jeito que me ensinou… Vou achar a cura daquele palhaço do Alexander e ficarei mais forte que todos vocês.

Me lembrar disso fazia meu punho se cerrar e o sangue ferver da mesma forma que havia acontecido naquela tarde, autocontrole dos meus sentimentos nunca foi o meu forte. Encarei a vastidão de Fleevance na minha frente e dei um longo suspiro, era essa a ilha que havia combinado de me encontrar com Alex e toda sua patuleia e então partir… seja lá para onde.

Eu precisaria de suprimentos médicos e principalmente cigarro, mas para isso provavelmente precisaria de mais dinheiro. Um príncipe da família real do reino de Ravenview tendo que arranjar dinheiro era como se o destino estivesse me pregando uma peça de mal gosto. Em partes era minha culpa já que sai do reino de forma impulsiva e furiosa, que meu único dinheiro era o que tinha nos bolsos.

— Aquela mink coelha… qual o nome mesmo?! Ela também é médica, tivemos uma breve conversa depois que descobri a doença de seu rei, talvez eu a encontre em alguma farmácia ou alguém saiba seu paradeiro, uma mink coelho não é algo que se vê todo dia

Meu orgulho não me faria admitir, mas de certa forma eu me sentia ansioso. Alex era meu rival, mas também era um exemplo de governança e carisma, poderia aprender muito com ele ao longo dessa jornada, o único problema seriam os outros… Ser uma pessoa amigável nunca foi o meu forte, e se eu perdesse a paciência, bem...  teria que descer uns dois ou três na porrada para que me respeitassem. Minha jornada não era a mesma que seus súditos, minha jornada era pessoal. Aprenderia com Alex, o curaria de sua doença e então poderíamos fazer nossa batalha final.

Olhei para o céu, respirei fundo mais uma vez e então caminhei pela ilha, não sabia ao certo onde Lancaster estaria mas meu melhor palpite era a mink, então a procuraria ou perguntaria aos civis se haviam visto uma mink coelha. Na pior das hipóteses a procuraria em alguma farmácia.
Com minha  visão privilegiada ficaria atento a alguns detalhes que poderiam passar despercebidos durante minha busca, como outro alguém relacionado a Alex ou alguma pessoa que estivesse precisando de ajuda.


Informações:
Histórico:
Ganhos: N/A
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A

Objetivos:
- Descer a porrada em quem merecer
- Descer a porrada em quem me tirar do sério
- Aprender a perícia de liderança com Alex




Emme