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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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Recomeços Ter Jun 14, 2022 9:48 am
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Aqui ocorrerá a aventura Fechada do(a) Civil Yuko Tsukumo. A qual não possui narrador definido.

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Re: Recomeços Qui Jun 23, 2022 11:30 pm

Recomeços | Post - 01.

Andava para fora da embarcação com as mãos em meu bolso, estava visivelmente exausta das horas de trabalho porém o banho após todo esse esforço ajudou a relaxar. Sairia andando do porto em direção ao bar, apesar de já estar tarde não me preocupava com a hora, só buscava andar tranquilamente até o local, evitando qualquer confusão mesmo que ela viesse até mim. - "Será que ele já está lá? Preciso falar com ele, andar com essas armas pra lá e pra cá vai ser ruim, precisamos vendê-las pra ajudar na grana…" -

Passo a passo iria me aproximando mais e mais até que já fosse possível ouvir o som da farra, pelo menos esperava ouvir, já que estava contando com que o mesmo estivesse aberto; mas se não fosse o caso, procuraria me sentar no chão encostada na parede do mesmo, esperando por Frank, caso o mesmo já não estivesse por lá.

Tendo chego ao bar sem muitos problemas, adentraria o mesmo já aproveitando pra analisar toda o ambiente localizando as pessoas, ações das mesmas e possíveis "encrencas". Estaria a princípio procurando por Frank, mas se não o encontrasse, me sentaria onde tivesse espaço para duas pessoas, podendo ser tanto na copa quanto em alguma mesa, e aguardaria o mesmo chegar.

Estava cansada e nada é melhor do que beber uma cerveja para relaxar, por isso pediria uma cerveja para aproveitar enquanto esperava Frank, que por acaso estaria demorando… - "Ele não é de se atrasar, eu demorei mais do que deveria pra sair do barco e chegar aqui, será que ele esqueceu?" - A incerteza de uma situação sempre é frustrante, ainda mais nesses casos quando se conhece a pessoa, mas de fato era estranho a demora dele. Esperava por mais alguns minutos enquanto terminava a cerveja, porém se passasse da primeira hora e o mesmo não tivesse aparecido, iria me levantar da cadeira expressando uma certa preocupação, ao mesmo tempo que deixaria o valor de B$ 50.000 na mesa/balcão e sairia rapidamente do bar. - Merda Frank, aonde você se meteu?! - Diria baixo pra mim mesma, enquanto olhava todo o arredor esperando vê-lo se aproximando, mas se não fosse o caso, partiria andando até nossa "casa" de forma acelerada e continuava procurando nos arredores. Evitaria todo problema no caminho para que chegasse o mais rápido ao local, e ao chegar, chamaria por seu nome bem alto enquanto vasculhava o lugar atrás de Frank ou qualquer outra pista do mesmo.

- Finalmente chegou, achei que precisaria ir em "casa" pra te acordar. - Diria, deixando escapar leves risadas no final da frase. De certa forma estaria aliviada por Frank ter chego ao Bar bem e sem nenhuma preocupação. - Me conta, o que estava fazendo? O que fez hoje? - Quando estou ao lado de Frank é um dos poucos instantes onde sou eu mesma, sem pressão alguma. Procurava saber sobre seu dia antes que começasse a falar sobre minhas horas de trabalho. - Foi cansativo no geral, porém me rendeu muito mais do que esperava… - Diria pegando uma das pistolas que peguei no barco, mostrando para ele de forma discreta, a guardando logo em seguida. - Vamos vendê-la, deve nos dar uma grana boa, e podemos usá-la para começarmos nossos planos. Não aguento mais ficar desse jeito, levar essa vida, precisamos… Precisamos nos ajeitar, e para isso vou precisar de uns preparativos antes. Muitos, na verdade. O que você acha? -

Legendas:
- Falas.
- "Pensamentos."

Yuko Tsukumo:

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Re: Recomeços Sab Jun 25, 2022 1:58 pm

Já era noite na ilha de Sirarossa quando Yuko desceu pela rampa do navio e se encaminhou rumo ao conhecido bar dela e do seu irmão. A noite estava levemente fria, com a brisa noturna puxando com delicadeza as vestes da jovem. As ruas bem iluminadas, com a sempre presente fragrância de vinho no ar, dava à cidade um ar alegre e até mesmo festivo, apesar de não haver tantas pessoas assim nas ruas.

Um bêbado, com uma garrafa de vinho em mãos, vinha na direção contrária à moça e lhe dava um largo e charmoso — na sua cabeça — sorriso, começando a cambalear em sua direção. Quando próximo o suficiente, a luz refletiu nas cicatrizes da lutadora e o mesmo se afastou rapidamente, enojado.

Sem imprevistos, ela chegava ao bar e via Frank encostado no balcão, conversando com o dono do lugar. O mink lhe dava um sorriso e gesticulava para que a jovem o esperasse. Yuko sentava-se em uma mesa redonda no canto e aproveitava o momento para observar os arredores.

O bar tinha um teto baixo e era feito principalmente de carvalho, já escurecido devido ao tempo. Uma dúzia de mesas redondas preenchiam o largo salão, com uma única e grande mesa retangular no canto, para festas e afins. A maioria dos clientes eram mafiosos da família Nava, com seus ternos e gravatas e conversas sussurradas. Alguns poucos eram civis comuns da ilha, trabalhadores livrando o seu cansaço do dia com uma garrafa ou duas daquele precioso líquido carmesim.

Frank se aproximou com um largo sorriso no rosto. Em suas mãos havia uma garrafa de vinho, duas taças vazias e uma pequenina taça preenchida com um líquido tão suave e delicado que sequer parecia ser um vinho. Yuko, por já morar naquela ilha a alguns anos, sabia exatamente o que era aquilo: Nava Vitae!

Ele colocava a pequena taça próxima à Yuko e enchia as duas outras com o vinho da garrafa, colocando-a no centro da mesa. — Para comemorar seu primeiro serviço. — Dizia ele, apontando para o Nava Vitae. — Consegui fazer com que o Bob tirasse do seu estoque por um preço camarada! — Ele ria mais um vez, na expectativa de ver a reação da humana ao tomar aquele vinho tão cobiçado. Alguns risos vieram do outro lado do bar, sem motivo aparente.

Ah, hoje eu não fiz muito, para ser sincero. Rodei pela cidade e fiz alguns bicos para os Navas. — Ele via o revólver de relance e levantava o lábio em aprovação, antes de dar o primeiro gole em sua bebida. — De fato, um bom começo. Qual o próximo passo? — Indagou, dando mais um gole.

Passos se aproximaram da dupla e três homens pararam a um passo da mesa. O do meio falou: — Ei, ei, ei! É isso mesmo o que eu vi? — Ele falava, com o bafo de alho e álcool sendo pior do que um tapa na cara da jovem. — Um cão e uma cadela bebendo do melhor vinho dos Nava? — Os dois ao seu redor riam e a menção à família atraía os olhos dos mafiosos. — Assim os Nava vão à sarjeta! — E mais uma vez os outros dois riam.

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Re: Recomeços Seg Jun 27, 2022 2:29 am

Recomeços | Post - 02.

A pouca movimentação, a brisa gélida, a fragrância do vinho… Era uma bela noite para descansar. - Frank… Não precisa gastar com essas coisas, você sabe que não me importo com isso… Mas obrigado mesmo assim. - Dizia em um tom leve enquanto pegava a taça e dava um gole no vinho. - Perfeito. - Falava enquanto abria um grande sorriso no meu rosto. O momento estava ótimo, estar ao lado de Frank é sempre maravilhoso, mas é como dizem… "Tudo que é bom dura pouco."

- "Porra de bêbados…" - A princípio procurei não me estressar quando o grupo inconveniente chegou, e apesar de estragarem o vinho com o odor repugnante de suas bocas, não poderia aceitar as merdas que falavam. Após terminar um gole, levaria a taça até a mês e então apoiava minhas mãos sobre a mesa ao mesmo tempo que levantava e olhava diretamente nos olhos do homem do meio. - Não sei se percebeu, mas está atrapalhando. Eu aconselho a vocês que se retirem, mas se quiserem tenho uma resolução muito especial. Quebro as pernas de cada um e depois os levo na cadeira pra fora, uma gentileza da minha parte não acham? - Tanto meu olhar, quanto minha expressão e minhas falas transmitiriam a seriedade e a frieza que eu buscava passar, aliás não devia ser difícil assustar um bando de criança, porém se essas crianças continuassem pegando no meu pé, me sentaria novamente enquanto segurava a mesa com toda minha força. - Muito bem Frank, vou dar sua chance de resolver antes que eu precise manchar minhas roupas novamente. - Esperava que ele os mandassem embora, principalmente porque não estava no clima pra brigar agora.

Independente da situação, assim que me livrasse dos bêbados, terminaria o vinho na taça para poder ir direto aos negócios. - Bom, esperava que você tivesse alguma ideia de onde ir pra vender essas armas, não queria ficar procurando pra todo lugar… - Eu sabia que Frank já teria se habituado com a ilha, e tinha um bom conhecimento da mesma, porém não é normal se ver um vendilhão de armas, por isso não reclamaria caso o mesmo não tivesse nenhuma informação que seja. - Certo. Então precisaremos procurar… Antes, perguntarei ao Bob, alguma informação ele deve ter, impossível ser dono de bar e não ouvir nada do tipo, ainda mais aqui em Sirarossa. - Diria isso ao mesmo tempo que me levantava e partia em direção ao balcão do bar. - Bob? Tô precisando de uma ajudinha. - Chamaria pelo mesmo, o esperando caso não estivesse ali no momento. - Boa noite, então, tô precisando de um lugar pra vender umas armas. Consegue me ajudar? - Esperava pela resposta dele, e independentemente se fosse uma afirmação ou não, o agradeceria de toda forma pelo tempo e pelo vinho, me dirigindo para a saída enquanto chamaria Frank com a cabeça.

Caso conseguisse alguma localização não importando a fonte, já começaria a caminhada, porém se fosse o caso de não conseguir nada, começaria a caminhar pra qualquer direção, buscando meios lógicos como becos escuros ou locais que chamassem pouca atenção por fora para tentar achar algum local de venda de armas ou novos possíveis informantes nos Pubs da noite.

Legendas:
- Falas.
- "Pensamentos."

Yuko Tsukumo:

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Re: Recomeços Seg Jun 27, 2022 9:33 pm

Yuko podia ter sido tocada pelo fogo, mas seus olhos eram tão gélidos quanto a mais fria ilha da Grand Line. Sua ameaça surtiu efeito e, por um breve momento, curou o trio do alcoolismo. — É-é-é melhor ouvir ela, cara! — Falou o da esquerda. — Tem razão. P-perdão! — Frank apenas riu, apreciando o seu vinho. O trio se encaminhou à Bob, pagaram e foram embora, percebendo que já haviam passado do saudável. Dois dos mafiosos também saíram, pouco depois. Que coincidência.

Mas voltando ao seu vinho e à sua conversa, Yuko perguntava ao mink sobre um possível comprador. — Comprador é fácil. Há, o quê? Seis? Oito? Lojas de armas pela cidade. A maioria, senão todos, comprariam facilmente. — O mink bebia mais um pouco de vinho, voltando a encher sua taça e enchendo a da jovem, caso ela quisesse. Aproximava-se um pouco mais dela, então, e voltava a falar num tom mais baixo. — Também conheço um cara que conhece um cara… Podemos ir agora e ele pode até mesmo ter um outro trabalho para você. O que acha? — A lanceira parecia ansiosa para vender os dois trabucos em sua posse e o mink riu novamente. Os dois terminaram o vinho e Frank liderou a dupla.

O vinho que Yuko tomou parecia fervilhar em seu estômago, enviando um calor acolhedor por todo o seu corpo, a fazendo se sentir satisfeita e motivada. Realmente era uma bebida única. — Vamos para um canto um pouco… soturno da cidade. — Disse o Mink, quebrando a introspecção da mulher. — Preciso conversar com o segurança, se é que ele pode ser chamado assim. — Ele ria mais uma vez, embora a piada passasse despercebida para Yuko. — Então você vai ter que entrar e se virar sozinha com o vendedor. — Após um momento, ele completava: — Ah… Eu não estou lhe avisando por ser perigoso, apenas por lhe avisar mesmo.

A dupla andou por vielas mais e mais escuras e sujas, até que que um punk de cabelo laranja puxou uma arma para os dois. — OPA! QUER LEVAR BALA, OTÁRIO? — Frank colocava uma mão à frente da sua irmã, talvez já esperando por uma resposta ou ação dela, e respondia: — Calma, Papito. É o Frank! — O mink baixava o capuz, como se os seus quase três metros de altura e sua voz grave já não fossem prova o suficiente. — Minha irmã veio negociar uns trabucos com teu chefe.

O punk baixava a arma, ainda com uma careta de poucos amigos, e comentava: — Vocês não são parecidos! — Dizia o óbvio. — Nem um pouco! — Comentava Frank. O tal Papito começava a gargalhar e finalmente guardava à sua pistola. — Ok, ok. Eu confio em tu, irmão. Pode entrar garota, o chefe está no segundo andar. — O homem se encostava na parede e começava a fumar um cigarro. — Eu vou lhe esperar aqui, boa sorte. — O mink se despedia e se encaminhava até o segurança, começando a bater papo com ele. — Se lembra da nossa aposta?Que merda! Pensei que você tinha esquecido!

Yuko adentrou pela porta guardada pelo punk e subiu as escadas até o andar seguinte. A casa estava completamente destruída e abandonada a décadas, ou era o que parecia. Será que realmente havia alguém ali dentro? Além da voz dos dois homens na entrada, que se tornavam mais e mais distantes, e dos passos de Yuko, não havia mais nenhum som. Nenhuma luz, nenhuma alma viva. Será que estava no lugar certo? Será que Frank havia se enganado?

Mas daí, no segundo andar, Yuko viu dois seguranças, estes bem vestidos e não muito diferentes dos mafiosos da família Nava. Um deles levantou uma cortina roxa que era usada como porta, dando a entender que a jovem deveria entrar ali. Nenhuma palavra foi dita. Se entrasse, se veria num espaçoso quarto, revestido pelo que parecia ser uma centena de panos. Sequer um centímetro da parede era vista! À mostra por sobre esses panos havia de tudo: De armas e granadas até drogas e pequenos animais. Uma bela mulher estava encostada próxima à entrada e, após uma longa baforada do seu charuto, indagava: — Posso ajudar, amorzinho?

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