Tópicos Recentes
Destaques
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Últimos assuntos
[FICHA] Margaret Amelia Earhart VHoje à(s) 12:47por  SkÿllerOperação T.N.C.T.O.N.I.Hoje à(s) 12:41por  Akuma NikaidoAscensão Pirata - O início.Hoje à(s) 12:01por  FormigaRaavaHoje à(s) 11:36por  RemenufRegistro de PhotoplayerHoje à(s) 9:58por  FormigaTerra em TranseHoje à(s) 2:10por  AchilesAnjo CaídoHoje à(s) 1:25por  KojiRelações Beni : )Hoje à(s) 1:19por  BenisuzumeOs Monarcas - I Efeito BorboletaHoje à(s) 0:34por  O TaverneiroSolomonOntem à(s) 23:43por  Rangi
 :: Oceanos :: Blues :: West Blue :: Sirarossa
Página 1 de 4 Página 1 de 4 1, 2, 3, 4  Seguinte
Kenshin
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples XqxMi0y
Créditos : 20
KenshinDesenvolvedor
https://www.allbluerpg.com/t360-agatha-harkness https://www.allbluerpg.com/t386-prologo-frenesi-da-raposa#1165
I - Juros Simples Seg 10 Maio 2021 - 22:00
I - Juros Simples

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civil Bjarke Hallet Flamesguard e Luc De Marc Thibaut Lavoie. A qual não possui narrador definido.


I - Juros Simples Tenor

_________________

I - Juros Simples J09J2lK
Admin
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples GRh51xf
Créditos : 25
Localização : Sirarossa
AdminAdministrador
https://www.allbluerpg.com/t270-bjarke-hallet-flamesguard https://www.allbluerpg.com/t299-i-juros-simples#870
Re: I - Juros Simples Seg 10 Maio 2021 - 23:12






1%

Parecia que haviam quebrado uma garrafa em sua cabeça, na verdade, as memórias da noite passada não estavam muito claras, então esse cenário era possível, embora não fosse provável. Seus sentidos estavam turvos e sua cabeça latejava, de forma que esperaria alguns instantes para que seu corpo fosse capaz de voltar ao normal. Não abriria os olhos até que seu tato fosse recuperado por completo, fingindo para si mesmo que ainda estava dormindo e torcendo para sentir o "conforto" de sua cama e não a dureza e textura áspera de um chão de terra ou concreto.

Se estivesse na segurança de seu lar, agradeceria silenciosamente, caso contrário, procuraria orientar-se e chegar em sua casa de modo mais breve possível. Em tempos áureos, sua casa era um lugar aconchegante e confortável, mas, nos últimos anos, especialmente após o falecimento de sua mãe, o local havia se tornado uma completa bagunça, refletindo a precariedade e desorganização de sua vida financeira.

Estando mais desperto e, consequentemente, com um raciocínio mais apurado, sentiria um frio correr a sua espinha. O jovem gostava de apreciar os prazeres que a vida era capaz de lhe proporcionar, inclusive a noite passada era uma prova disso, mas ele sabia que tinha de manter as suas responsabilidades e não gostava de decepcionar aqueles que lhe deram a mão quando precisou. - Eu pagaria para não ter que trabalhar hoje. - Comentaria em voz alta, antes de abrir uma cortina para olhar o sol e tentar deduzir o horário atual.

Apesar de sua preocupação em estar atrasado, se de fato estivesse, não se desesperaria. Faziam anos que Bjarke trabalhava naquela funerária e era possível contar nos dedos de uma mão as vezes em que ele havia se atrasado, além disso, Dante e Fleur eram o mais próximo que ele tinha de uma família e conheciam bem o seu caráter. Sem perder mais tempo, realizaria sua rotina matinal de forma célere e sistemática, buscando recuperar parte do tempo que poderia ter perdido se tivesse de fato dormido demais.

Iria até a cozinha e abriria a dispensa, procurando por qualquer coisa que pudesse comer, um pão velho e duro já serviria, levando em conta que seu paladar sofria com os efeitos da perda de seu olfato. Um pequeno desjejum e um copo d'água eram o suficiente para que ele pudesse dar início ao seu dia, pão e água para seu corpo e um maço de cigarros para a sua mente, isso era tudo o que precisava para se manter nos trilhos.

Tomaria alguns instantes para ficar consciente da situação horrenda em que se encontrava, sua aparência provavelmente estava em um estado deplorável, ou ao menos era isso que seu senso rígido de beleza o faria pensar, além disso, sua casa precária e desorganizada podia ser considerada o próprio retrato da decadência. Depois de refletir um pouco, iria até o banheiro, já havia perdido mais tempo do que podia se dar ao luxo provavelmente.

Faria questão de tomar um bom banho, esfregando bem sua pele e lavando seu cabelo, precisava ter certeza que chegaria na funerária em condições dignas, que não delatassem o que havia feito na noite anterior. Enquanto tomava banho, também escovaria os seus dentes para economizar tempo. Assim que estivesse limpo e, esperava, cheiroso, começaria a se arrumar. Vasculharia suas roupas limpas, procurando por um par de meias sociais escuras, uma calça social preta e uma camisa social branca simples. Trajaria o que havia pego e procuraria por seus sapatos sociais e um cinto que combinasse com o que havia vestido, por fim, procuraria seus brincos, colocando ambos em suas orelhas. Enxugaria seu cabelo mais uma vez, tendo certeza de que ele estava em um bom estado para prender, em sequência, procuraria por um elástico para fazer um coque na parte de trás de sua cabeça. Estando pronto, olharia-se em um espelho. - Até que não tô tão mal assim. - Comentaria por alto, com um pouco de confiança, para, em sequência, procurar um par de óculos escuros, apenas por precaução.

Quando finalmente estivesse pronto para sair, correria por sua casa com os olhos, torcendo para encontrar, em meio a bugança, um maço de cigarros e um isqueiro. Se tivesse sucesso em sua busca, guardaria os itens no bolso e comentaria. - Deus é bom e justo. - Caso contrário, simplesmente sairia de casa às pressas, em direção à funerária. Enquanto caminhava pelas ruas de Sirarossa, pensava na dívida colossal que havia acumulado. Considerando o tempo que havia contraído a dívida, chegava a conclusão de que era sortudo por ainda estar vivo, mas extremamente incompetente por ser capaz de pagar apenas 1% do que devia.

Como se uma chave girasse em sua cabeça, parecia que, agora, sabia o que deveria fazer para melhorar a sua situação. Mudaria seu rumo e iria em direção a um de seus lugares favoritos, a biblioteca pública da cidade. Se quisesse quitar sua dívida, precisava ser um trabalhador mais valioso e, para isso, precisava aprimorar seus conhecimentos, esse era o seu raciocínio naquele momento. Sem perder muito tempo, chegando no local, procuraria por livros que versassem sobre carpintaria e escultura, afinal, eram conhecimentos similares aos que já dominava. Se tivesse dificuldade de encontrar os livros que desejava, pediria ajuda a algum funcionário e, após isso, alugaria os mesmos, prestando atenção na data de devolução, afinal, não tinha desejo de contrair uma nova dívida.

Correria em direção a funerária, parando no caminho apenas para comprar um maço de cigarros se não tivesse encontrado algum em sua casa. Chegando ao seu local de trabalho, entraria no estabelecimento sem hesitar, provavelmente arfando. - Perdão pelo atraso. - Comentaria casualmente, antes de ver qualquer um. Esperava encontrar Dante ou Fleur no estabelecimento, como em todos os outros dias. Se alguém pedisse uma explicação de seu atraso, simplesmente daria um sorriso torto e inclinaria a cabeça. - Eu só tive uma noite ruim, você deve entender. - Assim que a comoção de sua chegada passasse, perguntaria para Dante ou Fleur, se algum dos dois estivesse no local. - O que eu tenho de fazer hoje? - Se a sorte lhe sorrisse e a taxa de mortalidade da ilha continuasse normal, era provável que ele não precisasse fazer nenhum caixão no dia em questão, tendo assim um horário vago. Se estivesse livre ou tivesse que executar um trabalho fácil e simples, aproveitaria a situação para ler o livro que tratava de esculturas, se tivesse conseguido alugá-lo na biblioteca. Se, em qualquer momento, se encontrasse sozinho com Fleur, sorriria para a mulher e perguntaria. - Você tem fogo? - Se a resposta fosse positiva, colocaria um cigarro na boca e esperaria que ela acendesse.



Histórico:
Nome: Bjarke Hallet Flamesguard
Número de Posts: 1
Ganhos:
N/A
Perdas:
N/A
NPC's:
N/A
Ferimentos:
N/A
Dependência:
1/10


Última edição por Admin em Qui 13 Maio 2021 - 20:53, editado 1 vez(es)

_________________

I - Juros Simples WcCcIuX
Shinra Kishitani
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples GsjEE92
Créditos : 05
Re: I - Juros Simples Ter 11 Maio 2021 - 2:11






1° Delírio

Os dias me pareciam sempre os mesmos, os ritos cotidianos se agonizavam na medida que ciclicamente se repetiam a cada nascer do sol. Meus últimos cinco anos tinham sido assim, praticamente calibrado a uma rotina massante dentro de um hospital para loucos. Mas eu tenho quase certeza que não sou louco, ou ao menos é isso que o Doutor Müller diz, e as vozes parecem concordar com ele. Entretanto, Vishnu vive me dizendo pra que eu aceite a situação, seja o que for, não entendo de que situação ele tanto resmunga. Afinal, eu tenho problemas maiores com os quais lidar: Não pude ir no enterro dos meus pais, e meu irmão parece erroneamente ter herdado todos os bens; Além disso, esse mal-entendido me deixou em maus bocados com um grupo um tanto suspeito de senhores que pagaram meu tratamento. Por fim, hoje seria o dia da minha alta, e tais questões hão de ser resolvidas com certa urgência.

Me levantaria de onde quer que tivesse dormido, ou desmaiado na noite anterior, e iniciaria minha já ensaiada rotina matinal. Primeiro buscaria meus itens de higiene pessoal, objetos esses que talvez fossem as coisas mais próximas que o hospital havia me permitido manter como pertences privados. Meu objetivo seria no mínimo escovar os dentes e lavar o rosto, já que eu deveria estar minimamente apresentável no dia em que finalmente me livraria dos grilhões. “Talvez você sinta falta das sessões de arte-terapia daqui, mas suponho que voltar a forjar seja uma prioridade maior do que brincar com pincéis." comentava Brahma conforme os outros dois pareciam também acordar. “Do que adianta pintar? O Luc é um merda nisso de qualquer jeito. O mais importante é que vamos poder voltar a caçar, afinal ter o joelho do Theodore como alvo fez até valer a pena esses últimos cinco anos.” complementava Shiva, apenas para ser em seguida cortada por Vishnu. “Calma, calma, antes de tudo isso precisamos resolver nosso pequeno mal entendido com os senhores que gentilmente pagaram nossas contas.” a voz mais calma nos lembrou. De fato Vishnu tinha razão quanto à urgência desse assunto inesperado. Algo me dizia que as coisas não se resolveriam tão fácil, mas no momento eu preferiria esperar pelo melhor.

Caso conseguisse realizar minha higiene básica, procuraria por um local apropriado para tomar banho, mas desistiria caso os banheiros estivessem lotados ou demasiadamente sujos. Em seguida, retornaria para meu quarto e procuraria meu estoque escondido de cigarros e os esconderia nas minhas vestimentas se possível. Normalmente eu escondia os cigarros e os fósforos por detrás da cama, esconderijo este suficientemente eficaz, já que tanto enfermeiros quanto outros internos raramente faziam buscas nos quartos. Mas só deus sabe o que algum dos internos mais instáveis faria com fósforos, no pior dos casos o Hospital sairia no jornal como vítima de incêndio criminoso. Enfim, seguiria procurando meus cigarros e meus fósforos até encontrar, apenas desistindo na ocasião de ser interrompido ou convocado por algum membro da equipe hospitalar. Nesse caso, faria sinal para esperarem um instante e então resolveria o assunto em questão, mas tendo sempre em mente que deveria voltar para buscar meu maço. De qualquer forma, a repreensão de uma das vozes sempre estava presente: "Céus, Luc. Você tem que parar com isso, isso ainda vai te matar”, reclamava Vishnu, apenas para levar um corte. “Tem formas piores de morrer, então fica na sua” eu replicaria em pensamento.

Tendo ou não meus cigarros em mãos, aguardaria em meu quarto até a primeira ronda de enfermeiras, de quem esperava notícias sobre a alta. Os meus supostos benfeitores disseram que me buscariam hoje no hospital, então eu não me apressaria em sair do local, tampouco da cidade, e fazia isso ao prezar por ter minha garganta no lugar. Se minha alta fosse informada, eu buscaria pedir um pedaço de papel e caneta para requisitar minhas roupas civis, apenas gesticulando caso os materiais de escrita não estivessem disponíveis. De tal forma, me conduziria à entrada do hospital apenas se estivesse sob a posse tanto de meus cigarros e fósforos, quanto de roupas decentes.



Histórico:
Nome do Player: Shinra Kishitani
Nº de Posts: 1
Nº dos Posts até limite de Dependência: 1/10
Ganhos: N/A
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A
Relações: N/A

Legenda:
"Pensamento de Luc"
"Pensamento de Shiva"
"Pensamento de Vishnu"
"Pensamento de Brahma"


Última edição por Shinra Kishitani em Qui 13 Maio 2021 - 22:06, editado 1 vez(es)

_________________

I - Juros Simples YseNzY9
Catherine
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples 484e66abbd9bf25a6e4484da58bd46cc1e50c13b
Créditos : 13
CatherineAvaliador
https://www.allbluerpg.com/t320-catherine-petit-barozzi-n https://www.allbluerpg.com/t299-i-juros-simples
Re: I - Juros Simples Qui 13 Maio 2021 - 19:21







Ato I.



"Dez... Vinte...", os dedos tateavam as células no interior da carteira de couro batido, folheando-as como alguém que vira as páginas de um livro. Os olhos se mantinham vidrados naquela contagem, parando por um instante para umedecer a ponta do polegar antes de continuar a contagem. A textura das cédulas era algo incrível e prazeroso de se sentir, o cheiro então? Erguia a carteira às narinas, deixando aquele incrível aroma de papel novo me invadir as narinas. "Duzentos... Duzentos e dez...", a voz interior que contava as células em minha cabeça não parava, excitada conforme via que tinha uma enorme quantidade ali, maior que o que já teve qualquer momento anterior em minha vida.

- Duzentos e cinquenta. - Dizia, em alto e bom tom, fechando a carteira e passando as costas da mão destra pela testa, secando um suor inexistente. A noite anterior tinha tido uma conclusão completamente diferente das anteriores. Apesar de ter feito o que sempre estive fazendo nas noites de todos os últimos meses, dessa vez o lucro que obtive numa simples mesa de poker fora bem maior que o esperado. - Devo estar ficando boa nisso... Não é pra menos. - Um sorriso confiante surgia dos meus lábios, e então me erguia da cama dura que quase achatava a minha bunda toda vez que eu me sentava nela.

Deixando a carteira de lado, me apressei para ir ao banheiro enquanto me despia de cada uma das peças de roupa do pijama, de cima para baixo. A mão quente tocava a torneira do chuveiro, e a girava para o lado. Após uma boa vislumbrada de meu próprio reflexo no espelho do pequeno banheiro, seguia para baixo do fluxo de água, deixando-o tocar toda a superfície de meu corpo, enxaguando-o. Assim, espalhava algum sabonete por minha pele e deixava minhas madeixas castanhas de molho numa massa branca de shampoo enquanto tratava de cuidar das outras áreas da minha higiene, como a bucal.
Depois de lavar com cuidado todo o meu corpo e me livrar dos resíduos daqueles produtos de higiene, secava-me com uma de minhas toalhas e utilizava uma outra para enrolar em torno de minha cabeça, abafando o cabelo com o intuito de secá-lo naturalmente. Não demoraria muito para me arrumar, cobrindo o meu corpo nu com as minhas vestimentas tradicionais. Recolheria a carteira com o dinheiro, guardando-a comigo novamente e então, após me certificar de que todas as luzes da residência estavam apagadas, sairia do local.

"A meta da dívida com o Salvatore ainda parece tão longe... Será que algum dia eu consigo pagar isso?", perguntava a mim mesma, tentando entender como uma quantidade tão alta de dinheiro que era a que eu possuía no momento sequer era relevante frente à dívida que ainda possuía com o velhote Nava.

Nas ruas, tentaria ser rápida e não me distrair com tanta coisa besta. Amava e odiava viver em um centro urbano, principalmente pela quantidade de pessoas todos os dias, e que eu esperava não ter que cruzar novamente dessa vez. Dirigiria-me ao Mozzafiato, onde já tinha encontrado com o pessoal Salvatore algumas vezes antes, e assim o faria novamente, afinal, o meu bolso não se encheria sozinho. - Bom dia. - Diria ao primeiro funcionário do local que acabasse encontrando, e então adentraria o estabelecimento e buscaria uma mesa em que pudesse sentar sozinha, puxando uma das cadeiras e o fazendo. Daria uma breve bisbilhotada pelo cardápio, se possível.

- O dono está? - Perguntaria a algum garçom, caso fosse atendida. - Estou pensando ainda. - Completaria, caso fosse questionada a respeito do meu pedido.





---

Histórico:

Número de posts: 1
Ganhos:
Perdas:
HP: 140
Stamina: 100
Relacionamento:
Spoiler:




_________________

I - Juros Simples VmgaKUK
Jean Fraga
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples UdcmuNR
Créditos : 01
Jean FragaEstagiário
https://www.allbluerpg.com/t581-maximus-cavendish-ito-iv https://www.allbluerpg.com/t301-os-monarcas-i-efeito-borboleta
Re: I - Juros Simples Sex 14 Maio 2021 - 9:54


1 - Juros Simples


- Bjarke -

Hallet lentamente era acordado com a luz do sol que aos poucos subia no horizonte, junto de um vento forte que bagunçava seus cabelos. Como comumente acordava em um chão duro, diferente do esperado de sua cama, por sorte, havia dormido um passo antes da porta de sua casa.

Levantava sentido seu quadril e suas costas meio rígidas, mas aos poucos o corpo esquentava e as dores passavam, o sol havia nascido a pouco e tentando identificar a hora, ele acreditava ser perto de 07:30. Adentrando em sua casa, era recebido com toda mordomia e gentileza da bagunça e sujeira que o local estava.

Sua dispensa estava praticamente vazia, contendo apenas algumas bolachas, com elas em mão e um copo d’agua, ele fazia sua primeira refeição do dia, nada que fosse o deixar cheio, mas ajudava parcialmente em sua fome. Sujo e com as roupas toda bagunçada, Bjarke tomava um gelado banho, o aquecimento havia sido cortado cerca de uma semana atrás.

Com um rápido, porém bem cuidado banho, ele finalizava sua higiene pessoal e se vestia, nem aparentava ter tido uma longa e cansativa noite, tirando as pequenas olheiras que continham abaixo de seus olhos, nada que o toque final com um óculos escuro não o salvasse. Com pressa, andava pela casa, pegando um cigarro jogado ao chão e achando um fosforo perto do fogão.

Andando pelas ruas, podia ver varias pessoas andando pelas ruas, uma em questão chamava-a rapidamente sua atenção, com uma tatuagem aparente em seu rosto, junto de seus cabelos ruivos, tal mulher se diferenciava da multidão de pessoas, a passagem dela pelo campo de visão de Bjarke era rápido e logo, tal mulher sumia entre o vasto mar de pessoas.

Seguindo seu caminho, ele parava no meio de sua caminhada à funerária, havia algo a fazer antes, não muito longe, podia ver seu local favorito, a biblioteca, adentrando no local, o balconista já o conhecia e acenava para Flamesguard. Sua busca era rápida, afinal já sabia o que queria, pegava os dois livros e logo reservava com o homem de antes, que dava o prazo de um dia para a devolução do material.

Aumentando sua velocidade, ele chegava até seu trabalho, ao entrar, era recepcionado por Dante, que o esperava na porta do local: — Mais um dia atrasado garoto? – o olhava com um rosto sério, que após alguns segundos, abria um leve sorriso, — Uma noite ruim? Como assim? Fleur deixou uma carta sobre a mesa avisando que ia te visitar... Por sinal onde está ela?! – o Sorriso de antes sumia novamente.

-Luc de Marc -

Ainda deitado, podia ver pela janela, uma borboleta sair de seu casulo e aos poucos, entrar em voo, seguindo o rumo do sol, que nascia aos poucos... o vento parecia forte e trazia dificuldades para a borboleta que ia pegando o jeito daquilo.

Levantando-se e indo ao banheiro, ele podia se olhar no espelho, sua condição não era das melhores, cabelos bagunçados, rosto levemente inchado pelo seu despertar.

Após seus cuidados básicos, foi até a área onde havia os chuveiros, lá podia ver outros pacientes, alguns acompanhados de cuidadores e guardas, já outros, parados sobre a água, com o olhar fixo para a parede.

Seu banho era como mais um dos muitos que teve ali, vestido e brevemente seco, voltava ao seu quarto, procurava por seus cigarros, juntamente do fosforo, porém não encontrava nada, quando um guarda parada na porta, — Procurando por isso Lavoie? – ele sorria enquanto tirando do bolso, mostrava o maço junto dos fósforos – Por ser seu ultimo dia, fingirei que não achei isso. – Jogava os pertences ao homem, virava-se de costas e saia.

Seus dias poderiam ser silenciosos, mas sua mente estava sempre a mil, guardando suas coisas, uma enfermeira se aproximava, a que costumava cuidar de Luc, — Hoje é o grande dia hein... todos aqui comentam sobre sua saída, bom, boa sorte no mundo lá fora, as coisas podem ser diferentes do que antes eram! – ela sorria e finalizava, — Volto para te buscar quando eles chegarem....

A mulher entregava um pequeno papel junto de um giz preto para o homem, ela sabia do fator dele ser mudo e esperando uma resposta, costumava levar tais matérias, — Ah claro suas roupas! – levantando e pegando em seu carrinho, ela entregava suas antigas roupas, — Aqui estão!

Ela se retirava e então o homem podia botar suas roupas de cinco anos atrás, algum tempo se passava e já vestido com suas roupas de civil e não mais com o vestuário do hospital, a mulher voltava, fazendo o procedimento de segurança, ele era algemado e podia andar pelos corredores, acompanhado dela e de um guarda.

Sendo levado até a fora e passando a primeira grade, tinha as algemas retiradas, a grade se fechava e uma a sua frente se abria, era o ultimo portão a se passar, agora já estava sozinho, separados pela grade, a moça falava, — Boa sorte! Seja forte! – Sorria para Lavoie. Olhando a frente, Ele poderia ver dois homens, vestidos com ternos pretos e óculos escuros, esperando encostados em um carro, dentro do carro, havia uma mulher de cabelos azuis, de longe era difícil de se notar, porém seus braços pareciam estar amarrados.

- Catherine -

Um começo de manhã cotidiano para Catherine, a dor em suas costas era comum, porém o dinheiro adquirido era acima do normal, a sorte estaria ao seu lado? Tomava seus passos inicias como em todos dias, seu banho era como os de sempre, apesar do fato de seu shampoo ter acabado após essa lavagem, vestindo suas roupas e ficando pronta.

As luzes já não eram mais necessárias com o nascer do sol, que adentrava pela pequena janela presente em seu banheiro, desligando assim tudo e saindo de seu local.

Sua divida com Salvatore por pouco parecia tão perto quando se pensado no dinheiro que ganhou, porém ao se recordar da real imensidão que ainda devia voltava seus pés ao chão.

Durante sua caminhada, se deparava com um homem diferente, num rápido relance, podia ver um alto homem, usando óculos escuros logo cedo, o que podia dizer muito sobre sua noite anterior..., rapidamente ele sumia entre as pessoas.

Seguindo seu caminho, chegava até o Mazzafiato, local que normalmente se encontrava com o pessoal que trabalhava com seu chefe, adentrando e sentando, ela solicitava pelo dono, logo o atendente ia até os fundos.

Quando sentado na mesa ao lado, um capanga de Salvatore, abaixava seu jornal e olhando para a garota dizia, — Infelizmente Salvatore está ocupado hoje pela manhã, enfim, me passe o dinheiro... – ele jogava uma sacola sobre a mesa de Petit.

— Por sinal, ele tem um trabalho para você... – tomando um gole no café, voltava a falar, — Preciso que você cobre uma funerária que nos deve um certo valor, eles ficam aqui... – entregava um papel com o endereço e com o valor a ser cobrado, 200 mil berries era o preço a se cobrar - Normalmente eles pagam sem trazer problemas, fale com Dante, o dono, ele deve saber que hoje é o dia do pagamento... bom, se não souber, venha nos avisar... - Ele finalizava seu café, levantava e sai do local.

O garçom voltava e dizia, — Deseja comer algo senhorita ? - com o bloco de notas em mão, ele esperava pela resposta de Catherine


HistóricoInfo
Nº de Posts: 01
Ferimentos

  • N/A

Ganhos:

  • N/A

Perdas

  • N/A



Shinra Kishitani
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples GsjEE92
Créditos : 05
Re: I - Juros Simples Sex 14 Maio 2021 - 12:36






2° Delírio

A rotineira manhã não fugia do esperado a princípio, rituais como a higiene pessoal já haviam quase sido sacramentados e forjados em cada um de nós como parte essencial de nossa existência. Talvez isso fosse pelo melhor, como nos casos de paciente mais fragilizados ou extremamente desviantes do que chamamos de normalidade. Mas afinal, quem também seria eu para dizer alguma coisa? Estou aqui como qualquer outro, e começo a perceber que o quão diferente eu acredite ser não importe muito, do mesmo jeito que o caminho traçado pela borboleta não importava muito diante do vento forte, e sim a simples ação de seguir em frente. “Anota isso, anota isso. Essa linha de raciocínio dá uma poesia boa” Brahma se animava, apenas para ser ignorado enquanto eu seguia meus rituais matinais.

Encontrar o guarda após meu retorno à cela talvez tenha sido o maior alívio que tive em anos, e por mais controverso que isso possa parecer, aquele flagrante me deixou mais alegre do que assustado ou irritado. Por um lado, qualquer evento que quebrasse a normalidade já me parecia lucro, e ultimamente eu vinha colecionando esses momentos. E por outra perspectiva, aquilo me mostrou que eu havia me tornado parte presente da comunidade estabelecida no local, fosse nos bons e nos maus aspectos. Fazer parte de algo sempre me foi um direito negado desde o nascimento, e ali encontrei pela segunda vez alguma certa paz de espírito, mesmo que apenas percebesse isso em um momento de partida. Mas também haviam caminhos outros a serem traçados no “mundo dos vivos”, e questões hereditárias a serem resolvidas, logo o adeus deveria ser o mais breve possível. “Para de ser uma puta emocional, a liberdade tá aí na cara. Abraça ela e o resto que se foda” dizia Shiva com animosidade, sendo surpreendida no instante seguinte. “Por mais estranho que isso possa soar, concordo com ela. Larga um pouco essa síndrome de Estocolmo" argumentou Vishnu, que praticamente nunca concordava com nenhuma das duas outras vozes. “Tá...Ver vocês concordando me deu vontade de me internar de novo, inclusive creio que vá chover depois de um acontecimento atípico assim” eu disse ao dar fim à conversa.

Com o coração já controlado, e mais sóbrio dessa afetividade em clima de despedida, tentei me controlar melhor na presença da enfermeira. As palavras de incentivo dela me atravessaram com menos impacto do que as anteriores, embora ela explicitasse certa amistosidade muito mais do que o guarda que havia me visitado anteriormente. Vestir minhas roupas e ser escoltado fez com que eu me sentisse como um prisioneiro, e a retirada de algemas serviu simbolicamente como um marco da tão esperada liberdade, suposta liberdade que agora se via minada por assuntos familiares e monetários. “Talvez nós apenas pulamos de uma prisão para outra, esse é o nosso jeito de viver”, eu refletiria após ouvir a despedida da enfermeira. Acenaria para ela em despedida, em seguida olhando em frente e encarando minhas responsabilidades.

Ver dois homens de terno e um carro apenas podia significar duas coisas: “Você tá fudido” ou “Você deu a sorte grande”. Infelizmente eu e Vishnu concordávamos que o primeiro caso era mais possível. Em instante as desilusões de ser um mal entendido se esvaíram, afinal ninguém mandaria dois homens e um carro para buscar um pobre louco qualquer. Nesse momento as vozes na minha cabeça se desesperaram, por um lado podia ouvir Shiva gritando pra que eu fugisse naquele instante, pelo outro Brahma choramingando que o Hospital era mais seguro do que esse mundo injusto e cruel. A voz de Vishnu foi a que mais me ajudou, me instruindo a manter a calma e adentrar no carro. “C’est la Vie. Se você fugir, na melhor das hipóteses vai tomar uma surra. O melhor é seguir e obedecer, depois pensamos em algo” disse Vishnu tentando me acalmar. Decidi então seguir suas instruções, acompanhado as duas figuras intimidadoras.

Me aproximaria do carro, olhando os dois homens sem encará-los nos olhos, e em seguida tiraria o maço de cigarros do bolso, oferecendo um cigarro para cada um. “Isso, dá cigarro pros caras que futuramente vão quebrar sua cara. Jogada genial” Shiva me provocava. De qualquer forma, se algum deles aceitasse, eu usaria um fósforo e tentaria acender seu cigarro usando a chama do fósforo. Independente dos seus interesses em meus cigarros, eu entraria em seguida no carro, observando então a moça de cabelos azuis. Ofereceria também um cigarro à ela, mesmo que suas mãos estivessem atadas, também acendendo o fumo para a moça caso aceitasse. Após as devidas cortesias, acenderia um cigarro para mim mesmo, e começaria a tragá-lo, tentando jogar as cinzas pela janela ou em um cinzeiro. Permaneceria então em silêncio até chegar no meu destino, quer dizer, não que eu tivesse outra opção senão permanecer em silêncio. E mesmo após sair do carro, me deixaria conduzir pelos homens de preto, tendo a esperança que me levassem ao chefe deles ou algo do tipo. Antes de qualquer tipo de negociação ou conversa, utilizaria linguagem de sinais para perguntar “Alguém aqui fala a Língua de Sinais?”. Se ninguém respondesse, eu apenas apontaria para minha garganta e faria que “não” com os dedos, consequentemente gesticulando o ato de escrever com uma das mãos. Normalmente isso era o bastante para que entendessem que eu era mudo e que podia me comunicar a partir da escrita.



Histórico:
Nome do Player: Shinra Kishitani
Nº de Posts: 2
Nº dos Posts até limite de Dependência: 2/10
Ganhos: N/A
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A
Relações: N/A

Legenda:
"Pensamento de Luc"
"Pensamento de Shiva"
"Pensamento de Vishnu"
"Pensamento de Brahma"

_________________

I - Juros Simples YseNzY9
Admin
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples GRh51xf
Créditos : 25
Localização : Sirarossa
AdminAdministrador
https://www.allbluerpg.com/t270-bjarke-hallet-flamesguard https://www.allbluerpg.com/t299-i-juros-simples#870
Re: I - Juros Simples Sex 14 Maio 2021 - 16:05






O diabo mora nos detalhes

Vaguear pelas ruas de Sirarossa era sempre uma experiência interessante, embora nem sempre fosse agradável. Não importa qual direção os ponteiros do relógio apontem, as ruas da cidade provavelmente estarão lotadas, de forma que, ao abrir caminho entre os transeuntes naquela manhã, Bjarke podia se sentir como uma formiga em uma colônia de concreto. Esse caos urbano lhe agradava, apreciava a oportunidade de ver centenas de rostos diferentes ao colocar o pé para fora de casa, já que assim não se sentia sozinho. Alguns rostos eram belos, outros horrendos, outros... Exóticos? No fim, o certo era que toda vez podia apostar que alguém se destacaria em meio ao mar de gente e causaria uma impressão forte o suficiente para assegurar um lugar em suas memórias, um garoto inocente correndo atrás de um balão, uma bela moça que torcia para que lhe visitasse em seus sonhos ou, nesse caso, uma figura caricata com uma tatuagem em seu rosto.

Estaria com largo sorriso no rosto antes de adentrar na funerária, afinal, parecia que a sorte havia lhe sorrido no dia em questão. A vida não passava de um conjunto de pequenos detalhes, e os pequenos detalhes dessa manhã haviam sido bastante generosos, havia acordado perto de casa, achado um cigarro solto e um fósforo, haviam bolachas na dispensa, conseguiu alugar os livros que desejava, em suma, tudo parecia ocorrer de forma mais que perfeita antes de chegar na funerária.

Adentrava em seu local de trabalho com naturalidade, afinal, tratava-se praticamente de sua segunda casa. Ao ver Dante, esboçava um singelo sorriso, tinha um grande apreço pelo homem, que era provavelmente o mais próximo que já teve de um pai. Sua repreensão inicial não o assustava, afinal, conhecia Dante bem demais para cair nessa brincadeira, a menção a Fleur, entretanto, o assustava bastante e fazia um frio correr por sua espinha. A relação de Bjarke com Fleur era um elefante na sala, o jovem não fazia ideia se Dante sabia o quão próximo eles eram, ou melhor, haviam sido e também nunca fez questão de deixar isso claro, além disso, o fato de Fleur não ter aparecido ainda e as suas memórias da noite anterior estarem um tanto quanto turvas não ajudavam a tranquilizar a situação. Apesar do cenário desfavorável, respiraria fundo e, rapidamente, usaria os artifícios que tinha para tentar contornar esse problema.

Removeria os óculos escuros de sua face por um momento, mostrando seu rosto a Dante e tentando simular um semblante de cansaço, o que não deveria ser uma tarefa tão difícil assim considerando o estado em que se encontrava ao acordar. - Sim, foi uma noite horrível na verdade, tinha um casal de gatos no telhado da casa e eles não paravam de miar, não consegui pregar os olhos por um instante. - Sem hesitar, começaria a vasculhar sua bolsa, enquanto continuava falando com Dante. - Ela realmente passou lá em casa ontem a noite para me dar um presente... - Achando o livro que versava sobre esculturas, mostraria ele para o homem. - Isso aqui! - Afirmaria alegremente, com um sorriso no rosto. - Ela falou que viu por aí e se lembrou de mim, as vezes eu fico espantado em como ela consegue ser tão atenciosa e generosa. - Apesar da grande mentira que havia elaborado para encobrir a si mesmo e Fleur, a última parte da declaração era verdadeira e talvez isso fosse perceptível no carinho que exibia em sua voz.

Determinado a encerrar a conversa rapidamente, Bjarke colocaria um sorriso sereno no rosto, tentando demonstrar que tudo estava bem. - Eu não faço ideia de onde ela está agora, mas ela deve passar por essa porta a qualquer momento. Eu posso assumir o lugar dela e ficar no balcão até ela chegar, não precisa se preocupar com isso. - Sem esperar uma respostas de seu patrão, Bjarke caminharia para a parte de trás do balcão, colocando o óculos mais uma vez em seu rosto e começando a leitura do livro que já levava em mãos. Caso notasse que o homem continuava preocupado, faria questão de tranquilizá-lo. - Ela vai chegar em breve, tenho certeza, até lá eu posso cuidar de tudo, não precisa fazer essa cara. - Apesar de seu aparente otimismo, se preocupava bastante com o paradeiro de Fleur e, enquanto lia, se esforçaria para lembrar da noite anterior, afinal, genuinamente não fazia ideia do que tinha acontecido, sua única lembrança concreta era despertar sozinho na manhã em questão, o que provava ao menos que Fleur não havia dormido com ele.

Apesar de angustiado, não tinha nada que pudesse fazer além de esperar e tentar se lembrar de algo, enquanto isso, continuaria lendo o livro e ficaria em prontidão para receber qualquer cliente. Se alguma figura estranha adentrasse na funerária, recepcionaria quem quer que fosse com um grande sorriso no rosto e todo carisma que era capaz de empregar. - Seja muito bem-vindo, em que posso ajudá-lo? - Escutaria o cliente com atenção e faria o que estivesse ao seu alcance para ajudar. Caso visse Fleur passar pela porta, respiraria aliviado e diria, com um claro tom de deboche. - Bom dia, flor do dia! - Observaria bem a reação da mulher, para perceber se ele havia feito algo de errado ou não. Assim que visse uma oportunidade de ficar a sós com Fleur, se não tivesse conseguido se lembrar de nada, perguntaria com sinceridade. - Você passou lá em casa ontem mesmo? Eu confesso que a minha memória não é das melhores. - Esperava que ela não ficasse ofendida com a pergunta, mas, de toda forma, continuaria, agora com um sorriso no rosto. - Ainda bem que você está bem, nós ficamos preocupados, mas, já que está aqui, pode me lembrar o que aconteceu? - Se Fleur não desse nenhum sinal de vida, ficaria extremamente preocupado, mas não havia nada que pudesse fazer para lidar com essa situação se não se lembrasse de nada.    



Histórico:
Nome: Bjarke Hallet Flamesguard
Número de Posts: 2
Ganhos:
● 1 Cigarro
● 1 Fósforo
● 1 Óculos Escuro
● Livro de Carpintaria
● Livro de Escultura
Perdas:
N/A
NPC's:
N/A
Ferimentos:
N/A
Dependência:
2/10


Última edição por Admin em Seg 17 Maio 2021 - 2:17, editado 1 vez(es)

_________________

I - Juros Simples WcCcIuX
Catherine
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples 484e66abbd9bf25a6e4484da58bd46cc1e50c13b
Créditos : 13
CatherineAvaliador
https://www.allbluerpg.com/t320-catherine-petit-barozzi-n https://www.allbluerpg.com/t299-i-juros-simples
Re: I - Juros Simples Sex 14 Maio 2021 - 21:58







Ato II.



Sem dizer mais nada, o atendente me deixava sozinha, seguindo até os fundos do restaurante. - Hm? - Levava a mão destra até o rosto, assoprando com a boca aberta contra a palma, numa tentativa de verificar se tinha algo de errado com o meu hálito apesar de eu ter tomado banho há pouco tempo. "Que seja...", cruzando as pernas, puxaria um menu próximo para que pudesse verificar o que eles poderiam ter para o meu desjejum.

- Infelizmente Salvatore está ocupado hoje pela manhã... - A voz surgia de uma mesa ao lado, onde um homem abaixava o seu jornal para falar. - Enfim, me passe o dinheiro... - Ele finalizava, indo diretamente ao ponto e jogando uma sacola sobre a minha mesa. Aquela abordagem não era algo inédito, sem dúvidas, e nem sequer era algo assustador, mas a forma como me tratavam era algo a me tirar do sério. - Veja bem...! - Até começava a esbravejar o meu xingamento, mas acabava parando no exato momento em que o homem falava a palavra "dinheiro".

- Por sinal, ele tem um trabalho para você... - Bem, pode ser que ele não tenha dito exatamente a palavra "dinheiro", mas é como tinha soado para mim, e ficava ainda mais feliz ao ouvir a parte do "dinheiro fácil" logo em seguida. - Preciso que você cobre uma funerária que nos deve um certo valor, eles ficam aqui... - Um sorriso rapidamente se abriu de meus lábios enquanto puxaria o papel com as informações para um dos meus bolsos.

- Fufufu... Uma funerária, é? - Diria, recolhendo a minha carteira e a abrindo meio inclinada para mim, de forma a evitar que o homem a visse. Retiraria dali uma quantia de 150.000 e a depositaria no interior da sacola que havia sido entregue por ele, fechando minha carteira e, em seguida, a sacola. - Vai ser fácil... Toma aqui. - Diria, entregando-o a sacola com o dinheiro. - É tudo o que eu tenho. - Não conseguiria evitar de soltar um breve sorriso ao dizer aquilo, sem dúvidas imaginando estar por cima naquela relação de cobrança, mas, no fundo, era dolorido ter que entregar boa parte do lucro da última noite de apostas.

Ao ser questionada pelo garçom, que logo retornava, já estaria me colocando de pé. - Estou sem fome, obrigada. - Lançaria um sorriso de canto para o agiota ao colocar-me de pé e desfilar em direção à porta, de maneira provocante.
- Vamos ver onde fica esse lugar... - Pegaria o papel informativo, verificando o endereço e logo de cara tentando identificar se era algum canto próximo. - Droga, que filho da puta. - Diria, caso percebesse que era em algum canto longe demais para apenas dez minutos de caminhada. "Deve ter me mandado ir lá porque tá com preguiça de andar, agiota corno."

De qualquer maneira, tomaria a minha caminhada pelas ruas da ilha de forma calma, tentando não me esforçar muito para manter a aparência digna e o cheiro de banho recém-tomado até que tivesse que realizar qualquer interação social. Não teria pressa e faria quaisquer voltas fossem necessárias para evitar os possíveis rios que pudessem passar pela cidade no caminho até a funerária, buscando cruzar pontes e apreciar de belas vistas.

- Com licença. - Diria após empurrar a porta de entrada do estabelecimento e adentrar o local. Daria uma breve olhada em volta, sem qualquer discrição, tentando avaliar a classe financeira daquele lugar em apenas alguns olhares. É claro que eu não era ninguém muito capaz de julgar riquezas, mas com certeza sabia se algo era bonito ou não. Assim o faria também ao olhar os móveis, funcionários e seus possíveis uniformes, caso existissem. - Quero falar com o Dante. - Diria, procurando algum lugar próximo para me sentar, possivelmente algum sofá? Que tipo de funerária não teria um sofá para que os aflitos possam chorar suas perdas com comodidade? - Diga a ele que ele possui pendências com Salvatore. - Concluiria para algum funcionário próximo, sentando-me, se possível, e cruzando as pernas de maneira elegante. - Dia do pagamento. - Diria, ao invés da frase anterior, caso o próprio Dante estivesse no local.





---

Histórico
Número de posts: 2
Ganhos: • 150.000 no pagamento da Dívida.
Perdas: • 150.000
HP: 140
Stamina: 100
Relacionamento:
Relacionamento:





_________________

I - Juros Simples VmgaKUK
Jean Fraga
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples UdcmuNR
Créditos : 01
Jean FragaEstagiário
https://www.allbluerpg.com/t581-maximus-cavendish-ito-iv https://www.allbluerpg.com/t301-os-monarcas-i-efeito-borboleta
Re: I - Juros Simples Sab 15 Maio 2021 - 18:43


1 - Juros Simples


- Bjarke -

Era pego de surpresa com as falas de Dante, porém, Bjarke conseguia brevemente acalmar o homem com sua explicação, — Mmmmmh, certo, ela pode ter ido para a casa mãe dela talvez, certo... fique no balcão então, vou ir comprar alguns matérias que estão fazendo, cuide de tudo...

Dante pegava seu chapéu e um sobretudo que estava apoiado sobre a cadeira do balcão, saia pela porta, ficava Hallet e a responsabilidade de cuidar de tudo enquanto Fleur e Dante estavam fora.

O tempo passava, nada de sua garota aparecer, o livro era lentamente consumido, como um cigarro, que aos poucos ia se esgotando, Bjarke ao balcão, se recorda de uma coisa, de fato Fleur foi o ver, porém ela parecia em suas lembranças nervosa e com uma certa pressa.

Quando o sino presente na porta sinalizava a chegada de um possível cliente, era uma mulher, que ele já havia visto antes pelas ruas de Sirarossa.

- Catherine -

Catherine era pega de surpresa pelo agiota, ainda assim, pagava-o certa parte da sua dívida, ainda que mentindo sobre aquilo ser tudo que ela teria, ao levantar e esperando ver o capanga de Salvatore, assim como ele, alguns clientes haviam sumido, já o garçom parecia mais calmo naquele momento.

O local era perto e andando pelas ruas, podia apreciar parcialmente a beleza daquela ilha, muitas pessoas andavam pelas ruas naquele momento, andando entre as construções, ela chegava na funerária, com uma faixada pouco chamativa, mas bem arrumada e limpa.

Adentrando se deparava com um homem que antes havia visto, um ficando de frente para o outro. Assim como quando olhou o lado de fora, vendo como era o interior, podia notar que o lugar era bem arrumado, não exatamente demonstrava a posse de um bom dinheiro, mas não haviam coisas quebradas, manchadas, ou velhas por lá.

-Luc de Marc -

Havia ganhando na mega sena da vida? Ou aquilo que via a sua frente seria uma nova prisão de Luc? Ele e muito menos seus pensamentos sabiam ao certo a resposta correta, porém, a vida e suas incertezas são a grande magia de estar vivo e não apenas sobrevivendo.

Se aproximava de cabeça baixa, quando o homem da esquerda botava a mão dentro de seu sobretudo, puxava então um caderno de couro, junto de uma caneta, entregando para Marc, enquanto isso o homem a direita dava uma leve risada enquanto botava a mão sobre o ombro de Luc, — Seja bem vindo ao mundo novamente! – puxava um cigarro do maço do jovem e acendia com seu isqueiro.

— Vamos entrando... – O homem que antes o entregou o caderno abria a porta de trás do carro, — Contamos o resto durante o percurso....

Todos em seus lugares no carro, a garota movia seu rosto ao lado em negação, ela parecia nervosa, o carro partia, deixando o hospital a cada instante mais longe, ficando no fim, um pequeno ponto branco, o homem do cigarro que agora estava dirigindo enquanto fumava dizia, — Pode me chamar de 13, esse ao meu lado é o 15, a garota ao seu lado é nossa acompanhante....

O 15 continuava a conversa, — Em breve você conhecerá Kenway, quem lhe deu a ‘liberdade?’ chame como quiser, por hora, tenho um trabalho para você, prove sua lealdade, - tirando de seu sobretudo, ele entregava uma foto da garota ao lado dele - É bem simples, te deixaremos a frente de um local, uma funerária, eles têm um dinheiro, que bom, precisamos que você consiga, use essa foto como ferramenta, essa garota... digamos que é importante para o dono do local.

— Diga... não, perdão... escreva que precisa do dinheiro de Salvatore, simples, não é? Tome, isso pode te ajudar também. – Entregava um canivete a Luc.

Finalizando dessa vez, 13 falava, — A garota ficará conosco, pelo menos por enquanto, falando nisso, chegamos! Boa sorte em seu primeiro trabalho. – Mal teve tempo de olhar a paisagem, muitas informações eram entregues a Marc após essa conversa.

A garota com as mãos amarradas tentava segurar o homem, como se pedisse por ajuda, o copiloto olhava para trás e logo ela o soltava, — Não nos decepcione De Marc. – Sorrindo ele se esticava e abria a porta para o jovem, que logo saia, a porta se fechava e o carro saia rapidamente.

Parado de frente com a funerária, podia ver pelo vidro da janela outras duas pessoas lá dentro, uma melhor dos cabelos ruivos e um alto homem de cabelos pretos, o céu aos poucos se fechava, trovejando e lentamente algumas gotas se batiam com o corpo de Luc.


HistóricoInfo
Nº de Posts: 02
Ferimentos

  • N/A

Ganhos:

  • N/A

Perdas

  • N/A



Shinra Kishitani
Ver perfil do usuário
Imagem : I - Juros Simples GsjEE92
Créditos : 05
Re: I - Juros Simples Sab 15 Maio 2021 - 21:46






3° Delírio

Não tomar uma surra bem na frente do hospital foi um bom começo, bom o suficiente para ser suspeito. Mas sinceramente, eu não me importava com delírios paranóicos desde que minha cara não terminasse no asfalto ou no fundo de uma cova. O Caderno de Couro e a Caneta me pareceram mais cortesias estranhamente bondosas, o que incentivava Brahma a se retrair de sua posição apavorada e a cantar certa vantagem. “Viu, Shiva? Eu disse, ganhamos na sorte grande. Parece que temos um par de seguranças e um carro para nos escoltar de volta à nossa confortável vida de luxo. Certeza que Theodore nem lembra mais do tiro no joelho, provável que vá nos receber de braços abertos” monologou a voz enquanto se perdia em tanta alegria. “Ainda acho que não existe almoço de graça. Esses dois engravatados podem nos enviar pra cova antes de você conseguir dizer ‘Theodore’. Inclusive, mantenha esse maldito nome longe de mim” respondia Shiva, quase paranóica de que existia algo de errado.

Enquanto as duas vozes discutiam, eu me preocupava com a garota de cabelos azuis. Ela parecia bem nervosa, e dentro daquela situação ela parecia ser a peça que não se encaixava. Minha vontade era de perguntar se ela estava bem, mas o desenvolver da conversa foi deixando claro que seu lugar ali era de submissão desconsentida. “Luc, eu sei que isso não cheira bem, mas não vamos colocar a carroça antes dos cavalos” Vishnu me lembrou, quase como se percebesse que eu estava propenso a fazer alguma besteira. De qualquer forma, tudo que eu podia fazer no momento era me dissociar da imagem da garota, tentando me focar no resto da situação, e principalmente nos dois homens que vieram me buscar.

Seus nomes não eram as coisas mais informativas do mundo. Na realidade, aqueles numerais me passavam certa impressão de despessoalização deles, quase como se fossem descartáveis ou irrelevantes dentro de um cenário maior. Essa era uma sensação que me era familiar, já que a experiência de viver naquele hospital foi praticamente similar, a uniformização e padronização não era tão diferente. Seja como fosse as analogias que minha mente fizesse, eu sabia que as figuras não me apresentavam um risco imediato, e isso já era o suficiente para mim. Fora isso, o resto das informações que me deram pareciam bem diretas: Eles pareciam trabalhar para um tal de Kenway; Por alguma razão, eles esperavam alguma prova de lealdade por minha parte; E precisavam que eu agisse como um cobrador ou algo do tipo. Olhe bem, trabalhar por uma dívida não me parecia um problema, mas a situação parecia peculiarmente estranha, e além de confuso eu não sabia muito bem como me sentir ou o que fazer. “Será que o mundo virou um lugar tão estranho de repente?" era tudo que conseguia pensar até chegar no meu destino.

O canivete e a foto da garota deram um tom macabro ao que eu talvez estivesse sendo passivamente obrigado a fazer. “Sério cara? Canivete… Foto de refém… Tá faltando só um sobretudo e uma carteirinha da Associação de Molestadores Anônimos. Mas sério mesmo, entra lá e faz isso o mais rápido possível” Shiva me aconselhava com um tom cômico, já Brahma parecia dançar entre apoiar os homens engravatados e evitar problemas. “Luc, esquece o que essa doida disse. Você deve ter dinheiro em algum lugar ainda, mesmo que em uma daquelas contas não tão oficiais da sua família, você paga os engravatados e diz que pegou o dinheiro da funerária. Você não precisa fazer isso desse jeito, não mesmo.” Brahma quase me implorava. No momento eu me via de frente a essas duas opções, e conforme o carro partia eu devia escolher um caminho. Fosse por não querer me envolver em mais problemas do que já tinha, ou por duvidar da boa vontade dos meus falecidos pais ou de Theodore, eu decidi que faria o que pediram.

Pisar em uma rua depois de cinco anos foi de fato uma sensação intensa. Nem boa, nem ruim, mas intensa. O silêncio e o espaço fechado do hospital tinham me feito esquecer de quanto tudo era tão barulhento, detalhado, cheio e vivo. Era bom respirar o ar da liberdade em meus pulmões, ouvir os sons da cidade e ver o mundo dos vivos novamente. De qualquer forma, guardaria a foto e o canivete em meus bolsos, e daria um último trago no cigarro antes de jogá-lo no chão e apagá-lo. “Lá vamos nós” pensaria, analisando bem o que pudesse ver pela janela, aguardando alguns segundos caso conseguisse ouvir alguma conversa mesmo do lado de fora, e então entrando no local.

O canivete me era meio inútil, já que eu me cortava até mesmo tentando descascar uma maçã, então usá-lo em uma possível luta era impensável. Na realidade, qualquer cenário que resultasse em uma briga seria minha ruína, já que conflitos braçais nunca foram o meu forte. Tendo isso em mente, analisaria bem o local ao entrar, e me dirigiria a qualquer coisa que lembrasse um balcão ou mesa de atendimento, tendo esperança que algum atendente estivesse presente. Primeiro ofereceria um cigarro a cada pessoa presente, tática que parecia ter funcionado com os homens de mais cedo. “Olha… Eu até tiraria sarro com a sua cara de novo por oferecer cigarros, mas o tempo me provou idiota” confessou Shiva, o que despertou um surto de gargalhadas de Brahma. Depois dos devidos cigarros oferecidos, perguntaria em linguagem de sinais “Alguém fala linguagem de sinais?”. Caso ninguém falasse, depositaria o caderno e a caneta em uma superfície próxima de mim, mas na possibilidade de que alguém falasse linguagem de sinais, enunciaria minhas frases seguintes em gestos e sinais. Com caderno e caneta depositados, começaria a escrever: “Sou mudo, então espero que não cause problemas me comunicando assim”. Após terminar de escrever a sentença, a apresentaria para todas as pessoas presentes na sala. Então prosseguiria escrevendo: “O dono desse lugar tem pendências com Salvatore, vim coletar a taxa. Espero que não seja um problema”. Apresentando a sentença novamente para todos presentes. Caso me perguntassem quem sou, escreveria: “Apenas alguém fazendo seu trabalho”.

Tentaria evitar problemas ao máximo, coletando o dinheiro na ocasião dele me ser oferecido e saindo o mais rapidamente possível do local. Os homens não tinham me falado nada sobre quantias ou algo do tipo, e não me daria ao trabalho de inferir sobre valores nem nada do tipo. Caso alguém tentasse me agredir ou me agarrar, tentaria me esquivar sem muita esperança, apenas tentando ter certeza de que pudesse pegar meu caderno e escrever “Não matem o mensageiro, não sei de nada”.



Histórico:
Nome do Player: Shinra Kishitani
Nº de Posts: 3
Nº dos Posts até limite de Dependência: 1/10
Ganhos: Caderno e Caneta (Post 2); Canivete (Post 2)
Perdas: Cigarros (2 no Post 2)
Ferimentos: N/A
Relações: N/A

Legenda:
"Pensamento de Luc"
"Pensamento de Shiva"
"Pensamento de Vishnu"
"Pensamento de Brahma"

_________________

I - Juros Simples YseNzY9