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Opostos não se atraem. Se xingam. Ter Mar 15, 2022 6:29 pm
Opostos não se atraem. Se xingam.

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Marinheiro Kenma "Shirou" Hasegawa e Kirihara Tetsuya. A qual não possui narrador definido.

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Opostos não se atraem. Se xingam. WN4Utd7

Tidus
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Opostos não se atraem. Se xingam

- Kenma -


… - Zzzzzzzzz… Roonc… Zzzzzz… -  Repentinamente meu sono profundo foi perturbado quando senti algo bater na minha perna. - Huuum… ? - Contrai os olhos fechados algumas vezes e logo senti novamente, dessa vez um pouco mais forte. - Xo… xo… Me deixa. - Ainda sem abrir os olhos abanei com uma das mãos tentando espantar o que quer que fosse que estivesse me incomodando. A paz finalmente retornou e senti que poderia voltar a dormir em paz… Que erro ingênuo.

Repentinamente senti um golpe forte me atingir no estômago como se uma pedra tivesse sido atirada. - Uuuuugh! - Arregalei os olhos por trás da venda e ergui os braços e pernas institivamente. - Mas… O que? - Ergui o lado esquerdo da venda e olhei para minha barriga onde me deparei com a cara furiosa de Ademir, ou talvez fosse sua expressão de sempre? - Você… Quer me… Matar ou coisa… Assim? - O pequeno bovino bufou e mugiu algumas vezes. - Hã? Hora de… Trabalhar? O que você quer… Dizer com levanta dai e vai… Fazer suas obrigações... ? Eu to muito bem… Assim. - Cai com os braços abertos e baixei a venda novamente.

Não demorou muito para Ademir me cutucar com a a ponta dos chifres de novo enquanto reclamava. - Ta… Ta… Eu já vou. - Respirei fundo algumas vezes. - Mas daqui a pouco… - Uma cabeçada na costela foi isso que recebi. - Aaarg! Era brincadeira! - Levantei de uma vez, coçando a parte atingida e contorcendo o rosto de dor. - Huuum… - Por trás das vendas olhei na direção dos óculos escuros sobre a escrivaninha. - Você leva isso… Por enquanto. - Coloquei os óculos em Ademir e fui em direção ao banheiro onde realizei minhas necessidades, arrumei meu cabelo para cima e ajustei a fina venda em frente aos meus olhos, elas eram tão ruins que me permitiam ver através dela principalmente por conta de minha visão aprimorada, apesar de ainda não ser uma visão totalmente nítida.

Ainda dominado pela preguiça caminhei - quase me arrastei - até o refeitório para pegar algo para comer, e para meu pequeno companheiro também. Se conseguisse a comida me sentaria junto de Ademir e cutucaria sua bandeja. - É melhor comer… Tudo. - Sem reclamar e em meio ao seu típico rebolado o pequenino devoraria tudo. - Como se… Precisasse dizer. - Em meio a um sorriso também realizaria minha refeição.

Assim que terminasse iria em direção ao meu próximo destino: a sala do superior do quartel general e bateria na porta sem muita força. - Hum? - Olhei na direção de Ademir que estava reclamando. - Eu bati forte… O suficiente. - Repetiria o gesto um pouco mais forte dessa vez. - Feliz? - Aguardaria uma resposta do lado de fora e quando fosse me dado a permissão adentraria a sala. - Soldado Kenma… - Ademir deu uma cabeça de leve em minha panturrilha me lembrando da formalidade. - Soldado Hasegawa… Shirou, se… Apresentando… Senhor. - Bateria continência ainda um pouco sem jeito por ter sido pego desprevenido e, assim, aguardaria pelas ordens de meu superior.



Off/Obs:

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Última edição por 2Créditos em Sab Mar 19, 2022 9:53 pm, editado 5 vez(es)

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Por fim o grande dia chegou. No momento em que a primeira mecha de luz tocava a minha pele eu abria os olhos lentamente e desviava o olhar para a janela com a expressão cansada e ao mesmo tempo irritada. - Odeio madrugar... - foram as primeiras palavras que sairam da minha boca enquanto seguia olhando a janela. Não demorou muito até que finalmente tivesse forças para deixar a cama e claro fui direto ao banheiro fazer o que deveria, eu estava de certa forma ansioso para este dia porque seria o primeiro dia na marinha, e para falar a verdade não estava muito empolgado, talvez porque acordar cedo tira minha vontade de fazer qualquer coisa. Coloquei meu uniforme de marinheiro básico de um simples soldado e desci as escadas um tanto nostálgico, afinal aquela era a minha casa e eu havia tomado a decisão de nunca mais voltar e me dedicaria ao trabalho em tempo integral. Claro que meus pais sequer sabiam da minha decisão, mas como eles nunca tem tempo para nada, não acho que iria fazer falta. Antes de sair fui a cozinha para tomar um bom café da manhã, pois como não sabia o que me esperava no Quartel General, seria melhor estar bem alimentado e totalmente perfeito para o que viesse.

Depois de me preparar e ter todos os meus pertences em mãos, chegou a hora de me despedir daquela velha casa e ao fechar a porta fiquei parado a olhando fixamente pensativo. -
" Não sei se é o correto, mas é o que eu preciso fazer nesse exato momento. " - pensei enquanto me distanciava da casa sem olhar para trás e segui caminho ao Quartel. Por ser desconfiado, enquanto andava eu sempre estava alerta a o que acontecia ao meu redor, olhando discretamente para os lados com a expressão bem séria, quase como se estivesse de mal humor, o que de fato era verdade e o meu olfato aguçado me auxiliava muito bem nesse tipo de situação, ainda que fosse o meu primeiro dia como marinheiro e na teoria não ter nenhuma missão eu tinha completa consciência de que tudo podia acontecer de caminho ao trabalho e por isso nunca baixava a guarda em nenhum momento, até porque andava pela rua com o uniforme posto e um marinheiro pode ter muitos inimigos se andar pela rua errada.

Uma vez que tivesse chegado ao Quartel General, passaria pela porta da frente e iria buscar informação em algum galpão ou qualquer marinheiro que estivesse no local. Quando encontrasse qualquer um dos citados, me aproximaria com a postura séria para pedir informação. -
Ei! Hoje é o meu primeiro dia e queria saber com quem tenho que falar. - ser educado nunca foi o meu forte, mas não era de propósito, era simplesmente a minha forma bruta de ser, mas mesmo não tendo bons modos para iniciar uma conversa, não ia tratar mal a ninguém que não merecesse, até porque eu não sou burro e sei que na marinha existe uma burocracia e muitas pessoas estariam acima de mim, e gostando ou não, eu tinha que aceitar e controlar meu gênio em determinados momentos. Se conseguisse a informação desejada, seguiria exatamente as instruções dadas e no momento em que encontrasse a pessoa responsável com quem teria que falar, me aproximaria calmamente para me apresentar. - Me chamo Kirihara Tetsuya e hoje é o meu primeiro dia na marinha. - diria olhando nos olhos da pessoa responsável mantendo a minha pose séria e centrada.


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Última edição por Raizen em Dom Mar 20, 2022 12:25 am, editado 1 vez(es)
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Flevance


Os Opostos Não se Atraem. Se Xingam.

Kenma "Shirou"

Mais um dia simples e comum se iniciava na cidade branca, enquanto a muita insistência o cansado e preguiçoso Kenma finalmente acordava após inúmeras tentativas de seu bichano. Uma ajeitada ali e aqui, e o “experiente” soldado já estava pronto para um dia animado de trabalho, - ou talvez não.

O QG como sempre era bem movimentado logo cedo, alguns soldados mais animados até mesmo cumprimentavam o rapaz, que por capricho da preguiça apenas ignorava seus aliados, se dirigindo até o refeitório para degustar de um belo café da manhã regado a frutas, pão integral e um bom café para ver se injetava uma adrenalina no guerreiro.

Alimentado e acordado, - ou nem tanto – Kenma finalmente chegava na sala de um dos superiores que empurrado pela agitação de Ademir, recebia a liberação de sua entrada por uma voz velha, rouca e aparentemente tediosa. - Apenas entre! - Do lado de dentro, a sala não ocupava mais do que 5 metros quadrados com uma janela bem ao fundo da mesa de madeira que se postava bem à frente da porta. No canto esquerdo ao fundo da sala um armário velho de arquivos e alguns quadros espalhados pela sala com fotos bem egocêntricas do velho.

- Soldado Hasegawa, ahn!? Não temos nada por hoje garoto, apenas vá e limpe a sala de treinamento. - Em sua mesa era possível ver a plaquinha com seu nome e patente escritos, Sargento Haplikova Tutum. - Tá esperando o que, garoto!? Vamos! - Exclamava o velho notando a possível demora do rapaz.

Assim que Kenma seguisse suas ordens, seria bem tranquilo para o rapaz conseguir o material necessário na sala de limpeza. A sala de treinamento por sua vez estaria bem agitada, com marinheiros de patentes mais altas como cabos e sargentos que usavam os aparelhos de musculação, ou mesmo se enfrentavam em combates simples no centro da sala sobre o tatame.

No fim, mais um dia apático e simples para um soldado de Flevance que apenas passaria boa parte de seu dia limpando o quartel.

Tetsuya

A dor e a perda levaram o jovem Tetsuya até aquele momento, uma despedida dolorosa, mas que também era necessária para os seus ideais. Sem se preocupar com a opinião de seus pais que se quer eram próximos do garoto, o aspirante a Soldado vestia o seu manto da justiça e seguia rumo ao quartel, lugar que seria sua nova casa.

A caminhada até o G-102 era bem calma e fria como de costume em Flevance, e àquela hora da manhã as ruas ainda eram pouco habitadas, com fraca movimentação dos cidadãos, com exceção apenas dos comerciantes que lentamente se achegavam aos seus lugares de costume.

O extenso portão de ferro com o enorme e vanglorioso logo da marinha se abria para a entrada de seu mais novo integrante que logo recebeu as devidas orientações. - Hum... - Um soldado que ficava responsável pelo portão, analisava a grosseria do rapaz. - Só seguir até o final daquele pátio e virar a última entrada a direita, logo de cara haverá uma sala com uma plaquinha escrito “secretaria”. Só chamar que qualquer um te atende. - Orientado, Tetsuya seguiu com tranquilidade as instruções e tomou rumo até a secretaria.

- Oi, Tetsuya! Tudo bem? - Perguntava uma jovem garota trajada casualmente, mostrando claramente não fazer parte da marinha como um soldado o algo do tipo. - Assine esses papéis pra mim, por favor. - A garota entregava uma prancheta com toda a documentação do alistamento de Tetsuya junto de uma caneta, aguardando as assinaturas do rapaz. - Frente e verso, por favor, hihi. -  

- Muito obrigado, Tetsuya! Como hoje é seu primeiro dia, vou te passar uma tarefa simples e por enquanto bem comum por aqui, hihi. - A garota guardava os papéis assinados junto de uma pasta e os colocava sobre a mesa antes de voltar a falar. - No fim desse corredor, tem a sala de limpeza. Só solicitar o material necessário e tomar aquelas escadas bem ali no meio. Elas te levarão direto para a sala de treinamento. - Um sorriso meigo era recebido, seguido por uma breve despedida. - Mais tarde você vai poder conhecer o nosso Tenente responsável. Bye, bye... - Um aceno de despedida era entregue pela garota que se virava para continuar o seu trabalho.

No fim do corredor, o aspirante a marinheiro receberia um pequeno kit de limpeza e, assim que tomasse rumo até a sala de treinamento, notaria a grande movimentação de seus novos companheiros que usavam os aparelhos de musculação, e realizavam alguns combates simples sobre o tatame que ficava na parte central daquela sala. E bem ao canto, seria possível ver um cansado e apático soldado que assim como Tetsuya, havia sido incumbido da limpeza do local, acompanhado por um pequeno e belo Boi Anão.


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A caminhada até o Quartel General foi tranquila, até porque nenhuma pessoa psicologicamente saudável iria sair da cama a essa hora da manhã, para dizer a verdade até aquele momento eu nem sabia se queria de verdade estar acordado e ainda mais andando na rua a essa hora, mas o fato é que ali estava eu com minha cara fechada rabugenta andando até que por fim conseguia ver aquele extenso portão de ferro com o símbolo da marinha. - Tá, não é tão feio assim... - disse em voz baixa enquanto me aproximei. Chegando no meu destino fui buscando informações pouco a pouco até que minha pequena jornada me leveu até uma secretária, ela não usava nenhum tipo de uniforme e até parecia ser simpática, mas eu não estava nem um pouco interessado nas baboseiras que ela dizia, eu fiquei em silêncio apenas escutando tudo o que me era dito e assinando o que me era dado sem dizer uma palavra com a mesma cara de mal humorado de sempre. Tudo parecia ir bem até que finalmente ela chegou no ponto que eu estava esperando: a primeira atividade, mas ao escutar o que teria que fazer o meu humor já mudava drasticamente, no momento em que escutei a secretária dizer que a minha primeira tarefa seria de limpeza, eu não segurei e comecei a resmungar. - Quee?! - eu estava claramente irritado e a minha voz já demonstrava. Segui escutando aquela mulher e quando terminava de dar a orientação de onde eu teria que ir, eu dei as costas para ela e segui andando até o local indicado sem esperar que ela terminasse a sua ultima frase. - Mas que palhaçada... - segui resmugando em voz baixa, mas sem me importar muito se ela escutasse ou não, antes de me afastar totalmente, disse em voz alta para que ela escutasse. - Quando se fala com alguém que se apresenta, o certo é se apresentar também... Secretária. - disse de forma um pouco grosseira, a chamei de secretária porque a abençoada sequer se apresentou.

Chegando ao final do corredor, recebi o meu kit de limpeza com a expressão bem irritada e não disse uma palavra, apenas peguei o que tinha que pegar e sai andando até o local designado, eu não tinha escolha, precisava fazer o que me mandavam. Chegando no local de treinamento eu via que havia muitos outros recrutas realizando diversos tipos de exercícios desde musculação até treinamento de combate, claro que ver aquilo me deixava ainda mais irritado. -
" E eu aqui limpando... Mas que perda de tempo! " - era a única coisa que passava pela minha cabeça diante daquela situação. Mas naquele local havia outra coisa que chamou a minha atenção, justo onde eu iria começar a limpar havia um outro marinheiro com os mesmo materiais que eu, e naquele instante eu havia sacado que ele tinha sido designado a mesma função, mas tinha algo muito errado com aquele cara. Ao me aproximar, podia notar que ele estava muito cansado, talvez porque estivesse fazendo aquilo a muito tempo, ou pelo menos era o que sua expressão corporal dizia. - Ei, você! Está vivo?! - dizia enquanto o encarava bem sério, e se não tivesse nenhuma resposta do mesmo, tentaria usar outra estratégia para chamar a sua atenção. - ACORDA PRA CUSPIR! - dizia com o tom alto e no momento em que tivesse sua atenção, seguiria normalmente. - Você também foi encarregado de limpar isso aqui?! - perguntava de forma um tanto agressiva, como sempre, mas outra coisa tinha chamado a minha atenção: o animal que acompanhava aquele rapaz. - E porque diabos você anda com uma vaca?! - dizia um tanto surpreso olhando fixamente aquele estranho animal na minha frente. Depois de trocar algumas palavras com o meu colega de limpeza, comecei a fazer o que me foi designado: esfregar o chão enquanto observava os demais soldados treinar, esperando que um dia chegasse a minha vez.


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Última edição por Raizen em Sab Mar 19, 2022 10:29 pm, editado 1 vez(es)
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Opostos não se atraem. Se xingam

- Kenma -


Não temos nada por hoje, não temos nada por hoje… Essa frase ecoou repetidas vezes na minha cabeça, balancei a cabeça levemente com um sorriso bobo no rosto, não de felicidade, mas porque um certo alguém tinha me acordado para vir até nosso superior para ouvir isso. Me virei na direção de Ademir no chão e repeti sussurando. - Não temos nada… Por hoje. - O sorriso se estendeu e o pequeno bovino apenas virou o rosto fazendo beicinho, como se estivesse tentando assobiar enquanto se fazia de desentendido. Nesse meio tempo o sargento chamou minha atenção e me dispensou com uma nova tarefa. - Certo… Obrigado… Eu acho. - Murmurei a última parte antes de me virar e sair.

Durante o caminho até o quarto onde o material de limpeza era guardado não pude deixar aquilo passar tão barato assim. - Feliz agora? Mas tudo bem… Porque você vai me ajudar… Não é? - Ademir continuou caminhando um pouco na minha frente sem olhar para trás. - Não se finja de desentendido… Estamos nessa por… Sua culpa. - O pequenino reclamou alguma coisa da qual não dei muita atenção antes de eu pendurar um pano em seus chifres. - Vamos… Se terminarmos logo… Voltamos logo. - Com um rodo embaixo do braço e um balde pendurado fui até a sala de treinamento quase me arrastando, Ademir voltou a se animar e eventualmente precisava me puxar ou empurrar preocupado que pudesse dormir no meio do caminho.

Como de costume o lugar estava repleto de pessoas. - Quanta energia… Logo cego. - Só de ver toda aquela gente se exercitando já fiquei cansado, bocejei, coloquei as coisas no chão e me sentei. - Ta… - Puxei o pano da cabeça de Ademir e arrumei no chão. - Hora de fazer o seu… - Me levantei e me apoiei no rodo até ouvir o pequeno bovino novamente. - Hum? Quer competir… Comigo? - Arqueei uma das sobrancelhas por baixo das vendas. - Se você ganhar… Eu devo te pagar algo bom… Para o almoço? E se eu vencer… Você me deixa dormir… Em paz? - Aquele maldito pestinha sabia exatamente como me instigar. - Certo… Foi você quem pediu por isso... - Dei um sorriso confiante e apertei o rodo com firmeza e... Tombei para frente, apoiando-me no rodo, a energia desapareceu tão rápido quanto tinha surgido.

Nesse meio tempo um sujeito que falava alto demais chamou minha atenção. - Acordar… Cuspir… ? - Inclinei a cabeça de lado processando o que ele estava tentando dizer de repente. - Aaah… É, limpar… O trabalho nobre… De um marinheiro... - Deixei o cabo do rodo apoiado no meu peito enquanto movia os braços como se estivesse forçando um arco de um arco íris entre eles. Não muito depois o mesmo olhou na direção de Ademir e fez um questionamento imprudente. - Ehn? - Alternei o olhar entre os dois, o pequeno bovino bufou deixando o ar sair com violência de suas narinas e ciscou como se estivesse se preparando para atacar, suas sobrancelhas grossas e curvas por trás dos óculos escuros deixaram sua expressão ainda mais intimidadora. - como se um bovino daquele tamanho conseguisse intimidar alguém. - Ele não é uma vaca. - Me abaixei e coloquei uma das mãos sobre sua cabeça, mas Ademir balançou a cabeça e ameaçou atacar o rapaz com seus chifres, fazendo-me ter de segurá-lo. - Calma… Calma! - Meu corpo foi levemente arrastado para frente com o tranco. - Ele é o Ademir… Um grande e orgulhoso bovino… E um dia ele será lembrado como o maior de todos… Por favor, não confunda novamente. - Comentei em meio a um sorriso torto já que estava tendo dificuldade em mantê-lo sob controle.

Felizmente o animalzinho se acalmou após ofender o marinheiro de cabelo espetado algumas vezes, por sorte para ele não passou de alguns mugidos, quer dizer, pelo menos esperava que ele não entendesse a língua dos bovinos. - Certo… Você ainda não ganhou… Lembra? - Comentei com Ademir que me olhou com surpresa, balançou a cabeça, bufou para o marinheiro novamente e virou a cara claramente furioso. - Não ligue pra ele… É uma longa história. - Comentei em meio a uma expressão mais neutra, aquele tipo de comentário era algo com a qual tivemos de conviver por muito tempo, mas não deixava de me incomodar e Shirou provavelmente teria lidado de uma forma… Diferente, digamos assim.

Deixando aquela cena constrangedora de lado comecei a limpar vagarosamente, ou tentei pelo menos, limpava um pouco, parava, mais um pouquinho… Enquanto isso Ademir estava… Bem, acho que eu estava condenado a perder desde o início. - Seu merdinha… - Resmunguei vendo o bovino deslizando e girando em cima do pano pelo salão. - Isso é trapaça… ! - Exclamei em sua direção, mas o pequenino apenas virou a cabeça enquanto rebolava em cima do pano que corria de um lado pelo outro pelo salão.

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… O dia mal tinha começado e eu já estava derrotado, aquilo era uma vitória completa do Ademir e nem precisávamos de um juiz para saber disso.



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Kenma "Shirou" x Tetsuya

O encontro entre os dois aspirantes da marinha havia sido amistoso, apesar de Ademir aparentemente guardar algum rancor contra Tetsuya pela sua falta de delicadeza. Kenma por outro lado era de certa forma indiferente, se preocupando mais em acalmar o seu pequeno companheiro.

A conversa se desenrolou por poucos minutos até que os dois seguiram para o seu fatídico dia de trabalho: limpar o quartel. O trabalho era simples e costumeiro para Kenma e Ademir, já Tetsuya não gostava nem um pouco daquilo, principalmente por ver outros companheiros de profissão treinando e lutando enquanto ele, tinha que limpar o chão para que os outros rapazes pudessem treinar.

Dentre o trio, o único a se divertir era o pequeno mascote que deslizava com graça pelo salão esfregando não só o chão, mas também a sua vitória bem na cara de Kenma que simplesmente aceitava a amarga, mas já esperada derrota.

No meio do tatame, uma voz começava a se destacar dentre os demais. - Vamos! É sério que vocês se consideram marinheiros? - Alguns impactos corporais bem fortes eram possíveis de escutar. - Que irritante! - Bem no centro do combate, um rapaz que aparentava ter 2,5m de altura, barba cheia e um corpo gordo, ainda que tivesse muitos músculos, acertava um soco no estômago de um dos marinheiros que caia no chão tremendo. - Qual é! Se o Tenente ver isso aqui, a culpa vai ser minha! -

Outro marinheiro tentava agarrá-lo, mas ainda era inútil, pois o mesmo o agarrava de volta jogando-o para fora do tatame. Contudo, por azar de Tetsuya, a direção em que esse marinheiro havia sido arremessado era justamente onde o rapaz estava e, por vontade do destino, o jovem era acertado pelo homem que pousava sobre ele.

- Tá vendo!? Outro inútil! Além de ficar limpando esse lugar, conseguiu ser acertador sem fazer nada! DAHAHAHA! - O homem que havia arremessado aquele marinheiro para fora ria da situação, caçoando do jovem Tetsuya pelo acontecido. - Ei, chifrudo! Você mesmo aí! - Chamava a atenção agora de Kenma. - Ajuda o seu amiguinho ali a ficar esperto da próxima vez! - O homem virava de costas para os dois, mas não sem antes dar uma última olhada para Tetsuya mostrando certo desgosto pelo jovem.


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Quando cheguei no local que me havia sido designado para a limpeza encontrei uma figura um tanto exótica, parecia ser alguma raça de mink porque era muito parecido a um humano, mas tinha um par de chifres que eram um tanto chamativos. A um princípio eu fiquei encarando aqueles chifres enquanto passavam muitas coisas pela minha cabeça, como por exemplo, como diabos alguém teve coragem de transar com um touro para que esse rapaz nascesse, mas naquele momento preferi me calar porque haviam outras coisas mais importantes a serem apontadas. - " Tem alguma coisa muito errada com esse cara... " - pensei enquanto o encarava, observando a forma que falava e que se movia. - " Pensei que estava cansado de tanto trabalhar... Mas parece que é apenas um preguiçoso safado. " - continuava a refletir enquanto uma pequena gota de suor escorria de minha testa e naquele momento não consegui esconder a minha cara de decepção. Chamar aquele animal de vaca provavelmente não foi a minha ideia mais brilhante, mas no momento em que eu abro a boca para falar, por ser uma pessoa muito sincera eu simplesmente não consigo mentir e falo o que penso sem pestanejar. Aparentemente o meu comentário não agradou muito a vaca, que adotou uma postura como se quisesse me atacar e para ser sincero eu não esperava aquela reação e por isso instintivamente dei um passo para trás um tanto assustado. - Mas o que...?! - enquanto o preguiçoso acalmava o seu animal, ao mesmo tempo me disse o seu nome e porque havia se alterado por ser orgulhoso. - Calma, eu não disse por mal, não precisa ficar assim. - disse calmamente tentando acabar com aquela situação, mas meu caráter quase nunca me deixava pedir desculpas.

Depois que aquela situação toda acabou eu peguei o meu esfregão e comecei a fazer o que me foi mandado, gostando ou não ordens são ordens. Fui esfregando e limpando aquele chão sujo até que de forma tranquila, depois que meu sangue esfriou apenas segui fazendo o meu trabalho sem resmungar. Mas a minha tranquilidade durou pouco porque não mais passou alguns minutos e já conseguia escutar alguns gritos vindo daquele enorme tatame que havia na sala de treinamento e parecia que a coisa estava ficando feia, porém não me afetava em nada, apesar dos gritos eu achava aquilo normal e segui fazendo o meu trabalho, porém antes mesmo que eu tivesse tempo de reação senti um enorme impacto em meu corpo e fui diretamente ao chão em menos de 1 segundo. -
Filho da...! - disse enquanto ia me recuperando pouco a pouco porque naquele momento inclusive a minha visão estava um pouco borrada. Depois de me recuperar parcialmente, empurrei o homem que estava em cima de mim com as mãos. - Sai de cima, imundice! - disse de forma um tanto rude enquanto ia me levantando pouco a pouco, aquela situação já havia estragado o meu humor porque me sentia um pouco dolorido no local onde recebi o impacto, mas o que me tirou completamente do sério foi a forma que aquele outro marinheiro havia falado e principalmente falado de mim. - É QUE?! - disse alto e nitidamente irritado. - Quem você está chamando de inútil, seu gordão?! - já não havia gritado como antes, mas ainda mantinha a minha forma chula de falar. - O que você acha do inútil aqui subir no tatame para chutar essa bunda gorda?! - aquela situação havia me deixado bem irritado e eu com certeza não ia deixar aquele cara sair se escutar e de preferencia levar a sua. Havia notado que ele aproveitou para diminuir o meu companheiro de limpeza o chamando de chifrudo e eu imediatamente o tentei defender. - Eu e o chifrudo ali podemos dar uma surra em você e em quantos mais queira! Cai dentro gordão! - disse de forma bem agressiva, e se o meu companheiro ainda não estava metido na encrenca, eu com minha forma "nobre" de defende-lo, o havia posto em um aperto comigo.

Se o homem aceitasse o meu desafio, subiria no tatame e se fosse permitido armas pegaria qualquer espada que tivesse disponível para o confronto e estaria pronto para começar o combate. -
Vamos acabar com a raça deles! - diria a meu companheiro com um sorriso confiante e ao mesmo tempo sádico, como se estivesse feliz com aquela situação. Enquanto me preparava, metia o meu dedo indicador no meu nariz e começava a limpa-lo, tirando meleca e jogando no chão para deixar meu nariz bem limpo, era uma ação que eu realizava de forma inapta. Como não sabia o que esperar do meu oponente, os meus principais movimentos seriam evasivos e defensivos, usando pequenos saltos para desviar de algum possível ataque e se não desse para desviar, optaria por bloquear como pudesse e me afastaria na primeira oportunidade enquanto analisaria bem a minha situação antes de adotar uma postura ofensiva, afinal eu não sou idiota o bastante para tomar uma postura ofensiva sem saber contra quem estou lutando.


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- Kenma -


Nosso curto encontro com o novato barulhento terminou de forma no mínimo estranha, ele era exatamente o tipo de pessoa que detestava: os enérgicos barulhentos, mas isso significava que provavelmente se adaptaria fácil já que não parecia ser muito diferente dos outros barulhentos que estavam no local. - Vai ser… Um dia cansativo. - Resmunguei comigo mesmo em meio a um bocejo. Ao menos Ademir estava se divertindo com o trabalho e sua ajuda tornava tudo mais fácil, contudo isso tinha me custado uma aposta da qual ele com certeza faria questão de me lembrar até que fosse paga.

A tranquilidade - se é que podia chamar assim - foi rompida quando o marinheiro de cabelo espetado foi atingido por outro que foi jogado do tatame. - Eeeeh… - Tombei a cabeça de lado e olhei na direção do grandão barulhento. - Um belo... Arremesso... Mas... - Cocei a nuca já imaginando a bagunça que isso daria, e não foi preciso muito até que o caos fosse instalado. Nesse meio tempo Ademir voltou e parou ao meu lado olhando pra mim como se eu devesse fazer alguma coisa. - Não, não. - Balancei a cabeça em negação. - Isso não tem… Nada a ver… Com a… Gente. - Seu olhar desafiador não diminuiu e ele não precisou dizer nada para saber o que queria que fizesse.

Mesmo me negando a ajudar o marinheiro loiro fez questão de tentar me arrastar com ele pra aquela confusão. - Eh? - Olhei na direção dele e depois para o outro. - Impossível… - Balancei a mão em negação em frente ao rosto. - Olha o tamanho… Desse cara… Se ele caísse em cima de mim… Eu ficaria fino como… Folha de papel. - Dei de ombros e percebi Ademir rindo. - Oh sim… Acho que conseguimos entendê-lo… Por ser um bovino também… Ou seria um… Suíno? - Ademir concordou balançando a cabeça, por mais que estivéssemos fazendo graça da cara do marinheiro ambos parecíamos estar conversando de forma séria.

- Oh… Não se incomodem… Podem continuar… Eu tenho trabalho… Pra fazer. - Comentei levantando o esfregão. Nesse momento Ademir me chamou dando outra sugestão. - Você quer apostar… De novo? - O pequenino dessa vez queria apostar na luta que estava para acontecer. - Então eu dobro… E aposto no suíno. - Olhei para o loiro e dei de ombros. - Nada… Pessoal. - Ademir bufou e retrucou, pois queria apostar no mesmo. - Você também acha… Que o magricelo… Não aguenta? Huum... - Levei uma das mãos até o queijo. - Mas… O grandão pode ser só papo… Tem aquele ditado… Porco que muito grunhe… Não morde… Espera isso ta errado. - Tombei a cabeça de lado. - Que seja… Vamos apenas observar então… Já te devo demais...

Bocejei e me apoiei no esfregão ficando a uma distância segura do tatame, uma que julgasse segura o suficiente para não ser atingido por outro marinheiro voador e esperaria que o espetáculo começasse, afinal de contas já tinha trabalhado demais por um dia e esse era um bom momento para relaxar, sim eu estava me dando uma folga, afinal de contas merecia depois de tudo isso, certo?



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Re: Opostos não se atraem. Se xingam. Sex Mar 25, 2022 12:19 pm
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Kenma "Shirou" x Tetsuya

As coisas pareciam sair um pouco do controle, já que Tetsuya ao ser atingido involuntariamente pelo marinheiro que acabara de tomar uma bela surra do outro grandão, perdia suas estribeiras devido a “provocação” do gorducho. - Você me chamou de que?... - Respondia o homem ao ouvir o insulto do jovem marinheiro. - Iiiiih... - Era possível ouvir o resto dos soldados que ali estavam ao ver que Tetsuya talvez tivesse cometido um grave erro.

- ENTÃO PODE SUBIR SEU LOIRINHO DE MERDA! VOCÊ VAI VER O GORDÃO AQUI TE AMASSAR, SEU INÚTIL! - Os dois causavam um atrito de palavras que só faziam com que o resto do pessoal apenas soltassem reações de espanto. - Pode chamar quem você quiser, vão morrer aqui nesse tatame! - O gordo se virava para pegar um par de luvas de boxe enquanto par Tetsuya, era entregue uma espada de madeira simples, sem nada demais. - Desculpa, amigão! Aqui a gente só usa isso pra treinar... Boa sorte, vai precisar. - O marinheiro que lhe arrumava a espada, batia em suas costas como se tivesse pena do garoto, e em seguida se retirava dali.

Estando fortemente armado ou não, Tetsuya aparentemente se animava com a chance do combate, pois por um tempo não teria que limpar nada. Contudo, ao tentar levantar o astral de seu companheiro, notaria que o rapaz não estaria ao seu lado, e que preguiçosamente apenas deixaria que Tetsuya cuidasse de tudo enquanto observava tudo de fora escorado sobre o esfregão.

- HAHAHA! Tô vendo o quanto seu amigo tá preocupado! - O grandão já preparado, avançava contra o jovem loiro sem esperar, buscando jab’s com sua mão esquerda que eram de certa forma bem rápidos apesar de todo aquele peso. Tetsuya por ser mais leve e rápido, conseguia se esquivar por muito pouco dos rápidos socos, porém, o grandalhão começou a acelerar aos poucos aqueles jab’s que em um momento crucial dos golpes, acabou por pegar de raspão no rosto do loiro.

Na sequência desse golpe de raspão, o gorducho encaixou um direto com seu punho direito bem na altura do peito, Tetsuya conseguiu colocar a espada na frente para bloquear, mas a força do homem era tamanha que quebrou a frágil arma, e em um reflexo, o jovem marinheiro saltou para trás se afastando do grandão que sorria para Tetsuya no mesmo momento.

Na hora por conta da adrenalina o jovem rapaz não pode perceber, mas o seu uniforme parecia surrado na região do golpe, e uma marca vermelha em sua pele surgia trazendo uma dor suportável, mas que servia de aviso. Por outro lado, um jovem e preguiçoso bovino que bocejava de preguiça, caia no sono enquanto observava uma luta que naquele momento era bem monótona, trazendo a nossa realidade alguém mais... animado.


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Re: Opostos não se atraem. Se xingam. Sex Mar 25, 2022 10:38 pm
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- Shirou -


O circo estava montado, o brutamontes não ficou nenhum pouco feliz da forma que foi chamado pelo loirinho, o resultado? Bem, se tivesse apostado com Ademir em seus termos ele teria outra vitória fácil. - Huuum… Previsível… ? - Olhei para baixo onde o pequeno bovino parecia entretido pelo menos, mas eu? Bem, tudo começou a escurecer e até mesmo os sons ficaram cada vez mais abafados, acho que ouvi algo quebrando? Não sei… Acho que… Zzzzzzz...

- Han? Han? Porque tá tão escuro?! -  Balancei a cabeça de um lado para o outro desesperadamente. - ADEMIR ESTOU CEGO! - Meu companheiro então avisou que na verdade ainda estava usando as vendas daquele preguiçoso idiota. - Aaarg! MasEsseIdiota! - Em meio a resmungos retirei as vendas por cima e a guardei em um dos bolsos, deixando com que o cabelo antes espetado cedesse em meio a algumas gavinhas elétricas avermelhadas e revelando meus olhos brilhantes com o que estava adiante.

- ADEMIR SOLTA O SOM! - O pequenino começou a coreografar sua dança rotineira, rebolando e posso jurar que o vi puxar uns pompons de baixo de sua cobertura. - OPaiTaNaOn! - Realizei um giro em meu próprio eixo, balançando os braços de forma rítmica até parar virado para o tatame, apontando os braços para frente com os dedos indicadores e anelar. - TáNaHoraDoHeroi! - E o pequeno bovino explodia em confete ao meu lado, de onde ele tirou isso? Quem sabe.

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Antes de conseguir dar um passo na direção do combate senti uma fisgada nas costas e me inclinei para frente. - Aaarg!TscTscTtsc! - Levei uma das mãos até as costas. - Minha lombar! Aquele idiota nem se alongou? Olha pra esse corpo todo travado! TempoTempo! - Comecei a me alongar, girando de um lado para o outro, fazendo alguns agachamentos e até abdominais. - Me Ajuda aqui Ademir! - O pequenino pisou nos meus pés e até mesmo me ajudou a contar. - Certo, to pronto! - Dei alguns passos em direção ao tatame esboçando um largo sorriso confiante, mas parei no meio do caminho. - Eeeein?! EiEiEi! - Apontei na direção do marinheiro rechonchudo. - Tritões não são permitido aqui, amigo! Alguém chama o tenente, isso aqui tá errado! - Ademir confuso questionou que não existia tritão nenhum ali. - MasOQue? Aquilo claramente é um Tritão Baleia! Talvez um daqueles mestiços? - Exclamei claramente indginado. - Ein? Não existem Tritões Baleia? Quem disse isso? E desde quando você virou especialista em peixe? EinEin?! - Me abaixei e me aproximei do bovino que balançava sua cabeça como se eu estivesse o envergonhando, pobrezinho não estava acostumado a grandiosidade! Culpa daquele preguiçoso vida mansa que o mimou tanto. - Que seja!

Sem mais delongas saltei sobre o tatame. - Não se preocupe porco-espinho. - Olhei na direção do novato. - Shirou-senpai vai lhe salvar! - Apontei em minha própria direção com o polegar e... Bem, permaneci em silêncio por alguns segundos… - IssoFicouMelhorNaMinhaCabeça. -  Uma gota de suor escorreu pela têmpora, me neguei a olhar para Ademir mas sabia que ele deveria estar escondendo a cara de vergonha agora.  - Hrum, hrum. - Limpei a garganta tentando mudar aquele clima constrangedor. - Mink Ryu! - Sem perder mais tempo bati os pés com firmeza e flexionei os joelhos, ergui o braço direito deixando-o esticado para frente com a palma aberta, o braço esquerdo era erguido até um pouco acima do estômago com o punho fechado e virado para cima.  - Espero que consiga me entreter, amigo. - O ar trapalhão desapareceu dando lugar a um olhar confiante e desafiador junto ao surgimento de pequenos feixes de eletricidade que faziam meus cabelos se agitarem de leve.

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- BOOOOOOOOOOOORAAAA! - A eletricidade percorreu meu corpo e me impulsionei para frente com toda velocidade que dispunha, o braço que estava apontado para frente foi puxado para trás dando impulso para realizar um golpe com o punho fechado que vinha pela outra direção visando atingir o estômago do gorducho. Logo em seguida já levantaria o outro punho para continuar a sequência de golpes, mas antes disso utilizaria o trabalho de pés e começaria a tentar flanqueá-lo girando em sua volta pela direita, enquanto isso efetuaria um soco de baixo para cima visando suas costelas. - VamosVamosVamosMeEntretenha! - Comentaria com um largo sorriso no rosto. Durante o combate estaria a todo momento tentando inclinar meu corpo de um lado para o outro com objetivo de evitar seus possíveis contra-ataques, quando notasse um golpe vindo em minha direção de forma direta visaria me inclinar para o lado dando passos curtos e inclinando meu corpo, se fossem golpes altos tentaria me abaixar e passar por baixo, se fossem baixos recuaria aproveitando minha envergadura,  a todo momento que a esquiva fosse bem sucedida ergueria os punhos para tentar golpeá-lo com golpes de baixo para cima focando sua barriga - que era um alvo bem grande.

Meus pés continuariam a se movimentar com agilidade, se recebesse um golpe tentaria me recompor jogando meu corpo para frente e voltaria a avançar! - É assim que tem que ser! UseOsPunhosComoUmHomem! - Continuaria tentando pressioná-lo, desferindo golpes rápidos e curtos, priorizaria a quantidade do que qualidade, mas meu objetivo seria golpear a mesma área o mais próximo possível, pois água mole em pedra dura tanto bate a até que fura! E se em algum momento o visse vacilar não hesitaria, tomaria impulso e pularia em sua direção. - Yeeeeeeeeeeeeeee! - Um grito de guerra antes de tentar golpeá-lo com uma cabeçada com toda minha força!



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Re: Opostos não se atraem. Se xingam. Sex Abr 01, 2022 11:56 am
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Kenma "Shirou"

Enquanto Tetsuya sentia a força de seu oponente, Kenma por outro lado em sua demasiada preguiça aos poucos caia em um sono profundo, do qual agora dava lugar para aquele que era muito mais enérgico, alguém que não via o mundo já fazia um tempo.

Shirou agora tomava posso do corpo, e Ademir mais animado do que nunca preparava todo o cenário para o seu dono, aquele que o bichano parecia mais gostar, pois tirava sabe lá de onde todas aquelas coisas festivas que anunciavam a chegada do grande herói.

Todos que estavam naquela sala estavam pasmos com a forma que aquele garoto gostava de chamar a atenção, mas que quebravam suas expressões com largas risadas ao verem o rapaz se contorcer ao tentar subir no tatame.  

Mais empolgado do que nunca, Shirou subia pronto para a batalha, mas sem antes atirar um insulto inocente contra o grandalhão que bufava ao ouvir ser chamado de baleia. - BA - LEEEEIA? ... aaaaAAAAAAAAHHHH!!! - O gorducho, já mais irado do que antes, avançou enquanto Shirou continuava sua performance.

O bovino se envolvia em pequenos fios de eletricidade, mudando todo o ar festivo que o rondava, fazendo até mesmo os outros marinheiros o olharem com certa seriedade. Os dois oponentes se chocavam com socos poderosos, os impactos eram tão grandes que algumas faíscas eram empurradas pelo ar devido a eletricidade que o Shirou tinha, e o vento cortante dos socos do gorducho.

A dupla seguia trocando socos poderosos, e em alguns momentos Shirou conseguia se esquivar e acertar o estômago do grandão, em outros momentos, era o gorducho quem conseguia bloquear os golpes e devolver socos no rosto do jovem bovino.

A briga estava no ápice, os dois se digladiavam da forma mais insana possível, até que os dois tomavam a decisão do golpe mais forte e mais poderoso, onde Shirou encontrou a brecha para usar os seus chifres na barriga de seu inimigo, este que se preparava para marretar a cabeça do rapaz. Contudo, um vulto rápido surgia entre os dois lutadores que, de forma súbita, eram jogados para trás.

De pé entre os dois lutadores que agora estavam deitados sobre o tatame, estava um homem alto, de cabelo ruivo e olhos amarelados, carregando consigo uma jaqueta branca com símbolo da marinha. - TENENTE DICKENS! - Os soldados a sua volta se travam em continência ao que parecia ser o líder daquele lugar. - Muito bom... - Dizia o Tenente enquanto batia palma para os dois lutadores. - É de vocês quem eu preciso! - O homem após ajudar o grandão a se levantar, aproximava-se de Shirou esticando sua mão para ajudar o bovino. - Qual é o seu nome, jovem? - Indagava o marinheiro intrigado com o rapaz.


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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022