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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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四 - Morte e Sangue

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Achiles
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Achiles
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四 - Morte e Sangue Qua Abr 20, 2022 10:33 am
Relembrando a primeira mensagem :

四 - Morte e Sangue

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Johnny Jersen. A qual não possui narrador definido.

Koji
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Koji
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Re: 四 - Morte e Sangue Qui Maio 19, 2022 11:15 pm






Morte e Sangue



O quarteto não enrolava em direção às termas, após o que parecia ter sido um fiasco em termos de sangue. Ophelia parecia se sentir até um pouco decepcionada, seja pela inspeção minuciosa e até mesmo maníaca de Jhonny, ou pelo fato que aquele velho era burro demais para morrer pelas mãos dela e de seu pretendente. Este, sem pensar muito, partia para a casa de banhos, buscando ali um refúgio para fazer, então, uma grande proposta. Após serem atendidos pela linda atendente, finalmente chegavam a uma sala repleta de vapor, que mesmo se mostrando sufocante, era um pouco relaxante.

Ophelia, no entanto, se via nem um pouco relaxada; quiçá estivesse mais tensa por conta das atitudes de Jhonny e o fato de que seria pressionada a se manter despida. Liu Feng, seminu e envolto nas suas toalhas, apenas observava enquanto aqueles três conversavam casualmente, mantendo epifanias e devaneios que apenas eles, em suas mentes perturbadas, poderiam sequer compreender. Por fim, o que deveria ser um ambiente de descanso, se tornava em um lugar marcado pela atmosfera densa de uma encapuzada paranoica, uma bobo da corte receosa e um tritão empolgado até demais.

— Vocês... — Feng exclamava antes de mais nada, para adquirir a atenção de todos. — Isshin me chama. Vocês não são os escolhidos. Adeus. — levantando-se das águas após a frase, mostrava-se célere na hora de pegar suas roupas e pertences, deixando a chave do cômodo para trás. Sua sombra, enfim, passava pela porta turva de vidro, configurando o que seria a última aparição do dragão, tendo isso um lado positivo ou negativo. Naquele lugar, tudo que os restava era a companhia beirando a estranheza de cada um, bem como as diversas nuances inexplicáveis das suas figuras.

Aki

A próxima figura a entrar na sauna era Aki Kurosawa, filha de uma nobre família, mas a prole que nunca tivera o direito de gozar dos privilégios que o cargo alto de seu pai proporcionava. Desde as mais iniciais idades, via-se na sombra de um vice-almirante, enquanto a mãe astuta liderava o caminho da vida para suas filhas. A morte de seu progenitor, no entanto, era a fagulha para a mudança que Kurosawa necessitava; imersa naquele sentimento de ódio e vingança, não se apegava a mais nada senão seu árduo treinamento e a mentalidade da faca: completude, precisão, disciplina.

Caminhando mais um passo dentro daquele seu ideal um tanto quanto sombrio, passava, então, em um lugar onde seus desejos poderiam ser facilmente alcançados. As cores sugestivas, bem como a bela representação da franquia, traziam para a moça uma imagem que muitos não possuíam: um bom lugar para cometer latrocínios. Sem hesitar, apoiava-se no balcão da supracitada funcionária que havia enchido seus olhos, talvez não pelos dotes físicos, mas pelas oportunidades que jaziam em seu próprio ser e o domínio do mesmo; lá ela iniciava sua movimentação pelo lugar.

— É claro, xuxu. — falava ela, olhando para as mechas de cabelo que propositalmente se aventuravam pelo decote de Aki; talvez já houvesse fisgado a isca que jogara naquele mar. De qualquer forma, a recepcionista se abaixava brevemente para pegar a chave de entrada para um mundo paradisíaco, revelando, atrás de si, uma porta de acesso apenas aos funcionários. Na recepção, apenas aquele lugar chamava a atenção, relevando o gosto minimalista dos donos e a suas formas de prezar pela privacidade ou hierarquia.

Liderando, então, o caminho, a atendente andava como uma verdadeira modelo por aquelas passarelas escuras e instigantes. Por trás das portas de vidro que turvavam a imagem, sombras eram vistas, realizando suas atividades conforme a própria necessidade ou desejo; seja este carnal ou mental. Após caminhar por mais alguns segundos, chegavam até uma dessas portas, onde a ladra prosseguia em jogar mais ainda de seu charme irresistível para a moça. A piscadela havia atingido o profundo de seu ser, e a única coisa que ainda a segurava ali eram as amarras do capitalismo.

Percebendo que seu plano prosseguia para o caminho correto, ela intensificava ainda mais o poder do que fazia. Pegando a bela moça de cabelos negros pela cintura, aproximava seus corpos em um só lugar, tocando não apenas suas peles e corpos, mas a pura vontade e desejo libidonoso que residia entre as duas. A resposta da vítima era nada mais que apenas um lembrete que ela estava gostando daquilo: seu sorriso se abria como nunca, revelando uma conotação mais apimentada ainda enquanto seus lábios lentamente se aproximavam. As mãos bobas de Kurosawa eram, na verdade, sua habilidade como gatuna em ação: de lá, retirava apenas uma chave de característica estranha e procedência inconclusiva. Mesmo assim, as portas já estavam fechadas, fazendo com que o ambiente fosse tomado pelo aroma de sais de banho e vapor de água em uma mistura inebriante; o que tivesse de acontecer ali, aconteceria sob a melhor das atmosferas já criadas.


Histórico:

Legenda:

Considerações:

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Curso narrador All Blue, turma de Janeiro 2021:
AoYume
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Re: 四 - Morte e Sangue Sex Maio 20, 2022 7:57 pm







If it's not about me...


10
Os dois homens pareciam bem à vontade, talvez por um temor menos atribuído à ausência de roupas intrínseca àquela situação. Ophelia também não parecia tão à vontade com aquilo, tendo uma aproximação mais direta, mas, sutil. O liláceo avançava, movido por minha sugestão, retrucando-a com uma piada. Em primeiro momento minha sobrancelha arqueia-se, meus lábios tencionam-se. - E o que eu deveria ver? Inclino minha cabeça antes de abrir os olhos de forma quase sarcástica. - Ah, entendi... Não há mais do que aquilo de resposta.

Mesmo que desejasse retomar o assunto Ophelia novamente tinha o protagonismo ao realizar um ato consideravelmente peculiar. O sorriso se abre ainda que não seja um sim, vazio, sombrio, talvez pelo olho cerrado que não esboça movimentação harmônica? Não, mesmo o demais não acompanha o mesmo semblante e permanece tão inerte e tão morto quanto. A mão se estende novamente em direção ao seu rosto como no barco mas ao invés do queixo tocam o topo de sua testa em um deslizar áspero com a ponta dos dedos calejadas enquanto a manga desliza pela elevação em um pulso marcado por diversos cortes. Meus, e de outros.

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Minha face aproxima-se enquanto meu olhar passeia pelas feridas em recuperação e por seus olhos nas frestas de meus dedos que a seguram. - Não deixaria para minha imaginação, eu posso ser bem... Criativa. Uma breve encarada perdura antes de uma risada rouca ser o marco onde me afasto deslizando o toque por seus pés em sua nuca. - É uma pena que se fecharam... Minha língua passa pelos dentes ainda provavelmente avermelhados pelo hospital. - Seu sangue era apetitoso, foi a primeira vez que pensei sobre o sangue em minhas mãos...

Me inclino de volta em contemplação, raciocinando eu mesma em um silencio tortuoso, quebrado pelo filhote de dragão. "Ishin?" Desperto dos delírios, fitando-o em sua nudez. Quase naturalmente, a mão passeia por trás da minha cintura tirando a arma que ainda portava comigo. - Hey Ophelia, como é aquele ditado circense mesmo? Pergunto à garota enquanto engatilho a arma lentamente, encobrindo o som pela pergunta. - Quebre, quebre... Ah, eu prefiro estoure a cabeça! Com frieza puxaria o gatilho mirando em sua cabeça.

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Ou comigo, ou, contra mim. - Ah... Eu queria ser um dragão... Balbucio em tom quase poético. Se tivesse acertado e ele caísse na água daria um sorriso e entraria ainda vestida. No rubro ia aproximando de Zayn alguns passos. - Acho que eu prefiro a água que o fogo no fim... Arfo levantando a mão novamente sentindo a água oleaginosa. - Acho que estraguei o banho se o tiro chamar atenção. Levo a mão na boca mordendo uma unha. - Não é gostoso como o dela...

Se ele desviasse, me levantaria e buscaria circundar a água mantendo a distância e alvejando a mesma área. Se ele entrasse na água ou pulasse se tornaria um alvo menos móvel e tentaria finalizá-lo igualmente.


Histórico:

Just die, i don't care!


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Aki
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Aki
Civil
Re: 四 - Morte e Sangue Sex Maio 20, 2022 9:32 pm


morte e sangue

Sobre a cobertura da joalheria mais rica, ela se move em silêncio taciturno



Aki saboreava os lábios daquela mulher. De olhos bem fechados, ela os mordiscava para sentir a maciez, experimentava com a língua e sorvia-os com prazer. O batom vermelho de ambas manchava os cantos da boca.

Ela estava verdadeiramente gostando daquilo, embora não se esquecesse do real propósito em seduzir a funcionária do lugar: conseguir acesso. Em meio aos amassos, seu reflexo de gatuna encontrou, através de suas mãos, um pequeno objeto de formato peculiar. Contudo, enquanto estivesse aos beijos, não seria capaz de averiguar o achado.

A ladra, de modo sorrateiro, apenas escondeu o estranho item em suas vestes. E então fez o melhor a se fazer naquele momento... aproveitar.

Dentro da sauna. A porta fechada. O vapor quente que embaçava a visão e humedecia a pele. As roupas sendo arrancadas.

Aki desabotoou o uniforme da mulher, arrastou o tecido até a cintura que deslizou sem atrito sobre o corpo já molhado, e deixou que ele escorresse até o chão sozinho. Largou seus lábios e passou para sua orelha, mordendo o lóbulo enquanto arranhava as costelas.

As mãos ágeis da gatuna deslizaram pelas costas suadas da mulher. O sutiã foi aberto. Os seios revelados.

Sendo Aki a sedutora, estar no controle da situação seria o natural. Ela se aproveitaria desse poder a fim de orquestrar os passos das duas, levando sua vítima a ficar — literal e figurativamente — contra a parede, sentada no degrau de madeira úmida.

Aki cessaria os beijos para fitar sua vítima. Observaria a feição de prazer incapaz de se conter, as mãos para cima, o tronco inclinado e as pernas abertas. Os olhos escarlate fulminariam os verdes num olhar que declarava as posturas de dominador e submisso.

Um sorriso de canto escaparia, e logo a Kurosawa afundando o rosto no colo despido. A boca quente sobre os seios, provando daquela pele clara até seu tom mais rosa.

Aki deu outra pausa. E disse:

Feche os olhos, meu bem. Vou te preparar uma surpresa.

Esperando que a vitima lhe obedecesse, a ladra se esquivou por um instante e apanhou uma das toalhas dispostas na sauna. Ela usaria a toalha para tapar os olhos da mulher. Então sentaria sobre aquelas pernas abertas, fechando-as; desceria as mãos que estavam erguidas, abraçando os braços de sua vitima com as cochas, deixando-os bem encaixados naquela chave de perna.

Preparada? — Perguntaria Aki, certificando-se da imobilização. — Quero ouvi-la. Diga bem alto para mim.

E então, após a resposta, a gatuna sacaria o objeto furtado e, sem nem antes observá-lo, o cravaria na garganta da recepcionista num só golpe.

Aki sorriria maliciosamente. — Me fala, paixão: está gostando da surpresa? — perguntaria enquanto afundava cada vez mais o objeto. — Porque eu estou adorando!

Manteria as coxas rígidas a fim de não deixá-la escapar, e se deliciaria ao ver o sangue descendo sobre aqueles seios tão belos enquanto todo o corpo se debateria querendo se livrar.

Ai, docinho... você está me deixando tão excitada... — diria Aki mordendo os próprios lábios e deixando um gemido escapar.

A sádica assassina iria se deleitar daquela cena até que a bela mulher perecesse.


Considerações
Tudo tentativa. Aki continuou se aproveitando da sedução. Tentou dar uma chave de perna usando de seu EdC Artista Marcial, e usou os conhecimento do EdC Ladino para usar a chave como uma faca.

Objetivos:
  • Conseguir dois punhais
  • Adquirir as proficiências Anatomia e Psicologia
  • Roubar umas joias
  • Matar marinheiros

Ganhos:
  • Chave desconhecida [Roubo] - (Turno 1 individual, Turno 9 em grupo)




pdv: 2.600

sta: 100

ilhas organ





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Aki Kurosawa
Milabbh
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Milabbh
Civil
Re: 四 - Morte e Sangue Sex Maio 20, 2022 11:42 pm
Quem disse sangue?!... Pera, era meu?!
Dez
Esperava surpreender Jhonny com minha fala, ou talvez com o contorcionismo bizarro. No entanto, nada daquilo parecia lhe abalar. Pelo contrário, fazia com que se aproximasse.

Novamente ela tocava minha pele, fazendo-me retrair e olha-lá com certo receio. Existia alguma chance de que notasse...? Não seja boba, Ophelia, a maquiagem ainda está aqui, não tem como ela perceber.

- .... Tu é vampira né? - Perguntava com os olhos arregalados, piscando incrédula duas vezes. Talvez a palavra conversa seja muito forte para o que estava acontecendo, afinal, eu não entendi absolutamente nada. - Você é engraçada, não entendo muito do que fala. Mas eu sei, sou toda gostosa. - Dizia sorridente, piscando-lhe um olho e balançando os pés na posição nada natural.

Tudo parecia bem e, apesar do incomodo que o ambiente me causava, as companhias não eram das piores. Isso é, até o draconico se pronunciar.

Há 5 segundos, mais ou menos, ele nos disse que éramos escolhidos para alguma coisa e agora já não éramos... Esse cara deve ter batido muito forte com a cabeça.

Encarava-lhe com uma visível interrogação em meu semblante, sem mesmo saber o que dizer. Afinal, apenas o conheci hoje, o que diria?

Novamente Jhonny se pronunciava, agora me perguntando sobre o ditado. Alegre, erguia o dedo e exclamava em alto e bom som. - QUEBRE A PERNA! - Assim que terminava, porém, ouvia o resto de sua fala, seguida de um estrondoso barulho de disparo. Se meu maxilar já não estivesse deslocado, esse com certeza seria o momento ideal para que ele se abrisse mais que o permitido.

Encarava Jhonny e o cadáver repetidas vezes, ainda sem acreditar no que havia acontecido. Lentamente meu dedo se abaixava enquanto eu observava a figura encapuzada entrar na água ensanguentada. - Hmmhm, definitivamente o drácula, só que mulher, mas com nome de homem... Então é o drácula mesmo? - Pensava sozinha com a mão no queixo, desfazendo a pose. - Poxa Jhonny... Eu queria me divertir com ele. Que desperdício! - Choramingava encarando o belo cadáver boiando sobre a terma.

Uma coisa era verdade, o barulho tinha sido bem alto. Em breve começariamos a ouvir burburinhos, talvez fosse uma boa ideia fazer a movimentação para a saída estratégica. - Ô, da berinjela. Veste uma tanguinha. Acho que a casa caiu... De novo. HIHIHIHAHAHA. - Gargalhava histericamente enquanto saltitava até a porta de vidro embaçada, abrindo uma fresta e olhando o corredor.

DetalhesFalas
*Histórico:
Ganhos:
-100 B$ (esmolas)
- Chicotin
Perdas: N/A
Ferimentos:
HP: 2600/1896    
- Sangramento II
- Atordoado
- Hemorragia interna no estômago [4/4]
- Deslocamento da articulação Temporo Mandibular [3/3]

*Objetivos:
- Roubar uma arminha tops
- Sair em uma aventura
- Aprender Proficiência Armadilhas
- Aprender Proficiência Avaliação
- Me divertir <3

@mm
Ex-Panda
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Re: 四 - Morte e Sangue Sab Maio 21, 2022 12:25 am
Zayn



As coisas pareciam bem, o nosso grupo que havia sido formado por acaso ficava mais próximo, o que eu achava uma coisa boa já que estava sozinho desde o dia que me tornei um homem livre.

As duas conversavam sobre algo complexo demais então eu mergulhava um pouco e me deitava no fundo, era confortável lá em baixo, sem sons altos, quente e uma bela visão na superfície, mas algo me surpreendia.

Liu fazia um pronunciamento dizendo que nós não éramos mais os escolhidos, eu nunca havia acreditado de fato que tínhamos nascido para aquilo, afinal eu já tenho meu propósito, mas não era repentino demais?

Começaria a me levantar da água quando ouviria um som alto e sangue inundaria minha visão e a banheira em que estava, a primeira reação seria tentar investigar ao redor e entender o que estava acontecendo, mas minha expressão era de surpresa e confusão completa.

四 - Morte e Sangue - Página 4 Lol-anime-lol

Depois de ficar perdido por alguns momentos veria o corpo de Liu boiando, ele estava morto com um tiro na cabeça sem mais nem menos.


— JHONNY! Porque fez isso? Ele podia ser estranho, mas não era uma pessoa ruim! Ele nem era velho e tinha um objetivo parecido com o meu, não precisava mata-lo!

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Inicialmente ficava nervoso, pensava que seriamos amigos pela proximidade de ideais que tínhamos, mas acho que não já que ele estava dizendo adeus, ficava algum tempo em silêncio encarando seu corpo e olhando a água suja de sangue.

Depois de alguns minutos, lavava meu rosto com sangue e me levantava em silencio e com uma cara seria em meu rosto, no meio do vapor e em uma área ampla começava a dançar, com intensidade e paixão.

Não me importava com ninguém que olhasse, precisava mandar sua alma para o descanso final, meus movimentos eram fluidos e leves, andava na ponta de meus pés não fazendo barulho algum enquanto girava e rezava na língua dos escravos.

— he vinaash ke devata, jab tak main tumhen apanee kala aur apana paseena arpit karata hoon, is gareeb anyaayee aatma ko aaraam karo (oh deus da destruição, leve essa pobre alma injustiçada para o descanso enquanto eu ofereço a ti minha arte e meu suor)

No fim ficava mais calmo, já que sabia que agora estava bem encaminhado para sua jornada nos pós morte, Jhonny era muito impulsiva, o que me deixava um pouco receoso, mas eu não a reprenderia pois no futuro eu posso ser o que fará algo assim.

— Acho que está certa Ophelia, bem eu já terminei, vamos sair daqui, queimamos esse lugar também? Ele já teria um enterro dessa forma.... Ah bem ele ia embora, mas não gosto de pensar em deixar um companheiro de ideologia assim, foda-se eu vou queimar essa merda!

Chutava a porta do banho e me vestia ainda molhado e depois apenas com minha calça vestida eu iria até a recepção, se tivesse bebidas alcoólicas jogaria em tudo e depois pegaria uma pedra quente da sauna caso tivesse uma e acenderia fogo, ou qualquer outra coisa que funcionasse, não ligava se tinha pessoas lá dentro ainda, Naash cuidaria deles.

— Melhor se apressarem ou vão ficar bem mais quentes do que estavam agora a pouco oktopaspaspas.

Tentava deixar as coisas mais leves depois de dar uma “bronca” em Jhonny, sabia que não tinha direito de repreende-la já que nem a conhecíamos direito, mas eu não pude evitar no calor do momento.

Começaria a correr para o lado contrário e então diria para as duas olhando para trás enquanto continuava em movimento.

— Se acharem algum lugar interessante nos paramos, mas por enquanto melhor sair da visão da marinha de novo oktopaspaspaspas.

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Koji
Avaliador
Re: 四 - Morte e Sangue Ter Maio 24, 2022 2:37 pm
@Jean Fraga


Jean Fraga

GANHOS

● Livro de Sedução 1U - (Turno 7) OK
● Livro de Psicologia 1U - (Turno 7) [/B]OK[/B]

PERDAS

● N/A OK

ALTERAÇÕES

● Grupo: Civil > Grupo: Pirata OK
● Recompensa: ฿S 0 > Recompensa: ฿S 500.000 B$ (Quinhentos Mil) OK

NOTA FISCAL

● N/A OK

RELAÇÕES

● N/A OK

STATUS

PDV: 2300 OK
STA: 100 OK
CONDIÇÕES: N/A OK
FERIMENTOS: Tiro no pé [2/4] - movimentação comprometida OK
CONTAGEM DE DEFEITOS: N/A OK

DIÁRIO DE BORDO

NÃO TEM

Autossuficiência: N/A
Celeridade: N/A
Estrutura: N/A
Durabilidade: N/A
Poder de fogo: N/A
Espaço de ocupação: N/A

EXPERIÊNCIA

Experiência: 264

Quantidade de turnos do(s) Narrador(es): Koji vai pegar tudo junto quando o Panda e Cia forem para a avaliação.

Opinião sobre a Narração: Poucos turnos, bem de boas. Interpretação do doidinho foi tranquila também, sem problemas. E Koji, o narrador não define a recompensa do jogador, trocou as bolas aí.

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Curso narrador All Blue, turma de Janeiro 2021:
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Re: 四 - Morte e Sangue Sex Maio 27, 2022 1:21 am






Morte e Sangue



O que era para ser um ambiente de relaxamento e descanso, em pouco, se tornava um verdadeiro lugar indecifrável com a presença daquelas quatro figuras ali. Nus e despidos, se mantinham nas águas perenes e quentes do ambiente, agraciados com as presenças um dos outros e das loucuras que surgiam pelo contato estranho entre indivíduos que compartilhavam uma característica: parafuso solto. Em especial, Jhonny e Ophelia, que na posição de não entrar na água por motivos quaisquer, se chocavam em uma interação difícil de se compreender.

Aquilo, no entanto, era interrompido pela voz da pessoa que havia se mantido de forma impessoal naquela sala por tempo demais. Sua cabeça não era diferente das demais no recinto; quiçá fosse a mais ordenada dentre a sua desordem. Nesse contexto, fazia a declaração que acabava por confundir todos ali, seja pelas suas expectativas ou pela natureza súbita e inesperada do evento. Zayn, sem pensar muito no que faria, se levantava de seu repouso naquela água e iniciava uma caminhada sem rumo; em simultâneo com sua ação, a figura misteriosa encapuzada não hesitava em puxar sua arma.

Era com eles, ou não com eles - pensava ela na hora em que apertava o gatilho da pistola que havia roubado. Seu sadismo a permitia ficar de cabeça fria após o ato igualmente frio e súbito de sua parte; já os outros se mostravam com reações um tanto quanto diferentes. O tritão não hesitava em dar uma pequena bronca na mulher, já Ophelia apenas amaldiçoava a moça, visto que esta não havia deixado espaços para diversão na situação. O corpo de Liu Feng se precipitava até a água com um poderoso splash, levantando ondas de uma água já não mais imaculada; o que antes era cristalino, agora possuía um tom rubro e violáceo, bem como pedaços do que antes fora um crânio.

Uma coisa, no entanto, era certa por ali - em meio a tanta incerteza -: em breve estariam procurando por eles, uma vez que o barulho ensurdecedor da pistola parecia ter ecoado pela estrutura inteira. Brincando um pouco, Ophelia não hesitava em abrir uma pequena fresta naquela porta de vidro para checar o local. Zayn, no entanto, era um tanto quanto inconsequente, e sem escrúpulos, chutava a porta para que a mesma abrisse. Esta, que estava presa em uma espécie de trilho horizontal, se despedaçava e por fim explodia em diversos pedaços ante a força daquele tritão, que saía correndo até a recepção. O rapaz, seguido ou não pelas moças, tentava descontrair o lugar com seus comentários, mas acabava por se aborrecer ao também não encontrar bebidas alcoólicas ali para atear fogo no estabelecimento: se quisesse mesmo aquilo, teria de procurar com mais diligência pelo estabelecimento

Aki

Uma mulher que parecia por fora doce e solidária, por dentro era impregnada pela mais densa escuridão e envenenamento da alma. Essa era a melhor descrição de Aki naquele momento, enquanto a mesma realizava esforços para roubar o novo ambiente em que se encontrava. Este, no entanto, não parecia ser tão bom quanto a sua funcionária em serviço; quiçá a mulher fosse o bem mais valioso do local, para a moça que se via instantaneamente atraída. Uma caminhada e uma simples conversa com olhares atravessados era o bastante que a atração se transformasse em algo físico e escondido, da maneira que ambas gostavam.

Os lábios de cada uma se tocava em uma dança bem coreografada, ardente e um tanto quanto sensual. O calor da sala se misturava com o calor corporal das duas para formar o que parecia um inferno de prazeres ocultos e práticas libidinosas satisfatórias. Os toques as faziam sentir cada vez mais e mais, enquanto a pele suada fazia seus caminhos para as mãos e dedos cruzarem como viajantes em busca de um pouco de água e repouso. A derme macia dava lugar para os seios fartos e pesados ao toque, mas que traziam leveza em ambas assim que tocado.

Aki, naquele ambiente, se mostrava uma verdadeira dominatrix. Jogava sua parceira contra a parede e a sentava no degrau de madeira úmida, antes de voltar aos afazeres que imploravam por continuação. Na face da recepcionista, aquele sentimento era dificilmente enganado ou esquecido; ela queria mais, de imediato, sem hesitação. Para apimentar as coisas, mas com dissimulação em seu rosto, sugeria que a companheira fechasse os olhos. Relutantemente, ela o fazia, mas colocava um sorriso em sua boca ao mesmo tempo, como quem não pudesse esperar mais pela surpresa que a aguardava.

Em alguns instantes que pareciam eternidades naquele momento, essa finalmente vinha, talvez não tão agradável assim para a presa que havia caído na armadilha da Viúva Negra. A mulher imediatamente abria os olhos em puro terror e pânico. O que antes era traduzido como fogo ardente e desejo, agora se tornara puro medo da mulher que, ainda em cima de si, a penetrava com a chave de seus próprios bolsos. O medo, no entanto, era lentamente trocado por dor intensa, e então, fraqueza difícil de se não notar. Sangue escorria e jorrava para todos os cantos, transformando a límpida piscina em um amontoado de sangue que já havia se perdido do corpo de origem.

Kurosawa não via limites, não se limitava com os mesmos. Seu sorriso sádico era genuíno e um tanto quanto amedrontador, não fosse pelo fato que ela era, naquele momento, a única pessoa viva da sala. O que antes assumia uma tonalidade pastel, agora era permeado pelo vermelho rubro que impregnava na pele e carne de Aki. Antes que pudesse se deleitar mais com o que havia acabado de fazer, no entanto, ouvia um grande barulho sonoro, semelhar a uma arma de fogo. Alguns segundos depois, uma porta de vidro sendo quebrada; não muito após, três figuras correndo pelo corredor, aparecendo por trás do vidro embaçado e ensanguentado. Para sua sorte, havia encontrado algumas pessoas tão loucas quanto si mesma


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Curso narrador All Blue, turma de Janeiro 2021:
Ex-Panda
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Re: 四 - Morte e Sangue Sab Maio 28, 2022 2:42 pm
Zayn



Eu não achava nada que fosse me ajudar a queimar aquela velha espelunca, se eu derrubasse aquele local o que nasceria de suas cinzas no futuro? Eu provavelmente não veria com meus próprios olhos mas gostaria que os mais novos vissem.

— Ei vocês duas me ajudem a tacar fogo nesse lugar, procurem qualquer coisa que dê para acender o fogo, algo novo terá de vim e eu quero que os pequenos vejam oktopaspaspaspaspas.

— E vamos rápido porque a marinha já vem atrás da gente, por algum motivo eu penso que isso vai acontecer bastante no futuro oktopaspaspaspas

Começaria a correr entrando em todos os cômodos que eu visse procurando qualquer coisa que me ajudasse a tacar fogo no local, produtos de limpeza e coisas do gênero, se por algum motivo eu entrasse no quarto macabro com uma senhorita morta e outra viva arregalaria o olho e diria.

— Opa gostosa, desculpa incomodar sua matança, mas acho melhor você dar o fora daqui, vamos tacar fogo nesse lugar oktopaspaspaspaspas

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Se Ophelia e Jhonny encontrassem ou eu mesmo achasse o que pedi faria a mesma coisa do bar, uma pilha com pedaços da porta e outros moveis que quebraria e acenderia fogo na pilha jogando produto ou qualquer coisa inflamável por toda a área.

Iria lá fora e veria tudo em chamas, um grande sorriso se abria em meu rosto, pensava na carne de liu queimando, as pessoas que talvez estivessem lá dentro e a própria estrutura sendo destruída, tudo isso geraria o novo!

— ACEITE ESSA OFERENDA NAASH, EU ZAYN TRAGO O NOVO A TI OKTOPASPASPASPAS

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Provavelmente a marinha estaria bem perto agora, então tínhamos que correr o mais rápido possível para longe, eu não sei para onde seria, mas talvez trocar novamente de uma ilha para outra nesse pequeno arquipélago seria o melhor.

— Agora está na hora de correr gatinhas, a marinha nunca vai me pegar novamente! Oktopaspaspaspaspas

Correria para qualquer local e se eu visse que era difícil demais se esconder nessa pequena ilha eu iria até o bote na praia colocaria as duas lá dentro e então navegaria até a última ilha que não conhecemos de Organ.

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Milabbh
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Re: 四 - Morte e Sangue Sab Maio 28, 2022 3:10 pm
Quem disse sangue?!... Pera, era meu?!
Onze
Com o rosto a centímetros da porta, arregalava os olhos esverdeados encarando o vidro despedaçado e o pé roxo de meu suposto companheiro.

Dando de ombros, passava pelo arco que antes abrigava uma porta, pulando alegremente para desviar dos cacos espalhados pelo chão. - Ei, Jhonny. Quem chegar por último é a mulher do padre! - Dizia gargalhando e correndo em disparada pelo corredor, em busca de Zayn.

Independente da resposta da moça, quando ela chegasse cruzaria os braços em ar de superioridade. - Me parece que temos uma devota aqui HIHIHIHAHAHA. - Olhando ao redor, após a brincadeira, procurava o berinjela.

- Tacar fogo...? - Um sorriso contorcia minhas feições enquanto meus olhos ardiam com a ideia. Havia eu encontrado alguém tão maluco quanto eu? E melhor, que gostava de fazer um inferno por aí? Ainda sorridente, sondava o lugar em busca de algo inflamável.

Talvez eles usassem algum tipo de método rudimentar para aquecer a água, e era disso que estava atrás. Pedras quentes, carvão, lenha, qualquer coisa que pudesse pegar fogo e ateá-lo em seguida. Em posse disso, voltaria para a entrada, onde colocaria tudo na pilha e admiraria a grande fogueira.

Os prováveis gritos de agonia eram tão bons quanto aplausos do teatro. - E assim a Trupe Aluada faz sua retirada magistral! - Exclamava me curvando em direção a estrutura que era engolida pelas chamas.

- Marinha?! To fora. - Olhando para Jhonny, sorria novamente. - O que diz, um sapo agora? - Dando risada, corria lado a lado com Zayn até alcançarmos o bote em que viemos. Sorte que ele era o navegador, e não o churrasco de dragão lá atrás.

DetalhesFalas
*Histórico:
Ganhos:
-100 B$ (esmolas)
- Chicotin
Perdas: N/A
Ferimentos:
HP: 2600/1584    
- Hemorragia interna no estômago [4/4]
- Deslocamento da articulação Temporo Mandibular [3/3]

*Objetivos:
- Roubar uma arminha tops
- Sair em uma aventura
- Aprender Proficiência Armadilhas
- Aprender Proficiência Avaliação
- Me divertir <3

@mm
AoYume
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Re: 四 - Morte e Sangue Sab Maio 28, 2022 3:21 pm







If it's not about me...


11
Os olhos atônitos fitam os do tritão de forma estática e inerente enquanto ele discursa sobre aquilo ser certo ou errado de alguma forma. O completo desinteresse porém desfaz-se quando aquilo vira uma dança caótica fazendo-me fitá-lo com um sorriso curioso em meu rosto antes de ser tomada por um novo comentário. "Drácula". Imediatamente me viro na direção de Ophelia com lábios entre abertos, um sonoro abrir de lábios secos que, intensamente frontalmente se seus olhos estivessem muito presos quase poderia ouví-los quebrando quando provocados pelo ambiente tão úmido. Nada é dito porém antes de fechá-los em desistência fosse do que eu tivesse para dizer.

Caminho me arrastando pela água rubra com o manto novamente umedecido que criava um rastro de água e sangue conforme caminhava para fora. Sem nenhum pudor vou até o armário com os pertences para pegar as roupas do agora falecido, secando minhas mãos e também limpando o cano da arma em pólvora logo depois do primeiro disparo para guardá-la novamente em minha cintura. Com as mãos secas pego o livro que estava lendo, para novamente levá-lo comigo enquanto acompanhava os demais olhando suas costas um tanto sismada com a naturalidade, mas, também tendo certo apreço por nenhum escândalo muito exagerado.

Zayn parecia desesperado procurando qualquer coisa para queimar o lugar me fazendo rodopiar os olhos em desgosto logo antes de dar uma breve carreira que devia alcançá-lo sem dificuldade por nossas diferenças de mobilidade. Com as mãos em seus ombros em um toque que era pesado e ao mesmo tempo sutil. - Psss... Calma dançarino. O lugar é muito úmido para "queimar", respira, sinta, pense... Ou me deixe pensar pelo menos... Falo em um tom frígido que, se estivéssemos a mercê da garota e sua própria festa do sangue transformar-se-ia num olhar vazio direcionado a esta acompanhando as palavras de Zayn.

- Procurar aleatoriamente só vai desperdiçar o nosso tempo. Deve ter uma cozinha aqui, procurem por vinagre, o quanto conseguir. Certamente há hidróxido de sódio na parte de limpeza pra tirar os lodos da volta... Se quer queimar um lugar úmido como esse, vai precisar de mais que fogo, vai precisar de uma explosão. Digo com um tom frio enquanto eu vou procurar o hidróxido que deve ser mais difícil para um amador. - E ainda acho que não deve ser tão grandioso quanto você espera... Mas, enfim...

Pegaria algumas garrafas vazias também e se eles encontrassem o que eu pedi, começaria a distribuir entre as vazias o vinagre que era um ácido fraco por cada uma, os preparativos necessários e depois daria aos demais presentes e falaria alvejando a pilha construída pelo tritão. - Coloquem o hidróxido e se livrem rapidinho se não quiserem ficar sem as mãos... Diria jogando, caso tudo desse certo até ali enquanto saltitava alguns passos para trás. A reação era muito exotérmica e em algo fechado como uma garrafa isolada... Kabum...

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Se desse certo, seria um vislumbre cético, frio, iluminado pelas chamas enquanto permaneceria calada, quase cansada das explicações de antes. Um conhecimento velho de um velho decrépito e morto demônio. Minha mão envolveria o manto novamente, cobrindo o rosto antes de arfar. Olho o item recém adquirido, roubado de um corpo morto sem defesas e até um tanto desinteressante, sujo de sangue e pólvora. Minha mão se ergue e do mesmo jeito que o peguei o jogo de volta sem interesse já tendo ele cumprido seu papel.

Acompanharia os demais ao bote, com ou sem sucesso no incêndio.

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Aki
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Aki
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Re: 四 - Morte e Sangue Sab Maio 28, 2022 5:47 pm


morte e sangue

Sobre a cobertura da joalheria mais rica, ela se move em silêncio taciturno



Um deleite de agonia.

Só pensei que fosse durar um pouco mais...

Aki observou o último suspiro de vida daquela mulher, as últimas contrações de seus músculos — a luta para viver. A assassina puxou a chave manchada de sangue da garganta que acabara de perfurar e limpou o objeto nas próprias vestes. Ela agia com tanta minúcia que parecia ser capaz de polir o metal.

Nem foi tão ruim assim, foi? — disse Aki, seus olhos carmesim saltaram uma vez mais para aquele belíssimo cadáver.

Mas então a expressão opulenta de prazer que se estampara na face da ladra-escarlate se desfez.

Um barulho seco e abrasivo ecoou.

Um som já muito conhecido por quem vive debaixo dos panos da sociedade: estouro de tiro.

O semblante de Aki se fechou imediatamente. As maçãs do rosto tingidas pelo sangue fresco de sua vitima. Seus instintos de gatuna fizeram-na despertar o corpo, levantar a guarda e aprumar a postura.

Em seguida, outro barulho familiar e muito fresco em sua memória: vidro se quebrando.

Quantas vezes Aki já não escutou a doce melodia de uma janela sendo estilhaçada para que uma oportunidade de furto fosse aberta... mas, agora, não era ela a malfeitora.

O clima de tensão já havia se instalado. E uma parte da Kurosawa se irritava, pensando: Faltava tão pouco para o próximo passo do meu plano. Se outros ladrões apareceram... podem estragar tudo.

As mãos pálidas envolveram com firmeza a chave roubada, igual se faz com o cabo de uma adaga.

Foi então que, fitando a porta de vidro da sala onde se encontrava, os orbes acarminados estudaram uma silhueta robusta que, pelo lado de fora, se aproximava cada vez mais da esquadria embaçada.

Ela apertou ainda mais forte a chave. A musculatura se tensionando para agir.

A porta foi aberta.

Um sujeito muito alto e corpulento, de pele violeta como lavanda e dotado de quatro braços — certamente não era humano, talvez uma raça das águas. Aki estudou-o através do portal da esquadria. E o silêncio, que não durou muito tempo, daquele primeiro encontro foi interrompido com as falas do homem.

Quê? — balbuciou Aki em resposta.

Por um instante, seus motivos para atacar se quebraram como o silêncio. Ele sequer se importou com o cadáver da recepcionista a meu lado? A face porcelânica da jovem emoldurou um semblante confuso.

E antes que a ladra fosse capaz de entender o que estava acontecendo, outra figura apareceu: uma mulher mais baixa, de feições frias e muito mal-encarada. Aki recebeu o olhar incisivo, fuzilador, daquela mulher e o retribuiu com um corte carmesim de mesma intensidade com seus orbes.

As duas aparições iniciavam uma conversa... um plano, na verdade, em que a mulher demonstrava maior propriedade intelectual.

Então foram eles? pensou Aki, praguejando em silêncio. Seja como for, se eles vão colocar esse lugar abaixo eu devo me apressar. Se eles arruinarem o meu plano eu vou caçá-los até o inferno.

Ainda em silêncio, a ladra-carmesim ignoraria a presença daqueles dois. Pegaria as roupas da recepcionista — que encontravam-se no chão, a salvo do sangue — e correria para o que seria o seu próximo passo: a sala de funcionários.

Se fosse preciso, ela abriria mão de parte de sua furtividade para garantir sua velocidade ao máximo, chegando na porta restrita antes que o incêndio ocorresse.

Ela finalmente testaria a chave e, uma vez dentro da sala, vasculharia tudo o que fosse possível para encontrar algo de valor. Mas não se delongaria para sair dali. Afinal, não iria querer sofrer com o fogo que poderia logo mais se alastrar.


Considerações
Tudo tentativa. Considerei que Zayn e Jhonny encontraram Aki.

Objetivos:
  • Conseguir dois punhais
  • Adquirir as proficiências Anatomia e Psicologia
  • Roubar umas joias
  • Matar marinheiros

Ganhos:
  • Chave desconhecida [Roubo] - (Turno 1 individual, Turno 9 em grupo)




pdv: 2.600

sta: 100

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Aki Kurosawa
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Re: 四 - Morte e Sangue Ter Maio 31, 2022 11:49 am


Morte e Sangue

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A cena foi a seguinte, a mulher, segurando um corpo, e duas outras pessoas olhando para ela. Mas não foi muito mais do que isso, afinal, assim que eles realmente trocaram olhares o tritão orientou para que ela pudesse sair dali, pois logo tudo estaria em chamas. A inteligência de Jhonny era louvável, procuraram pelos químicos que ele havia pedido e encontraram o suficiente para que pudessem colocar tudo aquilo a baixo. Vinagre e hidróxido de sódio. A trupe realizou um empilhamento de diversas madeiras, algumas de móveis que foram destruídos, e algumas de um cômodo com materiais de construção.

Fizeram a base de uma fogueira, e assim que tinha todos os ingredientes em mãos, a mulher começou a preparar. O vinagre ácido em combinação com o hidróxido de sódio que era básico, criou uma mistura que começou a liberar calor sobre aquela base de fogueira improvisada. Começaram a correr enquanto a reação acontecia. A fumaça cobriu o ambiente rapidamente e logo, em torno de um minuto depois disso, uma explosão aconteceu. Eles já estavam pra fora do lugar quando a pequena onda de choque os fez balançar os cabelos.

A cena era linda, estava queimando num tom azulado forte, e a estrutura ruía de dentro pra fora, e logo, toda a estrutura daquela casa foi abaixo, pela chama do renascimento, logo, tudo estaria novo, e melhor. Zayn, talvez, e só talvez, conseguiu realizar sua ambição. Colaborando para uma melhor sociedade, mesmo que seus meios pra isso fossem ortodoxos. Todos aqueles corpos, tudo que a casa tinha para oferecer, tudo foi queimado pelas chamas da fenix.

Ao que se dizia respeito a ladra, ela teve em torno de seis minutos para realizar suas ações, correndo pela estrutura e abrindo mão da sua furtividade, logo encontraria uma sala com uma placa de "apenas funcionários". Bateu a chave na trinca, e girando-a algumas vezes conseguiu abrir a porta do local. Vasculhou. Jogou coisas no chão atrás de algo de valor. E finalmente, após um tempo, encontrou uma caixa de achados e perdidos. Lá, o verdadeiro tesouro do lugar estava guardado, provavelmente uma cliente rica havia perdido durante suas seções de descontração e relaxamento.

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Um colar de pedras brilhantes, todo cravejado. Parecia caro, mas, foi a única coisa que conseguiu pegar antes de ser obrigada a sair do lugar. Uma fumaça esbranquiçada cobriu rapidamente o lugar, e foi o indicativo para que ela pudesse sair o mais rápido possível dali. Mal sabia, mas logo, uma explosão aconteceria. Infelizmente, enquanto corria, a reação terminou de ocorrer, e ela saiu da porta foi lançada pela explosão. Estava perto de mais, e infelizmente, foi pega na explosão.

Felizmente, não foi queimada, mas foi lançada por dez metros. Não foi realmente um dano significativo, mas a pressão da explosão tornou difícil de levantar. E conseguindo, viu a sua frente três pessoas entrando dentro de um bote. Eram rostos conhecidos, daqueles que haviam a encontrado dentro da casa de massagem.

Todo o grupo então, escutou e visualizou um grupo correndo em direção a casa de massagem em chamas, eram marinheiros, que visualizando os quatro começaram a vir em direção de todos eles. Eram dez pessoas, dois - carregando carabinas - começaram a atirar, os tiros voavam e chegavam a passar perto da trupe, mas estavam muito longes e em movimento, não tinham tanta precisão quanto deveriam, e por isso, não atingiam ninguém do grupo.

Estavam numa posição delicada, e precisavam pensar rápido.



Considerações:

Históricos:

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Re: 四 - Morte e Sangue Ter Maio 31, 2022 5:34 pm
Zayn



Jhonny era mais inteligente do que eu pensava, eu achava que nos éramos apenas retardados loucos que se uniram, mas era bom ter alguém com mais QI por perto, a sua ideia de explodir o local era magnifica e eu sem pestanejar seguia o que ela havia falado e vendo o fogo e tudo destruído eu via que valia a pena.

— JHONNY VOCÊ É UM GÊNIO!

A abraçava a apertando com força e depois saia correndo para o bote a puxando, já com todos subindo nele uma pessoa voava alguns metros e então caia na nossa frente, era a gostosa assassina! Mas o que mais me surpreendia era logo atrás dela a multidão que corria para ir atrás de nós.

Apontava duas mãos para eles enquanto pegava a moça caída no chão a puxando para meu ombro, dava dois tapas em sua bunda e então gritava para a marinha em alto e bom som enquanto os tiros passavam ao meu lado.

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— VOCÊS NUNCA VÃO PEGAR ZAYN E SUAS GOSTOSAS MARINHA DE MERDA! JHONNY METE O PIPOCO NESSES FILHOS DA PUTA!

Olhava para Ophelia enquanto ainda ficava apertando a bunda da moça que se encontrava em meus ombros.

— OPHELIA METE BRONCA NO REMO! EU JÁ TE AJUDO, ESTOU COM AS MÃOS OCUPADAS OKTOPASPASPASPAS!

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Quando ela ficasse violenta, e tentasse sair a todo custo de meus ombros a colocaria em um canto, pegaria quantos remos tivessem livres e também começaria a remar com todas as forças, indo para a terceira ilha que ainda não havíamos passado.

Quando ficássemos longe do perigo ainda no bote olharia para a “nova integrante” com um sorriso no rosto.

— E então gostosinha assassina, eu salvei a sua vida! É agora que você me retribui correto? Mas além de ter uma bunda macia e matar pessoas o que você tava fazendo ali?

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Escutaria suas respostas com atenção com uma mão no queixo outra coçando a cabeça e duas ainda remando, era um momento pacifico depois de um tempo então remaria devagar para que demorássemos um pouco para chegar.

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Re: 四 - Morte e Sangue Ter Maio 31, 2022 10:02 pm







If it's not about me...


12
E então, tudo ruía em chamas repletas de sua cor tão própria. Uma explosão ardendo naquele lugar que era um belo de um chamariz para mais problemas e para situações estranhas. A primeira delas era aquela mesma mulher de antes lançada pela onda de choque como um saco de batatas mal preso. E, tal qual um saco de batatas, era erguida pelo Zayn me retomando o abraço de antes intenso. Ao menos agora dava pra dizer que suas intenções intensas estavam com aquela frágil "donzela" de olhos carmesins, se é que era possível dizer tal pelos momentos que presenciei antes. Tanto faz...

Não por menos à ignoraria, pelo vislumbre acima da mulher logo estava o algoz da nossa partida. Arfo em descontentamento enquanto os outros parecem mais intensos e animados. Saco a arma, passeando os olhos sobre alguma coisa mais contundente que apenas devolver outra saraivada de tiro sem propósito. Algum outro lugar explosivo, algum pilar de tenda ao redor que pudesse ser derrubado, um monte de barris, algo que realmente os tirasse da perseguição de forma mais imediata. Se achasse miraria de acordo e dispararia para desencadear a situação que os impedisse. Se não, focaria em qual deles estivesse se aproximando mais velozmente para tentar disparar contra sua cabeça enquanto buscaria me proteger deitada na encosta do bote.

Quando os outros começassem a remar juntaria minhas pernas para ficar agachada e continuar tentando impedir. Se tudo corresse bem, quando houvesse alguma paz viraria para dar atenção aos que os outros conversavam, mas, a priori não parecia ter nada tão interessante além de flerte. - Eu avisei que era melhor sair... Diria segurando a arma em altura que ainda era possível facilmente efetuar um tiro, atenta a resposta da mulher as perguntas de Zayn. Ele não era tão esperto mas o diálogo com ele servia de termômetro para uma escolha ou não de segundo tiro para a mulher ali, afinal, ela já tinha matado alguém também.

A figura parecia sem pudor algum, despida não só de suas roupas como de sua vergonha. Meus olhos passeiam entre um e outro, fechando-os em um espírito revolto interno com o que imaginava que aconteceria. O dedo desliza naturalmente pela arma recolhida por detrás de uma perna enquanto ela se limpa. A outra, a palhaça, igualmente ao roxo também parece cair nas cordialidades de sua graça me fazendo precisar ser cautelosa e fria naquela situação.

Se erguesse a arma o boquiaberto tarado interviria por "suas gostosas", acho que ele se referia já para ela como parte em conjunto à Ophelia pelo plural. A boba da corte também. Já deviam estar alertas por antes, ela própria não parecia estar ainda causando nenhum mal palpável. Linda, conquistando os outros em um "voo" único. Era como uma fruta amarga feita de cera que eu estava sendo obrigada a engolir pelas restrições do meio. Quando Ophelia fazia seu anúncio eu apenas completava sua frase quase naturalmente. - ... Ninguém... A famosa, cerúmen ninguém... Não seria difícil reconhecer alguém como você descreve... Hey cerúmen... Eu odiaria ter que atirar em duas pessoas com quem matei junto em um dia, mas, eu ainda não matei ninguém com você neh... Levanto a arma batendo a ponta quente contra uma mecha de cabelo na testa... - Mas quem é você é uma ótima pergunta... A não ser que prefira ser só ninguém... Como dizia o outro, o mar não lembra o nome dos afogados. Dizia erguendo a arma na direção de sua cabeça.

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Última edição por AoYume em Qua Jun 01, 2022 10:47 am, editado 1 vez(es)

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Aki
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Re: 四 - Morte e Sangue Ter Maio 31, 2022 11:36 pm


morte e sangue

Sobre a cobertura da joalheria mais rica, ela se move em silêncio taciturno



Dizia-se que puxar o rabo de um gato preto o transformaria em ladrão. E também contam que gatos sempre caem de pé. Nesse dia, Aki descobriu da pior forma que um desses dois contos não era verdade.

Segundos antes de fugir, seus olhos vermelhos e intensos admiraram o belo — e, seguramente, caríssimo — colar de brilhantes. Aquele instante se passou bem devagar na mente da gatuna: o fulgor que apenas joias onerosas são capazes de emitir.

Ela guardou o colar dentro do decote e deu o fora.

Mas quando estava para deixar a casa de banho, uma força a pegou de supetão pelas costas. Isso porque o que aquela trupe esquisita fez não foi um simples incêndio, foi uma súbita, inesperada, catastrófica e completamente descabida... explosão.

Ainda que tenha buscado reaver o equilíbrio após ser arremessada, dando uma série de cambalhotas a fim de suavizar o impacto, Aki chegou ao chão com uma dúzia de arranhões. Pelas fisgadas de dor que pôde sentir, ela havia ralado os joelhos e cotovelos.

Embora estivesse ciente de que não estava intacta, a primeira coisa que ela fez foi averiguar o estado da joia que guardara entre os seios. Permaneceu caída enquanto admirava mais uma vez aquele brilho perolado.

Um sorriso bem afiado se formou em seus lábios tingidos. Era uma satisfação única. Porém, de novo seu semblante deleitoso foi desfeito. Dessa vez, começou com mais barulhos de tiro e uma gritaria desenfreada e, em seguida, sentiu sua cintura ser envolvida.

Quando deu por si, estava sobre um musculoso par de ombros largos de pele lavanda. Uma ação de reflexo a fez devolver o colar ao esconderijo do decote.

Ahn? — balbuciou, percebendo que estava sendo carregada pelo quatro-braços de outrora.

Ao longe, ela observou o tiroteio quase cego da raça que ela mais detestava dos quatro Mares Azuis: agentes da Marinha. De perto, aquela trupe esquisita fugindo e trocando tiros. E, bem de perto, sentiu o tritão aproveitando-se da situação para lhe apalpar.

Só que, apesar das carícias indevidas daquele sujeito de pele roxa, o que realmente chamou sua atenção foi o forte grito de ataque perante a Marinha.

Foi aí que Aki, por um pequeno momento, cedeu a postura ardilosa de ladra-assassina.

Mas aquela cena não durou muito. Logo estavam em um pequeno bote, fugindo pelo mar. Então Aki recobrou-se do estranho lapso de consciência que lhe acometeu e já foi buscando um jeito de se soltar, com arranhões e batidas que pareciam inúteis contra os músculos rígidos do quatro-braços.

Ei, roxão! Não é assim que se pega uma mulher — disse a gatuna num tom debochado.

Quando enfim conseguiu sentar-se de maneira decente a um dos bancos do bote, teceu um breve olhar a cada um dos integrantes daquele trio, estudando-os. Em seguida, ainda com a roupa da jazida recepcionista em mãos, Aki olhou para si e lembrou-se do asco que sentia quando permanecia suja e manchada de sangue.

Um momento — disse Aki, antes de responder o homenzarrão.

Logo a mulher já estava se desfazendo de suas vestes antigas, aproveitando-se para se exibir para o tritão. Esse aí é do tipo mais fácil de se aproveitar, pensou, fitando-o de canto enquanto, trajando apenas as peças íntimas, usava as roupas recém despidas para limpar-se do sangue e da sujeira adquirida na queda.

Em seguida, ela usaria de seus conhecimentos de disfarce para personalizar aquele uniforme de atendente da casa de banho, tornando-o uma roupa comum. E nisso ela aproveitaria para refazer o penteado, transformando suas duas mexas compridas em duas tranças volumosas.

Bem melhor agora — completaria Aki ao terminar, dando uma piscadela para o tritão. — E então, gostou da vista, roxão? Isso e muito mais é o que eu posso te dar como retribuição. — Uma pausa para uma troca de olhares e uma risada discreta. — Preciso de algumas joias, sabe? Uma mulher fica tão triste sem seus brilhantes.

Ainda não tenho armas e nem uma forma de transformar o colar em dinheiro... até despistar a Marinha o melhor que posso fazer é tirar proveito desse trio.

O terceiro elemento da trupe esquisita, o qual Aki menos tinha tido contato até então, tomava o palco naquele bote de um jeito bem escandaloso e caricato. Uma garota com figurino circense e maquiagem de bobo da corte. Aki observou bem como ela se comportava e notou seus gestos, sua entonação. E pensou: Essa também me parece outra presa fácil, embora sua maluquice possa torná-la imprevisível.

Quando a gatuna fez menção de responder a arlequina, foi interrompida por aquela garota que a desafiou com o olhar mais cedo. A fria garota tornava a desafiá-la e, agora, de uma maneira bem direta: com o cano da arma mirando a cabeça de Aki.

Já essa será a mais difícil...

Após um segundo de hesitação, a ladra sorriu e se inclinou para recostar-se no banco. Cruzou as pernas, erguendo a que estava por cima até tocar naquela arma com a ponta do pé.

Você é durona, né? — disse Aki, empurrando a mira para o lado. — Vamos deixar as gentilezas para outra hora. Se estou aqui, é pelo seu manda-chuva. Inclusive, acho que ele concorda que os anfitriões devem se apresentar primeiro. — Ela se virou para o quatro-braços e soltou mais uma piscadela. — Não é mesmo, roxão?

Considerações
Tudo tentativa. O resultado da personalização da roupa/disfarce seria este aqui.

Objetivos:
  • Conseguir dois punhais
  • Adquirir as proficiências Anatomia e Psicologia
  • Roubar umas joias
  • Matar marinheiros

Ganhos:
  • Chave desconhecida [Roubo] - (Turno 1 individual, Turno 9 em grupo)




pdv: 2.480

sta: 100

ilhas organ






Última edição por Aki em Qui Jun 02, 2022 12:21 am, editado 1 vez(es)

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Aki Kurosawa