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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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I - Em ritmo de fuga

Sasha
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Sasha
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I - Em ritmo de fuga Qua Jun 01, 2022 6:05 pm
I - Em ritmo de fuga

Aqui ocorrerá a aventura Fechada do(a) Civil Alexandrine De Villepin. A qual não possui narrador definido.

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Re: I - Em ritmo de fuga Qui Jun 02, 2022 11:55 pm


Essa estaria sendo uma manhã atípica na minha rotina que geralmente tenho a liberdade de levantar duas, às vezes até quatro da tarde por trabalhar em um local noturno que vende nada mais do que entretenimento. Com o despertador programado cuidadosamente na noite anterior para despertar logo às 6 da manhã, esperava não encontrar nenhum imprevisto para acordar nesse horário. Se minhas expectativas fossem cumpridas, sentaria-me na beirada de minha cama e alcançaria sob o criado mudo também deixadas ali ainda na noite anterior, a carta de Ás, que levaria comigo para essa jornada, e a que eu havia escrito para deixar para Sato.

Sato é, aliás, o grande motivo de eu estar assim tão apreensiva e com o coração apertado pensando na reação que ele vá ter quando descobrir. "Deixe de besteira, Alexandrine, o quartel está logo ali, ele ainda poderá visitá-la sempre que quiser." — Pensaria com o objetivo de me desapegar de qualquer preocupação que pudesse querer me acompanhar. Ah! Claro, eu não posso esquecer nem um minuto das minhas Okiyas favoritas, afinal de contas todas elas me acolheram tão bem durante todo esse tempo.

Mas, antes que eu acabe me prolongando mais do que já havia feito e correndo o risco da saudade que já fazia morada em meu peito acabar me consumindo e me fazendo desistir dessa ideia maluca, deixe-me apressar as coisas por aqui. Antes de partir, faria questão de deixar a minha cama nos trinques, o guarda-roupa organizado com as peças enfileiradas que haveria de deixar para trás e por fim a carta deixada para Sato sobre o criado mudo. O conteúdo da carta que estou deixando para trás, dizia:

Para Sato

O mais próximo de um pai que eu tive. E também o melhor professor que eu poderia ter tido. Com você, pude aprender valores importantes como não levar desaforo de cliente estúpido para casa, mas oferecer-lhe um pontapé no rosto. O canto e a dança nós aperfeiçoamos, e com isso você ganhou as dores nas costas que carrega até hoje.

Eu estou tomando a iniciativa de me alistar na marinha e, por favor, não tente me impedir, mas torça por mim com toda a sua fé e boas energias. Sempre que quiser e eu estiver na Ilha, poderemos marcar de nos encontrar para tomarmos um café.

Com amor,

Alexandrine.

Terminado por ali, tomaria as minhas machadinhas, presentes de Sato, e seguiria em passos lentos e silenciosos até o banheiro, onde realizaria todos os cuidados básicos de higiene, como tomar banho, fazer o número um e dois - caso a necessidade surgisse -, vestir minha vestimenta padrão e escovar os dentes por último. "Logo agora?!" — Era provável que minha barriga roncasse aos quarenta e cinco do segundo tempo, como ela sempre faz me deixando sempre desconfortável, com isso em mente, seguiria até a cozinha e procuraria pelos armários, bancadas e geladeira comumente existente em uma cozinha por uma... fruta? Não, mas sim carne, peixes, comidas que fazem mais o meu perfil, se é que me entende.

Se nesse intervalo de tempo eu encontrasse alguma outra moradora da residência ou até mesmo Sato, desconversaria sobre o real motivo de ter levantado tão cedo. — Estou no auge da minha juventude, atividades pela manhã me ajudarão a encorpar mais rapidamente. Aliás, os clientes ficariam bastante satisfeitos. — Diria tentando passar uma imagem confiante. Se fosse Sato, em particular, tentaria não encará-lo nos olhos, pois correria o risco de denunciar a minha movimentação. — Estou indo nessa, tchau! — Despediria-me de maneira breve e sucinta, mas verdadeiramente triste.

Depois de tomadas todas as precauções e eu pudesse finalmente sair daquela casa, respiraria profundamente aliviada por ter tomado essa corajosa decisão. Se ainda não ficou claro o que eu estou prestes a fazer... Sim, eu estou prestes a me alistar para a Marinha. A decisão foi bastante apressada, a partir do momento em que encontrei a carta de Ás, estive pensando em diferentes maneiras de conseguir a minha independência, ainda que eu seja eternamente agradecida pelas oportunidades que Sato me deu, e como conseguiria me encontrar com ela mais rapidamente. Conforme as idéias foram aparecendo, pensei, porque não a Marinha? Uma organização que possui a liberdade de ir e vir como ninguém e uma estrutura gigante, navios a disposição e uma cozinha, pelo que pude apurar dos clientes que frequentam o Magnifique, com comida farta. Assim, até ficou fácil tomar a minha decisão.

Com a certeza de que havia tomado a escolha certa, eu me dirigiria até o quartel general para me alistar. Se tivesse obtido êxito em encontrar carne ou qualquer outro tipo de comida, eu aproveitaria o caminho para dar uma mordiscada voraz contra o alimento, seguida de outra e mais uma, até que só sobrasse o seu osso, que seria descartado no local mais apropriado à minha frente. — Tomara que ainda consiga pegar o café da manhã, pois só esse pedacinho de carne não é o suficiente para me alimentar. — Sussurraria em voz alta, com um sorriso malicioso no rosto.

Assim que chegasse ao local, apresentaria-me até a autoridade mais próxima com uma completa mesura em sinal de respeito. — Bom dia! Meu nome é Alexandrine e estou aqui para me alistar, se possível for. — Aguardaria em posição de guarda, ou o mais próximo que conseguisse, confiante que teria a permissão concedida. Ouviria atenciosamente todas as instruções que me fossem passadas para que pudesse atendê-las da maneira mais obediente possível.         


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Re: I - Em ritmo de fuga Sex Jun 03, 2022 8:43 pm


Em ritmo deFuga

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Las camp, uma cidade principalmente portuária e comercial. E Alex, prontificou-se logo cedo para começar a realizar os tramits. O dia estava calmo, nada tomou sua atenção durante aquele momento. Era por volta de sete horas da manhã, horário que provavelmente, os cadetes estavam já realizando suas tarefas matinais. Não importava sua motivação, mas, assim que chegou no quartel se deparou com uma fila de dez pessoas esperando para provavelmente, fazer o mesmo que ele.

Acontecia que, durante muito tempo, aquelas terras não eram dominadas pelo governo mundial, e vivia assolada com domínio pirata, o que era de se esperar pela capacidade mercantil e localização geográfica da ilha, mas, quando o governo chegou e toda a sua maldita lei, as coisas mudaram, e agora as pessoas começavam lentamente a querer participar da mudança.

Infelizmente para ele, demorou em torno de trinta minutos para ser atendido no quartel marítimo. Mas, quando chegou a sua vez se deparou com um formulário com algumas informações pessoais relevantes. Preencha por favor e saia pela porta a sua direita, faça o exame médico no pátio. Foi o que a recepcionista lhe disse, esperando que ele seguisse e respondesse o questionário para dar prosseguimento a seu alistamento.



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Re: I - Em ritmo de fuga Qui Jun 16, 2022 3:46 pm


Era difícil assimilar como eles conseguiam deixar uma dama esperando por tanto tempo. Além de me deixar cada vez mais ansiosa, hora e outra eu me obrigava a olhar para trás, na esperança de que Sato pudesse vir ao meu encontro e me fizesse mudar de ideia. "Você está muito perto para pensar em desistir agora, Alexandrine." — Recuava e me fazia olhar para frente novamente, dando leves pulos e gesticulando com os braços a fim de ser notada o mais rapidamente possível.

Assim que finalmente consegui ser atendida pela recepcionista e tomei conhecimento do formulário, fui logo buscar por um assento ou uma mesa que pudesse usar para a fixação do papel, afinal se a beleza interior é a que conta, a primeira impressão é a que fica e não queria deixar uma imagem de porca logo de cara. "Bem, como posso fazer para deixar minha marca nesse pedaço de papel? O que Ás iria gostar que eu escrevesse sobre mim?" — Analisaria por um momento antes de começar a preenchê-lo.

— Meu nome: Alexandrine; Idade: 16 anos; Gênero: Feminino; Altura: 1,60 metros; Peso: 63 quilos. — Repetiria em voz alta conforme fosse transcrevendo para o formulário, independentemente de alguém do meu lado se importar. Para informações básicas, pareciam estar de bom tamanho. — Aqui está, o mais importante. — Procuraria pelo campo que perguntasse o porque se alistar e onde eu verdadeiramente deveria deixar minha marca. — Ter a possibilidade de viajar livremente pelo mar e também pela comida grátis e farta. — Conforme eu preencheria, meus olhos brilhariam ao imaginar todo esse mundo que eu estava esperando. E sim, essa parece ser uma ótima resposta. Por último, passaria o pente fino para que não deixasse nenhuma informação a ser preenchida e caso tivesse esquecido alguma, preencheria como ela sugerisse.

Terminado de preencher, eu entregaria para a recepcionista novamente, se ali fosse o lugar apropriado para deixar o documento, ou então levaria comigo caso não fosse. Em seguida, procuraria pela porta indicada, onde deveria dar acesso para o pátio onde seria executado o exame médico. Ali no pátio, eu procuraria me manter ao lado do maior homem que pudesse ser visto e aquele que possivelmente fosse chamar a maior atenção dos avaliadores, o mais próximo do tamanho de uma montanha, por assim dizer. Se eles pensavam que poderiam fazer pouco caso de uma garota como eu, mostraria para todos que eles estavam completamente enganados e que a vontade e a força de vencer valem mais do que qualquer abdômen trincado ou 40 centímetros de bíceps.          


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Re: I - Em ritmo de fuga Seg Jun 20, 2022 11:54 pm


Alexandrine preencheu rapidamente todas as informações necessárias e ao tentar entregar o formulário no mesmo balcão qual havia pego foi orientada a deixar dentro de uma caixa, não muito cheia, como todos os outros candidatos. E assim o fez. Guiando-se pela enorme embarcação "Quartel" logo encontrou um pátio. Não era muito bem como os filmes ou representações, com árvores e coisas do tipo. Era um pátio tomado pelo ferro, com bancos do mesmo material e um clima sórdido.

Existia, de primeira vista, não uma fila. Mas diversas pessoas que como a garota, queriam entrar na marinha. Sejam quais fossem suas motivações, corretas ou erradas, todos eram competidores. Alguns, claro, enchiam os olhos dos avaliadores pelo seu porte físico ou seja o que fosse. Mas, assim que um homem alto, calvo, com uma única madeicha de cabelo loiro chegou no pátio tudo mudou. A sua postura de seriedade, e seu notório bigodão fizeram presença sobre todos ali.

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Ele vestia vestes estranhas personalizadas, um sobretudo azul com o logo da marinha atrás. Com certeza, deveria se tratar de um oficial, pelo jeito que se portava e se vestia. Senhoras e Senhores, por favor. Façam uma fila e virem pra cá. Nossos médicos e médicas irão lhes avaliar. Devo dizer que qualquer um com doenças contagiosas, ou degenerativas, provavelmente não vão ser aceitos. Então, caso você estiver enfermo, vá pra casa. Já temos coisas de mais para nos preocupar.

A partir daquele momento, todos, inclusive a garota começou a ser examinada, e não constando nada, recebeu aprovação para continuar no teste. Alguns que estavam ali, revoltaram-se, e de um total de cinquenta pessoas, dez haviam sido reprovados naquele primeiro exame.

Agora, todos vocês, formem grupos de quatro pessoas. Não importa a forma que seja, só o façam rápido. Existiam diversas pessoas que começaram a correr para tentar formar parceria com os aparentemente mais fortes do local. Logo, a montanha de músculos que estava do lado de Alex foi rodeada por diversos companheiros e a garota foi deixada de lado. Assim como dois outros candidatos, que pareciam, ou fracos de mais, ou estranho de mais.

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Logo, todos os grupos estavam formados, e mesmo que existiam certamente quarenta pessoas ali, ficaram os três remanescentes. Não havia tempo, teriam que cumprir a tarefa. Olhavam uns para os outros e visualizavam um estranho jovem sentando calmo em um dos bancos de metal do lugar.

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O estranho rapaz de cabelos amarelos gritou: Hey! Venha conosco, você vai ser reprovado! Mas de nada adiantou, ele apenas levantou-se e chegando perto de um dos oficiais, falou, de forma que todos da turma escutassem. Eu, vou sozinho. Sem problemas, não é Alex? Sorriu.

O oficial acenou positivamente, e quando todos estivessem reunidos. Ele olharia para todos no lugar e tiraria do bolso um botão grande vermelho, sobre um apetrecho estranho. Cem polichinelos, cem flexões, cem agachamentos e cem polisapato. Depois, cada um de vocês formará uma fila e ficarão de pé. Todos, sem exceção, deverão pular por cima dos seus companheiros. Se esbarrar, estão fora, se um de vocês abaixar, ou se curvar, nem que seja um pouco, está fora. Todos terão um avaliador particular para que possam ser avaliados de acordo, justo para todos, não é?

Os onze grupos, inclusive do garoto sozinho, tiveram um avaliador para que nenhuma trapaça fosse feita. E, sendo o primeiro a concluir a tarefa, o rapaz de capuz e olhos cansados realizou rapidamente todos os movimentos, e deu um mortal, sobre si mesmo, sendo aprovado rapidamente e orientado a entrar dentro de uma sala nos fundos do pátio.

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Re: I - Em ritmo de fuga Qui Jun 23, 2022 10:38 pm


Dizem que uma única gota de chuva no seu pescoço é suficiente para fazer você tremer. Mas isso está longe de ser aplicado a mim. Notar que eu estava sendo preterida pelo brutamontes o qual eu havia escolhido parear feria levemente o meu ego, mas me deixava ainda mais confiante para fazer valer os anos árduos de treinamentos que eu enfrentei. "Vocês vão se arrepender de virar as costas para mim." — Pensaria confiante em minhas habilidades e no que eu estava prestes a entregar nesse teste de aptidão.

Eu estou longe de ter um corpo atlético como o do meu adversário, mas da dança e do meu trabalho como uma okiya, desenvolvi bastante desenvoltura e facilidade nos campos da agilidade, elasticidade e resistência. — Vocês não parecem lá grande coisa. — Olharia aqueles que haviam sobrado para compor time comigo dos pés a cabeça e, inconscientemente repetindo com eles o mesmo que eu sentia que estavam fazendo comigo, o que colocava em dúvida o meu movimento. "Só isso?! Pensei que teriam critérios mais rigorosos para adentrar na Marinha." — Daria de ombros ante os exercícios ali sugeridos.

Antes de começar de fato, eu me reuniria no meio dos meus pares para uma fala importante. — Ele não disse que os exercícios devem ser feitos individualmente e não creio que eles formariam grupos apenas por formar. Faremos assim, vamos dar o nosso máximo e sempre buscarmos as cem repetições cada, mas acredito que se falharmos, e estou falando de vocês, porque eu obviamente sempre consigo, que as repetições dos três serão contabilizadas para se chegar nesse número. Ou seja, cada um teria que fazer, no mínimo, 34 repetições. — Leria o meu entendimento aos meus aliados. — Todos estão de acordo? Vamos nessa. — Diria confiantemente, dando um leve soco com a destra na palma da mão esquerda.

Inicialmente para a realização dos polichinelos, colocaria os braços dos lados do corpo e alinharia os pés aos joelhos. Em seguida, começaria a pular alguns centímetros do chão, abrindo as pernas ligeiramente para além dos ombros com os joelhos levemente flexionados enquanto levantaria e esticaria os braços ao mesmo tempo acima da altura dos ombros. Por fim, depois do pulo, pousaria e voltaria à posição inicial, com os braços dos lados do corpo e os pés ajoelhados aos ombros. Buscaria as cem séries, para que não ficasse totalmente dependente do meu grupo aparentemente desfalcado pela arrogância do outro menino, mas caso sentisse o meu corpo pedindo arrego, me limitaria a permanecer dentro das 34 ou mais repetições, uma vez que ainda teriam outros exercícios para completar.

Para fazer as flexões, procuraria apoiar os joelhos no chão visando facilitar a minha vida, afinal de contas, sou uma mocinha. Depois, posicionaria as mãos mais para frente, até que meu corpo ficasse diagonal ao chão. Cruzaria as panturrilhas e elevaria os pés, para que ficassem cruzados no ar. Manteria as costas eretas e flexionaria os cotovelos, até que ficassem no ângulo de 90 graus - e que exigia o exercício - e então me ergueria de volta com os braços, levemente flexionados. Repetiria a mesma estratégia anteriormente mencionada, sempre buscando as cem repetições, mas acreditando na divisão da contagem e poupando esforços caso meu corpo pedisse.

Visando os agachamentos, talvez a série mais fácil para eu realizar entre as quatro exigidas, afastaria os pés na largura dos ombros e dobraria os joelhos, jogando o quadril para baixo, até ultrapassar ligeiramente a linha do joelho e - nessa parte eu sou boa, modéstia a parte - empurraria o bumbum para trás, mantendo as costas o mais ereta possível. Para voltar à posição inicial, esticaria as pernas para ficar em pé novamente. Buscaria fazer as primeiras cinquentas repetições o mais rapidamente possível, dosando a partir das cinquentas restantes, até atingir o ápice de cem repetições. Para essa eu não admitira falhar.

No polisapato, muito familiar dentro do universo da dança, certamente onde eu me divertiria mais fazendo, me imaginaria em uma pista de dança própria onde eu seria o astro principal. Para começar, posicionaria o pé inicial esquerdo atrás do corpo, com o calcanhar elevado, e ergueria o braço direito à frente acima da cabeça antes de pegar impulso e saltar, trocando a posição dos braços e pernas em cada salto que acontecesse. Faria o movimento continuamente, buscando as cem repetições e contagiar os outros ao mesmo tempo.

— E então, conseguimos?! — Ao término dos quatro exercícios, confiante de que havíamos conseguido, repousaria as mãos sobre as dobras dos joelhos buscando me recuperar do cansaço antes de voltar a carga para o próximo e último desafio. — Tudo bem, eu posso começar? — Pediria para que fosse a primeira, uma vez que para permanecer na fila com um resultado positivo seria muito mais benéfico. — Não se mexam, isso não vai levar nem um segundo. — Sem objeções, eu averiguaria a posição de cada um individualmente a fim de garantir o cenário mais favorável para mim e que eles não se mexessem. — Eu recomendo fortemente que fechem os olhos, para não correrem o perigo de se curvar ou abaixar, o que seria critério de eliminação, e ele não disse nada sobre ser proibido de fechar os olhos. — Sugeriria. Caso o avaliador do nosso grupo impedisse a estratégia, eu faria uma cara de poucos amigos e mostraria a língua para ele. — Confiem em mim. — Diria antes de iniciar o meu movimento.

Preparada, eu tomaria uma distância suficiente de cinco metros antes de iniciar uma corrida e pular entre os meus colegas quando atingisse uma distância de um metro entre eles, com ambas as pernas na horizontal e os braços na altura dos quadris, acima da cabeça dos dois, privilegiada pelo meu conhecimento em acrobacia. Uma vez que atingisse o outro lado com sucesso, comemoraria com pulos e rodopios sobre o meu próprio eixo. Caso algum dos outros dois que estivessem comigo ou mesmo ambos tivessem falhado em permanecer imóveis, eu tentaria confortá-lo. — Seu bobão, eu falei para confiar em mim, mas não se preocupe, você pode tentar de novo ano que vem. — Diria sorridentemente, como se aquilo tivesse sido bem feito.  

Com a minha vez de ir para a fila, caso tivesse o consentimento do avaliador para fechar os olhos, assim o faria, senão, tudo bem também. Para manter a concentração, adotaria de minha musicalidade - canto - para ignorar por completo qualquer som externo que pudesse provocar em mim uma reação automática e inesperada, que não fossem os passos do corredor, a fim de me manter imóvel como o indicado. Repetiria o mesmo cuidado anteriormente mencionado com o próximo.

Caso eu tivesse sido aprovada, correria ao redor do meu próprio eixo com leves saltos e rodopios, sempre caindo no calcanhar. "Maravilha, esse é o primeiro grande passo que dou até encontrar Ás novamente." — Eu procuraria entre os concorrentes o brutamontes de antes a quem todos haviam me preterido. Ao saber de sua eventual aprovação, o ignoraria por completo, mas em relação a um eventual reprovado, daria minha gargalhada habitual ahahah mort de rire, apontando o dedo indicador de minha destra em sua direção. "Ué, você não era o fodão?!" — Pensaria comigo.

Em relação à possibilidade dos meus pares terem sido aprovados, eu os parabenizaria timidamente com uma completa mesura e seguiria rapidamente para o mesmo local que o menino arrogante de mais cedo havia entrado, independente do avaliador ordenar ou não.

Caso, por uma infelicidade ou desatenção que fosse, eu tivesse sido reprovada, questionaria aquele que teria nos avaliado. — O que foi que eu fiz de errado? — Abriria bem os braços em sinal de insatisfação. — Vocês deveriam ser mais claros em relação às regras da próxima vez, repito, próxima vez, porque agora vocês vão me aprovar e eu não quero nem saber. — Insistiria para quem quer que fosse que pudesse me ajudar e aceitaria qualquer novo desafio que eles pudessem propor.          


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Re: I - Em ritmo de fuga Ter Jun 28, 2022 9:31 pm


Certo Girl Acentiu com a cabeça, assim como a garota que menor que ambos os dois - tanto alex, quanto o garoto de cabelos amarelos. Ela não pronunciou uma única palavra, e nem mesmo o garoto, que desesperançoso parecia aceitar que iria tentar no próximo ano. No entanto, aos trancos e barrancos, todos os três concluíram o aporte físico. Mas, a hora do pulo foi o único momento mais tenso da prova.

Alex conseguiu, e foi a primeira a pular. Logo após, a garota tentou, pulando bem mais do que a altura que eles tinham, beirando os três metros de altura, aterrissando como uma princesa. O garoto de cabelos amarelos foi o último, andava estranho, pegou uma distância de dez metros e começou a correr, parecia que não iria conseguir, até cair e bater com a cabeça. Dali, levantou-se outra pessoa, seu semblante era sério e centrado. Ele parecia dançar sobre o vento, e com exímia habilidade conseguiu passar sobre a cabeça das outras garotas, com direito a salto mortal.

Todos os três, não falaram nada quando entraram na sala. E ao contrário do que talvez Alex havia pensado, o grandão havia passado em um método estranho. Segurando os mais fracos e passando-os por cima da sua cabeça com o auxílio das mãos. Dali, mais dez não conseguiram passar, e finalmente, estava se estreitando o funil que selecionava os candidatos todos os anos.

Como é o nome de vocês? A garota pegou uma folha de papel e escreveu: Eleonhor. E esperaram com que Alex se pronunciasse. Eu sou Zero, e aquele que vocês conheceram a pouco é o Três. Ele é nosso irmão menor, então, ele ainda está aprendendo a arte da espada. Comentou, olhando para baixo e sacando, de forma brusca uma katana de detalhes e entalhes amarelos de uma das partes da sua roupa.

Talvez não seja boa ideia sacar uma arma assim, nós nem deveríamos ter acesso a isso. Mas, como bom espadachim, sempre minha espada tem que estar a mostra.

Comentou, sendo que após isso todos prestariam atenção no marinheiro do bigodão.

Ele diria: Prova teórica com assuntos de Geografia, Sociologia, Matemática, Gramática e Militarismo. Espero que tenham pesquisado um pouco sobre. Começem. Ao se dirigir aos assentos de madeira do local, notariam que era uma folha em branco.

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